
Brett Goodroad apresenta sua primeira exposição em Paris, ocupando três espaços da galeria Crevecoeur com pinturas que recusam qualquer fixidez de sentido.
As superfícies de Goodroad são densas e abertas ao mesmo tempo: rostos surgem e somem, figuras emergem de encostas e nuvens. O artista trabalha sobre tela, linho, seda e cobre, e muitas vezes deixa a textura crua do suporte à mostra — um gesto que o texto da mostra associa à mortalidade.
Goodroad desenvolveu uma pintura de paisagem em que o significado desliza para algo mais próximo do ser, e cada tela se torna um evento — da mesma forma que o clima é um evento. De volta à Califórnia após anos no alto deserto do Arizona, o artista chega a Paris carregando uma prática forjada longe dos centros de arte.
