
O Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea da Coreia (MMCA) apresenta a primeira grande individual de Damien Hirst na Ásia, reunindo mais de 50 obras que percorrem quatro décadas de prática. A exposição propõe uma leitura das estruturas de crença e valor que moldam a vida contemporânea — religião, ciência, arte e capital —, sugerindo que todas repousam sobre fundações estruturais surpreendentemente semelhantes, e questiona o que os humanos deveriam sentir e como deveriam viver diante da impermanência. O percurso organiza-se em quatro seções: a primeira traça os trabalhos iniciais de Hirst; a segunda apresenta as grandes instalações em vitrine de vidro, incluindo The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living (1991) — o tubarão em formol, exibido pela primeira vez na Coreia — e A Thousand Years (1990); a terceira reúne os Medicine Cabinets, as pinturas Spot e Butterfly e For the Love of God (2007), o crânio em platina cravejado de diamantes; e a quarta recria o estúdio londrino do artista no MMCA Studio, com pinturas inéditas transferidas diretamente do ateliê.
