
O Kent County Council, no sudeste da Inglaterra, foi alvo de críticas após anunciar a venda de parte de sua coleção de arte pública, incluindo fotografias do influente fotógrafo britânico Tony Ray-Jones. A decisão envolve 168 obras que devem ir a leilão, entre elas 33 imagens do artista, conhecido por registrar festividades e cenas da vida cotidiana britânica nos anos 1960.
Autoridades locais afirmam que a venda foi motivada por pressões financeiras e falta de espaço adequado para armazenar o acervo, que estaria guardado em áreas administrativas do conselho em Maidstone. Segundo a instituição, não foram encontradas alternativas viáveis para manter as obras.
Especialistas em patrimônio cultural, no entanto, criticaram a decisão. Para o historiador da fotografia Michael Pritchard, a venda de obras pertencentes ao poder público, especialmente de um fotógrafo considerado fundamental para a história da fotografia britânica, representa uma perda cultural significativa.
Críticos também apontam que o acervo poderia ter sido oferecido a museus ou instituições culturais locais, o que permitiria preservar o acesso público às obras.
Ray-Jones, que morreu em 1972 aos 31 anos, é amplamente reconhecido como um dos fotógrafos mais importantes do pós-guerra no Reino Unido.