Matisse lidera leilão moderno da Sotheby’s com 48,4 milhões de dólares numa noite de 303 milhões

"La Chaise lorraine" (1919) se torna a segunda pintura mais valiosa do artista já vendida em leilão após disputa de dez minutos entre quatro compradores

Foto: Cortesia Sotheby’s

A Sotheby’s encerrou sua sessão de arte moderna em Nova York com total de 303,3 milhões de dólares, dentro da estimativa prevista e o melhor resultado da casa para esse tipo de leilão desde novembro de 2022. A noite não teve os momentos recordistas vistos na Christie’s na véspera, mas trouxe disputas acirradas e resultados expressivos em vários lotes.

O destaque foi “La Chaise lorraine” (1919), de Henri Matisse, proveniente da coleção Barbier Mueller. A natureza-morta com uma cadeira e um prato de pêssegos foi arrematada por 48,4 milhões de dólares após dez minutos de lances entre quatro compradores, tornando-se a segunda pintura mais valiosa do artista já leiloada. Outro Matisse na sessão, “La Séance du matin”, foi a 20 milhões.

Alberto Giacometti também gerou disputas intensas. “La Clairière (Composition avec neuf figures)” foi arrematada por 23,1 milhões após cinco minutos de lances. Um Picasso da coleção Adele e Enrico Donati, “Arlequin (Buste, 1909)”, alcançou 42,6 milhões. Van Gogh e Georgia O’Keeffe registraram os segundos preços mais altos de suas carreiras em obras sobre papel, com 29,4 milhões e 2,6 milhões respectivamente.

Houve também boa demanda por surrealistas mulheres: obras de Leonor Fini e Leonora Carrington superaram suas estimativas. Nem todos os lotes encontraram comprador: o “Penseur” de Rodin foi retirado sem venda após estacionar abaixo da estimativa mínima.

A temporada de leilões de primavera em Nova York vem acumulando resultados significativos. Só na Christie’s, na segunda-feira, foram batidos recordes para Brâncuși, Miró, Pollock, Rothko e Alice Neel, com total de 1,1 bilhão de dólares. As vendas de Rothko nas duas casas nesta temporada somaram 230,5 milhões.

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