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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Através do Véu Verde" de Edo Costantini no MAC Niterói
DESCRIPTION:Edo Costantini \, “Colourful leaves Pink”\, 2022. Katonah\, New York.\n\n\n\n\nNo dia 6 de setembro\, Edo Costantini\, artista representado pela Galeria Mario Cohen\, inaugura sua primeira exposição individual em museu\, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói)\, no Rio de Janeiro\, Brasil. Com curadoria de Nicolas Martin Ferreira e texto de Paulo Herkenhoff\, a mostra reúne uma década de produção\, incluindo fotografia\, vídeo\, música e uma série de esculturas em bronze\, estas últimas criadas em colaboração com sua esposa\, a artista Delfina Braun\, e a arquiteta Delfina Muniz Barreto. \nA obra fotográfica de Edo gira em torno do sublime na natureza\, retratado por meio de representações etéreas das florestas no norte do estado de Nova York. A série\, capturada entre 2013 e 2025\, reflete sobre o ato de medir a própria existência dentro do fluxo em constante transformação do tempo. Suas caminhadas diárias pelas paisagens serenas de Katonah – Bedford Hills tornam-se um portal para revelar o extraordinário no ordinário\, para perceber o invisível e para moldar imagens novas e instigantes a partir disso. \nInspirada nessas caminhadas e em pesquisas sobre plantas sagradas\, a exposição apresentará 20 fotografias em grande formato\, uma instalação sonora intitulada Opium Whispers Sound Sculpture e a projeção de Last Survivors\, um filme de 30 minutos\, realizado no mesmo período. \nLast Survivors é uma meditação celebratória sobre a resiliência da natureza e o despertar da humanidade. Filmado na solidão da pandemia e revelado cinco anos depois\, o filme se ergue como tributo e profecia\, um lembrete urgente de que\, embora a humanidade possa sofrer\, a natureza persiste. Narrado pela atriz islandesa Hera Hilmar\, com roteiro de Costantini e Martín Hadis — especialista em Jorge Luis Borges e literatura nórdica —\, o filme conta uma história de perda\, sobrevivência e transcendência. A trilha evocativa\, composta pelo próprio Costantini com sua banda The Orpheists\, entrelaça-se à narrativa\, criando uma atmosfera de luto e esperança. \nEm diálogo com as fotografias\, o coletivo formado por Delfina Braun\, Edo Costantini e Delfina Muniz Barreto apresenta novas esculturas em bronze que habitam silenciosamente as galerias do museu. Combinando suas disciplinas — escultura\, som e instalação —\, o trio explora as formas e ritmos da natureza\, celebrando a beleza das flores e de outros elementos vivos\, refletindo sobre a ligação entre dor e cura. “Cada um de nós contribuiu com seu conhecimento\, e juntos exploramos diferentes dimensões\, tempos e espaços”\, afirmam. \nAs obras mais recentes exploram o que está além da visão: as forças ocultas essenciais ao nosso ser. Duas esferas evocam a magia silenciosa do micélio\, a rede invisível por meio da qual o mundo natural se conecta e se regenera. Dessa teia subterrânea emergem duas esculturas em diferentes escalas\, inspiradas no raro e fascinante cogumelo conhecido como “véu-de-noiva” (lady’s veil). Reconhecido por sua beleza exótica e há muito valorizado por suas propriedades medicinais e restauradoras\, ele se torna aqui tanto uma forma natural quanto uma metáfora de resiliência e renovação. \nAlém disso\, como parte da exposição\, será publicado um catálogo em capa dura\, encadernado em tecido\, com uma fotografia central na capa. Com 110 páginas\, ele traz reproduções integrais das obras expostas\, bem como textos de Nicolas Martin Ferreira\, Paulo Herkenhoff e Barbara Golubicki\, oferecendo múltiplas perspectivas sobre a exploração de uma década de Costantini em torno da natureza\, da luz e da conexão humana com o ambiente.
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LOCATION:MAC Niterói\, Mirante da Boa Viagem\, s/nº – Boa Viagem\, Niterói\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
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SUMMARY:"Título Provisório" na Nonada ZN
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Daniel Barreto – Divulgação\n\n\n\n\nCada vez mais ligada à arte\, a Kenner vai patrocinar a exposição “Título Provisório”\, que será inaugurada neste sábado (13)\, na Penha – Zona Norte do Rio de Janeiro –\, e ficará aberta ao público até 15 de novembro. A iniciativa reforça o compromisso da marca em valorizar manifestações culturais independentes\, descentralizadas e com raízes na comunidade. Integrando o circuito ArtRio\, a mostra coletiva vai reunir\, em uma fábrica desativada\, obras de oito brasileiros que exploram como as cadeias produtivas podem aproximar as pessoas e se transformar em linguagem artística. \nPinturas\, esculturas\, fotografias\, performances sonoras\, vídeos e instalações fazem parte da programação\, que também contará com visitas guiadas e bate-papo com o público. Gerente de Comunicação da Kenner\, Mariana Egert pontua que o incentivo posiciona a marca como agente ativo de experiências acessíveis que criam conexões ricas e que promovem diálogos culturais na sociedade. \n“Apoiar a arte independente é mostrar uma preocupação social que envolve tanto os artistas quanto com os moradores da região. E isso acontecer justamente no subúrbio é muito significativo\, porque a Zona Norte do Rio é plural demais e acaba\, muitas vezes\, ficando de fora desses circuitos culturais. Essa é uma oportunidade de dar ainda mais visibilidade à produção artística e engajar a comunidade local”\, afirma Mariana. \nObras criadas por Rafael Meliga\, Bruna Lamego\, Daniel Barreto\, Daniel Olej\, Gabriela Mureb\, Helô Duran\, Lucas Pires e Mbé formam o acervo da exposição\, que\, como provoca em seu nome\, busca pontuar como a noção de transitoriedade dialoga com a arte em processo\, que se constrói no trabalho diário e na relação com estruturas externas.
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SUMMARY:"Pinturas Nômades" de Beatriz Milhazes na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “A mosca”\, 2012. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\nA Casa Roberto Marinho (CRM) inaugura\, em 25 de setembro de 2025\, Pinturas Nômades\, exposição da artista plástica carioca Beatriz Milhazes\, expoente da arte contemporânea internacional. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti\, a mostra apresenta pela primeira vez no país a reprodução de projetos arquitetônicos desenvolvidos pela artista em quatro continentes — Europa\, América do Norte\, América do Sul e Ásia.A individual celebra duas décadas da atuação de Milhazes no campo das instalações pictóricas em espaços arquitetônicos e institucionais. \nProduzida pela Casa Roberto Marinho\, Pinturas Nômades constitui um panorama único: reúne intervenções site-specific realizadas na Ópera de Viena; na Tate Modern\, em Londres; na loja Selfridges\, em Manchester; no metrô de Londres; na Fundação Cartier\, em Paris; no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; no Long Museum\, em Xangai; e na Fundação Gulbenkian\, em Lisboa; entre outras permanentes\, como no projeto Art House\, na Ilha de Inujima\, Japão\, e no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque. Esses projetos\, que formam o núcleo central da mostra\, são apresentados em maquetes\, estudos e painéis inéditos no Brasil\, permitindo ao público uma rara imersão na dimensão arquitetônica da obra de Beatriz. \nDe acordo com o curador\, estas intervenções de Milhazes\, realizadas entre 2004 e 2023\, consolidam uma pesquisa visual em diálogo com superfícies arquitetônicas. Utilizando principalmente vinil colorido\, pintura mural e cerâmica\, a artista desenvolve composições que exploram luz\, cor e transparência\, estabelecendo relações entre interior e exterior\, opacidade e translucidez\, desenho e arquitetura. \nEm projetos como Gávea (Selfridges & Co.\, Manchester\, Inglaterra\, 2004)\, Guanabara (Tate Modern\, Londres\, 2005)\, Peace and Love (Estação Gloucester Road\, Londres\, 2005) e O Esplendor I e II (Long Museum\, Xangai\, 2021; e Turner Contemporary\, Margate\, Reino Unido\, 2023)\, Milhazes transforma fachadas\, janelas e espaços de circulação em experiências sensoriais marcadas por formas orgânicas\, ritmos visuais e atmosferas poéticas. \n“Esses trabalhos\, apresentados em instituições e espaços como hospitais\, metrôs e edifícios residenciais\, conjugam arte e sua relação com a questão social\, de sustentabilidade\, e com o contexto urbano\, de forma sensível. Ao inserir elementos como mandalas\, listras\, elipses ou círculos em superfícies envidraçadas ou estruturas curvas\, as obras introduzem novas camadas de significado aos ambientes\, evocando paisagens abstratas\, referências culturais e memórias visuais. Em cada intervenção\, Milhazes amplia a experiência do espaço\, propondo um encontro entre pintura\, arquitetura e contemplação”\, observa Cavalcanti. \nA pintura é o tronco principal do trabalho de Beatriz e pontua poeticamente o percurso pela Casa\, como no caso das obras Mocotó (2007)\, A Mosca (2010/2012) e Lampião (2013/2014). \nBeatriz tem\, desde o início de sua prática\, uma longa relação de observação das variadas representações da natureza e da vida cotidiana encontradas na Arquitetura\, Arte Popular\, Arte Indígena\, Arte Decorativa e universo da Arte Aplicada e História da Arte. Desta forma\, a mostra apresenta ao público carioca uma sala dedicada a seu projeto especial para a 60ª Bienal de Arte de Veneza\, em 2024\, desenvolvido para o Pavilhão das Artes Aplicadas\, uma colaboração entre o Victoria and Albert Museum (V&A)\, em Londres\, e a Bienal. As pinturas O céu\, as estrelas e o bailado (2023) e Meia-noite\, Meio-dia (2023) são exibidas com a mesa de tecidos do acervo pessoal de Milhazes\, de diferentes culturas e regiões ao redor do mundo\, referência para o desenvolvimento das obras. Completa este espaço a tapeçaria inédita Dance in Yellow (2020). \nUma das salas é dedicada a um conjunto de 11 gravuras. De acordo com a artista\, “é a técnica que mais se aproxima plasticamente do resultado dos painéis e murais”\, uma conversa entre a arte gráfica como ponto de diálogo entre as duas práticas. \nA exposição contará também com apresentações de Marcia Milhazes Cia de Dança que apresentará criações recentes\, concebidas em diálogo direto com o universo da mostra. A recorrente colaboração entre as irmãs Milhazes nas exposições de Beatriz\, no Brasil e no exterior\, é marcada por encontros que articulam composições visuais e propostas coreográficas. \nO percurso expositivo e um projeto concebido para a Casa Roberto Marinho \nA escultura suspensa Mariola (2010–2015)\, que recebe os visitantes na primeira sala\, transporta elementos recorrentes da linguagem visual de Milhazes para o tridimensional\, e ganha destaque ao estabelecer diálogo com o espaço expositivo. \nAinda no térreo da Casa\, o público se encontra com a instalação Corumbê\, concebida especialmente para a exposição\, com vinis translúcidos aplicados nas cinco janelas em arco do salão principal. A obra tece conexões afetivas e estéticas com a arquitetura da antiga residência\, evocando referências a Djanira da Motta e Silva e às tradições populares de Paraty\, cidade de origem materna de Milhazes. \nA artista conta que\, no início do processo de concepção da mostra\, ao chegar na CRM para uma reunião com Cavalcanti\, “o grande salão térreo estava vazio e as janelas emolduravam o magnífico jardim de Burle Marx. Fui seduzida! Imediatamente me surgiu a imagem de um desenho vitral dialogando com a natureza externa e poeticamente envolvendo o espaço interno. Algo para contemplar\, conviver\, refletir”\, relembra Beatriz. “No desenho para as janelas em arco\, quase capelas\, a lembrança de Djanira se fez presente. Sua obra sempre foi uma referência para minha pintura e a Coleção Roberto Marinho tem peças masters desta artista. Minha família materna é originária de Paraty\, onde a tradição de festas religiosas é uma força e passei boa parte de minha infância e adolescência. Corumbê conta uma bela história\, uma história carioca.” \nNo mesmo espaço está instalado o painel Waving Flowers\, pintura em escala real desenvolvida originalmente para a Galeria Max Hetzler\, em Berlim. Trabalhada em cinco tons de cinza\, a obra surpreende pela força plástica dentro de uma paleta monocromática\, dialogando com o piso de losangos bicolores do salão da CRM e com os vitrais de Corumbê. Na sala seguinte\, três pinturas de Djanira\, pertencentes à Coleção Roberto Marinho\, reforçam o elo entre duas gerações de mulheres centrais na arte brasileira. \nA mostra se desenvolve em todo o piso superior\, em núcleos poéticos de contemplação\, revelando o papel da cor\, da ornamentação e da estrutura visual na construção de uma linguagem singular. Segundo Lauro Cavalcanti\, a disposição das obras “toca o sublime que a arte\, por vezes\, alcança”.
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LOCATION:Casa Roberto Marinho\, R. Cosme Velho\, 1105\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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