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SUMMARY:"Dança Barbot!" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Vantoen PJR / Cia Rubens Barbot\n\n\n\n\nPossibilitar que o público possa pensar o corpo e pensar a dança é um dos desejos do Museu de Arte do Rio (MAR) ao anunciar a sua mais nova exposição. A mostra Dança Barbot! inaugura na terça-feira\, dia 15 de abril\, apresentando a trajetória e as contribuições do bailarino e coreógrafo Rubens Barbot (1949-2022) para a dança contemporânea no Brasil. A exposição realizada em parceria com o Terreiro Contemporâneo é uma homenagem ao legado do renomado bailarino e coreógrafo. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Amanda Bonan\, com os curadores assistentes Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos\, além do curador convidado Gatto Larsen\, que foi parceiro de vida de Barbot.
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SUMMARY:"A inconstância da forma" de Elizabeth Jobim na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Elizabeth Jobim\, Sem título\, 2005. Coleção Adriana Calcanhotto – Divulgação Casa Roberto Marinho\n\nO título instigante sublinha a capacidade que sua produção possui de manter em movimento uma linguagem pessoal cuja estabilidade consiste em acolher e retransformar tendências aparentemente antagônicas da arte contemporânea.Ao optar por uma organização que não privilegia a ordem cronológica o curador Paulo Venancio instiga o visitante a perceber as afinidades\, tensões e contrastes nos diversos momentos do percurso da artista. Os desenhos\, pinturas\, objetos e ocupações espaciais compartilham\, além de suas belezas intrínsecas\, a liberdade de criar e nos surpreender. Do gesto e das representações da pedra\, um dos mais básicos elementos recorrentes na poética de Beth Jobim\, emergem amplos horizontes.É estreita a relação da artista com a coleção Roberto Marinho: um belo volume seu na fachada valoriza a arquitetura da Reserva Técnica\, assim como em 2021 fez uma cuidadosa curadoria das ripas de Ione Saldanha conferindo-lhes individualidade onde antes apreciava-se sobretudo o conjunto.Agora\, a artista recorre não só a obras de nosso acervo\, como também a outras de sua propriedade\, para traçar uma biografia visual e afetiva que abarca trajetória\, influências e interlocuções com seus pares geracionais. Sua casa\, aquela da arte\, é a nossa Casa e assim por diante…Lauro CavalcantiDiretor-ExecutivoCasa Roberto Marinho
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Inventário Parcial" de Luiz Dolino no MAC Niterói
DESCRIPTION:Luiz\, Dolino\, “Polichinelo”\, 2021 – Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 14 de junho\, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói inaugura importante mostra do artista Luiz Dolino\, “Inventário Parcial”\, que contemplará telas de grandes dimensões produzidas recentemente\, entre 2020 e 2025\, exibidas em conjunto com algumas obras concluídas há 45 anos. Curado por Monica Xexéo\, o evento tem sabor de dupla comemoração para o artista: além de estar completando 80 anos de vida\, com esta exposição Dolino retorna à cidade onde foi criado\, com a qual mantém forte vínculo. Na ocasião da abertura será lançado o livro de mesmo título\, contendo ilustrações e textos de críticos arte\, artistas e amigos pessoais\, como Carlos Drummond de Andrade\, Nélida Piñon\, Frederico Moraes e Leonel Kaz. \nCom mais de cinco décadas de carreira no Brasil e tendo percorrido países mundo afora (Espanha\, Portugal\, Grécia\, Áustria\, Perú\, Uruguai\, Argentina)\, o artista plástico fluminense Luiz Dolino tem o trabalho reconhecido pela abstração geométrica. Marcadas pelo uso de cores e justaposições criativas\, suas telas se destacam pela combinação que ele\, como artista com formação também em ciências exatas\, faz com singular precisão. Na casa-ateliê em Petrópolis\, no meio da natureza exuberante\, a produção segue em ritmo enérgico\, como o espectador poderá testemunhar na mostra que ficará em cartaz até o dia 24 de agosto\, ocupando o mezanino do museu.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
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SUMMARY:"Falsas expectativas" de Alexandre Nitzsche Cysne na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Alexandre Nitzsche Cysne – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 3 de julho\, a Cavalo inaugura Falsas expectativas\, primeira exposição individual de Alexandre Nitzsche Cysne no Rio de Janeiro. Atualmente baseado em Paris\, o artista apresenta uma série de obras inéditas e outras revisitadas. São trabalhos compostos por objetos do cotidiano que atravessam o meio doméstico e urbano\, e que foram identificados e coletados em suas caminhadas entre o Brasil (seu país de origem)\, e a França (país onde reside no momento). \nExpectativas existem para serem quebradas: é um desejo projetado quanto ao que é impossível prever e controlar. Nitzsche Cysne parte dessa premissa para ocupar o espaço da galeria\, a fim de agir como ponte entre as possíveis histórias guardadas nesses materiais comuns. \nNão são somente as marcas de um relato individual que o artista revela\, mas as lacunas e os percalços que dão margem a outras origens e destinos quanto ao que é revisitado enquanto obra. Ao transpor a ordem do íntimo para o espaço expositivo\, Alexandre propõe diluir essas narrativas em um campo limítrofe\, onde o real e o fantástico se confundem e se complementam. Na Cavalo\, essas operações visam reconstruir uma casa peculiar a partir de múltiplos fragmentos\, fissuras ou retalhos de outras moradas\, artefatos urbanos\, personagens secundários que outrora não estariam juntos\, e relíquias familiares. \nNesse sentido\, quase em um processo alquímico\, borrachas escolares usadas se transformam em cascalhos\, asas de mariposa se relacionam com pentes feitos de chifre de boi\, e em uma das obras o artista supõe as cores do tapete da casa de sua avó\, que veio a desbotar por completo com o decorrer das décadas. \nNitzsche é regido pela lei dos encontros. Seu intuito com a mostra é erguer dúvidas ao espectro do familiar. Explicitar o sacro que reside no corriqueiro\, evocar o véu de melancolia que paira sobre lembranças que de pessoas tem de coletivas\, e entender a multiplicidade que compõe nossos entornos\, para assim poder molda-la e preenche-la por meio dos olhos do observador. \nFalsas expectativas almeja celebrar em comunhão a vida que resiste nas coisas do mundo.
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LOCATION:Galeria Cavalo\, Rua Sorocaba\, 51 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"A Escolha do Artista" de Luiz Aquila na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Luiz Aquila\, pintura da série Bandeira. Imagem/Divulgação\n\n\n\n\nDando continuidade e complementando a exposição no Paço Imperial que foi inaugurada em junho\, Luiz Aquila abre\, quase simultaneamente\, “A Escolha do Artista”\, no dia 10 de julho\, na Galeria Patrícia Costa. Junto à galerista que o representa há mais de 20 anos\, desta vez ele mesmo selecionou o conjunto de obras que ocupará o espaço em Copacabana\, até o dia 9 de agosto. \nMantendo um ritmo de criação constante e profícuo\, Aquila vem se dividindo entre a serra de Petrópolis e o novo ateliê na Praia de Botafogo\, onde tem passado mais dias na semana. A mudança de ares reiterou sua fonte de inspiração. \n“Desde que eu retomo a pintura de uma maneira mais gestual e espontânea\, no final dos anos 70\, a minha grande influência é o Rio. A forma orgânica das montanhas\, a própria arquitetura\, a maneira como se circula pela cidade… o simples fato de caminharmos sobre calçadas de Roberto Burle Marx\, que considero o maior artista brasileiro. Todo esse movimento e formas cariocas influenciam demais o meu trabalho\, mas não de uma forma realista. O Rio mexe com a minha ‘inner scape’\, a minha paisagem interior”. \nO texto de parede da exposição\, “Lição de Pintura” de autoria de João Cabral de Melo Neto\, aponta a maneira de Aquila pensar a própria arte. “Quadro nenhum está acabado\, disse certo pintor; se pode sem fim continuá-lo\, primeiro\, ao além de outro quadro que\, feito a partir de tal forma\, tem na tela\, oculta\, uma porta que dá a um corredor que leva a outra e a muitas outras” pode ser uma metáfora para a constante busca do artista. Segundo Aquila\, o pintor\, como um velho fauno\, está à procura da pintura. Em novembro\, embarca para Brasília para abrir outra nova mostra. \nPara essa exposição\, foi produzida uma trilogia pensando na bandeira brasileira\, com releituras em que cada uma das três telas possui uma cor predominante de verde\, azul e amarelo: “É o resgate da minha bandeira”\, afirma. \nSomam-se à série mais dez pinturas\, além de nove trabalhos em técnica mista sobre cartão\, todos recentes.
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LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
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SUMMARY:"Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Vicente do Rego Monteiro\, “Bicho”\, 1925 – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA trajetória de Vicente do Rego Monteiro\, artista entre continentes\, entre tempos e entre linguagens\, ganha nova leitura sob a curadoria do também artista Paulo Bruscky. Após itinerar por São Paulo\, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro com núcleo documental inédito\, apresentando ao público brasileiro\, pela primeira vez\, a dimensão visual e poética de um modernista muitas vezes deslocado dos centros hegemônicos de consagração. \nA exposição “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)” articula mais de 100 documentos\, obras e registros que atravessam a vida e a obra de Rego Monteiro — pintor\, escultor\, editor e poeta — cuja atuação multifacetada se deu entre a capital pernambucana e o circuito europeu. Entre manuscritos\, caligramas\, pinturas\, livros\, cartas\, fotografias e cartazes\, o que emerge é uma obra que se desenha na dobra entre o arcaico e o moderno\, entre o gesto ameríndio e o experimentalismo gráfico. \nCom um recorte que dá ênfase à produção textual e visual do artista\, Bruscky revisita uma pesquisa que teve um ponto de inflexão na mostra no Centre Georges Pompidou\, em Paris\, em 2017. Incorporando obras e arquivos\, a exposição propõe não apenas uma retrospectiva\, mas uma reinterpretação do artista enquanto figura importante da modernidade brasileira. \nEntre os destaques estão as pinturas Bicho (1925) e Moderna Degolação de São João Batista\, esta última gentilmente cedida pelo MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Há ainda livros de artista concebidos por Vicente antes mesmo da consolidação desse termo\, discos\, baralhos e um conjunto de caligramas que antecipam a estética concretista. \nVicente\, que editava em Paris e imprimia em Recife\, é figura emblemática de um modernismo lateral — que não se organiza pelo eixo Rio-São Paulo\, mas por uma cartografia própria\, onde a cerâmica marajoara\, o cubismo e a estampa japonesa coexistem. Como escreve Bruscky: “foi talvez o mais arcaico e\, por isso mesmo\, o mais moderno entre os modernistas”. Um artista cujos gestos são inseparáveis da multiplicidade cultural do país que habitou em trânsito. \nA mostra se ancora ainda no catálogo “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)”\, que inclui textos para a compreensão da obra do artista. Jorge Schwartz discute as interseções entre Vicente e o ideário antropofágico\, enquanto Gênese Andrade analisa sua produção a partir de retratos e autorrepresentações\, ampliando a leitura sobre sua atuação nas artes visuais e na poesia. \nA iniciativa da Danielian Galeria\, em promover a itinerância e ampliar o acesso ao acervo documental de Vicente do Rego Monteiro\, inscreve-se num momento importante de revalorização das margens da modernidade. Não por acaso\, é Paulo Bruscky — o mais importante artista arquivista da arte correio na América Latina — quem conduz esse gesto: um artista arquivando outro\, em espiral.
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