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SUMMARY:"Território de Lembranças" de Caninana no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Ayra Aziza. Crédito Cris Lucena\n\n\n\n\nEnxergar a potência da mudança e do deslocamento através da pintura é uma das formas que Caninana (Ayra Aziza) apresenta suas narrativas para o público. A artista inaugura no dia 22 de março a sua primeira exposição individual institucional no Museu de Arte do Rio. A mostra “Território de Lembranças” abre a temporada de exposições no MAR em 2025 e apresenta uma produção que retrata temas como: migração compulsória\, peregrinação cartográfica\, território e miscigenação. A curadoria é assinada por Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:"Dança Barbot!" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Vantoen PJR / Cia Rubens Barbot\n\n\n\n\nPossibilitar que o público possa pensar o corpo e pensar a dança é um dos desejos do Museu de Arte do Rio (MAR) ao anunciar a sua mais nova exposição. A mostra Dança Barbot! inaugura na terça-feira\, dia 15 de abril\, apresentando a trajetória e as contribuições do bailarino e coreógrafo Rubens Barbot (1949-2022) para a dança contemporânea no Brasil. A exposição realizada em parceria com o Terreiro Contemporâneo é uma homenagem ao legado do renomado bailarino e coreógrafo. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Amanda Bonan\, com os curadores assistentes Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos\, além do curador convidado Gatto Larsen\, que foi parceiro de vida de Barbot.
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SUMMARY:"A inconstância da forma" de Elizabeth Jobim na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Elizabeth Jobim\, Sem título\, 2005. Coleção Adriana Calcanhotto – Divulgação Casa Roberto Marinho\n\nO título instigante sublinha a capacidade que sua produção possui de manter em movimento uma linguagem pessoal cuja estabilidade consiste em acolher e retransformar tendências aparentemente antagônicas da arte contemporânea.Ao optar por uma organização que não privilegia a ordem cronológica o curador Paulo Venancio instiga o visitante a perceber as afinidades\, tensões e contrastes nos diversos momentos do percurso da artista. Os desenhos\, pinturas\, objetos e ocupações espaciais compartilham\, além de suas belezas intrínsecas\, a liberdade de criar e nos surpreender. Do gesto e das representações da pedra\, um dos mais básicos elementos recorrentes na poética de Beth Jobim\, emergem amplos horizontes.É estreita a relação da artista com a coleção Roberto Marinho: um belo volume seu na fachada valoriza a arquitetura da Reserva Técnica\, assim como em 2021 fez uma cuidadosa curadoria das ripas de Ione Saldanha conferindo-lhes individualidade onde antes apreciava-se sobretudo o conjunto.Agora\, a artista recorre não só a obras de nosso acervo\, como também a outras de sua propriedade\, para traçar uma biografia visual e afetiva que abarca trajetória\, influências e interlocuções com seus pares geracionais. Sua casa\, aquela da arte\, é a nossa Casa e assim por diante…Lauro CavalcantiDiretor-ExecutivoCasa Roberto Marinho
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SUMMARY:"Panta Rei sobre a Estrata" de Sophia Loeb na Carpintaria
DESCRIPTION:Sophia Loeb\, “O véu sobre a terra se reveste de fogo”\, 2025 – Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Panta Rei sobre a Estrata\, primeira exposição individual de Sophia Loeb no Brasil\, com abertura no dia 5 de junho\, na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne um conjunto de novas pinturas que exploram camadas e estratos matéricos em transformação.  \nNascida no Brasil e radicada em Londres\, Sophia Loeb cria pinturas que evocam ampliações de processos biológicos imperceptíveis\, ou traduções de erupções cósmicas  estabelecendo uma ponte entre ambientes siderais e microscópicos. Tons vibrantes e contrastes marcados revelam a importância das reverberações sensoriais em sua obra\, atraindo o espectador para um campo visual tátil e magmático. \nO processo da artista é dinâmico e imersivo: as telas são giradas\, inclinadas e trabalhadas a partir de múltiplos ângulos\, enquanto os materiais — pigmentos líquidos\, em pó e bastões a óleo — são sobrepostos\, raspados e retrabalhados em constante diálogo com a superfície. Guiada pela própria matéria\, cada cor é aplicada com gestos que denotam o interesse da artista pelo envolvimento corporal. Essa consciência tem origem em seu trabalho inicial como escultora — disciplina da qual retira a fisicalidade e o toque —\, resultando em composições densas e volumosas\, que sugerem fenômenos geológicos e deslocamentos minerais.  \nA recente mudança de Loeb para um ateliê em São Paulo provocou uma transformação em sua paleta e despertou uma nova atenção às condições atmosféricas específicas da cidade. Em sintonia com o clima local\, elementos como chuva\, vapor\, umidade e estados aquáticos surgem como estruturas de sensações e ritmos formais. \nEm Seu olhar me fascina (2025)\, a artista pinta uma composição em paleta crepuscular com contornos  ameboides circulando o que poderia ser um corpo d’água\, banhadas por uma luz azul profunda. A obra é temática e formalmente líquida\, com passagens calmas e turbulentas que fluem e refluem no espaço pictórico. \n“Suas telas não fixam uma imagem: sustentam o que vibra\, o que muda\, o que ainda não encontrou contorno. A superfície se torna um campo de relação entre cor\, corpo e tempo — espaço onde o visível é instável\, e a forma\, sempre provisória. Ao insistir na processualidade\, sua obra afirma uma ética do contato: em vez de impor\, escuta; em vez de fixar a forma\, sustenta sua permeabilidade e impermanência. Seus trabalhos parecem acompanhar o que se move — abrindo brechas para presenças que ainda não têm nome\,” escreve Ana Roman\, curadora e escritora\, no ensaio crítico que acompanha a exposição.
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LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"DES_IGUAL" de Ivani Pedrosa na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Ivani Pedrosa – Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA exposição DES_IGUAL apresenta um recorte do trabalho de Ivani Pedrosa voltado para questões atuais e urgentes\, como os conflitos mundiais\, os efeitos da globalização e os limites entre identidade e território. A partir da observação do cotidiano e das transformações profundas do “estar no mundo”\, a artista constrói séries que desdobram diferentes temas com consistência poética e formal. Entre elas\, destacam-se: Espaço Amplificado\, Imagem Amplificada\, Controle\, Fronteiras\, Paisagem Possível\, A Joia da Coroa\, e Silêncio.Em DES_IGUAL\, Ivani parte de um gesto simbólico e visual: a desconstrução de bandeiras nacionais de países em conflito\, cujas cores e formas são reorganizadas em composições pictóricas delicadas\, sugerindo novos estandartes possíveis. O que antes representava divisão e disputa é ressignificado em beleza e diálogo. Ao evitar o confronto direto\, a artista propõe caminhos sutis de reflexão sobre pertencimento\, alteridade e paz.A exposição ecoa o conceito de “infamiliar” proposto por Freud — a presença do estranho no lugar do que deveria ser acolhedor — e retoma uma linha de investigação sobre o “Narciso Contemporâneo”\, onde o “eu” se sobrepõe ao coletivo\, seja em indivíduos ou em nações. Nesse contexto\, a arte surge como território de resistência sensível\, capaz de abrir brechas de significado diante do colapso simbólico do mundo.A mostra se completa com obras silenciosas e esculturas que evocam a ideia de ninho\, ovo e espelhamento. São formas que falam de abrigo\, origem e encontro — elementos fundamentais para pensar o estar-no-mundo\, individual e coletivamente.Como respiro final\, a artista insere uma citação de Mia Couto\, pela voz do personagem João Sabão\, que reverbera o espírito da mostra: “Encheram a terra de fronteiras e carregaram o céu de bandeiras. Mas só há duas nações — a dos vivos e a dos mortos.”
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SUMMARY:"V&P [vermelho&preto]" na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Filipi Dahrlan – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNa exposição V&P [vermelho&preto]\, o encontro entre duas cores fundamentais — o vermelho e o preto — revela um território de intensidade\, contraste e significados múltiplos. Cada artista aqui presente explora essas cores como matéria e linguagem\, seja no embate visual entre elas\, seja em sua presença isolada e absoluta. \nO vermelho pulsa: é urgência\, corpo\, paixão\, perigo\, luta. O preto concentra: é silêncio\, sombra\, profundidade\, resistência. Na convivência ou na solidão dessas cores\, surgem tensões que atravessam o campo estético e tocam o simbólico e o político. \nAs obras de Anna Bella Geiger\, Anna Dantas\, Caligrapixo\, Filipi Dahrlan\, Gui Machado\, Lica Cecato\, Mazzuchini e Regina Silveira formam um percurso onde o olhar é provocado a reconhecer no gesto\, na superfície e na ausência de cor uma afirmação sensível. V&P é mais que uma paleta restrita — é um convite a escutar os ecos do visível\, a perceber o não-dito\, a sentir o impacto daquilo que\, em vermelho e preto\, se insinua ou grita.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Inventário Parcial" de Luiz Dolino no MAC Niterói
DESCRIPTION:Luiz\, Dolino\, “Polichinelo”\, 2021 – Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 14 de junho\, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói inaugura importante mostra do artista Luiz Dolino\, “Inventário Parcial”\, que contemplará telas de grandes dimensões produzidas recentemente\, entre 2020 e 2025\, exibidas em conjunto com algumas obras concluídas há 45 anos. Curado por Monica Xexéo\, o evento tem sabor de dupla comemoração para o artista: além de estar completando 80 anos de vida\, com esta exposição Dolino retorna à cidade onde foi criado\, com a qual mantém forte vínculo. Na ocasião da abertura será lançado o livro de mesmo título\, contendo ilustrações e textos de críticos arte\, artistas e amigos pessoais\, como Carlos Drummond de Andrade\, Nélida Piñon\, Frederico Moraes e Leonel Kaz. \nCom mais de cinco décadas de carreira no Brasil e tendo percorrido países mundo afora (Espanha\, Portugal\, Grécia\, Áustria\, Perú\, Uruguai\, Argentina)\, o artista plástico fluminense Luiz Dolino tem o trabalho reconhecido pela abstração geométrica. Marcadas pelo uso de cores e justaposições criativas\, suas telas se destacam pela combinação que ele\, como artista com formação também em ciências exatas\, faz com singular precisão. Na casa-ateliê em Petrópolis\, no meio da natureza exuberante\, a produção segue em ritmo enérgico\, como o espectador poderá testemunhar na mostra que ficará em cartaz até o dia 24 de agosto\, ocupando o mezanino do museu.
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SUMMARY:"A (des)ordem natural das coisas" de Laura Villarosa na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea
DESCRIPTION:Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA Galeria Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea apresenta “A (des)ordem natural das coisas”\, primeira exposição individual da artista Laura Villarosa na galeria. A mostra reúne onze trabalhos inéditos\, resultado de uma investigação que une pintura e elementos têxteis em composições tridimensionais. \nNascida em Palermo\, Itália (1961)\, e radicada em Niterói\, RJ\, Villarosa desenvolve uma prática que articula a paisagem\, as questões ambientais\, propondo narrativas visuais que confrontam o espectador com as contradições da natureza e da percepção. Em suas obras\, técnicas como tecer\, bordar e moldar são revisitadas\, resultando em obras que se equilibram entre o duro e o suave\, o preciso e o irregular\, o sólido e o permeável. \nA exposição propõe uma reflexão sobre a ideia de ordem e desordem nos sistemas naturais\, revelando a instabilidade como parte essencial da experiência sensível. \nNas palavras da artista “Falar de paisagem atualmente épensar em tudo ao mesmo tempo e agora. Encontro sentido na mistura de materiais\, elementos e partes que compõem uma coisa só. Somos agentes do desordenamento\, dentro de um sistema que cumpre seus ciclos\, que se reordena e nos atura o quanto pode. Não esqueço das águas limpas que correm nos rios\, dos céus azuis e das nuvens. É a esperança e o sonho”.
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LOCATION:Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea\, Estr. da Gávea\, 712 - São Conrado\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
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SUMMARY:"Ano luz" de Detanico Lain na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Detanico Lain\, “Desmesura (Nuvens)”\, 2022 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 26 de junho\, das 19h às 22h\, a Silvia Cintra + Box 4 inaugura Ano luz\, nova individual de Detanico Lain na galeria em parceria com a galeria Vermelho. A exposição conta com cinco séries nas quais a dupla adota a linguagem como sujeito e objeto de seu trabalho. As obras\, desenvolvidas em diferentes técnicas\, demonstram a dimensão poética e a diversidade do processo criativo dessa dupla\, trazendo a público um novo universo no qual códigos de representação e organização são revistos. \nUm dos destaques é a série O dia mais curto\, o dia mais longo\, na qual Detanico e Lain representam os solstícios de inverno e verão em diferentes localidades. Aqui vemos as representações da luz e sombra incidentes sobre Porto Alegre nessas duas ocasiões durante todas as 24 horas de cada um dos dias\, representadas com suas pinturas murais com 24 faixas de diferentes intensidades\, do preto ao branco. Na parede oposta\, encontramos a série Nuvens (2022)\, um conjunto de 9 imagens de nuvens brancas sobre fundo azul. À distância\, o visitante pode\, como em um jogo\, procurar formas nas nuvens\, mas\, ao se aproximar\, vê que\, na verdade\, as nuvens são feitas de letras que formam palavras. Os vocábulos\, espalhados pelas manchas\, também exigem alguma investigação para desvelar a palavra que lá está. \nSeus trabalhos refletem o fascínio que eles dividem com a capacidade humana de contemplar o mundo ao seu redor e além. Imbuídas de referências científicas\, matemáticas e literárias\, suas obras aplicam temas de tempo\, espaço\, memória e o infinito além. \nOs artistas Angela Detanico e Rafael Lain utilizam o Helvetica Concentrated — um sistema de escrita criado por eles em 2004\, em colaboração com Jiří Skála\, que transforma cada caractere da fonte Helvetica de 1957 em um ponto correspondente à sua massa — em duas de suas séries. Na série Nome das Estrelas\, eles usam esse sistema para transcrever os nomes das 287 estrelas listadas no “Catálogo de Estrelas Brilhantes do Observatório da Universidade de Yale”. Ao sobrepor as letras em forma de ponto\, Detanico Lain criam imagens que representam a vibração da luz das estrelas: quanto mais extenso o nome\, mais brilhante a imagem resultante\, e nomes mais curtos geram imagens mais escuras. A dupla também emprega o Helvetica Concentrated em sua série\, Corpos Celestes\, lançada em 2024 no Centre Pompidou\, em Paris\, por ocasião da indicação dos artistas ao Prix Marcel Duchamp. Esta série celebra os 20 anos do sistema de escrita\, aprofundando a exploração da relação entre linguagem\, imagem e o cosmos por meio da tridimensionalização desse pensamento\, em que as obras\, penduradas no teto\, orbitam o espaço da galeria. \nSeguindo o pensamento dos artistas em desenvolver uma série de sistemas de escrita\, a mostra conta com uma obra da série Radiante\, na qual a palavra “sol” é escrita em diferentes idiomas\, de acordo com um gráfico que simula os raios do sol. Para cada quadrante desse gráfico\, os artistas atribuem uma letra. Cada módulo/letra é reproduzido em madeira folheada a ouro. No caso da exposta\, “Nar” é a palavra mongol para sol. \nPor fim\, a obra Time square nos fascina por sua representação inusitada do tempo. Nela\, quatro relógios são dispostos de forma que seus ponteiros se alinham para formar um quadrado. Essa criação vai além de simplesmente marcar as horas; ela explora a interseção entre o tempo cronológico e a forma geométrica\, convidando o observador a refletir sobre como percebemos e medimos o tempo. Ao transformar a fluidez dos ponteiros em uma figura estática\, a obra brinca com a nossa expectativa e oferece uma nova perspectiva sobre a passagem do tempo.
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SUMMARY:"Falsas expectativas" de Alexandre Nitzsche Cysne na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Alexandre Nitzsche Cysne – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 3 de julho\, a Cavalo inaugura Falsas expectativas\, primeira exposição individual de Alexandre Nitzsche Cysne no Rio de Janeiro. Atualmente baseado em Paris\, o artista apresenta uma série de obras inéditas e outras revisitadas. São trabalhos compostos por objetos do cotidiano que atravessam o meio doméstico e urbano\, e que foram identificados e coletados em suas caminhadas entre o Brasil (seu país de origem)\, e a França (país onde reside no momento). \nExpectativas existem para serem quebradas: é um desejo projetado quanto ao que é impossível prever e controlar. Nitzsche Cysne parte dessa premissa para ocupar o espaço da galeria\, a fim de agir como ponte entre as possíveis histórias guardadas nesses materiais comuns. \nNão são somente as marcas de um relato individual que o artista revela\, mas as lacunas e os percalços que dão margem a outras origens e destinos quanto ao que é revisitado enquanto obra. Ao transpor a ordem do íntimo para o espaço expositivo\, Alexandre propõe diluir essas narrativas em um campo limítrofe\, onde o real e o fantástico se confundem e se complementam. Na Cavalo\, essas operações visam reconstruir uma casa peculiar a partir de múltiplos fragmentos\, fissuras ou retalhos de outras moradas\, artefatos urbanos\, personagens secundários que outrora não estariam juntos\, e relíquias familiares. \nNesse sentido\, quase em um processo alquímico\, borrachas escolares usadas se transformam em cascalhos\, asas de mariposa se relacionam com pentes feitos de chifre de boi\, e em uma das obras o artista supõe as cores do tapete da casa de sua avó\, que veio a desbotar por completo com o decorrer das décadas. \nNitzsche é regido pela lei dos encontros. Seu intuito com a mostra é erguer dúvidas ao espectro do familiar. Explicitar o sacro que reside no corriqueiro\, evocar o véu de melancolia que paira sobre lembranças que de pessoas tem de coletivas\, e entender a multiplicidade que compõe nossos entornos\, para assim poder molda-la e preenche-la por meio dos olhos do observador. \nFalsas expectativas almeja celebrar em comunhão a vida que resiste nas coisas do mundo.
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LOCATION:Galeria Cavalo\, Rua Sorocaba\, 51 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"A Escolha do Artista" de Luiz Aquila na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Luiz Aquila\, pintura da série Bandeira. Imagem/Divulgação\n\n\n\n\nDando continuidade e complementando a exposição no Paço Imperial que foi inaugurada em junho\, Luiz Aquila abre\, quase simultaneamente\, “A Escolha do Artista”\, no dia 10 de julho\, na Galeria Patrícia Costa. Junto à galerista que o representa há mais de 20 anos\, desta vez ele mesmo selecionou o conjunto de obras que ocupará o espaço em Copacabana\, até o dia 9 de agosto. \nMantendo um ritmo de criação constante e profícuo\, Aquila vem se dividindo entre a serra de Petrópolis e o novo ateliê na Praia de Botafogo\, onde tem passado mais dias na semana. A mudança de ares reiterou sua fonte de inspiração. \n“Desde que eu retomo a pintura de uma maneira mais gestual e espontânea\, no final dos anos 70\, a minha grande influência é o Rio. A forma orgânica das montanhas\, a própria arquitetura\, a maneira como se circula pela cidade… o simples fato de caminharmos sobre calçadas de Roberto Burle Marx\, que considero o maior artista brasileiro. Todo esse movimento e formas cariocas influenciam demais o meu trabalho\, mas não de uma forma realista. O Rio mexe com a minha ‘inner scape’\, a minha paisagem interior”. \nO texto de parede da exposição\, “Lição de Pintura” de autoria de João Cabral de Melo Neto\, aponta a maneira de Aquila pensar a própria arte. “Quadro nenhum está acabado\, disse certo pintor; se pode sem fim continuá-lo\, primeiro\, ao além de outro quadro que\, feito a partir de tal forma\, tem na tela\, oculta\, uma porta que dá a um corredor que leva a outra e a muitas outras” pode ser uma metáfora para a constante busca do artista. Segundo Aquila\, o pintor\, como um velho fauno\, está à procura da pintura. Em novembro\, embarca para Brasília para abrir outra nova mostra. \nPara essa exposição\, foi produzida uma trilogia pensando na bandeira brasileira\, com releituras em que cada uma das três telas possui uma cor predominante de verde\, azul e amarelo: “É o resgate da minha bandeira”\, afirma. \nSomam-se à série mais dez pinturas\, além de nove trabalhos em técnica mista sobre cartão\, todos recentes.
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LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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