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SUMMARY:"José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Obra de José Bezerra. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOs jardins do Museu do Pontal vão se transformar em parque de esculturas com a inauguração\, no dia 9 de novembro\, da exposição José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau. A mostra reúne nove obras de madeira de grandes proporções – algumas chegam a ter mais de 3 metros de altura –\, criadas pelo genial artista pernambucano\, convidado especial do evento\, e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra\, Dário Bezerra e Luiz Benício. A abertura marca ainda o lançamento do documentário José Bezerra\, Artista\, e terá show do cantor e compositor Siba\, um apaixonado por cultura popular. \n– O Vale do Catimbau\, um dos principais sítios arqueológicos do Brasil\, fornece matéria-prima e inspiração para a produção artística de José Bezerra. Ele costuma dizer que foi num sonho que entendeu que deveria dedicar-se a transformar galhos retorcidos de árvores mortas e caídas em animais e seres imaginários tão intrigantes e enigmáticos quanto belos\, dando-lhes uma nova oportunidade de vida. A cor original da madeira\, que recebe o mínimo de intervenções de facão\, serrote e formão\, confere a suas esculturas uma expressividade singular\, em formas que parecem não se esforçar para surgir de dentro da matéria natural – observa Lucas Van de Beuque\, curador da mostra ao lado da antropóloga Angela Mascelani e um dos diretores do filme. \nJosé Bezerra nasceu em Buíque\, uma das três cidades do Vale do Catimbau\, em 1952. Escultor\, poeta e músico autodidata\, é pioneiro no trabalho em madeira na região e formador de diversos discípulos\, entre eles os três artistas que também participam da mostra. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e ganhou exposições e reconhecimento. Além do Museu do Pontal\, suas obras integram coleções ou foram expostas em instituições como Museu de Arte Moderna de São Paulo\, Pinacoteca do Estado de São Paulo\, Museu de Arte Moderna do Rio\, Museu de Arte do Rio e Fondation Cartier Pour I’art contemporain\, na França. \n– Tanto a exposição quanto o documentário são resultado do programa de pesquisas que o Museu do Pontal desenvolve há 20 anos\, indo a campo para registrar e dar visibilidade aos artistas das camadas populares do Brasil. Os artistas do Vale do Catimbau\, especialmente o genial José Bezerra\, foram objeto de pesquisa nos últimos anos. Toda as obras selecionadas para a exposição passam a integrar o acervo do Museu e ficarão expostas até junho de 2025 – conta Angela Mascelani. \nA genialidade de Bezerra e sua relação simbiótica com o Catimbau estão registradas no curta documental José Bezerra\, Artista. Dirigido por Lucas Van de Beuque e Karen Black\, o filme terá sua primeira sessão pública no evento. Logo depois\, o multiartista mostrará seu lado musical acompanhado do Trio Pernambucano. \n– Buscamos fazer o filme que o artista gostaria de fazer. Não há críticos ou especialistas em arte falando\, é o próprio José Bezerra quem imagina\, orienta e narra como seria esse documentário sobre ele” afirma Karen Black.
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SUMMARY:"O dono do MAR" de Primo da Cruz no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Primo da Cruz – Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\n“O dono do MAR”\, é a primeira exposição individual institucional que reúne e celebra a obra do artista Primo da Cruz (1983-2020). Nas obras apresentadas na mostra\, a realidade e a imaginação convivem com crenças\, desejos e vislumbres de um jovem criado em uma favela que viveu com as complexidades resultantes do amor de uma família e do descaso do Estado. A curadoria da mostra é assinada por Alexis Zelensky\, Armando Antenore\, Clarissa Diniz\, Felipe Carnaúba e Maxwell Alexandre\, além do acompanhamento curatorial da Equipe MAR\, composta por Amanda Bonan\, Marcelo Campos\, Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:"Território de Lembranças" de Caninana no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Ayra Aziza. Crédito Cris Lucena\n\n\n\n\nEnxergar a potência da mudança e do deslocamento através da pintura é uma das formas que Caninana (Ayra Aziza) apresenta suas narrativas para o público. A artista inaugura no dia 22 de março a sua primeira exposição individual institucional no Museu de Arte do Rio. A mostra “Território de Lembranças” abre a temporada de exposições no MAR em 2025 e apresenta uma produção que retrata temas como: migração compulsória\, peregrinação cartográfica\, território e miscigenação. A curadoria é assinada por Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:"Dança Barbot!" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Vantoen PJR / Cia Rubens Barbot\n\n\n\n\nPossibilitar que o público possa pensar o corpo e pensar a dança é um dos desejos do Museu de Arte do Rio (MAR) ao anunciar a sua mais nova exposição. A mostra Dança Barbot! inaugura na terça-feira\, dia 15 de abril\, apresentando a trajetória e as contribuições do bailarino e coreógrafo Rubens Barbot (1949-2022) para a dança contemporânea no Brasil. A exposição realizada em parceria com o Terreiro Contemporâneo é uma homenagem ao legado do renomado bailarino e coreógrafo. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Amanda Bonan\, com os curadores assistentes Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos\, além do curador convidado Gatto Larsen\, que foi parceiro de vida de Barbot.
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SUMMARY:"Entre olhares - Encontros com a Coleção Roberto Marinho" na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Iberê Camargo\, Sem título\, 1975. Coleção Casa Roberto Marinho | Instituto Casa Roberto Marinho © Iberê Camargo – Fundação Iberê\n\nLá pelos anos 80\, quando comecei a estudar arte\, eu descobri trabalhos que me emocionavam muito. Cada descoberta era como um êxtase\, e matéria a ser absorvida\, vivida\, por vezes copiada descaradamente. A liberdade da inocência. \nPouco a pouco fui descobrindo meu caminho com informações e influências do que andava acontecendo pelo mundo nos anos 70 e 80\, mas também sempre bebendo nas fontes do passado\, do Brasil e do mundo\, conversando com os mortos. Cada trabalho que arrebata é um desafio: você olha\, pensa\, tenta repetir a seu modo\, vai explorando. Uma conversa que não podia ser apenas celebratória\, precisava ser próxima\, íntima\, irreverente.Inicialmente\, meu trabalho era abstrato gestual. Certo dia\, eu tive um interesse em desenhar uma estátua que estava emprestada na minha casa. Era uma réplica da escultura maneirista O rapto da Sabina\, de Giambologna. Meio sem me dar conta\, a princípio\, comecei ali as séries das Sabinas e do Laocoonte; essas séries falam de um modo de ensinar arte que passava pela cópia de pinturas e de esculturas clássicas para aprender repetindo o passado.Eu entrava na série de artistas estudantes pela porta de entrada da academia\, mas abstraindo\, trazendo o maneirismo para o meu interesse no gesto\, no corpo\, na percepção do espaço. A arte se comunica em sua infinita série\, o objeto pré-histórico ainda fala com a escultura moderna e contemporânea. Meu trabalho trava um diálogo com a história da arte\, e fala disso.Esse meu diálogo com a Coleção Roberto Marinho começa com Iberê Camargo e Jorginho Guinle. Roberto Marinho formou sua coleção com seu olhar\, e também acompanhando artistas amigos em visitas e aquisições.Eu comecei a colecionar trocando trabalhos com colegas e amigos. Havia um exercício de parceria e admiração\, e a vontade de ter trabalhos perto de mim. Alguns dos meus amigos já se foram\, mas guardo sua presença em suas obras. Colecionar é um prazer imenso\, os bons trabalhos vão ganhando mais e mais significados com o tempo.Colecionar é também conversar\, colocar obras lado a lado. Em 2021 participei de um projeto na Casa Roberto Marinho chamado A Escolha do Artista com curadoria de Lauro Cavalcanti. Eu escolhi na coleção um grupo de Ripas de Ione Saldanha. Esse diálogo deu origem a uma exposição muito particular\, quando fiz uma montagem livre das Ripas e\, na época\, um novo caminho se abriu no meu trabalho. Apesar da distância histórica das obras\, o olhar contemporâneo atualiza a leitura e mantém as obras vivas.Esse diálogo de obras por ocasião da exposição “A inconstância da forma”\, na Casa Roberto Marinho\, é uma viagem às origens dos meus interesses na arte\, às imagens que me formaram\, às ideias e/ou formas que roubei\, às epifanias\, descobertas que vivenciei vendo obras de diversos tempos. Neste momento de rever minha trajetória\, convido o público a partilhar minha visão pessoal num enlace entre obras que me falam ao coração. Uma instalação que não pretende ser didática\, mas sim um mergulho com muito amor e liberdade e\, espero\, instigante.Elizabeth Jobim
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LOCATION:Casa Roberto Marinho\, R. Cosme Velho\, 1105\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"A inconstância da forma" de Elizabeth Jobim na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Elizabeth Jobim\, Sem título\, 2005. Coleção Adriana Calcanhotto – Divulgação Casa Roberto Marinho\n\nO título instigante sublinha a capacidade que sua produção possui de manter em movimento uma linguagem pessoal cuja estabilidade consiste em acolher e retransformar tendências aparentemente antagônicas da arte contemporânea.Ao optar por uma organização que não privilegia a ordem cronológica o curador Paulo Venancio instiga o visitante a perceber as afinidades\, tensões e contrastes nos diversos momentos do percurso da artista. Os desenhos\, pinturas\, objetos e ocupações espaciais compartilham\, além de suas belezas intrínsecas\, a liberdade de criar e nos surpreender. Do gesto e das representações da pedra\, um dos mais básicos elementos recorrentes na poética de Beth Jobim\, emergem amplos horizontes.É estreita a relação da artista com a coleção Roberto Marinho: um belo volume seu na fachada valoriza a arquitetura da Reserva Técnica\, assim como em 2021 fez uma cuidadosa curadoria das ripas de Ione Saldanha conferindo-lhes individualidade onde antes apreciava-se sobretudo o conjunto.Agora\, a artista recorre não só a obras de nosso acervo\, como também a outras de sua propriedade\, para traçar uma biografia visual e afetiva que abarca trajetória\, influências e interlocuções com seus pares geracionais. Sua casa\, aquela da arte\, é a nossa Casa e assim por diante…Lauro CavalcantiDiretor-ExecutivoCasa Roberto Marinho
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SUMMARY:"Panta Rei sobre a Estrata" de Sophia Loeb na Carpintaria
DESCRIPTION:Sophia Loeb\, “O véu sobre a terra se reveste de fogo”\, 2025 – Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Panta Rei sobre a Estrata\, primeira exposição individual de Sophia Loeb no Brasil\, com abertura no dia 5 de junho\, na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne um conjunto de novas pinturas que exploram camadas e estratos matéricos em transformação.  \nNascida no Brasil e radicada em Londres\, Sophia Loeb cria pinturas que evocam ampliações de processos biológicos imperceptíveis\, ou traduções de erupções cósmicas  estabelecendo uma ponte entre ambientes siderais e microscópicos. Tons vibrantes e contrastes marcados revelam a importância das reverberações sensoriais em sua obra\, atraindo o espectador para um campo visual tátil e magmático. \nO processo da artista é dinâmico e imersivo: as telas são giradas\, inclinadas e trabalhadas a partir de múltiplos ângulos\, enquanto os materiais — pigmentos líquidos\, em pó e bastões a óleo — são sobrepostos\, raspados e retrabalhados em constante diálogo com a superfície. Guiada pela própria matéria\, cada cor é aplicada com gestos que denotam o interesse da artista pelo envolvimento corporal. Essa consciência tem origem em seu trabalho inicial como escultora — disciplina da qual retira a fisicalidade e o toque —\, resultando em composições densas e volumosas\, que sugerem fenômenos geológicos e deslocamentos minerais.  \nA recente mudança de Loeb para um ateliê em São Paulo provocou uma transformação em sua paleta e despertou uma nova atenção às condições atmosféricas específicas da cidade. Em sintonia com o clima local\, elementos como chuva\, vapor\, umidade e estados aquáticos surgem como estruturas de sensações e ritmos formais. \nEm Seu olhar me fascina (2025)\, a artista pinta uma composição em paleta crepuscular com contornos  ameboides circulando o que poderia ser um corpo d’água\, banhadas por uma luz azul profunda. A obra é temática e formalmente líquida\, com passagens calmas e turbulentas que fluem e refluem no espaço pictórico. \n“Suas telas não fixam uma imagem: sustentam o que vibra\, o que muda\, o que ainda não encontrou contorno. A superfície se torna um campo de relação entre cor\, corpo e tempo — espaço onde o visível é instável\, e a forma\, sempre provisória. Ao insistir na processualidade\, sua obra afirma uma ética do contato: em vez de impor\, escuta; em vez de fixar a forma\, sustenta sua permeabilidade e impermanência. Seus trabalhos parecem acompanhar o que se move — abrindo brechas para presenças que ainda não têm nome\,” escreve Ana Roman\, curadora e escritora\, no ensaio crítico que acompanha a exposição.
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SUMMARY:"Tem índio me espiando\, dizia o meu pai" de Josely Carvalho na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Josely Carvalho\, Araucarias – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 8 de maio\, a Cavalo inaugura “Tem índio me espiando\, dizia o meu pai”\, individual de Josely Carvalho\, com curadoria de Dária Jaremtchuk. As obras refletem o processo da artista na atualização da memória do povo originário Xetá\, último grupo indígena isolado do estado do Paraná a ter contato significativo com a sociedade nacional. Sua ligação com a história Xetá\, que remonta à infância\, é marcada pela lembrança da frase que dá título à exposição: “tem índio me espiando”\, palavras ditas por seu pai\, cafeicultor na Serra dos Dourados: “ele falava baixo\, como quem revela um segredo antigo\, um mistério que vinha da mata fechada. Eu imaginava homens silenciosos\, camuflados entre as folhas\, sentados nos galhos mais altos das árvores\, observando tudo sem fazer barulho”\, rememora a artista. \nEntre artefatos recuperados e histórias contadas em casa\, Josely encontrou suas raízes familiares entrelaçadas à trajetória de um povo que resiste à violência do colonialismo. O desaparecimento da paisagem neotropical\, terra indígena originária devastada para o plantio do café\, reacendeu na artista a urgência em retomar sua pesquisa sobre o genocídio dos Xetá. \nFoi durante a ditadura militar — quando se considerava o povo Xetá extinto desde a década de 1950 — que Josely\, já vivendo em Nova York\, deu início a um projeto de busca por arquivos esquecidos. Ao descobrir sobreviventes do genocídio que davam então corpo às suas imagens de infância\, a artista percebeu como a alteridade negada desses olhares da mata era constitutiva de seu próprio lugar no mundo. Desde o princípio\, sua obra se configurou como um gesto quase instintivo de reparação\, ao lançar luz sobre uma história atravessada pelo apagamento e pela resistência. Após tantos anos\, a artista apresenta na galeria Cavalo uma nova versão da instalação “Xetá”\, com a incorporação de uma pesquisa acerca da situação atual do grupo e da luta pela sua terra originária\, ao lado dos antropólogos Edilene Coffaci de Lima\, Rafael Pacheco Marinho e Julio Xetá. Como escreve a própria artista: “hoje\, minha arte e o ativismo Xetá se misturam. Os Xetá reconstituem suas narrativas e histórias\, lutam pelo reconhecimento de sua existência e pela demarcação das suas terras na Serra dos Dourados\, contra qualquer Marco temporal. Eu tenho lutado pelo lugar que vai além do meu corpo\, aquele ninho devorado pelas iraras”. \nA exposição revela aspectos sensoriais e sensíveis presentes no complexo percurso Xetá\, exibindo também depoimentos\, gravuras\, vídeos e um trabalho olfativo. Ao borrar as fronteiras entre o pessoal e o coletivo\, Josely parte de sua conexão de longa data com o apagamento indígena para refletir sobre a profunda desterritorialização vivida tanto pelos oito sobreviventes da etnia\, quanto pela própria artista\, ao deixar o Brasil no ano de 1964.
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LOCATION:Galeria Cavalo\, Rua Sorocaba\, 51 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Praticar em todos os tons" de Eloá Carvalho na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Eloá Carvalho\, “Vestígios”\, 2025 – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nA Galeria Silvia Cintra + Box4 apresenta “Praticar em todos os tons”\, primeira exposição individual de Eloá Carvalho na galeria\, que inaugura no dia 15 de maio\, das 19h às 22h\, no Rio de Janeiro. A mostra reúne um conjunto inédito de pinturas que traduzem\, em camadas visuais sensíveis\, fragmentos de experiências afetivas e memórias subjetivas. \nO ponto de partida para a exposição foi uma visita da artista ao estúdio de um músico\, onde encontrou uma partitura com a frase que dá nome à mostra. Inspirada por essa inscrição\, Eloá criou cerca de 26 obras inéditas\, que integram a exposição e aprofundam sua pesquisa sobre a imagem\, a memória e a delicadeza dos gestos cotidianos. As pinturas investigam as possibilidades poéticas da linguagem visual como tradução de afetos e lembranças\, articulando imagens oriundas de arquivos íntimos e institucionais em composições que lidam com o tempo\, o gesto e a sobreposição de camadas — tudo guiado por um processo marcado pela intuição e pela sensibilidade. \nO título da exposição\, “Praticar em todos os tons”\, ganha ainda mais densidade quando confrontado com a paleta escolhida por Eloá: uma escala cromática que transita entre o branco\, o cinza e o preto. Ao optar por esses matizes\, a artista aprofunda sua investigação sobre nuances sutis — não apenas visuais\, mas também emocionais. Longe de qualquer monotonia\, essa escolha revela um espectro vasto de sensações\, como se cada tom carregasse em si uma vibração afetivadistinta. \nNo texto curatorial\, o artista Laercio Redondo observa como as obras de Eloá operam como uma “partitura afetiva”\, ecoando a ideia de fragmentos de discursos amorosos de Roland Barthes. Redondo ressalta a delicadeza com que Eloá constrói narrativas visuais a partir desses arquivos\,  sobrepondo imagens em composições que lembram o cinema: colagens que entrelaçam vidas\, tempos e afetos. Com pinceladas que oscilam entre o gesto livre e a composição minuciosa\, as pinturas de Eloá provocam uma escuta visual — uma forma de contemplação que exige tempo e entrega. As obras se apresentam como paisagens interiores\, onde o afeto e a memória moldam o ritmo e a forma\, convidando o espectador a se aproximar não como voyeur\, mas como cúmplice de uma sensibilidade compartilhada. \n“A pintura\, para Eloá\, é uma travessia. Um território movediço que exige insistência\, mas que oferece\, em troca\, vislumbres de algo profundamente humano e comum a todos nós”\, escreve Redondo. Com essa exposição\, Eloá Carvalho firma-se como um dos nomes promissores da nova geração da arte contemporânea brasileira\, apresentando uma poética que investiga a potência do afeto e da subjetividade através da linguagem da pintura. \nNascida em 1980\, em Niterói\, Eloá vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduou-se em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ e frequentou diversos cursos e grupos de estudos com artistas e teóricos de arte contemporânea. Sua pesquisa artística está relacionada à imagem e à construção de uma espécie de narrativa silenciosa através da presença de diferentes figuras\, bem como das relações possíveis. \nAs imagens criadas pela artista partem do seu interesse pela investigação histórica de fotografias e do cinema\, assim como pela percepção poética do cotidiano\, em suas características físicas e ideológicas. Seu trabalho articula-se com as camadas da memória\, resgatando arquivos fotográficos e documentais por meio de um processo cuidadoso de edição. A sua pintura reflete o mundo do qual fazemos parte\, sendo sempre a sua primeira língua na arte.
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LOCATION:Galeria Silvia Cintra + Box4\, Rua das Acácias\, 104 – Gávea\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Sobre Pintura" de Alberto Saraiva na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Alberto Saraiva\, “Paisagem Amazônica”\, 2024. Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nUsando acrílica e óleo sobre tela\, Alberto Saraiva vai construindo uma narrativa própria em nuances coloridas capazes de revelar sutilezas\, entre planos e figuras\, ao olhar mais atento. “Sobre Pintura”\, individual do artista que ocorre entre maio e junho\, na Galeria Patrícia Costa\, apresentará um conjunto com cerca de 20 pinturas de Alberto Saraiva. A curadora\, Daniele Machado\, selecionou um recorte que vai de 2009 à produção recente\, de 2025 – algumas obras foram produzidas para esta exposição\, como o díptico “Chuvinha de outono”. Segundo Daniele\, a pintura de Alberto é construída por partes\, com centros de gravidade coexistentes\, que ora disputam\, ora desorientam\, ao tensionarem a perspectiva clássica que tanto educou o olhar ocidental. O conjunto reflete a investigação do pintor sobre a metafísica em diálogo com a tradição pictórica. \n“Eu busco a presença humana no horizonte\, no desconhecido\, ainda que ela não esteja dentro da tela\, mas fora dela”\, afirma Alberto Saraiva. \nMesmo tendo começado a se interessar por arte aos 7 anos de idade\, quando começou a desenhar\, foi aos 21 que Alberto teve seu real encontro com a pintura\, tendo Katie Van Schepenberg como a sua grande mestra\, durante dez anos\, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (onde anos mais tarde ele mesmo viria a se tornar professor). Katie foi\, para ele\, uma referência que o ensinou a compreender a pintura como realidade física e\, igualmente\, como pensamento. “Costumo sempre relembrar o ‘paradoxo da Katie’\, que dizia que a pintura não é algo que você ensina\, no entanto algumas pessoas aprendem. A pintura\, na verdade\, é um pensamento que parte da matéria\, que são os pincéis\, as tintas\, os lápis; a partir daí criamos uma imagem que se torna um pensamento claro que pode se desenvolver ou não. Pintura é um processo\, passa pelo refinamento do pensamento”\, diz ele\, que destaca a contribuição de Katie Van Schepenberg em uma das telas a ela dedicada.    \nA todo tempo\, olhar para as pinturas é questionar sobre o que está ali e o que extrapola os limites do mundo físico. Ele vai deixando pistas para que esse movimento seja conduzido e descoberto pelo espectador\, alternando a extrema habilidade técnica naturalista com as referências do universo gráfico. É uma obra “sobre pintura” e sobre a condição do homem contemporâneo: o que vive no tempo oportuno\, suspendendo o cronos.
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LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"DES_IGUAL" de Ivani Pedrosa na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Ivani Pedrosa – Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA exposição DES_IGUAL apresenta um recorte do trabalho de Ivani Pedrosa voltado para questões atuais e urgentes\, como os conflitos mundiais\, os efeitos da globalização e os limites entre identidade e território. A partir da observação do cotidiano e das transformações profundas do “estar no mundo”\, a artista constrói séries que desdobram diferentes temas com consistência poética e formal. Entre elas\, destacam-se: Espaço Amplificado\, Imagem Amplificada\, Controle\, Fronteiras\, Paisagem Possível\, A Joia da Coroa\, e Silêncio.Em DES_IGUAL\, Ivani parte de um gesto simbólico e visual: a desconstrução de bandeiras nacionais de países em conflito\, cujas cores e formas são reorganizadas em composições pictóricas delicadas\, sugerindo novos estandartes possíveis. O que antes representava divisão e disputa é ressignificado em beleza e diálogo. Ao evitar o confronto direto\, a artista propõe caminhos sutis de reflexão sobre pertencimento\, alteridade e paz.A exposição ecoa o conceito de “infamiliar” proposto por Freud — a presença do estranho no lugar do que deveria ser acolhedor — e retoma uma linha de investigação sobre o “Narciso Contemporâneo”\, onde o “eu” se sobrepõe ao coletivo\, seja em indivíduos ou em nações. Nesse contexto\, a arte surge como território de resistência sensível\, capaz de abrir brechas de significado diante do colapso simbólico do mundo.A mostra se completa com obras silenciosas e esculturas que evocam a ideia de ninho\, ovo e espelhamento. São formas que falam de abrigo\, origem e encontro — elementos fundamentais para pensar o estar-no-mundo\, individual e coletivamente.Como respiro final\, a artista insere uma citação de Mia Couto\, pela voz do personagem João Sabão\, que reverbera o espírito da mostra: “Encheram a terra de fronteiras e carregaram o céu de bandeiras. Mas só há duas nações — a dos vivos e a dos mortos.”
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LOCATION:Martha Pagy Escritório de Arte\, Av Rui Barbosa\, Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
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SUMMARY:"V&P [vermelho&preto]" na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Filipi Dahrlan – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNa exposição V&P [vermelho&preto]\, o encontro entre duas cores fundamentais — o vermelho e o preto — revela um território de intensidade\, contraste e significados múltiplos. Cada artista aqui presente explora essas cores como matéria e linguagem\, seja no embate visual entre elas\, seja em sua presença isolada e absoluta. \nO vermelho pulsa: é urgência\, corpo\, paixão\, perigo\, luta. O preto concentra: é silêncio\, sombra\, profundidade\, resistência. Na convivência ou na solidão dessas cores\, surgem tensões que atravessam o campo estético e tocam o simbólico e o político. \nAs obras de Anna Bella Geiger\, Anna Dantas\, Caligrapixo\, Filipi Dahrlan\, Gui Machado\, Lica Cecato\, Mazzuchini e Regina Silveira formam um percurso onde o olhar é provocado a reconhecer no gesto\, na superfície e na ausência de cor uma afirmação sensível. V&P é mais que uma paleta restrita — é um convite a escutar os ecos do visível\, a perceber o não-dito\, a sentir o impacto daquilo que\, em vermelho e preto\, se insinua ou grita.
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