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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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SUMMARY:"Brígida Baltar: pontuações" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Autorretrato com tecido favo. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\nPoder capturar o impalpável\, perseguir o intangível\, subverter o óbvio\, essas eram formas da artista carioca Brígida Baltar (1959-2022) ocupar espaços inesperados\, reunindo em sua obra elementos do corpo\, da natureza\, das paisagens e da própria moradia. A exposição “Brígida Baltar: pontuações”\, elaborada especialmente para o Museu de Arte do Rio\, inaugura no dia 20 de setembro e reúne cerca de 200 obras\, cerca de 50 inéditas\, produzidas por quase três décadas de atuação. Esta é a maior exposição institucional dedicada à artista e é realizada em parceria com o Instituto Brígida Baltar e a Galeria Nara Roesler. A mostra conta com curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan e equipe MAR além do curador convidado Jocelino Pessoa.  \nSeis obras de Brígida Baltar que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio estarão na mostra que apresenta fotografias\, vídeos\, instalações\, esculturas e memórias textuais da artista. “É a primeira exposição póstuma a reunir esse conjunto tão significativo de obras. A exposição tem esse nome: pontuações\, porque ela parte dos escritos da Brígida. Ela tinha uma consciência muito grande de que era preciso organizar as obras\, ela gostava muito de conversar sobre isso\, então\, num dos momentos ela passou a anotar tudo\, ela foi dizendo como ela queria as escalas de impressão\, quais obras deveriam ser refeitas e quais não. Muitas frases e reflexões da artista sobre as obras acompanham toda a exposição. Brígida foi uma artista de muito destaque no Brasil\, uma artista como personagem de suas próprias fabulações\, ela foi muito importante para a fotoperformance\, videoperformance\, ela influenciou muita gente em muitos lugares do país”\, afirma o curador Marcelo Campos. \nDividida em duas salas\, a exposição apresenta as séries produzidas por Brígida: no primeiro espaço são exibidas as suas relações com a casa e a família\, já na segunda sala são apresentadas as fabulações da artista. Toda a exposição foi concebida\, produzida e montada com profissionais que tiveram vínculos com Brígida. “Esta é uma das mais importantes exposições de Brígida Baltar: além do inédito número de obras reunidas\, celebra o seu legado para a arte e convida o público a adentrar na sua vasta reflexão poética. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira\, ela elaborou imagens afetivas que aproximam a arte contemporânea do público. O pensamento da mostra possui uma forte influência da artista\, que ao longo dos últimos anos dedicou-se a organizar a sua memória em cadernos e documentos e realizou encontros para iniciar o seu Instituto. Pontuações expressa toda precisão registrada por Brígida ao passo que oferece ao público as suas memórias familiares e de infância e os personagens das fábulas de suas obras e filmes”\, destaca Jocelino Pessoa\, curador da mostra. \nBrígida foi uma artista que fundou universos de encantamento e fantasia\, habitados por seres imaginários e objetos triviais do dia a dia que ganharam outros sentidos\, flertando com o surreal. Uma mulher que desde os anos 1990 protagonizou parte da produção contemporânea em exibições nacionais e internacionais.  O público que percorrer a exposição vai literalmente entrar no universo de Brígida Baltar. “É uma exposição como se a gente tivesse caído num livro de fábulas\, e ao mesmo tempo vemos uma capacidade imensa\, uma competência imensa da artista\, em tornar um elemento\, uma ideia em uma obra\, o que é muito raro. No caso de Brígida\, ela escolhia os materiais\, que ganhavam uma vida\, uma história\, uma narrativa\, e que se vinculavam a questões muito próximas a ela ou as pesquisas que ela desenvolvia. Brígida entendia os mecanismos para chegar na beleza.. É uma exposição muito rara em torno da produção de uma artista\, é a primeira vez que a gente teve mais acesso em um acervo\, com peças inéditas\, inclusive com um novo filme que será exibido”\, revela o curador Marcelo Campos.  \nNa ocasião da abertura da exposição haverá gratuitamente\, às 17 horas\, a apresentação Orquestra Sinfônica Brasileira + Agência do Bem (Projetos patrocinados por Machado Meyer Advogados).
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SUMMARY:"José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Obra de José Bezerra. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOs jardins do Museu do Pontal vão se transformar em parque de esculturas com a inauguração\, no dia 9 de novembro\, da exposição José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau. A mostra reúne nove obras de madeira de grandes proporções – algumas chegam a ter mais de 3 metros de altura –\, criadas pelo genial artista pernambucano\, convidado especial do evento\, e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra\, Dário Bezerra e Luiz Benício. A abertura marca ainda o lançamento do documentário José Bezerra\, Artista\, e terá show do cantor e compositor Siba\, um apaixonado por cultura popular. \n– O Vale do Catimbau\, um dos principais sítios arqueológicos do Brasil\, fornece matéria-prima e inspiração para a produção artística de José Bezerra. Ele costuma dizer que foi num sonho que entendeu que deveria dedicar-se a transformar galhos retorcidos de árvores mortas e caídas em animais e seres imaginários tão intrigantes e enigmáticos quanto belos\, dando-lhes uma nova oportunidade de vida. A cor original da madeira\, que recebe o mínimo de intervenções de facão\, serrote e formão\, confere a suas esculturas uma expressividade singular\, em formas que parecem não se esforçar para surgir de dentro da matéria natural – observa Lucas Van de Beuque\, curador da mostra ao lado da antropóloga Angela Mascelani e um dos diretores do filme. \nJosé Bezerra nasceu em Buíque\, uma das três cidades do Vale do Catimbau\, em 1952. Escultor\, poeta e músico autodidata\, é pioneiro no trabalho em madeira na região e formador de diversos discípulos\, entre eles os três artistas que também participam da mostra. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e ganhou exposições e reconhecimento. Além do Museu do Pontal\, suas obras integram coleções ou foram expostas em instituições como Museu de Arte Moderna de São Paulo\, Pinacoteca do Estado de São Paulo\, Museu de Arte Moderna do Rio\, Museu de Arte do Rio e Fondation Cartier Pour I’art contemporain\, na França. \n– Tanto a exposição quanto o documentário são resultado do programa de pesquisas que o Museu do Pontal desenvolve há 20 anos\, indo a campo para registrar e dar visibilidade aos artistas das camadas populares do Brasil. Os artistas do Vale do Catimbau\, especialmente o genial José Bezerra\, foram objeto de pesquisa nos últimos anos. Toda as obras selecionadas para a exposição passam a integrar o acervo do Museu e ficarão expostas até junho de 2025 – conta Angela Mascelani. \nA genialidade de Bezerra e sua relação simbiótica com o Catimbau estão registradas no curta documental José Bezerra\, Artista. Dirigido por Lucas Van de Beuque e Karen Black\, o filme terá sua primeira sessão pública no evento. Logo depois\, o multiartista mostrará seu lado musical acompanhado do Trio Pernambucano. \n– Buscamos fazer o filme que o artista gostaria de fazer. Não há críticos ou especialistas em arte falando\, é o próprio José Bezerra quem imagina\, orienta e narra como seria esse documentário sobre ele” afirma Karen Black.
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SUMMARY:"Nós - Arte e Ciência por Mulheres" no Futuros – Arte e Tecnologia
DESCRIPTION:Bertha Lutz na cidade de Natal\, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino\, 1928. Arquivo Nacional\nDepois de receber milhares de visitantes em São Paulo\, no Paço das Artes e no Sesc Interlagos – onde segue até 30 de março de 2025 –\, a exposição Nós – Arte e Ciência por Mulheres chega ao Rio de Janeiro. A mostra destaca o conhecimento produzido por mulheres do Brasil e de diversas partes do mundo em áreas como astronomia\, química\, medicina\, antropologia e arqueologia. Quem for ao centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia\, no Flamengo\, a partir de 14 de novembro\, poderá refletir sobre diferentes aspectos da condição feminina em meio a obras de arte\, peças de acervos científicos e registros que ajudam a conhecer as trajetórias de grandes mulheres de diferentes épocas\, lugares e cultura. A mostra oferece uma oportunidade única de descobrir ou rever suas presenças na ciência\, enquanto lança luz sobre a histórica inviabilização de suas atuações na sociedade. Tudo isso por meio da apresentação de personagens\, iconografia histórica e científica e obras de artistas contemporâneas. A exposição fica em cartaz até 16 de fevereiro de 2025. \nEntre as cientistas\, figuram mulheres como a química francesa Marie Curie\, a médica brasileira Nise da Silveira e a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie\, autora da frase que pode ser entendida como o ponto de partida da exposição: “O problema com o gênero é que ele determina quem deveríamos ser em vez de reconhecer quem somos”. \n“Estamos muito felizes em poder trazer para os cariocas essa mostra tão importante\, depois de duas temporadas de sucesso em São Paulo. Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e sobretudo lutamos. ‘Nós – Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres”\, ressalta Isabel Seixas\, uma das curadoras. \n“É com imensa satisfação que recebemos em nosso centro cultural uma exposição que enaltece as grandes histórias e feitos de mulheres artistas e cientistas\, tanto brasileiras como de outras nacionalidades. Nossa missão no Futuros – Arte e Tecnologia é o de estimular o olhar crítico e construtivo por meio da arte\, e ‘Nós Arte e Ciência por Mulheres’ vai proporcionar ao público a oportunidade de conhecer as obras de escritoras\, médicas\, engenheiras\, pesquisadoras e muitas outras profissionais que por muito tempo não tiveram o seu devido reconhecimento”\, afirma Victor D’Almeida\, gerente de cultura do instituto Oi Futuro.
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SUMMARY:"Arte em breve!: O corpo professor em cena" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Vista da instalação. Crédito: Wesley Sabino\n\n\n\n\nA quarta edição do projeto MAR nas Escolas\, uma ação da Escola do Olhar\, promoveu o lançamento de uma instalação produzida por educadores de escolas públicas. Durante os dois meses de duração do projeto de residência artístico-pedagógica\, seis professores bolsistas da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro desenvolveram o projeto “ARTE EM BREVE: O corpo professor em cena!” a partir das narrativas de suas vivências pessoais e profissionais em suas escolas e cotidianos\, abordando os desafios que atravessam o fazer docente e apresentando. \n O objetivo da edição deste ano é desenvolver a construção de relações e trocas pedagógicas entre a Escola do Olhar e os professores em suas comunidades escolares\, valorizando os saberes das salas de aula e inspirando as experimentações artísticas como metodologia de ensino e aprendizagem.A produção dos professores resultou em vídeo performances das experiências vividas durante a residência.  A mostra “ARTE EM BREVE: O corpo professor em cena” que ocupa o espaço de arte da biblioteca do MAR\, tem entrada gratuita e fica em cartaz até 02 de março  de 2025.
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SUMMARY:"ZIMAR" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nBrincalhões\, irreverentes\, assustadores… Com suas caretas horripilantes\, abrem as apresentações dos grupos tradicionais da região da baixada maranhense\, auxiliam – ou atrapalham – na brincadeira e pregam peças no público\, tudo isso com um gingado único ao som do balançar de um chocalho. Assim é o cazumba\, uma das personagens mais emblemáticas do Bumba Meu Boi do Maranhão. \nA figura do cazumba chama atenção pelos inúmeros detalhes que compõem o seu figurino: a túnica ou bata bordada com paetês e miçangas\, ou feitas de chita; o cofo que confere o divertido rebolado e é utilizado para guardar objetos; e a careta\, com sua base de chapéu\, com cabeleira e queixo costurados\, que assusta e encanta\, e traz consigo a assinatura de quem a produz. Zimar é um destes artistas\, que imprime nas caretas um estilo próprio\, desafiando a tradição e encantando pela imaginação. \nSuas obras compõem a nova exposição itinerante do Centro Cultural Vale Maranhão\, ZIMAR\, que será aberta ao público nesta terça\, 10 de dezembro\, às 14h\, no Museu de Arte do Rio. Ao todo\, são 65 caretas de cazumba produzidas com os mais diversos materiais. Capacete\, cano de PVC\, pára-lamas de moto\, panelas de alumínio\, peças de ventilador\, escovas de dentes\, pneus de bicicletas são alguns dos artefatos usados pelo artesão na criação das peças\, que já fazem parte da fantasia de cazumba de vários grupos de Bumba Meu Boi da região da baixada maranhense. \nEusimar Meireles Gomes\, o Zimar\, é natural do município de Matinha (MA)\, e iniciou a confecção de caretas de cazumba após se machucar com uma máscara que havia comprado. Decidiu\, então\, adaptar as máscaras para o formato de seu rosto\, proporcionando mais conforto. “Podemos dividir o trabalho de Zimar em três fases: uma primeira onde trabalhou queixos e caretas bem elaboradas em madeira paparaúba; a segunda também em madeira\, mas com feições mais reduzidas; e a terceira em que reaparece utilizando diversos materiais. Ele faz parte de um conjunto de bons fazedores de caretas\, que aplicam a marca pessoal como uma assinatura de suas obras\, seja pelo reaproveitamento de aparatos corriqueiros ou na expressão das máscaras confeccionadas”\, explica Jandir Gonçalves\, pesquisador da cultura popular maranhense e que assina a curadoria da exposição juntamente com Reinilda Oliveira e Sergileide Lima. \nA exposição conta ainda com um documentário curta-metragem homônimo e inédito\, dirigido pelo cineasta Beto Matuck\, especialmente para a mostra. O filme mostra Zimar criando as caretas\, enquanto conta sobre sua história\, inspirações e aborda questões profundas como a relação entre vida e morte. “Expor um artista como Zimar é reconhecer a cultura em seu amplo sentido de origem. Ele é um grande representante dos artistas populares do Maranhão e sua obra toma dimensões universais\, quando suscita em nós sentimentos comuns ao humano\, como medo\, desejo\, surpresa\, atração e repulsa. A liberdade de criação é evidente\, bem como todo um arcabouço expressivo que se conecta às esferas da ancestralidade e do sonho”\, destaca Gabriel Gutierrez\, diretor e coordenador artístico do Centro Cultural Vale Maranhão. \nO Rio de Janeiro é a terceira cidade visitada pela exposição itinerante\, que estreou em São Luís\, no Centro Cultural Vale Maranhão\, e já passou pelo Museu Nacional da República\, em Brasília. “O Mestre Zimar é um dos artistas de raiz popular brasileira mais emblemáticos. Ele tem uma obra única\, muito expressiva\, muito envolvente. Suas caretas de cazumba\, uma das personagens mais expressivos do Bumba Meu Boi do Maranhão\, nos conectam com a identidade cultural brasileira\, uma identidade popular. Essa exposição\, que passou pelo Museu Nacional em Brasília e chega ao MAR\, no Rio de Janeiro\, reconhece a nossa cultura em toda a sua diversidade.”\, reforça Hugo Barreto\, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale. \nZIMAR ficará em cartaz no Museu de Arte do Rio até o dia 7 de abril de 2025\, de terça a domingo\, das 11h às 18h. Última entrada às 17h. Terças gratuitas.
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SUMMARY:Inauguração da Galeria Itinera Arte com a exposição "Caminhos Selvagens"
DESCRIPTION:Faride Seade\, Sem título\, 2024 – Divulgação \nA Galeria Itinera Arte inaugura seu espaço no dia 13 de dezembro de 2024\, às 16h\, com a exposição coletiva Caminhos Selvagens\, na qual propõe um olhar crítico sobre o desenho\, seu papel histórico e suas dimensões simbólicas. Com curadoria de Yago Toscano\, Caminhos Selvagens reúne obras em desenhos\, pinturas e instalação\, das artistas Aline Marins\, Cláudia Costa\, Faride Seade\, Gilda Nogueira e Raquel Benjamim\, que investigam a prática do desenho no cruzamento entre arte\, memória e reflexões sobre o mundo natural. \nA mostra é resultado da conclusão do grupo de “Desenho na Arte Contemporânea”\, sob orientação de Valerio Ricci Montani\, no qual seus membros são imersos em aulas teóricas e práticas\, de modo a construírem um repertório de saber em torno do desenho e das diversas manifestações e técnicas que o constituem. \nA exposição parte de uma provocação: o que resta a ser tratado no desenho quando ultrapassamos sua dimensão técnica e prática\, já imersa no pensamento cartesiano e na lógica racionalista ocidental? O desenho\, desde a sua radicalidade centrada no pensamento\, foi o veículo através do qual se estruturaram narrativas dominantes\, da arquitetura à topografia nacional. Em Caminhos Selvagens\, o desenho é redimensionado\, não mais como uma técnica de dominação\, mas como uma prática gestual que resgata a relação com a terra\, os ritos e as partilhas que retomam as relações do mundo natural e de suas comunidades. \nA mostra propõe olhar para o desenho a partir de uma perspectiva reposicionada nos debates em arte contemporânea brasileira e em suas questões\, refletindo-o como manifestação de sua relação com o mundo ao redor e seus sujeitos. Um gesto firmado em uma rocha eleita\, como o até então mais antigo desenho conhecido\, surge como símbolo da continuidade e da partilha\, por exemplo\, a linha como enlace comunitário da semelhança de seus desiguais. \nA partir dessas questões\, os trabalhos apresentados dialogam com a ideia de que o desenho\, enquanto gesto\, é uma ferramenta para a construção de novos significados e uma revisão do imaginário coletivo. “O desenho permite observar indícios de uma ruína civilizatória quando através dele\, enquanto gesto de uma abertura incontornável\, a selva retomar dos humanos sua primazia de selvagem: um percurso de todos os começos\, mas que se distingue pela multiplicidade de seus desfechos\, refletindo as diversas perspectivas e propostas de cada uma das artistas aqui presentes”\, reflete o curador Yago Toscano. \nCaminhos Selvagens segue até 28 de fevereiro de 2025.
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LOCATION:Galeria Itinera Arte\, Av. Franklin Roosevelt\, 39\, sala 703\, Edifício Portugal – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
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SUMMARY:"Geometria inquieta" de Ascânio MMM na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Vista da obra de Acânio MMM no jardim. Crédito: Jaime Acioli\n\nA Casa Roberto Marinho celebra a produção de Ascânio MMM em Geometria inquieta\, exposição inédita a ser inaugurada em 14 de dezembro de 2024\, sob a curadoria de Lauro Cavalcanti. Com cerca de 100 trabalhos que percorrem a trajetória artística de seis décadas de um dos mais importantes escultores da arte brasileira\, a mostra inclui uma seleção pessoal de Ascânio\, que apresenta obras de seu acervo particular em diálogo com peças da Coleção Roberto Marinho\, estabelecendo relações plásticas entre os artistas contemporâneos que marcaram seu percurso. \n“Ascânio MMM é um artista cuja obra reúne várias influências e questões centrais na arte brasileira e latino-americana dos últimos 60 anos\, e esta exposição mapeia o percurso trilhado por ele. Sua produção mantém uma enorme coerência interna em domínios como o construtivismo\, arquitetura\, verdade dos materiais\, dialética entre projeto e execução\, tridimensionalidade e composição planar. A vontade da forma\, inabalável a modismos\, impulsionou o artista com suas peças precisas e surpreendentes\, na retomada de um ideal construtivo. Nesta rota\, o uso contínuo da geometria não lhe aboliu o acaso nem a poesia”\, analisa Cavalcanti\, diretor-executivo da Casa Roberto Marinho. \nNascido em Fão\, Portugal\, Ascânio imigrou para o Rio de Janeiro aos 17 anos\, já com o desejo de estudar arquitetura. Mas foi na escultura que encontrou a linguagem para se comunicar com o mundo: “A escultura\, para mim\, é uma paixão\, um modo de fazer poesia através do objeto. Seria impossível não fazer algo que grita dentro de mim”\, declara o artista\, que se diz um carioca nascido em Portugal. \nAos 83 anos\, ele mantém a energia que o leva diariamente ao ateliê\, dando continuidade a uma produção vigorosa que teve início nos anos 1960. A exposição permite um olhar retrospectivo sobre as seis décadas de percurso artístico de Ascânio\, orientando-se pela evolução dos materiais e técnicas utilizados. Ele\, no entanto\, rejeita o termo “retrospectiva”: “Para mim\, esse conceito se aplica quando o artista já encerrou a sua obra”.
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LOCATION:Casa Roberto Marinho\, R. Cosme Velho\, 1105\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"O dono do MAR" de Primo da Cruz no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Primo da Cruz – Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\n“O dono do MAR”\, é a primeira exposição individual institucional que reúne e celebra a obra do artista Primo da Cruz (1983-2020). Nas obras apresentadas na mostra\, a realidade e a imaginação convivem com crenças\, desejos e vislumbres de um jovem criado em uma favela que viveu com as complexidades resultantes do amor de uma família e do descaso do Estado. A curadoria da mostra é assinada por Alexis Zelensky\, Armando Antenore\, Clarissa Diniz\, Felipe Carnaúba e Maxwell Alexandre\, além do acompanhamento curatorial da Equipe MAR\, composta por Amanda Bonan\, Marcelo Campos\, Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:3 exposições no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Obra de Reitchel Komch – Divulgação\n\n\n\n\n“Optchá – a estrada é o destino” de Katia Politzer \nEm “Optchá: a estrada é o destino” Katia Politzer apresenta trabalhos inéditos tendo a cultura cigana de seus ancestrais como referência na formação da gente brasileira – mas de pouco reconhecimento até aqui. Ancestralidade\, identidade\, migração\, diáspora\, sincretismo e respeito à diferença: eis o arco de humanidade aqui envolvido. \nA busca por liberdade\, a conexão com a natureza\, uma intuição aguçada e a celebração da vida apesar das dificuldades e dos preconceitos\, são as características da alma cigana que mais interessam à artista. A abordagem sobre os ciganos inclui aspectos da filosofia de vida\, tradições\, rituais e misticismo. \nA saudação “Optchá” (que significa “Viva!”\, “Salve!”) convida à experiência de esculturas com domínio têxtil e acréscimo de objetos do cotidiano desse grupo social. A chita\, originária da India assim como os ciganos\, insere florais e coloridos fortes\, presentes também na maioria das festas tradicionais brasileiras\, bem como cetim\, fitas e dourados\, típicos desta cultura. \nDentre os trabalhos inéditos destacam-se “Catarina vem das Canárias”\, a série “7 Estandartes”\, “Vurdon” e “Magia Cígana”  – em que a artista manipula fotografias documentais\, pintura e procedimentos escultóricos manuais em estandartes\, trouxas\, tenda\, manto\, entre outros elementos\, cujos efeitos vão da pintura conceitual ao desenho contemporâneo. \n“Igbá Odù: Os braços fortes da Memória” de Reitchel Komch \nEm “Igbá Odù: Os braços fortes da Memória”\, Reitchel Komch instiga o espectador com suas narrativas da diáspora africana no Brasil\, bem como utopias de superação de um processo social historicamente nocivo à matriz negra de nossa formação. A abertura será no dia 22 de janeiro\, a partir das 16h\, no Centro Cultural Correios\, no Centro. \nDeuses\, mitos e lendas em torno do tempo (Iroko)\, rondando os lugares laconicamente reticentes sobre \nsua própria ancestralidade\, conduzem a artista na busca de autoconhecimento\, representatividade e redefinição de seu lugar social\, rompendo paradigmas e reestruturando sua psique. O Tempo (Orixá) é libertário\, agente do destino que entrega relatos da diáspora negra\, possibilitando resgates emocionais através da volta às origens. \nSegundo a artista\, “trata-se de uma visão da arte\, em cujas pinturas\, esculturas\, tótens\, portais\, smbolizam uma progressão espiritual do mundo físico. Utilizando cabaças\, fios têxteis (a juta\, o algodão\, o linho)\, hastes de ferro\, eu me questino: ondeo estão as nossas vozes?”. \nVariando dos pequenos aos grandes formatos ela apresenta esculturas e pinturas\, manipulando a equação “representação na arte para gerar representatividade civil”. São\, do fim ao início\, movimentos de subjetivação da luta identitária por inclusão e igualdade\, marcadores não apenas de sua expressão política enquanto artista negra\, bem como redefinição do lugar público de todos os brasileiros de ascendência comum. \n“A Obra é o Jogo” de Dorys Daher \nUma imersão singular que une o universo da sinuca\, a arquitetura e as artes visuais. Esta é a proposta da artista Dorys Daher em sua exposição “A Obra é o Jogo”\, que será inaugurada no dia 22 de janeiro\, no Centro Cultural Correios\, com curadoria de Aline Reis. A mostra tem entrada gratuita e ficará em cartaz até o dia 8 de março de 2025. \nAtravés de suas obras\, ela explora as relações entre o espaço e o jogo\, transitando por múltiplas linguagens contemporâneas: fotografias impressas sobre tecido e vinil\, um painel com oito módulos de aço inox (medindo 60 por 100 cm\, cada)\, uma escultura em mármore com bolas de sinuca\, tacos de madeira e até uma toalha de linho bordada. \nDorys Daher\, que é arquiteta e artista\, investiga a interação entre artes visuais\, arquitetura e vivências cotidianas\, promovendo reflexões sobre o espaço e o corpo. Suas obras dialogam com memórias afetivas e experiências contemporâneas\, rompendo fronteiras entre o familiar e o experimental. \n“A disposição dos meus trabalhos no espaço combina referências do design arquitetônico com movimentos coreografados em torno de uma mesa de sinuca\, criando um diálogo entre o jogo\, o ateliê e o escritório de arquitetura”\, explica a artista. \n“Em ‘A Obra é o Jogo’\, Dorys tece uma narrativa afetiva em suas criações\, resgatando memórias de sua infância em Ipameri\, Goiás\, e da herança cultural de sua família sírio-libanesa. A mesa de jantar\, tradicional centro de reunião familiar\, se transforma em um ponto de convergência entre o bordado das toalhas\, as experiências artísticas e as lembranças de sua trajetória pessoal. Nesse cenário\, ela rompe preconceitos e celebra a relação entre a geometria\, a dança e a ocupação do espaço\, elementos que moldaram sua visão de mundo”\, diz a curadora\, Aline Reis.
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SUMMARY:"Quebracorpo" na Carpintaria
DESCRIPTION:Obra de Jac Leirner. Foto: Edouard Fraipont\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Quebracorpo\, exposição coletiva com curadoria de Pedro Köberle e Rafael Baumer na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne trabalhos de 20 artistas que encarnam ou traduzem fraturas\, suturas ou costuras em corpos: a figura humana está ausente ou velada\, presente apenas em traços\, indícios do fazer ou em vias de desaparecimento. Divisões\, farpas\, crescimentos e alusões ósseas atravessam a exposição em esculturas\, pinturas\, vídeos e fotografias\, reunindo e dispersando fragmentos díspares por meio de ecos materiais e rimas visuais.  \nMauro Restiffe e Lucia Laguna decompõem o espaço por meio de diagonais incisivas\, ao passo que os trabalhos de Anderson Borba\, Marina Rheingantz e Nuno Ramos acumulam matéria para formar volumes ásperos e acidentados. As esculturas delgadas de Eliane Duarte e Ivens Machado imprimem aspectos de órgãos e ossos retorcidos\, refletindo nas obras de João Maria Gusmão & Pedro Paiva e Erika Verzutti\, com suas feições esqueléticas e enrijecidas. Alexandre da Cunha\, Edgard de Souza\, Ernesto Neto e Sergej Jensen partem de elementos têxteis para expandir o espaço por tensão superficial. Com recortes irregulares numa superfície de MDF\, Alexandre Canonico intervém sobre áreas em branco com acentos rítmicos. De forma análoga\, as peças em concreto de Rivane Neuenschwander\, furos moldados em negativo\, distribuem-se pelo ambiente expositivo como um sistema de pontuação. Nas esculturas de Iran do Espírito Santo e Jac Leirner\, zonas vazias irradiam a energia que mantém os trabalhos no limite da ruptura\, como os relevos de Valeska Soares guardam a impressão de gestos humanos evaporados. \nArtistas participantes: Alexandre Canonico | Alexandre da Cunha | Anderson Borba | Edgard de Souza | Eliane Duarte | Erika Verzutti | Ernesto Neto | Iran do Espírito Santo | Ivens Machado | Jac Leirner | João Maria Gusmão & Pedro Paiva | Lucia Laguna | Marina Rheingantz | Mauro Restiffe | Nuno Ramos | Rivane Neuenschwander | Rodrigo Cass | Sara Ramo | Sergej Jensen | Valeska Soares
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