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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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SUMMARY:"Brígida Baltar: pontuações" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Autorretrato com tecido favo. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\nPoder capturar o impalpável\, perseguir o intangível\, subverter o óbvio\, essas eram formas da artista carioca Brígida Baltar (1959-2022) ocupar espaços inesperados\, reunindo em sua obra elementos do corpo\, da natureza\, das paisagens e da própria moradia. A exposição “Brígida Baltar: pontuações”\, elaborada especialmente para o Museu de Arte do Rio\, inaugura no dia 20 de setembro e reúne cerca de 200 obras\, cerca de 50 inéditas\, produzidas por quase três décadas de atuação. Esta é a maior exposição institucional dedicada à artista e é realizada em parceria com o Instituto Brígida Baltar e a Galeria Nara Roesler. A mostra conta com curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan e equipe MAR além do curador convidado Jocelino Pessoa.  \nSeis obras de Brígida Baltar que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio estarão na mostra que apresenta fotografias\, vídeos\, instalações\, esculturas e memórias textuais da artista. “É a primeira exposição póstuma a reunir esse conjunto tão significativo de obras. A exposição tem esse nome: pontuações\, porque ela parte dos escritos da Brígida. Ela tinha uma consciência muito grande de que era preciso organizar as obras\, ela gostava muito de conversar sobre isso\, então\, num dos momentos ela passou a anotar tudo\, ela foi dizendo como ela queria as escalas de impressão\, quais obras deveriam ser refeitas e quais não. Muitas frases e reflexões da artista sobre as obras acompanham toda a exposição. Brígida foi uma artista de muito destaque no Brasil\, uma artista como personagem de suas próprias fabulações\, ela foi muito importante para a fotoperformance\, videoperformance\, ela influenciou muita gente em muitos lugares do país”\, afirma o curador Marcelo Campos. \nDividida em duas salas\, a exposição apresenta as séries produzidas por Brígida: no primeiro espaço são exibidas as suas relações com a casa e a família\, já na segunda sala são apresentadas as fabulações da artista. Toda a exposição foi concebida\, produzida e montada com profissionais que tiveram vínculos com Brígida. “Esta é uma das mais importantes exposições de Brígida Baltar: além do inédito número de obras reunidas\, celebra o seu legado para a arte e convida o público a adentrar na sua vasta reflexão poética. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira\, ela elaborou imagens afetivas que aproximam a arte contemporânea do público. O pensamento da mostra possui uma forte influência da artista\, que ao longo dos últimos anos dedicou-se a organizar a sua memória em cadernos e documentos e realizou encontros para iniciar o seu Instituto. Pontuações expressa toda precisão registrada por Brígida ao passo que oferece ao público as suas memórias familiares e de infância e os personagens das fábulas de suas obras e filmes”\, destaca Jocelino Pessoa\, curador da mostra. \nBrígida foi uma artista que fundou universos de encantamento e fantasia\, habitados por seres imaginários e objetos triviais do dia a dia que ganharam outros sentidos\, flertando com o surreal. Uma mulher que desde os anos 1990 protagonizou parte da produção contemporânea em exibições nacionais e internacionais.  O público que percorrer a exposição vai literalmente entrar no universo de Brígida Baltar. “É uma exposição como se a gente tivesse caído num livro de fábulas\, e ao mesmo tempo vemos uma capacidade imensa\, uma competência imensa da artista\, em tornar um elemento\, uma ideia em uma obra\, o que é muito raro. No caso de Brígida\, ela escolhia os materiais\, que ganhavam uma vida\, uma história\, uma narrativa\, e que se vinculavam a questões muito próximas a ela ou as pesquisas que ela desenvolvia. Brígida entendia os mecanismos para chegar na beleza.. É uma exposição muito rara em torno da produção de uma artista\, é a primeira vez que a gente teve mais acesso em um acervo\, com peças inéditas\, inclusive com um novo filme que será exibido”\, revela o curador Marcelo Campos.  \nNa ocasião da abertura da exposição haverá gratuitamente\, às 17 horas\, a apresentação Orquestra Sinfônica Brasileira + Agência do Bem (Projetos patrocinados por Machado Meyer Advogados).
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SUMMARY:"Novas Raízes" de Rosana Paulino na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Rosana Paulino\, detalhe da obra Espada e Iansã\, da série Senhora das plantas\, 2022. Imagem: Divulgação Casa Museu Eva Klabin\n\n\n\n\n\nCom uma trajetória única e influente\, Rosana Paulino traz à tona discussões sobre memória\, natureza\, identidade e história afro-brasileira na exposição “Novas Raízes”. Os trabalhos expostos são resultado de uma longa pesquisa acerca da arquitetura e do acervo da Casa Museu\, propondo a separação conceitual entre os dois andares do nosso espaço. Celebrando os 30 anos de carreira da consagrada artista paulistana\, “Novas Raízes” inaugura por aqui no dia 26 de setembro (quinta-feira)\, às 18h\, podendo ser visitada gratuitamente de quarta a domingo\, de 14h às 18h\, até 12 de janeiro de 2025. \nOs cômodos do térreo estão dedicados a produções que expõem a relação entre a arquitetura e botânica\, com desenhos\, colagens e instalações. A obra “Espada de Iansã” se junta a outros trabalhos que visam romper a separação entre dentro e fora\, com plantas tomando as diferentes salas. Rosana chama a atenção para a incisiva separação entre o ambiente doméstico e o jardim\, fruto de uma corrente de pensamento europeu que aponta para a necessidade de domar a natureza. \nOs cômodos do segundo andar tangenciam uma discussão sobre a vida privada de mulheres negras ao longo da história. Obras como “Paraíso tropical”\, “Ama de Leite” e “Das Avós” resgatam fotografias e símbolos da história afro-brasileira\, tecendo uma reflexão sobre a subjugação dos corpos às políticas de apagamento resultantes do modelo escravocrata vivido pelo Brasil Colônia. Fazendo uso de tecidos em voil\, fitas\, lentes\, recortes e outros objetos\, Paulino propõe a preparação de um ambiente de descanso para todas as mulheres negras vítimas da história brasileira\, em especial Mônica\, a ama de leite fotografada por Augusto Gomes Leal em 1860\, uma das poucas que tiveram o seu nome conservado ao longo da história. \n\n\n“Esta é uma oportunidade única de ver a obra de Rosana Paulino em diálogo direto com um acervo clássico\, propondo assim uma revisão histórica e epistemológica aos olhos do visitante (…). Rosana pretende que esta exposição tenha um caráter educativo bem acentuado\, questionando sobre como podemos repensar a produção contemporânea em diálogo com novas leituras de mundo\, este bem diferente daquele deixado por Eva Klabin há mais de trinta anos.
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SUMMARY:“Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil” no CCBB RJ
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, Com quem está a chave do banheiro 10? (detalhe)\, 1989. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\n\n\n\n“Fullgás”\, assim como a música de Marina Lima\, deseja que o público tenha contato com uma geração que depositou muito de sua energia existencial não apenas no fazer arte\, mas também em novos projetos de país e cidadania. Uma geração que\, nesse percurso\, foi da intensidade à consciência da efemeridade das coisas\, da vida”\, afirmam os curadores.    \n A exposição ocupará todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ\, além da rotunda\, e será dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: “Que país é este” (1987)\, “Beat acelerado” (1985)\, “Diversões eletrônicas” (1980)\, “Pássaros na garganta” (1982) e “O tempo não para” (1988). Na rotunda do CCBB haverá uma instalação com balões do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes. “O balão é um objeto efêmero\, que traz uma questão festiva\, de cor e movimento”\, dizem os curadores. Ainda no térreo\, uma banca de jornal com revistas\, vinis\, livros e gibis publicados no período\, com fatos marcantes da época\, fará o público entrar no clima da exposição.  \nCurador Geral: Raphael  Fonseca\nCuradores Adjuntos:  Amanda Tavares\, Tálisson Melo
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SUMMARY:"Elisa Martins da Silveira" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Elisa Martins da Silveira\, “Festa Popular”\, 1974. Cortesia Galatea\n\n\n\n\nAs cores\, a objetividade e a originalidade na produção da artista Elisa Martins da Silveira (1912-2001) serão o ponto de partida para a nova exposição que chega ao mais carioca dos museus. No dia 18 de outubro\, o MAR inaugura a exposição “Elisa Martins da Silveira”\, que tem o objetivo de rever aspectos da produção cultural do nosso país. Contextualizar a produção artística da pintora piauiense junto aos artistas de sua geração amplia a compreensão de sua prática\, evidenciando o diálogo que ela estabeleceu com seus contemporâneos e a pluralidade de sua inserção no cenário artístico da época. Com a exposição\, o Museu de Arte do Rio propõe revisitar a história cultural com um olhar mais inclusivo sobre artistas que foram esquecidos ou negligenciados no circuito institucional ao longo dos anos. A exposição tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e Felipe Scovino\, curador convidado. \nA pintura “Crianças brincando” (1953)\, de Elisa\, faz parte do acervo do Museu de Arte do Rio e foi o ponto de partida para a criação e concepção da mostra. “O nosso interesse partiu do diálogo dessa única obra da coleção e aí pensamos o contexto de onde a obra surge\, que  é um contexto de encontro entre a arte construtiva\, que lida com a abstração geométrica no Brasil\, e a produção chamada de arte popular”\, revela Marcelo Campos. A exposição tem o objetivo de situar a obra da artista no contexto das diferentes correntes estéticas predominantes no Brasil durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1952\, iniciou sua formação artística participando dos cursos ministrados por Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/Rio)\, integrando o Grupo Frente entre 1954 e 1956. Liderado por Serpa\, o grupo congregou nomes de destaque como Abraham Palatnik\, Aloísio Carvão\, Décio Vieira\, Hélio Oiticica\, Lygia Clark e Lygia Pape\, entre outros. Apesar de sua participação no Grupo Frente\, de Bienais Internacionais de São Paulo\, além de exposições de caráter predominantemente abstrato e geométrico\, a obra de Elisa foi caracterizada pela historiografia da época como “primitiva” ou “naïf”\, refletindo as tendências classificatórias predominantes na época. “A exposição é para desfazer a nomenclatura naif\, é para rever a História da Arte e é para mostrar a potência dessa mulher nordestina\, uma artista que convive com a geração que fomenta a arte pós-moderna e contemporânea. O  trabalho da Elisa mostra a possibilidade da gente entender um Brasil pelo viés popular\, que também exerce conhecimento e pensamento em torno de cor e forma”\, afirma Campos\, curador chefe do MAR.  \nCom mais de 100 obras\, vinte delas da Coleção MAR\,  a exposição monográfica sobre Elisa Martins demonstrará a convivência dela com artistas da mesma geração. Pinturas inéditas de Elisa Martins\, oriundas do acervo de sua família\, estarão ao lado de obras de Ivan Serpa\, Aloísio Carvão\, Djanira\, Heitor dos Prazeres\, Lygia Clark\, Abraham Palatnik\, Rosina Becker\, Alfredo Volpi\, Lygia Pape entre outros. “Elisa Martins da Silveira representou um vértice singular no projeto de uma arte moderna discutida no Brasil nos anos 1950. Se naquela altura o debate fortemente se colocava entre uma tradição figurativa e a novidade construtiva\, a obra de Elisa apontava\, de maneira autoral\, para os rituais religiosos\, incluindo os de origem afrodiaspórica\, a paisagem do interior do país\, a festa e o júbilo. Era uma forma de narrar a diversidade cultural\, muitas vezes com foco em lugares ou pessoas escanteadas na história da arte. É curioso como Silveira ilustra o progresso pela ausência. Suas obras não retratam automóveis\, indústrias\, uma paisagem fabril ou tecnológica. Em pleno momento do desenvolvimentismo\, a sua produção volta-se para uma paisagem distante desse assombro moderno”\, aponta o curador convidado Felipe Scovino. Na abertura da mostra\, gratuita ao público\, haverá a apresentação do Choro de Pizindim. A exposição ficará em cartaz no MAR até 02 de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:"A conspiração dos ícones" na Carpintaria
DESCRIPTION:Vista da exposição “A conspiração dos ícones” na Carpintaria. Foto: Julia Thompson\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel e Quadra têm apresenta A conspiração dos ícones\, mostra coletiva com curadoria de Tarcísio Almeida na Carpintaria\, Rio de Janeiro. O eixo curatorial da exposição\, bem como o elo conceitual entre os artistas “deseja compreender o processo artístico e a obra de arte menos como um ato de modelar discursivamente suas materialidades\, mas como um exercício de escuta e ressonância pela matéria desde sua agência\, informações e trans-historicidade” diz Almeida. \nA exposição reúne doze artistas de diferentes regiões do Brasil cujas obras tecem uma teia de relações entre territórios\, saberes tradicionais e técnicas contemporâneas\, limites materiais e seus usos\, apontando contextos e situações de relevância para o cenário nacional. \nAs práticas escultóricas de Allan da Silva\, Daniel Jorge\, Gilson Plano\, Iagor Peres e Manuela Costa Lima articulam história\, pensamento\, forma\, encantamento e arquitetura rumo a uma reelaboração dos regimes visíveis\, enquanto as obras de Brendy Xavier e Matheus Chiaratti dão forma física a diferentes manifestações do desejo. Reiterando a ênfase curatorial que entende a abstração também como ferramenta política\, Arorá\, Carla Santana e Rubiane Maia criam relações espaciais que convidam à apreensão da experiência de forma ativa e silenciosa. Marcelo Pacheco e Thomaz Rosa\, por fim\, articulam tensões específicas da pintura e expandem suas superfícies para abrigar críticas e desafios a seu estatuto histórico e conceitual. \nEsse projeto em parceria reforça o caráter colaborativo do programa das duas galerias e visa contribuir para a composição do público de arte contemporânea no Rio de Janeiro. Os artistas participantes são em sua maior parte integrantes do programa da Quadra\, com outros convidados especialmente para a mostra. Todos contaram com o acompanhamento artístico curatorial de Tarcísio Almeida\, que entre 2022 e 2023 integrou a equipe curatorial da 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível. O curador trabalha junto à Quadra desenvolvendo um programa de acompanhamento como uma das vocações da galeria. Os artistas convidados\, além de terem uma relevância conceitual dentro do enfoque da exposição\, também são nomes que vivem esse processo de interlocução com Tarcísio.
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LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Afonso Tostes – Reverter" na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Afonso Tostes\, Sem título\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nAnita Schwartz Galeria de Arte apresenta\, no dia 6 de novembro de 2024\, às 19h\, da exposição “Reverter”\, com uma grande instalação inédita do artista Afonso Tostes: uma espiral feita com bambus\, medindo 2\,5 metros de altura e cobrindo uma área de 64 metros quadrados\, que ocupará o andar térreo do espaço na Gávea\, por onde o público poderá caminhar. \nAlém deste trabalho\, serão exibidas também pinturas inéditas — duas no piso térreo e as demais no segundo andar expositivo — feitas com pigmentos coloridos recolhidos pelo artista em seu ateliê\, ao serrar e lixar madeiras para suas esculturas. \nO artista conta que há três anos vinha desenvolvendo a ideia da instalação\, começando com desenhos e depois maquetes\, até que em 2023\, durante uma residência na Casa Wabi\, em Puerto Escondido\, no México\, realizou a primeira experiência em escala humana\, ao ar livre\, usando barro\, madeira e areia [imagem ao lado\, com vista de cima]. \nAfonso Tostes explica que “não se trata de um labirinto\, mas um percurso em que a pessoa chega a um vértice e caminha no sentido oposto\, saindo do outro lado”. “É uma espiral dentro de outra espiral\, em sentido inverso. Mesmo que pareça que a pessoa está andando para trás\, ela está indo adiante\, sempre em frente”\, diz. Ele comenta que “a espiral é uma imagem que aparece há muito tempo na história da arte e está presente nas culturas tradicionais\, como na afro-brasileira\, como representação de retorno e conexão com a ancestralidade\, em sentido anti-horário”. Depois de experimentar várias possibilidades\, ele escolheu o bambu como material\, alinhado ao seu trabalho em madeira. \nA curadora Cecília Fortes acrescenta que “no andar térreo da galeria\, são apresentados também trabalhos em carvão\, madeira e sisal\, trazendo uma alusão mais direta à temática ambiental e urgente presente na exposição”.
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LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Gerardo Rosales – Caçador de Fábulas" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Gerardo Rosales\, “Erizos”\, 2024. Cortesia Nara Roesler\n\n\n\n\nNara Roesler Rio de Janeiro apresenta\, no dia 7 de novembro de 2024\, às 18h\, da exposição “Caçador de Fábulas”\, a primeira que o artista Gerardo Rosales – venezuelano radicado em Houston\, Texas\, nos Estados Unidos – faz no Brasil. Com curadoria de Luis Pérez-Oramas\, a mostra traz 44 pinturas sobre tela ou papel\, criadas em 2024\, “que nos lembram\, por meio da beleza luminosa de suas treliças ornamentais\, que nunca houve realmente uma origem desconhecida ou uma era de inocência; que a humanidade sempre\, para sempre\, foi marcada e destinada pela posse e pelo desejo\, por sua exultação e sua ansiedade\, por sua pequena morte diária e seu paraíso instantâneo e provisório”. \n“A obra de Gerardo Rosales se destaca pelo seu imaginário florestal\, espinhoso\, homoerótico\, fantástico\, em que figuras animais e humanas se entrelaçam\, ao mesmo tempo\, em atos de amor e de caça. Latinx e queer\, radicado há duas décadas nos Estados Unidos\, Rosales faz parte de uma geração global de artistas que se identificam através de uma abordagem figurativa da natureza e da sexualidade em que espécies e gêneros se multiplicam numa incessante confusão mútua. Rosales dá conta deste fenômeno através da manipulação magistral de redes ornamentais\, nas quais emergem suas personagens recorrentes – o urso\, a borboleta\, a cobra\, o pássaro\, o coiote\, o burro\, as árvores\, a flor fálica”\, escreve Oramas\, no texto que acompanha a exposição. \nO trabalho de Gerardo Rosales se relaciona ainda com sua infância passada em San Cristóbal\, na Venezuela\, cidade com uma forte tradição de arte popular\, com desenhos intrincados e coloridos. “Entre todas as imagens que Rosales cultiva em seu jardim de figurações perturbadoras e aparentemente inocentes\, talvez a da caça se destaque: uma licença figurativa e poética para falar de sedução e cruising (“paquera”)\, de predação e trauma\, do destino das espécies que buscam e consomem umas às outras. Um eco antigo sobrevive nessas obras muito recentes\, uma pátina antiga de antiguidades ocultas”\, observa o curador. \n“Diante delas\, podemos evocar as tumbas de Tarquínia\, por exemplo\, a chamada ‘The Bulls’\, que retrata\, em estilos que não poderiam estar mais surpreendentemente próximos dos recursos plásticos de Rosales\, a cena em que Aquiles\, a cavalo\, observa Troilo\, escondido atrás de um monte\, antes de matá-lo.”
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SUMMARY:"O bicho vem com a marca do nome" de Poli Pieratti na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Poli Pieratti. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 7 de novembro\, a Cavalo apresenta O BICHO VEM COM A MARCA DO NOME\, a primeira exposição individual da artista Poli Pieratti no Rio de Janeiro. O evento ocorrerá no espaço da galeria em Botafogo e contará com 13 telas inéditas. \nAs pinturas de Poli surgem de elaborações conscientes e inconscientes sobre elementos naturais que lhe são familiares\, como sua terra natal\, a chuva\, as memórias de infância e o mar. Nas obras pensadas especialmente para a galeria Cavalo\, a artista experimenta novos processos de criação da imagem\, adentrando um território mitológico. Poli se debruça sobre a relação entre o animal e o humano\, que se fundem em um mesmo corpo ao serem transformados em pintura. \nNesse imaginário fabuloso\, o cavalo corre pelas telas expostas na galeria e\, em alguns momentos\, ganha asas e flutua\, perdendo seu contorno e se dissolvendo na tinta. \nA partir de agora\, o bicho é quem conduz a artista.
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SUMMARY:"José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Obra de José Bezerra. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOs jardins do Museu do Pontal vão se transformar em parque de esculturas com a inauguração\, no dia 9 de novembro\, da exposição José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau. A mostra reúne nove obras de madeira de grandes proporções – algumas chegam a ter mais de 3 metros de altura –\, criadas pelo genial artista pernambucano\, convidado especial do evento\, e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra\, Dário Bezerra e Luiz Benício. A abertura marca ainda o lançamento do documentário José Bezerra\, Artista\, e terá show do cantor e compositor Siba\, um apaixonado por cultura popular. \n– O Vale do Catimbau\, um dos principais sítios arqueológicos do Brasil\, fornece matéria-prima e inspiração para a produção artística de José Bezerra. Ele costuma dizer que foi num sonho que entendeu que deveria dedicar-se a transformar galhos retorcidos de árvores mortas e caídas em animais e seres imaginários tão intrigantes e enigmáticos quanto belos\, dando-lhes uma nova oportunidade de vida. A cor original da madeira\, que recebe o mínimo de intervenções de facão\, serrote e formão\, confere a suas esculturas uma expressividade singular\, em formas que parecem não se esforçar para surgir de dentro da matéria natural – observa Lucas Van de Beuque\, curador da mostra ao lado da antropóloga Angela Mascelani e um dos diretores do filme. \nJosé Bezerra nasceu em Buíque\, uma das três cidades do Vale do Catimbau\, em 1952. Escultor\, poeta e músico autodidata\, é pioneiro no trabalho em madeira na região e formador de diversos discípulos\, entre eles os três artistas que também participam da mostra. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e ganhou exposições e reconhecimento. Além do Museu do Pontal\, suas obras integram coleções ou foram expostas em instituições como Museu de Arte Moderna de São Paulo\, Pinacoteca do Estado de São Paulo\, Museu de Arte Moderna do Rio\, Museu de Arte do Rio e Fondation Cartier Pour I’art contemporain\, na França. \n– Tanto a exposição quanto o documentário são resultado do programa de pesquisas que o Museu do Pontal desenvolve há 20 anos\, indo a campo para registrar e dar visibilidade aos artistas das camadas populares do Brasil. Os artistas do Vale do Catimbau\, especialmente o genial José Bezerra\, foram objeto de pesquisa nos últimos anos. Toda as obras selecionadas para a exposição passam a integrar o acervo do Museu e ficarão expostas até junho de 2025 – conta Angela Mascelani. \nA genialidade de Bezerra e sua relação simbiótica com o Catimbau estão registradas no curta documental José Bezerra\, Artista. Dirigido por Lucas Van de Beuque e Karen Black\, o filme terá sua primeira sessão pública no evento. Logo depois\, o multiartista mostrará seu lado musical acompanhado do Trio Pernambucano. \n– Buscamos fazer o filme que o artista gostaria de fazer. Não há críticos ou especialistas em arte falando\, é o próprio José Bezerra quem imagina\, orienta e narra como seria esse documentário sobre ele” afirma Karen Black.
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SUMMARY:"Nós - Arte e Ciência por Mulheres" no Futuros – Arte e Tecnologia
DESCRIPTION:Bertha Lutz na cidade de Natal\, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino\, 1928. Arquivo Nacional\nDepois de receber milhares de visitantes em São Paulo\, no Paço das Artes e no Sesc Interlagos – onde segue até 30 de março de 2025 –\, a exposição Nós – Arte e Ciência por Mulheres chega ao Rio de Janeiro. A mostra destaca o conhecimento produzido por mulheres do Brasil e de diversas partes do mundo em áreas como astronomia\, química\, medicina\, antropologia e arqueologia. Quem for ao centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia\, no Flamengo\, a partir de 14 de novembro\, poderá refletir sobre diferentes aspectos da condição feminina em meio a obras de arte\, peças de acervos científicos e registros que ajudam a conhecer as trajetórias de grandes mulheres de diferentes épocas\, lugares e cultura. A mostra oferece uma oportunidade única de descobrir ou rever suas presenças na ciência\, enquanto lança luz sobre a histórica inviabilização de suas atuações na sociedade. Tudo isso por meio da apresentação de personagens\, iconografia histórica e científica e obras de artistas contemporâneas. A exposição fica em cartaz até 16 de fevereiro de 2025. \nEntre as cientistas\, figuram mulheres como a química francesa Marie Curie\, a médica brasileira Nise da Silveira e a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie\, autora da frase que pode ser entendida como o ponto de partida da exposição: “O problema com o gênero é que ele determina quem deveríamos ser em vez de reconhecer quem somos”. \n“Estamos muito felizes em poder trazer para os cariocas essa mostra tão importante\, depois de duas temporadas de sucesso em São Paulo. Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e sobretudo lutamos. ‘Nós – Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres”\, ressalta Isabel Seixas\, uma das curadoras. \n“É com imensa satisfação que recebemos em nosso centro cultural uma exposição que enaltece as grandes histórias e feitos de mulheres artistas e cientistas\, tanto brasileiras como de outras nacionalidades. Nossa missão no Futuros – Arte e Tecnologia é o de estimular o olhar crítico e construtivo por meio da arte\, e ‘Nós Arte e Ciência por Mulheres’ vai proporcionar ao público a oportunidade de conhecer as obras de escritoras\, médicas\, engenheiras\, pesquisadoras e muitas outras profissionais que por muito tempo não tiveram o seu devido reconhecimento”\, afirma Victor D’Almeida\, gerente de cultura do instituto Oi Futuro.
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SUMMARY:“Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira” no CCBB RJ
DESCRIPTION:Victor Fidelis\, “Sebastiana”\, 2023. Crédito: Coleção Kenni Kool\n\n\n\n\nNos livros\, nas salas de aula\, em exposições de arte e museus\, a história e cultura do Brasil vêm sendo perpetuadas pela ótica dos brancos. A partir de 16 de novembro\, uma outra visão será apresentada em Encruzilhadas da Arte AfroBrasileira. Composta por mais de 140 obras\, a exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) tem curadoria de Deri Andrade e reverencia a contribuição dos artistas negros para o país. \nSucesso em suas passagens pelos Centros Culturais do Banco do Brasil em São Paulo e Belo Horizonte – onde foi vista por mais de 300 mil pessoas – a exposição chega ao Rio durante a realização dos encontros do G20 Social e se apresenta como mais uma oportunidade de contato do público nacional e internacional com a arte brasileira. Em cartaz até 17 de fevereiro\, a mostra é patrocinada pelo Banco do Brasil e BB Asset\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet)\, e produzida pela Tatu Cultural. \nPara a abertura\, em 16 de novembro (sábado)\, o CCBB RJ está preparando um momento especial: às 16h o Terreiro de Crioulo se apresenta\, gratuitamente\, no térreo do Centro Cultural. Um encontro com muito samba de raiz e muita energia positiva\, alegria e cheio de axé. A entrada é livre\, mas haverá emissão de ingressos\, disponibilizados na bilheteria digital e no site do CCBB. A exposição estará aberta ao público já a partir das 9h e as galerias permanecerão abertas durante todo o dia. \nAinda no dia de abertura\, às 14h\, o público conferirá a performance “Do que são feitos os muros”\, de Davi Cavalcante. O artista construirá um muro\, com tijolos que trazem diversas palavras. O trabalho propõe uma reflexão poética sobre o peso da ação humana na construção das relações com o espaço e seus pares. \nA EXPOSIÇÃO \nColetiva\, a exposição contempla o trabalho de 61 artistas\, entre eles 12 cariocas nascidos ou adotados pela cidade. Dois estão entre os homenageados pela mostra\, Lita Cerqueira e Arthur Timótheo da Costa. Os demais são: Andrea Hygino\, André Vargas\, Panmela Castro\, Guilhermina Augusti\, Matheus Ribs\, Mulambö\, Kika Carvalho\, Elian Almeida\, Rafa Bqueer eYhuri Cruz. \n“O propósito é um diálogo transversal e abrangente da produção de autoria negra em todo território nacional\, mas há destaques locais\, evidentemente”\, comenta Deri Andrade\, curador da mostra. “Sempre convidamos artistas que sejam reconhecidos nos estados em que a exposição é montada”\, explica. \nNo segundo andar e no espaço próximo à bilheteria estarão pinturas\, fotografias\, esculturas\, instalações\, vídeos e documentos que revelam diferentes épocas e discussões\, contextos\, gerações e regiões. De grande abrangência\, a mostra percorre do período pré-moderno à contemporaneidade. \nOs trabalhos estão alocados em cinco eixos: Tornar-se\, sobre a importância do ateliê de artista e do autorretrato; Linguagens\, que aborda os movimentos artísticos; Cosmovisão\, a respeito do engajamento político e direitos; Orum\, sobre as relações espirituais entre o céu e a terra\, a partir do fluxo entre Brasil e África; por último\, Cotidianos\, que aborda asdiscussões sobre representatividade. \nCada eixo é representado por artistas negros emblemáticos: Arthur Timótheo da Costa (Rio de Janeiro\, RJ\, 1882-1922)\, Lita Cerqueira (Salvador\, BA\, 1952)\, Maria Auxiliadora (Campo Belo\, MG\, 1935 – São Paulo\, SP\, 1974)\, Mestre Didi (Salvador\, BA\, 1917- 2013) e Rubem Valentim (Salvador\, BA\, 1922- São Paulo\, SP\, 1991).
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SUMMARY:"Arte em breve!: O corpo professor em cena" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Vista da instalação. Crédito: Wesley Sabino\n\n\n\n\nA quarta edição do projeto MAR nas Escolas\, uma ação da Escola do Olhar\, promoveu o lançamento de uma instalação produzida por educadores de escolas públicas. Durante os dois meses de duração do projeto de residência artístico-pedagógica\, seis professores bolsistas da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro desenvolveram o projeto “ARTE EM BREVE: O corpo professor em cena!” a partir das narrativas de suas vivências pessoais e profissionais em suas escolas e cotidianos\, abordando os desafios que atravessam o fazer docente e apresentando. \n O objetivo da edição deste ano é desenvolver a construção de relações e trocas pedagógicas entre a Escola do Olhar e os professores em suas comunidades escolares\, valorizando os saberes das salas de aula e inspirando as experimentações artísticas como metodologia de ensino e aprendizagem.A produção dos professores resultou em vídeo performances das experiências vividas durante a residência.  A mostra “ARTE EM BREVE: O corpo professor em cena” que ocupa o espaço de arte da biblioteca do MAR\, tem entrada gratuita e fica em cartaz até 02 de março  de 2025.
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SUMMARY:"Ègbé ọ̀run Ẹgbẹ́ àiyé" de Kelton Campos Fausto na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Kelton Campos Fausto\, “aṣọ funfun”\, 2024; Foto: Pedro Agilson\, cortesia da artista e A Gentil Carioca\nA Gentil Carioca tem apresenta Ègbé ọ̀run Ẹgbẹ́ àiyé\, exposição de Kelton Campos Fausto n’A Gentil Carioca Rio de Janeiro\, com abertura no dia 23 de novembro\, sábado\, das 18h às 23h. \n“Kelton Campos Fausto (1996\, São Paulo\, Brasil) compreende o seu trabalho de arte como um ponto de indução e criação a espaços espirituais\, conjurando outras formas e percepções de vida por corporalidades que somente existem implicadas ao que também é incorpóreo. Em sua obra\, a artista vai de encontro a disrupção entre o que é material e imaterial através das relações entre os campos terreno e espiritual segundo a cosmologia iorubá\, propondo uma desorientação da razão para nos abrirmos à sensibilidade\, ao mistério e ao indizível que nos envolve. Trabalhando principalmente a partir do contexto da grande metrópole paulista e tendo nascido e crescido na Brasilândia\, na zona norte do município de São Paulo\, a artista nunca perdeu de vista que\, embaixo desta dura ficção de concreto que experienciamos todos os dias\, existe a terra da qual viemos e para onde vamos. Desde 2017\, vem desenvolvendo práticas com vídeo\, pintura\, cerâmica\, direção de arte e performance nos campos das artes visuais e da moda\, que convidam o público a repensar suas formas de vida como corpos elementais de terra\, abordando a dimensão espiritual pelos Itans que relatam as origens dos seres e as suas relações de coexistência e interdependência. Sua exposição individual n’A Gentil Carioca apresenta o mais recente recorte da sua extensa pesquisa ao contexto do Rio de Janeiro\, onde Kelton dá a ver as muitas camadas sobrepostas de energia entre o Aiye e o Orun para fazer brotar novas formas de vida\, apesar de solos marcados por um passado colonial e por um presente de grande complexidade social e ecológica.”\, explica o curador Matheus Morani\, autor do texto de apresentação da mostra. \n\nA individual fica aberta à visitação até o dia 1 de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:"Geometria Crepuscular" na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Zé Tepedino\, Sem título\, 2024. Imagem/Foto: Pedro Agilson\, cortesia do artista e A Gentil Carioca\nA Gentil Carioca apresenta Geometria Crepuscular\, exposição coletiva n’A Gentil Carioca Rio de Janeiro com abertura no dia 23 de novembro\, sábado\, das 18h à 23h. \nA exposição propõe uma reflexão sobre a geometria na arte contemporânea\, explorando uma abordagem que se afasta da rigidez formal e exata para incorporar aspectos mais sutis\, sensoriais e subjetivos. O grupo de artistas estabelece um diálogo entre o rigor geométrico e as práticas artísticas\, investigando questões como o tempo\, a memória e o futuro. Essa investigação se dá especialmente por meio do uso de materiais “pobres” ou reciclados\, além de referências a cosmologias indígenas e narrativas afrofuturistas. \nA ideia de uma “geometria crepuscular” aponta para o momento em que as formas tradicionais são dissolvidas\, desafiando as noções de ordem e precisão\, abraçando a indefinição e as sombras. A geometria é vista como uma passagem\, um espaço intermediário entre o dia e a noite\, a luz e a escuridão\, o visível e o invisível. \nParticipam da mostra: Agrade Camíz\, Aleta Valente\, Desali\, Dani Cavalier\, Mariana Rocha\, Mayra Carvalho\, Novíssimo Edgar\, Panmela Castro\, Rose Afefé\, Sallisa Rosa\, Silia Moan\, Siwaju\, Vinicius Gerheim\, Tainan Cabral\, Xadalu Tupã Jekupé\, Zé Tepedino. \nA coletiva será inaugurada simultaneamente à exposição Ègbé ọ̀run Ẹgbẹ́ àiyé\, a primeira individual de Kelton Campos Fausto n’A Gentil Carioca Rio de Janeiro. A trilha sonora da noite ficará por conta da dupla de DJs Anette Canivette (PE) e Myra Mara (RJ)\, da XÊPA. Ambas as exposições estarão abertas para visitação até 1º de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:"TERRITÓRIOS POSSÍVEIS – paisagens insólitas" de Petrillo no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Obra de Petrillo. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA investigação do artista visual Petrillo sobre as possibilidades de paisagens/lugares foi o que deu origem à sua nova mostra individual\, “TERRITÓRIOS POSSÍVEIS – paisagens insólitas”\, que será inaugurada no dia 27 de novembro e ocupará o Centro Cultural Correios\, no Centro\, até o ano que vem. Esta pesquisa integra seu repertório visual e imagético\, que parte da referência de imagens e fotografias reais. Fazendo uma proposição da recriação da espacialidade\, Petrillo observa a sua topografia e recria imagens e paisagens inexistentes\, lugares por ele idealizados. Com trabalhos produzidos de 2022 a 2024\, a exposição reúne 19 pinturas da série “Territórios Possíveis” – a maioria em técnica mista sobre telas de grandes formatos\, sendo um díptico em têmpera sobre tela) – \, 20 desenhos da série “Topografias Reconstituídas (alguns em dobraduras\, outros utilizando técnica mista sobre papel). Complementa a expsoição a grande instalação “Territórios Reconstituídos”\, composta por cerca de 1.200 desenhos de pequenos formatos em caixas acrílicas de CD\, tendo demorado seis anos para ser finalizada. \n“Esses trabalhos são fruto de uma pesquisa que venho realizando há algum tempo e são bastante pautados na questão da espacialidade e nos estudos de espaço e lugares  propriamente ditos. Comecei a observar a questão das curvas de nível nfluenciado pela faculdade de Arquitetura\, onde dou aulas de desenho. Todo esse processo foi desembocar agora: ressignificando as ‘voçorocas’ (afundamento de solo)\, acenando também para uma preocupação ecológica e como uma pequena denúncia sobre o que o homem está fazendo na degradação do meio ambiente. Ressignifico não apenas as paisagens que pura e simplesmente vemos\, mas também expresso algo mais visceral e impulsivo\, a paisagem que está dentro do imaginário de cada um. As manchas nas pinturas são intencionais\, vou colocando camadas sobre camadas\, nada é aleatório”\, afirma Petrillo. \nMarcus de Lontra Costa assina o texto crítico “Várias Paisagens”\, onde discorre sobre o processo de realização das obras \nVárias Paisagens \nToda obra de arte\, em especial a pintura\, é o resultado de um longo processo de articulações mentais e técnicas. A imagem que vemos diante de nós é antes de tudo o resultado de uma construção\, “tijolo por tijolo num desenho mágico “\, e revela as ferramentas com as quais o artista se comunica com o mundo. \nAssim as obras de Petrillo apresentadas nessa mostra nos oferecem várias camadas de leitura. A sua proximidade com a atividade arquitetônica determina o processo de pesquisa do artista\, a partir de uma composição gráfica e espacial que estrutura toda a sua estratégia criativa. \nDe suas heranças modernistas ele extrai a ordem e a racionalidade gráfica sobre a qual outras camadas são acrescentadas. A paisagem aqui é fragmentada e seus recortes propõem novas e instigantes leituras do real. Das vanguardas históricas\, Petrillo dialoga poeticamente com a abstração geométrica e com a tensão informal. Tudo aqui atua no sentido de construção de uma beleza filha da clareza\, da ordem e da elegância. Essa estratégia encontra referência histórica nas obras de Ivan Serpa\, onde o gesto informal revelava\, num olhar mais apurado\, o perfeito controle das manchas pictóricas. \nA pintura de Petrillo recusa o olhar apressado. Ela se oferece ao nosso olhar de maneira discreta e elegante. O tempo conspira a seu favor. A pincelada incisiva\, os tons terrosos revelam sutilezas cromáticas e um certo silêncio muitas vezes necessário em épocas de tanta turbulência. Seja na pintura ou nos desenhos Petrillo se apropria de imagens do mundo\, fragmentos da paisagem para criar com eles sequências e equações que fazem da arte uma ferramenta poderosa de integração do mundo e de seus encantamentos.
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SUMMARY:"Eu Sou Céu" de Filipi Dahrlan na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Filipi Dahrlan. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Martha Pagy Escritório de Arte\, localizada no Flamengo\, apresenta até o dia 29 de novembro a exposição “Eu Sou Céu”\, do fotógrafo e artista visual carioca Filipi Dahrlan. Com uma visão sensível e poética\, Dahrlan explora o vínculo entre suas memórias e o espaço urbano do Rio de Janeiro. As visitas são realizadas mediante agendamento pelo WhatsApp (21) 98141-3234. \nInspirado por sua relação com o céu e com a cidade\, Dahrlan percorre ruas\, estradas e encruzilhadas guiado por um olhar atento aos detalhes invisíveis. Em “Eu Sou Céu”\, o artista pontua seu trabalho com referências simbólicas: a imagem do Cristo Redentor\, ícones como São Sebastião e São Jorge\, e uma vista de uma favela registrada a partir da Igreja da Penha. Essas imagens conduzem o público por uma cartografia emocional do Rio\, onde o sagrado e o cotidiano se entrelaçam. \nParte da exposição também homenageia o carnaval carioca (uma das paixões do artista) e faz referência ao “Cristo Mendigo” de Joãosinho Trinta\, trazendo à tona a questão da cidade partida e dos contrastes sociais\, inspirada no samba-enredo “Ratos e Urubus larguem a minha fantasia”: “Reluziu\, é ouro ou lata? Formou a grande confusão. Qual areia na farofa é o luxo e a pobreza no meu mundo de ilusão”. As rabiolas de pipas enroscadas nos postes e fios simbolizam o contraste entre o vulgar e o extraordinário\, revelando uma cidade marcada por suas tensões e belezas. \nA exposição “Eu Sou Céu” mergulha na essência do Rio de Janeiro\, explorando religiosidade\, identidade e cultura. Começa com uma obra de Exu\, o guardião dos caminhos\, simbolizando comunicação e movimento. Em seguida\, a obra de São Jorge\, santo cultuado nos subúrbios cariocas\, revela a profundidade da religiosidade popular no Rio\, representando fé\, resistência e proteção. Já a série “Eu Tenho Um Pecado Novo” estabelece uma conexão estética com a imagem de São Sebastião\, padroeiro do Rio\, celebrando a vitalidade e vulnerabilidade humanas através de retratos de homens se exercitando nas praias cariocas. O corpo é visto como território de expressão\, revelando o caráter humano e suas contradições por meio da força e fragilidade\, refletindo a identidade cultural do Rio de Janeiro. \nAlém disso\, “Eu Sou Céu” apresenta a série fotográfica “Deve Ser Assim o Céu”\, que documenta festivais de pipas nas periferias do Rio\, preservando e celebrando essa prática cultural. Por meio dessas imagens\, Dahrlan convida o público a enxergar além do óbvio\, reinterpretando o cotidiano com uma narrativa visual sensível. \nVisitas por agendamento pelo Whatsapp: 21 98141-3234.
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LOCATION:Martha Pagy Escritório de Arte\, Av Rui Barbosa\, Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
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SUMMARY:"Lúgubre Celestial" de Letícia Lopes e Gabriel Almeida na Arrecife Galeria
DESCRIPTION:Letícia Lopes\, “Domador”\, 2024 – Divulgação\n\n\n\n\nNo claro-escuro onde nasce o monstruoso e alucinações corticais reinam livres\, a vigília cede o palco da consciência a vida fenomênica diversa. Dissipa-se a pretensão de prever fidedigna a realidade externa; de olhos fechados resta ver somente o que há por trás deles. O inconsciente em uma tela pintada de eigengrau: como a pareidolia nas nuvens\, projetamos sobre o nada apenas o que já trazemos conosco: o sonho é um espelho. \nLúgubre Celestial promove o encontro natural de dois pintores do inconsciente que\, operando além do binômio figura-abstração\, trazem obras que exprimem com clareza que o modo de expressão que lhes é mais caro é o simbólico – a forma eivada de sentido pela mente que ali o projetou. Na pintura como no delírio\, o que é visto é tudo que há. \nEnquanto Letícia Lopes descobre na penumbra do doméstico a indocilidade do silvestre e o veludo que se confunde com a pele\, aproximando humano e animal\, os símbolos de Gabriel Almeida congregam a um só tempo a iconografia religiosa e a porcelana kitsch\, encantando convergências sacro-meméticas. Como acima\, assim abaixo. \nA mostra fica em cartaz de 30 de novembro a 31 de janeiro e os horários de visitação são de terça à sexta-feira das 13h às 19h e aos sábados\, das 13h às 16h.
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SUMMARY:"ZIMAR" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nBrincalhões\, irreverentes\, assustadores… Com suas caretas horripilantes\, abrem as apresentações dos grupos tradicionais da região da baixada maranhense\, auxiliam – ou atrapalham – na brincadeira e pregam peças no público\, tudo isso com um gingado único ao som do balançar de um chocalho. Assim é o cazumba\, uma das personagens mais emblemáticas do Bumba Meu Boi do Maranhão. \nA figura do cazumba chama atenção pelos inúmeros detalhes que compõem o seu figurino: a túnica ou bata bordada com paetês e miçangas\, ou feitas de chita; o cofo que confere o divertido rebolado e é utilizado para guardar objetos; e a careta\, com sua base de chapéu\, com cabeleira e queixo costurados\, que assusta e encanta\, e traz consigo a assinatura de quem a produz. Zimar é um destes artistas\, que imprime nas caretas um estilo próprio\, desafiando a tradição e encantando pela imaginação. \nSuas obras compõem a nova exposição itinerante do Centro Cultural Vale Maranhão\, ZIMAR\, que será aberta ao público nesta terça\, 10 de dezembro\, às 14h\, no Museu de Arte do Rio. Ao todo\, são 65 caretas de cazumba produzidas com os mais diversos materiais. Capacete\, cano de PVC\, pára-lamas de moto\, panelas de alumínio\, peças de ventilador\, escovas de dentes\, pneus de bicicletas são alguns dos artefatos usados pelo artesão na criação das peças\, que já fazem parte da fantasia de cazumba de vários grupos de Bumba Meu Boi da região da baixada maranhense. \nEusimar Meireles Gomes\, o Zimar\, é natural do município de Matinha (MA)\, e iniciou a confecção de caretas de cazumba após se machucar com uma máscara que havia comprado. Decidiu\, então\, adaptar as máscaras para o formato de seu rosto\, proporcionando mais conforto. “Podemos dividir o trabalho de Zimar em três fases: uma primeira onde trabalhou queixos e caretas bem elaboradas em madeira paparaúba; a segunda também em madeira\, mas com feições mais reduzidas; e a terceira em que reaparece utilizando diversos materiais. Ele faz parte de um conjunto de bons fazedores de caretas\, que aplicam a marca pessoal como uma assinatura de suas obras\, seja pelo reaproveitamento de aparatos corriqueiros ou na expressão das máscaras confeccionadas”\, explica Jandir Gonçalves\, pesquisador da cultura popular maranhense e que assina a curadoria da exposição juntamente com Reinilda Oliveira e Sergileide Lima. \nA exposição conta ainda com um documentário curta-metragem homônimo e inédito\, dirigido pelo cineasta Beto Matuck\, especialmente para a mostra. O filme mostra Zimar criando as caretas\, enquanto conta sobre sua história\, inspirações e aborda questões profundas como a relação entre vida e morte. “Expor um artista como Zimar é reconhecer a cultura em seu amplo sentido de origem. Ele é um grande representante dos artistas populares do Maranhão e sua obra toma dimensões universais\, quando suscita em nós sentimentos comuns ao humano\, como medo\, desejo\, surpresa\, atração e repulsa. A liberdade de criação é evidente\, bem como todo um arcabouço expressivo que se conecta às esferas da ancestralidade e do sonho”\, destaca Gabriel Gutierrez\, diretor e coordenador artístico do Centro Cultural Vale Maranhão. \nO Rio de Janeiro é a terceira cidade visitada pela exposição itinerante\, que estreou em São Luís\, no Centro Cultural Vale Maranhão\, e já passou pelo Museu Nacional da República\, em Brasília. “O Mestre Zimar é um dos artistas de raiz popular brasileira mais emblemáticos. Ele tem uma obra única\, muito expressiva\, muito envolvente. Suas caretas de cazumba\, uma das personagens mais expressivos do Bumba Meu Boi do Maranhão\, nos conectam com a identidade cultural brasileira\, uma identidade popular. Essa exposição\, que passou pelo Museu Nacional em Brasília e chega ao MAR\, no Rio de Janeiro\, reconhece a nossa cultura em toda a sua diversidade.”\, reforça Hugo Barreto\, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale. \nZIMAR ficará em cartaz no Museu de Arte do Rio até o dia 7 de abril de 2025\, de terça a domingo\, das 11h às 18h. Última entrada às 17h. Terças gratuitas.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Mato-à-Mata" de Willy Chung no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Imagem: Willy Chung / Divulgação\n\n\n\n\nO Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro apresenta a exposição Mato-à-Mata\, primeira individual do artista Willy Chung\, no dia 11 de dezembro de 2024 (quarta-feira)\, das 16h às 20h\, com curadoria de Fabricio Faccio. Mato-à-Mata\, apresenta um conjunto de pinturas\, esculturas\, desenhos e instalação\, e propõe uma imersão poética na interconexão entre o humano e o mundo natural\, questionando as fronteiras que tradicionalmente separam Natureza e cultura. \nWilly Chung\, com ascendência oriental\, em sua prática artística\, mergulha na visão conceitual da não dualidade\, abordando o todo como unidade\, evocando uma harmonia que se revela através de uma aproximação dos princípios das filosofias orientais e das práticas meditativas. Em suas obras\, a natureza não é apenas cenário ou objeto de contemplação\, mas um fluxo contínuo\, um campo onde o humano e o vegetal\, o mineral e o animal coexistem sem hierarquias\, dissolvendo fronteiras. \nEsse diálogo entre arte e Natureza ganha forma em cores\, texturas e gestos que evocam a fluidez universal\, tal como unidade\, o caminho que conecta todos os seres\, onde o estado de fluxo encontra equilíbrio no desabrochar espontâneo da vida. Em cada tronco sinuoso\, folha em mutação ou paisagem recriada\, percebe-se um chamado para reconhecermos o que já somos: parte indivisível da mesma trama que tece o mundo. \nA obra de Willy não busca respostas\, mas cria espaços para que as perguntas reverberem — não como algo a ser solucionado\, mas como ecos de uma comunhão com o que nos transcende e\, ao mesmo tempo\, nos constitui. \nEntre os destaques da exposição estão o tríptico “Saravá (flor-de-lis)”\, o díptico “Mangue-Vermelho”\, e telas como “A Ribeirinha”\, “Queimada”\, “Mato-à-Mata” e “Garimpo”. A série TEOTL (Gaia)\, composta por trabalhos em que o pictórico e o escultórico se fundem para retratar a vegetação\, traduz a exuberância da Natureza por meio de formas e texturas que sugerem movimento e vida. Complementando o conjunto\, as esculturas “ Hyákinthos” e “ Dáphnē” evocam uma síntese poética entre arte e Natureza. \nSob a curadoria de Fabricio Faccio\, Mato-à-Mata é um convite a rever nosso lugar no mundo e reconhecer que\, ao observarmos a Natureza\, vemos não o Outro\, mas nossa própria essência refletida. “Pela prática artística de Willy Chung podemos refletir que ao contemplarmos a Natureza\, acreditamos enxergar o Outro\, mas é a nós mesmos que vemos — ela é o espelho onde buscamos\, incessantes\, nosso próprio rosto\, em meio ao infinito”\, afirma o curador.
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LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"afeiçoar-se" no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Yohana Oizumi “Êxodos”\, da série Receptáculos. 2024 – Divulgação\n\n\n\n\nEm 11 de dezembro\, o Centro Cultural Correios\, do Rio de Janeiro\, inaugura a exposição afeiçoar-se\, mostra que reúne a produção visual de artistas mulheres\, com poéticas  concebidas a partir do sensível\, alinhavadas pela observação da rotina\, ancestralidade\, memória\, vivência\, violência\, lugar\, paisagem e natureza.  \n“É uma proposição coletiva e potente\, que aproxima saberes e fazeres\, e possibilita uma reflexão silenciosa de nós mesmos”\, comenta Nilton Campos\, curador e coordenador do projeto afeiçoar-se. \nA lista de artistas é composta por Adriana Amaral (Ribeirão Preto-SP | vive e trabalha em Ribeirão Preto-SP)\, Ana Nitzan (São Paulo-SP | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Ana Rey (Córdoba\, Argentina | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Cecilia Stelini (São Paulo-SP | vive e trabalha em Campinas-SP)\, Corina Ishikura (São Paulo-SP | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Cristina Aliperti (Ribeirão Preto-SP | vive e trabalha em Ribeirão Preto-SP)\, Daniela Torrente (São Paulo-SP | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Eliane Chaud (Miguelópolis-SP | vive e trabalha em Goiânia-GO)\, Heloísa Frossard (São Paulo-SP | vive e trabalha em Ribeirão Preto-SP)\, Heloisa Junqueira (São Paulo-SP | vive e trabalha em Ribeirão Preto-SP)\, Joyce Ribeiro (São Gonçalo do Sapucaí-MG | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Jussara Marangoni (São Paulo-SP | vive e trabalha em Araçatuba-SP)\, Liliana Alves (Itajubá-MG | vive e trabalha em Sorocaba-SP)\, Lúcia Rosa (Carmo de Minas-MG | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Lucimar Bello (Itajubá-MG | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Marcella Moraes (Rio de Janeiro-RJ | vive e trabalha no Rio de Janeiro)\, Marcia Gadioli (São Paulo-SP | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Priscila Rampin (Batatais-SP | vive e trabalha em Uberlândia-MG)\, Roberta Bottcher (Campinas-SP | vive e trabalha em Jacareí-SP)\, Rosa Grizzo (Jaú-SP | vive e trabalha em Jaú-SP)\, Samia Cristina (Vitorino Freire-MA | vive e trabalha em Itatiba-SP)\, Thatiana Cardoso (São Bernardo do Campo-SP | vive e trabalha entre São Caetano do Sul-SP e São Paulo-SP)\, Tuca Chicalé (São Paulo-SP | vive e trabalha em São Paulo-SP)\, Yohana Oizumi (Rubiataba-GO | vive e trabalha em São Paulo-SP) e Zizi Pedrossa (Rio de Janeiro-RJ | vive e trabalha em São Paulo-SP).  \nOs visitantes poderão acessar um expressivo conjunto de obras executadas em diversos meios\, técnicas e materialidades\, como pintura\, fotografia\, colagem\, gravura\, bordado\, instalação\, objeto\, processos de transferência e de impressão de imagens\, e outros. Palavras coletadas entre as artistas permeiam as obras selecionadas\, possibilitando aproximações e desdobramentos entre os textos e as obras\, levando os visitantes à uma imersão espacial\, como se adentrassem em uma única “instalação”. \nafeiçoar-se foi apresentada de outubro a dezembro de 2023 na Oficina Cultural Oswald de Andrade\, em São Paulo. À época\, com a participação de 16 artistas convidadas. Para o  Centro Cultural Correios\, a proposta é ter uma maior abrangência\, ampliando o número para 25 artistas convidadas de várias localidades.
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SUMMARY:Inauguração da Galeria Itinera Arte com a exposição "Caminhos Selvagens"
DESCRIPTION:Faride Seade\, Sem título\, 2024 – Divulgação \nA Galeria Itinera Arte inaugura seu espaço no dia 13 de dezembro de 2024\, às 16h\, com a exposição coletiva Caminhos Selvagens\, na qual propõe um olhar crítico sobre o desenho\, seu papel histórico e suas dimensões simbólicas. Com curadoria de Yago Toscano\, Caminhos Selvagens reúne obras em desenhos\, pinturas e instalação\, das artistas Aline Marins\, Cláudia Costa\, Faride Seade\, Gilda Nogueira e Raquel Benjamim\, que investigam a prática do desenho no cruzamento entre arte\, memória e reflexões sobre o mundo natural. \nA mostra é resultado da conclusão do grupo de “Desenho na Arte Contemporânea”\, sob orientação de Valerio Ricci Montani\, no qual seus membros são imersos em aulas teóricas e práticas\, de modo a construírem um repertório de saber em torno do desenho e das diversas manifestações e técnicas que o constituem. \nA exposição parte de uma provocação: o que resta a ser tratado no desenho quando ultrapassamos sua dimensão técnica e prática\, já imersa no pensamento cartesiano e na lógica racionalista ocidental? O desenho\, desde a sua radicalidade centrada no pensamento\, foi o veículo através do qual se estruturaram narrativas dominantes\, da arquitetura à topografia nacional. Em Caminhos Selvagens\, o desenho é redimensionado\, não mais como uma técnica de dominação\, mas como uma prática gestual que resgata a relação com a terra\, os ritos e as partilhas que retomam as relações do mundo natural e de suas comunidades. \nA mostra propõe olhar para o desenho a partir de uma perspectiva reposicionada nos debates em arte contemporânea brasileira e em suas questões\, refletindo-o como manifestação de sua relação com o mundo ao redor e seus sujeitos. Um gesto firmado em uma rocha eleita\, como o até então mais antigo desenho conhecido\, surge como símbolo da continuidade e da partilha\, por exemplo\, a linha como enlace comunitário da semelhança de seus desiguais. \nA partir dessas questões\, os trabalhos apresentados dialogam com a ideia de que o desenho\, enquanto gesto\, é uma ferramenta para a construção de novos significados e uma revisão do imaginário coletivo. “O desenho permite observar indícios de uma ruína civilizatória quando através dele\, enquanto gesto de uma abertura incontornável\, a selva retomar dos humanos sua primazia de selvagem: um percurso de todos os começos\, mas que se distingue pela multiplicidade de seus desfechos\, refletindo as diversas perspectivas e propostas de cada uma das artistas aqui presentes”\, reflete o curador Yago Toscano. \nCaminhos Selvagens segue até 28 de fevereiro de 2025.
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LOCATION:Galeria Itinera Arte\, Av. Franklin Roosevelt\, 39\, sala 703\, Edifício Portugal – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
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SUMMARY:"Geometria inquieta" de Ascânio MMM na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Vista da obra de Acânio MMM no jardim. Crédito: Jaime Acioli\n\nA Casa Roberto Marinho celebra a produção de Ascânio MMM em Geometria inquieta\, exposição inédita a ser inaugurada em 14 de dezembro de 2024\, sob a curadoria de Lauro Cavalcanti. Com cerca de 100 trabalhos que percorrem a trajetória artística de seis décadas de um dos mais importantes escultores da arte brasileira\, a mostra inclui uma seleção pessoal de Ascânio\, que apresenta obras de seu acervo particular em diálogo com peças da Coleção Roberto Marinho\, estabelecendo relações plásticas entre os artistas contemporâneos que marcaram seu percurso. \n“Ascânio MMM é um artista cuja obra reúne várias influências e questões centrais na arte brasileira e latino-americana dos últimos 60 anos\, e esta exposição mapeia o percurso trilhado por ele. Sua produção mantém uma enorme coerência interna em domínios como o construtivismo\, arquitetura\, verdade dos materiais\, dialética entre projeto e execução\, tridimensionalidade e composição planar. A vontade da forma\, inabalável a modismos\, impulsionou o artista com suas peças precisas e surpreendentes\, na retomada de um ideal construtivo. Nesta rota\, o uso contínuo da geometria não lhe aboliu o acaso nem a poesia”\, analisa Cavalcanti\, diretor-executivo da Casa Roberto Marinho. \nNascido em Fão\, Portugal\, Ascânio imigrou para o Rio de Janeiro aos 17 anos\, já com o desejo de estudar arquitetura. Mas foi na escultura que encontrou a linguagem para se comunicar com o mundo: “A escultura\, para mim\, é uma paixão\, um modo de fazer poesia através do objeto. Seria impossível não fazer algo que grita dentro de mim”\, declara o artista\, que se diz um carioca nascido em Portugal. \nAos 83 anos\, ele mantém a energia que o leva diariamente ao ateliê\, dando continuidade a uma produção vigorosa que teve início nos anos 1960. A exposição permite um olhar retrospectivo sobre as seis décadas de percurso artístico de Ascânio\, orientando-se pela evolução dos materiais e técnicas utilizados. Ele\, no entanto\, rejeita o termo “retrospectiva”: “Para mim\, esse conceito se aplica quando o artista já encerrou a sua obra”.
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LOCATION:Casa Roberto Marinho\, R. Cosme Velho\, 1105\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"O dono do MAR" de Primo da Cruz no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Primo da Cruz – Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\n“O dono do MAR”\, é a primeira exposição individual institucional que reúne e celebra a obra do artista Primo da Cruz (1983-2020). Nas obras apresentadas na mostra\, a realidade e a imaginação convivem com crenças\, desejos e vislumbres de um jovem criado em uma favela que viveu com as complexidades resultantes do amor de uma família e do descaso do Estado. A curadoria da mostra é assinada por Alexis Zelensky\, Armando Antenore\, Clarissa Diniz\, Felipe Carnaúba e Maxwell Alexandre\, além do acompanhamento curatorial da Equipe MAR\, composta por Amanda Bonan\, Marcelo Campos\, Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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