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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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SUMMARY:“Ideias radicais sobre o amor” de Panmela Castro no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Panmela Castro\, Série Vigília. Créditos: Gabriel Andrade\n\n\n\n\nA exposição “Ideias radicais sobre o amor”\, da carioca Panmela Castro\, será inaugurada nesta sexta-feira\, dia 9 de agosto\, às 17h\, no Museu de Arte do Rio (MAR). Com mais de 20 anos de trajetória\, a artista apresentará uma exposição com obras participativas\, tendo como fio condutor a ideia da psicologia que fala sobre a necessidade de pertencimento como impulso vital dos seres humanos. Com curadoria de Daniela Labra e assistência curatorial de Maybel Sulamita\, serão apresentadas 17 obras\, sendo 10 inéditas\, entre performances\, fotografias\, pinturas\, esculturas e vídeos\, que exploram questões como afetividade\, solidão\, visibilidade\, empoderamento\, autocuidado e memórias. \n“Essa individual de Panmela Castro permite ao público conhecer muitas facetas de sua linguagem interdisciplinar. Seu trabalho navega por diferentes mídias e suportes de um modo único\, reunindo questões estéticas\, afetivas e ativistas em uma obra que é fundamentalmente performática e processual. A exposição no MAR traz obras inéditas e versões de outras já existentes\, formando um ambiente lúdico\, instigante e transformador”\, afirma a curadora Daniela Labra. \nA exposição irá se construir através de performances\, ações e participações do público\, que acontecerão ao longo do período da mostra. “Todas as obras de alguma forma precisam do outro para existir ou se completar\, é uma exposição que começa em construção”\, ressalta Panmela Castro. A exposição será inaugurada com três telas em branco da série “Vigília no Museu”\, que serão pintadas quando o museu estiver fechado ao público. Em forma de vigílias dentro do MAR durante a noite\, a artista se encontrará com pessoas para retratá-las. Um conjunto com 50 fotografias com registros da série “Vigília” também fará parte da mostra. \nA exposição conta\, ainda\, com obras inéditas nas quais o público é convidado a participar. Na obra “Chá das Cinco”\, por exemplo\, o público é convidado a tomar um chá e compartilhar conselhos com outros visitantes da exposição através de bilhetes deixados debaixo do pires. Já em “Vestido Siamês”\, duas pessoas poderão vestir\, ao mesmo tempo\, um grande vestido rosa feito em filó. Além disso\, o público será convidado a trazer batons para a obra “Coleção de Batons” e objetos para deixar em um casulo\, que serão transformados em esculturas pela artista. Esses objetos\, que podem trazer memórias boas ou ruins\, serão ressignificados e eternizados pela arte. \nInspirada nos tradicionais jogos arcade (fliperama)\, a obra “Luta no Museu” será um jogo para o público\, no qual os lutadores são os artistas Allan Weber\, Anarkia Boladona\, Elian Almeida\, Priscila Rooxo\, Vivian Caccuri e Rafa Bqueer. Os cenários retratados são o Museu de Arte do Rio\, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A artista propõe o jogo como uma brincadeira de luta entre artistas\, onde o vencedor expõe sua obra no museu. \nCompletando as obras inéditas\, estará o vídeo “Stories”\, uma coleção de pequenos vídeos publicados no Instagram da artista (@panmelacastro)\, que convidam o público a fazer parte das diferentes situações de sua vida e de seu processo artístico. \nAlém dos trabalhos inéditos\, obras icônicas da artista também farão parte da exposição\, como “Biscoito da sorte” (2021)\, que traz os tradicionais biscoitos japoneses com mensagens feministas criadas pela artista; “Bíblia feminista” (2021)\, na qual o público poderá escrever ideias que guiem a emancipação e a luta por direitos das mulheres cis e trans\, e “Consagrada” (2021)\, fotoperformance na qual a artista aparece com o peito rasgado com esta escarificação\, fazendo uma crítica à forma como o mercado de arte elege seus personagens. \n“Não surpreende que Panmela hoje seja respeitada internacionalmente\, tanto pela inventividade de sua arte quanto pela postura em relação a assuntos como violência de gênero de diversos tipos. Esse tema há anos a estimula a criar ações artísticas\, pinturas\, objetos e também desenvolver um trabalho de cunho pedagógico e político através de sua organização que usa as artes para promover direitos\, principalmente o enfrentamento à violência doméstica\, a Rede NAMI”\, diz a curadora Daniela Labra. \nCompletam a mostra\, quatro performances que a artista fará ao longo do período da exposição. No dia 17 de agosto\, será realizada “Culto contra os embustes” (2020)\, um ritual onde a autoestima e a energia vital são usadas para afastar indivíduos malévolos da vida de cada participante. No dia 28 de setembro\, será a vez de “Honra ao mérito” (2023)\, realizada na I Bienal das Amazônias\, que aborda a falta de reconhecimento das mulheres e propõe uma cerimônia onde medalhas são concedidas ao público feminino\, como forma valorizar seus talentos e ações dignas de destaque. “É uma reparação histórica”\, afirma Panmela Castro. No dia 5 de outubro\, será a vez da performance inédita “Revanche” (2019)\, na qual a artista confronta as imposições do feminino compulsório\, convidando o público a apreciar o momento de um acerto de contas com o urso de 4 metros de altura que estará na mostra. Já no dia 12 de outubro\, será realizada “Ruptura” (2015)\, na qual a artista se desfaz de uma espécie de “caricatura da feminilidade”\, abrindo espaço para discussões mais amplas sobre gênero e alteridade. Todas as obras de performances serão registradas e terão seus vídeos exibidos na exposição.
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SUMMARY:Exposições paralelas em torno de Cristina Canale na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Cristina Canale em seu ateliê em Berlim\, 2024. Foto: Uwe Walter\n\n\n\n\nExposições paralelas centram-se na obra e no olhar curatorial de Cristina Canale\, que comemora 40 anos de carreira ocupando o instituto cultural no Cosme Velho \nSob curadoria de Pollyana Quintella\, mostra retrospectiva traça a trajetória artística da pintora carioca\, com publicação lançada na inauguração. Exposição curada por Canale dialoga com grandes nomes da Coleção Roberto Marinho \nA Casa Roberto Marinho inaugura\, em 15 de agosto de 2024\, duas exposições simultâneas em torno da artista plástica carioca Cristina Canale. Essa apresentação em dois atos comemora as quatro décadas de carreira da pintora com a retrospectiva Dar forma ao mundo\, e explora o seu olhar curatorial sobre a Coleção Roberto Marinho\, em Paisagem e memória. \n“Nessa temporada\, apresentamos a Cristina Canale curadora no térreo e\, no primeiro andar\, exibimos a sua obra. Ao percorrer o espaço expositivo veremos o quão fluidas\, no seu caso\, podem ser essas fronteiras nas paisagens do mundo criado por ela”\, destaca o diretor do instituto\, Lauro Cavalcanti. \n“O conjunto destas duas exposições mostra meu olhar dentro de um acervo brasileiro\, que é a minha origem\, e\, paralelamente\, o meu percurso de 40 anos como artista plástica. São dois conjuntos de sensibilidades\, com comunicações e pontes entre eles. Foi uma experiência muito rica ver esse diálogo”\, avalia Canale. \nRadicada há mais de 30 anos na Alemanha\, ela mantém forte relação com o Brasil. Sua relevância no circuito de arte nacional se reflete na celebração dessas quatro décadas de produção artística\, que tem como marco inicial a exposição Como vai você\, Geração 80?\, realizada em 1984\, no Parque Lage.
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SUMMARY:"Etnogênese – O Que É e O Que Pode Ser" de Marcelino Melo no MAC Niterói
DESCRIPTION:“Máscara 01”. Foto: Léu Britto\n\n\n\n\nA exposição “Etnogênese – O Que É e O Que Pode Ser”\, de Marcelino Melo (Quebradinha)\, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói\, com curadoria de Emicida\, Luiza Testa e Patricia Borges\, apresenta 43 obras inéditas que exploram o conceito de etnogênese aplicado ao universo das periferias. Dividida entre o prédio principal do museu e o Macquinho\, a mostra traz pinturas\, vídeos\, fotografias e instalações que dialogam com a memória\, o corpo e a territorialidade da vida periférica. A exposição combina o lúdico e o afetivo\, ancorada na tradição e na vivência do artista\, e inclui uma grande instalação ao ar livre\, além de ações educativas para a comunidade local.
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SUMMARY:"Brígida Baltar: pontuações" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Autorretrato com tecido favo. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\nPoder capturar o impalpável\, perseguir o intangível\, subverter o óbvio\, essas eram formas da artista carioca Brígida Baltar (1959-2022) ocupar espaços inesperados\, reunindo em sua obra elementos do corpo\, da natureza\, das paisagens e da própria moradia. A exposição “Brígida Baltar: pontuações”\, elaborada especialmente para o Museu de Arte do Rio\, inaugura no dia 20 de setembro e reúne cerca de 200 obras\, cerca de 50 inéditas\, produzidas por quase três décadas de atuação. Esta é a maior exposição institucional dedicada à artista e é realizada em parceria com o Instituto Brígida Baltar e a Galeria Nara Roesler. A mostra conta com curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan e equipe MAR além do curador convidado Jocelino Pessoa.  \nSeis obras de Brígida Baltar que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio estarão na mostra que apresenta fotografias\, vídeos\, instalações\, esculturas e memórias textuais da artista. “É a primeira exposição póstuma a reunir esse conjunto tão significativo de obras. A exposição tem esse nome: pontuações\, porque ela parte dos escritos da Brígida. Ela tinha uma consciência muito grande de que era preciso organizar as obras\, ela gostava muito de conversar sobre isso\, então\, num dos momentos ela passou a anotar tudo\, ela foi dizendo como ela queria as escalas de impressão\, quais obras deveriam ser refeitas e quais não. Muitas frases e reflexões da artista sobre as obras acompanham toda a exposição. Brígida foi uma artista de muito destaque no Brasil\, uma artista como personagem de suas próprias fabulações\, ela foi muito importante para a fotoperformance\, videoperformance\, ela influenciou muita gente em muitos lugares do país”\, afirma o curador Marcelo Campos. \nDividida em duas salas\, a exposição apresenta as séries produzidas por Brígida: no primeiro espaço são exibidas as suas relações com a casa e a família\, já na segunda sala são apresentadas as fabulações da artista. Toda a exposição foi concebida\, produzida e montada com profissionais que tiveram vínculos com Brígida. “Esta é uma das mais importantes exposições de Brígida Baltar: além do inédito número de obras reunidas\, celebra o seu legado para a arte e convida o público a adentrar na sua vasta reflexão poética. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira\, ela elaborou imagens afetivas que aproximam a arte contemporânea do público. O pensamento da mostra possui uma forte influência da artista\, que ao longo dos últimos anos dedicou-se a organizar a sua memória em cadernos e documentos e realizou encontros para iniciar o seu Instituto. Pontuações expressa toda precisão registrada por Brígida ao passo que oferece ao público as suas memórias familiares e de infância e os personagens das fábulas de suas obras e filmes”\, destaca Jocelino Pessoa\, curador da mostra. \nBrígida foi uma artista que fundou universos de encantamento e fantasia\, habitados por seres imaginários e objetos triviais do dia a dia que ganharam outros sentidos\, flertando com o surreal. Uma mulher que desde os anos 1990 protagonizou parte da produção contemporânea em exibições nacionais e internacionais.  O público que percorrer a exposição vai literalmente entrar no universo de Brígida Baltar. “É uma exposição como se a gente tivesse caído num livro de fábulas\, e ao mesmo tempo vemos uma capacidade imensa\, uma competência imensa da artista\, em tornar um elemento\, uma ideia em uma obra\, o que é muito raro. No caso de Brígida\, ela escolhia os materiais\, que ganhavam uma vida\, uma história\, uma narrativa\, e que se vinculavam a questões muito próximas a ela ou as pesquisas que ela desenvolvia. Brígida entendia os mecanismos para chegar na beleza.. É uma exposição muito rara em torno da produção de uma artista\, é a primeira vez que a gente teve mais acesso em um acervo\, com peças inéditas\, inclusive com um novo filme que será exibido”\, revela o curador Marcelo Campos.  \nNa ocasião da abertura da exposição haverá gratuitamente\, às 17 horas\, a apresentação Orquestra Sinfônica Brasileira + Agência do Bem (Projetos patrocinados por Machado Meyer Advogados).
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SUMMARY:"Novas Raízes" de Rosana Paulino na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Rosana Paulino\, detalhe da obra Espada e Iansã\, da série Senhora das plantas\, 2022. Imagem: Divulgação Casa Museu Eva Klabin\n\n\n\n\n\nCom uma trajetória única e influente\, Rosana Paulino traz à tona discussões sobre memória\, natureza\, identidade e história afro-brasileira na exposição “Novas Raízes”. Os trabalhos expostos são resultado de uma longa pesquisa acerca da arquitetura e do acervo da Casa Museu\, propondo a separação conceitual entre os dois andares do nosso espaço. Celebrando os 30 anos de carreira da consagrada artista paulistana\, “Novas Raízes” inaugura por aqui no dia 26 de setembro (quinta-feira)\, às 18h\, podendo ser visitada gratuitamente de quarta a domingo\, de 14h às 18h\, até 12 de janeiro de 2025. \nOs cômodos do térreo estão dedicados a produções que expõem a relação entre a arquitetura e botânica\, com desenhos\, colagens e instalações. A obra “Espada de Iansã” se junta a outros trabalhos que visam romper a separação entre dentro e fora\, com plantas tomando as diferentes salas. Rosana chama a atenção para a incisiva separação entre o ambiente doméstico e o jardim\, fruto de uma corrente de pensamento europeu que aponta para a necessidade de domar a natureza. \nOs cômodos do segundo andar tangenciam uma discussão sobre a vida privada de mulheres negras ao longo da história. Obras como “Paraíso tropical”\, “Ama de Leite” e “Das Avós” resgatam fotografias e símbolos da história afro-brasileira\, tecendo uma reflexão sobre a subjugação dos corpos às políticas de apagamento resultantes do modelo escravocrata vivido pelo Brasil Colônia. Fazendo uso de tecidos em voil\, fitas\, lentes\, recortes e outros objetos\, Paulino propõe a preparação de um ambiente de descanso para todas as mulheres negras vítimas da história brasileira\, em especial Mônica\, a ama de leite fotografada por Augusto Gomes Leal em 1860\, uma das poucas que tiveram o seu nome conservado ao longo da história. \n\n\n“Esta é uma oportunidade única de ver a obra de Rosana Paulino em diálogo direto com um acervo clássico\, propondo assim uma revisão histórica e epistemológica aos olhos do visitante (…). Rosana pretende que esta exposição tenha um caráter educativo bem acentuado\, questionando sobre como podemos repensar a produção contemporânea em diálogo com novas leituras de mundo\, este bem diferente daquele deixado por Eva Klabin há mais de trinta anos.
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SUMMARY:“Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil” no CCBB RJ
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, Com quem está a chave do banheiro 10? (detalhe)\, 1989. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\n\n\n\n“Fullgás”\, assim como a música de Marina Lima\, deseja que o público tenha contato com uma geração que depositou muito de sua energia existencial não apenas no fazer arte\, mas também em novos projetos de país e cidadania. Uma geração que\, nesse percurso\, foi da intensidade à consciência da efemeridade das coisas\, da vida”\, afirmam os curadores.    \n A exposição ocupará todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ\, além da rotunda\, e será dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: “Que país é este” (1987)\, “Beat acelerado” (1985)\, “Diversões eletrônicas” (1980)\, “Pássaros na garganta” (1982) e “O tempo não para” (1988). Na rotunda do CCBB haverá uma instalação com balões do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes. “O balão é um objeto efêmero\, que traz uma questão festiva\, de cor e movimento”\, dizem os curadores. Ainda no térreo\, uma banca de jornal com revistas\, vinis\, livros e gibis publicados no período\, com fatos marcantes da época\, fará o público entrar no clima da exposição.  \nCurador Geral: Raphael  Fonseca\nCuradores Adjuntos:  Amanda Tavares\, Tálisson Melo
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SUMMARY:“Fazer Litoral” de Malu Pessoa Loe no Ateliê 31
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO Ateliê 31 apresenta a exposição “Fazer Litoral”\, individual da artista visual paulista\, Malu Pessoa Loeb\, com abertura no dia 11 de outubro (sexta-feira)\, das 16h às 20h\, com 65 obras\, entre esculturas\, desenhos\, pinturas e objetos. \nShannon Botelho\, curador da mostra\, desenvolveu o conceito da exposição a partir do título ‘Fazer Litoral’. O ‘fazer’ é entendido como um imperativo\, que guia não apenas a criação das obras da artista\, mas também sua prática de pesquisa poética no dia a dia. Já o ‘litoral’ simboliza uma constante mudança\, uma oposição a qualquer tipo de imposição. Ele se molda às marés e às condições do tempo\, sofrendo transformações pelas ações sociais e pelo passar dos anos. \nLoeb\, que tem sua pesquisa ligada à política e questões sociais contemporâneas como migrações e extrativismo\, utiliza o feminino como conceito central para confrontar a apatia e dar voz ao irrepresentável\, integrando psicanálise\, antropologia e uma visão ampliada da realidade e desafiando limites. \nPensando na galeria do Ateliê 31\, Malu propôs a montagem como um espaço de continuidade e conexão entre as obras\, onde se revela um ciclo em que tudo está interconectado\, mas pode ser ressignificado a qualquer instante. “Mimetizando o movimento orgânico da própria vida\, as diferenças entre cada obra impossibilitam uma hegemonia\, torna sofisticada e complexa a relação ativada por quem visita e confronta os trabalhos”\, diz Shannon no texto curatorial.
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SUMMARY:"Elisa Martins da Silveira" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Elisa Martins da Silveira\, “Festa Popular”\, 1974. Cortesia Galatea\n\n\n\n\nAs cores\, a objetividade e a originalidade na produção da artista Elisa Martins da Silveira (1912-2001) serão o ponto de partida para a nova exposição que chega ao mais carioca dos museus. No dia 18 de outubro\, o MAR inaugura a exposição “Elisa Martins da Silveira”\, que tem o objetivo de rever aspectos da produção cultural do nosso país. Contextualizar a produção artística da pintora piauiense junto aos artistas de sua geração amplia a compreensão de sua prática\, evidenciando o diálogo que ela estabeleceu com seus contemporâneos e a pluralidade de sua inserção no cenário artístico da época. Com a exposição\, o Museu de Arte do Rio propõe revisitar a história cultural com um olhar mais inclusivo sobre artistas que foram esquecidos ou negligenciados no circuito institucional ao longo dos anos. A exposição tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e Felipe Scovino\, curador convidado. \nA pintura “Crianças brincando” (1953)\, de Elisa\, faz parte do acervo do Museu de Arte do Rio e foi o ponto de partida para a criação e concepção da mostra. “O nosso interesse partiu do diálogo dessa única obra da coleção e aí pensamos o contexto de onde a obra surge\, que  é um contexto de encontro entre a arte construtiva\, que lida com a abstração geométrica no Brasil\, e a produção chamada de arte popular”\, revela Marcelo Campos. A exposição tem o objetivo de situar a obra da artista no contexto das diferentes correntes estéticas predominantes no Brasil durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1952\, iniciou sua formação artística participando dos cursos ministrados por Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/Rio)\, integrando o Grupo Frente entre 1954 e 1956. Liderado por Serpa\, o grupo congregou nomes de destaque como Abraham Palatnik\, Aloísio Carvão\, Décio Vieira\, Hélio Oiticica\, Lygia Clark e Lygia Pape\, entre outros. Apesar de sua participação no Grupo Frente\, de Bienais Internacionais de São Paulo\, além de exposições de caráter predominantemente abstrato e geométrico\, a obra de Elisa foi caracterizada pela historiografia da época como “primitiva” ou “naïf”\, refletindo as tendências classificatórias predominantes na época. “A exposição é para desfazer a nomenclatura naif\, é para rever a História da Arte e é para mostrar a potência dessa mulher nordestina\, uma artista que convive com a geração que fomenta a arte pós-moderna e contemporânea. O  trabalho da Elisa mostra a possibilidade da gente entender um Brasil pelo viés popular\, que também exerce conhecimento e pensamento em torno de cor e forma”\, afirma Campos\, curador chefe do MAR.  \nCom mais de 100 obras\, vinte delas da Coleção MAR\,  a exposição monográfica sobre Elisa Martins demonstrará a convivência dela com artistas da mesma geração. Pinturas inéditas de Elisa Martins\, oriundas do acervo de sua família\, estarão ao lado de obras de Ivan Serpa\, Aloísio Carvão\, Djanira\, Heitor dos Prazeres\, Lygia Clark\, Abraham Palatnik\, Rosina Becker\, Alfredo Volpi\, Lygia Pape entre outros. “Elisa Martins da Silveira representou um vértice singular no projeto de uma arte moderna discutida no Brasil nos anos 1950. Se naquela altura o debate fortemente se colocava entre uma tradição figurativa e a novidade construtiva\, a obra de Elisa apontava\, de maneira autoral\, para os rituais religiosos\, incluindo os de origem afrodiaspórica\, a paisagem do interior do país\, a festa e o júbilo. Era uma forma de narrar a diversidade cultural\, muitas vezes com foco em lugares ou pessoas escanteadas na história da arte. É curioso como Silveira ilustra o progresso pela ausência. Suas obras não retratam automóveis\, indústrias\, uma paisagem fabril ou tecnológica. Em pleno momento do desenvolvimentismo\, a sua produção volta-se para uma paisagem distante desse assombro moderno”\, aponta o curador convidado Felipe Scovino. Na abertura da mostra\, gratuita ao público\, haverá a apresentação do Choro de Pizindim. A exposição ficará em cartaz no MAR até 02 de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:"A conspiração dos ícones" na Carpintaria
DESCRIPTION:Vista da exposição “A conspiração dos ícones” na Carpintaria. Foto: Julia Thompson\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel e Quadra têm apresenta A conspiração dos ícones\, mostra coletiva com curadoria de Tarcísio Almeida na Carpintaria\, Rio de Janeiro. O eixo curatorial da exposição\, bem como o elo conceitual entre os artistas “deseja compreender o processo artístico e a obra de arte menos como um ato de modelar discursivamente suas materialidades\, mas como um exercício de escuta e ressonância pela matéria desde sua agência\, informações e trans-historicidade” diz Almeida. \nA exposição reúne doze artistas de diferentes regiões do Brasil cujas obras tecem uma teia de relações entre territórios\, saberes tradicionais e técnicas contemporâneas\, limites materiais e seus usos\, apontando contextos e situações de relevância para o cenário nacional. \nAs práticas escultóricas de Allan da Silva\, Daniel Jorge\, Gilson Plano\, Iagor Peres e Manuela Costa Lima articulam história\, pensamento\, forma\, encantamento e arquitetura rumo a uma reelaboração dos regimes visíveis\, enquanto as obras de Brendy Xavier e Matheus Chiaratti dão forma física a diferentes manifestações do desejo. Reiterando a ênfase curatorial que entende a abstração também como ferramenta política\, Arorá\, Carla Santana e Rubiane Maia criam relações espaciais que convidam à apreensão da experiência de forma ativa e silenciosa. Marcelo Pacheco e Thomaz Rosa\, por fim\, articulam tensões específicas da pintura e expandem suas superfícies para abrigar críticas e desafios a seu estatuto histórico e conceitual. \nEsse projeto em parceria reforça o caráter colaborativo do programa das duas galerias e visa contribuir para a composição do público de arte contemporânea no Rio de Janeiro. Os artistas participantes são em sua maior parte integrantes do programa da Quadra\, com outros convidados especialmente para a mostra. Todos contaram com o acompanhamento artístico curatorial de Tarcísio Almeida\, que entre 2022 e 2023 integrou a equipe curatorial da 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível. O curador trabalha junto à Quadra desenvolvendo um programa de acompanhamento como uma das vocações da galeria. Os artistas convidados\, além de terem uma relevância conceitual dentro do enfoque da exposição\, também são nomes que vivem esse processo de interlocução com Tarcísio.
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SUMMARY:"Afonso Tostes – Reverter" na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Afonso Tostes\, Sem título\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nAnita Schwartz Galeria de Arte apresenta\, no dia 6 de novembro de 2024\, às 19h\, da exposição “Reverter”\, com uma grande instalação inédita do artista Afonso Tostes: uma espiral feita com bambus\, medindo 2\,5 metros de altura e cobrindo uma área de 64 metros quadrados\, que ocupará o andar térreo do espaço na Gávea\, por onde o público poderá caminhar. \nAlém deste trabalho\, serão exibidas também pinturas inéditas — duas no piso térreo e as demais no segundo andar expositivo — feitas com pigmentos coloridos recolhidos pelo artista em seu ateliê\, ao serrar e lixar madeiras para suas esculturas. \nO artista conta que há três anos vinha desenvolvendo a ideia da instalação\, começando com desenhos e depois maquetes\, até que em 2023\, durante uma residência na Casa Wabi\, em Puerto Escondido\, no México\, realizou a primeira experiência em escala humana\, ao ar livre\, usando barro\, madeira e areia [imagem ao lado\, com vista de cima]. \nAfonso Tostes explica que “não se trata de um labirinto\, mas um percurso em que a pessoa chega a um vértice e caminha no sentido oposto\, saindo do outro lado”. “É uma espiral dentro de outra espiral\, em sentido inverso. Mesmo que pareça que a pessoa está andando para trás\, ela está indo adiante\, sempre em frente”\, diz. Ele comenta que “a espiral é uma imagem que aparece há muito tempo na história da arte e está presente nas culturas tradicionais\, como na afro-brasileira\, como representação de retorno e conexão com a ancestralidade\, em sentido anti-horário”. Depois de experimentar várias possibilidades\, ele escolheu o bambu como material\, alinhado ao seu trabalho em madeira. \nA curadora Cecília Fortes acrescenta que “no andar térreo da galeria\, são apresentados também trabalhos em carvão\, madeira e sisal\, trazendo uma alusão mais direta à temática ambiental e urgente presente na exposição”.
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SUMMARY:"Gerardo Rosales – Caçador de Fábulas" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Gerardo Rosales\, “Erizos”\, 2024. Cortesia Nara Roesler\n\n\n\n\nNara Roesler Rio de Janeiro apresenta\, no dia 7 de novembro de 2024\, às 18h\, da exposição “Caçador de Fábulas”\, a primeira que o artista Gerardo Rosales – venezuelano radicado em Houston\, Texas\, nos Estados Unidos – faz no Brasil. Com curadoria de Luis Pérez-Oramas\, a mostra traz 44 pinturas sobre tela ou papel\, criadas em 2024\, “que nos lembram\, por meio da beleza luminosa de suas treliças ornamentais\, que nunca houve realmente uma origem desconhecida ou uma era de inocência; que a humanidade sempre\, para sempre\, foi marcada e destinada pela posse e pelo desejo\, por sua exultação e sua ansiedade\, por sua pequena morte diária e seu paraíso instantâneo e provisório”. \n“A obra de Gerardo Rosales se destaca pelo seu imaginário florestal\, espinhoso\, homoerótico\, fantástico\, em que figuras animais e humanas se entrelaçam\, ao mesmo tempo\, em atos de amor e de caça. Latinx e queer\, radicado há duas décadas nos Estados Unidos\, Rosales faz parte de uma geração global de artistas que se identificam através de uma abordagem figurativa da natureza e da sexualidade em que espécies e gêneros se multiplicam numa incessante confusão mútua. Rosales dá conta deste fenômeno através da manipulação magistral de redes ornamentais\, nas quais emergem suas personagens recorrentes – o urso\, a borboleta\, a cobra\, o pássaro\, o coiote\, o burro\, as árvores\, a flor fálica”\, escreve Oramas\, no texto que acompanha a exposição. \nO trabalho de Gerardo Rosales se relaciona ainda com sua infância passada em San Cristóbal\, na Venezuela\, cidade com uma forte tradição de arte popular\, com desenhos intrincados e coloridos. “Entre todas as imagens que Rosales cultiva em seu jardim de figurações perturbadoras e aparentemente inocentes\, talvez a da caça se destaque: uma licença figurativa e poética para falar de sedução e cruising (“paquera”)\, de predação e trauma\, do destino das espécies que buscam e consomem umas às outras. Um eco antigo sobrevive nessas obras muito recentes\, uma pátina antiga de antiguidades ocultas”\, observa o curador. \n“Diante delas\, podemos evocar as tumbas de Tarquínia\, por exemplo\, a chamada ‘The Bulls’\, que retrata\, em estilos que não poderiam estar mais surpreendentemente próximos dos recursos plásticos de Rosales\, a cena em que Aquiles\, a cavalo\, observa Troilo\, escondido atrás de um monte\, antes de matá-lo.”
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SUMMARY:"Visconti e Renoir: Impressionismo – 150 anos" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Eliseu D’Angelo Visconti\, “Primavera em Saint Hubert”\, c. 1915. Crédito: Falcão Junior\n\n\n\n\nA Danielian Galeria apresenta\, a partir de 7 de novembro de 2024\, às 18h\, a exposição “Visconti e Renoir: Impressionismo – 150 anos”\, com aproximadamente 40 obras do artista ítalo-brasileiro Eliseu D’Angelo Visconti (1866-1944) e três pinturas e uma litografia do mestre francês Pierre Auguste Renoir (1841-1919)\, em uma celebração aos 150 anos do movimento impressionista\, que inaugurou a era moderna na arte. Com curadoria de Denise Mattar\, a mostra ocupará os dois andares expositivos da casa da Danielian Galeria e oferece ao público carioca a rara oportunidade de ver essas obras reunidas. \nDenise Mattar explica que “a primeira exposição dos artistas que seriam conhecidos como impressionistas aconteceu em Paris em 1874”. “Entre eles estavam Claude Monet\, Auguste Renoir\, Edgar Degas e Berthe Morisot. Audaciosos\, eles se posicionavam contra as regras da Academia: pintavam ao ar livre\, usavam cores claras\, abordavam temas do cotidiano e eram atentos à percepção dos efeitos da luz natural e do movimento.” Ela observa que “a paisagem\, um tema até então não valorizado\, surgia em pinceladas aparentes e em tintas sobrepostas\, sem buscar o realismo”. “O impressionismo foi um movimento de ruptura\, pouco compreendido no seu início\, mas que em poucas décadas se espalhou por todo o mundo\, trazendo não apenas uma nova visão artística\, mas também uma nova compreensão do lugar da arte na sociedade.” \nDe Renoir\, estão obras produzidas entre 1890-1900\, como “Bouquet des roses” (1890-1900)\, ao lado\, e “Femme et enfant” (c.1900)\, acima\, que trazem a riqueza das pesquisas cromáticas impressionistas realizadas pelo artista\, tanto em temas mais tradicionais\, como os vasos de flores\, quanto na representação de cenas do cotidiano. A pintura “Busto de Coco”\, de Renoir\, também integra a exposição.
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LOCATION:Danielian Galeria\, 414 Rua Major Rubens Vaz Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Daniel Lannes – Entre Poses" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Daniel Lannes\, “Novos mitos\, novos traumas”\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Danielian Galeria apresenta\, a partir de 7 de novembro de 2024\, às 18h\, a exposição “Daniel Lannes – Entre Poses”\, com doze pinturas do artista nascido em 1981 em Niterói e radicado em São Paulo. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto\, as obras\, todas inéditas e feitas em tinta óleo e acrílica sobre tela de linho\, ocuparão o Pavilhão I da Danielian Galeria. \nOs títulos das pinturas\, que têm tamanhos variados entre 1\,50 m e 2 metros\, sugerem o ponto de partida para esta produção de Daniel Lannes: o universo criado por Nelson Rodrigues (1912-1980)\, jornalista\, escritor e dramaturgo\, que “em um estilo próprio e polêmico abordava de maneira ácida e debochada as questões cotidianas da classe média suburbana carioca\,” comentam os curadores. “A partir de paixões\, traições e moralismos\, seus personagens viviam entre conflitos que revelavam os aspectos mais íntimos e profundos da natureza humana.” \nAs pinturas são: “Novos mitos\, novos traumas\,” “A pele da paisagem\,” “Cuidar desprezando\, desprezar cuidando\,” “Trégua\,” “O fio dental é a nossa maior arma\,” “Cetim\,” “Perdoa-me por me traíres” (2024)\, com 150×185 cm (imagem acima)\, “O desejo como performance\,” “Só os intranscendentes enxergam o óbvio\,” “Suor\,” “À francesa\,” e “Ela é quem quer” (2024)\, óleo e acrílica sobre linho\, com 170×140 cm (imagem ao lado). \nOs curadores explicam que “as telas de Daniel Lannes partem desse caldo humano para uma pintura de gestos precisos lançados à tela. A matéria oleosa da tinta alcança a fisicalidade da carne em personagens\, cenas e imagens que falam muito mais de uma atmosfera do que de um tema específico.” \nRafael Fortes Peixoto afirma que Daniel Lannes “é um dos mais destacados pintores da sua geração e traz conexões profundas e sutis com as tradições artísticas no ambiente da pintura. O retrato\, que é um gênero de incontestável importância artística e histórica na arte ocidental\, está presente de maneira significativa na sua produção. O próprio título da mostra\, ‘Entre Poses\,’ vem daí. Ao observar o retratado ou o modelo vivo no processo de pintura de suas telas\, Lannes busca\, e se interessa\, por esse hiato entre uma pose e outra\, esse momento de suspensão\, relaxamento e vazio que reflete de maneira tão profunda a nossa natureza.”
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SUMMARY:"O bicho vem com a marca do nome" de Poli Pieratti na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Poli Pieratti. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 7 de novembro\, a Cavalo apresenta O BICHO VEM COM A MARCA DO NOME\, a primeira exposição individual da artista Poli Pieratti no Rio de Janeiro. O evento ocorrerá no espaço da galeria em Botafogo e contará com 13 telas inéditas. \nAs pinturas de Poli surgem de elaborações conscientes e inconscientes sobre elementos naturais que lhe são familiares\, como sua terra natal\, a chuva\, as memórias de infância e o mar. Nas obras pensadas especialmente para a galeria Cavalo\, a artista experimenta novos processos de criação da imagem\, adentrando um território mitológico. Poli se debruça sobre a relação entre o animal e o humano\, que se fundem em um mesmo corpo ao serem transformados em pintura. \nNesse imaginário fabuloso\, o cavalo corre pelas telas expostas na galeria e\, em alguns momentos\, ganha asas e flutua\, perdendo seu contorno e se dissolvendo na tinta. \nA partir de agora\, o bicho é quem conduz a artista.
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SUMMARY:"José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Obra de José Bezerra. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOs jardins do Museu do Pontal vão se transformar em parque de esculturas com a inauguração\, no dia 9 de novembro\, da exposição José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau. A mostra reúne nove obras de madeira de grandes proporções – algumas chegam a ter mais de 3 metros de altura –\, criadas pelo genial artista pernambucano\, convidado especial do evento\, e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra\, Dário Bezerra e Luiz Benício. A abertura marca ainda o lançamento do documentário José Bezerra\, Artista\, e terá show do cantor e compositor Siba\, um apaixonado por cultura popular. \n– O Vale do Catimbau\, um dos principais sítios arqueológicos do Brasil\, fornece matéria-prima e inspiração para a produção artística de José Bezerra. Ele costuma dizer que foi num sonho que entendeu que deveria dedicar-se a transformar galhos retorcidos de árvores mortas e caídas em animais e seres imaginários tão intrigantes e enigmáticos quanto belos\, dando-lhes uma nova oportunidade de vida. A cor original da madeira\, que recebe o mínimo de intervenções de facão\, serrote e formão\, confere a suas esculturas uma expressividade singular\, em formas que parecem não se esforçar para surgir de dentro da matéria natural – observa Lucas Van de Beuque\, curador da mostra ao lado da antropóloga Angela Mascelani e um dos diretores do filme. \nJosé Bezerra nasceu em Buíque\, uma das três cidades do Vale do Catimbau\, em 1952. Escultor\, poeta e músico autodidata\, é pioneiro no trabalho em madeira na região e formador de diversos discípulos\, entre eles os três artistas que também participam da mostra. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e ganhou exposições e reconhecimento. Além do Museu do Pontal\, suas obras integram coleções ou foram expostas em instituições como Museu de Arte Moderna de São Paulo\, Pinacoteca do Estado de São Paulo\, Museu de Arte Moderna do Rio\, Museu de Arte do Rio e Fondation Cartier Pour I’art contemporain\, na França. \n– Tanto a exposição quanto o documentário são resultado do programa de pesquisas que o Museu do Pontal desenvolve há 20 anos\, indo a campo para registrar e dar visibilidade aos artistas das camadas populares do Brasil. Os artistas do Vale do Catimbau\, especialmente o genial José Bezerra\, foram objeto de pesquisa nos últimos anos. Toda as obras selecionadas para a exposição passam a integrar o acervo do Museu e ficarão expostas até junho de 2025 – conta Angela Mascelani. \nA genialidade de Bezerra e sua relação simbiótica com o Catimbau estão registradas no curta documental José Bezerra\, Artista. Dirigido por Lucas Van de Beuque e Karen Black\, o filme terá sua primeira sessão pública no evento. Logo depois\, o multiartista mostrará seu lado musical acompanhado do Trio Pernambucano. \n– Buscamos fazer o filme que o artista gostaria de fazer. Não há críticos ou especialistas em arte falando\, é o próprio José Bezerra quem imagina\, orienta e narra como seria esse documentário sobre ele” afirma Karen Black.
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LOCATION:Museu do Pontal\, 3300 Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes Barra da Tijuca\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Nós - Arte e Ciência por Mulheres" no Futuros – Arte e Tecnologia
DESCRIPTION:Bertha Lutz na cidade de Natal\, um dos locais em que fez campanha pelo voto feminino\, 1928. Arquivo Nacional\nDepois de receber milhares de visitantes em São Paulo\, no Paço das Artes e no Sesc Interlagos – onde segue até 30 de março de 2025 –\, a exposição Nós – Arte e Ciência por Mulheres chega ao Rio de Janeiro. A mostra destaca o conhecimento produzido por mulheres do Brasil e de diversas partes do mundo em áreas como astronomia\, química\, medicina\, antropologia e arqueologia. Quem for ao centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia\, no Flamengo\, a partir de 14 de novembro\, poderá refletir sobre diferentes aspectos da condição feminina em meio a obras de arte\, peças de acervos científicos e registros que ajudam a conhecer as trajetórias de grandes mulheres de diferentes épocas\, lugares e cultura. A mostra oferece uma oportunidade única de descobrir ou rever suas presenças na ciência\, enquanto lança luz sobre a histórica inviabilização de suas atuações na sociedade. Tudo isso por meio da apresentação de personagens\, iconografia histórica e científica e obras de artistas contemporâneas. A exposição fica em cartaz até 16 de fevereiro de 2025. \nEntre as cientistas\, figuram mulheres como a química francesa Marie Curie\, a médica brasileira Nise da Silveira e a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie\, autora da frase que pode ser entendida como o ponto de partida da exposição: “O problema com o gênero é que ele determina quem deveríamos ser em vez de reconhecer quem somos”. \n“Estamos muito felizes em poder trazer para os cariocas essa mostra tão importante\, depois de duas temporadas de sucesso em São Paulo. Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e sobretudo lutamos. ‘Nós – Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres”\, ressalta Isabel Seixas\, uma das curadoras. \n“É com imensa satisfação que recebemos em nosso centro cultural uma exposição que enaltece as grandes histórias e feitos de mulheres artistas e cientistas\, tanto brasileiras como de outras nacionalidades. Nossa missão no Futuros – Arte e Tecnologia é o de estimular o olhar crítico e construtivo por meio da arte\, e ‘Nós Arte e Ciência por Mulheres’ vai proporcionar ao público a oportunidade de conhecer as obras de escritoras\, médicas\, engenheiras\, pesquisadoras e muitas outras profissionais que por muito tempo não tiveram o seu devido reconhecimento”\, afirma Victor D’Almeida\, gerente de cultura do instituto Oi Futuro.
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LOCATION:Futuros – Arte e Tecnologia\, Rua Dois de Dezembro\, 63 - Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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