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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Centro Cultural Sesc Quitandinha
DESCRIPTION:Waleff Dias\, Sem título\, da série Até os Filhos do Urubu Nascem Brancos\, 2019. Foto: Pablo Bernardo\n\n\n\nO Centro Cultural Sesc Quitandinha recebe a exposição “Dos Brasis”\, maior mostra dedicada à produção negra nacional. \n\n\n\nSucesso de público e elogiada pela crítica\, a mostra\, que reúne obras de 240 negros do país no Centro Cultural Sesc Quitandinha\, foi vista por mais de 130 mil pessoas no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. Exposição estará em cartaz\, em Petrópolis de 3 de maio a 27 de outubro. \n\n\n\nA centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares\, é uma das principais premissas que guiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangente exposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros. Depois de passar sete meses em São Paulo\, com registro de mais de 130 mil visitantes\, a exposição chega ao Rio de Janeiro e será instalada em um dos principais cartões postais da Região Serrana: o Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ)\, em Petrópolis. Com abertura marcada para o dia 3 de maio\, a mostra receberá visitantes até 27 de outubro deste ano. \n\n\n\nResultado de um trabalho desenvolvido pelo Sesc em todo o país\, a mostra conta com sete núcleos temáticos\, reunindo aproximadamente 240 artistas negros\, de todos os estados do Brasil\, sob curadoria de Igor Simões\, em parceria com Lorraine Mendes e Marcelo Campos. Realizada por meio de um trabalho em conjunto de analistas de cultura da Insituição de todo o país\, a exposição traz obras em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidas desde o fim do século XVIII até o século XXI. A lista completa dos artistas participantes está disponível ao final do texto. \n\n\n\nA exposição chega na íntegra ao Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ). As 314 obras que estavam em exibição no Sesc Belenzinho (SP) vão ocupar os salões da área monumental do histórico edifício\, que em 2024 completa 80 anos. Parte dos trabalhos\, alguns inéditos\, também serão expostos pela primeira vez na área externa e no lago em frente à unidade. A mostra vai ainda oferecer ao público uma programação paralela com ações em mediação cultural e atividades educativas\, além de um programa público composto de debates e palestras com convidados. \n\n\n\nInaugurado em 1944\, um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial\, o Quitandinha abrigou um dos maiores hotéis-cassino das Américas. Recebeu personalidades brasileiras e hollywoodianas\, como Carmen Miranda e Walt Disney. Também foi palco de eventos que marcaram a história\, como da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente\, em 1947\, e a 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata\, realizada em 1953. Na década de 1960\, após a proibição dos jogos no Brasil\, o cassino foi fechado e o hotel teve seus apartamentos vendidos\, tornando-se um condomínio. Em 2007\, a área monumental passou a ser administrada pelo Sesc RJ\, que a transformou em um Centro Cultural. \n\n\n\nDesde que foi reinaugurado como um Centro Cultural\, em abril do ano passado\, o Quitandinha vem sendo ocupado por exposições que resgatam a forte identidade afro-brasileira em Petrópolis. A primeira\, intitulada “Um oceano para lavar as mãos”\, com curadoria de Marcelo Campos e Filipe Graciano\, apresentou uma revisão da história do Brasil a partir de narrativas não eurocentradas\, pensada por curadores e artistas negros\, levando o espectador à reflexão sobre a forte memória e produção artística negra na contemporaneidade\, no Brasil e no município\, e sua relação com o passado imperial. Depois\, dos mesmos curadores\, recebeu a coletiva “Da Kutanda ao Quitandinha”\, em que o ponto de partida foi o território onde o edifício está inserido – uma região marcada por quilombos formadores da cidade.
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LOCATION:Centro Cultural Sesc Quitandinha\, Avenida Joaquim Rolla\, nº 2\, Quitandinha\, Petrópolis\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Renunciar / Mobi" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Coleção MOBI. Imagem: Divulgação/Reprodução\n\n\n\nAbre ao público no dia 15 de junho\, às 11h\, no Museu de Arte do Rio – MAR a exposição itinerante Renunciar / Mobi\, que apresenta a cidade de São Luís (MA) dos anos 70 aos 2000 de uma maneira jamais vista\, por meio do trabalho do fotógrafo maranhense Mobi. \n\n\n\nCom curadoria de Gabriel Gutierrez\, diretor do Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM\, a exposição convida o público a conhecer o Brasil que ficou à margem e apresenta a obra de Mobi em três linhas narrativas: a cidade oficial\, berço das transformações urbanas e mobilizações políticas; a cidade marginal\, que\, embora esquecida\, constitui os alicerces para seu funcionamento maior; e as pessoas\, agentes que constroem\, transformam\, assistem e habitam os espaços urbanos. \n\n\n\nO acervo utilizado para compor a exposição pertence ao Instituto Federal do Maranhão e foi digitalizado pelo Centro Cultural Vale Maranhão. Ao todo 5 mil fotos foram pesquisadas. “Mobi foi um fotógrafo que esteve à margem do que foi amplamente exposto\, publicado e divulgado. Ele documentou o que podemos chamar de ‘cidade amazônica’\, que é uma cidade complexa\, que não cabe nos moldes que estamos habituados a conceber e construir. O trabalho é um manifesto sobre a importância do cotidiano e do humano na conformação e sustentação da urbanidade específica. Por trás dos grandes feitos\, são as pessoas que\, em profundidade psicológica e de experiência\, miram-se nesse grande espelho. Mobi fotografou a rua\, as praças\, os edifícios\, os bichos e o que encontrava enquanto cidadão\, sujeito popular\, de São Luís\, e revelou a oposição flagrante própria desse espaço urbano”\, conta Gabriel. \n\n\n\nAs visitas de Ulysses Guimarães\, Teotônio Vilela e Luiz Inácio Lula da Silva ao Maranhão são alguns dos destaques entre as 151 fotos escolhidas para compor a mostra\, que também conta com um documentário dirigido pelo cineasta Beto Matuck\, cujo conteúdo apresenta Mobi pelos depoimentos e reações de amigos que mergulharam no universo fotográfico do artista\, desconhecido até por quem fazia parte de seu ciclo. \n\n\n\nEsta é a quarta exposição do Centro Cultural Vale Maranhão que itinera por espaços culturais do Brasil. “A itinerância de ‘Renunciar/Mobi’ apresenta a diversidade cultural do Maranhão e dialoga com diferentes públicos ao trazer um olhar sobre a cidade e como seus moradores se relacionam com ela. Mostrar essa experiência para o Rio de Janeiro se conecta à atuação do Instituto Cultural Vale no sentido de promover a circulação da cultura entre os eixos Norte-Nordeste e Sul-Sudeste\, e vice-versa\, contribuindo para a descentralização do acesso e promovendo novos diálogos”\, diz Hugo Barreto\, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale. \n\n\n\nO Museu de Arte do Rio é um equipamento da Prefeitura do Rio de Janeiro\, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura\, gerido pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). A itinerância inaugura uma parceria entre o CCVM e o MAR\, que ainda prevê uma segunda exposição com temática maranhense para o segundo semestre. Renunciar / Mobi ficará em cartaz gratuitamente no Foyer do MAR\, espaço localizado no 5º andar do prédio da Escola do Olhar\, até o dia 27 de outubro.  “Apresentar\, em parceria com o Centro Cultural Vale Maranhão\, um panorama da obra fotográfica de Mobi no Museu de Arte do Rio é abrir a possibilidade de enxergar a poética de um fotógrafo para além do trivial. Diante de suas fotos\, enxergamos a rotina das ruas\, dos rostos\, da fruição da vida. Eis a beleza da função foto-jornalística: documentar. A nova mostra do MAR pontua esse cruzamento da imagem revelada como arte e da intenção do artista como um produtor de documentos históricos”\, destaca Leonardo Barchini\, diretor do MAR e da OEI no Brasil. 
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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SUMMARY:"Imagem e semelhança" de Lucas Finonho no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Lucas Finonho. Imagem: Divulgação MAR\n\n\n\nUma das grandes promessas do circuito carioca de arte\, o artista plástico Lucas Finonho vem da Baixada Fluminense\, de onde ele traz reflexões sobre as constantesfragmentações e reconstruções que enfrenta\, sendo um jovem preto e gay de periferia. Nascido e criado em Duque de Caxias\, ele apresenta sua primeira exposição individual “Imagem e semelhança”\, no mais carioca dos museus: o Museu de Arte do Rio (MAR). Com abertura prevista para 13/07 às 11h\, a mostra remonta a história familiar do artista e as experiências vivenciadas no seu cotidiano. \n\n\n\n“Ter minha primeira exposição solo no Museu de Arte do Rio é\, antes de tudo\, romper com todas as baixas expectativas que recebo pela minha cor e pelo lugar de onde eu venho. Poder apresentar meu trabalho nessa grande instituição que vem lançando e transformando a vida de diversos artistas\, é pra mim o início de uma promissora trajetória de conquistas e grandes responsabilidades”\, afirma. \n\n\n\nCom curadoria de Mélanie Mozzer e Osmar Paulino\, o projeto começou a ser gestado em julho de 2023. Composta por 12 obras inéditas\, cada tela traz o olhar com mais sensibilidade para as relações cotidianas\, onde a pintura não é apenas um meio de expressão visual\, mas também um diálogo entre a suavidade dos traços e a aspereza das texturas de brita. A inserção da pedra brita em suas obras\, com sua natureza fragmentada\, oferece uma metáfora visual potente para as complexidades da experiência humana contemporânea. \n\n\n\n“Esta exposição é um testemunho do amadurecimento do artista através de um longo processo de pesquisa que foi bastante enriquecedor\, visto que além de artista\, Finonho é um pesquisador que já carrega um repertório profissional extenso. Se eu pudesse dar um conselho\, indicaria que o público não perdesse a abertura da exposição para contemplar este momento definidor na carreira do artista que terá um longo caminho dentro da cena de Arte Contemporânea”\, afirma Mélanie Mozzer. \n\n\n\nEm sua pesquisa\, Lucas se conforta ao se entender semelhante às grandes e fortes rochas formadas por pequenos fragmentos\, ao fabular sobre a divina fundição de seus destroços. Assim como a natureza\, que mesmo ameaçada pela negligência e exploração exacerbada\, o artista busca se reconstruir a todo custo. A utilização de pedras em suas obras\, o faz olhar para os vales sedimentares\, percebendo na natureza a possibilidade de ressignificar as erosões e depressões da vida. \n\n\n\n“Me inspiro nas coisas que lutam por existir\, nas histórias de superação\, tecnologias periféricas de sobrevivência\, nos testemunhos de intervenções divinas e nos ciclos que observo na natureza\, com seu grande poder de defesa e regeneração frente às violências que sofre”\, completa o artista. \n\n\n\n“A exposição “Imagem e Semelhança” do Finonho é uma contribuição para a sociedade na medida que ela busca apresentar reflexões sobre os problemas subjetivos do ser a partir das diversas mazelas sociais\, e sua capacidade de encontrar o bem-estar através da manifestação do divino que se dá ao mesmo tempo a partir das experiências endógenas e exógenas do próprio ser”\, diz Osmar Paulino.
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SUMMARY:“Ideias radicais sobre o amor” de Panmela Castro no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Panmela Castro\, Série Vigília. Créditos: Gabriel Andrade\n\n\n\n\nA exposição “Ideias radicais sobre o amor”\, da carioca Panmela Castro\, será inaugurada nesta sexta-feira\, dia 9 de agosto\, às 17h\, no Museu de Arte do Rio (MAR). Com mais de 20 anos de trajetória\, a artista apresentará uma exposição com obras participativas\, tendo como fio condutor a ideia da psicologia que fala sobre a necessidade de pertencimento como impulso vital dos seres humanos. Com curadoria de Daniela Labra e assistência curatorial de Maybel Sulamita\, serão apresentadas 17 obras\, sendo 10 inéditas\, entre performances\, fotografias\, pinturas\, esculturas e vídeos\, que exploram questões como afetividade\, solidão\, visibilidade\, empoderamento\, autocuidado e memórias. \n“Essa individual de Panmela Castro permite ao público conhecer muitas facetas de sua linguagem interdisciplinar. Seu trabalho navega por diferentes mídias e suportes de um modo único\, reunindo questões estéticas\, afetivas e ativistas em uma obra que é fundamentalmente performática e processual. A exposição no MAR traz obras inéditas e versões de outras já existentes\, formando um ambiente lúdico\, instigante e transformador”\, afirma a curadora Daniela Labra. \nA exposição irá se construir através de performances\, ações e participações do público\, que acontecerão ao longo do período da mostra. “Todas as obras de alguma forma precisam do outro para existir ou se completar\, é uma exposição que começa em construção”\, ressalta Panmela Castro. A exposição será inaugurada com três telas em branco da série “Vigília no Museu”\, que serão pintadas quando o museu estiver fechado ao público. Em forma de vigílias dentro do MAR durante a noite\, a artista se encontrará com pessoas para retratá-las. Um conjunto com 50 fotografias com registros da série “Vigília” também fará parte da mostra. \nA exposição conta\, ainda\, com obras inéditas nas quais o público é convidado a participar. Na obra “Chá das Cinco”\, por exemplo\, o público é convidado a tomar um chá e compartilhar conselhos com outros visitantes da exposição através de bilhetes deixados debaixo do pires. Já em “Vestido Siamês”\, duas pessoas poderão vestir\, ao mesmo tempo\, um grande vestido rosa feito em filó. Além disso\, o público será convidado a trazer batons para a obra “Coleção de Batons” e objetos para deixar em um casulo\, que serão transformados em esculturas pela artista. Esses objetos\, que podem trazer memórias boas ou ruins\, serão ressignificados e eternizados pela arte. \nInspirada nos tradicionais jogos arcade (fliperama)\, a obra “Luta no Museu” será um jogo para o público\, no qual os lutadores são os artistas Allan Weber\, Anarkia Boladona\, Elian Almeida\, Priscila Rooxo\, Vivian Caccuri e Rafa Bqueer. Os cenários retratados são o Museu de Arte do Rio\, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A artista propõe o jogo como uma brincadeira de luta entre artistas\, onde o vencedor expõe sua obra no museu. \nCompletando as obras inéditas\, estará o vídeo “Stories”\, uma coleção de pequenos vídeos publicados no Instagram da artista (@panmelacastro)\, que convidam o público a fazer parte das diferentes situações de sua vida e de seu processo artístico. \nAlém dos trabalhos inéditos\, obras icônicas da artista também farão parte da exposição\, como “Biscoito da sorte” (2021)\, que traz os tradicionais biscoitos japoneses com mensagens feministas criadas pela artista; “Bíblia feminista” (2021)\, na qual o público poderá escrever ideias que guiem a emancipação e a luta por direitos das mulheres cis e trans\, e “Consagrada” (2021)\, fotoperformance na qual a artista aparece com o peito rasgado com esta escarificação\, fazendo uma crítica à forma como o mercado de arte elege seus personagens. \n“Não surpreende que Panmela hoje seja respeitada internacionalmente\, tanto pela inventividade de sua arte quanto pela postura em relação a assuntos como violência de gênero de diversos tipos. Esse tema há anos a estimula a criar ações artísticas\, pinturas\, objetos e também desenvolver um trabalho de cunho pedagógico e político através de sua organização que usa as artes para promover direitos\, principalmente o enfrentamento à violência doméstica\, a Rede NAMI”\, diz a curadora Daniela Labra. \nCompletam a mostra\, quatro performances que a artista fará ao longo do período da exposição. No dia 17 de agosto\, será realizada “Culto contra os embustes” (2020)\, um ritual onde a autoestima e a energia vital são usadas para afastar indivíduos malévolos da vida de cada participante. No dia 28 de setembro\, será a vez de “Honra ao mérito” (2023)\, realizada na I Bienal das Amazônias\, que aborda a falta de reconhecimento das mulheres e propõe uma cerimônia onde medalhas são concedidas ao público feminino\, como forma valorizar seus talentos e ações dignas de destaque. “É uma reparação histórica”\, afirma Panmela Castro. No dia 5 de outubro\, será a vez da performance inédita “Revanche” (2019)\, na qual a artista confronta as imposições do feminino compulsório\, convidando o público a apreciar o momento de um acerto de contas com o urso de 4 metros de altura que estará na mostra. Já no dia 12 de outubro\, será realizada “Ruptura” (2015)\, na qual a artista se desfaz de uma espécie de “caricatura da feminilidade”\, abrindo espaço para discussões mais amplas sobre gênero e alteridade. Todas as obras de performances serão registradas e terão seus vídeos exibidos na exposição.
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SUMMARY:Exposições paralelas em torno de Cristina Canale na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Cristina Canale em seu ateliê em Berlim\, 2024. Foto: Uwe Walter\n\n\n\n\nExposições paralelas centram-se na obra e no olhar curatorial de Cristina Canale\, que comemora 40 anos de carreira ocupando o instituto cultural no Cosme Velho \nSob curadoria de Pollyana Quintella\, mostra retrospectiva traça a trajetória artística da pintora carioca\, com publicação lançada na inauguração. Exposição curada por Canale dialoga com grandes nomes da Coleção Roberto Marinho \nA Casa Roberto Marinho inaugura\, em 15 de agosto de 2024\, duas exposições simultâneas em torno da artista plástica carioca Cristina Canale. Essa apresentação em dois atos comemora as quatro décadas de carreira da pintora com a retrospectiva Dar forma ao mundo\, e explora o seu olhar curatorial sobre a Coleção Roberto Marinho\, em Paisagem e memória. \n“Nessa temporada\, apresentamos a Cristina Canale curadora no térreo e\, no primeiro andar\, exibimos a sua obra. Ao percorrer o espaço expositivo veremos o quão fluidas\, no seu caso\, podem ser essas fronteiras nas paisagens do mundo criado por ela”\, destaca o diretor do instituto\, Lauro Cavalcanti. \n“O conjunto destas duas exposições mostra meu olhar dentro de um acervo brasileiro\, que é a minha origem\, e\, paralelamente\, o meu percurso de 40 anos como artista plástica. São dois conjuntos de sensibilidades\, com comunicações e pontes entre eles. Foi uma experiência muito rica ver esse diálogo”\, avalia Canale. \nRadicada há mais de 30 anos na Alemanha\, ela mantém forte relação com o Brasil. Sua relevância no circuito de arte nacional se reflete na celebração dessas quatro décadas de produção artística\, que tem como marco inicial a exposição Como vai você\, Geração 80?\, realizada em 1984\, no Parque Lage.
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SUMMARY:"A noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias" na Flexa Galeria
DESCRIPTION:Jaider Esbell\, O olho d’água e a guardiã (detalhe)\, 2019. Crédito: Sergio Guerini\n\n\n\n\nA Flexa\, galeria de arte baseada no Rio de Janeiro\, abrirá sua segunda exposição\, intitulada “A noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias”\, no dia 24 de agosto de 2024. A coletiva reúne artistas de diferentes gerações\, buscando um diálogo com uma série de discussões contemporâneas\, à luz de questões exploradas pelo movimento Surrealista. A mostra tem curadoria de Luisa Duarte\, diretora artística da Flexa\, e assistência curatorial de Pedro Caetano Eboli. \nA noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias \nPor que visitar\, hoje\, os ecos do surrealismo? Por que nos aproximarmos\, agora\, de cosmologias alternativas ao marco ocidental\, ou seja\, de modos outros de organizar a realidade compartilhada? Diversos diagnósticos recentes nos recordam que vivemos uma época marcada pelo embotamento da imaginação\, pela diluição da dimensão corpórea no trato com o mundo\, pelo solapamento da esfera do sonho e pela resistência ao diálogo com as diferenças. Diante deste contexto\, dimensões como erotismo\, delírio\, sonho e alteridade\, todas mobilizadas pelo legado surrealista e reimaginadas no interior daquilo que chamamos de “outras cosmologias”\, ganham uma atualidade central. A segunda mostra coletiva da Flexa cobre um arco temporal cujo início remonta à década de 1920 e segue até o presente\, de modo a reunir artistas com produções que se relacionam\, de diferentes maneiras\, com tais questões. \nAo contrário de uma compreensão difundida dos surrealistas\, não lhes interessava tanto fabular um mundo fantástico paralelo ao nosso\, sendo mais importante instaurar pontos de fratura na realidade corrente\, que contribuíssem para estranhar a naturalidade de todas as coisas. Este movimento\, cuja expressão dissemina-se da literatura para as artes visuais\, propõe formas críticas de pensar e experimentar a realidade\, motivo pelo qual suas propostas ainda nos fornecem subsídios para compreender o presente. A mostra desloca certas narrativas históricas que consideram escassa a repercussão do movimento surrealista no Brasil\, destacando como seus procedimentos poéticos continuam a ecoar na arte contemporânea do país. Ao mesmo tempo\, coloca em cena algumas das diferenças entre o contexto histórico em que o surrealismo surgiu e o momento atual\, observando as mutações sociais e culturais ocorridas desde então. \nA exposição é dividida em quatro momentos. São eles “Erotismo e morte”\, representado por artistas como Tunga\, Waltercio Caldas\,  Ismael Nery\, Maria Martins\, Julia Gallo\, Maria Lídia Magliani e Flávio de Carvalho. “Universo dos sonhos e atividade onírica”\, na qual estão reunidos nomes como Cícero Dias e Rayana Rayo. “Zonas do delírio”\, que exibe trabalhos de Yayoi Kusama\, Manuel Messias dos Santos e Darcílio Lima. E ainda “Alteridade e outras cosmologias”\, onde são postas em diálogo obras de Chico da Silva\, Maria Lira Marques\, Claudia Andujar\, Hélio Melo e Jaider Esbell\, entre outros. \nA primeira parte do título da exposição foi extraída do Primeiro Manifesto do Surrealismo\, publicado há exatos 100 anos por André Breton (1896-1966). A imagem de uma noite capaz de abrigar o dia\, contida no fragmento “a noite dos clarões”\, sublinha a importância do trânsito entre a lógica do sonho e a lógica da vigília\, como uma via para transmutar nossa relação com isso que se convencionou chamar de ‘realidade’. Neste bojo\, propõe diálogos com os esforços recentes para suscitar a emergência de narrativas oriundas de cosmologias alternativas ao marco ocidental\, dado presente no subtítulo da exposição.
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SUMMARY:"A.R.L. Vida e Obra" no CCBB RJ
DESCRIPTION:Obra de A.R.L. Foto: Adriano Rosa\n\n\n\n\nA exposição oferece ao público um conjunto de pinturas e fotografias produzidas pelo artista autodidata Antônio Roseno de Lima\, abrindo um campo de discussão importante sobre a chamada Arte Bruta brasileira. Original de Alexandria (RN)\, Roseno parte em 1926 para Campinas (SP)\, onde produziu a maioria de suas obras. Apesar da extrema pobreza e da falta de instrução formal\, A.R.L.\, como assinava suas obras e nome pelo qual teve reconhecimento internacional\, encontrou meios para se expressar de forma livre\, autêntica e criativa. A partir de materiais rústicos\, o artista constrói uma identidade criativa forte\, baseada em cores vivas e chapadas. \nO pintor tirou da sua própria realidade a inspiração para criar obras que são reflexo da mais pura e encantadora Art Brut\, termo francês\, criado por Jean Dubuffet\, para designar a arte produzida livre da influência de estilos oficiais e imposições do mercado da arte\, que muitas vezes utiliza materiais e técnicas inéditas e improváveis. Seus temas centrais foram autorretratos\, onças\, vacas\, galos\, bêbados\, mulheres e presidentes. Apesar das condições precárias em que vivia na favela Três Marias\, em Campinas (onde morou de 1962 até sua morte\, em junho de 1998)\, Roseno expressava seus sonhos e observações do cotidiano através de suas pinturas\, muitas vezes utilizando materiais improvisados encontrados no lixo: pedaços de latas\, papelão\, madeira e restos de esmalte sintético. \nQuando encontrava algum desenho que fosse do seu gosto\, recortava-o em latas de vários tamanhos para usar como modelo\, além de usar outros materiais que encontrava pelo caminho\, como a lã\, mais disponível em épocas de frio. Seu barraco era sua tela\, onde cores vibrantes e figuras contornadas em preto ganhavam vida\, revelando uma poesia visual única. Nas obras\, as diversas aspirações do artista são representadas\, mas uma delas se repete em toda a sua arte: “Queria ser um passarinho para conhecer o mundo inteiro!” \nCuradoria: Geraldo Porto
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LOCATION:CCBB\, 66 R. Primeiro de Março Centro\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:“Meu lugar” de Rafael Baron na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Rafael Baron\, Reunião de Família\, 2024\n\n\n\n\nAnita Schwartz Galeria de Arte apresenta\, no dia 4 de setembro de 2024\, às 19h\, a exposição “Meu lugar”\, com 21 pinturas recentes e inéditas de Rafael Baron (1986\, Nova Iguaçu). As obras ocuparão os dois andares expositivos do espaço de arte na Gávea. A curadoria é de Jean Carlos Azuos\, curador assistente do MAR. \nA exposição\, a primeira do artista na Anita Schwartz\, apresenta sua nova pesquisa\, com a inserção da paisagem em seu trabalho. “Tem a paisagem íntima\, do lar\, e do entorno\, em uma afirmação de pertencimento e de fruição da vida”\, diz Rafael Baron. As pinturas\, em óleo ou acrílica sobre tela – e muitas vezes os dois materiais combinados – são de formatos variados: desde os grandes\, com 3\,5 metros de largura\, até os médios\, em torno de 1 metro. Além disso\, há quatro guaches\, com 40 cm x 30 cm. A pintura “Casa com piscina” (2024) traz aplicados nela dois pares de sandálias havaianas. \nO artista vem de um período de exposições nos EUA nos últimos três anos\, incluindo as individuais “Pose”\, na galeria Albertz Benda\, em Nova York\, e “Rafael Baron: Portraits”\, na mesma galeria\, em Los Angeles\, ambas em 2022. Em 2021\, realizou a individual “Wishyouwerehere”\, no espaço The Cabin\, em Los Angeles\, e participou das coletivas “Rollwith It”\, na galeria Scott Miller Projects\, em Birmingham\, no Alabama\, e “Fragmented Bodies III”\, na galeria Albertz Benda\, em Nova York. No Brasil\, seus trabalhos foram comissionados para as coletivas “Crônicas Cariocas” e “Funk”\, no Museu de Arte do Rio (MAR). \nEm “Meu lugar”\, Rafael Baron mergulha no universo de Nova Iguaçu\, Baixada Fluminense\, onde nasceu e trabalha\, explorando cenários nas paisagens rurais – “ora sozinhas\, ora com personagens” – como nas pinturas “Primavera” (2023)\, “Casa de Campo” (2023)\, “Marapicu” (2024)\, “Tinguá” (2024)\, “Serra do Vulcão” (2024)\, “Casa de Vó” (2024)\, “Café\, fumo e jornal” (2024) e “Pai e filho no parque” (2024). \n“A função estruturante da família\, o amor\, o afeto\, momentos de relaxamento no próprio lar” são cenários íntimos que Rafael Baron retrata na exposição. “É um convite para este lugar idílico”\, afirma o artista. “A vida não é só confronto\, conflito”. As cenas de lar\, paz e alegria estão presentes nos trabalhos “Reunião de Família” (2024)\, “Dia das Mães” (2024)\, “Fim de Tarde” (2023)\, “Maurício” (2024)\, “Casa com piscina” (2024)\, “Primeiro ano” (2024)\, “Amor e afeto” (2024)\, “Lar” (2024)\, “André\, Henrique e Leopoldo” (2024)\, “Mãe” (2024)\, “Recanto” (2024) e “Cosme e Lourdes” (2024). \nJean Carlos Azuos destaca que “lar\, afeto\, amor\, localidade são palavras muito fundamentais para Baron”. “Ele traz um território muito particular dele\, da biografia que foi construindo. Nas suas pinturas\, ele vai nos apontando a dimensão de como lida com a família nas viagens\, na casa com piscina\, nos retratos e nos ritos de passagem que temos nas nossas vidas\, as celebrações de família\, o Dia das Mães…”\, afirma o curador. \n“Em um outro vértice”\, continua Azuos\, “o trabalho vai caminhando para as paisagens bucólicas”. “Baron nos faz acessar esses espaços e nos instiga a saber: que lugares são esses? É um trabalho que nos convida para nossa compreensão\, as confidências\, a troca. Mexe um pouco com nossa fabulação. A pintura ‘Serra do Vulcão’: onde será? É Nova Iguaçu\, dentro da perspectiva de Rafael Baron? Mas pode ser tantos outros lugares\, a partir de locais familiares em outras perspectivas\, outras geografias”. \nAzuos observa também que esta compreensão de Nova Iguaçu se estende para a Gávea\, e “os trabalhos dialogam com este trânsito entre esses espaços”. “Ele também tem este endereçamento: parte desses lugares e se assenta na galeria\, se colocando para essas e outras interpretações e leituras”.
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LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Etnogênese – O Que É e O Que Pode Ser" de Marcelino Melo no MAC Niterói
DESCRIPTION:“Máscara 01”. Foto: Léu Britto\n\n\n\n\nA exposição “Etnogênese – O Que É e O Que Pode Ser”\, de Marcelino Melo (Quebradinha)\, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói\, com curadoria de Emicida\, Luiza Testa e Patricia Borges\, apresenta 43 obras inéditas que exploram o conceito de etnogênese aplicado ao universo das periferias. Dividida entre o prédio principal do museu e o Macquinho\, a mostra traz pinturas\, vídeos\, fotografias e instalações que dialogam com a memória\, o corpo e a territorialidade da vida periférica. A exposição combina o lúdico e o afetivo\, ancorada na tradição e na vivência do artista\, e inclui uma grande instalação ao ar livre\, além de ações educativas para a comunidade local.
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LOCATION:MAC Niterói\, Mirante da Boa Viagem\, s/nº – Boa Viagem\, Niterói\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Mães" de Not Vital e Richard Long na Nara Roesler
DESCRIPTION:Not Vital\, notOna\, 2014\, Patagonia\, Chile. Cortesia Nara Roesler\n\n\n\n\nNara Roesler apresenta a exposição “Mães”\, com obras dos renomados artistas Not Vital e Richard Long\, em comemoração aos dez anos da galeria no Rio de Janeiro\, no dia 10 de setembro de 2024\, das 18h às 21h. Not Vital – nascido em 15 de fevereiro de 1948\, em Sent\, no vale Engadine\, região leste da Suíça\, próxima à Itália e à Áustria – participou da cena nova-iorquina nos anos 1980 e conviveu com artistas como Andy Warhol (1928-1987) e Basquiat (1960-1988)\, que fez para ele a pintura “AstroNOT”\, um trocadilho com seu nome. Nômade talvez seja o termo mais adequado para descrever Not Vital\, que se divide entre suas casas-ateliês em Sent\, em Beijing\, desde 2008\, e\, a partir do final de 2022\, no bairro de Santa Teresa\, no Rio de Janeiro\, onde pretende passar três meses por ano. \n“Sou um escultor que pinta”\, salienta Not Vital\, que desde 2008 pinta retratos\, e mais tarde o que chama de “autorretratos”\, em que “das muitas aplicações e remoções das camadas de tinta emerge uma imagem”. “Às vezes preciso me pintar três vezes\, ou duas\, ou apenas uma\, porque a cada dia nos vemos de maneira diferente.” Ele explica que inicialmente fazia um rosto “com olhos e cabelo”\, mas que depois percebeu que “bastava ter um nariz”. “Quero chegar com essas pinturas a um momento de sentimento. Elas não têm a ver com formas ou cores\, e sim muito com as emoções. É muito importante o que está em volta\, o que alguns chamam de aura”\, diz. \nCriado em um vale cercado por montanhas\, onde “é inverno por mais da metade do tempo\, e\, quando a neve derrete\, as montanhas são cinzas”\, Vital usava\, até há poucos anos\, esta paleta. “Mas desde que me mudei para o Brasil\, de repente eu me abri para as cores. Eu não sei se poderia fazer isso na Suíça\, devido a muitos fatores\, como a luz e como você se sente\, e mesmo o que você come”\, conta ele no vídeo-depoimento que acompanhou sua recente exposição “Contemplating”\, de maio a julho deste ano na sede do Marais\, em Paris\, da galeria Thaddaeus Ropac. \nEm entrevista ao escritor Andrew O’Hagan\, publicada pela revista do The New York Times\, em outubro de 2013\, ele disse que aos cinco anos de idade sabia que queria fazer alguma coisa\, e foi quando desejou ir ao Brasil. “Eu poderia ir para o Brasil”\, disse. Nesta matéria\, Andrew O’Hagan chamou Not Vital “de o Picasso atual\, conduzindo uma manada de touros simbólicos através dos jardins da convenção\, transformando nossa ideia de como enxergar”. \nAutor de grandes esculturas colocadas ao ar livre\, espalhadas pelo mundo\, Not Vital também gosta de criar em formatos menores\, em vários materiais\, como aço ou gesso. “Gosto muito de gesso\, pois é o que mais se assemelha à neve. Tenho que trabalhar rápido\, porque endurece muito rapidamente”\, diz. Uma das esculturas em gesso é “Pão de Açúcar” (2022). “É claro que se você é das montanhas\, você sempre está interessado nelas”\, afirma Not Vital.
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LOCATION:Nara Roesler  Rio de Janeiro\, R. Redentor\, 241 - Ipanema\, Rio de Janeiro - RJ\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:5 exposições simultâneas no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Júlio Vieira\, Metapaisagem número XVIII. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA partir de 11 de setembro\, o Centro Cultural Correios Rio de Janeiro recebe exposições de cinco artistas que trabalham com pintura\, instalação e escultura para investigar temas como a memória\, a passagem do tempo\, a força impregnada nos objetos e a renovação de ciclos. \nAndrey Rossi ocupa uma das salas com Toda aurora tem seu fim\, mostra composta por pinturas a óleo que refletem sobre temas como o silêncio\, a impermanência e a solidão. Os ambientes em ruínas em suas telas são baseados no imaginário do artista\, formado durante sua infância no interior de São Paulo\, período em que explorava locais abandonados da região. \nEm Entrespaços\, Júlio Vieira apresenta pinturas em acrílica e óleo que exploram novas concepções de paisagem. Partindo de referências coletadas em seus deslocamentos cotidianos por metrópoles no Brasil e no exterior\, o artista compõe pinturas com camadas múltiplas que se assemelham a colagens. Convivem em suas telas elementos como portões de ferro\, ladrilhos e plantas\, formando paisagens imaginárias onde\, segundo a curadora Daniela Avellar\, “podemos perceber a emergência do novo”. \nEm Sobre o Vazio\, Marlene Stamm apresenta 6 séries com aproximadamente 652 aquarelas e desenhos e uma instalação que investigam a força impregnada nos objetos com a passagem do tempo. A grande quantidade de obras evidencia um trabalho manual\, repetitivo e solitário da artista\, que produz de forma quase obsessiva para convidar a olhar para aquilo que quase ninguém vê. \nAtravés de 4 instalações têxteis em lã\, bordado e outros materiais\, Ana Zveibil discute memórias de família\, a passagem de ciclos e seu próprio processo introspectivo. Na mostra\, intitulada Respira\, todas as instalações apresentam formas orgânicas cujo conteúdo é indeterminado. Assim\, a artista propõe ao visitante se questionar sobre o que habita em seu próprio interior.  \nMaçã Dourada\, mostra de Thiago Toes\, oferece uma imersão no universo místico e introspectivo do artista. Inspirada pela figura da maçã dourada\, símbolo do tarot relacionado à prosperidade\, conquista e sucesso\, a exposição explora questões relacionadas à espiritualidade e ao autoconhecimento\, transformando a pintura e o desenho em ritual. Fazendo referências a símbolos do tarot e da mitologia grega\, o artista busca mostrar ao observador um caminho de reflexão e harmonia.
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LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Fios\, entre poéticas e tramas” na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea
DESCRIPTION:Caroline Veilson\, Chaleira e dois enxós (detalhe)\, 2023. Imagem: Divulgação / Cortesia Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea\n\n\n\n\nA exposição “Fios\, entre poéticas e tramas” apresenta obras inéditas de Anna Helena Cazzani\, Bel Barcellos\, Caroline Veilson\, Daniela Vignoli e Laura Villarosa\, artistas que utilizam o fio e suas possibilidades poéticas/ plásticas de forma única em suas pesquisas. O fio surge por vezes como traço tridimensional que risca\, cria formas\, figuras\, preenche espaços\, delimita fronteiras ou por vezes como elemento que sutura\, une partes\, faz elos. \nO fio caminha pela pesquisa de cada artista de forma singular e movido por diferentes intenções. Na obra de Anna Helena Cazzani\, materiais como cordas e cabos emborrachados são utilizados de modo a criar linhas e volumes que desenham o espaço com movimentos e ritmos que desafiam a gravidade e tensionam o espaço\, incorporando a arquitetura não somente como suporte mas como parte constitutiva da obra; na obra de Bel Barcellos\, o fio costura um elo com sua ancestralidade feminina e tece imagens figurativas que divagam sobre seu universo emocional e sobre a imersão provocada pela prática do bordado; para Caroline Veilson\, o fio se relaciona com o jogo de presença e ausência das memórias que os objetos carregam e\, em padrões geométricos\, os fios são costurados sobre papéis formando sombras projetadas de elementos de uso doméstico\, uma sombra tátil que dá corpo a essa impermanência; já na obra de Daniela Vignoli o fio ganha cores e se enche de significados poéticos e espirituais ao interferir sobre as fotografias autorais que a artista registra com delicados bordados\, sobrepondo realidades; enquanto Laura Villarosa desenvolve aprofundada pesquisa em torno da ideia de paisagem e suas novas configurações\, articulando magistralmente a equalização de técnicas artesanais\, pintura e materialidades das imagens. \n“Fios\, entre poéticas e tramas” costura os diferentes olhares e práticas dessas cinco artistas que em comum trabalham a delicadeza\, paciência\, artesania e a liberdade de reinterpretar um material historicamente ligado ao universo feminino. Nos seus múltiplos significados\, simbologias e contextos\, suas poéticas traçam novas tessituras sobre os horizontes da arte contemporânea.
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SUMMARY:"Brígida Baltar: pontuações" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Autorretrato com tecido favo. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\nPoder capturar o impalpável\, perseguir o intangível\, subverter o óbvio\, essas eram formas da artista carioca Brígida Baltar (1959-2022) ocupar espaços inesperados\, reunindo em sua obra elementos do corpo\, da natureza\, das paisagens e da própria moradia. A exposição “Brígida Baltar: pontuações”\, elaborada especialmente para o Museu de Arte do Rio\, inaugura no dia 20 de setembro e reúne cerca de 200 obras\, cerca de 50 inéditas\, produzidas por quase três décadas de atuação. Esta é a maior exposição institucional dedicada à artista e é realizada em parceria com o Instituto Brígida Baltar e a Galeria Nara Roesler. A mostra conta com curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan e equipe MAR além do curador convidado Jocelino Pessoa.  \nSeis obras de Brígida Baltar que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio estarão na mostra que apresenta fotografias\, vídeos\, instalações\, esculturas e memórias textuais da artista. “É a primeira exposição póstuma a reunir esse conjunto tão significativo de obras. A exposição tem esse nome: pontuações\, porque ela parte dos escritos da Brígida. Ela tinha uma consciência muito grande de que era preciso organizar as obras\, ela gostava muito de conversar sobre isso\, então\, num dos momentos ela passou a anotar tudo\, ela foi dizendo como ela queria as escalas de impressão\, quais obras deveriam ser refeitas e quais não. Muitas frases e reflexões da artista sobre as obras acompanham toda a exposição. Brígida foi uma artista de muito destaque no Brasil\, uma artista como personagem de suas próprias fabulações\, ela foi muito importante para a fotoperformance\, videoperformance\, ela influenciou muita gente em muitos lugares do país”\, afirma o curador Marcelo Campos. \nDividida em duas salas\, a exposição apresenta as séries produzidas por Brígida: no primeiro espaço são exibidas as suas relações com a casa e a família\, já na segunda sala são apresentadas as fabulações da artista. Toda a exposição foi concebida\, produzida e montada com profissionais que tiveram vínculos com Brígida. “Esta é uma das mais importantes exposições de Brígida Baltar: além do inédito número de obras reunidas\, celebra o seu legado para a arte e convida o público a adentrar na sua vasta reflexão poética. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira\, ela elaborou imagens afetivas que aproximam a arte contemporânea do público. O pensamento da mostra possui uma forte influência da artista\, que ao longo dos últimos anos dedicou-se a organizar a sua memória em cadernos e documentos e realizou encontros para iniciar o seu Instituto. Pontuações expressa toda precisão registrada por Brígida ao passo que oferece ao público as suas memórias familiares e de infância e os personagens das fábulas de suas obras e filmes”\, destaca Jocelino Pessoa\, curador da mostra. \nBrígida foi uma artista que fundou universos de encantamento e fantasia\, habitados por seres imaginários e objetos triviais do dia a dia que ganharam outros sentidos\, flertando com o surreal. Uma mulher que desde os anos 1990 protagonizou parte da produção contemporânea em exibições nacionais e internacionais.  O público que percorrer a exposição vai literalmente entrar no universo de Brígida Baltar. “É uma exposição como se a gente tivesse caído num livro de fábulas\, e ao mesmo tempo vemos uma capacidade imensa\, uma competência imensa da artista\, em tornar um elemento\, uma ideia em uma obra\, o que é muito raro. No caso de Brígida\, ela escolhia os materiais\, que ganhavam uma vida\, uma história\, uma narrativa\, e que se vinculavam a questões muito próximas a ela ou as pesquisas que ela desenvolvia. Brígida entendia os mecanismos para chegar na beleza.. É uma exposição muito rara em torno da produção de uma artista\, é a primeira vez que a gente teve mais acesso em um acervo\, com peças inéditas\, inclusive com um novo filme que será exibido”\, revela o curador Marcelo Campos.  \nNa ocasião da abertura da exposição haverá gratuitamente\, às 17 horas\, a apresentação Orquestra Sinfônica Brasileira + Agência do Bem (Projetos patrocinados por Machado Meyer Advogados).
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:A Gentil Carioca faz 21 anos – Miguel Afa\, Marcela Cantuária e Rodrigo Torres
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, O Sonho Sul-Americano\, 2022-2023. Cortesia PAMM / Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\nNo dia 21 de setembro de 2024\, A Gentil Carioca\, um dos mais importantes espaços de arte contemporânea do país\, celebrará seus 21 anos de existência\, mantendo-se fiel ao propósito de captar e difundir a diversidade da arte no Brasil e no mundo. A comemoração dessa maioridade vanguardista reunirá um grupo representativo de artistas da cena carioca em um evento festivo que é a cara da galeria. \nENTRA PRA DENTRO – Individual inédita de Miguel Afa \nArtista proeminente no cenário da arte contemporânea carioca\, Miguel Afa apresenta sua primeira individual na Gentil Carioca\, reunindo um conjunto de 30 pinturas inéditas\, além de uma instalação site-specific que ocupará a área da galeria conhecida como piscina. O texto de apresentação da mostra é assinado pelo rapper e compositor Emicida. \nResultado da produção recente do artista\, a exposição reúne reflexões sobre território e memória. Nascido no Complexo do Alemão\, Afa transpõe para as pinturas seu olhar sobre as transformações desse lugar e dos corpos que o habitam. As imagens figurativas\, pinçadas da memória e das recordações da infância\, integram-se às várias camadas de significado presentes no campo pictórico dos trabalhos. Lembranças como “a terra indo embora do quintal para dar lugar ao concreto\, as árvores frutíferas cortadas\, os corpos racializados sendo lidos como marginais”\, como conta o artista\, conectam-se também a vivências de convívio fraternal. O título da exposição faz referência ao sentimento de “cuidado e ordem afetiva” oriundo desse lugar de memória\, de onde o artista se inspirou para criar as obras. \nUm elemento recorrente na pesquisa de território de Afa\, a pipa\, aparece em grande parte dos trabalhos\, atuando como fio condutor da mostra. A representação desse objeto de desejo da infância se manifesta ora como elemento geométrico\, ora como recurso lúdico\, ou simplesmente como brinquedo em suas composições. Uma das principais pinturas da mostra\, inspirada em Um Retrato de Artista de David Hockney\, exibe uma piscina de pipas com a Serra da Misericórdia do início do século XX ao fundo – um conjunto de montanhas verdes ao redor da Igreja da Penha\, onde mais tarde se estabeleceu o Complexo do Alemão. Expandindo essa obra\, uma instalação site-specific com centenas de pipas ocupará o espaço da piscina da galeria\, ampliando o imaginário onírico do artista. \nO estudo minucioso da cor e a escolha de uma paleta pouco saturada trazem significância ao repertório poético\, visual e temático da obra de Miguel Afa. Características que remetem a referências da história da arte\, como os trabalhos de Giorgio Morandi e Édouard Vuillard\, artistas que Afa considera como aqueles que conseguiram mostrar “a cor de dentro de casa” pela matização da cor. Na obra de Afa\, a cor também propõe uma reflexão racial profunda. “Quando vista de longe\, a cor\, quase metafísica\, não comunica o que minha pintura está trazendo\, o que se configura como uma analogia ao corpo racializado”\, elabora Afa. “O primeiro olhar para esse corpo passa pela ideia preconcebida que conduz o pensamento a um lugar marginal. Somente ao se aproximar do quadro percebe-se a complexidade da existência desse corpo.” \nO SONHO SUL-AMERICANO – Marcela Cantuária \nMarcela Cantuária traz para A Gentil Carioca a remontagem da instalação de pinturas que apresentou na exposição O Sonho Sul-Americano em 2023\, sua primeira individual nos Estados Unidos. A obra reúne narrativas de ativistas e ambientalistas da América do Sul que permaneceram fiéis aos seus sonhos por meio da resistência e da luta por seus países e terras\, incluindo figuras como Chico Mendes\, Dorothy Stang\, Maria do Espírito Santo da Silva e Túpac Amaru. Embora sua pesquisa destaque as injustiças sofridas por esses personagens históricos\, as pinturas apontam para a beleza da luta\, compartilhando com os espectadores a riqueza dos recursos naturais sul-americanos que muitos se empenham em proteger. \nUM LUGAR SEGURO – Rodrigo Torres \nRodrigo Torres apresenta sua nova instalação Um Lugar Seguro\, composta por oito esculturas inéditas\, que ocupará o primeiro andar do prédio 11 da sede carioca. Criadas a partir de sobras de construções e elementos naturais encontrados na Floresta da Tijuca\, as obras são o resultado de um longo processo de experimentação com técnicas diversas\, como pintura e colagem\, chegando à cerâmica. O título da obra refere-se a “um lugar da memória que fala sobre o sentimento de proteção da infância\, um lugar para onde se pode retornar”\, explica o artista. Valendo-se de ornamentos e refinamento nas composições\, Torres subverte o gênero da natureza-morta\, convidando o espectador a questionar a percepção do real – como as várias camadas que parecem cobertas por papelão\, mas que na verdade são feitas em argila. \nOUTROS LANÇAMENTOS \nDesde 2005\, A Gentil Carioca recebe diversos convidados para realizar obras especiais na parede externa da galeria e em outro prédio da encruzilhada\, que permanecem expostas por aproximadamente quatro meses. As edições 42 e 43 do projeto Parede Gentil contarão com as intervenções dos artistas visuais Jarbas Lopes e Cabelo\, respectivamente. \nTambém será lançada a Edição 90 da Camisa Educação\, criada pelas artistas convidadas Iah Bahia e Siwaju Lima. O projeto Camisa Educação representa a possibilidade de o artista inserir-se na sociedade como agente social e cultural. Periodicamente\, durante as aberturas de exposições na galeria\, são lançadas camisas com o tema educação. \nA festa na encruzilhada\, entre as ruas Gonçalves Lédo e Luís de Camões\, na região central do Rio de Janeiro\, terá trilha sonora dos DJs Ademar Britto\, Letgabs e João Penoni\, com participação especial da artista Vivian Caccuri. Para completar as celebrações\, o bolo de aniversário deste ano será uma obra confeccionada e distribuída em uma performance do coletivo OPAVIVARÁ!. \nPROGRAMAÇÕES SIMULTÂNEAS \nA Gentil Carioca participará da ArtRio\, entre 25 e 29 de setembro de 2024.
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SUMMARY:“Oníricas” de Luiz Pizarro na Cidade das Artes
DESCRIPTION:Luiz Pizarro\, Sem título\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOníricas trata do desejo de um mundo mais harmônico\, forjado no humanismo\, na arte\, na beleza\, e no fazer. A exposição\, que ocupará quatro espaços na Cidade das Artes\, na Barra da Tijuca\, a partir do dia 21 de setembro\, ainda que não seja retrospectiva de sua obra\, será uma das mais relevantes em sua trajetória artística. Além de novas pinturas da série “Metapaisagens”\, mostra realizada com muita repercussão no Paço Imperial em 2023\, Pizarro apresentará instalações interativas e colaborativas e outras proposições artísticas. \n“Em nossas vidas\, as relações pessoais e comunitárias desafiam nosso dia-a-dia\, nossos sonhos por algo mais lúdico\, mais poético\, mais consensual em termos de sociedade e vida comunitária\, elementos esses pertencentes a cada uma das propostas de trabalhos e de ações artístico-educacionais que ali serão ativadas junto ao público”. \nOcupando as duas galerias do espaço\, além do saguão de entrada para os teatros e a área externa coberta\, serão expostas 15 pinturas em acrílica sobre telas de médios a grandes formatos produzidas entre 2023 e 2024\, e três grandes instalações interativas e colaborativas. Outras três proposições artístico-educacionais também contarão com a participação do público para sua realização.  A mostra ficará em cartaz gratuitamente até 3 de novembro\, e depois seguirá em março para o Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz\, no Museu Comunitário Palacete Princesa Isabel\, situado em Santa Cruz também na Zona Oeste.  Pizarro\, que dá aulas de desenho e pintura no Parque Lage\, lançará\, em breve\, um livro sobre Educação através da Arte\, com ênfase em sua experiência como educador principalmente em museus como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio)\, onde ocupou o cargo de Curador de Educação de 2013 a 2020.
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SUMMARY:"Novas Raízes" de Rosana Paulino na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Rosana Paulino\, detalhe da obra Espada e Iansã\, da série Senhora das plantas\, 2022. Imagem: Divulgação Casa Museu Eva Klabin\n\n\n\n\n\nCom uma trajetória única e influente\, Rosana Paulino traz à tona discussões sobre memória\, natureza\, identidade e história afro-brasileira na exposição “Novas Raízes”. Os trabalhos expostos são resultado de uma longa pesquisa acerca da arquitetura e do acervo da Casa Museu\, propondo a separação conceitual entre os dois andares do nosso espaço. Celebrando os 30 anos de carreira da consagrada artista paulistana\, “Novas Raízes” inaugura por aqui no dia 26 de setembro (quinta-feira)\, às 18h\, podendo ser visitada gratuitamente de quarta a domingo\, de 14h às 18h\, até 12 de janeiro de 2025. \nOs cômodos do térreo estão dedicados a produções que expõem a relação entre a arquitetura e botânica\, com desenhos\, colagens e instalações. A obra “Espada de Iansã” se junta a outros trabalhos que visam romper a separação entre dentro e fora\, com plantas tomando as diferentes salas. Rosana chama a atenção para a incisiva separação entre o ambiente doméstico e o jardim\, fruto de uma corrente de pensamento europeu que aponta para a necessidade de domar a natureza. \nOs cômodos do segundo andar tangenciam uma discussão sobre a vida privada de mulheres negras ao longo da história. Obras como “Paraíso tropical”\, “Ama de Leite” e “Das Avós” resgatam fotografias e símbolos da história afro-brasileira\, tecendo uma reflexão sobre a subjugação dos corpos às políticas de apagamento resultantes do modelo escravocrata vivido pelo Brasil Colônia. Fazendo uso de tecidos em voil\, fitas\, lentes\, recortes e outros objetos\, Paulino propõe a preparação de um ambiente de descanso para todas as mulheres negras vítimas da história brasileira\, em especial Mônica\, a ama de leite fotografada por Augusto Gomes Leal em 1860\, uma das poucas que tiveram o seu nome conservado ao longo da história. \n\n\n“Esta é uma oportunidade única de ver a obra de Rosana Paulino em diálogo direto com um acervo clássico\, propondo assim uma revisão histórica e epistemológica aos olhos do visitante (…). Rosana pretende que esta exposição tenha um caráter educativo bem acentuado\, questionando sobre como podemos repensar a produção contemporânea em diálogo com novas leituras de mundo\, este bem diferente daquele deixado por Eva Klabin há mais de trinta anos.
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LOCATION:Casa Museu Eva Klabin\, Av. Epitácio Pessoa\, 2480 - Lagoa\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil” no CCBB RJ
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, Com quem está a chave do banheiro 10? (detalhe)\, 1989. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\n\n\n\n“Fullgás”\, assim como a música de Marina Lima\, deseja que o público tenha contato com uma geração que depositou muito de sua energia existencial não apenas no fazer arte\, mas também em novos projetos de país e cidadania. Uma geração que\, nesse percurso\, foi da intensidade à consciência da efemeridade das coisas\, da vida”\, afirmam os curadores.    \n A exposição ocupará todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ\, além da rotunda\, e será dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: “Que país é este” (1987)\, “Beat acelerado” (1985)\, “Diversões eletrônicas” (1980)\, “Pássaros na garganta” (1982) e “O tempo não para” (1988). Na rotunda do CCBB haverá uma instalação com balões do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes. “O balão é um objeto efêmero\, que traz uma questão festiva\, de cor e movimento”\, dizem os curadores. Ainda no térreo\, uma banca de jornal com revistas\, vinis\, livros e gibis publicados no período\, com fatos marcantes da época\, fará o público entrar no clima da exposição.  \nCurador Geral: Raphael  Fonseca\nCuradores Adjuntos:  Amanda Tavares\, Tálisson Melo
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LOCATION:CCBB\, 66 R. Primeiro de Março Centro\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:“Histórias Particulares” de Monica Barki na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Obra de Monica Barki. Crédito: Mario Grisolli\n\n\n\n\nDesenhista\, pintora\, gravadora\, performer\, artista multimídia\, Monica Barki compõe sua trajetória artística transitando entre as mais variadas técnicas\, o que desempenha com reconhecida destreza. Em “Histórias Particulares”\, mostra individual que será inaugurada no dia 10 de outubro na Galeria Patrícia Costa\, ela revela uma nova faceta: a de escultora. Suas peças em cerâmica “poéticas e fabulares”\, como descreve Vanda Klabin em seu texto curatorial\, foram produzidas entre 2022/2024\, apontando um caminho nunca antes enveredado pela artista ao longo da carreira iniciada no final da década de 1970. Pinturas em acrílica e óleo sobre tela complementam a seleção de obras em exposição. \nMonica Barki teve seu primeiro contato com o barro em 1986\, nas aulas de cerâmica com a artista Celeida Tostes\, na EAV-Parque Lage. Inquieta e curiosa\, décadas mais tarde\, em 2020\, Monica colocou literalmente a mão na massa (ou melhor\, no barro). \n“Tive vontade de mergulhar na fisicalidade da matéria\, trabalhar com as duas mãos simultaneamente\, espremendo o barro\, me surpreendendo com o que surgia. Sem racionalizar\, apenas sentindo o barro. Pouco a pouco ele foi\, por si só\, me mostrando um caminho. Aconteceu algo bem particular nesse processo. Trabalhando no ateliê com meus netos\, eles foram me ensinando a beleza da simplicidade no fazer. As formas sinceras e expressivas das crianças me inundam de vitalidade para seguir minha pesquisa”. \n“Germinações” – Explosão de uma grande peça origina série \nUma explosão dentro do forno de cerâmica quebrou integralmente a escultura “Mergulho Ornamental II”\, de grandes proporções. \n“Resolvi catar todos os fragmentos e trazê-los para o ateliê. O meu desejo de reconstruir algo com aquela quantidade enorme de cacos era tamanho\, que mal conseguia dormir. A minha inquietude ao querer colocar algo de pé era forte\, mas a cada tentativa\, os fragmentos desabavam das minhas mãos. No entanto\, não me cansava e tentava de novo reerguê-los”\, diz Monica. \nEntão\, a partir da união de cacos e acrescentando outros materiais inusitados\, que desenvolveu a série de esculturas “Germinações”\, que será apresentada nesta individual. Os nomes das obras são instigantes\, bem como a proposta de cada uma delas: “Desfile das atrevidas”\, “Germinando falantes”\, “Susie Von Juice (esperando Antônio)”\, “No Vale das lágrimas”\, “Fracturas cadenciadas”\, “O Boa-vida”\, “Snack”\, “Nowhere man”\, para exemplificar\, tiveram incorporados elementos como meias de náilon\, tecidos\, rendas\, espuma\, pedras portuguesas\, bobs e grampos de cabelo\, seixos de rio… “Romance”\, cerâmica esmaltada com borracha pigmentada\, ganha ainda mais ludicidade girando sobre um disco motorizado.
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LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Fazer Litoral” de Malu Pessoa Loe no Ateliê 31
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO Ateliê 31 apresenta a exposição “Fazer Litoral”\, individual da artista visual paulista\, Malu Pessoa Loeb\, com abertura no dia 11 de outubro (sexta-feira)\, das 16h às 20h\, com 65 obras\, entre esculturas\, desenhos\, pinturas e objetos. \nShannon Botelho\, curador da mostra\, desenvolveu o conceito da exposição a partir do título ‘Fazer Litoral’. O ‘fazer’ é entendido como um imperativo\, que guia não apenas a criação das obras da artista\, mas também sua prática de pesquisa poética no dia a dia. Já o ‘litoral’ simboliza uma constante mudança\, uma oposição a qualquer tipo de imposição. Ele se molda às marés e às condições do tempo\, sofrendo transformações pelas ações sociais e pelo passar dos anos. \nLoeb\, que tem sua pesquisa ligada à política e questões sociais contemporâneas como migrações e extrativismo\, utiliza o feminino como conceito central para confrontar a apatia e dar voz ao irrepresentável\, integrando psicanálise\, antropologia e uma visão ampliada da realidade e desafiando limites. \nPensando na galeria do Ateliê 31\, Malu propôs a montagem como um espaço de continuidade e conexão entre as obras\, onde se revela um ciclo em que tudo está interconectado\, mas pode ser ressignificado a qualquer instante. “Mimetizando o movimento orgânico da própria vida\, as diferenças entre cada obra impossibilitam uma hegemonia\, torna sofisticada e complexa a relação ativada por quem visita e confronta os trabalhos”\, diz Shannon no texto curatorial.
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LOCATION:Ateliê 31\, Rua México\, 31\, sala 1003 - Cinelândia\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Elisa Martins da Silveira" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Elisa Martins da Silveira\, “Festa Popular”\, 1974. Cortesia Galatea\n\n\n\n\nAs cores\, a objetividade e a originalidade na produção da artista Elisa Martins da Silveira (1912-2001) serão o ponto de partida para a nova exposição que chega ao mais carioca dos museus. No dia 18 de outubro\, o MAR inaugura a exposição “Elisa Martins da Silveira”\, que tem o objetivo de rever aspectos da produção cultural do nosso país. Contextualizar a produção artística da pintora piauiense junto aos artistas de sua geração amplia a compreensão de sua prática\, evidenciando o diálogo que ela estabeleceu com seus contemporâneos e a pluralidade de sua inserção no cenário artístico da época. Com a exposição\, o Museu de Arte do Rio propõe revisitar a história cultural com um olhar mais inclusivo sobre artistas que foram esquecidos ou negligenciados no circuito institucional ao longo dos anos. A exposição tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e Felipe Scovino\, curador convidado. \nA pintura “Crianças brincando” (1953)\, de Elisa\, faz parte do acervo do Museu de Arte do Rio e foi o ponto de partida para a criação e concepção da mostra. “O nosso interesse partiu do diálogo dessa única obra da coleção e aí pensamos o contexto de onde a obra surge\, que  é um contexto de encontro entre a arte construtiva\, que lida com a abstração geométrica no Brasil\, e a produção chamada de arte popular”\, revela Marcelo Campos. A exposição tem o objetivo de situar a obra da artista no contexto das diferentes correntes estéticas predominantes no Brasil durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1952\, iniciou sua formação artística participando dos cursos ministrados por Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/Rio)\, integrando o Grupo Frente entre 1954 e 1956. Liderado por Serpa\, o grupo congregou nomes de destaque como Abraham Palatnik\, Aloísio Carvão\, Décio Vieira\, Hélio Oiticica\, Lygia Clark e Lygia Pape\, entre outros. Apesar de sua participação no Grupo Frente\, de Bienais Internacionais de São Paulo\, além de exposições de caráter predominantemente abstrato e geométrico\, a obra de Elisa foi caracterizada pela historiografia da época como “primitiva” ou “naïf”\, refletindo as tendências classificatórias predominantes na época. “A exposição é para desfazer a nomenclatura naif\, é para rever a História da Arte e é para mostrar a potência dessa mulher nordestina\, uma artista que convive com a geração que fomenta a arte pós-moderna e contemporânea. O  trabalho da Elisa mostra a possibilidade da gente entender um Brasil pelo viés popular\, que também exerce conhecimento e pensamento em torno de cor e forma”\, afirma Campos\, curador chefe do MAR.  \nCom mais de 100 obras\, vinte delas da Coleção MAR\,  a exposição monográfica sobre Elisa Martins demonstrará a convivência dela com artistas da mesma geração. Pinturas inéditas de Elisa Martins\, oriundas do acervo de sua família\, estarão ao lado de obras de Ivan Serpa\, Aloísio Carvão\, Djanira\, Heitor dos Prazeres\, Lygia Clark\, Abraham Palatnik\, Rosina Becker\, Alfredo Volpi\, Lygia Pape entre outros. “Elisa Martins da Silveira representou um vértice singular no projeto de uma arte moderna discutida no Brasil nos anos 1950. Se naquela altura o debate fortemente se colocava entre uma tradição figurativa e a novidade construtiva\, a obra de Elisa apontava\, de maneira autoral\, para os rituais religiosos\, incluindo os de origem afrodiaspórica\, a paisagem do interior do país\, a festa e o júbilo. Era uma forma de narrar a diversidade cultural\, muitas vezes com foco em lugares ou pessoas escanteadas na história da arte. É curioso como Silveira ilustra o progresso pela ausência. Suas obras não retratam automóveis\, indústrias\, uma paisagem fabril ou tecnológica. Em pleno momento do desenvolvimentismo\, a sua produção volta-se para uma paisagem distante desse assombro moderno”\, aponta o curador convidado Felipe Scovino. Na abertura da mostra\, gratuita ao público\, haverá a apresentação do Choro de Pizindim. A exposição ficará em cartaz no MAR até 02 de fevereiro de 2025.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"A conspiração dos ícones" na Carpintaria
DESCRIPTION:Vista da exposição “A conspiração dos ícones” na Carpintaria. Foto: Julia Thompson\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel e Quadra têm apresenta A conspiração dos ícones\, mostra coletiva com curadoria de Tarcísio Almeida na Carpintaria\, Rio de Janeiro. O eixo curatorial da exposição\, bem como o elo conceitual entre os artistas “deseja compreender o processo artístico e a obra de arte menos como um ato de modelar discursivamente suas materialidades\, mas como um exercício de escuta e ressonância pela matéria desde sua agência\, informações e trans-historicidade” diz Almeida. \nA exposição reúne doze artistas de diferentes regiões do Brasil cujas obras tecem uma teia de relações entre territórios\, saberes tradicionais e técnicas contemporâneas\, limites materiais e seus usos\, apontando contextos e situações de relevância para o cenário nacional. \nAs práticas escultóricas de Allan da Silva\, Daniel Jorge\, Gilson Plano\, Iagor Peres e Manuela Costa Lima articulam história\, pensamento\, forma\, encantamento e arquitetura rumo a uma reelaboração dos regimes visíveis\, enquanto as obras de Brendy Xavier e Matheus Chiaratti dão forma física a diferentes manifestações do desejo. Reiterando a ênfase curatorial que entende a abstração também como ferramenta política\, Arorá\, Carla Santana e Rubiane Maia criam relações espaciais que convidam à apreensão da experiência de forma ativa e silenciosa. Marcelo Pacheco e Thomaz Rosa\, por fim\, articulam tensões específicas da pintura e expandem suas superfícies para abrigar críticas e desafios a seu estatuto histórico e conceitual. \nEsse projeto em parceria reforça o caráter colaborativo do programa das duas galerias e visa contribuir para a composição do público de arte contemporânea no Rio de Janeiro. Os artistas participantes são em sua maior parte integrantes do programa da Quadra\, com outros convidados especialmente para a mostra. Todos contaram com o acompanhamento artístico curatorial de Tarcísio Almeida\, que entre 2022 e 2023 integrou a equipe curatorial da 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível. O curador trabalha junto à Quadra desenvolvendo um programa de acompanhamento como uma das vocações da galeria. Os artistas convidados\, além de terem uma relevância conceitual dentro do enfoque da exposição\, também são nomes que vivem esse processo de interlocução com Tarcísio.
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LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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