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SUMMARY:"Território de Lembranças" de Caninana no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Ayra Aziza. Crédito Cris Lucena\n\n\n\n\nEnxergar a potência da mudança e do deslocamento através da pintura é uma das formas que Caninana (Ayra Aziza) apresenta suas narrativas para o público. A artista inaugura no dia 22 de março a sua primeira exposição individual institucional no Museu de Arte do Rio. A mostra “Território de Lembranças” abre a temporada de exposições no MAR em 2025 e apresenta uma produção que retrata temas como: migração compulsória\, peregrinação cartográfica\, território e miscigenação. A curadoria é assinada por Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:"Dança Barbot!" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Vantoen PJR / Cia Rubens Barbot\n\n\n\n\nPossibilitar que o público possa pensar o corpo e pensar a dança é um dos desejos do Museu de Arte do Rio (MAR) ao anunciar a sua mais nova exposição. A mostra Dança Barbot! inaugura na terça-feira\, dia 15 de abril\, apresentando a trajetória e as contribuições do bailarino e coreógrafo Rubens Barbot (1949-2022) para a dança contemporânea no Brasil. A exposição realizada em parceria com o Terreiro Contemporâneo é uma homenagem ao legado do renomado bailarino e coreógrafo. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Amanda Bonan\, com os curadores assistentes Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos\, além do curador convidado Gatto Larsen\, que foi parceiro de vida de Barbot.
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SUMMARY:"A inconstância da forma" de Elizabeth Jobim na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Elizabeth Jobim\, Sem título\, 2005. Coleção Adriana Calcanhotto – Divulgação Casa Roberto Marinho\n\nO título instigante sublinha a capacidade que sua produção possui de manter em movimento uma linguagem pessoal cuja estabilidade consiste em acolher e retransformar tendências aparentemente antagônicas da arte contemporânea.Ao optar por uma organização que não privilegia a ordem cronológica o curador Paulo Venancio instiga o visitante a perceber as afinidades\, tensões e contrastes nos diversos momentos do percurso da artista. Os desenhos\, pinturas\, objetos e ocupações espaciais compartilham\, além de suas belezas intrínsecas\, a liberdade de criar e nos surpreender. Do gesto e das representações da pedra\, um dos mais básicos elementos recorrentes na poética de Beth Jobim\, emergem amplos horizontes.É estreita a relação da artista com a coleção Roberto Marinho: um belo volume seu na fachada valoriza a arquitetura da Reserva Técnica\, assim como em 2021 fez uma cuidadosa curadoria das ripas de Ione Saldanha conferindo-lhes individualidade onde antes apreciava-se sobretudo o conjunto.Agora\, a artista recorre não só a obras de nosso acervo\, como também a outras de sua propriedade\, para traçar uma biografia visual e afetiva que abarca trajetória\, influências e interlocuções com seus pares geracionais. Sua casa\, aquela da arte\, é a nossa Casa e assim por diante…Lauro CavalcantiDiretor-ExecutivoCasa Roberto Marinho
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SUMMARY:"Panta Rei sobre a Estrata" de Sophia Loeb na Carpintaria
DESCRIPTION:Sophia Loeb\, “O véu sobre a terra se reveste de fogo”\, 2025 – Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Panta Rei sobre a Estrata\, primeira exposição individual de Sophia Loeb no Brasil\, com abertura no dia 5 de junho\, na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne um conjunto de novas pinturas que exploram camadas e estratos matéricos em transformação.  \nNascida no Brasil e radicada em Londres\, Sophia Loeb cria pinturas que evocam ampliações de processos biológicos imperceptíveis\, ou traduções de erupções cósmicas  estabelecendo uma ponte entre ambientes siderais e microscópicos. Tons vibrantes e contrastes marcados revelam a importância das reverberações sensoriais em sua obra\, atraindo o espectador para um campo visual tátil e magmático. \nO processo da artista é dinâmico e imersivo: as telas são giradas\, inclinadas e trabalhadas a partir de múltiplos ângulos\, enquanto os materiais — pigmentos líquidos\, em pó e bastões a óleo — são sobrepostos\, raspados e retrabalhados em constante diálogo com a superfície. Guiada pela própria matéria\, cada cor é aplicada com gestos que denotam o interesse da artista pelo envolvimento corporal. Essa consciência tem origem em seu trabalho inicial como escultora — disciplina da qual retira a fisicalidade e o toque —\, resultando em composições densas e volumosas\, que sugerem fenômenos geológicos e deslocamentos minerais.  \nA recente mudança de Loeb para um ateliê em São Paulo provocou uma transformação em sua paleta e despertou uma nova atenção às condições atmosféricas específicas da cidade. Em sintonia com o clima local\, elementos como chuva\, vapor\, umidade e estados aquáticos surgem como estruturas de sensações e ritmos formais. \nEm Seu olhar me fascina (2025)\, a artista pinta uma composição em paleta crepuscular com contornos  ameboides circulando o que poderia ser um corpo d’água\, banhadas por uma luz azul profunda. A obra é temática e formalmente líquida\, com passagens calmas e turbulentas que fluem e refluem no espaço pictórico. \n“Suas telas não fixam uma imagem: sustentam o que vibra\, o que muda\, o que ainda não encontrou contorno. A superfície se torna um campo de relação entre cor\, corpo e tempo — espaço onde o visível é instável\, e a forma\, sempre provisória. Ao insistir na processualidade\, sua obra afirma uma ética do contato: em vez de impor\, escuta; em vez de fixar a forma\, sustenta sua permeabilidade e impermanência. Seus trabalhos parecem acompanhar o que se move — abrindo brechas para presenças que ainda não têm nome\,” escreve Ana Roman\, curadora e escritora\, no ensaio crítico que acompanha a exposição.
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LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"DES_IGUAL" de Ivani Pedrosa na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Ivani Pedrosa – Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA exposição DES_IGUAL apresenta um recorte do trabalho de Ivani Pedrosa voltado para questões atuais e urgentes\, como os conflitos mundiais\, os efeitos da globalização e os limites entre identidade e território. A partir da observação do cotidiano e das transformações profundas do “estar no mundo”\, a artista constrói séries que desdobram diferentes temas com consistência poética e formal. Entre elas\, destacam-se: Espaço Amplificado\, Imagem Amplificada\, Controle\, Fronteiras\, Paisagem Possível\, A Joia da Coroa\, e Silêncio.Em DES_IGUAL\, Ivani parte de um gesto simbólico e visual: a desconstrução de bandeiras nacionais de países em conflito\, cujas cores e formas são reorganizadas em composições pictóricas delicadas\, sugerindo novos estandartes possíveis. O que antes representava divisão e disputa é ressignificado em beleza e diálogo. Ao evitar o confronto direto\, a artista propõe caminhos sutis de reflexão sobre pertencimento\, alteridade e paz.A exposição ecoa o conceito de “infamiliar” proposto por Freud — a presença do estranho no lugar do que deveria ser acolhedor — e retoma uma linha de investigação sobre o “Narciso Contemporâneo”\, onde o “eu” se sobrepõe ao coletivo\, seja em indivíduos ou em nações. Nesse contexto\, a arte surge como território de resistência sensível\, capaz de abrir brechas de significado diante do colapso simbólico do mundo.A mostra se completa com obras silenciosas e esculturas que evocam a ideia de ninho\, ovo e espelhamento. São formas que falam de abrigo\, origem e encontro — elementos fundamentais para pensar o estar-no-mundo\, individual e coletivamente.Como respiro final\, a artista insere uma citação de Mia Couto\, pela voz do personagem João Sabão\, que reverbera o espírito da mostra: “Encheram a terra de fronteiras e carregaram o céu de bandeiras. Mas só há duas nações — a dos vivos e a dos mortos.”
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SUMMARY:"V&P [vermelho&preto]" na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Filipi Dahrlan – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNa exposição V&P [vermelho&preto]\, o encontro entre duas cores fundamentais — o vermelho e o preto — revela um território de intensidade\, contraste e significados múltiplos. Cada artista aqui presente explora essas cores como matéria e linguagem\, seja no embate visual entre elas\, seja em sua presença isolada e absoluta. \nO vermelho pulsa: é urgência\, corpo\, paixão\, perigo\, luta. O preto concentra: é silêncio\, sombra\, profundidade\, resistência. Na convivência ou na solidão dessas cores\, surgem tensões que atravessam o campo estético e tocam o simbólico e o político. \nAs obras de Anna Bella Geiger\, Anna Dantas\, Caligrapixo\, Filipi Dahrlan\, Gui Machado\, Lica Cecato\, Mazzuchini e Regina Silveira formam um percurso onde o olhar é provocado a reconhecer no gesto\, na superfície e na ausência de cor uma afirmação sensível. V&P é mais que uma paleta restrita — é um convite a escutar os ecos do visível\, a perceber o não-dito\, a sentir o impacto daquilo que\, em vermelho e preto\, se insinua ou grita.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Inventário Parcial" de Luiz Dolino no MAC Niterói
DESCRIPTION:Luiz\, Dolino\, “Polichinelo”\, 2021 – Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 14 de junho\, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói inaugura importante mostra do artista Luiz Dolino\, “Inventário Parcial”\, que contemplará telas de grandes dimensões produzidas recentemente\, entre 2020 e 2025\, exibidas em conjunto com algumas obras concluídas há 45 anos. Curado por Monica Xexéo\, o evento tem sabor de dupla comemoração para o artista: além de estar completando 80 anos de vida\, com esta exposição Dolino retorna à cidade onde foi criado\, com a qual mantém forte vínculo. Na ocasião da abertura será lançado o livro de mesmo título\, contendo ilustrações e textos de críticos arte\, artistas e amigos pessoais\, como Carlos Drummond de Andrade\, Nélida Piñon\, Frederico Moraes e Leonel Kaz. \nCom mais de cinco décadas de carreira no Brasil e tendo percorrido países mundo afora (Espanha\, Portugal\, Grécia\, Áustria\, Perú\, Uruguai\, Argentina)\, o artista plástico fluminense Luiz Dolino tem o trabalho reconhecido pela abstração geométrica. Marcadas pelo uso de cores e justaposições criativas\, suas telas se destacam pela combinação que ele\, como artista com formação também em ciências exatas\, faz com singular precisão. Na casa-ateliê em Petrópolis\, no meio da natureza exuberante\, a produção segue em ritmo enérgico\, como o espectador poderá testemunhar na mostra que ficará em cartaz até o dia 24 de agosto\, ocupando o mezanino do museu.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
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SUMMARY:"Ano luz" de Detanico Lain na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Detanico Lain\, “Desmesura (Nuvens)”\, 2022 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 26 de junho\, das 19h às 22h\, a Silvia Cintra + Box 4 inaugura Ano luz\, nova individual de Detanico Lain na galeria em parceria com a galeria Vermelho. A exposição conta com cinco séries nas quais a dupla adota a linguagem como sujeito e objeto de seu trabalho. As obras\, desenvolvidas em diferentes técnicas\, demonstram a dimensão poética e a diversidade do processo criativo dessa dupla\, trazendo a público um novo universo no qual códigos de representação e organização são revistos. \nUm dos destaques é a série O dia mais curto\, o dia mais longo\, na qual Detanico e Lain representam os solstícios de inverno e verão em diferentes localidades. Aqui vemos as representações da luz e sombra incidentes sobre Porto Alegre nessas duas ocasiões durante todas as 24 horas de cada um dos dias\, representadas com suas pinturas murais com 24 faixas de diferentes intensidades\, do preto ao branco. Na parede oposta\, encontramos a série Nuvens (2022)\, um conjunto de 9 imagens de nuvens brancas sobre fundo azul. À distância\, o visitante pode\, como em um jogo\, procurar formas nas nuvens\, mas\, ao se aproximar\, vê que\, na verdade\, as nuvens são feitas de letras que formam palavras. Os vocábulos\, espalhados pelas manchas\, também exigem alguma investigação para desvelar a palavra que lá está. \nSeus trabalhos refletem o fascínio que eles dividem com a capacidade humana de contemplar o mundo ao seu redor e além. Imbuídas de referências científicas\, matemáticas e literárias\, suas obras aplicam temas de tempo\, espaço\, memória e o infinito além. \nOs artistas Angela Detanico e Rafael Lain utilizam o Helvetica Concentrated — um sistema de escrita criado por eles em 2004\, em colaboração com Jiří Skála\, que transforma cada caractere da fonte Helvetica de 1957 em um ponto correspondente à sua massa — em duas de suas séries. Na série Nome das Estrelas\, eles usam esse sistema para transcrever os nomes das 287 estrelas listadas no “Catálogo de Estrelas Brilhantes do Observatório da Universidade de Yale”. Ao sobrepor as letras em forma de ponto\, Detanico Lain criam imagens que representam a vibração da luz das estrelas: quanto mais extenso o nome\, mais brilhante a imagem resultante\, e nomes mais curtos geram imagens mais escuras. A dupla também emprega o Helvetica Concentrated em sua série\, Corpos Celestes\, lançada em 2024 no Centre Pompidou\, em Paris\, por ocasião da indicação dos artistas ao Prix Marcel Duchamp. Esta série celebra os 20 anos do sistema de escrita\, aprofundando a exploração da relação entre linguagem\, imagem e o cosmos por meio da tridimensionalização desse pensamento\, em que as obras\, penduradas no teto\, orbitam o espaço da galeria. \nSeguindo o pensamento dos artistas em desenvolver uma série de sistemas de escrita\, a mostra conta com uma obra da série Radiante\, na qual a palavra “sol” é escrita em diferentes idiomas\, de acordo com um gráfico que simula os raios do sol. Para cada quadrante desse gráfico\, os artistas atribuem uma letra. Cada módulo/letra é reproduzido em madeira folheada a ouro. No caso da exposta\, “Nar” é a palavra mongol para sol. \nPor fim\, a obra Time square nos fascina por sua representação inusitada do tempo. Nela\, quatro relógios são dispostos de forma que seus ponteiros se alinham para formar um quadrado. Essa criação vai além de simplesmente marcar as horas; ela explora a interseção entre o tempo cronológico e a forma geométrica\, convidando o observador a refletir sobre como percebemos e medimos o tempo. Ao transformar a fluidez dos ponteiros em uma figura estática\, a obra brinca com a nossa expectativa e oferece uma nova perspectiva sobre a passagem do tempo.
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SUMMARY:"Falsas expectativas" de Alexandre Nitzsche Cysne na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Alexandre Nitzsche Cysne – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 3 de julho\, a Cavalo inaugura Falsas expectativas\, primeira exposição individual de Alexandre Nitzsche Cysne no Rio de Janeiro. Atualmente baseado em Paris\, o artista apresenta uma série de obras inéditas e outras revisitadas. São trabalhos compostos por objetos do cotidiano que atravessam o meio doméstico e urbano\, e que foram identificados e coletados em suas caminhadas entre o Brasil (seu país de origem)\, e a França (país onde reside no momento). \nExpectativas existem para serem quebradas: é um desejo projetado quanto ao que é impossível prever e controlar. Nitzsche Cysne parte dessa premissa para ocupar o espaço da galeria\, a fim de agir como ponte entre as possíveis histórias guardadas nesses materiais comuns. \nNão são somente as marcas de um relato individual que o artista revela\, mas as lacunas e os percalços que dão margem a outras origens e destinos quanto ao que é revisitado enquanto obra. Ao transpor a ordem do íntimo para o espaço expositivo\, Alexandre propõe diluir essas narrativas em um campo limítrofe\, onde o real e o fantástico se confundem e se complementam. Na Cavalo\, essas operações visam reconstruir uma casa peculiar a partir de múltiplos fragmentos\, fissuras ou retalhos de outras moradas\, artefatos urbanos\, personagens secundários que outrora não estariam juntos\, e relíquias familiares. \nNesse sentido\, quase em um processo alquímico\, borrachas escolares usadas se transformam em cascalhos\, asas de mariposa se relacionam com pentes feitos de chifre de boi\, e em uma das obras o artista supõe as cores do tapete da casa de sua avó\, que veio a desbotar por completo com o decorrer das décadas. \nNitzsche é regido pela lei dos encontros. Seu intuito com a mostra é erguer dúvidas ao espectro do familiar. Explicitar o sacro que reside no corriqueiro\, evocar o véu de melancolia que paira sobre lembranças que de pessoas tem de coletivas\, e entender a multiplicidade que compõe nossos entornos\, para assim poder molda-la e preenche-la por meio dos olhos do observador. \nFalsas expectativas almeja celebrar em comunhão a vida que resiste nas coisas do mundo.
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LOCATION:Galeria Cavalo\, Rua Sorocaba\, 51 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"A Escolha do Artista" de Luiz Aquila na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Luiz Aquila\, pintura da série Bandeira. Imagem/Divulgação\n\n\n\n\nDando continuidade e complementando a exposição no Paço Imperial que foi inaugurada em junho\, Luiz Aquila abre\, quase simultaneamente\, “A Escolha do Artista”\, no dia 10 de julho\, na Galeria Patrícia Costa. Junto à galerista que o representa há mais de 20 anos\, desta vez ele mesmo selecionou o conjunto de obras que ocupará o espaço em Copacabana\, até o dia 9 de agosto. \nMantendo um ritmo de criação constante e profícuo\, Aquila vem se dividindo entre a serra de Petrópolis e o novo ateliê na Praia de Botafogo\, onde tem passado mais dias na semana. A mudança de ares reiterou sua fonte de inspiração. \n“Desde que eu retomo a pintura de uma maneira mais gestual e espontânea\, no final dos anos 70\, a minha grande influência é o Rio. A forma orgânica das montanhas\, a própria arquitetura\, a maneira como se circula pela cidade… o simples fato de caminharmos sobre calçadas de Roberto Burle Marx\, que considero o maior artista brasileiro. Todo esse movimento e formas cariocas influenciam demais o meu trabalho\, mas não de uma forma realista. O Rio mexe com a minha ‘inner scape’\, a minha paisagem interior”. \nO texto de parede da exposição\, “Lição de Pintura” de autoria de João Cabral de Melo Neto\, aponta a maneira de Aquila pensar a própria arte. “Quadro nenhum está acabado\, disse certo pintor; se pode sem fim continuá-lo\, primeiro\, ao além de outro quadro que\, feito a partir de tal forma\, tem na tela\, oculta\, uma porta que dá a um corredor que leva a outra e a muitas outras” pode ser uma metáfora para a constante busca do artista. Segundo Aquila\, o pintor\, como um velho fauno\, está à procura da pintura. Em novembro\, embarca para Brasília para abrir outra nova mostra. \nPara essa exposição\, foi produzida uma trilogia pensando na bandeira brasileira\, com releituras em que cada uma das três telas possui uma cor predominante de verde\, azul e amarelo: “É o resgate da minha bandeira”\, afirma. \nSomam-se à série mais dez pinturas\, além de nove trabalhos em técnica mista sobre cartão\, todos recentes.
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LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
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SUMMARY:"Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Vicente do Rego Monteiro\, “Bicho”\, 1925 – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA trajetória de Vicente do Rego Monteiro\, artista entre continentes\, entre tempos e entre linguagens\, ganha nova leitura sob a curadoria do também artista Paulo Bruscky. Após itinerar por São Paulo\, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro com núcleo documental inédito\, apresentando ao público brasileiro\, pela primeira vez\, a dimensão visual e poética de um modernista muitas vezes deslocado dos centros hegemônicos de consagração. \nA exposição “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)” articula mais de 100 documentos\, obras e registros que atravessam a vida e a obra de Rego Monteiro — pintor\, escultor\, editor e poeta — cuja atuação multifacetada se deu entre a capital pernambucana e o circuito europeu. Entre manuscritos\, caligramas\, pinturas\, livros\, cartas\, fotografias e cartazes\, o que emerge é uma obra que se desenha na dobra entre o arcaico e o moderno\, entre o gesto ameríndio e o experimentalismo gráfico. \nCom um recorte que dá ênfase à produção textual e visual do artista\, Bruscky revisita uma pesquisa que teve um ponto de inflexão na mostra no Centre Georges Pompidou\, em Paris\, em 2017. Incorporando obras e arquivos\, a exposição propõe não apenas uma retrospectiva\, mas uma reinterpretação do artista enquanto figura importante da modernidade brasileira. \nEntre os destaques estão as pinturas Bicho (1925) e Moderna Degolação de São João Batista\, esta última gentilmente cedida pelo MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Há ainda livros de artista concebidos por Vicente antes mesmo da consolidação desse termo\, discos\, baralhos e um conjunto de caligramas que antecipam a estética concretista. \nVicente\, que editava em Paris e imprimia em Recife\, é figura emblemática de um modernismo lateral — que não se organiza pelo eixo Rio-São Paulo\, mas por uma cartografia própria\, onde a cerâmica marajoara\, o cubismo e a estampa japonesa coexistem. Como escreve Bruscky: “foi talvez o mais arcaico e\, por isso mesmo\, o mais moderno entre os modernistas”. Um artista cujos gestos são inseparáveis da multiplicidade cultural do país que habitou em trânsito. \nA mostra se ancora ainda no catálogo “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)”\, que inclui textos para a compreensão da obra do artista. Jorge Schwartz discute as interseções entre Vicente e o ideário antropofágico\, enquanto Gênese Andrade analisa sua produção a partir de retratos e autorrepresentações\, ampliando a leitura sobre sua atuação nas artes visuais e na poesia. \nA iniciativa da Danielian Galeria\, em promover a itinerância e ampliar o acesso ao acervo documental de Vicente do Rego Monteiro\, inscreve-se num momento importante de revalorização das margens da modernidade. Não por acaso\, é Paulo Bruscky — o mais importante artista arquivista da arte correio na América Latina — quem conduz esse gesto: um artista arquivando outro\, em espiral.
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SUMMARY:"Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco" na Carpintaria
DESCRIPTION:Wanda Pimentel\, Sem título\, da série Animais preto & branco. Foto: Eduardo Ortega / DDM\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco\, com abertura dia 16 de agosto na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne\, pela primeira vez\, a série Animais Preto e Branco\, um conjunto de desenhos em preto e branco realizados nos primeiros anos de sua trajetória. Criadas entre 1965 e 1967\, essas obras dão a ver um período formativo de experimentação\, marcando o surgimento da linguagem visual singular de Pimentel. \nCom traços agitados e vigorosos\, numa paleta restrita\, Pimentel desenhou animais\, alguns identificáveis\, outros inventados\, cujas formas pulsam\, serpenteiam e vibram em meio a emaranhados gráficos de rabiscos e marcações. Besouros\, cangurus\, tatus\, tartarugas\, morcegos\, girafas\, corujas e macacos aparecem retratados com uma mão investigativa\, como se a artista explorasse as texturas de pelos\, penas\, escamas e peles\, apenas para distorcer suas formas e padrões nos espaços alucinatórios de seu bestiário estilizado. \nEssa faceta inicial da obra de Pimentel revela uma abordagem caligráfica mais livre\, na qual a superfície do papel é quase inteiramente ocupada\, vibrando com atividade visual — em contraste agudo com sua produção posterior\, de orientação geométrica\, baseada numa espacialidade rigorosa definida pelo vazio articulado às representações precisas de objetos e partes do corpo. Como propõe a historiadora da arte Vera Beatriz Siqueira em seu ensaio para a exposição: “Em Wanda\, os animais parecem afirmar a base gráfica e a posição central conferida à linha\, que define questões de sua obra\, ao mesmo tempo que anunciam a questão temática e plástica do ‘envolvimento’\, das relações entre criaturas\, objetos e seus ambientes — centrais em seu trabalho.” \nA obra Sem título (da série Envolvimento) (1969) da artista foi recentemente incorporada à coleção permanente do MoMA\, e integrou a exposição Vital Signs: Artists and the Body organizada por Lanka Tattersall em 2024\, na mesma instituição. Pimentel está atualmente em exibição na mostra Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração\, 1960-70\, na Pinacoteca em São Paulo.
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SUMMARY:"ANIMALIA BIOCONCRETA" de Franklin Cassaro na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Franklin Cassaro – Divulgação\n\n\n\n\nFranklin Cassaro apresenta em “ANIMALIA BIOCONCRETA” uma produção com mais de 50 obras\, com destaque para a série Animal Fractal\, pinturas com acrílica iridescente (com partículas de mica) papel Canson\, e mordidas do artista. \nNa abertura no dia 26 de Agosto\, o artista irá apresentar o ato escultórico: Abrigo Mar Azul\, sua obra inflável em papel celofane que ocupa mais de 3 metros\, causando impacto e surpresa ao espectador. Os atos do artista estarão presentes na abertura e ao longo da exposição em datas programadas. \n“Trinta e cinco anos atrás\, em Outubro de 1988\, Franklin Cassaro inaugurava no Rio de Janeiro sua primeira exposição individual na celebrada Galeria Macunaíma da Funarte\, seguida em São Paulo da mostra AR\, no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP). Em ambas as oportunidades estava ali o début de um artista audacioso\, intenso e profundo\, não afeito a modas\, convenções ou padrões impostos pelo mercado de arte. O impacto causado pela grande e única bolha vermelha em papel celofane\, seu primeiro inflável\, ocupando todo espaço da pequena galeria do Rio\, ou o grande tubo vermelho no museu de São Paulo\, já traziam o prenúncio de alguns elementos da linguagem sutil\, sua necessária interação com o espectador e seus aspectos corpóreos. Desde então tem exibido e performado suas criações em várias capitais do país\, em renomadas instituições públicas e privadas\, tendo cruzado diversos países como Estados Unidos\, Alemanha\, Austrália\, Espanha\, Suécia\, Inglaterra\, Áustria\, Itália\, Porto Rico\, Cuba e México (…)” \nLuiz Chrysostomo de Oliveira Filho
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SUMMARY:"TRILOGIAS" de Leonora Weissmann na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Leonora Weissmann – Divulgação\n\n\n\n\nA mineira Leonora Weissmann fala de sua produção: “Em meu processo as imagens surgem a partir de necessidades nemsempre claras a princípio\, mas logo estabeleço uma rede de conexões que formam algum eixo. A primeira pintura desse recorte\, intitulado posteriormente ‘A pequena idade do gelo’\, surgiu na exposição Estranho Mundo Próximo. \nTrata-se de uma fase\, ou momento que creio ser a pequena idade do gelo de minha própria pintura. A pintura tem os seus períodos\, necessidades e\, porque não\, climas. \nA paisagem de neve me fascina desde a infância quando via os quadros de Peter Bruegel o Velho\, em especial ‘Os caçadores na neve’ e ‘Paisagem de Inverno com patinadores e armadilha para pássaros’. Naturalmente são imagens instigantes\, por serem cenas de neve cheias de crianças\, por possuírem uma estranheza hipnótica com seus mil detalhes e simbolismos. \nAlém das questões simbólicas e inconscientes que me levaram a pintar essas imagens\, o branco em contraste com o preto\, o recorte que a luz clara da neve gera nas composições fazem os elementos como galhos\, pedras\, pássaros e pessoas virarem linhas e silhuetas sobre a tela\, como um desenho. A pintura torna-se mais gráfica. É fascinante. \nAs figuras\, em sua maior parte crianças\, em minha ‘pequena idade do gelo’ parecem\, em algum momento\, astronautas em um planeta desconhecido\, explorando a paisagem\, a superfície\, buscando constantemente algo que não se apresenta. \nElas apontam para caminhos possíveis. \nA partir das pinturas comecei a fazer intervenções nos livros e gravuras de Bruegel com grafismos que chamo de ‘folhas e ossos’. São silhuetas de folhagens inventadas que criam um jogo entre a forma e a contra-forma. Ou vêem-se as folhas ou o vazado que na verdade é a forma e remete a ossos.
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SUMMARY:Exposição individual de Iole de Freitas na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Vista da exposição de Iole de Freitas\, 2025. Cortesia Silvia Cintra + Box 4\n\n\n\n\n\n\nA galeria Silvia Cintra + Box 4 apresenta a mais recente produção de Iole de Freitas\, em uma exposição individual que inaugura no dia 28 de agosto. \nDando continuidade à potente pesquisa que o público pôde experienciar na exposição “Fazer o ar”\, no Paço Imperial\, Iole nos convida a um novo mergulho em seu universo. As 18 obras\, todas inéditas\, revelam a maestria da artista em tensionar os limites dos materiais\, transformando a rigidez do aço e a delicadeza do papel em manifestações de uma força vital. \n\n\n\n\nA exposição articula o diálogo entre as aclamadas séries “Mantos”\, que ganham novas configurações na relação da pintura com areia e minérios\, como se fossem uma segunda pele\, e “Algas”\, cujas formas em aço inox flutuam no espaço. Como novidade\, a artista apresenta um conjunto de esculturas em aço inox que recebem uma delicada pintura artesanal\, adicionando novas camadas de cor e textura à sua sofisticada produção tridimensional. \nSerá uma oportunidade única de presenciar a evolução do trabalho de uma artista fundamental para a arte contemporânea brasileira.
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LOCATION:Galeria Silvia Cintra + Box4\, Rua das Acácias\, 104 – Gávea\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Além da Pintura" de Carlos Vergara na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Carlos Vergara – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nHá exatos 25 anos\, Carlos Vergara cultua o hábito de ir ao ateliê que mantém em um casarão em Santa Teresa\, religiosamente. Fruto dessa produção ativa e constante será mostrado em trabalhos inéditos na individual “Além da Pintura”\, que abre no dia 28 de agosto\, às 18h. Essa mostra guarda uma particularidade em especial: é a celebração de uma amizade longeva\, pois sela o encontro entre o artista\, a galerista Patrícia Costa e a curadora Vanda Klabin. Pioneiros da arte no Rio de Janeiro\, os três mantêm relação de longa data\, desde 1980\, e estarão reunidos em uma exposição pela primeira vez. Literalmente\, além da pintura. \nConhecido por desenvolver seus próprios pigmentos a partir de elementos naturais\, desta vez Vergara apresentará sua mais recente alquimia: uma tintura de nuances avermelhadas extraída do pau-brasil\, árvore que possui enraizada em seu ateliê. A matéria-prima também virou serragem para ele desenhar com uma seringa\, criando sutis relevos traçados em algumas telas. \nEssa técnica de pigmentação foi apresentada em novo terroir\, quando participou de uma residência artística no Château Cos d’Estournel (vinícola de Bordeaux)\, no primeiro semestre desse ano\, como parte da Temporada Brasil-França 2025. \n“O ateliê é o meu laboratório”\, afirma\, lembrando que os estilhaços de um vidro que se quebrou um dia desses foi incorporado em um quadro que será levado para essa exposição. \n“Eu adoro trabalhar\, não é uma obrigação”. \nA inspiração para tanta criatividade\, segundo ele\, “vem vindo”. “Do quadro anterior nasce o seguinte… às vezes surge um desafio que o trabalho anterior joga e eu tento resolver no seguinte. E é isso que faz andar”. \nOs trilhos dos bondes de Santa Teresa\, um dos ícones da cidade carioca onde está radicado desde a adolescência (Vergara nasceu em Santa Maria\, no Rio Grande do Sul\, em 1941)\, se fazem presentes em monotipias que também poderão ser vistas pelo público em “Além da Pintura”\, que terá um recorte com cerca de 16 trabalhos com diferentes suportes\, até 27 de setembro\, na Galeria Patrícia Costa\, em Copacabana – mesmo bairro que o artista escolheu para morar. \n“O artista presentifica um entrelaçamento de outros processos manuais\, uma escolha estética\, ao decalcar elementos naturais\, como o pigmento com suas texturas e propriedades\, carregado de história. Estar impregnado de gestos dos materiais que vêm da terra traz uma nova forma de expressão para a sua prática pictórica. Seus trabalhos são sempre atravessados pela pintura\, um processo que se confunde com uma depuração ou fusão com outros elementos\, com um embeber\, um provocar depósitos\, vestígios\, detritos ou fragmentos. Uma adesão aos puros pigmentos naturais e seus valores cromáticos\, que se deixam impregnar ou diluir\, de maneira aberta ao imprevisível\, como o próprio artista declarou\, ‘utiliza o acaso e a precisão’. A diluição do pigmento traz perturbações delicadas na superfície da obra\, como se estivessem à procura de uma outra instância para a sua existência\, um novo modo de ser\, uma nova significação\, como se relutasse em alcançar sua forma final. São pulsações diferenciadas\, irradiações impregnadas de valores cromáticos que flutuam e adotam comportamentos divergentes e o artista comentou que ‘as formas não mudam\, o que muda são as formas de olhar’”\, pontua a curadora e historiadora Vanda Klabin.    \n“Sua pintura permanece extremamente vigorosa\, plena e fluida\, seu universo discursivo sempre diversificado\, pulsante e propaga a sua imensa energia plástica\, continuamente desdobrada em inovações. Essa exposição amplia o entendimento sobre a trajetória do artista e da constituição de uma linguagem plástica brasileira\, com incessante fidelidade ao ato da pintura”.
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SUMMARY:"Rabo de Cavalo" de Junia Penido na Nonada ZS
DESCRIPTION:Obra de Junia Penido – Divulgação\n\n\n\n\nA Nonada em Copacabana acaba de estrear a exposição Rabo de Cavalo\, primeira individual de Junia Penido.  \nJunia Penido (1997 – Belo Horizonte\, Brasil) vive e trabalha em Belo Horizonte. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais\, onde desenvolveu pesquisa sobre as relações entre as práticas do ateliê de pintura e do canteiro de obras. \nA mostra conta com ensaio crítico de Ulisses Carrilho: “A pintura de Junia Penido se aproxima da opacidade como quem recusa a evidência do gesto claro\, a transparência do imediato ou a exuberância. O espectador é conduzido a uma zona de suspensão: velada\, a imagem se oferece\, mas não se deixa decifrar. Há algo do mistério que habita o corpo e do erótico que se funda não no falo\, mas no indeterminado\, no inapreensível. O enigma se instala como qualidade pictórica: nos enquadramentos\, um ponto de vista sorrateiro\, rasteiro\, um ponto de vista em quatro patas.”
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LOCATION:Nonada Zona Sul\, R. Aires Saldanha\, 24\, Copacabana\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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