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SUMMARY:"Guillermo Kuitca\, Chapelle" no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:Guillermo Kuitca. Chapelle\, 2024. Cortesia do Musée Picasso Paris.\n  \nA convite do Museu Nacional Picasso-Paris\, o artista argentino Guillermo Kuitca (n. 1961) criou uma obra site-specific na capela do Hôtel Salé. Desde sua intervenção na Bienal de Veneza em 2007\, Kuitca desenvolveu uma nova linguagem\, ecoando a arquitetura\, que o artista chama de “pintura cubistoide”\, na qual um conjunto de linhas que se cruzam\, como tantas dobras no plano\, é implantado diretamente nas paredes\, formando um novo espaço pictórico. Kuitca descreve seu lugar no “carrossel da arte moderna”: \n“Há muitos anos\, pintei quadros mostrando uma esteira rolante de bagagens. Acredito que a história da arte era o verdadeiro tema dessas pinturas. A arte seria esse carrossel; a obra de arte\, uma bagagem\, e os artistas\, passageiros. Enquanto esperamos por nossa bagagem\, nos fazemos uma série de perguntas: ‘Minha mala chegará e serei capaz de reconhecê-la entre outras semelhantes? E se eu pegasse a mala de outra pessoa\, estaria usando as roupas dela? Minha bagagem será destruída para sempre?’ Para mim\, essas perguntas são uma meditação sobre a herança. Elas também vislumbram um possível encontro com Picasso\, como se ele fosse\, afinal\, mais um passageiro.” \nPara Kuitca\, a pintura tem memória. Por meio desses experimentos\, ele se conecta com a história da arte moderna\, invocando o cubismo como o traço de um movimento que opera como uma difração da realidade\, a construção de um espaço imaginário. Esta instalação site-specific foi generosamente apoiada pela galeria Hauser & Wirth. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Musée Picasso Paris\, 5 rue de Thorigny\, Paris\, França
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SUMMARY:"Philippe Perrot" no Musée d'Art Moderne de Paris
DESCRIPTION:Philippe Perrot\, Sem título\, 2005. Crédito: Aurélie Dupuis/Azentis Technology\n\n\n\n\nNascido em 1967\, Philippe Perrot cresceu na periferia de Paris. Aos quinze anos\, descobriu a literatura francesa do pós-guerra e mergulhou nos escritos de Antonin Artaud. Apaixonou-se por Pier Paolo Pasolini e pela Nova Vaga italiana\, ingressando em uma escola de cinema. Por meio de vídeos curtos\, o artista começou a explorar o universo familiar e as feridas de sua infância. A partir dos anos 1990\, abandonou o cinema para se dedicar\, como autodidata\, à pintura — sem\, no entanto\, abrir mão dos temas centrais que atravessam toda a sua obra. Perrot faleceu em 2015\, aos 48 anos\, em decorrência de uma longa doença. \nA pintura de Philippe Perrot dá corpo ao sonho e ao inconsciente. Em suas telas\, personagens flutuantes e debilitados encenam dramas íntimos orbitando figuras tutelares como o pai ou a mãe. Seus quadros são representações de estados de alma\, visões complexas oriundas de alucinações cotidianas e segredos de família reprimidos. Esses traumas\, porém\, são suavizados pela constante intrusão de elementos burlescos inspirados no universo dos desenhos animados\, que\, segundo o próprio artista\, aproximam a figuração de “uma piada de mau gosto”. Embora os títulos ofereçam algumas pistas para a compreensão das imagens\, as narrativas permanecem\, em geral\, desconcertantes e enigmáticas. \nPintadas a óleo sobre telas preparadas com pigmento amarelo ocre\, suas obras se caracterizam pela justaposição de vários micro-relatos em uma mesma composição. \nÀ semelhança de planos-sequência no cinema\, as imagens se encadeiam em narrativas que o espectador pode livremente interpretar. A iconografia violenta é acentuada por cores berrantes\, muitas vezes misturadas com desinfetantes farmacêuticos como betadina e eosina. A perturbação da perspectiva\, assim como a superposição de cenas e elementos díspares\, intensificam as tensões expressas nas obras e dificultam sua leitura linear. \nArtista discreto\, na contramão do mercado da arte contemporânea\, Philippe Perrot produziu pouco — cerca de três a quatro pinturas por ano. Seu corpo de trabalho se limita a 130 telas e aproximadamente o mesmo número de desenhos em toda a sua carreira. Graças a uma generosa doação\, seis obras do artista passaram a integrar\, em 2019\, as coleções do museu. Esta apresentação é complementada por diversos empréstimos provenientes de coleções particulares.
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LOCATION:Musée d’Art Moderne de Paris\, 11 Av. du Président Wilson Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Robert Doisneau: Instants Donnés" no Musée Maillol
DESCRIPTION:© Robert Doisneau\, Instants donnés\, no Musée Maillol\n\n\n\n\nPor meio de uma jornada notável composta por mais de 350 fotografias\, descubra a obra do renomado fotógrafo Robert Doisneau. \nA exposição Robert Doisneau. Instants Donnés marca o retorno das fotografias de Doisneau à cidade de Paris após anos de ausência. \nCerca de 400 imagens foram cuidadosamente selecionadas a partir das 450 mil que compõem o acervo. Ícones conhecidos se misturam a séries totalmente renovadas\, revelando a habilidade do fotógrafo em capturar a experiência humana em uma ampla variedade de contextos: a infância\, os artistas\, os escritores\, os cafés\, os anos na Vogue\, assim como a dureza e a gravidade da vida nos subúrbios… \nUMA CRIAÇÃO NOVA\, RARA E PESSOAL\nPartindo da realidade mais ordinária\, Robert Doisneau nos conduz a sua visão única do mundo ao seu redor. \nSeu olhar divertido sobre a infância. Seus subúrbios parisienses que passam do preto e branco à cor. As visitas íntimas aos ateliês de pintores e escultores; a exploração da moda e do luxo no pós-guerra durante os anos na Vogue. São tantos temas que\, com uma atenção sempre minuciosa\, oferecem um comentário social sobre um mundo áspero e implacável\, com o qual o fotógrafo mantinha profunda solidariedade. \nAo longo de um percurso excepcionalmente rico\, o público poderá descobrir objetos pessoais e documentos pertencentes ao artista\, além de conteúdos interativos e audiovisuais. Também será apresentada sua produção publicitária — muitas vezes bem-humorada e amplamente desconhecida. \nLonge de um Doisneau nostálgico\, suas fotografias estavam enraizadas no presente e voltadas para o futuro. \nUM MUNDO REAL VISTO PELOS OLHOS DE UM SONHADOR\nA exposição Robert Doisneau. Instants Donnés oferece um verdadeiro encontro com o fotógrafo e seu universo criativo abundante. Seu olhar é marcado por um realismo poético\, que vê o mundo como ele é\, mas realça o maravilhoso. A mostra transmite um espírito que flutua entre a leveza e a gravidade\, entre o sonho e a realidade. \nSeja como reflexo de uma realidade melancólica ou como testemunho de uma alegria de viver irreprimível\, o impacto dessas imagens depende da história de cada um. Talvez essas fotografias — algumas das quais se tornaram universais — nos conduzam a um encontro mais profundo conosco mesmos… \nUma exposição concebida por uma curadoria coletiva envolvendo a Tempora e o Atelier Doisneau\, liderado por Annette Doisneau e Francine Deroudille\, filhas do fotógrafo\, em colaboração com o Musée Maillol.
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LOCATION:Musée Maillol\, 59-61 Rue de Grenelle\, Paris\, França
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SUMMARY:"Architectural Journey: Frank Gehry" no Foundation Louis Vuitton
DESCRIPTION:Projeto de Frank Gehry. “Architectural journey”\, desenhado em 1989. Cortesia da Fundation Louis Vuitton. \nBanhada pela luz natural proveniente de uma claraboia\, a exposição começa no Estúdio\, que exibe uma maquete original em escala\, ao redor da qual os visitantes podem caminhar antes de descobrir dois vídeos widescreen gravados com drones. \nPreparada em colaboração com as equipes de Frank Gehry em Los Angeles\, esta exposição permanente propõe um itinerário aberto aos visitantes. Assim como o próprio edifício\, que oferece múltiplos itinerários possíveis\, os visitantes são convidados a uma jornada arquitetônica que descreve e explica o processo que culminou em um edifício já reconhecido como um novo e importante monumento para Paris. \nEssa combinação cria uma experiência visual única\, oferecendo uma visão da beleza impressionante do edifício\, bem como de sua complexidade tecnológica. Os patamares com vista para o “cânion” apresentam elementos-chave essenciais para a compreensão do edifício: construção\, materiais\, design\, contexto em Paris. \nOs patamares podem ser acessados ​​pela única escada onde as paredes estruturais de aço foram deixadas expostas\, evocando o casco de um navio. Os visitantes também descobrem os esboços iniciais do projeto\, expressando a inspiração criativa do arquiteto\, que recebeu o prestigioso Prêmio Pritzker em 1989. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Fondation Louis Vuitton\, 8\, Avenue du Mahatma Gandhi Bois de Boulogne\, Paris\, França
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SUMMARY:"Lygia Pape: Weaving Space" no Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Lygia Pape. Baseado em “Ttéia 1\, C”\, 2003/2025. Cortesia de Bourse de Commerce. \n  \nA exposição “Lygia Pape. Tecendo o Espaço” é baseada em uma obra importante da Coleção Pinault\, a instalação de luz Ttéia 1\, C (2003/2025). Utilizando fios de cobre esticados pelo espaço\, ela mergulha o espectador em uma imersão sensorial\, onde a obra toma forma e ganha vida de acordo com o ângulo da luz e o movimento do visitante. Esta peça emblemática incorpora plenamente o conceito de “tecer o espaço” da artista brasileira\, redefinindo sua relação com o público. \nEsta primeira exposição individual de Lygia Pape na França reúne obras fundamentais para sua prática\, desde suas primeiras gravuras abstratas até seu majestoso Livro Noite e Dia III (1963-1976)\, além de uma seleção de seus filmes experimentais. Imbuída do contexto sociopolítico brasileiro\, a obra de Lygia Pape reflete um profundo compromisso com a transformação social\, no qual a fronteira entre arte e vida é constantemente reinterpretada. “Tecendo Espaço” presta homenagem ao seu desejo de criar uma nova forma de engajamento para o espectador\, ao mesmo tempo em que reinventa a própria linguagem da arte. \nNascida em 1927 em Nova Friburgo e falecida em 2004 no Rio de Janeiro\, Lygia Pape é\, ao lado de Lygia Clark e Hélio Oiticica\, uma das figuras mais importantes da vanguarda artística brasileira da segunda metade do século XX\, que concebe a arte não como um objeto acabado\, acabado\, mas como uma presença sensorial que interage com os sentidos e a consciência do visitante. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Bourse de Commerce\, 2 Rue de Viarmes Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Michel Paysant: See Monet" no Musée de l’Orangerie
DESCRIPTION:Michel Paysant. Sakura Noir\, 2024. Cortesia do Musée de l’Orangerie. \nO projeto\, intitulado DALY\, sigla para Dessiner Avec Les Yeux (Desenhando com os Olhos)\, é implementado com a ajuda de um rastreador ocular (um procedimento oculométrico que destaca a atividade ocular\, o caminho visual\, seus pontos de fixação e movimentos). Assim\, o olho\, e não a mão\, torna-se a ferramenta. Nos últimos trinta anos\, o artista colaborou com diversos laboratórios na criação dessas obras\, incluindo o Louvre\, o Centro Pompidou\, o MUDAM em Luxemburgo\, o Zentrum Paul Klee em Berna\, o Museu Dadu em Pequim\, o Nouveau Musée National em Mônaco e o Centre d’Art Verrier (CIAV) em Meisenthal. \nMichel Paysant concentra-se\, em particular\, na interpretação do patrimônio artístico\, revisitando a história da arte\, “observando” obras através do filtro de sua própria criação. Em 2022\, foi tomado pelo desejo de desenhar os Nenúfares de Claude Monet com os olhos. \nInicialmente\, talvez\, pela natureza paradoxal de tal ambição: querer desenhar pinturas enormes\, caracterizadas por seu escopo\, pela ausência de começo e fim\, consideradas no Ocidente como uma das certidões de nascimento de uma forma de pintura descentralizada\, “all-over”\, onde nenhuma parte da pintura tem primazia sobre a outra. \nOs movimentos oculares do artista transcrevem seu “cinema interior”\, ao qual ele então confere forma tangível. Desenhos em papel feitos com a ajuda de um plotter\, luzes criadas a partir de pontos de fixação do olhar no momento em que o artista descobre o painel Reflexos Verdes de Monet\, os pensamentos de Paysant desenham a obra em papel e tela\, objetos polimorfos onde as interações entre técnicas tradicionais e alta tecnologia redefinem o papel do observador\, da mão e do artista.A cultura da interdisciplinaridade está no cerne da sua imaginação: “as pontes que tento imaginar conectam arte\, design\, artesanato\, técnica\, novas tecnologias e alta tecnologia. Nem documentário nem ficção\, o objetivo é desenvolver uma estética do sonho\, uma visão. A revolução digital pareceu-me oferecer uma oportunidade de conectar todos esses campos em uma linguagem comum. Minha formação em inglês (sou um produto puro do Royal College of Art em Londres) moldou essa atitude interdisciplinar. É a razão pela qual evoluí tão livremente nas ciências exatas (nanotecnologias\, neurociências\, etc.) e nos projetos de pesquisa que desenvolvo com vidreiros (em Meisenthal)\, ceramistas e tecelões (no Zimbábue) […] O pensamento de um artista deve ir de uma margem à outra. Sem tabus ou especialização. A arte não tem nada a provar. Ela só precisa nos surpreender\, expandir o mundo e continuar a nos desnortear.” \nMichel Paysant expõe seu trabalho em museus há mais de trinta anos\, incluindo o Centro Pompidou\, o Museu do Louvre\, o Museu de Arte Moderna de Paris\, o Museu de Artes Decorativas de Paris\, o Museu Central em Utrecht\, o Zentrum Paul Klee em Berna\, o MUDAM em Luxemburgo\, a Galleria d’Arte Moderna em Bolonha\, o Museu Nacional de Artes Visuais em Montevidéu\, a Galeria Nacional do Zimbábueem Harare\, o MACBA em Buenos Aires\, o Nouveau Musée National em Mônaco\, o Museu Nacional em Riad e a UCCA em Pequim\, bem como em centros de arte como o Brooklyn Bridge Space / Creative Time em Nova York\, a Mercer Union em Toronto\, a David Roberts Art Foundation em Londres\, o Bétonsalon à Paris\, a Sinagoga emDelme e o FRAC Picardy em Amiens… \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:"Berthe Weill: Art dealer of the Parisian Avant-garde" no Musée de l’Orangerie
DESCRIPTION:Raoul Dufy. 30 ans ou la Vie en rose\, 1931. Cortesia do Musée de l’Orangerie. \nEm 1901\, Berthe Weill abriu uma galeria na Rue Victor-Massé\, 25\, no bairro de Pigalle. Ela optou por se relacionar com artistas de sua época\, ajudando-os a se destacarem e contribuindo para o desenvolvimento de suas carreiras\, apesar de seus recursos limitados. Alguns dos maiores nomes da arte de vanguarda estavam entre eles\, juntamente com outros menos conhecidos hoje. Com entusiasmo e perseverança inabaláveis\, ela foi sua porta-voz e os apoiou por quase quarenta anos\, até o fechamento de sua galeria em 1940\, no contexto da guerra e da perseguição aos judeus. Em 1933\, publicou suas memórias de três décadas de atividade sob o título “Pan! Dans l’œil…” (“Pu! Bem no Olho”)\, uma obra pioneira neste gênero literário. \nNo entanto\, o nome de Berthe Weill\, que quase caiu no esquecimento por um tempo\, ainda não brilhou no firmamento dos negociantes de arte\, onde Daniel-Henry Kahnweiler\, Paul e Léonce Rosenberg\, Ambroise Vollard e Paul Guillaume ocupam um lugar de destaque. \nA exposição\, organizada pelo Museu de Arte Grey\, em Nova York\, pelo Museu de Belas Artes de Montreal e pelo Museu de l’Orangerie\, em Paris\, visa destacar um capítulo ainda pouco conhecido da história da arte moderna. No início do século\, Berthe Weill se comprometeu a apoiar artistas sob o lema “Place aux jeunes” (Abram caminho para os jovens)\, que estava impresso em seus cartões de visita. De Picasso (cujas obras ela ajudou a vender antes mesmo da abertura de sua galeria) a Modigliani (cuja única exposição individual em vida ela organizou em 1917)\, ela participou do reconhecimento do fauvismo\, apresentando regularmente exposições de obras do grupo de alunos de Gustave Moreau reunidos em torno de Matisse. Um pouco mais tarde\, ela se envolveu com os cubistas e os artistas da Escola de Paris em batalhas pela arte e pelo surgimento de suas novas formas\, bem como contra o conservadorismo e a xenofobia. Apesar das vicissitudes da fortuna\, seu interesse por jovens artistas nunca vacilou e ela foi feroz em sua defesa de figuras muito diferentes\, algumas das quais não pertenciam a nenhum movimento específico\, dando-lhes uma chance organizando uma ou mais exposições. Ela também promoveu uma série de artistas mulheres\, sem preconceito de gênero ou escola\, de Émilie Charmy\, cujo trabalho ela expôs regularmente de 1905 a 1933 e a quem ela descreveu como uma “amiga de uma vida inteira”\, a Jacqueline Marval\, Hermine David e Suzanne Valadon\, que era muito conhecida do público na época. Em 1951\, ano de sua morte\, ela havia apresentado mais de trezentos artistas nos quatro endereços sucessivos de sua galeria: 25 Rue Victor-Massé; 50 Rue Taitbout de 1917; 46 Rue Laffitte\, de 1920 a 1934\, e finalmente 27 Rue Saint-Dominique. Ela organizou centenas de exposições até o fechamento definitivo de sua galeria em 1940. \nEsta exposição faz parte de uma série iniciada em 2023 com Modigliani\, um Pintor e seu Negociante\, dedicada ao mercado de arte e que teve como objetivo destacar os mecanismos por trás do surgimento das vanguardas do século XX e as figuras frequentemente notáveis ​​que moldaram seu funcionamento interno. \nA exposição apresentará aos visitantes a carreira e a personalidade da negociante por meio de sua contribuição para diversos eventos que marcaram a história da arte. Também traçará a vida de uma galeria na primeira metade do século XX\, em sua continuidade e vicissitudes. Cerca de centenas de obras\, pinturas\, esculturas\, desenhos\, gravuras e joias evocarão as exposições organizadas por Berthe Weill e o contexto histórico em que ocorreram. Assim como aconteceu na Galeria B. Weill\, obras de Pablo Picasso\, Henri Matisse\, Diego Rivera e Amedeo Modigliani conviverão com outras de Emilie Charmy\, Pierre Girieud e Otto Freundlich\, pintando o retrato de uma mulher e sua ação. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Musée de l’Orangerie\, Jardin Tuileries Paris Département de Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Minimal" no Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Pinault Collection\, 2025. Cortesia de Bourse de Commerce. \nA exposição “Minimal” explora a evolução global e internacional deste movimento\, que desde o início da década de 1960 reconsiderou radicalmente o status da obra de arte. \nCaracterizado por uma economia de meios\, estética enxuta e uma reconsideração da posição da obra de arte em relação ao observador\, artistas da Ásia\, Europa\, América do Norte e do Sul desafiaram os métodos tradicionais de exibição. Essa abordagem convidava a uma interação mais direta e corporal com a arte\, integrando o observador e o ambiente à própria obra de arte. Embora essas transformações tenham se desdobrado de maneiras distintas em diferentes regiões\, elas compartilhavam um impulso comum de expandir a relação entre a obra de arte e o público. \nPor exemplo\, no Japão\, o movimento Mono-ha concentrou-se em reunir “coisas” em seus estados naturais e inalterados\, destacando a interdependência entre objetos\, espaço e observador. No Brasil\, artistas neoconcretos adotaram uma abstração mais sensual\, contrariando as formas rígidas da arte concreta e promovendo uma conexão íntima com o observador. Enquanto isso\, na Europa\, movimentos como o Zero na Alemanha e a Arte Povera na Itália expandiram os limites da escultura por meio de formas minimalistas e do envolvimento direto com o espaço\, enquanto nos EUA\, artistas minimalistas rejeitaram as técnicas composicionais tradicionais em favor da simplicidade e da materialidade. Apesar de enraizados em contextos locais\, esses desenvolvimentos surgiram simultaneamente\, desafiando a narrativa minimalista predominantemente americana. \nOrganizada em sete temáticas — Luz\, Mono-ha\, Equilíbrio\, Superfície\, Grade\, Monocromático e Materialismo — a exposição\, com curadoria de Jessica Morgan\, Diretora da Dia Art Foundation\, destacará esses desenvolvimentos artísticos únicos\, porém interconectados\, em todo o mundo\, com base em um conjunto excepcional de obras da Coleção Pinault\, com empréstimos adicionais da Dia Art Foundation e de outras coleções públicas e privadas. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:"In-situ Works" no Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Ryan Gander. Ever After: A Trilogy (I… I… I…)\, 2019. Cortesia de Bourse de Commerce. \nO desejo de promover um diálogo entre as obras de arte e seu contexto arquitetônico\, natural e urbano é\, de fato\, uma das principais características associadas à identidade dos museus da Coleção Pinault. Em Veneza\, os mármores e tetos pintados do Palazzo Grassi\, e as paredes e vigas de tijolos da Punta della Dogana\, interagem com os reflexos cambiantes da água. Esses elementos não padronizados\, que se poderia suspeitar que interferissem ou mesmo comprometessem a apresentação das obras de arte\, são\, ao contrário\, uma fonte de inspiração para os artistas. O ambiente também proporciona aos visitantes uma experiência artística única e contextualizada\, no “aqui e agora”. \nArtistas participantes: \nRyan Gander \nAutor de uma obra multifacetada\, Ryan Gander (nascido em 1976 em Chester\, Reino Unido) vive e trabalha em Londres. Ele utiliza uma vasta gama de mídias para questionar os mecanismos de percepção de uma obra de arte dentro de uma complexa relação entre realidade e ficção. A maior parte de sua produção explora\, de uma forma ou de outra\, ausência\, perda\, invisibilidade\, latência. Com Ever After: A Trilogy (I… I… I…) (2019)\, Ryan Gander encena um rato animatrônico gago\, aninhado em um buraco na parede\, surpreendendo os visitantes enquanto esperam o elevador. Preso em seu “loop” animado\, esse rato improvável\, condenado a viver ciclo após ciclo da mesma experiência até a exaustão\, nos encoraja a pensar e até mesmo sorrir sobre nossa própria condição. \nMartin Kippenberger \nUm estranho poste de luz fragmentado\, intitulado “Ohne Titel”\, parte de uma série de esculturas criadas em 1989 pelo artista alemão Martin Kippenberger\, entrelaçou-se à arquitetura da Bolsa de Comércio. Reunindo todos os vícios em sua melancolia anti-heroica\, os postes de luz de Kippenberger não apenas são distorcidos pela embriaguez\, mas suas lâmpadas vermelhas conduzem ao “Rotlichtviertel”\, o distrito da luz vermelha. Esses companheiros de perambulações noturnas tornam-se os alter egos do artista. Fiéis à atitude anticonformista de Kippenberger\, como escreve o historiador da arte Dider Ottinger: “Abertos a todas as metamorfoses\, suas convoluções simulam ideais corrompidos\, (…) mimetizam projetos gaguejantes. Uma serpente herética mordendo a própria cauda\, ​​o poste de luz torna-se a imagem de ambições abortadas\, a de um idealismo incurável.” \nPhilippe Parreno \nCom suas tonalidades intermitentes\, este “farol” traduz em código o mítico e inacabado romance homônimo de René Daumal (1908-1944)\, publicado postumamente em 1951. Esta sequência de luzes ilumina o céu parisiense\, traduzindo a história da fantástica e metafísica aventura de Daumal\, que narra a descoberta e a ascensão coletiva de uma montanha que une a terra ao céu. Uma busca sem fim\, uma aventura impossível\, uma metáfora para a arte e sua utopia. Philippe Parreno projetou uma nova versão desta instalação in-situ para a Bourse de Commerce\, retrabalhando e modificando uma de suas peças seminais\, criada originalmente em 2001. Mont Analogue está instalado no topo de um elemento arquitetônico único\, presente no local desde o Renascimento\, quando o edifício serviu como palácio de Catarina de Médici. Esta coluna\, símbolo tanto do poder real quanto da eminência esotérica (segundo a lenda\, os astrólogos da rainha\, notadamente Cosimo Ruggieri e Nostradamus\, observavam as estrelas ali)\, torna-se um farol a partir do qual o artista transmite outra mensagem à cidade. É na forma de um código misterioso que o artista nos convida a descobrir os mundos invisíveis\, possíveis e intangíveis da arte. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/in-situ-works-no-bourse-de-commerce/
LOCATION:Bourse de Commerce\, 2 Rue de Viarmes Paris\, Paris\, Paris\, França
CATEGORIES:Paris
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