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SUMMARY:"Guillermo Kuitca\, Chapelle" no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:Guillermo Kuitca. Chapelle\, 2024. Cortesia do Musée Picasso Paris.\n  \nA convite do Museu Nacional Picasso-Paris\, o artista argentino Guillermo Kuitca (n. 1961) criou uma obra site-specific na capela do Hôtel Salé. Desde sua intervenção na Bienal de Veneza em 2007\, Kuitca desenvolveu uma nova linguagem\, ecoando a arquitetura\, que o artista chama de “pintura cubistoide”\, na qual um conjunto de linhas que se cruzam\, como tantas dobras no plano\, é implantado diretamente nas paredes\, formando um novo espaço pictórico. Kuitca descreve seu lugar no “carrossel da arte moderna”: \n“Há muitos anos\, pintei quadros mostrando uma esteira rolante de bagagens. Acredito que a história da arte era o verdadeiro tema dessas pinturas. A arte seria esse carrossel; a obra de arte\, uma bagagem\, e os artistas\, passageiros. Enquanto esperamos por nossa bagagem\, nos fazemos uma série de perguntas: ‘Minha mala chegará e serei capaz de reconhecê-la entre outras semelhantes? E se eu pegasse a mala de outra pessoa\, estaria usando as roupas dela? Minha bagagem será destruída para sempre?’ Para mim\, essas perguntas são uma meditação sobre a herança. Elas também vislumbram um possível encontro com Picasso\, como se ele fosse\, afinal\, mais um passageiro.” \nPara Kuitca\, a pintura tem memória. Por meio desses experimentos\, ele se conecta com a história da arte moderna\, invocando o cubismo como o traço de um movimento que opera como uma difração da realidade\, a construção de um espaço imaginário. Esta instalação site-specific foi generosamente apoiada pela galeria Hauser & Wirth. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Musée Picasso Paris\, 5 rue de Thorigny\, Paris\, França
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SUMMARY:"Philippe Perrot" no Musée d'Art Moderne de Paris
DESCRIPTION:Philippe Perrot\, Sem título\, 2005. Crédito: Aurélie Dupuis/Azentis Technology\n\n\n\n\nNascido em 1967\, Philippe Perrot cresceu na periferia de Paris. Aos quinze anos\, descobriu a literatura francesa do pós-guerra e mergulhou nos escritos de Antonin Artaud. Apaixonou-se por Pier Paolo Pasolini e pela Nova Vaga italiana\, ingressando em uma escola de cinema. Por meio de vídeos curtos\, o artista começou a explorar o universo familiar e as feridas de sua infância. A partir dos anos 1990\, abandonou o cinema para se dedicar\, como autodidata\, à pintura — sem\, no entanto\, abrir mão dos temas centrais que atravessam toda a sua obra. Perrot faleceu em 2015\, aos 48 anos\, em decorrência de uma longa doença. \nA pintura de Philippe Perrot dá corpo ao sonho e ao inconsciente. Em suas telas\, personagens flutuantes e debilitados encenam dramas íntimos orbitando figuras tutelares como o pai ou a mãe. Seus quadros são representações de estados de alma\, visões complexas oriundas de alucinações cotidianas e segredos de família reprimidos. Esses traumas\, porém\, são suavizados pela constante intrusão de elementos burlescos inspirados no universo dos desenhos animados\, que\, segundo o próprio artista\, aproximam a figuração de “uma piada de mau gosto”. Embora os títulos ofereçam algumas pistas para a compreensão das imagens\, as narrativas permanecem\, em geral\, desconcertantes e enigmáticas. \nPintadas a óleo sobre telas preparadas com pigmento amarelo ocre\, suas obras se caracterizam pela justaposição de vários micro-relatos em uma mesma composição. \nÀ semelhança de planos-sequência no cinema\, as imagens se encadeiam em narrativas que o espectador pode livremente interpretar. A iconografia violenta é acentuada por cores berrantes\, muitas vezes misturadas com desinfetantes farmacêuticos como betadina e eosina. A perturbação da perspectiva\, assim como a superposição de cenas e elementos díspares\, intensificam as tensões expressas nas obras e dificultam sua leitura linear. \nArtista discreto\, na contramão do mercado da arte contemporânea\, Philippe Perrot produziu pouco — cerca de três a quatro pinturas por ano. Seu corpo de trabalho se limita a 130 telas e aproximadamente o mesmo número de desenhos em toda a sua carreira. Graças a uma generosa doação\, seis obras do artista passaram a integrar\, em 2019\, as coleções do museu. Esta apresentação é complementada por diversos empréstimos provenientes de coleções particulares.
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LOCATION:Musée d’Art Moderne de Paris\, 11 Av. du Président Wilson Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Robert Doisneau: Instants Donnés" no Musée Maillol
DESCRIPTION:© Robert Doisneau\, Instants donnés\, no Musée Maillol\n\n\n\n\nPor meio de uma jornada notável composta por mais de 350 fotografias\, descubra a obra do renomado fotógrafo Robert Doisneau. \nA exposição Robert Doisneau. Instants Donnés marca o retorno das fotografias de Doisneau à cidade de Paris após anos de ausência. \nCerca de 400 imagens foram cuidadosamente selecionadas a partir das 450 mil que compõem o acervo. Ícones conhecidos se misturam a séries totalmente renovadas\, revelando a habilidade do fotógrafo em capturar a experiência humana em uma ampla variedade de contextos: a infância\, os artistas\, os escritores\, os cafés\, os anos na Vogue\, assim como a dureza e a gravidade da vida nos subúrbios… \nUMA CRIAÇÃO NOVA\, RARA E PESSOAL\nPartindo da realidade mais ordinária\, Robert Doisneau nos conduz a sua visão única do mundo ao seu redor. \nSeu olhar divertido sobre a infância. Seus subúrbios parisienses que passam do preto e branco à cor. As visitas íntimas aos ateliês de pintores e escultores; a exploração da moda e do luxo no pós-guerra durante os anos na Vogue. São tantos temas que\, com uma atenção sempre minuciosa\, oferecem um comentário social sobre um mundo áspero e implacável\, com o qual o fotógrafo mantinha profunda solidariedade. \nAo longo de um percurso excepcionalmente rico\, o público poderá descobrir objetos pessoais e documentos pertencentes ao artista\, além de conteúdos interativos e audiovisuais. Também será apresentada sua produção publicitária — muitas vezes bem-humorada e amplamente desconhecida. \nLonge de um Doisneau nostálgico\, suas fotografias estavam enraizadas no presente e voltadas para o futuro. \nUM MUNDO REAL VISTO PELOS OLHOS DE UM SONHADOR\nA exposição Robert Doisneau. Instants Donnés oferece um verdadeiro encontro com o fotógrafo e seu universo criativo abundante. Seu olhar é marcado por um realismo poético\, que vê o mundo como ele é\, mas realça o maravilhoso. A mostra transmite um espírito que flutua entre a leveza e a gravidade\, entre o sonho e a realidade. \nSeja como reflexo de uma realidade melancólica ou como testemunho de uma alegria de viver irreprimível\, o impacto dessas imagens depende da história de cada um. Talvez essas fotografias — algumas das quais se tornaram universais — nos conduzam a um encontro mais profundo conosco mesmos… \nUma exposição concebida por uma curadoria coletiva envolvendo a Tempora e o Atelier Doisneau\, liderado por Annette Doisneau e Francine Deroudille\, filhas do fotógrafo\, em colaboração com o Musée Maillol.
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LOCATION:Musée Maillol\, 59-61 Rue de Grenelle\, Paris\, França
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SUMMARY:"Architectural Journey: Frank Gehry" no Foundation Louis Vuitton
DESCRIPTION:Projeto de Frank Gehry. “Architectural journey”\, desenhado em 1989. Cortesia da Fundation Louis Vuitton. \nBanhada pela luz natural proveniente de uma claraboia\, a exposição começa no Estúdio\, que exibe uma maquete original em escala\, ao redor da qual os visitantes podem caminhar antes de descobrir dois vídeos widescreen gravados com drones. \nPreparada em colaboração com as equipes de Frank Gehry em Los Angeles\, esta exposição permanente propõe um itinerário aberto aos visitantes. Assim como o próprio edifício\, que oferece múltiplos itinerários possíveis\, os visitantes são convidados a uma jornada arquitetônica que descreve e explica o processo que culminou em um edifício já reconhecido como um novo e importante monumento para Paris. \nEssa combinação cria uma experiência visual única\, oferecendo uma visão da beleza impressionante do edifício\, bem como de sua complexidade tecnológica. Os patamares com vista para o “cânion” apresentam elementos-chave essenciais para a compreensão do edifício: construção\, materiais\, design\, contexto em Paris. \nOs patamares podem ser acessados ​​pela única escada onde as paredes estruturais de aço foram deixadas expostas\, evocando o casco de um navio. Os visitantes também descobrem os esboços iniciais do projeto\, expressando a inspiração criativa do arquiteto\, que recebeu o prestigioso Prêmio Pritzker em 1989. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Fondation Louis Vuitton\, 8\, Avenue du Mahatma Gandhi Bois de Boulogne\, Paris\, França
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SUMMARY:"Lygia Pape: Weaving Space" no Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Lygia Pape. Baseado em “Ttéia 1\, C”\, 2003/2025. Cortesia de Bourse de Commerce. \n  \nA exposição “Lygia Pape. Tecendo o Espaço” é baseada em uma obra importante da Coleção Pinault\, a instalação de luz Ttéia 1\, C (2003/2025). Utilizando fios de cobre esticados pelo espaço\, ela mergulha o espectador em uma imersão sensorial\, onde a obra toma forma e ganha vida de acordo com o ângulo da luz e o movimento do visitante. Esta peça emblemática incorpora plenamente o conceito de “tecer o espaço” da artista brasileira\, redefinindo sua relação com o público. \nEsta primeira exposição individual de Lygia Pape na França reúne obras fundamentais para sua prática\, desde suas primeiras gravuras abstratas até seu majestoso Livro Noite e Dia III (1963-1976)\, além de uma seleção de seus filmes experimentais. Imbuída do contexto sociopolítico brasileiro\, a obra de Lygia Pape reflete um profundo compromisso com a transformação social\, no qual a fronteira entre arte e vida é constantemente reinterpretada. “Tecendo Espaço” presta homenagem ao seu desejo de criar uma nova forma de engajamento para o espectador\, ao mesmo tempo em que reinventa a própria linguagem da arte. \nNascida em 1927 em Nova Friburgo e falecida em 2004 no Rio de Janeiro\, Lygia Pape é\, ao lado de Lygia Clark e Hélio Oiticica\, uma das figuras mais importantes da vanguarda artística brasileira da segunda metade do século XX\, que concebe a arte não como um objeto acabado\, acabado\, mas como uma presença sensorial que interage com os sentidos e a consciência do visitante. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Bourse de Commerce\, 2 Rue de Viarmes Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Michel Paysant: See Monet" no Musée de l’Orangerie
DESCRIPTION:Michel Paysant. Sakura Noir\, 2024. Cortesia do Musée de l’Orangerie. \nO projeto\, intitulado DALY\, sigla para Dessiner Avec Les Yeux (Desenhando com os Olhos)\, é implementado com a ajuda de um rastreador ocular (um procedimento oculométrico que destaca a atividade ocular\, o caminho visual\, seus pontos de fixação e movimentos). Assim\, o olho\, e não a mão\, torna-se a ferramenta. Nos últimos trinta anos\, o artista colaborou com diversos laboratórios na criação dessas obras\, incluindo o Louvre\, o Centro Pompidou\, o MUDAM em Luxemburgo\, o Zentrum Paul Klee em Berna\, o Museu Dadu em Pequim\, o Nouveau Musée National em Mônaco e o Centre d’Art Verrier (CIAV) em Meisenthal. \nMichel Paysant concentra-se\, em particular\, na interpretação do patrimônio artístico\, revisitando a história da arte\, “observando” obras através do filtro de sua própria criação. Em 2022\, foi tomado pelo desejo de desenhar os Nenúfares de Claude Monet com os olhos. \nInicialmente\, talvez\, pela natureza paradoxal de tal ambição: querer desenhar pinturas enormes\, caracterizadas por seu escopo\, pela ausência de começo e fim\, consideradas no Ocidente como uma das certidões de nascimento de uma forma de pintura descentralizada\, “all-over”\, onde nenhuma parte da pintura tem primazia sobre a outra. \nOs movimentos oculares do artista transcrevem seu “cinema interior”\, ao qual ele então confere forma tangível. Desenhos em papel feitos com a ajuda de um plotter\, luzes criadas a partir de pontos de fixação do olhar no momento em que o artista descobre o painel Reflexos Verdes de Monet\, os pensamentos de Paysant desenham a obra em papel e tela\, objetos polimorfos onde as interações entre técnicas tradicionais e alta tecnologia redefinem o papel do observador\, da mão e do artista.A cultura da interdisciplinaridade está no cerne da sua imaginação: “as pontes que tento imaginar conectam arte\, design\, artesanato\, técnica\, novas tecnologias e alta tecnologia. Nem documentário nem ficção\, o objetivo é desenvolver uma estética do sonho\, uma visão. A revolução digital pareceu-me oferecer uma oportunidade de conectar todos esses campos em uma linguagem comum. Minha formação em inglês (sou um produto puro do Royal College of Art em Londres) moldou essa atitude interdisciplinar. É a razão pela qual evoluí tão livremente nas ciências exatas (nanotecnologias\, neurociências\, etc.) e nos projetos de pesquisa que desenvolvo com vidreiros (em Meisenthal)\, ceramistas e tecelões (no Zimbábue) […] O pensamento de um artista deve ir de uma margem à outra. Sem tabus ou especialização. A arte não tem nada a provar. Ela só precisa nos surpreender\, expandir o mundo e continuar a nos desnortear.” \nMichel Paysant expõe seu trabalho em museus há mais de trinta anos\, incluindo o Centro Pompidou\, o Museu do Louvre\, o Museu de Arte Moderna de Paris\, o Museu de Artes Decorativas de Paris\, o Museu Central em Utrecht\, o Zentrum Paul Klee em Berna\, o MUDAM em Luxemburgo\, a Galleria d’Arte Moderna em Bolonha\, o Museu Nacional de Artes Visuais em Montevidéu\, a Galeria Nacional do Zimbábueem Harare\, o MACBA em Buenos Aires\, o Nouveau Musée National em Mônaco\, o Museu Nacional em Riad e a UCCA em Pequim\, bem como em centros de arte como o Brooklyn Bridge Space / Creative Time em Nova York\, a Mercer Union em Toronto\, a David Roberts Art Foundation em Londres\, o Bétonsalon à Paris\, a Sinagoga emDelme e o FRAC Picardy em Amiens… \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Musée de l’Orangerie\, Jardin Tuileries Paris Département de Paris\, Paris\, Paris\, França
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