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SUMMARY:"Jesse Krimes: Corrections" no The Met Museum
DESCRIPTION:Jesse Krimes\, “Purgatory” (detalhe)\, 2009. The Metropolitan Museum of Art\, Nova York. Aquisição com doação do Vital Projects Fund Inc.\, por meio de Joyce e Robert Menschel\, e doações da Alfred Stieglitz Society\, 2024. © Jesse Krimes.\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA fotografia desempenhou um papel central na construção de sistemas de poder na sociedade\, especialmente em contextos ligados ao crime e à punição. Esta exposição apresenta instalações imersivas contemporâneas do artista Jesse Krimes (americano\, nascido em 1982)\, em diálogo com fotografias do século XIX do acervo do The Met\, realizadas pelo criminologista francês Alphonse Bertillon — responsável por desenvolver o primeiro sistema moderno de identificação criminal\, anterior à adoção das impressões digitais. \nAs instalações de Krimes\, criadas ao longo de seus seis anos de encarceramento\, revelam a engenhosidade de um artista que trabalhou sem acesso a materiais tradicionais. Utilizando sabonetes fornecidos pela prisão\, gel para cabelo\, cartas de baralho e jornais\, ele produziu obras que buscam interromper e recontextualizar a circulação de imagens na mídia. Exibidas em contraponto às fotografias de Bertillon — cuja metodologia combinava medidas antropométricas e retratos fotográficos\, dando origem à atual ficha de identificação criminal — as obras de Krimes questionam a suposta neutralidade dos sistemas de reconhecimento e as hierarquias sociais que eles ajudam a criar e perpetuar. \nArtista para quem a colaboração e o ativismo são essenciais\, Krimes fundou o Center for Art and Advocacy\, uma organização voltada à valorização do talento e do potencial criativo de pessoas que passaram pelo sistema prisional\, promovendo apoio e melhores condições para artistas anteriormente encarcerados.
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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LOCATION:Whitney Museum of American Art\, 99 Gansevoort St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Pirouette: Turning Points in Design" no MoMA
DESCRIPTION:Nifemi Marcus-Bello\, “For the Community by the Community – Handwashing Station”\, 2020. The Museum of Modern Art\, Nova York. Foto: Kadara Enyeasi.\n\n\n\n\nO design é um elemento fundamental da vida\, um catalisador essencial para nossa evolução. Ele nos ajuda a lidar com mudanças e permeia nossas vidas pessoais e sociais\, refletindo tanto nossas forças quanto nossas fragilidades. Muitos designers buscam criar novos comportamentos\, concentrando-se em hábitos e circunstâncias que mais necessitam de transformação. Pirouette: Turning Points in Design reúne objetos—desde Post-Its até Spanx—que representaram experimentos inovadores com novos materiais\, tecnologias e conceitos\, ofereceram soluções não convencionais para problemas tradicionais e tiveram um impacto significativo tanto no design quanto no mundo em geral. \nCom peças majoritariamente retiradas da coleção do MoMA\, a exposição apresenta objetos amplamente reconhecidos—como o logotipo I ♥️ NY ou o novo símbolo de acessibilidade—ao lado de outros conhecidos apenas por públicos especializados. Alguns\, como a Shopping Bag da Telfar\, apelidada de Bushwick Birkin\, reconfiguram as regras de exclusividade e luxo. Outros\, como o Walkman Portable Audio Cassette Player ou o Macintosh 128K Home Computer\, redefiniram e expandiram nosso espaço privado\, permitindo-nos trazer o mundo para dentro de nossas casas ou carregá-lo conosco. Observados em conjunto\, os objetos em Pirouette destacam o papel dos designers em sua expressão mais inventiva e construtiva\, demonstrando o poder do design em traduzir a experiência humana em formas tangíveis e imaginar um futuro melhor.
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SUMMARY:"Video After Video: The Critical Media of CAMP" no MoMA
DESCRIPTION:Vista da instalação de “Video After Video: The Critical Media of CAMP”\, em exibição no The Museum of Modern Art\, Nova York. Foto: Jonathan Dorado © The Museum of Modern Art\n\n\n\n\nVideo After Video: The Critical Media of CAMP é a primeira grande exposição em um museu dos Estados Unidos dedicada ao estúdio colaborativo CAMP\, sediado em Mumbai\, na Índia. Fundado em 2007 por Shaina Anand\, Ashok Sukumaran e Sanjay Bhangar\, o coletivo trabalha com vídeo\, cinema\, mídia eletrônica e intervenções públicas para examinar e reconfigurar as condições políticas e socioeconômicas que estruturam a vida contemporânea. \nEm exibição no MoMA de 21 de fevereiro a 20 de julho de 2025\, a mostra apresentará três obras pioneiras que exploram dispositivos de comunicação\, cinema participativo e sistemas de vigilância\, transformando esses aparatos midiáticos em plataformas e meios de expressão artística.
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SUMMARY:"Breaking the Mold: Brooklyn Museum at 200" no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Winslow Homer\, Glass Windows\, Bahamas\, ca. 1885. Foto: Brooklyn Museum\n\n\n\n\nDas primeiras aquisições pioneiras às adições mais recentes e marcantes\, a coleção do Brooklyn Museum sempre destacou artistas e obras que impulsionam narrativas imaginativas e diálogos corajosos. Em comemoração ao seu 200º aniversário\, a exposição Breaking the Mold: Brooklyn Museum at 200 celebra esse legado singular. Dividida em três capítulos\, a mostra reúne tanto obras icônicas da coleção quanto novas adições\, revelando perspectivas inéditas e explorando a rica trajetória e a evolução futura do acervo. \nBrooklyn Made presta homenagem à arte e ao design criados no bairro desde o século XVII até os dias de hoje. O capítulo se inicia com um par de mocassins juvenis do povo Delaware\, reconhecendo os habitantes originários da região\, e avança no tempo para destacar artistas contemporâneos de Brooklyn\, como KAWS\, Duke Riley e Tourmaline. \nBuilding the Brooklyn Museum and Its Collection apresenta obras transformadoras e materiais de arquivo que narram o desenvolvimento da coleção e do edifício Beaux-Arts que abriga o museu. \nPor fim\, Gifts of Art in Honor of the 200th reúne doações extraordinárias feitas em celebração ao bicentenário\, incluindo pinturas\, fotografias\, vídeos\, esculturas e cerâmicas de artistas renomados\, como Julie Mehretu\, Robert Frank\, Alex Katz e Coco Fusco. Essas contribuições\, ao lado de obras de artistas influentes da atualidade\, muitos deles baseados em Brooklyn\, não apenas contam a história do museu\, mas também refletem as transformações do mundo ao seu redor.
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SUMMARY:"Collection in Focus | Beatriz Milhazes: Rigor and Beauty" no Guggenheim
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “As Quatro Estações”\, 1997\nEsta exposição apresenta o trabalho da artista contemporânea global Beatriz Milhazes (n. 1960\, Rio de Janeiro)\, que dialoga com sua herança cultural e identidade brasileiras por meio da linguagem da abstração. Com uma trajetória que abrange quatro décadas—dos anos 1980 até o presente—sua produção inclui escultura\, colagem\, gravura\, têxteis\, arte pública e\, principalmente\, pintura. Esta mostra reúne um conjunto de quinze pinturas e obras sobre papel\, criadas entre 1995 e 2023\, selecionadas do acervo permanente do museu e complementadas por empréstimos estratégicos\, que ajudam a contextualizar a evolução artística de Milhazes. \nA obra de Milhazes está profundamente enraizada na história e nas tradições brasileiras\, inspirando-se na arte e arquitetura coloniais\, nas artes decorativas e na vibrante celebração do Carnaval—o festival que transforma as ruas do Rio de Janeiro em um espetáculo de desfiles\, música\, performances e trajes elaborados. A artista também é influenciada pela Tropicália\, movimento cultural dos anos 1960 que uniu arte\, música e literatura para afirmar a identidade brasileira enquanto desafiava o regime militar da época. Os ritmos e cores da bossa nova\, gênero musical surgido no Rio de Janeiro no final dos anos 1950\, também reverberam em seu trabalho. Além dessas referências\, Milhazes dialoga com a obra de artistas como Henri Matisse e Piet Mondrian\, ao mesmo tempo em que evoca Tarsila do Amaral\, figura essencial para o desenvolvimento do modernismo brasileiro. \nEm 1989\, Milhazes desenvolveu uma técnica inovadora que chama de monotransfer\, inspirada no processo de monotipia\, no qual uma imagem pintada é transferida de uma matriz para o papel\, criando um efeito espelhado. A artista inicia seu processo pintando motivos sobre folhas de plástico transparente com tinta acrílica. Depois que a tinta seca\, as películas pintadas são sobrepostas e aderidas à tela; em seguida\, a artista remove o plástico\, revelando as formas em reverso. O resultado são composições vibrantes e dinâmicas\, que combinam formas abstratas\, padrões orgânicos e estruturas geométricas sobre superfícies texturizadas\, carregadas da memória do gesto artístico. \nAs primeiras pinturas desta exposição\, principalmente do acervo do museu—como Santa Cruz (1995)\, In albis (1995–96) e As quatro estações (1997)—revelam a influência do esplendor das igrejas barrocas coloniais do século XVIII e dos trajes ornamentais da época. Milhazes sintetiza essas influências em motivos abstratos e figurativos\, nos quais círculos e arabescos\, rendas e crochês delicados\, flores e padrões florais\, além de pérolas e elementos de ferro trabalhado\, emergem em suas composições. A partir dos anos 2000\, a artista começou a explorar efeitos ópticos em suas pinturas\, utilizando repetições lineares para criar padrões ondulantes e ritmos visuais\, como se observa em Paisagem carioca (2000)\, O cravo e a rosa (2000) e O Caipira (2004). \nAs obras sobre papel apresentadas nesta exposição\, produzidas entre 2013 e 2021\, demonstram o contínuo interesse de Milhazes pela experimentação com colagem. A artista combina elementos industrializados—como sacolas de grife\, embalagens de chocolate e papéis estampados—com recortes de suas próprias serigrafias em cores sólidas\, criando padrões intricados e composições abstratas expressivas. \nSuas pinturas mais recentes\, como Mistura sagrada (2022)\, indicam um movimento em direção à investigação da força espiritual da natureza\, especialmente no contexto pós-pandemia da COVID-19. Embora referências ao mundo natural estejam presentes desde o início de sua carreira\, aqui a artista aprofunda a reflexão sobre os ciclos de renovação—vida e morte—por meio de formas angulares coloridas e padrões elaborados. Elementos orgânicos\, que remetem à proximidade da artista com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro\, a Floresta da Tijuca e a Praia de Copacabana\, ecoam nas harmonias geométricas\, sistemas conceituais e universos cromáticos que atravessam sua obra. \nA exposição foi organizada por Geaninne Gutiérrez-Guimarães\, curadora do Guggenheim Museum Bilbao e da Solomon R. Guggenheim Museum and Foundation\, Nova York.
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SUMMARY:"Consuelo Kanaga: Catch the Spirit" no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Consuelo Kanaga\, “Kenneth Spencer”\, 1933. Foto: Brooklyn Museum\n\n\n\n\nAo longo de 60 anos\, Consuelo Kanaga (americana\, 1894–1978) utilizou sua câmera para enfrentar as questões sociais mais urgentes de sua época — da pobreza urbana aos direitos trabalhistas\, do terror racial à desigualdade. Consuelo Kanaga: Catch the Spirit traça a trajetória pioneira da artista e ilumina a história de vida dessa figura fundamental\, embora frequentemente negligenciada\, da fotografia moderna. Após uma turnê internacional\, a retrospectiva retorna ao Brooklyn Museum\, instituição que abriga o acervo mais abrangente da artista no mundo. A mostra reúne cerca de 200 fotografias\, documentos e filmes que revelam a evolução de sua arte ao longo do tempo e de temas diversos\, incluindo retratos de artistas e registros do sul dos Estados Unidos. \nKanaga começou sua carreira como fotojornalista — uma função extremamente rara para mulheres naquela época — e se destacou por suas naturezas-mortas modernistas e retratos expressivos. Em suas imagens\, captava a dignidade e a força de pessoas marginalizadas\, como trabalhadores negros durante o período das leis de Jim Crow. Diferente de muitos colegas\, incluindo amigas próximas como Dorothea Lange e Imogen Cunningham\, Kanaga utilizou a linguagem visual do modernismo para abordar desigualdades\, despertando reflexão e empatia. Como afirmou: “A maioria das pessoas tenta ser impactante para atrair o olhar. Eu acho que o mais importante não é capturar o olhar\, mas o espírito.” \nA retrospectiva é acompanhada por um catálogo que destaca a notável produção de Kanaga e apresenta novas pesquisas sobre a artista\, até então pouco reconhecida. Com ensaios de Drew Sawyer\, Shalon Parker\, Ellen Macfarlane e Shana Lopes\, a publicação é uma coedição do Brooklyn Museum\, Fundación MAPFRE e Thames & Hudson — sendo o primeiro grande livro sobre sua obra em 30 anos.
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SUMMARY:"Nancy Elizabeth Prophet: I Will Not Bend an Inch" no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Nancy Elizabeth Prophet\, Sem título (desenho\, s.d.). Coleção Nancy Elizabeth Prophet\, MSS-0028\, Coleções Especiais\, Biblioteca James P. Adams\, Rhode Island College\n\n\n\n\nComo artista afro-indígena\, Nancy Elizabeth Prophet (americana\, 1890–1960) desenvolveu sua prática em meio a um contexto marcado por racismo e sexismo profundamente enraizados. Sua escultura é incomparável em sutileza emocional e virtuosismo técnico\, e sua trajetória representa um exemplo de determinação inabalável. I Will Not Bend an Inch — primeira exposição museológica dedicada a essa escultora ainda pouco reconhecida — homenageia sua obra e legado por meio de novas pesquisas urgentes e reveladoras. Vinte obras raras\, acompanhadas de documentação histórica\, mostram como Prophet enfrentou um mundo da arte que lhe era hostil. \nNascida em Rhode Island\, filha de pai indígena Narragansett e mãe negra\, Prophet tornou-se a primeira mulher não branca conhecida a se formar na prestigiada Rhode Island School of Design. Viveu um período em Nova York antes de se mudar para Paris\, onde atingiu o auge de sua carreira\, recebendo aclamação crítica. Ainda assim\, enfrentou extrema pobreza\, isolamento e chegou a passar fome em diversos momentos. Mesmo assim\, manteve-se fiel à sua prática artística. Nove cabeças esculpidas em madeira dura — uma pertencente ao Brooklyn Museum — demonstram com força a habilidade técnica de Prophet\, sendo algumas das poucas obras suas que sobreviveram. Elas estão reunidas na mostra ao lado de peças ainda mais raras\, como esculturas em mármore\, relevos e desenhos. \nSua correspondência com W. E. B. Du Bois\, um dos principais apoiadores de sua obra\, ajuda a preencher lacunas em sua biografia\, assim como fotografias de arquivo e um instigante diário mantido durante sua estadia em Paris. O título da exposição é extraído de uma entrada escrita por Prophet em 1929\, e traduz seu espírito combativo e sua dedicação incansável à escultura\, mesmo diante de enormes adversidades. \nA mostra é acompanhada por um catálogo ricamente ilustrado\, publicado pelo RISD Museum em parceria com a Yale University Press\, de New Haven e Londres.
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SUMMARY:"Jack Whitten: The Messenger" no MoMA
DESCRIPTION:Jack Whitten\, “Atopolis: Para Édouard Glissant”\, 2014. The Museum of Modern Art\, Nova York.\n\n\n\n\nJack Whitten criou uma beleza visionária a partir de uma raiva justa. Nascido em Bessemer\, no Alabama\, em meio à violência do Sul segregado dos Estados Unidos\, integrou o movimento dos Direitos Civis antes de se mudar para Nova York em 1960. Foi lá que decidiu tornar-se artista. Por meio da experimentação com materiais e ferramentas — de novas tintas a pentes afro e impressão eletrostática —\, Whitten inventou técnicas artísticas inéditas. Ao enfrentar o racismo e as transformações tecnológicas de seu tempo\, fez com que a arte se tornasse um instrumento essencial num mundo em convulsão. Esta retrospectiva é a primeira a abarcar as seis décadas e todos os meios da prática inovadora de Whitten\, reunindo mais de 175 obras entre pinturas\, esculturas e trabalhos em papel que iluminam sua trajetória singular. \nNa década de 1970\, Whitten experimentou arrastar camadas de tinta acrílica sobre telas dispostas no chão com movimentos amplos e contínuos\, criando superfícies luminosas com um efeito quase fotográfico. Já nos anos 1990\, passou a cortar folhas endurecidas de tinta acrílica em milhares de pequenos mosaicos\, montando pinturas ricamente texturizadas que remetem a pixels ou constelações. Durante décadas\, passou os verões na Grécia\, onde construiu esculturas que fundem as artes da África e do Mediterrâneo antigo com tecnologias contemporâneas. Muitas vezes dedicava suas obras a figuras da história negra\, como se fosse um mensageiro — e sua arte\, uma forma de enviar significados ao mundo. “Sou um condutor do espírito”\, declarou. “Ele flui através de mim e se manifesta na materialidade da tinta.” \nJack Whitten: The Messenger apresenta uma história reveladora da investigação do artista sobre raça\, tecnologia\, jazz\, amor e guerra. Do tumulto dos anos 1960 até sua morte\, em 2018\, Whitten enfrentou constantes pressões para produzir arte figurativa como forma de ativismo. No entanto\, ousou inventar novas formas de abstração — e ofereceu ao mundo uma nova maneira de enxergar.
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SUMMARY:"Monstrous Beauty: A Feminist Revision of Chinoiserie" no The Met Museum
DESCRIPTION:“A Toilette da Princesa”\, da série de tapeçarias À moda dos índios. Vários artistas/fabricantes\, após 1690. Imagem: Cortesia do The Metropolitan Museum of Art\n\n\n\n\nMonstrous Beauty: A Feminist Revision of Chinoiserie propõe uma reinterpretação radical da história da porcelana europeia a partir de uma perspectiva feminista. Quando a porcelana chegou à Europa moderna vinda da China\, desencadeou o surgimento do chinoiserie\, estilo decorativo que condensava as fantasias europeias sobre o Oriente e suas obsessões com o exótico — junto a novas concepções sobre mulheres\, sexualidade e raça. Esta exposição investiga como esse material aparentemente delicado moldou tanto as identidades femininas europeias quanto estereótipos raciais e culturais sobre mulheres asiáticas. Ao desmontar a ideia de que o chinoiserie é apenas uma fantasia inofensiva\, Monstrous Beauty propõe um olhar crítico sobre o estilo e seus desdobramentos\, reinterpretando termos historicamente negativos sob uma ótica de empoderamento feminino. \nReunindo cerca de 200 obras históricas e contemporâneas — do século XVI europeu a instalações atuais de artistas asiáticas e asiático-americanas —\, a mostra ilumina o chinoiserie a partir de uma abordagem conceitual que coloca passado e presente em diálogo ativo. No século XVIII\, a porcelana era altamente valorizada como material-síntese das fantasias europeias sobre o Oriente\, e passou a ser associada ao gosto feminino. Frágil\, delicada e cortante quando quebrada\, tornou-se uma metáfora potente para a figura da mulher\, que emergiu como protagonista de novas narrativas sobre troca cultural\, consumo e desejo.
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SUMMARY:"Amy Sherald: American Sublime" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Amy Sherald\, “Miss Everything (Unsuppressed Deliverance)”\, 2014. Coleção particular. © Amy Sherald. Cortesia da artista e Hauser & Wirth. Foto: Joseph Hyde\n\n\n\n\nAmy Sherald é uma contadora de histórias. Suas pinturas\, meticulosamente construídas\, revelam narrativas da vida americana ao retratar pessoas comuns com uma precisão estilística que une observação e imaginação. Sherald (nascida em 1973\, Columbus\, Geórgia) baseia suas obras em indivíduos específicos\, mas vai além do retrato tradicional: ela centra suas composições em pessoas negras comuns nos Estados Unidos\, cuja individualidade é apresentada como algo ao mesmo tempo extraordinário e cotidiano. Cada figura convida o espectador a entrar em um universo cuidadosamente concebido pela artista. \nNesta exposição\, retratos de americanos comuns se unem a obras icônicas\, como o retrato da ex-primeira-dama Michelle Obama e o comovente retrato póstumo de Breonna Taylor\, formando uma ode à multiplicidade e à complexidade da identidade americana. \nSherald também pinta as imagens que deseja ver no mundo. Embora se considere herdeira da tradição realista americana de artistas como Edward Hopper — um gênero fundamental para a história do Whitney Museum —\, Sherald volta seu olhar para uma população historicamente excluída da história da arte e da representação visual: os negros americanos. Assim\, propõe uma expansão da genealogia do realismo americano\, sugerindo outra linhagem\, oriunda dos departamentos de arte e galerias das universidades e faculdades historicamente negras dos EUA (HBCUs)\, onde ela se formou como artista\, e que inclui nomes muitas vezes negligenciados como William H. Johnson\, Archibald Motley e Laura Wheeler Waring. \nEm Amy Sherald: American Sublime\, os retratados parecem voltados para sua própria interioridade — priorizando sua paz e autorrealização em vez da percepção alheia ou dos grilhões da história\, embora inevitavelmente impactados por ambos. Seu projeto ambicioso e sensível revela o que a artista descreve como o “encanto de ser uma pessoa negra americana”\, construindo\, em vibrante Technicolor\, um mundo negro pleno\, complexo e livre de amarras. \nAmy Sherald: American Sublime é organizada pelo San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA) e teve curadoria de Sarah Roberts\, ex-curadora Andrew W. Mellon e chefe do departamento de pintura e escultura no SFMOMA. A apresentação no Whitney Museum of American Art é organizada por Rujeko Hockley\, curadora associada Arnhold\, com David Lisbon\, assistente de curadoria.
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SUMMARY:"Mary Heilmann: Long Line" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Vista da exposição “Mary Heilmann: Long Line”. Whitney Museum of American Art\, Nova York. Foto: Ron Amstutz\n\n\n\n\nMary Heilmann (n. 1940\, San Francisco) afirmou certa vez que “museus são lugares para passar o tempo” [tradução livre]\, e essa exposição encarna esse espírito ao convidar o público à conexão social e ao engajamento com a arquitetura do Whitney Museum\, o Rio Hudson e a paisagem urbana ao redor. O ambiente imersivo inclui uma ampliação pintada à mão de Long Line (2020)\, além de diversas cadeiras esculturais inspiradas em móveis que a artista já exibiu em galerias e espaços domésticos. A influência da contracultura dos anos 1960 e do Minimalismo geométrico permeia a trajetória de Heilmann\, que há décadas desenvolve uma abordagem da abstração marcada por cores vibrantes e formas pouco convencionais. Long Line nasceu da experiência de observar as ondas nas costas de Long Island e da Califórnia — e aqui estabelece uma rima visual com o fluxo do Rio Hudson. \nA nova instalação site-specific\, Mary Heilmann: Long Line\, celebra o décimo aniversário do edifício atual do Whitney Museum\, para o qual a artista criou anteriormente Mary Heilmann: Sunset (2015). Esse projeto inaugural da maior galeria externa do museu incluiu a reprodução em larga escala de uma pintura vibrante\, um filme e as emblemáticas cadeiras da artista\, transformando o espaço em um lugar de contemplação\, descanso e reflexão sobre a cidade em constante transformação.
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SUMMARY:"David Byrne" na Pace Gallery
DESCRIPTION:Imagem / Cortesia Pace Gallery\n\n\n\n\nA Pace apresenta uma instalação especial de desenhos do artista David Byrne em sua sede de Nova York. Realizadas diretamente nas paredes dos patamares da escadaria entre o primeiro e o sétimo andar da galeria\, as nove obras refletem a sensibilidade surreal e lúdica de Byrne. \nProduzidos ao longo de vários dias em abril de 2025\, os desenhos foram concebidos em escala real\, com o intuito de que o público os “confronte” e experimente de formas inesperadas. A instalação permanecerá em exibição por tempo indeterminado. \nAo longo de cinco décadas de carreira\, David Byrne desenvolveu uma prática nas artes visuais que inclui desenho\, fotografia\, instalação\, performance e design. O artista realizou sua primeira grande exposição com a Pace em 2003\, também em Nova York.
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SUMMARY:"Rashid Johnson: A Poem for Deep Thinkers" no Guggenheim
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\nO ChatGPT disse:\n\n\n\n\n\n\n\n\nHá quase 30 anos\, o artista Rashid Johnson (n. 1977\, Chicago) desenvolve uma produção diversa que dialoga com disciplinas como história\, filosofia\, literatura e música. Esta grande exposição individual destaca seu papel como estudioso da história da arte\, mediador da cultura popular negra e força criativa na arte contemporânea. \nCerca de 90 obras — entre pinturas com sabão negro\, textos com spray\, esculturas em grande escala\, filmes e vídeos — ocupam a rotunda do museu. Entre elas está Sanguine\, uma obra monumental e site-specific instalada na rampa superior do edifício\, que incorpora um piano para apresentações musicais. Além disso\, um programa dinâmico de eventos\, desenvolvido em colaboração com parceiros comunitários de toda a cidade de Nova York\, ativa um palco escultural no piso da rotunda.
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SUMMARY:"Woven Histories: Textiles and Modern Abstraction" no MoMA
DESCRIPTION:Ed Rossbach. Painel de Parede com Cores Construídas\, 1965. The Museum of Modern Art\, Nova York. Fundo Emery.\n\n\n\n\nTecidos tocam todos os aspectos da nossa vida e nos conectam à história. “Os fios estavam entre os primeiros transmissores de significado”\, escreveu a artista Anni Albers em 1965. Woven Histories: Textiles and Modern Abstraction (Histórias Tecidas: Têxteis e Abstração Moderna) revela as conexões entre essa forma de arte e a abstração. Incorporando cestaria\, vestuário e mais de um século de outras obras têxteis que desafiam as divisões tradicionalmente aceitas entre arte e artesanato\, a exposição amplia a narrativa da abstração\, sugerindo que não apenas as ideias\, mas também os materiais — como tecidos trançados\, amarrados e entrelaçados — são cruciais para sua compreensão e relevância. \nAbrangendo desde obras do início do século XX de Sonia Delaunay\, Hannah Höch e Sophie Taeuber-Arp — cujas práticas têxteis dialogam com suas pinturas e desenhos —\, passando por trabalhos de meados do século de Anni Albers e Ed Rossbach\, até obras contemporâneas de Rosemarie Trockel\, Andrea Zittel e Igshaan Adams\, a mostra reúne mais de 150 objetos diversos e interdisciplinares. Ao destacar questões de trabalho e identidade entrelaçadas à produção têxtil moderna\, Woven Histories defende que a tecelagem e os têxteis são o elo essencial entre a experiência vivida e a arte.
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SUMMARY:"Sargent and Paris" no The Met Museum
DESCRIPTION:John Singer Sargent\, “Madame X (Virginie Amélie Avegno Gautreau)” (detalhe)\, 1883–84 – Crédito: Divulgação The Met Museum\n\n\n\n\nSargent and Paris explora os anos iniciais da carreira do pintor americano John Singer Sargent (1856–1925)\, desde sua chegada a Paris em 1874\, como um estudante de arte precoce de 18 anos\, até meados da década de 1880\, quando seu infame retrato Madame X causou escândalo e consagrou seu nome no Salão de Paris. Ao longo de uma década extraordinária\, Sargent conquistou reconhecimento ao criar retratos e pinturas de figura humana ousadamente ambiciosos\, que desafiaram os limites das convenções artísticas da época. \nImerso em um círculo cosmopolita de artistas\, escritores e mecenas\, Sargent soube trilhar um caminho de sucesso dentro do sistema de exposições francês\, acumulando elogios e prêmios. Fora do ateliê de retratos\, viajou em busca de inspiração artística — encontrando temas na Itália\, nos Países Baixos\, na Espanha e no Norte da África. Esta exposição reúne obras diversas desse período formativo para revelar a trajetória de Sargent rumo à maturidade artística\, profundamente moldada por suas vivências na capital francesa. Os trabalhos visualmente deslumbrantes oferecem um olhar envolvente sobre o mundo da arte parisiense no final do século XIX. \nO icônico Madame X\, uma das obras mais emblemáticas da coleção do The Met\, é o ponto culminante desses primeiros anos em Paris. A exposição apresenta uma análise aprofundada desse retrato fascinante\, com destaque para os numerosos estudos preparatórios\, exibidos ao lado de retratos de parisiences realizados por contemporâneos de Sargent.
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SUMMARY:"Leiko Ikemura: Talk to the sky\, seeking light" na Lisson Gallery
DESCRIPTION:Obra de Leiko Ikemura – Divulgação Lisson Gallery\n\n\n\n\nA Lisson apresenta a primeira exposição de Leiko Ikemura na galeria\, reunindo muitos dos temas presentes em sua obra ao longo dos últimos 30 anos. A mostra apresenta uma ampla variedade de mídias\, desde pinturas em têmpera até esculturas em bronze e formas em vidro. A instalação se organiza em torno de uma figura central com três metros e meio de altura\, meio mulher\, meio coelho\, intitulada Usagi Janus (2025). Essa escultura modelada e patinada à mão encarna um espírito protetor — parte coelhinha\, parte bodhisattva da compaixão — que oferece refúgio do mundo exterior em seu corpo em forma de cone. Pequenas perfurações em sua saia maternal projetam um universo interno de estrelas. Com dois rostos — um voltado para frente\, outro para trás — a gigante faz referência aos múltiplos alter egos e avatares que percorrem a obra de Ikemura\, alguns dos quais podem ser vistos nas pequenas peças em bronze e nas cabeças de cristal. A figura de duas faces representa menos uma dicotomia e mais um estado de entremundos — uma condição que a artista investiga por meio de suas criaturas e objetos antropomórficos\, ou nos espaços que não habitam nem a luz nem a escuridão\, nem o bem nem o mal\, mas sim um crepúsculo de incerteza. \nO Usagi é um motivo recorrente que Ikemura associa a um jogo de infância: encontrar\, na superfície da lua\, os contornos sombreados de um coelho. A figura surgiu em sua prática após o terremoto de Tōhoku e o desastre nuclear de Fukushima\, em 2011. Ao testemunhar à distância a devastação sofrida pela população japonesa e pelos habitats naturais — incluindo casos de malformações em animais —\, a artista concebeu esse ser mítico como um mensageiro dos kami (deuses) e como recipiente para o sofrimento\, a resiliência e a renovação universais. Um precursor dessa figura pode ser visto em Hasen-Frau (Mulher-Lebre)\, escultura em bronze de 1990\, que revela como essas criaturas de Ikemura vêm atravessando e sobrevivendo às décadas. O título em alemão também indica sua decisão\, relativamente precoce na carreira\, de viver e produzir na Europa. \nEmoldurando a forma quase sagrada de Usagi Janus\, há um trio de paisagens fantásticas que evocam um cenário bucólico e florestal — talvez uma imagem das próprias origens da vida na Terra. Entre montanhas e pastos arborizados\, surgem figuras deitadas ou rostos ocultos\, ora fundidos com a terra\, ora à espreita em aparições esqueléticas ou com feições de caveira. Em um de seus poemas\, intitulado Transfiguração\, Ikemura escreve: “Eu vi / tudo muda / pessoas viram pedras / montanhas / oceanos.” Uma figura em repouso também aparece de maneira vívida em Sleeping Figure in Red (1997/2012)\, onde uma jovem está de bruços\, com a cabeça apoiada nas mãos — talvez em sofrimento\, ou\, como o título sugere\, em descanso. \nO elenco recorrente de meninas jovens na obra de Ikemura aparece aqui em diferentes posturas: deitadas\, altivas\, flutuando\, chorando\, rindo. Um duo de Brave Girls (2022) — uma em rosa com um gato\, outra em laranja com véu de noiva — acompanha uma terceira\, Pièta in Cherry Red (2024)\, que também carrega um gato ou bebê nos braços\, com um par de olhos hipnotizantes que encaram diretamente o espectador. Simultaneamente poderosas e confrontadoras\, mas também vulneráveis e ingênuas\, essas adolescentes ferozes expressam uma tensão sutil entre extremos. Os pigmentos\, impregnados na juta crua\, irradiam uma presença intensa e incandescente. Sejam como retratos psicológicos de estados de espírito ou como seres híbridos e alternativos\, essas obras singulares de Ikemura compõem um impressionante exercício de construção de mundo e permanência.
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SUMMARY:"Carmen Herrera: The Paris Years\, 1948–1953" na Lisson Gallery
DESCRIPTION:Vista da exposição “Carmen Herrera: The Paris Years\, 1948–1953” na Lisson Gallery – Divulgação Lisson Gallery\n\n\n\n\nDe 1948 a 1953\, Carmen Herrera viveu em Paris\, imersa na efervescente comunidade artística do pós-guerra\, ao mesmo tempo em que viajava com frequência para Nova York e Havana. Esse período marcou uma virada decisiva em sua prática: foi quando ela passou de composições biomórficas e gestuais para a abstração geométrica rigorosa que definiria sua trajetória pelos setenta anos seguintes. A nova exposição Carmen Herrera: The Paris Years\, 1948–1953\, na Lisson New York — a apresentação mais abrangente de sua produção nesse recorte até hoje — revela uma artista jovem em pleno processo de experimentação\, absorvendo as influências sísmicas de diversos movimentos artísticos do pós-guerra para desenvolver uma linguagem pictórica singular. \nOs anos de Herrera em Paris foram marcados por liberdade criativa e intercâmbio intelectual\, especialmente por meio de sua participação em exposições como o Salon des Réalités Nouvelles\, ao lado de nomes como Theo van Doesburg\, Max Bill e Piet Mondrian\, além de jovens ligados aos Los Disidentes (Venezuela)\, ao Concretismo brasileiro e ao Grupo Madí (Argentina). A cidade a expôs aos principais movimentos modernistas\, como a Bauhaus e o Suprematismo russo\, que influenciaram profundamente a transição de sua obra para uma linguagem minimalista própria. Durante esse período\, Herrera passou a utilizar telas com formatos não convencionais e tornou-se pioneira no uso de acrílicos à base de solvente — um material ainda novo na Europa do pós-guerra. Um marco desse período é Iberic (1949)\, atualmente a obra mais antiga da coleção permanente do Metropolitan Museum of Art feita com esse tipo de tinta\, descoberta revelada por análise científica do museu em 2021. \nEntre os destaques da mostra está Way (1950)\, um dos primeiros exemplos da abstração dicromática e de contornos precisos que se tornaria sua marca registrada. A composição\, com quatro triângulos ocres simétricos sobre fundo preto\, antecipa obras-primas como Black and White (1952)\, parte do acervo do MoMA. Outro trabalho importante\, Thrust (1950)\, revela a precisão e tensão espacial de Herrera\, com um “dardo” branco cortando um campo azul cobalto. A paleta e o desenho ousado antecipam a direção futura de sua obra\, reforçando sua abordagem da pintura como objeto — ideia acentuada pela moldura feita pela própria artista\, que impedia que o comprador a substituísse. Essa concepção evolui em obras posteriores\, nas quais as composições se expandem pelas bordas\, assumindo caráter tridimensional. \nA Série Habana marca um momento-chave no desenvolvimento da artista\, refletindo sua experimentação com a abstração gestual e o Informalismo durante uma breve estadia em Nova York em 1950\, como argumenta Roxane Ilias no ensaio Carmen Herrera and the Paris School. Criadas em resposta às tendências internacionais do Expressionismo Abstrato\, essas obras contrastam com a estruturação geométrica dos trabalhos parisienses. Como em Conquete de l’air (1950)\, a série apresenta pinceladas espontâneas\, linhas soltas\, formas amorfas e cores vibrantes aplicadas sem esboços preparatórios — característica atípica para Herrera. Com escalas modestas\, as pinturas enfatizam superfícies táteis e gráficas\, com camadas espessas de tinta. Nomeada a partir de sua primeira individual\, realizada no Lyceum and Lawn Tennis Club de Havana (dezembro de 1950 – janeiro de 1951)\, a série combina gestualidade à maneira de Hans Hartung com elementos da pintura de Jackson Pollock. \nA exposição inclui ainda Early Dynasty (1953)\, a maior pintura desse período\, que evidencia a ambição e o amadurecimento de Herrera. Com sobreposição de formas geométricas e cores\, a obra remete a elementos de pinturas anteriores\, criando uma composição em constante movimento. A forma azul-escura\, semelhante a um cogumelo\, no canto superior esquerdo\, ecoa motivos de trabalhos como Logique Coloree No. 5 (1949) e The King in Jail (1948)\, também em exibição. Esse hábito de retornar e refinar formas geométricas tornaria-se um traço característico de sua obra\, refletindo sua busca obstinada por clareza visual e equilíbrio. \nO retorno de Herrera a Nova York em setembro de 1953 foi desafiador: o machismo e o racismo do mundo da arte retardaram seu reconhecimento. No entanto\, os avanços radicais de sua fase parisiense estabeleceram as bases para os trabalhos minimalistas e precisos que consolidariam sua carreira. Esta exposição dialoga com o crescente reconhecimento institucional de sua produção nesse período\, como sua presença na mostra Women in Abstraction (Centre Pompidou\, 2021–22) e em Americans in Paris (Grey Art Museum\, 2024). Antecede ainda a grande exposição itinerante Both Sides of the Line: Carmen Herrera and Leon Polk Smith\, com curadoria de Dana Miller — que também assinou Carmen Herrera: Lines of Sight\, no Whitney Museum em 2016.
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LOCATION:Lisson Gallery\, 504-508 West 24th Street\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"A Natural History of the Studio" de William Kentridge na Hauser & Wirth NY
DESCRIPTION:William Kentridge\, “Universal Archive (Twelve Coffee Pots)”\, 2012 – Divulgação Hauser & Wirth\n\n\n\n\nA Natural History of the Studio se estende até o espaço da Hauser & Wirth na 18th Street com uma seleção de cerca de trinta gravuras realizadas por William Kentridge nas últimas duas décadas. O artista começou a trabalhar com gravura ainda estudante na Universidade de Witwatersrand\, em Joanesburgo\, e desde então o meio tornou-se parte essencial de sua prática. Kentridge experimentou uma ampla gama de técnicas\, como água-forte\, litografia\, aquatinta\, ponta-seca\, fotogravura e xilogravura\, afirmando: “A gravura… tornou-se um meio no qual eu podia pensar\, não apenas um meio para fazer uma imagem… não foi um apêndice às minhas outras atividades\, mas\, de muitas formas\, tem sido um fio condutor do trabalho que desenvolvi no ateliê ao longo dos últimos 40 anos.” \nMuitas das obras expostas na 18th Street revisitam iconografias pessoais recorrentes ou fazem referência direta a projetos marcantes\, incluindo os filmes exibidos na 22nd Street. A imagem de uma máquina de escrever\, por exemplo\, domina quatro variações gráficas em exibição e é usada como metáfora para comunicação\, registro histórico e autoridade burocrática. Produzidas em colaboração com o mestre gravador Mark Attwood em 2012\, essas obras em papel — com títulos como The Full Stop Swallows the Sentence e Undo Unsay — estão diretamente conectadas ao filme The Refusal of Time (2012)\, uma meditação de trinta minutos sobre tempo e espaço\, os legados complexos do colonialismo e da industrialização\, além da própria vida intelectual do artista. \nUma série de litografias intitulada Portraits for Shostakovich (2022) foi inspirada em um filme de 52 minutos criado para acompanhar a performance ao vivo da Sinfonia nº 10\, de Dmitri Shostakovich. Intitulado Oh To Believe in Another World (2022)\, esse projeto também é tema do episódio 8 da série Self-Portrait of a Coffee Pot. As gravuras coloridas apresentam retratos fragmentados de intelectuais soviéticos\, membros da vanguarda cultural como o poeta e dramaturgo Maiakóvski\, e figuras políticas como Lênin\, Trotsky e Stalin. \nA mostra na 18th Street também inclui quatro autorretratos produzidos em colaboração com Jillian Ross Print em 2023. Nessas obras\, Kentridge utiliza técnicas como fotogravura\, ponta-seca e pintura manual\, incorporando elementos colados de fotografias\, desenhos e trechos de textos — uma abordagem cuja insistente sobreposição de camadas evoca a construção da identidade como um processo contínuo\, moldado e entrelaçado às forças sociopolíticas do tempo.
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LOCATION:Hauser & Wirth Nova York 18th Street\, 443 West 18th Street\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Eternal Beginning" de Francis Picabia na Hauser & Wirth NY
DESCRIPTION:Vista da exposição “Eternal Beginning” de Francis Picabia na Hauser & Wirth – Divulgação Hauser & Wirth\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nViajando de Paris a Nova York\, a apresentação na Hauser & Wirth reúne mais de 20 pinturas criadas por Francis Picabia entre 1945 — ano em que retornou à capital francesa vindo do sul do país — e 1952\, penúltimo ano de sua vida. Representativas do espírito inquieto que atravessa toda a sua produção\, as obras em exibição destacam a abordagem singular de Picabia à abstração\, sua tendência iconoclasta de repintar trabalhos anteriores e sua atenção contínua à textura da superfície e a fontes de inspiração pouco convencionais. \nNos primeiros 30 anos de sua carreira\, Picabia percorreu rapidamente diferentes estilos e técnicas\, experimentando com uma sucessão de movimentos artísticos que incluiu o impressionismo\, o fauvismo\, o dadaísmo e o cubismo. Em 1925\, afastou-se de Paris e se estabeleceu em Mougins\, na Côte d’Azur\, onde produziu a série Transparências — composições enigmáticas que sobrepõem motivos da arte antiga e de pinturas renascentistas —\, além de obras mais realistas\, como paisagens. Nesse período\, também criou seus controversos nus naturalistas: retratos lascivos de figuras femininas inspirados em erotismo de massa. \nEm 1945\, diante de dificuldades financeiras e em busca de um novo rumo\, Picabia retorna a Paris. Em entrevista\, afirmou estar procurando um “terceiro caminho” entre o surrealismo e a abstração — as duas forças dominantes da arte europeia do pós-guerra. Ainda que rejeitasse a ênfase surrealista na figuração elaborada\, almejava seguir\, por meio da abstração\, um diálogo com o inconsciente e com as sensibilidades mais íntimas do artista. Apesar de sempre resistir a ser rotulado por movimentos específicos\, Picabia associou-se voluntariamente à crescente corrente do art informel\, abrindo seu ateliê “quase todo domingo” para artistas mais jovens como Henri Goetz\, Christine Boumeester\, Raoul Ubac\, Jean-Michel Atlan e Georges Mathieu. \nAo fundir referências distintas e tradições visuais diversas\, Picabia criou linguagens visuais e simbólicas absolutamente novas. Historiadores da arte identificam diretamente a origem de motivos presentes em obras como Le U (1950)\, Villejuif [I] (1951) e La terre est ronde (A Terra é Redonda) (1951) no catálogo de arte românica da Catalunha publicado pelo museu municipal de Barcelona em 1926\, que o artista consultava com frequência. A composição de La terre est ronde\, por exemplo\, adapta formas centrais de uma ilustração de um manuscrito iluminado do século X que retrata um anjo do apocalipse bíblico\, reproduzido no catálogo catalão. Na versão de Picabia\, círculos multicoloridos flutuam no ar e se espalham pelo solo ao redor da figura central\, aproximando essa obra mais representacional das suas chamadas pinturas de “pontos”. \nPicabia também recorria com frequência à literatura para nomear suas obras\, inspirando-se especialmente em Nietzsche. Dois exemplos dessa prática estão presentes na exposição: Cherchez d’abord votre Orphée ! (Primeiro\, procure seu Orfeu!) (1948) e Bonheur de l’aveuglement (A alegria da cegueira) (c. 1946–1947)\, ambos títulos extraídos de passagens do livro A Gaia Ciência (1882).
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LOCATION:Hauser & Wirth 22nd Street\, 542 West 22nd Street\, Nova York\, Nova York
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SUMMARY:"Alicja Kwade: Telos Tales" na Pace Gallery
DESCRIPTION:Imagem / Cortesia Pace Gallery\n\n\n\n\nA Pace apresenta Alicja Kwade: Telos Tales\, exposição individual da artista nos espaços 508 e 510 da West 25th Street\, em Nova York. Reunindo esculturas monumentais inéditas e novas obras em mídia mista\, a mostra marca a primeira individual de Kwade na sede nova-iorquina da galeria desde que passou a integrar seu time de representados\, em 2023. Em cartaz de 7 de maio a 15 de agosto de 2025\, a exposição coincide com a edição deste ano da Frieze New York. \nReconhecida internacionalmente por esculturas\, instalações públicas de grande escala\, filmes\, fotografias e obras sobre papel\, Alicja Kwade desenvolve uma prática que articula\, de forma poética e crítica\, conceitos científicos e filosóficos. Por meio de um vocabulário próprio que envolve reflexão\, repetição e a manipulação de objetos cotidianos e materiais naturais\, a artista questiona os sistemas e estruturas que moldam a vida contemporânea. Suas obras contemplativas desfazem fronteiras da percepção e propõem novas formas de ver e compreender a realidade\, desafiando noções e crenças amplamente aceitas. \nO trabalho de Kwade integra coleções de instituições como o Los Angeles County Museum of Art (LACMA)\, o Hirshhorn Museum and Sculpture Garden (Washington\, D.C.)\, o Centre Georges Pompidou (Paris)\, a Neue Nationalgalerie (Berlim)\, a National Gallery of Australia (Canberra)\, o mumok – Museum Moderner Kunst Stiftung Ludwig (Viena) e o Yuz Museum (Xangai). Suas esculturas públicas também estão presentes em locais como a Universidade Stanford (Califórnia)\, o MIT (Massachusetts)\, além de espaços na Alemanha\, Itália\, Suécia e outros países. Sua prática se insere na linhagem de artistas abstracionistas pioneiras do programa da Pace\, como Louise Nevelson — que moldou o que viria a ser conhecido como arte de instalação — e Agnes Martin\, cujo trabalho foi apresentado ao lado do de Kwade em uma exposição de duas artistas na filial de Los Angeles da galeria em 2024.
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LOCATION:Pace Gallery\, 540 West 25th Street\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Collection in Focus | The Reach of Faith Ringgold" no Guggenheim
DESCRIPTION:Faith Ringgold\, “Woman on a Bridge #1 of 5: Tar Beach”\, 1988. Solomon R. Guggenheim Museum\, Nova York. Doação de Mr. and Mrs. Gus and Judith Leiber\, 1988. © 2023 Faith Ringgold / Artists Rights Society (ARS)\, Nova York. Cortesia ACA Galleries\, Nova York\n\nO ChatGPT disse:\n\n\n\n\n\n\n\nExplore Woman on a Bridge #1 of 5: Tar Beach (1988)\, uma das obras mais importantes de Faith Ringgold\, artista\, escritora e ativista de renome. Este monumental quilt\, o primeiro de uma série de cinco\, narra a história de uma menina que sonha em voar a partir do telhado de seu prédio no Harlem\, celebrando sua liberdade e autonomia. \nA exposição investiga as influências artísticas de Ringgold e o impacto duradouro de sua obra sobre gerações posteriores de artistas. Ao lado de Tar Beach\, o público poderá ver obras da coleção do Guggenheim Nova York de modernistas europeus como Marc Chagall e Pablo Picasso\, que inspiraram Ringgold\, além de artistas contemporâneos norte-americanos como Tschabalala Self e Sanford Biggers\, cujos trabalhos refletem o legado da artista. \nThe Reach of Faith Ringgold é organizada por Naomi Beckwith\, diretora-adjunta e curadora-chefe Jennifer and David Stockman\, com o apoio de Saria AlMidani\, assistente da curadoria-chefe. Esta é a terceira exposição da série Collection in Focus.
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LOCATION:The Guggenheim Museum\, 1071 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Superfine: Tailoring Black Style" no The Met Museum
DESCRIPTION:Crédito da imagem: divulgação The Met Museum\n\n\n\n\nA exposição de primavera de 2025 do The Costume Institute apresenta um exame cultural e histórico do estilo negro ao longo de trezentos anos por meio do conceito de dândi. No mundo atlântico do século XVIII\, uma nova cultura de consumo—impulsionada pelo tráfico de escravizados\, pelo colonialismo e pelo imperialismo—possibilitou o acesso a roupas e bens que simbolizavam riqueza\, distinção e bom gosto. O dandismo negro emergiu justamente na interseção entre tradições estilísticas africanas e europeias. \nSuperfine: Tailoring Black Style investiga a importância do estilo na formação das identidades negras na diáspora atlântica\, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. A exposição reúne vestimentas e acessórios\, pinturas\, fotografias\, artes decorativas e outros objetos\, do século XVIII até os dias atuais\, interpretando o dandismo tanto como uma estética quanto como uma estratégia social e política. \nOrganizada em 12 seções\, Superfine explora diferentes características que definem esse estilo\, como Campeão\, Respeitabilidade\, Herança\, Beleza e Cosmopolitismo. Em conjunto\, essas categorias revelam como a apresentação de si mesmo pode operar como uma forma de distinção e resistência\, em uma sociedade marcada por dinâmicas de raça\, gênero\, classe e sexualidade.
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LOCATION:The Metropolitan Museum of Art\, 1000 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Hilma af Klint: What Stands Behind the Flowers" no MoMA
DESCRIPTION:Hilma af Klint\, “Motacilla alba (White Wagtail)\, Juniperus communis (Common Juniper)\, Pinus sylvestris (Scots Pine)\, Somatochlora sp. (Striped Emeralds)” (detalhe). Folha 10 do portfolio Nature Studies\, 1919. Cortesia do The Museum of Modern Art\, Nova York\n\n\n\n\nNa primavera e no verão de 1919 e 1920\, durante um período de intensa conexão com a natureza\, a artista Hilma af Klint desenhou flores quase todos os dias. “Vou tentar”\, escreveu\, “compreender as flores da Terra.” Esta exposição se concentra em um portfólio de desenhos recém-integrados à coleção do MoMA — aquarelas em tons vibrantes realizadas com o olhar atento de uma naturalista sintonizada com os ritmos e a abundância das estações de floração. \nRompendo com a tradição da ilustração botânica\, af Klint justapunha flores minuciosamente retratadas a diagramas geométricos: um girassol em flor espelha círculos concêntricos; uma caltha palustris aparece ao lado de espirais simétricas; galhos brotando são dispostos sobre quadriculados de pontos e traços. Com essa profusão de formas — uma ampliação da linguagem abstrata pela qual é mais conhecida —\, af Klint procura visualizar “o que está por trás das flores”\, expressando sua crença de que a observação atenta do mundo ao redor revela aspectos sutis da existência humana. \nAf Klint concebeu esse portfólio como um atlas — ou\, em termos botânicos\, uma flora — que detalha as plantas da Suécia\, onde vivia e trabalhava. Trata-se\, porém\, de uma flora do espírito\, um mapeamento do mundo natural em termos espirituais\, que poderia figurar ao lado de qualquer recurso científico. Ao colocar representação e abstração\, observação e imaginação\, arte e botânica em diálogo\, seus desenhos afirmam a interconexão entre todos os seres vivos. “Mostrei”\, escreveu\, “que existe uma ligação entre o mundo vegetal e o mundo da alma.”
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LOCATION:MoMA\, 11 W 53rd St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Lorna Simpson: Source Notes" no The Met Museum
DESCRIPTION:Lorna Simpson\, “Night Fall”\, 2023. Foto de James Wang © Lorna Simpson. Cortesia da artista e da Hauser & Wirth\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nEsta apresentação da obra da artista Lorna Simpson\, baseada em Nova York\, é a primeira exposição dedicada a reunir a totalidade de sua prática em pintura até hoje. Simpson ganhou destaque no início dos anos 1990 com sua abordagem pioneira na fotografia conceitual. Desde então\, tem produzido trabalhos em diversos meios\, mantendo uma investigação contínua sobre a natureza das imagens e os modos como elas constroem significado. Lorna Simpson: Source Notes foca em um desenvolvimento significativo de sua produção nos últimos dez anos: pinturas que aprofundam suas reflexões sobre gênero\, raça\, identidade\, representação e história. Com mais de 30 obras\, a exposição reúne uma seleção de suas principais pinturas\, incluindo trabalhos apresentados em sua estreia na Bienal de Veneza\, em 2015\, e na aclamada série Special Characters\, além de uma escultura recente e colagens associadas. \nAo longo de sua ampla trajetória\, Simpson frequentemente busca referências e inspiração em revistas vintage como Ebony e Jet—ícones da cultura afro-americana—\, além dos arquivos da Associated Press e da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Ela incorpora esses materiais em colagens serigráficas combinadas com lavagens de tinta e acrílica sobre superfícies como fibra de vidro\, madeira ou Claybord. Suas obras promovem um embate dinâmico entre figuração e abstração\, com corpos que surgem e desaparecem\, espreitando por superfícies enegrecidas ou se dissolvendo em paisagens de gelo derretido. Utilizando imagens encontradas — suas “notas de origem” —\, Simpson cria uma potência visual que exemplifica sua habilidade em borrar fronteiras entre gêneros e linguagens artísticas.
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LOCATION:The Metropolitan Museum of Art\, 1000 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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