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SUMMARY:"Hulda Guzmán: frutas milagrosas" no MASP
DESCRIPTION:“Come Dance?” Asked Nature Kindly\, 2019-20. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, doação Rose Setubal e Alfredo Setubal. Cortesia Alexander Berggruen\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, a partir de 11 de abril\, a exposição Hulda Guzmán: frutas milagrosas\, primeira mostra individual da artista dominicana Hulda Guzmán (Santo Domingo\, República Dominicana\, 1984) em um museu.  \nEm suas telas\, a artista subverte a tradição da pintura de paisagem ao negar sua representação exótica e idílica\, escolhendo\, ao contrário\, tratar a natureza como um território protagonista no qual todos os elementos encontram-se em relações de interdependência. Relações de afeto e os arredores do lugar onde vive são temas recorrentes em suas telas\, em que cenários tropicais e fantásticos são habitados por um elenco diverso de personagens — reais ou imaginários. Suas obras mantêm um caráter biográfico\, impregnado de humor e de um apelo onírico ou teatral. \nNo trabalho de Guzmán\, cenas nas quais humanidade\, arquitetura e natureza convivem em equilíbrio e harmonia celebram o meio ambiente ao mesmo tempo que nos convidam a refletir sobre questões urgentes\, como a crise climática e a responsabilidade humana na preservação do planeta. “Esta exposição aborda a interconexão do mundo natural com a vida coletiva e o senso de comunidade. Nossa dissociação da natureza é a principal causa do colapso climático e ecológico”\, diz a artista.  \nCom curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, a mostra tem como ponto de partida a tela Come Dance—Asked Nature Kindly [Venha dançar—convidou a natureza gentilmente]\, incorporada ao acervo do MASP em 2020\, no contexto do ciclo curatorial dedicado às Histórias da dança. A pintura retrata uma grande festa em meio a uma densa e vibrante floresta tropical\, na qual figuras humanas interagem de diversas formas: a artista abraça uma árvore\, uma criança repousa ao lado de um cachorro\, pessoas dançam\, se banham e se beijam. O título da obra reforça a reciprocidade\, pois a dança não se limita à alegria do movimento\, é também uma coreografia de interdependência\, um gesto que evidencia que a vida na Terra não pode prosperar no isolamento ou na dominação. Além deste trabalho\, a exposição também apresenta outras 17 pinturas\, entre as quais 8 são obras inéditas confeccionadas especialmente para a ocasião. \nAfora as paisagens tropicais\, a artista também produz autorretratos\, estabelecendo um diálogo direto com os ambientes ao seu redor. Embora esse caráter autobiográfico seja muito presente em seu trabalho\, suas telas também incorporam um amplo repertório de referências da história da arte\, como a arquitetura e o mobiliário modernista\, o surrealismo\, o minimalismo na pintura chinesa antiga e os ex-votos mexicanos.   \n“O trabalho de Guzmán é muitas vezes uma combinação de observação direta e colagem de figuras e personagens\, compondo cenas que transitam entre o íntimo e o inesperado. Em seus quadros\, familiares\, amigos e animais dividem espaço com personagens que ela garimpa em fontes diversas\, como pinturas de diferentes autorias\, fotos ou vídeos encontrados em redes sociais”\, afirma Amanda Carneiro.  \nRicas em detalhes\, texturas e cores\, as pinturas de Guzmán convidam o público a uma observação atenta\, revelando múltiplas camadas visuais e narrativas. A paisagem\, protagonista monumental de sua obra\, abriga cenas de interações entre diversos personagens ligadas aos prazeres\, à sociabilidade e à alegria\, evidenciando a indissociabilidade entre vida humana e natureza. Assim\, o ambiente natural emerge simultaneamente como cena e cenário\, ampliando as possibilidades de leitura desse gênero da pintura na contemporaneidade. \nHulda Guzmán: frutas milagrosas integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Mulheres Atingidas por Barragens\, Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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SUMMARY:"Frans Krajcberg: reencontrar a árvore" no MASP
DESCRIPTION:Frans Krajcberg\, “A flor do mangue”\, c. 1970. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)\, Salvador\, Brasil. Foto: Autoria desconhecida\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 16 de maio a 19 de outubro\, a exposição Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. A mostra reúne mais de 50 obras — entre esculturas\, relevos\, gravuras e pinturas — de grandes dimensões e formatos que desafiam o convencional\, refletindo tanto o apreço do artista pela natureza brasileira quanto seu engajamento crescente com a denúncia das agressões ao meio ambiente. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta um panorama abrangente da produção de Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921–2017\, Rio de Janeiro\, Brasil). Pioneiro na integração entre arte e ecologia\, o artista se destacou por evidenciar questões ambientais no Brasil. Ao longo de sua trajetória\, desenvolveu pesquisas artísticas ramificadas em eixos temáticos\, como samambaias\, florações\, relevos e sombras. Essas investigações culminaram em obras criadas a partir de cipós\, raízes\, resquícios de troncos e madeira calcinada\, além de pigmentos naturais\, com os quais ele compõe o corpo de sua obra. \nKrajcberg rompeu com a tradição escultórica ao empregar elementos orgânicos e estruturas naturais como matéria-prima e suporte\, desafiando os limites entre representação e figuração\, além de fundir os campos da pintura\, escultura e gravura. A flor do mangue\, circa 1970\, composta por madeira residual de árvores de manguezal e pigmentada com piche\, reflete essa abordagem. Com sua grande escala e forma retorcida\, a obra sensibiliza o observador para a vulnerabilidade e a resistência do ecossistema dos manguezais. \n“De certa forma\, a escultura é a própria árvore\, ainda que resultante da justaposição de diferentes elementos naturais. A arte\, para Krajcberg\, precisa sair dos limites da moldura e reencontrar a natureza. Ele se afasta progressivamente da ideia de representar o mundo natural para incorporá-lo como corpo da obra. O caráter de denúncia emerge como um desdobramento natural desse processo\, conforme Krajcberg percebia o potencial da arte de sensibilizar e comunicar sua luta ambiental”\, comenta Laura Cosendey. \nEm 1978\, durante uma expedição pela Amazônia\, Frans Krajcberg experiencia o que chamou de “choque amazônico” diante da exuberância da floresta equatorial. Anos depois\, uma nova viagem — desta vez ao Mato Grosso — expõe o artista à devastação provocada pelas queimadas\, marcando uma virada em sua trajetória\, em que a natureza\, além de ser inspiração\, se torna causa a ser defendida. A expressão “reencontrar a árvore”\, presente em suas reflexões\, resume esse retorno da arte à natureza como fonte de criação e consciência ecológica. \nFrans Krajcberg: reencontrar a árvore integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Abel Rodríguez\, Claude Monet\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas\, Mulheres Atingidas por Barragens e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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SUMMARY:"A Ecologia de Monet" no MASP
DESCRIPTION:Claude Monet\, “Ponte de Waterloo”\, 1903\, McMaster University\, McMaster Museum of Art\, doação Herman H. Levy\, 1984\, Hamilton\, Canadá. Foto: Robert McNair\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia a exposição A Ecologia de Monet\, apresentando uma leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza\, as transformações ambientais\, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza. A exposição apresenta obras que perpassam grande parte da carreira do artista — das décadas de 1870 até 1920 —\, revelando diferentes momentos de sua relação com a paisagem e com o meio ambiente. Em cartaz de 16 de maio a 24 de agosto de 2025\, a exposição reúne 32 pinturas do impressionista francês\, sendo a maioria inédita no hemisfério sul. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Fernando Oliva\, curador\, MASP\, e com assistência de Isabela Ferreira Loures\, assistente curatorial\, MASP\, a exposição aborda diferentes aspectos da relação de Monet com a ecologia em cinco núcleos: Os barcos de Monet; O Sena como Ecossistema; Neblina e Fumaça; O Pintor como Caçador; Giverny: Natureza Controlada.   \n“É inegável que o artista teve um olhar atento para as transformações ambientais de seu tempo\, documentando desde a industrialização crescente até fenômenos naturais\, como enchentes e degelos. No entanto\, a relação de Monet com a ecologia da época era outra\, muito diferente das dimensões atuais do termo\, tanto no campo das ciências do clima como no da história da arte. Ainda assim\, é possível traçar leituras contemporâneas sobre o seu trabalho\, especialmente se considerarmos a força e o impacto que sua obra segue exercendo na sociedade”\, afirma Fernando Oliva. \nO núcleo “O Sena como Ecossistema” aborda a água como um motivo constante na produção do artista\, que cresceu na cidade do Havre\, no norte da França\, onde o rio Sena deságua no Oceano Atlântico. Ao longo da vida\, Monet percorreu grande parte dos 776 km do rio e seus afluentes\, desenvolvendo uma relação profunda com as paisagens fluviais\, que também expressam os hábitos sociais e o processo de industrialização. Na mostra\, a importância do Sena para a vida e a obra do artista também é representada em um painel expográfico curvo que simboliza o percurso do rio.  \nO curso d’água também tem destaque no núcleo “Os barcos de Monet”\, no qual o impressionista apresenta o afluente do rio Sena em uma imersão. As barcas são mostradas de pontos de vista elevados\, eliminando\, assim\, a noção de uma linha do horizonte. A correnteza do rio é destacada por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde intenso. \nO núcleo “Neblina e Fumaça” discute como Monet representou as transformações urbanas e industriais de seu tempo. A energia a vapor\, as fábricas em expansão\, a produção de carvão e as rápidas mudanças nos meios de produção modificaram o horizonte das cidades do século XIX\, fazendo com que as torres das igrejas passassem a competir com as chaminés na paisagem urbana. Os trabalhos em que o artista retrata as pontes de Waterloo e de Charing Cross\, de Londres\, são emblemáticos\, pois dão a ver a forma como Monet explorou a perspectiva atmosférica com cores e pinceladas singulares\, conferindo espessura à neblina e evidenciando o ar carregado pela fumaça liberada pelas indústrias instaladas às margens do rio Tâmisa. \n“O Pintor como Caçador” parte das longas caminhadas de Monet à procura de boas vistas as quais pintar ou\, como ele próprio dizia\, boas “impressões”. Se no início de sua produção o artista se limitava a áreas de fácil acesso\, especialmente após os anos 1880 passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais. Nesse núcleo também são apresentadas pinturas de Monet realizadas em suas viagens pela costa francesa —Normandia\, Bretanha e Mediterrâneo —\, além de passagens por outros países\, como a Holanda.  \n“Giverny: Natureza Controlada” apresenta obras como A ponte japonesa (1918–1926) e A ponte japonesa sobre a lagoa das ninfeias em Giverny (1920–1924)\, concebidas pelo pintor no refúgio que criou nos jardins de sua propriedade na cidade de Giverny\, onde viveu por mais de quatro décadas. Esse núcleo faz uma reflexão sobre a paixão de Monet por seus jardins\, que também pode ser analisada como um desejo de controlar e moldar a natureza.  \n“A exposição reflete uma relação complexa do pintor com a paisagem natural e o meio ambiente. Em suas pinturas coexiste um elogio ao meio ambiente e uma tentativa de organizá-lo\, de contê-lo”\, conclui Oliva. \nA Ecologia de Monet integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Hulda Guzmán\, Mulheres Atingidas por Barragens\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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