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SUMMARY:"Ocupação Leda Maria Martins" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Leda Maria Martins\, 2022. Imagem: Murilo Alvesso\nÀs 11h do sábado\, 7 de dezembro\, o Itaú Cultural abre a Ocupação Leda Maria Martins em seu piso térreo. Em um total de cerca de 140 peças\, a mostra começa com uma viagem pelo acervo pessoal da homenageada\, por onde se desvenda a sua vida desde a infância. Na sequência\, o visitante entra no universo de Leda entre suas experiências\, conceitos e vivências. Por fim\, chega a uma representação do território sagrado que permeia toda a vida dela: o Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá. A mostra permanece em cartaz até 30 de março de 2025.Leda Maria Martins nasceu no Rio de Janeiro. Ao perder o pai\, ainda menina\, foi viver em Belo Horizonte com a irmã Ana Maria Martins e sua mãe Dona Alzira Germana Martins\, quitandeira\, cozinheira\, cantineira\, benzedeira e conhecedora dos poderes de cura das plantas\, ervas e chás. Logo ela aprendeu a ler e escrever\, estudar matemática e fazer teatro.Dali em diante\, a sua trajetória ascendeu rapidamente até conseguir uma bolsa de estudos que a levou a realizar o mestrado em Artes na Universidade de Indiana\, nos Estados Unidos\, e nunca mais parou. A sua obra acadêmica e seu pensamento se tornaram indispensáveis na investigação do teatro contemporâneo e na percepção da cultura no Brasil. São dela\, por exemplo\, obras fundamentais sobre Qorpo Santo (José Joaquim de Campos Leão\, 1829-1883) e Abdias do Nascimento (1914-2011).Em reconhecimento à sua atuação no campo do teatro\, em 2017 foi instituído o Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte\, cujas categorias refletem conceitos de seu pensamento. Em 2022\, ela foi uma das contempladas no Prêmio Milú Villela – Itaú Cultural 35 Anos. Em 2023\, recebeu o Prêmio de Mestre em Artes Integradas da FUNARTE. No mesmo ano\, a sua obra foi fundamento do projeto curatorial da 35ª Bienal de São Paulo.A mostraA Ocupação revela essa trajetória ao percorrer as diferentes formações da homenageada\, que passam pela academia tradicional e pelas experiências na poesia\, no teatro e no Reinado. Também revela o seu processo criativo\, afetos familiares e registros visuais e materiais que remetem à sua existência como Rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá\, em Minas Gerais.“Eu sou tudo o que me constitui: poeta\, pós-doutora\, reinadeira\, que foi princesa e hoje é rainha. Sou mãe\, sou filha. Não mantenho comigo nem com o mundo uma relação de dualidade”\, diz Leda em um dos vídeos produzidos pela equipe do Itaú Cultural e exposto na Ocupação. “Onde estou\, mais nada está. Tudo o que me formata e constitui\, está”\, conclui.O primeiro espaço da mostra está repleto de fotografias\, rascunhos de poemas manuscritos e datiloscritos\, primeiras publicações e processos de pesquisa de seu acervo. Encontram-se ali\, também\, vídeos com depoimentos da Rainha Perpétua do Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá Iracema Moreira\, da escritora Ana Maria Gonçalves e das atrizes Natasha Corbelino\, Renata Sorrah e Tatiana Tibúrcio\, além de um vídeo com falas da própria homenageada.Em seguida\, a exposição revela três obras\, encomendadas aos artistas Dione Carlos\, Ricardo Aleixo e Rui Moreira a partir do conceito do tempo espiralar – um dos pensamentos conceituais de Leda\, ao lado de encruzilhada\, oralitura\, corpo-tela (leia mais neste press kit em Conceitos). Há\, também\, uma réplica tátil de sua vestimenta durante os festejos do Reinado – a original está exposta na mostra Artistas do vestir: uma costura dos afetos\, em cartaz no mesmo Itaú Cultural.  Por fim\, o visitante chega a uma reprodução de um altar de fé e afetos e a projeção de uma obra audiovisual captada durante a festa do Reinado de agosto de 2024. Fecha esse espaço\, Café com Leda – uma obra sonora e imersiva\, na qual ela recita o poema Claves\, publicado em seu livro Os dias anônimos\, de 1999. A homenageada também conta\, aqui\, histórias como a de sua primeira experiência nos palcos\, quando era criança\, rememora o seu amor pelo teatro e questões do racismo estrutural. O visitante pode ouvir sentado\, vivenciando as suas narrações.
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SUMMARY:"Carlos Zilio – a querela do Brasil" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Carlos Zilio\, “Massificação (João)”\, 1966. Foto: Daniel Mansur / Divulgação\nÀs 19h30 da terça-feira\, dia 25 de março\, o Itaú Cultural (IC) abre a exposição Carlos Zilio – a querela do Brasil\, com mais de 100 obras é a primeira retrospectiva do artista\, nascido em 1944\, no Rio de Janeiro. Com caráter cronológico\, a mostra acompanha a sua produção de 1966 a 2022 definida por cada fase de sua vida. A exposição passa pelas diferentes etapas da obra do artista – entre técnicas\, linguagens e suportes variados – e acompanha o desenvolvimento do trabalho iniciado com uma produção politizada\, durante a ditadura militar\, passando por trabalhos abstratos e de experimentação em uma reflexão sobre a identidade nacional e o modernismo brasileiro\, até chegar ao vazio e à ausência. Exibe\, ainda\, cadernos de trabalho de Zilio\, nunca expostos. \nCom concepção e realização do Itaú Cultural\, curadoria de Paulo Miyada e projeto assinado por Fernanda Bárbara\, do Escritório UNA barbara e valentim\, a mostra fica em cartaz até 6 de julho.“Carlos Zilio é um artista fundamental na arte contemporânea brasileira. Para entender seu trabalho artístico e intelectual\, é preciso olhar para o contexto social\, político e artístico no qual ele estava inserido”\, observa Sofia Fan\, gerente de Artes Visuais e Acervos do Itaú Cultural. “Esta exposição é uma oportunidade para que as pessoas possam se aprofundar em sua produção\, tornando-a mais acessível para um público amplo e diverso. Os visitantes poderão compreender como ela se relaciona com a história recente do país e conhecer mais os diferentes movimentos artísticos com os quais o seu trabalho dialoga\, da década de 1960 até hoje.”“Esta não é uma exposição óbvia e a vejo coerente com o projeto do Itaú Cultural de valorizar a história da arte e de seus agentes que ajudaram a construir o Brasil de maneira mais autônoma”\, comenta o curador Paulo Miyada\, para quem Zilio é um artista-cidadão “obstinadamente inquieto ou inquietamente obstinado.”Por suas grandes dimensões\, a instalação Atensão (com “s”\, mesmo)\, realizada em 1976\, ocupa boa parte do piso 1. Composta de materiais de construção\, como pedras\, tijolos\, cabos de aço\, ripas de madeira\, além de um metrônomo e uma bomba de compressão em metal\, ela explora a tensão e a suspensão. A obra permite que o público transite por situações de equilíbrio precário\, o que desafia a sua percepção.No piso -1\, que abrange as pinturas de Zilio dos anos 1990 a 2022\, o público conhecerá os seus cadernos de trabalho inéditos. Eles facilitam a observação de algumas etapas do seu processo criativo e se conectam com os pensamentos e formas de fazer arte.Descendo para o piso -2\, onde está reunida a produção de 1960 a 1980\, encontram-se obras significativas de sua carreira\, como A Querela do Brasil (ou o diabo e o bom Deus). Acrílica sobre tela da coleção do artista\, realizada entre 1979 e 1980\, esta obra critica o modernismo e os estereótipos da brasilidade. Nela – fruto da tese de doutorado A Querela do Brasil defendida na França\, em 1970 –\, Zilio aponta as influências culturais europeias\, negras e indígenas na constituição da arte brasileira\, a partir da análise das obras de Tarsila do Amaral\, Di Cavalcanti e Portinari.‍Lute\, de 1967\, é mais uma das obras emblemáticas de Zilio que está nesse andar. Trata-se de uma serigrafia sobre filme plástico e resina condicionados em uma marmita de alumínio aberta. Ela contém um rosto amarelo de formato indefinido\, onde a palavra que batiza a obra está escrita em vermelho sobre a boca. O projeto era distribuir as marmitas nas fábricas\, em uma tentativa de mobilizar os trabalhadores a protestar contra o autoritarismo. Logo percebeu que se tratava de um plano de difícil execução\, tanto pela grande quantidade que deveria produzir quanto pelo período vivido. Nestes tempos de repressão mais forte\, Zilio ficou mais engajado na luta e na resistência do que na produção artística. O momento marcou uma ruptura voluntária em sua produção – forçada\, em seguida\, por mais dois anos devido à prisão.Não por acaso\, nesse mesmo piso encontra-se Auto-retrato\, uma de suas primeiras produções após sair do cárcere e retomar a sua obra. Trata-se de uma tela em vinílica e hidrocor\, de 135 x 85 cm\, onde se vê uma mancha vermelha disforme – bem no centro de um fundo branco – atravessada pela palavra que lhe dá nome.A exposição também reúne\, no piso -2\, 30 desenhos\, feitos em folhas de papel e com caneta hidrográfica no período em que foi preso político da ditadura militar\, de 1970 a 1972\, no Rio de Janeiro. Eles formam uma espécie de diário do cárcere\, usando elementos figurativos para abordar a repressão a que esteve submetido.
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