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SUMMARY:"Mira Schendel – esperar que a letra se forme" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Mira Schendel\, Sem título (detalhe)\, 1964-1965\n\n\n\n\nMinistério da Cultura\, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam Mira Schendel – esperar que a letra se forme\, uma exposição com curadoria de Galciani Neves e Paulo Miyada\, que explora a presença dos signos gráficos\, da letra e da palavra na produção artística de Mira Schendel (1919–1988). Reunindo mais de 250 obras\, entre pinturas\, monotipias\, desenhos\, cadernos\, objetos gráficos e uma instalação\, a mostra é dividida em sete núcleos\, convidando o público a imergir na presença da palavra na produção artística de Mira e suas interligações. A exposição será inaugurada no dia 24 de outubro\, concomitantemente à exposição Carlito Carvalhosa – A metade do dobro. \nMira Schendel – esperar que a letra se forme integra o programa semestral palavra palavra palavra\, iniciado com o projeto Poesia em presença – Entre cenas\, slam\, spoken word e rap\, e que contará ainda com o lançamento da publicação Caderno-ensaio 2: Palavra. Esta exposição conta com o patrocínio do Nubank\, através do Ministério da Cultura\, via Lei de Incentivo à Cultura\, Programa Nacional de Apoio à Cultura e Governo Federal – Brasil\, União e Reconstrução. \nReconhecida como uma das artistas mais significativas da arte brasileira do século XX\, Mira Schendel nasceu em Zurique\, na Suíça\, com ascendência judaica\, tcheca\, alemã e italiana. Devido à perseguição antissemita\, fugiu para o Brasil em 1949\, onde viveu e produziu grande parte de sua obra\, dialogando com a Poesia Concreta\, o Neoconcretismo e as experimentações artísticas das décadas de 1960 e 1970. \nNeves e Miyada assinalam que Schendel desafiava a si mesma\, buscando formas de atribuir sentido ao efêmero. Foi em um manuscrito da artista\, por exemplo\, que os curadores encontraram o título da exposição\, “esperar que a letra se forme”\, e de lá extraíram também o seguinte trecho\, presente no texto curatorial: \n“A sequência das letras no papel imita o tempo\, sem poder realmente representá-lo. São simulações do tempo vivido\, e não capturam a vivência do irrecuperável\, que caracteriza esse tempo. Os textos que desenhei no papel podem ser lidos e relidos\, coisa que o tempo não pode. Fixam\, sem imortalizar\, a fluidez do tempo.” \nA curadoria estruturou a montagem em sete núcleos sustentados de maneira fluida pela cronologia da artista. No núcleo “Chegada ao Brasil e à palavra”\, que abre a exposição\, o público acompanha o percurso da artista\, desde as representações esquemáticas de objetos até composições abstratas e experimentos com elementos gráficos. Destaque para as obras dos anos 1960\, quando Mira incorpora rótulos e textos em seus trabalhos\, trazendo a palavra escrita para o centro de suas composições. \nEm “Escritura-desenho estruturando espaços”\, estão desenhos feitos com nanquim e carvão que exploram a relação entre palavra e espaço\, combinando letras\, signos gráficos e gestos caligráficos. Segundo a curadoria\, Haroldo de Campos descreveu essa “arte-escritura” de Mira\, na qual o signo gráfico se torna uma questão estética e uma forma de fabulação de espaços. \nEm “A palavra em espiral”\, encontram-se trabalhos que trazem palavras em diferentes idiomas\, sobretudo italiano e alemão\, línguas que a artista herdou dos pais\, que aparecem junto ao português\, língua oficial do Brasil. Para a curadoria: \n“Essa diversidade de expressões e pronúncias efetiva a palavra no trabalho da artista como uma espécie de acontecimento de enunciação de algo\, como se escrever/desenhar as letras e sua decodificação realizassem o que ali está posto. A palavra instaura\, assim\, uma situação.” \nO núcleo “Arte: encontro com o corpóreo” destaca os Toquinhos\, tanto os feitos em papel de arroz quanto os em acrílico. Entre as séries homônimas\, os decalques de letraset são o elemento comum. Em “Refluir de páginas fechadas e abertas”\, estão os cadernos de Mira Schendel. A curadoria aponta que: \n“Essas obras – feitas\, em sua grande maioria\, no ano de 1971 – são exercícios de composição em papéis encadernados\, perfurados\, grampeados ou colados\, como brochuras ou simples aglomerados de páginas. A artista utilizou centenas de conjuntos de folhas\, de muitas dimensões\, que\, compreendidos em sua sequencialidade\, formam um percurso no tempo e no espaço.” \nCompletam a exposição os núcleos “Monotipias e objetos gráficos”\, duas das mais conhecidas séries da artista\, e “Ondas paradas de probabilidade\, um sussurro”\, que apresenta a instalação “Ondas Paradas de Probabilidade”\, sua obra de maior dimensão. \nParalelamente à mostra de Mira Schendel\, o Instituto Tomie Ohtake inaugura Carlito Carvalhosa – a metade do dobro\, a primeira retrospectiva abrangente sobre a produção artística de Carlito Carvalhosa (1961–2021). Com cerca de 150 obras que datam de 1984 a 2021\, a mostra tem curadoria conjunta de Ana Roman\, Lúcia Stumpf\, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada.
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SUMMARY:"Carlito Carvalhosa – A metade do dobro" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Carlito Carvalhosa\, Sem título (detalhe)\, 2011. Crédito: Flavio Freire\n\n\n\n\nMinistério da Cultura\, Livelo\, Grupo CCR e Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição Carlito Carvalhosa – A metade do dobro\, a primeira retrospectiva abrangente sobre a produção artística de Carlito Carvalhosa (1961–2021). Com cerca de 150 obras\, que datam de 1984 a 2021\, a mostra percorre quase quarenta anos de carreira\, reunindo muitos exemplos da constante experimentação do artista com diferentes materialidades\, navegando entre os limites da pintura\, escultura e instalação. A exposição será inaugurada no dia 24 de outubro\, concomitantemente à exposição Mira Schendel – Esperar que a letra se forme. \nCom curadoria conjunta de Ana Roman\, Lúcia Stumpf\, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada\, a exposição é dividida em sete núcleos\, ocupando três salas do Instituto. Sem seguir uma ordem cronológica\, a mostra é permeada por rebatimentos entre permanências e tensões. Como afirma Ana Roman\, “essa oscilação entre a presença e a ausência no espaço\, entre o visível e o oculto\, é um tema central que atravessa as várias fases da produção de Carvalhosa”. Esta exposição conta com o patrocínio da Livelo e do Grupo CCR\, por meio do Instituto CCR\, na Cota Apresenta\, e do BMA Advogados na Cota Prata\, através do Ministério da Cultura\, via Lei de Incentivo à Cultura\, Programa Nacional de Apoio à Cultura e Governo Federal – Brasil\, União e Reconstrução. \nO primeiro núcleo expositivo\, o único cronológico\, traz pinturas do início da carreira na Casa 7\, ateliê que reunia\, além de Carvalhosa\, Fábio Miguez\, Paulo Monteiro\, Rodrigo Andrade e\, posteriormente\, Nuno Ramos\, jovens artistas unidos por laços de amizade e por propósitos estéticos comuns. Estão lá\, por exemplo\, duas obras do artista de 1985 que compuseram A Grande Tela na 18ª Bienal de São Paulo. Paulo Miyada nos conta que as pinturas de Carvalhosa “são maiores que seu corpo\, transbordam massa de tinta manuseada com vigor\, e trazem alusões tanto a figuras mundanas quanto a estilemas da história da arte recente. Desse encontro iniciático com a ideia da pintura\, Carlito sai com um impulso que nunca mais abandonaria: o interesse pelo que existe de tátil na produção de imagens\, pelo háptico subjacente ao ótico”. \nA seção seguinte tem como destaque uma parede de encáusticas produzidas entre 1988 e 1991. São obras que\, segundo Lúcia Stumpf\, “a partir da mistura de cera e terebentina\, com pouco pigmento\, resultam em pinturas ricas em camadas matéricas e texturas\, privilegiando a cor e a transparência da cera. Já as obras em cera policromáticas são compostas pela sobreposição de camadas\, em um procedimento que remete à colagem”. Essas obras estão posicionadas em diálogo frontal com os espelhos graxos\, feitos a partir de 2003. O fascínio pelo espelho perdurou por anos\, e com ele o artista produziu dezenas de peças\, com as mais variadas cores\, processos\, formatos e técnicas. \nO núcleo seguinte traz um conjunto expressivo dos dedinhos\, trabalhos muito característicos da produção de Carvalhosa\, feitos em cera\, com 30×30 cm\, que formam uma espécie de mosaico. O mesmo espaço abriga as ceras perdidas\, o primeiro conjunto escultórico de Carvalhosa\, produzido em 1995. Originalmente altas\, as peças foram moldadas por abraços do artista no bloco de cera maleável\, trazendo sua estrutura corporal para a obra. Com o passar dos anos\, elas murcharam e perderam altura\, ganhando outra expressão plástica\, bastante diferente da original. \nO visitante ingressa na sala seguinte pela instalação Qualquer direção\, de 2011\, uma das primeiras que o artista realizou com lâmpadas fluorescentes. Mais uma vez\, a obra está em diálogo\, agora com as pinturas feitas em chapas de alumínio. O núcleo seguinte traz alumínios brancos em diálogo com esculturas de porcelana. Para Stumpf\, “as monotipias e pinturas em gesso rebatem os contornos orgânicos das esculturas\, que\, por sua vez\, ofuscam o olhar do espectador com sua superfície reflexiva”\, completa a curadora. Nesse núcleo\, ainda estão alguns toquinhos\, obras que rememoram as grandes instalações de postes. \nO último núcleo traz os trabalhos do fim da carreira. São obras feitas em cera que dialogam com os dedinhos. Agora menos orgânicas\, essas pinturas\, que marcam o retorno à cera\, foram realizadas a partir de 2017 com o uso de moldes\, seguindo esquemas geométricos e utilizando cores vibrantes. Luis Pérez-Oramas conclui que “se há uma coisa que me parece caracterizar a obra de Carlito Carvalhosa\, em todas as suas fases e em suas realizações mais emblemáticas\, é o exercício permanente de chegar não ao fim\, mas ao começo\, não ao ato final\, mas à potência\, não à forma clara e definida\, mas ao seu estágio larval\, impuro\, onde residem todas as suas possibilidades”\, completa.
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