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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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LOCATION:Whitney Museum of American Art\, 99 Gansevoort St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Portraits from the ICA Collection" no ICA Boston
DESCRIPTION:Didier William\, “Gwo Tet”\, 2021. Cortesia do artista e Altman Siegel\, São Francisco ® Didier William\n\n\n\n\nEsta exposição apresenta o vasto acervo de retratos em diferentes mídias dentro da Coleção do ICA\, explorando como artistas criam imagens de si mesmos e de outros para expressar emoções\, questões políticas e a potência da representação. O retrato oferece tanto aos artistas quanto aos retratados uma forma de comunicar experiências pessoais e vividas\, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre si mesmo. \nDiferente dos retratos históricos\, frequentemente voltados à celebração da aristocracia e das elites\, a retratística contemporânea abrange um espectro mais amplo e inclusivo de pessoas e identidades. A seleção de quase trinta obras reflete a riqueza das narrativas atuais\, ressaltando a diversidade das experiências individuais e os vínculos que nos conectam enquanto sociedade.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Zheng Chongbin: Golden State" no LACMA
DESCRIPTION:Zheng Chongbin\, “Golden State”\, 2024\, cortesia do artista\, © Zheng Chongbin\, foto: Zhang Hong.\n\n\n\n\nAo longo das últimas quatro décadas\, o artista Zheng Chongbin (n. 1961)\, nascido em Xangai e radicado no Condado de Marin\, desenvolveu uma prática singular que dialoga com os conceitos e a estética do movimento Light and Space\, além da tradição da pintura com tinta da Ásia Oriental. Formado tanto em pintura figurativa chinesa tradicional quanto em arte de instalação e performance\, Zheng sintetiza essas práticas aparentemente distintas em técnicas inéditas de pintura e vídeo que se tornaram sua marca registrada. Zheng Chongbin: Golden State é uma apresentação concisa que reúne duas instalações de vídeo\, além de obras pintadas e impressas. Por meio de formas abstratas e visões distorcidas das paisagens naturais da Califórnia\, Zheng explora água\, luz e movimento em suas obras características.
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SUMMARY:"Mary Heilmann: Long Line" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Vista da exposição “Mary Heilmann: Long Line”. Whitney Museum of American Art\, Nova York. Foto: Ron Amstutz\n\n\n\n\nMary Heilmann (n. 1940\, San Francisco) afirmou certa vez que “museus são lugares para passar o tempo” [tradução livre]\, e essa exposição encarna esse espírito ao convidar o público à conexão social e ao engajamento com a arquitetura do Whitney Museum\, o Rio Hudson e a paisagem urbana ao redor. O ambiente imersivo inclui uma ampliação pintada à mão de Long Line (2020)\, além de diversas cadeiras esculturais inspiradas em móveis que a artista já exibiu em galerias e espaços domésticos. A influência da contracultura dos anos 1960 e do Minimalismo geométrico permeia a trajetória de Heilmann\, que há décadas desenvolve uma abordagem da abstração marcada por cores vibrantes e formas pouco convencionais. Long Line nasceu da experiência de observar as ondas nas costas de Long Island e da Califórnia — e aqui estabelece uma rima visual com o fluxo do Rio Hudson. \nA nova instalação site-specific\, Mary Heilmann: Long Line\, celebra o décimo aniversário do edifício atual do Whitney Museum\, para o qual a artista criou anteriormente Mary Heilmann: Sunset (2015). Esse projeto inaugural da maior galeria externa do museu incluiu a reprodução em larga escala de uma pintura vibrante\, um filme e as emblemáticas cadeiras da artista\, transformando o espaço em um lugar de contemplação\, descanso e reflexão sobre a cidade em constante transformação.
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LOCATION:Whitney Museum of American Art\, 99 Gansevoort St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"David Byrne" na Pace Gallery
DESCRIPTION:Imagem / Cortesia Pace Gallery\n\n\n\n\nA Pace apresenta uma instalação especial de desenhos do artista David Byrne em sua sede de Nova York. Realizadas diretamente nas paredes dos patamares da escadaria entre o primeiro e o sétimo andar da galeria\, as nove obras refletem a sensibilidade surreal e lúdica de Byrne. \nProduzidos ao longo de vários dias em abril de 2025\, os desenhos foram concebidos em escala real\, com o intuito de que o público os “confronte” e experimente de formas inesperadas. A instalação permanecerá em exibição por tempo indeterminado. \nAo longo de cinco décadas de carreira\, David Byrne desenvolveu uma prática nas artes visuais que inclui desenho\, fotografia\, instalação\, performance e design. O artista realizou sua primeira grande exposição com a Pace em 2003\, também em Nova York.
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LOCATION:Pace Gallery\, 540 West 25th Street\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Rashid Johnson: A Poem for Deep Thinkers" no Guggenheim
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\nO ChatGPT disse:\n\n\n\n\n\n\n\n\nHá quase 30 anos\, o artista Rashid Johnson (n. 1977\, Chicago) desenvolve uma produção diversa que dialoga com disciplinas como história\, filosofia\, literatura e música. Esta grande exposição individual destaca seu papel como estudioso da história da arte\, mediador da cultura popular negra e força criativa na arte contemporânea. \nCerca de 90 obras — entre pinturas com sabão negro\, textos com spray\, esculturas em grande escala\, filmes e vídeos — ocupam a rotunda do museu. Entre elas está Sanguine\, uma obra monumental e site-specific instalada na rampa superior do edifício\, que incorpora um piano para apresentações musicais. Além disso\, um programa dinâmico de eventos\, desenvolvido em colaboração com parceiros comunitários de toda a cidade de Nova York\, ativa um palco escultural no piso da rotunda.
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LOCATION:The Guggenheim Museum\, 1071 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Emily Kam Kngwarray" na Tate Modern
DESCRIPTION:Emily Kam Kngwarray\, ”Ntang Dreaming”\, 1989. National Gallery of Australia. © Estate of Emily Kam Kngwarray / DACS 2024\, Todos os direitos reservados\n\n\n\n\nA renomada artista australiana Emily Kam Kngwarray (c. 1914–1996) criou obras poderosas e impactantes que refletem sua vida extraordinária como mulher Anmatyerr\, nascida em Alhalker\, na região de Sandover\, no Território do Norte da Austrália. \nReconhecida como uma das pintoras mais importantes surgidas no final do século XX\, sua experiência de vida e sua profunda conexão cultural com seu Country foram traduzidas inicialmente em vibrantes batiks e\, posteriormente\, em pinturas monumentais sobre tela. Para os Povos Aborígenes e das Ilhas do Estreito de Torres\, o conceito de Country abrange as terras\, os céus e as águas aos quais estão profundamente conectados há incontáveis gerações. Country é um lugar compartilhado de origens espirituais\, sociais e geográficas. A obra de Kngwarray incorpora seu conhecimento minucioso dos territórios onde viveu ao longo da vida\, com padrões sobrepostos que representam as plantas\, os animais e as formações geológicas que compõem os ecossistemas do deserto ao seu redor. \nA exposição apresenta ricos têxteis\, pinturas\, filmes e elementos sonoros que expressam a dimensão expansiva do Country Ancestral e da cultura de Kngwarray. \nRealizada em colaboração com a National Gallery of Australia (NGA)\, esta será a primeira grande mostra dedicada à obra de Kngwarray na Europa\, celebrando sua carreira extraordinária como uma das maiores artistas da história da Austrália. \nExposição organizada pela Tate Modern e pela National Gallery of Australia\, a partir de uma curadoria de Kelli Cole (povos Warumungu e Luritja) e Hetti Perkins (povos Arrernte e Kalkadoon). A mostra Emily Kam Kngwarray na Tate Modern é curada por Kelli Cole.
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SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
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LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Tempurã" de Juliana dos Santos na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Fotos no Atelie de Juliana so Santos no dia 05/08/2025 para Pinacoteca de São Paulo. Créditos: Levi Fanan\n\n\n\n\nSão Paulo\, 19 de agosto – Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, tem o prazer de anunciar o lançamento de um programa anual de residência artística em parceria com a CHANEL\, dedicado a fortalecer e impulsionar as trajetórias criativas de mulheres artistas. \nEssa nova iniciativa estreia com a aclamada artista visual Juliana dos Santos (1987\, São Paulo\, Brasil)\, cujo trabalho inovador estabelece pontes entre arte e educação. Sua primeira exposição individual em uma instituição\, intitulada Temporã\, será inaugurada em 23 de agosto na Galeria Praça\, localizada no edifício da Pina Contemporânea. \nAnualmente\, a residência selecionará uma artista mulher de destaque — atuando em qualquer disciplina ou linguagem —\, oferecendo mentoria especializada por meio da rede CHANEL Art Partners e uma plataforma para o desenvolvimento de sua prática artística. O programa inclui também uma exposição individual na Pinacoteca\, promovendo visibilidade e apoio fundamentais às vozes criativas femininas. \nA prática artística de Juliana dos Santos é marcada pela pesquisa do pigmento azul extraído da flor Clitoria ternatea\, que a artista utiliza como lente poética para explorar a cor como experiência sensorial. Sua pesquisa transita entre arte\, história e educação\, com foco especial nas estratégias desenvolvidas por artistas negras para transpor os limites tradicionais da representação. \nPara sua exposição na Pinacoteca\, dos Santos amplia sua investigação a outros pigmentos naturais\, como a catuaba\, a erva-mate e o pau-brasil\, criando pinturas vibrantes e fluidas que convidam o público a experimentar a cor de maneira renovada. \n“Juliana dos Santos explora os limites da abstração e do tempo. A partir do azul da flor\, a artista ancora sua obra na impermanência: o pigmento natural oxida com o tempo\, transformando-se diante dos olhos do público. Sua obra é\, assim\, dinâmica e performativa: ela semeia a cor sobre a superfície pictórica\, que então segue seu próprio caminho imprevisível\, como um rio que corre e deságua em um oceano de possibilidades”\, explica a curadora Lorraine Mendes. \nEste programa de residência reflete o compromisso compartilhado entre a Pinacoteca e a CHANEL em fomentar a expressão criativa e amplificar as vozes de mulheres artistas\, no Brasil e além.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Harmony Hammond + Ivens Machado" no auroras
DESCRIPTION:Obra de Harmony Hammond – Divulgação\n\n\n\n\nA exposição Harmony Hammond + Ivens Machado propõe um diálogo inédito entre a obra de Ivens Machado (1942–2015)\, figura central da arte brasileira dos anos 70\, 80 e 90\, e Harmony Hammond (1944)\, artista\, escritora e curadora independente estadunidense\, pioneira do movimento feminista nos Estados Unidos no início dos anos 70. A mostra articula as fronteiras entre corpo\, materialidade e política. \nAs obras reunidas – esculturas\, pinturas\, relevos e fotografias produzidas entre 1973 e 2023 – desafiam categorias formais e empregam elementos como concreto\, ferro\, gaze\, latex e cera. Essas construções evidenciam a fisicalidade da matéria por meio de procedimentos incisivos\, evocando a violência como operação tanto conceitual quanto visual. Enquanto Machado explora o corpo como território de tensões biológicas e materiais\, Hammond atua na fricção entre processos visuais e militância política. Ambos abordam a vulnerabilidade do corpo humano e a instabilidade material\, criando obras abstratas de aspectos ambíguos\, entre a ferida e o curativo\, a ruína e a construção. \nAo colocar esses dois artistas em diálogo\, a mostra não apenas cria pontes entre geografias distintas\, mas também evidencia a arte como ferramenta de ruptura e resistência. A exposição propõe um encontro possível entre corpos que\, mesmo distantes no espaço\, compartilham uma sensibilidade comum frente às estruturas de opressão. \nA exposição é realizada em colaboração com as galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Alexander Gray Associates.
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LOCATION:Auroras\, 426 Av. São Valério Morumbi\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"A terra\, o fogo\, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Wifredo Lam\, “Arbre de plume”\, do álbum Pleni Luna\, 1974. Coleção Édouard Glissant\n\n\n\n\nO Ministério da Cultura\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet)\, e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição A terra\, o fogo\, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant\, que conta com o patrocínio do Nubank\, Mantenedor Institucional do Instituto Tomie Ohtake\, da SKY\, na cota Bronze\, e da Fundação Norma y Leo Werthein\, na cota Apoio. Concebida como um museu em movimento e dedicada à obra e ao pensamento do poeta\, filósofo e ensaísta martinicano Édouard Glissant (1928–2011)\, a exposição integra a Temporada França-Brasil 2025 como um de seus principais destaques. A iniciativa de intercâmbio cultural é promovida pelo Instituto Francês e pelo Instituto Guimarães Rosa (Itamaraty)\, com o apoio de um comitê formado por 15 empresas: Engie\, LVMH\, ADEO\, JCDecaux\, Sanofi\, Airbus\, CMA CGM\, CNP Seguradora\, L’Oréal\, TotalEnergies\, Vinci\, BNP Paribas\, Carrefour\, VICAT e SCOR. Com curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada\, a mostra é uma realização do Instituto Tomie Ohtake\, correalização do Mémorial ACTe\, do Édouard Glissant Art Fund e do Institut Tout-Monde\, além de parceria com o CARA — Center for Art\, Research and Alliances e apoio institucional do Institut Français. \nParte da pesquisa de longo prazo do Instituto Tomie Ohtake em torno da produção de memória\, a exposição dá sequência a iniciativas recentes como a mostra Ensaios para o Museu das Origens (2023) e o seminário “Ensaios para o Museu das Origens – Políticas da memória” (2024)\, que reuniu representantes de museus\, arquivos e comunidades em um intenso debate sobre preservação e cidadania. \nCom seu título inspirado na antologia poética La Terre\, le feu\, l’eau et les vents (2010)\, organizada pelo escritor martinicano\, a mostra ensaia o que seria um “Museu da Errância”. Errância é uma vivência da Relação: recusa filiações únicas e propõe o museu como arquipélago – espaço de rupturas\, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Contra genealogias rígidas\, propõe-se uma memória em trânsito\, feita de alianças provisórias\, traduções e tremores – um processo institucional movido pelo encontro entre tempos\, territórios e linguagens. Ainda que Glissant tenha deixado fragmentos de sua visão para um museu do século 21\, não chegou a concretizá-lo. A curadoria imagina como poderia ser esse Museu da Errância em uma mostra de múltiplas camadas e conexões inesperadas entre obras\, documentos e paisagens. As duas ideias-chave da organização da montagem da exposição são a palavra da paisagem e a paisagem da palavra\, concebidas a partir da concepção de Glissant de “parole du paysage”. Como apontam em texto\, “No primeiro caso\, o território infiltra-se na fala; no segundo\, a linguagem se projeta no espaço\, convertendo signos\, letras e códigos em relevo\, clima ou correnteza”. Para o poeta\, a paisagem não é apenas cenário externo\, mas força ativa que molda memórias\, gestos e linguagens. \nAlém disso\, estão presentes em frases\, manuscritos e entrevistas do autor outras ideias como Todo-mundo\, crioulização\, arquipélago\, tremor\, opacidade\, palavra da paisagem e aqui-lá. Para a curadoria\, que trabalhou em contínuo diálogo com Sylvie Séma Glissant\, trata-se de um arco de assuntos interligados com profunda relevância no mundo contemporâneo\, que mais uma vez se vê permeado por discursos e medidas de intolerância perante o diverso e incapaz de criar canais de escuta dos Elementos naturais e das paisagens ameaçados de destruição. \nÉ nesse horizonte que se apresenta\, pela primeira vez no Brasil\, parte da coleção pessoal reunida por Glissant e atualmente preservada no Mémorial ACTe\, em Guadalupe. O conjunto inclui pinturas\, esculturas e gravuras de artistas com quem o pensador conviveu e sobre os quais escreveu\, como Wifredo Lam\, Roberto Matta\, Agustín Cárdenas\, Antonio Seguí\, Enrique Zañartu\, José Gamarra\, Victor Brauner e Victor Anicet\, entre outros. São artistas de crescente reconhecimento internacional\, que viveram trajetórias de diáspora e imigração\, e produziram em trânsito entre línguas\, linguagens\, paisagens e histórias múltiplas. Trata-se de um valioso recorte da produção artística da segunda metade do século 20\, que lida com o imaginário\, a figuração\, a linguagem e as grafias como recursos carregados de traços de memória\, identidade e invenção. \nÀ coleção de obras somam-se documentos\, cadernos\, vídeos e fragmentos de textos e entrevistas de Glissant\, igualmente inéditos. Entre eles\, destaca-se o Caderno de uma viagem pelo Nilo (1988) – com notas e desenhos em fac-símile – que vai além do registro de viagem para se tornar um exercício poético-filosófico\, no qual o autor questiona a ideia de uma origem única e propõe a noção de origens múltiplas. A mostra apresenta também trechos da extensa entrevista concedida em 2008 a Patrick Chamoiseau\, escritor martinicano e parceiro intelectual de Glissant\, da qual resultou o monumental Abécédaire. O público poderá conferir dezessete verbetes selecionados pela curadoria\, exibidos em seis monitores distribuídos pela exposição. Esses materiais revelam como o poeta elaborava suas ideias no cruzamento entre escrita\, oralidade e imagem. \nEste extenso e rico acervo é apresentado em diálogo com trabalhos de mais de 30 artistas contemporâneos das Américas\, Caribe\, África\, Europa e Ásia — nomes como Chico Tabibuia\, Emanoel Araújo\, Federica Matta\, Frank Walter\, Julien Creuzet\, Manthia Diawara\, Melvin Edwards\, Sheila Hicks\, Rebeca Carapiá\, Pol Taburet\, Tiago Sant’Ana\, entre outros — que convocam o público a experimentar\, de forma sensorial\, o entrelaçamento entre paisagem\, linguagem e memória. Nas palavras dos curadores: “Entre as peças selecionadas há partituras visuais que serpenteiam pelas paredes como cordilheiras\, vídeos em que frases viram espuma marítima e instalações sonoras que transformam poemas em ar e vibração”. Parte dessa proposta inclui ainda obras especialmente comissionadas para a exposição\, realizadas por Aislan Pankararu\, Pedro França e Rayana Rayo\, do Brasil\, e por Arébénor Basséne\, Hamedine Kane\, Nolan Oswald Dennis\, Pol Taburet\, Kelly Sinnapah Mary e Tarik Kiswanson\, de diferentes contextos internacionais\, ampliando as vozes e perspectivas que atravessam a mostra. \nPara setembro\, está programado o lançamento de um catálogo\, em português e em inglês – cuja edição em inglês está sendo coeditada pelo CARA – que reúne textos das instituições parceiras\, ensaio curatorial de Ana Roman e Paulo Miyada\, verbetes sobre os artistas participantes\, além da transcrição de trechos do Abécédaire. O volume inclui também o manuscrito Caderno de uma viagem pelo Nilo\, de Glissant\, assim como legendas técnicas e ficha detalhada da exposição. Em novembro\, no Instituto Tomie Ohtake\, a programação se completa com um seminário com a participação de alguns dos artistas da exposição e com importantes intelectuais que dialogam com a obra de Glissant. \nO projeto contempla\, ainda\, uma residência artística na Martinica\, realizada em agosto de 2025\, com a participação de Rayana Rayo e Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). Os frutos dessa vivência\, que conta com o apoio da Coleção Ivani e Jorge Yunes e do Instituto Guimarães Rosa\, darão origem a intervenções em diálogo com a coleção de arte africana do MON – Museu Oscar Niemeyer\, em Curitiba. O evento também integra a Temporada França Brasil. No primeiro semestre de 2026\, a exposição tem itinerância prevista para Nova York\, no CARA — Center for Art\, Research and Alliances. \nLista completa de artistas participantes: \nAgustín Cárdenas\, Aislan Pankararu\, Amoedas Wani e Patrice Alexandre\, Antonio Seguí\, Arébénor Basséne\, Cesare Peverelli\, Chang Yuchen\, Chico Tabibuia\, Eduardo Zamora\, Emanoel Araújo\, Enrique Zañartu\, Ernest Breleur\, Etienne de France\, Federica Matta\, Flavio-Shiró\, Florencia Rodriguez Giles\, Frank Walter\, Gabriela Morawetz\, Geneviève Gallego\, Gerardo Chávez\, Hamedine Kane\, Irving Petlin\, Jean-Claude Garoute (Tiga)\, José Gamarra\, Julien Creuzet\, Kelly Sinnapah Mary\, M. Emile\, Manthia Diawara\, Mélinda Fourn\, Melvin Edwards\, Minia Biabiany\, Nolan Oswald Dennis\, Öyvind Fahlström\, Pancho Quilici\, Paul Mayer\, Pedro França\, Pol Taburet\, Raphaël Barontini\, Rayana Rayo\, Rebeca Carapiá\, Roberto Matta\, Serge Hélénon\, Sheila Hicks\, Sylvie Séma Glissant\, Tarik Kiswanson\, Tiago Sant’Ana\, Victor Anicet\, Victor Brauner\, Wifredo Lam\, Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). 
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SUMMARY:“Histórias da ecologia” no MASP
DESCRIPTION:Aycoobo Wilson Rodríguez\, “Calendário”\, 2024. Acervo MASP\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta Histórias da ecologia\, de 4 de setembro a 1 de fevereiro de 2026. A coletiva internacional ocupa todos os espaços expositivos do Edifício Pietro Maria Bardi e reúne mais de 200 obras de artistas\, ativistas e movimentos sociais de 28 países\, como Colômbia\, Islândia\, Japão\, Nova Zelândia\, Peru e Turquia. A exposição investiga a ecologia como uma rede de relações entre seres vivos e o mundo que habitam\, colocando em diálogo trabalhos de comunidades\, territórios e ecossistemas de diferentes locais ou períodos. \nA escolha curatorial se afasta da concepção de uma natureza apartada da sociedade ou que compreende o ser humano como hierarquicamente superior. “É comum que meio ambiente e ecologia sejam tratados como sinônimos. No entanto\, escolhemos ecologia para abranger um sistema de relações entre humanos e mais que humanos — animais\, plantas\, rios\, florestas\, montanhas\, fungos e minerais. Não conseguimos pensar a natureza separada do humano”\, diz André Mesquita\, curador\, MASP. \nA curadoria de André Mesquita e Isabella Rjeille\, curadores\, MASP\, revela perspectivas artísticas em comum a respeito da ecologia ou de enfrentamentos aos efeitos da crise climática global\, propondo uma reflexão política sobre o tema ao evidenciar o fator humano e as implicações de marcadores sociais da diferença\, como gênero\, raça e classe. A exposição é dividida em cinco núcleos temáticos que seguem uma ordem linear: Teia da vida; Geografias do tempo; Vir-a-ser; Territórios\, migrações e fronteiras; e Habitar o clima.  \nTeia da vida aborda diferentes percepções dessa rede de inter-relações — das cosmovisões indígenas às disputas por poder\, influência e território. A obra The Political Life of Plants (2021) retrata complexos entrecruzamentos entre as plantas e outros seres. O vídeo acompanha o artista Zheng Bo (China\, 1974) em uma caminhada por uma floresta de faias em Bradenburgo\, na Alemanha. Durante o percurso\, Bo conversa com os cientistas Matthias Rillig\, especialista em biodiversidade e ecologia do solo\, e Roosa Laitinen\, que investiga a plasticidade genética das plantas. Os temas de suas pesquisas se entrelaçam às reflexões do artista e aos sons e imagens da floresta. \nGeografias do tempo reúne olhares indígenas\, afrodiaspóricos\, rurais e urbanos sobre a terra e o cosmos\, a vida e a morte\, a regeneração e o cuidado. A obra Calendário (2024)\, de Aycoobo (Wilson Rodríguez) (La Chorrera\, Colômbia\, 1967)\, artista nonuya-muinane\, traz uma perspectiva indígena amazônica sobre a temporalidade cíclica da natureza. O desenho revela um sistema de marcação temporal que transcende a lógica linear ocidental\, associando a passagem do tempo às transformações vividas pelas árvores\, plantas\, animais e rios da floresta amazônica. Já Ana Amorim (São Paulo\, 1956) tem uma abordagem íntima e processual da temporalidade urbana. Em Passage of Time Study (2018)\, durante todas as noites\, por um período de um mês\, a artista brasileira registra o mapa do seu dia e um número localizador. O resultado é um conjunto de 31 desenhos feitos com caneta esferográfica sobre papel. \nVir-a-ser investiga as relações entre seres humanos e mais-que-humanos\, além de modos simbólicos\, espirituais e materiais que estruturam esses vínculos. A série de desenhos Tentativas de criar asas (década de 2000)\, de Rosana Paulino (São Paulo\, 1967)\, evoca seres híbridos em constante transformação – trata-se de figuras femininas que tecem teias\, rompem casulos ou ganham asas\, libertando-se de estruturas que já não lhes servem mais\, à semelhança de alguns insetos. A série fotográfica Corpoflor (2016-presente) propõe um hibridismo radical entre o corpo humano e o de outros seres da natureza. Em retratos e autorretratos\, Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória\, ES\, 1996) revela corporalidades imprevistas que transcendem as normas de gênero e sexualidade\, criando formas de existir que resistem às categorizações binárias impostas pela sociedade. \nTerritórios\, migrações e fronteiras se debruça sobre os deslocamentos forçados\, fluxos migratórios e fronteiras físicas e sociais. A escultura Refugee Astronaut XI (2024)\, de Yinka Shonibare (Londres\, 1962)\, representa migrantes\, estrangeiros e refugiados contemporâneos. Desde 2015\, o artista produz figuras em tamanho real de astronautas nômades\, equipados com capacetes e vestidos com uma roupa espacial cujos tecidos se inspiram nos padrões africanos. Esses personagens parecem vagar sem rumo\, à deriva\, entre mundos devastados. Os astronautas de Shonibare carregam os traumas da crise climática e dos ecocídios que expulsam milhões de seus territórios de origem. \nHabitar o clima sintetiza e\, ao mesmo tempo\, amplia questões centrais presentes nos demais núcleos de Histórias da ecologia. Nele estão reunidos trabalhos de artistas\, coletivos e movimentos que investigam táticas de ocupar\, experienciar e imaginar radicalmente a cidade e o campo. A instalação inédita Descida da terra/trabalho das águas (2025)\, de Cristina T. Ribas (São Borja\, RS\, 1980)\, reflete sobre os efeitos das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. O trabalho comissionado pelo MASP consiste em um tecido translúcido suspenso diagonalmente no espaço expositivo\, impresso com imagens que revelam como as águas redesenharam a geografia de rios\, lagos e bacias hidrográficas\, impactando mais de 650 mil pessoas.  \n“Histórias da ecologia transita entre diferentes saberes: o geológico\, o biográfico\, o ancestral\, o espiritual\, o comunitário\, o local\, o planetário. Essas intersecções ampliam a visão sobre o que está em jogo na atual crise climática — não como um evento isolado\, mas enraizado em estruturas coloniais e patriarcais que condicionam os modos de habitar o planeta”\, afirma Isabella Rjeille.  \nHistórias da ecologia é o tema do ciclo curatorial de 2025. A programação do ano também inclui as mostras de Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Abel Rodríguez\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas e Mulheres Atingidas por Barragens.  \nA mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”\, palavra que engloba ficção e não ficção\, relatos pessoais e políticos\, narrativas privadas e públicas\, possuindo um caráter especulativo\, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta\, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido\, entre os programas anuais e as exposições anteriores\, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017)\, Histórias Afro-Atlânticas (2018)\, Histórias das Mulheres\, Histórias Feministas (2019)\, Histórias da Dança (2020)\, Histórias Brasileiras (2021-22)\, Histórias Indígenas (2023) e Histórias LGBTQIA+ (2024).
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Ocupação Ailton Krenak" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Ailton Krenak. Divulgação Itaú Cultural\nMuito se sabe sobre os livros escritos por Ailton Krenak e traduzidos nos mais variados idiomas. Poucos conhecem\, no entanto\, a sua produção poética\, os seus desenhos acondicionados em caderninhos com espiral\, as pinturas feitas com tinta a óleo\, nanquim ou urucum representando a fauna\, os rios e os territórios indígenas. Tudo isso e muito mais é apresentado na Ocupação Ailton Krenak – ou Men am-ním Ailton Krenak\, como estará estampado para o público –\, que fica em cartaz de 4 de setembro a 23 de novembro\, no piso térreo do Itaú Cultural (IC). \nPrimeira mostra dedicada a uma personalidade indígena nesta série iniciada há 16 anos\, a Ocupação Ailton Krenak traça o arco da vida até hoje de Ailton Alves Lacerda Krenak\, nascido em 29 de setembro de 1953\, no município de Itabirinha\, em Minas Gerais – então distrito de Itabira –\, na região do Vale do Rio Doce. Para isso\, ela reúne mais de 90 peças\, entre fotos\, vídeos – alguns históricos\, outros com depoimentos –\, recortes de jornais\, livros publicados\, além dos desenhos\, pinturas\, poemas clássicos e haicais. O espaço expositivo leva o vermelho do urucum\, o preto do jenipapo e o verde da natureza como cores predominantes. \nÉ todo um caminho esculpido por Ailton na pauta da defesa dos direitos dos povos indígenas\, da justiça socioambiental e da valorização dos saberes ancestrais. Ao longo de décadas\, ele teve atuação política\, tornou-se escritor\, filósofo\, pensador\, poeta\, conferencista e ativista amplamente reconhecido por sua luta no Brasil e no exterior. Há dois anos se tornou membro da Academia Brasileira de Letras\, sendo também o primeiro indígena brasileiro a ocupar uma das cadeiras da ABL. \nOcupação Ailton Krenak tem realização\, curadoria e expografia do Itaú Cultural\, com consultoria da jornalista\, escritora e produtora cultural Angela Pappiani e da escritora\, atriz\, diretora de cinema e de teatro e ilustradora Rita Carelli. A consultoria criativa é da artista e ativista dos direitos indígenas Moara Tupinambá e da terapeuta integrativa e produtora cultural Ingrid Tupinambá. Um site com conteúdo exclusivo (itaucultural.org.br/ocupacao) e uma publicação impressa e disponível on-line acompanham a mostra. A proposta é que o livreto físico seja compartilhado: quem já tiver lido\, pode deixá-lo em estações de transporte público\, praças ou bibliotecas comunitárias. Ainda tem uma surpresa: inspirada no ato de fazer brotar da terra\, a equipe IC incluiu um marcador de páginas feito em papel-semente para ser plantado em qualquer lugar da cidade. \nA exposição \nA entrada leva o visitante diretamente para o território do povo Krenak\, onde o homenageado vive\, em Minas Gerais. O Rio Doce – chamado Watu\, em seu idioma – é um norteador desse espaço. Para este povo\, o rio não é apenas água; é\, principalmente\, um ser ancestral\, entidade viva e sagrada que faz parte de sua identidade e cosmologia. É um avô\, como costuma dizer Ailton. \nEm 2015\, este rio foi morto – como se refere Ní Krenak\, liderança do povo Krenak\, ativista e sua companheira – após o rompimento da barragem de Fundão\, em Mariana\, considerado a maior tragédia ambiental brasileira. Em um vídeo gravado na chamada casa-mãe\, situada no centro da aldeia e por onde o Watu passa\, Ailton e Ní contam como era a vida da comunidade antes e após o desastre ambiental. \nUm desenho de outro rio\, o Juruá\, feito por Ailton e exibido como uma animação poética narrada por ele\, está entre os destaques deste espaço. À medida em que o desenho vai evoluindo\, o autor conta o que estava pensando na hora de fazê-lo e o que ele representa. A obra se chama O rio leva ao norte e ilustrou o livro Vive\, Human Beings! Message from the Amazon\, do fotógrafo Hiromi Nagakura. \nUm documento cronológico remonta a registros históricos\, como a litografia Botocudos (1835)\, de Johann Moritz Rugendas\, que faz referência aos ancestrais do povo Krenak\, um mapa gravura de William John Steains\, de 1888\, e as fotos tiradas em 1909 pelo fotógrafo alemão Walter Garbe. Este espaço vai acompanhando a trilha de Ailton\, recordando o seu trabalho como agente cultural\, comunicador e criador\, por exemplo\, do Núcleo de Cultura Indígena. Também são exibidos exemplares do Jornal Indígena\, fundado por ele\, e áudios do Programa de Índio\, produzido por Angela Pappiani e apresentado por ele e lideranças indígenas\, entre 1985 e 1991\, na Rádio USP e em outras emissoras educativas em vários estados do Brasil. Esta foi uma das ferramentas que avivaram a comunicação entre as aldeias e o povo das cidades\, com a divulgação de informações que não aconteceriam em outros canais de veiculação. \nAssim\, o caminho da Ocupação conduz naturalmente para a atuação política de Ailton. Entre documentos\, matérias de jornais e fotos\, encontram-se vídeos gravados pela equipe do Itaú Cultural com depoimentos de outras personalidades indígenas\, como a professora Severiá Idioriê e o líder Cipassé Xavante\, além de Angela Pappiani. Eles contam os bastidores e a articulação entre os povos indígenas\, com a contribuição de Ailton\, que os representou na Assembleia Nacional Constituinte de 1987. Também está presente na exposição o vídeo do icônico discurso que ele fez nessa ocasião\, quando subiu à tribuna vestido com um terno branco e falou enquanto pintava o rosto com a pasta preta do jenipapo\, associada ao luto —\, em protesto contra o retrocesso nos direitos indígenas que se desenhava para a nova Constituição. \nObras\, poemas livros \nA forte conexão de Ailton com a arte visual ancestral e da natureza pode ser vista na exposição entre suas pinturas e cadernos de desenhos. Ao lado dos poemas\, o conjunto forma uma espécie de jardim poético que encerra a mostra. \nAli estão pinturas como Pesadelo marinho\, de 1998\, que Ailton fez após uma viagem ao Japão e ouviu denúncia da pesca predatória dos oceanos. Festa na floresta\, do mesmo ano\, ele criou para a capa do livro Vozes da Floresta\, sobre o seringueiro\, sindicalista\, ambientalista e ativista político brasileiro Chico Mendes e a história coletiva de resistência dos seringueiros. \nEntre as representações pictóricas da fauna registradas pelos pincéis de Ailton\, tem O tatu e Adorno de tatu\, animal que ele admira pela sua resistência. Há figuras criadas por ele como Ókókân (coruja)\, composto por vários seres\, outros animais e frutos. Em O rei dos macacos\, pintura do fim da década de 1990\, os primatas são convocados e celebrados em diferentes existências. Este desenho foi estampado quarta capa de Vozes da Floresta. \nAs três caravelas é uma obra produzida por Ailton Krenak em 2000 para as comemorações dos 40 anos da Tropicália. As embarcações fazem referência à Santa Maria\, Pinta e Niña\, usadas por Cristóvão Colombo em sua viagem à América\, em 1492. Por sua vez\, Caboclo d’água é a ilustração que ele criou para a capa do álbum de mesmo nome do mineiro Tavinho Moura em 1991. Simboliza um ser híbrido e antropomórfico\, que emite raios\, como se fosse um cocar. \nPavãozinho da serra faz parte da série Bichos de papel\, composta por desenhos feitos com pigmentos de plantas em papéis artesanais feito de palha de arroz e cana. Entre outras obras\, encontra-se Morubiti\, um ser das águas que ele criou em 1987\, a partir de histórias ouvidas do povo Paiter Suruí\, de Rondônia. Todas essas obras são acompanhadas de gravações de Ailton sobre elas. \nNo espaço há ainda uma série de seus cadernos com desenhos e poemas. Alguns são inspirados na forma poética japonesa haicai e\, como é comum nesse estilo\, são breves\, ligam-se à natureza e registram um momento e uma percepção. Outros são mais longos\, marcados pela sonoridade e pelas imagens. \nA mostra também apresenta traduções de suas obras literárias\, com destaque para Ideias para adiar o fim do mundo\, para os idiomas coreano\, sueco\, francês e japonês. Livros como este e outros títulos\, como A vida não é útil e Futuro ancestral\, estão em um espaço acolhedor para que possam ser manuseados e lidos.
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LOCATION:Itaú Cultural\, Av. Paulista\, 149 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Carne da Terra" de Maria Antonia no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Obra de Maria Antonia. Crédito: Gabi Carrera / Divulgação\n\n\n\n\n\n\n\nA artista visual Maria Antonia apresenta a exposição/projeto inédita “Carne da Terra”\, a partir do dia 12 de setembro de 2025 (sexta-feira)\, no Museu do Amanhã\, no centro do Rio de Janeiro. É a primeira solo de pintura imersiva de uma artista mulher no espaço institucional e\, que acontece durante a semana da ArtRio\, principal feira da cidade que acontece na Marina da Glória. \nO texto crítico é da curadora Fernanda Lopes e a expografia fica por conta da arquiteta Gisele de Paula\, responsável também pela 36ª Bienal de São Paulo\, que acontece no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A mostra segue aberta à visitação até o dia 25 de novembro de 2025. Este projeto foi contemplado pelo edital Pró-Carioca\, programa de fomento à cultura carioca\, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, através da Secretaria Municipal de Cultura. \nLimites da pintura e da imagemConcebida como uma arena viva de experiências\, a exposição reúne pinturas de grande escala\, esculturas táteis\, sons e realidade aumentada\, criando encontros entre gestos ancestrais e recursos tecnológicos contemporâneos. O projeto\, que é desdobramento mais recente da investigação de mais de 10 anos da artista\, versa sobre os limites da pintura e da imagem\, construindo ambientes pictóricos e imersivos nos quais o público é convidado a estar presente. Em sua instalação\, Maria Antonia traz para os dias de hoje\, questões essenciais da história da arte e como elas se configuram no mundo contemporâneo. \n“Carne da Terra é um ambiente-vivo que convida o público a ativar sua percepção\, explorando outros sentidos para além do olhar. Neste espaço\, o mundo real\, também alimentado pela audição e o tato\, amplia seus contornos ao incorporar o universo virtual\, e o uso de ferramentas presentes em nosso cotidiano\, como a inteligência artificial e a realidade aumentada. Ao caminhar pelo universo construído pela artista\, pinturas e esculturas pensadas especialmente para essa instalação\, ganham novos contornos com ferramentas virtuais desenvolvidas para ampliar as possibilidades da pintura a partir da interação com o público”\, diz a curadora Fernanda Lopes no texto crítico.
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SUMMARY:"Portais\, Passadiços e Pomanders: Gilbertto Prado e Poéticas digitais" no MAC USP
DESCRIPTION:“Desluz”\, 2009. Gilbertto Prado e Poéticas Digitais. Galeria Expandida – (08.04.2010) – Luciana Brito Galeria\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta\, a partir de 13 de setembro\, a exposição Portais\, Passadiços e Pomanders: Gilbertto Prado e Poéticas digitais\, com 11 trabalhos em que se entrelaçam o visível e o invisível\, o orgânico e o maquínico\, o sensorial e o digital em experiências que tensionam fronteiras e ativam formas de coexistência. As curadoras Ana Magalhães e Priscila Arantes observam que “há espaços que não se limitam à sua territorialidade: são passagens\, zonas de transição\, portais entre mundos e estados de presença. Heterotopias.” A exposição propõe uma travessia por esses “entre espaços”.  \nGilbertto Prado é um artista pioneiro no Brasil em arte telemática e arte em rede que desenvolve\, desde os anos 1980\, obras que exploram meios diversos como fax\, arte postal\, realidade virtual e redes digitais. Sua trajetória é inseparável da própria história da artemídia no país. Os trabalhos apresentados na exposição foram criados em colaboração com o grupo de pesquisa Poéticas Digitais que Gilbertto fundou e coordena há mais de uma década\, \nAqui\, os portais abrem-se como convites à transição entre o dentro e o fora do espaço expositivo\, entre o físico e o digital\, entre o museu e seus territórios. Os passadiços são linhas tênues\, pontes\, travessias por onde se cruzam temporalidades\, culturas e técnicas. O pomander\, artefato criado na Europa medieval para filtrar os odores do mundo e proteger o corpo por meio do aroma\, ressurge como tecnologia sensível; presença olfativa que ativa memórias e conecta corpos\, ambientes e dispositivos em uma rede de afetos. \n“Cada obra da exposição ativa uma tecnologia diversa – ancestral\, vegetal\, eletrônica\, algorítmica – para nos colocar em contato com dimensões sensíveis da experiência que escapam à nossa percepção imediata”\, comentam as curadoras. Entrelaçando arte e natureza\, muitas das obras evocam formas de inteligência vegetal e forças invisíveis que regem o mundo natural. Essas criações operam em diálogo com a natureza traduzindo seus ritmos\, sutilezas e transformações em experiências sensoriais e tecnológicas que “nos convidam a repensar nossos modos de habitar o mundo: a abrir espaço para novas formas de coexistência com a terra\, os ciclos da natureza e tudo aquilo que pulsa além da centralidade humana”\, completam as curadoras.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Theatre Picasso" na Tate Modern
DESCRIPTION:Pablo Picasso\, “As Três Bailarinas”\, 1925. Tate. © Succession Picasso / DACS 2024\n\n\n\n\nPablo Picasso era fascinado por performers e por sua capacidade de se transformar. Ele se inspirava nos dançarinos\, artistas e toureiros que pintava\, e deles emprestou elementos para criar sua própria persona pública: Picasso\, o Artista. \nMarcando o centenário de sua famosa pintura As Três Bailarinas\, esta exposição\, encenada pela consagrada artista contemporânea Wu Tsang e pelo autor e curador Enrique Fuenteblanca\, lança uma nova luz sobre a obra de Picasso. Eles transformarão o espaço expositivo em um teatro para apresentar mais de 45 obras de Picasso da coleção da Tate\, ao lado de empréstimos importantes de instituições europeias. A mostra inclui pinturas\, esculturas\, têxteis e trabalhos em papel\, alguns nunca antes vistos no Reino Unido. \nPor meio de sua persona\, Picasso cultivou um mito em torno de si\, como artista celebrado e\, ao mesmo tempo\, outsider. A maneira como ele fez isso pode ser examinada pela ideia contemporânea de “performatividade” – como palavras e ações podem gerar mudanças e moldar identidades. Essa persona sempre foi atraída por vidas alternativas e pela tensão entre a cultura popular e a vanguarda. Acompanhou-o por toda a vida e continua a moldar a forma como imaginamos o papel do artista hoje. \nTheatre Picasso é apresentada na The George Economou Gallery. Em parceria com White & Case. Com apoio da Huo Family Foundation. Apoio adicional do The Theatre Picasso Exhibition Supporters Circle\, Tate Americas Foundation e Tate Members. \nEncenada por Wu Tsang e Enrique Fuenteblanca com a colaboração da designer de exposições Lucie Rebeyrol\, do estúdio Roll.
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LOCATION:Tate Modern\, Bankside\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Entanglements" de Yuko Mohri no Pirelli HangarBicocca
DESCRIPTION:Yuko Mohri\, obra em exibição na mostra “Entanglements”\, Pirelli HangarBicocca\, Milão\, 2025 / Reprodução\n\n\n\n\nA entrada para a exposição é gratuita\, e a reserva online garante acesso prioritário no horário selecionado. Membros têm acesso prioritário mesmo sem reserva. \nDe 18 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026\, a Pirelli HangarBicocca apresentará “Entanglements”\, uma individual de Yuko Mohri (Kanagawa\, Japão\, 1980; vive e trabalha em Tóquio)\, artista japonesa cuja prática investiga o potencial transformador de objetos cotidianos e elementos naturais\, bem como sua capacidade de gerar deslocamentos visuais e sonoros. Por meio de assemblages efêmeras e sistemas interconectados\, ela chama a atenção do público para questões ambientais e sociais fundamentais. \nYuko Mohri é conhecida por suas composições intrincadas e originais\, recentemente apresentadas na Itália no Pavilhão do Japão da 60ª Bienal de Veneza (2024). Inspirada por Marcel Duchamp (1887–1968)\, Mohri cria esculturas cinéticas site-specific que incorporam objetos encontrados\, assim como instrumentos musicais retrabalhados conectados a circuitos eletrônicos. Suas obras respondem a fenômenos imperceptíveis\, transitórios e efêmeros\, como gravidade\, magnetismo\, calor e umidade. Elementos ambientais aleatórios e instáveis — como ar\, poeira\, resíduos e temperatura — moldam suas assemblages\, transformando-as em ecossistemas orgânicos onde o som desempenha papel central. \nEntanglements é a exposição individual mais extensa de Yuko Mohri até hoje em uma instituição europeia. O título evoca os vínculos invisíveis e as interações complexas que existem entre objetos\, forças\, sons e pessoas. A mostra investiga como cada elemento pertence a um sistema interconectado em que nada age de forma independente e tudo integra uma vasta rede de relações em constante evolução. As esculturas delicadamente equilibradas de Mohri revelam a complexidade latente das estruturas naturais e artificiais que constituem nosso mundo e o fluxo constante de energia que nos circunda. Por meio dos materiais que utiliza\, a artista introduz uma ironia sutil e uma dimensão lúdica quase escondida\, apoiando-se em referências culturais que vão da filosofia à cultura pop\, além de influências iconográficas e sonoras que variam da arte cinética à experimentação sonora. \nA exposição é acompanhada pela monografia mais abrangente já dedicada à prática de Yuko Mohri. O volume reúne ensaios de críticos e pesquisadores internacionais que acompanharam de perto sua carreira. Inclui uma visão geral de sua obra assinada pelo crítico de arte Ryo Sawayama; um ensaio do curador Martin Clark; e uma contribuição do curador Diego Sileo. Uma seleção de escritos da própria artista oferece uma perspectiva pessoal sobre sua relação com o som\, enquanto um texto dos curadores da mostra aprofunda o projeto expositivo no Pirelli HangarBicocca. Além disso\, um recurso único desenvolvido especificamente para esta publicação é o glossário\, que explora os principais temas da obra de Mohri e oferece uma nova ferramenta interpretativa para compreender sua linguagem artística em constante evolução. Por fim\, o catálogo inclui o mangá japonês Shōjo de Ran Kurumi\, que ilustra a trajetória artística de Mohri.
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LOCATION:Fondazione Pirelli HangarBicocca\, Via Chiese 2\, Milão\, Itália
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SUMMARY:"Leonora Carrington" no Palazzo Reale
DESCRIPTION:Leonora Carrington\, “The Magical World of the Mayas”\, 1963. The Charles B. Goddard Center for Visual and Performing Arts\, Ardmore\, Oklahoma. © Leonora Carrington / DACS\, Artimage 2025 / SIAE\n\n\n\n\nEsta mostra é a primeira individual dedicada à obra de Leonora Carrington na Itália e pretende apresentar a artista como uma figura radicalmente poliedrica\, atravessando as múltiplas linguagens por ela experimentadas: pintura\, escrita\, teatro e pensamento crítico. \nAtravés de uma seleção de obras visionárias e materiais de arquivo\, a exposição explora seu universo imaginativo e intelectual\, no qual se fundem arte\, mitologia\, ecologia\, feminismo e espiritualidade. A mostra destaca o profundo vínculo que Carrington teve com a Itália\, desde a descoberta da arte renascentista em Florença nos anos de formação\, até revelar a complexidade de suas raízes culturais\, célticas e pós-vitorianas\, e sua participação no movimento surrealista. \nO percurso expositivo restitui a trajetória única de uma mulher artista\, migrante e exilada\, que fez da imaginação um instrumento de resistência e conhecimento. Carrington surge como pioneira do ecofeminismo e incansável exploradora da consciência\, capaz de dar vida a um mundo fantástico e subversivo no qual o cotidiano se entrelaça com a alquimia\, o conto de fadas e o inconsciente. \nA exposição inclui pinturas\, fotografias\, livros de sua biblioteca pessoal\, escritos e documentos inéditos\, oferecendo uma ocasião extraordinária para descobrir uma das figuras mais influentes e visionárias do século XX.
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SUMMARY:"Appiani. Il Neoclassicismo a Milano" no Palazzo Reale
DESCRIPTION:Andrea Appiani\, “Juno assistida pelas Graças (Toalete de Juno)”\, c. 1810-1812. Bréscia\, Pinacoteca Tosio Martinengo © Archivio Fotografico Musei Civici di Brescia-Fotostudio Rapuzzi\n\n\n\n \nDe 23 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026\, o Palazzo Reale recebe Appiani. Il Neoclassicismo a Milano em Milão\, uma importante mostra dedicada a Andrea Appiani (Milão\, 1754 – 1817)\, figura central do Neoclassicismo italiano e intérprete eminente da pintura entre o Iluminismo e a era napoleônica. \nPor meio de uma cuidadosa seleção de mais de 100 obras\, provenientes de coleções públicas e privadas italianas e estrangeiras\, a exposição reconstrói o percurso artístico de Andrea Appiani\, revelando ao público a riqueza e o dinamismo da Milão neoclássica\, da qual foi pintor-símbolo e “primeiro pintor” do Reino da Itália. \nA iniciativa é apoiada pela Fondazione Bracco e pela Biofer Spa e integra o programa da Olimpíada Cultural de Milão-Cortina 2026. \nA mostra é acompanhada por um catálogo abrangente publicado pela Electa\, que reúne ensaios introdutórios\, análises críticas e fichas científicas das obras expostas.
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LOCATION:Palazzo Reale\, Piazza del Duomo\, 12\, Milão\, Itália
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SUMMARY:"Man Ray: Forme di luce" no Palazzo Reale
DESCRIPTION:Man Ray\, “Teardrop”\, anos 1930. Reprodução\n\n\n\n \nMan Ray é sem dúvida um dos grandes protagonistas da arte do século XX. Foi um dos primeiros a utilizar a fotografia como um verdadeiro meio criativo\, realizando obras emblemáticas que entraram para a história da arte do Novecento. \nA retrospectiva em cartaz de 24 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026 no Palazzo Reale permitirá ao público percorrer as etapas biográficas e da carreira de Man Ray. Graças a um importante núcleo de materiais originais (provas vintage\, negativos\, colagens\, documentos)\, é possível acompanhar a trajetória de Man Ray desde seu nascimento (1890\, na Filadélfia)\, passando pelos ambientes nova-iorquinos onde descobre as vanguardas europeias e faz amizade com Marcel Duchamp\, até sua chegada a Paris em 1921. \nEm Paris\, foi acolhido pelos poetas André Breton\, Louis Aragon e Paul Éluard\, e conheceu a cantora e modelo Kiki de Montparnasse\, sua amada e musa\, criando fotografias imortais como Noire et blanche ou Le Violon d’Ingres. Mais tarde\, se dedicará ao mundo da moda e à realização das famosas “rayografias” e “solarizações”. De volta aos Estados Unidos em 1940\, retornará a Paris em 1951\, onde permanecerá até sua morte em 1976. \nAtravés de um percurso temático (os autorretratos\, as musas\, os nus\, as rayografias e solarizações\, a moda)\, esta mostra propõe redescobrir um artista único em seu gênero e um pioneiro genial.
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SUMMARY:"Pinturas Nômades" de Beatriz Milhazes na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “A mosca”\, 2012. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\nA Casa Roberto Marinho (CRM) inaugura\, em 25 de setembro de 2025\, Pinturas Nômades\, exposição da artista plástica carioca Beatriz Milhazes\, expoente da arte contemporânea internacional. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti\, a mostra apresenta pela primeira vez no país a reprodução de projetos arquitetônicos desenvolvidos pela artista em quatro continentes — Europa\, América do Norte\, América do Sul e Ásia.A individual celebra duas décadas da atuação de Milhazes no campo das instalações pictóricas em espaços arquitetônicos e institucionais. \nProduzida pela Casa Roberto Marinho\, Pinturas Nômades constitui um panorama único: reúne intervenções site-specific realizadas na Ópera de Viena; na Tate Modern\, em Londres; na loja Selfridges\, em Manchester; no metrô de Londres; na Fundação Cartier\, em Paris; no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; no Long Museum\, em Xangai; e na Fundação Gulbenkian\, em Lisboa; entre outras permanentes\, como no projeto Art House\, na Ilha de Inujima\, Japão\, e no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque. Esses projetos\, que formam o núcleo central da mostra\, são apresentados em maquetes\, estudos e painéis inéditos no Brasil\, permitindo ao público uma rara imersão na dimensão arquitetônica da obra de Beatriz. \nDe acordo com o curador\, estas intervenções de Milhazes\, realizadas entre 2004 e 2023\, consolidam uma pesquisa visual em diálogo com superfícies arquitetônicas. Utilizando principalmente vinil colorido\, pintura mural e cerâmica\, a artista desenvolve composições que exploram luz\, cor e transparência\, estabelecendo relações entre interior e exterior\, opacidade e translucidez\, desenho e arquitetura. \nEm projetos como Gávea (Selfridges & Co.\, Manchester\, Inglaterra\, 2004)\, Guanabara (Tate Modern\, Londres\, 2005)\, Peace and Love (Estação Gloucester Road\, Londres\, 2005) e O Esplendor I e II (Long Museum\, Xangai\, 2021; e Turner Contemporary\, Margate\, Reino Unido\, 2023)\, Milhazes transforma fachadas\, janelas e espaços de circulação em experiências sensoriais marcadas por formas orgânicas\, ritmos visuais e atmosferas poéticas. \n“Esses trabalhos\, apresentados em instituições e espaços como hospitais\, metrôs e edifícios residenciais\, conjugam arte e sua relação com a questão social\, de sustentabilidade\, e com o contexto urbano\, de forma sensível. Ao inserir elementos como mandalas\, listras\, elipses ou círculos em superfícies envidraçadas ou estruturas curvas\, as obras introduzem novas camadas de significado aos ambientes\, evocando paisagens abstratas\, referências culturais e memórias visuais. Em cada intervenção\, Milhazes amplia a experiência do espaço\, propondo um encontro entre pintura\, arquitetura e contemplação”\, observa Cavalcanti. \nA pintura é o tronco principal do trabalho de Beatriz e pontua poeticamente o percurso pela Casa\, como no caso das obras Mocotó (2007)\, A Mosca (2010/2012) e Lampião (2013/2014). \nBeatriz tem\, desde o início de sua prática\, uma longa relação de observação das variadas representações da natureza e da vida cotidiana encontradas na Arquitetura\, Arte Popular\, Arte Indígena\, Arte Decorativa e universo da Arte Aplicada e História da Arte. Desta forma\, a mostra apresenta ao público carioca uma sala dedicada a seu projeto especial para a 60ª Bienal de Arte de Veneza\, em 2024\, desenvolvido para o Pavilhão das Artes Aplicadas\, uma colaboração entre o Victoria and Albert Museum (V&A)\, em Londres\, e a Bienal. As pinturas O céu\, as estrelas e o bailado (2023) e Meia-noite\, Meio-dia (2023) são exibidas com a mesa de tecidos do acervo pessoal de Milhazes\, de diferentes culturas e regiões ao redor do mundo\, referência para o desenvolvimento das obras. Completa este espaço a tapeçaria inédita Dance in Yellow (2020). \nUma das salas é dedicada a um conjunto de 11 gravuras. De acordo com a artista\, “é a técnica que mais se aproxima plasticamente do resultado dos painéis e murais”\, uma conversa entre a arte gráfica como ponto de diálogo entre as duas práticas. \nA exposição contará também com apresentações de Marcia Milhazes Cia de Dança que apresentará criações recentes\, concebidas em diálogo direto com o universo da mostra. A recorrente colaboração entre as irmãs Milhazes nas exposições de Beatriz\, no Brasil e no exterior\, é marcada por encontros que articulam composições visuais e propostas coreográficas. \nO percurso expositivo e um projeto concebido para a Casa Roberto Marinho \nA escultura suspensa Mariola (2010–2015)\, que recebe os visitantes na primeira sala\, transporta elementos recorrentes da linguagem visual de Milhazes para o tridimensional\, e ganha destaque ao estabelecer diálogo com o espaço expositivo. \nAinda no térreo da Casa\, o público se encontra com a instalação Corumbê\, concebida especialmente para a exposição\, com vinis translúcidos aplicados nas cinco janelas em arco do salão principal. A obra tece conexões afetivas e estéticas com a arquitetura da antiga residência\, evocando referências a Djanira da Motta e Silva e às tradições populares de Paraty\, cidade de origem materna de Milhazes. \nA artista conta que\, no início do processo de concepção da mostra\, ao chegar na CRM para uma reunião com Cavalcanti\, “o grande salão térreo estava vazio e as janelas emolduravam o magnífico jardim de Burle Marx. Fui seduzida! Imediatamente me surgiu a imagem de um desenho vitral dialogando com a natureza externa e poeticamente envolvendo o espaço interno. Algo para contemplar\, conviver\, refletir”\, relembra Beatriz. “No desenho para as janelas em arco\, quase capelas\, a lembrança de Djanira se fez presente. Sua obra sempre foi uma referência para minha pintura e a Coleção Roberto Marinho tem peças masters desta artista. Minha família materna é originária de Paraty\, onde a tradição de festas religiosas é uma força e passei boa parte de minha infância e adolescência. Corumbê conta uma bela história\, uma história carioca.” \nNo mesmo espaço está instalado o painel Waving Flowers\, pintura em escala real desenvolvida originalmente para a Galeria Max Hetzler\, em Berlim. Trabalhada em cinco tons de cinza\, a obra surpreende pela força plástica dentro de uma paleta monocromática\, dialogando com o piso de losangos bicolores do salão da CRM e com os vitrais de Corumbê. Na sala seguinte\, três pinturas de Djanira\, pertencentes à Coleção Roberto Marinho\, reforçam o elo entre duas gerações de mulheres centrais na arte brasileira. \nA mostra se desenvolve em todo o piso superior\, em núcleos poéticos de contemplação\, revelando o papel da cor\, da ornamentação e da estrutura visual na construção de uma linguagem singular. Segundo Lauro Cavalcanti\, a disposição das obras “toca o sublime que a arte\, por vezes\, alcança”.
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LOCATION:Casa Roberto Marinho\, R. Cosme Velho\, 1105\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Sala de vídeo: Emilija Škarnulytė" no MASP
DESCRIPTION:Emilija Škarnulytė\, “Æqualia” (still)\, 2023. Imagem / Divulgação MASP\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 10 de outubro a 23 de novembro\, a Sala de vídeo: Emilija Škarnulytė\, com a primeira exibição da obra no Brasil. A mostra exibe Æqualia (2023)\, videoinstalação comissionada pela 14a Bienal de Gwangju e pelo Canal Projects (Nova York). Nesse trabalho\, Emilija Škarnulytė (Vilnius\, Lituânia\, 1987) nada no Encontro das Águas\, em Manaus\, utilizando o próprio corpo como referência de escala para evidenciar a imensidão do local e abordar as relações entre a natureza e o humano. \nA produção de Emilija Škarnulytė articula narrativas sobre a adaptação da vida humana diante da crise socioambiental\, destacando paisagens que escapam ao olhar imediato. Em Æqualia\, a artista encarna uma sereia que nada na confluência dos rios Negro e Solimões. Durante o percurso\, botos cor-de-rosa se aproximam e acompanham a travessia\, resultando em uma alusão a elementos mitológicos ligados tanto à figura da sereia quanto à do boto\, central nas cosmologias amazônicas e\, ao mesmo tempo\, espécie hoje ameaçada de extinção. \n“Em Æqualia\, a confluência dos rios representa um lugar sagrado e de transformação\, presente tanto na cultura indígena amazônica quanto na minha\, na Lituânia. É um espaço liminar\, entre o visível e o invisível\, entre o mundo debaixo d’água e o de cima\, onde dois corpos de água poderosos se encontram”\, diz a artista. \nCom curadoria de Daniela Rodrigues\, supervisora de mediação e programas públicos\, MASP\, a videoinstalação oferece uma experiência imersiva na sala de vídeo. A obra ocupa uma parede principal\, enquanto duas paredes reflexivas replicam a imagem\, ampliando o espaço e integrando o visitante à paisagem. O prolongamento dos rios confere à cena uma dimensão surreal\, estendendo a paisagem infinitamente. \nSala de vídeo: Emilija Škarnulytė integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano para a sala de vídeo também inclui mostras de Janaina Wagner\, Inuk Silis Høegh\, Maya Watanabe\, Tania Ximena e Vídeo nas Aldeias.
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SUMMARY:"Abel Rodríguez – Mogaje Guihu: A árvore da vida e da abundância" no MASP
DESCRIPTION:Abel Rodríguez\, “A árvore da vida e da abundância”\, 2022. Acervo MASP. Foto: Eduardo Ortega\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, a partir de 10 de outubro\, a exposição Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância\, primeira mostra individual do artista colombiano após seu falecimento. A exposição oferece um panorama da obra de Abel Rodríguez (Cahuinarí\, Colômbia\, 1941–2025)\, reconhecida pela contribuição única à representação e organização dos saberes ancestrais sobre a flora e a fauna da Amazônia colombiana. \nO título da mostra reúne os dois nomes do artista: Mogaje Guihu\, como é chamado entre os povos Muinane e Nonuya\, e Abel Rodríguez\, nome em espanhol que adotou quando foi forçado a sair da floresta. Na infância\, Rodríguez recebeu de sua família muinane a formação para ser um sabedor\, aprendendo a identificar e compreender os usos prático e simbólico das plantas e suas relações com outros seres. Sua vivência na Amazônia colombiana resultou em registros sobre as plantas\, seus ciclos e estações da floresta em intrincados desenhos desenvolvidos a partir dos anos 1990\, quando\, a partir dos estímulos dos pesquisadores da fundação Tropenbos\, começou a desenhar. Ao longo do tempo\, seu trabalho começou a ser reconhecido pela cena de arte colombiana e internacional. Por sua contribuição ao debate sobre arte e natureza\, o artista conquistou o Prêmio Prince Claus\, o que ampliou a visibilidade de sua obra e o levou a participar de importantes bienais pelo mundo\, como as de São Paulo\, Veneza\, Toronto\, Gwangju\, Sydney\, além da documenta de Kassel.  \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Leandro Muniz\, curador assistente\, MASP\, a mostra propõe um olhar analítico sobre a obra do artista\, que rompe com o desenho botânico tradicional ao registrar a fauna e a flora da região a partir da perspectiva de seus conhecimentos ancestrais que partem de uma visão integrada da natureza. Enquanto a botânica tradicional disseca e descontextualiza as plantas\, Rodríguez apresenta uma visão inter-relacional do ecossistema. “Meu conhecimento não é biológico. Ele é materialmente\, espiritualmente e sentimentalmente conectado à floresta\, à energia dela”\, disse Abel Rodríguez\, em 2024. Esse princípio orienta a estrutura da exposição em quatro núcleos: Árvores mitológicas\, Desenhos botânicos\, Ciclos\, e Natureza integrada. \nO núcleo Árvores mitológicas reúne desenhos de Rodríguez baseados nas narrativas Nonuya-Muinane sobre a criação do mundo. As árvores da vida e da abundância remetem à primeira árvore que origina a Amazônia e a momentos em que animais e humanos testam e disputam seus frutos até alcançar a harmonia social\, desfeita pela ganância dos humanos\, que derrubam a árvore a machadadas.  \nAquarelas de pequenas dimensões estabelecem um paralelo entre o desenho botânico ocidental\, difundido pelas expansões coloniais a partir do século 18\, e os sistemas classificatórios indígenas. Trabalhos como Plantas cultivadas de la gente del centro [Plantas cultivadas da gente do centro] (2013) revelam a integração entre plantas\, animais e suas funções sociais\, ao mesmo tempo que registram ecossistemas\, territórios e culturas\, reunidos no núcleo Desenhos botânicos. \nO núcleo Ciclos apresenta sequências visuais que mapeiam as transformações sazonais da floresta. As obras registram ciclos como o da floresta inundável que se transforma de acordo com o movimento de cheia e vazante dos rios\, organizando a rotação de plantios na agricultura familiar da região e os períodos para a construção das malocas\, habitações coletivas que estruturam a vida social indígena. \nOs últimos trabalhos de Abel Rodríguez\, incluindo obras de 2024 e 2025\, apresentam uma visão do território na qual todos os elementos se conectam. Desenhos densamente povoados revelam comunidades indígenas\, plantas e animais\, seus hábitos e a convivência mútua\, que formam o núcleo final da exposição\, Natureza integrada.  \nAbel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Mulheres Atingidas por Barragens\, Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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SUMMARY:"Clarissa Tossin: ponto sem retorno" no MASP
DESCRIPTION:Clarissa Tossin\, “Future Geography: The Five Galaxies of Stephan’s Quintet”\, 2022. Foto: Brica Wilcox\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta Clarissa Tossin: ponto sem retorno\, exposição que reúne mais de 40 obras das últimas duas décadas de produção da artista brasileira. Mais do que retratar a crise climática\, Clarissa Tossin (Porto Alegre\, 1973) incorpora em seus trabalhos resíduos\, objetos e materiais que se tornam testemunhos do colapso ambiental. Em cartaz de 10 de outubro a 1 de fevereiro de 2026\, a mostra é a primeira individual da artista em um museu brasileiro.  \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, a exposição foi concebida como uma grande instalação imersiva. “A sensação é a de que o museu alagou e montamos a mostra com aquilo que sobrou para expor. É como se o público estivesse visitando um museu pós-apocalíptico. Clarissa é uma artista contemporânea\, conceitual. Tem muitas obras na escala real\, um para um\, resultando em uma mostra com uma dimensão bastante imersiva”\, afirma Guilherme Giufrida.  \nA mostra reúne reflexões sobre catástrofes ambientais que atingiram Porto Alegre\, local de nascimento da artista\, e Los Angeles\, nos Estados Unidos\, cidade onde ela mora atualmente. Comissionada pelo MASP\, a obra Volume Morto (2025) foi feita com tinta produzida com terra de três localidades que sofreram com as enchentes no Rio Grande do Sul: Cidade Baixa\, Sarandi e Eldorado do Sul. A intervenção\, pensada para as paredes da galeria expositiva\, recria as marcas horizontais de lama que ficaram estampadas nas construções após as inundações. Além de relembrar o alagamento de enormes proporções que tomou conta do estado gaúcho em maio de 2024 — mesmo período em que foi iniciada a pesquisa para esta exposição —\, a instalação também remete aos rastros deixados em Mariana\, em 2015\, e Brumadinho\, em 2019.  \nJá a obra de Clarissa Tossin intitulada You Gotta Make Your Own Worlds [É preciso criar seus próprios mundos] (2019) foi destruída pelos incêndios que devastaram a Califórnia em janeiro deste ano. A obra pertencia a um casal que morava há 33 anos na mesma residência e acabou perdendo todos os bens nas chamas. O nome do trabalho de Tossin é retirado de um trecho do livro A parábola do semeador\, de Octavia E. Butler\, publicado em 1993. Na trama distópica que se passa em 2024\, os Estados Unidos são governados por um presidente autoritário\, e queimadas atingem a Califórnia\, levando refugiados climáticos a migrarem. No lugar da obra\, a exposição apresenta uma marca na parede do tamanho original da peça e uma legenda explicativa\, como um texto de um obituário daquele objeto. \nTossin também discute as causas e os efeitos do aquecimento global\, traçando conexões entre sinais de sofrimento dos corpos humanos e não humanos. Essa preocupação é vista na obra monumental Death by Heat Wave (Acer pseudoplatanus\, Mulhouse Forest) [Morte por onda de calor (Acer pseudoplatanus\, Floresta de Mulhouse)] (2021)\, em que galhos e troncos de uma árvore que morreu por conta de uma onda de calor na Floresta de Mulhouse\, na França\, se espalham no chão da mostra em meio a outras obras de arte. \n“São obras fantasmagóricas\, mortas-vivas\, resquícios de paisagens pós-humanas. Os trabalhos em exibição criam mapas\, protótipos\, rastros de uma aparição humana momentânea e efêmera e do que foi possível reter dessa existência. A artista está produzindo a partir desse mundo em que a materialidade\, o lixo\, os resquícios humanos vão deixar alguns rastros daquilo que aconteceu com o mundo. É quase como se ela estivesse olhando para aquilo que no futuro arqueólogos vão observar: fósseis do futuro”\, diz Giufrida.  \nOutra vertente da pesquisa de Tossin reflete sobre como a cartografia foi fundamental para a colonização das Américas\, e como as imagens de satélite tornaram possível a busca por água e minerais em outros planetas. São paralelos entre os processos históricos de exploração territorial e as atuais ambições de colonização espacial. Sobrepostos a mapas coloniais ou entrelaçados a imagens de telescópio\, caixas e envelopes da gigante do e-commerce Amazon também agregam uma camada de reflexão sobre o consumo de massa. 
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SUMMARY:"L’Atelier" na Casa Zalszupin
DESCRIPTION:Vista da exposição “L’Atelier”. Foto: Ruy Teixeira\n\n\n\n\nInspirada nos catálogos e nas propagandas da L’Atelier — empresa de móveis fundada por Jorge Zalszupin em 1959 —\, a Casa Zalszupin recebe\, a partir de 18 de outubro\, a exposição homônima L’Atelier\, sob curadoria de Marina Frúgoli. A mostra conecta arquitetura\, arte e design\, evocando o espírito livre e bem-humorado de Zalszupin em suas criações. O mobiliário produzido pela L’Atelier é apresentado em diálogo com obras de artistas como Amilcar de Castro\, Lygia Pape\, Luiz Sacilotto e Hércules Barsotti. \nSeguindo princípios modernistas\, os móveis desenhados por Zalszupin e sua equipe conviviam com obras de arte geométricas e coloridas\, conferindo ludicidade e jovialidade às composições. Na mostra\, predominam obras ligadas ao construtivismo\, de artistas que participaram dos movimentos concreto e neoconcreto. \n“Assim como Jorge Zalszupin\, que em suas criações se permitia transitar entre o rigor e a liberdade formal\, sem se prender estritamente aos preceitos do modernismo\, a exposição apresenta obras fundamentadas por princípios construtivistas\, mas também trabalhos desses mesmos artistas em momentos que dialogaram com a abstração orgânica\, a figuração e o pop”\, explica a curadora. \nDesde 2021\, a Casa Zalszupin abre suas portas como espaço cultural dedicado a fomentar a cultura por meio de exposições\, palestras\, aulas e pesquisas\, além de preservar o acervo e o patrimônio do designer. O imóvel\, ícone da arquitetura modernista brasileira\, foi residência de Jorge Zalszupin por quase seis décadas\, até seu falecimento em 2020. \nL’Atelier fica em exibição até 22 de novembro de 2025. \n*Visitas guiadas acontecem de hora em hora mediante agendamento no site
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LOCATION:Casa Zalszupin\, R. Dr. Antônio Carlos de Assunção\, 138 - Jardim America\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Para não dizer que não falei das flores" de Marcos Roberto na Galeria Lume
DESCRIPTION:Marcos Roberto\, “DANINHA”\, 2025. Crédito: Felipe Brendt\n\n\n\n\nEm “Para não dizer que não falei das flores”\, Marcos Roberto transforma o ferro e a ferrugem em matéria de resistência. Ex-metalúrgico\, o artista recolhe restos industriais\, fragmentos de portões\, ferramentas e cercas — resíduos de um país moldado pela extração e pela desigualdade — e os faz brotar novamente\, convertendo o aço em seiva. Suas esculturas e instalações nascem da fricção entre trabalho\, terra e memória\, operando uma inversão poética: o gesto que antes sustentava a máquina agora cultiva a vida. \nA exposição reflete sobre o corpo operário como campo de batalha da modernidade — o corpo que sustenta\, carrega e é corroído pela lógica da produção. Nas obras de Marcos\, esse corpo retorna à cena não como instrumento\, mas como força criadora. O ferro que sangra também germina; o facão\, símbolo de corte e luta\, se quebra em folhas e raízes. O artista propõe uma pedagogia silenciosa\, onde o gesto de soldar e torcer o metal se torna modo de reescrever o tempo e o território. \nAs obras tensionam as relações entre progresso e violência\, denunciando as permanências coloniais que seguem estruturando o país. Suas obras evocam a herança do cativeiro\, o ciclo do trabalho e a terra transformada em negócio\, revelando que a promessa de modernidade ainda repousa sobre bases desiguais.  \nEntre o ferro e a flor\, o gesto de Marcos Roberto é tanto denúncia quanto esperança. Sua prática é uma pedagogia do cuidado\, onde o trabalho manual reaproxima o humano da matéria e devolve à arte a capacidade de imaginar futuro.
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LOCATION:Galeria Lume\, Rua Gumercindo Saraiva\, 54 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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