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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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SUMMARY:"Deep Waters: Four Artists and the Sea" no Museum of Fine Arts Boston
DESCRIPTION:John Akomfrah\, still de Vertigo Sea\, 2015. © Smoking Dogs Films; Cortesia de Smoking Dogs Films e Lisson Gallery\n\n\n\n\nGerações de artistas exploraram as belezas e os terrores do oceano\, refletindo sobre as experiências daqueles que viveram e perderam suas vidas entre as ondas. Entrelaçando obras de quatro artistas criadas ao longo de séculos e através do Atlântico\, esta exposição segue um fio genealógico unido pelo mar. Ecos de Watson and the Shark (1778)\, de John Singleton Copley\, reverberam em Slave Ship (Slavers Throwing Overboard the Dead and Dying\, Typhoon Coming On) (1840)\, de J. M. W. Turner\, que\, por sua vez\, influenciou a arte criada no século XXI. \nApresentada pela primeira vez na Nova Inglaterra\, a icônica instalação de filme em três canais Vertigo Sea (2015)\, de John Akomfrah\, expande os temas centrais das duas obras anteriores\, explorando a tumultuosa relação da humanidade com o mar e suas criaturas\, bem como o papel do oceano na história da escravidão. Em Some People Have Spiritual Eyes I and II (2020)\, a fotógrafa Ayana V. Jackson leva essas ideias a uma nova direção. Sua exploração da divindade\, feminilidade e destino por meio de autorretratos é inspirada em Drexciya\, uma mítica utopia aquática habitada por descendentes das mulheres africanas grávidas que perderam suas vidas no Oceano Atlântico durante o Middle Passage. \nDeep Waters: Four Artists and the Sea convida os visitantes a considerar e refletir sobre o diálogo entre essas obras de arte e seus criadores. Cada artista oferece uma perspectiva única baseada em sua experiência vivida\, mas todos estão sintonizados com as poéticas e histórias do mar — desde suas superfícies brilhantes e profundezas insondáveis até seus habitantes e fantasmas; de um local de memória\, luto e fragilidade a um símbolo de resiliência e futuros possíveis.
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Portraits from the ICA Collection" no ICA Boston
DESCRIPTION:Didier William\, “Gwo Tet”\, 2021. Cortesia do artista e Altman Siegel\, São Francisco ® Didier William\n\n\n\n\nEsta exposição apresenta o vasto acervo de retratos em diferentes mídias dentro da Coleção do ICA\, explorando como artistas criam imagens de si mesmos e de outros para expressar emoções\, questões políticas e a potência da representação. O retrato oferece tanto aos artistas quanto aos retratados uma forma de comunicar experiências pessoais e vividas\, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre si mesmo. \nDiferente dos retratos históricos\, frequentemente voltados à celebração da aristocracia e das elites\, a retratística contemporânea abrange um espectro mais amplo e inclusivo de pessoas e identidades. A seleção de quase trinta obras reflete a riqueza das narrativas atuais\, ressaltando a diversidade das experiências individuais e os vínculos que nos conectam enquanto sociedade.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"Zheng Chongbin: Golden State" no LACMA
DESCRIPTION:Zheng Chongbin\, “Golden State”\, 2024\, cortesia do artista\, © Zheng Chongbin\, foto: Zhang Hong.\n\n\n\n\nAo longo das últimas quatro décadas\, o artista Zheng Chongbin (n. 1961)\, nascido em Xangai e radicado no Condado de Marin\, desenvolveu uma prática singular que dialoga com os conceitos e a estética do movimento Light and Space\, além da tradição da pintura com tinta da Ásia Oriental. Formado tanto em pintura figurativa chinesa tradicional quanto em arte de instalação e performance\, Zheng sintetiza essas práticas aparentemente distintas em técnicas inéditas de pintura e vídeo que se tornaram sua marca registrada. Zheng Chongbin: Golden State é uma apresentação concisa que reúne duas instalações de vídeo\, além de obras pintadas e impressas. Por meio de formas abstratas e visões distorcidas das paisagens naturais da Califórnia\, Zheng explora água\, luz e movimento em suas obras características.
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SUMMARY:"Philippe Perrot" no Musée d'Art Moderne de Paris
DESCRIPTION:Philippe Perrot\, Sem título\, 2005. Crédito: Aurélie Dupuis/Azentis Technology\n\n\n\n\nNascido em 1967\, Philippe Perrot cresceu na periferia de Paris. Aos quinze anos\, descobriu a literatura francesa do pós-guerra e mergulhou nos escritos de Antonin Artaud. Apaixonou-se por Pier Paolo Pasolini e pela Nova Vaga italiana\, ingressando em uma escola de cinema. Por meio de vídeos curtos\, o artista começou a explorar o universo familiar e as feridas de sua infância. A partir dos anos 1990\, abandonou o cinema para se dedicar\, como autodidata\, à pintura — sem\, no entanto\, abrir mão dos temas centrais que atravessam toda a sua obra. Perrot faleceu em 2015\, aos 48 anos\, em decorrência de uma longa doença. \nA pintura de Philippe Perrot dá corpo ao sonho e ao inconsciente. Em suas telas\, personagens flutuantes e debilitados encenam dramas íntimos orbitando figuras tutelares como o pai ou a mãe. Seus quadros são representações de estados de alma\, visões complexas oriundas de alucinações cotidianas e segredos de família reprimidos. Esses traumas\, porém\, são suavizados pela constante intrusão de elementos burlescos inspirados no universo dos desenhos animados\, que\, segundo o próprio artista\, aproximam a figuração de “uma piada de mau gosto”. Embora os títulos ofereçam algumas pistas para a compreensão das imagens\, as narrativas permanecem\, em geral\, desconcertantes e enigmáticas. \nPintadas a óleo sobre telas preparadas com pigmento amarelo ocre\, suas obras se caracterizam pela justaposição de vários micro-relatos em uma mesma composição. \nÀ semelhança de planos-sequência no cinema\, as imagens se encadeiam em narrativas que o espectador pode livremente interpretar. A iconografia violenta é acentuada por cores berrantes\, muitas vezes misturadas com desinfetantes farmacêuticos como betadina e eosina. A perturbação da perspectiva\, assim como a superposição de cenas e elementos díspares\, intensificam as tensões expressas nas obras e dificultam sua leitura linear. \nArtista discreto\, na contramão do mercado da arte contemporânea\, Philippe Perrot produziu pouco — cerca de três a quatro pinturas por ano. Seu corpo de trabalho se limita a 130 telas e aproximadamente o mesmo número de desenhos em toda a sua carreira. Graças a uma generosa doação\, seis obras do artista passaram a integrar\, em 2019\, as coleções do museu. Esta apresentação é complementada por diversos empréstimos provenientes de coleções particulares.
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SUMMARY:"Line\, Form\, Qi" no LACMA
DESCRIPTION:Wei Ligang\, “Elephant”\, 2011\, Los Angeles County Museum of Art\, presente prometido da Fondation INK\, © Wei Ligang\, foto de Maurice Aeschimann\, Genebra\, cortesia da Fondation INK\n\n\n\n\nUma análise das inovações na arte caligráfica\, Line\, Form\, Qi: Calligraphic Art from the Fondation INK Collection destaca obras experimentais de arte caligráfica moderna e contemporânea criadas por artistas como Yahon Chang\, Fung Ming Chip\, Gu Wenda\, Inoue Yūichi\, Lee In\, Henri Michaux\, Nguyễn Quang Thắng\, Qiu Zhijie\, Tong Yangtze\, Wang Dongling\, Wei Ligang e Xu Bing. As obras em exibição revelam a evolução do pictograma\, explorações da relação entre conteúdo e forma\, o desenvolvimento de novos estilos de escrita e a abstração da palavra escrita. A mostra é acompanhada por um catálogo acadêmico e marca a segunda exposição de uma série de mostras da Coleção Fondation INK\, composta por 400 obras de arte contemporânea no espírito da tinta\, prometida ao LACMA em 2018.
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SUMMARY:"Mary Heilmann: Long Line" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Vista da exposição “Mary Heilmann: Long Line”. Whitney Museum of American Art\, Nova York. Foto: Ron Amstutz\n\n\n\n\nMary Heilmann (n. 1940\, San Francisco) afirmou certa vez que “museus são lugares para passar o tempo” [tradução livre]\, e essa exposição encarna esse espírito ao convidar o público à conexão social e ao engajamento com a arquitetura do Whitney Museum\, o Rio Hudson e a paisagem urbana ao redor. O ambiente imersivo inclui uma ampliação pintada à mão de Long Line (2020)\, além de diversas cadeiras esculturais inspiradas em móveis que a artista já exibiu em galerias e espaços domésticos. A influência da contracultura dos anos 1960 e do Minimalismo geométrico permeia a trajetória de Heilmann\, que há décadas desenvolve uma abordagem da abstração marcada por cores vibrantes e formas pouco convencionais. Long Line nasceu da experiência de observar as ondas nas costas de Long Island e da Califórnia — e aqui estabelece uma rima visual com o fluxo do Rio Hudson. \nA nova instalação site-specific\, Mary Heilmann: Long Line\, celebra o décimo aniversário do edifício atual do Whitney Museum\, para o qual a artista criou anteriormente Mary Heilmann: Sunset (2015). Esse projeto inaugural da maior galeria externa do museu incluiu a reprodução em larga escala de uma pintura vibrante\, um filme e as emblemáticas cadeiras da artista\, transformando o espaço em um lugar de contemplação\, descanso e reflexão sobre a cidade em constante transformação.
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SUMMARY:"David Byrne" na Pace Gallery
DESCRIPTION:Imagem / Cortesia Pace Gallery\n\n\n\n\nA Pace apresenta uma instalação especial de desenhos do artista David Byrne em sua sede de Nova York. Realizadas diretamente nas paredes dos patamares da escadaria entre o primeiro e o sétimo andar da galeria\, as nove obras refletem a sensibilidade surreal e lúdica de Byrne. \nProduzidos ao longo de vários dias em abril de 2025\, os desenhos foram concebidos em escala real\, com o intuito de que o público os “confronte” e experimente de formas inesperadas. A instalação permanecerá em exibição por tempo indeterminado. \nAo longo de cinco décadas de carreira\, David Byrne desenvolveu uma prática nas artes visuais que inclui desenho\, fotografia\, instalação\, performance e design. O artista realizou sua primeira grande exposição com a Pace em 2003\, também em Nova York.
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LOCATION:Pace Gallery\, 540 West 25th Street\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Rashid Johnson: A Poem for Deep Thinkers" no Guggenheim
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\nO ChatGPT disse:\n\n\n\n\n\n\n\n\nHá quase 30 anos\, o artista Rashid Johnson (n. 1977\, Chicago) desenvolve uma produção diversa que dialoga com disciplinas como história\, filosofia\, literatura e música. Esta grande exposição individual destaca seu papel como estudioso da história da arte\, mediador da cultura popular negra e força criativa na arte contemporânea. \nCerca de 90 obras — entre pinturas com sabão negro\, textos com spray\, esculturas em grande escala\, filmes e vídeos — ocupam a rotunda do museu. Entre elas está Sanguine\, uma obra monumental e site-specific instalada na rampa superior do edifício\, que incorpora um piano para apresentações musicais. Além disso\, um programa dinâmico de eventos\, desenvolvido em colaboração com parceiros comunitários de toda a cidade de Nova York\, ativa um palco escultural no piso da rotunda.
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SUMMARY:"The Genesis Exhibition: Do Ho Suh: Walk the House" na Tate Modern
DESCRIPTION:Do Ho Suh. “Nest/s”\, 2024. © Do Ho Suh\n\n\n\n\nO artista Do Ho Suh\, nascido na Coreia do Sul e radicado em Londres\, convida o público a explorar suas instalações em grande escala\, esculturas\, vídeos e desenhos em uma importante exposição panorâmica. \nO que é “lar”? Um lugar\, um sentimento ou uma ideia? Suh propõe perguntas urgentes sobre o enigma do pertencimento\, da identidade e de como nos movemos e habitamos o mundo ao nosso redor. \nPor meio de obras imersivas que exploram pertencimento\, coletividade e individualidade\, conexão e desconexão\, o artista investiga a relação complexa entre arquitetura\, espaço\, corpo\, memória e os momentos que moldam quem somos. \nPercorra os corredores e limiares das famosas arquiteturas têxteis de Suh. Descubra suas primeiras instalações\, obras delicadas sobre papel e vídeos. Caminhe por Seul\, Nova York e Londres através de réplicas em escala real de lares passados e presentes. Encontre esculturas que repensam a tradição dos monumentos. \nVivencie a amplitude e a profundidade da prática inventiva e singular de Do Ho Suh ao longo de três décadas — com destaque para novas obras e criações site-specific exibidas pela primeira vez.
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LOCATION:Tate Modern\, Bankside\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Superfine: Tailoring Black Style" no The Met Museum
DESCRIPTION:Crédito da imagem: divulgação The Met Museum\n\n\n\n\nA exposição de primavera de 2025 do The Costume Institute apresenta um exame cultural e histórico do estilo negro ao longo de trezentos anos por meio do conceito de dândi. No mundo atlântico do século XVIII\, uma nova cultura de consumo—impulsionada pelo tráfico de escravizados\, pelo colonialismo e pelo imperialismo—possibilitou o acesso a roupas e bens que simbolizavam riqueza\, distinção e bom gosto. O dandismo negro emergiu justamente na interseção entre tradições estilísticas africanas e europeias. \nSuperfine: Tailoring Black Style investiga a importância do estilo na formação das identidades negras na diáspora atlântica\, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. A exposição reúne vestimentas e acessórios\, pinturas\, fotografias\, artes decorativas e outros objetos\, do século XVIII até os dias atuais\, interpretando o dandismo tanto como uma estética quanto como uma estratégia social e política. \nOrganizada em 12 seções\, Superfine explora diferentes características que definem esse estilo\, como Campeão\, Respeitabilidade\, Herança\, Beleza e Cosmopolitismo. Em conjunto\, essas categorias revelam como a apresentação de si mesmo pode operar como uma forma de distinção e resistência\, em uma sociedade marcada por dinâmicas de raça\, gênero\, classe e sexualidade.
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SUMMARY:"Olga de Amaral" no ICA Miami
DESCRIPTION:Vista da exposição “Olga de Amaral” no Institute of Contemporary Art\, Miami\, realizada em parceria com a Fondation Cartier pour l’art contemporain\, de 1º de maio a 12 de outubro de 2025. © Olga de Amaral. Foto: © 2025 Kris Tamburello\n\n\n\n\nO ICA Miami\, em colaboração com a Fondation Cartier pour l’art contemporain\, apresenta uma grande retrospectiva da artista colombiana Olga de Amaral\, reunindo mais de 50 obras produzidas ao longo de seis décadas. A mostra inclui trabalhos recentes e históricos\, alguns deles nunca exibidos fora de seu país natal. A apresentação em Miami sucede o enorme sucesso da exposição em Paris\, na Fondation Cartier. \nA mostra revela a amplitude e complexidade da prática de Amaral\, destacando períodos cruciais de sua carreira — desde suas explorações coloridas em torno da grade até experimentações com materialidade e escala. \nAs esculturas e instalações de Amaral expandem os limites da arte têxtil\, frequentemente combinando técnicas de tecelagem\, amarração e trançado para criar formas abstratas tridimensionais impactantes. Seus primeiros experimentos\, datados dos anos 1960\, são fortemente inspirados pela natureza e utilizam técnicas de tecelagem não convencionais. Na década de 1970\, Amaral desenvolveu um conjunto de obras murais monumentais\, nas quais sobrepôs camadas de lã e crina de cavalo\, evocando paredes de tijolos\, folhas e formações geológicas. Suas investigações também a levaram a experimentar com tinta\, linho\, algodão\, gesso\, folha de ouro e paládio. \nDesafiando as narrativas entre modernismo e artesanato\, sua linguagem escultural única dialoga tanto com o modernismo da Bauhaus e o construtivismo quanto com a arte pré-colombiana e as tradições indígenas de tecelagem. A exposição inclui as obras da série “Estelas” (1996–2018)\, marcadas pelo uso vibrante de folha de ouro\, que refratam e absorvem a luz\, remetendo ao trabalho em ouro de culturas pré-colombianas e a esculturas funerárias de sítios arqueológicos pré-hispânicos. Já a série mais recente da artista\, “Brumas” (2013–2018)\, composta por formas etéreas suspensas no teto\, aproxima os modernismos geométricos das camadas históricas e sensoriais da paisagem. \nOlga de Amaral (n. 1932\, Bogotá) estudou arquitetura no Colegio Mayor de Cundinamarca\, na Colômbia\, e design têxtil na Cranbrook Academy of Art\, em Michigan. Suas exposições individuais recentes incluem a Fondation Cartier pour l’art contemporain\, Paris (2024-2025); o Currier Museum of Art\, Manchester\, NH (2024); o Cranbrook Art Museum\, Michigan (2021-2022); o Museum of Fine Arts\, Houston (2021); e o Museo de Arte Moderno de Bogotá (2017). Suas obras foram incluídas em diversas mostras coletivas ao redor do mundo\, como “Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere”\, na 60ª Bienal de Veneza; “Weaving Abstraction in Ancient and Modern Art”\, no Metropolitan Museum of Art\, Nova York; e “Subversive\, Skilled\, Sublime: Fiber Art by Women”\, no Smithsonian American Art Museum\, Washington D.C. (todas em 2024); além de “Woven Histories: Textiles and Modern Abstraction”\, apresentada no LACMA\, Los Angeles (2023)\, National Gallery of Art\, Washington\, D.C. (2024)\, National Gallery of Canada\, Ottawa (2024)\, e no MoMA\, Nova York (2025)\, entre muitas outras. Suas obras integram importantes coleções públicas e privadas\, como a Tate Modern\, Londres; o Museum of Modern Art\, Nova York; a Fondation Cartier pour l’art contemporain\, Paris; o Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris; e o Art Institute of Chicago. \nO projeto expográfico das mostras em Paris e Miami foi desenvolvido pela premiada arquiteta Lina Ghotmeh\, fundadora do escritório internacional Lina Ghotmeh – Architecture\, com sede em Paris. Ghotmeh concebeu um “bosque vertical”\, no qual as obras parecem crescer organicamente dentro da galeria — uma referência direta às fontes de inspiração de Amaral. Recentemente\, Ghotmeh venceu o concurso para liderar a reforma das galerias da ala oeste do British Museum. \nA exposição Olga de Amaral foi concebida pela Fondation Cartier pour l’art contemporain\, com curadoria de Marie Perennès\, e é copresentada pelo Institute of Contemporary Art\, Miami\, com curadoria de Stephanie Seidel\, curadora Monica and Blake Grossman do ICA Miami. \nO projeto conta com apoio adicional da Galeria La Cometa\, em Miami\, e da Lisson Gallery\, em Nova York. As exposições do Institute of Contemporary Art\, Miami\, são apoiadas pela Knight Foundation.
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SUMMARY:"Sanaa Gateja: Language of We" no ICA Miami
DESCRIPTION:Sanaa Gateja\, “Stump Anew”\, 2023. Cortesia da artista e Karma\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Institute of Contemporary Art\, Miami apresenta “Sanaa Gateja: Language of We”\, exposição individual do artista ugandês Sanaa Gateja que reúne uma dúzia de tapeçarias produzidas nos últimos oito anos. \nArtista de destaque e ativista cultural atuante na África Oriental\, Gateja cresceu durante o período de independência de Uganda e\, no início da vida adulta\, trabalhou no Ministério da Cultura do país promovendo as artes e o artesanato. Posteriormente\, estudou design em Florença e Londres. Durante sua formação em joalheria na Goldsmiths\, University of London\, teve contato com a técnica de produção de joias com contas de papel\, popularizada na Inglaterra após a Segunda Guerra Mundial\, quando os recursos eram escassos. Gateja reconheceu o potencial dessa técnica para criar objetos comercializáveis a partir de um material barato e quase inesgotável — o papel usado e descartado — utilizando processos simples. Fascinado pelos trabalhos com miçangas que havia visto na infância\, retornou à África em 1990 e compartilhou a técnica com mulheres e jovens em diversas comunidades e campos de refugiados\, incentivando o desenvolvimento de economias locais baseadas no artesanato. \nAs obras de Gateja utilizam essa mesma técnica de contas de papel\, incorporando também referências aos cesteiros e ferreiros da vila onde cresceu. As tapeçarias resultantes são visualmente dinâmicas e ricas em cor\, transitando por gêneros como natureza-morta\, retrato e abstração. Seu processo meticuloso envolve a colaboração de artesãos de sua comunidade\, que ele vem formando e empregando desde o início dos anos 1990. Gateja e sua equipe reciclam diversos tipos de papel descartado\, tingindo-os com corantes naturais e sintéticos antes de transformá-los em contas de cerca de dois centímetros. A partir de esboços feitos diretamente sobre pedaços de bark cloth — um tecido tradicional do Leste Africano —\, o artista fixa as contas\, frequentemente incorporando ráfia e fibras de bananeira. As obras resultantes são composições têxteis de grande complexidade material e impacto visual\, que conectam profundamente práticas culturais locais e questões contemporâneas\, ao mesmo tempo em que refletem o cenário global da mídia e da informação impressa em que vivemos. \nSanaa Gateja (n. 1950\, Kisoro\, Uganda) participou da Carnegie International em 2022 e representou Uganda no Pavilhão Nacional da 60ª Bienal de Veneza em 2024. Suas obras integram acervos de museus e coleções privadas em todo o mundo\, incluindo o Carnegie Museum (Pittsburgh)\, o de Young Museum (São Francisco)\, o Field Museum (Chicago)\, o National Scottish Museum (Edimburgo) e o Victoria and Albert Museum (Londres). \nSanaa Gateja: Language of We é organizada pelo Institute of Contemporary Art\, Miami\, com curadoria de Gean Moreno\, diretor do Art + Research Center do ICA Miami. \n\n\n\n\n\nPerguntar ao Ch
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SUMMARY:"Mildred Thompson: Frequencies" no ICA Miami
DESCRIPTION:Vista da instalação: “Mildred Thompson: Frequencies” no Institute of Contemporary Art\, Miami\, de 10 de maio a 12 de outubro de 2025. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n“Mildred Thompson: Frequencies” é a mais abrangente exposição individual em museu dedicada até hoje à artista norte-americana Mildred Thompson. Reunindo cerca de cinquenta obras produzidas entre 1959 e 1999\, a mostra apresenta a prática multifacetada da artista por meio de pinturas\, esculturas\, gravuras\, desenhos\, assemblages e composições musicais. Ao longo de uma carreira marcada por deslocamentos geográficos\, Thompson transitou entre mídias e disciplinas\, combinando pesquisa científica com uma busca poética pela abstração para investigar os limites da percepção. Suas obras\, frequentemente compostas por espirais radiantes de cor e gestos enérgicos\, procuram visualizar escalas extremas — do corpo humano e das estruturas construídas até partículas microscópicas e a vastidão do cosmos. \nEmbora a abstração ocupe um papel central em sua produção\, os primeiros trabalhos de Thompson também dialogam com a figuração e a arquitetura. Após se mudar dos Estados Unidos para a Alemanha no fim dos anos 1950\, criou desenhos e gravuras figurativas de cunho surrealista\, frequentemente representando figuras femininas. No final dos anos 1960 e ao longo da década de 1970\, seu foco se voltou para ambientes construídos\, como exemplificado na série Wood Pictures\, composta por composições abstratas minimalistas feitas com madeiras reaproveitadas. Esses trabalhos\, com traçados complexos e\, por vezes\, dobradiças ou ferragens metálicas\, evocam elementos arquitetônicos e fachadas. A investigação do espaço construído segue nas Window Paintings (1977)\, série em que espaços abstratos e coloridos parecem estar enquadrados por janelas. Ao retornar aos Estados Unidos\, Thompson passou a abandonar formas observacionais em favor de composições esquemáticas que fazem a ponte entre seus trabalhos figurativos iniciais e suas pinturas abstratas mais maduras. \nInfluenciada por uma ampla variedade de referências\, Thompson buscava ultrapassar identidades prescritas e papéis de gênero em sua prática artística. Além da pintura e escultura\, seus trabalhos em papel dos anos 1970 e 1980 evidenciam uma abordagem inventiva à gravura e ao desenho — desde gravuras em metal com formas amorfas\, como na série Death and Orgasm (1978)\, até aquarelas expressivas de constelações celestes\, como Pleiades III (1988). Suas pinturas dos anos 1990 mergulham em forças invisíveis da física de partículas e da mecânica quântica (String Theory\, 1999) e em campos magnéticos (Magnetic Fields\, 1991). Na série Radiation Explorations (1994)\, traduz a radiação e a luz ultravioleta em cores luminosas e pinceladas gestuais. \nNos últimos anos de sua carreira\, Thompson voltou-se para cosmologias e fenômenos astrológicos. Pela primeira vez em mais de três décadas\, uma seleção significativa de sua série Heliocentric (c. 1990–94) será exibida nesta mostra. Essas obras estão acompanhadas de sua maior série de pinturas\, Music of the Spheres (1996)\, composta por quatro telas que representam os planetas Mercúrio\, Vênus\, Júpiter e Marte — cada uma acompanhada de uma composição original de música eletrônica criada pela própria artista. As faixas\, reunidas sob o título Cosmos Calling\, evocam trilhas sonoras de ficção científica e a música afrofuturista. Thompson as descrevia como “uma jornada pela paisagem sonora do espaço\, inspirada nas gravações da missão Voyager da NASA”. \nMildred Thompson (n. 1936\, Jacksonville\, Flórida; m. 2003\, Atlanta) estudou na Skowhegan School of Painting\, na Howard University\, na Brooklyn Museum School e na Hochschule für Bildende Künste\, em Hamburgo. Sua obra foi tema de exposições individuais em instituições como o Spelman College Museum of Fine Art\, Atlanta (2019); New Orleans Museum of Art (2018); SCAD Museum of Art\, Atlanta (2016); Leopold Hoesch Museum\, Dueren\, Alemanha (2009); Jacksonville Museum of Contemporary Art (1997); James A. Porter Gallery of Art\, Howard University\, Washington\, DC (1975); Harvard University\, Cambridge (1975); e Neue Galerie – Sammlung Ludwig\, Aachen (1973)\, entre muitas outras. Suas obras integram importantes coleções públicas\, como o Brooklyn Museum\, o Museum of Modern Art (MoMA)\, o National Museum of Women in the Arts\, o Glenstone\, o Harvard Art Museum\, o Virginia Museum of Fine Arts e o Centre Pompidou\, em Paris. Além de artista\, Thompson também atuou como educadora e foi editora associada da revista Art Papers entre 1989 e 1997. \n“Mildred Thompson: Frequencies” é organizada pelo Institute of Contemporary Art\, Miami\, com curadoria de Stephanie Seidel\, curadora Monica and Blake Grossman do ICA Miami. \n\n\n\n\n\nPerguntar ao Ch
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SUMMARY:"Frans Krajcberg: reencontrar a árvore" no MASP
DESCRIPTION:Frans Krajcberg\, “A flor do mangue”\, c. 1970. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)\, Salvador\, Brasil. Foto: Autoria desconhecida\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 16 de maio a 19 de outubro\, a exposição Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. A mostra reúne mais de 50 obras — entre esculturas\, relevos\, gravuras e pinturas — de grandes dimensões e formatos que desafiam o convencional\, refletindo tanto o apreço do artista pela natureza brasileira quanto seu engajamento crescente com a denúncia das agressões ao meio ambiente. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta um panorama abrangente da produção de Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921–2017\, Rio de Janeiro\, Brasil). Pioneiro na integração entre arte e ecologia\, o artista se destacou por evidenciar questões ambientais no Brasil. Ao longo de sua trajetória\, desenvolveu pesquisas artísticas ramificadas em eixos temáticos\, como samambaias\, florações\, relevos e sombras. Essas investigações culminaram em obras criadas a partir de cipós\, raízes\, resquícios de troncos e madeira calcinada\, além de pigmentos naturais\, com os quais ele compõe o corpo de sua obra. \nKrajcberg rompeu com a tradição escultórica ao empregar elementos orgânicos e estruturas naturais como matéria-prima e suporte\, desafiando os limites entre representação e figuração\, além de fundir os campos da pintura\, escultura e gravura. A flor do mangue\, circa 1970\, composta por madeira residual de árvores de manguezal e pigmentada com piche\, reflete essa abordagem. Com sua grande escala e forma retorcida\, a obra sensibiliza o observador para a vulnerabilidade e a resistência do ecossistema dos manguezais. \n“De certa forma\, a escultura é a própria árvore\, ainda que resultante da justaposição de diferentes elementos naturais. A arte\, para Krajcberg\, precisa sair dos limites da moldura e reencontrar a natureza. Ele se afasta progressivamente da ideia de representar o mundo natural para incorporá-lo como corpo da obra. O caráter de denúncia emerge como um desdobramento natural desse processo\, conforme Krajcberg percebia o potencial da arte de sensibilizar e comunicar sua luta ambiental”\, comenta Laura Cosendey. \nEm 1978\, durante uma expedição pela Amazônia\, Frans Krajcberg experiencia o que chamou de “choque amazônico” diante da exuberância da floresta equatorial. Anos depois\, uma nova viagem — desta vez ao Mato Grosso — expõe o artista à devastação provocada pelas queimadas\, marcando uma virada em sua trajetória\, em que a natureza\, além de ser inspiração\, se torna causa a ser defendida. A expressão “reencontrar a árvore”\, presente em suas reflexões\, resume esse retorno da arte à natureza como fonte de criação e consciência ecológica. \nFrans Krajcberg: reencontrar a árvore integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Abel Rodríguez\, Claude Monet\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas\, Mulheres Atingidas por Barragens e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lorna Simpson: Source Notes" no The Met Museum
DESCRIPTION:Lorna Simpson\, “Night Fall”\, 2023. Foto de James Wang © Lorna Simpson. Cortesia da artista e da Hauser & Wirth\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nEsta apresentação da obra da artista Lorna Simpson\, baseada em Nova York\, é a primeira exposição dedicada a reunir a totalidade de sua prática em pintura até hoje. Simpson ganhou destaque no início dos anos 1990 com sua abordagem pioneira na fotografia conceitual. Desde então\, tem produzido trabalhos em diversos meios\, mantendo uma investigação contínua sobre a natureza das imagens e os modos como elas constroem significado. Lorna Simpson: Source Notes foca em um desenvolvimento significativo de sua produção nos últimos dez anos: pinturas que aprofundam suas reflexões sobre gênero\, raça\, identidade\, representação e história. Com mais de 30 obras\, a exposição reúne uma seleção de suas principais pinturas\, incluindo trabalhos apresentados em sua estreia na Bienal de Veneza\, em 2015\, e na aclamada série Special Characters\, além de uma escultura recente e colagens associadas. \nAo longo de sua ampla trajetória\, Simpson frequentemente busca referências e inspiração em revistas vintage como Ebony e Jet—ícones da cultura afro-americana—\, além dos arquivos da Associated Press e da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Ela incorpora esses materiais em colagens serigráficas combinadas com lavagens de tinta e acrílica sobre superfícies como fibra de vidro\, madeira ou Claybord. Suas obras promovem um embate dinâmico entre figuração e abstração\, com corpos que surgem e desaparecem\, espreitando por superfícies enegrecidas ou se dissolvendo em paisagens de gelo derretido. Utilizando imagens encontradas — suas “notas de origem” —\, Simpson cria uma potência visual que exemplifica sua habilidade em borrar fronteiras entre gêneros e linguagens artísticas.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
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SUMMARY:"Emily Kam Kngwarray" na Tate Modern
DESCRIPTION:Emily Kam Kngwarray\, ”Ntang Dreaming”\, 1989. National Gallery of Australia. © Estate of Emily Kam Kngwarray / DACS 2024\, Todos os direitos reservados\n\n\n\n\nA renomada artista australiana Emily Kam Kngwarray (c. 1914–1996) criou obras poderosas e impactantes que refletem sua vida extraordinária como mulher Anmatyerr\, nascida em Alhalker\, na região de Sandover\, no Território do Norte da Austrália. \nReconhecida como uma das pintoras mais importantes surgidas no final do século XX\, sua experiência de vida e sua profunda conexão cultural com seu Country foram traduzidas inicialmente em vibrantes batiks e\, posteriormente\, em pinturas monumentais sobre tela. Para os Povos Aborígenes e das Ilhas do Estreito de Torres\, o conceito de Country abrange as terras\, os céus e as águas aos quais estão profundamente conectados há incontáveis gerações. Country é um lugar compartilhado de origens espirituais\, sociais e geográficas. A obra de Kngwarray incorpora seu conhecimento minucioso dos territórios onde viveu ao longo da vida\, com padrões sobrepostos que representam as plantas\, os animais e as formações geológicas que compõem os ecossistemas do deserto ao seu redor. \nA exposição apresenta ricos têxteis\, pinturas\, filmes e elementos sonoros que expressam a dimensão expansiva do Country Ancestral e da cultura de Kngwarray. \nRealizada em colaboração com a National Gallery of Australia (NGA)\, esta será a primeira grande mostra dedicada à obra de Kngwarray na Europa\, celebrando sua carreira extraordinária como uma das maiores artistas da história da Austrália. \nExposição organizada pela Tate Modern e pela National Gallery of Australia\, a partir de uma curadoria de Kelli Cole (povos Warumungu e Luritja) e Hetti Perkins (povos Arrernte e Kalkadoon). A mostra Emily Kam Kngwarray na Tate Modern é curada por Kelli Cole.
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SUMMARY:"Herbert Smith Freehills Kramer  Portrait Award 2025" na National Portrait Gallery
DESCRIPTION:Yvadney Davis\, “Inset Day”\, 2025 © Yvadney Davis\n\n\n\n\nO prestigiado concurso de pintura retorna em 2025. O Herbert Smith Freehills Kramer Portrait Award celebra o que há de melhor no retrato contemporâneo e é uma das mais importantes plataformas para pintores de retratos na atualidade. Neste ano\, 46 retratos cativantes de diversas partes do mundo foram selecionados para compor a exposição. \nAs obras exploram a variedade de abordagens ao retrato\, do clássico ao contemporâneo\, e incentivam o público a refletir sobre a criatividade dos processos artísticos. \nDesde a sua criação\, o tradicional concurso já atraiu mais de 40 mil inscrições de mais de 100 países e foi visto por mais de 6 milhões de pessoas. Altamente competitivo\, o prêmio estimula artistas maiores de 18 anos a se dedicarem e desenvolverem o tema do retrato em suas produções. Utilizando uma impressionante variedade e complexidade de técnicas\, os artistas exploram tanto recursos clássicos quanto inovadores\, demonstrando a relevância duradoura do retrato na arte de hoje.
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SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
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SUMMARY:"Tromba D’Água" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, “O Sonho Sul-Americano”\, 2022-2023. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Ana Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera \n\n\n\nA LINGUAGEM DA ÁGUA\nPara o filósofo grego pré-socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, a essência da vida resultava da interação dos quatro elementos — água\, terra\, fogo e ar — com duas forças\, a do amor e a da discórdia. Quando o amor predomina\, os elementos estão integrados em equilíbrio. Se a discórdia se instala\, gera-se o caos. A mesma água que mata a sede\, que refresca o corpo\, que abençoa\, que lava\, que irriga alimentos e que encanta os olhos\, também tem seus dias de mau humor. Trombas d’água\, temporais\, enchentes\, alagamentos\, tsunamis\, maremotos — e outros que a ciência moderna chama de “eventos extremos” — têm sido cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. \nTalvez Iemanjá\, Iara\, Netuno\, Nossa Senhora dos Navegantes\, Oxum\, as Sereias\, Poseidon\, a Mãe d’Água\, ao agitarem as águas\, queiram nada mais que nos chamar a atenção para a necessidade de amarmos uns aos outros\, ao mundo\, a nós mesmos e às águas. Para o nosso próprio bem\, precisamos ouvir esse chamado. Afinal\, nosso corpo é 70% água\, assim como o planeta é 70% oceano. \nSe há um chamado\, é porque a água se comunica. Sua linguagem é contínua\, fluida\, permeável\, profunda\, mutante\, líquida. Justamente por isso\, para perceber este idioma\, é preciso muita atenção. A exposição Tromba D’Água traduz a linguagem aquática para nossa desatenta percepção. O que ela te diz? \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nInstituto Artistas Latinas\nO Instituto Artistas Latinas\, desde 2019\, busca fortalecer a ampliação do conhecimento sobre a produção de artistas mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital\, reúne centenas de nomes e biografias de todas as regiões da América Latina\, promovendo intercâmbios de pesquisa e expandindo o mapeamento de conexões artísticas entre os países. As redes sociais do Instituto funcionam como amplificadoras do trabalho de artistas e de iniciativas que trazem visibilidade para a produção artística de mulheres. Esse conjunto permite uma maior atuação do Instituto em outras localidades\, impactando diretamente doze países\, seja por meio de iniciativas presenciais ou virtuais. \nAlém disso\, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que consolidam o diálogo de arte contemporânea\, oferece ações educativas e de formação livre\, organiza projetos de exposições e institucionais\, realiza consultoria para coleções públicas e particulares\, promove participações em feiras de Arte e facilita cursos voltados ao protagonismo feminino. \nÉ com grande honra que o Instituto Artistas Latinas exibe a exposição Tromba D`água\, em sua primeira itinerância\, no Museu do Amanhã. Apresentada pela primeira vez no Sesc São Gonçalo\, em 2024\, iniciamos um projeto de circulação da mostra como um desejo de avançar e expandir as discussões que fomentam o papel da arte contemporânea junto ao pensamento sobre ecologias e presentes/futuros possíveis. Todas as catorze artistas convidadas para ocupar este espaço traduzem\, em poéticas próprias\, a relação direta e subjetiva com a principal fonte da vida humana e suas principais controvérsias e desdobramentos sociais\, raciais e econômicos. \nTromba d’Água\nGotaGoteiraChuvaChuvaradaCascataCachoeiraEnxurradaTromba d’água \nForça soberana\, correnteza\, intensidade incontrolável que rompe as margens e conecta o mar\, o céu e os rios. \nAs águas estão para a humanidade como o sol está para os planetas. A vida orbita os seus contornos\, se agrupando em uma atração gravitacional que permite a sobrevivência. Sua potência estrutura sociedades\, oferece de beber e de comer\, gera energia\, funciona como transporte e expõe a ingenuidade daqueles que pensam ter o poder de dominá-las.  \nO fenômeno da tromba d’água\, nos oceanos\, conecta o mar e o céu por um vórtice colunar\, uma espécie de tornado que liga as nuvens à superfície da água. Forma-se um elo\, um pacto\, uma ponte entre a vida marítima e os poderes celestes. Sua imagem impõe o poder que a água\, enquanto ação\, possui.  \nNos rios\, sua robustez pode ser fatal para quem não está atento aos sinais das águas\, que costumam anunciar a chegada de uma correnteza violenta. Também conhecida como “cabeça d’água”\, o fenômeno tromba d’água nas águas doces acontece pelo excesso de chuvas no entorno de uma nascente\, que intensifica o fluxo e arrasta tudo que encontra pela frente. Sua intensidade tem a capacidade de romper e modificar as margens. \nA exposição Tromba d’Água reúne elaborações de catorze artistas latino-americanas sobre a coletividade enquanto catalisadora de transformações. As obras de Alice Yura\, Azizi Cypriano\, Guilhermina Augusti\, Jeane Terra\, Luna Bastos\, Marcela Cantuária\, Mariana Rocha\, Marilyn Boror Bor\, Natalia Forcada\, Rafaela Kennedy\, Roberta Holiday\, Rosana Paulino\, Suzana Queiroga e Thais Iroko perpassam assuntos ligados à espiritualidade\, em uma relação íntima com as divindades que regem as águas\, à ancestralidade\, em uma perspectiva espiralar e matriarcal\, e à intrínseca relação do feminino com a natureza\, em sua potência de nutrir e transformar. Em conjunto\, encontramos trabalhos que versam sobre o modo como histórias\, memórias e imaginações matrilineares atravessam as barreiras impostas à existência das mulheres. \nEm um contexto social que pretende sufocar\, soterrar e ignorar essa pulsão ambiental\, o fenômeno da tromba d’água surge como uma alusão ao respeito que devemos ter por essa energia impetuosa. Nesta exposição\, as características das águas criam espaço para trilharmos outros percursos na construção de uma sociedade pautada em relações sensíveis entre a humanidade e a natureza. Aqui\, as artistas apresentam propostas que ignoram os obstáculos que poderiam limitar sua agência e abrem os caminhos que um dia estiveram obstruídos. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição \nÉ sobre Justiça Climática\nA América Latina é a segunda região global mais suscetível aos efeitos das mudanças climáticas que acontecem por efeito da ação humana extrativista\, desenvolvimentista e lucrativista. As tempestades\, inundações e enchentes são alguns dos desastres comuns em regiões de climas tropicais. Desde a invasão e colonização europeia\, o conceito estabelecido sobre progresso envolve propostas de urbanização que concretam o que antes eram ferramentas naturais de escoamento de água. Essas propostas também constroem edificações em regiões onde havia afluentes e erguem verdadeiras fortalezas para fazer uso dos recursos naturais\, abusando do consumo de combustíveis fósseis. \nSobre as notícias das inundações recentes no Rio Grande do Sul\, muitas pessoas se sensibilizaram com a trágica perda de vidas\, bens materiais e imateriais das pessoas que tiveram as suas casas dominadas pelas águas. Foram reunidos esforços por meio de doações\, resgates organizados pela sociedade civil e ativação de consciência sobre como ajudar. Entretanto\, em momentos como esse\, torna-se ainda mais importante compreender e cobrar o poder estatal em relação à segurança das populações que vivem ao longo das margens das águas. \nNão é possível ignorar as pautas de justiça climática\, conceito que torna evidente quem são as pessoas que sofrem de forma mais violenta às consequências das catástrofes. Nas periferias de onde se concentra o capital\, habitam as populações mais vulneráveis. Em situações de emergências são essas regiões que sofrerão com maior violência às consequências das ações humanas contra o meio ambiente. \nEsta exposição busca redirecionar a atenção\, evidenciando o respeito fundamental às relações com a natureza e\, principalmente\, as estâncias político-empresariais dessas relações. É urgente a prevenção e a mitigação de futuros desastres ambientais e suas consequências. Assim como se faz necessário coibir qualquer tipo de desmatamento e contenção das ações da modernidade que agem estrategicamente na destruição do ecossistema. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição
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SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
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SUMMARY:"Claudia Andujar e seu Universo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Claudia Andujar. Foto: © Lew Parrella\n\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição inédita faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Paulo Herkenhoff \n\n\n\nA Ciência Moderna – em seus 400 anos desde René Descartes (1596-1650) – trouxe muitas coisas boas para o mundo. Entretanto\, há pelo menos três coisas que só pioram a cada ano: 1) emissão de gases de efeito estufa (e consequente aquecimento global); 2) perda acelerada de biodiversidade (que impacta água\, ar\, terra e saúde humana); e 3) desigualdade social (capital e recursos se concentra nas mãos de poucos). \nA própria Ciência Moderna tem demonstrado inequivocamente que estes três problemas precisam de soluções urgentes para o bem da espécie humana e do planeta. Contudo\, a ação prática nessa direção não tem acompanhado as evidências. Tal fato indica claramente que a Ciência Moderna só não basta para reverter os rumos cada vez mais preocupantes que o mundo tem tomado. Em um mundo em estado de policrise\, não há conhecimento do qual se possa abrir mão\, desde que seja democrático e amoroso. \nA Arte e Espiritualidade\, ao tocarem as emoções\, são essenciais para impulsionar as transformações profundas que a humanidade precisa abraçar. A obra de Claudia Andujar promove justamente esses encontros\, tão necessários quanto inusitados: da informação com a emoção\, do ancestral com o moderno\, do sacro com o transgressor\, do sul com o norte\, do visível com o invisível. O universo que esses diálogos criam é habitado por uma constelação de seres: humanos e mais-que-humanos\, xamãs e mundanos\, urbanos e silvícolas\, retirantes e ficantes\, artistas e cientistas. \nO universo de Claudia antecipa a ciência do amanhã: aquela que emergirá do diálogo entre todas as formas de conhecimento amorosos e democráticos\, sejam eles científicos\, artísticos ou espirituais. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nClaudia Andujar e seu universo: sustentabilidade\, ciência e espiritualidade.\nClaudia Andujar é um paradigma internacional de humanismo construído ao longo de décadas de dedicação a seu trabalho com a fotografia. Seu foco sempre esteve\, sobretudo\, nos segmentos da população brasileira que viveram à margem da vida\, como os migrantes nordestinos\, mulheres\, afrodescendentes e indígenas do Brasil\, entre outros. Nascida numa família judia em 12 junho de 1931 em Neuchâtel na Suíça. Quando ela tinha 5 anos sua família se mudou para a Hungria. Grande parte de sua família era judia. Seu pai foi aprisionado pelos nazistas e morreu num campo de concentração. Com sua mãe\, a jovem Claudia se exilou em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial\, em fuga do Holocausto. Claudine Haas se tornou Claudia Andujar ao se casar com o espanhol Julio Andujar nos Estados Unidos. Em 1955\, ela veio morar em vieram para São Paulo.  \nDesde a infância\, Claudia Andujar escrevia poemas e depois passou a pintar até que descobriu a fotografia.  “Na pintura\, eu me fechava. Na fotografia\, eu me abri” Sua entrega política mais surpreendente foi em prol da mudança da consciência coletiva sobre a violência das formas de hegemonia imperantes no país\, por grupos que chegaram ao ponto de praticar o genocídio\, como no caso dos garimpeiros historicamente espoliados de suas terras e bens e eliminados como povos.  \nPara Claudia Andujar\, a fotografia foi sua arma de “violentação da violência” social\, dimensão tomada emprestada de Michel Foucault. O regime ótico de sua produção foi primeiramente marcado pelo compartilhamento de valores éticos necessários ao olhar de compaixão\, simpatia e aliança com os dominados e à defesa da vida. Só depois\, caberia pensar na excelência estética de sua fotografia.  \nSustentabilidade. A conservacionista Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua produção fotográfica denunciou diante do mundo o genocídio dos povos indígenas da América do Sul\, o genocídio\, a espoliação das terras e dos saberes indígenas\, o garimpo ilegal\, inclusive como o envenenamento dos rios amazônico pelo uso do mercúrio. \nCiência. Aconselhada por Darcy Ribeiro\, Claudia Andujar se encaminhou para documentar sociedades indígenas sobre o prisma do conhecimento antropológico\, incluindo a vida simbólica e a cultura material dos povos originários. Claudia Andujar compõe uma história de mais de 150 anos de emprego da fotografia nesse processo investigativo\, ao lado de Sebastião Salgado\, Milton Guran\, Elza Lima\, entre outros – aqui referidos por conta da dimensão estética de suas imagens. \nEspiritualidade. Em seus primórdios\, algumas sociedades não brancas\, consideravam que a fotografia “roubava a alma” dos retratados. Ademais\, as sociedades indígenas foram catequizadas por missionários católicos\, uma guerra simbólica hoje acirrada pelo exacerbado proselitismo de seitas evangélicas. O delicado respeito ético de Claudia Andujar pelas diferenças e especificidades das crenças resultou numa “arte sacra” sui generis ao registrar com formidável qualidade plástica cerimônias\, adereços ritualísticos\, cerimônias como a da ingestão dos alucinógenos religiosos\, observando teogonias e unidade entre todos os seres que compõe a terra: água\, pedras\, montanhas\, vegetais\, animais\, um reino da natureza no qual os humanos se inscrevem sem hierarquização de qualquer espécie. \nPaulo Herkenhoff\, curador da exposição.
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SUMMARY:"Tudo que Nasce Vermelho" de Luara Macari no MAC USP
DESCRIPTION:Luara Macari\, “Ri Ró: rompante de rio”\, 2023 – Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nUma das ações realizadas pelo MAC USP para incentivar a produção artística contemporânea é a realização de editais de exposições temporárias para artistas emergentes\, que ainda não tenham realizado mostras individuais em museus ou galerias. A terceira edição do Edital recebeu 180 inscrições e selecionou três projetos a serem apresentados em 2025/2026. O primeiro deles é a exposição Tudo que Nasce Vermelho\, individual da artista Luara Macari (Ribeirão Preto\, SP\, 1999)\, apresentando 21 trabalhos em que articula os gestos pictóricos entre a argila\, a tinta à óleo\, o carvão e o grafite sobre tela. \nArtista\, escritora e curadora em formação (PUC SP\, 2023)\, Luara Macari constrói um espaço onde “a pintura é exercício de escuta\, presença e memória”\, diz Fernanda Pitta\, curadora responsável do MAC USP. A partir das fabulações\, dos saberes e das tradições ioruba a artista propõe uma série de trabalhos que apresentam uma representação pictórica do mundo\, em que imagem e rito se implicam mutuamente. ”Cada pintura é também uma oferenda: tempo suspenso\, escuta ritual e desejo de rememoração” completa a curadora. \nO vermelho que guia os caminhos da artista\, cor impetuosa e vibrante\, é também substância vital e ancestral\, força plástica e simbólica\, que atravessa as obras da artista e transforma o imaterial em matéria\, superfície\, impressão e campo sensível. “O vermelho condensa o sangue\, o barro\, o fogo\, a terra e o corpo — elementos que sustentam tanto a criação e a existência na cosmovisão ioruba”\, comenta Fernanda. \nNesta exposição\, Luara Macari constrói um espaço onde a pintura é exercício de escuta\, presença e memória\, e “cria um território onde se experimenta a força da arte como gesto de cuidado\, reinvenção e reparação. Em sua prática\, a arte transforma o imaginário\, partindo do gesto íntimo de saber de onde se vem para relembrar os caminhos para onde se quer ir” define a curadora.
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SUMMARY:"A Arte deve viver ao Sol" de Gastone Novelli no MAC USP
DESCRIPTION:Gastone Novelli\, “Composição 6”\, 1953 – Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta\, a partir de 2 de agosto\, a exposição A ARTE DEVE VIVER AO SOL – GASTONE NOVELLI NO BRASIL\, com 30 trabalhos do artista italiano que viveu no Brasil entre 1948 e 1954 e aqui amadureceu sua vocação artística. Com curadoria de Ana Magalhães e Marco Rinaldi\, a exposição tem a parceria entre o MAC USP e o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo\, com apoio do Archivio Gastone Novelli\, Roma. \nGastone Novelli (1925-1968) chegou ao Brasil com 23 anos. Havia estudado ciências sociais e políticas em Florença e recebido uma formação acadêmica em artes visuais em Roma. No Brasil encontrou um momento de efervescência em que dois grandes museus de arte abriam suas portas e eram palco do debate sobre o abstracionismo: o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM)\, com sua exposição inaugural Do figurativismo ao abstracionismo em 1949\, e o Museu de Arte de São Paulo (MASP)\, que abrigou exposições individuais de Alexander Calder e Max Bill no período. Foi logo acolhido pelo diretor do MASP\, Pietro Maria Bardi\, que criou o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) do museu e convidou Novelli para lecionar composição e desenho. \nA exposição reflete esse contexto\, em que Novelli desenvolveu a pintura abstrata pela primeira vez\, ao mesmo tempo em que explorava a produção cerâmica e mural. Além disso\, Novelli assumiu posição de destaque no engajamento com o ambiente artístico\, criando projetos expositivos\, lecionando no IAC\, participando ativamente da Oficina de Arte (ODA) ou sendo convidado para as Bienais de São Paulo de 1951 e 1953. Para o curador Marco Rinaldi\, “uma ocasião para o desenvolvimento teórico dos primeiros germes de uma reflexão sobre a linguagem da arte”. De um traço inicial expressionista\, Novelli experimentou as diversas manifestações das vanguardas artísticas surgidas no início até meados do século 20. \nO título da exposição foi extraído do manifesto publicado em 1952 pela Oficina de Arte\, assinado por Novelli: “A arte deve viver ao sol\, nas praças\, em meio ao povo!”. Uma afirmação que expressava o compromisso dele e de seus companheiros em unir a arte ao desenho industrial e à pintura mural\, visando democratizar a pesquisa artística: “um valor fundamental para os artistas modernos em um mundo em reconstrução”\, observa a curadora Ana Magalhães.
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SUMMARY:"Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Vicente do Rego Monteiro\, “Bicho”\, 1925 – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA trajetória de Vicente do Rego Monteiro\, artista entre continentes\, entre tempos e entre linguagens\, ganha nova leitura sob a curadoria do também artista Paulo Bruscky. Após itinerar por São Paulo\, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro com núcleo documental inédito\, apresentando ao público brasileiro\, pela primeira vez\, a dimensão visual e poética de um modernista muitas vezes deslocado dos centros hegemônicos de consagração. \nA exposição “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)” articula mais de 100 documentos\, obras e registros que atravessam a vida e a obra de Rego Monteiro — pintor\, escultor\, editor e poeta — cuja atuação multifacetada se deu entre a capital pernambucana e o circuito europeu. Entre manuscritos\, caligramas\, pinturas\, livros\, cartas\, fotografias e cartazes\, o que emerge é uma obra que se desenha na dobra entre o arcaico e o moderno\, entre o gesto ameríndio e o experimentalismo gráfico. \nCom um recorte que dá ênfase à produção textual e visual do artista\, Bruscky revisita uma pesquisa que teve um ponto de inflexão na mostra no Centre Georges Pompidou\, em Paris\, em 2017. Incorporando obras e arquivos\, a exposição propõe não apenas uma retrospectiva\, mas uma reinterpretação do artista enquanto figura importante da modernidade brasileira. \nEntre os destaques estão as pinturas Bicho (1925) e Moderna Degolação de São João Batista\, esta última gentilmente cedida pelo MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Há ainda livros de artista concebidos por Vicente antes mesmo da consolidação desse termo\, discos\, baralhos e um conjunto de caligramas que antecipam a estética concretista. \nVicente\, que editava em Paris e imprimia em Recife\, é figura emblemática de um modernismo lateral — que não se organiza pelo eixo Rio-São Paulo\, mas por uma cartografia própria\, onde a cerâmica marajoara\, o cubismo e a estampa japonesa coexistem. Como escreve Bruscky: “foi talvez o mais arcaico e\, por isso mesmo\, o mais moderno entre os modernistas”. Um artista cujos gestos são inseparáveis da multiplicidade cultural do país que habitou em trânsito. \nA mostra se ancora ainda no catálogo “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)”\, que inclui textos para a compreensão da obra do artista. Jorge Schwartz discute as interseções entre Vicente e o ideário antropofágico\, enquanto Gênese Andrade analisa sua produção a partir de retratos e autorrepresentações\, ampliando a leitura sobre sua atuação nas artes visuais e na poesia. \nA iniciativa da Danielian Galeria\, em promover a itinerância e ampliar o acesso ao acervo documental de Vicente do Rego Monteiro\, inscreve-se num momento importante de revalorização das margens da modernidade. Não por acaso\, é Paulo Bruscky — o mais importante artista arquivista da arte correio na América Latina — quem conduz esse gesto: um artista arquivando outro\, em espiral.
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LOCATION:Danielian Galeria\, 414 Rua Major Rubens Vaz Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
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