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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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LOCATION:Pinacoteca do Ceará\, R 24 de Maio\, 34 - Centro\, Fortaleza\, Brazil
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SUMMARY:"We Live in Painting: The Nature of Color in Mesoamerican Art" no LACMA
DESCRIPTION:Alfonso Nava Larios\, “Cosmic Tree (Guamuchil)”\, 2023. © Alfonso Nava Larios\, foto © Museum Associates/LACMA\, por Javier Hinojosa.\n\n\n\n\nArtistas mesoamericanos assumiam uma responsabilidade cósmica: ao adornarem superfícies de edifícios\, vasos de barro\, têxteis\, páginas de papel de casca e esculturas com cores\, eles (literalmente) criavam o mundo. O poder da cor emergia da materialidade de seus pigmentos\, das mãos habilidosas que os confeccionavam e das comunidades cujo conhecimento lhes atribuía significado. A cor mapeava a ordem do cosmos\, do tempo e do espaço. Ao manipular e aplicar cores\, os artistas detinham o poder da criação cósmica em suas mãos. \nWe Live in Painting: The Nature of Color in Mesoamerican Art explora a ciência\, a arte e a cosmologia das cores na Mesoamérica. Histórias de colonialismo e industrialização no Ocidente “averso à cor” minimizaram a profunda significância da cor nas Américas Indígenas. A exposição segue duas linhas de investigação interconectadas — análises técnicas e materiais\, e concepções indígenas de arte e imagem — para alcançar a plena riqueza da cor no cerne das visões de mundo mesoamericanas.
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LOCATION:LACMA\, 5905 Wilshire Blvd Central LA\, Los Angeles\, Califórnia\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Jesse Krimes: Corrections" no The Met Museum
DESCRIPTION:Jesse Krimes\, “Purgatory” (detalhe)\, 2009. The Metropolitan Museum of Art\, Nova York. Aquisição com doação do Vital Projects Fund Inc.\, por meio de Joyce e Robert Menschel\, e doações da Alfred Stieglitz Society\, 2024. © Jesse Krimes.\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA fotografia desempenhou um papel central na construção de sistemas de poder na sociedade\, especialmente em contextos ligados ao crime e à punição. Esta exposição apresenta instalações imersivas contemporâneas do artista Jesse Krimes (americano\, nascido em 1982)\, em diálogo com fotografias do século XIX do acervo do The Met\, realizadas pelo criminologista francês Alphonse Bertillon — responsável por desenvolver o primeiro sistema moderno de identificação criminal\, anterior à adoção das impressões digitais. \nAs instalações de Krimes\, criadas ao longo de seus seis anos de encarceramento\, revelam a engenhosidade de um artista que trabalhou sem acesso a materiais tradicionais. Utilizando sabonetes fornecidos pela prisão\, gel para cabelo\, cartas de baralho e jornais\, ele produziu obras que buscam interromper e recontextualizar a circulação de imagens na mídia. Exibidas em contraponto às fotografias de Bertillon — cuja metodologia combinava medidas antropométricas e retratos fotográficos\, dando origem à atual ficha de identificação criminal — as obras de Krimes questionam a suposta neutralidade dos sistemas de reconhecimento e as hierarquias sociais que eles ajudam a criar e perpetuar. \nArtista para quem a colaboração e o ativismo são essenciais\, Krimes fundou o Center for Art and Advocacy\, uma organização voltada à valorização do talento e do potencial criativo de pessoas que passaram pelo sistema prisional\, promovendo apoio e melhores condições para artistas anteriormente encarcerados.
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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LOCATION:Whitney Museum of American Art\, 99 Gansevoort St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Deep Waters: Four Artists and the Sea" no Museum of Fine Arts Boston
DESCRIPTION:John Akomfrah\, still de Vertigo Sea\, 2015. © Smoking Dogs Films; Cortesia de Smoking Dogs Films e Lisson Gallery\n\n\n\n\nGerações de artistas exploraram as belezas e os terrores do oceano\, refletindo sobre as experiências daqueles que viveram e perderam suas vidas entre as ondas. Entrelaçando obras de quatro artistas criadas ao longo de séculos e através do Atlântico\, esta exposição segue um fio genealógico unido pelo mar. Ecos de Watson and the Shark (1778)\, de John Singleton Copley\, reverberam em Slave Ship (Slavers Throwing Overboard the Dead and Dying\, Typhoon Coming On) (1840)\, de J. M. W. Turner\, que\, por sua vez\, influenciou a arte criada no século XXI. \nApresentada pela primeira vez na Nova Inglaterra\, a icônica instalação de filme em três canais Vertigo Sea (2015)\, de John Akomfrah\, expande os temas centrais das duas obras anteriores\, explorando a tumultuosa relação da humanidade com o mar e suas criaturas\, bem como o papel do oceano na história da escravidão. Em Some People Have Spiritual Eyes I and II (2020)\, a fotógrafa Ayana V. Jackson leva essas ideias a uma nova direção. Sua exploração da divindade\, feminilidade e destino por meio de autorretratos é inspirada em Drexciya\, uma mítica utopia aquática habitada por descendentes das mulheres africanas grávidas que perderam suas vidas no Oceano Atlântico durante o Middle Passage. \nDeep Waters: Four Artists and the Sea convida os visitantes a considerar e refletir sobre o diálogo entre essas obras de arte e seus criadores. Cada artista oferece uma perspectiva única baseada em sua experiência vivida\, mas todos estão sintonizados com as poéticas e histórias do mar — desde suas superfícies brilhantes e profundezas insondáveis até seus habitantes e fantasmas; de um local de memória\, luto e fragilidade a um símbolo de resiliência e futuros possíveis.
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LOCATION:MFA Boston\, 465 Huntington Ave\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Digital Witness: Revolutions in Design\, Photography\, and Film" no LACMA
DESCRIPTION:April Greiman\, Pacific Wave\, 1987. Los Angeles County Museum of Art\, aquisição com fundos fornecidos pelo Decorative Arts and Design Council Acquisition Fund e pelo Ralph M. Parsons Fund. © April Greiman\, foto © Museum Associates/LACMA.\n\n\n\n\nNas últimas quatro décadas\, softwares de edição de imagem transformaram radicalmente nosso mundo visual. A facilidade com que imagens e textos podem ser gerados e alterados digitalmente possibilitou novas formas de experimentação criativa\, ao mesmo tempo em que gerou debates filosóficos sobre a própria natureza da representação. Digital Witness: Revolutions in Design\, Photography\, and Film examina o impacto das ferramentas de manipulação digital dos anos 1980 até o presente\, avaliando pela primeira vez os desenvolvimentos simultâneos e os debates nos campos da fotografia\, design gráfico e efeitos visuais. Com mais de 150 obras\, a exposição traça o surgimento de estratégias estéticas digitais distintas\, relações com o realismo e novos modos de narrativa. Os quase 200 artistas\, designers e criadores em Digital Witness iluminam a cultura visual contemporânea\, em que ferramentas de edição digital estão mais acessíveis do que nunca. \nParalelamente à exposição\, o Hoffmitz Milken Center for Typography\, do ArtCenter College of Design\, apresentará Digital Witness: Algorithmic Spaces for Typography and Language\, de 13 de novembro de 2024 a 27 de abril de 2025. \n 
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SUMMARY:"Vanessa Raw: This is How the Light Gets In" no Rubell Museum
DESCRIPTION:Vanessa Raw\, “When I talk to the night”\, 2024. Cortesia da artista e do Rubell Museum\n\n\n\n\nNascida em 1984 em Hexham\, Inglaterra\, Vanessa Raw vive e trabalha em Margate\, também na Inglaterra. Sua apresentação no Rubell Museum Miami marca sua primeira exposição nos Estados Unidos\, bem como sua primeira mostra institucional. Nas obras de grande escala recém-comissionadas\, as camadas distintas de pinceladas e o uso expressivo de cores de Raw retratam um mundo onírico e exclusivamente feminino—um paraíso terrestre onde a natureza é benevolente e senciente\, e onde o desejo feminino ocupa um lugar central. Ex-triatleta\, a maestria praticada de Raw sobre seu próprio corpo transparece em seu trabalho sobre a tela. Suas figuras são tranquilas e à vontade\, mas possuem agência. Elas se deleitam na companhia umas das outras e na paisagem exuberante\, suave e repleta de cores—um verdadeiro paraíso encontrado.
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SUMMARY:"Recent Acquisitions" no Rubell Museum
DESCRIPTION:Vista da exposição com obras de February James e Murjoni Merriweather. Divulgação/Cortesia Rubell Museum\n\n\n\n\nEstendendo a paixão multigeracional dos Rubells por descobrir e apoiar muitos dos artistas mais fascinantes da atualidade\, uma apresentação de aquisições recentes ocupa as galerias centrais do museu. Com exposições individuais de sete artistas\, a maioria deles exibindo pela primeira vez em um museu nos Estados Unidos\, a mostra demonstra o compromisso contínuo dos Rubells em identificar\, envolver e promover artistas emergentes. Os artistas apresentados incluem: \n\nPatrick Goddard\nOlaolu Slawn\nEmmanuel Louisnord Desir\nFebruary James\, Murjoni Merriweather\nMichelle Uckotter\nOmari Douglin
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Imagining Black Diasporas" no LACMA
DESCRIPTION:Arielle Bobb-Willis\, Nova Jersey\, 2019\, Los Angeles County Museum of Art\, Fundo Ralph M. Parsons\, foto © Museum Associates/LACMA.\n\n\n\n\nImagining Black Diasporas: 21st-Century Art and Poetics encontra conexões estéticas entre 60 artistas que atuam na África\, Europa e Américas. A exposição e seu catálogo estão entre os primeiros a examinar quase um quarto de século de produção de artistas negros. O projeto apresenta novas aquisições para o LACMA e amplia o cânone das exposições panafricanas\, historicamente focado no Atlântico Negro\, ao destacar artistas que atuam na orla do Pacífico. Cerca de 70 obras de pintura\, escultura\, fotografia\, obras em papel e mídias temporais são organizadas em quatro temas: fala e silêncio\, movimento e transformação\, imaginação e representação. Poetas contemporâneos contribuíram com trabalhos originais para o catálogo\, estendendo o uso histórico da poesia no discurso panafricano. A definição geral de diáspora como deslocamento de suas origens exclui toda a criatividade que o termo carrega. As pessoas reinventam sua herança por meio de expressões artísticas\, transformando a diáspora de um movimento regional em uma fonte de imaginação. Por meio de uma análise das escolhas estéticas de artistas negros\, Imagining Black Diasporas revela suas percepções sobre a existência.
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SUMMARY:"Portraits from the ICA Collection" no ICA Boston
DESCRIPTION:Didier William\, “Gwo Tet”\, 2021. Cortesia do artista e Altman Siegel\, São Francisco ® Didier William\n\n\n\n\nEsta exposição apresenta o vasto acervo de retratos em diferentes mídias dentro da Coleção do ICA\, explorando como artistas criam imagens de si mesmos e de outros para expressar emoções\, questões políticas e a potência da representação. O retrato oferece tanto aos artistas quanto aos retratados uma forma de comunicar experiências pessoais e vividas\, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre si mesmo. \nDiferente dos retratos históricos\, frequentemente voltados à celebração da aristocracia e das elites\, a retratística contemporânea abrange um espectro mais amplo e inclusivo de pessoas e identidades. A seleção de quase trinta obras reflete a riqueza das narrativas atuais\, ressaltando a diversidade das experiências individuais e os vínculos que nos conectam enquanto sociedade.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Pirouette: Turning Points in Design" no MoMA
DESCRIPTION:Nifemi Marcus-Bello\, “For the Community by the Community – Handwashing Station”\, 2020. The Museum of Modern Art\, Nova York. Foto: Kadara Enyeasi.\n\n\n\n\nO design é um elemento fundamental da vida\, um catalisador essencial para nossa evolução. Ele nos ajuda a lidar com mudanças e permeia nossas vidas pessoais e sociais\, refletindo tanto nossas forças quanto nossas fragilidades. Muitos designers buscam criar novos comportamentos\, concentrando-se em hábitos e circunstâncias que mais necessitam de transformação. Pirouette: Turning Points in Design reúne objetos—desde Post-Its até Spanx—que representaram experimentos inovadores com novos materiais\, tecnologias e conceitos\, ofereceram soluções não convencionais para problemas tradicionais e tiveram um impacto significativo tanto no design quanto no mundo em geral. \nCom peças majoritariamente retiradas da coleção do MoMA\, a exposição apresenta objetos amplamente reconhecidos—como o logotipo I ♥️ NY ou o novo símbolo de acessibilidade—ao lado de outros conhecidos apenas por públicos especializados. Alguns\, como a Shopping Bag da Telfar\, apelidada de Bushwick Birkin\, reconfiguram as regras de exclusividade e luxo. Outros\, como o Walkman Portable Audio Cassette Player ou o Macintosh 128K Home Computer\, redefiniram e expandiram nosso espaço privado\, permitindo-nos trazer o mundo para dentro de nossas casas ou carregá-lo conosco. Observados em conjunto\, os objetos em Pirouette destacam o papel dos designers em sua expressão mais inventiva e construtiva\, demonstrando o poder do design em traduzir a experiência humana em formas tangíveis e imaginar um futuro melhor.
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SUMMARY:"Arthur Jafa" na Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Arthur Jafa\, “Love is the Message\, the Message is Death”\, 2016 – Crédito: Divulgação \nA Bourse de Commerce está em transformação para preparar a exposição “Corps et âmes”\, que será revelada progressivamente até sua abertura completa em 5 de março. Durante esse período\, o público poderá descobrir algumas obras da nova temporada. \nA partir de 5 de fevereiro\, três filmes de Arthur Jafa\, pertencentes à Coleção Pinault\, serão exibidos pela primeira vez em Paris. Na Rotonde\, o vídeo Love is the Message\, the Message is Death transforma o espaço em uma ressonância da música e do ativismo de figuras icônicas afro-americanas como Martin Luther King Jr.\, Jimi Hendrix\, Barack Obama e Beyoncé\, conferindo-lhes uma dimensão universal. O artista também ocupa a Galerie 2 e o Studio do museu\, convidando os visitantes a se envolverem com suas obras cinematográficas. \nUtilizando diversos suportes\, a produção de Arthur Jafa\, artista e cineasta baseado em Los Angeles\, celebra e amplia a cultura negra americana\, atribuindo-lhe toda a sua grandiosidade. De Barack Obama aos cânticos gospel\, de Aretha Franklin aos protestos do Black Lives Matter\, passando por Miles Davis e Kanye West\, Jafa recorre a materiais da mídia de massa e da cultura pop para construir uma estética baseada no colagem e montagem\, reafirmando seu papel como colecionador de imagens e multiplicando referências. Ele apresenta\, com imponência\, as grandes ícones da cultura negra\, sempre em diálogo com a complexa história dos Estados Unidos.
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SUMMARY:"Improvisation in 10 Days" de Tarek Atoui no Pirelli HangarBicocca
DESCRIPTION:Vista da exposição. Crédito: Pirelli HangarBicocca\n\n\n\n\nConhecido por sua abordagem singular à música\, Tarek Atoui (Beirute\, Líbano\, 1980; vive e trabalha em Paris) investiga as propriedades acústicas de elementos como água\, ar\, pedra e bronze\, explorando como esses materiais absorvem e devolvem o som com nuances inesperadas. Esse processo desperta curiosidade e promove formas de interação entre os visitantes. Os ambientes sonoros criados pelo conjunto de suas obras sugerem novas experiências de escuta e estimulam processos de aprendizado não convencionais. \nApós uma formação em música\, Atoui começou explorando as propriedades do som por meio da performance\, expandindo posteriormente sua pesquisa para a espacialidade dos objetos no contexto artístico. Ao longo de sua trajetória\, colaborou com compositores e artesãos de diversos países para criar instrumentos com forte presença escultural\, combinando uma ampla variedade de materiais e técnicas. Utilizando dispositivos eletrônicos e softwares\, o artista reflete sobre realidades sociais e políticas contemporâneas\, destacando a importância da música e das novas tecnologias como dimensões de expressão e identidade. Sua prática incorpora valores educativos e relações sociais\, frequentemente envolvendo colaborações com comunidades locais e convidando o público a interagir com seus ambientes multissensoriais. \nA exposição Improvisation in 10 Days propõe uma abordagem espacial da composição musical\, explorando a materialidade das obras em diálogo com a imaterialidade do som e sua reverberação nos corpos e objetos. Utilizando The Shed como uma grande tela em branco\, Atoui reorganiza e recompõe trabalhos de uma de suas exposições anteriores\, partindo da identidade do espaço (um local de produção) e de suas coordenadas temporais (os dias dedicados à montagem) para “improvisar” movimentos\, harmonias e afinações\, criando uma experiência coletiva em um ambiente sonoro. Pela primeira vez\, Atoui concebe uma exposição como um dispositivo em constante evolução\, capaz de se materializar e transformar ao longo do tempo\, gerando uma relação dinâmica entre espaço\, instrumentos e público. O verdadeiro potencial do projeto reside nesse caráter aberto e imprevisível. \nAs obras de Atoui são concebidas como projetos em constante transformação\, que se adaptam aos diferentes contextos em que são apresentados. Sua pesquisa parte de paradigmas acústicos experimentados por meio de atividades como oficinas com comunidades locais de artesãos\, pesquisadores ou músicos\, resultando na produção de esculturas e instalações que convidam à meditação e à exploração sensorial. Em sua prática\, o som adquire qualidades materiais e\, além de ser ouvido\, pode ser transmitido e percebido por meio da vibração\, do impacto mecânico sobre superfícies ou da experiência tátil. A exposição apresenta três núcleos de trabalho dispostos harmonicamente no espaço\, em diálogo com a luz natural. \nA mostra é acompanhada por uma monografia publicada pela Marsilio Editori\, que apresenta uma narrativa visual poética sobre a exposição no Pirelli HangarBicocca e as mostras individuais anteriores do artista no Kunsthaus Bregenz\, no S.M.A.K Gent (2024) e no Institut d’art contemporain—Villeurbanne/Rhône-Alpes (2023). O livro\, concebido por Goda Budvytyte\, resulta da colaboração entre essas quatro instituições europeias e inclui um ensaio crítico da curadora Ute Meta Bauer\, que analisa a prática de Atoui. Além do catálogo\, será produzido um conjunto de vinis com gravações dos instrumentos de Atoui ativados por músicos internacionais como Jad Atoui\, Nicolas Becker\, Laure Boer\, Gobu Drab\, Susanna Gartmayer\, Charbel Haber\, Mazen Kerbaj\, Eric La Casa\, Boris Shershenkov\, DJ Snif e Ziúr.
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SUMMARY:"Christine Sun Kim: All Day All Night" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Vista da exposição “Christine Sun Kim: All Day All Night”\, 2025. Whitney Museum of American Art\, Nova York. Christine Sun Kim e Thomas Mader\, ATTENTION\, 2022. Foto: Ron Amstutz\n\n\n\n\nCom obras marcadas por humor afiado e comentários incisivos\, Christine Sun Kim (nascida em 1980\, Orange County\, Califórnia) investiga o som e as complexidades da comunicação em suas múltiplas formas. Utilizando notação musical\, infográficos e linguagem — tanto na Língua Americana de Sinais (ASL)\, sua língua nativa\, quanto no inglês escrito — a artista produz desenhos\, vídeos\, esculturas e instalações que frequentemente exploram as dimensões políticas e não auditivas do som. Em muitas de suas obras\, Kim parte da dinâmica espacial da ASL\, traduzindo-a em formas gráficas. Ao destacar a imagem\, o corpo e o espaço físico\, ela subverte a suposição social de que línguas faladas são superiores às sinalizadas. \nEsta exposição apresenta um panorama completo da produção de Kim até o momento\, incluindo desde registros de performances dos anos 2010 até seu mais recente mural site-specific\, Ghost(ed) Notes (2024)\, recriado em diversas paredes do oitavo andar do museu. Inspirado em obras de nome semelhante que criou ao longo da carreira\, o título da mostra\, All Day All Night\, alude à vitalidade que Kim imprime em sua prática artística — uma energia ininterrupta\, experimental e profundamente comprometida em compartilhar vivências da experiência surda. \nA exposição é organizada pelo Whitney Museum of American Art\, em Nova York\, e pelo Walker Art Center\, em Minneapolis. Os curadores responsáveis são Jennie Goldstein\, curadora associada da coleção no Whitney; Pavel Pyś\, curador de artes visuais e estratégias de acervo no Walker; e Tom Finkelpearl\, curador independente; com assistência de Rose Pallone\, do Whitney\, e Brandon Eng\, do Walker.
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LOCATION:Whitney Museum of American Art\, 99 Gansevoort St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Believers: Artists and the Shakers" no ICA Boston
DESCRIPTION:Vista da exposição “Believers: Artists and the Shakers” no ICA Boston\, 2025. Foto: Mel Taing\n\n\n\n\nDesde que chegaram à América vindos da Inglaterra há 250 anos\, os Shakers — uma seita cristã pacifista — ocuparam um lugar singular na identidade nacional dos Estados Unidos. Também conhecidos como a United Society of Believers in Christ’s Second Appearing\, os Shakers seguem princípios de vida comunitária\, celibato\, propriedade compartilhada e igualdade de gênero e racial\, sendo amplamente reconhecidos por seu estilo de vida simples\, sua arquitetura\, música e mobiliário. A cultura material dos Shakers\, associada à perfeição\, elegância e funcionalidade\, tem fascinado artistas desde pelo menos o início do século XX\, período em que essas ideias começaram a se consolidar na consciência americana\, impulsionadas por uma série de exposições e publicações\, muitas delas organizadas por colecionadores de móveis Shaker. \nBelievers tem origem em uma residência artística pouco convencional iniciada pela curadora France Morin no verão de 1996. Dez artistas foram convidados a viver\, trabalhar e praticar sua fé na única comunidade Shaker ainda ativa\, localizada em Sabbathday Lake\, Maine. Dessa experiência surgiu um conjunto dinâmico de obras apresentadas na exposição The Quiet in the Land\, curada por Morin e levada ao ICA por Jill Medvedow em 1998. Believers reúne um grupo central dessas obras\, criadas por Janine Antoni\, Kazumi Tanaka\, Wolfgang Tillmans\, Nari Ward e Chen Zhen — algumas das quais estão sendo recriadas ou reinterpretadas especialmente para esta mostra —\, ao lado de trabalhos mais recentes de Jonathan Berger\, Taylor Davis\, Gordon Hall\, Pallavi Sen e Cauleen Smith. \nA exposição investiga como artistas contemporâneos lidam com a tensão entre as representações historicamente construídas sobre os Shakers e a experiência vital dessa comunidade utópica\, descrita por seus próprios membros como um grupo de “pessoas comuns tentando viver uma vida extraordinária.” \nAviso: esta exposição contém uma obra de arte com sequências de luzes intermitentes.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Sara Cwynar: Alphabet" no ICA Boston
DESCRIPTION:Sara Cwynar\, “Pam\, Plastic”\, 2025. Cortesia da artista\, The approach\, Londres\, e Cooper Cole\, Toronto\n\n\n\n\nSara Cwynar (n. 1985\, Vancouver) investiga o excesso de imagens na cultura contemporânea\, marcada pela saturação visual\, por meio de um vasto arquivo que inclui fotografias autorais\, encomendadas\, baixadas e encontradas. Sua abordagem se apoia em uma estética de colagem que dialoga com as linguagens do design e da publicidade. Para o ICA\, Cwynar concebeu um projeto inédito e de duas partes: a instalação fotográfica Alphabet e um mural fotográfico para a Sandra and Gerald Fineberg Art Wall. \nAlphabet é composta por uma constelação de imagens organizadas em 26 painéis\, cada um associado a um termo extraído de mecanismos de busca na internet. Esses termos incluem palavras sugeridas por algoritmos com base na atividade online da artista\, além de alguns dos mais pesquisados desde 2020. A instalação expande esses conceitos por meio de um conjunto de imagens\, objetos e vídeos dispostos no espaço expositivo de maneira inspirada no Mnemosyne Atlas (1925–29)\, do historiador da arte Aby Warburg. Em seu atlas\, Warburg reuniu quase mil imagens organizadas sobre painéis negros para traçar recorrências visuais ao longo da história\, conectando tempos e culturas. No trabalho de Cwynar\, cada termo selecionado reflete aspectos da vida contemporânea e da maneira como enxergamos o mundo\, evocando\, como nas constelações de imagens de Warburg\, um passado que ainda ressoa na forma como atribuímos significado hoje. \nPara Cwynar\, todos os arquivos — incluindo a internet — são permeados por vieses humanos e pela ilusão de objetividade. Ainda assim\, à medida que o desejo humano de buscar respostas se desloca para o meio digital\, a artista questiona como nossas respostas pessoais ao mundo são filtradas por um histórico de imagens que sempre nos acompanha.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Video After Video: The Critical Media of CAMP" no MoMA
DESCRIPTION:Vista da instalação de “Video After Video: The Critical Media of CAMP”\, em exibição no The Museum of Modern Art\, Nova York. Foto: Jonathan Dorado © The Museum of Modern Art\n\n\n\n\nVideo After Video: The Critical Media of CAMP é a primeira grande exposição em um museu dos Estados Unidos dedicada ao estúdio colaborativo CAMP\, sediado em Mumbai\, na Índia. Fundado em 2007 por Shaina Anand\, Ashok Sukumaran e Sanjay Bhangar\, o coletivo trabalha com vídeo\, cinema\, mídia eletrônica e intervenções públicas para examinar e reconfigurar as condições políticas e socioeconômicas que estruturam a vida contemporânea. \nEm exibição no MoMA de 21 de fevereiro a 20 de julho de 2025\, a mostra apresentará três obras pioneiras que exploram dispositivos de comunicação\, cinema participativo e sistemas de vigilância\, transformando esses aparatos midiáticos em plataformas e meios de expressão artística.
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SUMMARY:"I am Leonor Fini" no Palazzo Reale
DESCRIPTION:Leonor Fini\, “Autoportrait au chapeau rouge” (detalhe)\, 1968 © Cortesia de Richard Overstreet\n\n\n\n\n“Eu sou pintora. Quando me perguntam como faço isso\, respondo: ‘Eu sou’.” Com essas palavras\, Leonor Fini sintetiza a força de sua identidade artística\, uma afirmação singular e poderosa que atravessa o tempo. \nNoventa anos após sua estreia em Milão\, a cidade celebra sua trajetória com a exposição “I Am Leonor Fini”\, apresentada no Palazzo Reale a partir de 26 de fevereiro. A mostra reúne mais de 100 obras\, incluindo pinturas\, desenhos\, fotografias\, figurinos e vídeos\, oferecendo ao público um panorama abrangente sobre essa figura revolucionária e multifacetada. \nLeonor Fini encarnava uma liberdade criativa e intelectual intransigente\, recusando-se a ser definida por seus relacionamentos ou papéis subordinados. Sua força reside na individualidade e na construção de uma linguagem artística singular\, na qual a mulher não é musa\, mas protagonista. \nSuas figuras femininas\, forças primordiais e indomáveis\, desafiam os modelos convencionais de masculinidade e feminilidade. Suas obras\, suspensas entre o real e o imaginário\, propõem uma reflexão profunda e atual sobre gênero\, identidade e autoafirmação. Antecipando debates centrais da cultura contemporânea\, Fini destacou-se como uma artista pioneira\, entrelaçando arte\, moda\, literatura e performance em um percurso livre de qualquer convenção. \nDistante de rótulos rígidos\, incluindo o do Surrealismo\, Leonor Fini continua a nos interpelar por meio de sua obra\, convidando-nos a adentrar um universo onde mistério\, sonho e imaginação tornam-se ferramentas de descoberta e transgressão.
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SUMMARY:"Leigh Bowery!" na Tate Modern
DESCRIPTION:Fergus Greer\, “Leigh Bowery Session I Look 2″\, 1988 © Fergus Greer\n\n\n\n\nA curta\, porém extraordinária\, vida de Leigh Bowery deixou uma marca distinta e inegável no mundo da arte e além. \nArtista\, performer\, modelo\, personalidade da TV\, promotor de clubes\, designer de moda e músico\, Bowery assumiu múltiplos papéis\, sempre recusando os limites impostos pela convenção. \nDesde sua ascensão na cena noturna da Londres dos anos 1980 até suas performances ousadas e provocativas em galerias\, teatros e nas ruas\, Bowery trilhou um caminho vibrante e intransigente. Ele reinventou roupas e maquiagem como formas de pintura e escultura\, testou os limites do decoro e celebrou o corpo como uma ferramenta mutável\, capaz de desafiar normas estéticas\, de sexualidade e de gênero. \nAbraçando a performance\, a cultura dos clubes e o design de moda\, Bowery criou algumas das imagens mais icônicas das décadas de 1980 e 1990\, que ainda ressoam e influenciam artistas como Alexander McQueen\, Jeffrey Gibson\, Anohni e Lady Gaga. \nEsta exposição eclética e imersiva oferece uma rara oportunidade de experienciar muitos dos ‘Looks’ de Bowery\, além de suas colaborações com artistas como Michael Clark\, John Maybury\, Baillie Walsh\, Fergus Greer\, Nick Knight e Lucian Freud. \nA mostra traz uma nova perspectiva sobre as cenas criativas de Londres\, Nova York e outros centros culturais\, com figuras como Sue Tilley\, Trojan\, Princess Julia\, Les Child\, Andrew Logan\, Lady Bunny\, Scarlett Cannon\, MINTY e Boy George. \nDo clube ao palco\, da galeria ao espaço público\, esta exposição convida o visitante a mergulhar no universo dinâmico de Bowery\, onde as fronteiras entre arte e vida se dissolvem. \nA exposição é organizada pela Tate Modern em colaboração com Nicola Rainbird\, diretora e proprietária do espólio de Leigh Bowery.
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SUMMARY:"Collection in Focus | Beatriz Milhazes: Rigor and Beauty" no Guggenheim
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “As Quatro Estações”\, 1997\nEsta exposição apresenta o trabalho da artista contemporânea global Beatriz Milhazes (n. 1960\, Rio de Janeiro)\, que dialoga com sua herança cultural e identidade brasileiras por meio da linguagem da abstração. Com uma trajetória que abrange quatro décadas—dos anos 1980 até o presente—sua produção inclui escultura\, colagem\, gravura\, têxteis\, arte pública e\, principalmente\, pintura. Esta mostra reúne um conjunto de quinze pinturas e obras sobre papel\, criadas entre 1995 e 2023\, selecionadas do acervo permanente do museu e complementadas por empréstimos estratégicos\, que ajudam a contextualizar a evolução artística de Milhazes. \nA obra de Milhazes está profundamente enraizada na história e nas tradições brasileiras\, inspirando-se na arte e arquitetura coloniais\, nas artes decorativas e na vibrante celebração do Carnaval—o festival que transforma as ruas do Rio de Janeiro em um espetáculo de desfiles\, música\, performances e trajes elaborados. A artista também é influenciada pela Tropicália\, movimento cultural dos anos 1960 que uniu arte\, música e literatura para afirmar a identidade brasileira enquanto desafiava o regime militar da época. Os ritmos e cores da bossa nova\, gênero musical surgido no Rio de Janeiro no final dos anos 1950\, também reverberam em seu trabalho. Além dessas referências\, Milhazes dialoga com a obra de artistas como Henri Matisse e Piet Mondrian\, ao mesmo tempo em que evoca Tarsila do Amaral\, figura essencial para o desenvolvimento do modernismo brasileiro. \nEm 1989\, Milhazes desenvolveu uma técnica inovadora que chama de monotransfer\, inspirada no processo de monotipia\, no qual uma imagem pintada é transferida de uma matriz para o papel\, criando um efeito espelhado. A artista inicia seu processo pintando motivos sobre folhas de plástico transparente com tinta acrílica. Depois que a tinta seca\, as películas pintadas são sobrepostas e aderidas à tela; em seguida\, a artista remove o plástico\, revelando as formas em reverso. O resultado são composições vibrantes e dinâmicas\, que combinam formas abstratas\, padrões orgânicos e estruturas geométricas sobre superfícies texturizadas\, carregadas da memória do gesto artístico. \nAs primeiras pinturas desta exposição\, principalmente do acervo do museu—como Santa Cruz (1995)\, In albis (1995–96) e As quatro estações (1997)—revelam a influência do esplendor das igrejas barrocas coloniais do século XVIII e dos trajes ornamentais da época. Milhazes sintetiza essas influências em motivos abstratos e figurativos\, nos quais círculos e arabescos\, rendas e crochês delicados\, flores e padrões florais\, além de pérolas e elementos de ferro trabalhado\, emergem em suas composições. A partir dos anos 2000\, a artista começou a explorar efeitos ópticos em suas pinturas\, utilizando repetições lineares para criar padrões ondulantes e ritmos visuais\, como se observa em Paisagem carioca (2000)\, O cravo e a rosa (2000) e O Caipira (2004). \nAs obras sobre papel apresentadas nesta exposição\, produzidas entre 2013 e 2021\, demonstram o contínuo interesse de Milhazes pela experimentação com colagem. A artista combina elementos industrializados—como sacolas de grife\, embalagens de chocolate e papéis estampados—com recortes de suas próprias serigrafias em cores sólidas\, criando padrões intricados e composições abstratas expressivas. \nSuas pinturas mais recentes\, como Mistura sagrada (2022)\, indicam um movimento em direção à investigação da força espiritual da natureza\, especialmente no contexto pós-pandemia da COVID-19. Embora referências ao mundo natural estejam presentes desde o início de sua carreira\, aqui a artista aprofunda a reflexão sobre os ciclos de renovação—vida e morte—por meio de formas angulares coloridas e padrões elaborados. Elementos orgânicos\, que remetem à proximidade da artista com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro\, a Floresta da Tijuca e a Praia de Copacabana\, ecoam nas harmonias geométricas\, sistemas conceituais e universos cromáticos que atravessam sua obra. \nA exposição foi organizada por Geaninne Gutiérrez-Guimarães\, curadora do Guggenheim Museum Bilbao e da Solomon R. Guggenheim Museum and Foundation\, Nova York.
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LOCATION:The Guggenheim Museum\, 1071 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Edvard Munch: Technically Speaking" nos Harvard Art Museums
DESCRIPTION:Edvard Munch\, “Two Human Beings (The Lonely Ones)”\, 1906–08. Harvard Art Museums/Busch-Reisinger Museum\, The Philip and Lynn Straus Collection\n\n\n\n\nUma colaboração dinâmica entre especialistas em curadoria e conservação do Harvard Art Museums\, Edvard Munch: Technically Speaking oferece uma rara visão sobre as técnicas inovadoras do artista norueguês e os temas recorrentes em suas pinturas\, xilogravuras\, litografias\, águas-fortes e gravuras combinadas. Graças a uma doação transformadora da coleção de Philip A. e Lynn G. Straus\, o Harvard Art Museums abriga uma das maiores e mais significativas coleções de obras de Munch nos Estados Unidos\, e a exposição apresenta cerca de 70 trabalhos\, incluindo empréstimos importantes do Munchmuseet\, em Oslo. \nOs visitantes são convidados a explorar o processo artístico de Munch\, revelando seu olhar experimental e seu fascínio pela materialidade. Ao longo da vida\, o artista retornou a certos temas repetidamente\, transportando motivos entre a gravura e a pintura e demonstrando como uma única ideia pode gerar diferentes respostas por meio de variações de cor e orientação. Na exposição\, as gravuras são exibidas ao lado das matrizes originais – placas de cobre\, blocos de madeira e pedras litográficas utilizadas na sua criação –\, proporcionando um acesso mais profundo à prática experimental de Munch. Edvard Munch: Technically Speaking também apresenta pesquisas inovadoras que lançam nova luz sobre as técnicas e os processos do artista. \nCuradoria de Elizabeth M. Rudy\, curadora Carl A. Weyerhaeuser de Gravuras\, e Lynette Roth\, curadora Daimler do Museu Busch-Reisinger; com Peter Murphy\, pesquisador curatorial Stefan Engelhorn no Museu Busch-Reisinger. \nPesquisa realizada em colaboração com Ellen Davis\, conservadora associada de pinturas; Penley Knipe\, conservadora sênior Philip e Lynn Straus de obras sobre papel e chefe do Laboratório de Papel; Abby Schleicher\, conservadora assistente de papel; e Kate Smith\, conservadora sênior de pinturas e chefe do Laboratório de Pinturas\, todos do Straus Center for Conservation and Technical Studies; com contribuições de Cambra Sklarz\, pesquisadora curatorial Diane e Michael Maher de Arte Americana; e Kacper Kolęda e Tai Mitsuji\, doutorandos no Departamento de História da Arte e Arquitetura da Universidade de Harvard. \nO apoio para esta exposição é fornecido pelo Melvin R. Seiden and Janine Luke Fund for Publications and Exhibitions\, pela Gladys Krieble Delmas Foundation\, pelo Lois and George de Menil Curatorial Research Fund\, e pelo Care of the Busch-Reisinger Museum Collection Endowment. A programação relacionada conta com o suporte do M. Victor Leventritt Lecture Series Endowment Fund.
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SUMMARY:"Remembering" de Arpita Singh na Serpentines Galleries
DESCRIPTION:Arpita Singh\, “My Lollipop City: Gemini Rising”\, 2005. Vadehra Art Gallery © Arpita Singh\n\n\n\n\nRemembering é a primeira exposição individual institucional de Arpita Singh fora da Índia\, reunindo obras-chave selecionadas em estreita colaboração com a artista\, cuja carreira prolífica se estende por mais de seis décadas. As pinturas de Singh refletem seu estado emocional e psicológico\, inspiradas na arte folclórica bengalesa\, nas narrativas indianas e nas próprias experiências diante de conflitos sociais e transformações globais. \nApresentada na Serpentine North\, a exposição percorre os trabalhos luminosos de Singh desde os anos 1960 até os mais recentes\, exibindo desde suas grandes telas em óleo até aquarelas e desenhos em nanquim de escala mais intimista. Remembering revela como a artista transita entre surrealismo\, figuração e abstração\, além de suas referências às pinturas de corte indianas. A partir da década de 1990\, Singh passou a aprofundar temas como maternidade\, envelhecimento do corpo feminino\, sensualidade\, vulnerabilidade e violência\, refletindo como os relacionamentos e os eventos externos moldam seu universo emocional e psicológico. \nSuas obras são retratos íntimos da vida doméstica e interior\, mas também se debruçam sobre as experiências de mulheres que enfrentam os desafios do mundo exterior. Resistindo a interpretações únicas\, Singh cria uma tensão constante ao entrelaçar paisagens urbanas labirínticas com observações sobre eventos históricos perturbadores e cenas da vida cotidiana. \nA curadoria de Remembering é assinada por Tamsin Hong\, curadora de exposições\, e Liz Stumpf\, assistente de curadoria.
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LOCATION:Serpentine South Gallery\, Kensington Gardens London W2 3XA\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Ad Minoliti: Escola Feminista de Pintura" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Vistas da Escola Feminista de Pintura de Ad Minoliti na Pina Contemporânea em 14/03/2025 para Pinacoteca de São Paulo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta Ad Minoliti: Escola Feminista de Pintura\, na Galeria Praça do edifício Pina Contemporânea. Partindo de um repertório ligado à abstração geométrica e aos ativismos de gênero e sexualidade\, a pessoa artista propõe um novo modelo de educação artística\, transformando a sala expositiva em um espaço de aprendizado teórico-prático e convidando artistas\, pesquisadoras\, escritoras e ativistas brasileiras para conduzirem oficinas quinzenais gratuitas e abertas ao público. Nomes como Maria Bonomi\, Erica Malunguinho e Anelis Assumpção participam dos encontros quinzenais. \nA oitava edição da Escola Feminista de Pintura foi pensada como um site-specific para a Galeria Praça\, espaço que já foi uma sala de aula. Em diálogo com a história da Pina — que originalmente estava veiculada ao Liceu de Artes e Ofícios\, responsável pela formação profissional de artistas desde a virada do século XIX —\, o projeto ajuda a prospectar caminhos rumo a uma educação libertadora\, inclusiva e protagonizada por pessoas há tanto tempo invisibilizadas em processos de criação e decisão em espaços dominantes. \n“Ad despontou na cena argentina e\, nos últimos anos\, seu repertório artístico e político vem ganhando bastante destaque no mundo. Trazendo a Escola Feminista pela primeira vez para o Brasil\, a Pinacoteca deseja aproximar essa trajetória dos grupos e pautas locais\, permitindo instâncias de trocas e aprendizados a partir de uma perspectiva decolonial e crítica às padronizações das identidades e das formas de expressão e ensino de arte”\, conta a curadora Ana Maria Maia. \nSobre a exposição \nAo entrar na Grande Galeria\, o público tem acesso ao manifesto da Escola Feminista de Pintura\, em diálogo com um conjunto de obras abstratas do acervo da Pinacoteca\, feitas por artistas mulheres que tiveram destaque no Brasil desde os anos 1950 até a atualidade. Haverá obras de Lygia Pape\, Judith Lauand\, Maria Bonomi\, Mira Schendel\, Moussia Pinto Alves\, Rebeca Carapiá e Tomie Ohtake\, culminando em uma diversidade de gerações\, linhas de pesquisa e aberturas para pensar leituras das formas abstratas hoje. \nAo atravessar a galeria de referências\, o público chega ao ateliê\, equipado com mesas e cadeiras para trabalhos manuais\, estantes de fanzines e um monitor para consulta a um compilado de vídeos relacionados a temas como teoria queer\, ciências naturais\, geometria\, política e pedagogias radicais. É ali onde ocorrerá quinzenalmente\, até o fim da mostra\, o programa de oficinas e falas de personalidades que respondem às premissas da Escola a partir de seus respectivos campos de conhecimento. \nTodo o espaço\, no entanto\, é igualmente tomado por uma grande pintura mural\, cujas cores e formas vibrantes extrapolam molduras e tornam o ambiente tanto convidativo quanto desconcertante. Ad Minoliti costuma apresentar sua pesquisa como uma “ficção pictórica especulativa”. Entre a ludicidade das cores e uma anarquia punk\, as citações históricas e um estímulo ao “faça você mesmo”\, o questionamento da dualidade entre o abstrato e o figurativo e a presença enigmática de um manequim com cabeça de pelúcia\, a Escola Feminista de Pintura levanta a bandeira política da invenção de si e das estruturas de saber e viver. \nA abertura da exposição acontece no sábado\, dia 22 de março\, com uma aula inaugural que apresenta o manifesto da Escola ao público. No domingo\, dia 23\, a artista realiza uma oficina prática de zines às 14h30. Confira a programação e\, para mais informações\, consulte o site.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Território de Lembranças" de Caninana no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Ayra Aziza. Crédito Cris Lucena\n\n\n\n\nEnxergar a potência da mudança e do deslocamento através da pintura é uma das formas que Caninana (Ayra Aziza) apresenta suas narrativas para o público. A artista inaugura no dia 22 de março a sua primeira exposição individual institucional no Museu de Arte do Rio. A mostra “Território de Lembranças” abre a temporada de exposições no MAR em 2025 e apresenta uma produção que retrata temas como: migração compulsória\, peregrinação cartográfica\, território e miscigenação. A curadoria é assinada por Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:"Jack Whitten: The Messenger" no MoMA
DESCRIPTION:Jack Whitten\, “Atopolis: Para Édouard Glissant”\, 2014. The Museum of Modern Art\, Nova York.\n\n\n\n\nJack Whitten criou uma beleza visionária a partir de uma raiva justa. Nascido em Bessemer\, no Alabama\, em meio à violência do Sul segregado dos Estados Unidos\, integrou o movimento dos Direitos Civis antes de se mudar para Nova York em 1960. Foi lá que decidiu tornar-se artista. Por meio da experimentação com materiais e ferramentas — de novas tintas a pentes afro e impressão eletrostática —\, Whitten inventou técnicas artísticas inéditas. Ao enfrentar o racismo e as transformações tecnológicas de seu tempo\, fez com que a arte se tornasse um instrumento essencial num mundo em convulsão. Esta retrospectiva é a primeira a abarcar as seis décadas e todos os meios da prática inovadora de Whitten\, reunindo mais de 175 obras entre pinturas\, esculturas e trabalhos em papel que iluminam sua trajetória singular. \nNa década de 1970\, Whitten experimentou arrastar camadas de tinta acrílica sobre telas dispostas no chão com movimentos amplos e contínuos\, criando superfícies luminosas com um efeito quase fotográfico. Já nos anos 1990\, passou a cortar folhas endurecidas de tinta acrílica em milhares de pequenos mosaicos\, montando pinturas ricamente texturizadas que remetem a pixels ou constelações. Durante décadas\, passou os verões na Grécia\, onde construiu esculturas que fundem as artes da África e do Mediterrâneo antigo com tecnologias contemporâneas. Muitas vezes dedicava suas obras a figuras da história negra\, como se fosse um mensageiro — e sua arte\, uma forma de enviar significados ao mundo. “Sou um condutor do espírito”\, declarou. “Ele flui através de mim e se manifesta na materialidade da tinta.” \nJack Whitten: The Messenger apresenta uma história reveladora da investigação do artista sobre raça\, tecnologia\, jazz\, amor e guerra. Do tumulto dos anos 1960 até sua morte\, em 2018\, Whitten enfrentou constantes pressões para produzir arte figurativa como forma de ativismo. No entanto\, ousou inventar novas formas de abstração — e ofereceu ao mundo uma nova maneira de enxergar.
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SUMMARY:"Zheng Chongbin: Golden State" no LACMA
DESCRIPTION:Zheng Chongbin\, “Golden State”\, 2024\, cortesia do artista\, © Zheng Chongbin\, foto: Zhang Hong.\n\n\n\n\nAo longo das últimas quatro décadas\, o artista Zheng Chongbin (n. 1961)\, nascido em Xangai e radicado no Condado de Marin\, desenvolveu uma prática singular que dialoga com os conceitos e a estética do movimento Light and Space\, além da tradição da pintura com tinta da Ásia Oriental. Formado tanto em pintura figurativa chinesa tradicional quanto em arte de instalação e performance\, Zheng sintetiza essas práticas aparentemente distintas em técnicas inéditas de pintura e vídeo que se tornaram sua marca registrada. Zheng Chongbin: Golden State é uma apresentação concisa que reúne duas instalações de vídeo\, além de obras pintadas e impressas. Por meio de formas abstratas e visões distorcidas das paisagens naturais da Califórnia\, Zheng explora água\, luz e movimento em suas obras características.
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SUMMARY:"Monstrous Beauty: A Feminist Revision of Chinoiserie" no The Met Museum
DESCRIPTION:“A Toilette da Princesa”\, da série de tapeçarias À moda dos índios. Vários artistas/fabricantes\, após 1690. Imagem: Cortesia do The Metropolitan Museum of Art\n\n\n\n\nMonstrous Beauty: A Feminist Revision of Chinoiserie propõe uma reinterpretação radical da história da porcelana europeia a partir de uma perspectiva feminista. Quando a porcelana chegou à Europa moderna vinda da China\, desencadeou o surgimento do chinoiserie\, estilo decorativo que condensava as fantasias europeias sobre o Oriente e suas obsessões com o exótico — junto a novas concepções sobre mulheres\, sexualidade e raça. Esta exposição investiga como esse material aparentemente delicado moldou tanto as identidades femininas europeias quanto estereótipos raciais e culturais sobre mulheres asiáticas. Ao desmontar a ideia de que o chinoiserie é apenas uma fantasia inofensiva\, Monstrous Beauty propõe um olhar crítico sobre o estilo e seus desdobramentos\, reinterpretando termos historicamente negativos sob uma ótica de empoderamento feminino. \nReunindo cerca de 200 obras históricas e contemporâneas — do século XVI europeu a instalações atuais de artistas asiáticas e asiático-americanas —\, a mostra ilumina o chinoiserie a partir de uma abordagem conceitual que coloca passado e presente em diálogo ativo. No século XVIII\, a porcelana era altamente valorizada como material-síntese das fantasias europeias sobre o Oriente\, e passou a ser associada ao gosto feminino. Frágil\, delicada e cortante quando quebrada\, tornou-se uma metáfora potente para a figura da mulher\, que emergiu como protagonista de novas narrativas sobre troca cultural\, consumo e desejo.
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LOCATION:The Metropolitan Museum of Art\, 1000 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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