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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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SUMMARY:"Anthony McCall: Solid Light" na Tate Modern
DESCRIPTION:Anthony McCall. “Split Second (Mirror)” (2018). Vista da instalação\, Sean Kelly Gallery\, Nova York\, 2018. Fotografia de Dan Bradica\n\n\n\n\nSeus movimentos e interações dão vida às obras dentro de Solid Light\, uma exposição focada nas instalações imersivas de Anthony McCall. \nFeixes de luz projetados através de uma fina névoa criam formas tridimensionais grandes no espaço\, que mudam e se transformam lentamente. Ao se mover por essas esculturas translúcidas de luz\, você cria novas formas e descobre perspectivas fascinantes. \nPosicionada entre escultura\, cinema\, desenho e performance\, McCall é conhecido por suas instalações inovadoras de luz. Em 1973\, sua obra seminal Line Describing a Cone redefiniu as possibilidades da escultura. \nAnthony McCall é apresentado na The George Economou Gallery. \nCuradoria de Gregor Muir\, Diretor de Coleção de Arte Internacional\, Tate Modern\, e Andrew de Brún\, Curador Assistente de Arte Internacional\, Tate Modern.
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LOCATION:Tate Modern\, Bankside\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"We Live in Painting: The Nature of Color in Mesoamerican Art" no LACMA
DESCRIPTION:Alfonso Nava Larios\, “Cosmic Tree (Guamuchil)”\, 2023. © Alfonso Nava Larios\, foto © Museum Associates/LACMA\, por Javier Hinojosa.\n\n\n\n\nArtistas mesoamericanos assumiam uma responsabilidade cósmica: ao adornarem superfícies de edifícios\, vasos de barro\, têxteis\, páginas de papel de casca e esculturas com cores\, eles (literalmente) criavam o mundo. O poder da cor emergia da materialidade de seus pigmentos\, das mãos habilidosas que os confeccionavam e das comunidades cujo conhecimento lhes atribuía significado. A cor mapeava a ordem do cosmos\, do tempo e do espaço. Ao manipular e aplicar cores\, os artistas detinham o poder da criação cósmica em suas mãos. \nWe Live in Painting: The Nature of Color in Mesoamerican Art explora a ciência\, a arte e a cosmologia das cores na Mesoamérica. Histórias de colonialismo e industrialização no Ocidente “averso à cor” minimizaram a profunda significância da cor nas Américas Indígenas. A exposição segue duas linhas de investigação interconectadas — análises técnicas e materiais\, e concepções indígenas de arte e imagem — para alcançar a plena riqueza da cor no cerne das visões de mundo mesoamericanas.
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LOCATION:LACMA\, 5905 Wilshire Blvd Central LA\, Los Angeles\, Califórnia\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:"Jesse Krimes: Corrections" no The Met Museum
DESCRIPTION:Jesse Krimes\, “Purgatory” (detalhe)\, 2009. The Metropolitan Museum of Art\, Nova York. Aquisição com doação do Vital Projects Fund Inc.\, por meio de Joyce e Robert Menschel\, e doações da Alfred Stieglitz Society\, 2024. © Jesse Krimes.\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA fotografia desempenhou um papel central na construção de sistemas de poder na sociedade\, especialmente em contextos ligados ao crime e à punição. Esta exposição apresenta instalações imersivas contemporâneas do artista Jesse Krimes (americano\, nascido em 1982)\, em diálogo com fotografias do século XIX do acervo do The Met\, realizadas pelo criminologista francês Alphonse Bertillon — responsável por desenvolver o primeiro sistema moderno de identificação criminal\, anterior à adoção das impressões digitais. \nAs instalações de Krimes\, criadas ao longo de seus seis anos de encarceramento\, revelam a engenhosidade de um artista que trabalhou sem acesso a materiais tradicionais. Utilizando sabonetes fornecidos pela prisão\, gel para cabelo\, cartas de baralho e jornais\, ele produziu obras que buscam interromper e recontextualizar a circulação de imagens na mídia. Exibidas em contraponto às fotografias de Bertillon — cuja metodologia combinava medidas antropométricas e retratos fotográficos\, dando origem à atual ficha de identificação criminal — as obras de Krimes questionam a suposta neutralidade dos sistemas de reconhecimento e as hierarquias sociais que eles ajudam a criar e perpetuar. \nArtista para quem a colaboração e o ativismo são essenciais\, Krimes fundou o Center for Art and Advocacy\, uma organização voltada à valorização do talento e do potencial criativo de pessoas que passaram pelo sistema prisional\, promovendo apoio e melhores condições para artistas anteriormente encarcerados.
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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SUMMARY:"José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Obra de José Bezerra. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOs jardins do Museu do Pontal vão se transformar em parque de esculturas com a inauguração\, no dia 9 de novembro\, da exposição José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau. A mostra reúne nove obras de madeira de grandes proporções – algumas chegam a ter mais de 3 metros de altura –\, criadas pelo genial artista pernambucano\, convidado especial do evento\, e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra\, Dário Bezerra e Luiz Benício. A abertura marca ainda o lançamento do documentário José Bezerra\, Artista\, e terá show do cantor e compositor Siba\, um apaixonado por cultura popular. \n– O Vale do Catimbau\, um dos principais sítios arqueológicos do Brasil\, fornece matéria-prima e inspiração para a produção artística de José Bezerra. Ele costuma dizer que foi num sonho que entendeu que deveria dedicar-se a transformar galhos retorcidos de árvores mortas e caídas em animais e seres imaginários tão intrigantes e enigmáticos quanto belos\, dando-lhes uma nova oportunidade de vida. A cor original da madeira\, que recebe o mínimo de intervenções de facão\, serrote e formão\, confere a suas esculturas uma expressividade singular\, em formas que parecem não se esforçar para surgir de dentro da matéria natural – observa Lucas Van de Beuque\, curador da mostra ao lado da antropóloga Angela Mascelani e um dos diretores do filme. \nJosé Bezerra nasceu em Buíque\, uma das três cidades do Vale do Catimbau\, em 1952. Escultor\, poeta e músico autodidata\, é pioneiro no trabalho em madeira na região e formador de diversos discípulos\, entre eles os três artistas que também participam da mostra. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e ganhou exposições e reconhecimento. Além do Museu do Pontal\, suas obras integram coleções ou foram expostas em instituições como Museu de Arte Moderna de São Paulo\, Pinacoteca do Estado de São Paulo\, Museu de Arte Moderna do Rio\, Museu de Arte do Rio e Fondation Cartier Pour I’art contemporain\, na França. \n– Tanto a exposição quanto o documentário são resultado do programa de pesquisas que o Museu do Pontal desenvolve há 20 anos\, indo a campo para registrar e dar visibilidade aos artistas das camadas populares do Brasil. Os artistas do Vale do Catimbau\, especialmente o genial José Bezerra\, foram objeto de pesquisa nos últimos anos. Toda as obras selecionadas para a exposição passam a integrar o acervo do Museu e ficarão expostas até junho de 2025 – conta Angela Mascelani. \nA genialidade de Bezerra e sua relação simbiótica com o Catimbau estão registradas no curta documental José Bezerra\, Artista. Dirigido por Lucas Van de Beuque e Karen Black\, o filme terá sua primeira sessão pública no evento. Logo depois\, o multiartista mostrará seu lado musical acompanhado do Trio Pernambucano. \n– Buscamos fazer o filme que o artista gostaria de fazer. Não há críticos ou especialistas em arte falando\, é o próprio José Bezerra quem imagina\, orienta e narra como seria esse documentário sobre ele” afirma Karen Black.
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LOCATION:Museu do Pontal\, 3300 Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes Barra da Tijuca\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Deep Waters: Four Artists and the Sea" no Museum of Fine Arts Boston
DESCRIPTION:John Akomfrah\, still de Vertigo Sea\, 2015. © Smoking Dogs Films; Cortesia de Smoking Dogs Films e Lisson Gallery\n\n\n\n\nGerações de artistas exploraram as belezas e os terrores do oceano\, refletindo sobre as experiências daqueles que viveram e perderam suas vidas entre as ondas. Entrelaçando obras de quatro artistas criadas ao longo de séculos e através do Atlântico\, esta exposição segue um fio genealógico unido pelo mar. Ecos de Watson and the Shark (1778)\, de John Singleton Copley\, reverberam em Slave Ship (Slavers Throwing Overboard the Dead and Dying\, Typhoon Coming On) (1840)\, de J. M. W. Turner\, que\, por sua vez\, influenciou a arte criada no século XXI. \nApresentada pela primeira vez na Nova Inglaterra\, a icônica instalação de filme em três canais Vertigo Sea (2015)\, de John Akomfrah\, expande os temas centrais das duas obras anteriores\, explorando a tumultuosa relação da humanidade com o mar e suas criaturas\, bem como o papel do oceano na história da escravidão. Em Some People Have Spiritual Eyes I and II (2020)\, a fotógrafa Ayana V. Jackson leva essas ideias a uma nova direção. Sua exploração da divindade\, feminilidade e destino por meio de autorretratos é inspirada em Drexciya\, uma mítica utopia aquática habitada por descendentes das mulheres africanas grávidas que perderam suas vidas no Oceano Atlântico durante o Middle Passage. \nDeep Waters: Four Artists and the Sea convida os visitantes a considerar e refletir sobre o diálogo entre essas obras de arte e seus criadores. Cada artista oferece uma perspectiva única baseada em sua experiência vivida\, mas todos estão sintonizados com as poéticas e histórias do mar — desde suas superfícies brilhantes e profundezas insondáveis até seus habitantes e fantasmas; de um local de memória\, luto e fragilidade a um símbolo de resiliência e futuros possíveis.
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SUMMARY:"Digital Witness: Revolutions in Design\, Photography\, and Film" no LACMA
DESCRIPTION:April Greiman\, Pacific Wave\, 1987. Los Angeles County Museum of Art\, aquisição com fundos fornecidos pelo Decorative Arts and Design Council Acquisition Fund e pelo Ralph M. Parsons Fund. © April Greiman\, foto © Museum Associates/LACMA.\n\n\n\n\nNas últimas quatro décadas\, softwares de edição de imagem transformaram radicalmente nosso mundo visual. A facilidade com que imagens e textos podem ser gerados e alterados digitalmente possibilitou novas formas de experimentação criativa\, ao mesmo tempo em que gerou debates filosóficos sobre a própria natureza da representação. Digital Witness: Revolutions in Design\, Photography\, and Film examina o impacto das ferramentas de manipulação digital dos anos 1980 até o presente\, avaliando pela primeira vez os desenvolvimentos simultâneos e os debates nos campos da fotografia\, design gráfico e efeitos visuais. Com mais de 150 obras\, a exposição traça o surgimento de estratégias estéticas digitais distintas\, relações com o realismo e novos modos de narrativa. Os quase 200 artistas\, designers e criadores em Digital Witness iluminam a cultura visual contemporânea\, em que ferramentas de edição digital estão mais acessíveis do que nunca. \nParalelamente à exposição\, o Hoffmitz Milken Center for Typography\, do ArtCenter College of Design\, apresentará Digital Witness: Algorithmic Spaces for Typography and Language\, de 13 de novembro de 2024 a 27 de abril de 2025. \n 
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SUMMARY:"Vanessa Raw: This is How the Light Gets In" no Rubell Museum
DESCRIPTION:Vanessa Raw\, “When I talk to the night”\, 2024. Cortesia da artista e do Rubell Museum\n\n\n\n\nNascida em 1984 em Hexham\, Inglaterra\, Vanessa Raw vive e trabalha em Margate\, também na Inglaterra. Sua apresentação no Rubell Museum Miami marca sua primeira exposição nos Estados Unidos\, bem como sua primeira mostra institucional. Nas obras de grande escala recém-comissionadas\, as camadas distintas de pinceladas e o uso expressivo de cores de Raw retratam um mundo onírico e exclusivamente feminino—um paraíso terrestre onde a natureza é benevolente e senciente\, e onde o desejo feminino ocupa um lugar central. Ex-triatleta\, a maestria praticada de Raw sobre seu próprio corpo transparece em seu trabalho sobre a tela. Suas figuras são tranquilas e à vontade\, mas possuem agência. Elas se deleitam na companhia umas das outras e na paisagem exuberante\, suave e repleta de cores—um verdadeiro paraíso encontrado.
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LOCATION:Rubell Museum\, 1100 NW 23rd St Allapattah\, Miami\, Flórida\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Recent Acquisitions" no Rubell Museum
DESCRIPTION:Vista da exposição com obras de February James e Murjoni Merriweather. Divulgação/Cortesia Rubell Museum\n\n\n\n\nEstendendo a paixão multigeracional dos Rubells por descobrir e apoiar muitos dos artistas mais fascinantes da atualidade\, uma apresentação de aquisições recentes ocupa as galerias centrais do museu. Com exposições individuais de sete artistas\, a maioria deles exibindo pela primeira vez em um museu nos Estados Unidos\, a mostra demonstra o compromisso contínuo dos Rubells em identificar\, envolver e promover artistas emergentes. Os artistas apresentados incluem: \n\nPatrick Goddard\nOlaolu Slawn\nEmmanuel Louisnord Desir\nFebruary James\, Murjoni Merriweather\nMichelle Uckotter\nOmari Douglin
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Imagining Black Diasporas" no LACMA
DESCRIPTION:Arielle Bobb-Willis\, Nova Jersey\, 2019\, Los Angeles County Museum of Art\, Fundo Ralph M. Parsons\, foto © Museum Associates/LACMA.\n\n\n\n\nImagining Black Diasporas: 21st-Century Art and Poetics encontra conexões estéticas entre 60 artistas que atuam na África\, Europa e Américas. A exposição e seu catálogo estão entre os primeiros a examinar quase um quarto de século de produção de artistas negros. O projeto apresenta novas aquisições para o LACMA e amplia o cânone das exposições panafricanas\, historicamente focado no Atlântico Negro\, ao destacar artistas que atuam na orla do Pacífico. Cerca de 70 obras de pintura\, escultura\, fotografia\, obras em papel e mídias temporais são organizadas em quatro temas: fala e silêncio\, movimento e transformação\, imaginação e representação. Poetas contemporâneos contribuíram com trabalhos originais para o catálogo\, estendendo o uso histórico da poesia no discurso panafricano. A definição geral de diáspora como deslocamento de suas origens exclui toda a criatividade que o termo carrega. As pessoas reinventam sua herança por meio de expressões artísticas\, transformando a diáspora de um movimento regional em uma fonte de imaginação. Por meio de uma análise das escolhas estéticas de artistas negros\, Imagining Black Diasporas revela suas percepções sobre a existência.
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SUMMARY:"O dono do MAR" de Primo da Cruz no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Primo da Cruz – Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\n“O dono do MAR”\, é a primeira exposição individual institucional que reúne e celebra a obra do artista Primo da Cruz (1983-2020). Nas obras apresentadas na mostra\, a realidade e a imaginação convivem com crenças\, desejos e vislumbres de um jovem criado em uma favela que viveu com as complexidades resultantes do amor de uma família e do descaso do Estado. A curadoria da mostra é assinada por Alexis Zelensky\, Armando Antenore\, Clarissa Diniz\, Felipe Carnaúba e Maxwell Alexandre\, além do acompanhamento curatorial da Equipe MAR\, composta por Amanda Bonan\, Marcelo Campos\, Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos.
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SUMMARY:"Robert Frank: Mary’s Book" no MFA Boston
DESCRIPTION:Robert Frank\, “spread from Mary’s Book” (detalhe)\, 1949. © The June Leaf e Robert Frank Foundation\n\n\n\n\nCelebrando o centenário do nascimento do fotógrafo Robert Frank (1924–2019)\, esta exposição investiga em profundidade o álbum fotográfico pessoal que Frank criou para Mary Lockspeiser\, sua primeira esposa\, intitulado Mary’s Book. Produzido em 1949\, esse livro artesanal e único marca um momento crucial na trajetória do artista\, quando ele começou a experimentar a justaposição de imagens e textos. \nCom setenta e quatro pequenas fotografias acompanhadas de inscrições\, Mary’s Book revela o olhar poético de Frank sobre objetos e espaços. Embora muitas imagens estejam desprovidas de figuras humanas\, a presença delas é sentida em cada página—como nas cenas de cadeiras vazias e ruas de Paris\, onde mensagens para Mary surgem entre as imagens. O livro funciona como uma reflexão sobre a contemplação solitária\, evocando um poema visual lírico e uma sequência fotográfica profundamente pessoal. \nA exposição Robert Frank: Mary’s Book apresenta páginas do álbum pertencente ao acervo do Museum of Fine Arts (MFA)\, além de fotografias feitas por Frank em Paris\, cedidas pela fundação do artista. A mostra é acompanhada por uma publicação que reproduz Mary’s Book em sua totalidade pela primeira vez.
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LOCATION:MFA Boston\, 465 Huntington Ave\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:“Art and fashion: statement pieces" no Museu do Louvre
DESCRIPTION:Vista da exposição “Art and fashion: statement pieces” . Via @beautybuzz.br\n\n\n\n\nEmbora saibamos desde os tempos de Paul Cézanne que “o Louvre é o livro do qual aprendemos a ler”\, essa fonte inesgotável de inspiração também alimentou um dos domínios mais dinâmicos da arte contemporânea: o mundo da moda. Cada vez mais\, pesquisas e monografias dedicadas aos grandes nomes da moda têm ousado traçar árvores genealógicas estéticas\, inserindo essas figuras em um contexto histórico e artístico. O padrão não se resume apenas a rupturas\, com diferentes graus de inovação radical\, ou a mudanças sazonais\, mas também a ecos e evocações. Os fios que entrelaçam o trabalho dos grandes nomes da moda e o mundo da arte são praticamente infinitos\, e a história da arte\, conforme expressa pelo Museu do Louvre\, com a profundidade de suas coleções e sua capacidade de refletir os gostos de épocas passadas\, constitui um vasto território de influências e referências. \nDiante da imensidão enciclopédica do Louvre\, esta exposição adota uma abordagem metodológica voltada para a exploração da história dos estilos decorativos\, das profissões artísticas e da ornamentação através das galerias do Departamento de Artes Decorativas\, onde os têxteis estão sempre presentes – embora geralmente em tapeçarias e outros elementos decorativos\, em vez de artigos de vestuário. \nEm um espaço de quase 9.000 metros quadrados\, 65 criações são exibidas\, junto com uma série de acessórios\, revelando de forma inédita o diálogo histórico contínuo entre o mundo da moda e as grandes obras-primas do departamento\, desde o período bizantino até o Segundo Império. Cada uma dessas peças de vestuário e acessórios foi especialmente emprestada pelas mais icônicas casas de moda\, tanto históricas quanto contemporâneas\, de Paris e do mundo inteiro. \nAs peças não serão exibidas aleatoriamente pelo Departamento de Artes Decorativas; ao contrário\, servirão para destacar paralelos já existentes: o departamento deve parte de sua coleção à generosidade de grandes figuras da moda\, de Jacques Doucet a Madame Carven. Essas incontáveis conexões compartilham bases metodológicas comuns entre a história da arte e a moda: o conhecimento de técnicas ancestrais\, a cultura visual e o sutil jogo de referências\, do catálogo raisonné do museu ao moodboard do universo da moda. Louvre Couture oferece uma nova perspectiva sobre as artes decorativas através do prisma do design de moda contemporâneo.
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LOCATION:Museu do Louvre\, 75001 Paris\, França\, Paris\, França
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SUMMARY:"Portraits from the ICA Collection" no ICA Boston
DESCRIPTION:Didier William\, “Gwo Tet”\, 2021. Cortesia do artista e Altman Siegel\, São Francisco ® Didier William\n\n\n\n\nEsta exposição apresenta o vasto acervo de retratos em diferentes mídias dentro da Coleção do ICA\, explorando como artistas criam imagens de si mesmos e de outros para expressar emoções\, questões políticas e a potência da representação. O retrato oferece tanto aos artistas quanto aos retratados uma forma de comunicar experiências pessoais e vividas\, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre si mesmo. \nDiferente dos retratos históricos\, frequentemente voltados à celebração da aristocracia e das elites\, a retratística contemporânea abrange um espectro mais amplo e inclusivo de pessoas e identidades. A seleção de quase trinta obras reflete a riqueza das narrativas atuais\, ressaltando a diversidade das experiências individuais e os vínculos que nos conectam enquanto sociedade.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Pirouette: Turning Points in Design" no MoMA
DESCRIPTION:Nifemi Marcus-Bello\, “For the Community by the Community – Handwashing Station”\, 2020. The Museum of Modern Art\, Nova York. Foto: Kadara Enyeasi.\n\n\n\n\nO design é um elemento fundamental da vida\, um catalisador essencial para nossa evolução. Ele nos ajuda a lidar com mudanças e permeia nossas vidas pessoais e sociais\, refletindo tanto nossas forças quanto nossas fragilidades. Muitos designers buscam criar novos comportamentos\, concentrando-se em hábitos e circunstâncias que mais necessitam de transformação. Pirouette: Turning Points in Design reúne objetos—desde Post-Its até Spanx—que representaram experimentos inovadores com novos materiais\, tecnologias e conceitos\, ofereceram soluções não convencionais para problemas tradicionais e tiveram um impacto significativo tanto no design quanto no mundo em geral. \nCom peças majoritariamente retiradas da coleção do MoMA\, a exposição apresenta objetos amplamente reconhecidos—como o logotipo I ♥️ NY ou o novo símbolo de acessibilidade—ao lado de outros conhecidos apenas por públicos especializados. Alguns\, como a Shopping Bag da Telfar\, apelidada de Bushwick Birkin\, reconfiguram as regras de exclusividade e luxo. Outros\, como o Walkman Portable Audio Cassette Player ou o Macintosh 128K Home Computer\, redefiniram e expandiram nosso espaço privado\, permitindo-nos trazer o mundo para dentro de nossas casas ou carregá-lo conosco. Observados em conjunto\, os objetos em Pirouette destacam o papel dos designers em sua expressão mais inventiva e construtiva\, demonstrando o poder do design em traduzir a experiência humana em formas tangíveis e imaginar um futuro melhor.
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LOCATION:MoMA\, 11 W 53rd St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Arthur Jafa" na Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Arthur Jafa\, “Love is the Message\, the Message is Death”\, 2016 – Crédito: Divulgação \nA Bourse de Commerce está em transformação para preparar a exposição “Corps et âmes”\, que será revelada progressivamente até sua abertura completa em 5 de março. Durante esse período\, o público poderá descobrir algumas obras da nova temporada. \nA partir de 5 de fevereiro\, três filmes de Arthur Jafa\, pertencentes à Coleção Pinault\, serão exibidos pela primeira vez em Paris. Na Rotonde\, o vídeo Love is the Message\, the Message is Death transforma o espaço em uma ressonância da música e do ativismo de figuras icônicas afro-americanas como Martin Luther King Jr.\, Jimi Hendrix\, Barack Obama e Beyoncé\, conferindo-lhes uma dimensão universal. O artista também ocupa a Galerie 2 e o Studio do museu\, convidando os visitantes a se envolverem com suas obras cinematográficas. \nUtilizando diversos suportes\, a produção de Arthur Jafa\, artista e cineasta baseado em Los Angeles\, celebra e amplia a cultura negra americana\, atribuindo-lhe toda a sua grandiosidade. De Barack Obama aos cânticos gospel\, de Aretha Franklin aos protestos do Black Lives Matter\, passando por Miles Davis e Kanye West\, Jafa recorre a materiais da mídia de massa e da cultura pop para construir uma estética baseada no colagem e montagem\, reafirmando seu papel como colecionador de imagens e multiplicando referências. Ele apresenta\, com imponência\, as grandes ícones da cultura negra\, sempre em diálogo com a complexa história dos Estados Unidos.
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LOCATION:Bourse de Commerce\, 2 Rue de Viarmes Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Improvisation in 10 Days" de Tarek Atoui no Pirelli HangarBicocca
DESCRIPTION:Vista da exposição. Crédito: Pirelli HangarBicocca\n\n\n\n\nConhecido por sua abordagem singular à música\, Tarek Atoui (Beirute\, Líbano\, 1980; vive e trabalha em Paris) investiga as propriedades acústicas de elementos como água\, ar\, pedra e bronze\, explorando como esses materiais absorvem e devolvem o som com nuances inesperadas. Esse processo desperta curiosidade e promove formas de interação entre os visitantes. Os ambientes sonoros criados pelo conjunto de suas obras sugerem novas experiências de escuta e estimulam processos de aprendizado não convencionais. \nApós uma formação em música\, Atoui começou explorando as propriedades do som por meio da performance\, expandindo posteriormente sua pesquisa para a espacialidade dos objetos no contexto artístico. Ao longo de sua trajetória\, colaborou com compositores e artesãos de diversos países para criar instrumentos com forte presença escultural\, combinando uma ampla variedade de materiais e técnicas. Utilizando dispositivos eletrônicos e softwares\, o artista reflete sobre realidades sociais e políticas contemporâneas\, destacando a importância da música e das novas tecnologias como dimensões de expressão e identidade. Sua prática incorpora valores educativos e relações sociais\, frequentemente envolvendo colaborações com comunidades locais e convidando o público a interagir com seus ambientes multissensoriais. \nA exposição Improvisation in 10 Days propõe uma abordagem espacial da composição musical\, explorando a materialidade das obras em diálogo com a imaterialidade do som e sua reverberação nos corpos e objetos. Utilizando The Shed como uma grande tela em branco\, Atoui reorganiza e recompõe trabalhos de uma de suas exposições anteriores\, partindo da identidade do espaço (um local de produção) e de suas coordenadas temporais (os dias dedicados à montagem) para “improvisar” movimentos\, harmonias e afinações\, criando uma experiência coletiva em um ambiente sonoro. Pela primeira vez\, Atoui concebe uma exposição como um dispositivo em constante evolução\, capaz de se materializar e transformar ao longo do tempo\, gerando uma relação dinâmica entre espaço\, instrumentos e público. O verdadeiro potencial do projeto reside nesse caráter aberto e imprevisível. \nAs obras de Atoui são concebidas como projetos em constante transformação\, que se adaptam aos diferentes contextos em que são apresentados. Sua pesquisa parte de paradigmas acústicos experimentados por meio de atividades como oficinas com comunidades locais de artesãos\, pesquisadores ou músicos\, resultando na produção de esculturas e instalações que convidam à meditação e à exploração sensorial. Em sua prática\, o som adquire qualidades materiais e\, além de ser ouvido\, pode ser transmitido e percebido por meio da vibração\, do impacto mecânico sobre superfícies ou da experiência tátil. A exposição apresenta três núcleos de trabalho dispostos harmonicamente no espaço\, em diálogo com a luz natural. \nA mostra é acompanhada por uma monografia publicada pela Marsilio Editori\, que apresenta uma narrativa visual poética sobre a exposição no Pirelli HangarBicocca e as mostras individuais anteriores do artista no Kunsthaus Bregenz\, no S.M.A.K Gent (2024) e no Institut d’art contemporain—Villeurbanne/Rhône-Alpes (2023). O livro\, concebido por Goda Budvytyte\, resulta da colaboração entre essas quatro instituições europeias e inclui um ensaio crítico da curadora Ute Meta Bauer\, que analisa a prática de Atoui. Além do catálogo\, será produzido um conjunto de vinis com gravações dos instrumentos de Atoui ativados por músicos internacionais como Jad Atoui\, Nicolas Becker\, Laure Boer\, Gobu Drab\, Susanna Gartmayer\, Charbel Haber\, Mazen Kerbaj\, Eric La Casa\, Boris Shershenkov\, DJ Snif e Ziúr.
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LOCATION:Fondazione Pirelli HangarBicocca\, Via Chiese 2\, Milão\, Itália
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SUMMARY:"Witnessing Humanity: The Art of John Wilson" no MFA Boston
DESCRIPTION:John Wilson\, “The Young Americans: Gabrielle” (detalhe)\, 1975. National Gallery of Art\, Washington\, DC. © Estate of John Wilson\n\n\n\n\nNascido em Roxbury\, Massachusetts\, John Wilson (1922–2015) é um dos artistas mais respeitados de Boston. Ao longo de 60 anos de produção\, sua obra permanece relevante diante das persistentes realidades de desigualdade\, preconceito racial e injustiça social. \n“Witnessing Humanity: The Art of John Wilson” é a maior exposição já realizada sobre o artista\, fruto de uma colaboração entre o Museum of Fine Arts (MFA)\, Boston\, e o Metropolitan Museum of Art\, Nova York. Com aproximadamente 110 obras\, incluindo gravuras\, desenhos\, pinturas\, esculturas e livros ilustrados\, a mostra examina como Wilson denunciou\, por meio de sua arte\, as injustiças raciais\, sociais e econômicas. Seus trabalhos abordam temas como a violência anti-negra\, o movimento dos direitos civis\, o trabalho e a vida familiar\, com especial atenção à figura paterna. \nSeus retratos\, como Julie and Becky (1956–78) e a série Young Americans (cerca de 1972–75)\, exaltam a humanidade essencial de sua família e amigos\, enquanto obras como Deliver Us from Evil (1943) e The Trial (1951) revelam os efeitos devastadores do racismo estrutural. Wilson equilibra sua experiência pessoal como artista\, homem negro\, pai e americano com uma reflexão sobre vivências coletivas. \nGrande parte das obras vem do acervo do MFA\, incluindo autorretratos de sua juventude e representações de Martin Luther King Jr.. O ponto central da mostra em Boston é a maquete em bronze\, em escala reduzida\, de Eternal Presence\, escultura monumental instalada em 1987 no National Center of Afro-American Artists (NCAAA)\, em Roxbury. Carinhosamente chamada de “Big Head” pela comunidade local\, a obra foi descrita por Wilson como uma “imagem de dignidade universal”. \nResidente de Brookline por décadas\, Wilson deixou um impacto profundo nos artistas e na comunidade de Boston. Esse legado é amplificado na exposição por meio da participação da comunidade no processo curatorial\, da publicação associada e dos programas públicos desenvolvidos ao longo da mostra.
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LOCATION:MFA Boston\, 465 Huntington Ave\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Christine Sun Kim: All Day All Night" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Vista da exposição “Christine Sun Kim: All Day All Night”\, 2025. Whitney Museum of American Art\, Nova York. Christine Sun Kim e Thomas Mader\, ATTENTION\, 2022. Foto: Ron Amstutz\n\n\n\n\nCom obras marcadas por humor afiado e comentários incisivos\, Christine Sun Kim (nascida em 1980\, Orange County\, Califórnia) investiga o som e as complexidades da comunicação em suas múltiplas formas. Utilizando notação musical\, infográficos e linguagem — tanto na Língua Americana de Sinais (ASL)\, sua língua nativa\, quanto no inglês escrito — a artista produz desenhos\, vídeos\, esculturas e instalações que frequentemente exploram as dimensões políticas e não auditivas do som. Em muitas de suas obras\, Kim parte da dinâmica espacial da ASL\, traduzindo-a em formas gráficas. Ao destacar a imagem\, o corpo e o espaço físico\, ela subverte a suposição social de que línguas faladas são superiores às sinalizadas. \nEsta exposição apresenta um panorama completo da produção de Kim até o momento\, incluindo desde registros de performances dos anos 2010 até seu mais recente mural site-specific\, Ghost(ed) Notes (2024)\, recriado em diversas paredes do oitavo andar do museu. Inspirado em obras de nome semelhante que criou ao longo da carreira\, o título da mostra\, All Day All Night\, alude à vitalidade que Kim imprime em sua prática artística — uma energia ininterrupta\, experimental e profundamente comprometida em compartilhar vivências da experiência surda. \nA exposição é organizada pelo Whitney Museum of American Art\, em Nova York\, e pelo Walker Art Center\, em Minneapolis. Os curadores responsáveis são Jennie Goldstein\, curadora associada da coleção no Whitney; Pavel Pyś\, curador de artes visuais e estratégias de acervo no Walker; e Tom Finkelpearl\, curador independente; com assistência de Rose Pallone\, do Whitney\, e Brandon Eng\, do Walker.
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LOCATION:Whitney Museum of American Art\, 99 Gansevoort St Manhattan\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Believers: Artists and the Shakers" no ICA Boston
DESCRIPTION:Vista da exposição “Believers: Artists and the Shakers” no ICA Boston\, 2025. Foto: Mel Taing\n\n\n\n\nDesde que chegaram à América vindos da Inglaterra há 250 anos\, os Shakers — uma seita cristã pacifista — ocuparam um lugar singular na identidade nacional dos Estados Unidos. Também conhecidos como a United Society of Believers in Christ’s Second Appearing\, os Shakers seguem princípios de vida comunitária\, celibato\, propriedade compartilhada e igualdade de gênero e racial\, sendo amplamente reconhecidos por seu estilo de vida simples\, sua arquitetura\, música e mobiliário. A cultura material dos Shakers\, associada à perfeição\, elegância e funcionalidade\, tem fascinado artistas desde pelo menos o início do século XX\, período em que essas ideias começaram a se consolidar na consciência americana\, impulsionadas por uma série de exposições e publicações\, muitas delas organizadas por colecionadores de móveis Shaker. \nBelievers tem origem em uma residência artística pouco convencional iniciada pela curadora France Morin no verão de 1996. Dez artistas foram convidados a viver\, trabalhar e praticar sua fé na única comunidade Shaker ainda ativa\, localizada em Sabbathday Lake\, Maine. Dessa experiência surgiu um conjunto dinâmico de obras apresentadas na exposição The Quiet in the Land\, curada por Morin e levada ao ICA por Jill Medvedow em 1998. Believers reúne um grupo central dessas obras\, criadas por Janine Antoni\, Kazumi Tanaka\, Wolfgang Tillmans\, Nari Ward e Chen Zhen — algumas das quais estão sendo recriadas ou reinterpretadas especialmente para esta mostra —\, ao lado de trabalhos mais recentes de Jonathan Berger\, Taylor Davis\, Gordon Hall\, Pallavi Sen e Cauleen Smith. \nA exposição investiga como artistas contemporâneos lidam com a tensão entre as representações historicamente construídas sobre os Shakers e a experiência vital dessa comunidade utópica\, descrita por seus próprios membros como um grupo de “pessoas comuns tentando viver uma vida extraordinária.” \nAviso: esta exposição contém uma obra de arte com sequências de luzes intermitentes.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Sara Cwynar: Alphabet" no ICA Boston
DESCRIPTION:Sara Cwynar\, “Pam\, Plastic”\, 2025. Cortesia da artista\, The approach\, Londres\, e Cooper Cole\, Toronto\n\n\n\n\nSara Cwynar (n. 1985\, Vancouver) investiga o excesso de imagens na cultura contemporânea\, marcada pela saturação visual\, por meio de um vasto arquivo que inclui fotografias autorais\, encomendadas\, baixadas e encontradas. Sua abordagem se apoia em uma estética de colagem que dialoga com as linguagens do design e da publicidade. Para o ICA\, Cwynar concebeu um projeto inédito e de duas partes: a instalação fotográfica Alphabet e um mural fotográfico para a Sandra and Gerald Fineberg Art Wall. \nAlphabet é composta por uma constelação de imagens organizadas em 26 painéis\, cada um associado a um termo extraído de mecanismos de busca na internet. Esses termos incluem palavras sugeridas por algoritmos com base na atividade online da artista\, além de alguns dos mais pesquisados desde 2020. A instalação expande esses conceitos por meio de um conjunto de imagens\, objetos e vídeos dispostos no espaço expositivo de maneira inspirada no Mnemosyne Atlas (1925–29)\, do historiador da arte Aby Warburg. Em seu atlas\, Warburg reuniu quase mil imagens organizadas sobre painéis negros para traçar recorrências visuais ao longo da história\, conectando tempos e culturas. No trabalho de Cwynar\, cada termo selecionado reflete aspectos da vida contemporânea e da maneira como enxergamos o mundo\, evocando\, como nas constelações de imagens de Warburg\, um passado que ainda ressoa na forma como atribuímos significado hoje. \nPara Cwynar\, todos os arquivos — incluindo a internet — são permeados por vieses humanos e pela ilusão de objetividade. Ainda assim\, à medida que o desejo humano de buscar respostas se desloca para o meio digital\, a artista questiona como nossas respostas pessoais ao mundo são filtradas por um histórico de imagens que sempre nos acompanha.
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SUMMARY:"Video After Video: The Critical Media of CAMP" no MoMA
DESCRIPTION:Vista da instalação de “Video After Video: The Critical Media of CAMP”\, em exibição no The Museum of Modern Art\, Nova York. Foto: Jonathan Dorado © The Museum of Modern Art\n\n\n\n\nVideo After Video: The Critical Media of CAMP é a primeira grande exposição em um museu dos Estados Unidos dedicada ao estúdio colaborativo CAMP\, sediado em Mumbai\, na Índia. Fundado em 2007 por Shaina Anand\, Ashok Sukumaran e Sanjay Bhangar\, o coletivo trabalha com vídeo\, cinema\, mídia eletrônica e intervenções públicas para examinar e reconfigurar as condições políticas e socioeconômicas que estruturam a vida contemporânea. \nEm exibição no MoMA de 21 de fevereiro a 20 de julho de 2025\, a mostra apresentará três obras pioneiras que exploram dispositivos de comunicação\, cinema participativo e sistemas de vigilância\, transformando esses aparatos midiáticos em plataformas e meios de expressão artística.
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SUMMARY:"I am Leonor Fini" no Palazzo Reale
DESCRIPTION:Leonor Fini\, “Autoportrait au chapeau rouge” (detalhe)\, 1968 © Cortesia de Richard Overstreet\n\n\n\n\n“Eu sou pintora. Quando me perguntam como faço isso\, respondo: ‘Eu sou’.” Com essas palavras\, Leonor Fini sintetiza a força de sua identidade artística\, uma afirmação singular e poderosa que atravessa o tempo. \nNoventa anos após sua estreia em Milão\, a cidade celebra sua trajetória com a exposição “I Am Leonor Fini”\, apresentada no Palazzo Reale a partir de 26 de fevereiro. A mostra reúne mais de 100 obras\, incluindo pinturas\, desenhos\, fotografias\, figurinos e vídeos\, oferecendo ao público um panorama abrangente sobre essa figura revolucionária e multifacetada. \nLeonor Fini encarnava uma liberdade criativa e intelectual intransigente\, recusando-se a ser definida por seus relacionamentos ou papéis subordinados. Sua força reside na individualidade e na construção de uma linguagem artística singular\, na qual a mulher não é musa\, mas protagonista. \nSuas figuras femininas\, forças primordiais e indomáveis\, desafiam os modelos convencionais de masculinidade e feminilidade. Suas obras\, suspensas entre o real e o imaginário\, propõem uma reflexão profunda e atual sobre gênero\, identidade e autoafirmação. Antecipando debates centrais da cultura contemporânea\, Fini destacou-se como uma artista pioneira\, entrelaçando arte\, moda\, literatura e performance em um percurso livre de qualquer convenção. \nDistante de rótulos rígidos\, incluindo o do Surrealismo\, Leonor Fini continua a nos interpelar por meio de sua obra\, convidando-nos a adentrar um universo onde mistério\, sonho e imaginação tornam-se ferramentas de descoberta e transgressão.
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LOCATION:Palazzo Reale\, Piazza del Duomo\, 12\, Milão\, Itália
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SUMMARY:"Leigh Bowery!" na Tate Modern
DESCRIPTION:Fergus Greer\, “Leigh Bowery Session I Look 2″\, 1988 © Fergus Greer\n\n\n\n\nA curta\, porém extraordinária\, vida de Leigh Bowery deixou uma marca distinta e inegável no mundo da arte e além. \nArtista\, performer\, modelo\, personalidade da TV\, promotor de clubes\, designer de moda e músico\, Bowery assumiu múltiplos papéis\, sempre recusando os limites impostos pela convenção. \nDesde sua ascensão na cena noturna da Londres dos anos 1980 até suas performances ousadas e provocativas em galerias\, teatros e nas ruas\, Bowery trilhou um caminho vibrante e intransigente. Ele reinventou roupas e maquiagem como formas de pintura e escultura\, testou os limites do decoro e celebrou o corpo como uma ferramenta mutável\, capaz de desafiar normas estéticas\, de sexualidade e de gênero. \nAbraçando a performance\, a cultura dos clubes e o design de moda\, Bowery criou algumas das imagens mais icônicas das décadas de 1980 e 1990\, que ainda ressoam e influenciam artistas como Alexander McQueen\, Jeffrey Gibson\, Anohni e Lady Gaga. \nEsta exposição eclética e imersiva oferece uma rara oportunidade de experienciar muitos dos ‘Looks’ de Bowery\, além de suas colaborações com artistas como Michael Clark\, John Maybury\, Baillie Walsh\, Fergus Greer\, Nick Knight e Lucian Freud. \nA mostra traz uma nova perspectiva sobre as cenas criativas de Londres\, Nova York e outros centros culturais\, com figuras como Sue Tilley\, Trojan\, Princess Julia\, Les Child\, Andrew Logan\, Lady Bunny\, Scarlett Cannon\, MINTY e Boy George. \nDo clube ao palco\, da galeria ao espaço público\, esta exposição convida o visitante a mergulhar no universo dinâmico de Bowery\, onde as fronteiras entre arte e vida se dissolvem. \nA exposição é organizada pela Tate Modern em colaboração com Nicola Rainbird\, diretora e proprietária do espólio de Leigh Bowery.
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LOCATION:Tate Modern\, Bankside\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Collection in Focus | Beatriz Milhazes: Rigor and Beauty" no Guggenheim
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “As Quatro Estações”\, 1997\nEsta exposição apresenta o trabalho da artista contemporânea global Beatriz Milhazes (n. 1960\, Rio de Janeiro)\, que dialoga com sua herança cultural e identidade brasileiras por meio da linguagem da abstração. Com uma trajetória que abrange quatro décadas—dos anos 1980 até o presente—sua produção inclui escultura\, colagem\, gravura\, têxteis\, arte pública e\, principalmente\, pintura. Esta mostra reúne um conjunto de quinze pinturas e obras sobre papel\, criadas entre 1995 e 2023\, selecionadas do acervo permanente do museu e complementadas por empréstimos estratégicos\, que ajudam a contextualizar a evolução artística de Milhazes. \nA obra de Milhazes está profundamente enraizada na história e nas tradições brasileiras\, inspirando-se na arte e arquitetura coloniais\, nas artes decorativas e na vibrante celebração do Carnaval—o festival que transforma as ruas do Rio de Janeiro em um espetáculo de desfiles\, música\, performances e trajes elaborados. A artista também é influenciada pela Tropicália\, movimento cultural dos anos 1960 que uniu arte\, música e literatura para afirmar a identidade brasileira enquanto desafiava o regime militar da época. Os ritmos e cores da bossa nova\, gênero musical surgido no Rio de Janeiro no final dos anos 1950\, também reverberam em seu trabalho. Além dessas referências\, Milhazes dialoga com a obra de artistas como Henri Matisse e Piet Mondrian\, ao mesmo tempo em que evoca Tarsila do Amaral\, figura essencial para o desenvolvimento do modernismo brasileiro. \nEm 1989\, Milhazes desenvolveu uma técnica inovadora que chama de monotransfer\, inspirada no processo de monotipia\, no qual uma imagem pintada é transferida de uma matriz para o papel\, criando um efeito espelhado. A artista inicia seu processo pintando motivos sobre folhas de plástico transparente com tinta acrílica. Depois que a tinta seca\, as películas pintadas são sobrepostas e aderidas à tela; em seguida\, a artista remove o plástico\, revelando as formas em reverso. O resultado são composições vibrantes e dinâmicas\, que combinam formas abstratas\, padrões orgânicos e estruturas geométricas sobre superfícies texturizadas\, carregadas da memória do gesto artístico. \nAs primeiras pinturas desta exposição\, principalmente do acervo do museu—como Santa Cruz (1995)\, In albis (1995–96) e As quatro estações (1997)—revelam a influência do esplendor das igrejas barrocas coloniais do século XVIII e dos trajes ornamentais da época. Milhazes sintetiza essas influências em motivos abstratos e figurativos\, nos quais círculos e arabescos\, rendas e crochês delicados\, flores e padrões florais\, além de pérolas e elementos de ferro trabalhado\, emergem em suas composições. A partir dos anos 2000\, a artista começou a explorar efeitos ópticos em suas pinturas\, utilizando repetições lineares para criar padrões ondulantes e ritmos visuais\, como se observa em Paisagem carioca (2000)\, O cravo e a rosa (2000) e O Caipira (2004). \nAs obras sobre papel apresentadas nesta exposição\, produzidas entre 2013 e 2021\, demonstram o contínuo interesse de Milhazes pela experimentação com colagem. A artista combina elementos industrializados—como sacolas de grife\, embalagens de chocolate e papéis estampados—com recortes de suas próprias serigrafias em cores sólidas\, criando padrões intricados e composições abstratas expressivas. \nSuas pinturas mais recentes\, como Mistura sagrada (2022)\, indicam um movimento em direção à investigação da força espiritual da natureza\, especialmente no contexto pós-pandemia da COVID-19. Embora referências ao mundo natural estejam presentes desde o início de sua carreira\, aqui a artista aprofunda a reflexão sobre os ciclos de renovação—vida e morte—por meio de formas angulares coloridas e padrões elaborados. Elementos orgânicos\, que remetem à proximidade da artista com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro\, a Floresta da Tijuca e a Praia de Copacabana\, ecoam nas harmonias geométricas\, sistemas conceituais e universos cromáticos que atravessam sua obra. \nA exposição foi organizada por Geaninne Gutiérrez-Guimarães\, curadora do Guggenheim Museum Bilbao e da Solomon R. Guggenheim Museum and Foundation\, Nova York.
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LOCATION:The Guggenheim Museum\, 1071 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Edvard Munch: Technically Speaking" nos Harvard Art Museums
DESCRIPTION:Edvard Munch\, “Two Human Beings (The Lonely Ones)”\, 1906–08. Harvard Art Museums/Busch-Reisinger Museum\, The Philip and Lynn Straus Collection\n\n\n\n\nUma colaboração dinâmica entre especialistas em curadoria e conservação do Harvard Art Museums\, Edvard Munch: Technically Speaking oferece uma rara visão sobre as técnicas inovadoras do artista norueguês e os temas recorrentes em suas pinturas\, xilogravuras\, litografias\, águas-fortes e gravuras combinadas. Graças a uma doação transformadora da coleção de Philip A. e Lynn G. Straus\, o Harvard Art Museums abriga uma das maiores e mais significativas coleções de obras de Munch nos Estados Unidos\, e a exposição apresenta cerca de 70 trabalhos\, incluindo empréstimos importantes do Munchmuseet\, em Oslo. \nOs visitantes são convidados a explorar o processo artístico de Munch\, revelando seu olhar experimental e seu fascínio pela materialidade. Ao longo da vida\, o artista retornou a certos temas repetidamente\, transportando motivos entre a gravura e a pintura e demonstrando como uma única ideia pode gerar diferentes respostas por meio de variações de cor e orientação. Na exposição\, as gravuras são exibidas ao lado das matrizes originais – placas de cobre\, blocos de madeira e pedras litográficas utilizadas na sua criação –\, proporcionando um acesso mais profundo à prática experimental de Munch. Edvard Munch: Technically Speaking também apresenta pesquisas inovadoras que lançam nova luz sobre as técnicas e os processos do artista. \nCuradoria de Elizabeth M. Rudy\, curadora Carl A. Weyerhaeuser de Gravuras\, e Lynette Roth\, curadora Daimler do Museu Busch-Reisinger; com Peter Murphy\, pesquisador curatorial Stefan Engelhorn no Museu Busch-Reisinger. \nPesquisa realizada em colaboração com Ellen Davis\, conservadora associada de pinturas; Penley Knipe\, conservadora sênior Philip e Lynn Straus de obras sobre papel e chefe do Laboratório de Papel; Abby Schleicher\, conservadora assistente de papel; e Kate Smith\, conservadora sênior de pinturas e chefe do Laboratório de Pinturas\, todos do Straus Center for Conservation and Technical Studies; com contribuições de Cambra Sklarz\, pesquisadora curatorial Diane e Michael Maher de Arte Americana; e Kacper Kolęda e Tai Mitsuji\, doutorandos no Departamento de História da Arte e Arquitetura da Universidade de Harvard. \nO apoio para esta exposição é fornecido pelo Melvin R. Seiden and Janine Luke Fund for Publications and Exhibitions\, pela Gladys Krieble Delmas Foundation\, pelo Lois and George de Menil Curatorial Research Fund\, e pelo Care of the Busch-Reisinger Museum Collection Endowment. A programação relacionada conta com o suporte do M. Victor Leventritt Lecture Series Endowment Fund.
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SUMMARY:"O Ar\, Invisível Tecido do Mundo" de Heloisa Hariadne no Farol Santander
DESCRIPTION:Obra de Heloisa Hariadne. Divulgação / Farol Santander \n\nExplorando a interseção entre imaginação\, natureza e atmosfera\, Heloisa Hariadne dissolve a paisagem em um campo fluido\, onde as cores não apenas habitam a superfície\, mas se entrelaçam a processos vitais\, pulsando como ecos da própria vida e despertando emoções. \n\n\nAo permitir que a cor transite entre o visível e o intangível\, a artista nos convida a perceber a plasticidade da atmosfera\, onde memórias\, sensações e ritmos se entrelaçam. Suas pinceladas elaboram camadas cromáticas que transcendem a representação\, nos convidando a experimentar a cromaticidade de nosso entorno\, reconhecendo nossa capacidade de expandir nossa percepção e de transformar o espaço em um campo sensorial vivo. Em suas obras\, o ar não é apenas um elemento invisível\, mas o tecido que une a paisagem ao olhar\, revelando a essência que sustenta o mundo: a simbiose entre tudo o que vive.
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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