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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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SUMMARY:"Deep Waters: Four Artists and the Sea" no Museum of Fine Arts Boston
DESCRIPTION:John Akomfrah\, still de Vertigo Sea\, 2015. © Smoking Dogs Films; Cortesia de Smoking Dogs Films e Lisson Gallery\n\n\n\n\nGerações de artistas exploraram as belezas e os terrores do oceano\, refletindo sobre as experiências daqueles que viveram e perderam suas vidas entre as ondas. Entrelaçando obras de quatro artistas criadas ao longo de séculos e através do Atlântico\, esta exposição segue um fio genealógico unido pelo mar. Ecos de Watson and the Shark (1778)\, de John Singleton Copley\, reverberam em Slave Ship (Slavers Throwing Overboard the Dead and Dying\, Typhoon Coming On) (1840)\, de J. M. W. Turner\, que\, por sua vez\, influenciou a arte criada no século XXI. \nApresentada pela primeira vez na Nova Inglaterra\, a icônica instalação de filme em três canais Vertigo Sea (2015)\, de John Akomfrah\, expande os temas centrais das duas obras anteriores\, explorando a tumultuosa relação da humanidade com o mar e suas criaturas\, bem como o papel do oceano na história da escravidão. Em Some People Have Spiritual Eyes I and II (2020)\, a fotógrafa Ayana V. Jackson leva essas ideias a uma nova direção. Sua exploração da divindade\, feminilidade e destino por meio de autorretratos é inspirada em Drexciya\, uma mítica utopia aquática habitada por descendentes das mulheres africanas grávidas que perderam suas vidas no Oceano Atlântico durante o Middle Passage. \nDeep Waters: Four Artists and the Sea convida os visitantes a considerar e refletir sobre o diálogo entre essas obras de arte e seus criadores. Cada artista oferece uma perspectiva única baseada em sua experiência vivida\, mas todos estão sintonizados com as poéticas e histórias do mar — desde suas superfícies brilhantes e profundezas insondáveis até seus habitantes e fantasmas; de um local de memória\, luto e fragilidade a um símbolo de resiliência e futuros possíveis.
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Portraits from the ICA Collection" no ICA Boston
DESCRIPTION:Didier William\, “Gwo Tet”\, 2021. Cortesia do artista e Altman Siegel\, São Francisco ® Didier William\n\n\n\n\nEsta exposição apresenta o vasto acervo de retratos em diferentes mídias dentro da Coleção do ICA\, explorando como artistas criam imagens de si mesmos e de outros para expressar emoções\, questões políticas e a potência da representação. O retrato oferece tanto aos artistas quanto aos retratados uma forma de comunicar experiências pessoais e vividas\, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre si mesmo. \nDiferente dos retratos históricos\, frequentemente voltados à celebração da aristocracia e das elites\, a retratística contemporânea abrange um espectro mais amplo e inclusivo de pessoas e identidades. A seleção de quase trinta obras reflete a riqueza das narrativas atuais\, ressaltando a diversidade das experiências individuais e os vínculos que nos conectam enquanto sociedade.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Zheng Chongbin: Golden State" no LACMA
DESCRIPTION:Zheng Chongbin\, “Golden State”\, 2024\, cortesia do artista\, © Zheng Chongbin\, foto: Zhang Hong.\n\n\n\n\nAo longo das últimas quatro décadas\, o artista Zheng Chongbin (n. 1961)\, nascido em Xangai e radicado no Condado de Marin\, desenvolveu uma prática singular que dialoga com os conceitos e a estética do movimento Light and Space\, além da tradição da pintura com tinta da Ásia Oriental. Formado tanto em pintura figurativa chinesa tradicional quanto em arte de instalação e performance\, Zheng sintetiza essas práticas aparentemente distintas em técnicas inéditas de pintura e vídeo que se tornaram sua marca registrada. Zheng Chongbin: Golden State é uma apresentação concisa que reúne duas instalações de vídeo\, além de obras pintadas e impressas. Por meio de formas abstratas e visões distorcidas das paisagens naturais da Califórnia\, Zheng explora água\, luz e movimento em suas obras características.
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LOCATION:LACMA\, 5905 Wilshire Blvd Central LA\, Los Angeles\, Califórnia\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Philippe Perrot" no Musée d'Art Moderne de Paris
DESCRIPTION:Philippe Perrot\, Sem título\, 2005. Crédito: Aurélie Dupuis/Azentis Technology\n\n\n\n\nNascido em 1967\, Philippe Perrot cresceu na periferia de Paris. Aos quinze anos\, descobriu a literatura francesa do pós-guerra e mergulhou nos escritos de Antonin Artaud. Apaixonou-se por Pier Paolo Pasolini e pela Nova Vaga italiana\, ingressando em uma escola de cinema. Por meio de vídeos curtos\, o artista começou a explorar o universo familiar e as feridas de sua infância. A partir dos anos 1990\, abandonou o cinema para se dedicar\, como autodidata\, à pintura — sem\, no entanto\, abrir mão dos temas centrais que atravessam toda a sua obra. Perrot faleceu em 2015\, aos 48 anos\, em decorrência de uma longa doença. \nA pintura de Philippe Perrot dá corpo ao sonho e ao inconsciente. Em suas telas\, personagens flutuantes e debilitados encenam dramas íntimos orbitando figuras tutelares como o pai ou a mãe. Seus quadros são representações de estados de alma\, visões complexas oriundas de alucinações cotidianas e segredos de família reprimidos. Esses traumas\, porém\, são suavizados pela constante intrusão de elementos burlescos inspirados no universo dos desenhos animados\, que\, segundo o próprio artista\, aproximam a figuração de “uma piada de mau gosto”. Embora os títulos ofereçam algumas pistas para a compreensão das imagens\, as narrativas permanecem\, em geral\, desconcertantes e enigmáticas. \nPintadas a óleo sobre telas preparadas com pigmento amarelo ocre\, suas obras se caracterizam pela justaposição de vários micro-relatos em uma mesma composição. \nÀ semelhança de planos-sequência no cinema\, as imagens se encadeiam em narrativas que o espectador pode livremente interpretar. A iconografia violenta é acentuada por cores berrantes\, muitas vezes misturadas com desinfetantes farmacêuticos como betadina e eosina. A perturbação da perspectiva\, assim como a superposição de cenas e elementos díspares\, intensificam as tensões expressas nas obras e dificultam sua leitura linear. \nArtista discreto\, na contramão do mercado da arte contemporânea\, Philippe Perrot produziu pouco — cerca de três a quatro pinturas por ano. Seu corpo de trabalho se limita a 130 telas e aproximadamente o mesmo número de desenhos em toda a sua carreira. Graças a uma generosa doação\, seis obras do artista passaram a integrar\, em 2019\, as coleções do museu. Esta apresentação é complementada por diversos empréstimos provenientes de coleções particulares.
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SUMMARY:"Mary Heilmann: Long Line" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Vista da exposição “Mary Heilmann: Long Line”. Whitney Museum of American Art\, Nova York. Foto: Ron Amstutz\n\n\n\n\nMary Heilmann (n. 1940\, San Francisco) afirmou certa vez que “museus são lugares para passar o tempo” [tradução livre]\, e essa exposição encarna esse espírito ao convidar o público à conexão social e ao engajamento com a arquitetura do Whitney Museum\, o Rio Hudson e a paisagem urbana ao redor. O ambiente imersivo inclui uma ampliação pintada à mão de Long Line (2020)\, além de diversas cadeiras esculturais inspiradas em móveis que a artista já exibiu em galerias e espaços domésticos. A influência da contracultura dos anos 1960 e do Minimalismo geométrico permeia a trajetória de Heilmann\, que há décadas desenvolve uma abordagem da abstração marcada por cores vibrantes e formas pouco convencionais. Long Line nasceu da experiência de observar as ondas nas costas de Long Island e da Califórnia — e aqui estabelece uma rima visual com o fluxo do Rio Hudson. \nA nova instalação site-specific\, Mary Heilmann: Long Line\, celebra o décimo aniversário do edifício atual do Whitney Museum\, para o qual a artista criou anteriormente Mary Heilmann: Sunset (2015). Esse projeto inaugural da maior galeria externa do museu incluiu a reprodução em larga escala de uma pintura vibrante\, um filme e as emblemáticas cadeiras da artista\, transformando o espaço em um lugar de contemplação\, descanso e reflexão sobre a cidade em constante transformação.
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SUMMARY:"David Byrne" na Pace Gallery
DESCRIPTION:Imagem / Cortesia Pace Gallery\n\n\n\n\nA Pace apresenta uma instalação especial de desenhos do artista David Byrne em sua sede de Nova York. Realizadas diretamente nas paredes dos patamares da escadaria entre o primeiro e o sétimo andar da galeria\, as nove obras refletem a sensibilidade surreal e lúdica de Byrne. \nProduzidos ao longo de vários dias em abril de 2025\, os desenhos foram concebidos em escala real\, com o intuito de que o público os “confronte” e experimente de formas inesperadas. A instalação permanecerá em exibição por tempo indeterminado. \nAo longo de cinco décadas de carreira\, David Byrne desenvolveu uma prática nas artes visuais que inclui desenho\, fotografia\, instalação\, performance e design. O artista realizou sua primeira grande exposição com a Pace em 2003\, também em Nova York.
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LOCATION:Pace Gallery\, 540 West 25th Street\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Rashid Johnson: A Poem for Deep Thinkers" no Guggenheim
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\nO ChatGPT disse:\n\n\n\n\n\n\n\n\nHá quase 30 anos\, o artista Rashid Johnson (n. 1977\, Chicago) desenvolve uma produção diversa que dialoga com disciplinas como história\, filosofia\, literatura e música. Esta grande exposição individual destaca seu papel como estudioso da história da arte\, mediador da cultura popular negra e força criativa na arte contemporânea. \nCerca de 90 obras — entre pinturas com sabão negro\, textos com spray\, esculturas em grande escala\, filmes e vídeos — ocupam a rotunda do museu. Entre elas está Sanguine\, uma obra monumental e site-specific instalada na rampa superior do edifício\, que incorpora um piano para apresentações musicais. Além disso\, um programa dinâmico de eventos\, desenvolvido em colaboração com parceiros comunitários de toda a cidade de Nova York\, ativa um palco escultural no piso da rotunda.
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LOCATION:The Guggenheim Museum\, 1071 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Sanaa Gateja: Language of We" no ICA Miami
DESCRIPTION:Sanaa Gateja\, “Stump Anew”\, 2023. Cortesia da artista e Karma\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Institute of Contemporary Art\, Miami apresenta “Sanaa Gateja: Language of We”\, exposição individual do artista ugandês Sanaa Gateja que reúne uma dúzia de tapeçarias produzidas nos últimos oito anos. \nArtista de destaque e ativista cultural atuante na África Oriental\, Gateja cresceu durante o período de independência de Uganda e\, no início da vida adulta\, trabalhou no Ministério da Cultura do país promovendo as artes e o artesanato. Posteriormente\, estudou design em Florença e Londres. Durante sua formação em joalheria na Goldsmiths\, University of London\, teve contato com a técnica de produção de joias com contas de papel\, popularizada na Inglaterra após a Segunda Guerra Mundial\, quando os recursos eram escassos. Gateja reconheceu o potencial dessa técnica para criar objetos comercializáveis a partir de um material barato e quase inesgotável — o papel usado e descartado — utilizando processos simples. Fascinado pelos trabalhos com miçangas que havia visto na infância\, retornou à África em 1990 e compartilhou a técnica com mulheres e jovens em diversas comunidades e campos de refugiados\, incentivando o desenvolvimento de economias locais baseadas no artesanato. \nAs obras de Gateja utilizam essa mesma técnica de contas de papel\, incorporando também referências aos cesteiros e ferreiros da vila onde cresceu. As tapeçarias resultantes são visualmente dinâmicas e ricas em cor\, transitando por gêneros como natureza-morta\, retrato e abstração. Seu processo meticuloso envolve a colaboração de artesãos de sua comunidade\, que ele vem formando e empregando desde o início dos anos 1990. Gateja e sua equipe reciclam diversos tipos de papel descartado\, tingindo-os com corantes naturais e sintéticos antes de transformá-los em contas de cerca de dois centímetros. A partir de esboços feitos diretamente sobre pedaços de bark cloth — um tecido tradicional do Leste Africano —\, o artista fixa as contas\, frequentemente incorporando ráfia e fibras de bananeira. As obras resultantes são composições têxteis de grande complexidade material e impacto visual\, que conectam profundamente práticas culturais locais e questões contemporâneas\, ao mesmo tempo em que refletem o cenário global da mídia e da informação impressa em que vivemos. \nSanaa Gateja (n. 1950\, Kisoro\, Uganda) participou da Carnegie International em 2022 e representou Uganda no Pavilhão Nacional da 60ª Bienal de Veneza em 2024. Suas obras integram acervos de museus e coleções privadas em todo o mundo\, incluindo o Carnegie Museum (Pittsburgh)\, o de Young Museum (São Francisco)\, o Field Museum (Chicago)\, o National Scottish Museum (Edimburgo) e o Victoria and Albert Museum (Londres). \nSanaa Gateja: Language of We é organizada pelo Institute of Contemporary Art\, Miami\, com curadoria de Gean Moreno\, diretor do Art + Research Center do ICA Miami. \n\n\n\n\n\nPerguntar ao Ch
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Miami\, 61 NE 41st Street\, Miami\, Flórida\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Lorna Simpson: Source Notes" no The Met Museum
DESCRIPTION:Lorna Simpson\, “Night Fall”\, 2023. Foto de James Wang © Lorna Simpson. Cortesia da artista e da Hauser & Wirth\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nEsta apresentação da obra da artista Lorna Simpson\, baseada em Nova York\, é a primeira exposição dedicada a reunir a totalidade de sua prática em pintura até hoje. Simpson ganhou destaque no início dos anos 1990 com sua abordagem pioneira na fotografia conceitual. Desde então\, tem produzido trabalhos em diversos meios\, mantendo uma investigação contínua sobre a natureza das imagens e os modos como elas constroem significado. Lorna Simpson: Source Notes foca em um desenvolvimento significativo de sua produção nos últimos dez anos: pinturas que aprofundam suas reflexões sobre gênero\, raça\, identidade\, representação e história. Com mais de 30 obras\, a exposição reúne uma seleção de suas principais pinturas\, incluindo trabalhos apresentados em sua estreia na Bienal de Veneza\, em 2015\, e na aclamada série Special Characters\, além de uma escultura recente e colagens associadas. \nAo longo de sua ampla trajetória\, Simpson frequentemente busca referências e inspiração em revistas vintage como Ebony e Jet—ícones da cultura afro-americana—\, além dos arquivos da Associated Press e da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos. Ela incorpora esses materiais em colagens serigráficas combinadas com lavagens de tinta e acrílica sobre superfícies como fibra de vidro\, madeira ou Claybord. Suas obras promovem um embate dinâmico entre figuração e abstração\, com corpos que surgem e desaparecem\, espreitando por superfícies enegrecidas ou se dissolvendo em paisagens de gelo derretido. Utilizando imagens encontradas — suas “notas de origem” —\, Simpson cria uma potência visual que exemplifica sua habilidade em borrar fronteiras entre gêneros e linguagens artísticas.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Emily Kam Kngwarray" na Tate Modern
DESCRIPTION:Emily Kam Kngwarray\, ”Ntang Dreaming”\, 1989. National Gallery of Australia. © Estate of Emily Kam Kngwarray / DACS 2024\, Todos os direitos reservados\n\n\n\n\nA renomada artista australiana Emily Kam Kngwarray (c. 1914–1996) criou obras poderosas e impactantes que refletem sua vida extraordinária como mulher Anmatyerr\, nascida em Alhalker\, na região de Sandover\, no Território do Norte da Austrália. \nReconhecida como uma das pintoras mais importantes surgidas no final do século XX\, sua experiência de vida e sua profunda conexão cultural com seu Country foram traduzidas inicialmente em vibrantes batiks e\, posteriormente\, em pinturas monumentais sobre tela. Para os Povos Aborígenes e das Ilhas do Estreito de Torres\, o conceito de Country abrange as terras\, os céus e as águas aos quais estão profundamente conectados há incontáveis gerações. Country é um lugar compartilhado de origens espirituais\, sociais e geográficas. A obra de Kngwarray incorpora seu conhecimento minucioso dos territórios onde viveu ao longo da vida\, com padrões sobrepostos que representam as plantas\, os animais e as formações geológicas que compõem os ecossistemas do deserto ao seu redor. \nA exposição apresenta ricos têxteis\, pinturas\, filmes e elementos sonoros que expressam a dimensão expansiva do Country Ancestral e da cultura de Kngwarray. \nRealizada em colaboração com a National Gallery of Australia (NGA)\, esta será a primeira grande mostra dedicada à obra de Kngwarray na Europa\, celebrando sua carreira extraordinária como uma das maiores artistas da história da Austrália. \nExposição organizada pela Tate Modern e pela National Gallery of Australia\, a partir de uma curadoria de Kelli Cole (povos Warumungu e Luritja) e Hetti Perkins (povos Arrernte e Kalkadoon). A mostra Emily Kam Kngwarray na Tate Modern é curada por Kelli Cole.
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LOCATION:Tate Modern\, Bankside\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Tromba D’Água" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, “O Sonho Sul-Americano”\, 2022-2023. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Ana Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera \n\n\n\nA LINGUAGEM DA ÁGUA\nPara o filósofo grego pré-socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, a essência da vida resultava da interação dos quatro elementos — água\, terra\, fogo e ar — com duas forças\, a do amor e a da discórdia. Quando o amor predomina\, os elementos estão integrados em equilíbrio. Se a discórdia se instala\, gera-se o caos. A mesma água que mata a sede\, que refresca o corpo\, que abençoa\, que lava\, que irriga alimentos e que encanta os olhos\, também tem seus dias de mau humor. Trombas d’água\, temporais\, enchentes\, alagamentos\, tsunamis\, maremotos — e outros que a ciência moderna chama de “eventos extremos” — têm sido cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. \nTalvez Iemanjá\, Iara\, Netuno\, Nossa Senhora dos Navegantes\, Oxum\, as Sereias\, Poseidon\, a Mãe d’Água\, ao agitarem as águas\, queiram nada mais que nos chamar a atenção para a necessidade de amarmos uns aos outros\, ao mundo\, a nós mesmos e às águas. Para o nosso próprio bem\, precisamos ouvir esse chamado. Afinal\, nosso corpo é 70% água\, assim como o planeta é 70% oceano. \nSe há um chamado\, é porque a água se comunica. Sua linguagem é contínua\, fluida\, permeável\, profunda\, mutante\, líquida. Justamente por isso\, para perceber este idioma\, é preciso muita atenção. A exposição Tromba D’Água traduz a linguagem aquática para nossa desatenta percepção. O que ela te diz? \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nInstituto Artistas Latinas\nO Instituto Artistas Latinas\, desde 2019\, busca fortalecer a ampliação do conhecimento sobre a produção de artistas mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital\, reúne centenas de nomes e biografias de todas as regiões da América Latina\, promovendo intercâmbios de pesquisa e expandindo o mapeamento de conexões artísticas entre os países. As redes sociais do Instituto funcionam como amplificadoras do trabalho de artistas e de iniciativas que trazem visibilidade para a produção artística de mulheres. Esse conjunto permite uma maior atuação do Instituto em outras localidades\, impactando diretamente doze países\, seja por meio de iniciativas presenciais ou virtuais. \nAlém disso\, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que consolidam o diálogo de arte contemporânea\, oferece ações educativas e de formação livre\, organiza projetos de exposições e institucionais\, realiza consultoria para coleções públicas e particulares\, promove participações em feiras de Arte e facilita cursos voltados ao protagonismo feminino. \nÉ com grande honra que o Instituto Artistas Latinas exibe a exposição Tromba D`água\, em sua primeira itinerância\, no Museu do Amanhã. Apresentada pela primeira vez no Sesc São Gonçalo\, em 2024\, iniciamos um projeto de circulação da mostra como um desejo de avançar e expandir as discussões que fomentam o papel da arte contemporânea junto ao pensamento sobre ecologias e presentes/futuros possíveis. Todas as catorze artistas convidadas para ocupar este espaço traduzem\, em poéticas próprias\, a relação direta e subjetiva com a principal fonte da vida humana e suas principais controvérsias e desdobramentos sociais\, raciais e econômicos. \nTromba d’Água\nGotaGoteiraChuvaChuvaradaCascataCachoeiraEnxurradaTromba d’água \nForça soberana\, correnteza\, intensidade incontrolável que rompe as margens e conecta o mar\, o céu e os rios. \nAs águas estão para a humanidade como o sol está para os planetas. A vida orbita os seus contornos\, se agrupando em uma atração gravitacional que permite a sobrevivência. Sua potência estrutura sociedades\, oferece de beber e de comer\, gera energia\, funciona como transporte e expõe a ingenuidade daqueles que pensam ter o poder de dominá-las.  \nO fenômeno da tromba d’água\, nos oceanos\, conecta o mar e o céu por um vórtice colunar\, uma espécie de tornado que liga as nuvens à superfície da água. Forma-se um elo\, um pacto\, uma ponte entre a vida marítima e os poderes celestes. Sua imagem impõe o poder que a água\, enquanto ação\, possui.  \nNos rios\, sua robustez pode ser fatal para quem não está atento aos sinais das águas\, que costumam anunciar a chegada de uma correnteza violenta. Também conhecida como “cabeça d’água”\, o fenômeno tromba d’água nas águas doces acontece pelo excesso de chuvas no entorno de uma nascente\, que intensifica o fluxo e arrasta tudo que encontra pela frente. Sua intensidade tem a capacidade de romper e modificar as margens. \nA exposição Tromba d’Água reúne elaborações de catorze artistas latino-americanas sobre a coletividade enquanto catalisadora de transformações. As obras de Alice Yura\, Azizi Cypriano\, Guilhermina Augusti\, Jeane Terra\, Luna Bastos\, Marcela Cantuária\, Mariana Rocha\, Marilyn Boror Bor\, Natalia Forcada\, Rafaela Kennedy\, Roberta Holiday\, Rosana Paulino\, Suzana Queiroga e Thais Iroko perpassam assuntos ligados à espiritualidade\, em uma relação íntima com as divindades que regem as águas\, à ancestralidade\, em uma perspectiva espiralar e matriarcal\, e à intrínseca relação do feminino com a natureza\, em sua potência de nutrir e transformar. Em conjunto\, encontramos trabalhos que versam sobre o modo como histórias\, memórias e imaginações matrilineares atravessam as barreiras impostas à existência das mulheres. \nEm um contexto social que pretende sufocar\, soterrar e ignorar essa pulsão ambiental\, o fenômeno da tromba d’água surge como uma alusão ao respeito que devemos ter por essa energia impetuosa. Nesta exposição\, as características das águas criam espaço para trilharmos outros percursos na construção de uma sociedade pautada em relações sensíveis entre a humanidade e a natureza. Aqui\, as artistas apresentam propostas que ignoram os obstáculos que poderiam limitar sua agência e abrem os caminhos que um dia estiveram obstruídos. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição \nÉ sobre Justiça Climática\nA América Latina é a segunda região global mais suscetível aos efeitos das mudanças climáticas que acontecem por efeito da ação humana extrativista\, desenvolvimentista e lucrativista. As tempestades\, inundações e enchentes são alguns dos desastres comuns em regiões de climas tropicais. Desde a invasão e colonização europeia\, o conceito estabelecido sobre progresso envolve propostas de urbanização que concretam o que antes eram ferramentas naturais de escoamento de água. Essas propostas também constroem edificações em regiões onde havia afluentes e erguem verdadeiras fortalezas para fazer uso dos recursos naturais\, abusando do consumo de combustíveis fósseis. \nSobre as notícias das inundações recentes no Rio Grande do Sul\, muitas pessoas se sensibilizaram com a trágica perda de vidas\, bens materiais e imateriais das pessoas que tiveram as suas casas dominadas pelas águas. Foram reunidos esforços por meio de doações\, resgates organizados pela sociedade civil e ativação de consciência sobre como ajudar. Entretanto\, em momentos como esse\, torna-se ainda mais importante compreender e cobrar o poder estatal em relação à segurança das populações que vivem ao longo das margens das águas. \nNão é possível ignorar as pautas de justiça climática\, conceito que torna evidente quem são as pessoas que sofrem de forma mais violenta às consequências das catástrofes. Nas periferias de onde se concentra o capital\, habitam as populações mais vulneráveis. Em situações de emergências são essas regiões que sofrerão com maior violência às consequências das ações humanas contra o meio ambiente. \nEsta exposição busca redirecionar a atenção\, evidenciando o respeito fundamental às relações com a natureza e\, principalmente\, as estâncias político-empresariais dessas relações. É urgente a prevenção e a mitigação de futuros desastres ambientais e suas consequências. Assim como se faz necessário coibir qualquer tipo de desmatamento e contenção das ações da modernidade que agem estrategicamente na destruição do ecossistema. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição
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SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
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SUMMARY:"Claudia Andujar e seu Universo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Claudia Andujar. Foto: © Lew Parrella\n\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição inédita faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Paulo Herkenhoff \n\n\n\nA Ciência Moderna – em seus 400 anos desde René Descartes (1596-1650) – trouxe muitas coisas boas para o mundo. Entretanto\, há pelo menos três coisas que só pioram a cada ano: 1) emissão de gases de efeito estufa (e consequente aquecimento global); 2) perda acelerada de biodiversidade (que impacta água\, ar\, terra e saúde humana); e 3) desigualdade social (capital e recursos se concentra nas mãos de poucos). \nA própria Ciência Moderna tem demonstrado inequivocamente que estes três problemas precisam de soluções urgentes para o bem da espécie humana e do planeta. Contudo\, a ação prática nessa direção não tem acompanhado as evidências. Tal fato indica claramente que a Ciência Moderna só não basta para reverter os rumos cada vez mais preocupantes que o mundo tem tomado. Em um mundo em estado de policrise\, não há conhecimento do qual se possa abrir mão\, desde que seja democrático e amoroso. \nA Arte e Espiritualidade\, ao tocarem as emoções\, são essenciais para impulsionar as transformações profundas que a humanidade precisa abraçar. A obra de Claudia Andujar promove justamente esses encontros\, tão necessários quanto inusitados: da informação com a emoção\, do ancestral com o moderno\, do sacro com o transgressor\, do sul com o norte\, do visível com o invisível. O universo que esses diálogos criam é habitado por uma constelação de seres: humanos e mais-que-humanos\, xamãs e mundanos\, urbanos e silvícolas\, retirantes e ficantes\, artistas e cientistas. \nO universo de Claudia antecipa a ciência do amanhã: aquela que emergirá do diálogo entre todas as formas de conhecimento amorosos e democráticos\, sejam eles científicos\, artísticos ou espirituais. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nClaudia Andujar e seu universo: sustentabilidade\, ciência e espiritualidade.\nClaudia Andujar é um paradigma internacional de humanismo construído ao longo de décadas de dedicação a seu trabalho com a fotografia. Seu foco sempre esteve\, sobretudo\, nos segmentos da população brasileira que viveram à margem da vida\, como os migrantes nordestinos\, mulheres\, afrodescendentes e indígenas do Brasil\, entre outros. Nascida numa família judia em 12 junho de 1931 em Neuchâtel na Suíça. Quando ela tinha 5 anos sua família se mudou para a Hungria. Grande parte de sua família era judia. Seu pai foi aprisionado pelos nazistas e morreu num campo de concentração. Com sua mãe\, a jovem Claudia se exilou em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial\, em fuga do Holocausto. Claudine Haas se tornou Claudia Andujar ao se casar com o espanhol Julio Andujar nos Estados Unidos. Em 1955\, ela veio morar em vieram para São Paulo.  \nDesde a infância\, Claudia Andujar escrevia poemas e depois passou a pintar até que descobriu a fotografia.  “Na pintura\, eu me fechava. Na fotografia\, eu me abri” Sua entrega política mais surpreendente foi em prol da mudança da consciência coletiva sobre a violência das formas de hegemonia imperantes no país\, por grupos que chegaram ao ponto de praticar o genocídio\, como no caso dos garimpeiros historicamente espoliados de suas terras e bens e eliminados como povos.  \nPara Claudia Andujar\, a fotografia foi sua arma de “violentação da violência” social\, dimensão tomada emprestada de Michel Foucault. O regime ótico de sua produção foi primeiramente marcado pelo compartilhamento de valores éticos necessários ao olhar de compaixão\, simpatia e aliança com os dominados e à defesa da vida. Só depois\, caberia pensar na excelência estética de sua fotografia.  \nSustentabilidade. A conservacionista Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua produção fotográfica denunciou diante do mundo o genocídio dos povos indígenas da América do Sul\, o genocídio\, a espoliação das terras e dos saberes indígenas\, o garimpo ilegal\, inclusive como o envenenamento dos rios amazônico pelo uso do mercúrio. \nCiência. Aconselhada por Darcy Ribeiro\, Claudia Andujar se encaminhou para documentar sociedades indígenas sobre o prisma do conhecimento antropológico\, incluindo a vida simbólica e a cultura material dos povos originários. Claudia Andujar compõe uma história de mais de 150 anos de emprego da fotografia nesse processo investigativo\, ao lado de Sebastião Salgado\, Milton Guran\, Elza Lima\, entre outros – aqui referidos por conta da dimensão estética de suas imagens. \nEspiritualidade. Em seus primórdios\, algumas sociedades não brancas\, consideravam que a fotografia “roubava a alma” dos retratados. Ademais\, as sociedades indígenas foram catequizadas por missionários católicos\, uma guerra simbólica hoje acirrada pelo exacerbado proselitismo de seitas evangélicas. O delicado respeito ético de Claudia Andujar pelas diferenças e especificidades das crenças resultou numa “arte sacra” sui generis ao registrar com formidável qualidade plástica cerimônias\, adereços ritualísticos\, cerimônias como a da ingestão dos alucinógenos religiosos\, observando teogonias e unidade entre todos os seres que compõe a terra: água\, pedras\, montanhas\, vegetais\, animais\, um reino da natureza no qual os humanos se inscrevem sem hierarquização de qualquer espécie. \nPaulo Herkenhoff\, curador da exposição.
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LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Águas Abertas" no Parque Linear Bruno Covas
DESCRIPTION:Lenora de Barros + Madeeeeira\, “Resetar” (maquete). Foto: Mayra Azzi\n\n\n\n\nSe as margens dos rios são ambientes propícios à ocupação humana desde tempos ancestrais – tanto pelas possibilidades de deslocamento e comunicação que os cursos d’água oferecem quanto pelo fornecimento do recurso mais fundamental para a vida na Terra –\, as águas são um ponto de partida para compreender as dinâmicas sociais e políticas do espaço urbano moderno e contemporâneo. As metamorfoses das grandes cidades nos últimos séculos podem ser estudadas à luz da complexa relação entre natureza e interesses políticos.  \nEm São Paulo\, o Rio Pinheiros passou por transformações entre os anos 1930 e 1970\, com a retificação de seu curso d’água\, a construção de represas e usinas e de vias marginais. Hoje\, o rio passa por outro ciclo de transfiguração\, com grandes empreendimentos imobiliários sendo implementados em suas franjas.  \nO que esse rio nos diz sobre as relações entre as cidades e as águas? Pode um rio sobreviver às grandes cidades? Perguntas como essas são lançadas pelo projeto Águas Abertas\, reunindo instalações artísticas que problematizam e instigam o debate sobre a vida dos rios na cidade de São Paulo\, no Brasil e no mundo. A abertura acontece no sábado 9 de agosto\, das 12h às 17h\, no Parque Linear Bruno Covas\, às margens do Rio Pinheiros. \nCom curadoria de Gabriela de Matos e Paula Alzugaray e curadoria adjunta de João Paulo Quintella e Raphael Bento\, a iniciativa articula intersecções entre arte\, meio ambiente e cidade\, ocupando os 8 quilômetros do Parque Bruno Covas\, na margem oeste do rio Pinheiros\, entre a Ponte Cidade Jardim e o projeto Pomar Urbano em São Paulo. É uma oportunidade de atrair novos públicos ao Parque e marcar as conquistas graduais do programa de despoluição do rio\, que vem sendo executado desde 2019 pela Sabesp\, patrocinadora do projeto. A identidade visual é de Namibia Chroma. \nNas palavras das curadoras\, Águas Abertas tem o intuito de investigar e experimentar as possibilidades da arte de abrir novas perspectivas relacionais entre a cidade e suas dimensões hídricas.  \n“Contrapor-se à tensão dialética entre natureza e cultura\, que estruturou o pensamento antropocêntrico ocidental\, e deixou como legado a crise climática extrema\, é um movimento necessário em um presente de urgências. […] O projeto busca criar uma rede de ideias navegáveis\, considerar como um rio e uma cidade podem sair modificados de um projeto que se propõe um laboratório de pensamento e imaginação\, tendo a arte como agente; imaginar a terceira margem do Rio Pinheiros.” \nA colaboração entre Cinthia Marcelle e o escritório de arquitetura vão é um exemplo de como as relações entre natureza\, cidade e suas populações podem ser abordadas a partir de uma instalação de forma orgânica e relacional. O grupo fez incursões ao Jardim Panorama\, comunidade lindeira do Rio Pinheiros\, que é separada de um condomínio de luxo por um grande muro.  \nPartindo dessa situação e referindo-se ao cerceamento entre populações de poderes aquisitivos diversos\, Cinthia Marcelle e vão criaram uma barricada de blocos cerâmicos na faixa verde do Parque Bruno Covas em que a vegetação é escassa e possibilita visualizar o Jardim Panorama ao fundo. Esse muro-instalação é feito sem argamassa\, permitindo que os moradores da comunidade retirem os blocos cerâmicos empilhados mediante agendamento com a produção\, para construírem paredes de moradias e comércios em vez de muros de contenção. \nTambém Keila-Sankofa partiu da relação com populações ribeirinhas\, dessa vez com pessoas da etnia Pankararu que moram nas imediações do Rio Pinheiros\, para criar sua obra\, composta de performance\, intervenção\, fotografia e vídeo mostrando um ritual afroindígena em relação com as águas. \nA exposição apresenta ainda instalações assinadas por Coletivo Coletores\, Day Rodrigues\, Lenora de Barros e Lúcio Ventania (informações completas abaixo).  \nEncabeçada por duas curadoras\, a seleção privilegiou artistas mulheres\, subvertendo a tradição de construção de monumentos públicos simbólicos do patriarcado\, fosse por seus realizadores ou pela representação de feitos associados a figuras masculinas.  \nAs/os artistas são de cidades como Belo Horizonte (Cinthia Marcelle)\, Santos (Day Rodrigues)\, Manaus (Keila-Sankofa)\, Ravena/Sabará (Lúcio Ventania)\, ou de regiões periféricas de São Paulo (Coletivo Coletores). \nÁguas Abertas tem patrocínio da Sabesp por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet\, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. \nLocal: Parque Linear Bruno CovasMargem oeste do Rio Pinheiros\, entre Ponte Cidade Jardim e Ponte João Dias \nPrincipal acesso pela Usina São Paulo (ver abaixo) \nSegunda a domingo\, das 10h às 17h – Grátis \nAcessos: \nUsina São Paulo – acesso à direita pela via expressa da Marginal Pinheiros na altura do Shopping Cidade Jardim (estacionamento para veículos); Passarela flutuante Usina São Paulo – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 19h; Ponte Cidade Jardim (pedestres e ciclistas); Projeto Pomar Urbano – Av. Guido Caloi n° 551 – JD. São Luiz (pedestres e ciclistas); Ponte João Dias (pedestres e ciclistas); Ponte Laguna (pedestres e ciclistas); Passarela Global – acesso pela via local da Marginal Pinheiros\, defronte ao empreendimento Parque Global (pedestres\, ciclistas e estacionamento para veículos)\, horário de funcionamento do Estacionamento das 6h às 19h; Passarela flutuante Parque Global – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 22h (no momento a passarela encontra-se inoperante por conta de obras do Metrô em Santo Amaro na margem leste da Ciclovia Rio Pinheiros)
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SUMMARY:"Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Rivane Neuenschwander\, “A.E. (Nunca mais Brasil)”\, 2023\nCom abertura no Itaú Cultural (IC) na noite de 13 de agosto – e visitação do público no dia seguinte\, 14\, até 2 de novembro –\, a mostra tem curadoria da pesquisadora (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE) e jornalista Fabiana Moraes e realização da equipe do IC. A exposição se estende pelos três pisos do espaço expositivo da instituição dedicados às mostras temporárias. \nNo conjunto\, Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander apresenta o olhar atento da artista sobre assuntos que vêm movendo os brasileiros na história contemporânea do país – dos anos de 1970 aos atuais. Os suportes artísticos são variados: vídeos\, esculturas\, pinturas\, instalações e desenhos. A inspiração trafega entre registros de manifestações diversas captadas por ela em solo firme\, no espaço das redes sociais\, em sonhos de crianças\, em festas folclóricas e em observações subjetivas capturadas em suas andanças pelo país. \nPISO 1 \nEste andar acolhe duas de suas obras inéditas: Dream.lab/São Paulo\, ainda não vista pelo público brasileiro\, e a estreia de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. A primeira navega pelos sonhos de crianças\, cuja colaboração\, como uma espécie de coautores de produção espontânea\, marca outros trabalhos da artista. Apresentada no museu de arte moderna KinderKunstLabor\, na Áustria\, com curadoria de Mona Jas e Andreas Hoffer\, esta é a primeira montagem da obra no Brasil após um processo de pesquisa denso e específico para a exposição. Resultado de oficinas conduzidas pela equipe de mediação cultural do Itaú Cultural\, ao lado da artista\, com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Abrão de Moraes e da Emef Desembargador Amorim Lima\, as atividades partiram de uma leitura do livro Sonhozzz (editora Salamandra\, 2021)\, de Silvana Tavano e Daniel Kondo\, que também assina as ilustrações. As crianças fizeram exercícios para a produção de desenhos nos quais manifestaram seus sonhos\, desembocando em uma delicada investigação sobre a infância\, o inconsciente coletivo e os sonhos desses brasileiros em crescimento. \nA segunda obra\, Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada\, é um vídeo de cerca de 20 minutos dirigido por Cao Guimarães e Rivane\, que retomam uma parceria já vista na obra Quarta-feira de Cinzas/Epílogo (2006)\, também presente na exposição. O trabalho versa sobre o cordão que lhe dá nome\, fundado por Mestre Zenóbio na Vila de Juaba\, em Cametá\, interior do Pará\, na primeira metade dos anos de 1970. Em um tempo em que a Copa do Mundo e a Transamazônica dominavam as telas e os discursos do regime ditatorial\, Zenóbio enchia uma pequena embarcação com representações de animais de países e climas distintos para chamar a atenção para a preservação da natureza\, em um cortejo que se repete todos os anos no Carnaval das Águas (tradição centenária da cultura paraense). Rivane e Cao registraram o mais recente\, resultando neste filme que mescla sonho e susto\, beleza e plástico jogado fora\, ontem e agora. A trilha é da dupla performer brasileira O Grivo\, que também aparece em trabalhos como Erotisme. \nAinda fazem parte deste piso Atrás da porta e L.L. (O vendedor de furos). A primeira é de 2007\, uma serigrafia sobre madeira composta de 140 peças de dimensões variadas com desenhos e rabiscos\, que a artista foi capturando ao longo dos anos nas portas de banheiros públicos. De 2023\, a segunda reúne pequenas esculturas\, que se espalham pelos três andares da exposição. A obra é baseada em uma memória de infância de L.L.\, amiga de Rivane\, na qual ela imaginava um comerciante que ganhava dinheiro vendendo buracos\, e faz uma conexão precisa sobre o mundo em que vivemos na atualidade. \nPISO -1 \nAqui\, o público encontra mais dois trabalhos inéditos: As Insubmissas e Perversos\, marcianos\, canibais e alienados. Uma ema antifascista\, um tubarão verde com lenço amarelo pronto para atacar\, arapongas e tigrinhos\, entre outros\, representam personagens que falam da história mais recente do país. Somando os dois conjuntos\, são 23 figuras\, entre bichos\, frutas\, plantas na composição desses bonecos\, feitos de tecido\, papel machê\, garrafas de vidro\, bordados e outros materiais. \nAs Insubmissas reúne os personagens A Ativista; O Brasil; O Comunista; O Socialista; A Anti-fascista e O Ministro. Em Perversos\, marcianos\, canibais e alienados estão A Agência de Vigilância; A Alta Patente; A Emenda Parlamentar; A Força Aérea Expedicionária; A Funcionária Fantasma; A Inflação; A Patriota; O Algoritmo; O Autocrata; O Deputado Federal; O Empresário; O Jogo de Apostas; O Magnata da Fé; O Oligarca; O Tarifaço e O Tecnocrata. \nEstes trabalhos derivam da obra O alienista (2019)\, atualmente exposta no Instituto Inhotim e baseada no livro de Machado de Assis. Nela\, estão personagens como O Orador de Sobremesas\, O Juiz de Fora\, O Terraplanista\, O Barbeiro\, A Viúva e João de Deus (personagem de O alienista\, de Machado de Assis)\, entre outros. \nTambém está neste piso o vídeo digital Enredo\, produzido por Rivane em 2016 com o neurocientista Sérgio Neuenschwander. O audiovisual se inspira na coletânea de contos populares do Oriente Médio As Mil e Uma Noites (edição em português) para acompanhar uma aranha tecendo a sua teia com o seu fio entremeado por confetes feitos de pequenos trechos do livro\, entre palavras que atravessam o seu caminho e ao som de um tamburello (versão italiana da pandeireta) tocado pelo cantor e compositor Domenico Lancellotti.   \nNeste andar\, ainda\, o público encontra mais um vídeo de Rivane e Cao Guimarães: Quarta-feira de Cinzas/Epílogo\, realizado em 2006. O filme de 10 minutos articula a folia em fim de festa. A obra Repente\, de 2016\, apresenta etiquetas de tecido bordadas\, painel de feltro\, caixas de madeira\, alfinetes de cabeça e de segurança\, em um trabalho que a artista vem atualizando ao longo dos anos com novas palavras de ordem em um remix de protestos\, mobilizações e lutas dos brasileiros.  \nNo trabalho Noites árabes (2008)\, ela evoca a claridade volátil da Lua mobilizando um número palíndromo\, assim como na obra Enredo\, as Mil e Uma Noites de Sherazade. Aqui\, o rolo de filme de 16 milímetros se desdobra em 1.001 pequenos furos atravessados pela luz\, entre 1.001 noites\, histórias e recomeços.  \nÀ espreita\, acrílica sobre papel preto acid free\, reúne 24 pinturas que investigam tanto o lado psicanalítico quanto político do medo. Rivane vem investigando há anos a infância como um lugar também político. Neste trabalho ela exibe formas sombrias desenhadas pelas próprias crianças\, a partir de oficinas realizadas na pesquisa O nome do medo. As formas remetem a monstros\, fantasmas e espíritos que além de viverem nas casas\, habitaram porões e delegacias no período ditatorial brasileiro. \nPISO -2 \nApocaplástico\, obra exibida com destaque neste andar\, também é inédita. Trata-se de uma escultura composta de madeira\, massa e tinta acrílica\, corda\, plástico e papel\, com dimensões variadas. Tem origem na viagem que a artista fez ao lado de Cao Guimarães\, na região do rio Tocantins\, para a produção de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. Lá\, Rivane observou uma grande quantidade de plásticos e outros materiais jogados após o Carnaval\, cujas imagens aparecem no vídeo e nestas obras. \nA artista também anotou pontos de reflexão sobre o projeto de colonização dos interiores do norte do país\, que segue firme e cada vez mais forte por meio da religião\, e as depositou em Apocaplástico. A localidade é a que abriga mais templos religiosos no país – 459 deles a cada 100 mil habitantes; mais do que hospitais e escolas. \nTambém neste andar\, Notícias de jornal (…)\, de 2025\, expõe o noticiário cotidiano – em especial os tantos casos de feminicídio – em uma série de cinco novas pinturas baseadas em ex-votos – sem santos\, mas com sangue. São elas: Notícias de Jornal (Simone)\, Notícias de Jornal (Natália)\, Notícias de Jornal (Érica)\, Notícias de Jornal (Jaciara) e Notícias de Jornal (Suely)\, todas realizadas neste ano. \nEm A conversação (2010-2025)\, Rivane se inspirou no filme homônimo dirigido por Francis Ford Coppola em 1974. Nesta instalação composta de papel de parede\, carpete\, forro para carpete\, cola\, gravadores de áudio\, aparelho de som e alto-falantes\, também de dimensões variadas\, o mote é a paranoia da espionagem\, que transforma todos em suspeitos e alvos – dos celulares e drones\, da entrega e monetização dos dados de cada pessoa\, notícias sobre grupos e pessoas espionados pela gestão federal encerrada em 2022. Neste trabalho\, há escutas escondidas no assoalho e nas paredes e microfones camuflados. \nM.C. (Sete Exu da Lira/Chacrinha)\, de 2025\, é um bordado de miçangas e lantejoulas sobre sarja de algodão. O trabalho vai buscar o Brasil de 1971 – quando\, em pleno governo militar\, os brasileiros assistiam ao programa do Chacrinha aos domingos. Ele tem foco especialmente no último domingo de agosto daquele ano\, no qual a umbandista Mãe Cacilda de Assis recebia a entidade Seu Sete Rei da Lira e promovia um transe coletivo no programa da TV Globo (e\, depois\, no famoso show de Flávio Cavalcanti\, na TV Tupi). Andrógina\, negra e à frente de uma prática não cristã\, Mãe Cacilda se tornou alvo do discurso moralista e racista das mais poderosas representantes do catolicismo conservador do país. \nNo vídeo Erotisme\, produzido por Rivane em 2014\, a trilha sonora é de O Grivo. Nele\, uma mão interpreta o alfabeto desobedecendo a sua sombra. Entre umas imagens e outras\, vão aparecendo palavras em francês\, usuais ou inventadas\, riscadas a canivete na madeira: masturber\, nidifier\, occulter (masturbar\, aninhar\, ocultar)\, entre outras. A obra faz referência direta ao verbete “erotismo”\, atribuído a Georges Bataille\, na obra surrealista Le memento universel Da Costa\, e passeia por dualidades do sexo\, visto como prazer ou arma; gozo ou ferida\, remetendo à violação. \nM.F. (Road trip)\, de 2015\, poderia ser resumido como um buraco de 1 x 2 cm feito na parede\, para exalar o cheiro de gasolina. Mas é muito mais do que isso. Trata-se de uma referência ao Brasil militar-desenvolvimentista e suas grandes estradas que cortaram aldeias e florestas\, já a partir da década de 1970. \nEm A.E. (Nunca mais Brasil)\, de 2023\, uma tapeçaria de 1\,70m x 1\,70m\, Rivane apresenta uma costura de retalhos de medos e lembranças\, infância e geografia\, arquivos e pavores: monstros e nomes de locais que serviram como espaços de tortura e desova de corpos\, em uma referência ao livro Brasil: Nunca Mais (1985; editora Vozes) – organizado por Dom Paulo Evaristo Arns\, Hélio Bicudo e Jaime Wright\, reúne documentos de episódios de tortura durante a ditadura militar no Brasil. Aqui\, a artista mescla a pesquisa O nome do medo (iniciada em 2015) a outro tema que demarca suas investigações: o regime autoritário que por duas décadas enterrou pessoas em locais como a Ponta da Praia (RJ). \nR.R. (90 milhões em ação)\, de 2025\, também remete aos anos de 1970\, quando o Brasil conquistou o tetra na Copa de Futebol\, com jogadores como Pelé\, Rivelino\, Tostão\, Gerson e Jairzinho em campo. A vitória foi capitalizada pelo governo Médici (1969-1974) e embalada pela marchinha de Miguel Gustavo transformada em uma espécie de hino: “Noventa milhões em ação / Pra frente\, Brasil\, do meu coração”. Nas telas brilhava o Canal 100\, fundado em 1957 pelo produtor Carlos Niemeyer\, que exibia zooms de rostos em sua maioria desconhecidos acompanhando partidas de futebol enquanto\, longe das câmeras\, gestões autoritárias sequestravam\, torturavam e matavam. 
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LOCATION:Itaú Cultural\, Av. Paulista\, 149 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Tempurã" de Juliana dos Santos na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Fotos no Atelie de Juliana so Santos no dia 05/08/2025 para Pinacoteca de São Paulo. Créditos: Levi Fanan\n\n\n\n\nSão Paulo\, 19 de agosto – Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, tem o prazer de anunciar o lançamento de um programa anual de residência artística em parceria com a CHANEL\, dedicado a fortalecer e impulsionar as trajetórias criativas de mulheres artistas. \nEssa nova iniciativa estreia com a aclamada artista visual Juliana dos Santos (1987\, São Paulo\, Brasil)\, cujo trabalho inovador estabelece pontes entre arte e educação. Sua primeira exposição individual em uma instituição\, intitulada Temporã\, será inaugurada em 23 de agosto na Galeria Praça\, localizada no edifício da Pina Contemporânea. \nAnualmente\, a residência selecionará uma artista mulher de destaque — atuando em qualquer disciplina ou linguagem —\, oferecendo mentoria especializada por meio da rede CHANEL Art Partners e uma plataforma para o desenvolvimento de sua prática artística. O programa inclui também uma exposição individual na Pinacoteca\, promovendo visibilidade e apoio fundamentais às vozes criativas femininas. \nA prática artística de Juliana dos Santos é marcada pela pesquisa do pigmento azul extraído da flor Clitoria ternatea\, que a artista utiliza como lente poética para explorar a cor como experiência sensorial. Sua pesquisa transita entre arte\, história e educação\, com foco especial nas estratégias desenvolvidas por artistas negras para transpor os limites tradicionais da representação. \nPara sua exposição na Pinacoteca\, dos Santos amplia sua investigação a outros pigmentos naturais\, como a catuaba\, a erva-mate e o pau-brasil\, criando pinturas vibrantes e fluidas que convidam o público a experimentar a cor de maneira renovada. \n“Juliana dos Santos explora os limites da abstração e do tempo. A partir do azul da flor\, a artista ancora sua obra na impermanência: o pigmento natural oxida com o tempo\, transformando-se diante dos olhos do público. Sua obra é\, assim\, dinâmica e performativa: ela semeia a cor sobre a superfície pictórica\, que então segue seu próprio caminho imprevisível\, como um rio que corre e deságua em um oceano de possibilidades”\, explica a curadora Lorraine Mendes. \nEste programa de residência reflete o compromisso compartilhado entre a Pinacoteca e a CHANEL em fomentar a expressão criativa e amplificar as vozes de mulheres artistas\, no Brasil e além.
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SUMMARY:"Transe" na Gomide&Co
DESCRIPTION:Rubens Gerchman\, “Olho”\, 1967. Foto: Edouard Fraipont\n\n\n\n\nA Gomide&Co apresenta Transe\, coletiva organizada em parceria com Fernando Ticoulat\, que também assina o texto crítico da exposição. A abertura da mostra acontece no dia 30 de agosto (sábado)\, às 15h\, e segue em exibição até 15 de novembro. \nTranse reúne artistas de diferentes gerações e abordagens – como Luiza Crosman\, Antonio Dias\, Rubens Gerchman\, Karla Knight\, Montez Magno\, Cildo Meireles\, Mira Schendel\, Camile Sproesser\, Megumi Yuasa\, entre outros –\, propondo um percurso que investiga como as práticas artísticas se constituem como meio ativo de reorganização dos sentidos\, da linguagem e da percepção. A partir de trabalhos em diferentes linguagens e suportes\, a exposição observa como processos técnicos e simbólicos dão estrutura à produção artística e estabelecem vínculos com transformações históricas\, culturais e tecnológicas. “A arte é um campo de condensação energética em forma sensível\, do cósmico no íntimo: recebe forças\, reorganiza o tempo\, refaz o mundo. É um objeto tecno-estético imanente\, não se coloca fora do mundo\, mas o reconfigura a partir de suas entranhas: energia\, matéria\, desejo\, linguagem”\, comenta Ticoulat. \nO conceito parte da noção de que toda forma sensível é também uma forma de energia em organização. Mais do que transmitir mensagens ou representar narrativas\, as obras reunidas na exposição operam por transformação: elas reorganizam energia em forma\, emoção em estrutura\, matéria em linguagem. No lugar de apresentar significados prontos\, cada trabalho se constrói como um sistema em movimento\, no qual diferentes elementos – visuais\, materiais\, técnicos ou afetivos – se articulam em composições abertas e dinâmicas. O que se vê são formas que se atualizam diante do olhar: estruturas que vibram\, imagens que condensam tempo\, gestos que convidam à escuta. A exposição propõe\, assim\, um mergulho em processos artísticos que não apenas representam o mundo\, mas que o refazem sensivelmente. \nEntre as obras em exibição\, destacam-se as duas pinturas em grande formato de Camile Sproesser\, criadas especialmente para a ocasião. Com dimensões de 5 x 5 metros cada\, as obras serão instaladas nas vitrines da galeria voltadas para a rua\, estabelecendo um diálogo entre o espaço interno e o exterior. Intituladas respectivamente O dia e A noite\, as pinturas celebram os ciclos da natureza por meio de símbolos solares e lunares\, refletindo sobre a dualidade entre razão e instinto\, claridade e sombra. Outro destaque é o site-specific proposto por Luiza Crosman para a pilastra central da galeria\, concebida como um símbolo de ascensão espiritual e conexão entre terra e céu. Inspirada pela imagem da Escada de Jacó\, presente na tradição alquímica e religiosa\, a obra explora a ideia de uma alquimia contemporânea\, na qual elementos materiais e simbólicos são utilizados para refletir sobre a crise ambiental\, a espiritualidade não religiosa e a transformação subjetiva do ser humano. \nA exposição se desenvolve a partir de ideias recorrentes\, como a relação entre energia e materialidade\, a articulação entre natureza e técnica e o papel da arte na produção de sentido\, mas evita se organizar em seções temáticas ou cronológicas. O que se propõe é um ambiente de relação entre obras que operam em registros distintos\, mas compartilham o interesse por processos de transformação. Ao abordar questões ligadas ao tempo\, à informação\, à matéria e à percepção\, a mostra propõe uma leitura expandida da arte como um campo de operações simbólicas que participa ativamente da construção subjetiva e sensível do mundo contemporâneo. O título da exposição reforça esses aspectos ao explorar o duplo sentido da palavra “transe”: por um lado\, o substantivo que remete a um estado alterado de consciência; por outro\, o verbo no imperativo que possui conotações de natureza sexual. \nTranse acontece durante a 36ª Bienal de São Paulo\, inserindo-se no ciclo de exposições dedicadas à discussão de temas relacionados à América Latina realizadas pela Gomide&Co na época de um dos principais eventos artísticos globais. Em 2018\, a galeria apresentou Estratégias conceituais\, mostra com um recorte de obras vinculadas à arte conceitual produzida no continente sul-americano durante regimes ditatoriais. Em 2021\, foi realizada Nosso Norte é Sul\, exposição que colocou em diálogo peças têxteis ancestrais do período pré-colombiano com obras concretas\, neoconcretas e contemporâneas da América Latina. Já em 2023\, a galeria exibiu O curso do Sol\, onde foram abordadas narrativas ligadas à diáspora japonesa na América Latina por meio de obras de artistas nipo-diaspóricos e de artistas latino-americanos cujas práticas dialogam com a cultura visual japonesa a partir de referências culturais e políticas locais. \nA coletiva Transe reúne obras dos artistas:Hércules Barsotti (1914–2010)\, Waltercio Caldas (1946)\, Luiza Crosman (1987)\, Antonio Dias (1944–2018)\, Yolanda Freyre (1968)\, Rubens Gerchman (1942–2008)\, Karla Knight (1958)\, Montez Magno (1934–2023)\, Cildo Meireles (1948)\, Tomie Ohtake (1913–2015)\, Abraham Palatnik (1928–2020)\, José Resende (1945)\, Mauro Restiffe (1970)\, Mira Schendel (1919–1988)\, Camile Sproesser (1985)\, Amelia Toledo (1926–2017)\, Megumi Yuasa (1938).
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SUMMARY:"Harmony Hammond + Ivens Machado" no auroras
DESCRIPTION:Obra de Harmony Hammond – Divulgação\n\n\n\n\nA exposição Harmony Hammond + Ivens Machado propõe um diálogo inédito entre a obra de Ivens Machado (1942–2015)\, figura central da arte brasileira dos anos 70\, 80 e 90\, e Harmony Hammond (1944)\, artista\, escritora e curadora independente estadunidense\, pioneira do movimento feminista nos Estados Unidos no início dos anos 70. A mostra articula as fronteiras entre corpo\, materialidade e política. \nAs obras reunidas – esculturas\, pinturas\, relevos e fotografias produzidas entre 1973 e 2023 – desafiam categorias formais e empregam elementos como concreto\, ferro\, gaze\, latex e cera. Essas construções evidenciam a fisicalidade da matéria por meio de procedimentos incisivos\, evocando a violência como operação tanto conceitual quanto visual. Enquanto Machado explora o corpo como território de tensões biológicas e materiais\, Hammond atua na fricção entre processos visuais e militância política. Ambos abordam a vulnerabilidade do corpo humano e a instabilidade material\, criando obras abstratas de aspectos ambíguos\, entre a ferida e o curativo\, a ruína e a construção. \nAo colocar esses dois artistas em diálogo\, a mostra não apenas cria pontes entre geografias distintas\, mas também evidencia a arte como ferramenta de ruptura e resistência. A exposição propõe um encontro possível entre corpos que\, mesmo distantes no espaço\, compartilham uma sensibilidade comum frente às estruturas de opressão. \nA exposição é realizada em colaboração com as galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Alexander Gray Associates.
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SUMMARY:"Aqui-lá" – MAM São Paulo encontra Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Megumi Yuasa\, “Semente”\, 1975. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini\n\n\n\n\nCom curadoria conjunta\, assinada pelas duas instituições – Cauê Alves e Gabriela Gotoda\, do MAM São Paulo\, e Ana Roman e Paulo Miyada\, do Instituto Tomie Ohtake –\, a coletiva Aqui-lá aborda identidades e culturas que não se restringem a um território único\, mas se constroem em múltiplos lugares simultaneamente – o “aqui” e o “lá” interligados. \n“Para o poeta Édouard Glissant\, ao contrário do que alguns afirmam\, a diversidade resultante dos movimentos entre territórios enriquece a experiência dos lugares\, colocando-os em relação com todas as línguas e lugares do mundo. Partindo dessa premissa\, a exposição propõe um exercício de escuta e aproximação\, em que as obras da coleção do MAM são reunidas a partir do cruzamento de rastros – ora em ressonância\, ora em desvio. Mais do que ilustrar deslocamentos\, as obras os incorporam como matéria\, gesto e pensamento”\, afirmam os curadores da mostra. \nA lista de obras apresenta Anna Bella Geiger\, Carla Zaccagnini\, Emmanuel Nassar\, Hudinilson Júnior\, Ivens Machado\, Judith Lauand\, León Ferrari\, Lívio Abramo\, Lothar Charoux\, Lourival Cuquinha\, Lydia Okumura\, Madalena Schwartz\, Maureen Bisilliat\, Megumi Yuasa\, Nazareth Pacheco\, Paulo Bruscky\, Rafael França e Sara Ramo. O conjunto de trabalhos aborda\, por diferentes caminhos\, questões relacionadas à alteridade\, aos deslocamentos e fluxos diaspóricos e migratórios e aos processos de permanência e transformação das identidades nesses contextos. \nO programa MAM São Paulo encontra Instituto Tomie Ohtake nasce do diálogo entre duas organizações comprometidas com a ampliação do acesso à arte e com o fortalecimento de sua dimensão pública. Mais do que uma ação pontual motivada pelo fechamento temporário da sede do MAM para a reforma da Marquise do Parque Ibirapuera\, o projeto integra um ciclo de cooperação que promove circulação de acervos\, intercâmbio de saberes e experiências curatoriais e educativas compartilhadas.
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SUMMARY:"A terra\, o fogo\, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Wifredo Lam\, “Arbre de plume”\, do álbum Pleni Luna\, 1974. Coleção Édouard Glissant\n\n\n\n\nO Ministério da Cultura\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet)\, e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição A terra\, o fogo\, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant\, que conta com o patrocínio do Nubank\, Mantenedor Institucional do Instituto Tomie Ohtake\, da SKY\, na cota Bronze\, e da Fundação Norma y Leo Werthein\, na cota Apoio. Concebida como um museu em movimento e dedicada à obra e ao pensamento do poeta\, filósofo e ensaísta martinicano Édouard Glissant (1928–2011)\, a exposição integra a Temporada França-Brasil 2025 como um de seus principais destaques. A iniciativa de intercâmbio cultural é promovida pelo Instituto Francês e pelo Instituto Guimarães Rosa (Itamaraty)\, com o apoio de um comitê formado por 15 empresas: Engie\, LVMH\, ADEO\, JCDecaux\, Sanofi\, Airbus\, CMA CGM\, CNP Seguradora\, L’Oréal\, TotalEnergies\, Vinci\, BNP Paribas\, Carrefour\, VICAT e SCOR. Com curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada\, a mostra é uma realização do Instituto Tomie Ohtake\, correalização do Mémorial ACTe\, do Édouard Glissant Art Fund e do Institut Tout-Monde\, além de parceria com o CARA — Center for Art\, Research and Alliances e apoio institucional do Institut Français. \nParte da pesquisa de longo prazo do Instituto Tomie Ohtake em torno da produção de memória\, a exposição dá sequência a iniciativas recentes como a mostra Ensaios para o Museu das Origens (2023) e o seminário “Ensaios para o Museu das Origens – Políticas da memória” (2024)\, que reuniu representantes de museus\, arquivos e comunidades em um intenso debate sobre preservação e cidadania. \nCom seu título inspirado na antologia poética La Terre\, le feu\, l’eau et les vents (2010)\, organizada pelo escritor martinicano\, a mostra ensaia o que seria um “Museu da Errância”. Errância é uma vivência da Relação: recusa filiações únicas e propõe o museu como arquipélago – espaço de rupturas\, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Contra genealogias rígidas\, propõe-se uma memória em trânsito\, feita de alianças provisórias\, traduções e tremores – um processo institucional movido pelo encontro entre tempos\, territórios e linguagens. Ainda que Glissant tenha deixado fragmentos de sua visão para um museu do século 21\, não chegou a concretizá-lo. A curadoria imagina como poderia ser esse Museu da Errância em uma mostra de múltiplas camadas e conexões inesperadas entre obras\, documentos e paisagens. As duas ideias-chave da organização da montagem da exposição são a palavra da paisagem e a paisagem da palavra\, concebidas a partir da concepção de Glissant de “parole du paysage”. Como apontam em texto\, “No primeiro caso\, o território infiltra-se na fala; no segundo\, a linguagem se projeta no espaço\, convertendo signos\, letras e códigos em relevo\, clima ou correnteza”. Para o poeta\, a paisagem não é apenas cenário externo\, mas força ativa que molda memórias\, gestos e linguagens. \nAlém disso\, estão presentes em frases\, manuscritos e entrevistas do autor outras ideias como Todo-mundo\, crioulização\, arquipélago\, tremor\, opacidade\, palavra da paisagem e aqui-lá. Para a curadoria\, que trabalhou em contínuo diálogo com Sylvie Séma Glissant\, trata-se de um arco de assuntos interligados com profunda relevância no mundo contemporâneo\, que mais uma vez se vê permeado por discursos e medidas de intolerância perante o diverso e incapaz de criar canais de escuta dos Elementos naturais e das paisagens ameaçados de destruição. \nÉ nesse horizonte que se apresenta\, pela primeira vez no Brasil\, parte da coleção pessoal reunida por Glissant e atualmente preservada no Mémorial ACTe\, em Guadalupe. O conjunto inclui pinturas\, esculturas e gravuras de artistas com quem o pensador conviveu e sobre os quais escreveu\, como Wifredo Lam\, Roberto Matta\, Agustín Cárdenas\, Antonio Seguí\, Enrique Zañartu\, José Gamarra\, Victor Brauner e Victor Anicet\, entre outros. São artistas de crescente reconhecimento internacional\, que viveram trajetórias de diáspora e imigração\, e produziram em trânsito entre línguas\, linguagens\, paisagens e histórias múltiplas. Trata-se de um valioso recorte da produção artística da segunda metade do século 20\, que lida com o imaginário\, a figuração\, a linguagem e as grafias como recursos carregados de traços de memória\, identidade e invenção. \nÀ coleção de obras somam-se documentos\, cadernos\, vídeos e fragmentos de textos e entrevistas de Glissant\, igualmente inéditos. Entre eles\, destaca-se o Caderno de uma viagem pelo Nilo (1988) – com notas e desenhos em fac-símile – que vai além do registro de viagem para se tornar um exercício poético-filosófico\, no qual o autor questiona a ideia de uma origem única e propõe a noção de origens múltiplas. A mostra apresenta também trechos da extensa entrevista concedida em 2008 a Patrick Chamoiseau\, escritor martinicano e parceiro intelectual de Glissant\, da qual resultou o monumental Abécédaire. O público poderá conferir dezessete verbetes selecionados pela curadoria\, exibidos em seis monitores distribuídos pela exposição. Esses materiais revelam como o poeta elaborava suas ideias no cruzamento entre escrita\, oralidade e imagem. \nEste extenso e rico acervo é apresentado em diálogo com trabalhos de mais de 30 artistas contemporâneos das Américas\, Caribe\, África\, Europa e Ásia — nomes como Chico Tabibuia\, Emanoel Araújo\, Federica Matta\, Frank Walter\, Julien Creuzet\, Manthia Diawara\, Melvin Edwards\, Sheila Hicks\, Rebeca Carapiá\, Pol Taburet\, Tiago Sant’Ana\, entre outros — que convocam o público a experimentar\, de forma sensorial\, o entrelaçamento entre paisagem\, linguagem e memória. Nas palavras dos curadores: “Entre as peças selecionadas há partituras visuais que serpenteiam pelas paredes como cordilheiras\, vídeos em que frases viram espuma marítima e instalações sonoras que transformam poemas em ar e vibração”. Parte dessa proposta inclui ainda obras especialmente comissionadas para a exposição\, realizadas por Aislan Pankararu\, Pedro França e Rayana Rayo\, do Brasil\, e por Arébénor Basséne\, Hamedine Kane\, Nolan Oswald Dennis\, Pol Taburet\, Kelly Sinnapah Mary e Tarik Kiswanson\, de diferentes contextos internacionais\, ampliando as vozes e perspectivas que atravessam a mostra. \nPara setembro\, está programado o lançamento de um catálogo\, em português e em inglês – cuja edição em inglês está sendo coeditada pelo CARA – que reúne textos das instituições parceiras\, ensaio curatorial de Ana Roman e Paulo Miyada\, verbetes sobre os artistas participantes\, além da transcrição de trechos do Abécédaire. O volume inclui também o manuscrito Caderno de uma viagem pelo Nilo\, de Glissant\, assim como legendas técnicas e ficha detalhada da exposição. Em novembro\, no Instituto Tomie Ohtake\, a programação se completa com um seminário com a participação de alguns dos artistas da exposição e com importantes intelectuais que dialogam com a obra de Glissant. \nO projeto contempla\, ainda\, uma residência artística na Martinica\, realizada em agosto de 2025\, com a participação de Rayana Rayo e Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). Os frutos dessa vivência\, que conta com o apoio da Coleção Ivani e Jorge Yunes e do Instituto Guimarães Rosa\, darão origem a intervenções em diálogo com a coleção de arte africana do MON – Museu Oscar Niemeyer\, em Curitiba. O evento também integra a Temporada França Brasil. No primeiro semestre de 2026\, a exposição tem itinerância prevista para Nova York\, no CARA — Center for Art\, Research and Alliances. \nLista completa de artistas participantes: \nAgustín Cárdenas\, Aislan Pankararu\, Amoedas Wani e Patrice Alexandre\, Antonio Seguí\, Arébénor Basséne\, Cesare Peverelli\, Chang Yuchen\, Chico Tabibuia\, Eduardo Zamora\, Emanoel Araújo\, Enrique Zañartu\, Ernest Breleur\, Etienne de France\, Federica Matta\, Flavio-Shiró\, Florencia Rodriguez Giles\, Frank Walter\, Gabriela Morawetz\, Geneviève Gallego\, Gerardo Chávez\, Hamedine Kane\, Irving Petlin\, Jean-Claude Garoute (Tiga)\, José Gamarra\, Julien Creuzet\, Kelly Sinnapah Mary\, M. Emile\, Manthia Diawara\, Mélinda Fourn\, Melvin Edwards\, Minia Biabiany\, Nolan Oswald Dennis\, Öyvind Fahlström\, Pancho Quilici\, Paul Mayer\, Pedro França\, Pol Taburet\, Raphaël Barontini\, Rayana Rayo\, Rebeca Carapiá\, Roberto Matta\, Serge Hélénon\, Sheila Hicks\, Sylvie Séma Glissant\, Tarik Kiswanson\, Tiago Sant’Ana\, Victor Anicet\, Victor Brauner\, Wifredo Lam\, Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). 
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SUMMARY:"Amor Supremo" de Pegge na MITS Galeria
DESCRIPTION:“O Mensageiro”\, de Pegge. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\n\n\nEm 04 de setembro\, a Galeria MITS\, pela segunda vez\, abre as portas para a nova individual do Pegge\, a exposição “Amor Supremo”\, que entrelaça pintura\, sonoridades e experiências periféricas numa poética de liberdade espiritual. \nDesdobramento de sua mostra anterior\, Jazzmatazz – todos meus manos ouvem jazz\, o projeto mergulha no universo complexo da musica instrumental negra brasileira e do mundo\, tendo a imaginação radical como ferramenta de auto-investigação afetiva e insurgente. \nCom obras inéditas\, “Amor Supremo” tem a curadoria assinada por Nathalia Grilo\, e expande a pesquisa de Pegge sobre cor\, gesto e ritmo\, evocando ressonâncias visuais que dialogam com as obras de John Coltrane e Moacir Santos. A exposição apresenta outras camadas do pensamento conceitual do artista e propõe\, por meio da construção de paisagens sonoras e surrealistas\, uma travessia de devoção\, memoração e intuição criativa\, afirmando a potência da arte como território de encontro com as poderosas forças que guiam o fazer criativo. \nReconhecida por seu olhar sensível e curatorial voltado para novas vozes da arte contemporânea\, a Galeria MITS reafirma seu compromisso em revelar talentos que ressignificam o presente. Ao apostar em Pegge desde os primeiros momentos de sua trajetória\, a MITS destaca a potência singular de sua obra\, que hoje o coloca como um dos artistas mais jovens a integrar o acervo do MASP. Sua presença no portfólio da galeria não apenas reforça a relevância de sua pesquisa artística\, mas também traduz o propósito da MITS de construir diálogos consistentes entre a produção periférica\, a memória coletiva e os movimentos globais da arte. \nArtista visual e músico autodidata de Ermelino Matarazzo\, na Zona Leste de São Paulo\, Pegge transita entre pintura e música que mescla elementos do jazz\, hip hop\, mangás e símbolos afro-brasileiros\, criando uma estética que combina figuração e simbolismo\, através da construção temática da identidade\, representatividade e ancestralidade. \n“Eu opero como uma espécie de médium\, um tradutor ativo de frequências\, e converto vibrações em paisagens cromáticas onde o som já não é representado\, mas encarnado”\, destaca Pegge. \nEm sua pesquisa liminar\, a pintura já não é a música\, ela se tornou sonora. Entre óleos e sons\, seu ateliê funciona como altar e laboratório\, em que pincéis\, tintas\, cabos e pedais coexistem como extensões de um mesmo ritual. Uma partitura visual onde óleo e tela pulsam como membranas ressonantes. \nA mostra marca o amadurecimento de uma trajetória que entrelaça o spiritual jazz como oração\, o nu soul como respiração e a música brasileira como raiz\, filtrados pela vivência de um artista nascido nas periferias de São Paulo. Em diálogo com referências como Moacir Santos e John Coltrane\, Pegge constrói uma poética de reverência\, memória e futuridade. \nSe em Jazzmatazz (2024) explorava os personagens por trás dos sons\, agora torna-se canal dessas forças. “Amor Supremo” estrutura-se como uma ópera em três atos\, das composições terrenas às paisagens metafísicas\, em que cores e símbolos reverberam como notas\, desafiando a separação entre pintura e música. A instalação sonora\, composta por trechos de um EP em preparação\, amplia a experiência em uma narrativa pluriversal que transforma a escuta em corpo e o olhar em vibração. \nMais do que um pintor que faz música\, ou um músico que pinta\, Pegge se apresenta como artista devocional\, dissolvendo fronteiras entre artes visuais e sonoras. Suas telas funcionam como registros de performances íntimas\, em que cada pincelada ecoa como um staccato\, cada mancha de cor como um glissando congelado no tempo. Ao fundir Coltrane com Ermelino Matarazzo\, o experimentalismo brasileiro com a tradição negra estadunidense\, o artista propõe uma travessia estética e espiritual\, evocando zonas de encontro\, dignidade e liberdade.
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SUMMARY:“Histórias da ecologia” no MASP
DESCRIPTION:Aycoobo Wilson Rodríguez\, “Calendário”\, 2024. Acervo MASP\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta Histórias da ecologia\, de 4 de setembro a 1 de fevereiro de 2026. A coletiva internacional ocupa todos os espaços expositivos do Edifício Pietro Maria Bardi e reúne mais de 200 obras de artistas\, ativistas e movimentos sociais de 28 países\, como Colômbia\, Islândia\, Japão\, Nova Zelândia\, Peru e Turquia. A exposição investiga a ecologia como uma rede de relações entre seres vivos e o mundo que habitam\, colocando em diálogo trabalhos de comunidades\, territórios e ecossistemas de diferentes locais ou períodos. \nA escolha curatorial se afasta da concepção de uma natureza apartada da sociedade ou que compreende o ser humano como hierarquicamente superior. “É comum que meio ambiente e ecologia sejam tratados como sinônimos. No entanto\, escolhemos ecologia para abranger um sistema de relações entre humanos e mais que humanos — animais\, plantas\, rios\, florestas\, montanhas\, fungos e minerais. Não conseguimos pensar a natureza separada do humano”\, diz André Mesquita\, curador\, MASP. \nA curadoria de André Mesquita e Isabella Rjeille\, curadores\, MASP\, revela perspectivas artísticas em comum a respeito da ecologia ou de enfrentamentos aos efeitos da crise climática global\, propondo uma reflexão política sobre o tema ao evidenciar o fator humano e as implicações de marcadores sociais da diferença\, como gênero\, raça e classe. A exposição é dividida em cinco núcleos temáticos que seguem uma ordem linear: Teia da vida; Geografias do tempo; Vir-a-ser; Territórios\, migrações e fronteiras; e Habitar o clima.  \nTeia da vida aborda diferentes percepções dessa rede de inter-relações — das cosmovisões indígenas às disputas por poder\, influência e território. A obra The Political Life of Plants (2021) retrata complexos entrecruzamentos entre as plantas e outros seres. O vídeo acompanha o artista Zheng Bo (China\, 1974) em uma caminhada por uma floresta de faias em Bradenburgo\, na Alemanha. Durante o percurso\, Bo conversa com os cientistas Matthias Rillig\, especialista em biodiversidade e ecologia do solo\, e Roosa Laitinen\, que investiga a plasticidade genética das plantas. Os temas de suas pesquisas se entrelaçam às reflexões do artista e aos sons e imagens da floresta. \nGeografias do tempo reúne olhares indígenas\, afrodiaspóricos\, rurais e urbanos sobre a terra e o cosmos\, a vida e a morte\, a regeneração e o cuidado. A obra Calendário (2024)\, de Aycoobo (Wilson Rodríguez) (La Chorrera\, Colômbia\, 1967)\, artista nonuya-muinane\, traz uma perspectiva indígena amazônica sobre a temporalidade cíclica da natureza. O desenho revela um sistema de marcação temporal que transcende a lógica linear ocidental\, associando a passagem do tempo às transformações vividas pelas árvores\, plantas\, animais e rios da floresta amazônica. Já Ana Amorim (São Paulo\, 1956) tem uma abordagem íntima e processual da temporalidade urbana. Em Passage of Time Study (2018)\, durante todas as noites\, por um período de um mês\, a artista brasileira registra o mapa do seu dia e um número localizador. O resultado é um conjunto de 31 desenhos feitos com caneta esferográfica sobre papel. \nVir-a-ser investiga as relações entre seres humanos e mais-que-humanos\, além de modos simbólicos\, espirituais e materiais que estruturam esses vínculos. A série de desenhos Tentativas de criar asas (década de 2000)\, de Rosana Paulino (São Paulo\, 1967)\, evoca seres híbridos em constante transformação – trata-se de figuras femininas que tecem teias\, rompem casulos ou ganham asas\, libertando-se de estruturas que já não lhes servem mais\, à semelhança de alguns insetos. A série fotográfica Corpoflor (2016-presente) propõe um hibridismo radical entre o corpo humano e o de outros seres da natureza. Em retratos e autorretratos\, Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória\, ES\, 1996) revela corporalidades imprevistas que transcendem as normas de gênero e sexualidade\, criando formas de existir que resistem às categorizações binárias impostas pela sociedade. \nTerritórios\, migrações e fronteiras se debruça sobre os deslocamentos forçados\, fluxos migratórios e fronteiras físicas e sociais. A escultura Refugee Astronaut XI (2024)\, de Yinka Shonibare (Londres\, 1962)\, representa migrantes\, estrangeiros e refugiados contemporâneos. Desde 2015\, o artista produz figuras em tamanho real de astronautas nômades\, equipados com capacetes e vestidos com uma roupa espacial cujos tecidos se inspiram nos padrões africanos. Esses personagens parecem vagar sem rumo\, à deriva\, entre mundos devastados. Os astronautas de Shonibare carregam os traumas da crise climática e dos ecocídios que expulsam milhões de seus territórios de origem. \nHabitar o clima sintetiza e\, ao mesmo tempo\, amplia questões centrais presentes nos demais núcleos de Histórias da ecologia. Nele estão reunidos trabalhos de artistas\, coletivos e movimentos que investigam táticas de ocupar\, experienciar e imaginar radicalmente a cidade e o campo. A instalação inédita Descida da terra/trabalho das águas (2025)\, de Cristina T. Ribas (São Borja\, RS\, 1980)\, reflete sobre os efeitos das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. O trabalho comissionado pelo MASP consiste em um tecido translúcido suspenso diagonalmente no espaço expositivo\, impresso com imagens que revelam como as águas redesenharam a geografia de rios\, lagos e bacias hidrográficas\, impactando mais de 650 mil pessoas.  \n“Histórias da ecologia transita entre diferentes saberes: o geológico\, o biográfico\, o ancestral\, o espiritual\, o comunitário\, o local\, o planetário. Essas intersecções ampliam a visão sobre o que está em jogo na atual crise climática — não como um evento isolado\, mas enraizado em estruturas coloniais e patriarcais que condicionam os modos de habitar o planeta”\, afirma Isabella Rjeille.  \nHistórias da ecologia é o tema do ciclo curatorial de 2025. A programação do ano também inclui as mostras de Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Abel Rodríguez\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas e Mulheres Atingidas por Barragens.  \nA mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”\, palavra que engloba ficção e não ficção\, relatos pessoais e políticos\, narrativas privadas e públicas\, possuindo um caráter especulativo\, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta\, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido\, entre os programas anuais e as exposições anteriores\, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017)\, Histórias Afro-Atlânticas (2018)\, Histórias das Mulheres\, Histórias Feministas (2019)\, Histórias da Dança (2020)\, Histórias Brasileiras (2021-22)\, Histórias Indígenas (2023) e Histórias LGBTQIA+ (2024).
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SUMMARY:"Ocupação Ailton Krenak" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Ailton Krenak. Divulgação Itaú Cultural\nMuito se sabe sobre os livros escritos por Ailton Krenak e traduzidos nos mais variados idiomas. Poucos conhecem\, no entanto\, a sua produção poética\, os seus desenhos acondicionados em caderninhos com espiral\, as pinturas feitas com tinta a óleo\, nanquim ou urucum representando a fauna\, os rios e os territórios indígenas. Tudo isso e muito mais é apresentado na Ocupação Ailton Krenak – ou Men am-ním Ailton Krenak\, como estará estampado para o público –\, que fica em cartaz de 4 de setembro a 23 de novembro\, no piso térreo do Itaú Cultural (IC). \nPrimeira mostra dedicada a uma personalidade indígena nesta série iniciada há 16 anos\, a Ocupação Ailton Krenak traça o arco da vida até hoje de Ailton Alves Lacerda Krenak\, nascido em 29 de setembro de 1953\, no município de Itabirinha\, em Minas Gerais – então distrito de Itabira –\, na região do Vale do Rio Doce. Para isso\, ela reúne mais de 90 peças\, entre fotos\, vídeos – alguns históricos\, outros com depoimentos –\, recortes de jornais\, livros publicados\, além dos desenhos\, pinturas\, poemas clássicos e haicais. O espaço expositivo leva o vermelho do urucum\, o preto do jenipapo e o verde da natureza como cores predominantes. \nÉ todo um caminho esculpido por Ailton na pauta da defesa dos direitos dos povos indígenas\, da justiça socioambiental e da valorização dos saberes ancestrais. Ao longo de décadas\, ele teve atuação política\, tornou-se escritor\, filósofo\, pensador\, poeta\, conferencista e ativista amplamente reconhecido por sua luta no Brasil e no exterior. Há dois anos se tornou membro da Academia Brasileira de Letras\, sendo também o primeiro indígena brasileiro a ocupar uma das cadeiras da ABL. \nOcupação Ailton Krenak tem realização\, curadoria e expografia do Itaú Cultural\, com consultoria da jornalista\, escritora e produtora cultural Angela Pappiani e da escritora\, atriz\, diretora de cinema e de teatro e ilustradora Rita Carelli. A consultoria criativa é da artista e ativista dos direitos indígenas Moara Tupinambá e da terapeuta integrativa e produtora cultural Ingrid Tupinambá. Um site com conteúdo exclusivo (itaucultural.org.br/ocupacao) e uma publicação impressa e disponível on-line acompanham a mostra. A proposta é que o livreto físico seja compartilhado: quem já tiver lido\, pode deixá-lo em estações de transporte público\, praças ou bibliotecas comunitárias. Ainda tem uma surpresa: inspirada no ato de fazer brotar da terra\, a equipe IC incluiu um marcador de páginas feito em papel-semente para ser plantado em qualquer lugar da cidade. \nA exposição \nA entrada leva o visitante diretamente para o território do povo Krenak\, onde o homenageado vive\, em Minas Gerais. O Rio Doce – chamado Watu\, em seu idioma – é um norteador desse espaço. Para este povo\, o rio não é apenas água; é\, principalmente\, um ser ancestral\, entidade viva e sagrada que faz parte de sua identidade e cosmologia. É um avô\, como costuma dizer Ailton. \nEm 2015\, este rio foi morto – como se refere Ní Krenak\, liderança do povo Krenak\, ativista e sua companheira – após o rompimento da barragem de Fundão\, em Mariana\, considerado a maior tragédia ambiental brasileira. Em um vídeo gravado na chamada casa-mãe\, situada no centro da aldeia e por onde o Watu passa\, Ailton e Ní contam como era a vida da comunidade antes e após o desastre ambiental. \nUm desenho de outro rio\, o Juruá\, feito por Ailton e exibido como uma animação poética narrada por ele\, está entre os destaques deste espaço. À medida em que o desenho vai evoluindo\, o autor conta o que estava pensando na hora de fazê-lo e o que ele representa. A obra se chama O rio leva ao norte e ilustrou o livro Vive\, Human Beings! Message from the Amazon\, do fotógrafo Hiromi Nagakura. \nUm documento cronológico remonta a registros históricos\, como a litografia Botocudos (1835)\, de Johann Moritz Rugendas\, que faz referência aos ancestrais do povo Krenak\, um mapa gravura de William John Steains\, de 1888\, e as fotos tiradas em 1909 pelo fotógrafo alemão Walter Garbe. Este espaço vai acompanhando a trilha de Ailton\, recordando o seu trabalho como agente cultural\, comunicador e criador\, por exemplo\, do Núcleo de Cultura Indígena. Também são exibidos exemplares do Jornal Indígena\, fundado por ele\, e áudios do Programa de Índio\, produzido por Angela Pappiani e apresentado por ele e lideranças indígenas\, entre 1985 e 1991\, na Rádio USP e em outras emissoras educativas em vários estados do Brasil. Esta foi uma das ferramentas que avivaram a comunicação entre as aldeias e o povo das cidades\, com a divulgação de informações que não aconteceriam em outros canais de veiculação. \nAssim\, o caminho da Ocupação conduz naturalmente para a atuação política de Ailton. Entre documentos\, matérias de jornais e fotos\, encontram-se vídeos gravados pela equipe do Itaú Cultural com depoimentos de outras personalidades indígenas\, como a professora Severiá Idioriê e o líder Cipassé Xavante\, além de Angela Pappiani. Eles contam os bastidores e a articulação entre os povos indígenas\, com a contribuição de Ailton\, que os representou na Assembleia Nacional Constituinte de 1987. Também está presente na exposição o vídeo do icônico discurso que ele fez nessa ocasião\, quando subiu à tribuna vestido com um terno branco e falou enquanto pintava o rosto com a pasta preta do jenipapo\, associada ao luto —\, em protesto contra o retrocesso nos direitos indígenas que se desenhava para a nova Constituição. \nObras\, poemas livros \nA forte conexão de Ailton com a arte visual ancestral e da natureza pode ser vista na exposição entre suas pinturas e cadernos de desenhos. Ao lado dos poemas\, o conjunto forma uma espécie de jardim poético que encerra a mostra. \nAli estão pinturas como Pesadelo marinho\, de 1998\, que Ailton fez após uma viagem ao Japão e ouviu denúncia da pesca predatória dos oceanos. Festa na floresta\, do mesmo ano\, ele criou para a capa do livro Vozes da Floresta\, sobre o seringueiro\, sindicalista\, ambientalista e ativista político brasileiro Chico Mendes e a história coletiva de resistência dos seringueiros. \nEntre as representações pictóricas da fauna registradas pelos pincéis de Ailton\, tem O tatu e Adorno de tatu\, animal que ele admira pela sua resistência. Há figuras criadas por ele como Ókókân (coruja)\, composto por vários seres\, outros animais e frutos. Em O rei dos macacos\, pintura do fim da década de 1990\, os primatas são convocados e celebrados em diferentes existências. Este desenho foi estampado quarta capa de Vozes da Floresta. \nAs três caravelas é uma obra produzida por Ailton Krenak em 2000 para as comemorações dos 40 anos da Tropicália. As embarcações fazem referência à Santa Maria\, Pinta e Niña\, usadas por Cristóvão Colombo em sua viagem à América\, em 1492. Por sua vez\, Caboclo d’água é a ilustração que ele criou para a capa do álbum de mesmo nome do mineiro Tavinho Moura em 1991. Simboliza um ser híbrido e antropomórfico\, que emite raios\, como se fosse um cocar. \nPavãozinho da serra faz parte da série Bichos de papel\, composta por desenhos feitos com pigmentos de plantas em papéis artesanais feito de palha de arroz e cana. Entre outras obras\, encontra-se Morubiti\, um ser das águas que ele criou em 1987\, a partir de histórias ouvidas do povo Paiter Suruí\, de Rondônia. Todas essas obras são acompanhadas de gravações de Ailton sobre elas. \nNo espaço há ainda uma série de seus cadernos com desenhos e poemas. Alguns são inspirados na forma poética japonesa haicai e\, como é comum nesse estilo\, são breves\, ligam-se à natureza e registram um momento e uma percepção. Outros são mais longos\, marcados pela sonoridade e pelas imagens. \nA mostra também apresenta traduções de suas obras literárias\, com destaque para Ideias para adiar o fim do mundo\, para os idiomas coreano\, sueco\, francês e japonês. Livros como este e outros títulos\, como A vida não é útil e Futuro ancestral\, estão em um espaço acolhedor para que possam ser manuseados e lidos.
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SUMMARY:"Carne da Terra" de Maria Antonia no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Obra de Maria Antonia. Crédito: Gabi Carrera / Divulgação\n\n\n\n\n\n\n\nA artista visual Maria Antonia apresenta a exposição/projeto inédita “Carne da Terra”\, a partir do dia 12 de setembro de 2025 (sexta-feira)\, no Museu do Amanhã\, no centro do Rio de Janeiro. É a primeira solo de pintura imersiva de uma artista mulher no espaço institucional e\, que acontece durante a semana da ArtRio\, principal feira da cidade que acontece na Marina da Glória. \nO texto crítico é da curadora Fernanda Lopes e a expografia fica por conta da arquiteta Gisele de Paula\, responsável também pela 36ª Bienal de São Paulo\, que acontece no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A mostra segue aberta à visitação até o dia 25 de novembro de 2025. Este projeto foi contemplado pelo edital Pró-Carioca\, programa de fomento à cultura carioca\, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, através da Secretaria Municipal de Cultura. \nLimites da pintura e da imagemConcebida como uma arena viva de experiências\, a exposição reúne pinturas de grande escala\, esculturas táteis\, sons e realidade aumentada\, criando encontros entre gestos ancestrais e recursos tecnológicos contemporâneos. O projeto\, que é desdobramento mais recente da investigação de mais de 10 anos da artista\, versa sobre os limites da pintura e da imagem\, construindo ambientes pictóricos e imersivos nos quais o público é convidado a estar presente. Em sua instalação\, Maria Antonia traz para os dias de hoje\, questões essenciais da história da arte e como elas se configuram no mundo contemporâneo. \n“Carne da Terra é um ambiente-vivo que convida o público a ativar sua percepção\, explorando outros sentidos para além do olhar. Neste espaço\, o mundo real\, também alimentado pela audição e o tato\, amplia seus contornos ao incorporar o universo virtual\, e o uso de ferramentas presentes em nosso cotidiano\, como a inteligência artificial e a realidade aumentada. Ao caminhar pelo universo construído pela artista\, pinturas e esculturas pensadas especialmente para essa instalação\, ganham novos contornos com ferramentas virtuais desenvolvidas para ampliar as possibilidades da pintura a partir da interação com o público”\, diz a curadora Fernanda Lopes no texto crítico.
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SUMMARY:"Portais\, Passadiços e Pomanders: Gilbertto Prado e Poéticas digitais" no MAC USP
DESCRIPTION:“Desluz”\, 2009. Gilbertto Prado e Poéticas Digitais. Galeria Expandida – (08.04.2010) – Luciana Brito Galeria\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta\, a partir de 13 de setembro\, a exposição Portais\, Passadiços e Pomanders: Gilbertto Prado e Poéticas digitais\, com 11 trabalhos em que se entrelaçam o visível e o invisível\, o orgânico e o maquínico\, o sensorial e o digital em experiências que tensionam fronteiras e ativam formas de coexistência. As curadoras Ana Magalhães e Priscila Arantes observam que “há espaços que não se limitam à sua territorialidade: são passagens\, zonas de transição\, portais entre mundos e estados de presença. Heterotopias.” A exposição propõe uma travessia por esses “entre espaços”.  \nGilbertto Prado é um artista pioneiro no Brasil em arte telemática e arte em rede que desenvolve\, desde os anos 1980\, obras que exploram meios diversos como fax\, arte postal\, realidade virtual e redes digitais. Sua trajetória é inseparável da própria história da artemídia no país. Os trabalhos apresentados na exposição foram criados em colaboração com o grupo de pesquisa Poéticas Digitais que Gilbertto fundou e coordena há mais de uma década\, \nAqui\, os portais abrem-se como convites à transição entre o dentro e o fora do espaço expositivo\, entre o físico e o digital\, entre o museu e seus territórios. Os passadiços são linhas tênues\, pontes\, travessias por onde se cruzam temporalidades\, culturas e técnicas. O pomander\, artefato criado na Europa medieval para filtrar os odores do mundo e proteger o corpo por meio do aroma\, ressurge como tecnologia sensível; presença olfativa que ativa memórias e conecta corpos\, ambientes e dispositivos em uma rede de afetos. \n“Cada obra da exposição ativa uma tecnologia diversa – ancestral\, vegetal\, eletrônica\, algorítmica – para nos colocar em contato com dimensões sensíveis da experiência que escapam à nossa percepção imediata”\, comentam as curadoras. Entrelaçando arte e natureza\, muitas das obras evocam formas de inteligência vegetal e forças invisíveis que regem o mundo natural. Essas criações operam em diálogo com a natureza traduzindo seus ritmos\, sutilezas e transformações em experiências sensoriais e tecnológicas que “nos convidam a repensar nossos modos de habitar o mundo: a abrir espaço para novas formas de coexistência com a terra\, os ciclos da natureza e tudo aquilo que pulsa além da centralidade humana”\, completam as curadoras.
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