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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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SUMMARY:"NAOMI: In Fashion exhibition" no V&A Museum
DESCRIPTION:Naomi Campbell. Imagem: Divulgação V&A Museum\n\n\n\nNAOMI: In Fashion explora os 40 anos inigualáveis da carreira da modelo e ícone cultural Naomi Campbell. Após ser descoberta em Covent Garden aos 15 anos\, Campbell rapidamente ganhou destaque na indústria e fez história alguns anos depois\, aos 18\, ao se tornar a primeira modelo negra a estampar a capa da Vogue Paris\, em agosto de 1988. \n\n\n\nProduzida em colaboração com Campbell e destacando sua voz e perspectiva\, NAOMI: In Fashion é a primeira exposição a celebrar a habilidade e a contribuição de uma modelo individual para a indústria da moda. A exposição conta com o extenso guarda-roupa de alta-costura e prêt-à-porter de Campbell\, incluindo peças de momentos-chave de sua carreira\, além de empréstimos de arquivos de designers e objetos das coleções do V&A. Entrelaçado está o ativismo de Campbell\, que desde cedo defendeu a equidade\, juntando-se à Black Girls Coalition em 1989 e liderando a edição de 2007 da Vogue Itália\, chamada “A Black Issue”\, que clamava por diversidade nas passarelas. \n\n\n\nBecoming Naomi \n\n\n\nA exposição começa com clipes impactantes de Campbell na passarela\, ilustrando seu lendário “andar”. A primeira seção\, “Becoming Naomi”\, explora a infância de Campbell e fundamenta seu sucesso posterior em seu treinamento inicial de dança. Nascida em 1970 no sul de Londres\, ela aspirava a uma carreira no palco e se apresentou em videoclipes dos anos 1980 para artistas como Bob Marley e Culture Club. Sua vida mudou aos 15 anos\, quando foi abordada pela agente de modelos Beth Boldt enquanto fazia compras com amigos da escola. Dois anos depois\, ela estaria na capa da Vogue e desfilando para renomados designers em Londres\, Paris\, Milão e Nova York. \n\n\n\nSupermodel \n\n\n\nCampbell entrou na moda em um momento de mudança. No início dos anos 1990\, o termo supermodelo – ou modelo que se tornou celebridade internacional – era amplamente usado em referência direta a Campbell e um pequeno grupo de colegas. A moda havia se tornado entretenimento de massa e Campbell estava no centro dessa emoção\, sendo apoiada por designers líderes como John Galliano\, Gianni Versace\, Karl Lagerfeld\, Vivienne Westwood e Yves Saint Laurent. Ela se tornou conhecida por sua presença superlativa na passarela\, enquanto seu trabalho com fotógrafos de destaque criou algumas das imagens mais memoráveis da época. Simultaneamente\, ela transcendeu o mundo da moda\, atuando em videoclipes\, lançando seu próprio perfume e se tornando uma defensora da diversidade. \n\n\n\nAzzedine Alaïa \n\n\n\nA próxima seção foca na relação pessoal e profissional de Campbell com o falecido designer Azzedine Alaïa\, nascido na Tunísia e baseado em Paris\, a quem ela conheceu durante seus primeiros dias em Paris e a quem chamou de “Papa”. Famoso por seus designs que acentuam as formas\, Alaïa via o físico escultural de Campbell como “um corpo perfeito”\, o que inspirou grande parte de seu trabalho. Juntos\, criaram momentos mágicos na passarela e editoriais de destaque. \n\n\n\nNew York \n\n\n\nCampbell se mudou para Nova York aos 17 anos\, dividindo um apartamento com a colega modelo Christy Turlington antes de garantir seu próprio lugar na East 30th Street. Campbell mergulhou na vibrante cena da moda da cidade\, forjando amizades duradouras com designers e outros da indústria\, de Marc Jacobs a Anna Sui\, relações que resistiriam ao teste do tempo. \n\n\n\nThe spotlight \n\n\n\nDesde o início dos anos 1990\, Campbell tem sido uma das modelos mais destacadas do mundo – e uma das mulheres negras mais reconhecidas – na televisão\, nos celulares\, em videoclipes e jornais. A seção “The spotlight” explora um momento biográfico muito divulgado quando Campbell cumpriu um período de serviço comunitário por ordem judicial. Em exibição está o vestido Dolce & Gabbana que Campbell usou em seu último dia de serviço comunitário – um look que ela vestiu em resposta aos paparazzi que capturavam sua chegada e partida todos os dias. \n\n\n\nExemplar \n\n\n\nA próxima seção examina Naomi Campbell como um exemplo na área\, focando em suas colaborações iniciais com casas de moda como Dolce & Gabbana\, Vivienne Westwood e Jean Paul Gaultier. Formadas quando Campbell era jovem\, essas conexões evoluíram para amizades colaborativas de décadas\, com designers valorizando sua habilidade de glamourizar qualquer roupa e modelar os conjuntos mais difíceis com aparente facilidade. \n\n\n\nCurada por Edward Enninful OBE\, uma seleção de fotografias na exposição destaca a alquimia única de Campbell com a câmera. Apresentando trabalhos de fotógrafos mundialmente renomados como Steven Meisel\, Arthur Elgort\, Patrick Demarchelier e David Bailey\, Campbell tem um profundo respeito por aqueles com quem trabalha\, reconhecendo seu talento artístico e visão\, e colaborando para alcançar a imagem que eles têm em mente.
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LOCATION:Victoria and Albert Museum (V&A)\, Cromwell Rd\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Anthony McCall: Solid Light" na Tate Modern
DESCRIPTION:Anthony McCall. “Split Second (Mirror)” (2018). Vista da instalação\, Sean Kelly Gallery\, Nova York\, 2018. Fotografia de Dan Bradica\n\n\n\n\nSeus movimentos e interações dão vida às obras dentro de Solid Light\, uma exposição focada nas instalações imersivas de Anthony McCall. \nFeixes de luz projetados através de uma fina névoa criam formas tridimensionais grandes no espaço\, que mudam e se transformam lentamente. Ao se mover por essas esculturas translúcidas de luz\, você cria novas formas e descobre perspectivas fascinantes. \nPosicionada entre escultura\, cinema\, desenho e performance\, McCall é conhecido por suas instalações inovadoras de luz. Em 1973\, sua obra seminal Line Describing a Cone redefiniu as possibilidades da escultura. \nAnthony McCall é apresentado na The George Economou Gallery. \nCuradoria de Gregor Muir\, Diretor de Coleção de Arte Internacional\, Tate Modern\, e Andrew de Brún\, Curador Assistente de Arte Internacional\, Tate Modern.
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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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LOCATION:Museu do Pontal\, 3300 Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes Barra da Tijuca\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Ink and Ivory: Indian Drawings and Photographs Selected with James Ivory" no The Met Museum
DESCRIPTION:Buffaloes in Combat (detalhe)\, Atribuído a Miskin\, Índia\, Mughal\, final do século XVI.\n\n\n\n\nEsta exposição apresenta uma seleção de desenhos superlativos das cortes e centros da Índia e do Paquistão (com algumas obras persas relacionadas)\, datados do final do século XVI ao século XX. Essas obras foram selecionadas principalmente da coleção do Met em parceria com o diretor de cinema James Ivory\, cuja recente doação ao Museu de álbuns fotográficos do século XIX também será destaque na exposição (2021.381.1-16). Os desenhos incluirão exercícios preparatórios frescos e informais para pinturas\, bem como obras lindamente acabadas por si só. As fotografias apresentarão os temas e estilos que surgiram nos contextos de patrocínio real e cerimônia; vistas de arquitetura\, cidades\, paisagens e pessoas\, entre outros. Como artista e cineasta\, James Ivory nos ajudará a apreciar esse material através de seu olhar único. Um curta-metragem — An Arrested Moment — dirigido por Dev Benegal\, acompanhará a exposição. \nA exposição é viabilizada pelo Hagop Kevorkian Fund. \nApoio adicional é fornecido pelo Lavori Sterling Foundation Endowment Fund.
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LOCATION:The Metropolitan Museum of Art\, 1000 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Acervo Aberto" no MAC USP
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Hermelindo Fiaminghi. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP inaugura no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 11 horas\, a exposição Acervo Aberto\, reunindo mais de 150 obras de 46 artistas do acervo do Museu. Concebida por um grupo de trabalho formado por diversos profissionais do MAC USP\, Acervo aberto apresenta uma seleção de obras que considerou o histórico de exibição das peças\, privilegiando as nunca expostas e/ou com mais de 10 anos da última exposição\, entre elas\, obras recém-doadas e ainda não expostas no MAC USP. A exposição reúne obras produzidas desde 1925 (Lucy Citti Ferreira) até 2022 (Laura Vinci). Acervo aberto é uma mostra experimental inspirada pela ambiência das reservas técnicas – local de acesso restrito onde as obras de arte são acondicionadas. Em alguns trechos da mostra fica evidente a confluência dos diversos materiais\, característica da produção contemporânea que não se prende às categorias tradicionais da arte\, como pintura\, escultura ou gravura\, por exemplo. O controle da luminosidade é um ponto importante da mostra em respeito à conservação das obras. Ao longo da exposição\, algumas obras serão protegidas\, particularmente as em suporte de papel\, como ação preventiva. Dessa maneira\, dentro dos limites da extroversão\, o público pode testemunhar o campo de possibilidades de uma reserva técnica; a relevância dos materiais e\, sobretudo\, as condições que orientam o trabalho de pesquisa e guarda do objeto contemporâneo. Dentre os artistas participantes estão nomes como Mira Schendel\, Pola Rezende\, Hermelindo Fiaminghi\, José Antônio da Silva\, Nelson Leirner\, Nuno Ramos\, Elida Tessler\, Sérgio Sister\, Ricardo Basbaum\, Henrique Oswald\, Regina Vater\, Sérgio Adriano H\, Glauco Rodrigues e Amélia Toledo\, entre tantos outros. O Grupo de Trabalho Acervo Aberto é formado por Alecsandra Matias\, Ana Maria Farinha\, Ariane Lavezzo\, Claudia Assir\, Elaine Maziero\, Marta Bogéa\, Michelle Alencar\, Paulo Roberto Amaral Barbosa\, Rejane Elias e Sérgio Miranda\, além da colaboração de  Henrique Cruz\, Mariana Valença\, Mateus Oliveira e Nathielli Ricardo\, estudantes da USP estagiários no Museu. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Nós — Arte e Ciência por Mulheres” no Sesc Interlagos
DESCRIPTION:Obra de Efe Godoy. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO Sesc Interlagos recebe a partir de 22 de agosto a exposição “Nós — Arte e Ciência por Mulheres”\, sobre a trajetória da produção científica\, intelectual e artística das mulheres como produtoras e mantenedoras de conhecimento. A mostra apresenta um panorama que valoriza sua contribuição e\, ao mesmo tempo\, as diversas camadas pelas quais historicamente foram invisibilizadas de suas atuações na sociedade. \nA realização é do Sesc São Paulo\, com concepção do Estúdio M’Baraká e cocuradoria de Isabel Seixas\, Letícia Stallone\, Gisele Vargas e Diogo Rezende\, além da consultoria realizada pela pesquisadora Magali Romero Sá\, especializada em História da Ciência. São apresentadas cerca de 300 obras a partir da apresentação de personagens\, de iconografia histórica e científica e com os trabalhos de artistas contemporâneas como Berna Reale\, Laura Gorski e Ana Teixeira. \nContemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas\, a narrativa da exposição propõe uma reflexão e um contraponto sob a perspectiva do feminino com dados históricos e contribuições. A mostra ilustra como\, por meio de conhecimento\, posturas e narrativas afirmativas\, as mulheres atravessaram séculos de um pensamento hegemônico de opressão. \n“Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e\, sobretudo\, lutamos. ‘Nós — Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres“\, ressalta Isabel Seixas\, da equipe curatorial. 
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LOCATION:Sesc Interlagos\, Av. Manuel Alves Soares\, 1100 - Parque Colonial\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"100 anos de Paulo Vanzolini\, o cientista boêmio" no Sesc Ipiranga
DESCRIPTION:GARBE na Amazônia\, decadas de 1960 e 1970. Crédito Acervo da Família\n\n\n\n\nNo centenário de nascimento de Paulo Vanzolini (1924 – 2013)\, compositor brasileiro responsável por clássicos como Ronda e Volta Por Cima\, o Sesc São Paulo apresenta uma imersão na vida do artista\, revelando não apenas sua faceta musical\, mas também a trajetória do zoólogo de renome internacional. A exposição 100 anos de Paulo Vanzolini\, o cientista boêmio ocupa o Sesc Ipiranga a partir de 28 de agosto de 2024\, e segue em cartaz até 16 de março de 2025. Idealizada pelos filhos do cientista\, o diretor de arte e cineasta Toni Vanzolini e a psicóloga Maria Eugênia Vanzolini\, a mostra conta com curadoria de Daniela Thomas\, reconhecida cenógrafa\, cineasta e diretora teatral. \n“A data simbólica do centenário de Paulo Emilio Vanzolini\, nosso pai\, nos motivou a pensar uma exposição que mostrasse um pouco da pluralidade desse brasileiro que ouviu\, traduziu\, pesquisou\, escreveu\, cantou e pensou um Brasil bom\, diverso e inclusivo. Que sempre valorizou o conhecimento e a arte\, fazendo de ambas seu maior legado. O universo desse personagem interessado e interessante\, ‘cientista boêmio’\, como bem o definiu Antonio Candido\, é o que queremos mostrar nessa exposição”\, antecipa Toni Vanzolini. \nSem perder de vista o lado boêmio e artístico do homenageado\, a exposição revisita as expedições científicas e as contribuições para a ciência empreendidas como herpetólogo\, especializado no estudo de répteis e anfíbios. O Sesc Ipiranga como espaço para a exposição possui um simbolismo especial: a proximidade com o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP)\, onde Paulo Vanzolini trabalhou por cinco décadas – três destas\, como diretor. \n“Algumas figuras são incontornáveis na história de uma cidade\, de um país. Algumas chegam a ser incontornáveis até no planeta. É o caso do nosso homenageado nessa exposição\, Paulo Vanzolini\, que completaria 100 anos este ano e que passou a maior parte da sua vida aqui do lado do Sesc Ipiranga\, dirigindo o Museu de Zoologia da USP\, sua casa. Ou uma de suas casas\, já que se sentia perfeitamente integrado à paisagem numa picada na floresta\, no seu laboratório ou no boteco\, entre músicos ou entre os maiores intelectuais da sua época”\, destaca Daniela Thomas. “Homem ímpar\, de uma inteligência sobrenatural\, uma inventividade que produziu versos inesquecíveis como ‘reconhece a queda e não desanima\, levanta\, sacode a poeira\, dá a volta por cima’ e teorias revolucionárias na zoologia\, e de uma determinação quase autoritária\, características que fizeram dele essa potência realizadora que celebramos agora”. \nEm parceria com o Museu de Zoologia da USP\, a exposição exibe ao público 51 exemplares conservados de espécies animais identificadas e catalogadas por Vanzolini. Esses espécimes\, emprestados pelo Museu ao Sesc\, estão em destaque em uma sala que recria um laboratório de zoologia. \nCinco salas temáticas revelam a trajetória multifacetada de Vanzolini\, abrangendo mais de meio século de pesquisa. A exposição destaca suas célebres expedições amazônicas e as conexões entre arte e ciência que ele promoveu. Documentos\, fotografias e vídeos oferecem um vislumbre dos bastidores das descobertas marcantes do “cientista boêmio”\, apelido carinhosamente atribuído por Antonio Cândido\, sociólogo e crítico literário\, no encarte do disco Acerto de Contas de Paulo Vanzolini (2002). Esta compilação apresenta 52 composições do cientista\, interpretadas por renomados artistas como Chico Buarque\, Paulinho da Viola e Martinho da Vila. \nNo percurso expositivo\, ilustrações de Alice Tassara guiam os visitantes pela trajetória de Vanzolini\, em uma cronologia biográfica que destaca aspectos de sua formação acadêmica e seu círculo de amizades com intelectuais\, artistas e ícones da música popular brasileira.
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SUMMARY:"Josiah McElheny: Island Universe" no LACMA
DESCRIPTION:Josiah McElheny\, “Island Universe”\, 2008. Los Angeles County Museum of Art\, adquirido com fundos fornecidos por um doador anônimo. © Josiah McElheny\, foto © Todd White Art Photography\, cortesia White Cube\n\n\n\n\nIsland Universe\, de Josiah McElheny\, instalado dramaticamente no centro do Resnick Pavilion\, encarna o conceito de multiverso\, ou múltiplos universos coexistentes. Agora um elemento-chave do pensamento cosmológico contemporâneo\, o conceito de multiverso foi inicialmente proposto na Grécia Antiga e posteriormente explorado no Hinduísmo\, Budismo\, Islamismo e na astronomia do século XVIII. \nMcElheny\, interessado em como a investigação científica é moldada por e impacta o pensamento filosófico\, sociológico e político\, encontra uma conexão clara com as mudanças históricas que pedem o descentralização do conhecimento ocidental e até mesmo do pensamento antropocêntrico. O artista trabalhou em colaboração com o astrofísico David Weinberg no desenvolvimento de Island Universe\, que considera “desenhos do tempo\,” onde “cada haste é uma medida de tempo—cada polegada\, o tempo dobra.” \nUma instalação complementar à próxima exposição do PST ART: Art & Science Collide\, Mapping the Infinite: Cosmologies Across Cultures.
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SUMMARY:Inauguração da Casa Bradesco com a mostra “Anish Kapoor – Inflamação”
DESCRIPTION:Vista da exposição “Inflamação” na Casa Bradesco\, com obra “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth”\, de Anish Kapoor. Foto: Joana França/Divulgação\n\n\n\n\nA Casa Bradesco\, centro de criatividade que democratiza e potencializa a criação e apreciação das artes\, inaugura sua programação na Cidade Matarazzo com a exposição “Inflamação”\, de Anish Kapoor. De 15 de setembro a 15 de janeiro\, o espaço convida o público a explorar a “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth”\, uma obra inédita criada exclusivamente para a Casa Bradesco\, junto com outras 18 esculturas representativas de diferentes momentos da carreira do aclamado artista – muitas delas exibidas pela primeira vez no Brasil. Com quatro mil metros quadrados de área expositiva e curadoria de Marcello Dantas\, a mostra oferece um olhar profundo sobre as criações de Kapoor. \nConsiderado um dos nomes mais importantes da arte contemporânea\, Anish Kapoor é conhecido mundialmente por explorar cores\, texturas\, materialidade\, espaço e a relação entre o objeto artístico e o espectador em suas obras. Em seu trabalho\, tais substâncias estão presentes desde os reflexos mais sublimes na superfície líquida até os infinitos de seus vazios. “Vermelho é a cor da terra\, não é uma cor do espaço profundo; é\, obviamente\, a cor do sangue e do corpo”\, declara o artista. Para a mostra “Inflamação”\, Kapoor ajudou a definir várias características do espaço expositivo\, desafiando a arquitetura do local para expandir as possibilidades de significação. É o caso da obra central\, “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth”\, um inflável de grandes proporções que tensiona o edifício por todos os seus cantos. Concebida especialmente para a mostra no Brasil\, a obra evoca uma relação com a inflamação concentrada em um gigantesco órgão\, que pulsa e domina o espaço. A condição que carrega é a fragilidade essencial da existência: o que mantém a obra viva é uma pulsação constante\, ela é viva e dominante. “Tenho o prazer de fazer esta exposição na Casa Bradesco\, dentro da Cidade Matarazzo. A nova obra “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth” infla para preencher\, ocultando a arquitetura e ocupando o espaço como forma. Ela contém uma ausência intrínseca – um presente ausente – um não-objeto\,” esclarece. \nE se um espelho fosse capaz de revelar como somos por dentro? É com esse questionamento que Marcello Dantas propõe uma exposição do trabalho de Anish Kapoor. O tríptico “Internal Object in Three Parts” (foto acima\, de 2013-15)\, criado a partir de camadas de silicone e tinta\, lembra pedaços de carne sangrenta e tendões. “Os sinais da inflamação são cinco\, sendo comuns em praticamente todos os processos infecciosos no corpo humano. Esses indicadores são: rubor\, calor\, dor\, edema e perda de função. Mas a inflamação é também o ato de colocar em chamas\, e representa\, ao mesmo tempo\, uma resposta do corpo à infecção e uma resposta social na forma de um levante (“inflamar-se por uma causa”)\,” aponta o curador. \nPara Dantas\, a era em que vivemos é um estado de permanente inflamação\, o que fala de um tempo em que o indivíduo e o coletivo estão em alerta\, continuamente à flor da pele\, diante da impossibilidade de cura e do desejo de transformação\, ou seja\, é a energia da mudança. É nesse contexto que obras como “Wound” (2009) produzem um efeito hipnótico com a possibilidade de vislumbrar dois mundos: o de fora e o de dentro. “Anish Kapoor explora a natureza não verbal da cor com um simbolismo pré-verbal. Sem necessidade de palavras ou mesmo pensamento articulado\, ela funciona como uma rota direta e visceral para a metáfora – o sangue\, material essencial\,” completa. \nA exposição conta ainda com obras mais recentes do artista\, as non-objects (de 2018 e 2019)\, montadas pela primeira vez no Brasil\, são feitas com nanotecnologia Vantablack. O material detém o selo de substância mais escura já produzida pelo ser humano\, absorvendo até 99\,96% da luz visível. Desde 2016\, Kapoor trabalha com este material para explorar temas como escuridão\, interioridade e o vazio.
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SUMMARY:"Robert Frank’s Scrapbook Footage" no MoMA
DESCRIPTION:Vista da exposição “Robert Frank’s Scrapbook Footage”. Foto: Emile Askey\n\n\n\n\nRobert Frank é mais conhecido por suas imagens de uma América do pós-guerra marcada por discórdia social e política\, e pelos filmes que fez com os poetas da Geração Beat e os Rolling Stones. Assim\, as imagens filmadas encontradas apenas após a morte de Frank em 2019 podem surpreender alguns espectadores. Armazenadas em locais de depósito\, essas latas e fitas de filme\, que abrangem os anos de 1970 a 2006\, oferecem um vislumbre da vida e do trabalho do artista. Em parceria com a June Leaf e a Robert Frank Foundation\, a editora de filmes de longa data de Frank\, Laura Israel\, e o diretor de arte Alex Bingham utilizaram esses fragmentos para criar um álbum de imagens em movimento. Com projeções em várias telas\, a instalação transmite a intimidade e a imediata percepção das observações de Frank sobre família\, amigos e colaboradores\, bem como sobre interiores domésticos e vistas de cidades e costas. \nAs filmagens nesta instalação\, costuradas por Israel e Bingham para evocar seu olhar e voz inquietos\, lançam uma nova luz sobre seu processo artístico — ao mesmo tempo cômico e melancólico. Vemos Frank viajar entre suas casas em Nova York e Nova Escócia; pelas estradas abertas dos Estados Unidos e do Canadá; e por paisagens urbanas\, incluindo as de Beirute\, Cairo\, Moscovo e sua Suíça natal. Frank torna os prazeres mais efêmeros atemporais: um banho quente e uma chaleira fumegante\, um vislumbre de sua esposa June Leaf em seu estúdio\, o jogo de luz do sol em sua mão.
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SUMMARY:"We Live in Painting: The Nature of Color in Mesoamerican Art" no LACMA
DESCRIPTION:Alfonso Nava Larios\, “Cosmic Tree (Guamuchil)”\, 2023. © Alfonso Nava Larios\, foto © Museum Associates/LACMA\, por Javier Hinojosa.\n\n\n\n\nArtistas mesoamericanos assumiam uma responsabilidade cósmica: ao adornarem superfícies de edifícios\, vasos de barro\, têxteis\, páginas de papel de casca e esculturas com cores\, eles (literalmente) criavam o mundo. O poder da cor emergia da materialidade de seus pigmentos\, das mãos habilidosas que os confeccionavam e das comunidades cujo conhecimento lhes atribuía significado. A cor mapeava a ordem do cosmos\, do tempo e do espaço. Ao manipular e aplicar cores\, os artistas detinham o poder da criação cósmica em suas mãos. \nWe Live in Painting: The Nature of Color in Mesoamerican Art explora a ciência\, a arte e a cosmologia das cores na Mesoamérica. Histórias de colonialismo e industrialização no Ocidente “averso à cor” minimizaram a profunda significância da cor nas Américas Indígenas. A exposição segue duas linhas de investigação interconectadas — análises técnicas e materiais\, e concepções indígenas de arte e imagem — para alcançar a plena riqueza da cor no cerne das visões de mundo mesoamericanas.
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SUMMARY:"Brígida Baltar: pontuações" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Autorretrato com tecido favo. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\nPoder capturar o impalpável\, perseguir o intangível\, subverter o óbvio\, essas eram formas da artista carioca Brígida Baltar (1959-2022) ocupar espaços inesperados\, reunindo em sua obra elementos do corpo\, da natureza\, das paisagens e da própria moradia. A exposição “Brígida Baltar: pontuações”\, elaborada especialmente para o Museu de Arte do Rio\, inaugura no dia 20 de setembro e reúne cerca de 200 obras\, cerca de 50 inéditas\, produzidas por quase três décadas de atuação. Esta é a maior exposição institucional dedicada à artista e é realizada em parceria com o Instituto Brígida Baltar e a Galeria Nara Roesler. A mostra conta com curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan e equipe MAR além do curador convidado Jocelino Pessoa.  \nSeis obras de Brígida Baltar que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio estarão na mostra que apresenta fotografias\, vídeos\, instalações\, esculturas e memórias textuais da artista. “É a primeira exposição póstuma a reunir esse conjunto tão significativo de obras. A exposição tem esse nome: pontuações\, porque ela parte dos escritos da Brígida. Ela tinha uma consciência muito grande de que era preciso organizar as obras\, ela gostava muito de conversar sobre isso\, então\, num dos momentos ela passou a anotar tudo\, ela foi dizendo como ela queria as escalas de impressão\, quais obras deveriam ser refeitas e quais não. Muitas frases e reflexões da artista sobre as obras acompanham toda a exposição. Brígida foi uma artista de muito destaque no Brasil\, uma artista como personagem de suas próprias fabulações\, ela foi muito importante para a fotoperformance\, videoperformance\, ela influenciou muita gente em muitos lugares do país”\, afirma o curador Marcelo Campos. \nDividida em duas salas\, a exposição apresenta as séries produzidas por Brígida: no primeiro espaço são exibidas as suas relações com a casa e a família\, já na segunda sala são apresentadas as fabulações da artista. Toda a exposição foi concebida\, produzida e montada com profissionais que tiveram vínculos com Brígida. “Esta é uma das mais importantes exposições de Brígida Baltar: além do inédito número de obras reunidas\, celebra o seu legado para a arte e convida o público a adentrar na sua vasta reflexão poética. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira\, ela elaborou imagens afetivas que aproximam a arte contemporânea do público. O pensamento da mostra possui uma forte influência da artista\, que ao longo dos últimos anos dedicou-se a organizar a sua memória em cadernos e documentos e realizou encontros para iniciar o seu Instituto. Pontuações expressa toda precisão registrada por Brígida ao passo que oferece ao público as suas memórias familiares e de infância e os personagens das fábulas de suas obras e filmes”\, destaca Jocelino Pessoa\, curador da mostra. \nBrígida foi uma artista que fundou universos de encantamento e fantasia\, habitados por seres imaginários e objetos triviais do dia a dia que ganharam outros sentidos\, flertando com o surreal. Uma mulher que desde os anos 1990 protagonizou parte da produção contemporânea em exibições nacionais e internacionais.  O público que percorrer a exposição vai literalmente entrar no universo de Brígida Baltar. “É uma exposição como se a gente tivesse caído num livro de fábulas\, e ao mesmo tempo vemos uma capacidade imensa\, uma competência imensa da artista\, em tornar um elemento\, uma ideia em uma obra\, o que é muito raro. No caso de Brígida\, ela escolhia os materiais\, que ganhavam uma vida\, uma história\, uma narrativa\, e que se vinculavam a questões muito próximas a ela ou as pesquisas que ela desenvolvia. Brígida entendia os mecanismos para chegar na beleza.. É uma exposição muito rara em torno da produção de uma artista\, é a primeira vez que a gente teve mais acesso em um acervo\, com peças inéditas\, inclusive com um novo filme que será exibido”\, revela o curador Marcelo Campos.  \nNa ocasião da abertura da exposição haverá gratuitamente\, às 17 horas\, a apresentação Orquestra Sinfônica Brasileira + Agência do Bem (Projetos patrocinados por Machado Meyer Advogados).
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Ghost and Spirit” de Mike Kelley na Tate Modern
DESCRIPTION:Mike Kelley\, Ahh…Youth!\, 1991\n\n\n\n\nDescubra os mundos elaborados\, provocativos e imaginários criados pelo artista experimental Mike Kelley. \nDe meados da década de 1970 até 2012\, Kelley produziu uma vasta obra que inclui desenho\, colagem\, performance\, objetos encontrados e vídeo. \nAbrangendo toda a carreira de Kelley\, a exposição apresenta suas esculturas de ‘artesanato’ feitas com têxteis e brinquedos de pelúcia\, além de suas instalações multimídia\, como Day Is Done. \nInspirando-se na cultura popular e underground\, na literatura e na filosofia\, Kelley explora como os papéis que desempenhamos na sociedade estão entrelaçados com fatos históricos e personagens imaginários dos filmes e imagens que consumimos. \nMais de uma década após sua morte\, as reflexões de Kelley sobre identidade e memória continuam a ressoar. \nOrganizada pela Tate Modern em colaboração com a Bourse de Commerce\, Paris\, K21\, Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen\, Düsseldorf e Moderna Museet\, Estocolmo.
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SUMMARY:Hyundai Commission "Mire Lee: Open Wound" na Tate Modern
DESCRIPTION:Hyundai Commission: Mire Lee: Open Wound\, Vista da Instalação\, Foto © Tate (Lucy Green)\n\n\n\n\nInspirando-se na história da Tate Modern como uma antiga usina\, Mire Lee transforma o Turbine Hall com esculturas suspensas de tecido e instalações mecânicas épicas\, reinventando o espaço como uma fábrica viva. Uma mistura fascinante de materiais\, como silicone e correntes\, dá vida às suas criações\, desafiando nossas ideias sobre o que é belo\, perverso\, provocativo e desejável. Open Wound nos convida a experimentar emoções contraditórias: desde o espanto e o desgosto até a compaixão\, o medo e o amor.
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SUMMARY:"Charles Atlas: About Time" no ICA Boston
DESCRIPTION:Charles Atlas\, “Hail the New Puritan” (still)\, 1986. Cortesia do artista e da Luhring Augustine\, Nova York. ® Charles Atlas\n\n\n\n\nCharles Atlas: About Time é a primeira retrospectiva em museu nos Estados Unidos do artista interdisciplinar pioneiro Charles Atlas (n. 1949\, St. Louis). Abrangendo 50 anos de produção\, a exposição é concebida como um ambiente imersivo\, apresentando várias instalações monumentais de vídeo multicanal\, descritas pelo artista como “experiências para caminhar”. Nessas instalações\, Atlas transforma vídeos de canal único em configurações expandidas\, exibindo-os em múltiplas telas suspensas e monitores distribuídos pela galeria\, permitindo aos visitantes se moverem entre eles. \nO início da carreira de Atlas foi marcado por seu período como cineasta residente na Merce Cunningham Dance Company\, em Nova York. Juntos\, Atlas e Cunningham criaram o gênero “media-dance”: dança concebida para a câmera\, em vez de uma plateia presencial\, onde os movimentos da câmera se integram harmonicamente aos dos dançarinos. Desde que deixou a companhia em 1983\, Atlas consolidou-se como uma figura central na arte de filme e vídeo\, capturando dança e performance por meio de colaborações inovadoras com artistas como Michael Clark\, Yvonne Rainer\, Leigh Bowery\, Marina Abramović\, Rashaun Mitchell e Silas Riener. Grande parte de sua produção colaborativa e que desafia gêneros revelou-se visionária para a geração de artistas contemporâneos. \nA exposição destaca o trabalho inovador de Atlas na interseção entre imagem em movimento\, dança e performance\, além de seus retratos em vídeo íntimos de colaboradores e amigos. O panorama político e cultural dos Estados Unidos\, desde os anos 1970 até hoje\, serve de pano de fundo para esta dinâmica mostra visual\, que aborda temas como performance e retrato\, gênero e sexualidade\, bem como colaboração e amizade.
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LOCATION:Institute of Contemporary Art Boston\, 25 Harbor Shore Dr\, Boston\, Massachusetts\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Otobong Nkanga: Cadence" no MoMA
DESCRIPTION:Detalhe do tecido em progresso para Otobong Nkanga: Cadence. Cortesia de Otobong Nkanga. © Otobong Nkanga. Foto: Wim van Dongen\n\n\n\n\nOtobong Nkanga mudou a forma como entendemos a terra e nosso lugar nela. “Os humanos são apenas uma pequena parte do ecossistema\,” disse a artista. “Meus trabalhos nos conectam às nossas histórias compartilhadas\, não apenas por meio da terra e da geografia\, mas por meio de emoções moldadas por eventos e encontros. Essas são as cadências da vida.” \nOtobong Nkanga: Cadence apresenta uma nova comissão da artista: um ambiente abrangente de tapeçaria\, escultura\, som e texto que explora os ritmos turbulentos da natureza e da sociedade. Criada especificamente para o Átrio da Família Marron do MoMA\, a instalação se centra em uma monumental tapeçaria de múltiplos painéis que sugere ecossistemas e galáxias expansivas. \nSuspensa ao longo da parede mais alta do Átrio\, a tapeçaria de grande escala apresenta uma gama caleidoscópica de fibras naturais e sintéticas criadas pela artista utilizando técnicas inovadoras de tecelagem digital no TextielLab em Tilburg\, na Holanda. Esculturas compostas por cordas tingidas\, entrelaçadas com formas de vidro soprado à mão e cerâmica\, pendem do chão ao teto ao lado de tablets de cerâmica impressos com os poemas da artista. Esses elementos diversos são reunidos dentro de uma obra sonora imersiva baseada na voz e na respiração da artista. Cadence confronta tanto a beleza quanto a degradação do mundo natural — e sua agitação em meio a revoluções industriais e tecnológicas\, extração de recursos e guerras. A instalação monumental cria novas maneiras de perceber — e sentir — as enormes mudanças que estão ocorrendo em nosso tempo. \nApresentações ao vivo acontecerão na primavera de 2025. Mais detalhes serão fornecidos aqui nas próximas semanas.
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SUMMARY:"Lauren Halsey: emajendat" na Serpentines Galleries
DESCRIPTION:Lauren Halsey\, land of the sunshine wherever we go II (detalhe)\, 2021. Cortesia de Lauren Halsey\n\n\n\n\nNos últimos dez anos\, Lauren Halsey (nascida em 1987\, Los Angeles\, EUA) desenvolveu uma linguagem visual distinta\, profundamente enraizada em South Central Los Angeles\, onde sua família vive há gerações. Por meio de objetos e instalações\, Halsey arquiva e reinventa os sinais e símbolos mutantes de seu ambiente\, coletando materiais físicos e gráficos de seu bairro. Em seu trabalho\, Halsey funde passado\, presente e futuro\, interessando-se pela iconografia conectada à diáspora africana\, ícones negros e queer\, e à arquitetura. Ela cita a sobreposição sônica e visual coletiva associada ao funk como modelo para sua abordagem artística\, atravessando o tempo e extraindo uma ampla variedade de fontes. \nemajendat\, a primeira exposição solo da artista no Reino Unido\, transforma a Serpentine South Gallery em um ‘jardim Funk’ imersivo que responde à localização do edifício nos Kensington Gardens\, oferecendo uma extensão do parque para dentro das galerias. No centro da exposição está uma versão em tamanho real dos vinhetas característicos de Halsey\, geralmente vistos em miniatura em esculturas ou dispostos em tableaux intrincados. Aqui\, um chão prismático e paredes feitas de CDs formam o cenário para figuras ampliadas\, funkmounds e uma fonte de água viva. A primeira obra de imagem em movimento da artista é apresentada ao lado de dunas de areia e um papel de parede personalizado. \nA prática de Halsey se estende ao Summaeverythang\, um centro comunitário que ela fundou em 2019\, dedicado ao “empoderamento e transcendência de pessoas negras e pardas\, sociopoliticamente\, economicamente\, intelectualmente e artisticamente.” Seu trabalho celebra a vitalidade de South Central e oferece uma forma criativa de resistência à sua crescente gentrificação. Halsey aborda suas exposições em galerias e comissões como protótipos para um de seus objetivos: criar um parque de esculturas permanente em South Central.
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LOCATION:Serpentine South Gallery\, Kensington Gardens London W2 3XA\, Londres\, Reino unido
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SUMMARY:"Thomaz Farkas\, todomundo" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Pescadores em Guaratiba\, Rio de Janeiro\, década de 1940. Thomaz Farkas Acervo IMS\n\n\n\n\nThomaz Farkas\, todomundo reúne cerca de 500 itens\, incluindo fotografias\, filmes\, documentos e equipamentos\, e reflete a trajetória inclusiva e colaborativa do artista\, no ano de seu centenário de nascimento. Dividida em eixos\, a exposição explora as facetas de sua atuação como fotógrafo e cineasta\, destacando as séries documentais Brasil verdade e A condição brasileira\, além de filmes como Todomundo e Subterrâneos do futebol\, que revelam sua visão acolhedora e curiosa sobre o país que adotou como lar. A mostra busca recriar o espírito coletivo e generoso de Farkas\, presente tanto na sua produção artística quanto em seu papel como incentivador cultural e empresário\, com a criação da Galeria Fotoptica.
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LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Mapping the Infinite: Cosmologies Across Cultures" no LACMA
DESCRIPTION:“Bowl with Courtly and Astrological Motifs”\, Irã Central ou do Norte\, final do século 12–início do século 13. Metropolitan Museum of Art\, Nova York. Aquisição: Rogers Fund e doação da The Schiff Foundation\, 1957.\n\n\n\n\nMapping the Infinite: Cosmologies Across Cultures\, criada em colaboração com cientistas dos Observatórios Carnegie e do Observatório Griffith\, apresenta um conjunto de obras raras e visualmente deslumbrantes de diferentes culturas e períodos históricos. A exposição explora as diversas tentativas humanas de explicar as origens\, mecânicas e significados do universo. Quase todas as culturas antigas viam os céus como um espelho da estrutura e dos processos cósmicos\, e as medições do tempo eram diretamente influenciadas pelos movimentos dos corpos celestes. \nConforme as religiões evoluíram\, culturas conceberam e representaram divindades cósmicas e conceitos de tempo e espaço por meio de obras de arte e arquitetura sagrada. Mapping the Infinite ilumina essa história das cosmologias ao redor do mundo\, da Idade da Pedra aos dias atuais\, incluindo regiões como Europa Neolítica\, Mesopotâmia\, Grécia\, Roma\, Sul e Sudeste Asiático\, Ásia Oriental\, Oriente Médio Islâmico\, Américas Indígenas\, Norte da Europa e Estados Unidos.
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LOCATION:LACMA\, 5905 Wilshire Blvd Central LA\, Los Angeles\, Califórnia\, Estados Unidos
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SUMMARY:Museu Afro Brasil celebra 20 anos com três exposições
DESCRIPTION:Madalena dos Santos Reinbolt\, Sem título\, 1950-1977. Acervo do Museu Afro Brasil (MAB)\n\n\n\n\nNo dia 23 de outubro de 2004\, Emanoel Araujo (1940-2022) inaugurava o Museu Afro Brasil\, um momento essencial para a valorização das contribuições africanas e afro-diaspóricas para a formação do país. Desde então\, o museu tornou-se um espaço de memória\, resistência e criação\, voltado para o reconhecimento das lutas\, conquistas e legados do povo negro. \nEm comemoração ao seu 20º aniversário\, o Museu Afro Brasil\, uma instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, inaugura no dia 23 de outubro de 2024 três exposições que dialogam com diferentes facetas da arte\, história\, e cultura afro-brasileira: ‘Uma História do Poder na África’\, ‘Popular\, Populares’ e ‘Pensar e Repensar\, Fazer e Refazer’. As mostras estarão abertas para visitação de terça a domingo\, das 10hrs às 17hrs\, e trazem obras que integram o espaço do Museu\, e refletem sobre o passado e o futuro da instituição. \nAs produções expostas reproduzem os desafios que o povo negro enfrenta e reimaginam a trajetória de luta da população preta no Brasil\, reconhecendo a pavimentação desse caminho ao longo dos séculos e seu impacto na sociedade brasileira. \nUma História do Poder na África – Um olhar profundo sobre a centralidade africana \nO Ministério da Cultura apresenta “Uma História do Poder na África”\, inspirada nas ideias de Cheikh Anta Diop\, “Uma História do Poder na África” destaca a relevância da África na formação das civilizações mundiais\, reconhecendo o Egito antigo como parte integrante do continente africano. As obras expostas exploram a intersecção entre passado e presente\, com destaque para relíquias egípcias que reforçam a importância cultural e histórica do Egito para a África subsaariana. \nDois nomes contemporâneos ganham destaque: a angolana Damara Inglês e a guineense Gisela Casimiro\, artistas com obras especialmente comissionadas para essa exposição. Ambas trazem perspectivas atuais que dialogam com o conceito de poder e ancestralidade africana\, contribuindo para uma releitura crítica da arte africana em suas diversas manifestações. \nEntre os artefatos e obras mais marcantes\, estão o Trono do Reino Daomé\, o Banco Luba e a Cabeça de bronze de Yoba\, além de peças raras da antiga civilização egípcia. As conexões culturais entre o Egito e o resto da África\, tão defendidas por Diop\, são evidenciadas ao longo da mostra\, que se divide em cinco núcleos temáticos. \nPopular\, Populares – A pluralidade do ‘popular’ nas artes  \nA exposição “Popular\, Populares” chega em um momento oportuno\, coincidindo com as comemorações dos 20 anos do Museu Afro Brasil. Ela enxerga questionamentos sobre o que é definido como ‘popular’ nas artes\, desafiando as categorizações que rotulam muitas vezes esses artistas como ‘ingênuos’ ou com pouca formação acadêmica. \nA mostra apresenta obras de mestres como Cândido Santos Xavier\, Luiz Antônio da Silva\, Ciça – Cícera Fonseca da Silva\, M. L. C. – Maria de Lurdes Cândido\, Jadir João Egidio\, M. C. M. – Maria Cândido Monteiro\, Mestre Noza\, Manuel Graciano Cardoso\, Mestre Vitalino (e família)\, Véio e Dedé.  \nA pluralidade da arte popular é explorada em várias dimensões\, desde as peças multicoloridas e antropo-zoomorfas até o minimalismo das formas. As obras são expostas em diálogo\, permitindo ao visitante uma experiência imersiva. A viagem começa com os barcos de Exu de Cândido Santos Xavier\, atravessa as memórias e retratos esculpidos da “Família quilombola” de Mauro Firmino e se encerra no realismo fantástico de sereias e seres míticos brasileiros\, com esculturas de Resêndio e Manuel Graciano Cardoso. \nO questionamento sobre o que é ‘popular’ atravessa toda a exposição\, com o museu desafiando visões estereotipadas sobre o lugar dessas produções na história da arte brasileira. A arte popular\, sempre plural\, revela a resistência e a sobrevivência cotidiana de seus criadores. \nPensar e Repensar\, Fazer e Refazer – Reflexões sobre o legado do Museu\, uma linha do tempo da resistência \nAo longo de duas décadas\, o Museu Afro Brasil abrigou e promoveu exposições que celebram a história e a cultura afro-brasileira\, e também desafiam narrativas que limitam o papel dos negros no Brasil e no mundo. Exposições como “Brasileiro\, Brasileiros” (2004)\, “Benin está vivo ainda lá” (2007) e “Isso é coisa de preto – 130 anos da abolição da escravidão: arte\, história e memória” (2018) mostram o esforço do museu em se posicionar como um espaço de luta coletiva.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Era uma vez: visões do céu e da terra" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Luciana Magno\, “Transamazônica”\, 2014. Performance direcionada para vídeo e fotografia\, 1’11’\n\n\n\n\n“Era uma vez: visões do céu e da terra” é uma exposição coletiva que se organiza como uma viagem no tempo e no espaço para refletir sobre o fim do mundo e a imaginação de outros mundos. A mostra que acontece na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea articula perspectivas de 33 artistas de variadas gerações e origens no Brasil e no mundo\, cujas produções permitem vislumbrar o confronto entre diferentes lógicas de habitar o planeta e\, sobretudo\, inventá-lo; uma viagem no tempo e no espaço para refletir sobre o fim do mundo e imaginar novos inícios. \nA exposição investiga o pensamento cosmológico das pessoas artistas\, desde o período de 1969 – ano que marca os eventos históricos da chegada do homem à Lua e da divulgação do primeiro relatório da ONU sobre “Problemas do meio ambiente urbano” – até os dias de hoje\, em que a relação predatória da humanidade com o planeta colocou as questões ambientais como tema central no debate ao redor do globo. \nEm “Era uma vez”\, as pessoas artistas fazem diagnósticos e imaginam outras realidades possíveis – misturando abordagens documentais\, especulativas e ficcionais. \nDO CÉU PARA A TERRA \nA exposição se divide em três momentos. Ao entrar na Grande Galeria visitantes percorrem uma série de obras que olham para o espaço sideral\, em uma tentativa de conhecer e imaginar para além da Terra. Podem ser vistas obras como Yauti in Heavens (Saturno\, Lua aterrissagem e Lua Chegada) (1988-9)\, de Regina Vater\, My three inches comet (1973)\, de Iole de Freitas\, entre outras\, até chegarem no trabalho de Steve McQueen\, Era uma vez (2002)\, que dá título à exposição. Em 1977\, a NASA envia uma série de fotos para o espaço\, com o objetivo de mandar registros da vida no planeta para extraterrestres. McQueen apresenta 116 dessas imagens\, explicitando uma narrativa nostálgica construída por cientistas norte-americanos\, que reuniram uma finita seleção de imagens que simulam a vida na Terra\, sem considerar questões como a miséria\, guerras e conflitos religiosos. \nNo espaço central da galeria\, artistas olham do céu para um planeta em disputa\, ao mesmo tempo em que pensam sobre formas de se conectarem com a Terra. Em Bovinocultura XXI (1969)\, de Humberto Espínola\, o artista traz um chifre de gado agigantado para tratar das ambivalências do agronegócio\, que destrói o meio-ambiente para gerar riqueza de maneira inconsequente. \nAinda na mesma sala\, a relação das pessoas artistas com o planeta é definida por meio de conexões ancestrais e espirituais. Jota Mombaça\, no filme O nascimento de Urana Remix (2020)\, vive a experiência de se enterrar na terra\, se tornando parte do todo. \nA ESPECULAÇÃO IMAGINATIVA \nCom a ascensão do Antropoceno (termo utilizado para designar o impacto global das atividades humanas no planeta) as pessoas artistas nos convidam a conceber novos mundos\, a partir de movimentos de resistência e de imaginação radical. Nesta parte da exposição\, artistas como Yhuri Cruz se ancoram na especulação imaginativa e nos levam a novos universos\, como o de Revenguê (2023). \nA artista colombiana Astrid González apresenta uma sociedade livre em Drexciya (2023)\, obra que integra vídeos\, imagens\, esculturas e desenhos para criar uma comunidade subaquática descendente de mulheres grávidas que foram jogadas ao mar em travessias de navios que transportavam pessoas escravizadas entre 1525 e 1866. \nArtistas participantes \nAnna Bella Geiger\, Anna Maria Maiolino\, Arthur Luiz Piza\, Astrid González\, Bu’ú Kennedy\, Carla Santana\, Carlos Zilio\, Carolina Caycedo\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Celeida Tostes\, Cipriano\, Edival Ramosa\, Erika Verzutti\, Feral Atlas\, Humberto Espíndola\, Iole de Freitas\, Jaider Esbell\, Janaina Wagner\, Jota Mombaça\, Juraci Dórea\, Luciana Magno\, Luiz Alphonsus\, Mariana Rocha\, Mayana Redin\, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)\, Mira Schendel\, Patricia Domínguez\, Regina Vater\, Steve McQueen\, Sueli Maxakali\, Tabita Rezaire\, Uýra Sodoma\, Xadalu Tupã Jekupé e Yhuri Cruz.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Pã sem flauta" de Antonio Hélio Cabral na DAN Galeria
DESCRIPTION:Antonio Hélio Cabral\, “Fala D. João 13” (detalhe)\, 2015. Crédito: Nelson Kon\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA DAN Galeria abre\, no dia 26 de outubro\, a exposição “Pã sem Flauta”\, com 26 obras inéditas do artista Antonio Hélio Cabral\, cuja produção com a pintura remonta à década de 1970. A mostra marca a nova parceria do artista com a galeria\, que passa a representá-lo. Com curadoria de Luiz Armando Bagolin\, a exposição estará aberta até 8 de março de 2025. \nCriadas\, em sua maioria\, entre 2022 e 2024\, as obras exploram possibilidades variadas\, sem abandonar a ironia presente nos títulos e grafismos. Em combinações vibrantes\, as telas revelam figuras emergentes\, criadas de forma intuitiva e sem intenção representativa\, com sobreposições de tintas que dão vida a corpos e cabeças. \n“Penso a figura como derivada da pintura. O contrário disto\, figura pintada\, é tudo que não desejo”\, afirma Cabral. “Enquanto crio\, surgem\, desaparecem e reaparecem outras subfiguras. Muitas vezes\, a pintura final não reflete a motivação inicial”\, completa. \nA literatura\, filosofia e mitologia são inspirações recorrentes. A obra “Pã sem Flauta” (2023)\, título da mostra\, faz referência ao deus grego Pã\, reinterpretado em um cenário pastoral. Já “Lótus” (2020) evoca o Oriente e a flor da pureza\, e inclui referência ao álbum O Lótus Azul\, de Tintim. O toque de magia de A Tempestade\, de Shakespeare\, batiza o óleo “Próspero” (2023)\, inspirado no protagonista da peça. \nCabral homenageia também poetas italianos: “Leopardi” reflete o ceticismo e melancolia do poeta Giacomo Leopardi\, enquanto “Petrarca” sugere uma ideia de retrato renascentista. Entre as telas mais antigas\, destaca-se “Fala D. João 13” (2015)\, inspirada em um poema de Cabral de 1995\, parte de uma série que explora a visão do navegador português D. João II. \nOutras obras na mostra incluem “Sète” (2017)\, “Figura Nácar” (2017)\, “Autorretrato” (2018)\, “Pan Sírinix” (2018)\, “Filo” (2020)\, “Ícaro” (2020)\, “Silvos” (2020)\, “Sabinas” (2021)\, “Ponty” (2022)\, além de seis obras Sem título e recentes de 2023\, como “Luas”\, “Nácar”\, “Sófia”\, “Io”\, e “Pino” (2024).
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LOCATION:DAN Galeria\, Rua Estados Unidos\, 1638\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Jesse Krimes: Corrections" no The Met Museum
DESCRIPTION:Jesse Krimes\, “Purgatory” (detalhe)\, 2009. The Metropolitan Museum of Art\, Nova York. Aquisição com doação do Vital Projects Fund Inc.\, por meio de Joyce e Robert Menschel\, e doações da Alfred Stieglitz Society\, 2024. © Jesse Krimes.\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA fotografia desempenhou um papel central na construção de sistemas de poder na sociedade\, especialmente em contextos ligados ao crime e à punição. Esta exposição apresenta instalações imersivas contemporâneas do artista Jesse Krimes (americano\, nascido em 1982)\, em diálogo com fotografias do século XIX do acervo do The Met\, realizadas pelo criminologista francês Alphonse Bertillon — responsável por desenvolver o primeiro sistema moderno de identificação criminal\, anterior à adoção das impressões digitais. \nAs instalações de Krimes\, criadas ao longo de seus seis anos de encarceramento\, revelam a engenhosidade de um artista que trabalhou sem acesso a materiais tradicionais. Utilizando sabonetes fornecidos pela prisão\, gel para cabelo\, cartas de baralho e jornais\, ele produziu obras que buscam interromper e recontextualizar a circulação de imagens na mídia. Exibidas em contraponto às fotografias de Bertillon — cuja metodologia combinava medidas antropométricas e retratos fotográficos\, dando origem à atual ficha de identificação criminal — as obras de Krimes questionam a suposta neutralidade dos sistemas de reconhecimento e as hierarquias sociais que eles ajudam a criar e perpetuar. \nArtista para quem a colaboração e o ativismo são essenciais\, Krimes fundou o Center for Art and Advocacy\, uma organização voltada à valorização do talento e do potencial criativo de pessoas que passaram pelo sistema prisional\, promovendo apoio e melhores condições para artistas anteriormente encarcerados.
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LOCATION:The Metropolitan Museum of Art\, 1000 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Shifting Landscapes" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jane Dickson\, “Heading in—Lincoln Tunnel 3”\, 2003. Whitney Museum of American Art\, Nova York; presente de Eve Ahearn e Joseph Ahearn 2017.275. © Jane Dickson.\n\n\n\n\nEmbora o gênero paisagem tenha sido historicamente associado a vistas pitorescas\, Shifting Landscapes considera uma interpretação mais expansiva dessa categoria\, explorando como as questões políticas\, ecológicas e sociais em evolução motivam os artistas enquanto tentam representar o mundo ao seu redor. Retirada da coleção do Whitney\, a exposição apresenta obras dos anos 1960 até o presente e é organizada em seções temáticas distintas. Algumas delas se agrupam em torno de afinidades materiais e conceituais: assemblagens escultóricas formadas por objetos locais\, abordagens ecofeministas da land art e os legados da fotografia documental de paisagens. Outras estão relacionadas a geografias específicas\, como o frenético cenário urbano da Nova York moderna ou a cena experimental de cinema de Los Angeles dos anos 1970. Ainda outras mostram como os artistas inventam novos mundos fantásticos\, onde humanos\, animais e a terra se tornam um só. Seja representando os efeitos da industrialização no meio ambiente\, enfrentando o impacto das fronteiras geopolíticas ou propondo espaços imaginados como uma forma de desestabilizar o conceito de um mundo “natural”\, as obras reunidas aqui trazem ideias sobre a terra e o lugar em foco\, destacando como moldamos e somos moldados pelos espaços ao nosso redor. \nShifting Landscapes é organizada por Jennie Goldstein\, Curadora Associada da Coleção; Marcela Guerrero\, Curadora da Família DeMartini; Roxanne Smith\, Assistente Curatorial Sênior; com Angelica Arbelaez\, Rubio Butterfield Family Fellow; com agradecimentos a Araceli Bremauntz-Enriquez e J. English Cook pelo apoio à pesquisa.
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SUMMARY:"Judeus na Amazônia" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Sergio Zalis Família Levy em Maués-AM – Série “Hebraicos da Amazônia” 1981 Impressão Fine art. Cortesia do artista\n\n\n\n\nHistórias fascinantes merecem ser contadas e compartilhadas. A presença de judeus na região amazônica é uma delas. Maior exposição realizada pelo Museu Judaico de São Paulo desde sua inauguração em 2021\, Judeus na Amazônia abre suas portas ao público no dia 2 de novembro. Reunindo mais de 220 itens entre obras de arte\, vídeos\, documentos históricos e fotográficos\, a mostra propõe dar conta de um capítulo pouco conhecido da história brasileira: a imigração judaico-marroquina para a Amazônia\, que aconteceu entre 1810 e 1930\, trazendo centenas de famílias que viviam em cidades como Tânger\, Tetuan\, Fez e Marrakesh. Na região se estabeleceram como regatões\, os mascates dos rios\, e atuavam no período do auge da economia da borracha levando e trazendo mercadoria das cidades para os seringais.  \nCom curadoria conjunta de Aldrin Moura de Figueiredo\, Ilana Feldman\, Mariana Lorenzi e Renato Athias\, a panorâmica é fruto de uma pesquisa de dois anos realizada pelo Museu e ocupa três andares de sua sede. Subdividida em 13 núcleos temáticos\, os espaços exibem recortes como embarcações\, trocas comerciais\, mulheres\, ativismo ambiental\, rituais e os entrelaçamentos entre a cultura judaica\, marroquina e amazônica. Com obras de artistas como Claudia Andujar\, Donna Benchimol\, Thomaz Farkas\, Arieh Wagner\, Sergio Zalis\, Abrão Bemerguy e Mady Benzecry – além de três obras comissionadas –\, o projeto propõe um olhar ampliado sobre como a cultura judaica se ambientou em diferentes localidades amazônicas\, influenciando e sendo influenciada\, sem perder suas raízes.  \n“O desejo foi abarcar o contexto histórico e documental trazendo à vida\, as histórias pessoais e familiares dessa que é uma das primeiras comunidades judaicas a se estabelecer no Brasil.”\, explica a Mariana Lorenzi\, ressaltando que a pesquisa não se limitou às capitais Manaus e Belém\, mas estendeu-se por cidades como Gurupá\, Cametá\, Alenquer\, Parintins\, Itacoatiara\, Maués\, Macapá e Breves\, entre muitas outras. A pesquisa de campo incluiu visitas a antigos cemitérios – um levantamento aponta que mais de 30 deles teriam existido na região – arquivos institucionais e familiares\, e sinagogas. Antes da exposição\, o Museu realizou seminários preparatórios sobre a presença judaica na Amazônia que aconteceram em São Paulo\, Belém\, Manaus e Manaus e São Luiz do Maranhão. \n“Foi um desafio fazer o levantamento da maior variedade possível de materiais\, uma construção ativa de encontrar e mobilizar as pessoas que fazem parte daquela história. Além disso\, houve a preocupação de mesclar os objetos  históricos com uma produção de arte contemporânea\, seja por meio de artistas judeus provenientes da Amazônia\, como Mady Benzecry\, ou artistas judeus que atuaram na região\, como o fotógrafo Thomaz Farkas”\, complementa a curadora. Ela também ressalta a importância de Samuel Benchimol (1923-2002) e outros pesquisadores que se debruçaram anteriormente sobre o tema. Inclusive foi usada uma ampla bibliografia como base de pesquisa. Outro aspecto importante\, é a importância do contexto do ciclo da borracha para o entendimento desses fluxos migratórios.  \nTrês obras foram comissionadas especialmente para a mostra. O jovem pintor paraense Diego Azevedo trabalhou a partir de fotografias históricas para fazer o retrato de duas mulheres ímpares na história da região: a escritora Sultana Levy Rosenblatt e a jornalista Feliz Benoliel. A premiada videoartista Janaina Wagner apresenta um filme em Super 8 inspirado pelos dialetos falados pelos judeus que se estabeleceram na região amazônica. Por fim\, haverá uma obra do coletivo paraense Letras que flutuam \, grupo de abridores de letras – técnica regional de pintar letras decorativas nos barcos. \nAos comissionamentos\, somam-se obras de Abrão Bemerguy\, Mady Benzecry\, Donna Benchimol\, Arieh Wagner\, Felipe Goifman\, Sergio Zalis\, Thomaz Farkas\, Claudia Andujar\, Hannah Brandt\, Paul Garfunkel\, Renato Athias\, Bruno Barbey\, Berta Gleizer Ribeiro\, Noel Nutels\, pertencentes a acervos importantes como o do Museu de Arte do Rio (MAR)\, Instituto Moreira Salles (IMS)\, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)\, entre outros.  \nUm núcleo dedicado a rituais – como a religião era vivida na Amazônia – ocupa a área da sinagoga\, reunindo um objeto raro: uma Torá de mais de quatrocentos anos\, chegada ao Brasil na bagagem de um imigrante do Marrocos. Uma grande linha do tempo ilustrada\, depoimentos de história oral e o documentário “O Rio dos Cohen”\, de Felipe Goifman\, também fazem parte dos conjuntos apresentados.  \nPara Felipe Arruda\, Diretor Executivo do Museu Judaico\, a exposição reforça a vocação da instituição para criar pontes entre a cultura judaica e uma gama ampla de repertórios\, comunidades e linguagens artísticas. “Esse projeto é fruto de uma imersão pautada pela escuta das pessoas que diariamente sentem\, cultivam e vivem suas identidades judaico-amazônicas. A pesquisa surgiu quase que simultaneamente à criação do Museu e dá continuidade à missão de apresentar a pluralidade da identidade judaica\, sempre em diálogo com a diversidade cultural brasileira e com os temas basilares do contemporâneo”.   \nA exposição “Judeus na Amazônia” é apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com patrocínio do Santander Brasil\, da Gera Amazonas e apoio da Bemol e CIAM.
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SUMMARY:"Venenosas\, Nocivas e Suspeitas" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Giselle Beiguelman\, “Mandrágora”\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nTudo começou com a maçã (que talvez fosse um figo ou uma romã\, segundo relatos antigos e anteriores ao Renascimento). Quando Eva provou o “fruto proibido” da Árvore do Conhecimento e o ofereceu a Adão\, causando a expulsão do casal do Jardim do Éden\, ela se tornou a primeira protagonista de uma história milenar que associa mulheres a plantas “Venenosas\, Nocivas e Suspeitas”. Este é o título da nova exposição que Giselle Beiguelman apresenta\, de 6 de novembro de 2024 a 20 de abril de 2025\, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp\, na Av. Paulista. \nCom curadoria de Eder Chiodetto\, a mostra gratuita traz cerca de 30 trabalhos inéditos da artista\, que utilizou inteligência artificial (IA) para desenvolvê-los. “Nos últimos três anos\, tenho trabalhado extensivamente com IA em meus projetos artísticos. E tem sido uma tremenda experiência de aprendizado. No momento\, me dedico à exploração de modelos de IA que utilizam linguagem natural para gerar imagens a partir de textos e transformar imagens em um dinâmico processo de tradução quase intersemiótica. As obras visuais apresentadas nesta mostra foram criadas com esse tipo de tecnologia”\, explica Beiguelman. \nEm “Venenosas\, Nocivas e Suspeitas”\, a artista relaciona plantas que foram proibidas ou demonizadas pelo colonialismo – por razões que vão do seu uso em práticas rituais a poderes afrodisíacos ou alucinógenos – a mulheres que foram apagadas da história da arte e da ciência. \nAs beladonas aparecem em muitas histórias de bruxaria e há quem acredite que as mandrágoras gritam ao ser arrancadas da terra\, ecoando vozes de feiticeiras que matam quem as escuta. A papoula dá origem ao ópio\, que\, por muito tempo\, foi utilizado para o “tratamento” de mulheres “histéricas”. Já entre as plantas carnívoras\, a armadilha-de-Vênus (Dionaea muscipula)\, uma das mais conhecidas\, tem suas folhas comparadas ao órgão genital feminino e à imagem da “femme fatale”\, que usa sua atratividade para enganar e prender suas “vítimas”. \nPau-brasil\, cannabis e cogumelos são outras plantas que surgem em vídeos criados por Beiguelman\, que abasteceu a IA com referências da arte e estética de diversas botanistas que\, no seu tempo\, não tiveram o reconhecimento de seu trabalho\, como Sarah Anne Drake (1803-1857)\, responsável pelas ilustrações do livro “Orchidaceae Of Mexico And Guatemala” (1837-1843)\, de James Batemane.
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SUMMARY:"Então\, faça!" de Nazareth Pacheco na Galeria Lume
DESCRIPTION:Nazareth Pacheco. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO que é o corpo em relação ao objeto? Qual sua reação ao estar em um território fora dos padrões estabelecidos? Ao interagir com uma matéria diferente e considerada incomum\, de que forma o corpo redefine os espaços de ação com determinado objeto? \nÉ a partir destes questionamentos que nasce a primeira individual de Nazareth Pacheco na Galeria Lume: “Então\, faça!”. A ser inaugurada dia 7 de setembro com curadoria de Galciani Neves\, a mostra instiga uma reflexão entre o que é regimentado e o que é possível\, quando “objetos apropriados do cotidiano são reproduzidos em materiais não habituais\, enquanto seus usos também se reconfiguram para além das normatividades prescritas e vigentes”. \nNazareth Pacheco transforma sua obra em um registro de sua vivência e convida o visitante a questionar o sentido das formas denominadas como “padrões”\, destinadas a usos parametrizados que visam o “ser humano comum”. Comum\, segundo quem? Mudando peso e material de objetos cotidianos\, a artista provoca uma abrupta reconfiguração na habitual manipulação dos mesmos e\, assim\, transforma sua relação para com o corpo que os observa. \nNas palavras da curadora: “Nazareth nos chama a perceber sensivelmente os acontecimentos e a construir narrativas múltiplas: que os corpos contam\, que os corpos contrapõem quando ousam equipará-los. As histórias não são as mesmas\, assim como os corpos também não o são”. \n“Então\, faça!”\, instrução que dá nome à exposição\, relembra um dos contatos de Pacheco com a artista Louise Bourgeois\, referência fundamental em sua produção\, especialmente na relação com os materiais\, nos métodos de criação e na forma de abordar temas autobiográficos por meio da linguagem visual: “Viver e fazer\, (…) sentir na própria pele e transbordar em arte; ser arrebatada pelos acontecimentos e re-materializá-los”\, conclui Galciani Neves.
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SUMMARY:"Ventário" de Anna Costa e Silva na Galeria Lume
DESCRIPTION:Anna Costa e Silva. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA partir das vivências na Residência Artística Setor Público\, que prevê a imersão de artistas visuais em órgãos públicos no Rio de Janeiro\, Anna Costa e Silva apresenta a mostra “Ventário”\, a ser inaugurada no dia 07 de novembro\, na Galeria Lume. Com curadoria de Ana Carolina Ralston\, a exposição ocupa a sala expositiva II com um filme e uma instalação em que Anna convida servidores públicos a criar personagens fantásticos e figurinos que materializassem seus desejos\, angústias e sensações. \nO projeto se iniciou com um exercício de escuta\, no qual a artista se encontrava com os participantes para ouvir suas histórias\, pensamentos\, dores e alegrias. Juntos\, desenvolviam cores\, texturas\, imagens e palavras inventadas para expressar os sentimentos dos funcionários do órgão governamental carioca\, surgindo daí o título da mostra: Ventário\, um neologismo\, algo da ordem das coisas que ventam. \nNum jogo de autoficção\, a artista convida o stylist José Camarano para produzir os figurinos desses recém-criados personagens\, trazendo para as imagens descritas formas\, cortes\, pesos e movimentos. Após a concretização das ideias\, os participantes puderam vestir as peles que haviam criado e habitar o espaço burocrático e monótono do escritório de maneira que achassem melhor\, desenvolvendo uma série de gestos que brincavam com as coreografias do dia a dia de trabalho\, introduzindo elementos curiosos e extra-cotidianos que levam o filme para uma atmosfera surrealista. Por entre as mesas da Secretaria\, uma bailarina dança\, um homem computador escuta os sons das paredes\, uma entidade branca conversa com as caixas de arquivo que costumava organizar. \nAlém do filme\, compõem a instalação dípticos de fotografias e textos impressos com relatos em primeira pessoa de cada participante\, uma série de vocábulos inventados para dar nome ao que sentem e uma série de intervenções com depoimentos e histórias que dialogam com a comunicação da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro\, palco primordial desta mostra.
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