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SUMMARY:"Constelação em trânsito" no Galpão da Lapa
DESCRIPTION:  \n  \nVista de “Constelação em Trânsito” no Galpão da Lapa.\n  \nConstelação em trânsito: uma escuta cartográfica\, em cartaz no Galpão da Lapa até 1° de março de 2027\, toma como ponto de partida a inversão metodológica da curadoria convencional. Em vez de um enunciado prévio que orienta a seleção de obras\, foi adotada uma postura de escuta diante do acervo\, deixando que os próprios trabalhos indicassem agrupamentos\, ressonâncias e percursos. A referência é a noção de cartografia formulada pela psicanalista Suely Rolnik: um traçado que se faz em movimento\, sintonizado com as variações da paisagem. O resultado são três constelações: Arquiteturas do Inconsciente\, Geometrias do Sul e Topologias do Orgânico\, tratadas não como categorias fechadas\, mas como campos porosos que se atravessam e se dissolvem mutuamente. \nA exposição reúne trabalhos de 65 artistas\, entre eles Adriana Varejão\, Alex Cerveny\, Amelia Toledo\, Ayrson Heráclito\, Brígida Baltar\, Cao Guimarães\, Carlito Carvalhosa\, Carmela Gross\, Claudia Andujar\, Erika Verzutti\, Ione Saldanha\, Jaider Esbell\, Jac Leirner\, Leonilson\, Mira Schendel\, Nuno Ramos\, Rivane Neuenschwander\, Sandra Cinto\, Solange Pessoa\, Tunga\, Waltercio Caldas e o coletivo MAHKU. No mezanino do espaço\, o núcleo audiovisual Confluências apresenta quatro obras em vídeo que dialogam transversalmente com as três constelações. \nO Galpão da Lapa\, espaço cultural instalado em um armazém histórico do complexo Ceagesp\, na Vila Anastácio\, zona oeste de São Paulo\, que abriga o acervo dos colecionadores Andrea Pereira e José Olympio. \nEntrada gratuita\, mediante agendamento prévio. \nVisitas mediadas gratuitas\, com grupos de até 20 pessoas. \n  \n 
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SUMMARY:"Brasil das Múltiplas Faces" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Emiliano di Cavalcanti\, “Vendedoras de Peixe” 1952. Divulgação.\nCom início dia 22\, exposição ocupa novo piso do Itaú Cultural com obras da considerada maior coleção corporativa de arte da América Latina \nA exposição “Brasil das Múltiplas Faces” marca a inauguração de um novo ambiente para visitação no prédio do Itaú Cultural\, em São Paulo. A partir do dia 22 de outubro\, o Espaço Milú Villela – Brasiliana: Arte Moderna e Contemporânea oferece ao público mostras de longa duração focadas nas artes moderna e contemporânea produzida no país e que compõem o Acervo Itaú Unibanco. \nO novo espaço está localizado no 7º piso do prédio da Avenida Paulista e conta com 280 metros quadrados. Ao lado do Espaço Olavo Setubal\, que abriga a Brasiliana\, e do Espaço Herculano Pires\, com a Numismática\, a instituição agora oferece quatro pisos permanentes para mostras desta que é considerada a maior coleção corporativa de arte da América Latina\, e segue em busca de ampliar o seu acesso ao público. \nA curadoria da exposição é assinada por Agnaldo Farias\, com concepção e realização da equipe Itaú Cultural e arquitetura de Daniel Winnik. O nome dado ao espaço homenageia Milú Villela\, que presidiu e expandiu o Itaú Cultural durante 18 anos\, de 2001 a 2019\, e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP)\, entre 1995 e 2019. Psicóloga\, gestora cultural e filantropa\, Milú​ dedicou sua vida à democratização do acesso à arte e à cultura. \n‍ Por sua vez\, o nome Brasil das Múltiplas Faces\, que batiza a exposição inaugural deste espaço\, dá pistas do que o público está para mergulhar em uma espécie de contação das várias histórias e visões do país. Através de uma narrativa que trabalha com o conceito de arte múltipla\, a mostra busca mostrar a complexidade do Brasil com um olhar que desafia a visão tradicional. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Itaú Cultural\, 149 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:“O mergulho de Naïá” de Karola Braga no Museu da Cidade de São Paulo
DESCRIPTION:Karola Braga\, “O Mergulho de Naiá” 2025. Divulgação.\n“Uma ponte entre dois mundos. Metade submersa\, metade voltada ao céu\, a vitória-régia é um dos seres vegetais mais simbólicos da região amazônica. Combina transformação\, erotismo vegetal e inteligência adaptativa\, já que caminha de forma desenvolta no hibridismo que a vida lhe proporciona. O fenômeno natural que envolve sua floração é testemunho disso. Composto de duas noites\, dois gêneros e duas cores\, apresenta-se como uma coreografia entre tempo e luz. É sobre seu vasto universo simbólico e sensorial que se trata O mergulho de Naïá\, instalação site-specific criada para o Beco do Pinto | Museu da Cidade de São Paulo pela artista multidisciplinar e pesquisadora olfativa Karola Braga. \nEm um ritual amoroso entre planta e inseto\, a vitória-régia apresenta-se\, na primeira noite de seu florescimento\, branca e feminina\, exalando um perfume adocicado para atrair os insetos. Na manhã seguinte\, ela se fecha\, aprisionando esses besouros\, cobertos de néctar e pólen\, para\, no entardecer do segundo dia\, reabrir sua flor\, agora rosa e masculina\, libertando os bichos para polinizarem outras de sua mesma espécie. É nessa noite que a flor afunda nas águas para amadurecer seu fruto e liberar as sementes. Dessa forma\, representa uma androgênese vegetal\, a flor que contém em si o feminino e o masculino\, alternando-os no tempo\, unindo luz e escuridão\, nascimento e morte\, perfume e silêncio. Esse majestoso ciclo ganha uma interpretação poética da artista nesta instalação\, na qual se aproveita dos degraus do espaço ao ar livre\, localizado no coração de São Paulo\, para mergulhar os visitantes entre aromas e perspectivas distintas das flores esculpidas.” \n– Trecho do texto curatorial por Ana Carolina Ralston\, curadora da exposição. \n  \n  \n 
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LOCATION:Beco do Pinto | Museu da Cidade de São Paulo\, Roberto Simonsen\, 136 – Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Viver tecendo" de Claudia Alarcón e Silät no MASP
DESCRIPTION:A exposição de arte Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo\, apresentada no MASP\, destaca a força ancestral do ato de tecer na produção do coletivo Silät\, formado por mulheres do povo Wichí no norte da província de Salta\, na Argentina. \nLiderado pela artista Claudia Alarcón e composto por mais de cem tecedeiras das comunidades de La Puntana e Alto La Sierra\, o grupo trabalha com fios de chaguar — fibra extraída de uma bromélia nativa da região — para criar obras que partem da tradição das bolsas yicas\, objeto central da cultura wichí. \nEmbora essas peças tradicionais sejam o ponto de partida\, os trabalhos do coletivo expandem esse repertório ao explorar novas escalas\, formas e composições. \nAs obras combinam diferentes padronagens geométricas e referências ao universo simbólico das artistas\, evocando elementos da natureza\, mitologia e memória do território. Curada por Adriano Pedrosa e Laura Cosendey\, a mostra integra o programa do MASP dedicado às Histórias latino-americanas\, que reúne exposições de diversos artistas da região ao longo do ano.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Pop andino" de La Chola Poblete no MASP
DESCRIPTION:La Chola Poblete: pop andino marca a primeira exposição individual da artista argentina no Brasil. Nascida em Guaymallén\, La Chola Poblete adotou inicialmente o nome “Chola” como um alter ego para performances\, transformando-o posteriormente em sua própria identidade. O termo\, historicamente utilizado como injúria racial para mulheres de ascendência indígena no Peru e na Bolívia — origem de seus antepassados —\, é apropriado pela artista como gesto de afirmação e crítica. \nEm sua prática multidisciplinar\, que inclui pintura\, escultura\, desenho\, fotografia\, vídeo e performance\, Poblete investiga e desconstrói estereótipos ligados à identidade indígena e às narrativas coloniais\, frequentemente incorporando referências da história da arte e elementos da cultura popular. \nA exposição reúne 31 obras e apresenta um panorama de sua produção recente\, incluindo 14 aquarelas da série Vírgenes cholas\, exibida na Bienal de Veneza de 2024. Seus desenhos funcionam como mapas mentais que combinam referências diversas\, enquanto esculturas feitas com pão evocam as dimensões simbólicas e econômicas desse alimento. Curada por Adriano Pedrosa e Leandro Muniz\, a mostra integra o programa do MASP dedicado às Histórias latino-americanas.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Knockout!" de Pascale Marthine Tayou na Pinacoteca de São Paulo
DESCRIPTION:A Pinacoteca de São Paulo apresenta Knockout!\, primeira exposição institucional do artista camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil. Reunindo instalações\, esculturas e pinturas produzidas ao longo de mais de 25 anos de carreira\, a mostra propõe uma reflexão sobre objetos cotidianos\, trocas culturais e experiências coletivas. \nEstruturada em torno de sete conferências internacionais — Berlim\, Yalta\, São Francisco\, Roma\, Rio de Janeiro\, Bandung e Avignon —\, a exposição utiliza esses marcos históricos como ponto de partida para explorar as tensões entre política\, história e vida cotidiana. \nDistribuída pelas salas da Pina Luz\, a mostra apresenta obras emblemáticas que articulam questões históricas e ambientais\, como as colagens com bandeiras nacionais em L’enfer du décor (2025) e a instalação Plastic Tree (2014–2015)\, que aborda a poluição causada pelo plástico.
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LOCATION:Pina Luz\, Praça da Luz\, 2\, Bom Retiro\, São Paulo\, Brazil
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SUMMARY:"a mãe contempla o mar" de Cristina Salgado na Pinacoteca de São Paulo
DESCRIPTION:A artista carioca Cristina Salgado apresenta no Octógono da Pina Luz a instalação A mãe contempla o mar\, uma obra monumental construída a partir de dezenas de faixas de tapetes multicoloridos. \nCriada especialmente para o espaço central da Pinacoteca\, a instalação propõe uma interpretação poética do corpo feminino em diálogo com a imagem do mar\, ocupando o ambiente com grandes superfícies de tecido que transformam a arquitetura do museu em uma paisagem sensorial. \nCom mais de 3.500 m² de tecidos predominantemente vermelhos e azuis\, a obra se torna a maior já realizada pela artista e evidencia a forte presença da psicanálise em sua trajetória. A instalação retoma temas recorrentes em sua produção desde os anos 1980\, como o mobiliário doméstico\, a casa e a paisagem marítima — elementos que aparecem simultaneamente como opostos e complementares.
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SUMMARY:"O que elas viram" no Instituto Moreira Salles
DESCRIPTION:O Instituto Moreira Salles apresenta a exposição O que elas viram: fotolivros históricos de mulheres\, 1843–1999\, que reúne cerca de 100 obras produzidas por mulheres ao longo de mais de um século e meio. Organizada pelas curadoras Russet Lederman e Olga Yatskevich\, a exposição percorre cronologicamente a produção de fotolivros feitos por mulheres entre o século XIX e o final do século XX. \nO conjunto inclui trabalhos de pioneiras como Anna Atkins\, considerada a primeira pessoa a imprimir e distribuir um fotolivro\, e Adelaide Hanscom\, uma das primeiras mulheres a fotografar um nu masculino\, além de publicações independentes das décadas mais recentes\, como obras de Angèle Etoundi Essamba e Dayanita Singh.
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SUMMARY:"Ahhh! Beije-me" de Hudinilson Jr. na Martins&Montero
DESCRIPTION:Martins&Montero apresenta Ahhh! Beije-me\, exposição que celebra a vida e a obra de Hudinilson Jr.\, reunindo um conjunto abrangente de trabalhos que evidenciam o caráter radical de sua produção. \nCom painéis em xerox\, colagens\, esculturas e pinturas inéditas sobre tecido\, papel e madeira\, a mostra revela um aspecto menos conhecido de sua prática\, no qual o corpo permanece como superfície de inscrição e experimentação. Incorpora\, ainda\, objetos pessoais de Hudinilson. Entre os destaques está um ensaio fotográfico inédito de Mauro Restiffe\, realizado em 2025 no antigo apartamento-ateliê do artista. \nFigura central na arte brasileira\, Hudinilson Jr. foi pioneiro ao utilizar a máquina de xerox para produzir imagens do próprio corpo\, antecipando questões hoje centrais na cultura visual contemporânea\, como a multiplicação e circulação de autoimagens.
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SUMMARY:"O princípio do conhecimento" de Santiago Yahuarcani no MASP
DESCRIPTION:O MASP apresenta a primeira exposição individual no Brasil de Santiago Yahuarcani (Pebas\, Peru\, 1960)\, com curadoria de Amanda Carneiro. A mostra reúne 35 pinturas de Yahuarcani que entrelaçam a cosmologia do povo indígena Uitoto — localizado na região amazônica entre o sul da Colômbia e o norte do Peru — com a denúncia da violência extrativista que marcou e ainda marca a Amazônia. \nOrganizada em cinco núcleos — Pintura de sons\, Tempo do choro de sangue\, Mundos espirituais\, Plantas sagradas e Guardiões da Amazônia —\, a exposição mergulha nos saberes\, mitos e traumas uitotos. Yahuarcani pinta sobre llanchama\, a parte interna das cascas de árvores amazônicas\, com pigmentos naturais\, reforçando uma relação com a floresta entendida não como recurso ou paisagem\, mas como entidade viva. Figuras híbridas e míticas habitam suas telas\, nas quais humanos\, animais\, plantas e espíritos coexistem sem fronteira entre o material e o invisível.
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SUMMARY:"Democracia radical" do Colectivo Acciones de Arte no MASP
DESCRIPTION:O MASP apresenta Colectivo Acciones de Arte: democracia radical\, com curadoria de André Mesquita. A mostra reúne fotografias\, filmes\, documentos\, publicações e cartazes de oito ações realizadas pelo CADA entre 1979 e 1985 — intervenções em espaços públicos\, executadas de forma rápida e\, em diversos casos\, anônima\, como estratégia para contornar os mecanismos de censura e vigilância da ditadura chilena. \nFundado em Santiago em 1979 por Lotty Rosenfeld\, Juan Castillo\, Diamela Eltit\, Raúl Zurita e Fernando Balcells\, o coletivo produziu ações que se tornaram referências para pensar as articulações entre arte e política na América Latina. \nEm NO+ (1983)\, a mais conhecida\, o texto aberto “Não mais” foi espalhado pela paisagem urbana para ser completado pelos cidadãos — “NO+ dictadura”\, “NO+ muerte”\, “NO+ hambre” —\, antecipando simbolicamente o Plebiscito de 1988 que marcou o fim da ditadura. \nEm ¡Ay Sudamérica! (1981)\, seis aviões lançaram 400 mil panfletos sobre Santiago afirmando que todas as pessoas são artistas — inversão simbólica da memória do bombardeio ao palácio de La Moneda em 1973.
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SUMMARY:"Trágico Subúrbio" de Paulo Pedro Leal na Pinacoteca
DESCRIPTION:Paulo Pedro Leal (1894–1968)\, pintor autodidata que viveu às margens do circuito da arte brasileira do século XX\, ganha sua primeira exposição institucional na Pinacoteca de São Paulo. \nA mostra reúne mais de 50 pinturas realizadas por Leal entre as décadas de 1950 e 1960 — cenas de guerras e conflitos sociais\, ritos de umbanda\, paisagens rurais e a vida urbana no Rio de Janeiro —\, revelando um olhar singular sobre as contradições do processo de modernização da cidade. \nEx-estivador\, empregado doméstico e sacerdote nos cultos jeje-nagô\, Leal vendeu suas obras por anos no Passeio Público antes de ser descoberto pelo marchand Jean Boghici em 1953. Entre os destaques está Afogamento dos mendigos (1965)\, que faz de Leal o único artista a retratar a “Operação Mata-Mendigos” — episódio de 1963 em que o Serviço de Repressão à Mendicância do governo Carlos Lacerda jogou pessoas em situação de rua no rio Guandu\, o maior escândalo de violência de Estado pré-ditadura militar.
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SUMMARY:"Pele Azul"\, de Vivian Caccuri no CCBB SP
DESCRIPTION:Foto: Reprodução\nO Espaço Anexo do CCBB SP recebe a primeira grande individual de Vivian Caccuri na instituição\, reunindo quatro obras de grande escala — três delas inéditas — organizadas em torno da presença dos mosquitos como ponto de partida para investigar relações entre humanidade e outras formas de existência. A obra que dá título à mostra\, Pele Azul (2026)\, é uma instalação audiovisual multicanal desenvolvida ao longo de quatro anos em parceria com o Laboratório de Transmissores de Hematozoários da Fiocruz: um filme rodado em set controlado que registra\, pela primeira vez\, imagens e sons dos Sabethes albiprivus — o mosquito azul\, espécie em risco de extinção que habita as copas das árvores e permanece invisível à observação humana. Completam a mostra Gatonet (Nuvem) (2026)\, instalação sonora com 120 caixas de concreto que propaga zumbidos de insetos reais pelo espaço\, e os bordados Lexapro II (2022) e Lexapro III (2026)\, produzidos com tela mosquiteiro e materiais de proteção contra insetos. Entrada gratuita.
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SUMMARY:"Plantas em Movimento"\, de Burle Marx no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Parque do Derby\, sem data\, Roberto Burle Marx. Foto: Cortesia do Instituto Burle Marx\nO Museu Judaico de São Paulo apresenta\, em parceria com o Instituto Burle Marx\, recorte introdutório da obra paisagística de Roberto Burle Marx com foco no papel das espécies vegetais como elemento estruturante de sua linguagem. A mostra reúne desenhos de projetos\, fotografias\, filmagens e documentação de acervo para evidenciar o vocabulário vegetal que atravessa a produção do artista — construído a partir de expedições pelos biomas brasileiros e da colaboração com botânicos\, arquitetos e jardineiros. A curadoria de Isabela Ono e Guilherme Wisnik propõe um percurso que situa o paisagismo de Burle Marx como ferramenta crítica diante de questões urgentes como preservação ambiental e valorização da biodiversidade\, e encontra no Museu Judaico uma ressonância particular: a poética do deslocamento e da reinvenção que marca sua obra dialoga com a experiência histórica da judeidade.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Rever Baravelli"\, de Luiz Paulo Baravelli no Centro MariAntonia
DESCRIPTION:Foto: Reprodução\nO Centro MariAntonia da USP apresenta panorama da trajetória de mais de cinco décadas de Luiz Paulo Baravelli\, com curadoria de Maria Alice Milliet e realização da Galeria Marcelo Guarnieri. As cerca de 60 obras reunidas revelam um percurso marcado pela recusa em se fixar numa linguagem única: pinturas de contornos orgânicos que escapam da moldura quadrangular\, relevos\, estruturas que evocam maquetes e trabalhos que articulam perspectiva como força vertiginosa — sugerindo profundidades potencialmente infinitas. A curadoria destaca núcleos centrais de sua pesquisa\, como as investigações sobre paisagem em sua construção ambígua entre interior e exterior e o nu feminino\, tema recorrente desde sua formação nos anos 1960. Em destaque\, a série de 1984 realizada em encáustica\, na qual Baravelli abandona o desenho preparatório para pintar diretamente sobre a tela com intensidade expressiva. Formado em arquitetura pela FAU-USP e em pintura pela FAAP\, o artista foi um dos fundadores da Escola Brasil em 1970\, ao lado de José Resende\, Carlos Fajardo e Frederico Nasser.
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LOCATION:Centro MariAntonia da USP\, Rua Maria Antônia\, 258 – Vila Buarque\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Acervo em Transformação: Doações Recentes"\, com curadoria de Adriano Pedrosa\, Regina Teixeira de Barros e Matheus de Andrade no MASP
DESCRIPTION:Taller Popular de Serigrafía\, SOMOS NOSOTROS\, 2002. Archivo Taller Popular de Serigrafía. Foto: Cortesia do MASP\nIntegrada ao ciclo das Histórias Latino-Americanas no MASP\, a mostra apresenta dois conjuntos de serigrafias recém-incorporados ao acervo do museu. O primeiro é a série Ink and Blood: 1968–2009\, de Abraham Cruzvillegas (Cidade do México\, 1968): 41 fac-símiles de cartazes\, panfletos e adesivos de movimentos sociais latino-americanos\, compilados de forma não seletiva a partir de fontes diversas — incluindo o arquivo do cronista visual Arnulfo Aquino. O recorte se inicia em 1968\, ano de nascimento do artista e do massacre de Tlatelolco no México. O segundo conjunto reúne 51 serigrafias do Taller Popular de Serigrafía (Buenos Aires\, 2001–2007)\, coletivo formado no contexto da crise argentina de 2001 que realizava oficinas móveis em protestos e fábricas ocupadas\, imprimindo mensagens nas roupas dos próprios manifestantes. Juntos\, os dois conjuntos ampliam a presença da gráfica política na coleção do MASP\, que já reúne obras de Gran Fury\, Guerrilla Girls e Serigrafistas Cuir.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Matéria e Energia"\, de Damián Ortega no MASP
DESCRIPTION:Foto: Gerardo Landa Rojano\nO MASP apresenta a primeira individual de Damián Ortega (Cidade do México\, 1967) em um museu de São Paulo\, com curadoria de Adriano Pedrosa\, Rodrigo Moura e Yudi Rafael. A mostra reúne mais de três décadas de trabalho do artista\, que transita entre escultura\, instalação\, fotografia e vídeo para reexaminar materiais e objetos cotidianos como vetores de narrativas sociais\, econômicas e políticas. Em sua prática escultórica icônica\, Ortega desmonta objetos — carros\, ferramentas\, pedras\, tijolos — e exibe suas partes reorganizadas em configurações suspensas que funcionam como diagramas espaciais\, frequentemente carregados de humor e comentário político. A exposição destaca obras centrais de sua trajetória e um conjunto de trabalhos que investigam aspectos da arquitetura brasileira. A mostra é organizada em parceria com o MALBA — Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Fluxos"\, de Janet Vollebregt na Galeria Luis Maluf
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA Galeria Luis Maluf apresenta individual da artista holandesa Janet Vollebregt\, com curadoria de Marc Pottier\, reunindo obras que deslocam a escultura e a instalação para o campo da experiência espacial e energética. Formada em arquitetura pela Universidade de Tecnologia de Delft\, Vollebregt parte de uma pergunta que surgiu ainda na graduação: por que nos sentimos bem em certos espaços e não em outros\, mesmo quando formalmente corretos? A exposição responde com obras que operam como dispositivos inseridos na arquitetura — cristais\, metais e superfícies polidas funcionam como condutores\, mas o foco recai sobre o que escapa ao objeto. Entre as séries apresentadas estão Energy Benders\, concebida para cantos de 90 graus que\, segundo o Feng Shui\, acumulam estagnação\, e os “piercings arquitetônicos”\, que tratam edifícios como corpos capazes de receber objetos-talismã. A instalação central\, Jin Shin Jyutsu Parlour\, convida o visitante a deitar e aplicar em si mesmo técnicas de harmonização energética — obra que dispensa o material e trabalha diretamente com a ausência de matéria como linguagem. Radicada entre a Holanda e a Chapada dos Veadeiros\, Vollebregt incorpora à pesquisa as formações de quartzo da região.
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LOCATION:Luis Maluf Galeria (Barra Funda)\, Rua Brigadeiro Galvão\, 996 - Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Surrealismos: Arte para Além da Razão"\, com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli na Pinakotheke São Paulo
DESCRIPTION:Obra de Jorge de Lima (1893-1953) – Foto: Divulgação\nA Pinakotheke inaugura sua nova sede em São Paulo — após 24 anos ausente da cidade — com uma mostra que reúne cerca de 100 obras de 60 artistas partindo do Manifesto Surrealista de 1924 para mapear as ramificações e reinterpretações do movimento ao longo de todo o século 20. O espaço ocupa uma casa dos anos 1930 em Higienópolis restaurada pelo arquiteto Luciano Dalla Marta\, que assina também um pavilhão novo integrado ao imóvel. A curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli distribui o percurso em dois andares: no térreo\, ênfase no surrealismo latino-americano\, com sala dedicada a Maria Martins e obras de Tarsila do Amaral\, Ismael Nery e Tunga; no andar superior\, os grandes nomes europeus e norte-americanos — Magritte\, Picasso\, Giacometti\, De Chirico\, Dalí —\, além de sala própria para Louise Bourgeois. O percurso inclui ainda vídeos de Letícia Parente e Lenora de Barros e trechos de Un Chien Andalou (1929) e Le Sang d’un poète (1932).
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LOCATION:Pinakotheke Cultural São Paulo\, Rua Ministro Nelson Hungria\, 200\, Morumbi\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Gravuras do Acervo da Pinacoteca de São Paulo"\, de Beatriz Milhazes na Pinacoteca de São Paulo – Pina Estação
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, O pato\, 1996. Foto: Cortesia da artista e Pinacoteca de São Paulo.\nA Pinacoteca de São Paulo reúne pela primeira vez\, em sala especial\, as 27 gravuras de Beatriz Milhazes que integram seu acervo — o único museu do mundo a possuir esse conjunto\, doado pela artista em 2009 e 2024. As obras\, produzidas entre 1996 e 2019 em parceria com Jean-Paul Rusell e a Durham Press (Pensilvânia\, EUA)\, revelam uma dimensão menos conhecida da prática da artista: a experimentação gráfica em grande escala\, com peças que chegam a quase dois metros de largura. Com curadoria de Renato Menezes\, a mostra evidencia como Milhazes subverte a serigrafia — técnica tradicionalmente associada a superfícies chapadas — ao introduzir transparências\, sobreposições e efeitos de profundidade que aproximam as gravuras de sua investigação pictórica. Florais\, arabescos\, mandalas e estruturas ornamentais se desdobram em composições que alternam densidade e respiro\, reafirmando uma linguagem construída no diálogo entre tradição popular brasileira\, geometria moderna e experimentação técnica.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Um Xirê Para Emanoel"\, de Alberto Pitta no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:Créditos: Vera Nunes\nO Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresenta a primeira exposição dedicada ao conjunto da produção de Alberto Pitta\, com curadoria de Vera Nunes e apoio da Galeria Nara Roesler. Integrante do Festival Akwaba da Fundação Palmares\, a mostra transforma o espaço em uma grande roda de encontro em reverência ao legado de Emanoel Araujo. O título evoca o xirê das religiões de matriz africana — gesto de celebração\, partilha e reverência — e organiza o percurso em forma de roda\, onde todas as presenças têm força e importância próprias. Nas obras de Pitta\, signos africanos\, tecidos e serigrafias atravessados pelos brancos de Oxalá e pelos azuis de Ogum transformam o espaço em território de passagem e espiritualidade. Os relevos de Emanoel Araujo reafirmam sua pesquisa sobre geometria e herança africana\, enquanto as bonecas Abayomi de Mãe Detinha de Xangô introduzem uma dimensão afetiva e ritualística. Fundador do Cortejo Afro desde 1998\, Alberto Pitta articula arte\, ancestralidade e identidade negra em uma linguagem visual que percorre carnaval\, espiritualidade e contemporaneidade.
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SUMMARY:"Mão Amiga"\, de José Bento na A Gentil Carioca São Paulo
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA A Gentil Carioca e a Galeria Sardenberg apresentam\, em parceria\, a individual de José Bento ocupando simultaneamente os espaços das duas galerias em São Paulo. O ponto de partida é o “mão amiga” — encaixe da marcenaria tradicional brasileira usado para unir grandes peças de madeira sem pregos ou cola —\, que o artista transforma em metáfora sobre interdependência e convivência. Esculturas inéditas aproximam utensílio\, paisagem e arquitetura: colheres monumentais\, pratos escavados em troncos antigos e recipientes preenchidos por feijão compõem um conjunto que tensiona as relações entre natureza\, consumo e sobrevivência. Floresta e construção civil\, delicadeza e peso\, abrigo e devastação coexistem no espaço\, articulando formas de vida em um cenário de tensão constante. O texto de apresentação é assinado por Ricardo Sardenberg.
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SUMMARY:"Que Beleza"\, projeto de Alexandre da Cunha e José Augusto Ribeiro na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA Galeria Luisa Strina recebe o projeto Que Beleza\, concebido por Alexandre da Cunha e José Augusto Ribeiro em 2023 como um espaço de interlocução sobre arte fora dos circuitos acelerados e prescritivos do campo contemporâneo. A programação se divide em duas partes: na primeira (26.05–18.07)\, trabalhos de artistas das três primeiras edições do projeto — realizadas em 2023 e 2024 — são apresentados sem costura curatorial nem plano expográfico\, como resíduo de sessões de conversa. Em 2 de julho (19h)\, o espaço recebe uma conversa com o coletivo Vilanismo. Na segunda parte (21–25.07)\, a galeria sedia a quarta edição do Que beleza em seu formato original: seis artistas levam um único trabalho para uma sessão de análise coletiva em tempo estendido\, sem informações prévias sobre os processos — apenas o objeto diante do grupo. A edição se encerra com abertura e performance de Brian Poeta e Ricca Aguilar em 21 de julho (19h). O projeto recusa a ideia de exposição\, seminário ou evento: sua escala é deliberadamente intimista\, comprometida com o pensamento em formação mais do que com resultados.
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LOCATION:Galeria Luisa Strina\, Rua Padre João Manuel\, 755 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Ralo"\, de Marina Saleme na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA Galeria Luisa Strina apresenta a oitava individual de Marina Saleme (São Paulo\, 1958) na galeria\, com texto crítico de Galciani Neves. A mostra reúne pinturas que investigam o tempo não como metáfora\, mas como estrutura de significação que se edifica com e na paisagem. Com 40 anos de trajetória\, Saleme constrói paisagens que prescindem da afirmação do real — composições cambiantes em que massas de cor em azuis\, verdes\, pretos e vermelhos entram em embate\, comprimindo horizontes e produzindo espaços entre opacidade e transparência\, permanência e dissolução. O gesto é visível e fica na tela: o processo aceita acasos\, refeituras e mudanças de ideia numa mobilização poética onde compactuam gesto\, tempo e convivência com as imagens. Ralo propõe que o tempo tem uma dinâmica sem reversibilidade — tudo escoa\, se esvai\, flui —\, em diálogo com o verso de Manoel de Barros: “O tempo só anda de ida”.
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SUMMARY:"Antes da Forma\, o Encanto"\, de Mônica Ventura na Nara Roesler São Paulo
DESCRIPTION:Foto: Cortesia da Galeria Nara Roesler\nA Nara Roesler São Paulo apresenta individual de Mônica Ventura (São Paulo\, 1985) com curadoria de Catarina Duncan\, reunindo trabalhos produzidos ao longo dos últimos dez anos ao lado de obras inéditas. O eixo central da exposição é a genealogia crítica do “fetiche” — noção derivada do latim facticius que foi apropriada no contexto colonial para reduzir à superstição os objetos investidos de poder espiritual por povos da Costa do Ouro. A exposição a reinscreve como sistema simbólico\, condensação de forças e forma indissociável de práticas\, ritos e memórias. A cabaça — também conhecida como cuia\, igbá ou poronga — atravessa o percurso como eixo formal e simbólico: presente em cosmologias afro-indígenas como forma matricial\, ela aparece em versões que vão do ouro ao aço corten\, da madeira carbonizada à cerâmica e à forma natural. Esculturas\, pinturas e instalações mobilizam plantas\, metais\, pigmentos e óleos como agentes ativos\, deslocando o espaço expositivo para uma condição híbrida entre laboratório\, abrigo e altar.
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LOCATION:Nara Roesler\, Av. Europa\, 655 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Beijo de Língua"\, de Nelson Felix no MAC USP
DESCRIPTION:Foto: Cortesia do artista\nO MAC USP apresenta a maior exposição já realizada por Nelson Felix (Rio de Janeiro\, 1954)\, com curadoria de Fernanda Pitta. A ideia germinou em 1978\, quando o artista descobriu que as línguas Aimara e Aramaico — uma da região andina\, outra da tradição semítica do Oriente Médio — tornam-se palíndromos quando escritas em espanhol (Aemara e Aramea). Décadas depois\, essa coincidência linguística encontrou forma em esculturas de mármore que constituem o núcleo da mostra: três obras — Escultura para Homero\, Escultura para Santa Teresa e Escultura para Bertrand — são formadas por pares de chapas de mármore coladas\, cada uma trazendo o mesmo texto em Aimara de um lado e em Aramaico do outro\, perfurado em rendas na pedra. A cola — usada pela primeira vez no trabalho de Felix — é tratada como material tão essencial quanto o mármore: nos caracteres que coincidem e nos intervalos onde divergem\, as línguas se tocam. Completam a mostra duas novas versões escultóricas de Carta de Amor (Pétala e Caule\, em mármore\, bronze\, ferro\, cabo de aço\, cacto e fio de seda)\, séries de desenhos e um vídeo.
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LOCATION:MAC\, 1301 Av. Pedro Álvares Cabral Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Alfabeto Solare"\, de Edival Ramosa na Galatea São Paulo
DESCRIPTION:Foto: Cortesia da Galatea\nA Galatea apresenta individual de Edival Ramosa (São Gonçalo\, 1940 – Niterói\, 2015)\, com curadoria e texto crítico de André Pitol\, reunindo pinturas\, esculturas\, objetos e desenhos que percorrem quase cinco décadas de produção — incluindo obras resgatadas de coleções no Brasil e no exterior que permaneceram inéditas ao público por longo período. Parte do conjunto integrou a 36ª Bienal de São Paulo\, marco recente da retomada crítica de sua obra. A produção de Ramosa foi profundamente marcada por sua vivência na África e na Europa nos anos 1960 e 70: as investigações construtivistas com jogos ópticos e referências à visualidade urbana — usando madeira esmaltada\, aço inoxidável e acrílico — convivem com “objetos-forma” de esferas\, casulos\, luas\, cometas e sóis em gradações cromáticas e geometrias variadas. A partir dos anos 1970\, o artista integrou à prática referências da estética indígena e afro-brasileira\, com palha\, peles\, plumagens\, miçangas e bambus.
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LOCATION:Galatea | Oscar Freire\, Rua Oscar Freire\, 379\, loja 1\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo
CATEGORIES:São Paulo
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SUMMARY:"Fugido"\, de Anderson Borba na Fortes D'Aloia & Gabriel
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta individual de Anderson Borba com esculturas\, relevos e colagens produzidos a partir de materiais orgânicos\, industriais e encontrados — madeira\, pedra\, bronze\, argila\, papel e alumínio. Dispostas em cortejo ao longo da galeria\, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos com fisicalidade instável\, reunidas como em cerimônia\, procissão ou assembleia secreta. A pesquisa de Borba parte de práticas escultóricas antigas\, do modernismo e de tradições vernaculares brasileiras — as carrancas\, as espiritualidades afro-brasileiras — dissolvendo as fronteiras entre esses campos em uma linguagem visual singular. Por procedimentos de assemblagem e colagem\, as obras conciliam solidez e precariedade em superfícies fragmentadas e estratificadas que sugerem transformação contínua. Borba incorpora ainda tecidos\, ornamentos\, imagens pixelizadas e fragmentos gráficos de revistas e meios digitais\, conferindo às esculturas uma qualidade marcadamente pictórica — como se imagens tivessem sido incrustadas em seus corpos. O título evoca deslocamento\, fuga
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LOCATION:Fortes D’Aloia & Gabriel\, R. James Holland\, 71 - Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
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SUMMARY:"nem mais nem menos\, pinturas recentes"\, de Carlos Zilio na Galeria Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA Galeria Raquel Arnaud apresenta individual de Carlos Zilio (Rio de Janeiro\, 1944) com curadoria de Tadeu Chiarelli\, reunindo pinturas recentes. A mostra parte de uma questão central para a obra do artista: como a pintura pode operar em sua própria especificidade\, desvinculando-se da carga narrativa extrapictórica que\, desde o final do século XIX\, uma parte significativa da pintura ocidental vem tentando superar. Para Chiarelli\, associar a pintura de Zilio à palavra “drama” seria justamente recair nessa armadilha representativa — o trabalho do artista insiste na pintura como presença e não como discurso.
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LOCATION:Galeria Raquel Arnaud\, 125 R. Fidalga Vila Madalena\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
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SUMMARY:"Etéreas"\, coletiva de Carla Chaim\, Marina Weffort\, Amalia Giacomini e Laura Belém na Galeria Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\nA Galeria Raquel Arnaud apresenta coletiva que reúne Carla Chaim e Marina Weffort — artistas representadas pela galeria — com as convidadas Amalia Giacomini e Laura Belém. A mostra parte da ideia histórica do éter\, o antigo “quinto elemento”\, como metáfora para aquilo que ocupa o invisível\, os intervalos e os espaços intermediários. Em suportes e procedimentos distintos\, as quatro artistas acionam processos de repetição\, desgaste\, perfuração\, remoção e deslocamento para produzir presença: Carla Chaim desenha esferas até o desgaste do lápis\, transformando o gesto repetitivo em registro de tempo; Laura Belém cria círculos em grafite e perfura papéis japoneses com incenso\, instaurando relações entre fragilidade\, combustão e suspensão; Marina Weffort remove fios de tecidos manualmente\, revelando estruturas internas e tensionando os limites entre presença e ausência; e as esculturas de Amalia Giacomini se modificam conforme o ponto de vista do observador\, produzindo percepção instável do espaço. O corpo aparece de forma indireta em todas as obras — não como representação figurativa\, mas inscrito na ação\, no tempo e na experiência sensorial.
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