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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
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SUMMARY:"Flávio Império: tens a vontade e ela é livre" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Figurino do show “Pássaro da manhã”\, 1977 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição individual Flávio Império: tens a vontade e ela é livre\, no 4º andar do edifício Pina Estação. A panorâmica – que reúne quase 300 obras – abrange a produção do artista entre os anos 1960 e 1985\, e tem curadoria assinada por Yuri Quevedo\, curador do museu e pesquisador da obra de Flávio Império (1935–1985) há 16 anos. \nFlávio Império foi um artista brasileiro em que a atuação transdisciplinar marcou profundamente a cena cultural do Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Sua importância se dá não apenas pela multiplicidade de linguagens que dominava (como pintura\, arquitetura\, cenografia\, teatro\, design gráfico e do ativismo político)\, mas também pela maneira como ele as articulava em uma prática artística crítica\, engajada e transformadora. Império trabalhou com uma diversidade de materiais\, produzindo serigrafias\, pinturas\, colagens\, fotografia e documentários em super8. \n“Flávio Império olha para cultura popular de um jeito extremamente original no meio artístico da época. Homem de teatro\, buscava mais que estereótipos das personagens\, mas como elas viviam\, as soluções que davam para produzir a vida no cotidiano subdesenvolvido no país. Como pintor\, filho de imigrantes do Bexiga\, muitas vezes se entendeu mais como artesão do que como artista” diz Yuri Quevedo\, curador da mostra. \nDestaques \nA exposição propõe ao público uma imersão em diferentes momentos e manifestações da produção do artista\, ressaltando a coerência e a liberdade que orientam sua prática tão diversa. Entre os destaques estão o projeto de figurino “fogo”\, desenvolvido especialmente para a cantora Maria Bethânia para a peçaRosa do Ventos (1971)\, além dos estudos para capa do disco Doces Bárbaros (1976)\, que poderão ser vistos na segunda sala da mostra. Uma maquete descreve o projeto que o artista fez para o show Pássaro da Manhã(1977) de Maria Bethânia. Em um momento em que a ditadura militar começa a enfraquecer e surgem os movimentos de abertura\, Império concebe um cenário em que a cantora surge de uma noite escura no fundo e vai gradualmente se aproximando da plateia ladeada por tecidos que representam a alvorada. No show Bethânia canta lembrando os amigos que foram exilados. \nAlém disso\, pela primeira vez em 60 anos as obras UDN… Respeitosamente o extinto era muito distinto\, Generals in General e Marchadeira das famílias bem pensantes\, que integraram a antológica exposição Opinião65\, no MAM-RJ\, poderão ser vistas juntas. O público poderá ver ainda a maquete da peça A falecida (1983)\, desafio enfrentado por Flávio Império de conceber um cenário para a peça de Nelson Rodrigues que não queria nada sobre o palco. \nA mostra tem apoio Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP)\, que emprestou 38 desenhos originais do artista\, parte da coleção de mais de 10 mil itens que conserva. \nSobre a exposição \nDividida em três núcleos\, a exposição mostra a trajetória do artista que tem produção concentrada no período da ditadura militar. No percurso\, o público pode notar como seu pensamento e a ideia de engajamento social e político se transforma nas diversas fases de sua trajetória. A primeira sala\, A pintura nova é a cara do cotidiano\, mostra um artista que busca nos tipos sociais e na cultura de massas uma tradução satírica para a ditadura militar e o imperialismo estadunidense. Aqui estão reunidos os trabalhos da década de 1960\, como aqueles que foram para as exposições Opinião65 e Porpostas65. \nAparecem também obras de seus companheiros de trabalho Sérgio Ferro e Rodrigo Lefévre\, assim como de alunos\, entre eles Marcello Nitsche e Claudio Tozzi. Também é possível ver alguns dos trabalhos premiados no teatro\, Andorra – que tinha no elenco Beatriz Segall e Renato Borghi – e Ópera dos Três Vinténs. Nessa época\, o artista adaptou e dirigiu outro clássico de Brecht\, “Os fuzis da mãe Carrar” se tornou “Os fuzis de dona Tereza”. Nessa montagem\, Império inovou ao transferir o choro individual da mãe que perde seu filho para guerra\, para um choro coletivo\, entoado pelo coro da peça enquanto se exibia imagens sobre a morte do estudante Edson Luiz. \nA segunda sala – Aspectos do Inconsciente Coletivo na Comunicação de Massas – estão reunidos os trabalhos mais introspectivos do artista\, nos quais ele procura na subjetividade popular uma nova coletividade. São bandeiras de São João\, Oguns\, máscaras e outros símbolos que se fundem com a comunicação pop. É aqui que começa sua parceria com Fauzi Arap e Maria Bethânia. Nessa sala\, há também o curioso cenário pensado para Pano de Boca (1976) momento em que o artista ocupa um teatro em ruínas e cria ali a representação para o inconsciente de um ator. \nPor fim\, a terceira sala – Mãos e mangarás – mostra suas viagens de ônibus pelo interior do Brasil e o interesse por modos de fazer diversos. Aqui vemos o artista se interessar mais intensamente pela serigrafia e a repetição de motivos que lhe são caros: as mãos e a flor de bananeira – chamada de Mangará. É possível observar Império interpretar em imagens da natureza os rendimentos da revolução sexual e de costumes levada a cabo nos anos 1970. O arco-íris aparece como uma marca de uma sociedade mais diversa\, com novos atores políticos que começam a surgir na década de 1980. \nO artista morre em 1985\, adoecido pelo HIV. É um dos primeiros casos notórios do Brasil\, tratado pela imprensa com preconceito e desconhecimento. Ano passado\, durante o show de Madonna\, seu retrato apareceu entre os homenageados durante a canção Live to tell. \nBethânia\, amiga e musa \nA tríade constituída pela cantora Maria Bethânia\, o diretor de arte e figurinista Flávio Império (1935–1985) e diretor Fauzi Arap (1938-2013) começou com o espetáculo Rosa do Ventos (1971)\, que marcou época pela maneira original que combinava o espetáculo teatral e o show de música popular. A cenografia e os figurinos de Flávio Império envolvem a cantora\, e constituem parte do significado do show. No espetáculo\, havia trechos de textos de Clarice Lispector (1920-1970) e Fernando Pessoa (1888-1935)\, a construção do cenário foi desenvolvida em parceria com a Casa das Palmeiras\, da médica e psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). \nO artista ainda elaborou plasticamente outras seis montagens da intérprete: A Cena Muda (1974); Os Doces Bárbaros (1976)\, este com Gil\, Caetano e Gal; Pássaro da Manhã (1977); Maria Bethânia (1979); Estranha Forma de Vida (1981) e 20 Anos de Paixão (1985). No programa do último trabalho\, dirigido por Bibi Ferreira\, Bethânia homenageou o amigo recém-falecido. \nA exposição Flávio Império: tens a vontade e ela é livre é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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SUMMARY:"Paiter Suruí\, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Gamina Suruí e Djikimatara Suruí\, Aldeia Nabekodabalakiba\, c. 1981. Foto de Borbora Suruí. Acervo Kabena Cinta Larga \nNeste sábado (26 de julho)\, o IMS Paulista abre a mostra Paiter Suruí\, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy. A exposição apresenta um acervo inédito de fotografias familiares tiradas majoritariamente pelo povo indigena Paiter Suruí\, reunidas e digitalizadas pelo Coletivo Lakapoy. Esse acervo inclui cenas e retratos tirados desde a década de 1970\, quando as câmeras chegaram ao território pelas mãos de missionários\, mas passaram a ser utilizadas pela população local para registrar seu dia a dia. Além do acervo histórico\, a exposição apresenta fotos e vídeos atuais\, reforçando o papel da fotografia como importante ferramenta de afirmação dos direitos indígenas. \nAs imagens do acervo histórico estavam armazenadas nas casas das famílias\, guardadas em álbuns\, caixas e estantes das diferentes aldeias do território indígena\, localizado entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Para preservá-las\, o Coletivo Lakapoy – grupo formado por comunicadores indígenas\, com o apoio de não indígenas\, com o objetivo de fortalecer a cultura Paiter Suruí – reuniu\, catalogou e digitalizou as fotografias. Em 2021\, o projeto foi publicado na revista ZUM e\, em 2023\, selecionado pela Bolsa ZUM/IMS\, de fomento à produção artística. O resultado dessa pesquisa agora se desdobra nesta exposição\, que ocupa o 6º andar do IMS Paulista\, com entrada gratuita. (Saiba mais sobre o Coletivo Lakapoy no serviço.) \nA mostra tem curadoria da líder e ativista Txai Suruí\, que integra o Coletivo Lakapoy\, da arquiteta\, pesquisadora e curadora Lahayda Mamani Poma e de Thyago Nogueira\, coordenador da área de Arte Contemporânea do IMS\, além de supervisão do cacique-geral Almir Narayamoga Suruí\, nome fundamental da história da luta indígena no Brasil. No sábado (26/7)\, às 11h\, os curadores participam de uma conversa com Almir Suruí e Ubiratan Suruí\, do Coletivo Lakapoy\, no cinema do IMS Paulista. No domingo (27/7)\, às 15h\, um grupo de anciãos do povo Paiter Suruí conduz uma atividade sobre os cantos tradicionais da sua cultura. Os eventos são gratuitos e abertos ao público. \nNa exposição\, o público encontra reproduções de cerca de 800 fotografias analógicas\, da década de 1970 até 2000\, que documentam o dia a dia do território\, registrando aniversários\, casamentos\, batizados e competições esportivas\, mas também os desafios decorrentes dos contatos com os não indígenas. Este acervo histórico ocupa todas as paredes da exposição\, transformando-as em um grande álbum de família\, composto de registros informais e pessoais.A mostra apresenta ainda cerca de 20 retratos recentes do povo Paiter Suruí tirados em maioria por Ubiratan Suruí\, primeiro fotógrafo profissional do povo e integrante do Coletivo Lakapoy\, além de depoimentos e vídeos dos influencers Oyorekoe Luciano Suruí e Samily Paiter. A exposição também apresenta redes\, cestos e colares produzidos pelas artesãs do território\, valorizando o conhecimento ancestral e artístico das mulheres Paiter Suruí. \nContatados oficialmente pela Funai em 1969\, os Paiter Suruí resistiram a invasões\, doenças e à omissão governamental até obterem\, em 1983\, a homologação da Terra Indígena Sete de Setembro\, localizada entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Hoje\, são aproximadamente 2.000 pessoas\, distribuídas em mais de 30 aldeias. Com um modo de vida integrado à floresta amazônica\, mas também profundamente transformado desde o contato com a sociedade não indígena\, os Paiter Suruí seguem lutando para garantir sua soberania e a integridade de seu território\, ameaçado pelo garimpo\, pela pecuária e pelo extrativismo predatório. A fotografia e as redes sociais\, entre outras ferramentas tecnológicas\, foram apropriadas pela juventude como formas de difundir sua cultura\, denunciar invasões e fortalecer a resistência. \nTxai Suruí comenta a exposição e a importância de preservar essa memória: “A vontade de guardar\, registrar e contar a história do povo Paiter Suruí é um sonho que agora se realiza\, antes de os últimos anciãos nos deixarem\, antes de essa história se ocultar de vez em algum canto esquecido do tempo\, na memória dos que viveram essa saga. […] Com as câmeras nas mãos\, vemos um olhar diferente daqueles que vieram de fora\, podemos notar a espontaneidade e naturalidade de quem tira fotos para um álbum de família. São imagens cheias de amor\, carinho e afetividade\, mas também de conhecimento\, de amor à humanidade e à natureza\, de orgulho de pertencer ao povo Paiter Suruí.” \nA maioria das pessoas retratadas nas imagens foram identificadas e contatadas\, autorizando a reprodução das fotos\, num movimento de propor novas lógicas de construir\, guardar e expor acervos indígenas\, como pontua a curadora Lahayda Mamani Poma: “De modo geral\, o contato entre instituições de arte e culturas originárias abre não apenas para conhecimento de novas produções e linguagens artísticas\, mas para a reflexão sobre modos de fazer museologia”. \nO curador Thyago Nogueira também ressalta que o acervo é um “documento inédito da história Paiter Suruí\, muito diferente das imagens oficiais e etnográficas produzidas sobre os povos indígenas brasileiros”. Segundo o curador do IMS\, “montar um acervo visual de um povo é uma forma de refazer laços e dinamizar a própria cultura\, criando pontes entre as novas e velhas gerações. É também uma forma de mostrar que as fotografias atuam como ferramenta de resistência e afirmação − uma estratégia que pode interessar a outros povos indígenas e grupos minorizados ou excluídos de sua própria história”. \nEssa lógica aparece nas legendas da exposição\, elaboradas coletivamente pelos Paiter Suruí\, com coordenação de Ubiratan Suruí (ver exemplo abaixo). Essa opção reforça o trabalho coletivo\, em contraponto à ideia de autoria individual\, já que é frequentemente difícil determinar quem bateu cada foto\, pois a câmera circulava entre várias mãos. Outro aspecto importante é a presença de intervenções manuais nas fotografias. Rasuras\, desenhos e anotações mostram que estas fotografias são fragmentos de memória vivos\, e não apenas documentos do passado. \nUbiratan Suruí\, integrante do Coletivo Lakapoy\, comenta o processo de construção deste acervo: “Essas fotos foram coletadas nas casas de vários Paiter. Quando muitas delas foram feitas\, eu era apenas uma criança. Assim\, para entender melhor o que estava vendo e o porquê de cada registro\, passamos a ir atrás dos personagens ou seus familiares. Às vezes\, a fotografia era brincadeira de criança ou até um disparo acidental de alguém que não estava tão acostumado com a câmera. Mas\, como a máquina era analógica\, com a limitação dos filmes\, a maioria dos cliques era de momentos realmente importantes.” Segundo o fotógrafo\, o “acervo catalogado já passou das centenas de registros\, e cada um deles traz outra centena de narrativas. Quando um álbum novo é encontrado na aldeia\, vários parentes se sentam em volta dele para trocar relatos e lembrar do passado.” \nUbiratan é o autor de parte das fotos contemporâneas exibidas na mostra\, tiradas a partir de 2024. As imagens mostram o cotidiano atual das aldeias do território Paiter Suruí\, marcadas tanto por costumes tradicionais quanto por novas sociabilidades e pelo uso das tecnologias. A exposição traz também vídeos de entrevistas com lideranças e integrantes da comunidade\, como Almir Narayamoga Suruí. Nos depoimentos\, as pessoas falam da importância do acervo e comentam temas como política\, espiritualidade e alimentação. \nOutro destaque\, feito especialmente para a exposição\, é uma projeção audiovisual que documenta o contato de anciãos do território com as imagens históricas do fotógrafo Jesco von Puttkamer. Jesco participou do contato da Funai com os Paiter Suruí na virada dos anos 1960 para os 1970\, e\, ao longo da vida\, reuniu um dos acervos audiovisuais indígenas mais importantes do país\, depositado no IGPA da PUC Goiás. A maioria dos Paiter Suruí\, no entanto\, nunca havia visto as imagens\, que retornaram ao território pela primeira vez depois de uma colaboração entre o Coletivo Lakapoy e o IGPA da PUC Goiás. \nEm cartaz até 2 de novembro\, a exposição apresenta ao público um conjunto inédito de imagens de grande importância histórica e política. Trata-se de um acervo em expansão\, que\, em 2026\, também será exposto no próprio Território Sete de Setembro.
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SUMMARY:"Eu sou o Brasil: artistas populares" no Sesc Santo Amaro
DESCRIPTION:Obra de Suene Oliveira Santos. Foto: Everton Ballardin \nCom abertura em 9 de agosto e visitação até  28 de dezembro\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares ocupará o Sesc Santo Amaro com um conjunto de 57 obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte\, reunindo produções de artistas autodidatas de diferentes regiões do Brasil. Produzida a partir de uma seleção criteriosa do curador Renan Quevedo\, a mostra\, que evidencia a relevância da coleção de artes visuais do Sesc São Paulo\, inclui pinturas\, esculturas\, xilogravuras e objetos que revelam a pluralidade e a potência simbólica da chamada arte popular\, força criativa marcada pela ancestralidade\, pela memória coletiva e pela resistência. \nOrganizada em quatro núcleos temáticos – Fauna e Flora\, Cotidiano\, Ofícios e Festas –\, a exposição reúne obras de 30 artistas do Norte ao Sul do Brasil. São eles: Maria Lira Marques\, J. Borges\, J. Miguel\, Manoel Graciano\, Francisco Graciano\, Carmézia Emiliano\, Mirian\, Berbela\, Jasson Gonçalves\, Cornélio\, Louco Filho\, Agostinho Batista de Freitas\, Waldomiro de Deus\, Zica Bergami\, Mestre Saúba\, Mestre Molina\, José Bezerra\, Aberaldo Santos\, José Antônio da Silva\, Ranchinho\, Juracy Mello\, Nilson Pimenta da Costa\, Neves Torres\, Neri Agenor de Andrade\, Paulo Orlando da Silva\, Suene Oliveira Santos\, Véio\, Gersion de Castro Silva\, Maria de Lourdes\, Nilo e Cornélio. \nMarcadas pela experimentação\, pela oralidade e por saberes transmitidos de geração em geração\, as obras de cada um desses artistas têm em comum a produção à margem do chamado circuito de arte e refletem a dinâmica de trabalhos que simbolizam vivências e territórios diversos\, suscitando críticas sociais\, retratando experiências cotidianas ou celebrando festas e rituais. \n“Agentes-chave de definição da identidade brasileira\, os artistas da mostra começam a esculpir\, pintar\, entalhar\, modelar\, imprimir\, polir e encerar\, entre tantos outros verbos obstinados\, movidos pela vontade de externalizar poeticamente os impulsos criativos”\, defende Quevedo no texto curatorial da exposição. “Aqui\, nos distanciamos do caráter ingênuo ao qual a arte popular foi associada – e ainda é – para orgulhosamente descortinarmos seus aspectos e contornos densos\, ambivalentes\, extraordinários e profundos. Com a transmissão de saberes entre sucessores\, de geração em geração\, são consolidados pilares culturais e pertencimentos sociais\, contribuindo para a formação de comunidades atentas ao imaterial\, à ancestralidade e às permanências”\, complementa. \n\nQuatro núcleos em detalhes \nNo núcleo Fauna e Flora\, elementos da natureza reproduzidos em diversos suportes revelam diferentes nuances de Norte a Sul do país. Papel\, madeira\, metal\, tintas industriais e pigmentos naturais são utilizados para tecer narrativas que retratam bichos ora reais\, ora imaginários\, atravessando visões\, cotidiano\, crenças\, lendas e salvaguardas. Entre outros destaques do núcleo\, como as xilogravuras do mestre J.Borges\, os tons do Vale do Jequitinhonha inspiram a mineira Maria Lira Marques nas pinturas da série Meus Bichos do Sertão. Já o baiano Berbela tem a soldagem e a reciclagem de descartes plásticos e metálicos da comunidade de Paraisópolis como ponto de partida para a criação de inventivos simulacros de insetos \nNas proposições do núcleo Cotidiano\, Quevedo explora dinâmicas do dia a dia\, em contextos urbanos e rurais\, com obras que abordam relações de trabalho\, crítica social\, sonhos\, insatisfações e manifestações de fé. Um painel imponente com mais de uma centena de Ex-votos abre caminho para as carrancas do alagoano Jasson\, um anjo esculpido pelo piauiense Cornélio e os orixás do baiano Louco Filho. O lazer é visto nas pinturas de Waldomiro de Deus\, nos desenhos de Zica Bérgami e na torre com brincadeiras de criança de Mestre Saúba. Zé Bezerra e Aberaldo criam a partir do movimento da madeira e ali observam seres que se insinuam nas curvas do material\, trabalhando consistentemente a relação entre olhos e mãos. \nJá em Ofícios são retratadas atividades ligadas ao fazer manual e aos trabalhos do campo\, como na inventiva geringonça de Mestre Molina intitulada Vida na Roça\, e às práticas comunitárias\, destacando a diversidade das técnicas artesanais no Brasil e suas origens em processos de mistura entre culturas indígenas\, africanas e europeias. O núcleo também evoca o fluxo de migrantes que contribuíram para a consolidação da economia paulistana e influenciaram fortemente a constituição de comunidades urbanas\, como a do entorno do Sesc Santo Amaro\, cujas memórias ecoam nas obras de artistas como José Antônio da Silva\, Neves Torres\, Ranchinho\, Neri Agenor de Andrade\, Waldomiro de Deus\, Juracy Melo e Nilson Pimenta. \nPor fim\, o núcleo Festas destaca as manifestações culturais coletivas. Reunindo pinturas\, esculturas e xilogravuras\, o conjunto de obras revela olhares sobre folias\, folguedos\, danças\, ritos e reuniões permeadas por humor\, fé\, críticas sociais\, desejos\, formas e cores. Articuladoras de símbolos\, comunidades e territórios\, as festas atravessam a rotina e possibilitam a atualização de significados para os grupos. Rituais de oferta e agradecimento de alimentos são vistos na produção do pernambucano Paulo Orlando da Silva\, da paranaense Suene Oliveira Santos e de Carmézia Emiliano. A última\, roraimense da etnia Macuxi\, cria uma representação da Parixara\, tradicional celebração em agradecimento à comida\, culto à caça e à colheita e fortalecimento de laços comunitários. A alegria do frevo\, do circo e dos parques de diversões é\, respectivamente\, registrada na obra de J. Borges\, Véio e Mestre Molina. Já as reuniões de caráter religioso\, como a Folia de Reis\, celebram o nascimento de Jesus em desfiles processionais musicalizados\, sendo representadas na obra de Manoel Graciano\, nascido no Cariri cearense. \nAo reverenciar o trabalho dos 32 artistas presentes nesta mostra\, expoentes de práticas muitas vezes marginalizadas e subdimensionadas\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares contribui para uma revisão do lugar da arte popular no imaginário nacional\, convidando o público a ampliar os horizontes do que se entende por arte no Brasil contemporâneo.
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SUMMARY:"Águas Abertas" no Parque Linear Bruno Covas
DESCRIPTION:Lenora de Barros + Madeeeeira\, “Resetar” (maquete). Foto: Mayra Azzi\n\n\n\n\nSe as margens dos rios são ambientes propícios à ocupação humana desde tempos ancestrais – tanto pelas possibilidades de deslocamento e comunicação que os cursos d’água oferecem quanto pelo fornecimento do recurso mais fundamental para a vida na Terra –\, as águas são um ponto de partida para compreender as dinâmicas sociais e políticas do espaço urbano moderno e contemporâneo. As metamorfoses das grandes cidades nos últimos séculos podem ser estudadas à luz da complexa relação entre natureza e interesses políticos.  \nEm São Paulo\, o Rio Pinheiros passou por transformações entre os anos 1930 e 1970\, com a retificação de seu curso d’água\, a construção de represas e usinas e de vias marginais. Hoje\, o rio passa por outro ciclo de transfiguração\, com grandes empreendimentos imobiliários sendo implementados em suas franjas.  \nO que esse rio nos diz sobre as relações entre as cidades e as águas? Pode um rio sobreviver às grandes cidades? Perguntas como essas são lançadas pelo projeto Águas Abertas\, reunindo instalações artísticas que problematizam e instigam o debate sobre a vida dos rios na cidade de São Paulo\, no Brasil e no mundo. A abertura acontece no sábado 9 de agosto\, das 12h às 17h\, no Parque Linear Bruno Covas\, às margens do Rio Pinheiros. \nCom curadoria de Gabriela de Matos e Paula Alzugaray e curadoria adjunta de João Paulo Quintella e Raphael Bento\, a iniciativa articula intersecções entre arte\, meio ambiente e cidade\, ocupando os 8 quilômetros do Parque Bruno Covas\, na margem oeste do rio Pinheiros\, entre a Ponte Cidade Jardim e o projeto Pomar Urbano em São Paulo. É uma oportunidade de atrair novos públicos ao Parque e marcar as conquistas graduais do programa de despoluição do rio\, que vem sendo executado desde 2019 pela Sabesp\, patrocinadora do projeto. A identidade visual é de Namibia Chroma. \nNas palavras das curadoras\, Águas Abertas tem o intuito de investigar e experimentar as possibilidades da arte de abrir novas perspectivas relacionais entre a cidade e suas dimensões hídricas.  \n“Contrapor-se à tensão dialética entre natureza e cultura\, que estruturou o pensamento antropocêntrico ocidental\, e deixou como legado a crise climática extrema\, é um movimento necessário em um presente de urgências. […] O projeto busca criar uma rede de ideias navegáveis\, considerar como um rio e uma cidade podem sair modificados de um projeto que se propõe um laboratório de pensamento e imaginação\, tendo a arte como agente; imaginar a terceira margem do Rio Pinheiros.” \nA colaboração entre Cinthia Marcelle e o escritório de arquitetura vão é um exemplo de como as relações entre natureza\, cidade e suas populações podem ser abordadas a partir de uma instalação de forma orgânica e relacional. O grupo fez incursões ao Jardim Panorama\, comunidade lindeira do Rio Pinheiros\, que é separada de um condomínio de luxo por um grande muro.  \nPartindo dessa situação e referindo-se ao cerceamento entre populações de poderes aquisitivos diversos\, Cinthia Marcelle e vão criaram uma barricada de blocos cerâmicos na faixa verde do Parque Bruno Covas em que a vegetação é escassa e possibilita visualizar o Jardim Panorama ao fundo. Esse muro-instalação é feito sem argamassa\, permitindo que os moradores da comunidade retirem os blocos cerâmicos empilhados mediante agendamento com a produção\, para construírem paredes de moradias e comércios em vez de muros de contenção. \nTambém Keila-Sankofa partiu da relação com populações ribeirinhas\, dessa vez com pessoas da etnia Pankararu que moram nas imediações do Rio Pinheiros\, para criar sua obra\, composta de performance\, intervenção\, fotografia e vídeo mostrando um ritual afroindígena em relação com as águas. \nA exposição apresenta ainda instalações assinadas por Coletivo Coletores\, Day Rodrigues\, Lenora de Barros e Lúcio Ventania (informações completas abaixo).  \nEncabeçada por duas curadoras\, a seleção privilegiou artistas mulheres\, subvertendo a tradição de construção de monumentos públicos simbólicos do patriarcado\, fosse por seus realizadores ou pela representação de feitos associados a figuras masculinas.  \nAs/os artistas são de cidades como Belo Horizonte (Cinthia Marcelle)\, Santos (Day Rodrigues)\, Manaus (Keila-Sankofa)\, Ravena/Sabará (Lúcio Ventania)\, ou de regiões periféricas de São Paulo (Coletivo Coletores). \nÁguas Abertas tem patrocínio da Sabesp por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet\, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. \nLocal: Parque Linear Bruno CovasMargem oeste do Rio Pinheiros\, entre Ponte Cidade Jardim e Ponte João Dias \nPrincipal acesso pela Usina São Paulo (ver abaixo) \nSegunda a domingo\, das 10h às 17h – Grátis \nAcessos: \nUsina São Paulo – acesso à direita pela via expressa da Marginal Pinheiros na altura do Shopping Cidade Jardim (estacionamento para veículos); Passarela flutuante Usina São Paulo – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 19h; Ponte Cidade Jardim (pedestres e ciclistas); Projeto Pomar Urbano – Av. Guido Caloi n° 551 – JD. São Luiz (pedestres e ciclistas); Ponte João Dias (pedestres e ciclistas); Ponte Laguna (pedestres e ciclistas); Passarela Global – acesso pela via local da Marginal Pinheiros\, defronte ao empreendimento Parque Global (pedestres\, ciclistas e estacionamento para veículos)\, horário de funcionamento do Estacionamento das 6h às 19h; Passarela flutuante Parque Global – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 22h (no momento a passarela encontra-se inoperante por conta de obras do Metrô em Santo Amaro na margem leste da Ciclovia Rio Pinheiros)
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LOCATION:Parque Linear Bruno Covas\, Margem oeste do Rio Pinheiros\, entre Ponte Cidade Jardim e Ponte João Dias Principal acesso pela Usina São Paulo\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Rivane Neuenschwander\, “A.E. (Nunca mais Brasil)”\, 2023\nCom abertura no Itaú Cultural (IC) na noite de 13 de agosto – e visitação do público no dia seguinte\, 14\, até 2 de novembro –\, a mostra tem curadoria da pesquisadora (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE) e jornalista Fabiana Moraes e realização da equipe do IC. A exposição se estende pelos três pisos do espaço expositivo da instituição dedicados às mostras temporárias. \nNo conjunto\, Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander apresenta o olhar atento da artista sobre assuntos que vêm movendo os brasileiros na história contemporânea do país – dos anos de 1970 aos atuais. Os suportes artísticos são variados: vídeos\, esculturas\, pinturas\, instalações e desenhos. A inspiração trafega entre registros de manifestações diversas captadas por ela em solo firme\, no espaço das redes sociais\, em sonhos de crianças\, em festas folclóricas e em observações subjetivas capturadas em suas andanças pelo país. \nPISO 1 \nEste andar acolhe duas de suas obras inéditas: Dream.lab/São Paulo\, ainda não vista pelo público brasileiro\, e a estreia de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. A primeira navega pelos sonhos de crianças\, cuja colaboração\, como uma espécie de coautores de produção espontânea\, marca outros trabalhos da artista. Apresentada no museu de arte moderna KinderKunstLabor\, na Áustria\, com curadoria de Mona Jas e Andreas Hoffer\, esta é a primeira montagem da obra no Brasil após um processo de pesquisa denso e específico para a exposição. Resultado de oficinas conduzidas pela equipe de mediação cultural do Itaú Cultural\, ao lado da artista\, com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Abrão de Moraes e da Emef Desembargador Amorim Lima\, as atividades partiram de uma leitura do livro Sonhozzz (editora Salamandra\, 2021)\, de Silvana Tavano e Daniel Kondo\, que também assina as ilustrações. As crianças fizeram exercícios para a produção de desenhos nos quais manifestaram seus sonhos\, desembocando em uma delicada investigação sobre a infância\, o inconsciente coletivo e os sonhos desses brasileiros em crescimento. \nA segunda obra\, Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada\, é um vídeo de cerca de 20 minutos dirigido por Cao Guimarães e Rivane\, que retomam uma parceria já vista na obra Quarta-feira de Cinzas/Epílogo (2006)\, também presente na exposição. O trabalho versa sobre o cordão que lhe dá nome\, fundado por Mestre Zenóbio na Vila de Juaba\, em Cametá\, interior do Pará\, na primeira metade dos anos de 1970. Em um tempo em que a Copa do Mundo e a Transamazônica dominavam as telas e os discursos do regime ditatorial\, Zenóbio enchia uma pequena embarcação com representações de animais de países e climas distintos para chamar a atenção para a preservação da natureza\, em um cortejo que se repete todos os anos no Carnaval das Águas (tradição centenária da cultura paraense). Rivane e Cao registraram o mais recente\, resultando neste filme que mescla sonho e susto\, beleza e plástico jogado fora\, ontem e agora. A trilha é da dupla performer brasileira O Grivo\, que também aparece em trabalhos como Erotisme. \nAinda fazem parte deste piso Atrás da porta e L.L. (O vendedor de furos). A primeira é de 2007\, uma serigrafia sobre madeira composta de 140 peças de dimensões variadas com desenhos e rabiscos\, que a artista foi capturando ao longo dos anos nas portas de banheiros públicos. De 2023\, a segunda reúne pequenas esculturas\, que se espalham pelos três andares da exposição. A obra é baseada em uma memória de infância de L.L.\, amiga de Rivane\, na qual ela imaginava um comerciante que ganhava dinheiro vendendo buracos\, e faz uma conexão precisa sobre o mundo em que vivemos na atualidade. \nPISO -1 \nAqui\, o público encontra mais dois trabalhos inéditos: As Insubmissas e Perversos\, marcianos\, canibais e alienados. Uma ema antifascista\, um tubarão verde com lenço amarelo pronto para atacar\, arapongas e tigrinhos\, entre outros\, representam personagens que falam da história mais recente do país. Somando os dois conjuntos\, são 23 figuras\, entre bichos\, frutas\, plantas na composição desses bonecos\, feitos de tecido\, papel machê\, garrafas de vidro\, bordados e outros materiais. \nAs Insubmissas reúne os personagens A Ativista; O Brasil; O Comunista; O Socialista; A Anti-fascista e O Ministro. Em Perversos\, marcianos\, canibais e alienados estão A Agência de Vigilância; A Alta Patente; A Emenda Parlamentar; A Força Aérea Expedicionária; A Funcionária Fantasma; A Inflação; A Patriota; O Algoritmo; O Autocrata; O Deputado Federal; O Empresário; O Jogo de Apostas; O Magnata da Fé; O Oligarca; O Tarifaço e O Tecnocrata. \nEstes trabalhos derivam da obra O alienista (2019)\, atualmente exposta no Instituto Inhotim e baseada no livro de Machado de Assis. Nela\, estão personagens como O Orador de Sobremesas\, O Juiz de Fora\, O Terraplanista\, O Barbeiro\, A Viúva e João de Deus (personagem de O alienista\, de Machado de Assis)\, entre outros. \nTambém está neste piso o vídeo digital Enredo\, produzido por Rivane em 2016 com o neurocientista Sérgio Neuenschwander. O audiovisual se inspira na coletânea de contos populares do Oriente Médio As Mil e Uma Noites (edição em português) para acompanhar uma aranha tecendo a sua teia com o seu fio entremeado por confetes feitos de pequenos trechos do livro\, entre palavras que atravessam o seu caminho e ao som de um tamburello (versão italiana da pandeireta) tocado pelo cantor e compositor Domenico Lancellotti.   \nNeste andar\, ainda\, o público encontra mais um vídeo de Rivane e Cao Guimarães: Quarta-feira de Cinzas/Epílogo\, realizado em 2006. O filme de 10 minutos articula a folia em fim de festa. A obra Repente\, de 2016\, apresenta etiquetas de tecido bordadas\, painel de feltro\, caixas de madeira\, alfinetes de cabeça e de segurança\, em um trabalho que a artista vem atualizando ao longo dos anos com novas palavras de ordem em um remix de protestos\, mobilizações e lutas dos brasileiros.  \nNo trabalho Noites árabes (2008)\, ela evoca a claridade volátil da Lua mobilizando um número palíndromo\, assim como na obra Enredo\, as Mil e Uma Noites de Sherazade. Aqui\, o rolo de filme de 16 milímetros se desdobra em 1.001 pequenos furos atravessados pela luz\, entre 1.001 noites\, histórias e recomeços.  \nÀ espreita\, acrílica sobre papel preto acid free\, reúne 24 pinturas que investigam tanto o lado psicanalítico quanto político do medo. Rivane vem investigando há anos a infância como um lugar também político. Neste trabalho ela exibe formas sombrias desenhadas pelas próprias crianças\, a partir de oficinas realizadas na pesquisa O nome do medo. As formas remetem a monstros\, fantasmas e espíritos que além de viverem nas casas\, habitaram porões e delegacias no período ditatorial brasileiro. \nPISO -2 \nApocaplástico\, obra exibida com destaque neste andar\, também é inédita. Trata-se de uma escultura composta de madeira\, massa e tinta acrílica\, corda\, plástico e papel\, com dimensões variadas. Tem origem na viagem que a artista fez ao lado de Cao Guimarães\, na região do rio Tocantins\, para a produção de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. Lá\, Rivane observou uma grande quantidade de plásticos e outros materiais jogados após o Carnaval\, cujas imagens aparecem no vídeo e nestas obras. \nA artista também anotou pontos de reflexão sobre o projeto de colonização dos interiores do norte do país\, que segue firme e cada vez mais forte por meio da religião\, e as depositou em Apocaplástico. A localidade é a que abriga mais templos religiosos no país – 459 deles a cada 100 mil habitantes; mais do que hospitais e escolas. \nTambém neste andar\, Notícias de jornal (…)\, de 2025\, expõe o noticiário cotidiano – em especial os tantos casos de feminicídio – em uma série de cinco novas pinturas baseadas em ex-votos – sem santos\, mas com sangue. São elas: Notícias de Jornal (Simone)\, Notícias de Jornal (Natália)\, Notícias de Jornal (Érica)\, Notícias de Jornal (Jaciara) e Notícias de Jornal (Suely)\, todas realizadas neste ano. \nEm A conversação (2010-2025)\, Rivane se inspirou no filme homônimo dirigido por Francis Ford Coppola em 1974. Nesta instalação composta de papel de parede\, carpete\, forro para carpete\, cola\, gravadores de áudio\, aparelho de som e alto-falantes\, também de dimensões variadas\, o mote é a paranoia da espionagem\, que transforma todos em suspeitos e alvos – dos celulares e drones\, da entrega e monetização dos dados de cada pessoa\, notícias sobre grupos e pessoas espionados pela gestão federal encerrada em 2022. Neste trabalho\, há escutas escondidas no assoalho e nas paredes e microfones camuflados. \nM.C. (Sete Exu da Lira/Chacrinha)\, de 2025\, é um bordado de miçangas e lantejoulas sobre sarja de algodão. O trabalho vai buscar o Brasil de 1971 – quando\, em pleno governo militar\, os brasileiros assistiam ao programa do Chacrinha aos domingos. Ele tem foco especialmente no último domingo de agosto daquele ano\, no qual a umbandista Mãe Cacilda de Assis recebia a entidade Seu Sete Rei da Lira e promovia um transe coletivo no programa da TV Globo (e\, depois\, no famoso show de Flávio Cavalcanti\, na TV Tupi). Andrógina\, negra e à frente de uma prática não cristã\, Mãe Cacilda se tornou alvo do discurso moralista e racista das mais poderosas representantes do catolicismo conservador do país. \nNo vídeo Erotisme\, produzido por Rivane em 2014\, a trilha sonora é de O Grivo. Nele\, uma mão interpreta o alfabeto desobedecendo a sua sombra. Entre umas imagens e outras\, vão aparecendo palavras em francês\, usuais ou inventadas\, riscadas a canivete na madeira: masturber\, nidifier\, occulter (masturbar\, aninhar\, ocultar)\, entre outras. A obra faz referência direta ao verbete “erotismo”\, atribuído a Georges Bataille\, na obra surrealista Le memento universel Da Costa\, e passeia por dualidades do sexo\, visto como prazer ou arma; gozo ou ferida\, remetendo à violação. \nM.F. (Road trip)\, de 2015\, poderia ser resumido como um buraco de 1 x 2 cm feito na parede\, para exalar o cheiro de gasolina. Mas é muito mais do que isso. Trata-se de uma referência ao Brasil militar-desenvolvimentista e suas grandes estradas que cortaram aldeias e florestas\, já a partir da década de 1970. \nEm A.E. (Nunca mais Brasil)\, de 2023\, uma tapeçaria de 1\,70m x 1\,70m\, Rivane apresenta uma costura de retalhos de medos e lembranças\, infância e geografia\, arquivos e pavores: monstros e nomes de locais que serviram como espaços de tortura e desova de corpos\, em uma referência ao livro Brasil: Nunca Mais (1985; editora Vozes) – organizado por Dom Paulo Evaristo Arns\, Hélio Bicudo e Jaime Wright\, reúne documentos de episódios de tortura durante a ditadura militar no Brasil. Aqui\, a artista mescla a pesquisa O nome do medo (iniciada em 2015) a outro tema que demarca suas investigações: o regime autoritário que por duas décadas enterrou pessoas em locais como a Ponta da Praia (RJ). \nR.R. (90 milhões em ação)\, de 2025\, também remete aos anos de 1970\, quando o Brasil conquistou o tetra na Copa de Futebol\, com jogadores como Pelé\, Rivelino\, Tostão\, Gerson e Jairzinho em campo. A vitória foi capitalizada pelo governo Médici (1969-1974) e embalada pela marchinha de Miguel Gustavo transformada em uma espécie de hino: “Noventa milhões em ação / Pra frente\, Brasil\, do meu coração”. Nas telas brilhava o Canal 100\, fundado em 1957 pelo produtor Carlos Niemeyer\, que exibia zooms de rostos em sua maioria desconhecidos acompanhando partidas de futebol enquanto\, longe das câmeras\, gestões autoritárias sequestravam\, torturavam e matavam. 
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SUMMARY:"Tempurã" de Juliana dos Santos na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Fotos no Atelie de Juliana so Santos no dia 05/08/2025 para Pinacoteca de São Paulo. Créditos: Levi Fanan\n\n\n\n\nSão Paulo\, 19 de agosto – Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, tem o prazer de anunciar o lançamento de um programa anual de residência artística em parceria com a CHANEL\, dedicado a fortalecer e impulsionar as trajetórias criativas de mulheres artistas. \nEssa nova iniciativa estreia com a aclamada artista visual Juliana dos Santos (1987\, São Paulo\, Brasil)\, cujo trabalho inovador estabelece pontes entre arte e educação. Sua primeira exposição individual em uma instituição\, intitulada Temporã\, será inaugurada em 23 de agosto na Galeria Praça\, localizada no edifício da Pina Contemporânea. \nAnualmente\, a residência selecionará uma artista mulher de destaque — atuando em qualquer disciplina ou linguagem —\, oferecendo mentoria especializada por meio da rede CHANEL Art Partners e uma plataforma para o desenvolvimento de sua prática artística. O programa inclui também uma exposição individual na Pinacoteca\, promovendo visibilidade e apoio fundamentais às vozes criativas femininas. \nA prática artística de Juliana dos Santos é marcada pela pesquisa do pigmento azul extraído da flor Clitoria ternatea\, que a artista utiliza como lente poética para explorar a cor como experiência sensorial. Sua pesquisa transita entre arte\, história e educação\, com foco especial nas estratégias desenvolvidas por artistas negras para transpor os limites tradicionais da representação. \nPara sua exposição na Pinacoteca\, dos Santos amplia sua investigação a outros pigmentos naturais\, como a catuaba\, a erva-mate e o pau-brasil\, criando pinturas vibrantes e fluidas que convidam o público a experimentar a cor de maneira renovada. \n“Juliana dos Santos explora os limites da abstração e do tempo. A partir do azul da flor\, a artista ancora sua obra na impermanência: o pigmento natural oxida com o tempo\, transformando-se diante dos olhos do público. Sua obra é\, assim\, dinâmica e performativa: ela semeia a cor sobre a superfície pictórica\, que então segue seu próprio caminho imprevisível\, como um rio que corre e deságua em um oceano de possibilidades”\, explica a curadora Lorraine Mendes. \nEste programa de residência reflete o compromisso compartilhado entre a Pinacoteca e a CHANEL em fomentar a expressão criativa e amplificar as vozes de mulheres artistas\, no Brasil e além.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"O Poder de Minhas Mãos" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Alexia Ferreira\, “Anas\, Simoas e Dragões”\, 2025. Cortesia da artista\n\n\n\n\nA partir de 23 de agosto o Sesc Pompeia abre ao público a exposição O Poder de Minhas Mãos\, uma coletiva que reúne obras de 25 mulheres artistas do Brasil\, da França\, de países do continente africano e da diáspora africana. A exposição\, que ficará aberta para visitação até 18 de janeiro de 2026\, integra a programação da Temporada França-Brasil 2025\, iniciativa bilateral que celebra o intercâmbio cultural\, o diálogo social e a cooperação entre os dois países. \nCom curadoria de Odile Burluraux\, do Museu de Arte Moderna de Paris\, Suzana Sousa\, curadora independente angolana\, e de Aline Albuquerque\, artista visual e curadora com atuação em Fortaleza (CE)\, a exposição propõe um mergulho sensível em obras que se debruçam sobre os percursos singulares de mulheres artistas e suas práticas de autorrepresentação\, resistência\, memória e invenção de mundos. \nA exposição foi originalmente concebida e apresentada no Musée d’Art Moderne de Paris\, dentro da Temporada África 2020. Para a versão brasileira\, o Sesc convidou a curadora Aline Albuquerque\, que integrou artistas residentes no Brasil\, na Europa e no continente africano. \n“No Sesc\, a exposição é atualizada com a presença de Aline Albuquerque\, reforçando a curadoria e a participação de artistas brasileiras cujos trabalhos dialogam com o continente africano e sua diáspora. Assim\, por meio de percursos singulares\, intenta-se demonstrar proposições e experiências em comum. A exibição compreende um panorama de produções que se utilizam das visualidades para evidenciar\, desde o cotidiano\, narrativas sobre ser mulher na atualidade\, afirmando\, dessa maneira\, o valor histórico e político de suas vivências\, por vezes\, invisibilizadas”\, defende Luiz Galina\, diretor do Sesc São Paulo. \nDividida em quatro eixos curatoriais – Estórias Pessoais\, Histórias e Ficções\, O Pessoal é Político e Performances –\, a mostra apresenta ao público um panorama potente da arte contemporânea produzida por mulheres racializadas que vivem e criam a partir de diferentes territórios e contextos socioculturais\, reunindo obras que abordam temas como ancestralidade\, identidade\, espiritualidade\, corpo\, afeto\, relações de poder\, trabalho e dinâmicas de exclusão e pertencimento. \nEm meio a disputas simbólicas e à urgência de novos olhares sobre o mundo\, ao apresentar práticas artísticas de mulheres do Sul global\, a exposição O Poder de Minhas Mãos convida o público a imaginar futuros possíveis vivenciando o papel da arte como território de escuta e transformação. \n“Ao conjugar beleza e denúncia\, ancestralidade e invenção\, a produção artística negra tensiona as fronteiras entre arte e vida\, política e poética. É nesse gesto de ruptura – e de criação constante – que ela contribui efetivamente para a luta antirracista: abrindo espaços de reconhecimento\, pertencimento e possibilidade onde antes havia apenas apagamento. Ela não ilustra a resistência – ela é\, por si\, resistência em forma sensível”\, defende a escritora e filósofa Djamila Ribeiro\, que assina um dos textos de apresentação da mostra.  \nO Poder de Minhas Mãos reúne trabalhos de Aléxia Ferreira\, Aline Motta\, Ana Pi\, Ana Silva\, Buhlebezwe Siwani\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Dhiovana Barroso\, Eliana Amorim\, Fabiana Ex-Souza\, Gabrielle Goliath\, Gê Viana\, Grace Ndiritu\, Kapwani Kiwanga\, Jasi Pereira\, Lebohang Kganye\, Lerato Shadi\, Lidia Lisbôa\, Lucimélia Romão\, Pedra Silva\, Reinata Sadimba\, Senzeni Marasela\, soupixo\, Stacey Gillian Abe\, Terroristas del Amor e Wura-Natasha Ogunji.
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SUMMARY:"O Poder de Minhas Mãos" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Alexia Ferreira\, “Anas\, Simoas e Dragões”\, 2025. Cortesia da artista\n\n\n\n\nA partir de 23 de agosto o Sesc Pompeia abre ao público a exposição O Poder de Minhas Mãos\, uma coletiva que reúne obras de 25 mulheres artistas do Brasil\, da França\, de países do continente africano e da diáspora africana. A exposição\, que ficará aberta para visitação até 18 de janeiro de 2026\, integra a programação da Temporada França-Brasil 2025\, iniciativa bilateral que celebra o intercâmbio cultural\, o diálogo social e a cooperação entre os dois países. \nCom curadoria de Odile Burluraux\, do Museu de Arte Moderna de Paris\, Suzana Sousa\, curadora independente angolana\, e de Aline Albuquerque\, artista visual e curadora com atuação em Fortaleza (CE)\, a exposição propõe um mergulho sensível em obras que se debruçam sobre os percursos singulares de mulheres artistas e suas práticas de autorrepresentação\, resistência\, memória e invenção de mundos. \nA exposição foi originalmente concebida e apresentada no Musée d’Art Moderne de Paris\, dentro da Temporada África 2020. Para a versão brasileira\, o Sesc convidou a curadora Aline Albuquerque\, que integrou artistas residentes no Brasil\, na Europa e no continente africano. \n“No Sesc\, a exposição é atualizada com a presença de Aline Albuquerque\, reforçando a curadoria e a participação de artistas brasileiras cujos trabalhos dialogam com o continente africano e sua diáspora. Assim\, por meio de percursos singulares\, intenta-se demonstrar proposições e experiências em comum. A exibição compreende um panorama de produções que se utilizam das visualidades para evidenciar\, desde o cotidiano\, narrativas sobre ser mulher na atualidade\, afirmando\, dessa maneira\, o valor histórico e político de suas vivências\, por vezes\, invisibilizadas”\, defende Luiz Galina\, diretor do Sesc São Paulo. \nDividida em quatro eixos curatoriais – Estórias Pessoais\, Histórias e Ficções\, O Pessoal é Político e Performances –\, a mostra apresenta ao público um panorama potente da arte contemporânea produzida por mulheres racializadas que vivem e criam a partir de diferentes territórios e contextos socioculturais\, reunindo obras que abordam temas como ancestralidade\, identidade\, espiritualidade\, corpo\, afeto\, relações de poder\, trabalho e dinâmicas de exclusão e pertencimento. \nEm meio a disputas simbólicas e à urgência de novos olhares sobre o mundo\, ao apresentar práticas artísticas de mulheres do Sul global\, a exposição O Poder de Minhas Mãos convida o público a imaginar futuros possíveis vivenciando o papel da arte como território de escuta e transformação. \n“Ao conjugar beleza e denúncia\, ancestralidade e invenção\, a produção artística negra tensiona as fronteiras entre arte e vida\, política e poética. É nesse gesto de ruptura – e de criação constante – que ela contribui efetivamente para a luta antirracista: abrindo espaços de reconhecimento\, pertencimento e possibilidade onde antes havia apenas apagamento. Ela não ilustra a resistência – ela é\, por si\, resistência em forma sensível”\, defende a escritora e filósofa Djamila Ribeiro\, que assina um dos textos de apresentação da mostra.  \nO Poder de Minhas Mãos reúne trabalhos de Aléxia Ferreira\, Aline Motta\, Ana Pi\, Ana Silva\, Buhlebezwe Siwani\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Dhiovana Barroso\, Eliana Amorim\, Fabiana Ex-Souza\, Gabrielle Goliath\, Gê Viana\, Grace Ndiritu\, Kapwani Kiwanga\, Jasi Pereira\, Lebohang Kganye\, Lerato Shadi\, Lidia Lisbôa\, Lucimélia Romão\, Pedra Silva\, Reinata Sadimba\, Senzeni Marasela\, soupixo\, Stacey Gillian Abe\, Terroristas del Amor e Wura-Natasha Ogunji.
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SUMMARY:"Deslocamentos da Memória" no Museu do Ipiranga
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA exposição “Deslocamentos da Memória” segue até o dia 14 de dezembro de 2025 no Museu da Imigracao do Estado de São Paulo\, no bairro da Mooca\, em São Paulo. Curada por Rejane Cintrão\, a mostra reúne obras das artistas visuais Alexandra Ungern e Heloisa Lodder\, que exploram a riqueza das memórias individuais e coletivas através de diversos meios artísticos. O evento – que é gratuito\, tem visitação e abriu em agosto passado.Ambas as artistas utilizam métodos distintos de lembrar e desconstroem aspectos de destruição e deslocamento\, especialmente na cidade de São Paulo e em experiências de imigração\, sendo as duas filhas de imigrantes (alemão – Lodder\, e húngaro – Ungern\, respectivamente).Heloisa Lodder foca na fragmentação e degradação urbana\, utilizando fotografia\, vídeo arte\, performance\, e objetos para documentar o impacto da especulação imobiliária e o apagamento da herança arquitetônica de São Paulo. Seus trabalhos\, como a série “Tridimensionalidade da Memória”\, exploram o descaso com o passado arquitetônico e cultural\, preservando pedaços de demolições como memória das histórias esquecidas.Alexandra Ungern\, artista multimídia\, explora a história de sua família e as experiências de imigração\, especialmente da Hungria para o Brasil no pós-Segunda Guerra Mundial. Em alguns trabalhos\, utiliza a cianotipia — técnica fotográfica de 1842 que emprega a luz para registrar imagens — imprimindo fotografias antigas em tecidos\, evocando nostálgicos tempos passados. Obras como “Eu Adorava Esse Tempo” e “Carregando Memórias” lidam com a herança familiar e as histórias ancoradas em objetos cotidianos.“A exposição destaca a forma como a memória é mantida viva através da arte\, documentando não apenas o que se foi\, mas também dando novas narrativas aos espaços e objetos. Com um olhar crítico sobre mudanças na paisagem urbana e de recuperação de identidades e histórias\, Alexandra e Heloisa incentivam uma reflexão profunda sobre preservação e apagamento das memórias urbanas e pessoais”\, destaca a curadora Rejane Cintrão em seu texto crítico.
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SUMMARY:"PLAY – FITE - Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand edição 2024-2025" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Mestre Nato\, “Cobra Notaro” © Thiago Batista\n\n\n\n\nCom abertura no Sesc Pinheiros em 24 de agosto de 2025 e visitação até 25 de janeiro de 2026\, a exposição PLAY – FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand edição 2024-2025 convida o público para desvendar as tramas de um instigante conjunto de obras e criações que propõe um diálogo entre as técnicas da produção têxtil e o universo lúdico dos jogos e das brincadeiras. A exposição chega ao Brasil após estreia\, em 2024\, no Museu Bargoin\, em Clermont-Ferrand\, na França\, integrando a mais recente edição da FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand\, evento realizado desde 2012 com o objetivo de celebrar o inesperado e o extraordinário na criação têxtil e sua cadeia produtiva\, promovendo encontros entre tradições\, saberes e inovações. \nA realização da mostra no Brasil é resultado de uma parceria entre o Sesc São Paulo\, a cidade de Clermont-Ferrand\, na França\, e a produtora HS_Projects\, e integra a programação da Temporada França-Brasil 2025\, iniciativa bilateral que celebra o intercâmbio cultural\, o diálogo social e a cooperação entre os dois países. No estado de São Paulo\, o Sesc é um dos principais parceiros locais da Embaixada da França no Brasil\, do Consulado-Geral da França em São Paulo e do Institut Français\, promovendo dezenas de atividades em diversas unidades. \nCom ênfase no uso de elementos têxteis como suporte para a pluralidade criativa\, a exposição PLAY reúne trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros\, selecionados a partir de uma curadoria coletiva que reúne dez profissionais: Christine Athenor\, Simon Njami\, Thomas Leveugle e Nolwenn Pichodo\, da HS_Projects; Christine Bouilloc\, do Musée D’Art Roger-Quilliot; Charlotte Croissant\, do Musée Bargoin; e Juliana Braga de Mattos\, Carolina Barmell e Fabiana Delboni\, do Sesc São Paulo.      \n“Tendo como mote inspirador os jogos\, que permitem tempos em suspensão para o exercício da imaginação e da brincadeira\, as obras se apresentam como fios entrelaçados\, delineando condições para o desenvolvimento da criatividade e de novas ideias no tecido social. Orientado por sua atuação socioeducativa\, o Sesc celebra o fortalecimento das parcerias institucionais\, e recebe a mostra em sua ludicidade\, na expectativa de possibilitar momentos de descontração e também de reflexão”\, afirma Luiz Deoclecio Massaro Galina\, Diretor do Sesc São Paulo. \nVindos de países como Austrália\, Canadá\, Estados Unidos\, França\, Marrocos\, Holanda e Uzbequistão\, o grupo internacional de artistas que integram a exposição é composto por: Awena Cozannet\, Bas Kosters\, Hannah Epstein\, Mark Newport\, Saïd Atabekov e Dilyara Kaipova.  A seleção inclui\, ainda\, obras de Sheryth Bronson\, Donna Ferguson e Beryl Bell\, que compõem o coletivo Tjanpi\, e entre quimonos e leques japoneses\, móbiles beduínos\, fantasias de mascarados nigerianos e bolas de seda chinesas\, um significativo conjunto de peças e objetos da coleção do Museu Bargoin. Seis artistas internacionais também compõem o programa de residência da mostra. São eles: Arnaud Cohen\, Delphine Ciavaldini\, Nikita Kravstov\, Roméo Mivekannin e Sabrina Calvo. \nRepresentando o Brasil\, participam: Alexandre Heberte\, Alex Flemming\, Anna Mariah Comodos\, Elen Braga\, Felipe Barbosa\, Gina Dinucci\, Leda Catunda\, Mestre Nato\, Tales Frey e Ivan Cardoso\, que apresenta seu curta metragem HO (1979)\, um documentário experimental com e sobre Hélio Oiticica. Parte destes artistas estarão representados por obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte\, que foram apresentadas na edição francesa da mostra\, em 2024 e retornam agora a São Paulo para compor esta relação entre coleções. 
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SUMMARY:"Respiração da Terra" de Denise Milan no Rosewood São Paulo
DESCRIPTION:Denise Milan\, “Caminho de Ouro Luz”. Crédito: Leonardo Finotti \nRosewood São Paulo recebe a nova exposição “Respiração da Terra”\, da artista Denise Milan\, honrando o conceito A Sense of Place® do Rosewood Hotels & Resorts ao valorizar talentos brasileiros. Em busca de nos reconciliar com as pulsações de uma Terra desconhecida\, a artista conecta a obra de arte a culturas\, crenças\, sonhos e ficções\, conferindo profundidade histórica e antropológica a muitas de suas reutilizações e apropriações. Com curadoria de Marc Pottier\, as novas obras estarão disponíveis para visitação do público a partir de 26 de agosto. \nNessa mostra\, a artista visionária e polímata — um pouco xamã\, um pouco alquimista — procura mostrar como o caminho do ouro conduz ao nosso eu interior. Explorando as relações entre os infinitos pequeno e grande\, Denise se inspira no invisível que nos faz viver e dirige suas criações de escrituras de bronze\, pedra\, fósseis e cristais para transcrevê-los em composições sem fim. “Um dos elementos escolhidos para construir essa narrativa foram os estromatólitos\, os mais antigos fósseis visíveis\, testemunhas dos primeiros organismos responsáveis pelo gás oxigênio que surgiu no planeta há cerca de 3\,5 bilhões de anos”\, explica a artista. \nO percurso artístico “Respiração da Terra” é uma extensão de sua obra “Olhar Mater”\, instalada no ano passado na entrada dos jardins do hotel. “Quando instalamos a escultura no ano passado\, tivemos a impressão de que ela se casou perfeitamente com a energia do hotel e logo propusemos essa nova exposição”\, conta Denise. “O novo trajeto propõe uma jornada existencial que enriquece a experiência do visitante no espaço através de uma evolução temática e visual\, e faz um convite à reflexão sobre a eternidade\, o infinito\, a harmonia\, a ideia de um ciclo contínuo\, sem começo nem fim”\, explica. \n“Essa exposição da Denise Milan é uma verdadeira viagem pela história e nos leva para lugares de encontro com nós mesmos\, abrindo espaço para refletirmos sobre nossa jornada rumo à origem do universo”\, comenta o curador Marc Pottier. “Ano passado\, instalamos o ‘Olho Mater’ na entrada dos jardins do hotel e agora receber o novo percurso artístico de Denise no Le Jardin Selva fortalece nosso compromisso de valorizar e impulsionar talentos brasileiros aqui no Rosewood”\, complementa. \nOs visitantes podem apreciar as novas esculturas de Denise Milan no Le Jardin Selva\, galeria a céu aberto em meio a espécies nativas da Mata Atlântica\, e as fotocolagens nas paredes de entrada do hotel e na Art Library\, loja de artigos especiais da propriedade.
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SUMMARY:"Demolidora Iracema" de Renato Larini no Espaço
DESCRIPTION:Renato Larini\, “quase retrato”\, 2025. Crédito: Renato Larini \nRenato Larini volta a ocupar o Espaço Zebra (Rua Major Diogo\, 237 – Bela Vista) trazendo ao público sua nova série na exposição individual Demolidora Iracema\, reunindo cerca de 40 obras inéditas. São trabalhos de fotografia expandida sobre lonas\, a maioria em grande formato. A mostra segue em cartaz de 29 de agosto a 27 de novembro\, com visitas às sextas e sábados\, das 19h à meia-noite\, ou em outros dias mediante agendamento. \nFruto de um cruzamento de imagens\, memórias e referências culturais que se acumulavam no imaginário do artista\, Demolidora Iracema carrega múltiplas camadas: evoca a personagem de José de Alencar\, símbolo da pátria-natureza violada; remete à melancolia popular de Adoniran Barbosa; e revela o anagrama de “América”\, a “grande demolidora”. Na ficção criada por Larini\, essa empresa imaginária não apaga vestígios\, mas recupera escombros preservando cicatrizes\, assumindo as marcas e rasuras como parte essencial da forma e do conteúdo. \nA mostra é o ponto de convergência de uma longa pesquisa e de décadas de experimentações com a imagem. As lonas de grande formato carregam elementos que atravessam toda a produção artística de Larini — colagens\, serigrafias\, fotocolagens\, fotopinturas\, ready-mades\, entre outros — em composições que condensam um percurso atravessado por tentativas\, descobertas e reinvenções\, explorando de forma livre e contínua as possibilidades entre diferentes técnicas e suportes. \nNa pesquisa que desenvolve para Demolidora Iracema\, o artista voltou-se a processos químicos alternativos à fotografia tradicional\, baseada no nitrato de prata\, composto químico que\, desde o início do que hoje reconhecemos como fotografia\, consolidou-se como padrão dominante. Nesse caminho\, investigou outras substâncias como cloretos\, sulfatos\, dicromatos\, ferricianeto\, peróxidos\, betumes\, colágenos\, ácido acético e caseína\, compostos mais alinhados a seu interesse por métodos artesanais\, de resultados por vezes imprevisíveis e maleáveis. \nO processo do artista mantém um vínculo direto com a fotografia e a ampliação clássica\, mas incorpora uma série de adaptações criativas e recursos improvisados. O ampliador utilizado para projetar as imagens sobre as lonas previamente embebidas em emulsão fotossensível é\, por exemplo\, modificado para atender às experimentações do artista. Cada etapa\, da preparação do suporte à intervenção no negativo\, integra um engenho artesanal que remete tanto às origens da fotografia quanto às suas primeiras experiências no ateliê\, quando já improvisava procedimentos de laboratório para expandir os limites do meio fotográfico. \nA diferença\, agora\, está no domínio que Larini alcançou sobre o próprio processo: desde a captura da imagem\, o controle da iluminação\, a construção (ou invenção) de uma realidade\, até a edição\, a alteração do negativo e sua forma de projeção. Tudo pode ser manipulado\, refeito\, riscado\, rabiscado\, manchado\, sujo. A lona torna-se espaço de rupturas\, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Uma superfície sensível também à intervenção manual e analógica\, incorporando diversas camadas de gesto e tempo. Larini utiliza essa linguagem para compor crônicas visuais sobre o mundo que nos cerca. À revelia de tradições rígidas\, propõe uma memória em movimento\, tecida por alianças provisórias e narrativas não lineares\, mas fragmentadas. \nAlém de sua dimensão técnica\, Demolidora Iracema articula crítica social\, arquivo e ficção. As obras abordam a destruição da memória\, a estética da desfiguração e a representação de sujeitos borrados ou suprimidos. Para Larini\, arquivar também é um gesto político: Sofro dessa febre de arquivo\, mas tento remediá-la com obras que discutem\, explicitam e trazem vultos vítimas dos apagamentos\, numa pulsão de vida ou de sobrevida\, afirma.
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SUMMARY:"Cálculo para beijar o magma" de Luana Vitra na Galeria Mitre
DESCRIPTION:Luana Vitra\, “Fluxos Migratórios”\, 2025 – Imagem / Divulgação \nA Mitre Galeria apresenta\, a partir de 30 de agosto\, Cálculo para beijar o magma\, exposição inédita da artista mineira Luana Vitra\, em São Paulo. Com texto crítico da pesquisadora Ariana Nuala\, a mostra reúne esculturas\, desenhos e colagens que observam os limites entre corpo e materialidade. A abertura acontece em plena semana da SP-Arte Rotas\, um dos momentos mais pulsantes do calendário das artes na capital paulista. \nO ferro é o eixo central da pesquisa de Vitra – elemento vital presente no corpo humano\, responsável por transportar oxigênio via hemoglobina\, e também nas estrelas\, que o geram até seu colapso em supernovas ou buracos negros. Em suas mãos\, o ferro deixa de ser apenas matéria-prima: torna-se elo entre vida\, natureza\, ciência e cosmos. \nAo mesmo tempo\, o material carrega o peso histórico de Minas Gerais\, terra natal da artista\, onde a mineração\, desde o período colonial\, estrutura economias e territórios por meio da extração e da violência. Ao incorporá-lo em suas obras\, Vitra tensiona essa herança\, deslocando o minério de mercadoria e resíduo\, para corpo vivo e relacional\, carregado de memórias\, histórias e forças que resistem ao esgotamento. \nDentre as obras\, destaca-se conceitualmente a investigação da artista entre o bico do pássaro e o centro magnético da terra. Alguns pássaros possuem magnetita em seu bico\, e essa pedra é inteiramente composta de ferro\, e quando em movimento migratório\, é a relação entre o ferro presente do bico dos pássaros e o ferro que cria o campo magnético terrestre em seu núcleo\, que orienta a direção do voo. Então o ferro aqui se torna bússola\, mas também se desdobra em afetividade\, pois a partir desse fenômeno físico a artista fabula que todo movimento migratório do pássaro vai na direção do seu desejo de beijar o núcleo da terra. \nA exposição revisita trabalhos que marcaram sua trajetória\, como Pulmão da mina (35ª Bienal de São Paulo\, 2023) e Amulets (SculptureCenter\, Nova York\, 2025)\, onde a presença do pássaros\, seja através das penas\, dos pássaros de prata e cobre\, ou dos rótulos das caixas de wagi\, se afirmaram como existências importantes para pensar a relação com os metais.  Vitra traz um conceito da física quântica denominado Emaranhamento quântico\, que diz respeito a presenças que estão intimamente interligadas\, onde se torna impossível explicar a existência de uma\, sem citar a outra\, mesmo que estejam separadas a milhões de anos luz. Para Vitra\, talvez seja esse tipo de relação que existe entre a vida do pássaro e a do metal. \nSegundo Ariana Nuala\, “a obra de Vitra não se limita a paralelos poético-científicos. Ela insiste em dar voz às forças não humanas\, reconhecendo que a política não é monopólio do humano\, mas também se joga nos regimes da matéria e da energia. Nesse horizonte\, suas esculturas não podem ser lidas como representações\, mas como ativações. Seus gestos escultóricos coreografam partículas\, poeiras\, respirações e gravidades. Os pássaros são condutores máximos: seus bicos carregam oralidades e vibrações”. \nCálculo para beijar o magma reafirma Luana Vitra como uma das vozes mais potentes da nova geração da arte brasileira – uma artista que transforma o mineral em movimento\, o território em corpo e o invisível em presença.
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SUMMARY:"Transe" na Gomide&Co
DESCRIPTION:Rubens Gerchman\, “Olho”\, 1967. Foto: Edouard Fraipont\n\n\n\n\nA Gomide&Co apresenta Transe\, coletiva organizada em parceria com Fernando Ticoulat\, que também assina o texto crítico da exposição. A abertura da mostra acontece no dia 30 de agosto (sábado)\, às 15h\, e segue em exibição até 15 de novembro. \nTranse reúne artistas de diferentes gerações e abordagens – como Luiza Crosman\, Antonio Dias\, Rubens Gerchman\, Karla Knight\, Montez Magno\, Cildo Meireles\, Mira Schendel\, Camile Sproesser\, Megumi Yuasa\, entre outros –\, propondo um percurso que investiga como as práticas artísticas se constituem como meio ativo de reorganização dos sentidos\, da linguagem e da percepção. A partir de trabalhos em diferentes linguagens e suportes\, a exposição observa como processos técnicos e simbólicos dão estrutura à produção artística e estabelecem vínculos com transformações históricas\, culturais e tecnológicas. “A arte é um campo de condensação energética em forma sensível\, do cósmico no íntimo: recebe forças\, reorganiza o tempo\, refaz o mundo. É um objeto tecno-estético imanente\, não se coloca fora do mundo\, mas o reconfigura a partir de suas entranhas: energia\, matéria\, desejo\, linguagem”\, comenta Ticoulat. \nO conceito parte da noção de que toda forma sensível é também uma forma de energia em organização. Mais do que transmitir mensagens ou representar narrativas\, as obras reunidas na exposição operam por transformação: elas reorganizam energia em forma\, emoção em estrutura\, matéria em linguagem. No lugar de apresentar significados prontos\, cada trabalho se constrói como um sistema em movimento\, no qual diferentes elementos – visuais\, materiais\, técnicos ou afetivos – se articulam em composições abertas e dinâmicas. O que se vê são formas que se atualizam diante do olhar: estruturas que vibram\, imagens que condensam tempo\, gestos que convidam à escuta. A exposição propõe\, assim\, um mergulho em processos artísticos que não apenas representam o mundo\, mas que o refazem sensivelmente. \nEntre as obras em exibição\, destacam-se as duas pinturas em grande formato de Camile Sproesser\, criadas especialmente para a ocasião. Com dimensões de 5 x 5 metros cada\, as obras serão instaladas nas vitrines da galeria voltadas para a rua\, estabelecendo um diálogo entre o espaço interno e o exterior. Intituladas respectivamente O dia e A noite\, as pinturas celebram os ciclos da natureza por meio de símbolos solares e lunares\, refletindo sobre a dualidade entre razão e instinto\, claridade e sombra. Outro destaque é o site-specific proposto por Luiza Crosman para a pilastra central da galeria\, concebida como um símbolo de ascensão espiritual e conexão entre terra e céu. Inspirada pela imagem da Escada de Jacó\, presente na tradição alquímica e religiosa\, a obra explora a ideia de uma alquimia contemporânea\, na qual elementos materiais e simbólicos são utilizados para refletir sobre a crise ambiental\, a espiritualidade não religiosa e a transformação subjetiva do ser humano. \nA exposição se desenvolve a partir de ideias recorrentes\, como a relação entre energia e materialidade\, a articulação entre natureza e técnica e o papel da arte na produção de sentido\, mas evita se organizar em seções temáticas ou cronológicas. O que se propõe é um ambiente de relação entre obras que operam em registros distintos\, mas compartilham o interesse por processos de transformação. Ao abordar questões ligadas ao tempo\, à informação\, à matéria e à percepção\, a mostra propõe uma leitura expandida da arte como um campo de operações simbólicas que participa ativamente da construção subjetiva e sensível do mundo contemporâneo. O título da exposição reforça esses aspectos ao explorar o duplo sentido da palavra “transe”: por um lado\, o substantivo que remete a um estado alterado de consciência; por outro\, o verbo no imperativo que possui conotações de natureza sexual. \nTranse acontece durante a 36ª Bienal de São Paulo\, inserindo-se no ciclo de exposições dedicadas à discussão de temas relacionados à América Latina realizadas pela Gomide&Co na época de um dos principais eventos artísticos globais. Em 2018\, a galeria apresentou Estratégias conceituais\, mostra com um recorte de obras vinculadas à arte conceitual produzida no continente sul-americano durante regimes ditatoriais. Em 2021\, foi realizada Nosso Norte é Sul\, exposição que colocou em diálogo peças têxteis ancestrais do período pré-colombiano com obras concretas\, neoconcretas e contemporâneas da América Latina. Já em 2023\, a galeria exibiu O curso do Sol\, onde foram abordadas narrativas ligadas à diáspora japonesa na América Latina por meio de obras de artistas nipo-diaspóricos e de artistas latino-americanos cujas práticas dialogam com a cultura visual japonesa a partir de referências culturais e políticas locais. \nA coletiva Transe reúne obras dos artistas:Hércules Barsotti (1914–2010)\, Waltercio Caldas (1946)\, Luiza Crosman (1987)\, Antonio Dias (1944–2018)\, Yolanda Freyre (1968)\, Rubens Gerchman (1942–2008)\, Karla Knight (1958)\, Montez Magno (1934–2023)\, Cildo Meireles (1948)\, Tomie Ohtake (1913–2015)\, Abraham Palatnik (1928–2020)\, José Resende (1945)\, Mauro Restiffe (1970)\, Mira Schendel (1919–1988)\, Camile Sproesser (1985)\, Amelia Toledo (1926–2017)\, Megumi Yuasa (1938).
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SUMMARY:"Beatriz González: a imagem em trânsito" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Beatriz Gonzalez\, “Decoracao de interiores”\, 1981\n\n\n\n\nA mostra “Beatriz González: a imagem em trânsito” revisita os mais de 60 anos de carreira de Beatriz González (1932\, Bucaramanga\, Colômbia)\, conhecida pelos trabalhos que tecem críticas à história de violência em seu país e reinterpretam obras da História da Arte ocidental. São mais de 100 trabalhos produzidos desde a década de 1960. \n“A imagem em trânsito” se organiza de forma a apresentar os diferentes aspectos históricos e conceituais da “maestra” da arte colombiana\, reunindo alguns de seus principais trabalhos. \nNa primeira sala expositiva\, dedicada as obras sobre mídia\, reprodução e circulação da obra de arte\, está a emblemática cortina serigrafada Decoración de interiores (1981)\, na qual a artista estampou a imagem do presidente à época\, Julio César Turbay Ayala\, cantando em uma festa. \nA sala seguinte é dedicada às intervenções em mobiliários\, transformados em suporte para imagens apropriadas do imaginário popular e religioso colombiano\, como nas obras Naturaleza casi muerta (1970) e Saluti da San Pietro. Trisagio (1971). \nA exposição também reúne obras que falam sobre seu interesse por imagens extraídas da imprensa\, procedimento adotado sobretudo a partir dos anos 1970. González tematiza em suas obras as consequências do conflito armado colombiano\, a violência política\, a crise climática e a experiência de comunidades indígenas. \nEm Los Suicidas del Sisga (1965)\, que teve como referência os jornais El Espectador e El Tiempo\, a artista parte de uma fotografia dos jornais sobre um duplo suicídio cometido por um jovem casal\, olhando para os códigos que vinculavam a imagem à crônica policial e a reprodução das imagens nos meios de comunicação de massa. \nNos anos 1980\, a artista direciona seu olhar à iconografia política colombiana. Deste período\, estão ali presentes obras como Señor Presidente\, qué honor estar con usted en este momento histórico (1986) que comentam diretamente eventos traumáticos da história recente\, como a tomada do Palácio da Justiça. \nA mostra se encerra com a série Pictografias particulares (2014)\, na qual González utiliza placas de trânsito como símbolo coletivo para representar situações de crise social provocadas pela migração forçada devido ao deslocamento\, desastres ambientais ou à violência\, particularmente em territórios rurais e camponeses.
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SUMMARY:"Dominique Gonzalez-Foerster: Meteorium" no Octógono da Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Vista da exposição de Dominique Gonzalez-Foerster na Pina Luz – Divulgação / Pinacoteca de São Paulo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a instalação Dominique Gonzalez-Foerster: Meteorium\, no Octógono do edifício Pina Luz. A estrutura foi concebida especialmente para o espaço central do museu\, projetando um panorama tridimensional dividido em oito câmaras\, com paredes e pisos pintados em referência a elementos da natureza. Com curadoria de Jochen Volz\, a artista convida o público a entrar na instalação e reimaginar o entrelaçamento com o meio ambiente. \nDominique Gonzalez-Foerster dedica sua prática artística a projetos experimentais\, partindo de uma investigação contínua sobre as formas como habitamos o tempo\, o espaço e a memória. A artista se inspira em uma ampla gama de referências – música\, literatura\, cinema\, arquitetura e cultura pop – criando ambientações densamente estratificadas\, que transportam os espectadores para dimensões narrativas\, temporais e alternativas. \n“Em um momento de reflexão ecológica urgente\, a pesquisa profunda de Dominique Gonzalez-Foerster em cores\, meteorologia e arquitetura nos convida a reimaginar nosso entrelaçamento com o meio ambiente e a reconhecer nossa subjetividade frente a crise climática”\, reflete Jochen Volz\, e continua: “Desde o final dos anos 90\, Dominique tem uma forte relação com o Brasil\, e com Meteorium ela dialoga tanto com a longa tradição brasileira de participação ativa do público em obras de arte quanto estabelece relação sobre as discussões atuais sobre as necessidade de proteção das nossos biomas”. \nSobre a instalação \n“Gonzalez-Foerster revela como os fenômenos meteorológicos e os elementos da natureza moldam não apenas nossos arredores físicos\, mas também nossos universos emocionais e psicológicos – muitos deles condicionados culturalmente”\, comenta o curador. O público é convidado a percorrer cada uma das oito câmaras da estrutura criada pela artista\, compostas por pinturas que evocam elementos específicos da natureza: chuva\, neve\, lava\, nuvens\, lama\, poeira e pétalas. \nNo segundo andar\, Meteorium II é composto por instrumentos musicais\, que incluem pau de chuva e máquina de vento\, que convidam o público a emitir sons da natureza. Referências a outros campos do saber estão frequentemente presentes nas obras de Dominique Gonzalez-Foerster. No caso de Meteorium\, contudo\, a artista dialoga também com uma longa tradição pictórica de recriação de atmosferas e fenômenos efêmeros\, que podem ser vistas no espaço expositivo. \nA exposição Meteorium está inserida na Temporada França-Brasil em 2025\, que tem o objetivo de dar um novo impulso à relação bilateral que celebrará\, esse ano\, o seu 200º aniversário. Iniciada por Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva\, o evento busca fortalecer os laços entre os dois países\, se organizando em torno de três grandes temas: Clima e transição ecológica; Diversidade das sociedades e diálogo com a África; Democracia e Estado de Direito. Além desses temas\, a Temporada\, que ocorrerá de abril a setembro de 2025 na França e de agosto a dezembro de 2025 no Brasil\, visa dinamizar a cooperação em áreas como cultura\, economia\, pesquisa\, educação e esporte\, com atenção especial à juventude e aos intercâmbios profissionais.
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SUMMARY:Novas exposições no Pivô e retorno do Projeto Satélite
DESCRIPTION:  \nCaroline Ricca Lee\, “The Impossibility of Love”\, 2024 – Imagem / Divulgação\n\n\n \nA partir de 30 de agosto\, o público poderá conferir na sede do Pivô-Copan duas exposições inéditas. A principal\, “Adriano Costa: Não Vamos Nos Decepcionar”/“Adriano Costa: We Won’t Be Disappointed”\, com curadoria de Fernanda Brenner\, terá sua abertura no espaço principal\, com obras inéditas da trajetória do artista. No Projeto Vitrine\, no térreo\, os visitantes encontraram a exposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk” de Caroline Ricca Lee. Ambas têm curadoria de Fernanda Brenner\, fundadora e diretora artística do Pivô. O projeto Pivô Satélite #7 também está na programação do segundo semestre. \nExposição individual “Adriano Costa: Não Vamos Nos Decepcionar”/“Adriano Costa: We Won’t Be Disappointed” \nA exposição individual de Adriano Costa\, um dos artistas mais relevantes de sua geração\, ocupará todo o espaço expositivo principal da instituição de 30 de agosto a 9 de novembro\, com obras inéditas e trabalhos emblemáticos de sua trajetória. Em celebração aos trinta anos de produção\, também haverá a reativação da instalação Amazônia (2012)\, apresentada originalmente na exposição inaugural do Pivô. \nA exposição funciona menos como retrospectiva e mais como balanço crítico de uma trajetória transformando resíduos da vida noturna e da vida contemporânea em poética. De acordo com a curadora Fernanda Brenner\, “O título da exposição funciona como uma promessa íntima e coletiva\, ecoando a filosofia de encontrar beleza e significado precisamente nos momentos de quebra e transformação. Em sua prática\, o desapontamento não é um fim\, mas um ponto de partida para novas possibilidades de sentido”. \nO projeto marca não apenas o retorno de Adriano Costa ao espaço que participou de momentos decisivos de sua carreira\, mas reafirma o compromisso do Pivô com sua missão fundacional: ser lugar de experimentação contínua e interlocução profunda com os artistas. A exposição de Adriano Costa conta com o apoio da galeria Mendes Wood DM. \n“Adriano transforma o COPAN no grande remix onde cada fragmento vira parte de uma ópera sobre a condição humana num mundo que produz\, descarta e tenta reencontrar sentido nos próprios resíduos”\, afirma Fernanda Brenner. A exposição reúne trabalhos em diferentes mídias\, em que as curvas de concreto do edifício emergem como colaborador e fornecem a cenografia para um diálogo entre arquitetura modernista e “arqueologia do presente”. \nDurante a abertura do dia 30 será realizado o lançamento do catálogo Works A-Z\, de Adriano Costa\, publicado pela editora Lenz Press. Primeiro livro monográfico de Costa\, a publicação apresenta uma seleção de obras desenvolvidas nos últimos 20 anos pelo artista paulista. O lançamento ocorre às 14h\, paralelamente ao lançamento da primeira publicação do catálogo da artista Laís Amaral\, uma seleção de trabalhos produzidos nos últimos 5 anos. Natural de São Gonçalo\, Niterói\, Amaral é um dos principais nomes em ascensão da arte contemporânea. \nExposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk”\, de Caroline Ricca Lee \nNo dia 30 de agosto também entra em cartaz a exposição “Descanso no Risco”/“Rest At Risk”\, de Caroline Ricca Lee\, no Espaço Vitrine do Pivô. Ricca Lee retorna ao espaço do Copan  após sua residência no Pivô Pesquisa com um projeto que materializa questões centrais de sua investigação artística. \nQuarta geração de imigrantes japoneses que chegaram como mão de obra nas plantações de café\, terceira geração de chineses que descobriram o Brasil via Macau\, Lee carrega duas linhagens que se encontraram em São Paulo carregando as cicatrizes da Guerra Sino-Japonesa (1937–1945) — conflito cujas reverberações psíquicas continuam ecoando em espaços domésticos décadas depois. Podemos “mover os corpos dos territórios\, mas nunca os territórios desses corpos”\, diz Lee. É dessa impossibilidade que nasce seu trabalho. \nCom curadoria de Fernanda Brenner\, a mostra reúne as obras Moon-Jen Tawei (2021)\, desenvolvida durante a residência de Lee no Pivô\, e Constelação de um complexo IV (2025)\, obra comissionada especialmente para este contexto. Moon-Jen Tawei apresenta três cabeças de cerâmica envoltas em tecidos pálidos\, suspensas como roupas no varal ou mortalhas. As máscaras\, queimadas em temperaturas extremas\, observam de seus casulos têxteis com expressões entre serenidade e vigilância. “Rostos de um pai\, de uma avó\, e de um avô”\, Lee explica\, mas imediatamente complica essa genealogia: seriam ancestrais reais ou “facetas penduradas no cabideiro nomeado como inconsciente”? \nEm Constelação de um complexo IV\, Lee abandona ambiguidades delicadas e se liberta: metal calcinado\, grãos de trigo sarraceno\, cerâmicas e fibra de vidro montados no que elu chama de “amálgama do caos e do sonho em um corpo herdeiro”. Facas pendem como ameaça suspensa\, transformando descanso em ansiedade\, segurança em vigilância. A instalação toma posse do espaço da vitrine agressivamente\, transformando a câmara de observação em algo mais urgente — um lugar onde a memória se recusa a permanecer enterrada. \nPrograma Pivô Satélite retorna ao Copan \nA partir de 30 de agosto\, o Pivô Satélite retorna ao Copan para sua sétima edição\, com curadoria de Pedro Azevedo. Criado em 2020 como um programa voltado à experimentação artística em meios digitais\, o Satélite já apresentou obras de mais de 30 artistas. Em 2025\, o projeto amplia seu escopo e estabelece uma parceria com a Kadist\, organização de arte contemporânea com sedes em Paris e São Francisco\, dedicada a práticas artísticas engajadas e colaborações internacionais. \nO Pivô Satélite #7 – Trama Cega reúne cerca de oito trabalhos audiovisuais de artistas da coleção da Kadist e de ex-residentes do Pivô Pesquisa. A seleção se completa com obras de artistas convidados\, com práticas que atravessam a imagem\, o som e a palavra para tensionar temas sociopolíticos\, econômicos e ambientais\, compondo um léxico crítico plural e transnacional. Além da ativação da plataforma virtual que segue uma lógica de montagem espacial\, o programa contará com uma instalação sonora e atividades gratuitas no espaço físico do Pivô\, em São Paulo. Programação completa no site: pivo.org.br.
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SUMMARY:"Harmony Hammond + Ivens Machado" no auroras
DESCRIPTION:Obra de Harmony Hammond – Divulgação\n\n\n\n\nA exposição Harmony Hammond + Ivens Machado propõe um diálogo inédito entre a obra de Ivens Machado (1942–2015)\, figura central da arte brasileira dos anos 70\, 80 e 90\, e Harmony Hammond (1944)\, artista\, escritora e curadora independente estadunidense\, pioneira do movimento feminista nos Estados Unidos no início dos anos 70. A mostra articula as fronteiras entre corpo\, materialidade e política. \nAs obras reunidas – esculturas\, pinturas\, relevos e fotografias produzidas entre 1973 e 2023 – desafiam categorias formais e empregam elementos como concreto\, ferro\, gaze\, latex e cera. Essas construções evidenciam a fisicalidade da matéria por meio de procedimentos incisivos\, evocando a violência como operação tanto conceitual quanto visual. Enquanto Machado explora o corpo como território de tensões biológicas e materiais\, Hammond atua na fricção entre processos visuais e militância política. Ambos abordam a vulnerabilidade do corpo humano e a instabilidade material\, criando obras abstratas de aspectos ambíguos\, entre a ferida e o curativo\, a ruína e a construção. \nAo colocar esses dois artistas em diálogo\, a mostra não apenas cria pontes entre geografias distintas\, mas também evidencia a arte como ferramenta de ruptura e resistência. A exposição propõe um encontro possível entre corpos que\, mesmo distantes no espaço\, compartilham uma sensibilidade comum frente às estruturas de opressão. \nA exposição é realizada em colaboração com as galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Alexander Gray Associates.
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LOCATION:Auroras\, 426 Av. São Valério Morumbi\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"NAZARETHANA" de Paulo Nazareth na Mendes Wood DM
DESCRIPTION:Paulo Nazareth\, “Palmital”\, 2020. Cortesia do artista e da Mendes Wood DM. Foto: EstudioEmObra \nNAZARETHANA narra muitas histórias. A começar pela mãe de Paulo Nazareth\, Ana Gonçalves da Silva\, e a sua avó\, Nazareth Cassiano de Jesus\, mas também diz a respeito de outras mães e avós ao redor do mundo. Além disso\, conta sobre divindades de diferentes origens\, como greco-romanas\, africanas\, ‘continente-americanas’\, brasileiras\, ‘pré-cabralianas’. Dividida em Cantos\, a mostra faz alusão à uma epopeia sobre fé\, religiosidade\, política e ciência\, que\, como um grande caldeirão\, mistura histórias que dizem a respeito tanto ao artista quanto à humanidade. Dividida por cores definidas pelo artista como manifestações da arte (manifestações sacras\, arte é sagrado\, como diz sua mãe)\, a mostra estabelece uma trama entre a oralidade e a história oficial. \nA história de sua mãe e sua avó é uma das camadas fundantes da exposição. Nazareth\, avó do artista\, que trabalhou em fazendas constituídas sobre terras indígenas Boruns\, foi enviada por seu “empregador” à Colônia de Barbacena (hospital psiquiátrico muito conhecido recentemente devido ao chamado Holocausto Brasileiro¹)\, onde permaneceu internada por duas décadas até ser declarada desaparecida em 1964. Com poucas lembranças de sua mãe\, Ana realizou\, anos depois\, uma viagem organizada por Paulo em busca de suas origens. Em reverência a Nazareth\, Paulo carrega o seu nome como trabalho de arte preceito\, o leva consigo e é levado por ele em suas caminhadas pelo mundo. \nO prólogo da exposição é marcado com a cor preta nas paredes\, evocando Calunga\, entidade afro-brasileira conhecida popularmente como “preto-velho”. Calunga simboliza\, ao mesmo tempo\, o mar – o Atlântico – e o cemitério\, dois espaços sagrados conectados pelas travessias forçadas de milhares de pessoas escravizadas lançadas ao oceano entre África e América. Ocupando toda a parede\, o letreiro Assembleia de Deuses não apenas anuncia a multiplicidade divina\, como também celebra a diversidade humana e a existência em suas muitas formas. Inserido no espaço da galeria\, o letreiro transforma o ambiente em templo – casa de reza\, lugar de encontro com o intangível\, reforçando a arte como um lugar de atingir o não físico e material. \nAdiante\, um ambiente amarelo reverencia Oxum\, senhora das águas doces\, rios e cachoeiras. A orixá é símbolo de fertilidade e amor\, e nas tradições diaspóricas da Umbanda e do Candomblé\, protege gestantes e recém-nascidos. Neste Canto\, desenhos e esculturas em bronze homenageiam divindades\, muitas vezes esquecidas\, oriundas de mitologias ancestrais. Em sua maioria\, entidades das águas: de regiões nórdicas\, da Europa\, da África\, e do Brasil\, cujas histórias resistem\, mesmo silenciadas pelo tempo. \nUma promessa de concretude do sonho\, da felicidade e dos desejos se manifesta ao lado com a instalação Cinema Tropical. No ‘cinema’ uma projeção do filme homônimo a mesma\, e diversos lambes cartazes sobre as paredes compõem um cenário imaginário nessa idealização tropicalista. Pensado num primeiro momento para ser exibido no inverno\, o trabalho oferece imagens para “aquecer o coração”. Aqui o cinema também se apresenta como um templo\, é um espaço de reunião\, onde se compartilha a esperança e a construção de outros futuros. \nNo fundo da galeria a instalação MAMA (Museu da Mãe / Monumento a Mãe)\, um trabalho em processo\, propõe um espaço íntimo e coletivo para homenagear a própria mãe e as mães do mundo e ao gesto de ensinar\, cuidar\, narrar e partilhar. A instalação – iniciada na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil)\, passou por instituições como o Museu Tamayo (México)\, o John Jay College (EUA) e algumas Casas de Detenção em Nova York – convida o espectador à elaborar retratos de suas mães por meio do desenho e da escrita\, formando um arquivo colaborativo de memória e reconhecimento da maternidade e da ancestralidade. \nA partir dessa instalação o visitante acessa o espaço com o teto\, chão e paredes brancas onde se homenageia a Eleguá ou Exu – senhor dos caminhos\, guardião das encruzilhadas e dos mercados. No chão\, contas vermelhas e pretas fazem reverência ao orixá. Esta instalação ocupa um ponto central\, refletindo a potência de atravessamentos que essa entidade representa entre os mundos espiritual e material\, conectando-se também com outros espaços de NAZARETHANA. Sua proximidade com o Canto MAMA sugere ainda a relação entre Exu e sua mãe\, Iemanjá. \nO corredor de cor de terra é uma saudação a Yansan\, a orixá senhora da transformação e do movimento\, quem controla os espíritos da morte e rege o destino dos viventes\, impulsionando a luta pela vida. Neste interlúdio\, pinturas de santos católicos pretos e indígenas dialogam com retratos da mãe do artista que veste camisetas com imagens de santos. \nNum outro espaço do ambiente expositivo\, o rosa é dedicado à manifestação de Ewá\, divindade da vidência e da intuição\, associada à criatividade e às infinitas possibilidades\, que é correspondente à Santa Luzia na tradição cristã. Nas paredes\, contrastam fotografias com ponto riscados de pemba\, pertencentes ao acervo imaterial do Centro Espírita Caboclo Pena Branca\, da Comunidade Quilombola Namastê (Ubá\, Minas Gerais). No meio do espaço\, estabelece-se uma nova configuração da Santa Ceia\, com resinas de produtos que levam nomes de santos\, como Guaraná Jesus\, Biscoitos São Tiago e o filtro São João em que é possível se servir de água de beber. \nO epílogo dessa epopeia\, que não é começo\, nem fim\, mas pode ser visto como uma travessia\, é composto por uma piscina com areia que dialoga com o bordado na parede: Nós podemos nadar / We can swim. Como parte de sua história\, Paulo Nazareth ainda não aprendeu a nadar por receio de sua mãe dos espíritos das águas e o medo imposto pelos invasores grileiros das terras. No piso\, reproduções de bloquetes de Dakar\, Senegal\, que representam símbolos da realeza e o baobá que traz a memória ancestral. A cor azul remete a conversa entre o mar e o firmamento. A areia – entre caminhar e submergir – relembra que o ser humano\, como outros andantes e alados\, veio da água\, que já soube nadar\, e\, portanto\, pode reaprender. \nNAZARETHANA apresenta-se como uma cartografia das narrativas de Nazareth e de suas linhagens – familiares\, divinas e territoriais – que atravessam e são atravessadas por memórias. Ao reunir o que o artista define como arte de preceito – aquilo que é feito como fala\, reza\, ato sagrado e existência múltipla e “multiversa\, pluriversal” –\, a exposição propõe um espaço-tempo de comunhão\, reflexão e aprendizado de um tempo plural evocado pelo filho de Ana. \n¹ Holocausto Brasileiro é o título do livro da jornalista Daniela Arbex\, publicado em 2013\, que denuncia os abusos e violações de direitos humanos cometidos no Hospital Colônia de Barbacena (MG)\, especialmente entre as décadas de 1930 e 1980. A obra é baseada em depoimentos de sobreviventes\, ex-funcionários e arquivos históricos\, revelando a morte de milhares de internos em condições degradantes. O livro originou também uma série televisiva homônima.
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SUMMARY:"Àkùko\, Eiyéle e Ekodidé – Uma revoada de Alberto Pitta" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Alberto Pitta\, “Revoada”\, 2025. Crédito: Flavio Freire \nA Nara Roesler São Paulo apresenta a exposição “Àkùko\, Eiyéle e Ekodidé – Uma revoada de Alberto Pitta”\, com 24 obras recentes e inéditas do artista nascido em Salvador\, em 1961. Na abertura da exposição\, em 2 de setembro de 2025\, às 18h\, será lançado o livro “Alberto Pitta” (Nara Roesler Books\, 2025)\, com 152 páginas\, formato de 17\,5 x 24\,5 cm\, capa dura com serigrafia\, bilíngue (português/inglês) e texto de Galciani Neves – curadora da mostra – além de uma entrevista dada pelo artista a Jareh Das\, curadora que vive entre a África Ocidental e o Reino Unido. A introdução é de Vik Muniz\, amigo do artista desde que ambos participaram da exposição “A Quietude da Terra: vida cotidiana\, arte contemporânea e projeto axé”\, com curadoria de France Morin\, no Museu de Arte Moderna da Bahia\, em 2000. \nNa exposição\, estarão pinturas e serigrafias sobre tela e um carrinho de cafezinho\, em madeira – uma referência aos coloridos carrinhos usados por ambulantes para vender cafezinho em Salvador\, e também ao trabalho mostrado na coletiva “A Quietude da Terra”\, em 2000. Em uma vitrine\, estarão desenhos sobre papel\, de várias épocas\, que mostram seu processo criativo. \nGalciani Neves assinala que na produção de Alberto Pitta “muitas imagens começam em traços a lápis no papel”. “Dali\, migram para a tela\, quase sempre em grande formato. O processo ocorre aos poucos\, cada camada adicionada\, cada cor reconfigura o espaço pictórico\, enriquece-o de informação visual. Pitta cria cenas com as texturas. Quando vistas de longe\, as telas parecem transformar os personagens e os fundos num todo-paisagem. De perto\, ressaltam suas muitas e pequenas texturas e estampas. A sobreposição de texturas\, o ‘avizinhamento’ de formas e a convivência de cores constituem uma totalidade muito complexa\, sugestiva de distintas percepções da imagem”. \nHISTÓRIAS PRIMORDIAISA curadora observa que nos trabalhos de Alberto Pitta “as formulações espirituais são traduções visuais que apresentam as divindades\, os orixás e seus ensinamentos”. “Um compêndio de símbolos reinterpretados pelo artista prima pela beleza das formas. As histórias primordiais contadas nas telas identificam as figuras que no passado mítico participaram dos acontecimentos e que no agora ocorrem como chaves de decifração oracular da vida. Sua produção envolve um ver como artista que rima com aprender sobre a vida”. \nAlberto Pitta foi criado entre panos e tecidos\, trabalhados por sua mãe\, a ialorixá Anísia da Rocha Pitta e Silva\, conhecida como Santinha de Oyá\, do Ilê Axé Oyá\, costureira e bordadeira do elaborado ponto richelieu\, além de educadora. Desde cedo o artista compreendeu a importância das vestimentas como ferramentas de transmissão das cosmovisões africanas\, uma forma de inserir o homem na natureza e colocá-lo em contato com seus ancestrais. \nNa entrevista dada a Jareh Das – cocuradora da mostra “Catch the Invisible” [Capturar o invisível]\, na Galerie Atiss\, em Dacar\, no ano passado\, em que Pitta fez a escultura monumental “O barco do assentamento” – ele conta que a serigrafia “permite a produção em grande escala\, embora ainda artesanal”. “Tenho um acervo de mais de duzentas matrizes serigráficas\, desenvolvidas ao longo de mais de 45 anos. Em minhas obras faço sobreposições de diversas estampas e cores\, criando diferentes composições com resultados ímpares e quase infinitos. Quando Bonaventure [Soh Bejeng Ndikung\, curador da 36ª Bienal de São Paulo] esteve aqui em meu ateliê\, em 2024\, e viu todas as matrizes enfileiradas\, as chamou de ‘biblioteca’. Nunca havia pensado nas matrizes sob esse aspecto\, mas é algo que faz muito sentido\, pois por meio dessa técnica descobri uma forma poderosa de comunicação\, que transcende a alfabetização tradicional. A estampa se tornou uma maneira de ‘escrever’ no tecido para quem não sabe ler\, e com isso proporcionar o ‘encontro de analfabetos’ no meio do Carnaval para contar nossa história\, celebrar nosso legado e honrar nossa herança. Daqueles que vêm da academia e têm interesse manifesto pelos blocos afro e desfilam nessas organizações – pessoas que não são do candomblé ou que não estão ligadas a essa cultura precisam ler nas palavras para poder entender\, tentar entender – com aqueles que não tiveram a oportunidade de ir à escola\, mas que\, por outro lado\, sabem ler os símbolos e signos ali depositados. Passei a ver os têxteis como uma segunda pele\, um meio pelo qual poderíamos simbolicamente ‘tatuar’ nossa identidade nos corpos negros suados\, transformando-os em expressões móveis e livres da cultura”. \nGalciani Neves aponta o “senso de coletividade” existente no ambiente em que vive Alberto Pitta como elemento fundamental no trabalho do artista. “Localizado no bairro do Pirajá\, em Salvador\, o ateliê de Pitta habita o mesmo espaço do Instituto Oyá\, fundado por Mãe Santinha de Oyá em 1990”\, relata. “O Instituto nasceu com vocação educativa\, oferecendo programação de arte-educação e aulas de reforço escolar para as crianças da vizinhança. Pitta já trabalhava com criações visuais estampadas em vestimentas para blocos de Carnaval desde o final dos anos 1970; na década de 1980\, passou a produzir estampas para o Olodum. Em 1998\, quando criou o Cortejo Afro\, o Instituto ganhou mais força ao diversificar suas atividades: cursos de corte e costura\, oficinas de estamparia\, aulas de música e capoeira. O ateliê de Pitta brotou do âmago dessas atividades e cresceu porque tudo acontecia junto\, com a vibração das pessoas que frequentavam e conviviam com todo esse ecossistema”. \nPITTA PENSA COM ARTE“Por articular sua produção de maneira indissociável de toda essa multiplicidade de atividades\, linguagens e instâncias vitais\, por conviver com as pessoas que frequentam e usufruem da programação oferecida ou que participam de seus projetos\, e agindo com rigor e uma escuta muito sensível aos processos de experimentação poética\, Pitta pensa com arte\, desde sua raiz\, como uma espécie de pedagogia da alegria”\, diz Galciani Neves. \nÀKÙKO\, EIYÉLE E EKODIDÉA curadora destaca que na exposição três pássaros “aparecem com protagonismo nas telas de Pitta: Àkùko\, Eiyéle e Ekodidé se espalham a partir de uma organização cromática do espaço da galeria Nara Roesler”. “Eles habitam a primeira série de trabalhos\, na qual predominam composições em preto\, branco\, vermelho e amarelo\, como se dessem boas-vindas ao público; em seguida explodem em cores vibrantes e composições multicoloridas\, para encantar; e\, por fim\, acontecem na calmaria de telas brancas – onde distintos matizes de branco compõem o trabalho”. \nGalciani Neves explica que “na ampla cultura yorubá os pássaros se apresentam como seres divinos”. “São guardiões das comunidades\, evocam energia positiva e guiam as pessoas em situações adversas. Esta reunião de obras revigora\, assim\, o sentido de revoada: voar em bando\, como aves da mesma espécie; coreografar no céu uma coletividade; migrar junto; mover-se rumo a um destino certo”. \nMENSAGEIRO DO TEMPOÀkùko “é frequentemente associado a um galo – o mensageiro do tempo\, que anuncia o dia\, que explica a ancestralidade e afirma a continuidade da vida. Eiyéle é a pomba branca\, que traz a paz\, a harmonia e a bem-aventurança. Por sua elegância e plumagem\, Eiyéle também simboliza honra e prosperidade. Ekodidé é a única pena vermelha de um pássaro ou o papagaio\, um símbolo de proteção\, vitalidade\, realeza. Sua pena é um elemento natural e uma presença essencial nos rituais de iniciação\, para afastar energias negativas e consagrar objetos”\, conta Galciani Neves. \nEla complementa: “Apresentar esses seres no campo da arte é acreditar que sua revoada pode ser um sopro de transformação para reanimar os ares\, reorganizar os pensamentos\, renovar as esperanças\, refazer as conexões. O gesto artístico e insurgente de Pitta – como nos diz a poeta\, pesquisadora e dramaturga brasileira Leda Maria Martins – é um dos que mais transformam\, pois afeta as imagens estéticas inscritas como únicas e verdadeiras. Por isso\, trata-se de um gesto que\, por refazer as narrativas e apresentar novos caminhos para enxergar o mundo\, nos mobiliza a viver com esperança (“o fermento da revolução”\, o que faz emergir o novo\, segundo o filósofo e professor sul-coreano Byung-Chul Han) e nos encoraja a reivindicar ambientes onde possamos celebrar\, nos alegrar e regozijar”. \nMUSEU E A RUAVik Muniz\, na introdução do livro\, afirma que “nos panos dos abadás\, uniformes dos blocos afro e blocos de índios sua linguagem se moldou\, impregnada de referências ancestrais e desafiada pela multitude de propostas temáticas resultante da autonomia criativa dos carnavalescos. Pitta é protagonista e produto desse encantamento pleno de tradição\, mas não vazio de liberdade”. “Sua pintura se alimenta diretamente da pesquisa e do trabalho com seus tecidos e eventos. Muito da nossa amizade de quase três décadas decorre desse importante discurso entre o museu e a rua. E\, nessa equação\, Pitta aparece sempre como a pecinha que faltava no quebra-cabeças do popular e do erudito”\, salienta o artista. Vik Muniz destaca ainda que “o ateliê do artista fica instalado num galpão que ocupa o mesmo terreno da casa de Mãe Santinha e seu terreiro”. “O barracão de cerimônias do Ilê Axé Oyá foi desenhado por Lina Bo Bardi (1914-1992) – e projetado e adaptado por Marcelo Suzuki — na época em que a arquiteta viveu na Bahia para fazer projetos no centro histórico da cidade”. \nCARRINHOS DE CAFEZINHONa Nara Roesler São Paulo\, Alberto Pitta vai mostrar um carrinho de cafezinho\, feito em madeira\, na forma de um caminhão de brinquedo\, em alusão aos “carrinhos de cafezinho”\, muito comuns em Salvador\, usados pelos vendedores ambulantes para vender café\, normalmente já adoçado com açúcar\, colocado em garrafas térmicas e servido em copos de plástico. Para a exposição “A Quietude da Terra: vida cotidiana\, arte contemporânea e projeto axé”\, em 2000\, no Museu de Arte Moderna da Bahia\, com curadoria de France Morin\, Alberto Pitta desenvolveu um projeto inspirado no seu envolvimento duradouro com esses carrinhos de cafezinho\, desde os treze anos de idade\, quando criou seu primeiro carrinho de cafezinho.
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SUMMARY:"Permanência Relâmpago" de Jonathas de Andrade na Nara Roesler
DESCRIPTION:Jonathas de Andrade\, “Jangadeiros e Canoeiros”\, 2025. Divulgação Nara Roesler \nNara Roesler São Paulo apresenta\, em 2 de setembro de 2025\, às 18h\, de “Permanência Relâmpago”\, exposição com obras inéditas e recentes do celebrado artista Jonathas de Andrade (1982\, Maceió\, residente em Recife). A curadoria é de José Esparza Chong Cuy\, diretor-executivo e curador-chefe da Storefront for Art and Architecture\, em Nova York. \n“Permanência Relâmpago” abrange três conjuntos de obras a que Jonathas de Andrade vem se dedicando nos últimos dois anos\, em torno dos jangadeiros da praia de Pajuçara\, em Maceió\, que navegam em jangadas de madeira e velas tradicionais\, levando turistas às piscinas naturais\, e os canoeiros do Rio São Francisco\, no sertão de Alagoas\, próximo à Ilha do Ferro\, que usam canoas de velas quadradas duplas de grande escala\, notavelmente gráficas\, em um circuito de competições de forma recreativa e esportiva. Ambas as manifestações representam culturas náuticas seculares transmitidas de pai para filho\, praticadas por comunidades de pescadores e barqueiros\, revelando um jogo cultural que tensiona intimamente tradição\, patrimônio\, turismo e economia. \nA exposição oferece ao público uma primeira vista\, privilegiada\, da pesquisa em andamento para um comissionamento feito em 2023 pelo Victoria and Albert Museum\, em Londres\, a convite de Catherine Troiano\, curadora do departamento de fotografia da instituição. Em novembro de 2025\, obras inéditas produzidas por Jonathas de Andrade dentro desta pesquisa serão exibidas no V&A\, quando passarão a integrar a coleção do Museu. \nEm “Permanência Relâmpago”\, Jonathas de Andrade questiona os sistemas em transformação que moldam identidade\, trabalho e memória. Suas instalações\, filmes e obras conceituais atuam como arquivos vivos\, reativando histórias orais\, saberes marginalizados e tradições artesanais. \nA exposição terá três eixos de trabalhos. Na série “Jangadeiros Alagoanos”\, Jonathas de Andrade usa como suporte as velas originais das jangadas marítimas\, usadas na praia de Pajuçara\, em Maceió\, marcadas pelo sol e pelo uso. A cada estação\, elas são substituídas por outras novas. O artista passou então a coletar essas velas coloridas de grande escala descartadas\, que apresentam também pinturas feitas à mão\, de anúncios de marcas diversas\, que funcionam como renda complementar dos jangadeiros na disputada orla da elite alagoana. \nDeixando apenas rastros desses anúncios\, Jonathas de Andrade aplica sobre eles serigrafias monocromáticas com os retratos dos jangadeiros e roleiros (aqueles que empurram os barcos para dentro e fora do mar)\, personagens fundamentais deste circuito beira-mar. Com isso\, o artista busca tensionar “o lugar tradicional da publicidade que ocupa aquele espaço\, substituindo-o pelos protagonistas muitas vezes invisibilizados”. Dessa forma\, ele subverte o lugar destinado às mensagens das propagandas\, que agora estampam rostos\, “deixando as mensagens originais fragmentadas\, aproximando-as da abstração\, e valorizando o gesto da pintura manual feita ali”. Nas serigrafias\, as imagens dos trabalhadores aparecem reticuladas\, o que só se percebe quando vistas de perto. \nAs coloridas velas de três metros de altura cada são apresentadas em um sistema de bastidores que\, ao enquadrar os retratos gravados sobre as velas\, também fragmentam e inviabilizam a legibilidade das propagandas que outrora dominavam aquela superfície. O tecido da vela que resta após o enquadramento do bastidor\, por sua vez\, se comporta de maneira diferente a cada obra: o excesso de pano é ora recolhido atrás do bastidor\, ora ganha um caráter escultórico\, assumindo dobras\, cordas e volumes que podem se despejar da parede até o chão. Cada obra leva o nome do fotografado\, como por exemplo na obra “Roleiro Maurício e a vela verde”. \nCANOEIROS NEOCONCRETOSNo segundo conjunto de trabalhos\, “Canoeiros Neoconcretos”\, Jonathas de Andrade parte das velas de padrões gráficos ousados utilizados pelos canoeiros do Rio São Francisco\, próximo à Ilha do Ferro\, paisagem carregada de histórias de seca\, migração e sobrevivência no Sertão. “A região é conhecida também pela produção artística excepcional\, com grandes mestres da arte da escultura e pintura em madeira\, da criação de objetos e do mobiliário vernacular”\, observa Jonathas. A série inclui duas serigrafias sobre madeira\, chamadas “Metaesquema-canoeiro”\, em alusão aos “Metaesquemas” de Hélio Oiticica (1937-1980)\, e outras composições baseadas no universo cromático e formal do artista carioca Ivan Serpa (1923-1973). As obras\, emolduradas por sucupira maciça\, misturam campos de cor com a fotografia reticulada\, própria da serigrafia\, com a imagem do barco e seus barqueiros mergulhada em aspectos da pintura neoconcreta\, unindo o design popular à abstração modernista. \nEm outra série\, “Puro torpor do transe do sol”\, as velas gráficas dos barcos no Rio São Francisco inspiram composições abstratas com pintura automotiva\, “dando volume escultórico e objetual aos campos de cor que atravessam o rio\, na corrida das canoas e as velas gigantes”\, comenta o artista. As obras\, em serigrafia sobre folhas de sucupira\, são acompanhadas por textos poéticos\, escritos pelo próprio artista\, e gravados em placas de acrílico. \nFILME JANGADEIROS E CANOEIROSO terceiro eixo da exposição é a estreia do filme “Jangadeiros e Canoeiros” (2025\, 15′)\, que terá uma sala especial para sua exibição. No filme\, Jonathas de Andrade costura o universo e o cotidiano dos protagonistas dos dois cenários distintos – o mar de Maceió e o Rio São Francisco – propondo o fio narrativo a partir da relação deles com as cores e as formas\, em um diálogo entre as manifestações populares e o universo cromático e afetivo. \nO artista empenha seu particular equilíbrio entre aproximação documental e toques ficcionais\, decupando o gestual e os movimentos de corpo repetidos ao longo de séculos\, na medida em que inventaria as cores presentes nas jangadas e canoas bem como na vida e memórias dos protagonistas\, através de trechos de falas captados em conversas com eles. Com foco nos gestos corporais e no trabalho coletivo de levar a jangada ao mar e trazê-la de volta\, um ritual tradicional\, hoje entrelaçado ao turismo na disputada orla de Maceió\, a obra contrasta com as imagens idílicas frequentemente usadas para promover a região\, evocando o anonimato e a resiliência das vidas moldadas pelo legado colonial brasileiro. Desta forma\, o filme circunda uma espécie de paleta cromático-emocional dos jangadeiros\, da orla maceioense\, das canoas\, das velas e dos canoeiros do sertão do Rio São Francisco. \nA trilha sonora é de Homero Basílio\, profícuo percussionista e produtor musical que colaborou em diversos filmes de Jonathas de Andrade. \nVale mencionar que\, em 2024\, Jonathas de Andrade teve seu processo artístico documentado pela realizadora Maria Augusta Ramos\, que dirigiu o minidoc Northern Winds (17′)\, produzido pela fundação holandesa Ammodo como parte de uma série de filmes de artistas. O minidoc acompanha e registra o início da pesquisa que deu origem ao filme “Jangadeiros e Canoeiros”. \n“Permanência Relâmpago” se refere ao nome de uma das jangadas fotografadas pelo artista\, e que está presente em um dos textos em prosa poética que fazem parte da série “Puro torpor do transe do sol”. Para o artista\, trata-se de um enunciado-síntese\, pois “fala muito sobre uma vida que é tão fugaz como permanente\, sobre a dualidade entre tudo aquilo que fica e resiste com a tradição\, e a iminente fagulha que é a existência. ‘Permanência relâmpago’ é também tocar de alguma forma os sentimentos abstratos da vida”\, conta Jonathas de Andrade.
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SUMMARY:"Eclipse" de Lucas Arruda na Casa Iramaia
DESCRIPTION:Lucas Arruda\, Sem título\, da série Deserto-Modelo\, 2025. Cortesia do artista e da Mendes Wood DM. Foto: Everton Ballardin \nClaro enigma¹ \nHá um jogo de relâmpagos sobre o mundode só imaginá-la a luz fulmina-me\,na outra face ainda é sombra \nLuiza Neto Jorge \n\nHá mais de uma década\, Lucas Arruda se dedica a conquistar uma mínima paisagem que emerge da própria membrana da pintura\, de dentro para fora. O pequeno pincel serpenteia ligeiro sobre a superfície\, funda um gradiente de pequenas texturas e faz surgir uma chuva de sementes prateadas\, ou anuncia uma luz solar de despedida\, que já se esconde atrás do horizonte. Se reconhecemos em sua produção fenômenos e atributos do mundo natural – a densa floresta tropical\, o céu carregado\, a dança das nuvens\, a luz brilhante da aurora\, o melancólico cair da noite e os pactos moventes entre chuva e vento – a obra antes expressa uma operação na linguagem\, fazendo crer que a imagem não é coisa dada\, mas talhada\, construída. Através de uma depuração repetitiva e algo ritualística do gesto pictórico\, seus trabalhos não abrem mão de exibir seu próprio método\, o modo pelo qual se tornam o que são\, indo e vindo no trânsito entre constituir e desconstituir as formas visíveis. Mnemônica\, sua pintura recusa ainda a observação direta para operar a partir de imagens mentais. Como disse outrora Maurice Merleau-Ponty: “Nada muda se ele [o pintor] não pinta a partir do motivo: ele pinta\, em todo caso\, porque viu\, porque o mundo\, ao menos uma vez\, gravou dentro dele as cifras do visível”. \nAcontece que o visível\, em Arruda\, só pode ser abordado de soslaio\, através de véus e anteparos que o tornam suportável à contemplação. A luz\, seu interesse persistente\, não é bem uma fonte disponível e abundante\, que banha a cena afirmando tudo como superfície; essa luz solar e direta da tradição pictórica clássica. Ao contrário\, trata-se de um fenômeno velado\, que emerge do fundo – das entranhas do solo ou da atmosfera pintada\, como uma incandescência latente à espera. Ela precisa ser conquistada (literalmente des-coberta) através de um processo que inverte a lógica aditiva da pintura: muitas vezes vem à tona a partir da remoção da tinta\, como se o pintor gravasse ou esculpisse não na pedra\, mas na própria matéria cromática\, dosando a aparição. Com as costas do pincel ou um pedaço de pano\, ele risca\, arranha e retira delicadamente as camadas espessas de tinta que antes adicionou\, num jogo entre acumular e subtrair\, velar e revelar\, até que algo se acenda nas profundezas da superfície. \nTalvez por isso seja possível falar em monumentalidade e sublime\, mesmo se tratando\, muitas vezes\, de telas de apenas 24 por 30 centímetros. O que se produz é uma profundidade algo vertiginosa\, cujo convite é nos conduzir até às bordas ou ao umbigo do mundo representado. E mesmo a ideia de paisagem é também aqui uma sugestão discreta\, conquistada através de uma linha do horizonte frontal e sutil\, igualmente fruto dessa arqueologia da remoção. O horizonte do artista\, porém\, não funciona apenas como divisor entre terra e céu\, antes opera como limiar ontológico\, linha de tensão entre o visível e o invisível. Especialmente nos monocromos de médio formato\, tal experiência é levada ao limite\, com um horizonte rarefeito que atua mais como promessa do que como demarcação\, conectando as partes numa certa zona de indeterminação vaporosa. Sua sutileza faz com que funcione menos como linha geográfica do que como evento perceptivo; fio que simultaneamente delimita e dissolve\, e que indicia um além do que não vemos. \nNão à toa Arruda frequentemente menciona a história de Assum Preto\, pássaro que já deu título a várias de suas exposições. Em certas tradições nordestinas\, é comum cegar o animal na esperança de que seu canto fique mais bonito – tal qual Tiresias\, o vidente cego de Homero\, a quem os deuses negaram a visão em troca do dom da profecia. “Tudo em vorta é só beleza / Sol de abril e a mata em frô / Mas Assum Preto\, cego dos óio / Num vendo a luz\, ai\, canta de dor…” entoada na canção homônima de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira\, composta em 1950\, e transmitida a Arruda por seu pai. Ironicamente\, para o pintor\, há algo de revelador na cegueira. Talvez por isso ele já tenha realizado exposições na penumbra\, com obras iluminadas apenas temporariamente\, ou criado trabalhos que utilizam projetores de diapositivos emitindo luzes quase imperceptíveis – algo agora desdobrado nas pinturas verticais com quadrados geminados que vibram e se dissolvem frente ao olhar. \nPortanto\, mesmo as leituras que associam sua obra com a tradição romântica\, voltada ao sublime\, devem ser cuidadosas. Apesar do produtivo diálogo com ingleses como Turner e John Constable\, mestres na dissolução das formas\, criando campos quase indistintos de luz\, cor e movimento\, não é o grande abalo dramático que impera aqui. Tampouco se trata da monumentalidade transcendente de um Caspar David Friedrich\, onde a luz opera como revelação mística através de contrastes dramáticos e névoas teatrais. Arruda habita uma zona mais nuançada\, entre o sublime romântico e o meditativo contemplativo. Se suas obras ecoam as dissoluções atmosféricas tardias de Turner\, onde a luz emerge de camadas de tinta como fenômeno quase alquímico\, ou a busca de Agnes Martin pela luz interior através de técnicas subtrativas\, é de modo mais sugestivo\, menos afirmativo. Há ainda algo da ideia rothkiana de luz que emana de dentro da superfície pictórica\, não como iluminação externa\, mas como incandescência da própria matéria cromática\, jamais refém dos contornos da forma. \nCaberia ainda um diálogo com a tradição contemplativa oriental\, da pintura de paisagem chinesa (shanshui)\, onde montanhas e águas se dissolvem em brumas\, ou a monocromia zen japonesa dos períodos Muromachi e Edo\, com seus lavis diluídos que fazem da economia gestual um princípio espiritual. Mas onde a tradição oriental cultiva o silêncio como plenitude\, Arruda é mais ambíguo. Se à distância as pinturas parecem silenciosas\, a proximidade e a depuração contemplativa apresentam uma miríade de pequenos procedimentos\, micro e ínfimas revoluções sobre a superfície pictórica – da pressão diferencial do pincel à densidade particular da tinta – declarando que\, na repetição\, a diferença é produzida a partir de variações incessantes que se desdobram desde dentro\, através da persistência amorosa do gesto\, onde cada retorno ao mesmo motivo funciona como escavação mais profunda na linguagem. A repetição torna-se\, portanto\, uma espécie de exercício contínuo sobre o que é\, afinal\, construir uma imagem; talvez por isso todas as suas obras tenham como título Deserto-Modelo\, tomado do poeta João Cabral de Melo Neto – “modelo” entendido não como forma fixa\, mas como campo de teste incessante e inesgotável: o deserto enquanto espaço de rigor e rarefação prolongados. \nDaí surgem certas idiossincrasias pictóricas. Em paralelo às marinhas mais clássicas\, há casos em que o astro solar está espelhado no mar não como reflexo luminoso na superfície\, mas como corpo incandescente caído ou enterrado nas profundezas\, por vezes ainda acompanhado de palavras sulcadas na tela\, sugerindo leituras mais alegóricas\, desejantes de significado. Outras ainda derivam para territórios mais ambíguos\, nos quais o horizonte é um entrelugar de mar e terra\, como se o artista estivesse operando pontos de contato entre suas marinhas e suas densas florestas – duas famílias de trabalhos já conhecidas por nós. “Repetir\, repetir – até ficar diferente. Repetir é um dom do estilo.” diria o poeta Manoel de Barros. \nEm paralelo a elas\, há ainda novas pinturas verticais de grande formato que operam uma mudança significativa na relação corporal com a obra\, mas também revelam um deslocamento mais aprofundado em direção ao simbólico e ao espiritual. Se as pequenas telas criam uma intimidade contemplativa\, essas superfícies expandidas estabelecem um diálogo mais direto entre corpo e pintura. O que habita o centro dessas composições não é mais apenas vislumbrado\, mas se impõe como uma aparição que preenche o campo visual\, transformando a experiência da “luz interior” do artista numa espécie de revelação arquitetural\, que conferem à obra um caráter mais cerimonial. As áreas de cor se definem com maior clareza\, os contornos ganham precisão\, produzindo uma qualidade mais gráfica que dialoga com a tradição da pintura mística. É como se a depuração repetitiva do gesto\, antes voltada à conquista da luz interior\, agora se dirigisse também à construção de um vocabulário visual capaz de evocar uma atmosfera transcendente. \nNos caberá acompanhar tal desenvolvimento\, mas\, ao que parece\, entre as grandes e pequenas\, há um curioso diálogo complementar. As obras maiores emprestam às pequenas a noção de paisagem como coisa codificada\, sistema de signos e símbolos que transcende a observação para afirmar que a imagem é uma versão fictícia de um mundo perceptível\, reforçando ainda sua dimensão espiritual. Por sua vez\, as pequenas telas devolvem às grandes um senso de autenticidade vivida\, através do qual cada signo advém de um primeiro encontro real\, rememorado\, com o mundo. \nEm tempos de ansiedade crônica e presente beco-sem-saída\, sua obra segue suspendendo a dimensão histórica para nos conectar com um tempo fora do tempo\, fazendo lembrar que é papel da linguagem expandir os horizontes negociáveis do possível. Os de Arruda são diminutos\, abertos com os dedos\, mas continuamente extensíveis\, tal qual o persistente desejo humano. \n— Pollyana Quintella
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SUMMARY:"Aqui-lá" – MAM São Paulo encontra Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Megumi Yuasa\, “Semente”\, 1975. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini\n\n\n\n\nCom curadoria conjunta\, assinada pelas duas instituições – Cauê Alves e Gabriela Gotoda\, do MAM São Paulo\, e Ana Roman e Paulo Miyada\, do Instituto Tomie Ohtake –\, a coletiva Aqui-lá aborda identidades e culturas que não se restringem a um território único\, mas se constroem em múltiplos lugares simultaneamente – o “aqui” e o “lá” interligados. \n“Para o poeta Édouard Glissant\, ao contrário do que alguns afirmam\, a diversidade resultante dos movimentos entre territórios enriquece a experiência dos lugares\, colocando-os em relação com todas as línguas e lugares do mundo. Partindo dessa premissa\, a exposição propõe um exercício de escuta e aproximação\, em que as obras da coleção do MAM são reunidas a partir do cruzamento de rastros – ora em ressonância\, ora em desvio. Mais do que ilustrar deslocamentos\, as obras os incorporam como matéria\, gesto e pensamento”\, afirmam os curadores da mostra. \nA lista de obras apresenta Anna Bella Geiger\, Carla Zaccagnini\, Emmanuel Nassar\, Hudinilson Júnior\, Ivens Machado\, Judith Lauand\, León Ferrari\, Lívio Abramo\, Lothar Charoux\, Lourival Cuquinha\, Lydia Okumura\, Madalena Schwartz\, Maureen Bisilliat\, Megumi Yuasa\, Nazareth Pacheco\, Paulo Bruscky\, Rafael França e Sara Ramo. O conjunto de trabalhos aborda\, por diferentes caminhos\, questões relacionadas à alteridade\, aos deslocamentos e fluxos diaspóricos e migratórios e aos processos de permanência e transformação das identidades nesses contextos. \nO programa MAM São Paulo encontra Instituto Tomie Ohtake nasce do diálogo entre duas organizações comprometidas com a ampliação do acesso à arte e com o fortalecimento de sua dimensão pública. Mais do que uma ação pontual motivada pelo fechamento temporário da sede do MAM para a reforma da Marquise do Parque Ibirapuera\, o projeto integra um ciclo de cooperação que promove circulação de acervos\, intercâmbio de saberes e experiências curatoriais e educativas compartilhadas.
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SUMMARY:"A terra\, o fogo\, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Wifredo Lam\, “Arbre de plume”\, do álbum Pleni Luna\, 1974. Coleção Édouard Glissant\n\n\n\n\nO Ministério da Cultura\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet)\, e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição A terra\, o fogo\, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant\, que conta com o patrocínio do Nubank\, Mantenedor Institucional do Instituto Tomie Ohtake\, da SKY\, na cota Bronze\, e da Fundação Norma y Leo Werthein\, na cota Apoio. Concebida como um museu em movimento e dedicada à obra e ao pensamento do poeta\, filósofo e ensaísta martinicano Édouard Glissant (1928–2011)\, a exposição integra a Temporada França-Brasil 2025 como um de seus principais destaques. A iniciativa de intercâmbio cultural é promovida pelo Instituto Francês e pelo Instituto Guimarães Rosa (Itamaraty)\, com o apoio de um comitê formado por 15 empresas: Engie\, LVMH\, ADEO\, JCDecaux\, Sanofi\, Airbus\, CMA CGM\, CNP Seguradora\, L’Oréal\, TotalEnergies\, Vinci\, BNP Paribas\, Carrefour\, VICAT e SCOR. Com curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada\, a mostra é uma realização do Instituto Tomie Ohtake\, correalização do Mémorial ACTe\, do Édouard Glissant Art Fund e do Institut Tout-Monde\, além de parceria com o CARA — Center for Art\, Research and Alliances e apoio institucional do Institut Français. \nParte da pesquisa de longo prazo do Instituto Tomie Ohtake em torno da produção de memória\, a exposição dá sequência a iniciativas recentes como a mostra Ensaios para o Museu das Origens (2023) e o seminário “Ensaios para o Museu das Origens – Políticas da memória” (2024)\, que reuniu representantes de museus\, arquivos e comunidades em um intenso debate sobre preservação e cidadania. \nCom seu título inspirado na antologia poética La Terre\, le feu\, l’eau et les vents (2010)\, organizada pelo escritor martinicano\, a mostra ensaia o que seria um “Museu da Errância”. Errância é uma vivência da Relação: recusa filiações únicas e propõe o museu como arquipélago – espaço de rupturas\, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Contra genealogias rígidas\, propõe-se uma memória em trânsito\, feita de alianças provisórias\, traduções e tremores – um processo institucional movido pelo encontro entre tempos\, territórios e linguagens. Ainda que Glissant tenha deixado fragmentos de sua visão para um museu do século 21\, não chegou a concretizá-lo. A curadoria imagina como poderia ser esse Museu da Errância em uma mostra de múltiplas camadas e conexões inesperadas entre obras\, documentos e paisagens. As duas ideias-chave da organização da montagem da exposição são a palavra da paisagem e a paisagem da palavra\, concebidas a partir da concepção de Glissant de “parole du paysage”. Como apontam em texto\, “No primeiro caso\, o território infiltra-se na fala; no segundo\, a linguagem se projeta no espaço\, convertendo signos\, letras e códigos em relevo\, clima ou correnteza”. Para o poeta\, a paisagem não é apenas cenário externo\, mas força ativa que molda memórias\, gestos e linguagens. \nAlém disso\, estão presentes em frases\, manuscritos e entrevistas do autor outras ideias como Todo-mundo\, crioulização\, arquipélago\, tremor\, opacidade\, palavra da paisagem e aqui-lá. Para a curadoria\, que trabalhou em contínuo diálogo com Sylvie Séma Glissant\, trata-se de um arco de assuntos interligados com profunda relevância no mundo contemporâneo\, que mais uma vez se vê permeado por discursos e medidas de intolerância perante o diverso e incapaz de criar canais de escuta dos Elementos naturais e das paisagens ameaçados de destruição. \nÉ nesse horizonte que se apresenta\, pela primeira vez no Brasil\, parte da coleção pessoal reunida por Glissant e atualmente preservada no Mémorial ACTe\, em Guadalupe. O conjunto inclui pinturas\, esculturas e gravuras de artistas com quem o pensador conviveu e sobre os quais escreveu\, como Wifredo Lam\, Roberto Matta\, Agustín Cárdenas\, Antonio Seguí\, Enrique Zañartu\, José Gamarra\, Victor Brauner e Victor Anicet\, entre outros. São artistas de crescente reconhecimento internacional\, que viveram trajetórias de diáspora e imigração\, e produziram em trânsito entre línguas\, linguagens\, paisagens e histórias múltiplas. Trata-se de um valioso recorte da produção artística da segunda metade do século 20\, que lida com o imaginário\, a figuração\, a linguagem e as grafias como recursos carregados de traços de memória\, identidade e invenção. \nÀ coleção de obras somam-se documentos\, cadernos\, vídeos e fragmentos de textos e entrevistas de Glissant\, igualmente inéditos. Entre eles\, destaca-se o Caderno de uma viagem pelo Nilo (1988) – com notas e desenhos em fac-símile – que vai além do registro de viagem para se tornar um exercício poético-filosófico\, no qual o autor questiona a ideia de uma origem única e propõe a noção de origens múltiplas. A mostra apresenta também trechos da extensa entrevista concedida em 2008 a Patrick Chamoiseau\, escritor martinicano e parceiro intelectual de Glissant\, da qual resultou o monumental Abécédaire. O público poderá conferir dezessete verbetes selecionados pela curadoria\, exibidos em seis monitores distribuídos pela exposição. Esses materiais revelam como o poeta elaborava suas ideias no cruzamento entre escrita\, oralidade e imagem. \nEste extenso e rico acervo é apresentado em diálogo com trabalhos de mais de 30 artistas contemporâneos das Américas\, Caribe\, África\, Europa e Ásia — nomes como Chico Tabibuia\, Emanoel Araújo\, Federica Matta\, Frank Walter\, Julien Creuzet\, Manthia Diawara\, Melvin Edwards\, Sheila Hicks\, Rebeca Carapiá\, Pol Taburet\, Tiago Sant’Ana\, entre outros — que convocam o público a experimentar\, de forma sensorial\, o entrelaçamento entre paisagem\, linguagem e memória. Nas palavras dos curadores: “Entre as peças selecionadas há partituras visuais que serpenteiam pelas paredes como cordilheiras\, vídeos em que frases viram espuma marítima e instalações sonoras que transformam poemas em ar e vibração”. Parte dessa proposta inclui ainda obras especialmente comissionadas para a exposição\, realizadas por Aislan Pankararu\, Pedro França e Rayana Rayo\, do Brasil\, e por Arébénor Basséne\, Hamedine Kane\, Nolan Oswald Dennis\, Pol Taburet\, Kelly Sinnapah Mary e Tarik Kiswanson\, de diferentes contextos internacionais\, ampliando as vozes e perspectivas que atravessam a mostra. \nPara setembro\, está programado o lançamento de um catálogo\, em português e em inglês – cuja edição em inglês está sendo coeditada pelo CARA – que reúne textos das instituições parceiras\, ensaio curatorial de Ana Roman e Paulo Miyada\, verbetes sobre os artistas participantes\, além da transcrição de trechos do Abécédaire. O volume inclui também o manuscrito Caderno de uma viagem pelo Nilo\, de Glissant\, assim como legendas técnicas e ficha detalhada da exposição. Em novembro\, no Instituto Tomie Ohtake\, a programação se completa com um seminário com a participação de alguns dos artistas da exposição e com importantes intelectuais que dialogam com a obra de Glissant. \nO projeto contempla\, ainda\, uma residência artística na Martinica\, realizada em agosto de 2025\, com a participação de Rayana Rayo e Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). Os frutos dessa vivência\, que conta com o apoio da Coleção Ivani e Jorge Yunes e do Instituto Guimarães Rosa\, darão origem a intervenções em diálogo com a coleção de arte africana do MON – Museu Oscar Niemeyer\, em Curitiba. O evento também integra a Temporada França Brasil. No primeiro semestre de 2026\, a exposição tem itinerância prevista para Nova York\, no CARA — Center for Art\, Research and Alliances. \nLista completa de artistas participantes: \nAgustín Cárdenas\, Aislan Pankararu\, Amoedas Wani e Patrice Alexandre\, Antonio Seguí\, Arébénor Basséne\, Cesare Peverelli\, Chang Yuchen\, Chico Tabibuia\, Eduardo Zamora\, Emanoel Araújo\, Enrique Zañartu\, Ernest Breleur\, Etienne de France\, Federica Matta\, Flavio-Shiró\, Florencia Rodriguez Giles\, Frank Walter\, Gabriela Morawetz\, Geneviève Gallego\, Gerardo Chávez\, Hamedine Kane\, Irving Petlin\, Jean-Claude Garoute (Tiga)\, José Gamarra\, Julien Creuzet\, Kelly Sinnapah Mary\, M. Emile\, Manthia Diawara\, Mélinda Fourn\, Melvin Edwards\, Minia Biabiany\, Nolan Oswald Dennis\, Öyvind Fahlström\, Pancho Quilici\, Paul Mayer\, Pedro França\, Pol Taburet\, Raphaël Barontini\, Rayana Rayo\, Rebeca Carapiá\, Roberto Matta\, Serge Hélénon\, Sheila Hicks\, Sylvie Séma Glissant\, Tarik Kiswanson\, Tiago Sant’Ana\, Victor Anicet\, Victor Brauner\, Wifredo Lam\, Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). 
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SUMMARY:Galatea apresenta "Gabriela Melzer: Delírios solares" na Galeria Filomena – Hotel Rosewood
DESCRIPTION:Gabriela Melzer\, “Delírios solares”\, 2025. Cortesia Galatea \nA Galatea apresenta a exposição Gabriela Melzer: Delírios solares\, que ocorre entre 3 de setembro e 3 de novembro na Galeria Filomena do Hotel Rosewood\, em São Paulo. Primeira individual da artista Gabriela Melzer na cidade\, a mostra tem a curadoria de Marc Pottier e reúne pinturas inéditas que trazem o sol como figura central. \nEm entrevista a Pottier\, Melzer comenta: \n“Vejo essa exposição como um desdobramento natural do que tenho explorado nos últimos tempos\, mas com uma energia nova\, um elemento extra. Trouxe o sol como símbolo central\, não apenas como luz ou calor\, mas como potência\, vitalidade e força transformadora. Ao mesmo tempo\, mantive diálogos que sempre estiveram presentes na minha pintura: limites e continuidade\, fluidez e tensão\, contrastes e opacidades\, movimento\, encontros e desencontros. Há também uma aceitação mais consciente da imperfeição\, do inesperado.” \nA expressão Delírios solares\, que dá título à mostra e a um dos trabalhos apresentados\, remete ao diálogo entre permanência e transformação\, bem como ao entrelaçamento das noções de energia\, caos e ordem que atravessam as obras. Espelhando o sol\, organismo em constante mutação que carrega em si tanto vitalidade quanto colapso\, as pinturas surgem de um processo que oscila entre impulso e consciência\, intuição e cálculo. A palavra delírio\, portanto\, traduz a entrega a um fluxo imprevisível\, em que formas e cores emergem de forças que ultrapassam o controle\, revelando a beleza de um certo equilíbrio instável que move a criação
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LOCATION:Galeria Filomena – Hotel Rosewood\, R. Itapeva\, 435 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Amor Supremo" de Pegge na MITS Galeria
DESCRIPTION:“O Mensageiro”\, de Pegge. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\n\n\nEm 04 de setembro\, a Galeria MITS\, pela segunda vez\, abre as portas para a nova individual do Pegge\, a exposição “Amor Supremo”\, que entrelaça pintura\, sonoridades e experiências periféricas numa poética de liberdade espiritual. \nDesdobramento de sua mostra anterior\, Jazzmatazz – todos meus manos ouvem jazz\, o projeto mergulha no universo complexo da musica instrumental negra brasileira e do mundo\, tendo a imaginação radical como ferramenta de auto-investigação afetiva e insurgente. \nCom obras inéditas\, “Amor Supremo” tem a curadoria assinada por Nathalia Grilo\, e expande a pesquisa de Pegge sobre cor\, gesto e ritmo\, evocando ressonâncias visuais que dialogam com as obras de John Coltrane e Moacir Santos. A exposição apresenta outras camadas do pensamento conceitual do artista e propõe\, por meio da construção de paisagens sonoras e surrealistas\, uma travessia de devoção\, memoração e intuição criativa\, afirmando a potência da arte como território de encontro com as poderosas forças que guiam o fazer criativo. \nReconhecida por seu olhar sensível e curatorial voltado para novas vozes da arte contemporânea\, a Galeria MITS reafirma seu compromisso em revelar talentos que ressignificam o presente. Ao apostar em Pegge desde os primeiros momentos de sua trajetória\, a MITS destaca a potência singular de sua obra\, que hoje o coloca como um dos artistas mais jovens a integrar o acervo do MASP. Sua presença no portfólio da galeria não apenas reforça a relevância de sua pesquisa artística\, mas também traduz o propósito da MITS de construir diálogos consistentes entre a produção periférica\, a memória coletiva e os movimentos globais da arte. \nArtista visual e músico autodidata de Ermelino Matarazzo\, na Zona Leste de São Paulo\, Pegge transita entre pintura e música que mescla elementos do jazz\, hip hop\, mangás e símbolos afro-brasileiros\, criando uma estética que combina figuração e simbolismo\, através da construção temática da identidade\, representatividade e ancestralidade. \n“Eu opero como uma espécie de médium\, um tradutor ativo de frequências\, e converto vibrações em paisagens cromáticas onde o som já não é representado\, mas encarnado”\, destaca Pegge. \nEm sua pesquisa liminar\, a pintura já não é a música\, ela se tornou sonora. Entre óleos e sons\, seu ateliê funciona como altar e laboratório\, em que pincéis\, tintas\, cabos e pedais coexistem como extensões de um mesmo ritual. Uma partitura visual onde óleo e tela pulsam como membranas ressonantes. \nA mostra marca o amadurecimento de uma trajetória que entrelaça o spiritual jazz como oração\, o nu soul como respiração e a música brasileira como raiz\, filtrados pela vivência de um artista nascido nas periferias de São Paulo. Em diálogo com referências como Moacir Santos e John Coltrane\, Pegge constrói uma poética de reverência\, memória e futuridade. \nSe em Jazzmatazz (2024) explorava os personagens por trás dos sons\, agora torna-se canal dessas forças. “Amor Supremo” estrutura-se como uma ópera em três atos\, das composições terrenas às paisagens metafísicas\, em que cores e símbolos reverberam como notas\, desafiando a separação entre pintura e música. A instalação sonora\, composta por trechos de um EP em preparação\, amplia a experiência em uma narrativa pluriversal que transforma a escuta em corpo e o olhar em vibração. \nMais do que um pintor que faz música\, ou um músico que pinta\, Pegge se apresenta como artista devocional\, dissolvendo fronteiras entre artes visuais e sonoras. Suas telas funcionam como registros de performances íntimas\, em que cada pincelada ecoa como um staccato\, cada mancha de cor como um glissando congelado no tempo. Ao fundir Coltrane com Ermelino Matarazzo\, o experimentalismo brasileiro com a tradição negra estadunidense\, o artista propõe uma travessia estética e espiritual\, evocando zonas de encontro\, dignidade e liberdade.
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LOCATION:MITS Galeria\, R. Padre João Manoel\, 740 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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