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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
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SUMMARY:"Flávio Império: tens a vontade e ela é livre" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Figurino do show “Pássaro da manhã”\, 1977 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição individual Flávio Império: tens a vontade e ela é livre\, no 4º andar do edifício Pina Estação. A panorâmica – que reúne quase 300 obras – abrange a produção do artista entre os anos 1960 e 1985\, e tem curadoria assinada por Yuri Quevedo\, curador do museu e pesquisador da obra de Flávio Império (1935–1985) há 16 anos. \nFlávio Império foi um artista brasileiro em que a atuação transdisciplinar marcou profundamente a cena cultural do Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Sua importância se dá não apenas pela multiplicidade de linguagens que dominava (como pintura\, arquitetura\, cenografia\, teatro\, design gráfico e do ativismo político)\, mas também pela maneira como ele as articulava em uma prática artística crítica\, engajada e transformadora. Império trabalhou com uma diversidade de materiais\, produzindo serigrafias\, pinturas\, colagens\, fotografia e documentários em super8. \n“Flávio Império olha para cultura popular de um jeito extremamente original no meio artístico da época. Homem de teatro\, buscava mais que estereótipos das personagens\, mas como elas viviam\, as soluções que davam para produzir a vida no cotidiano subdesenvolvido no país. Como pintor\, filho de imigrantes do Bexiga\, muitas vezes se entendeu mais como artesão do que como artista” diz Yuri Quevedo\, curador da mostra. \nDestaques \nA exposição propõe ao público uma imersão em diferentes momentos e manifestações da produção do artista\, ressaltando a coerência e a liberdade que orientam sua prática tão diversa. Entre os destaques estão o projeto de figurino “fogo”\, desenvolvido especialmente para a cantora Maria Bethânia para a peçaRosa do Ventos (1971)\, além dos estudos para capa do disco Doces Bárbaros (1976)\, que poderão ser vistos na segunda sala da mostra. Uma maquete descreve o projeto que o artista fez para o show Pássaro da Manhã(1977) de Maria Bethânia. Em um momento em que a ditadura militar começa a enfraquecer e surgem os movimentos de abertura\, Império concebe um cenário em que a cantora surge de uma noite escura no fundo e vai gradualmente se aproximando da plateia ladeada por tecidos que representam a alvorada. No show Bethânia canta lembrando os amigos que foram exilados. \nAlém disso\, pela primeira vez em 60 anos as obras UDN… Respeitosamente o extinto era muito distinto\, Generals in General e Marchadeira das famílias bem pensantes\, que integraram a antológica exposição Opinião65\, no MAM-RJ\, poderão ser vistas juntas. O público poderá ver ainda a maquete da peça A falecida (1983)\, desafio enfrentado por Flávio Império de conceber um cenário para a peça de Nelson Rodrigues que não queria nada sobre o palco. \nA mostra tem apoio Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP)\, que emprestou 38 desenhos originais do artista\, parte da coleção de mais de 10 mil itens que conserva. \nSobre a exposição \nDividida em três núcleos\, a exposição mostra a trajetória do artista que tem produção concentrada no período da ditadura militar. No percurso\, o público pode notar como seu pensamento e a ideia de engajamento social e político se transforma nas diversas fases de sua trajetória. A primeira sala\, A pintura nova é a cara do cotidiano\, mostra um artista que busca nos tipos sociais e na cultura de massas uma tradução satírica para a ditadura militar e o imperialismo estadunidense. Aqui estão reunidos os trabalhos da década de 1960\, como aqueles que foram para as exposições Opinião65 e Porpostas65. \nAparecem também obras de seus companheiros de trabalho Sérgio Ferro e Rodrigo Lefévre\, assim como de alunos\, entre eles Marcello Nitsche e Claudio Tozzi. Também é possível ver alguns dos trabalhos premiados no teatro\, Andorra – que tinha no elenco Beatriz Segall e Renato Borghi – e Ópera dos Três Vinténs. Nessa época\, o artista adaptou e dirigiu outro clássico de Brecht\, “Os fuzis da mãe Carrar” se tornou “Os fuzis de dona Tereza”. Nessa montagem\, Império inovou ao transferir o choro individual da mãe que perde seu filho para guerra\, para um choro coletivo\, entoado pelo coro da peça enquanto se exibia imagens sobre a morte do estudante Edson Luiz. \nA segunda sala – Aspectos do Inconsciente Coletivo na Comunicação de Massas – estão reunidos os trabalhos mais introspectivos do artista\, nos quais ele procura na subjetividade popular uma nova coletividade. São bandeiras de São João\, Oguns\, máscaras e outros símbolos que se fundem com a comunicação pop. É aqui que começa sua parceria com Fauzi Arap e Maria Bethânia. Nessa sala\, há também o curioso cenário pensado para Pano de Boca (1976) momento em que o artista ocupa um teatro em ruínas e cria ali a representação para o inconsciente de um ator. \nPor fim\, a terceira sala – Mãos e mangarás – mostra suas viagens de ônibus pelo interior do Brasil e o interesse por modos de fazer diversos. Aqui vemos o artista se interessar mais intensamente pela serigrafia e a repetição de motivos que lhe são caros: as mãos e a flor de bananeira – chamada de Mangará. É possível observar Império interpretar em imagens da natureza os rendimentos da revolução sexual e de costumes levada a cabo nos anos 1970. O arco-íris aparece como uma marca de uma sociedade mais diversa\, com novos atores políticos que começam a surgir na década de 1980. \nO artista morre em 1985\, adoecido pelo HIV. É um dos primeiros casos notórios do Brasil\, tratado pela imprensa com preconceito e desconhecimento. Ano passado\, durante o show de Madonna\, seu retrato apareceu entre os homenageados durante a canção Live to tell. \nBethânia\, amiga e musa \nA tríade constituída pela cantora Maria Bethânia\, o diretor de arte e figurinista Flávio Império (1935–1985) e diretor Fauzi Arap (1938-2013) começou com o espetáculo Rosa do Ventos (1971)\, que marcou época pela maneira original que combinava o espetáculo teatral e o show de música popular. A cenografia e os figurinos de Flávio Império envolvem a cantora\, e constituem parte do significado do show. No espetáculo\, havia trechos de textos de Clarice Lispector (1920-1970) e Fernando Pessoa (1888-1935)\, a construção do cenário foi desenvolvida em parceria com a Casa das Palmeiras\, da médica e psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). \nO artista ainda elaborou plasticamente outras seis montagens da intérprete: A Cena Muda (1974); Os Doces Bárbaros (1976)\, este com Gil\, Caetano e Gal; Pássaro da Manhã (1977); Maria Bethânia (1979); Estranha Forma de Vida (1981) e 20 Anos de Paixão (1985). No programa do último trabalho\, dirigido por Bibi Ferreira\, Bethânia homenageou o amigo recém-falecido. \nA exposição Flávio Império: tens a vontade e ela é livre é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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SUMMARY:"Tudo que Nasce Vermelho" de Luara Macari no MAC USP
DESCRIPTION:Luara Macari\, “Ri Ró: rompante de rio”\, 2023 – Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nUma das ações realizadas pelo MAC USP para incentivar a produção artística contemporânea é a realização de editais de exposições temporárias para artistas emergentes\, que ainda não tenham realizado mostras individuais em museus ou galerias. A terceira edição do Edital recebeu 180 inscrições e selecionou três projetos a serem apresentados em 2025/2026. O primeiro deles é a exposição Tudo que Nasce Vermelho\, individual da artista Luara Macari (Ribeirão Preto\, SP\, 1999)\, apresentando 21 trabalhos em que articula os gestos pictóricos entre a argila\, a tinta à óleo\, o carvão e o grafite sobre tela. \nArtista\, escritora e curadora em formação (PUC SP\, 2023)\, Luara Macari constrói um espaço onde “a pintura é exercício de escuta\, presença e memória”\, diz Fernanda Pitta\, curadora responsável do MAC USP. A partir das fabulações\, dos saberes e das tradições ioruba a artista propõe uma série de trabalhos que apresentam uma representação pictórica do mundo\, em que imagem e rito se implicam mutuamente. ”Cada pintura é também uma oferenda: tempo suspenso\, escuta ritual e desejo de rememoração” completa a curadora. \nO vermelho que guia os caminhos da artista\, cor impetuosa e vibrante\, é também substância vital e ancestral\, força plástica e simbólica\, que atravessa as obras da artista e transforma o imaterial em matéria\, superfície\, impressão e campo sensível. “O vermelho condensa o sangue\, o barro\, o fogo\, a terra e o corpo — elementos que sustentam tanto a criação e a existência na cosmovisão ioruba”\, comenta Fernanda. \nNesta exposição\, Luara Macari constrói um espaço onde a pintura é exercício de escuta\, presença e memória\, e “cria um território onde se experimenta a força da arte como gesto de cuidado\, reinvenção e reparação. Em sua prática\, a arte transforma o imaginário\, partindo do gesto íntimo de saber de onde se vem para relembrar os caminhos para onde se quer ir” define a curadora.
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SUMMARY:"Paiter Suruí\, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Gamina Suruí e Djikimatara Suruí\, Aldeia Nabekodabalakiba\, c. 1981. Foto de Borbora Suruí. Acervo Kabena Cinta Larga \nNeste sábado (26 de julho)\, o IMS Paulista abre a mostra Paiter Suruí\, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy. A exposição apresenta um acervo inédito de fotografias familiares tiradas majoritariamente pelo povo indigena Paiter Suruí\, reunidas e digitalizadas pelo Coletivo Lakapoy. Esse acervo inclui cenas e retratos tirados desde a década de 1970\, quando as câmeras chegaram ao território pelas mãos de missionários\, mas passaram a ser utilizadas pela população local para registrar seu dia a dia. Além do acervo histórico\, a exposição apresenta fotos e vídeos atuais\, reforçando o papel da fotografia como importante ferramenta de afirmação dos direitos indígenas. \nAs imagens do acervo histórico estavam armazenadas nas casas das famílias\, guardadas em álbuns\, caixas e estantes das diferentes aldeias do território indígena\, localizado entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Para preservá-las\, o Coletivo Lakapoy – grupo formado por comunicadores indígenas\, com o apoio de não indígenas\, com o objetivo de fortalecer a cultura Paiter Suruí – reuniu\, catalogou e digitalizou as fotografias. Em 2021\, o projeto foi publicado na revista ZUM e\, em 2023\, selecionado pela Bolsa ZUM/IMS\, de fomento à produção artística. O resultado dessa pesquisa agora se desdobra nesta exposição\, que ocupa o 6º andar do IMS Paulista\, com entrada gratuita. (Saiba mais sobre o Coletivo Lakapoy no serviço.) \nA mostra tem curadoria da líder e ativista Txai Suruí\, que integra o Coletivo Lakapoy\, da arquiteta\, pesquisadora e curadora Lahayda Mamani Poma e de Thyago Nogueira\, coordenador da área de Arte Contemporânea do IMS\, além de supervisão do cacique-geral Almir Narayamoga Suruí\, nome fundamental da história da luta indígena no Brasil. No sábado (26/7)\, às 11h\, os curadores participam de uma conversa com Almir Suruí e Ubiratan Suruí\, do Coletivo Lakapoy\, no cinema do IMS Paulista. No domingo (27/7)\, às 15h\, um grupo de anciãos do povo Paiter Suruí conduz uma atividade sobre os cantos tradicionais da sua cultura. Os eventos são gratuitos e abertos ao público. \nNa exposição\, o público encontra reproduções de cerca de 800 fotografias analógicas\, da década de 1970 até 2000\, que documentam o dia a dia do território\, registrando aniversários\, casamentos\, batizados e competições esportivas\, mas também os desafios decorrentes dos contatos com os não indígenas. Este acervo histórico ocupa todas as paredes da exposição\, transformando-as em um grande álbum de família\, composto de registros informais e pessoais.A mostra apresenta ainda cerca de 20 retratos recentes do povo Paiter Suruí tirados em maioria por Ubiratan Suruí\, primeiro fotógrafo profissional do povo e integrante do Coletivo Lakapoy\, além de depoimentos e vídeos dos influencers Oyorekoe Luciano Suruí e Samily Paiter. A exposição também apresenta redes\, cestos e colares produzidos pelas artesãs do território\, valorizando o conhecimento ancestral e artístico das mulheres Paiter Suruí. \nContatados oficialmente pela Funai em 1969\, os Paiter Suruí resistiram a invasões\, doenças e à omissão governamental até obterem\, em 1983\, a homologação da Terra Indígena Sete de Setembro\, localizada entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Hoje\, são aproximadamente 2.000 pessoas\, distribuídas em mais de 30 aldeias. Com um modo de vida integrado à floresta amazônica\, mas também profundamente transformado desde o contato com a sociedade não indígena\, os Paiter Suruí seguem lutando para garantir sua soberania e a integridade de seu território\, ameaçado pelo garimpo\, pela pecuária e pelo extrativismo predatório. A fotografia e as redes sociais\, entre outras ferramentas tecnológicas\, foram apropriadas pela juventude como formas de difundir sua cultura\, denunciar invasões e fortalecer a resistência. \nTxai Suruí comenta a exposição e a importância de preservar essa memória: “A vontade de guardar\, registrar e contar a história do povo Paiter Suruí é um sonho que agora se realiza\, antes de os últimos anciãos nos deixarem\, antes de essa história se ocultar de vez em algum canto esquecido do tempo\, na memória dos que viveram essa saga. […] Com as câmeras nas mãos\, vemos um olhar diferente daqueles que vieram de fora\, podemos notar a espontaneidade e naturalidade de quem tira fotos para um álbum de família. São imagens cheias de amor\, carinho e afetividade\, mas também de conhecimento\, de amor à humanidade e à natureza\, de orgulho de pertencer ao povo Paiter Suruí.” \nA maioria das pessoas retratadas nas imagens foram identificadas e contatadas\, autorizando a reprodução das fotos\, num movimento de propor novas lógicas de construir\, guardar e expor acervos indígenas\, como pontua a curadora Lahayda Mamani Poma: “De modo geral\, o contato entre instituições de arte e culturas originárias abre não apenas para conhecimento de novas produções e linguagens artísticas\, mas para a reflexão sobre modos de fazer museologia”. \nO curador Thyago Nogueira também ressalta que o acervo é um “documento inédito da história Paiter Suruí\, muito diferente das imagens oficiais e etnográficas produzidas sobre os povos indígenas brasileiros”. Segundo o curador do IMS\, “montar um acervo visual de um povo é uma forma de refazer laços e dinamizar a própria cultura\, criando pontes entre as novas e velhas gerações. É também uma forma de mostrar que as fotografias atuam como ferramenta de resistência e afirmação − uma estratégia que pode interessar a outros povos indígenas e grupos minorizados ou excluídos de sua própria história”. \nEssa lógica aparece nas legendas da exposição\, elaboradas coletivamente pelos Paiter Suruí\, com coordenação de Ubiratan Suruí (ver exemplo abaixo). Essa opção reforça o trabalho coletivo\, em contraponto à ideia de autoria individual\, já que é frequentemente difícil determinar quem bateu cada foto\, pois a câmera circulava entre várias mãos. Outro aspecto importante é a presença de intervenções manuais nas fotografias. Rasuras\, desenhos e anotações mostram que estas fotografias são fragmentos de memória vivos\, e não apenas documentos do passado. \nUbiratan Suruí\, integrante do Coletivo Lakapoy\, comenta o processo de construção deste acervo: “Essas fotos foram coletadas nas casas de vários Paiter. Quando muitas delas foram feitas\, eu era apenas uma criança. Assim\, para entender melhor o que estava vendo e o porquê de cada registro\, passamos a ir atrás dos personagens ou seus familiares. Às vezes\, a fotografia era brincadeira de criança ou até um disparo acidental de alguém que não estava tão acostumado com a câmera. Mas\, como a máquina era analógica\, com a limitação dos filmes\, a maioria dos cliques era de momentos realmente importantes.” Segundo o fotógrafo\, o “acervo catalogado já passou das centenas de registros\, e cada um deles traz outra centena de narrativas. Quando um álbum novo é encontrado na aldeia\, vários parentes se sentam em volta dele para trocar relatos e lembrar do passado.” \nUbiratan é o autor de parte das fotos contemporâneas exibidas na mostra\, tiradas a partir de 2024. As imagens mostram o cotidiano atual das aldeias do território Paiter Suruí\, marcadas tanto por costumes tradicionais quanto por novas sociabilidades e pelo uso das tecnologias. A exposição traz também vídeos de entrevistas com lideranças e integrantes da comunidade\, como Almir Narayamoga Suruí. Nos depoimentos\, as pessoas falam da importância do acervo e comentam temas como política\, espiritualidade e alimentação. \nOutro destaque\, feito especialmente para a exposição\, é uma projeção audiovisual que documenta o contato de anciãos do território com as imagens históricas do fotógrafo Jesco von Puttkamer. Jesco participou do contato da Funai com os Paiter Suruí na virada dos anos 1960 para os 1970\, e\, ao longo da vida\, reuniu um dos acervos audiovisuais indígenas mais importantes do país\, depositado no IGPA da PUC Goiás. A maioria dos Paiter Suruí\, no entanto\, nunca havia visto as imagens\, que retornaram ao território pela primeira vez depois de uma colaboração entre o Coletivo Lakapoy e o IGPA da PUC Goiás. \nEm cartaz até 2 de novembro\, a exposição apresenta ao público um conjunto inédito de imagens de grande importância histórica e política. Trata-se de um acervo em expansão\, que\, em 2026\, também será exposto no próprio Território Sete de Setembro.
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SUMMARY:"II Ciclo Expositivo" na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\nA Casa de Cultura do Parque inaugura\, em 2 de agosto\, seu II Ciclo Expositivo\, que segue até 26 de outubro. A programação gratuita inclui as exposições “Palavra e gesto”\, coletiva na Galeria do Parque\, “Carolina Colichio: Substrato”\, no Gabinete\, e “Antonio Pulquério: É de SANTO\, é de BARRO”\, no Projeto 280X1020. A abertura contará ainda com performances de Antonio Pulquério e da artista indígena colombiana Julieth Morales. \nA coletiva “Palavra e gesto”\, com texto crítico de Camila Bechelany\, reúne trabalhos de Fabio Miguez\, Maíra Dietrich\, Marcelo Cipis\, Marilá Dardot\, Monica Barki e Rafael Alonso. As obras exploram a intersecção entre pintura e escrita\, tensionando imagem e texto em poéticas verbo-visuais singulares\, que remetem à visualidade vernacular e cotidiana. \nNo Gabinete\, a mostra “Substrato” apresenta a pesquisa de Carolina Colichio (Ribeirão Preto\, 1977). A artista utiliza fragmentos e imagens de paisagens em cerâmica e pintura\, buscando dar visibilidade a existências e propor uma mediação da matéria. Suas peças\, que remetem a fósseis e minerais\, convidam à percepção do potencial ilimitado das coisas\, fomentando uma natureza comum e interconectada. \nO Projeto 280X1020 recebe “É de SANTO\, é de BARRO”\, de Antônio Pulquério (Campos Sales\, CE\, 1967). A intervenção\, que tem performance de abertura do artista em 2 de agosto\, subverte a lógica modular minimalista ao usar módulos artesanais de barro queimado. As peças\, que remetem a Espadas de São Jorge ou Santa Bárbara\, entrelaçam o terreno e o divino\, refletindo o sincretismo cultural brasileiro onde santos católicos e divindades africanas se confundem. O texto de apresentação da mostra é de autoria de Tadeu Chiarelli. \nCompleta a programação de abertura\, às 17h\, a performance “ANINPI (Agua y sangre)”\, da artista indígena Julieth Morales (Colômbia\, 1992). A ação ritual\, conduzida com sua mãe\, explora a identidade cultural feminina e a ancestralidade. As duas recriam o ritual das Mojigangas\, usando telas fúcsia e azul – da bandeira Misak – que simbolizam a luta\, fertilidade\, água e origem de seu povo. A performance harmoniza memória e presente\, conectando mundos espiritual\, físico e territorial ao som da música tradicional Misak. \nAs mostras contam com direção artística de Claudio Cretti e são uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo). A CASA DE CULTURA DO PARQUE \nA Casa de Cultura do Parque\, localizada em frente ao Parque Villa-Lobos\, no Alto de Pinheiros\, em São Paulo\, é um espaço plural que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea\, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte\, shows\, palestras\, cursos e oficinas. A Casa de Cultura do Parque tem como parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea – ICCo\, uma OSCIP sem fins lucrativos. As duas iniciativas\, de natureza socioeducativa\, compartilham a mesma missão de ampliar a compreensão e a apreciação da arte e do conhecimento.
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SUMMARY:"Eu sou o Brasil: artistas populares" no Sesc Santo Amaro
DESCRIPTION:Obra de Suene Oliveira Santos. Foto: Everton Ballardin \nCom abertura em 9 de agosto e visitação até  28 de dezembro\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares ocupará o Sesc Santo Amaro com um conjunto de 57 obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte\, reunindo produções de artistas autodidatas de diferentes regiões do Brasil. Produzida a partir de uma seleção criteriosa do curador Renan Quevedo\, a mostra\, que evidencia a relevância da coleção de artes visuais do Sesc São Paulo\, inclui pinturas\, esculturas\, xilogravuras e objetos que revelam a pluralidade e a potência simbólica da chamada arte popular\, força criativa marcada pela ancestralidade\, pela memória coletiva e pela resistência. \nOrganizada em quatro núcleos temáticos – Fauna e Flora\, Cotidiano\, Ofícios e Festas –\, a exposição reúne obras de 30 artistas do Norte ao Sul do Brasil. São eles: Maria Lira Marques\, J. Borges\, J. Miguel\, Manoel Graciano\, Francisco Graciano\, Carmézia Emiliano\, Mirian\, Berbela\, Jasson Gonçalves\, Cornélio\, Louco Filho\, Agostinho Batista de Freitas\, Waldomiro de Deus\, Zica Bergami\, Mestre Saúba\, Mestre Molina\, José Bezerra\, Aberaldo Santos\, José Antônio da Silva\, Ranchinho\, Juracy Mello\, Nilson Pimenta da Costa\, Neves Torres\, Neri Agenor de Andrade\, Paulo Orlando da Silva\, Suene Oliveira Santos\, Véio\, Gersion de Castro Silva\, Maria de Lourdes\, Nilo e Cornélio. \nMarcadas pela experimentação\, pela oralidade e por saberes transmitidos de geração em geração\, as obras de cada um desses artistas têm em comum a produção à margem do chamado circuito de arte e refletem a dinâmica de trabalhos que simbolizam vivências e territórios diversos\, suscitando críticas sociais\, retratando experiências cotidianas ou celebrando festas e rituais. \n“Agentes-chave de definição da identidade brasileira\, os artistas da mostra começam a esculpir\, pintar\, entalhar\, modelar\, imprimir\, polir e encerar\, entre tantos outros verbos obstinados\, movidos pela vontade de externalizar poeticamente os impulsos criativos”\, defende Quevedo no texto curatorial da exposição. “Aqui\, nos distanciamos do caráter ingênuo ao qual a arte popular foi associada – e ainda é – para orgulhosamente descortinarmos seus aspectos e contornos densos\, ambivalentes\, extraordinários e profundos. Com a transmissão de saberes entre sucessores\, de geração em geração\, são consolidados pilares culturais e pertencimentos sociais\, contribuindo para a formação de comunidades atentas ao imaterial\, à ancestralidade e às permanências”\, complementa. \n\nQuatro núcleos em detalhes \nNo núcleo Fauna e Flora\, elementos da natureza reproduzidos em diversos suportes revelam diferentes nuances de Norte a Sul do país. Papel\, madeira\, metal\, tintas industriais e pigmentos naturais são utilizados para tecer narrativas que retratam bichos ora reais\, ora imaginários\, atravessando visões\, cotidiano\, crenças\, lendas e salvaguardas. Entre outros destaques do núcleo\, como as xilogravuras do mestre J.Borges\, os tons do Vale do Jequitinhonha inspiram a mineira Maria Lira Marques nas pinturas da série Meus Bichos do Sertão. Já o baiano Berbela tem a soldagem e a reciclagem de descartes plásticos e metálicos da comunidade de Paraisópolis como ponto de partida para a criação de inventivos simulacros de insetos \nNas proposições do núcleo Cotidiano\, Quevedo explora dinâmicas do dia a dia\, em contextos urbanos e rurais\, com obras que abordam relações de trabalho\, crítica social\, sonhos\, insatisfações e manifestações de fé. Um painel imponente com mais de uma centena de Ex-votos abre caminho para as carrancas do alagoano Jasson\, um anjo esculpido pelo piauiense Cornélio e os orixás do baiano Louco Filho. O lazer é visto nas pinturas de Waldomiro de Deus\, nos desenhos de Zica Bérgami e na torre com brincadeiras de criança de Mestre Saúba. Zé Bezerra e Aberaldo criam a partir do movimento da madeira e ali observam seres que se insinuam nas curvas do material\, trabalhando consistentemente a relação entre olhos e mãos. \nJá em Ofícios são retratadas atividades ligadas ao fazer manual e aos trabalhos do campo\, como na inventiva geringonça de Mestre Molina intitulada Vida na Roça\, e às práticas comunitárias\, destacando a diversidade das técnicas artesanais no Brasil e suas origens em processos de mistura entre culturas indígenas\, africanas e europeias. O núcleo também evoca o fluxo de migrantes que contribuíram para a consolidação da economia paulistana e influenciaram fortemente a constituição de comunidades urbanas\, como a do entorno do Sesc Santo Amaro\, cujas memórias ecoam nas obras de artistas como José Antônio da Silva\, Neves Torres\, Ranchinho\, Neri Agenor de Andrade\, Waldomiro de Deus\, Juracy Melo e Nilson Pimenta. \nPor fim\, o núcleo Festas destaca as manifestações culturais coletivas. Reunindo pinturas\, esculturas e xilogravuras\, o conjunto de obras revela olhares sobre folias\, folguedos\, danças\, ritos e reuniões permeadas por humor\, fé\, críticas sociais\, desejos\, formas e cores. Articuladoras de símbolos\, comunidades e territórios\, as festas atravessam a rotina e possibilitam a atualização de significados para os grupos. Rituais de oferta e agradecimento de alimentos são vistos na produção do pernambucano Paulo Orlando da Silva\, da paranaense Suene Oliveira Santos e de Carmézia Emiliano. A última\, roraimense da etnia Macuxi\, cria uma representação da Parixara\, tradicional celebração em agradecimento à comida\, culto à caça e à colheita e fortalecimento de laços comunitários. A alegria do frevo\, do circo e dos parques de diversões é\, respectivamente\, registrada na obra de J. Borges\, Véio e Mestre Molina. Já as reuniões de caráter religioso\, como a Folia de Reis\, celebram o nascimento de Jesus em desfiles processionais musicalizados\, sendo representadas na obra de Manoel Graciano\, nascido no Cariri cearense. \nAo reverenciar o trabalho dos 32 artistas presentes nesta mostra\, expoentes de práticas muitas vezes marginalizadas e subdimensionadas\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares contribui para uma revisão do lugar da arte popular no imaginário nacional\, convidando o público a ampliar os horizontes do que se entende por arte no Brasil contemporâneo.
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SUMMARY:"Águas Abertas" no Parque Linear Bruno Covas
DESCRIPTION:Lenora de Barros + Madeeeeira\, “Resetar” (maquete). Foto: Mayra Azzi\n\n\n\n\nSe as margens dos rios são ambientes propícios à ocupação humana desde tempos ancestrais – tanto pelas possibilidades de deslocamento e comunicação que os cursos d’água oferecem quanto pelo fornecimento do recurso mais fundamental para a vida na Terra –\, as águas são um ponto de partida para compreender as dinâmicas sociais e políticas do espaço urbano moderno e contemporâneo. As metamorfoses das grandes cidades nos últimos séculos podem ser estudadas à luz da complexa relação entre natureza e interesses políticos.  \nEm São Paulo\, o Rio Pinheiros passou por transformações entre os anos 1930 e 1970\, com a retificação de seu curso d’água\, a construção de represas e usinas e de vias marginais. Hoje\, o rio passa por outro ciclo de transfiguração\, com grandes empreendimentos imobiliários sendo implementados em suas franjas.  \nO que esse rio nos diz sobre as relações entre as cidades e as águas? Pode um rio sobreviver às grandes cidades? Perguntas como essas são lançadas pelo projeto Águas Abertas\, reunindo instalações artísticas que problematizam e instigam o debate sobre a vida dos rios na cidade de São Paulo\, no Brasil e no mundo. A abertura acontece no sábado 9 de agosto\, das 12h às 17h\, no Parque Linear Bruno Covas\, às margens do Rio Pinheiros. \nCom curadoria de Gabriela de Matos e Paula Alzugaray e curadoria adjunta de João Paulo Quintella e Raphael Bento\, a iniciativa articula intersecções entre arte\, meio ambiente e cidade\, ocupando os 8 quilômetros do Parque Bruno Covas\, na margem oeste do rio Pinheiros\, entre a Ponte Cidade Jardim e o projeto Pomar Urbano em São Paulo. É uma oportunidade de atrair novos públicos ao Parque e marcar as conquistas graduais do programa de despoluição do rio\, que vem sendo executado desde 2019 pela Sabesp\, patrocinadora do projeto. A identidade visual é de Namibia Chroma. \nNas palavras das curadoras\, Águas Abertas tem o intuito de investigar e experimentar as possibilidades da arte de abrir novas perspectivas relacionais entre a cidade e suas dimensões hídricas.  \n“Contrapor-se à tensão dialética entre natureza e cultura\, que estruturou o pensamento antropocêntrico ocidental\, e deixou como legado a crise climática extrema\, é um movimento necessário em um presente de urgências. […] O projeto busca criar uma rede de ideias navegáveis\, considerar como um rio e uma cidade podem sair modificados de um projeto que se propõe um laboratório de pensamento e imaginação\, tendo a arte como agente; imaginar a terceira margem do Rio Pinheiros.” \nA colaboração entre Cinthia Marcelle e o escritório de arquitetura vão é um exemplo de como as relações entre natureza\, cidade e suas populações podem ser abordadas a partir de uma instalação de forma orgânica e relacional. O grupo fez incursões ao Jardim Panorama\, comunidade lindeira do Rio Pinheiros\, que é separada de um condomínio de luxo por um grande muro.  \nPartindo dessa situação e referindo-se ao cerceamento entre populações de poderes aquisitivos diversos\, Cinthia Marcelle e vão criaram uma barricada de blocos cerâmicos na faixa verde do Parque Bruno Covas em que a vegetação é escassa e possibilita visualizar o Jardim Panorama ao fundo. Esse muro-instalação é feito sem argamassa\, permitindo que os moradores da comunidade retirem os blocos cerâmicos empilhados mediante agendamento com a produção\, para construírem paredes de moradias e comércios em vez de muros de contenção. \nTambém Keila-Sankofa partiu da relação com populações ribeirinhas\, dessa vez com pessoas da etnia Pankararu que moram nas imediações do Rio Pinheiros\, para criar sua obra\, composta de performance\, intervenção\, fotografia e vídeo mostrando um ritual afroindígena em relação com as águas. \nA exposição apresenta ainda instalações assinadas por Coletivo Coletores\, Day Rodrigues\, Lenora de Barros e Lúcio Ventania (informações completas abaixo).  \nEncabeçada por duas curadoras\, a seleção privilegiou artistas mulheres\, subvertendo a tradição de construção de monumentos públicos simbólicos do patriarcado\, fosse por seus realizadores ou pela representação de feitos associados a figuras masculinas.  \nAs/os artistas são de cidades como Belo Horizonte (Cinthia Marcelle)\, Santos (Day Rodrigues)\, Manaus (Keila-Sankofa)\, Ravena/Sabará (Lúcio Ventania)\, ou de regiões periféricas de São Paulo (Coletivo Coletores). \nÁguas Abertas tem patrocínio da Sabesp por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet\, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. \nLocal: Parque Linear Bruno CovasMargem oeste do Rio Pinheiros\, entre Ponte Cidade Jardim e Ponte João Dias \nPrincipal acesso pela Usina São Paulo (ver abaixo) \nSegunda a domingo\, das 10h às 17h – Grátis \nAcessos: \nUsina São Paulo – acesso à direita pela via expressa da Marginal Pinheiros na altura do Shopping Cidade Jardim (estacionamento para veículos); Passarela flutuante Usina São Paulo – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 19h; Ponte Cidade Jardim (pedestres e ciclistas); Projeto Pomar Urbano – Av. Guido Caloi n° 551 – JD. São Luiz (pedestres e ciclistas); Ponte João Dias (pedestres e ciclistas); Ponte Laguna (pedestres e ciclistas); Passarela Global – acesso pela via local da Marginal Pinheiros\, defronte ao empreendimento Parque Global (pedestres\, ciclistas e estacionamento para veículos)\, horário de funcionamento do Estacionamento das 6h às 19h; Passarela flutuante Parque Global – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 22h (no momento a passarela encontra-se inoperante por conta de obras do Metrô em Santo Amaro na margem leste da Ciclovia Rio Pinheiros)
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SUMMARY:"Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Rivane Neuenschwander\, “A.E. (Nunca mais Brasil)”\, 2023\nCom abertura no Itaú Cultural (IC) na noite de 13 de agosto – e visitação do público no dia seguinte\, 14\, até 2 de novembro –\, a mostra tem curadoria da pesquisadora (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE) e jornalista Fabiana Moraes e realização da equipe do IC. A exposição se estende pelos três pisos do espaço expositivo da instituição dedicados às mostras temporárias. \nNo conjunto\, Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander apresenta o olhar atento da artista sobre assuntos que vêm movendo os brasileiros na história contemporânea do país – dos anos de 1970 aos atuais. Os suportes artísticos são variados: vídeos\, esculturas\, pinturas\, instalações e desenhos. A inspiração trafega entre registros de manifestações diversas captadas por ela em solo firme\, no espaço das redes sociais\, em sonhos de crianças\, em festas folclóricas e em observações subjetivas capturadas em suas andanças pelo país. \nPISO 1 \nEste andar acolhe duas de suas obras inéditas: Dream.lab/São Paulo\, ainda não vista pelo público brasileiro\, e a estreia de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. A primeira navega pelos sonhos de crianças\, cuja colaboração\, como uma espécie de coautores de produção espontânea\, marca outros trabalhos da artista. Apresentada no museu de arte moderna KinderKunstLabor\, na Áustria\, com curadoria de Mona Jas e Andreas Hoffer\, esta é a primeira montagem da obra no Brasil após um processo de pesquisa denso e específico para a exposição. Resultado de oficinas conduzidas pela equipe de mediação cultural do Itaú Cultural\, ao lado da artista\, com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Abrão de Moraes e da Emef Desembargador Amorim Lima\, as atividades partiram de uma leitura do livro Sonhozzz (editora Salamandra\, 2021)\, de Silvana Tavano e Daniel Kondo\, que também assina as ilustrações. As crianças fizeram exercícios para a produção de desenhos nos quais manifestaram seus sonhos\, desembocando em uma delicada investigação sobre a infância\, o inconsciente coletivo e os sonhos desses brasileiros em crescimento. \nA segunda obra\, Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada\, é um vídeo de cerca de 20 minutos dirigido por Cao Guimarães e Rivane\, que retomam uma parceria já vista na obra Quarta-feira de Cinzas/Epílogo (2006)\, também presente na exposição. O trabalho versa sobre o cordão que lhe dá nome\, fundado por Mestre Zenóbio na Vila de Juaba\, em Cametá\, interior do Pará\, na primeira metade dos anos de 1970. Em um tempo em que a Copa do Mundo e a Transamazônica dominavam as telas e os discursos do regime ditatorial\, Zenóbio enchia uma pequena embarcação com representações de animais de países e climas distintos para chamar a atenção para a preservação da natureza\, em um cortejo que se repete todos os anos no Carnaval das Águas (tradição centenária da cultura paraense). Rivane e Cao registraram o mais recente\, resultando neste filme que mescla sonho e susto\, beleza e plástico jogado fora\, ontem e agora. A trilha é da dupla performer brasileira O Grivo\, que também aparece em trabalhos como Erotisme. \nAinda fazem parte deste piso Atrás da porta e L.L. (O vendedor de furos). A primeira é de 2007\, uma serigrafia sobre madeira composta de 140 peças de dimensões variadas com desenhos e rabiscos\, que a artista foi capturando ao longo dos anos nas portas de banheiros públicos. De 2023\, a segunda reúne pequenas esculturas\, que se espalham pelos três andares da exposição. A obra é baseada em uma memória de infância de L.L.\, amiga de Rivane\, na qual ela imaginava um comerciante que ganhava dinheiro vendendo buracos\, e faz uma conexão precisa sobre o mundo em que vivemos na atualidade. \nPISO -1 \nAqui\, o público encontra mais dois trabalhos inéditos: As Insubmissas e Perversos\, marcianos\, canibais e alienados. Uma ema antifascista\, um tubarão verde com lenço amarelo pronto para atacar\, arapongas e tigrinhos\, entre outros\, representam personagens que falam da história mais recente do país. Somando os dois conjuntos\, são 23 figuras\, entre bichos\, frutas\, plantas na composição desses bonecos\, feitos de tecido\, papel machê\, garrafas de vidro\, bordados e outros materiais. \nAs Insubmissas reúne os personagens A Ativista; O Brasil; O Comunista; O Socialista; A Anti-fascista e O Ministro. Em Perversos\, marcianos\, canibais e alienados estão A Agência de Vigilância; A Alta Patente; A Emenda Parlamentar; A Força Aérea Expedicionária; A Funcionária Fantasma; A Inflação; A Patriota; O Algoritmo; O Autocrata; O Deputado Federal; O Empresário; O Jogo de Apostas; O Magnata da Fé; O Oligarca; O Tarifaço e O Tecnocrata. \nEstes trabalhos derivam da obra O alienista (2019)\, atualmente exposta no Instituto Inhotim e baseada no livro de Machado de Assis. Nela\, estão personagens como O Orador de Sobremesas\, O Juiz de Fora\, O Terraplanista\, O Barbeiro\, A Viúva e João de Deus (personagem de O alienista\, de Machado de Assis)\, entre outros. \nTambém está neste piso o vídeo digital Enredo\, produzido por Rivane em 2016 com o neurocientista Sérgio Neuenschwander. O audiovisual se inspira na coletânea de contos populares do Oriente Médio As Mil e Uma Noites (edição em português) para acompanhar uma aranha tecendo a sua teia com o seu fio entremeado por confetes feitos de pequenos trechos do livro\, entre palavras que atravessam o seu caminho e ao som de um tamburello (versão italiana da pandeireta) tocado pelo cantor e compositor Domenico Lancellotti.   \nNeste andar\, ainda\, o público encontra mais um vídeo de Rivane e Cao Guimarães: Quarta-feira de Cinzas/Epílogo\, realizado em 2006. O filme de 10 minutos articula a folia em fim de festa. A obra Repente\, de 2016\, apresenta etiquetas de tecido bordadas\, painel de feltro\, caixas de madeira\, alfinetes de cabeça e de segurança\, em um trabalho que a artista vem atualizando ao longo dos anos com novas palavras de ordem em um remix de protestos\, mobilizações e lutas dos brasileiros.  \nNo trabalho Noites árabes (2008)\, ela evoca a claridade volátil da Lua mobilizando um número palíndromo\, assim como na obra Enredo\, as Mil e Uma Noites de Sherazade. Aqui\, o rolo de filme de 16 milímetros se desdobra em 1.001 pequenos furos atravessados pela luz\, entre 1.001 noites\, histórias e recomeços.  \nÀ espreita\, acrílica sobre papel preto acid free\, reúne 24 pinturas que investigam tanto o lado psicanalítico quanto político do medo. Rivane vem investigando há anos a infância como um lugar também político. Neste trabalho ela exibe formas sombrias desenhadas pelas próprias crianças\, a partir de oficinas realizadas na pesquisa O nome do medo. As formas remetem a monstros\, fantasmas e espíritos que além de viverem nas casas\, habitaram porões e delegacias no período ditatorial brasileiro. \nPISO -2 \nApocaplástico\, obra exibida com destaque neste andar\, também é inédita. Trata-se de uma escultura composta de madeira\, massa e tinta acrílica\, corda\, plástico e papel\, com dimensões variadas. Tem origem na viagem que a artista fez ao lado de Cao Guimarães\, na região do rio Tocantins\, para a produção de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. Lá\, Rivane observou uma grande quantidade de plásticos e outros materiais jogados após o Carnaval\, cujas imagens aparecem no vídeo e nestas obras. \nA artista também anotou pontos de reflexão sobre o projeto de colonização dos interiores do norte do país\, que segue firme e cada vez mais forte por meio da religião\, e as depositou em Apocaplástico. A localidade é a que abriga mais templos religiosos no país – 459 deles a cada 100 mil habitantes; mais do que hospitais e escolas. \nTambém neste andar\, Notícias de jornal (…)\, de 2025\, expõe o noticiário cotidiano – em especial os tantos casos de feminicídio – em uma série de cinco novas pinturas baseadas em ex-votos – sem santos\, mas com sangue. São elas: Notícias de Jornal (Simone)\, Notícias de Jornal (Natália)\, Notícias de Jornal (Érica)\, Notícias de Jornal (Jaciara) e Notícias de Jornal (Suely)\, todas realizadas neste ano. \nEm A conversação (2010-2025)\, Rivane se inspirou no filme homônimo dirigido por Francis Ford Coppola em 1974. Nesta instalação composta de papel de parede\, carpete\, forro para carpete\, cola\, gravadores de áudio\, aparelho de som e alto-falantes\, também de dimensões variadas\, o mote é a paranoia da espionagem\, que transforma todos em suspeitos e alvos – dos celulares e drones\, da entrega e monetização dos dados de cada pessoa\, notícias sobre grupos e pessoas espionados pela gestão federal encerrada em 2022. Neste trabalho\, há escutas escondidas no assoalho e nas paredes e microfones camuflados. \nM.C. (Sete Exu da Lira/Chacrinha)\, de 2025\, é um bordado de miçangas e lantejoulas sobre sarja de algodão. O trabalho vai buscar o Brasil de 1971 – quando\, em pleno governo militar\, os brasileiros assistiam ao programa do Chacrinha aos domingos. Ele tem foco especialmente no último domingo de agosto daquele ano\, no qual a umbandista Mãe Cacilda de Assis recebia a entidade Seu Sete Rei da Lira e promovia um transe coletivo no programa da TV Globo (e\, depois\, no famoso show de Flávio Cavalcanti\, na TV Tupi). Andrógina\, negra e à frente de uma prática não cristã\, Mãe Cacilda se tornou alvo do discurso moralista e racista das mais poderosas representantes do catolicismo conservador do país. \nNo vídeo Erotisme\, produzido por Rivane em 2014\, a trilha sonora é de O Grivo. Nele\, uma mão interpreta o alfabeto desobedecendo a sua sombra. Entre umas imagens e outras\, vão aparecendo palavras em francês\, usuais ou inventadas\, riscadas a canivete na madeira: masturber\, nidifier\, occulter (masturbar\, aninhar\, ocultar)\, entre outras. A obra faz referência direta ao verbete “erotismo”\, atribuído a Georges Bataille\, na obra surrealista Le memento universel Da Costa\, e passeia por dualidades do sexo\, visto como prazer ou arma; gozo ou ferida\, remetendo à violação. \nM.F. (Road trip)\, de 2015\, poderia ser resumido como um buraco de 1 x 2 cm feito na parede\, para exalar o cheiro de gasolina. Mas é muito mais do que isso. Trata-se de uma referência ao Brasil militar-desenvolvimentista e suas grandes estradas que cortaram aldeias e florestas\, já a partir da década de 1970. \nEm A.E. (Nunca mais Brasil)\, de 2023\, uma tapeçaria de 1\,70m x 1\,70m\, Rivane apresenta uma costura de retalhos de medos e lembranças\, infância e geografia\, arquivos e pavores: monstros e nomes de locais que serviram como espaços de tortura e desova de corpos\, em uma referência ao livro Brasil: Nunca Mais (1985; editora Vozes) – organizado por Dom Paulo Evaristo Arns\, Hélio Bicudo e Jaime Wright\, reúne documentos de episódios de tortura durante a ditadura militar no Brasil. Aqui\, a artista mescla a pesquisa O nome do medo (iniciada em 2015) a outro tema que demarca suas investigações: o regime autoritário que por duas décadas enterrou pessoas em locais como a Ponta da Praia (RJ). \nR.R. (90 milhões em ação)\, de 2025\, também remete aos anos de 1970\, quando o Brasil conquistou o tetra na Copa de Futebol\, com jogadores como Pelé\, Rivelino\, Tostão\, Gerson e Jairzinho em campo. A vitória foi capitalizada pelo governo Médici (1969-1974) e embalada pela marchinha de Miguel Gustavo transformada em uma espécie de hino: “Noventa milhões em ação / Pra frente\, Brasil\, do meu coração”. Nas telas brilhava o Canal 100\, fundado em 1957 pelo produtor Carlos Niemeyer\, que exibia zooms de rostos em sua maioria desconhecidos acompanhando partidas de futebol enquanto\, longe das câmeras\, gestões autoritárias sequestravam\, torturavam e matavam. 
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SUMMARY:"Xingu: Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo" no Museu A CASA do Objeto Brasileiro
DESCRIPTION:Projeto Xingu – Yankatu. Foto: Lucas Rosin \nO Museu A CASA do Objeto Brasileiro recebe\, a partir de 16 de agosto\, sábado\, às 14h\, a exposição Xingu: Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo\, resultado de um processo colaborativo entre a designer Maria Fernanda Paes de Barros\, do escritório de design Yankatu\, e os artesãos do povo Mehinaku\, do Alto Xingu (MT)\, em uma potente confluência entre o design e os saberes indígenas. Realizada pela Yankatu e pelo Ministério da Cultura\, por meio da Lei de Incentivo à Cultura\, a ação conta com patrocínio da Sherwin-Williams do Brasil. A entrada é gratuita. \nAlém da exposição\, o público terá acesso a um mini documentário inédito\, que narra a trajetória do projeto e apresenta seus principais agentes e processos criativos. Também será disponibilizado gratuitamente um catálogo virtual\, que contextualiza as ações do projeto e a parceria entre a Yankatu e os Mehinaku\, com imagens\, depoimentos e reflexões sobre o fazer artesanal e suas transformações. \nA exposição propõe uma imersão do visitante pelo território artístico dos Mehinaku\, reunindo objetos tradicionais – como bancos zoomorfos\, cestarias e esteiras – e peças inéditas desenvolvidas em conjunto com a designer. Nas novas obras\, Maria Fernanda evidencia o buriti\, palmeira nativa que é a principal matéria-prima do trabalho das mulheres da etnia\, e também os fios de algodão que ganham tingimentos naturais a partir de cascas de árvores nativas do entorno da aldeia. As obras refletem uma convivência imersiva e uma escuta sensível ao tempo e às necessidades da comunidade. Segundo a designer\, a exposição apresenta como as criações ganham corpo\, e o repertório da arte e do design brasileiros se expande\, quando as interações são construídas de maneira ética\, cuidadosa e horizontal. \n“A ideia do projeto nasceu há cerca de cinco anos\, a partir de uma imersão que realizei sozinha na aldeia Kaupüna para desenvolver uma coleção de peças em parceria com a comunidade. Durante esse processo\, tive a ideia de fazer o tingimento natural de fios de algodão utilizados na produção de algumas peças — o que despertou neles um interesse genuíno pela técnica. A partir dali\, ficou evidente o potencial de um diálogo que respeitasse profundamente os modos de fazer tradicionais\, sem modificá-los\, mas ampliando suas possibilidades de aplicação em novas criações”\, explica Maria Fernanda\, idealizadora do projeto. \nA expografia da mostra será feita com tonalidades do catálogo da Sherwin-Williams\, líder mundial em tintas e revestimentos\, cuidadosamente escolhidas para valorizar as obras e aumentar o destaque das peças. “Acreditamos no poder da cor como ferramenta de expressão e conexão\, e é uma alegria as nossas estarem presentes na exposição Xingu\, ajudando a contar essa história tão rica de saberes\, trocas e criatividade. Projetos como esse reforçam a importância do diálogo entre passado e presente\, tradição e inovação\, e nos mostram como a cultura pode inspirar novas formas de ver e viver o design.”\, afirma Patrícia Fecci\, gerente de Color Marketing e especialista em cores da Sherwin-Williams. \nDurante o processo de criação\, o projeto promoveu oficinas de tingimento natural com mulheres da aldeia Mehinaku\, reforçando seu caráter formativo e colaborativo. Para conduzir as atividades\, foi convidada a pesquisadora Maibe Maroccolo\, da Matriccaria\, uma especialista em tingimento que tem mapeado o potencial tintorial de diferentes biomas brasileiros. A oficina propôs um intercâmbio de conhecimentos entre as técnicas ancestrais de tingimento já utilizadas pelos artesãos e práticas contemporâneas\, despertando interesse e protagonismo das artesãs. O resultado gerou uma paleta de 12 cores que aparecem entrelaçadas em diferentes obras da mostra. \nDurante o período da mostra\, que fica em cartaz até o dia 26 de outubro\, objetos desenvolvidos entre a Yankatu e os artesãos Mehinaku\, estarão disponíveis para venda na loja do museu. Será uma oportunidade para o público adquirir uma peça única carregada de história\, tradição e inovação. \nA mostra foi pensada para garantir plena acessibilidade ao público. O minidocumentário contará com tradução em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)\, os textos da exposição estarão disponíveis em Braile\, e o espaço expositivo do Museu A CASA dispõe de rampas e banheiros adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso\, os monitores foram capacitados para atender visitantes com deficiências cognitivas\, promovendo uma experiência acolhedora\, inclusiva e sensível às diferentes formas de percepção.
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SUMMARY:"APORIA" de Laerte Ramos na Desapê
DESCRIPTION:Laerte Ramos\, “Antiderrapante 02”\, 2024\nO artista visual Laerte Ramos inaugura sua nova exposição individual\, intitulada APORIA\, no projeto Desapê\, em São Paulo\, a partir de 16 de agosto\, com abertura ao público das 12h às 18h. A mostra apresenta obras inéditas e outras de diferentes momentos de sua trajetória\, reafirmando a potência de uma pesquisa plástica multifacetada que transita entre a gravura\, a cerâmica\, o têxtil e a escultura. \nAPORIA\, termo de origem grega\, remete a um estado de impasse\, dúvida ou paradoxo —um lugar onde o pensamento encontra seu limite diante da contradição ou da complexidade. É nesse território ambíguo\, entre forma e função\, cotidiano e simbólico\, matéria e conceito\, que Ramos posiciona suas obras. A exposição propõe ao público um percurso por essas zonas limiares\, onde o sentido não é entregue\, mas construído a partir do confronto entre elementos díspares e sua ressignificação no espaço expositivo. \nCom curadoria do próprio artista\, APORIA ocupa duas salas do Desapê\, projeto itinerante que atua como galeria\, espaço de “descoleção: de obras e livros de artista\, além de participar de feiras gráficas e mostras independentes. \nNa Sala 01\, o público encontrará a emblemática série Caixa d’água\, composta por cem pequenas xilogravuras de 1999\, e desdobramentos dessa pesquisa em três vertentes da série Forma de Reúso: esculturas cerâmicas esmaltadas em branco\, versões cruas com aspecto de filtros e moringas\, e joias em prata —esculturas vestíveis que tensionam os limites entre arte e design\, tradição e inovação. \nNa Sala 02\, o destaque são as tapeçarias de grande escala da série Nós do Caos\, produzidas em telagarça\, com 2\,40m de largura. Abordando temas urgentes como a presença das drogas no cotidiano urbano como escape e as tensões geopolíticas nucleares\, as obras tecem relações entre os “nós” como entrelaçamentos formais e como metáforas dos sujeitos agentes em tempos de crise. Completa a sala a série Columbiformes\, com uma dupla de esculturas de pombos em bronze\, além de seus tênis de cerâmica\, agora em versão amassada\, apresentadas como objetos de parede. \nCom uma carreira consolidada já com 28 anos de atuação no meio\, Laerte Ramos contabiliza 11 residências artísticas\, 32 prêmios\, 57 exposições individuais e 178 mostras coletivas. Entre seus reconhecimentos\, destaca-se o Prêmio Bienal de São Paulo – Artistas no Exterior\, sua participação representando o Pavilhão Brasileiro na Expo Milano\, e a exposição Casamata\, realizada no Octógono da Pinacoteca de São Paulo. Vale a pena ainda ressaltar suas residências na Beyler Foundation/Riehen – Basel\, Suíça e TPW Residency Program – Jingdezhen/Hong Kong/Shangai/Beijing\, China financiada pelo Rumos Itaú Cultural. \nAPORIA reafirma o compromisso do artista com a materialidade\, a experimentação e o diálogo entre técnica e discurso\, convidando o público a percorrer mais de duas décadas de produção atravessada por memória urbana\, crítica social e reinvenção formal.
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SUMMARY:"uma linha que fica entre" de Leonor Antunes na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Leonor Antunes\, “Shed”\, 2018 – Imagem / Divulgação \nEm sua nova exposição na Luisa Strina\, uma linha que fica entre\, Leonor Antunes dá continuidade a sua pesquisa que estabelece diálogos entre escultura\, arquitetura\, design e práticas artísticas do século XX\, com ênfase em artistas modernistas historicamente negligenciadas. A mostra terá abertura em 21 de agosto\, quinta-feira\, das 18h às 21h. \nA mostra tem como referência a participação de Sophie Tauber-Arp na 1a Bienal de São Paulo\, em 1951\, quando a artista representou a Suíça postumamente\, oito anos após seu falecimento. É a partir dessa aparição inaugural que Antunes\ndesenvolve uma série de trabalhos inéditos\, em que as formas e as tonalidades daquela que foi uma importante representante da abstração geométrica europeia são articuladas em estruturas que se espalham em diferentes combinações pelo espaço\, incluindo um tapete de linóleo estendido por todo o piso do salão principal da galeria. \nA exposição também evoca a obra de Mira Schendel\, artista que emigrou para o Brasil no mesmo período e cuja contribuição à arte concreta e conceitual brasileira é resgatada sob uma lente de afinidade formal e poética. Segundo a historiadora de arte\, crítica e curadora britânica Briony Fer\, autora do texto que acompanha a exposição: “O método aditivo de Antunes não reproduz narrativas históricas já existentes\, mas explora possibilidades imaginárias e contrafactuais que muitas vezes se originam em seus silêncios e margens.” \nA prática de Antunes é conhecida por traduzir gestos\, padrões e estruturas de outras artistas em esculturas sutis organizadas em ambientes instalativos. A artista utiliza materiais como corda\, couro\, madeira e vidro\, com atenção meticulosa ao tempo\, à técnica e ao gesto que carrega a marca do artesanal. Cada trabalho é uma síntese entre precisão formal e delicadeza tátil\, uma “escultura criada no espaço”\, como ela própria define. \nA exposição é a segunda individual na Luisa Strina da artista portuguesa radicada em Berlim e representa um desdobramento das investigações iniciadas no grande projeto da desigualdade constante dos dias de leonor*\, concebido para a inauguração do novo edifício do Centro de Arte Moderna Gulbenkian\, em Lisboa (2024–2025)\, e atualmente em cartaz no CRAC Occitanie\, em Sète\, França.
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SUMMARY:"Todos os corpos frágeis" de Brisa Noronha na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Em sua primeira individual na Luisa Strina\, Brisa Noronha apresentará uma instalação inédita\, formada por distintos conjuntos de esculturas feitas em porcelana e arame de latão\, além de uma série de pinturas\, propondo um diálogo entre as obras e o espaço. A mostra terá abertura em 21 de agosto\, quinta-feira\, das 18h às 21h. \nEm Todos os corpos frágeis\, Noronha explora a tensão entre delicadeza e resistência\, forma e matéria\, gesto e permanência. A porcelana—material comumente associado à fragilidade\, mas que também carrega uma dureza estrutural surpreendente—surge aqui em diálogo com a maleabilidade do latão\, instaurando um campo de forças em que opostos coexistem. As peças resultantes desse embate formal e simbólico\, concebidas com uma exiguidade de materiais que contrasta com o longo tempo de fatura\, desafiam a rigidez dos suportes e propõem um desenho tridimensional que se insinua no espaço expositivo\, num movimento contínuo de precisão e risco. \nConstruídas a partir de componentes elementares formalmente reduzidos\, as esculturas derivam da complexidade das relações que estabelecem entre si. \nA artista demonstra interesse particular pela interação entre leveza e massa\, opacidade e transparência\, precisão e espontaneidade. Na instalação\, esses elementos se articulam como um campo de equilíbrio instável\, em que as esculturas se apoiam\, desafiam e sustentam-se mutuamente. O espaço entre elas se torna ativo\, é nele que o trabalho atinge sua expressão mais completa. Por meio de gestos silenciosos\, as peças evocam experiências humanas como a transformação\, a afeição e a impermanência. Através da atenção e da contemplação direta\, essas obras criam um espaço de ressonância entre o espectador e a matéria\, um lugar de intercâmbio entre materialidade\, cognição e temporalidade. Já a série de pinturas representa objetos domésticos — castiçais\, vasos\, garrafas — em situações espaciais. Segundo a historiadora da arte\, Prof. Petra Lange-Berndt\, autora do texto da exposição: “Nesses quadros Construídas a partir de componentes elementares formalmente reduzidos\, as esculturas derivam da complexidade das relações que estabelecem entre si. A artista demonstra interesse particular pela interação entre leveza e massa\, opacidade e transparência\, precisão e espontaneidade. Na instalação\, esses elementos se articulam como um campo de equilíbrio instável\, em que as esculturas se apoiam\, desafiam e sustentam-se mutuamente. O espaço entre elas se torna ativo\, é nele que o trabalho atinge sua expressão mais completa. \nPor meio de gestos silenciosos\, as peças evocam experiências humanas como a transformação\, a afeição e a impermanência. Através da atenção e da contemplação direta\, essas obras criam um espaço de ressonância entre o espectador e a matéria\, um lugar de intercâmbio entre materialidade\, cognição e temporalidade. Já a série de pinturas representa objetos domésticos — castiçais\, vasos\, garrafas — em situações espaciais. Segundo a historiadora da arte\, Prof. Petra Lange-Berndt\, autora do texto da exposição: “Nesses quadros aparentemente surreais\, a gravidade é suspensa\, castiçais tornam-se abstrações gráficas\, transformam-se em flores ou se espalham em forma de árvores ou tendas. Nada disso é decorativo. Trata-se de uma investigação de sistemas que sustentam a vida — e isso define toda a obra da artista.” \nInteressada sobretudo na pintura e na escultura\, Brisa Noronha parte da escuta atenta dos materiais e de sua capacidade de atuação no processo criativo. “Às vezes começo pelo material em si\, às vezes começo por um assunto ou proposição a ser desenvolvida e a matéria vai inserindo sua importância no processo\, ou até mesmo se tornando o assunto”\, comenta a artista. Suas obras evidenciam um movimento delicado entre a intenção e o acaso\, em que o gesto da modelagem se submete à ação imprevisível da alta temperatura. No calor extremo\, a porcelana revela sua dualidade: enquanto aparenta delicadeza\, adquire uma dureza quase pétrea\, fruto de uma transformação irreversível operada pelo tempo e pela temperatura.
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SUMMARY:"De olhos fechados vemos o sol" de Manuela Costa Lima na Quadra
DESCRIPTION:Vista da exposição “De olhos fechados vemos o sol”. Foto: Julia Thompson \nA Quadra inaugura\, no dia 23 de agosto\, a exposição De olhos fechados vemos o sol\, terceira individual da artista Manuela Costa Lima na galeria. Com texto curatorial de Isabella Lenzi\, a mostra apresenta uma instalação inédita e um conjunto de pinturas que aproximam o cotidiano do divino\, o industrial do metafísico e a matéria construída do invisível. \nArquiteta de formação\, Costa Lima constrói sua obra a partir de um olhar sensível à vida comum — ritmo e matérias aproximam sua sensibilidade para um conjunto de gestualidades compositivas. Ao recolher objetos ordinários e pré-fabricados e submetê-los a deslocamentos mínimos\, a artista reorganiza suas funções e presenças\, produzindo trabalhos que revelam alumbramentos presentes no deslocamento e na observação atenta. \nNa instalação central\, placas fotovoltaicas captam a radiação solar e\, sem intermediação ou armazenamento\, acendem lâmpadas incandescentes dispostas no chão de madeira e terra vermelha\, parcialmente enterradas. Sensíveis às variações atmosféricas\, essas lâmpadas — cada uma com cor\, formato e potência próprios — respondem em tempo real à intensidade do sol\, criando um espaço fluido onde luz e calor se tornam experiência imediata sempre em transmutação. \nO diálogo da artista com a espiritualidade também se revela na série Lampejos\, velaturas feitas sobre páginas de um calendário litúrgico cobertas por camadas de pigmento azul ou folhas de ouro. Pequenas janelas abertas na superfície deixam ver palavras como “Mistério”\, “Milagre” e “Mulher”\, lampejos de revelação que interrompem a opacidade da cor. “A energia está dada de antemão\, mas é preciso plugar”\, afirma a artista\,condensando o sentido da obra. \nEm De olhos fechados vemos o sol\, o sagrado é tratado como presença imanente e cotidiana. Nas palavras de Isabella Lenzi\, a exposição oferece “uma experiência física e sensível daquilo que normalmente não se vê. Um espaço que é corpo\, oferenda\, pausa e silêncio para meditação.” \nEntre as exposições individuais recentes de Manuela Costa Lima estão 12\, Galpão NONADA\, Rio de Janeiro\, Brasil (2024); Sistemas Abertos\, Piscina\, São Paulo\, Brasil (2023); Noites Brancas\, Quadra\, São Paulo\, Brasil (2021). A artista também dascoletivas Olhe bem as montanhas\, Quadra\, São Paulo\, Brasil (2024); Regra detrês\, Gisela Projects\, Rio de Janeiro\, Brasil (2024); Ervas daninhas\, Quadra\, São Paulo\, Brasil (2024); Da lua à teta\, Quadra\, Rio de Janeiro\, Brasil (2023); Dimensão da cidade\, Casa das Rosas\, São Paulo\, Brasil (2023); e Pablo’s 21st Birthday\, Pablo’s Birthday Gallery\,Nova York\, EUA (2023). \nTexto Curatorial: Isabella Lenzi
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SUMMARY:"Tempurã" de Juliana dos Santos na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Fotos no Atelie de Juliana so Santos no dia 05/08/2025 para Pinacoteca de São Paulo. Créditos: Levi Fanan\n\n\n\n\nSão Paulo\, 19 de agosto – Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, tem o prazer de anunciar o lançamento de um programa anual de residência artística em parceria com a CHANEL\, dedicado a fortalecer e impulsionar as trajetórias criativas de mulheres artistas. \nEssa nova iniciativa estreia com a aclamada artista visual Juliana dos Santos (1987\, São Paulo\, Brasil)\, cujo trabalho inovador estabelece pontes entre arte e educação. Sua primeira exposição individual em uma instituição\, intitulada Temporã\, será inaugurada em 23 de agosto na Galeria Praça\, localizada no edifício da Pina Contemporânea. \nAnualmente\, a residência selecionará uma artista mulher de destaque — atuando em qualquer disciplina ou linguagem —\, oferecendo mentoria especializada por meio da rede CHANEL Art Partners e uma plataforma para o desenvolvimento de sua prática artística. O programa inclui também uma exposição individual na Pinacoteca\, promovendo visibilidade e apoio fundamentais às vozes criativas femininas. \nA prática artística de Juliana dos Santos é marcada pela pesquisa do pigmento azul extraído da flor Clitoria ternatea\, que a artista utiliza como lente poética para explorar a cor como experiência sensorial. Sua pesquisa transita entre arte\, história e educação\, com foco especial nas estratégias desenvolvidas por artistas negras para transpor os limites tradicionais da representação. \nPara sua exposição na Pinacoteca\, dos Santos amplia sua investigação a outros pigmentos naturais\, como a catuaba\, a erva-mate e o pau-brasil\, criando pinturas vibrantes e fluidas que convidam o público a experimentar a cor de maneira renovada. \n“Juliana dos Santos explora os limites da abstração e do tempo. A partir do azul da flor\, a artista ancora sua obra na impermanência: o pigmento natural oxida com o tempo\, transformando-se diante dos olhos do público. Sua obra é\, assim\, dinâmica e performativa: ela semeia a cor sobre a superfície pictórica\, que então segue seu próprio caminho imprevisível\, como um rio que corre e deságua em um oceano de possibilidades”\, explica a curadora Lorraine Mendes. \nEste programa de residência reflete o compromisso compartilhado entre a Pinacoteca e a CHANEL em fomentar a expressão criativa e amplificar as vozes de mulheres artistas\, no Brasil e além.
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SUMMARY:"O Poder de Minhas Mãos" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Alexia Ferreira\, “Anas\, Simoas e Dragões”\, 2025. Cortesia da artista\n\n\n\n\nA partir de 23 de agosto o Sesc Pompeia abre ao público a exposição O Poder de Minhas Mãos\, uma coletiva que reúne obras de 25 mulheres artistas do Brasil\, da França\, de países do continente africano e da diáspora africana. A exposição\, que ficará aberta para visitação até 18 de janeiro de 2026\, integra a programação da Temporada França-Brasil 2025\, iniciativa bilateral que celebra o intercâmbio cultural\, o diálogo social e a cooperação entre os dois países. \nCom curadoria de Odile Burluraux\, do Museu de Arte Moderna de Paris\, Suzana Sousa\, curadora independente angolana\, e de Aline Albuquerque\, artista visual e curadora com atuação em Fortaleza (CE)\, a exposição propõe um mergulho sensível em obras que se debruçam sobre os percursos singulares de mulheres artistas e suas práticas de autorrepresentação\, resistência\, memória e invenção de mundos. \nA exposição foi originalmente concebida e apresentada no Musée d’Art Moderne de Paris\, dentro da Temporada África 2020. Para a versão brasileira\, o Sesc convidou a curadora Aline Albuquerque\, que integrou artistas residentes no Brasil\, na Europa e no continente africano. \n“No Sesc\, a exposição é atualizada com a presença de Aline Albuquerque\, reforçando a curadoria e a participação de artistas brasileiras cujos trabalhos dialogam com o continente africano e sua diáspora. Assim\, por meio de percursos singulares\, intenta-se demonstrar proposições e experiências em comum. A exibição compreende um panorama de produções que se utilizam das visualidades para evidenciar\, desde o cotidiano\, narrativas sobre ser mulher na atualidade\, afirmando\, dessa maneira\, o valor histórico e político de suas vivências\, por vezes\, invisibilizadas”\, defende Luiz Galina\, diretor do Sesc São Paulo. \nDividida em quatro eixos curatoriais – Estórias Pessoais\, Histórias e Ficções\, O Pessoal é Político e Performances –\, a mostra apresenta ao público um panorama potente da arte contemporânea produzida por mulheres racializadas que vivem e criam a partir de diferentes territórios e contextos socioculturais\, reunindo obras que abordam temas como ancestralidade\, identidade\, espiritualidade\, corpo\, afeto\, relações de poder\, trabalho e dinâmicas de exclusão e pertencimento. \nEm meio a disputas simbólicas e à urgência de novos olhares sobre o mundo\, ao apresentar práticas artísticas de mulheres do Sul global\, a exposição O Poder de Minhas Mãos convida o público a imaginar futuros possíveis vivenciando o papel da arte como território de escuta e transformação. \n“Ao conjugar beleza e denúncia\, ancestralidade e invenção\, a produção artística negra tensiona as fronteiras entre arte e vida\, política e poética. É nesse gesto de ruptura – e de criação constante – que ela contribui efetivamente para a luta antirracista: abrindo espaços de reconhecimento\, pertencimento e possibilidade onde antes havia apenas apagamento. Ela não ilustra a resistência – ela é\, por si\, resistência em forma sensível”\, defende a escritora e filósofa Djamila Ribeiro\, que assina um dos textos de apresentação da mostra.  \nO Poder de Minhas Mãos reúne trabalhos de Aléxia Ferreira\, Aline Motta\, Ana Pi\, Ana Silva\, Buhlebezwe Siwani\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Dhiovana Barroso\, Eliana Amorim\, Fabiana Ex-Souza\, Gabrielle Goliath\, Gê Viana\, Grace Ndiritu\, Kapwani Kiwanga\, Jasi Pereira\, Lebohang Kganye\, Lerato Shadi\, Lidia Lisbôa\, Lucimélia Romão\, Pedra Silva\, Reinata Sadimba\, Senzeni Marasela\, soupixo\, Stacey Gillian Abe\, Terroristas del Amor e Wura-Natasha Ogunji.
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SUMMARY:"O Poder de Minhas Mãos" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Alexia Ferreira\, “Anas\, Simoas e Dragões”\, 2025. Cortesia da artista\n\n\n\n\nA partir de 23 de agosto o Sesc Pompeia abre ao público a exposição O Poder de Minhas Mãos\, uma coletiva que reúne obras de 25 mulheres artistas do Brasil\, da França\, de países do continente africano e da diáspora africana. A exposição\, que ficará aberta para visitação até 18 de janeiro de 2026\, integra a programação da Temporada França-Brasil 2025\, iniciativa bilateral que celebra o intercâmbio cultural\, o diálogo social e a cooperação entre os dois países. \nCom curadoria de Odile Burluraux\, do Museu de Arte Moderna de Paris\, Suzana Sousa\, curadora independente angolana\, e de Aline Albuquerque\, artista visual e curadora com atuação em Fortaleza (CE)\, a exposição propõe um mergulho sensível em obras que se debruçam sobre os percursos singulares de mulheres artistas e suas práticas de autorrepresentação\, resistência\, memória e invenção de mundos. \nA exposição foi originalmente concebida e apresentada no Musée d’Art Moderne de Paris\, dentro da Temporada África 2020. Para a versão brasileira\, o Sesc convidou a curadora Aline Albuquerque\, que integrou artistas residentes no Brasil\, na Europa e no continente africano. \n“No Sesc\, a exposição é atualizada com a presença de Aline Albuquerque\, reforçando a curadoria e a participação de artistas brasileiras cujos trabalhos dialogam com o continente africano e sua diáspora. Assim\, por meio de percursos singulares\, intenta-se demonstrar proposições e experiências em comum. A exibição compreende um panorama de produções que se utilizam das visualidades para evidenciar\, desde o cotidiano\, narrativas sobre ser mulher na atualidade\, afirmando\, dessa maneira\, o valor histórico e político de suas vivências\, por vezes\, invisibilizadas”\, defende Luiz Galina\, diretor do Sesc São Paulo. \nDividida em quatro eixos curatoriais – Estórias Pessoais\, Histórias e Ficções\, O Pessoal é Político e Performances –\, a mostra apresenta ao público um panorama potente da arte contemporânea produzida por mulheres racializadas que vivem e criam a partir de diferentes territórios e contextos socioculturais\, reunindo obras que abordam temas como ancestralidade\, identidade\, espiritualidade\, corpo\, afeto\, relações de poder\, trabalho e dinâmicas de exclusão e pertencimento. \nEm meio a disputas simbólicas e à urgência de novos olhares sobre o mundo\, ao apresentar práticas artísticas de mulheres do Sul global\, a exposição O Poder de Minhas Mãos convida o público a imaginar futuros possíveis vivenciando o papel da arte como território de escuta e transformação. \n“Ao conjugar beleza e denúncia\, ancestralidade e invenção\, a produção artística negra tensiona as fronteiras entre arte e vida\, política e poética. É nesse gesto de ruptura – e de criação constante – que ela contribui efetivamente para a luta antirracista: abrindo espaços de reconhecimento\, pertencimento e possibilidade onde antes havia apenas apagamento. Ela não ilustra a resistência – ela é\, por si\, resistência em forma sensível”\, defende a escritora e filósofa Djamila Ribeiro\, que assina um dos textos de apresentação da mostra.  \nO Poder de Minhas Mãos reúne trabalhos de Aléxia Ferreira\, Aline Motta\, Ana Pi\, Ana Silva\, Buhlebezwe Siwani\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Dhiovana Barroso\, Eliana Amorim\, Fabiana Ex-Souza\, Gabrielle Goliath\, Gê Viana\, Grace Ndiritu\, Kapwani Kiwanga\, Jasi Pereira\, Lebohang Kganye\, Lerato Shadi\, Lidia Lisbôa\, Lucimélia Romão\, Pedra Silva\, Reinata Sadimba\, Senzeni Marasela\, soupixo\, Stacey Gillian Abe\, Terroristas del Amor e Wura-Natasha Ogunji.
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SUMMARY:"Sonia Andrade — Situações" na Galeria Superfície
DESCRIPTION:Divulgação / Cortesia Galeria Superfície\n\n\n\n\nCelebrando os 90 anos de Sonia Andrade [1935—2022]\, a Superfície apresenta a exposição Situações. Pioneira da videoarte no Brasil\, Sonia iniciou sua trajetória em 1970\, em meio a um contexto histórico e artístico marcado por intensas transformações. Ao lado de um grupo de artistas interessados no uso de novos meios e comprometidos com a pesquisa conceitual\, produziu vídeos de forte carga poética e crítica\, que investigam as complexas relações entre produção\, circulação\, mediação\, recepção e comercialização da arte — questões que permanecem relevantes até hoje. \nEm muitas dessas obras\, a artista posiciona-se diante da câmera\, fazendo do próprio corpo o centro da ação e criando performances cujo público imediato é apenas o olhar da lente. Mas sua produção vai muito além da videoarte: Sonia Andrade explorou múltiplos suportes e linguagens\, do desenho à escrita\, da apropriação de objetos à fotografia\, passando pela arte postal\, projeção de imagens e instalação. Recusando rótulos\, buscou em cada trabalho revelar camadas de sentido que evidenciam dimensões ético-políticas\, o enigma do tempo e a natureza episódica e relacional de sua prática — abrindo espaço para uma infinidade de situações possíveis\, como sugere o título desta mostra. \nDe caráter panorâmico\, a exposição aproxima o público paulistano da obra da artista carioca\, reunindo cerca de 30 trabalhos que vão dos primeiros vídeos da década de 1970 a produções mais recentes\, como … às contas [2019]\, apresentada no MAM-RJ. A instalação foi criada a partir de contas de luz\, gás\, telefone\, TV por assinatura\, internet e celular pagas e acumuladas ao longo de cinco décadas\, entre 1968 e 2018. \nAo longo de sua carreira\, Sonia Andrade apresentou obras em instituições como o Musée du Louvre [Paris]\, MoMA [Nova York] e Museo Reina Sofía [Madri] — tendo este último adquirido trabalhos da artista. Em 2011\, recebeu uma grande individual no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Sua obra integra coleções públicas de referência\, como o Getty Research Institute [Los Angeles] e Kunstgewerbemuseum [Zurique]. \nAinda\, em 2024\, o Centre Georges Pompidou [Paris]\, através do programa Don des amis du Centre Pompidou Cercle International\, adquiriu duas instalações da artista. São elas A Obra/O Espetáculo/O Caminho/Os Habitantes [1975-1977] e a videoinstalação Sem título [2001]. Em entrevista ao curador Hans-Ulrich Obrist para o livro Entrevistas brasileiras 1 [Cobogó\, 2017]\, Sonia Andrade relembra o início de sua relação com a videoarte: “Comecei [a trabalhar com vídeo] e gostei muito\, principalmente pelo imediatismo do vídeo: fazemos o trabalho e ele está pronto\, sem depender de laboratório\, de nada.” \nSonia Andrade — Situações abre no dia 23 de agosto\, sábado\, na sede principal da Superfície\, com texto crítico de Marisa Flórido\, e permanece em cartaz até 25 de outubro.
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SUMMARY:"Deslocamentos da Memória" no Museu do Ipiranga
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA exposição “Deslocamentos da Memória” segue até o dia 14 de dezembro de 2025 no Museu da Imigracao do Estado de São Paulo\, no bairro da Mooca\, em São Paulo. Curada por Rejane Cintrão\, a mostra reúne obras das artistas visuais Alexandra Ungern e Heloisa Lodder\, que exploram a riqueza das memórias individuais e coletivas através de diversos meios artísticos. O evento – que é gratuito\, tem visitação e abriu em agosto passado.Ambas as artistas utilizam métodos distintos de lembrar e desconstroem aspectos de destruição e deslocamento\, especialmente na cidade de São Paulo e em experiências de imigração\, sendo as duas filhas de imigrantes (alemão – Lodder\, e húngaro – Ungern\, respectivamente).Heloisa Lodder foca na fragmentação e degradação urbana\, utilizando fotografia\, vídeo arte\, performance\, e objetos para documentar o impacto da especulação imobiliária e o apagamento da herança arquitetônica de São Paulo. Seus trabalhos\, como a série “Tridimensionalidade da Memória”\, exploram o descaso com o passado arquitetônico e cultural\, preservando pedaços de demolições como memória das histórias esquecidas.Alexandra Ungern\, artista multimídia\, explora a história de sua família e as experiências de imigração\, especialmente da Hungria para o Brasil no pós-Segunda Guerra Mundial. Em alguns trabalhos\, utiliza a cianotipia — técnica fotográfica de 1842 que emprega a luz para registrar imagens — imprimindo fotografias antigas em tecidos\, evocando nostálgicos tempos passados. Obras como “Eu Adorava Esse Tempo” e “Carregando Memórias” lidam com a herança familiar e as histórias ancoradas em objetos cotidianos.“A exposição destaca a forma como a memória é mantida viva através da arte\, documentando não apenas o que se foi\, mas também dando novas narrativas aos espaços e objetos. Com um olhar crítico sobre mudanças na paisagem urbana e de recuperação de identidades e histórias\, Alexandra e Heloisa incentivam uma reflexão profunda sobre preservação e apagamento das memórias urbanas e pessoais”\, destaca a curadora Rejane Cintrão em seu texto crítico.
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SUMMARY:"PLAY – FITE - Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand edição 2024-2025" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Mestre Nato\, “Cobra Notaro” © Thiago Batista\n\n\n\n\nCom abertura no Sesc Pinheiros em 24 de agosto de 2025 e visitação até 25 de janeiro de 2026\, a exposição PLAY – FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand edição 2024-2025 convida o público para desvendar as tramas de um instigante conjunto de obras e criações que propõe um diálogo entre as técnicas da produção têxtil e o universo lúdico dos jogos e das brincadeiras. A exposição chega ao Brasil após estreia\, em 2024\, no Museu Bargoin\, em Clermont-Ferrand\, na França\, integrando a mais recente edição da FITE – Bienal Têxtil de Clermont-Ferrand\, evento realizado desde 2012 com o objetivo de celebrar o inesperado e o extraordinário na criação têxtil e sua cadeia produtiva\, promovendo encontros entre tradições\, saberes e inovações. \nA realização da mostra no Brasil é resultado de uma parceria entre o Sesc São Paulo\, a cidade de Clermont-Ferrand\, na França\, e a produtora HS_Projects\, e integra a programação da Temporada França-Brasil 2025\, iniciativa bilateral que celebra o intercâmbio cultural\, o diálogo social e a cooperação entre os dois países. No estado de São Paulo\, o Sesc é um dos principais parceiros locais da Embaixada da França no Brasil\, do Consulado-Geral da França em São Paulo e do Institut Français\, promovendo dezenas de atividades em diversas unidades. \nCom ênfase no uso de elementos têxteis como suporte para a pluralidade criativa\, a exposição PLAY reúne trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros\, selecionados a partir de uma curadoria coletiva que reúne dez profissionais: Christine Athenor\, Simon Njami\, Thomas Leveugle e Nolwenn Pichodo\, da HS_Projects; Christine Bouilloc\, do Musée D’Art Roger-Quilliot; Charlotte Croissant\, do Musée Bargoin; e Juliana Braga de Mattos\, Carolina Barmell e Fabiana Delboni\, do Sesc São Paulo.      \n“Tendo como mote inspirador os jogos\, que permitem tempos em suspensão para o exercício da imaginação e da brincadeira\, as obras se apresentam como fios entrelaçados\, delineando condições para o desenvolvimento da criatividade e de novas ideias no tecido social. Orientado por sua atuação socioeducativa\, o Sesc celebra o fortalecimento das parcerias institucionais\, e recebe a mostra em sua ludicidade\, na expectativa de possibilitar momentos de descontração e também de reflexão”\, afirma Luiz Deoclecio Massaro Galina\, Diretor do Sesc São Paulo. \nVindos de países como Austrália\, Canadá\, Estados Unidos\, França\, Marrocos\, Holanda e Uzbequistão\, o grupo internacional de artistas que integram a exposição é composto por: Awena Cozannet\, Bas Kosters\, Hannah Epstein\, Mark Newport\, Saïd Atabekov e Dilyara Kaipova.  A seleção inclui\, ainda\, obras de Sheryth Bronson\, Donna Ferguson e Beryl Bell\, que compõem o coletivo Tjanpi\, e entre quimonos e leques japoneses\, móbiles beduínos\, fantasias de mascarados nigerianos e bolas de seda chinesas\, um significativo conjunto de peças e objetos da coleção do Museu Bargoin. Seis artistas internacionais também compõem o programa de residência da mostra. São eles: Arnaud Cohen\, Delphine Ciavaldini\, Nikita Kravstov\, Roméo Mivekannin e Sabrina Calvo. \nRepresentando o Brasil\, participam: Alexandre Heberte\, Alex Flemming\, Anna Mariah Comodos\, Elen Braga\, Felipe Barbosa\, Gina Dinucci\, Leda Catunda\, Mestre Nato\, Tales Frey e Ivan Cardoso\, que apresenta seu curta metragem HO (1979)\, um documentário experimental com e sobre Hélio Oiticica. Parte destes artistas estarão representados por obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte\, que foram apresentadas na edição francesa da mostra\, em 2024 e retornam agora a São Paulo para compor esta relação entre coleções. 
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SUMMARY:"Respiração da Terra" de Denise Milan no Rosewood São Paulo
DESCRIPTION:Denise Milan\, “Caminho de Ouro Luz”. Crédito: Leonardo Finotti \nRosewood São Paulo recebe a nova exposição “Respiração da Terra”\, da artista Denise Milan\, honrando o conceito A Sense of Place® do Rosewood Hotels & Resorts ao valorizar talentos brasileiros. Em busca de nos reconciliar com as pulsações de uma Terra desconhecida\, a artista conecta a obra de arte a culturas\, crenças\, sonhos e ficções\, conferindo profundidade histórica e antropológica a muitas de suas reutilizações e apropriações. Com curadoria de Marc Pottier\, as novas obras estarão disponíveis para visitação do público a partir de 26 de agosto. \nNessa mostra\, a artista visionária e polímata — um pouco xamã\, um pouco alquimista — procura mostrar como o caminho do ouro conduz ao nosso eu interior. Explorando as relações entre os infinitos pequeno e grande\, Denise se inspira no invisível que nos faz viver e dirige suas criações de escrituras de bronze\, pedra\, fósseis e cristais para transcrevê-los em composições sem fim. “Um dos elementos escolhidos para construir essa narrativa foram os estromatólitos\, os mais antigos fósseis visíveis\, testemunhas dos primeiros organismos responsáveis pelo gás oxigênio que surgiu no planeta há cerca de 3\,5 bilhões de anos”\, explica a artista. \nO percurso artístico “Respiração da Terra” é uma extensão de sua obra “Olhar Mater”\, instalada no ano passado na entrada dos jardins do hotel. “Quando instalamos a escultura no ano passado\, tivemos a impressão de que ela se casou perfeitamente com a energia do hotel e logo propusemos essa nova exposição”\, conta Denise. “O novo trajeto propõe uma jornada existencial que enriquece a experiência do visitante no espaço através de uma evolução temática e visual\, e faz um convite à reflexão sobre a eternidade\, o infinito\, a harmonia\, a ideia de um ciclo contínuo\, sem começo nem fim”\, explica. \n“Essa exposição da Denise Milan é uma verdadeira viagem pela história e nos leva para lugares de encontro com nós mesmos\, abrindo espaço para refletirmos sobre nossa jornada rumo à origem do universo”\, comenta o curador Marc Pottier. “Ano passado\, instalamos o ‘Olho Mater’ na entrada dos jardins do hotel e agora receber o novo percurso artístico de Denise no Le Jardin Selva fortalece nosso compromisso de valorizar e impulsionar talentos brasileiros aqui no Rosewood”\, complementa. \nOs visitantes podem apreciar as novas esculturas de Denise Milan no Le Jardin Selva\, galeria a céu aberto em meio a espécies nativas da Mata Atlântica\, e as fotocolagens nas paredes de entrada do hotel e na Art Library\, loja de artigos especiais da propriedade.
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SUMMARY:"Exteriores" de Bob Wolfenson na Unibes Cultural
DESCRIPTION:Fotografia feita na Inglaterra\, em 2012 – Imagem: Bob Wolfenson/Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 26 de agosto de 2025\, a Unibes Cultural apresenta ao público a exposição Exteriores\, do consagrado fotógrafo brasileiro Bob Wolfenson. Composta por um conjunto de 53 fotografias\, de média e grandes dimensões\, a mostra apresenta uma crônica visual da diversidade humana\, revelando corpos em movimento\, expressões passageiras e instantes únicos capturados nas ruas de diferentes cidades ao redor do mundo. \nAo longo de cinco décadas de carreira\, Wolfenson consolidou-se como um dos maiores nomes da fotografia brasileira\, conhecido por seus retratos de personalidades\, imagens de moda e produções em estúdio. Em Exteriores\, ele percorre o caminho oposto ao controle do ambiente fechado e mergulha na imprevisibilidade do espaço público\, de tudo que lhe é “exterior”. O olhar do fotógrafo se volta para o acaso\, para o fluxo das cidades e seus habitantes anônimos – pessoas atravessando faixas\, distraídas em pensamentos ou em contato breve com a câmera. \nNas palavras do artista\, fotografar do lado de fora é um exercício de intuição: “quase sempre\, o fotógrafo não saberá previamente o que se tornará alvo de seu interesse quando estiver em campo”. Assim como um escritor que anota ideias em um caderno\, Wolfenson transforma sua câmera em ferramenta de observação e descoberta\, em um gesto que combina o instinto do viajante com a curiosidade do cronista. \nExteriores é um fragmento de uma história\, da construção e investigação de um vocabulário fotográfico. Trata-se do processo de autodecodificação do personagem-fotógrafo e do percurso narrativo que ele\, intuitivamente\, traçou ao longo da vida. Esses recortes de memória atravessam as entranhas das cidades\, percorrem ruas sem itinerário aparente\, transitam por naturezas lúdicas\, desertos imaginários e cenas antagônicas\, resultando em estados de intensa carga emocional e certa vulnerabilidade. \nCuradoria: Bob Wolfenson e Ana Tonezzer \nProjeto expográfico: André Vainer
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SUMMARY:"Demolidora Iracema" de Renato Larini no Espaço
DESCRIPTION:Renato Larini\, “quase retrato”\, 2025. Crédito: Renato Larini \nRenato Larini volta a ocupar o Espaço Zebra (Rua Major Diogo\, 237 – Bela Vista) trazendo ao público sua nova série na exposição individual Demolidora Iracema\, reunindo cerca de 40 obras inéditas. São trabalhos de fotografia expandida sobre lonas\, a maioria em grande formato. A mostra segue em cartaz de 29 de agosto a 27 de novembro\, com visitas às sextas e sábados\, das 19h à meia-noite\, ou em outros dias mediante agendamento. \nFruto de um cruzamento de imagens\, memórias e referências culturais que se acumulavam no imaginário do artista\, Demolidora Iracema carrega múltiplas camadas: evoca a personagem de José de Alencar\, símbolo da pátria-natureza violada; remete à melancolia popular de Adoniran Barbosa; e revela o anagrama de “América”\, a “grande demolidora”. Na ficção criada por Larini\, essa empresa imaginária não apaga vestígios\, mas recupera escombros preservando cicatrizes\, assumindo as marcas e rasuras como parte essencial da forma e do conteúdo. \nA mostra é o ponto de convergência de uma longa pesquisa e de décadas de experimentações com a imagem. As lonas de grande formato carregam elementos que atravessam toda a produção artística de Larini — colagens\, serigrafias\, fotocolagens\, fotopinturas\, ready-mades\, entre outros — em composições que condensam um percurso atravessado por tentativas\, descobertas e reinvenções\, explorando de forma livre e contínua as possibilidades entre diferentes técnicas e suportes. \nNa pesquisa que desenvolve para Demolidora Iracema\, o artista voltou-se a processos químicos alternativos à fotografia tradicional\, baseada no nitrato de prata\, composto químico que\, desde o início do que hoje reconhecemos como fotografia\, consolidou-se como padrão dominante. Nesse caminho\, investigou outras substâncias como cloretos\, sulfatos\, dicromatos\, ferricianeto\, peróxidos\, betumes\, colágenos\, ácido acético e caseína\, compostos mais alinhados a seu interesse por métodos artesanais\, de resultados por vezes imprevisíveis e maleáveis. \nO processo do artista mantém um vínculo direto com a fotografia e a ampliação clássica\, mas incorpora uma série de adaptações criativas e recursos improvisados. O ampliador utilizado para projetar as imagens sobre as lonas previamente embebidas em emulsão fotossensível é\, por exemplo\, modificado para atender às experimentações do artista. Cada etapa\, da preparação do suporte à intervenção no negativo\, integra um engenho artesanal que remete tanto às origens da fotografia quanto às suas primeiras experiências no ateliê\, quando já improvisava procedimentos de laboratório para expandir os limites do meio fotográfico. \nA diferença\, agora\, está no domínio que Larini alcançou sobre o próprio processo: desde a captura da imagem\, o controle da iluminação\, a construção (ou invenção) de uma realidade\, até a edição\, a alteração do negativo e sua forma de projeção. Tudo pode ser manipulado\, refeito\, riscado\, rabiscado\, manchado\, sujo. A lona torna-se espaço de rupturas\, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Uma superfície sensível também à intervenção manual e analógica\, incorporando diversas camadas de gesto e tempo. Larini utiliza essa linguagem para compor crônicas visuais sobre o mundo que nos cerca. À revelia de tradições rígidas\, propõe uma memória em movimento\, tecida por alianças provisórias e narrativas não lineares\, mas fragmentadas. \nAlém de sua dimensão técnica\, Demolidora Iracema articula crítica social\, arquivo e ficção. As obras abordam a destruição da memória\, a estética da desfiguração e a representação de sujeitos borrados ou suprimidos. Para Larini\, arquivar também é um gesto político: Sofro dessa febre de arquivo\, mas tento remediá-la com obras que discutem\, explicitam e trazem vultos vítimas dos apagamentos\, numa pulsão de vida ou de sobrevida\, afirma.
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LOCATION:Espaço Zebra\, Rua Major Diogo\, 237 – Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Entre o traço e o desvio" de Lotty Rosenfeld na Zielinsky
DESCRIPTION:Lotty Rosenfeld\, “Arritmia”\, 1992. Frame de vídeo\n\n\n\n\nA Zielinsky apresenta\, em sua sede de São Paulo\, Entre o traço e o desvio\, exposição individual da artista chilena Lotty Rosenfeld (1943–2020). A mostra\, que inaugura em 30 de agosto de 2025 na Travessa Dona Paula\, 33\, em Higienópolis\, conta com texto crítico da curadora chefe do Instituto Tomie Ohtake Ana Roman e abrange a trajetória da artista desde o período histórico em que se consolidou como uma das figuras mais engajadas e representativas da arte política e feminista na América Latina\, na década de 1970\, até suas produções mais recentes. \nSua produção mais emblemática\, “Una milla de cruces sobre el pavimento”\, é composto por fotografias e vídeos de intervenções urbanas realizadas ao longo de mais de 40 anos\, nas quais Rosenfeld transforma marcas viárias em cruzes como gesto de resistência e questionamento das estruturas de poder e controle social. Na exposição estão presentes as fotografias das intervenções realizadas em São Paulo\, Santiago\, San Juan\, Nova Déli\, Paris\, Berlim e Nova Iorque. \nFotografias e vídeos \nAlém dessa série fotográfica\, a exposição se expande apresentando dois vídeos: “Arritmia” (1992)\, estruturado sobre a música Batdance\, de Prince (trilha do filme Batman\, de 1989)\, com imagens de noticiários sobre pessoas com pendências judiciais; e “El empeño latinoamericano” (1998)\, que reúne cenas de um sujeito penhorando seus bens para sobreviver\, variações do mercado financeiro e uma cirurgia de transição de gênero\, com trilha composta por sons guturais de um corpo em esforço extremo. \n“A produção de Lotty\, vista da perspectiva de 2025\, soa ainda mais urgente: sua obra usa o repertório visual do próprio mundo para desmontar os mecanismos que o fazem circular. Como diz a artista\, trata-se de ‘tomar uma imagem e levá-la ao seu extremo mais conflitivo’\, não para celebrar a globalização\, mas para denunciar a violência dos sistemas que a regulam. Num tempo em que o neoliberalismo transforma a arte em espetáculo e o sujeito em consumidor\, seu programa é ocupar o espaço público com imagens incômodas\, capazes de fissurar a estética midiática\, hoje amplificada por feeds e plataformas da internet cuja escala atual ela não chegou a testemunhar. É\, enfim\, uma busca pelo estabelecimento de certa política da imagem: construir visualidades que resistam à fetichização de mercado e exponham as técnicas que uniformizam os sujeitos”\, afirma a curadora Ana Roman em seu texto crítico.
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LOCATION:Zielinsky São Paulo\, Travessa Dona Paula\, 33 - Higienópolis\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Horizonte dourado" de Ana Elisa Egreja na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Ana Elisa Egreja\, “Natureza morta com mangostins e estrelas Giotto” (detalhe)\, 2025. Foto: Estúdio em Obra \nEm 30 de agosto\, Ana Elisa Egreja inaugura Horizonte dourado\, na Almeida & Dale. A exposição apresenta a produção recente da artista e tem curadoria de Lilia Schwarcz. \nUma nova série de pinturas de pratos Duralex\, em composições com peças de jogos americanos\, ganha destaque na mostra. Nela\, Egreja volta seu olhar a esses utensílios emblemáticos\, expandindo sua investigação sobre objetos do ambiente doméstico e suas reverberações históricas e afetivas por meio de virtuosas representações de alimentos e dos efeitos do vidro. \nA mostra reúne\, ainda\, um conjunto de pinturas com aplicações de folha de ouro\, criando novos diálogos entre a produção da artista e a representação pictórica na história da arte\, mais especificamente a do período medieval. São naturezas-mortas e grandes cenas de interior nas quais motivos do cânone artístico e da cultura popular brasileira se misturam.
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LOCATION:Almeida & Dale\, Rua Fradique Coutinho\, 1430 – Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Cálculo para beijar o magma" de Luana Vitra na Galeria Mitre
DESCRIPTION:Luana Vitra\, “Fluxos Migratórios”\, 2025 – Imagem / Divulgação \nA Mitre Galeria apresenta\, a partir de 30 de agosto\, Cálculo para beijar o magma\, exposição inédita da artista mineira Luana Vitra\, em São Paulo. Com texto crítico da pesquisadora Ariana Nuala\, a mostra reúne esculturas\, desenhos e colagens que observam os limites entre corpo e materialidade. A abertura acontece em plena semana da SP-Arte Rotas\, um dos momentos mais pulsantes do calendário das artes na capital paulista. \nO ferro é o eixo central da pesquisa de Vitra – elemento vital presente no corpo humano\, responsável por transportar oxigênio via hemoglobina\, e também nas estrelas\, que o geram até seu colapso em supernovas ou buracos negros. Em suas mãos\, o ferro deixa de ser apenas matéria-prima: torna-se elo entre vida\, natureza\, ciência e cosmos. \nAo mesmo tempo\, o material carrega o peso histórico de Minas Gerais\, terra natal da artista\, onde a mineração\, desde o período colonial\, estrutura economias e territórios por meio da extração e da violência. Ao incorporá-lo em suas obras\, Vitra tensiona essa herança\, deslocando o minério de mercadoria e resíduo\, para corpo vivo e relacional\, carregado de memórias\, histórias e forças que resistem ao esgotamento. \nDentre as obras\, destaca-se conceitualmente a investigação da artista entre o bico do pássaro e o centro magnético da terra. Alguns pássaros possuem magnetita em seu bico\, e essa pedra é inteiramente composta de ferro\, e quando em movimento migratório\, é a relação entre o ferro presente do bico dos pássaros e o ferro que cria o campo magnético terrestre em seu núcleo\, que orienta a direção do voo. Então o ferro aqui se torna bússola\, mas também se desdobra em afetividade\, pois a partir desse fenômeno físico a artista fabula que todo movimento migratório do pássaro vai na direção do seu desejo de beijar o núcleo da terra. \nA exposição revisita trabalhos que marcaram sua trajetória\, como Pulmão da mina (35ª Bienal de São Paulo\, 2023) e Amulets (SculptureCenter\, Nova York\, 2025)\, onde a presença do pássaros\, seja através das penas\, dos pássaros de prata e cobre\, ou dos rótulos das caixas de wagi\, se afirmaram como existências importantes para pensar a relação com os metais.  Vitra traz um conceito da física quântica denominado Emaranhamento quântico\, que diz respeito a presenças que estão intimamente interligadas\, onde se torna impossível explicar a existência de uma\, sem citar a outra\, mesmo que estejam separadas a milhões de anos luz. Para Vitra\, talvez seja esse tipo de relação que existe entre a vida do pássaro e a do metal. \nSegundo Ariana Nuala\, “a obra de Vitra não se limita a paralelos poético-científicos. Ela insiste em dar voz às forças não humanas\, reconhecendo que a política não é monopólio do humano\, mas também se joga nos regimes da matéria e da energia. Nesse horizonte\, suas esculturas não podem ser lidas como representações\, mas como ativações. Seus gestos escultóricos coreografam partículas\, poeiras\, respirações e gravidades. Os pássaros são condutores máximos: seus bicos carregam oralidades e vibrações”. \nCálculo para beijar o magma reafirma Luana Vitra como uma das vozes mais potentes da nova geração da arte brasileira – uma artista que transforma o mineral em movimento\, o território em corpo e o invisível em presença.
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LOCATION:Mitre Galeria\, R. da Consolação\, 2761 – Jardins\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Transe" na Gomide&Co
DESCRIPTION:Rubens Gerchman\, “Olho”\, 1967. Foto: Edouard Fraipont\n\n\n\n\nA Gomide&Co apresenta Transe\, coletiva organizada em parceria com Fernando Ticoulat\, que também assina o texto crítico da exposição. A abertura da mostra acontece no dia 30 de agosto (sábado)\, às 15h\, e segue em exibição até 15 de novembro. \nTranse reúne artistas de diferentes gerações e abordagens – como Luiza Crosman\, Antonio Dias\, Rubens Gerchman\, Karla Knight\, Montez Magno\, Cildo Meireles\, Mira Schendel\, Camile Sproesser\, Megumi Yuasa\, entre outros –\, propondo um percurso que investiga como as práticas artísticas se constituem como meio ativo de reorganização dos sentidos\, da linguagem e da percepção. A partir de trabalhos em diferentes linguagens e suportes\, a exposição observa como processos técnicos e simbólicos dão estrutura à produção artística e estabelecem vínculos com transformações históricas\, culturais e tecnológicas. “A arte é um campo de condensação energética em forma sensível\, do cósmico no íntimo: recebe forças\, reorganiza o tempo\, refaz o mundo. É um objeto tecno-estético imanente\, não se coloca fora do mundo\, mas o reconfigura a partir de suas entranhas: energia\, matéria\, desejo\, linguagem”\, comenta Ticoulat. \nO conceito parte da noção de que toda forma sensível é também uma forma de energia em organização. Mais do que transmitir mensagens ou representar narrativas\, as obras reunidas na exposição operam por transformação: elas reorganizam energia em forma\, emoção em estrutura\, matéria em linguagem. No lugar de apresentar significados prontos\, cada trabalho se constrói como um sistema em movimento\, no qual diferentes elementos – visuais\, materiais\, técnicos ou afetivos – se articulam em composições abertas e dinâmicas. O que se vê são formas que se atualizam diante do olhar: estruturas que vibram\, imagens que condensam tempo\, gestos que convidam à escuta. A exposição propõe\, assim\, um mergulho em processos artísticos que não apenas representam o mundo\, mas que o refazem sensivelmente. \nEntre as obras em exibição\, destacam-se as duas pinturas em grande formato de Camile Sproesser\, criadas especialmente para a ocasião. Com dimensões de 5 x 5 metros cada\, as obras serão instaladas nas vitrines da galeria voltadas para a rua\, estabelecendo um diálogo entre o espaço interno e o exterior. Intituladas respectivamente O dia e A noite\, as pinturas celebram os ciclos da natureza por meio de símbolos solares e lunares\, refletindo sobre a dualidade entre razão e instinto\, claridade e sombra. Outro destaque é o site-specific proposto por Luiza Crosman para a pilastra central da galeria\, concebida como um símbolo de ascensão espiritual e conexão entre terra e céu. Inspirada pela imagem da Escada de Jacó\, presente na tradição alquímica e religiosa\, a obra explora a ideia de uma alquimia contemporânea\, na qual elementos materiais e simbólicos são utilizados para refletir sobre a crise ambiental\, a espiritualidade não religiosa e a transformação subjetiva do ser humano. \nA exposição se desenvolve a partir de ideias recorrentes\, como a relação entre energia e materialidade\, a articulação entre natureza e técnica e o papel da arte na produção de sentido\, mas evita se organizar em seções temáticas ou cronológicas. O que se propõe é um ambiente de relação entre obras que operam em registros distintos\, mas compartilham o interesse por processos de transformação. Ao abordar questões ligadas ao tempo\, à informação\, à matéria e à percepção\, a mostra propõe uma leitura expandida da arte como um campo de operações simbólicas que participa ativamente da construção subjetiva e sensível do mundo contemporâneo. O título da exposição reforça esses aspectos ao explorar o duplo sentido da palavra “transe”: por um lado\, o substantivo que remete a um estado alterado de consciência; por outro\, o verbo no imperativo que possui conotações de natureza sexual. \nTranse acontece durante a 36ª Bienal de São Paulo\, inserindo-se no ciclo de exposições dedicadas à discussão de temas relacionados à América Latina realizadas pela Gomide&Co na época de um dos principais eventos artísticos globais. Em 2018\, a galeria apresentou Estratégias conceituais\, mostra com um recorte de obras vinculadas à arte conceitual produzida no continente sul-americano durante regimes ditatoriais. Em 2021\, foi realizada Nosso Norte é Sul\, exposição que colocou em diálogo peças têxteis ancestrais do período pré-colombiano com obras concretas\, neoconcretas e contemporâneas da América Latina. Já em 2023\, a galeria exibiu O curso do Sol\, onde foram abordadas narrativas ligadas à diáspora japonesa na América Latina por meio de obras de artistas nipo-diaspóricos e de artistas latino-americanos cujas práticas dialogam com a cultura visual japonesa a partir de referências culturais e políticas locais. \nA coletiva Transe reúne obras dos artistas:Hércules Barsotti (1914–2010)\, Waltercio Caldas (1946)\, Luiza Crosman (1987)\, Antonio Dias (1944–2018)\, Yolanda Freyre (1968)\, Rubens Gerchman (1942–2008)\, Karla Knight (1958)\, Montez Magno (1934–2023)\, Cildo Meireles (1948)\, Tomie Ohtake (1913–2015)\, Abraham Palatnik (1928–2020)\, José Resende (1945)\, Mauro Restiffe (1970)\, Mira Schendel (1919–1988)\, Camile Sproesser (1985)\, Amelia Toledo (1926–2017)\, Megumi Yuasa (1938).
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SUMMARY:"Beatriz González: a imagem em trânsito" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Beatriz Gonzalez\, “Decoracao de interiores”\, 1981\n\n\n\n\nA mostra “Beatriz González: a imagem em trânsito” revisita os mais de 60 anos de carreira de Beatriz González (1932\, Bucaramanga\, Colômbia)\, conhecida pelos trabalhos que tecem críticas à história de violência em seu país e reinterpretam obras da História da Arte ocidental. São mais de 100 trabalhos produzidos desde a década de 1960. \n“A imagem em trânsito” se organiza de forma a apresentar os diferentes aspectos históricos e conceituais da “maestra” da arte colombiana\, reunindo alguns de seus principais trabalhos. \nNa primeira sala expositiva\, dedicada as obras sobre mídia\, reprodução e circulação da obra de arte\, está a emblemática cortina serigrafada Decoración de interiores (1981)\, na qual a artista estampou a imagem do presidente à época\, Julio César Turbay Ayala\, cantando em uma festa. \nA sala seguinte é dedicada às intervenções em mobiliários\, transformados em suporte para imagens apropriadas do imaginário popular e religioso colombiano\, como nas obras Naturaleza casi muerta (1970) e Saluti da San Pietro. Trisagio (1971). \nA exposição também reúne obras que falam sobre seu interesse por imagens extraídas da imprensa\, procedimento adotado sobretudo a partir dos anos 1970. González tematiza em suas obras as consequências do conflito armado colombiano\, a violência política\, a crise climática e a experiência de comunidades indígenas. \nEm Los Suicidas del Sisga (1965)\, que teve como referência os jornais El Espectador e El Tiempo\, a artista parte de uma fotografia dos jornais sobre um duplo suicídio cometido por um jovem casal\, olhando para os códigos que vinculavam a imagem à crônica policial e a reprodução das imagens nos meios de comunicação de massa. \nNos anos 1980\, a artista direciona seu olhar à iconografia política colombiana. Deste período\, estão ali presentes obras como Señor Presidente\, qué honor estar con usted en este momento histórico (1986) que comentam diretamente eventos traumáticos da história recente\, como a tomada do Palácio da Justiça. \nA mostra se encerra com a série Pictografias particulares (2014)\, na qual González utiliza placas de trânsito como símbolo coletivo para representar situações de crise social provocadas pela migração forçada devido ao deslocamento\, desastres ambientais ou à violência\, particularmente em territórios rurais e camponeses.
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