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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
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SUMMARY:"Frans Krajcberg: reencontrar a árvore" no MASP
DESCRIPTION:Frans Krajcberg\, “A flor do mangue”\, c. 1970. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)\, Salvador\, Brasil. Foto: Autoria desconhecida\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 16 de maio a 19 de outubro\, a exposição Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. A mostra reúne mais de 50 obras — entre esculturas\, relevos\, gravuras e pinturas — de grandes dimensões e formatos que desafiam o convencional\, refletindo tanto o apreço do artista pela natureza brasileira quanto seu engajamento crescente com a denúncia das agressões ao meio ambiente. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta um panorama abrangente da produção de Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921–2017\, Rio de Janeiro\, Brasil). Pioneiro na integração entre arte e ecologia\, o artista se destacou por evidenciar questões ambientais no Brasil. Ao longo de sua trajetória\, desenvolveu pesquisas artísticas ramificadas em eixos temáticos\, como samambaias\, florações\, relevos e sombras. Essas investigações culminaram em obras criadas a partir de cipós\, raízes\, resquícios de troncos e madeira calcinada\, além de pigmentos naturais\, com os quais ele compõe o corpo de sua obra. \nKrajcberg rompeu com a tradição escultórica ao empregar elementos orgânicos e estruturas naturais como matéria-prima e suporte\, desafiando os limites entre representação e figuração\, além de fundir os campos da pintura\, escultura e gravura. A flor do mangue\, circa 1970\, composta por madeira residual de árvores de manguezal e pigmentada com piche\, reflete essa abordagem. Com sua grande escala e forma retorcida\, a obra sensibiliza o observador para a vulnerabilidade e a resistência do ecossistema dos manguezais. \n“De certa forma\, a escultura é a própria árvore\, ainda que resultante da justaposição de diferentes elementos naturais. A arte\, para Krajcberg\, precisa sair dos limites da moldura e reencontrar a natureza. Ele se afasta progressivamente da ideia de representar o mundo natural para incorporá-lo como corpo da obra. O caráter de denúncia emerge como um desdobramento natural desse processo\, conforme Krajcberg percebia o potencial da arte de sensibilizar e comunicar sua luta ambiental”\, comenta Laura Cosendey. \nEm 1978\, durante uma expedição pela Amazônia\, Frans Krajcberg experiencia o que chamou de “choque amazônico” diante da exuberância da floresta equatorial. Anos depois\, uma nova viagem — desta vez ao Mato Grosso — expõe o artista à devastação provocada pelas queimadas\, marcando uma virada em sua trajetória\, em que a natureza\, além de ser inspiração\, se torna causa a ser defendida. A expressão “reencontrar a árvore”\, presente em suas reflexões\, resume esse retorno da arte à natureza como fonte de criação e consciência ecológica. \nFrans Krajcberg: reencontrar a árvore integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Abel Rodríguez\, Claude Monet\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas\, Mulheres Atingidas por Barragens e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Pietrina Checcacci\, “Dinheiro”\, das série O povo brasileiro (detalhe)\, 1967. Foto: Jaime Aciolo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70\, na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. A exposição reúne 250 obras de mais de 100 artistas\, muitas delas expostas juntas pela primeira vez\, proporcionando uma visão abrangente sobre a arte do período. Com curadoria de Pollyana Quintella e Yuri Quevedo\, a mostra se divide em temas que remontam aos grandes acontecimentos do período\, como o surgimento da indústria cultural\, a ruptura democrática e transformações sociais de diversas ordens. Podem ser vistos trabalhos de Wanda Pimentel\, Romanita Disconzi\, Antonio Dias e muitos outros. O público poderá ainda vestir e experimentar os famosos parangolés de Hélio Oiticica. \nEm um contexto de industrialização e turbulências políticas – Guerra Fria e ditadura civil-militar –\, a produção artística nacional lida de maneira contestadora e irreverente com a massificação da cultura promovida pela televisão e os grandes veículos da imprensa e da publicidade. A partir da década de 1960\, uma série de tendências figurativas internacionais ganham espaço no debate artístico nacional. Dentre essas tendencias está a Arte Pop\, original do Reino Unido\, mas que ganhou fama nos Estados Unidos por meio de figuras célebres com Andy Warhol\, Roy Lichtenstein\, Jasper Johns e Robert Rauschenberg. Entretanto\, enquanto esses artistas trabalhavam a linguagem em um contexto de país desenvolvido\, industrializado\, e com uma produção massificada\, artistas brasileiros lidavam com um cenário de subdesenvolvimento e desigualdade em que tinham de elaborar o trauma de uma sociedade oprimida pelo regime militar. \n“A exposição lida com um momento da história do país que ainda hoje ressoa em nosso cotidiano. Olhar para essa produção é importante para entender o início da arte contemporânea entre nós\, e também as questões disparadoras de muitos dos debates da atualidade. E\, diante da reunião dessas obras\, podemos entender a força coletiva dos artistas de uma geração que trabalhou para denunciar\, protestar e sonhar com uma nova sociedade”\, afirmam os curadores. \nSobre a exposiçãoO interesse dos artistas pela rua\, fruto do desejo de ocupar espaços mais diversos e menos institucionalizados\, marcou uma série de eventos nos últimos anos da década de 1960 e no início dos anos 1970. Entre eles\, figura o “Happening das Bandeiras”\, realizado em 1968 na Praça General Osório\, em Ipanema\, no Rio de Janeiro\, que reuniu artistas como Nelson Leirner\, Flávio Motta\, Hélio Oiticica\, Carmela Gross e Ana Maria Maiolino. Na ocasião\, eles expuseram bandeiras serigrafadas em praça pública promovendo uma ocupação coletiva do espaço público\, em busca de um acesso mais amplo e democrático para as artes visuais. O conjunto de bandeiras originais abre a exposição na Grande Galeria. \nNa sequência\, há trabalhos que tratam de uma indústria cultural em formação no Brasil\, exibindo estrelas da música popular brasileira\, graças aos festivais televisivos\, em meio à febre da corrida espacial\, que transformou astronautas em “ícones pop” e transmitiu imagens ao mundo do grande marco histórico que foi a chegada do homem à Lua. Grandes nomes do período estão reunidos\, como Nelson Leirner\, com seu altar para o rei Roberto Carlos\, na obra Adoração (1966)\, Claudia Andujar\, que fotografou Chico Buarque em 1968\, Flávio Império\, que retratou Caetano Veloso em Lua de São Jorge (1976)\, o artista popular Waldomiro de Deus\, com seus foguetes característicos\, Claudio Tozzi\, com as obras Bob Dylan (1969)\, Guevara (1967)\, além de seus astronautas que marcaram a iconografia da pop à brasileira. \nO desejo de rua e as rupturasAs restrições impostas pela ditadura civil-militar foram retratadas nas produções artísticas por meio de diferentes estratégias formais\, poéticas e políticas. Na exposição\, estão reunidas caricaturas de generais\, presentes nas obras de Humberto Espíndola\, Antonio Dias e Cybele Varela\, desenhos dos presos políticos da coleção Alípio Freire\, pertencentes ao Memorial da Resistência\, registros fotográficos que Evandro Teixeira realizou na emblemática passeata dos 100 mil\, além de trabalhos que procuraram intervir diretamente no contexto político\, como as garrafas de coca-cola de Cildo Meireles\, que compõem a obra Inserções em circuitos ideológicos (1970)\, e as trouxas ensanguentadas (1969) de Artur Barrio. Além disso\, o tema da criminalidade também permeava as produções artísticas do período. Frente ao estado opressor\, figuras de marginalidade foram evocadas como estratégia subversiva\, contestando a moral e as leis. Dentre elas\, destacam-se uma cena de crime pintada por Paulo Pedro Leal ainda no início dos anos 1960\, o filme Natureza (1973) de Luiz Alphonsus e o clássico A bela Lindonéia (1967)\, de Rubens Gerchman. \nO gesto pop se apropria ainda do imaginário da cidade\, por meio de signos e códigos urbanos. É o caso de trabalhos como Marlboro (1976)\, em que Geraldo de Barros transforma restos de outdoor em pinturas\, e as superfícies estruturadas com restos de acrílico e latão de Judith Lauand (Sem título\, 1972). Na área central da galeria\, estão reunidos trabalhos que expressam a disputa pelo espaço público. Setas\, semáforos\, festividades e proposições coletivas ganham centralidade nas obras. Buum (1966)\, de Marcelo Nitsche\, Totém de interpretação (1969)\, de Romanita Disconzi\, Lateral de ônibus (1969)\, de Raymundo Colares\, e os emblemáticos parangolés de Hélio Oiticica\, apresentados pela primeira vez há exatos 60 anos\, na mostra Opinião 65\, realizada no MAM-Rio\, podem ser vistos pelo público. No caso de Oiticica\, o visitante poderá\, literalmente\, experimentar os Parangolés\, vestindo-os no espaço expositivo. \nA década de 1960 também foi palco de uma revolução sexual fruto de eventos históricos como Maio de 68\, na França\, e o movimento hippie nos EUA. No núcleo sobre desejo e sexualidade\, estão obras de artistas que pensaram as mudanças do estatuto da sexualidade no Brasil\, atravessadas também pela cultura de massa. É o caso Wanda Pimentel\, com sua série Envolvimento (1968)\, Teresinha Soares com A caixa de fazer amor (1967) e Antônio Dias em Teu corpo (1967)\, além de Maria Auxiliadora\, Lygia Pape e Vilma Pasqualini. \nA exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70 é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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SUMMARY:"Lições da Pedra" de Naira Pennacchi no Museu FAMA
DESCRIPTION:Vista da exposição “Lições da Pedra” de Naira Pennacchi no Museu FAMA – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA artista mineira Naira Pennacchi\, hoje residente entre Ribeirão Preto e Lisboa\, realiza a primeira itinerância de sua exposição Lições da Pedra\, com curadoria de Mario Gioia. Ela chega agora ao Museu Fama\, em Itu\, a partir de sábado\, 12/7\, a partir das 11h. Na mostra\, mais de 30 trabalhos da artista\, muitos deles inéditos\, apresentam olhares de Naira sobre as realidades interioranas e a pesquisa sobre a ancestralidade em diversos suportes e trabalhos\, em sua maior parte inéditos. Na quinta-feira\, 17 de julho\, acontece na Livraria da Vila da Fradique Coutinho\, em São Paulo\, o lançamento do livro homônimo organizado por Mario Gioia que reúne toda sua produção até o momento\, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias\, pela editora WMF Martins Fontes. Haverá bate-papo da artista o os críticos e a entrada é franca.  \nNaira é natural de Jacutinga e navega por diversas cidades do interior\, como Jaú e sua cidade natal\, onde possui parentes. “Sou do interior de Minas Gerais e hoje moro na cidade grande\, entre Ribeirão Preto e Lisboa\, mas retorno para esses lugares pois eles são faíscas que viram chamas para minha criatividade e minha produção artística”\, afirma a artista.  \nEntre a produção em pinturas presentes na exposição\, estão as características telas nas quais Naira deposita pigmentos endurecidos\, próximos a sua validade\, sobre chassis montados com teleiros (elemento muito presente em diversos contextos da vida rural) de modo a quase realizar um ponto-cruz de tinta sobre esses vazios\, criando uma tecitura de cores e paisagens que agregam elementos pictóricos e abstratos às paisagens que compõe.  \nA série que dá nome à exposição\, “Lições da Pedra”\, é inédita e conta com vídeos\, objetos\, instalações escultóricas e sonoras. O limiar do ritual e da performance\, os limites das moradias\, todos esses conceitos vão sendo borrados e reconhecidos no trabalho de Naira. “Tudo começou com João Cabral de Melo Neto e a ‘Educação Pela Pedra’. O livro era muito incompreensível para mim\, mas eu queria muito ler. E nesse momento eu li o livro em 15 dias três vezes. Muitos dos títulos dos trabalhos são trechos ou versos do livro. O Sertão\, seja ele de Minas Gerais\, do Piauí\, ou de Portugal\, esse sertão no sentido mais amplo de um interior\, é um só”\, pondera Pennacchi. Naira segue com a pesquisa sobre os saberes ancestrais no próximo ano e tem projetos para realizar esse levantamento também do lado de lá do oceano \nO interesse pelo futuro ancestral vem desde criança. “Tinha sede em participar e rever as tradições e saberes populares que já não se encontram mais no interior de Minas Gerais\, mais precisamente em minha cidade natal\, Jacutinga. A cartografia desse meu interesse foi despertada pela convivência com meus pais\, avós e comunidade local\, rural e urbana de onde nasci e cresci”\, diz. Naira é neta de bordadeira\, de onde herda as artes têxteis que integram elementos de seus trabalhos\, e teve contato com as obras do pintor\, o desenhista\, pintor\, muralista e ceramista ítalo-brasileiro Fulvio Pennacchi\, que foi integrante do Grupo Santa Helena\, juntamente com Alfredo Volpi\, Francisco Rebolo\, Aldo Bonadei\, ainda na infância\, como o sobrenome pode atestar.  \nRituais como benzimento praticado por Dona Merô\, anfitriã de Naira e uma das poucas benzedeiras vivas e muito solicitada na região; ceramistas de barro que transformam matéria bruta em obras de arte enquanto contam histórias e preservam memórias; casas de farinha nas quais a mandioca vira farinha. É no trabalho repetitivo e conectado ao ancestral que a artista constata que moram também percursos que guardam estratégias de preservação ambiental – e que reverberam nos vídeos que integram a exposição\, todos eles feitos no Piaui. “Foi no Piauí que tive o privilégio de encontrar tudo aquilo que procurava\, prestes a desaparecer em alguns anos\, uma vez que a nova geração não se interessa mais em dar continuidade a muitas destas práticas\, como mulheres raizeiras do cerrado\, que provocam o repensar de ideias convencionais de território\, já que coletam e manejam as paisagens repletas de plantas medicinais para a cura de doenças do corpo e da alma”\, afirma.  \nNaira participou de muitos destes trabalhos-rituais\, como o de benzimento\, minutos a fio recebendo orações por sua poderosa palavra através de gestos e instrumentos e os transformou em sua arte. “O corpo enquanto território das experiências cotidianas tece nas culturas das sociedades um repertório em constante construção”\, aponta a artista. “Todas estas atividades são praticadas por mulheres\, mestras detentoras de sabedorias ancestrais geradas em ventres\, terras\, águas\, fogos e céus”\, conclui. Das inúmeras obras produzidas\, estarão presentes na exposição que passou por Botucatu e segue depois para Ribeirão Preto\, os vídeos Faca Amolada\, Mulher Vestida de Gaiola e Basalto. \nCelebrando seus dez anos de carreira\, Naira Pennacchi realiza na quinta-feira\, 17 de julho\, o lançamento do livro homônimo organizado por Mario Gioia que reúne toda sua produção até o momento\, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias\, pela editora WMF Martins Fontes. Na ocasião acontece um bate-papo entre Gioia\, Avelar e Dias a partir das 19h.  \nA obra reúne sua produção até o atual momento\, composta por esculturas\, instalações e pinturas. Diversos suportes e diversas fases de um trabalho que segue se expandindo em novas pesquisas\, agora em itinerância pelo estado de São Paulo ao longo do ano com a individual “Lições da Pedra”\, que passou pela cidades de Botucatu\, estará em cartaz em Itu a partir de 12/6 e em dezembro segue para Ribeirão Preto. \nNas palavras de Ana Avelar no texto que integra a edição\, o trabalho de Naira une “figurações barroca\, rural mineira e desejo de abstração”\, numa linguagem e uso da cor que evocam as gramáticas de Matisse e Cristina Canale\, só para citar duas das influências mais evidentes.  \nPara Bianca Coutinho Dias\, que assina um texto com um olhar que passa pela psicanálise\, “são paisagens internas\, de um interior que pode ser de casa\, da cultura caipira\, ou paisagens de uma instância afetiva\, psicológica e subjetiva”\, delineia. “A aparição acontece não como representação\, mas como enigma”\, completa. Psicanalista\, a crítica de arte também chama a atenção para sua “paleta carregada de pulsação própria\, como se sua cor convoasse outras\, numa atmosfera imersiva de sonho e delírio”. \nAinda na perspectiva da crítica em texto presente no livro\, nas obras presentes em seu trabalho\, seja em telas\, objetos ou vídeos\, “há um fricção entre a figuração barroca rural e mineira”\, presente nas imagens recorrentes de sua infância em Jacutinga\, cenário rural\, como galos e teleiros que servem de base para os pigmentos densos que criam quase relevos nas composições\, “um jogo entre interior e exterior\, memória e transmissão”.
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SUMMARY:"Flávio Império: tens a vontade e ela é livre" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Figurino do show “Pássaro da manhã”\, 1977 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição individual Flávio Império: tens a vontade e ela é livre\, no 4º andar do edifício Pina Estação. A panorâmica – que reúne quase 300 obras – abrange a produção do artista entre os anos 1960 e 1985\, e tem curadoria assinada por Yuri Quevedo\, curador do museu e pesquisador da obra de Flávio Império (1935–1985) há 16 anos. \nFlávio Império foi um artista brasileiro em que a atuação transdisciplinar marcou profundamente a cena cultural do Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Sua importância se dá não apenas pela multiplicidade de linguagens que dominava (como pintura\, arquitetura\, cenografia\, teatro\, design gráfico e do ativismo político)\, mas também pela maneira como ele as articulava em uma prática artística crítica\, engajada e transformadora. Império trabalhou com uma diversidade de materiais\, produzindo serigrafias\, pinturas\, colagens\, fotografia e documentários em super8. \n“Flávio Império olha para cultura popular de um jeito extremamente original no meio artístico da época. Homem de teatro\, buscava mais que estereótipos das personagens\, mas como elas viviam\, as soluções que davam para produzir a vida no cotidiano subdesenvolvido no país. Como pintor\, filho de imigrantes do Bexiga\, muitas vezes se entendeu mais como artesão do que como artista” diz Yuri Quevedo\, curador da mostra. \nDestaques \nA exposição propõe ao público uma imersão em diferentes momentos e manifestações da produção do artista\, ressaltando a coerência e a liberdade que orientam sua prática tão diversa. Entre os destaques estão o projeto de figurino “fogo”\, desenvolvido especialmente para a cantora Maria Bethânia para a peçaRosa do Ventos (1971)\, além dos estudos para capa do disco Doces Bárbaros (1976)\, que poderão ser vistos na segunda sala da mostra. Uma maquete descreve o projeto que o artista fez para o show Pássaro da Manhã(1977) de Maria Bethânia. Em um momento em que a ditadura militar começa a enfraquecer e surgem os movimentos de abertura\, Império concebe um cenário em que a cantora surge de uma noite escura no fundo e vai gradualmente se aproximando da plateia ladeada por tecidos que representam a alvorada. No show Bethânia canta lembrando os amigos que foram exilados. \nAlém disso\, pela primeira vez em 60 anos as obras UDN… Respeitosamente o extinto era muito distinto\, Generals in General e Marchadeira das famílias bem pensantes\, que integraram a antológica exposição Opinião65\, no MAM-RJ\, poderão ser vistas juntas. O público poderá ver ainda a maquete da peça A falecida (1983)\, desafio enfrentado por Flávio Império de conceber um cenário para a peça de Nelson Rodrigues que não queria nada sobre o palco. \nA mostra tem apoio Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP)\, que emprestou 38 desenhos originais do artista\, parte da coleção de mais de 10 mil itens que conserva. \nSobre a exposição \nDividida em três núcleos\, a exposição mostra a trajetória do artista que tem produção concentrada no período da ditadura militar. No percurso\, o público pode notar como seu pensamento e a ideia de engajamento social e político se transforma nas diversas fases de sua trajetória. A primeira sala\, A pintura nova é a cara do cotidiano\, mostra um artista que busca nos tipos sociais e na cultura de massas uma tradução satírica para a ditadura militar e o imperialismo estadunidense. Aqui estão reunidos os trabalhos da década de 1960\, como aqueles que foram para as exposições Opinião65 e Porpostas65. \nAparecem também obras de seus companheiros de trabalho Sérgio Ferro e Rodrigo Lefévre\, assim como de alunos\, entre eles Marcello Nitsche e Claudio Tozzi. Também é possível ver alguns dos trabalhos premiados no teatro\, Andorra – que tinha no elenco Beatriz Segall e Renato Borghi – e Ópera dos Três Vinténs. Nessa época\, o artista adaptou e dirigiu outro clássico de Brecht\, “Os fuzis da mãe Carrar” se tornou “Os fuzis de dona Tereza”. Nessa montagem\, Império inovou ao transferir o choro individual da mãe que perde seu filho para guerra\, para um choro coletivo\, entoado pelo coro da peça enquanto se exibia imagens sobre a morte do estudante Edson Luiz. \nA segunda sala – Aspectos do Inconsciente Coletivo na Comunicação de Massas – estão reunidos os trabalhos mais introspectivos do artista\, nos quais ele procura na subjetividade popular uma nova coletividade. São bandeiras de São João\, Oguns\, máscaras e outros símbolos que se fundem com a comunicação pop. É aqui que começa sua parceria com Fauzi Arap e Maria Bethânia. Nessa sala\, há também o curioso cenário pensado para Pano de Boca (1976) momento em que o artista ocupa um teatro em ruínas e cria ali a representação para o inconsciente de um ator. \nPor fim\, a terceira sala – Mãos e mangarás – mostra suas viagens de ônibus pelo interior do Brasil e o interesse por modos de fazer diversos. Aqui vemos o artista se interessar mais intensamente pela serigrafia e a repetição de motivos que lhe são caros: as mãos e a flor de bananeira – chamada de Mangará. É possível observar Império interpretar em imagens da natureza os rendimentos da revolução sexual e de costumes levada a cabo nos anos 1970. O arco-íris aparece como uma marca de uma sociedade mais diversa\, com novos atores políticos que começam a surgir na década de 1980. \nO artista morre em 1985\, adoecido pelo HIV. É um dos primeiros casos notórios do Brasil\, tratado pela imprensa com preconceito e desconhecimento. Ano passado\, durante o show de Madonna\, seu retrato apareceu entre os homenageados durante a canção Live to tell. \nBethânia\, amiga e musa \nA tríade constituída pela cantora Maria Bethânia\, o diretor de arte e figurinista Flávio Império (1935–1985) e diretor Fauzi Arap (1938-2013) começou com o espetáculo Rosa do Ventos (1971)\, que marcou época pela maneira original que combinava o espetáculo teatral e o show de música popular. A cenografia e os figurinos de Flávio Império envolvem a cantora\, e constituem parte do significado do show. No espetáculo\, havia trechos de textos de Clarice Lispector (1920-1970) e Fernando Pessoa (1888-1935)\, a construção do cenário foi desenvolvida em parceria com a Casa das Palmeiras\, da médica e psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). \nO artista ainda elaborou plasticamente outras seis montagens da intérprete: A Cena Muda (1974); Os Doces Bárbaros (1976)\, este com Gil\, Caetano e Gal; Pássaro da Manhã (1977); Maria Bethânia (1979); Estranha Forma de Vida (1981) e 20 Anos de Paixão (1985). No programa do último trabalho\, dirigido por Bibi Ferreira\, Bethânia homenageou o amigo recém-falecido. \nA exposição Flávio Império: tens a vontade e ela é livre é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Anatomia pré-fabricada: um morar no Japão" na Japan House
DESCRIPTION:Crédito: Hayato Kurobe\n\n\n\n\nAnatomia pré-fabricada: um morar no Japão \nPré-fabricação é um método construtivo em que parte ou todos os componentes de uma construção são produzidos em uma fábrica e\, posteriormente\, montados no local da obra. A construção de casa pré-fabricada japonesa\, que alia o design à otimização dos materiais\, possibilitou maior eficiência ao sistema de construção e contribui para uma maior qualidade de vida aos moradores e à comunidade.  \nA exposição apresenta o universo das inovadoras construções pré-fabricadas japonesas contemporâneas a partir de um modelo em tamanho real e maquetes. Também compõe a mostra uma linha do tempo com os principais marcos na história das construções pré-fabricadas no Japão\, desde os anos 1950 até os dias atuais\, desenvolvida especialmente para a JHSP por Yoshikuni Shirai\, professor convidado especial da Faculdade de Meio Ambiente e Estudos da Informação da Universidade de Keio e Editor-chefe da revista Sustainable Japan Magazine by The Japan Times. \n\n\n\n\nTecnologia japonesa + pré-fabricação de habitações \nNo espaço expositivo\, a curadoria de Natasha Barzaghi Geenen\, diretora cultural da JHSP\, apresenta parte de uma casa\, em escala real\, criada pela VUILD. O modelo apresentado faz parte da série NESTING\, na qual o próprio cliente consegue projetar sua casa a partir de modelos preestabelecidos que estão disponíveis em um aplicativo e\, a partir da madeira processada por meio da fabricação digital\, consegue montá-la em colaboração com sua família e amigos. Junto da casa\, a exposição apresenta também peças\, elementos construtivos\, separadamente\, como se destrinchasse essa construção\, evidenciando sua anatomia. \nAlém disso\, a exposição traz também a maquete da Marebito no ie\, outra iniciativa da VUILD que busca revitalizar regiões montanhosas com população em declínio\, propondo a construção de alojamentos de propriedade compartilhada\, visando a circulação contínua de pessoas nessas áreas\, em um modelo de vida que vai além do turismo\, mas que não chega a ser uma residência definitiva. O projeto\, que utiliza tecnologia de fabricação digital\, visa otimizar o uso de recursos florestais locais\, utilizando a madeira dessas regiões para a construção da casa e de seus móveis\, priorizando o uso da madeira lamelada cruzada (também chamada de madeira CLT)\, como alternativa ao concreto.  \nComo exemplo de inovações das casas pré-fabricadas com o foco na segurança\, proteção e prevenção de desastres e conforto\, a exposição também apresenta um modelo tátil que demonstra um tipo de sistema de isolamento térmico\, que reduz a influência da temperatura externa\, evita a condensação dentro das paredes e diminui os custos relativos aos sistemas de aquecimento e resfriamento\, demonstrando a avançada tecnologia japonesa.  \n\n\n\n\n\n\n\n\nNas palavras da curadora Natasha Barzaghi Geenen: \n“O objetivo é permitir que o público se familiarize com dimensões de alguns modelos de moradias contemporâneas do Japão\, ao mesmo tempo em que pode refletir sobre como essas soluções podem ser adaptadas ao contexto brasileiro. Nossa proposta é fomentar o debate sobre novas formas de construir\, incentivando parcerias entre Brasil e Japão para desenvolver modelos cada vez mais sustentáveis de habitação inteligente”. \n“Mais do que uma preocupação com recursos e design\, nossa ideia é conectar os visitantes a esse senso de responsabilidade forte que os japoneses têm\, de que são parte de um todo e que suas ações devem contribuir para uma melhor condição da sociedade. Esses modelos de habitação mostram a preocupação com o todo\, com a comunidade e o meio em que vivem\, indo muito além da estética e da mera empatia” \n\n\n\n\nAs diferentes maneiras de configurar o mesmo espaço \nJá no espaço externo da JHSP\, o público é convidado a experimentar alguns elementos inspirados nas habitações tradicionais japonesas\, como os cômodos com características flexíveis e personalizáveis\, delimitados por portas de correr chamadas de ‘fusuma’ e pisos cobertos por tatames. Crianças e adultos podem brincar de reconfigurar os espaços com estruturas móveis como uma forma de aprender na prática sobre esses conceitos e vivenciar essa espacialidade.
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Mapas Mentais" de Ana Amorim no MAC USP
DESCRIPTION:Ana Amorim\, “Second Embroidery”. Foto: Ana Pigosso\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 5 de julho\, a exposição Ana Amorim | Mapas Mentais\, reunindo cerca de 70 trabalhos da artista em quase quarenta anos de carreira. A mostra é a maior já realizada pela artista e apresenta\, pela primeira vez\, diversas de suas “Grandes telas”\, obras compostas de registros diários ao longo de um ano inteiro\, assim como obras inéditas e históricas ao longo de sua carreira. Durante os anos 1980\, Ana Amorim estudou matemática e artes\, em São Paulo\, e se mudou para os Estados Unidos para fazer seu mestrado em artes. Após um período dedicado principalmente à gravura\, passou a se interessar por uma prática de tipo conceitual\, que define sua produção a partir desse momento. “O aspecto da obra torna-se secundário em relação às preocupações éticas e ao rigor\, ao empenho e à coerência que definem sua prática”\, avalia Jacopo Crivelli Visconti\, curador da mostra. \nA prática artística de Ana Amorim alinha-se a sua postura ética e política fazendo com que\, ao longo dessas décadas\, ela tenha optado pelos caminhos que lhe pareciam corretos\, mas que contribuíram para uma pouca visibilidade de sua produção\, mesmo entre os profissionais da área. Até poucos anos atrás\, por acreditar que uma obra de arte não pertence a ninguém e que não pode ser apropriada\, ela se recusava a expor em lugares comerciais\, a vender suas obras e a participar de exposições patrocinadas por empresas privadas. \nA produção de Ana Amorim foi acolhida pelo MAC USP em diversos momentos. O Museu abrigou a primeira exposição individual da artista no Brasil e foi o primeiro a incorporar obras suas ao acervo. Em 2014\, a artista fez a doação de duas obras exibidas em 1990 no próprio Museu e em 2021 apresentou a performance Contar Segundos no espaço térreo do Museu durante uma semana. Segundo Ana Magalhães\, curadora do MAC USP\, “Ana Amorim tem uma produção atualíssima para um debate artístico dentro de um museu universitário\, espaço de reflexão crítica.” \nNos últimos 40 anos\, Ana Amorim registra sua vida através de mapas mentais e contando segundos. “Na concepção e no universo da artista\, ela e a sua produção são indissociáveis. Sua vida é arte. Sua arte não é uma representação da vida\, é a própria vida. Se está viva\, Ana Amorim está produzindo algo. Esse algo ela chama de arte\, mas é também\, ou principalmente\, um rastro da sua passagem pelo mundo\, e da passagem do tempo sobre ela. O tempo que passa sobre a artista é o mesmo tempo que passa sobre cada um de nós. Sua obra é intimamente pessoal: retrata em mapas singelos os movimentos dela ao longo de um dia\, de todos os dias da sua vida”\, diz o curador\, e completa: “são os mesmos movimentos que nós fazemos\, os mesmos segundos que nós vivemos. Não há diferença\, não existem hierarquias\, o tempo da artista não é nem mais nem menos importante do que o tempo de cada um de nós.”
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SUMMARY:"Tudo que Nasce Vermelho" de Luara Macari no MAC USP
DESCRIPTION:Luara Macari\, “Ri Ró: rompante de rio”\, 2023 – Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nUma das ações realizadas pelo MAC USP para incentivar a produção artística contemporânea é a realização de editais de exposições temporárias para artistas emergentes\, que ainda não tenham realizado mostras individuais em museus ou galerias. A terceira edição do Edital recebeu 180 inscrições e selecionou três projetos a serem apresentados em 2025/2026. O primeiro deles é a exposição Tudo que Nasce Vermelho\, individual da artista Luara Macari (Ribeirão Preto\, SP\, 1999)\, apresentando 21 trabalhos em que articula os gestos pictóricos entre a argila\, a tinta à óleo\, o carvão e o grafite sobre tela. \nArtista\, escritora e curadora em formação (PUC SP\, 2023)\, Luara Macari constrói um espaço onde “a pintura é exercício de escuta\, presença e memória”\, diz Fernanda Pitta\, curadora responsável do MAC USP. A partir das fabulações\, dos saberes e das tradições ioruba a artista propõe uma série de trabalhos que apresentam uma representação pictórica do mundo\, em que imagem e rito se implicam mutuamente. ”Cada pintura é também uma oferenda: tempo suspenso\, escuta ritual e desejo de rememoração” completa a curadora. \nO vermelho que guia os caminhos da artista\, cor impetuosa e vibrante\, é também substância vital e ancestral\, força plástica e simbólica\, que atravessa as obras da artista e transforma o imaterial em matéria\, superfície\, impressão e campo sensível. “O vermelho condensa o sangue\, o barro\, o fogo\, a terra e o corpo — elementos que sustentam tanto a criação e a existência na cosmovisão ioruba”\, comenta Fernanda. \nNesta exposição\, Luara Macari constrói um espaço onde a pintura é exercício de escuta\, presença e memória\, e “cria um território onde se experimenta a força da arte como gesto de cuidado\, reinvenção e reparação. Em sua prática\, a arte transforma o imaginário\, partindo do gesto íntimo de saber de onde se vem para relembrar os caminhos para onde se quer ir” define a curadora.
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SUMMARY:"Paiter Suruí\, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Gamina Suruí e Djikimatara Suruí\, Aldeia Nabekodabalakiba\, c. 1981. Foto de Borbora Suruí. Acervo Kabena Cinta Larga \nNeste sábado (26 de julho)\, o IMS Paulista abre a mostra Paiter Suruí\, Gente de Verdade: um projeto do Coletivo Lakapoy. A exposição apresenta um acervo inédito de fotografias familiares tiradas majoritariamente pelo povo indigena Paiter Suruí\, reunidas e digitalizadas pelo Coletivo Lakapoy. Esse acervo inclui cenas e retratos tirados desde a década de 1970\, quando as câmeras chegaram ao território pelas mãos de missionários\, mas passaram a ser utilizadas pela população local para registrar seu dia a dia. Além do acervo histórico\, a exposição apresenta fotos e vídeos atuais\, reforçando o papel da fotografia como importante ferramenta de afirmação dos direitos indígenas. \nAs imagens do acervo histórico estavam armazenadas nas casas das famílias\, guardadas em álbuns\, caixas e estantes das diferentes aldeias do território indígena\, localizado entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Para preservá-las\, o Coletivo Lakapoy – grupo formado por comunicadores indígenas\, com o apoio de não indígenas\, com o objetivo de fortalecer a cultura Paiter Suruí – reuniu\, catalogou e digitalizou as fotografias. Em 2021\, o projeto foi publicado na revista ZUM e\, em 2023\, selecionado pela Bolsa ZUM/IMS\, de fomento à produção artística. O resultado dessa pesquisa agora se desdobra nesta exposição\, que ocupa o 6º andar do IMS Paulista\, com entrada gratuita. (Saiba mais sobre o Coletivo Lakapoy no serviço.) \nA mostra tem curadoria da líder e ativista Txai Suruí\, que integra o Coletivo Lakapoy\, da arquiteta\, pesquisadora e curadora Lahayda Mamani Poma e de Thyago Nogueira\, coordenador da área de Arte Contemporânea do IMS\, além de supervisão do cacique-geral Almir Narayamoga Suruí\, nome fundamental da história da luta indígena no Brasil. No sábado (26/7)\, às 11h\, os curadores participam de uma conversa com Almir Suruí e Ubiratan Suruí\, do Coletivo Lakapoy\, no cinema do IMS Paulista. No domingo (27/7)\, às 15h\, um grupo de anciãos do povo Paiter Suruí conduz uma atividade sobre os cantos tradicionais da sua cultura. Os eventos são gratuitos e abertos ao público. \nNa exposição\, o público encontra reproduções de cerca de 800 fotografias analógicas\, da década de 1970 até 2000\, que documentam o dia a dia do território\, registrando aniversários\, casamentos\, batizados e competições esportivas\, mas também os desafios decorrentes dos contatos com os não indígenas. Este acervo histórico ocupa todas as paredes da exposição\, transformando-as em um grande álbum de família\, composto de registros informais e pessoais.A mostra apresenta ainda cerca de 20 retratos recentes do povo Paiter Suruí tirados em maioria por Ubiratan Suruí\, primeiro fotógrafo profissional do povo e integrante do Coletivo Lakapoy\, além de depoimentos e vídeos dos influencers Oyorekoe Luciano Suruí e Samily Paiter. A exposição também apresenta redes\, cestos e colares produzidos pelas artesãs do território\, valorizando o conhecimento ancestral e artístico das mulheres Paiter Suruí. \nContatados oficialmente pela Funai em 1969\, os Paiter Suruí resistiram a invasões\, doenças e à omissão governamental até obterem\, em 1983\, a homologação da Terra Indígena Sete de Setembro\, localizada entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Hoje\, são aproximadamente 2.000 pessoas\, distribuídas em mais de 30 aldeias. Com um modo de vida integrado à floresta amazônica\, mas também profundamente transformado desde o contato com a sociedade não indígena\, os Paiter Suruí seguem lutando para garantir sua soberania e a integridade de seu território\, ameaçado pelo garimpo\, pela pecuária e pelo extrativismo predatório. A fotografia e as redes sociais\, entre outras ferramentas tecnológicas\, foram apropriadas pela juventude como formas de difundir sua cultura\, denunciar invasões e fortalecer a resistência. \nTxai Suruí comenta a exposição e a importância de preservar essa memória: “A vontade de guardar\, registrar e contar a história do povo Paiter Suruí é um sonho que agora se realiza\, antes de os últimos anciãos nos deixarem\, antes de essa história se ocultar de vez em algum canto esquecido do tempo\, na memória dos que viveram essa saga. […] Com as câmeras nas mãos\, vemos um olhar diferente daqueles que vieram de fora\, podemos notar a espontaneidade e naturalidade de quem tira fotos para um álbum de família. São imagens cheias de amor\, carinho e afetividade\, mas também de conhecimento\, de amor à humanidade e à natureza\, de orgulho de pertencer ao povo Paiter Suruí.” \nA maioria das pessoas retratadas nas imagens foram identificadas e contatadas\, autorizando a reprodução das fotos\, num movimento de propor novas lógicas de construir\, guardar e expor acervos indígenas\, como pontua a curadora Lahayda Mamani Poma: “De modo geral\, o contato entre instituições de arte e culturas originárias abre não apenas para conhecimento de novas produções e linguagens artísticas\, mas para a reflexão sobre modos de fazer museologia”. \nO curador Thyago Nogueira também ressalta que o acervo é um “documento inédito da história Paiter Suruí\, muito diferente das imagens oficiais e etnográficas produzidas sobre os povos indígenas brasileiros”. Segundo o curador do IMS\, “montar um acervo visual de um povo é uma forma de refazer laços e dinamizar a própria cultura\, criando pontes entre as novas e velhas gerações. É também uma forma de mostrar que as fotografias atuam como ferramenta de resistência e afirmação − uma estratégia que pode interessar a outros povos indígenas e grupos minorizados ou excluídos de sua própria história”. \nEssa lógica aparece nas legendas da exposição\, elaboradas coletivamente pelos Paiter Suruí\, com coordenação de Ubiratan Suruí (ver exemplo abaixo). Essa opção reforça o trabalho coletivo\, em contraponto à ideia de autoria individual\, já que é frequentemente difícil determinar quem bateu cada foto\, pois a câmera circulava entre várias mãos. Outro aspecto importante é a presença de intervenções manuais nas fotografias. Rasuras\, desenhos e anotações mostram que estas fotografias são fragmentos de memória vivos\, e não apenas documentos do passado. \nUbiratan Suruí\, integrante do Coletivo Lakapoy\, comenta o processo de construção deste acervo: “Essas fotos foram coletadas nas casas de vários Paiter. Quando muitas delas foram feitas\, eu era apenas uma criança. Assim\, para entender melhor o que estava vendo e o porquê de cada registro\, passamos a ir atrás dos personagens ou seus familiares. Às vezes\, a fotografia era brincadeira de criança ou até um disparo acidental de alguém que não estava tão acostumado com a câmera. Mas\, como a máquina era analógica\, com a limitação dos filmes\, a maioria dos cliques era de momentos realmente importantes.” Segundo o fotógrafo\, o “acervo catalogado já passou das centenas de registros\, e cada um deles traz outra centena de narrativas. Quando um álbum novo é encontrado na aldeia\, vários parentes se sentam em volta dele para trocar relatos e lembrar do passado.” \nUbiratan é o autor de parte das fotos contemporâneas exibidas na mostra\, tiradas a partir de 2024. As imagens mostram o cotidiano atual das aldeias do território Paiter Suruí\, marcadas tanto por costumes tradicionais quanto por novas sociabilidades e pelo uso das tecnologias. A exposição traz também vídeos de entrevistas com lideranças e integrantes da comunidade\, como Almir Narayamoga Suruí. Nos depoimentos\, as pessoas falam da importância do acervo e comentam temas como política\, espiritualidade e alimentação. \nOutro destaque\, feito especialmente para a exposição\, é uma projeção audiovisual que documenta o contato de anciãos do território com as imagens históricas do fotógrafo Jesco von Puttkamer. Jesco participou do contato da Funai com os Paiter Suruí na virada dos anos 1960 para os 1970\, e\, ao longo da vida\, reuniu um dos acervos audiovisuais indígenas mais importantes do país\, depositado no IGPA da PUC Goiás. A maioria dos Paiter Suruí\, no entanto\, nunca havia visto as imagens\, que retornaram ao território pela primeira vez depois de uma colaboração entre o Coletivo Lakapoy e o IGPA da PUC Goiás. \nEm cartaz até 2 de novembro\, a exposição apresenta ao público um conjunto inédito de imagens de grande importância histórica e política. Trata-se de um acervo em expansão\, que\, em 2026\, também será exposto no próprio Território Sete de Setembro.
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SUMMARY:"A Arte deve viver ao Sol" de Gastone Novelli no MAC USP
DESCRIPTION:Gastone Novelli\, “Composição 6”\, 1953 – Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta\, a partir de 2 de agosto\, a exposição A ARTE DEVE VIVER AO SOL – GASTONE NOVELLI NO BRASIL\, com 30 trabalhos do artista italiano que viveu no Brasil entre 1948 e 1954 e aqui amadureceu sua vocação artística. Com curadoria de Ana Magalhães e Marco Rinaldi\, a exposição tem a parceria entre o MAC USP e o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo\, com apoio do Archivio Gastone Novelli\, Roma. \nGastone Novelli (1925-1968) chegou ao Brasil com 23 anos. Havia estudado ciências sociais e políticas em Florença e recebido uma formação acadêmica em artes visuais em Roma. No Brasil encontrou um momento de efervescência em que dois grandes museus de arte abriam suas portas e eram palco do debate sobre o abstracionismo: o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM)\, com sua exposição inaugural Do figurativismo ao abstracionismo em 1949\, e o Museu de Arte de São Paulo (MASP)\, que abrigou exposições individuais de Alexander Calder e Max Bill no período. Foi logo acolhido pelo diretor do MASP\, Pietro Maria Bardi\, que criou o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) do museu e convidou Novelli para lecionar composição e desenho. \nA exposição reflete esse contexto\, em que Novelli desenvolveu a pintura abstrata pela primeira vez\, ao mesmo tempo em que explorava a produção cerâmica e mural. Além disso\, Novelli assumiu posição de destaque no engajamento com o ambiente artístico\, criando projetos expositivos\, lecionando no IAC\, participando ativamente da Oficina de Arte (ODA) ou sendo convidado para as Bienais de São Paulo de 1951 e 1953. Para o curador Marco Rinaldi\, “uma ocasião para o desenvolvimento teórico dos primeiros germes de uma reflexão sobre a linguagem da arte”. De um traço inicial expressionista\, Novelli experimentou as diversas manifestações das vanguardas artísticas surgidas no início até meados do século 20. \nO título da exposição foi extraído do manifesto publicado em 1952 pela Oficina de Arte\, assinado por Novelli: “A arte deve viver ao sol\, nas praças\, em meio ao povo!”. Uma afirmação que expressava o compromisso dele e de seus companheiros em unir a arte ao desenho industrial e à pintura mural\, visando democratizar a pesquisa artística: “um valor fundamental para os artistas modernos em um mundo em reconstrução”\, observa a curadora Ana Magalhães.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"II Ciclo Expositivo" na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\nA Casa de Cultura do Parque inaugura\, em 2 de agosto\, seu II Ciclo Expositivo\, que segue até 26 de outubro. A programação gratuita inclui as exposições “Palavra e gesto”\, coletiva na Galeria do Parque\, “Carolina Colichio: Substrato”\, no Gabinete\, e “Antonio Pulquério: É de SANTO\, é de BARRO”\, no Projeto 280X1020. A abertura contará ainda com performances de Antonio Pulquério e da artista indígena colombiana Julieth Morales. \nA coletiva “Palavra e gesto”\, com texto crítico de Camila Bechelany\, reúne trabalhos de Fabio Miguez\, Maíra Dietrich\, Marcelo Cipis\, Marilá Dardot\, Monica Barki e Rafael Alonso. As obras exploram a intersecção entre pintura e escrita\, tensionando imagem e texto em poéticas verbo-visuais singulares\, que remetem à visualidade vernacular e cotidiana. \nNo Gabinete\, a mostra “Substrato” apresenta a pesquisa de Carolina Colichio (Ribeirão Preto\, 1977). A artista utiliza fragmentos e imagens de paisagens em cerâmica e pintura\, buscando dar visibilidade a existências e propor uma mediação da matéria. Suas peças\, que remetem a fósseis e minerais\, convidam à percepção do potencial ilimitado das coisas\, fomentando uma natureza comum e interconectada. \nO Projeto 280X1020 recebe “É de SANTO\, é de BARRO”\, de Antônio Pulquério (Campos Sales\, CE\, 1967). A intervenção\, que tem performance de abertura do artista em 2 de agosto\, subverte a lógica modular minimalista ao usar módulos artesanais de barro queimado. As peças\, que remetem a Espadas de São Jorge ou Santa Bárbara\, entrelaçam o terreno e o divino\, refletindo o sincretismo cultural brasileiro onde santos católicos e divindades africanas se confundem. O texto de apresentação da mostra é de autoria de Tadeu Chiarelli. \nCompleta a programação de abertura\, às 17h\, a performance “ANINPI (Agua y sangre)”\, da artista indígena Julieth Morales (Colômbia\, 1992). A ação ritual\, conduzida com sua mãe\, explora a identidade cultural feminina e a ancestralidade. As duas recriam o ritual das Mojigangas\, usando telas fúcsia e azul – da bandeira Misak – que simbolizam a luta\, fertilidade\, água e origem de seu povo. A performance harmoniza memória e presente\, conectando mundos espiritual\, físico e territorial ao som da música tradicional Misak. \nAs mostras contam com direção artística de Claudio Cretti e são uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo). A CASA DE CULTURA DO PARQUE \nA Casa de Cultura do Parque\, localizada em frente ao Parque Villa-Lobos\, no Alto de Pinheiros\, em São Paulo\, é um espaço plural que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea\, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte\, shows\, palestras\, cursos e oficinas. A Casa de Cultura do Parque tem como parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea – ICCo\, uma OSCIP sem fins lucrativos. As duas iniciativas\, de natureza socioeducativa\, compartilham a mesma missão de ampliar a compreensão e a apreciação da arte e do conhecimento.
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SUMMARY:"Eu sou o Brasil: artistas populares" no Sesc Santo Amaro
DESCRIPTION:Obra de Suene Oliveira Santos. Foto: Everton Ballardin \nCom abertura em 9 de agosto e visitação até  28 de dezembro\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares ocupará o Sesc Santo Amaro com um conjunto de 57 obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte\, reunindo produções de artistas autodidatas de diferentes regiões do Brasil. Produzida a partir de uma seleção criteriosa do curador Renan Quevedo\, a mostra\, que evidencia a relevância da coleção de artes visuais do Sesc São Paulo\, inclui pinturas\, esculturas\, xilogravuras e objetos que revelam a pluralidade e a potência simbólica da chamada arte popular\, força criativa marcada pela ancestralidade\, pela memória coletiva e pela resistência. \nOrganizada em quatro núcleos temáticos – Fauna e Flora\, Cotidiano\, Ofícios e Festas –\, a exposição reúne obras de 30 artistas do Norte ao Sul do Brasil. São eles: Maria Lira Marques\, J. Borges\, J. Miguel\, Manoel Graciano\, Francisco Graciano\, Carmézia Emiliano\, Mirian\, Berbela\, Jasson Gonçalves\, Cornélio\, Louco Filho\, Agostinho Batista de Freitas\, Waldomiro de Deus\, Zica Bergami\, Mestre Saúba\, Mestre Molina\, José Bezerra\, Aberaldo Santos\, José Antônio da Silva\, Ranchinho\, Juracy Mello\, Nilson Pimenta da Costa\, Neves Torres\, Neri Agenor de Andrade\, Paulo Orlando da Silva\, Suene Oliveira Santos\, Véio\, Gersion de Castro Silva\, Maria de Lourdes\, Nilo e Cornélio. \nMarcadas pela experimentação\, pela oralidade e por saberes transmitidos de geração em geração\, as obras de cada um desses artistas têm em comum a produção à margem do chamado circuito de arte e refletem a dinâmica de trabalhos que simbolizam vivências e territórios diversos\, suscitando críticas sociais\, retratando experiências cotidianas ou celebrando festas e rituais. \n“Agentes-chave de definição da identidade brasileira\, os artistas da mostra começam a esculpir\, pintar\, entalhar\, modelar\, imprimir\, polir e encerar\, entre tantos outros verbos obstinados\, movidos pela vontade de externalizar poeticamente os impulsos criativos”\, defende Quevedo no texto curatorial da exposição. “Aqui\, nos distanciamos do caráter ingênuo ao qual a arte popular foi associada – e ainda é – para orgulhosamente descortinarmos seus aspectos e contornos densos\, ambivalentes\, extraordinários e profundos. Com a transmissão de saberes entre sucessores\, de geração em geração\, são consolidados pilares culturais e pertencimentos sociais\, contribuindo para a formação de comunidades atentas ao imaterial\, à ancestralidade e às permanências”\, complementa. \n\nQuatro núcleos em detalhes \nNo núcleo Fauna e Flora\, elementos da natureza reproduzidos em diversos suportes revelam diferentes nuances de Norte a Sul do país. Papel\, madeira\, metal\, tintas industriais e pigmentos naturais são utilizados para tecer narrativas que retratam bichos ora reais\, ora imaginários\, atravessando visões\, cotidiano\, crenças\, lendas e salvaguardas. Entre outros destaques do núcleo\, como as xilogravuras do mestre J.Borges\, os tons do Vale do Jequitinhonha inspiram a mineira Maria Lira Marques nas pinturas da série Meus Bichos do Sertão. Já o baiano Berbela tem a soldagem e a reciclagem de descartes plásticos e metálicos da comunidade de Paraisópolis como ponto de partida para a criação de inventivos simulacros de insetos \nNas proposições do núcleo Cotidiano\, Quevedo explora dinâmicas do dia a dia\, em contextos urbanos e rurais\, com obras que abordam relações de trabalho\, crítica social\, sonhos\, insatisfações e manifestações de fé. Um painel imponente com mais de uma centena de Ex-votos abre caminho para as carrancas do alagoano Jasson\, um anjo esculpido pelo piauiense Cornélio e os orixás do baiano Louco Filho. O lazer é visto nas pinturas de Waldomiro de Deus\, nos desenhos de Zica Bérgami e na torre com brincadeiras de criança de Mestre Saúba. Zé Bezerra e Aberaldo criam a partir do movimento da madeira e ali observam seres que se insinuam nas curvas do material\, trabalhando consistentemente a relação entre olhos e mãos. \nJá em Ofícios são retratadas atividades ligadas ao fazer manual e aos trabalhos do campo\, como na inventiva geringonça de Mestre Molina intitulada Vida na Roça\, e às práticas comunitárias\, destacando a diversidade das técnicas artesanais no Brasil e suas origens em processos de mistura entre culturas indígenas\, africanas e europeias. O núcleo também evoca o fluxo de migrantes que contribuíram para a consolidação da economia paulistana e influenciaram fortemente a constituição de comunidades urbanas\, como a do entorno do Sesc Santo Amaro\, cujas memórias ecoam nas obras de artistas como José Antônio da Silva\, Neves Torres\, Ranchinho\, Neri Agenor de Andrade\, Waldomiro de Deus\, Juracy Melo e Nilson Pimenta. \nPor fim\, o núcleo Festas destaca as manifestações culturais coletivas. Reunindo pinturas\, esculturas e xilogravuras\, o conjunto de obras revela olhares sobre folias\, folguedos\, danças\, ritos e reuniões permeadas por humor\, fé\, críticas sociais\, desejos\, formas e cores. Articuladoras de símbolos\, comunidades e territórios\, as festas atravessam a rotina e possibilitam a atualização de significados para os grupos. Rituais de oferta e agradecimento de alimentos são vistos na produção do pernambucano Paulo Orlando da Silva\, da paranaense Suene Oliveira Santos e de Carmézia Emiliano. A última\, roraimense da etnia Macuxi\, cria uma representação da Parixara\, tradicional celebração em agradecimento à comida\, culto à caça e à colheita e fortalecimento de laços comunitários. A alegria do frevo\, do circo e dos parques de diversões é\, respectivamente\, registrada na obra de J. Borges\, Véio e Mestre Molina. Já as reuniões de caráter religioso\, como a Folia de Reis\, celebram o nascimento de Jesus em desfiles processionais musicalizados\, sendo representadas na obra de Manoel Graciano\, nascido no Cariri cearense. \nAo reverenciar o trabalho dos 32 artistas presentes nesta mostra\, expoentes de práticas muitas vezes marginalizadas e subdimensionadas\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares contribui para uma revisão do lugar da arte popular no imaginário nacional\, convidando o público a ampliar os horizontes do que se entende por arte no Brasil contemporâneo.
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SUMMARY:"Raymundo Colares: Pista livre" na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Raymundo Colares\, Sem título\, 1966 – Imagen / Divulgação \nA Almeida & Dale inaugura no dia 9 de agosto\, sábado\, a exposição Raymundo Colares: Pista livre\, panorâmica dedicada à obra do artista mineiro Raymundo Colares (1944–1986)\, sob curadoria de Ligia Canongia. Reunindo mais de 40 obras\, entre pinturas\, guaches e os emblemáticos Gibis\, livros-objetos que convidam o público a se envolver com os trabalhos tridimensionais a partir do manuseio de suas folhas coloridas que se desdobram\, a mostra marca o retorno do artista à capital paulista após um hiato de 15 anos sem exposições individuais na cidade. \nFigura singular da arte brasileira dos anos 1970\, Colares criou uma linguagem própria\, marcada pela fusão entre referências construtivistas e elementos da cultura urbana e popular. O ônibus\, ícone recorrente em sua produção\, sintetiza esse cruzamento. Nas telas\, a carroceria se desdobra em formas geométricas e cortes abruptos que evocam velocidade\, fragmentação e fluxo\, temas centrais em seus trabalhos. Suas telas apresentam fragmentos de espaço que parecem se colidir\, pedaços de carrocerias captados ao acaso e em movimento. A ideia da multiplicação e da deformação das coisas em movimento traz à luz uma das questões-chave de sua produção\, que é a ideia de tempo e velocidade. \n“Raymundo Colares compreendeu que a questão do movimento\, em última instância\, a questão do tempo\, havia arremetido a experiência da pintura para além da estabilidade que conhecera no passado histórico\, respondendo aos avanços da ciência e ao viver moderno. Pressentiu que essa atualização se prolongaria na era contemporânea\, e que os efeitos da máquina seriam intensos e irreversíveis\, mesmo não tendo vivenciado o mundo digital de nossos dias”\, explica a curadora. \nDuas réplicas dos originais Gibis\, livros de artista compostos por folhas de papel colorido recortado que se transformam a cada virada de página e revelam novas configurações visuais\, são disponibilizadas na exposição para interação do público. A mostra inclui ainda um vídeo do artista carioca Marcos Chaves\, que realiza uma homenagem a Colares e edifica\, por meio de imagens em movimento\, o universo visual dos ônibus que tanto o inspiraram. Concomitantemente à exposição\, será lançado o primeiro livro integral sobre a obra de Raymundo Colares\, em uma publicação bilíngue que conta com textos de Ligia Canongia e de Felipe Scovino\, além de artigos históricos\, cronologia ilustrada e documentos inéditos\, como cartas e poemas visuais do próprio artista.
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SUMMARY:"Águas Abertas" no Parque Linear Bruno Covas
DESCRIPTION:Lenora de Barros + Madeeeeira\, “Resetar” (maquete). Foto: Mayra Azzi\n\n\n\n\nSe as margens dos rios são ambientes propícios à ocupação humana desde tempos ancestrais – tanto pelas possibilidades de deslocamento e comunicação que os cursos d’água oferecem quanto pelo fornecimento do recurso mais fundamental para a vida na Terra –\, as águas são um ponto de partida para compreender as dinâmicas sociais e políticas do espaço urbano moderno e contemporâneo. As metamorfoses das grandes cidades nos últimos séculos podem ser estudadas à luz da complexa relação entre natureza e interesses políticos.  \nEm São Paulo\, o Rio Pinheiros passou por transformações entre os anos 1930 e 1970\, com a retificação de seu curso d’água\, a construção de represas e usinas e de vias marginais. Hoje\, o rio passa por outro ciclo de transfiguração\, com grandes empreendimentos imobiliários sendo implementados em suas franjas.  \nO que esse rio nos diz sobre as relações entre as cidades e as águas? Pode um rio sobreviver às grandes cidades? Perguntas como essas são lançadas pelo projeto Águas Abertas\, reunindo instalações artísticas que problematizam e instigam o debate sobre a vida dos rios na cidade de São Paulo\, no Brasil e no mundo. A abertura acontece no sábado 9 de agosto\, das 12h às 17h\, no Parque Linear Bruno Covas\, às margens do Rio Pinheiros. \nCom curadoria de Gabriela de Matos e Paula Alzugaray e curadoria adjunta de João Paulo Quintella e Raphael Bento\, a iniciativa articula intersecções entre arte\, meio ambiente e cidade\, ocupando os 8 quilômetros do Parque Bruno Covas\, na margem oeste do rio Pinheiros\, entre a Ponte Cidade Jardim e o projeto Pomar Urbano em São Paulo. É uma oportunidade de atrair novos públicos ao Parque e marcar as conquistas graduais do programa de despoluição do rio\, que vem sendo executado desde 2019 pela Sabesp\, patrocinadora do projeto. A identidade visual é de Namibia Chroma. \nNas palavras das curadoras\, Águas Abertas tem o intuito de investigar e experimentar as possibilidades da arte de abrir novas perspectivas relacionais entre a cidade e suas dimensões hídricas.  \n“Contrapor-se à tensão dialética entre natureza e cultura\, que estruturou o pensamento antropocêntrico ocidental\, e deixou como legado a crise climática extrema\, é um movimento necessário em um presente de urgências. […] O projeto busca criar uma rede de ideias navegáveis\, considerar como um rio e uma cidade podem sair modificados de um projeto que se propõe um laboratório de pensamento e imaginação\, tendo a arte como agente; imaginar a terceira margem do Rio Pinheiros.” \nA colaboração entre Cinthia Marcelle e o escritório de arquitetura vão é um exemplo de como as relações entre natureza\, cidade e suas populações podem ser abordadas a partir de uma instalação de forma orgânica e relacional. O grupo fez incursões ao Jardim Panorama\, comunidade lindeira do Rio Pinheiros\, que é separada de um condomínio de luxo por um grande muro.  \nPartindo dessa situação e referindo-se ao cerceamento entre populações de poderes aquisitivos diversos\, Cinthia Marcelle e vão criaram uma barricada de blocos cerâmicos na faixa verde do Parque Bruno Covas em que a vegetação é escassa e possibilita visualizar o Jardim Panorama ao fundo. Esse muro-instalação é feito sem argamassa\, permitindo que os moradores da comunidade retirem os blocos cerâmicos empilhados mediante agendamento com a produção\, para construírem paredes de moradias e comércios em vez de muros de contenção. \nTambém Keila-Sankofa partiu da relação com populações ribeirinhas\, dessa vez com pessoas da etnia Pankararu que moram nas imediações do Rio Pinheiros\, para criar sua obra\, composta de performance\, intervenção\, fotografia e vídeo mostrando um ritual afroindígena em relação com as águas. \nA exposição apresenta ainda instalações assinadas por Coletivo Coletores\, Day Rodrigues\, Lenora de Barros e Lúcio Ventania (informações completas abaixo).  \nEncabeçada por duas curadoras\, a seleção privilegiou artistas mulheres\, subvertendo a tradição de construção de monumentos públicos simbólicos do patriarcado\, fosse por seus realizadores ou pela representação de feitos associados a figuras masculinas.  \nAs/os artistas são de cidades como Belo Horizonte (Cinthia Marcelle)\, Santos (Day Rodrigues)\, Manaus (Keila-Sankofa)\, Ravena/Sabará (Lúcio Ventania)\, ou de regiões periféricas de São Paulo (Coletivo Coletores). \nÁguas Abertas tem patrocínio da Sabesp por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet\, com realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. \nLocal: Parque Linear Bruno CovasMargem oeste do Rio Pinheiros\, entre Ponte Cidade Jardim e Ponte João Dias \nPrincipal acesso pela Usina São Paulo (ver abaixo) \nSegunda a domingo\, das 10h às 17h – Grátis \nAcessos: \nUsina São Paulo – acesso à direita pela via expressa da Marginal Pinheiros na altura do Shopping Cidade Jardim (estacionamento para veículos); Passarela flutuante Usina São Paulo – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 19h; Ponte Cidade Jardim (pedestres e ciclistas); Projeto Pomar Urbano – Av. Guido Caloi n° 551 – JD. São Luiz (pedestres e ciclistas); Ponte João Dias (pedestres e ciclistas); Ponte Laguna (pedestres e ciclistas); Passarela Global – acesso pela via local da Marginal Pinheiros\, defronte ao empreendimento Parque Global (pedestres\, ciclistas e estacionamento para veículos)\, horário de funcionamento do Estacionamento das 6h às 19h; Passarela flutuante Parque Global – interligação com a Ciclovia Franco Montoro (ciclistas)\, horário de funcionamento da Passarela das 5h30 às 22h (no momento a passarela encontra-se inoperante por conta de obras do Metrô em Santo Amaro na margem leste da Ciclovia Rio Pinheiros)
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SUMMARY:"Os Espelhos" de Waltercio Caldas na Galeria Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Waltercio Caldas\, “maquete VII – estação de trânsito”\, 1967. Foto: Jaime Acioli \nOs Espelhos \nGiulia Baitz \nWaltercio Caldas subverte a essência de um objeto tão onipresente como o espelho. Longe de enxergá-lo como uma superfície meramente reflexiva\, o artista o concebe como um objeto satírico\, bem-humorado\, que opera numa dimensão singular\, revelando mais sobre a nossa percepção e expectativa do que sobre a realidade em si. Para o artista\, a função mimética do espelho pode ser isolada e manipulada\, criando ambientes espelhados que prescindem da necessidade dos vidros polidos. \nA exploração de Waltercio com espelhos inicia-se no final da década de 1960\, com uma vasta produção em 1975\, período no qual ele direciona sua atenção sobre as possibilidades desse objeto — prática que se estende até hoje. Atraído pelo desejo de construí-lo\, e não pelo objeto como o conhecemos\, o artista produz um artefato que questiona função e funcionamento. O paradoxo se instala: o espelho mostra o que não se vê e\, mais intrigante ainda\, não mostra o que se espera ver — a imagem do espectador. A relação do espectador com a obra torna-se\, então\, parte essencial da poética do artista\, na sua tentativa de atribuir outras funções aos espelhos e suas imagens. \nWaltercio estabelece um instigante jogo entre a obra e o observador. Em Circunferência com espelho a 30° (1976)\, por exemplo\, o espectador espera ver\, ao se aproximar\, seu próprio reflexo\, mas é confrontado por um vazio e pela descoberta de um espelho que revela outra dimensão. Essa ausência inesperada quebra sua expectativa\, é uma negação da mimese. A obra se revela um “objeto mimético com defeito”\, subvertendo sua função tradicional e instigando uma nova forma de percepção. \nSeus espelhos deslocam o mundo e nos fazem duvidar da ideia de lugar\, são um convite que nos leva a reavaliar nosso entendimento sobre esses objetos e instiga nossa curiosidade. Seria a reflexividade\, de fato\, o caráter mais importante de um espelho? Materializar a ideia de espelhamento sem a necessidade de refletir nenhum objeto\, esse é o desafio do artista. De uma superfície passiva\, o espelho é transformado em um dispositivo ativo\, em um provocador que desestabiliza nossa percepção\, questiona nossa compreensão. Nesta exposição\, as obras criticam e colocam em xeque a ideia de mimese e de objetos de arte. São convites à introspecção e à dúvida\, desafiando o observador a ir além dos reflexos superficiais. \n 
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SUMMARY:"Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Rivane Neuenschwander\, “A.E. (Nunca mais Brasil)”\, 2023\nCom abertura no Itaú Cultural (IC) na noite de 13 de agosto – e visitação do público no dia seguinte\, 14\, até 2 de novembro –\, a mostra tem curadoria da pesquisadora (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE) e jornalista Fabiana Moraes e realização da equipe do IC. A exposição se estende pelos três pisos do espaço expositivo da instituição dedicados às mostras temporárias. \nNo conjunto\, Brasil de susto e sonho: um panorama da obra de Rivane Neuenschwander apresenta o olhar atento da artista sobre assuntos que vêm movendo os brasileiros na história contemporânea do país – dos anos de 1970 aos atuais. Os suportes artísticos são variados: vídeos\, esculturas\, pinturas\, instalações e desenhos. A inspiração trafega entre registros de manifestações diversas captadas por ela em solo firme\, no espaço das redes sociais\, em sonhos de crianças\, em festas folclóricas e em observações subjetivas capturadas em suas andanças pelo país. \nPISO 1 \nEste andar acolhe duas de suas obras inéditas: Dream.lab/São Paulo\, ainda não vista pelo público brasileiro\, e a estreia de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. A primeira navega pelos sonhos de crianças\, cuja colaboração\, como uma espécie de coautores de produção espontânea\, marca outros trabalhos da artista. Apresentada no museu de arte moderna KinderKunstLabor\, na Áustria\, com curadoria de Mona Jas e Andreas Hoffer\, esta é a primeira montagem da obra no Brasil após um processo de pesquisa denso e específico para a exposição. Resultado de oficinas conduzidas pela equipe de mediação cultural do Itaú Cultural\, ao lado da artista\, com alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Abrão de Moraes e da Emef Desembargador Amorim Lima\, as atividades partiram de uma leitura do livro Sonhozzz (editora Salamandra\, 2021)\, de Silvana Tavano e Daniel Kondo\, que também assina as ilustrações. As crianças fizeram exercícios para a produção de desenhos nos quais manifestaram seus sonhos\, desembocando em uma delicada investigação sobre a infância\, o inconsciente coletivo e os sonhos desses brasileiros em crescimento. \nA segunda obra\, Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada\, é um vídeo de cerca de 20 minutos dirigido por Cao Guimarães e Rivane\, que retomam uma parceria já vista na obra Quarta-feira de Cinzas/Epílogo (2006)\, também presente na exposição. O trabalho versa sobre o cordão que lhe dá nome\, fundado por Mestre Zenóbio na Vila de Juaba\, em Cametá\, interior do Pará\, na primeira metade dos anos de 1970. Em um tempo em que a Copa do Mundo e a Transamazônica dominavam as telas e os discursos do regime ditatorial\, Zenóbio enchia uma pequena embarcação com representações de animais de países e climas distintos para chamar a atenção para a preservação da natureza\, em um cortejo que se repete todos os anos no Carnaval das Águas (tradição centenária da cultura paraense). Rivane e Cao registraram o mais recente\, resultando neste filme que mescla sonho e susto\, beleza e plástico jogado fora\, ontem e agora. A trilha é da dupla performer brasileira O Grivo\, que também aparece em trabalhos como Erotisme. \nAinda fazem parte deste piso Atrás da porta e L.L. (O vendedor de furos). A primeira é de 2007\, uma serigrafia sobre madeira composta de 140 peças de dimensões variadas com desenhos e rabiscos\, que a artista foi capturando ao longo dos anos nas portas de banheiros públicos. De 2023\, a segunda reúne pequenas esculturas\, que se espalham pelos três andares da exposição. A obra é baseada em uma memória de infância de L.L.\, amiga de Rivane\, na qual ela imaginava um comerciante que ganhava dinheiro vendendo buracos\, e faz uma conexão precisa sobre o mundo em que vivemos na atualidade. \nPISO -1 \nAqui\, o público encontra mais dois trabalhos inéditos: As Insubmissas e Perversos\, marcianos\, canibais e alienados. Uma ema antifascista\, um tubarão verde com lenço amarelo pronto para atacar\, arapongas e tigrinhos\, entre outros\, representam personagens que falam da história mais recente do país. Somando os dois conjuntos\, são 23 figuras\, entre bichos\, frutas\, plantas na composição desses bonecos\, feitos de tecido\, papel machê\, garrafas de vidro\, bordados e outros materiais. \nAs Insubmissas reúne os personagens A Ativista; O Brasil; O Comunista; O Socialista; A Anti-fascista e O Ministro. Em Perversos\, marcianos\, canibais e alienados estão A Agência de Vigilância; A Alta Patente; A Emenda Parlamentar; A Força Aérea Expedicionária; A Funcionária Fantasma; A Inflação; A Patriota; O Algoritmo; O Autocrata; O Deputado Federal; O Empresário; O Jogo de Apostas; O Magnata da Fé; O Oligarca; O Tarifaço e O Tecnocrata. \nEstes trabalhos derivam da obra O alienista (2019)\, atualmente exposta no Instituto Inhotim e baseada no livro de Machado de Assis. Nela\, estão personagens como O Orador de Sobremesas\, O Juiz de Fora\, O Terraplanista\, O Barbeiro\, A Viúva e João de Deus (personagem de O alienista\, de Machado de Assis)\, entre outros. \nTambém está neste piso o vídeo digital Enredo\, produzido por Rivane em 2016 com o neurocientista Sérgio Neuenschwander. O audiovisual se inspira na coletânea de contos populares do Oriente Médio As Mil e Uma Noites (edição em português) para acompanhar uma aranha tecendo a sua teia com o seu fio entremeado por confetes feitos de pequenos trechos do livro\, entre palavras que atravessam o seu caminho e ao som de um tamburello (versão italiana da pandeireta) tocado pelo cantor e compositor Domenico Lancellotti.   \nNeste andar\, ainda\, o público encontra mais um vídeo de Rivane e Cao Guimarães: Quarta-feira de Cinzas/Epílogo\, realizado em 2006. O filme de 10 minutos articula a folia em fim de festa. A obra Repente\, de 2016\, apresenta etiquetas de tecido bordadas\, painel de feltro\, caixas de madeira\, alfinetes de cabeça e de segurança\, em um trabalho que a artista vem atualizando ao longo dos anos com novas palavras de ordem em um remix de protestos\, mobilizações e lutas dos brasileiros.  \nNo trabalho Noites árabes (2008)\, ela evoca a claridade volátil da Lua mobilizando um número palíndromo\, assim como na obra Enredo\, as Mil e Uma Noites de Sherazade. Aqui\, o rolo de filme de 16 milímetros se desdobra em 1.001 pequenos furos atravessados pela luz\, entre 1.001 noites\, histórias e recomeços.  \nÀ espreita\, acrílica sobre papel preto acid free\, reúne 24 pinturas que investigam tanto o lado psicanalítico quanto político do medo. Rivane vem investigando há anos a infância como um lugar também político. Neste trabalho ela exibe formas sombrias desenhadas pelas próprias crianças\, a partir de oficinas realizadas na pesquisa O nome do medo. As formas remetem a monstros\, fantasmas e espíritos que além de viverem nas casas\, habitaram porões e delegacias no período ditatorial brasileiro. \nPISO -2 \nApocaplástico\, obra exibida com destaque neste andar\, também é inédita. Trata-se de uma escultura composta de madeira\, massa e tinta acrílica\, corda\, plástico e papel\, com dimensões variadas. Tem origem na viagem que a artista fez ao lado de Cao Guimarães\, na região do rio Tocantins\, para a produção de Mestre Zenóbio e o Cordão da Bicharada. Lá\, Rivane observou uma grande quantidade de plásticos e outros materiais jogados após o Carnaval\, cujas imagens aparecem no vídeo e nestas obras. \nA artista também anotou pontos de reflexão sobre o projeto de colonização dos interiores do norte do país\, que segue firme e cada vez mais forte por meio da religião\, e as depositou em Apocaplástico. A localidade é a que abriga mais templos religiosos no país – 459 deles a cada 100 mil habitantes; mais do que hospitais e escolas. \nTambém neste andar\, Notícias de jornal (…)\, de 2025\, expõe o noticiário cotidiano – em especial os tantos casos de feminicídio – em uma série de cinco novas pinturas baseadas em ex-votos – sem santos\, mas com sangue. São elas: Notícias de Jornal (Simone)\, Notícias de Jornal (Natália)\, Notícias de Jornal (Érica)\, Notícias de Jornal (Jaciara) e Notícias de Jornal (Suely)\, todas realizadas neste ano. \nEm A conversação (2010-2025)\, Rivane se inspirou no filme homônimo dirigido por Francis Ford Coppola em 1974. Nesta instalação composta de papel de parede\, carpete\, forro para carpete\, cola\, gravadores de áudio\, aparelho de som e alto-falantes\, também de dimensões variadas\, o mote é a paranoia da espionagem\, que transforma todos em suspeitos e alvos – dos celulares e drones\, da entrega e monetização dos dados de cada pessoa\, notícias sobre grupos e pessoas espionados pela gestão federal encerrada em 2022. Neste trabalho\, há escutas escondidas no assoalho e nas paredes e microfones camuflados. \nM.C. (Sete Exu da Lira/Chacrinha)\, de 2025\, é um bordado de miçangas e lantejoulas sobre sarja de algodão. O trabalho vai buscar o Brasil de 1971 – quando\, em pleno governo militar\, os brasileiros assistiam ao programa do Chacrinha aos domingos. Ele tem foco especialmente no último domingo de agosto daquele ano\, no qual a umbandista Mãe Cacilda de Assis recebia a entidade Seu Sete Rei da Lira e promovia um transe coletivo no programa da TV Globo (e\, depois\, no famoso show de Flávio Cavalcanti\, na TV Tupi). Andrógina\, negra e à frente de uma prática não cristã\, Mãe Cacilda se tornou alvo do discurso moralista e racista das mais poderosas representantes do catolicismo conservador do país. \nNo vídeo Erotisme\, produzido por Rivane em 2014\, a trilha sonora é de O Grivo. Nele\, uma mão interpreta o alfabeto desobedecendo a sua sombra. Entre umas imagens e outras\, vão aparecendo palavras em francês\, usuais ou inventadas\, riscadas a canivete na madeira: masturber\, nidifier\, occulter (masturbar\, aninhar\, ocultar)\, entre outras. A obra faz referência direta ao verbete “erotismo”\, atribuído a Georges Bataille\, na obra surrealista Le memento universel Da Costa\, e passeia por dualidades do sexo\, visto como prazer ou arma; gozo ou ferida\, remetendo à violação. \nM.F. (Road trip)\, de 2015\, poderia ser resumido como um buraco de 1 x 2 cm feito na parede\, para exalar o cheiro de gasolina. Mas é muito mais do que isso. Trata-se de uma referência ao Brasil militar-desenvolvimentista e suas grandes estradas que cortaram aldeias e florestas\, já a partir da década de 1970. \nEm A.E. (Nunca mais Brasil)\, de 2023\, uma tapeçaria de 1\,70m x 1\,70m\, Rivane apresenta uma costura de retalhos de medos e lembranças\, infância e geografia\, arquivos e pavores: monstros e nomes de locais que serviram como espaços de tortura e desova de corpos\, em uma referência ao livro Brasil: Nunca Mais (1985; editora Vozes) – organizado por Dom Paulo Evaristo Arns\, Hélio Bicudo e Jaime Wright\, reúne documentos de episódios de tortura durante a ditadura militar no Brasil. Aqui\, a artista mescla a pesquisa O nome do medo (iniciada em 2015) a outro tema que demarca suas investigações: o regime autoritário que por duas décadas enterrou pessoas em locais como a Ponta da Praia (RJ). \nR.R. (90 milhões em ação)\, de 2025\, também remete aos anos de 1970\, quando o Brasil conquistou o tetra na Copa de Futebol\, com jogadores como Pelé\, Rivelino\, Tostão\, Gerson e Jairzinho em campo. A vitória foi capitalizada pelo governo Médici (1969-1974) e embalada pela marchinha de Miguel Gustavo transformada em uma espécie de hino: “Noventa milhões em ação / Pra frente\, Brasil\, do meu coração”. Nas telas brilhava o Canal 100\, fundado em 1957 pelo produtor Carlos Niemeyer\, que exibia zooms de rostos em sua maioria desconhecidos acompanhando partidas de futebol enquanto\, longe das câmeras\, gestões autoritárias sequestravam\, torturavam e matavam. 
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SUMMARY:"Marina Perez Simão - Diapasão" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Marina Perez Simão\, Sem título\, 2024. Foto: Guilherme Gomes\n\n\n\n\nO Ministério da Cultura\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet)\, o Nubank\, na cota de Mantenedor Institucional\, e o Instituto Tomie Ohtake têm o prazer de anunciar Marina Perez Simão – Diapasão\, a primeira grande exposição institucional da artista no Brasil. Em cartaz de 15 de agosto a 19 de outubro de 2025\, a mostra tem curadoria de Paulo Miyada e conta com o patrocínio do NEON na cota prata e apoio da Mendes Wood DM. \nDiapasão\, título da exposição\, remete ao instrumento que serve de referência para afinação. No contexto da mostra\, ele aponta para a experiência visual como um sentido que pode afinar nossa percepção do espaço\, da cor e da matéria. Com cerca de 80 trabalhos entre pinturas\, aquarelas e cadernos de estudos\, a mostra reafirma o compromisso da instituição em ampliar o acesso à produção artística contemporânea e integra uma trajetória de exposições que destacam a força inventiva de artistas mulheres – Anna Maria Maiolino\, Vânia Mignone\, Iole de Freitas\, Maria Lira Marques\, Mira Schendel e Patrícia Leite são os exemplos mais recentes. \nConsiderada uma das maiores coloristas de sua geração\, a artista explora luz\, cor\, textura e movimento\, criando composições de forte impacto visual e emocional. Seu trabalho se destaca pela capacidade de envolver os sentidos\, resultado de um enfoque sinestésico presente em toda a sua produção. A exposição propõe uma experiência de profunda interação com o público\, convidando-o a um mergulho cromático e perceptivo em sua obra. \nNão por acaso\, a mostra ocupa a maior sala do Instituto Tomie Ohtake\, cuja arquitetura foi modificada especialmente para a ocasião\, expandindo a curva característica do espaço\, alterando a percepção do visitante. A montagem induz esse percurso para expor os últimos quinze anos de produção da artista\, especialmente o movimento de transição do desenho e das aquarelas de estudo para as grandes pinturas a óleo criadas entre 2024 e 2025 que\, segundo a curadoria\, envolverão o público numa ondulação cromática contínua. \nEmbora guiadas por pinceladas fluidas\, essas grandes pinturas resultam de dinâmicas cuidadosas\, que envolvem planejamento\, experimentação e combinação de elementos formais. O processo criativo passa pela produção de dezenas de estudos em aquarela\, nos quais a artista explora possíveis composições\, cores e atmosferas. Esses estudos não são diretamente traduzidos para as telas\, mas funcionam como ensaios visuais que alimentam a produção simultânea das pinturas multicoloridas. A artista utiliza gestos amplos e cores previamente definidas para criar campos que se justapõem ou se sobrepõem\, formando superfícies vibrantes e ressonantes. \nComo afirma Paulo Miyada no texto curatorial\, “Cada cor\, escolhida e preparada antes de encostar na tela\, define um campo\, uma onda\, um órgão da pintura\, o qual se justapõe ou sobrepõe a outros campos\, ressoando em uníssono\, sem se diluir ou se confundir… O efeito mesmerizante de cada pintura passa pelas relações de proporção entre as áreas de cor\, assim como de proximidades e distâncias tonais dentro das suas relações de complementariedade… Assim\, forma-se uma obra que\, antes mesmo de ser uma imagem\, é uma presença material que rebate a luz intensamente\, de modo estimulante aos sentidos”\, conclui.
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SUMMARY:"Construção no Vento" na Claraboia + Flexa
DESCRIPTION:Ione Saldanha\, Sem título\, da série Cidades\, 1962. Foto: Edouard Fraipont \n\nA Flexa\, em parceria com a Claraboia\, abre sua primeira exposição em São Paulo\, Construção no Vento\, no dia 16 de agosto. Com curadoria de Luisa Duarte\, expografia de Daniela Thomas e texto de Julia de Souza\, a mostra acontecerá na Claraboia. \nEm ensaio ao redor de Mira Schendel\, Nuno Ramos associa a obra da artista ao que nomeia “construção no vento”. A coletiva toma o paradoxo do título enquanto imagem propulsora\, fazendo-a ressoar em três eixos: Gestos mínimos\, Ativar o vazio e Paisagens rarefeitas. \nSe características da produção de Schendel surgem aqui como bússola central\, o modo como Leonilson abordava os vazios comparece como um vetor importante. Em um gesto que caminha na via oposta da assepsia vinculada ao monocromo branco na história da arte\, o artista inseriu a dimensão do desejo através das suas inscrições plenas de poesia. \nAo conferir ênfase ao vazio\, àquilo que se dá no limiar da visibilidade e ao campo de desejo\, busca-se instaurar um contrapeso em meio à tamanha captura que conforma a atenção\, a experiência do tempo e da subjetividade hoje. \nConstrução no vento permanece em cartaz até 4 de outubro.
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SUMMARY:"Urihi mãripraɨ – Sonhar a terra-floresta" de Joseca Yanomami na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Obra de Joseca Yanomami. Foto: Filipe Berndt \nPor meio de sua obra\, Joseca Yanomami cria traduções de cenas do universo onírico e do xamanismo yanomami em imagens. Em Urihi mãripraɨ – Sonhar a terra-floresta\, sua primeira individual na Almeida & Dale\, o artista apresenta obras que dão a ver realidades que se revelam em sonhos habitados pelos espíritos e seres que sustentam o céu e a terra-floresta. \nO conjunto é formado por obras inéditas\, incluindo pinturas sobre tela\, suporte novo na prática de Joseca\, assim como por uma seleção de desenhos do início de sua carreira. A curadoria é de Bruce Albert\, antropólogo que trabalha com os Yanomami desde 1975 e é coautor\, com Davi Kopenawa\, de A Queda do Céu: Palavras de um xamã Yanomami (2015).
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SUMMARY:"Xingu: Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo" no Museu A CASA do Objeto Brasileiro
DESCRIPTION:Projeto Xingu – Yankatu. Foto: Lucas Rosin \nO Museu A CASA do Objeto Brasileiro recebe\, a partir de 16 de agosto\, sábado\, às 14h\, a exposição Xingu: Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo\, resultado de um processo colaborativo entre a designer Maria Fernanda Paes de Barros\, do escritório de design Yankatu\, e os artesãos do povo Mehinaku\, do Alto Xingu (MT)\, em uma potente confluência entre o design e os saberes indígenas. Realizada pela Yankatu e pelo Ministério da Cultura\, por meio da Lei de Incentivo à Cultura\, a ação conta com patrocínio da Sherwin-Williams do Brasil. A entrada é gratuita. \nAlém da exposição\, o público terá acesso a um mini documentário inédito\, que narra a trajetória do projeto e apresenta seus principais agentes e processos criativos. Também será disponibilizado gratuitamente um catálogo virtual\, que contextualiza as ações do projeto e a parceria entre a Yankatu e os Mehinaku\, com imagens\, depoimentos e reflexões sobre o fazer artesanal e suas transformações. \nA exposição propõe uma imersão do visitante pelo território artístico dos Mehinaku\, reunindo objetos tradicionais – como bancos zoomorfos\, cestarias e esteiras – e peças inéditas desenvolvidas em conjunto com a designer. Nas novas obras\, Maria Fernanda evidencia o buriti\, palmeira nativa que é a principal matéria-prima do trabalho das mulheres da etnia\, e também os fios de algodão que ganham tingimentos naturais a partir de cascas de árvores nativas do entorno da aldeia. As obras refletem uma convivência imersiva e uma escuta sensível ao tempo e às necessidades da comunidade. Segundo a designer\, a exposição apresenta como as criações ganham corpo\, e o repertório da arte e do design brasileiros se expande\, quando as interações são construídas de maneira ética\, cuidadosa e horizontal. \n“A ideia do projeto nasceu há cerca de cinco anos\, a partir de uma imersão que realizei sozinha na aldeia Kaupüna para desenvolver uma coleção de peças em parceria com a comunidade. Durante esse processo\, tive a ideia de fazer o tingimento natural de fios de algodão utilizados na produção de algumas peças — o que despertou neles um interesse genuíno pela técnica. A partir dali\, ficou evidente o potencial de um diálogo que respeitasse profundamente os modos de fazer tradicionais\, sem modificá-los\, mas ampliando suas possibilidades de aplicação em novas criações”\, explica Maria Fernanda\, idealizadora do projeto. \nA expografia da mostra será feita com tonalidades do catálogo da Sherwin-Williams\, líder mundial em tintas e revestimentos\, cuidadosamente escolhidas para valorizar as obras e aumentar o destaque das peças. “Acreditamos no poder da cor como ferramenta de expressão e conexão\, e é uma alegria as nossas estarem presentes na exposição Xingu\, ajudando a contar essa história tão rica de saberes\, trocas e criatividade. Projetos como esse reforçam a importância do diálogo entre passado e presente\, tradição e inovação\, e nos mostram como a cultura pode inspirar novas formas de ver e viver o design.”\, afirma Patrícia Fecci\, gerente de Color Marketing e especialista em cores da Sherwin-Williams. \nDurante o processo de criação\, o projeto promoveu oficinas de tingimento natural com mulheres da aldeia Mehinaku\, reforçando seu caráter formativo e colaborativo. Para conduzir as atividades\, foi convidada a pesquisadora Maibe Maroccolo\, da Matriccaria\, uma especialista em tingimento que tem mapeado o potencial tintorial de diferentes biomas brasileiros. A oficina propôs um intercâmbio de conhecimentos entre as técnicas ancestrais de tingimento já utilizadas pelos artesãos e práticas contemporâneas\, despertando interesse e protagonismo das artesãs. O resultado gerou uma paleta de 12 cores que aparecem entrelaçadas em diferentes obras da mostra. \nDurante o período da mostra\, que fica em cartaz até o dia 26 de outubro\, objetos desenvolvidos entre a Yankatu e os artesãos Mehinaku\, estarão disponíveis para venda na loja do museu. Será uma oportunidade para o público adquirir uma peça única carregada de história\, tradição e inovação. \nA mostra foi pensada para garantir plena acessibilidade ao público. O minidocumentário contará com tradução em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)\, os textos da exposição estarão disponíveis em Braile\, e o espaço expositivo do Museu A CASA dispõe de rampas e banheiros adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso\, os monitores foram capacitados para atender visitantes com deficiências cognitivas\, promovendo uma experiência acolhedora\, inclusiva e sensível às diferentes formas de percepção.
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LOCATION:Museu A CASA do Objeto Brasileiro\, Av. Pedroso de Morais\, 1216 – Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"APORIA" de Laerte Ramos na Desapê
DESCRIPTION:Laerte Ramos\, “Antiderrapante 02”\, 2024\nO artista visual Laerte Ramos inaugura sua nova exposição individual\, intitulada APORIA\, no projeto Desapê\, em São Paulo\, a partir de 16 de agosto\, com abertura ao público das 12h às 18h. A mostra apresenta obras inéditas e outras de diferentes momentos de sua trajetória\, reafirmando a potência de uma pesquisa plástica multifacetada que transita entre a gravura\, a cerâmica\, o têxtil e a escultura. \nAPORIA\, termo de origem grega\, remete a um estado de impasse\, dúvida ou paradoxo —um lugar onde o pensamento encontra seu limite diante da contradição ou da complexidade. É nesse território ambíguo\, entre forma e função\, cotidiano e simbólico\, matéria e conceito\, que Ramos posiciona suas obras. A exposição propõe ao público um percurso por essas zonas limiares\, onde o sentido não é entregue\, mas construído a partir do confronto entre elementos díspares e sua ressignificação no espaço expositivo. \nCom curadoria do próprio artista\, APORIA ocupa duas salas do Desapê\, projeto itinerante que atua como galeria\, espaço de “descoleção: de obras e livros de artista\, além de participar de feiras gráficas e mostras independentes. \nNa Sala 01\, o público encontrará a emblemática série Caixa d’água\, composta por cem pequenas xilogravuras de 1999\, e desdobramentos dessa pesquisa em três vertentes da série Forma de Reúso: esculturas cerâmicas esmaltadas em branco\, versões cruas com aspecto de filtros e moringas\, e joias em prata —esculturas vestíveis que tensionam os limites entre arte e design\, tradição e inovação. \nNa Sala 02\, o destaque são as tapeçarias de grande escala da série Nós do Caos\, produzidas em telagarça\, com 2\,40m de largura. Abordando temas urgentes como a presença das drogas no cotidiano urbano como escape e as tensões geopolíticas nucleares\, as obras tecem relações entre os “nós” como entrelaçamentos formais e como metáforas dos sujeitos agentes em tempos de crise. Completa a sala a série Columbiformes\, com uma dupla de esculturas de pombos em bronze\, além de seus tênis de cerâmica\, agora em versão amassada\, apresentadas como objetos de parede. \nCom uma carreira consolidada já com 28 anos de atuação no meio\, Laerte Ramos contabiliza 11 residências artísticas\, 32 prêmios\, 57 exposições individuais e 178 mostras coletivas. Entre seus reconhecimentos\, destaca-se o Prêmio Bienal de São Paulo – Artistas no Exterior\, sua participação representando o Pavilhão Brasileiro na Expo Milano\, e a exposição Casamata\, realizada no Octógono da Pinacoteca de São Paulo. Vale a pena ainda ressaltar suas residências na Beyler Foundation/Riehen – Basel\, Suíça e TPW Residency Program – Jingdezhen/Hong Kong/Shangai/Beijing\, China financiada pelo Rumos Itaú Cultural. \nAPORIA reafirma o compromisso do artista com a materialidade\, a experimentação e o diálogo entre técnica e discurso\, convidando o público a percorrer mais de duas décadas de produção atravessada por memória urbana\, crítica social e reinvenção formal.
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LOCATION:Desapê\, Travessa Dona Paula\, 7 – Higienópolis\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:Individual de Luiza Baldan + exposição coletiva no Ateliê397
DESCRIPTION:Merve Ünsal\, “Between Breaths”\, 2023 – Divulgação \nO Ateliê397 inaugura sua nova programação com duas exposições: a coletiva Heroísmo é Botulismo\, com curadoria de Érica Burini\, e a individual Como olhar junto?\, de Luiza Baldan. \nHeroísmo é Botulismo \nCom título provocador\, a exposição coletiva Heroísmo é Botulismo chama atenção para a emergência climática vivida na contemporaneidade pelo viés da necessidade de mudança na forma como as histórias são contadas no Ocidente. O heroísmo que ronda a história\, a política\, a arte e a ótica ocidental como um todo\, é igualado ao botulismo\, doença mortal. A mostra remete a uma teia de emaranhamento de referências\, que passa por Anna Tsing\, Juliana Fausto\, Ursula Le Guin\, Virgínia Woolf\, entre outros nomes. A curadora Érica Burini menciona\, ainda\, o poema “Cartilha da Cura”\, de Ana Cristina César: “As mulheres e as crianças são as primeiras que desistem de afundar navios”. Com a participação de brasileiros e estrangeiros\, múltiplos olhares são contemplados também pela interdisciplinaridade\, com artistas\, antropólogos\, filósofos e agricultores participando da construção de trabalhos que também compartilham autoria com as águas\, terras\, ventos\, plantas\, paisagens e animais\, investigando as possibilidades de vida nas ruínas do capitalismo. Além do projeto Golden Snail Opera\, que reúne a autora Anna Lowenhaupt Tsing\, junto a antropóloga Yen-Ling Tsai\, a cineasta Isabelle Carbonell e a agricultora e tradutora Joelle Chevrier\, também participam Camila Rocha\, Darks Miranda e Juliana Fausto\, Frederico Filippi\, Gio Soifer\, Licida Vidal\, Merve Ünsal\, Jarbas Lopes\, João Machado\, Jorge Menna Barreto e Joe Buggilla. \nComo olhar junto?  \n“Comecei o projeto propondo encontros semanais de partilha de histórias de vida\, e fui conhecendo as ruas e casas da Cova do Vapor por intermédio dos próprios moradores\, de forma gradual\, com o intuito de encontrar as casas que haviam sido transferidas para outros lugares para fugirem do avanço do mar. Tudo isso aconteceu por intermédio da Biblioteca do Vapor\, um projeto comunitário gerido por voluntários\, que desempenhava um papel cultural fundamental em um vilarejo com escassas opções”\, relata Luiza Baldan. Guiado por uma publicação construída a partir da observação compartilhada sobre pertencimento\, identidade e resistência\, o projeto reúne texto e fotografias de Baldan e um vídeo realizado com Patrícia Black\, que combina duas performances feitas na praia com moradores do vilarejo. O conjunto da obra reflete sobre a contínua reinvenção desta e de qualquer paisagem.
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LOCATION:Ateliê397\, Travessa Dona Paula\, 119A – Higienópolis\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"uma linha que fica entre" de Leonor Antunes na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Leonor Antunes\, “Shed”\, 2018 – Imagem / Divulgação \nEm sua nova exposição na Luisa Strina\, uma linha que fica entre\, Leonor Antunes dá continuidade a sua pesquisa que estabelece diálogos entre escultura\, arquitetura\, design e práticas artísticas do século XX\, com ênfase em artistas modernistas historicamente negligenciadas. A mostra terá abertura em 21 de agosto\, quinta-feira\, das 18h às 21h. \nA mostra tem como referência a participação de Sophie Tauber-Arp na 1a Bienal de São Paulo\, em 1951\, quando a artista representou a Suíça postumamente\, oito anos após seu falecimento. É a partir dessa aparição inaugural que Antunes\ndesenvolve uma série de trabalhos inéditos\, em que as formas e as tonalidades daquela que foi uma importante representante da abstração geométrica europeia são articuladas em estruturas que se espalham em diferentes combinações pelo espaço\, incluindo um tapete de linóleo estendido por todo o piso do salão principal da galeria. \nA exposição também evoca a obra de Mira Schendel\, artista que emigrou para o Brasil no mesmo período e cuja contribuição à arte concreta e conceitual brasileira é resgatada sob uma lente de afinidade formal e poética. Segundo a historiadora de arte\, crítica e curadora britânica Briony Fer\, autora do texto que acompanha a exposição: “O método aditivo de Antunes não reproduz narrativas históricas já existentes\, mas explora possibilidades imaginárias e contrafactuais que muitas vezes se originam em seus silêncios e margens.” \nA prática de Antunes é conhecida por traduzir gestos\, padrões e estruturas de outras artistas em esculturas sutis organizadas em ambientes instalativos. A artista utiliza materiais como corda\, couro\, madeira e vidro\, com atenção meticulosa ao tempo\, à técnica e ao gesto que carrega a marca do artesanal. Cada trabalho é uma síntese entre precisão formal e delicadeza tátil\, uma “escultura criada no espaço”\, como ela própria define. \nA exposição é a segunda individual na Luisa Strina da artista portuguesa radicada em Berlim e representa um desdobramento das investigações iniciadas no grande projeto da desigualdade constante dos dias de leonor*\, concebido para a inauguração do novo edifício do Centro de Arte Moderna Gulbenkian\, em Lisboa (2024–2025)\, e atualmente em cartaz no CRAC Occitanie\, em Sète\, França.
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LOCATION:Galeria Luisa Strina\, Rua Padre João Manuel\, 755 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Todos os corpos frágeis" de Brisa Noronha na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Em sua primeira individual na Luisa Strina\, Brisa Noronha apresentará uma instalação inédita\, formada por distintos conjuntos de esculturas feitas em porcelana e arame de latão\, além de uma série de pinturas\, propondo um diálogo entre as obras e o espaço. A mostra terá abertura em 21 de agosto\, quinta-feira\, das 18h às 21h. \nEm Todos os corpos frágeis\, Noronha explora a tensão entre delicadeza e resistência\, forma e matéria\, gesto e permanência. A porcelana—material comumente associado à fragilidade\, mas que também carrega uma dureza estrutural surpreendente—surge aqui em diálogo com a maleabilidade do latão\, instaurando um campo de forças em que opostos coexistem. As peças resultantes desse embate formal e simbólico\, concebidas com uma exiguidade de materiais que contrasta com o longo tempo de fatura\, desafiam a rigidez dos suportes e propõem um desenho tridimensional que se insinua no espaço expositivo\, num movimento contínuo de precisão e risco. \nConstruídas a partir de componentes elementares formalmente reduzidos\, as esculturas derivam da complexidade das relações que estabelecem entre si. \nA artista demonstra interesse particular pela interação entre leveza e massa\, opacidade e transparência\, precisão e espontaneidade. Na instalação\, esses elementos se articulam como um campo de equilíbrio instável\, em que as esculturas se apoiam\, desafiam e sustentam-se mutuamente. O espaço entre elas se torna ativo\, é nele que o trabalho atinge sua expressão mais completa. Por meio de gestos silenciosos\, as peças evocam experiências humanas como a transformação\, a afeição e a impermanência. Através da atenção e da contemplação direta\, essas obras criam um espaço de ressonância entre o espectador e a matéria\, um lugar de intercâmbio entre materialidade\, cognição e temporalidade. Já a série de pinturas representa objetos domésticos — castiçais\, vasos\, garrafas — em situações espaciais. Segundo a historiadora da arte\, Prof. Petra Lange-Berndt\, autora do texto da exposição: “Nesses quadros Construídas a partir de componentes elementares formalmente reduzidos\, as esculturas derivam da complexidade das relações que estabelecem entre si. A artista demonstra interesse particular pela interação entre leveza e massa\, opacidade e transparência\, precisão e espontaneidade. Na instalação\, esses elementos se articulam como um campo de equilíbrio instável\, em que as esculturas se apoiam\, desafiam e sustentam-se mutuamente. O espaço entre elas se torna ativo\, é nele que o trabalho atinge sua expressão mais completa. \nPor meio de gestos silenciosos\, as peças evocam experiências humanas como a transformação\, a afeição e a impermanência. Através da atenção e da contemplação direta\, essas obras criam um espaço de ressonância entre o espectador e a matéria\, um lugar de intercâmbio entre materialidade\, cognição e temporalidade. Já a série de pinturas representa objetos domésticos — castiçais\, vasos\, garrafas — em situações espaciais. Segundo a historiadora da arte\, Prof. Petra Lange-Berndt\, autora do texto da exposição: “Nesses quadros aparentemente surreais\, a gravidade é suspensa\, castiçais tornam-se abstrações gráficas\, transformam-se em flores ou se espalham em forma de árvores ou tendas. Nada disso é decorativo. Trata-se de uma investigação de sistemas que sustentam a vida — e isso define toda a obra da artista.” \nInteressada sobretudo na pintura e na escultura\, Brisa Noronha parte da escuta atenta dos materiais e de sua capacidade de atuação no processo criativo. “Às vezes começo pelo material em si\, às vezes começo por um assunto ou proposição a ser desenvolvida e a matéria vai inserindo sua importância no processo\, ou até mesmo se tornando o assunto”\, comenta a artista. Suas obras evidenciam um movimento delicado entre a intenção e o acaso\, em que o gesto da modelagem se submete à ação imprevisível da alta temperatura. No calor extremo\, a porcelana revela sua dualidade: enquanto aparenta delicadeza\, adquire uma dureza quase pétrea\, fruto de uma transformação irreversível operada pelo tempo e pela temperatura.
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LOCATION:Galeria Luisa Strina\, Rua Padre João Manuel\, 755 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Eclosão de Desejos" de Lívia Moura na Casa Seva
DESCRIPTION:Obra de Lívia Moura. Imagem / Divulgação \n\n\n\n\nO trabalho de Lívia parte de uma premissa poética e radical: a Terra deseja. É desse desejo que emergem pigmentos extraídos de flores\, terras e rochas\, transformados em cores intensas\, rosadas\, avermelhadas\, terrosas\, que ganham novas camadas com bordados e fibras produzidas coletivamente. As obras revelam um processo que dissolve fronteiras entre autoria individual e criação compartilhada\, propondo uma estética enraizada no cuidado\, na reciprocidade e no diálogo com o entorno. \n“A arte é essa eclosão de desejos que toda forma de vida produz para se reinventar e se manter na trama da vida”\, afirma a artista. Na Casa Seva\, esse princípio se materializa em trabalhos que celebram a força vital do encontro\, entre mãos e matéria\, gesto e território\, artista e comunidade\,  apontando para um futuro que pulsa agora. \nCom trajetória que inclui exposições no Paço Imperial (RJ)\, MAC Niterói\, CCBB e experiências no México\, Itália e Tailândia\, Lívia Moura VAV investiga formas de expandir a obra para além das paredes\, criando situações imersivas que tensionam o espaço e despertam percepções sensoriais e afetivas. Em “Eclosão de Desejos”\, ela reafirma sua pesquisa como um campo sensível\, no qual pigmento\, gesto e território se tornam linguagem comum entre planta\, mulher e matéria.
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SUMMARY:"A vida interior das plantas de interior" e Daniel Jablonski na Janaina Torres Galeria
DESCRIPTION:Daniel Jablonski\, “Babosa\, aloe vera (Série Flora imperial)”\, 2025. Crédito: Daniel Jablonski\n\n\n\n\nDe 23 de agosto a 04 de outubro\, a Janaina Torres Galeria apresenta a individual inédita ‘A vida interior das plantas de interior’\, do artista visual e pesquisador Daniel Jablonski.  Em formato de instalação\, a exposição transforma a galeria em um estúdio fotográfico situado “fora do tempo”\, integrando elementos dos séculos 19 ao 21\, como tapetes persa\, adereços cênicos\, equipamentos fotográficos e uma planta estabilizada em laboratório.  \nA obra toma por objeto deflagrador duas imagens bastante conhecidas\, mas pouco estudadas da iconografia do Brasil Império: retratos oficiais de Dom Pedro II e de Thereza Cristina\, realizadas pelo portugês Joaquim Insley Pacheco em 1883\, em que os monarcas figuram ao centro de elaborados cenários vegetais. Estas imagens\, que apontam para a ideia do Brasil como um vasto  império florestal\, foram desconstruídas e retrabalhadas por Jablonski\, inicialmente em 2023\, para a ocasião da exposição virtual Espaço mítico natural\, parte do CLAC- Círculo Latino-americano de Arte Contemporânea\, curado por Charlene Cabral. Agora\, em 2025\, na Janaína Torres Galeria\, o artista dá continuidade (e sobretudo materialidade) à pesquisa que toma a forma de uma grande instalação imersiva\, que se confunde com o próprio espaço expositivo.  \nEm uma pesquisa híbrida realizada com botânicos\, engenheiros agrônomos\, historiadores e artistas 3D\, Daniel Jablonski constatou que\, longe de serem representações fiéis da flora brasileira\, essas imagens já são uma colagem de plantas ornamentais da época\, muitas delas nativas de outros continentes. Esse simulacro florestal é analisado e desconstruído em um conjunto de obras realizadas em distintos suportes (filme\, fotografias\, materiais documentais e até mesmo uma planta “embalsamada” sobre um bloco de concreto) que compõem a instalação imersiva.  \nReimaginando as sessões de pose dos imperadores diante do aparelho\, a instalação convida o público a refletir sobre a construção e (a exportação) de uma imagética de brasianilidade. Esta parte da tradição do retrato no Brasil Império\, na qual a representação da natureza tem um lugar privilegiado\, atravessa a questão da identidade nacional na modernidade industrial e culmina no paisagismo dos “interiores” — escritórios\, halls e shopping centers — de nossas capitais contemporâneas.  \nA exposição escancara como\, por trás do discurso ecológico do design biofílico e da arquitetura verde\, há em realidade uma espécie de biofobia. O maior exemplo disso é a tecnologia chamada nos anos 1970 de “preservação de plantas”\, que consiste em estabilizar plantas em laboratório\, operação que as mata\, mas mantém sua forma exterior\, sua aparência intacta\, uma tecnologia análoga ao empalhamento de animais. “Nesta pesquisa uma tecnologia em particular me chamou a atenção: a dita “preservação de plantas”. Colhidas no auge de sua vitalidade\, estas plantas têm sua seiva substituída em laboratório por um composto de glicerina\, água\, substrato e corante alimentar. Assim\, podem manter sua aparência original por anos — desde que não sejam regadas ou expostas à luz solar. Mais realistas que plantas artificiais\, pois um dia vivas\, mais baratas que plantas naturais\, pois agora mortas\, sua única manutenção é um mero espanador”. Comenta Daniel Jablonski. Ao substituirmos a natureza por plantas de interior\, muitas vezes mortas-vivas\, diz o artista\, “acabamos substituindo o próprio sentido da preservação por uma forma de greenwhasing decorativo que vem sendo adotado por empresas\, dentro e fora de seus escritórios”. Jablonski acrescenta: “O capitalismo não apenas destrói a natureza. Ele trabalha também para recriá-la em nossos lares\, condomínios  e centros comerciais\, sob a forma verdadeiramente paradoxal de “plantas de interior”. Ainda que perfeitamente materiais\, essas plantas decorativas  não passam de imagens; elas são os fragmentos simbólicos  de uma nova natureza criada sob medida  para espaços onde a vida seria em tese impossível.”\, conclui o artista.  \nAssim\, é pela via (aparentemente indireta) do questionamento da função das plantas de interior na contemporaneidade\, que Jablonski nos oferece um indício (e acende o pavio) para uma reflexão mais ampla sobre apropriações imagéticas e simbólicas\, como por exemplo\, as que estão na base da construção de um imaginário nacional. No caso do Brasil\, um discurso  que tenta diluir o abismo entre o país real e aquele que é contado (ou visto) mundo afora.  \n“A maneira como Daniel Jablonski articula arte e cultura é sui generis\, particularmente nos trabalhos em que ele elabora representações do Brasil no imaginário estrangeiro. No caso dessa exposição em particular\, ele aborda de maneira irônica e original um certo discurso sobre a natureza e a maneira com que isso foi\, e ainda hoje é tratado pelas iconografias\, digamos\, oficiais. Complementa Janaina Torres”\, galerista que o representa. \nComo é o caso em muitos dos projetos do artista\, o título ‘A vida interior das plantas de interior’ é uma apropriação literária. Trata-se aqui  de um empréstimo direto de um livro de 2013 do escritor argentino Patrício Pron\, com o qual a exposição não partilha outras afinidades\, formais ou temáticas.
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LOCATION:Janaina Torres Galeria\, Rua Vitorino Carmilo\, 427 - Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Homem-Natal e outras histórias..." de Rafael Carneiro na Luciana Brito Galeria
DESCRIPTION:Obra de Rafael Carneiro. Crétido: Edouard Fraipont\n\n\n\n\n\n\n\nLuciana Brito Galeria apresenta Homem-Natal e outras histórias…\, exposição individual do artista brasileiro Rafael Carneiro. A mostra\, que acontece no Pavilhão anexo da galeria\, reúne um conjunto de 10 pinturas inéditas\, realizadas como um desdobramento da pesquisa do artista em torno dos materiais. Homem-Natal e outras histórias… refere-se a uma das poucas pinturas figurativas da mostra\, além de fazer uma alusão à literatura\, considerando que cada pintura conta sua história\, assim como os contos literários. O texto crítico é assinado pelo pesquisador e curador José Augusto Ribeiro. \nSituadas no limiar entre o figurativo e a abstração\, as pinturas que compõem a mostra demonstram a liberdade e a maturidade do artista\, que aos poucos vem se dissociando do virtuosismo técnico figurativo para dar lugar aos ensaios sobre os materiais\, em uma condução sensível\, que se mistura com a pesquisa e produção dos itens produzidos pela fábrica Joules & Joules\, fundado por Rafael Carneiro e Bruno Dunley em 2020. A pesquisa de excelência focada no aprimoramento desses materiais tem norteado a evolução da obra do artista\, que encontra\, nesse processo laboral\, o verdadeiro vetor para sua prática atual\, diferentemente de suas pesquisas anteriores\, que procuravam negar o aspecto material para focalizar na ambiguidade existente nas imagens das diferentes linguagens\, como nas pinturas mediadas pelas imagens de câmera de CCTV da NASA\, no início da carreira\, passando pelas figuras extraídas dos livros e revistas. \nO que observamos nesse conjunto de pinturas\, muito embora ainda trazem os resquícios da construção figurativa\, é o foco cuidadoso nas características e variações dos materiais utilizados\, como a combinação das cores\, das densidades e das texturas\, a partir das tintas e bastões a óleo\, tinta acrílica\, pigmentos e óleos\, que são fabricados com elementos específicos de origem natural\, como terra e minerais brasileiros. \nVale dizer que a Joules & Joules não apenas tem pautado a pesquisa de Rafael Carneiro\, como também tem de fato revolucionado a produção em artes visuais no Brasil. A marca é a única nacional a produzir material de qualidade a valores acessíveis\, democratizando o acesso\, fomentando a produção e contribuindo para o fortalecimento do mercado brasileiro. Até o surgimento da marca\, que não necessita de intermediários para venda\, o artista brasileiro dependia em muitos casos de materiais importados\, cada vez mais caros. Joules & Joules tornou-se popular não apenas entre os pintores renomados\, como também entre os jovens artistas emergentes\, que trabalham por uma chance no cenário competitivo das artes visuais no Brasil.
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LOCATION:Luciana Brito Galeria\, Av. Nove de Julho\, 5162 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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