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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"Modus Operandi" de Regina Silveira no IAC
DESCRIPTION:Regina Silveira – Divulgação\n\n\n\n\nO Instituto de Arte Contemporânea-IAC apresenta a exposição “Modus Operandi” da artista Regina Silveira\, a partir do dia 22 de março de 2025 (sábado)\, das 11h às 16h\, na Consolação\, em São Paulo. \nA mostra – que tem curadoria Agnaldo Farias – professor da FAU-USP e crítico de arte\, apresenta os processos criativos e  desenvolvimento de algumas de suas obras de diferentes períodos\, além de maquetes\, desenhos preparatórios e mesmo documentários em vídeo.  O conjunto ocupa duas salas expositivas e a área do café da instituição. Alguns dos trabalhos expostos no IAC já foram vistos no Brasll\, mas outros foram obras site specific\, instaladas temporariamente em outros países como Bélgica\, Estados Unidos\, México\, Chile e Japão. A visitação gratuita segue até o dia 26 de julho de 2025. \nO evento também celebra a doação dos arquivos e documentos da artista para o IAC\, tendo como maior função a sua disponibilização para a pesquisa. A intenção primeira é mostrar como cada ideia foi desenvolvida e formulada\, além de explicitar suas sucessivas derivações\, apontando similaridades e diferenças\, ou o modo com se constitui cada série de trabalhos. “Acredito que essa exposição\, sem ser uma retrospectiva\, pode dar uma visibilidade pontual às diversas direções de meu percurso\, desde a etapa multimídia e\, passando de distorções e  projeções de sombra\, alcança a memória ao meu salto íconceitual e técnico)\, ao campo aberto das possibilidades digitais\, em obras que puderam ser totalmente feitas por outros\, e à distância\, em fachadas e interiores de espaços públicos”\, conclui a artista. O título da mostra toma como base a expressão em latim que significa “modo de operar”\, utilizada para designar uma maneira de agir\, operar ou executar uma atividade seguindo geralmente os mesmos procedimentos. \n“A artista empreende o cálculo metódico\, diligente\, exato do discurso visual; toma para si o papel milimetrado\, um dos suportes preferenciais do desenho mecânico e civil\, para traduzir ao plano bidimensional excertos do mundo tridimensional. Revira\, ajusta o desenho\, como que vai testando sua plasticidade até chegar ao ponto que lhe satisfaz. Uma vez atingido\, o trabalho muda de estado: tendo partido da compreensão da profundidade do mundo\, posteriormente reduzido a dimensão planar\, o desenho cresce novamente\, agora transposto para um tapete\, para um desenho despejado pelo chão capaz de atacar uma parede\, até aqueles que recobrem o volume de um prédio. Nesse processo\, as ausências convertem-se em presenças maiúsculas\, tão ou mais impactantes e convincentes do que os objetos\, corpos humanos\, bichos e insetos que lhes serviram de fontes”\, afirma o curador Agnaldo Farias em seu texto. \nA exposição é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea. O educativo é apoiado pelo Instituto Galo da Manhã. As atividades do IAC são amparadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura\, Governo Federal.
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SUMMARY:"Fala Falar Falares" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Imagem: Wellington Almeida\n\n\n\n\nJá parou para pensar que o simples ato de falar é um superpoder da espécie humana? Para pronunciar uma única palavra\, acionamos todo o corpo – o cérebro\, os pulmões\, as cordas vocais\, a boca. Quando o som que corta o ar encontra outra pessoa\, esta operação se completa na forma de uma conversa\, de música ou de protesto. Fala Falar Falares\, a próxima exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa\, aborda a fantástica capacidade de se manipular o som a partir do corpo\, sob uma perspectiva mais do que especial: a do português falado no Brasil e de sua variedade. Com curadoria da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e do escritor e linguista Caetano W. Galindo\, a exposição Fala Falar Falares abre para o público no dia 28 de março.Localizado na Estação da Luz\, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo. A mostra conta com patrocínio máster da Petrobras e do Grupo CCR\, por meio do Instituto CCR; patrocínio do Instituto Cultural Vale; apoio do Grupo Ultra e do Itaú Unibanco – todos por meio da Lei Rouanet. A temporada 2025 é uma realização do Ministério da Cultura. \n“Fala Falar Falares é um mosaico de vozes e sotaques que celebram a diversidade do Brasil. No Museu da Língua Portuguesa\, acreditamos que a língua é um espaço de encontro e de inclusão\, onde todas as formas de falar têm seu lugar e sua importância”\, afirma a diretora técnica da instituição\, Roberta Saraiva. A exposição tem o objetivo de fazer o público pensar no quanto é especial a capacidade de falar – e\, com a fala\, criar música\, cultura e se expressar de maneiras tão diferentes dentro da mesma língua. Daniela Thomas explica que a ideia do percurso é provocar uma autoconsciência inédita para o público. “Se tudo der certo\, o visitante deverá despertar-se para os inúmeros mecanismos e histórias envolvidas na própria ideia que faz de si mesmo\, sempre mediada pela língua que usa para pensar\, se comunicar e se identificar no mundo”. \nA primeira parte é dedicada a mostrar como o fenômeno da fala acontece dentro do corpo a partir de coisas essenciais para a vida: o ar e a respiração. “O sistema da língua ‘rouba’ órgãos que não foram feitos para a fala\, mas a gente está tão familiarizado com isso que não paramos para pensar o quanto é fascinante e maravilhoso”\, diz Caetano W. Galindo.Em uma das instalações\, os visitantes serão convidados a usar um microfone que foi calibrado para captar apenas sons de pessoas respirando – e que está ligado a uma projeção de luz que pulsa conforme este som.Outra experiência mostra imagens captadas por uma máquina de ressonância magnética\, onde é possível observar como se movimenta o interior de um corpo humano quando fala algumas frases conhecidas de canções brasileiras. Uma curiosidade é que essas imagens foram gravadas na Alemanha: a equipe da exposição descobriu a existência de um aparelho disponível e de um engenheiro brasileiro que topou se gravar enquanto entoava as frases escolhidas.Assim\, Fala Falar Falares começa a mostrara relação dos brasileiros com a língua portuguesa\, expressa na exposição como uma grande celebração das diferentes formas de se falar em todos os cantos do país. O público vai encontrar os mais diversos sotaques em diálogo com experiências participativas que são uma das marcas do trabalho de Daniela Thomas em exposições. Depois disso\, os visitantes poderão acionar com seus próprios movimentos a imagem de um corpo todo composto de informações a respeito da origem e da formação das palavras que dão nome aos nossos órgãos e membros. \nNum outro momento\, os visitantes vão se ver diante de um mapa-múndi que\, com o Brasil cravado no centro da imagem\, permite demonstrar os caminhos que certas palavras\, escolhidas em uma mesa\, tiveram que traçar até chegar ao nosso vocabulário cotidiano.“O Brasil é um caleidoscópio de diferenças”\, afirma Galindo. E isso ficará bem demonstrado em um quiz em que os visitantes vão testar se conhecem mesmo os diferentes sotaques falados pelo Brasil afora. O quiz funciona a partir de vídeos gravados com dezenas de pessoas de todo o país. O desafio é ouvi-las e tentar adivinhar de onde são. Os curadores garantem: é muito mais difícil do que parece\, demonstrando que os estereótipos sobre os sotaques brasileiros muitas vezes mascaram uma diversidade ainda maior.Em outro ponto da exposição\, o público poderá ficar no centro de uma conversa entre doze pessoas de diferentes origens que falam de sua relação com língua\, linguagem e sotaque. Em uma instalação circular\, com telas de TV que retratam\, cada uma\, um interlocutor\, os visitantes vão se surpreender com histórias de orgulho\, pertencimento\, estranhamento\, humor e também de preconceito com determinados jeitos de falar.Outra curiosidade: os diálogos foram gravados em grupos de quatro pessoas\, mas a mágica da exposição fará a conversa parecer sincronizada entre os doze participantes. A diversidade da língua portuguesa do Brasil se expressa também nos nomes dos 5.571 municípios brasileiros. Alguns deles poderão ser ouvidos nos elevadores de acesso à sala de exposições temporárias e estarão nas paredes da exposição\, formando um poema com cerca de 500 nomes selecionados por Caetano W. Galindo entre os mais curiosos e encantadores.Para os curadores a exposição deve provocar no público uma sensação de maravilhamento com a diversidade brasileira expressa através do simples ato de falar. Fala Falar Falarestem sua origem em uma experiência da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa: Falares\, no terceiro andar\, é uma coleção de depoimentos de pessoas de todo o Brasil\, de diferentes idades\, origens\, religiões\, etnias e profissões\, que falam de sua relação com a língua portuguesa. Criada para a nova exposição principal\, inaugurada em 2021\, Falares é um rico retrato da diversidade brasileira que atravessa e é atravessada pela expressão oral.
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SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
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SUMMARY:"Hulda Guzmán: frutas milagrosas" no MASP
DESCRIPTION:“Come Dance?” Asked Nature Kindly\, 2019-20. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, doação Rose Setubal e Alfredo Setubal. Cortesia Alexander Berggruen\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, a partir de 11 de abril\, a exposição Hulda Guzmán: frutas milagrosas\, primeira mostra individual da artista dominicana Hulda Guzmán (Santo Domingo\, República Dominicana\, 1984) em um museu.  \nEm suas telas\, a artista subverte a tradição da pintura de paisagem ao negar sua representação exótica e idílica\, escolhendo\, ao contrário\, tratar a natureza como um território protagonista no qual todos os elementos encontram-se em relações de interdependência. Relações de afeto e os arredores do lugar onde vive são temas recorrentes em suas telas\, em que cenários tropicais e fantásticos são habitados por um elenco diverso de personagens — reais ou imaginários. Suas obras mantêm um caráter biográfico\, impregnado de humor e de um apelo onírico ou teatral. \nNo trabalho de Guzmán\, cenas nas quais humanidade\, arquitetura e natureza convivem em equilíbrio e harmonia celebram o meio ambiente ao mesmo tempo que nos convidam a refletir sobre questões urgentes\, como a crise climática e a responsabilidade humana na preservação do planeta. “Esta exposição aborda a interconexão do mundo natural com a vida coletiva e o senso de comunidade. Nossa dissociação da natureza é a principal causa do colapso climático e ecológico”\, diz a artista.  \nCom curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, a mostra tem como ponto de partida a tela Come Dance—Asked Nature Kindly [Venha dançar—convidou a natureza gentilmente]\, incorporada ao acervo do MASP em 2020\, no contexto do ciclo curatorial dedicado às Histórias da dança. A pintura retrata uma grande festa em meio a uma densa e vibrante floresta tropical\, na qual figuras humanas interagem de diversas formas: a artista abraça uma árvore\, uma criança repousa ao lado de um cachorro\, pessoas dançam\, se banham e se beijam. O título da obra reforça a reciprocidade\, pois a dança não se limita à alegria do movimento\, é também uma coreografia de interdependência\, um gesto que evidencia que a vida na Terra não pode prosperar no isolamento ou na dominação. Além deste trabalho\, a exposição também apresenta outras 17 pinturas\, entre as quais 8 são obras inéditas confeccionadas especialmente para a ocasião. \nAfora as paisagens tropicais\, a artista também produz autorretratos\, estabelecendo um diálogo direto com os ambientes ao seu redor. Embora esse caráter autobiográfico seja muito presente em seu trabalho\, suas telas também incorporam um amplo repertório de referências da história da arte\, como a arquitetura e o mobiliário modernista\, o surrealismo\, o minimalismo na pintura chinesa antiga e os ex-votos mexicanos.   \n“O trabalho de Guzmán é muitas vezes uma combinação de observação direta e colagem de figuras e personagens\, compondo cenas que transitam entre o íntimo e o inesperado. Em seus quadros\, familiares\, amigos e animais dividem espaço com personagens que ela garimpa em fontes diversas\, como pinturas de diferentes autorias\, fotos ou vídeos encontrados em redes sociais”\, afirma Amanda Carneiro.  \nRicas em detalhes\, texturas e cores\, as pinturas de Guzmán convidam o público a uma observação atenta\, revelando múltiplas camadas visuais e narrativas. A paisagem\, protagonista monumental de sua obra\, abriga cenas de interações entre diversos personagens ligadas aos prazeres\, à sociabilidade e à alegria\, evidenciando a indissociabilidade entre vida humana e natureza. Assim\, o ambiente natural emerge simultaneamente como cena e cenário\, ampliando as possibilidades de leitura desse gênero da pintura na contemporaneidade. \nHulda Guzmán: frutas milagrosas integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Mulheres Atingidas por Barragens\, Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Luiz Braga – Arquipélago imaginário" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Barqueiro azul em Manaus\, 1992. Crédito: Luiz Braga \nEm 50 anos de carreira\, o fotógrafo paraense Luiz Braga (1956) construiu um vasto arquivo composto\, sobretudo\, por fotografias de paisagens\, indivíduos\, costumes e tradições do território paraense\, feitos a partir de momentos de troca e convivência. “Desde que tenho 18 anos\, guardo as fotos que produzo. O arquivo é um espelho de tudo o que fiz em todo esse tempo”\, afirma o fotógrafo. Resultado de um processo de imersão nesse material\, a exposição Arquipélago imaginário abre no próximo sábado (12 de abril) no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424). \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Maria Luiza Meneses\, a mostra ocupa dois andares do centro cultural e reúne 258 fotografias. Desse conjunto\, 190 nunca foram exibidas\, incluindo desde fotos feitas na década de 1970\, no início da carreira de Braga\, até imagens recentes\, tiradas em 2024. Na abertura (12/4)\, às 11h\, Braga e a equipe de curadoria participam de uma conversa com o público sobre a exposição. No dia seguinte (13/4)\, dois eventos integram a programação: às 11h\, Braga e Cassundé conduzem uma visita guiada pela mostra\, e às 15h\, o grupo Tambores do Pacoval realiza uma roda de carimbó no térreo do centro cultural. Todos os eventos são gratuitos. \nNascido em 1956\, em Belém (PA)\, Luiz Braga iniciou sua trajetória como fotógrafo na década de 1970\, atuando primeiramente na área de publicidade e\, posteriormente\, trabalhando como fotógrafo autônomo. Em paralelo\, cursou arquitetura na Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1979\, realizou sua primeira exposição individual e\, a partir de então\, passou a colaborar e expor em diversas instituições. \nA exposição no IMS é dividida em nove núcleos\, evidenciando temas e elementos presentes na obra de Luiz Braga. Nas primeiras seções\, são apresentadas imagens em preto e branco\, feitas principalmente no início de sua carreira. Nos núcleos seguintes\, as fotos coloridas\, faceta mais conhecida da produção do artista\, tornam-se mais presentes\, com destaque para imagens feitas nos últimos anos na ilha do Marajó\, local de investigação do fotógrafo nos últimos 20 anos. \nNos primeiros núcleos da exposição\, a curadoria reforça a importância do vínculo do fotógrafo com os locais que registra e as pessoas que o habitam. São exibidas imagens feitas na tradicional procissão do Círio de Nazaré\, cenas do cotidiano ribeirinho\, da arquitetura das casas de palafitas\, tradicional em Belém e arredores\, ou ainda uma fotografia de uma mulher que caminha pela rodovia Transamazônica\, feita em 1996. O artista comenta seu processo de trabalho: “Tenho como metodologia visitar inúmeras vezes os locais onde fotografo\, o que faz com que me torne conhecido e possa\, conhecendo\, respeitar os códigos\, o ritmo e os costumes do lugar.” \nOutra característica central em sua obra\, evidenciada na exposição\, são as cenas do interior de residências e estabelecimentos\, numa perspectiva intimista que mostra os detalhes e objetos presentes nos lares e comércios. Cortinas\, relógios\, vasos de flores\, banquinhos e ventiladores ocupam as imagens\, remetendo a memórias\, afetos e vestígios do tempo. O universo do trabalho também é um tema recorrente\, com imagens de profissionais atuando no espaço público\, como cabeleireiros\, alfaiates\, pescadores e açougueiros. Nas fotografias\, as pessoas são documentadas nos seus espaços de trabalho\, geralmente em ação. \nEntre as séries apresentadas\, está ainda Nightvision − Mapa do Éden\, iniciada em 2006\, durante a transição da técnica analógica para digital. Braga começou a investigar a funcionalidade de fotografia noturna de sua câmera\, inicialmente em contextos de baixa iluminação\, seguindo para o uso à luz do dia. Como resultado\, obteve imagens em tons prata-esverdeados que ampliaram a pesquisa cromática. A série elabora uma visualidade fantástica sobre a Amazônia\, entre o verde militar e as nuances de sombras\, na qual a ficção das cores abre espaço para a inventividade narrativa\, em imagens oníricas e surrealistas que se contrapõem aos estereótipos geralmente associados à região. \nTambém são destaque os núcleos Retrato e Antirretrato. No primeiro\, a curadoria ressalta como os retratos produzidos por Braga diferem do formato clássico\, marcado pelo fundo neutro. Em suas imagens\, os ambientes e objetos em torno dos indivíduos são centrais para compor a cena. Roupas\, bolas de futebol\, barcos e bares são protagonistas junto aos personagens. Já a seção Antirretrato reúne fotografias em que os indivíduos aparecem geralmente de costas ou de lado\, enquanto contemplam o horizonte ou caminham imersos em seu cotidiano. \nA mostra encerra com a série de imagens da ilha do Marajó (PA)\, único núcleo com todas as fotos coloridas e o maior da exposição. Território de histórias e ancestralidade\, imerso nos saberes indígenas que regem a culinária e a língua\, a ilha tem sido o local de investigação do fotógrafo nos últimos anos\, com ênfase na forma\, na luz equatorial e na cor do arquipélago. A partir do Marajó\, Braga sistematiza uma prática assídua no seu trabalho\, focada na escuta e na oralidade\, interessada nas histórias das pessoas e dos saberes populares\, que passam a ser protagonistas. \nAo visitar a seleção\, o público também encontra uma cronobiografia\, que reconstitui a trajetória de Braga e identifica elementos centrais da construção de sua obra\, como afirma a curadoria: “A produção de Luiz Braga opera numa instância da convivência com os lugares\, mergulho na dimensão do alheio e numa prática que aciona o afeto como gesto principal. O encontro desses fatores\, somados a um fotógrafo que escolhe não apenas permanecer em sua terra natal\, mas também a elege como terreno de aprendizado\, partilha de vida e investigação\, entregam ao mundo uma obra incontornável tanto para a construção de um imaginário sobre a região quanto para a consolidação da história da fotografia paraense e brasileira.” \nEm cartaz até 31 de agosto\, a mostra conta com recursos de acessibilidade\, como pranchas táteis e audiodescrição\, além de uma programação pública\, que será anunciada em breve. Na exposição\, os visitantes poderão se aproximar do universo poético e dos lugares e personagens que habitam a produção de Luiz Braga\, como afirma em suas próprias palavras: “Esta mostra é uma grande cartografia de vidas\, mas\, antes de tudo\, é uma homenagem à fotografia. É através dela que vejo o invisível\, escuto o outro e a mim mesmo\, e abraço a vida com os olhos. […] A exposição celebra as centenas de vidas que cruzaram a minha\, os lugares acolhedores\, os saberes do povo\, a espiritualidade e a alegria que são até hoje inspiração inesgotável.”
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SUMMARY:Três exposições na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Vista da instalação “Vertebral”\, de Marcone Moreira\, ocupa o deck da instituição. Foto: Rafael Salim\nA Casa de Cultura do Parque apresenta\, a partir de 26 de abril\, três novas exposições: Vertebral\, de Marcone Moreira e Embandeirada\, de Mônica Schoenacker\, ambas em cartaz até 31 de agosto de 2025\, e a instalação Paisagens Oníricas\, de Wagner Antônio\, em cartaz até 3 de maio de 2025 e que contará com ativações ao longo do seu período expositivo. \nMarcone Moreira (1982\, Pio XII\, MA) apresenta Vertebral\, uma instalação com cerca de 600 hélices de alumínio de uma embarcação adquiridas de uma fundição artesanal amazônica\, que preserva técnicas tradicionais. A instalação integra o projeto No Deck\, em que artistas são convidados a criar obras site specific para a área externa da instituição. Dispostas em 20 metros\, as hélices com seis tamanhos distintos mimetizam o movimento de uma cobra e evocam fluxos e deslocamentos aquáticos. \nAo longo de 20 anos\, Moreira tem pesquisado materiais náuticos\, incorporando madeira e metais\, além de explorar a carpintaria naval e a fundição. Sua obra reflete um interesse pelas transformações industriais da matéria\, ligado à sua proximidade com a Mina de Carajás\, localizada no sudoeste do estado do Pará. \nO artista realizou mostras individuais em importantes instituições\, incluindo o Paço Imperial (Rio de Janeiro)\, o Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) e o Palácio das Artes (Belo Horizonte). Participou de coletivas como a Bienal das Amazônias (Belém) e “VAIVÉM” no CCBB (São Paulo\, Brasília\, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Recebeu prêmios da Funarte\, Secult-PA e Itaú Cultural\, além da Bolsa Pampulha. Suas obras integram coleções públicas em museus como o MAR (Museu de Arte do Rio)\, MAM-RJ e museus de Belo Horizonte e Belém. \nJá a artista Mônica Schoenacker (1967\, São Paulo\, SP) explora a serigrafia\, combinando processos artesanais e industriais\, para ocupar a fachada da Casa de Cultura do Parque como parte do projeto Dando Bandeira. Este último estimula artistas a criar obras em formato de bandeiras\, evocando seu simbolismo visual que representa origens\, valores e história. \nEm Embandeirada\, as peças são estampadas nas oficinas e com o apoio da equipe do Instituto Acaia\, transformando essa técnica de impressão em espaço de criação e aprendizado. A pesquisa em padrões de estamparia também integra a mostra\, investigando suas repetições e significados gráficos. Dessa forma\, Schoenacker atua na relação entre imagem\, materialidade e reprodução\, ressignificando elementos cotidianos. \nFormada pela FAUUSP e Royal College of Art\, é criadora da Sericleta\, unidade móvel de impressão serigráfica por meio da qual realizou ações em espaços públicos e no SESC. Lecionou serigrafia\, estamparia e artes em diversas instituições e\, atualmente\, trabalha no Instituto Acaia. A exposição na Casa de Cultura do Parque conta com o apoio de Gabriel Balbino\, Jeane de Jesus e Maria Vitória Ferreira Nascimento\, equipe do Instituto\, e da Gênesis Tintas. \nE\, por fim\, o artista visual Wagner Antônio apresenta Paisagens Oníricas\, instalação que será ativada por meio de uma performance a ser realizada nos dias 26 de abril e 3 de maio\, ambas às 16h. A obra foi concebida em 2020 a partir de pesquisa sobre sonhos do coletivo 28 Patas Furiosas\, do qual o artista faz parte\, e inspira-se em luminosos urbanos. \nEm vez de anúncios\, painéis\, linhas de luz\, vozes distorcidas e ruídos contam textos teatrais e poéticos formando um oráculo que narra sonhos em linguagem própria\, onde materiais são usados ritualísticamente em performance. Antônio transita entre múltiplas linguagens\, borrando as fronteiras entre teatro\, artes visuais e dança. Colabora em projetos de ópera e arquitetura e já foi indicado ao Prêmio APCA (dança) e Prêmio Shell (teatro)\, entre outros. \nAs mostras têm direção artística de Claudio Cretti\, idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo)\, realização do Ministério da Cultura\, por meio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio do Banco BV e do BTG Pactual.
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Jardim do MAM no Sesc" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Ivens Machado\, Sem título\, 1985. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo. Crédito: Divulgação\n\nDe 14 de maio a 31 de agosto de 2025\, o Sesc Vila Mariana recebe a exposição inédita Jardim do MAM no Sesc\, uma correalização do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Sesc São Paulo. A mostra tem curadoria de Cauê Alves e Gabriela Gotoda e reencena na entrada do Sesc Vila Mariana elementos do Jardim de Esculturas do MAM. Nela\, o público poderá apreciar obras da coleção do MAM\, entre esculturas icônicas de Alfredo Ceschiatti\, Amilcar de Castro e Emanoel Araújo\, e trabalhos que exploram críticas sociais\, como as obras de Regina Silveira\, Luiz 83 e Marepe. \nPara a presidente do MAM\, Elizabeth Machado\, a parceria com o Sesc reforça o compromisso do museu em ampliar o acesso à arte: “O acervo do MAM é um patrimônio vivo\, e essa exposição no Sesc Vila Mariana permite que um público ainda mais amplo entre em contato com obras fundamentais da nossa história\, promovendo o encontro e a reflexão sobre a arte brasileira. O Sesc é um parceiro longevo do MAM\, e essa colaboração reafirma nossa missão conjunta de ampliar o acesso à cultura.” \nOs artistas participantes da mostra são Alfredo Ceschiatti\, Amílcar de Castro\, Bruno Giorgi\, Eliane Prolik\, Emanoel Araujo\, Felicia Leirner\, Haroldo Barroso\, Hisao Ohara\, Ivens Machado\, Luiz83\, Marepe\, Mari Yoshimoto\, Márcia Pastore\, Mário Agostinelli\, Nicolas Vlavianos\, Regina Silveira\, Roberto Moriconi\, Rubens Mano e Ottone Zorlino. \nA seleção de obras inclui peças que já integraram o Jardim do MAM\, além de trabalhos do acervo do museu que dialogam com temas como natureza\, cidade e materialidade. A montagem no Sesc Vila Mariana recria a dinâmica do Jardim de Esculturas\, utilizando elementos cenográficos que evocam a topografia sinuosa do Parque Ibirapuera projetada pelo escritório do emblemático arquiteto paisagista Burle Marx\, estimulando novas interações entre corpo\, espaço e arte. \nInaugurado em 1993\, o Jardim de Esculturas do MAM marca uma iniciativa que reavivou a coleção do museu em um espaço próprio\, gratuito e de grande circulação de pessoas. “Ao propor uma espécie de reencenação do Jardim do MAM na Praça Externa do Sesc Vila Mariana buscamos elaborar a ideia de que\, assim como o espaço do jardim no Parque Ibirapuera\, o espaço do Sesc funciona como um centro de encontros urbanos”\, diz Cauê Alves. “A exposição inclui obras da coleção do MAM que se relacionam\, por diferentes vias\, com a natureza\, o corpo\, a cidade\, a materialidade\, e com linguagens que expressam algumas das tensões inescapáveis à sociedade.”\, completa o curador. \nA proposta da exposição do Jardim do MAM no Sesc Vila Mariana é estimular essa relação entre corpos\, obras e espaço\, transformando a Praça Externa da unidade em um território de circulação\, experimentação e descoberta. Sem a pretensão de emular o paisagismo do parque\, a cenografia do projeto recria as curvas e volumes que marcam o jardim original\, propondo um ritmo espacial entre as esculturas. Para Gabriela Gotoda\, curadora da exposição ao lado de Cauê Alves: “Se o princípio mais original e autêntico da arte moderna é de que ela se aproxima da vida\, um museu que se dedica a colecioná-la e atualizá-la no seu tempo presente deve continuamente se esforçar para oferecer aos públicos possibilidades de fruição que não os distanciam das suas realidades\, e sim vão de encontro a elas.”
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SUMMARY:"Frans Krajcberg: reencontrar a árvore" no MASP
DESCRIPTION:Frans Krajcberg\, “A flor do mangue”\, c. 1970. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)\, Salvador\, Brasil. Foto: Autoria desconhecida\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 16 de maio a 19 de outubro\, a exposição Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. A mostra reúne mais de 50 obras — entre esculturas\, relevos\, gravuras e pinturas — de grandes dimensões e formatos que desafiam o convencional\, refletindo tanto o apreço do artista pela natureza brasileira quanto seu engajamento crescente com a denúncia das agressões ao meio ambiente. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta um panorama abrangente da produção de Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921–2017\, Rio de Janeiro\, Brasil). Pioneiro na integração entre arte e ecologia\, o artista se destacou por evidenciar questões ambientais no Brasil. Ao longo de sua trajetória\, desenvolveu pesquisas artísticas ramificadas em eixos temáticos\, como samambaias\, florações\, relevos e sombras. Essas investigações culminaram em obras criadas a partir de cipós\, raízes\, resquícios de troncos e madeira calcinada\, além de pigmentos naturais\, com os quais ele compõe o corpo de sua obra. \nKrajcberg rompeu com a tradição escultórica ao empregar elementos orgânicos e estruturas naturais como matéria-prima e suporte\, desafiando os limites entre representação e figuração\, além de fundir os campos da pintura\, escultura e gravura. A flor do mangue\, circa 1970\, composta por madeira residual de árvores de manguezal e pigmentada com piche\, reflete essa abordagem. Com sua grande escala e forma retorcida\, a obra sensibiliza o observador para a vulnerabilidade e a resistência do ecossistema dos manguezais. \n“De certa forma\, a escultura é a própria árvore\, ainda que resultante da justaposição de diferentes elementos naturais. A arte\, para Krajcberg\, precisa sair dos limites da moldura e reencontrar a natureza. Ele se afasta progressivamente da ideia de representar o mundo natural para incorporá-lo como corpo da obra. O caráter de denúncia emerge como um desdobramento natural desse processo\, conforme Krajcberg percebia o potencial da arte de sensibilizar e comunicar sua luta ambiental”\, comenta Laura Cosendey. \nEm 1978\, durante uma expedição pela Amazônia\, Frans Krajcberg experiencia o que chamou de “choque amazônico” diante da exuberância da floresta equatorial. Anos depois\, uma nova viagem — desta vez ao Mato Grosso — expõe o artista à devastação provocada pelas queimadas\, marcando uma virada em sua trajetória\, em que a natureza\, além de ser inspiração\, se torna causa a ser defendida. A expressão “reencontrar a árvore”\, presente em suas reflexões\, resume esse retorno da arte à natureza como fonte de criação e consciência ecológica. \nFrans Krajcberg: reencontrar a árvore integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Abel Rodríguez\, Claude Monet\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas\, Mulheres Atingidas por Barragens e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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SUMMARY:"A Ecologia de Monet" no MASP
DESCRIPTION:Claude Monet\, “Ponte de Waterloo”\, 1903\, McMaster University\, McMaster Museum of Art\, doação Herman H. Levy\, 1984\, Hamilton\, Canadá. Foto: Robert McNair\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia a exposição A Ecologia de Monet\, apresentando uma leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza\, as transformações ambientais\, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza. A exposição apresenta obras que perpassam grande parte da carreira do artista — das décadas de 1870 até 1920 —\, revelando diferentes momentos de sua relação com a paisagem e com o meio ambiente. Em cartaz de 16 de maio a 24 de agosto de 2025\, a exposição reúne 32 pinturas do impressionista francês\, sendo a maioria inédita no hemisfério sul. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Fernando Oliva\, curador\, MASP\, e com assistência de Isabela Ferreira Loures\, assistente curatorial\, MASP\, a exposição aborda diferentes aspectos da relação de Monet com a ecologia em cinco núcleos: Os barcos de Monet; O Sena como Ecossistema; Neblina e Fumaça; O Pintor como Caçador; Giverny: Natureza Controlada.   \n“É inegável que o artista teve um olhar atento para as transformações ambientais de seu tempo\, documentando desde a industrialização crescente até fenômenos naturais\, como enchentes e degelos. No entanto\, a relação de Monet com a ecologia da época era outra\, muito diferente das dimensões atuais do termo\, tanto no campo das ciências do clima como no da história da arte. Ainda assim\, é possível traçar leituras contemporâneas sobre o seu trabalho\, especialmente se considerarmos a força e o impacto que sua obra segue exercendo na sociedade”\, afirma Fernando Oliva. \nO núcleo “O Sena como Ecossistema” aborda a água como um motivo constante na produção do artista\, que cresceu na cidade do Havre\, no norte da França\, onde o rio Sena deságua no Oceano Atlântico. Ao longo da vida\, Monet percorreu grande parte dos 776 km do rio e seus afluentes\, desenvolvendo uma relação profunda com as paisagens fluviais\, que também expressam os hábitos sociais e o processo de industrialização. Na mostra\, a importância do Sena para a vida e a obra do artista também é representada em um painel expográfico curvo que simboliza o percurso do rio.  \nO curso d’água também tem destaque no núcleo “Os barcos de Monet”\, no qual o impressionista apresenta o afluente do rio Sena em uma imersão. As barcas são mostradas de pontos de vista elevados\, eliminando\, assim\, a noção de uma linha do horizonte. A correnteza do rio é destacada por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde intenso. \nO núcleo “Neblina e Fumaça” discute como Monet representou as transformações urbanas e industriais de seu tempo. A energia a vapor\, as fábricas em expansão\, a produção de carvão e as rápidas mudanças nos meios de produção modificaram o horizonte das cidades do século XIX\, fazendo com que as torres das igrejas passassem a competir com as chaminés na paisagem urbana. Os trabalhos em que o artista retrata as pontes de Waterloo e de Charing Cross\, de Londres\, são emblemáticos\, pois dão a ver a forma como Monet explorou a perspectiva atmosférica com cores e pinceladas singulares\, conferindo espessura à neblina e evidenciando o ar carregado pela fumaça liberada pelas indústrias instaladas às margens do rio Tâmisa. \n“O Pintor como Caçador” parte das longas caminhadas de Monet à procura de boas vistas as quais pintar ou\, como ele próprio dizia\, boas “impressões”. Se no início de sua produção o artista se limitava a áreas de fácil acesso\, especialmente após os anos 1880 passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais. Nesse núcleo também são apresentadas pinturas de Monet realizadas em suas viagens pela costa francesa —Normandia\, Bretanha e Mediterrâneo —\, além de passagens por outros países\, como a Holanda.  \n“Giverny: Natureza Controlada” apresenta obras como A ponte japonesa (1918–1926) e A ponte japonesa sobre a lagoa das ninfeias em Giverny (1920–1924)\, concebidas pelo pintor no refúgio que criou nos jardins de sua propriedade na cidade de Giverny\, onde viveu por mais de quatro décadas. Esse núcleo faz uma reflexão sobre a paixão de Monet por seus jardins\, que também pode ser analisada como um desejo de controlar e moldar a natureza.  \n“A exposição reflete uma relação complexa do pintor com a paisagem natural e o meio ambiente. Em suas pinturas coexiste um elogio ao meio ambiente e uma tentativa de organizá-lo\, de contê-lo”\, conclui Oliva. \nA Ecologia de Monet integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Hulda Guzmán\, Mulheres Atingidas por Barragens\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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SUMMARY:"Design e cotidiano na coleção Azevedo Moura" no Museu do Ipiranga
DESCRIPTION:Fôrmas de louça em diferentes formatos. Créditos: © DelRe Stein/VivaFoto\n\n\n\n\nMóveis\, utensílios domésticos\, ferramentas de trabalho\, fotografias e materiais gráficos. Estes são alguns dos objetos escolhidos ao longo de seis décadas pela dupla de colecionadores Calito e Tina. Apresentados na exposição Design e cotidiano na coleção Azevedo Moura\, em cartaz no Museu do Ipiranga\, a partir de 27 de maio\, o conjunto valoriza a produção manual e os vínculos afetivos com objetos do dia a dia. \nCom curadoria da historiadora de design Adélia Borges\, o projeto reúne 930 itens adquiridos ao longo de décadas\, desde meados de 1960\, nos estados do Rio Grande do Sul\, Santa Catarina e Paraná. São objetos produzidos por imigrantes europeus no sul do Brasil entre a segunda metade do século 19 e o início do século 20. A coleção representa o imaginário social e o dia a dia de imigrantes alemães e italianos e revelam aspectos pessoais do universo doméstico de pessoas que buscavam construir uma nova vida. As obras conjugam as lembranças\, as técnicas e os costumes trazidos pelos imigrantes de sua terra natal\, de um lado\, e as condições e materiais que encontraram na terra de adoção\, de outro. \nPassando por questões como habitação\, religiosidade\, marcenaria e culinária\, os objetos apresentados denotam como uma mesma tipologia de artefato pode ter diferentes feições\, carregando aspectos afetivos e emocionais. Trata-se de uma escolha dos colecionadores\, que optaram por valorizar o trabalho manual contrapondo-se à lógica industrial de produção de peças idênticas em massa. \n“A maioria desses objetos não tem valor pecuniário em si. Eles não são itens que se encontram em antiquários\, valorizados por sua equivalência monetária. A maior parte é rudimentar e remete à nossa raiz rural. A urbanização do Brasil é recente\, então essas peças suscitam relações fraternas\, tradições geracionais e memórias afetivas”\, afirma Borges. \nNo Museu do Ipiranga\, a exposição ganha uma roupagem diversa e ao mesmo tempo complementar à proposta curatorial das exposições de longa duração. Enquanto as peças aqui apresentadas revelam aspectos da cultura e da identidade dos imigrantes\, o conjunto também carrega os desejos de quem coleciona e\, mais do que uma preocupação com dados históricos\, sobressai a valorização dos significados afetivos. \n“Colecionar é uma forma de escolher objetos e criar um mundo próprio\, baseado nos desejos de quem coleciona. A coleção está ligada à realidade\, mas não a reproduz exatamente”\, afirmam os professores David Ribeiro e Vânia Carvalho\, curadores institucionais.  \nDividida em dez núcleos temáticos e uma sala de vídeo\, a exposição enfatiza a beleza e o design de peças que não foram criadas para a elite\, mas sim para pessoas comuns\, que contribuíram com a formação de uma memória coletiva baseada em trocas culturais. Ao entrar em contato com a coleção\, o público poderá reconhecer elementos que talvez façam parte de suas próprias histórias. Essa identificação acontece porque\, por ser cotidiano\, o acervo pode ganhar significados pessoais para cada visitante. \nO primeiro núcleo da exposição\, intitulado Pode entrar que a casa é sua\, mostra como os imigrantes artesãos utilizaram a abundância de árvores locais para produzir técnicas de marcenaria diferentes das empregadas na Europa. Com madeiras propícias para a construção (como cedro\, cabriúva e canjerana)\, eles aproveitaram os grandes lotes de terras para tratar a lenha com maestria\, muitas vezes esculpindo portas com requinte de detalhes. Essa mesma diversidade aparece também em As várias formas do sentar\, que apresenta cadeiras e bancos produzidos pelas duas comunidades europeias. Ora com ornamentos\, ora mais rústicos\, estes itens revelam o valor simbólico e funcional do mobiliário no cotidiano\, incluindo o tradicional cavalinho de madeira -símbolo do sentar-se lúdico e do afeto familiar entre crianças e adultos. \nEm Preparar e servir o pão de cada dia\, são exibidos utensílios destinados ao preparo de alimentos ou ao esmero em servi-los. A culinária\, uma das mais fortes expressões de identidade cultural de um povo\, reflete os hábitos alimentares de cada nação e traduzindo- se também nos apetrechos criados para o preparo das receitas. Já em Mande notícias do mundo de lá\, cartões postais trazem cenas românticas que idealizam o continente deixado para trás. Paisagens floridas\, crianças e corações aparecem nessas imagens como cenas de lazer e de correspondência entre os dois universos. Nos ditados de parede da tradição alemã expostos em Lar\, doce lar\, outras ilustrações simples destacam a importância da união familiar e da confiança em Deus para a harmonia doméstica. São elementos gráficos como corações e flores\, que acompanham frases escritas muitas vezes em letras góticas. \nO núcleo O céu que nos protege apresenta como a religiosidade católica estava presente nas famílias italianas\, seja por meio de reproduções de pinturas sacras ou pequenos oratórios. Ele demonstra como nos lares germânicos havia protestantes e católicos\, enquanto entre os italianos o catolicismo era dominante. Grafias de época\, por sua vez\, exibe peças de comunicação gráfica como folhetos publicitários que divulgavam mercadorias. São peças que representam o imaginário social do período\, tais como os cartões postais e as fotografias.  \nNoivas de preto destaca o costume de noivas que se casavam vestidas de preto. De acordo com muitos historiadores\, essa tradição seria uma forma de protestar contra “jus primae noctis”\, isto é\, o direito do senhor feudal de ter a primeira noite. Além da memória dessas mulheres\, na coleção Azevedo Moura\, a lembrança da infância também se faz presente. Em Infância nas colônias\, é possível observar os costumes e a criação das crianças – que seguia a cultura ocidental burguesa – por meio de brinquedos\, fotografias e materiais escolares. \nPor fim\, em Ferramentas do fazer\, é apresentado o serviço de marceneiros\, ferreiros\, oleiros\, pedreiros\, sapateiros\, alfaiates e farmacêuticos. Os artefatos mostram a realidade muitas vezes precária dos trabalhadores\, além de como eles acompanharam a transformação de matérias primas ao longo dos anos. \nUma parte da coleção foi apresentada na mostra Artefatos do Sul – Legados da Imigração Alemã e Italiana\, realizada em 2024\, em Porto Alegre\, em celebração aos 200 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul e aos 150 anos da imigração italiana no Brasil. A exposição teve seu encerramento antecipado devido às enchentes que atingiram o estado. Agora\, a coleção pode ser observada sob a ótica do colecionismo\, que convida à reflexão sobre o papel da cultura material na formação de identidades. \nA exposição tem entrada gratuita e está instalada no salão de exposições temporárias\, um espaço moderno\, acessível e climatizado\, com 900m2\, localizado no piso jardim\, o pavimento mais recente do Museu do Ipiranga.
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LOCATION:Museu do Ipiranga\, 20 R. dos Patriotas Vila Monumento\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Um céu para caber" de Miguel Afa na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Miguel Afa\, “O dia que o abraço criou o mundo”\, 2025. Copyright O Artista \nA Gentil Carioca apresenta Um céu para caber\, primeira exposição individual de Miguel Afa em São Paulo. Com texto de apresentação da curadora e pesquisadora Lorraine Mendes\, a mostra reúne um conjunto inédito de pinturas que exploram os limites e as expansões do afeto como experiência estética e política. O céu\, aqui\, surge como metáfora de amplitude e possibilidade: lugar de acolhimento\, respiro e entrega. \nMiguel Afa (n. 1987\, Rio de Janeiro\, Brasil) iniciou sua trajetória artística em 2001\, por meio do graffiti\, nas ruas do Complexo do Alemão\, onde nasceu e cresceu. Mais tarde\, formou-se pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Sua obra propõe uma reconfiguração poética da imagem do corpo periférico\, contrapondo os estigmas da marginalização com cenas que evocam afeto\, cuidado e resistência. Através de uma paleta cromática enigmática — que não ameniza\, mas adensa a narrativa — Afa constrói cenas que\, ao mesmo tempo\, revelam o visível e o invisibilizado. Em sua pintura\, cor é discurso: esmaecer não é apenas gesto técnico\, mas ato de lembrança e posicionamento. \nEm Um céu para caber\, cada pintura é entregue como quem oferece uma dedicatória — à pintura\, à vida\, e às histórias que nela fazem figura. “Miguel Afa nos apresenta um conjunto de obras que versam sobre os limites daquilo que podemos chamar de amor. Se todos e cada um temos direito ao afeto\, ao contato e às nuances de sentimentos que desabrocham ao se relacionar\, o céu representa algo infinito\, ilimitado\, fecundo de possibilidades”\, explica Lorraine Mendes. \nA exposição continua no andar superior da galeria com uma seleção de obras inéditas que abordam temas ligados à intimidade e ao erotismo a partir de uma perspectiva sensível e crítica. Em função do conteúdo\, essa parte da mostra terá classificação indicativa de 18 anos\, respeitando as orientações para visitação de públicos diversos.
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LOCATION:A Gentil Carioca – Higienópolis\, Travessa Dona Paula\, 108 – Higienópolis\, São Paulo\, São Paulo
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SUMMARY:"Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Pietrina Checcacci\, “Dinheiro”\, das série O povo brasileiro (detalhe)\, 1967. Foto: Jaime Aciolo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70\, na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. A exposição reúne 250 obras de mais de 100 artistas\, muitas delas expostas juntas pela primeira vez\, proporcionando uma visão abrangente sobre a arte do período. Com curadoria de Pollyana Quintella e Yuri Quevedo\, a mostra se divide em temas que remontam aos grandes acontecimentos do período\, como o surgimento da indústria cultural\, a ruptura democrática e transformações sociais de diversas ordens. Podem ser vistos trabalhos de Wanda Pimentel\, Romanita Disconzi\, Antonio Dias e muitos outros. O público poderá ainda vestir e experimentar os famosos parangolés de Hélio Oiticica. \nEm um contexto de industrialização e turbulências políticas – Guerra Fria e ditadura civil-militar –\, a produção artística nacional lida de maneira contestadora e irreverente com a massificação da cultura promovida pela televisão e os grandes veículos da imprensa e da publicidade. A partir da década de 1960\, uma série de tendências figurativas internacionais ganham espaço no debate artístico nacional. Dentre essas tendencias está a Arte Pop\, original do Reino Unido\, mas que ganhou fama nos Estados Unidos por meio de figuras célebres com Andy Warhol\, Roy Lichtenstein\, Jasper Johns e Robert Rauschenberg. Entretanto\, enquanto esses artistas trabalhavam a linguagem em um contexto de país desenvolvido\, industrializado\, e com uma produção massificada\, artistas brasileiros lidavam com um cenário de subdesenvolvimento e desigualdade em que tinham de elaborar o trauma de uma sociedade oprimida pelo regime militar. \n“A exposição lida com um momento da história do país que ainda hoje ressoa em nosso cotidiano. Olhar para essa produção é importante para entender o início da arte contemporânea entre nós\, e também as questões disparadoras de muitos dos debates da atualidade. E\, diante da reunião dessas obras\, podemos entender a força coletiva dos artistas de uma geração que trabalhou para denunciar\, protestar e sonhar com uma nova sociedade”\, afirmam os curadores. \nSobre a exposiçãoO interesse dos artistas pela rua\, fruto do desejo de ocupar espaços mais diversos e menos institucionalizados\, marcou uma série de eventos nos últimos anos da década de 1960 e no início dos anos 1970. Entre eles\, figura o “Happening das Bandeiras”\, realizado em 1968 na Praça General Osório\, em Ipanema\, no Rio de Janeiro\, que reuniu artistas como Nelson Leirner\, Flávio Motta\, Hélio Oiticica\, Carmela Gross e Ana Maria Maiolino. Na ocasião\, eles expuseram bandeiras serigrafadas em praça pública promovendo uma ocupação coletiva do espaço público\, em busca de um acesso mais amplo e democrático para as artes visuais. O conjunto de bandeiras originais abre a exposição na Grande Galeria. \nNa sequência\, há trabalhos que tratam de uma indústria cultural em formação no Brasil\, exibindo estrelas da música popular brasileira\, graças aos festivais televisivos\, em meio à febre da corrida espacial\, que transformou astronautas em “ícones pop” e transmitiu imagens ao mundo do grande marco histórico que foi a chegada do homem à Lua. Grandes nomes do período estão reunidos\, como Nelson Leirner\, com seu altar para o rei Roberto Carlos\, na obra Adoração (1966)\, Claudia Andujar\, que fotografou Chico Buarque em 1968\, Flávio Império\, que retratou Caetano Veloso em Lua de São Jorge (1976)\, o artista popular Waldomiro de Deus\, com seus foguetes característicos\, Claudio Tozzi\, com as obras Bob Dylan (1969)\, Guevara (1967)\, além de seus astronautas que marcaram a iconografia da pop à brasileira. \nO desejo de rua e as rupturasAs restrições impostas pela ditadura civil-militar foram retratadas nas produções artísticas por meio de diferentes estratégias formais\, poéticas e políticas. Na exposição\, estão reunidas caricaturas de generais\, presentes nas obras de Humberto Espíndola\, Antonio Dias e Cybele Varela\, desenhos dos presos políticos da coleção Alípio Freire\, pertencentes ao Memorial da Resistência\, registros fotográficos que Evandro Teixeira realizou na emblemática passeata dos 100 mil\, além de trabalhos que procuraram intervir diretamente no contexto político\, como as garrafas de coca-cola de Cildo Meireles\, que compõem a obra Inserções em circuitos ideológicos (1970)\, e as trouxas ensanguentadas (1969) de Artur Barrio. Além disso\, o tema da criminalidade também permeava as produções artísticas do período. Frente ao estado opressor\, figuras de marginalidade foram evocadas como estratégia subversiva\, contestando a moral e as leis. Dentre elas\, destacam-se uma cena de crime pintada por Paulo Pedro Leal ainda no início dos anos 1960\, o filme Natureza (1973) de Luiz Alphonsus e o clássico A bela Lindonéia (1967)\, de Rubens Gerchman. \nO gesto pop se apropria ainda do imaginário da cidade\, por meio de signos e códigos urbanos. É o caso de trabalhos como Marlboro (1976)\, em que Geraldo de Barros transforma restos de outdoor em pinturas\, e as superfícies estruturadas com restos de acrílico e latão de Judith Lauand (Sem título\, 1972). Na área central da galeria\, estão reunidos trabalhos que expressam a disputa pelo espaço público. Setas\, semáforos\, festividades e proposições coletivas ganham centralidade nas obras. Buum (1966)\, de Marcelo Nitsche\, Totém de interpretação (1969)\, de Romanita Disconzi\, Lateral de ônibus (1969)\, de Raymundo Colares\, e os emblemáticos parangolés de Hélio Oiticica\, apresentados pela primeira vez há exatos 60 anos\, na mostra Opinião 65\, realizada no MAM-Rio\, podem ser vistos pelo público. No caso de Oiticica\, o visitante poderá\, literalmente\, experimentar os Parangolés\, vestindo-os no espaço expositivo. \nA década de 1960 também foi palco de uma revolução sexual fruto de eventos históricos como Maio de 68\, na França\, e o movimento hippie nos EUA. No núcleo sobre desejo e sexualidade\, estão obras de artistas que pensaram as mudanças do estatuto da sexualidade no Brasil\, atravessadas também pela cultura de massa. É o caso Wanda Pimentel\, com sua série Envolvimento (1968)\, Teresinha Soares com A caixa de fazer amor (1967) e Antônio Dias em Teu corpo (1967)\, além de Maria Auxiliadora\, Lygia Pape e Vilma Pasqualini. \nA exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70 é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"FLUXOS" de Laura Vinci no MuBE
DESCRIPTION:Vista da instalação “No Ar”\, de Laura Vinci. Crédito: Nelson Kon / Divulgação\n\n\n\n\nO MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia inaugura no dia 31 de maio a exposição “FLUXOS”\, da artista multimídia contemporânea Laura Vinci\, reconhecida por seu trabalho que investiga a relação da materialidade\, tempo e os elementos da natureza. Com curadoria de Agnaldo Farias\, a mostra explora as interfaces da arte\, arquitetura e ambiente\, enquanto dialoga com a icônica arquitetura do MuBE\, projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. \n“Laura Vinci transforma o espaço em organismo sensível. Em FLUXOS\, ela faz da matéria um instrumento para pensar o tempo\, a impermanência e as forças invisíveis que nos atravessam. Sua obra não se impõe\, mas se insinua\, instaurando uma escuta do ambiente e uma desaceleração do olhar. O público percorrerá os ambientes do museu ao sabor de uma atmosfera habitada por acontecimentos que provocarão a desaceleração seus passos; um encadeamento de experiências a um só tempo sensoriais e contemplativas\, dele exigindo atenção e escuta.”\, comenta Agnaldo Farias\, curador da exposição. \nComposta por estruturas metálicas e sistemas mecânicos\, como nas peças com vapor a frio\, que é empregado como matéria efêmera ocupando o espaço de forma orgânica e imprevisível\, a instalação evoca a presença do ar e de forças invisíveis\, instaurando um ritmo silencioso e constante. O público é convidado a percorrer o ambiente e se deixar afetar por uma atmosfera que provoca desaceleração\, atenção e escuta do espaço\, propondo assim uma experiência sensorial e contemplativa. A mostra “FLUXOS” é uma continuidade da pesquisa poética de Laura Vinci sobre estados de transformação\, presença e impermanência. Ao ocupar o espaço do MuBE\, se integra à arquitetura brutalista do museu e revela\, em sua leveza e escala\, uma dinâmica marcada pela impermanência. \nA produção de Laura Vinci\, transita por escultura\, instalação e intervenções\, com ênfase em experiências sensoriais e materiais em transformação. Ao longo de sua carreira\, participou de importantes mostras institucionais\, como a Bienal de São Paulo\, além de realizar exposições individuais em grandes instituições de arte. Sua obra integra acervos públicos e privados e é reconhecida por sua sutileza formal e profundidade conceitual. \nComo parte do programa da exposição\, serão realizadas diversas atividades de formação e arte educação\, todas gratuitas\, incluindo visitas guiadas\, oficinas e ateliês para todos os públicos\, aprofundando o contato com a obra e expandindo seus desdobramentos críticos e poéticos.
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LOCATION:MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia\, R. Alemanha\, 221 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Retificação" de Thix no Paço das Artes
DESCRIPTION:Obras de Thix\, que integram a exposição individual da artista no Paço das Artes – Divulgação \nO Paço das Artes\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo\, inaugura\, em 31 de maio\, sábado\, a 29a edição da Temporada de Projetos\, iniciativa de mais de duas décadas reconhecida por abrir espaço no circuito cultural para jovens artistas brasileiros. Neste ano\, o público poderá conferir três projetos artísticos e um de curadoria – incluindo a exposição de Thix\, a primeira individual da artista em São Paulo\, com acompanhamento crítico de brunøvaes. A abertura acontece das 12h às 17h\, com entrada gratuita. \nA mostra “Retificação” utiliza o retrato como instrumento central para propor uma reflexão sobre identidade\, autodeterminação\, visibilidade e apagamento histórico de pessoas trans e não-binárias. Inspirado na estética e na técnica dos retratos clássicos a óleo\, o trabalho de Thix resgata a solenidade\, a importância e a permanência que esses retratos representavam no passado para subvertê-los\, aplicados a corpos dissidentes historicamente marginalizados e silenciados. Como explica a artista\, “O retrato tem uma longa tradição na pintura\, ligada à construção de narrativas de poder e de memória cultural. A instalação se infiltra nesses códigos estéticos de uma forma desobediente\, situando a experiência trans como motivo principal.” \nO título da individual faz alusão tanto ao processo administrativo de mudança de nome e gênero\, quanto à necessidade de corrigir – retificar – esses apagamentos históricos. Serão apresentados retratos a óleo sobre linho\, pintados nas técnicas clássicas do realismo\, em pequenos formatos que evocam as proporções de fotos de documentos oficiais\, como carteiras de identidade ou passaportes. Além de aludir a essas questões do campo burocrático\, as pinturas “também apontam para a construção de um futuro coletivo a partir de um arquivo vivo e presente\, informado pelos afetos\, e por um olhar que desvia da gramática da violência.”\, destaca Thix. \nForam empregadas mais de 600 horas para a produção dos trabalhos\, desenvolvidos ao longo de vários meses e a partir de encontros com pessoas trans no Rio de Janeiro e em São Paulo. O processo de realizar esse registro em pintura também incluiu diversas trocas afetivas sobre a experiência da transição\, configurando um espaço de acolhimento e de escuta. \nResponsável pelo acompanhamento crítico da mostra\, brunøvaes destaca\, em seu texto crítico\, a importância de “Inventar as imagens que queremos ver”. Segundo ela\, por conta da linguagem do retrato empregada\, as representações criadas por Thix parecem sempre ter existido\, habitando espaços suntuosos ou museus de destaque. A realidade\, porém\, é que até hoje esses corpos pintados pela artista permanecem à margem. Assim\, ‘retificar’ também se trata\, aqui\, de “emendar as lacunas de uma historiografia não escrita”. \nComo destaca Thix\, “Nos últimos anos\, pessoas LGBTQIA+ vêm passando por mudanças sociais e jurídicas rápidas e tumultuadas no mundo inteiro. Hoje\, nesse cenário de retrocessos\, essas questões me parecem urgentes. Eu estou muito emocionada em apresentar esse trabalho.” Nesse momento de retrocesso de direitos\, a exposição povoa o imaginário com imagens que exaltam essas existências\, realizando um ato político por meio da pintura. \nDurante o mesmo período da mostra “Retificação”\, o Paço das Artes também recebe as exposições “Grande noite”\, de Renan Soares\, com acompanhamento crítico de Igor Simões; “Razão do Fogo”\, de Lina Cruvinel\, com acompanhamento crítico de Divino Sobral\, e o projeto de curadoria “Pra onda não me tirar” do curador Tálisson Melo\, com trabalhos de biarritzzz\, Natali Mamani e Ladyletal. Todas as mostras permanecem em cartaz até 14 de setembro de 2025.
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LOCATION:Paço das Artes\, R. Albuquerque Lins\, 1345 - Higienópolis\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lições da Pedra" de Naira Pennacchi no Museu FAMA
DESCRIPTION:Vista da exposição “Lições da Pedra” de Naira Pennacchi no Museu FAMA – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA artista mineira Naira Pennacchi\, hoje residente entre Ribeirão Preto e Lisboa\, realiza a primeira itinerância de sua exposição Lições da Pedra\, com curadoria de Mario Gioia. Ela chega agora ao Museu Fama\, em Itu\, a partir de sábado\, 12/7\, a partir das 11h. Na mostra\, mais de 30 trabalhos da artista\, muitos deles inéditos\, apresentam olhares de Naira sobre as realidades interioranas e a pesquisa sobre a ancestralidade em diversos suportes e trabalhos\, em sua maior parte inéditos. Na quinta-feira\, 17 de julho\, acontece na Livraria da Vila da Fradique Coutinho\, em São Paulo\, o lançamento do livro homônimo organizado por Mario Gioia que reúne toda sua produção até o momento\, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias\, pela editora WMF Martins Fontes. Haverá bate-papo da artista o os críticos e a entrada é franca.  \nNaira é natural de Jacutinga e navega por diversas cidades do interior\, como Jaú e sua cidade natal\, onde possui parentes. “Sou do interior de Minas Gerais e hoje moro na cidade grande\, entre Ribeirão Preto e Lisboa\, mas retorno para esses lugares pois eles são faíscas que viram chamas para minha criatividade e minha produção artística”\, afirma a artista.  \nEntre a produção em pinturas presentes na exposição\, estão as características telas nas quais Naira deposita pigmentos endurecidos\, próximos a sua validade\, sobre chassis montados com teleiros (elemento muito presente em diversos contextos da vida rural) de modo a quase realizar um ponto-cruz de tinta sobre esses vazios\, criando uma tecitura de cores e paisagens que agregam elementos pictóricos e abstratos às paisagens que compõe.  \nA série que dá nome à exposição\, “Lições da Pedra”\, é inédita e conta com vídeos\, objetos\, instalações escultóricas e sonoras. O limiar do ritual e da performance\, os limites das moradias\, todos esses conceitos vão sendo borrados e reconhecidos no trabalho de Naira. “Tudo começou com João Cabral de Melo Neto e a ‘Educação Pela Pedra’. O livro era muito incompreensível para mim\, mas eu queria muito ler. E nesse momento eu li o livro em 15 dias três vezes. Muitos dos títulos dos trabalhos são trechos ou versos do livro. O Sertão\, seja ele de Minas Gerais\, do Piauí\, ou de Portugal\, esse sertão no sentido mais amplo de um interior\, é um só”\, pondera Pennacchi. Naira segue com a pesquisa sobre os saberes ancestrais no próximo ano e tem projetos para realizar esse levantamento também do lado de lá do oceano \nO interesse pelo futuro ancestral vem desde criança. “Tinha sede em participar e rever as tradições e saberes populares que já não se encontram mais no interior de Minas Gerais\, mais precisamente em minha cidade natal\, Jacutinga. A cartografia desse meu interesse foi despertada pela convivência com meus pais\, avós e comunidade local\, rural e urbana de onde nasci e cresci”\, diz. Naira é neta de bordadeira\, de onde herda as artes têxteis que integram elementos de seus trabalhos\, e teve contato com as obras do pintor\, o desenhista\, pintor\, muralista e ceramista ítalo-brasileiro Fulvio Pennacchi\, que foi integrante do Grupo Santa Helena\, juntamente com Alfredo Volpi\, Francisco Rebolo\, Aldo Bonadei\, ainda na infância\, como o sobrenome pode atestar.  \nRituais como benzimento praticado por Dona Merô\, anfitriã de Naira e uma das poucas benzedeiras vivas e muito solicitada na região; ceramistas de barro que transformam matéria bruta em obras de arte enquanto contam histórias e preservam memórias; casas de farinha nas quais a mandioca vira farinha. É no trabalho repetitivo e conectado ao ancestral que a artista constata que moram também percursos que guardam estratégias de preservação ambiental – e que reverberam nos vídeos que integram a exposição\, todos eles feitos no Piaui. “Foi no Piauí que tive o privilégio de encontrar tudo aquilo que procurava\, prestes a desaparecer em alguns anos\, uma vez que a nova geração não se interessa mais em dar continuidade a muitas destas práticas\, como mulheres raizeiras do cerrado\, que provocam o repensar de ideias convencionais de território\, já que coletam e manejam as paisagens repletas de plantas medicinais para a cura de doenças do corpo e da alma”\, afirma.  \nNaira participou de muitos destes trabalhos-rituais\, como o de benzimento\, minutos a fio recebendo orações por sua poderosa palavra através de gestos e instrumentos e os transformou em sua arte. “O corpo enquanto território das experiências cotidianas tece nas culturas das sociedades um repertório em constante construção”\, aponta a artista. “Todas estas atividades são praticadas por mulheres\, mestras detentoras de sabedorias ancestrais geradas em ventres\, terras\, águas\, fogos e céus”\, conclui. Das inúmeras obras produzidas\, estarão presentes na exposição que passou por Botucatu e segue depois para Ribeirão Preto\, os vídeos Faca Amolada\, Mulher Vestida de Gaiola e Basalto. \nCelebrando seus dez anos de carreira\, Naira Pennacchi realiza na quinta-feira\, 17 de julho\, o lançamento do livro homônimo organizado por Mario Gioia que reúne toda sua produção até o momento\, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias\, pela editora WMF Martins Fontes. Na ocasião acontece um bate-papo entre Gioia\, Avelar e Dias a partir das 19h.  \nA obra reúne sua produção até o atual momento\, composta por esculturas\, instalações e pinturas. Diversos suportes e diversas fases de um trabalho que segue se expandindo em novas pesquisas\, agora em itinerância pelo estado de São Paulo ao longo do ano com a individual “Lições da Pedra”\, que passou pela cidades de Botucatu\, estará em cartaz em Itu a partir de 12/6 e em dezembro segue para Ribeirão Preto. \nNas palavras de Ana Avelar no texto que integra a edição\, o trabalho de Naira une “figurações barroca\, rural mineira e desejo de abstração”\, numa linguagem e uso da cor que evocam as gramáticas de Matisse e Cristina Canale\, só para citar duas das influências mais evidentes.  \nPara Bianca Coutinho Dias\, que assina um texto com um olhar que passa pela psicanálise\, “são paisagens internas\, de um interior que pode ser de casa\, da cultura caipira\, ou paisagens de uma instância afetiva\, psicológica e subjetiva”\, delineia. “A aparição acontece não como representação\, mas como enigma”\, completa. Psicanalista\, a crítica de arte também chama a atenção para sua “paleta carregada de pulsação própria\, como se sua cor convoasse outras\, numa atmosfera imersiva de sonho e delírio”. \nAinda na perspectiva da crítica em texto presente no livro\, nas obras presentes em seu trabalho\, seja em telas\, objetos ou vídeos\, “há um fricção entre a figuração barroca rural e mineira”\, presente nas imagens recorrentes de sua infância em Jacutinga\, cenário rural\, como galos e teleiros que servem de base para os pigmentos densos que criam quase relevos nas composições\, “um jogo entre interior e exterior\, memória e transmissão”.
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LOCATION:FAMA Museu\, R. Padre Bartolomeu Tadei\, 09 - Alto\, Itu\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Neide Sá: vida\, doce mistério" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Vista da obra de Neide Sá. Créditos: © Wilton Montenegro. Cortesia Galeria Superfície\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição Neide Sá: vida\, doce mistério\, nas três salas do segundo andar do edifício Pina Luz. \nA mostra reúne um recorte significativo da produção da artista\, evidenciando sua atuação como arte-educadora\, a multiplicidade de linguagens e suportes de seu trabalho e também sua pesquisa de materiais. Essa trajetória responde a questões específicas de cada época: da novidade dos acrílicos\, cores e formas de impressão entre os anos 1960 e 1970 ao retorno a narrativas sobre uma origem civilizatória no Brasil\, que alcançava 500 anos de chegada dos portugueses na virada dos anos 1990 para os 2000. \nAs 97 obras em exposição abrangem o período de 1960 até os anos 2000\, conectando o começo de carreira da artista a sua produção mais recente. Com curadoria de Lorraine Mendes\, a mostra conta com uma sala com obras interativas\, como “Momento” (1967)\, “Reflexível” (1977) e “Nós &amp; nós” (2004).A curadoria deste espaço foi compartilhada com a Área de Ação Educativa da Pinacoteca de São Paulo. Ali\, o público pode tocar\, interagir e compor seus próprios poemas. \nOutra obra icônica que será apresentada é “Ciclo infinito vida-morte” (1968-2010)\, objeto-poema que\, como seu nome anuncia\, atravessa o tempo somente para voltar e recomeçar. Dispositivo de leitura desenvolvido pela artista\, trata-se de um cubo em acrílico com uma das faces em aço e espelho. Depositado sobre um expositor\, esse cubo materializa-se em um livro-metáfora\, veículo de uma linguagem codificada criada por Neide em 1968 para refletir sobre a dinâmica e a contínua relação vida-morte-vida. \n“Em um fluxo de abrir/fechar\, manter/apagar\, rever/refazer\, viver/morrer\, entre os parênteses e colchetes codificados pela artista\, entre as camadas de tempo e o acúmulo de dobras\, formas e gestos\, percebemos um desejo por olhar e desvendar a linguagem e as relações humanas. Vemos a arte como veículo de interação e meio de comunicação\, entre fazer refletir e desatar nós\, criar e propor caminhos para lidar com aquilo que atravessa o tempo e de alguma forma permanece: a vida.&quot;\, afirma a curadora Lorraine Mendes no texto crítico.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:Mostras de Anna Bella Geiger e Hannah Brandt no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, “Pier & Ocean cor rosa”\, 1986. Crédito: Cortesia Mendes Wood DM\n\n\n\n\nA partir de  28 de junho\, o Museu Judaico de São Paulo apresenta uma nova temporada expositiva. Duas mostras apresentam as artistas Anna Bella Geiger e Hannah Brandt\, que exploram diferentes técnicas para investigar temas como identidade\, memória\, mudança e criação. \nNo segundo subsolo\, a exposição Anna Bella Geiger — Limiar apresenta um conjunto de cerca de 60 obras\, entre gravuras\, vídeos\, objetos e fotografias documentais. Trata-se da  primeira individual da artista — uma das mais importantes da arte brasileira — em um museu judaico. Com curadoria de Priscyla Gomes e Mariana Leme\,  a mostra se organiza em cinco grandes eixos: espaços\, criação-proposição\, linguagem\, desterritorialização-transposição e imaginação política. \nSegundo as curadoras Priscyla Gomes e Mariana Leme\, na exposição Limiar  “a trajetória de Geiger\, iniciada nos anos 1950 e ainda intensamente fértil\, é explorada de maneira transversal\, evidenciando recorrências temáticas\, o emprego de múltiplas linguagens\, a exploração de espaços compartilhados para a experimentação e o constante questionamento do estatuto da obra de arte e seu papel político”. \nA mostra abarca séries emblemáticas de diferentes períodos – de 1962 a 2025 – tendo como destaque as que exploram a cartografia\, o trânsito e as passagens. É a partir dessas séries que a ideia de limiar é investigada\, sendo os atravessamentos e as transposições noções centrais na produção da artista. Ao cartografar e transpor\, sistemas geográficos se tornaram uma outra natureza da arte\, o fazer da geografia um lugar da arte. Geiger possibilita\, por meio de um traçado imaginário de meridianos e paralelos\, uma reflexão sobre o regional\, o local e o global\, o presente e o passado\, o interior e o exterior\, o eu e o outro. Muitos de seus trabalhos tratam diretamente da complexa noção de espaço\, ora subvertendo convenções cartográficas\, ora tensionando imaginários que organizam hierarquicamente o território e a sociedade. \nEstão presentes Fronteiriços\,  Rrolos-Scrolls\,  Macios\,  Pier & Ocean e Rrose Sélavy\, mesmo. Um dos destaques é a série  Situações-limites (1974)  na qual\, reproduções fotográficas em preto e branco e inserções manuscritas\, criadas no auge da ditadura civil-militar\, ecoam a repressão e o autoritarismo de então\, ao mesmo tempo em que insinuam um novo porvir. \nEm um registro de 1974\, Anna Bella Geiger refletiu sobre sua prática artística: “ a imaginação que me ajuda a colocar meus sentimentos\, a sentir o ser-sozinho\, a dimensionar a angústia da condição humana\, a sentir o mistério do universo\, do tempo\, a procurar os centros\, as semelhanças mais que as diferenças\, as passagens mais que os contrários\, a perceber tudo enfim que povoa meu momento. São estes estados de espírito que tento revelar da maneira que sinto mais eficaz”.  \nsentimento impresso em gravuras \nSimultaneamente\, no mezanino\, a mostra Hannah Brandt: vejo tudo com o coração\, se apresenta como uma homenagem ao centenário da artista\, completados em 2023. Com curadoria de Ruth Tarasantchi\, a individual propõe um mergulho na trajetória da obra de Brandt\, cuja produção consistente explora as possibilidades da gravura. Estão presentes temas como paisagens brasileiras\, letras do alfabeto hebraico e outros elementos recorrentes em sua obra. O conjunto de 30 obras\, selecionadas diretamente de seu ateliê\,  inclui parte do acervo doado ao museu após sua morte\, em 2020\, consolidando-se como a maior coleção dedicada à artista. \nEntrando nos compartimentos\, no primeiro núcleo são encontradas as gravuras das letras do  alfabeto hebraico\, como o alef\, o bet\, o yali\, que podem ter seus significados  expandidos a partir dos estudos da Cabala. Se vistas de perto\, essas obras demonstram uma riqueza de detalhes excepcional para a técnica da gravura. Já no segundo\, dedicado às paisagens\, sendo estas obras com as quais Hannah Brandt ficou conhecida. Com gravuras policromáticas\, os trabalhos em destaque nesta seção denotam a precisão técnica da artista\, ao produzir múltiplas matrizes para conferir diferentes efeitos com o uso das cores\, como profundidade e volume. \nA curadora Ruth Tarasantchi\, ressalta que:  “Entre seus temas frequentes\, estão paisagens brasileiras e letras do alfabeto hebraico. Dizia sempre que transmitia seus “sentimentos para a madeira” e a intimidade com esse material é extrovertida no refinamento técnico e no entalhe acurado\, exibindo diferentes veios e texturas típicas da xilogravura. Formas dinâmicas\, profundidade e volume\, desafios para essa técnica\, são encontrados em todos os trabalhos aqui apresentados”. \nNo terceiro núcleo\, duas gravuras se relacionam: Menino de Varsóvia (s.d.) e O Engraxate (1969). A primeira parte de uma foto de 1943\, tirada durante o Levante do Gueto de Varsóvia. Brandt isola o menino rendido\, destacando seu olhar assustado. \nAo lado\, a obra e a matriz de O Engraxate sugerem a vulnerabilidade infantil em contextos distintos. \nO último núcleo da mostra aborda a tradição judaica. Nele\, a artista representa temas como o êxodo\, a árvore da vida e a história de Jó. \nEm trecho retirado de entrevista ao Núcleo de História Oral do Museu Judaico de São Paulo\, realizada em 1998\, ela expressa: “o que eu faço\, faço de coração\, faço o que vem de dentro da minha alma mesmo\, o que eu sinto. Sofrimentos ou não\, alegrias e tal\, é aquilo que eu ponho no quadro\, mas para construir o quadro eu preciso das formas e sobreformas\, apenas para composição. Eu faço o esboço num instante\, assim\, do que eu quero dizer\, mas daí\, para fazer a composição\, eu uso as cores\, as formas e as sobreformas”.
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SUMMARY:"Flávio Império: tens a vontade e ela é livre" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Figurino do show “Pássaro da manhã”\, 1977 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição individual Flávio Império: tens a vontade e ela é livre\, no 4º andar do edifício Pina Estação. A panorâmica – que reúne quase 300 obras – abrange a produção do artista entre os anos 1960 e 1985\, e tem curadoria assinada por Yuri Quevedo\, curador do museu e pesquisador da obra de Flávio Império (1935–1985) há 16 anos. \nFlávio Império foi um artista brasileiro em que a atuação transdisciplinar marcou profundamente a cena cultural do Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Sua importância se dá não apenas pela multiplicidade de linguagens que dominava (como pintura\, arquitetura\, cenografia\, teatro\, design gráfico e do ativismo político)\, mas também pela maneira como ele as articulava em uma prática artística crítica\, engajada e transformadora. Império trabalhou com uma diversidade de materiais\, produzindo serigrafias\, pinturas\, colagens\, fotografia e documentários em super8. \n“Flávio Império olha para cultura popular de um jeito extremamente original no meio artístico da época. Homem de teatro\, buscava mais que estereótipos das personagens\, mas como elas viviam\, as soluções que davam para produzir a vida no cotidiano subdesenvolvido no país. Como pintor\, filho de imigrantes do Bexiga\, muitas vezes se entendeu mais como artesão do que como artista” diz Yuri Quevedo\, curador da mostra. \nDestaques \nA exposição propõe ao público uma imersão em diferentes momentos e manifestações da produção do artista\, ressaltando a coerência e a liberdade que orientam sua prática tão diversa. Entre os destaques estão o projeto de figurino “fogo”\, desenvolvido especialmente para a cantora Maria Bethânia para a peçaRosa do Ventos (1971)\, além dos estudos para capa do disco Doces Bárbaros (1976)\, que poderão ser vistos na segunda sala da mostra. Uma maquete descreve o projeto que o artista fez para o show Pássaro da Manhã(1977) de Maria Bethânia. Em um momento em que a ditadura militar começa a enfraquecer e surgem os movimentos de abertura\, Império concebe um cenário em que a cantora surge de uma noite escura no fundo e vai gradualmente se aproximando da plateia ladeada por tecidos que representam a alvorada. No show Bethânia canta lembrando os amigos que foram exilados. \nAlém disso\, pela primeira vez em 60 anos as obras UDN… Respeitosamente o extinto era muito distinto\, Generals in General e Marchadeira das famílias bem pensantes\, que integraram a antológica exposição Opinião65\, no MAM-RJ\, poderão ser vistas juntas. O público poderá ver ainda a maquete da peça A falecida (1983)\, desafio enfrentado por Flávio Império de conceber um cenário para a peça de Nelson Rodrigues que não queria nada sobre o palco. \nA mostra tem apoio Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP)\, que emprestou 38 desenhos originais do artista\, parte da coleção de mais de 10 mil itens que conserva. \nSobre a exposição \nDividida em três núcleos\, a exposição mostra a trajetória do artista que tem produção concentrada no período da ditadura militar. No percurso\, o público pode notar como seu pensamento e a ideia de engajamento social e político se transforma nas diversas fases de sua trajetória. A primeira sala\, A pintura nova é a cara do cotidiano\, mostra um artista que busca nos tipos sociais e na cultura de massas uma tradução satírica para a ditadura militar e o imperialismo estadunidense. Aqui estão reunidos os trabalhos da década de 1960\, como aqueles que foram para as exposições Opinião65 e Porpostas65. \nAparecem também obras de seus companheiros de trabalho Sérgio Ferro e Rodrigo Lefévre\, assim como de alunos\, entre eles Marcello Nitsche e Claudio Tozzi. Também é possível ver alguns dos trabalhos premiados no teatro\, Andorra – que tinha no elenco Beatriz Segall e Renato Borghi – e Ópera dos Três Vinténs. Nessa época\, o artista adaptou e dirigiu outro clássico de Brecht\, “Os fuzis da mãe Carrar” se tornou “Os fuzis de dona Tereza”. Nessa montagem\, Império inovou ao transferir o choro individual da mãe que perde seu filho para guerra\, para um choro coletivo\, entoado pelo coro da peça enquanto se exibia imagens sobre a morte do estudante Edson Luiz. \nA segunda sala – Aspectos do Inconsciente Coletivo na Comunicação de Massas – estão reunidos os trabalhos mais introspectivos do artista\, nos quais ele procura na subjetividade popular uma nova coletividade. São bandeiras de São João\, Oguns\, máscaras e outros símbolos que se fundem com a comunicação pop. É aqui que começa sua parceria com Fauzi Arap e Maria Bethânia. Nessa sala\, há também o curioso cenário pensado para Pano de Boca (1976) momento em que o artista ocupa um teatro em ruínas e cria ali a representação para o inconsciente de um ator. \nPor fim\, a terceira sala – Mãos e mangarás – mostra suas viagens de ônibus pelo interior do Brasil e o interesse por modos de fazer diversos. Aqui vemos o artista se interessar mais intensamente pela serigrafia e a repetição de motivos que lhe são caros: as mãos e a flor de bananeira – chamada de Mangará. É possível observar Império interpretar em imagens da natureza os rendimentos da revolução sexual e de costumes levada a cabo nos anos 1970. O arco-íris aparece como uma marca de uma sociedade mais diversa\, com novos atores políticos que começam a surgir na década de 1980. \nO artista morre em 1985\, adoecido pelo HIV. É um dos primeiros casos notórios do Brasil\, tratado pela imprensa com preconceito e desconhecimento. Ano passado\, durante o show de Madonna\, seu retrato apareceu entre os homenageados durante a canção Live to tell. \nBethânia\, amiga e musa \nA tríade constituída pela cantora Maria Bethânia\, o diretor de arte e figurinista Flávio Império (1935–1985) e diretor Fauzi Arap (1938-2013) começou com o espetáculo Rosa do Ventos (1971)\, que marcou época pela maneira original que combinava o espetáculo teatral e o show de música popular. A cenografia e os figurinos de Flávio Império envolvem a cantora\, e constituem parte do significado do show. No espetáculo\, havia trechos de textos de Clarice Lispector (1920-1970) e Fernando Pessoa (1888-1935)\, a construção do cenário foi desenvolvida em parceria com a Casa das Palmeiras\, da médica e psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). \nO artista ainda elaborou plasticamente outras seis montagens da intérprete: A Cena Muda (1974); Os Doces Bárbaros (1976)\, este com Gil\, Caetano e Gal; Pássaro da Manhã (1977); Maria Bethânia (1979); Estranha Forma de Vida (1981) e 20 Anos de Paixão (1985). No programa do último trabalho\, dirigido por Bibi Ferreira\, Bethânia homenageou o amigo recém-falecido. \nA exposição Flávio Império: tens a vontade e ela é livre é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Anatomia pré-fabricada: um morar no Japão" na Japan House
DESCRIPTION:Crédito: Hayato Kurobe\n\n\n\n\nAnatomia pré-fabricada: um morar no Japão \nPré-fabricação é um método construtivo em que parte ou todos os componentes de uma construção são produzidos em uma fábrica e\, posteriormente\, montados no local da obra. A construção de casa pré-fabricada japonesa\, que alia o design à otimização dos materiais\, possibilitou maior eficiência ao sistema de construção e contribui para uma maior qualidade de vida aos moradores e à comunidade.  \nA exposição apresenta o universo das inovadoras construções pré-fabricadas japonesas contemporâneas a partir de um modelo em tamanho real e maquetes. Também compõe a mostra uma linha do tempo com os principais marcos na história das construções pré-fabricadas no Japão\, desde os anos 1950 até os dias atuais\, desenvolvida especialmente para a JHSP por Yoshikuni Shirai\, professor convidado especial da Faculdade de Meio Ambiente e Estudos da Informação da Universidade de Keio e Editor-chefe da revista Sustainable Japan Magazine by The Japan Times. \n\n\n\n\nTecnologia japonesa + pré-fabricação de habitações \nNo espaço expositivo\, a curadoria de Natasha Barzaghi Geenen\, diretora cultural da JHSP\, apresenta parte de uma casa\, em escala real\, criada pela VUILD. O modelo apresentado faz parte da série NESTING\, na qual o próprio cliente consegue projetar sua casa a partir de modelos preestabelecidos que estão disponíveis em um aplicativo e\, a partir da madeira processada por meio da fabricação digital\, consegue montá-la em colaboração com sua família e amigos. Junto da casa\, a exposição apresenta também peças\, elementos construtivos\, separadamente\, como se destrinchasse essa construção\, evidenciando sua anatomia. \nAlém disso\, a exposição traz também a maquete da Marebito no ie\, outra iniciativa da VUILD que busca revitalizar regiões montanhosas com população em declínio\, propondo a construção de alojamentos de propriedade compartilhada\, visando a circulação contínua de pessoas nessas áreas\, em um modelo de vida que vai além do turismo\, mas que não chega a ser uma residência definitiva. O projeto\, que utiliza tecnologia de fabricação digital\, visa otimizar o uso de recursos florestais locais\, utilizando a madeira dessas regiões para a construção da casa e de seus móveis\, priorizando o uso da madeira lamelada cruzada (também chamada de madeira CLT)\, como alternativa ao concreto.  \nComo exemplo de inovações das casas pré-fabricadas com o foco na segurança\, proteção e prevenção de desastres e conforto\, a exposição também apresenta um modelo tátil que demonstra um tipo de sistema de isolamento térmico\, que reduz a influência da temperatura externa\, evita a condensação dentro das paredes e diminui os custos relativos aos sistemas de aquecimento e resfriamento\, demonstrando a avançada tecnologia japonesa.  \n\n\n\n\n\n\n\n\nNas palavras da curadora Natasha Barzaghi Geenen: \n“O objetivo é permitir que o público se familiarize com dimensões de alguns modelos de moradias contemporâneas do Japão\, ao mesmo tempo em que pode refletir sobre como essas soluções podem ser adaptadas ao contexto brasileiro. Nossa proposta é fomentar o debate sobre novas formas de construir\, incentivando parcerias entre Brasil e Japão para desenvolver modelos cada vez mais sustentáveis de habitação inteligente”. \n“Mais do que uma preocupação com recursos e design\, nossa ideia é conectar os visitantes a esse senso de responsabilidade forte que os japoneses têm\, de que são parte de um todo e que suas ações devem contribuir para uma melhor condição da sociedade. Esses modelos de habitação mostram a preocupação com o todo\, com a comunidade e o meio em que vivem\, indo muito além da estética e da mera empatia” \n\n\n\n\nAs diferentes maneiras de configurar o mesmo espaço \nJá no espaço externo da JHSP\, o público é convidado a experimentar alguns elementos inspirados nas habitações tradicionais japonesas\, como os cômodos com características flexíveis e personalizáveis\, delimitados por portas de correr chamadas de ‘fusuma’ e pisos cobertos por tatames. Crianças e adultos podem brincar de reconfigurar os espaços com estruturas móveis como uma forma de aprender na prática sobre esses conceitos e vivenciar essa espacialidade.
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Tudo que Fica sem Ser Visto" de Saulo Szabó na Galeria Lume
DESCRIPTION:Detalhe de uma das obras da série “Jantar em Familia” de Saulo Szabó. Crédito: Felipe Brendt\n\n\n\n\nEm um mundo pautado pela velocidade\, extração e distanciamento da natureza\, o artista Saulo Szabó propõe um gesto inverso: escutar o chão. A exposição “Tudo que Fica sem Ser Visto” apresenta uma série de obras e instalações que emergem da fricção entre corpo\, paisagem e arquitetura\, acionando a terra — e seus vestígios — como matéria viva e agente de memória. \nColetando matérias vegetais e minerais em um incessante percurso pela natureza — fragmentos de solo\, pedras\, resíduos\, galhos — Szabó reconfigura o gesto artístico como prática de escuta e cuidado. Em suas frotagens feitas em cachoeiras\, o atrito entre rocha\, papel e\, no caso da cachoeira de Boiçucanga\, lixo urbano\, compõem uma cartografia da erosão — tanto física quanto ética — de um território em exaustão. A instalação ocupa os 15 metros da sala expositiva da Galeria Lume como um fluxo suspenso\, um rio de lembrança e alerta. \nEm outra série\, o artista recolhe terra de locais prestes a serem cobertos por concreto e ergue com ela um muro. Esse gesto dá forma ao luto de um solo que jamais será tocado novamente. O muro não é apenas barreira: é índice\, é memória\, é denúncia. \nNa obra Cura\, galhos secos recebem\, em pequenas ampolas\, porções de terra e água de territórios sagrados. Como uma vacina simbólica\, a obra aciona a terra como potência de recomposição. Já em Raízes da Terra\, pigmentos naturais revelam o tempo da decomposição e da mancha\, trazendo à tona aquilo que escapa ao controle: o erro\, o resto\, o ritmo lento. \nA pesquisa de Saulo Szabó se aproxima de cosmologias e filosofias da terra\, nas quais natureza e cultura não são opostos\, mas experiências entrelaçadas. Sua obra é atravessada por práticas ancestrais\, técnicas de cuidado e uma ética de presença. Aqui\, a terra não é recurso: é relato. É corpo vivo que ainda pulsa\, resiste e nos interpela.
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SUMMARY:"Mapas Mentais" de Ana Amorim no MAC USP
DESCRIPTION:Ana Amorim\, “Second Embroidery”. Foto: Ana Pigosso\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 5 de julho\, a exposição Ana Amorim | Mapas Mentais\, reunindo cerca de 70 trabalhos da artista em quase quarenta anos de carreira. A mostra é a maior já realizada pela artista e apresenta\, pela primeira vez\, diversas de suas “Grandes telas”\, obras compostas de registros diários ao longo de um ano inteiro\, assim como obras inéditas e históricas ao longo de sua carreira. Durante os anos 1980\, Ana Amorim estudou matemática e artes\, em São Paulo\, e se mudou para os Estados Unidos para fazer seu mestrado em artes. Após um período dedicado principalmente à gravura\, passou a se interessar por uma prática de tipo conceitual\, que define sua produção a partir desse momento. “O aspecto da obra torna-se secundário em relação às preocupações éticas e ao rigor\, ao empenho e à coerência que definem sua prática”\, avalia Jacopo Crivelli Visconti\, curador da mostra. \nA prática artística de Ana Amorim alinha-se a sua postura ética e política fazendo com que\, ao longo dessas décadas\, ela tenha optado pelos caminhos que lhe pareciam corretos\, mas que contribuíram para uma pouca visibilidade de sua produção\, mesmo entre os profissionais da área. Até poucos anos atrás\, por acreditar que uma obra de arte não pertence a ninguém e que não pode ser apropriada\, ela se recusava a expor em lugares comerciais\, a vender suas obras e a participar de exposições patrocinadas por empresas privadas. \nA produção de Ana Amorim foi acolhida pelo MAC USP em diversos momentos. O Museu abrigou a primeira exposição individual da artista no Brasil e foi o primeiro a incorporar obras suas ao acervo. Em 2014\, a artista fez a doação de duas obras exibidas em 1990 no próprio Museu e em 2021 apresentou a performance Contar Segundos no espaço térreo do Museu durante uma semana. Segundo Ana Magalhães\, curadora do MAC USP\, “Ana Amorim tem uma produção atualíssima para um debate artístico dentro de um museu universitário\, espaço de reflexão crítica.” \nNos últimos 40 anos\, Ana Amorim registra sua vida através de mapas mentais e contando segundos. “Na concepção e no universo da artista\, ela e a sua produção são indissociáveis. Sua vida é arte. Sua arte não é uma representação da vida\, é a própria vida. Se está viva\, Ana Amorim está produzindo algo. Esse algo ela chama de arte\, mas é também\, ou principalmente\, um rastro da sua passagem pelo mundo\, e da passagem do tempo sobre ela. O tempo que passa sobre a artista é o mesmo tempo que passa sobre cada um de nós. Sua obra é intimamente pessoal: retrata em mapas singelos os movimentos dela ao longo de um dia\, de todos os dias da sua vida”\, diz o curador\, e completa: “são os mesmos movimentos que nós fazemos\, os mesmos segundos que nós vivemos. Não há diferença\, não existem hierarquias\, o tempo da artista não é nem mais nem menos importante do que o tempo de cada um de nós.”
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lena Bergstein" na Galeria Gravura Brasileira
DESCRIPTION:Lena Bergstein\, “Galáxias”\, 2023 – Divulgação \nNo dia 5 de julho\, a artista Lena Bergstein abre mostra individual com pinturas e gravuras recentes. \nGaláxias é o nome da série de 12 telas que serão apresentadas na mostra. Pintadas com tinta acrílica e algumas intervenções de oxidação\, as obras lembram o firmamento que se vê à noite — com estrelas que brilham intensamente\, cercadas por uma escuridão densa. As telas se relacionam entre si\, organizando-se em sistemas múltiplos\, com trocas e intersecções entre estrelas e poeira estelar\, como um catálogo de objetos difusos. \nNas gravuras\, Lena trabalha com oxidações sobre folhas de ouro e cobre. O processo é aleatório\, acontece sem previsão e sem projeto definido. A oxidação corrói as folhas de metal\, rasga bordas e fragmenta a superfície\, deixando no papel um quase nada trabalhado. Com a repetição\, cores e marcas vão se sobrepondo e se somando\, adensando os traços\, os grafismos e os tons — esverdeados\, dourados e amarronzados. \nSão trabalhos que funcionam como páginas\, onde escrita e desenho aparecem entrelaçados\, remetendo a um tempo de origem em que ambos eram uma só coisa. Escritas\, riscos\, rabiscos\, traços e pequenas figuras geométricas reforçam o caráter gráfico das obras\, na sobreposição entre pintura\, desenho e escrita.
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LOCATION:Galeria Gravura Brasileira\, Rua Asia\, 219 - Cerqueira César\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Individual de Arto Lindsay no auroras
DESCRIPTION:Arto Lindsay. Crédito: Marcelo Krasilcic\n\n\n\n\nO auroras apresenta a primeira exposição individual em São Paulo de Arto Lindsay\, artista e músico cuja trajetória atravessa décadas de experimentações radicais entre som\, corpo e espaço. Conhecido por sua atuação no cenário da música de vanguarda e por colaborações com importantes nomes das artes visuais – como Vito Acconci\, Matthew Barney\, Dominique Gonzalez-Foerster e Rirkrit Tiravanija – Lindsay desenvolve trabalhos visuais por meio de desfiles e outras intervenções públicas. \nA mostra\, simultaneamente rigorosa e intuitiva\, oferece um cruzamento de linguagens característico de sua prática e reafirma o compromisso com a experimentação. Instalada na casa modernista que abriga o espaço\, a mostra apresenta uma série de esculturas sonoras – mesas de diferentes tamanhos e alturas baseadas no corpo do artista. Construídas com elementos acústicos e materiais diversos\, elas criam uma paisagem que dilui as fronteiras entre escultura\, instalação e performance. E também entre o útil\, o misterioso e o simplesmente ininteligível. \nAlém das esculturas\, Lindsay apresenta outro corpo de trabalhos\, uma série de desenhos e fragmentos de linguagem gravados sobre pedras brasileiras. No andar superior\, o artista cria uma loja onde o publico pode adquirir “merch” – camisetas\, moletons e bolsas com frases e criações gráficas\, num gesto entre o irônico e o vaidoso.
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SUMMARY:"Tangências/Alumbramento" de Elisa Stecca e Willy Biondani no MIS
DESCRIPTION:Fotos abstratas de florestas tropicais com bromélias\, em exposição imersiva no MIS\, em São Paulo. Crédito: Willy Biondani \nSonhar é preciso. Em tempos difíceis\, a utopia é o que nos move. Esse é o espírito da mostra “Tangências/Alumbramento” que os artistas paulistanos Elisa Stecca e Willy Biondani apresentam\, a partir de 17/julho\, no Museu da Imagem e do Som (MIS)\, instituição da Secretaria de Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, no Jardim Europa\, na capital paulista. A exposição multiplataforma vai reunir\, num espaço de 250m2\, 30 obras inéditas da dupla\, entre fotos\, esculturas\, trabalhos têxteis e tridimensionais destacando a natureza como revelação e encantamento. \nO ponto de partida dos artistas é a biodiversidade única do Brasil. Deslumbramento que remete à carta de Pero Vaz de Caminha quando da invasão dos portugueses ao Brasil\, com a descrição maravilhada da nossa fauna\, flora\, clima e povos originários. Num ambiente mágico e lúdico\, os tons vão do salmão ao rosa e carmim\, em obras pendentes do teto\, em variações de altura que remetem a florestas imaginárias durante todo o percurso da instalação. Em obras inéditas para a mostra\, Elisa Stecca e Willy Biondani\, parceiros de longa data\, tangenciam linguagens e suportes\, utopia e razão\, fluido e concreto\, sonho e realidade. Entrelaçam trajetórias\, olhares e obras em transparências\, luzes\, cores e a alquimia dos tecidos. A ambientação sonora é assinada pelo músico\, compositor e produtor musical Cid Campos\, que cria um clima de mistério e surpresa. “Guerras\, autoritarismos\, a extrema-direita crescendo mundo afora. A realidade se mostra cada vez mais distópica e sombria. Por isso\, a mostra é um trabalho de resistência que evoca a natureza e suas dimensões poéticas\, o sonho como grande motor da alma e a criação como única alternativa em tempos de medo”\, define Willy Biondani. \nDepois de um mergulho no azul\, com a bem-sucedida exposição “Sobre o Azul”\, na Herança Cultural\, Elisa Stecca e Willy Biondani preparam novidades ao estilo imersivo do MIS. Dentre elas\, projeções entre elementos da natureza\, sensores sonoros por aproximação\, esculturas construídas em formato de vegetais híbridos e encontros improváveis\, como materiais duros e frios (pedras\, latão\, vidro) em contraste com feltros quentes. “O meu último trabalho tinha o mar como metáfora de território infinito. E agora\, nessa mostra\, a natureza também é o sopro inspirador\, com sua exuberância\, texturas e biomas”\, destaca Elisa Stecca. \nDa iluminação física à emocional\, da surpresa à descoberta. “Alumbramento”\, que tem origem no latim “alumbrare”\, significa “iluminar” ou “clarear”. Encantamento com a natureza que inspirou os artistas e que ecoa na mente durante a visita. No percurso da instalação\, há fotos abstratas de Willy Biondani de florestas e reflexos das obras de vidro de Elisa Stecca. Fotógrafo e cineasta\, Biondani soma mais de 40 anos de experiência no audiovisual. Cursou a Faculdade de Belas Artes\, em São Paulo\, começou sua carreira como fotógrafo. Viveu seis anos em Paris\, onde teve trabalhos publicados em conceituadas revistas\, como a inglesa ID\, a alemã Wienner\, e as francesas Votre Beauté e Marie Claire. Escreveu e dirigiu filmes como Nocaute (1995) e Diadorim e Riobaldo (2009). Teve seus trabalhos exibidos em galerias e mostras como: Bienal de Roma\, MASP e Ludwig Museum. Em publicidade\, recebeu prêmios no Art Directors\, Clio\, Cannes e CCSP. \nFoi justamente nesse circuito de moda que conheceu Elisa Stecca\, na década de 1980. Desde 2023\, trabalham juntos no projeto “Tangências”\, entrelaçando linguagens artísticas\, obras e trajetórias. Elisa trabalhou como produtora de moda da Folha de S.Paulo\, revista Claudia e foi editora de moda e beleza da Vogue. Cursou Direito na USP e se formou em Artes Plásticas na FAAP. Estudou joalheria com Nelson Alvim\, estilo com Marie Rucki\, do Studio Berçot\, em Paris\, e técnicas variadas em vidro na Pilchuck Glass School\, em Seattle. Nas obras e na trajetória\, Elisa catalisa e canaliza ideias em busca de materiais. Multimídia\, designer\, artista plástica\, escultora\, pintora\, retrata suas poéticas e lutas em suportes variados e inusitados\, com obras em museus e galerias nacionais (Museu de Arte Sacra\, MASP\, Centro Cultural Vergueiro) e internacionais (Museum of Contemporary Art\, Los Angeles\, The Weissman Museum of Minnesota\, Claustro de la Basílica de La Puríssima Concepción\, na Espanha). Desmistificando e simplificando os êxitos\, lançou recentemente o livro em formato de caixinha\, o Oráculo do Sucesso (Matrix Editora). \nNa coordenação e produção da mostra estão Fabio Delduque (Festival Arte Serrinha) e Veridiana Aleixo; na arquitetura\, Carlos Warchavchik e no texto curatorial\, Eder Chiodetto. Impactar pela beleza. Artistas que convidam os visitantes a verem com novos olhos a natureza e a arte. A sensibilidade é o campo de batalha.
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LOCATION:MIS\, Av. Europa\, 158 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Construindo Formas" na Aura
DESCRIPTION:Érica Magalhães\, “Sem título (lavadeira)”\, 2023. Foto: Flávio Freire \nA Aura celebra uma década de atuação no circuito das artes visuais com a abertura da exposição “Construindo Formas”\, no dia 19 de julho\, às 15h. A mostra\, que reúne obras dos quinze artistas atualmente representados pela galeria\, ocupa os dois andares do espaço expositivo e apresenta um recorte plural da produção contemporânea brasileira\, com vozes que vêm das cinco regiões do país\, além de um artista argentino e uma artista portuguesa\, refletindo a abrangência geográfica e estética que marca o DNA da Aura desde a sua abertura. \nAcompanhada do texto curatorial de Thierry Freitas\, a exposição foi concebida em dois atos. No térreo\, as intersecções entre o construído e o natural são apresentadas por meio dos trabalhos dos artistas Arivanio\, Bruno Weilemann Belo\, Cecília Costa\, Érica Magalhães\, Fernanda Valadares\, Leandro Junior\, Luiza Gottschalk\, Marcela Crosman e Rommulo Vieira Conceição. Os trabalhos\, múltiplos em linguagens\, convergem ao tangenciar temas como arquitetura\, espaço e meio ambiente. Já no andar superior\, a curadoria reúne obras de Uýra\, Fernanda Pacca\, Helô Sanvoy\, Leonardo Damonte\, Marcelo Gandhi e Renan Teles que tratam de metamorfoses atravessadas por uma visualidade psicodélica e sintética. Nas palavras de Thierry: “há um trânsito entre poéticas de transformação e alteridade (…). São trabalhos que não imaginam um mundo pós-humano como fantasia distópica\, mas como abertura para a convivência com outras formas de existência\, como a animal\, vegetal e tecnológica.” \n“Habitar um espaço\, seja ele físico\, simbólico ou sensível\, é também um gesto em transformação. Se o passado nos ofereceu os alicerces\, é no presente que escolhemos como continuar construindo. Talvez a melhor forma de responder à pergunta “para onde vamos?” seja justamente essa: seguindo juntos\, atentos ao que pulsa\, abertos ao que ainda não tem nome.” – Thierry Freitas \nA abertura da exposição contará com transporte gratuito por meio do projeto Arte Circuito\, que neste dia circulará entre diversos espaços de arte da região da Avenida Paulista\, facilitando o acesso do público à programação.
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SUMMARY:"Vai que dá zebra" de JAMAC na Galeria Vermelho
DESCRIPTION:JAMAC\, da série “Escuta”. Cortesia Galeria Vermelho\n\nDe 19 de julho a 23 de agosto\, a Vermelho apresenta Vai que dá zebra\, nova exposição individual do JAMAC. A mostra ocupa a fachada\, a banca e os dois andares da galeria com duas séries inéditas. A produção retoma e reafirma o uso do estêncil na produção das pinturas do coletivo. A técnica está na raiz do trabalho do JAMAC\, que a usa na capacitação de pessoas no bairro da Zona Sul de São Paulo e em suas produções colaborativas para exposições institucionais como Blooming Brasil-Japão\, que ocorreu no Toyota Municipal Museum of Art\, no Japão\, em 2008; e na Ocupação de seis meses que o coletivo fez no Pavilhão das Culturas Brasileiras\, em 2011 – para citar alguns. Em Vai que dá zebra\, as pinturas são produzidas a partir da combinação do estêncil com a serigrafia. \nA série Escuta propõe um inventário de convivências por meio de pinturas que sobrepõem imagens de cadeiras com significado para o coletivo. Cada composição sugere modos de estar junto — registos de encontros cotidianos e possibilidades de novas escutas. \nAposta cruza arte\, cultura popular e jogo. A série reúne pinturas feitas a partir dos 25 animais do jogo do bicho e convida colecionadores a participar de um jogo com uma das obras – a única que reúne todos os bichos. Essa pintura será sorteada entre os compradores de uma das pinturas que funcionam como bilhetes para o jogo. Ao adotar a lógica da aposta\, o JAMAC discute valor\, risco e mercado\, tendo a zebra — o resultado improvável — como símbolo central de incerteza e reinvenção. \nÉ ela quem ocupa a fachada\, marcando o ponto onde a aposta falha — ou começa de novo. \nA Ocupação JAMAC\, na Banca da Vermelho continua ativa\, agora também com itens relacionados à exposição.
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LOCATION:Galeria Vermelho\, R. Minas Gerais\, 350 - Higienópolis\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Fome do Cão" de Ian Salamente na Zipper Galeria
DESCRIPTION:Ian Salamente\, “Take me to your afago”\, 2025. Crédito: Estúdio Quadrante/Thiago Almeida\nA Zipper Galeria inaugura no dia 23 de julho\, às 19h\, a exposição Fome do Cão\, primeira individual de Ian Salamente em São Paulo.  Com curadoria de Rayssa Veríssimo\, que também foi curadora de “Do sal ao estreito” \, realizada em 2025 no Centro Cultural Correios. A mostra reúne um conjunto de pinturas que exploram os atravessamentos do cotidiano urbano a partir das margens da cidade. Entre as obras\, estão incluídos trabalhos inéditos e uma pintura premiada no 16° Salão dos Artistas Sem Galeria. \nNascido em Cabo Frio e atualmente vivendo no Rio de Janeiro\, Ian tem como ponto de partida os símbolos do cotidiano urbano. Casas protegidas por grades e muros\, bueiros\, toldos\, antenas parabólicas e camisas de futebol de várzea ganham destaque em suas telas. Em sua obra\, o que seria considerado insignificante ou irrelevante assume protagonismo e revela as contradições sociais da vida na cidade. \nA fome\, no título da exposição\, ultrapassa o campo do literal e aponta para as múltiplas urgências que atravessam a experiência urbana: por afeto\, sustento\, permanência e reconhecimento. \nAinda sobre a produção de Ian Salamente em “Fome do Cão” a  curadora Rayssa Veríssimo\, completa: \nOs cachorros que Ian pinta vivem na rua onde ele mora\, e ele frequentemente os observa enquanto se alimentam dos restos do comércio local\, ao final do dia. Retratados com marcas vermelhas\, esses cachorros estabelecem uma relação  com a iconografia de São Sebastião\, símbolo de resistência contra a fome\, representado pelas flechas em seu corpo. O cachorro\, então\, se torna uma figura de resistência que\, assim como o santo\, carrega no corpo os sinais de um sacrifício diário\, mas que insiste em sobreviver aos moinhos da cidade. \nO artista participou do 16º Salão dos Artistas Sem Galeria\, realizado pela Zipper Galeria no início de 2025\,  que tem como objetivo avaliar\, exibir e divulgar a produção de artistas plásticos que não tenham representações por qualquer galeria de arte de São Paulo e foi convidado a participar do programa da galeria a partir dessa seleção.
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