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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"Modus Operandi" de Regina Silveira no IAC
DESCRIPTION:Regina Silveira – Divulgação\n\n\n\n\nO Instituto de Arte Contemporânea-IAC apresenta a exposição “Modus Operandi” da artista Regina Silveira\, a partir do dia 22 de março de 2025 (sábado)\, das 11h às 16h\, na Consolação\, em São Paulo. \nA mostra – que tem curadoria Agnaldo Farias – professor da FAU-USP e crítico de arte\, apresenta os processos criativos e  desenvolvimento de algumas de suas obras de diferentes períodos\, além de maquetes\, desenhos preparatórios e mesmo documentários em vídeo.  O conjunto ocupa duas salas expositivas e a área do café da instituição. Alguns dos trabalhos expostos no IAC já foram vistos no Brasll\, mas outros foram obras site specific\, instaladas temporariamente em outros países como Bélgica\, Estados Unidos\, México\, Chile e Japão. A visitação gratuita segue até o dia 26 de julho de 2025. \nO evento também celebra a doação dos arquivos e documentos da artista para o IAC\, tendo como maior função a sua disponibilização para a pesquisa. A intenção primeira é mostrar como cada ideia foi desenvolvida e formulada\, além de explicitar suas sucessivas derivações\, apontando similaridades e diferenças\, ou o modo com se constitui cada série de trabalhos. “Acredito que essa exposição\, sem ser uma retrospectiva\, pode dar uma visibilidade pontual às diversas direções de meu percurso\, desde a etapa multimídia e\, passando de distorções e  projeções de sombra\, alcança a memória ao meu salto íconceitual e técnico)\, ao campo aberto das possibilidades digitais\, em obras que puderam ser totalmente feitas por outros\, e à distância\, em fachadas e interiores de espaços públicos”\, conclui a artista. O título da mostra toma como base a expressão em latim que significa “modo de operar”\, utilizada para designar uma maneira de agir\, operar ou executar uma atividade seguindo geralmente os mesmos procedimentos. \n“A artista empreende o cálculo metódico\, diligente\, exato do discurso visual; toma para si o papel milimetrado\, um dos suportes preferenciais do desenho mecânico e civil\, para traduzir ao plano bidimensional excertos do mundo tridimensional. Revira\, ajusta o desenho\, como que vai testando sua plasticidade até chegar ao ponto que lhe satisfaz. Uma vez atingido\, o trabalho muda de estado: tendo partido da compreensão da profundidade do mundo\, posteriormente reduzido a dimensão planar\, o desenho cresce novamente\, agora transposto para um tapete\, para um desenho despejado pelo chão capaz de atacar uma parede\, até aqueles que recobrem o volume de um prédio. Nesse processo\, as ausências convertem-se em presenças maiúsculas\, tão ou mais impactantes e convincentes do que os objetos\, corpos humanos\, bichos e insetos que lhes serviram de fontes”\, afirma o curador Agnaldo Farias em seu texto. \nA exposição é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea. O educativo é apoiado pelo Instituto Galo da Manhã. As atividades do IAC são amparadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura\, Governo Federal.
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SUMMARY:"Fala Falar Falares" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Imagem: Wellington Almeida\n\n\n\n\nJá parou para pensar que o simples ato de falar é um superpoder da espécie humana? Para pronunciar uma única palavra\, acionamos todo o corpo – o cérebro\, os pulmões\, as cordas vocais\, a boca. Quando o som que corta o ar encontra outra pessoa\, esta operação se completa na forma de uma conversa\, de música ou de protesto. Fala Falar Falares\, a próxima exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa\, aborda a fantástica capacidade de se manipular o som a partir do corpo\, sob uma perspectiva mais do que especial: a do português falado no Brasil e de sua variedade. Com curadoria da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e do escritor e linguista Caetano W. Galindo\, a exposição Fala Falar Falares abre para o público no dia 28 de março.Localizado na Estação da Luz\, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo. A mostra conta com patrocínio máster da Petrobras e do Grupo CCR\, por meio do Instituto CCR; patrocínio do Instituto Cultural Vale; apoio do Grupo Ultra e do Itaú Unibanco – todos por meio da Lei Rouanet. A temporada 2025 é uma realização do Ministério da Cultura. \n“Fala Falar Falares é um mosaico de vozes e sotaques que celebram a diversidade do Brasil. No Museu da Língua Portuguesa\, acreditamos que a língua é um espaço de encontro e de inclusão\, onde todas as formas de falar têm seu lugar e sua importância”\, afirma a diretora técnica da instituição\, Roberta Saraiva. A exposição tem o objetivo de fazer o público pensar no quanto é especial a capacidade de falar – e\, com a fala\, criar música\, cultura e se expressar de maneiras tão diferentes dentro da mesma língua. Daniela Thomas explica que a ideia do percurso é provocar uma autoconsciência inédita para o público. “Se tudo der certo\, o visitante deverá despertar-se para os inúmeros mecanismos e histórias envolvidas na própria ideia que faz de si mesmo\, sempre mediada pela língua que usa para pensar\, se comunicar e se identificar no mundo”. \nA primeira parte é dedicada a mostrar como o fenômeno da fala acontece dentro do corpo a partir de coisas essenciais para a vida: o ar e a respiração. “O sistema da língua ‘rouba’ órgãos que não foram feitos para a fala\, mas a gente está tão familiarizado com isso que não paramos para pensar o quanto é fascinante e maravilhoso”\, diz Caetano W. Galindo.Em uma das instalações\, os visitantes serão convidados a usar um microfone que foi calibrado para captar apenas sons de pessoas respirando – e que está ligado a uma projeção de luz que pulsa conforme este som.Outra experiência mostra imagens captadas por uma máquina de ressonância magnética\, onde é possível observar como se movimenta o interior de um corpo humano quando fala algumas frases conhecidas de canções brasileiras. Uma curiosidade é que essas imagens foram gravadas na Alemanha: a equipe da exposição descobriu a existência de um aparelho disponível e de um engenheiro brasileiro que topou se gravar enquanto entoava as frases escolhidas.Assim\, Fala Falar Falares começa a mostrara relação dos brasileiros com a língua portuguesa\, expressa na exposição como uma grande celebração das diferentes formas de se falar em todos os cantos do país. O público vai encontrar os mais diversos sotaques em diálogo com experiências participativas que são uma das marcas do trabalho de Daniela Thomas em exposições. Depois disso\, os visitantes poderão acionar com seus próprios movimentos a imagem de um corpo todo composto de informações a respeito da origem e da formação das palavras que dão nome aos nossos órgãos e membros. \nNum outro momento\, os visitantes vão se ver diante de um mapa-múndi que\, com o Brasil cravado no centro da imagem\, permite demonstrar os caminhos que certas palavras\, escolhidas em uma mesa\, tiveram que traçar até chegar ao nosso vocabulário cotidiano.“O Brasil é um caleidoscópio de diferenças”\, afirma Galindo. E isso ficará bem demonstrado em um quiz em que os visitantes vão testar se conhecem mesmo os diferentes sotaques falados pelo Brasil afora. O quiz funciona a partir de vídeos gravados com dezenas de pessoas de todo o país. O desafio é ouvi-las e tentar adivinhar de onde são. Os curadores garantem: é muito mais difícil do que parece\, demonstrando que os estereótipos sobre os sotaques brasileiros muitas vezes mascaram uma diversidade ainda maior.Em outro ponto da exposição\, o público poderá ficar no centro de uma conversa entre doze pessoas de diferentes origens que falam de sua relação com língua\, linguagem e sotaque. Em uma instalação circular\, com telas de TV que retratam\, cada uma\, um interlocutor\, os visitantes vão se surpreender com histórias de orgulho\, pertencimento\, estranhamento\, humor e também de preconceito com determinados jeitos de falar.Outra curiosidade: os diálogos foram gravados em grupos de quatro pessoas\, mas a mágica da exposição fará a conversa parecer sincronizada entre os doze participantes. A diversidade da língua portuguesa do Brasil se expressa também nos nomes dos 5.571 municípios brasileiros. Alguns deles poderão ser ouvidos nos elevadores de acesso à sala de exposições temporárias e estarão nas paredes da exposição\, formando um poema com cerca de 500 nomes selecionados por Caetano W. Galindo entre os mais curiosos e encantadores.Para os curadores a exposição deve provocar no público uma sensação de maravilhamento com a diversidade brasileira expressa através do simples ato de falar. Fala Falar Falarestem sua origem em uma experiência da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa: Falares\, no terceiro andar\, é uma coleção de depoimentos de pessoas de todo o Brasil\, de diferentes idades\, origens\, religiões\, etnias e profissões\, que falam de sua relação com a língua portuguesa. Criada para a nova exposição principal\, inaugurada em 2021\, Falares é um rico retrato da diversidade brasileira que atravessa e é atravessada pela expressão oral.
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SUMMARY:"Um galo sozinho não tece uma manhã" de Guglielmo Castelli na Mendes Wood DM
DESCRIPTION:Guglielmo Castelli\, “Moleque”\, 2024. Cortesia do artista e Mendes Wood DM. Crédito da imagem: Nicola Morittu \nMendes Wood DM apresenta Um galo sozinho não tece uma manhã\, a primeira exposição de Guglielmo Castelli no Brasil. \nPintor de Turim\, Castelli aprimorou seu ofício durante sua formação acadêmica em cenografia – disciplina que moldou sua prática pictórica\, especialmente na forma como representa espaços e interiores arquitetônicos. Embora sua estética esteja enraizada nesse contexto\, uma crítica à cultura burguesa marca seu horizonte intelectual. A superfície pictórica não é expressão de mera virtuosidade técnica\, mas um campo de batalha no qual Castelli compreende a cultura ao seu redor: o peso do legado\, a relação entre a alta cultura e o conservadorismo em contraposição ao popular\, e a possibilidade de uma ruptura total. \nA exposição toma seu título de um verso do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto: Um galo sozinho não tece uma manhã. O verso aparece em A educação pela pedra\, coletânea publicada em 1966\, quando o Brasil era governado por uma ditadura militar que reprimia artistas e intelectuais com violência crescente nos anos subsequentes. A metáfora do galo\, que só consegue anunciar a claridade da manhã se acompanhado de vários outros\, mostra-se perene – um tributo à coletividade e à colaboração\, que ressoa também com um princípio da abstração geométrica brasileira: o todo é mais do que a soma das partes. \nCastelli aborda a ideia de coletivo por meio de composições espaciais e formais\, expandindo sua prática pela primeira vez em um ambiente imersivo na galeria Mendes Wood DM em São Paulo. Uma plataforma elevada altera a percepção do espectador\, produzindo uma sensação de desorientação que corresponde às perspectivas em suas obras de grande escala. Estar acima do nível do chão cria um efeito de vertigem\, amplificando a natureza desestabilizadora das intervenções espaciais de Castelli. Os desenhos que cobrem o piso abaixo intensificam a consciência do observador acerca de sua própria corporalidade em relação às figuras contorcionistas e fragmentadas do artista. \nInspirando-se em diversas tendências abstratas\, sem se ater a uma única escola\, Castelli traça geometrias de espaços\, figuras e formas por meio de uma espécie de pareidolia (a percepção de padrões familiares em formas abstratas)\, que ele descreve como “liquefação e emergência”. Ao mesmo tempo\, transformações e tensões de caráter revolucionário se desdobram ao longo de seu processo e de suas investigações: “O exercício e a submissão ao poder” é algo que\, em suas palavras\, “nos cerca\, nos condiciona e nos molda\, quer estejamos conscientes disso ou não.” Os trabalhos mais recentes do artista traçam paralelos entre o cenário político brasileiro e debates contemporâneos na Itália\, onde o fascismo ressurgiu. \nAinda assim\, as pinturas de Castelli não apresentam narrativas políticas explícitas. Operando em um nível mais onírico\, ele sobrepõe camadas de tinta a óleo com habilidade\, criando atmosferas turbulentas que remetem à literatura gótica\, com figuras fragmentadas e contorcidas\, máscaras e membros. Diferentemente dos surrealistas\, cuja produção muitas vezes surgia do automatismo ou da exploração do subconsciente\, o método de Castelli parte da abstração e se baseia em reflexões sobre a relação entre forma e substância. Seu trabalho é um envolvimento metódico com a materialidade da pintura\, suas capacidades de distorção e seu potencial de revelar estruturas no caos. \nAs novas obras\, que refletem a primeira visita de Castelli ao Brasil\, se distinguem por uma paleta de laranja\, vermelho e amarelo. Pan de Queijo (2024) apresenta uma paisagem urbana desorientadora\, em que a arquitetura é ambígua – pode ser europeia ou colonial – e tem a perspectiva distorcida. O erro proposital na grafia de “pão de queijo” reforça a sensação de deslocamento. A figura central se encontra nesse cenário distorcido\, presa entre estruturas que\, embora familiares\, permanecem instáveis. O questionamento sistemático de Castelli acerca de sua própria herança ressurge de maneira diferente ao ser confrontado com a questão da colonialidade no Brasil. A tela parece perguntar: “Como um olhar moldado pelas convenções artísticas europeias se transforma em um contexto pós-colonial? Como um artista europeu pode abordar criticamente e reformar a cultura europeia a partir do Brasil? Como levar em conta as diferenças de perspectiva?” \nMoleque (2024) presta homenagem ao pioneiro ítalo-brasileiro do modernismo Alfredo Volpi (1896–1988). Suas Bandeirinhas significavam um modernismo ligado à cultura popular. Castelli espalha essas bandeirinhas ao redor de duas figuras – crianças brincando\, um galo e dois cães em briga – evocando uma cena de rua. Nesta obra\, as Bandeirinhas se tornam um dispositivo reproduzível\, semelhante a um grid (ferramenta onipresente do modernismo canônico)\, que também aparece em Oh after\, after (2024). Castelli emprega a Bandeirinha como o grande indicador do modernismo\, mas de um modo voltado ao popular. \nO pensamento em torno do popular surge também em sua escolha de exibir pandeiros de couro antigos\, nos quais ele pintou cenas em miniatura. Em Meia-dia (2024)\, figuras usam redes de borboletas em uma paisagem exuberante; o ato de caçar borboletas parece incongruente com o calor do meio-dia implícito na paleta quente. Meia-noite (2024) retorna a uma paleta mais escura\, retratando uma figura fragmentada em uma escada com projeções fantasmagóricas. Essas obras continuam a busca de Castelli pela relação entre substância e forma. \nUm ensaio de Sofia Gotti acompanha a exposição.
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SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Lugar Público – Muntadas" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Créditos: Alexandre Leopoldino\n\n\n\n\nExposição inédita do artista Antoni Muntadas (Barcelona\, 1942)\, “Lugar Público” convida os públicos a uma reflexão sobre os limites e as transformações dos espaços compartilhados. Em um cenário de crescente privatização e vigilância\, a exposição ocupa a Área de Convivência do Sesc Pompeia para questionar as transformações urbanas\, como a destituição do espaço público e a primazia cada vez maior desses ambientes pelo poder privado do capital\, e o direito ao acesso aos espaços coletivos\, cada vez mais escassos. \nA mostra de Muntadas se insere nesse contexto de transformação e diálogo entre passado e presente\, evocando as intenções iniciais da arquiteta. Lugar Público – Muntadas denuncia como os espaços urbanos e públicos têm sido cada vez mais marcados por divisões\, vigilância e controle\, em detrimento do encontro e da emancipação política do cidadão. \nCom curadoria de Diego Matos\, o projeto para o Sesc Pompeia traz uma ocupação da Área de Convivência da Unidade\, de caráter site-specific: são intervenções audiovisuais\, textuais e dispositivos arquitetônicos projetados para explorar os significados de “público” – audiência e espaço – e provocar reflexões a respeito do espaço urbano contemporâneo e das noções de lazer e esfera pública. \nTodos os elementos da exposição serão inéditos\, numa ativação especial da Área de Convivência\, dedicada à prática cidadã e à ludicidade do público que a acessa. Tendo em vista uma ancoragem histórica\, haverá um local de memorabília com a apresentação de mais de 50 cartazes da trajetória do artista e uma área de estudo e descanso com uma seleção especial de suas publicações. \nPara além da simples observação dos espaços urbanos\, o artista aprofunda-se nas dinâmicas de poder que os moldam\, como a vigilância\, o controle social e a privatização. “Essas questões\, muitas vezes invisíveis no cotidiano\, têm um impacto profundo na forma como as pessoas interagem com a cidade e entre si”\, ressalta o artista. \nO artista convida o público a olhar para o futuro e a questionar as dinâmicas que estão redefinindo os espaços de vivência. Muntadas desafia as estruturas que limitam a liberdade de todos e propõe uma visão mais ampla de como os espaços coletivos podem\, e devem\, ser lugares de convivência\, diálogo e participação. A exposição explora as tensões entre liberdade\, acesso e controle\, além de oferecer análise crítica de como essas forças operam nas cidades contemporâneas e nos convida a refletir sobre o papel da arte e da cultura na construção de uma sociedade mais inclusiva e democrática.
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LOCATION:Sesc Pompeia\, R. Clélia\, 93 - Água Branca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Hulda Guzmán: frutas milagrosas" no MASP
DESCRIPTION:“Come Dance?” Asked Nature Kindly\, 2019-20. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, doação Rose Setubal e Alfredo Setubal. Cortesia Alexander Berggruen\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, a partir de 11 de abril\, a exposição Hulda Guzmán: frutas milagrosas\, primeira mostra individual da artista dominicana Hulda Guzmán (Santo Domingo\, República Dominicana\, 1984) em um museu.  \nEm suas telas\, a artista subverte a tradição da pintura de paisagem ao negar sua representação exótica e idílica\, escolhendo\, ao contrário\, tratar a natureza como um território protagonista no qual todos os elementos encontram-se em relações de interdependência. Relações de afeto e os arredores do lugar onde vive são temas recorrentes em suas telas\, em que cenários tropicais e fantásticos são habitados por um elenco diverso de personagens — reais ou imaginários. Suas obras mantêm um caráter biográfico\, impregnado de humor e de um apelo onírico ou teatral. \nNo trabalho de Guzmán\, cenas nas quais humanidade\, arquitetura e natureza convivem em equilíbrio e harmonia celebram o meio ambiente ao mesmo tempo que nos convidam a refletir sobre questões urgentes\, como a crise climática e a responsabilidade humana na preservação do planeta. “Esta exposição aborda a interconexão do mundo natural com a vida coletiva e o senso de comunidade. Nossa dissociação da natureza é a principal causa do colapso climático e ecológico”\, diz a artista.  \nCom curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, a mostra tem como ponto de partida a tela Come Dance—Asked Nature Kindly [Venha dançar—convidou a natureza gentilmente]\, incorporada ao acervo do MASP em 2020\, no contexto do ciclo curatorial dedicado às Histórias da dança. A pintura retrata uma grande festa em meio a uma densa e vibrante floresta tropical\, na qual figuras humanas interagem de diversas formas: a artista abraça uma árvore\, uma criança repousa ao lado de um cachorro\, pessoas dançam\, se banham e se beijam. O título da obra reforça a reciprocidade\, pois a dança não se limita à alegria do movimento\, é também uma coreografia de interdependência\, um gesto que evidencia que a vida na Terra não pode prosperar no isolamento ou na dominação. Além deste trabalho\, a exposição também apresenta outras 17 pinturas\, entre as quais 8 são obras inéditas confeccionadas especialmente para a ocasião. \nAfora as paisagens tropicais\, a artista também produz autorretratos\, estabelecendo um diálogo direto com os ambientes ao seu redor. Embora esse caráter autobiográfico seja muito presente em seu trabalho\, suas telas também incorporam um amplo repertório de referências da história da arte\, como a arquitetura e o mobiliário modernista\, o surrealismo\, o minimalismo na pintura chinesa antiga e os ex-votos mexicanos.   \n“O trabalho de Guzmán é muitas vezes uma combinação de observação direta e colagem de figuras e personagens\, compondo cenas que transitam entre o íntimo e o inesperado. Em seus quadros\, familiares\, amigos e animais dividem espaço com personagens que ela garimpa em fontes diversas\, como pinturas de diferentes autorias\, fotos ou vídeos encontrados em redes sociais”\, afirma Amanda Carneiro.  \nRicas em detalhes\, texturas e cores\, as pinturas de Guzmán convidam o público a uma observação atenta\, revelando múltiplas camadas visuais e narrativas. A paisagem\, protagonista monumental de sua obra\, abriga cenas de interações entre diversos personagens ligadas aos prazeres\, à sociabilidade e à alegria\, evidenciando a indissociabilidade entre vida humana e natureza. Assim\, o ambiente natural emerge simultaneamente como cena e cenário\, ampliando as possibilidades de leitura desse gênero da pintura na contemporaneidade. \nHulda Guzmán: frutas milagrosas integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Mulheres Atingidas por Barragens\, Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Luiz Braga – Arquipélago imaginário" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Barqueiro azul em Manaus\, 1992. Crédito: Luiz Braga \nEm 50 anos de carreira\, o fotógrafo paraense Luiz Braga (1956) construiu um vasto arquivo composto\, sobretudo\, por fotografias de paisagens\, indivíduos\, costumes e tradições do território paraense\, feitos a partir de momentos de troca e convivência. “Desde que tenho 18 anos\, guardo as fotos que produzo. O arquivo é um espelho de tudo o que fiz em todo esse tempo”\, afirma o fotógrafo. Resultado de um processo de imersão nesse material\, a exposição Arquipélago imaginário abre no próximo sábado (12 de abril) no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424). \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Maria Luiza Meneses\, a mostra ocupa dois andares do centro cultural e reúne 258 fotografias. Desse conjunto\, 190 nunca foram exibidas\, incluindo desde fotos feitas na década de 1970\, no início da carreira de Braga\, até imagens recentes\, tiradas em 2024. Na abertura (12/4)\, às 11h\, Braga e a equipe de curadoria participam de uma conversa com o público sobre a exposição. No dia seguinte (13/4)\, dois eventos integram a programação: às 11h\, Braga e Cassundé conduzem uma visita guiada pela mostra\, e às 15h\, o grupo Tambores do Pacoval realiza uma roda de carimbó no térreo do centro cultural. Todos os eventos são gratuitos. \nNascido em 1956\, em Belém (PA)\, Luiz Braga iniciou sua trajetória como fotógrafo na década de 1970\, atuando primeiramente na área de publicidade e\, posteriormente\, trabalhando como fotógrafo autônomo. Em paralelo\, cursou arquitetura na Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1979\, realizou sua primeira exposição individual e\, a partir de então\, passou a colaborar e expor em diversas instituições. \nA exposição no IMS é dividida em nove núcleos\, evidenciando temas e elementos presentes na obra de Luiz Braga. Nas primeiras seções\, são apresentadas imagens em preto e branco\, feitas principalmente no início de sua carreira. Nos núcleos seguintes\, as fotos coloridas\, faceta mais conhecida da produção do artista\, tornam-se mais presentes\, com destaque para imagens feitas nos últimos anos na ilha do Marajó\, local de investigação do fotógrafo nos últimos 20 anos. \nNos primeiros núcleos da exposição\, a curadoria reforça a importância do vínculo do fotógrafo com os locais que registra e as pessoas que o habitam. São exibidas imagens feitas na tradicional procissão do Círio de Nazaré\, cenas do cotidiano ribeirinho\, da arquitetura das casas de palafitas\, tradicional em Belém e arredores\, ou ainda uma fotografia de uma mulher que caminha pela rodovia Transamazônica\, feita em 1996. O artista comenta seu processo de trabalho: “Tenho como metodologia visitar inúmeras vezes os locais onde fotografo\, o que faz com que me torne conhecido e possa\, conhecendo\, respeitar os códigos\, o ritmo e os costumes do lugar.” \nOutra característica central em sua obra\, evidenciada na exposição\, são as cenas do interior de residências e estabelecimentos\, numa perspectiva intimista que mostra os detalhes e objetos presentes nos lares e comércios. Cortinas\, relógios\, vasos de flores\, banquinhos e ventiladores ocupam as imagens\, remetendo a memórias\, afetos e vestígios do tempo. O universo do trabalho também é um tema recorrente\, com imagens de profissionais atuando no espaço público\, como cabeleireiros\, alfaiates\, pescadores e açougueiros. Nas fotografias\, as pessoas são documentadas nos seus espaços de trabalho\, geralmente em ação. \nEntre as séries apresentadas\, está ainda Nightvision − Mapa do Éden\, iniciada em 2006\, durante a transição da técnica analógica para digital. Braga começou a investigar a funcionalidade de fotografia noturna de sua câmera\, inicialmente em contextos de baixa iluminação\, seguindo para o uso à luz do dia. Como resultado\, obteve imagens em tons prata-esverdeados que ampliaram a pesquisa cromática. A série elabora uma visualidade fantástica sobre a Amazônia\, entre o verde militar e as nuances de sombras\, na qual a ficção das cores abre espaço para a inventividade narrativa\, em imagens oníricas e surrealistas que se contrapõem aos estereótipos geralmente associados à região. \nTambém são destaque os núcleos Retrato e Antirretrato. No primeiro\, a curadoria ressalta como os retratos produzidos por Braga diferem do formato clássico\, marcado pelo fundo neutro. Em suas imagens\, os ambientes e objetos em torno dos indivíduos são centrais para compor a cena. Roupas\, bolas de futebol\, barcos e bares são protagonistas junto aos personagens. Já a seção Antirretrato reúne fotografias em que os indivíduos aparecem geralmente de costas ou de lado\, enquanto contemplam o horizonte ou caminham imersos em seu cotidiano. \nA mostra encerra com a série de imagens da ilha do Marajó (PA)\, único núcleo com todas as fotos coloridas e o maior da exposição. Território de histórias e ancestralidade\, imerso nos saberes indígenas que regem a culinária e a língua\, a ilha tem sido o local de investigação do fotógrafo nos últimos anos\, com ênfase na forma\, na luz equatorial e na cor do arquipélago. A partir do Marajó\, Braga sistematiza uma prática assídua no seu trabalho\, focada na escuta e na oralidade\, interessada nas histórias das pessoas e dos saberes populares\, que passam a ser protagonistas. \nAo visitar a seleção\, o público também encontra uma cronobiografia\, que reconstitui a trajetória de Braga e identifica elementos centrais da construção de sua obra\, como afirma a curadoria: “A produção de Luiz Braga opera numa instância da convivência com os lugares\, mergulho na dimensão do alheio e numa prática que aciona o afeto como gesto principal. O encontro desses fatores\, somados a um fotógrafo que escolhe não apenas permanecer em sua terra natal\, mas também a elege como terreno de aprendizado\, partilha de vida e investigação\, entregam ao mundo uma obra incontornável tanto para a construção de um imaginário sobre a região quanto para a consolidação da história da fotografia paraense e brasileira.” \nEm cartaz até 31 de agosto\, a mostra conta com recursos de acessibilidade\, como pranchas táteis e audiodescrição\, além de uma programação pública\, que será anunciada em breve. Na exposição\, os visitantes poderão se aproximar do universo poético e dos lugares e personagens que habitam a produção de Luiz Braga\, como afirma em suas próprias palavras: “Esta mostra é uma grande cartografia de vidas\, mas\, antes de tudo\, é uma homenagem à fotografia. É através dela que vejo o invisível\, escuto o outro e a mim mesmo\, e abraço a vida com os olhos. […] A exposição celebra as centenas de vidas que cruzaram a minha\, os lugares acolhedores\, os saberes do povo\, a espiritualidade e a alegria que são até hoje inspiração inesgotável.”
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SUMMARY:Três exposições na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Vista da instalação “Vertebral”\, de Marcone Moreira\, ocupa o deck da instituição. Foto: Rafael Salim\nA Casa de Cultura do Parque apresenta\, a partir de 26 de abril\, três novas exposições: Vertebral\, de Marcone Moreira e Embandeirada\, de Mônica Schoenacker\, ambas em cartaz até 31 de agosto de 2025\, e a instalação Paisagens Oníricas\, de Wagner Antônio\, em cartaz até 3 de maio de 2025 e que contará com ativações ao longo do seu período expositivo. \nMarcone Moreira (1982\, Pio XII\, MA) apresenta Vertebral\, uma instalação com cerca de 600 hélices de alumínio de uma embarcação adquiridas de uma fundição artesanal amazônica\, que preserva técnicas tradicionais. A instalação integra o projeto No Deck\, em que artistas são convidados a criar obras site specific para a área externa da instituição. Dispostas em 20 metros\, as hélices com seis tamanhos distintos mimetizam o movimento de uma cobra e evocam fluxos e deslocamentos aquáticos. \nAo longo de 20 anos\, Moreira tem pesquisado materiais náuticos\, incorporando madeira e metais\, além de explorar a carpintaria naval e a fundição. Sua obra reflete um interesse pelas transformações industriais da matéria\, ligado à sua proximidade com a Mina de Carajás\, localizada no sudoeste do estado do Pará. \nO artista realizou mostras individuais em importantes instituições\, incluindo o Paço Imperial (Rio de Janeiro)\, o Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) e o Palácio das Artes (Belo Horizonte). Participou de coletivas como a Bienal das Amazônias (Belém) e “VAIVÉM” no CCBB (São Paulo\, Brasília\, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Recebeu prêmios da Funarte\, Secult-PA e Itaú Cultural\, além da Bolsa Pampulha. Suas obras integram coleções públicas em museus como o MAR (Museu de Arte do Rio)\, MAM-RJ e museus de Belo Horizonte e Belém. \nJá a artista Mônica Schoenacker (1967\, São Paulo\, SP) explora a serigrafia\, combinando processos artesanais e industriais\, para ocupar a fachada da Casa de Cultura do Parque como parte do projeto Dando Bandeira. Este último estimula artistas a criar obras em formato de bandeiras\, evocando seu simbolismo visual que representa origens\, valores e história. \nEm Embandeirada\, as peças são estampadas nas oficinas e com o apoio da equipe do Instituto Acaia\, transformando essa técnica de impressão em espaço de criação e aprendizado. A pesquisa em padrões de estamparia também integra a mostra\, investigando suas repetições e significados gráficos. Dessa forma\, Schoenacker atua na relação entre imagem\, materialidade e reprodução\, ressignificando elementos cotidianos. \nFormada pela FAUUSP e Royal College of Art\, é criadora da Sericleta\, unidade móvel de impressão serigráfica por meio da qual realizou ações em espaços públicos e no SESC. Lecionou serigrafia\, estamparia e artes em diversas instituições e\, atualmente\, trabalha no Instituto Acaia. A exposição na Casa de Cultura do Parque conta com o apoio de Gabriel Balbino\, Jeane de Jesus e Maria Vitória Ferreira Nascimento\, equipe do Instituto\, e da Gênesis Tintas. \nE\, por fim\, o artista visual Wagner Antônio apresenta Paisagens Oníricas\, instalação que será ativada por meio de uma performance a ser realizada nos dias 26 de abril e 3 de maio\, ambas às 16h. A obra foi concebida em 2020 a partir de pesquisa sobre sonhos do coletivo 28 Patas Furiosas\, do qual o artista faz parte\, e inspira-se em luminosos urbanos. \nEm vez de anúncios\, painéis\, linhas de luz\, vozes distorcidas e ruídos contam textos teatrais e poéticos formando um oráculo que narra sonhos em linguagem própria\, onde materiais são usados ritualísticamente em performance. Antônio transita entre múltiplas linguagens\, borrando as fronteiras entre teatro\, artes visuais e dança. Colabora em projetos de ópera e arquitetura e já foi indicado ao Prêmio APCA (dança) e Prêmio Shell (teatro)\, entre outros. \nAs mostras têm direção artística de Claudio Cretti\, idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo)\, realização do Ministério da Cultura\, por meio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio do Banco BV e do BTG Pactual.
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Colhi do Próprio Sonho Uma Sempre-Viva Amarela" de Jade Marra na Galeria Bianca Boeckel
DESCRIPTION:Obra de Jade Marra. Crédito: Fábio Ayrosa\n\n\n\n\n\n\n\n\nBianca Boeckel apresenta “Colhi do Próprio Sonho Uma Sempre-Viva Amarela”\, exposição individual da artista Jade Marra na galeria. Com curadoria de Priscyla Gomes e assistência curatorial de Gabriella Palmeira\, a mostra reúne pinturas recentes da artista\, desenvolvidas a partir da escuta sensível de seus próprios sonhos\, que se transformam em imagens entre o real e o onírico. \nA exposição se constrói como uma travessia íntima por composições que tratam o sonho como linguagem\, método e matéria. A cor assume protagonismo\, condensando atmosferas emocionais e símbolos inconscientes em azuis profundos\, amarelos solares e vermelhos acolhedores que habitam as telas como pulsações sensoriais. Combinando figuração e abstração\, Jade desestabiliza a lógica visual e propõe uma experiência sensorial do tempo\, da memória e do afeto. \nBacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard\, Belo Horizonte\, Jade Marra (1992) possui uma trajetória consolidada na construção de imagens que recriam uma atmosfera sensorial vivenciada em momentos de intimidade e sonho\, mas mergulha agora em uma linguagem pictórica ainda mais intuitiva\, lírica e simbólica. \nSegundo a curadora Priscyla Gomes\, “a artista investiga como o sonho pode atuar como gesto pictórico\, como cor afetiva\, como estrutura compositiva. A imagem do sonho\, aqui\, não se fixa: ela pulsa\, se dilui e se recompõe”. \nInspirado em um verso da poeta Adélia Prado\, o título da mostra evoca a beleza sutil de uma flor sonhada: uma sempre-viva amarela\, com miolo azul\, que surge do inconsciente como metáfora do próprio gesto de pintar. É a partir dessa imagem que a exposição parte para propor ao público uma escuta mais sensível do mundo — feita de intuição\, cor e silêncio.
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LOCATION:Bianca Boeckel Galeria\, R. Domingos Leme\, 73 - Vila Nova Conceição\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Jardim do MAM no Sesc" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Ivens Machado\, Sem título\, 1985. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo. Crédito: Divulgação\n\nDe 14 de maio a 31 de agosto de 2025\, o Sesc Vila Mariana recebe a exposição inédita Jardim do MAM no Sesc\, uma correalização do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Sesc São Paulo. A mostra tem curadoria de Cauê Alves e Gabriela Gotoda e reencena na entrada do Sesc Vila Mariana elementos do Jardim de Esculturas do MAM. Nela\, o público poderá apreciar obras da coleção do MAM\, entre esculturas icônicas de Alfredo Ceschiatti\, Amilcar de Castro e Emanoel Araújo\, e trabalhos que exploram críticas sociais\, como as obras de Regina Silveira\, Luiz 83 e Marepe. \nPara a presidente do MAM\, Elizabeth Machado\, a parceria com o Sesc reforça o compromisso do museu em ampliar o acesso à arte: “O acervo do MAM é um patrimônio vivo\, e essa exposição no Sesc Vila Mariana permite que um público ainda mais amplo entre em contato com obras fundamentais da nossa história\, promovendo o encontro e a reflexão sobre a arte brasileira. O Sesc é um parceiro longevo do MAM\, e essa colaboração reafirma nossa missão conjunta de ampliar o acesso à cultura.” \nOs artistas participantes da mostra são Alfredo Ceschiatti\, Amílcar de Castro\, Bruno Giorgi\, Eliane Prolik\, Emanoel Araujo\, Felicia Leirner\, Haroldo Barroso\, Hisao Ohara\, Ivens Machado\, Luiz83\, Marepe\, Mari Yoshimoto\, Márcia Pastore\, Mário Agostinelli\, Nicolas Vlavianos\, Regina Silveira\, Roberto Moriconi\, Rubens Mano e Ottone Zorlino. \nA seleção de obras inclui peças que já integraram o Jardim do MAM\, além de trabalhos do acervo do museu que dialogam com temas como natureza\, cidade e materialidade. A montagem no Sesc Vila Mariana recria a dinâmica do Jardim de Esculturas\, utilizando elementos cenográficos que evocam a topografia sinuosa do Parque Ibirapuera projetada pelo escritório do emblemático arquiteto paisagista Burle Marx\, estimulando novas interações entre corpo\, espaço e arte. \nInaugurado em 1993\, o Jardim de Esculturas do MAM marca uma iniciativa que reavivou a coleção do museu em um espaço próprio\, gratuito e de grande circulação de pessoas. “Ao propor uma espécie de reencenação do Jardim do MAM na Praça Externa do Sesc Vila Mariana buscamos elaborar a ideia de que\, assim como o espaço do jardim no Parque Ibirapuera\, o espaço do Sesc funciona como um centro de encontros urbanos”\, diz Cauê Alves. “A exposição inclui obras da coleção do MAM que se relacionam\, por diferentes vias\, com a natureza\, o corpo\, a cidade\, a materialidade\, e com linguagens que expressam algumas das tensões inescapáveis à sociedade.”\, completa o curador. \nA proposta da exposição do Jardim do MAM no Sesc Vila Mariana é estimular essa relação entre corpos\, obras e espaço\, transformando a Praça Externa da unidade em um território de circulação\, experimentação e descoberta. Sem a pretensão de emular o paisagismo do parque\, a cenografia do projeto recria as curvas e volumes que marcam o jardim original\, propondo um ritmo espacial entre as esculturas. Para Gabriela Gotoda\, curadora da exposição ao lado de Cauê Alves: “Se o princípio mais original e autêntico da arte moderna é de que ela se aproxima da vida\, um museu que se dedica a colecioná-la e atualizá-la no seu tempo presente deve continuamente se esforçar para oferecer aos públicos possibilidades de fruição que não os distanciam das suas realidades\, e sim vão de encontro a elas.”
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SUMMARY:"Frans Krajcberg: reencontrar a árvore" no MASP
DESCRIPTION:Frans Krajcberg\, “A flor do mangue”\, c. 1970. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)\, Salvador\, Brasil. Foto: Autoria desconhecida\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 16 de maio a 19 de outubro\, a exposição Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. A mostra reúne mais de 50 obras — entre esculturas\, relevos\, gravuras e pinturas — de grandes dimensões e formatos que desafiam o convencional\, refletindo tanto o apreço do artista pela natureza brasileira quanto seu engajamento crescente com a denúncia das agressões ao meio ambiente. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta um panorama abrangente da produção de Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921–2017\, Rio de Janeiro\, Brasil). Pioneiro na integração entre arte e ecologia\, o artista se destacou por evidenciar questões ambientais no Brasil. Ao longo de sua trajetória\, desenvolveu pesquisas artísticas ramificadas em eixos temáticos\, como samambaias\, florações\, relevos e sombras. Essas investigações culminaram em obras criadas a partir de cipós\, raízes\, resquícios de troncos e madeira calcinada\, além de pigmentos naturais\, com os quais ele compõe o corpo de sua obra. \nKrajcberg rompeu com a tradição escultórica ao empregar elementos orgânicos e estruturas naturais como matéria-prima e suporte\, desafiando os limites entre representação e figuração\, além de fundir os campos da pintura\, escultura e gravura. A flor do mangue\, circa 1970\, composta por madeira residual de árvores de manguezal e pigmentada com piche\, reflete essa abordagem. Com sua grande escala e forma retorcida\, a obra sensibiliza o observador para a vulnerabilidade e a resistência do ecossistema dos manguezais. \n“De certa forma\, a escultura é a própria árvore\, ainda que resultante da justaposição de diferentes elementos naturais. A arte\, para Krajcberg\, precisa sair dos limites da moldura e reencontrar a natureza. Ele se afasta progressivamente da ideia de representar o mundo natural para incorporá-lo como corpo da obra. O caráter de denúncia emerge como um desdobramento natural desse processo\, conforme Krajcberg percebia o potencial da arte de sensibilizar e comunicar sua luta ambiental”\, comenta Laura Cosendey. \nEm 1978\, durante uma expedição pela Amazônia\, Frans Krajcberg experiencia o que chamou de “choque amazônico” diante da exuberância da floresta equatorial. Anos depois\, uma nova viagem — desta vez ao Mato Grosso — expõe o artista à devastação provocada pelas queimadas\, marcando uma virada em sua trajetória\, em que a natureza\, além de ser inspiração\, se torna causa a ser defendida. A expressão “reencontrar a árvore”\, presente em suas reflexões\, resume esse retorno da arte à natureza como fonte de criação e consciência ecológica. \nFrans Krajcberg: reencontrar a árvore integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Abel Rodríguez\, Claude Monet\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas\, Mulheres Atingidas por Barragens e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"A Ecologia de Monet" no MASP
DESCRIPTION:Claude Monet\, “Ponte de Waterloo”\, 1903\, McMaster University\, McMaster Museum of Art\, doação Herman H. Levy\, 1984\, Hamilton\, Canadá. Foto: Robert McNair\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia a exposição A Ecologia de Monet\, apresentando uma leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza\, as transformações ambientais\, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza. A exposição apresenta obras que perpassam grande parte da carreira do artista — das décadas de 1870 até 1920 —\, revelando diferentes momentos de sua relação com a paisagem e com o meio ambiente. Em cartaz de 16 de maio a 24 de agosto de 2025\, a exposição reúne 32 pinturas do impressionista francês\, sendo a maioria inédita no hemisfério sul. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Fernando Oliva\, curador\, MASP\, e com assistência de Isabela Ferreira Loures\, assistente curatorial\, MASP\, a exposição aborda diferentes aspectos da relação de Monet com a ecologia em cinco núcleos: Os barcos de Monet; O Sena como Ecossistema; Neblina e Fumaça; O Pintor como Caçador; Giverny: Natureza Controlada.   \n“É inegável que o artista teve um olhar atento para as transformações ambientais de seu tempo\, documentando desde a industrialização crescente até fenômenos naturais\, como enchentes e degelos. No entanto\, a relação de Monet com a ecologia da época era outra\, muito diferente das dimensões atuais do termo\, tanto no campo das ciências do clima como no da história da arte. Ainda assim\, é possível traçar leituras contemporâneas sobre o seu trabalho\, especialmente se considerarmos a força e o impacto que sua obra segue exercendo na sociedade”\, afirma Fernando Oliva. \nO núcleo “O Sena como Ecossistema” aborda a água como um motivo constante na produção do artista\, que cresceu na cidade do Havre\, no norte da França\, onde o rio Sena deságua no Oceano Atlântico. Ao longo da vida\, Monet percorreu grande parte dos 776 km do rio e seus afluentes\, desenvolvendo uma relação profunda com as paisagens fluviais\, que também expressam os hábitos sociais e o processo de industrialização. Na mostra\, a importância do Sena para a vida e a obra do artista também é representada em um painel expográfico curvo que simboliza o percurso do rio.  \nO curso d’água também tem destaque no núcleo “Os barcos de Monet”\, no qual o impressionista apresenta o afluente do rio Sena em uma imersão. As barcas são mostradas de pontos de vista elevados\, eliminando\, assim\, a noção de uma linha do horizonte. A correnteza do rio é destacada por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde intenso. \nO núcleo “Neblina e Fumaça” discute como Monet representou as transformações urbanas e industriais de seu tempo. A energia a vapor\, as fábricas em expansão\, a produção de carvão e as rápidas mudanças nos meios de produção modificaram o horizonte das cidades do século XIX\, fazendo com que as torres das igrejas passassem a competir com as chaminés na paisagem urbana. Os trabalhos em que o artista retrata as pontes de Waterloo e de Charing Cross\, de Londres\, são emblemáticos\, pois dão a ver a forma como Monet explorou a perspectiva atmosférica com cores e pinceladas singulares\, conferindo espessura à neblina e evidenciando o ar carregado pela fumaça liberada pelas indústrias instaladas às margens do rio Tâmisa. \n“O Pintor como Caçador” parte das longas caminhadas de Monet à procura de boas vistas as quais pintar ou\, como ele próprio dizia\, boas “impressões”. Se no início de sua produção o artista se limitava a áreas de fácil acesso\, especialmente após os anos 1880 passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais. Nesse núcleo também são apresentadas pinturas de Monet realizadas em suas viagens pela costa francesa —Normandia\, Bretanha e Mediterrâneo —\, além de passagens por outros países\, como a Holanda.  \n“Giverny: Natureza Controlada” apresenta obras como A ponte japonesa (1918–1926) e A ponte japonesa sobre a lagoa das ninfeias em Giverny (1920–1924)\, concebidas pelo pintor no refúgio que criou nos jardins de sua propriedade na cidade de Giverny\, onde viveu por mais de quatro décadas. Esse núcleo faz uma reflexão sobre a paixão de Monet por seus jardins\, que também pode ser analisada como um desejo de controlar e moldar a natureza.  \n“A exposição reflete uma relação complexa do pintor com a paisagem natural e o meio ambiente. Em suas pinturas coexiste um elogio ao meio ambiente e uma tentativa de organizá-lo\, de contê-lo”\, conclui Oliva. \nA Ecologia de Monet integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Hulda Guzmán\, Mulheres Atingidas por Barragens\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
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SUMMARY:"Viúvas\, Órfãos e Peregrinos" de Henry Krokatsis na Galeria Leme
DESCRIPTION:Henry Krokatsis\, “Antiphony”\, 2025. Divulgação Galeria Leme \nA Galeria Leme apresenta “Viúvas\, Órfãos e Peregrinos”\, exposição individual do artista britânico Henry Krokatsis\, em cartaz de 17 de maio a 16 de junho de 2025. A abertura acontece no sábado\, 17 de maio\, às 14h. Com 11 obras do artista\, a mostra marca seu retorno ao Brasil após doze anos. \nEm “Viúvas\, Órfãos e Peregrinos”\, Krokatsis traz ativamente os marginais para o centro. O próprio título alude àqueles frequentemente relegados à periferia da sociedade\, ao mesmo tempo em que faz referência a um segundo significado: na diagramação tipográfica\, chamam-se “viúvas” e “órfãos” as linhas ou palavras que se separam do corpo principal do texto. \n\nA obra de Krokatsis convida à reavaliação de materiais que são\, por si próprios\, descartes. Trabalhando principalmente com espelhos encontrados—geralmente adquiridos em lojas de segunda mão e feiras de antiguidades—o artista busca reinterpretar\, reposicionar e revalorizar objetos que\, metaforicamente\, “perderam seu brilho”. \nKrokatsis se interessa pelos paralelos entre a história do mundo moderno e a dos espelhos\, especialmente nos ciclos de obsolescência e desvalorização material. A fabricação de espelhos já foi um ofício místico\, profundamente ligado à ciência e à astronomia. No entanto\, durante o século XX\, técnicas artesanais foram rapidamente substituídas por métodos baratos e industrializados. A introdução generalizada de espelhos nos lares britânicos\, na segunda metade do século passado\, banalizou aquilo que já foi símbolo de luxo e status. O que antes era um objeto de prestígio tornou-se uma superfície comum—que mancha facilmente e frequentemente acaba descartada em depósitos e brechós. Ao incorporar esses objetos em suas obras\, o artista prolonga seu ciclo de vida e lhes atribui novo valor. Esses espelhos\, muitas vezes imperfeitos\, são tratados como pinturas\, sendo cortados e moldados para formar novas realidades visuais. \nO verso do espelho é outro elemento compositivo importante. Como explica o artista\, os espelhos são produzidos com uma camada de prata selada atrás de uma placa de vidro\, criando a superfície reflexiva. Seus fundos são então cobertos com diversos materiais práticos\, revelando uma gama surpreendente de cores—do laranja cádmio aos marrons e vermelhos acobreados\, até azuis metálicos. Ao ativar o lado “inútil” do objeto descartado\, Krokatsis revela uma narrativa diferente—vinculada à espiritualidade e à proteção. \nNo entanto\, Henry Krokatsis convida o espectador a olhar de novo\, a olhar por trás da cortina\, a atribuir valor ao que foi deixado de lado. Ao usar espelhos para propor essa reflexão\, ele aponta para a presença de nuances e significados naquilo que se passa despercebido\, à margem da vida cotidiana.
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LOCATION:Galeria Leme\, Av. Valdemar Ferreira\, 130 - Butantã\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Silver" de Leticia Ramos na Casa Iramaia
DESCRIPTION:Leticia Ramos\, “Risco II”\, 2018. Cortesia da artista e da Mendes Wood DM\, São Paulo\, Bruxelas\, Paris\, Nova York. Foto: Everton Ballardin \nLeticia Ramos apresenta Silver\, um conjunto de trabalhos que ocupa uma sala da Casa Iramaia e investiga a trajetória da luz em relação às superfícies materiais\, às paisagens e aos panoramas cósmicos. Neles\, Ramos recorre aos recursos do laboratório fotográfico e da cameraless para encenar um encontro entre aparelhos técnicos e o contingente\, produzindo imagens que operam entre a presença espectral e a inscrição material. Composições luminosas tensionam visibilidade e escuridão\, funcionando como esquemas que desafiam paradigmas de representação e refletem a preocupação da artista pelas possibilidades ainda pouco exploradas na intersecção entre arte e ciência. Sua prática se desenvolve por meio de projetos extensos\, com forte afinidade com o cinema experimental\, tanto no uso do suporte material\, nas qualidades ópticas\, quanto na atenção à duração\, à encenação e à organização dos eventos. Essas investigações\, expressas como séries interconectadas\, se desdobram por meio de experimentação meticulosa e resultam de pesquisas contínuas realizadas em seu ateliê em São Paulo.  \nEm superfícies arranhadas\, feixes de luz emergem como intrusões ou sujeitos furtivos no campo fotográfico. As obras valorizam operações detalhadas e elementares\, como cortar\, colar e riscar\, transformando-as em deformações da convenção fotográfica. A artista abraça os desafios dos processos analógicos e transforma a indeterminação técnica em potência criativa. Ramos descreve seu processo como “uma reflexão” sobre o que acontece no ateliê\, onde cada obra carrega simultaneamente “uma força” e existe “dentro de certa precariedade dos efeitos especiais analógicos”. Sua pesquisa assume a contingência tanto como limitação quanto como possibilidade.  \n“Cada fotografia da exposição é produzida de uma maneira diferente\, mas todas têm origem no laboratório de fotografia analógica”\, explica a artista. “O papel fotossensível contém uma superfície prateada fixada em gelatina que cobre toda a folha. Quando essa prata recebe luz\, ela oxida e escurece”. As obras empregam diversas técnicas: desde Silver\, com seus negativos construídos criando composições de sombras\, até White Noise\, gerado pela trajetória matemática de um pêndulo de luz movido pela gravidade\, e Riscos\, que funde projeção com intervenção direta. São fotografias sem câmera\, únicas\, construídas de forma semelhante ao desenho\, usando luz e sombra para criar esses ambientes”. Coletivamente\, as obras examinam o caminho da luz tanto no espaço quanto na fotografia.   \nAo pensar seu trabalho como “paisagens fictícias e impossíveis” em constante construção\, literalmente inscritas por meio do contato físico\, Ramos questiona a autoridade histórica da imagem técnica e revela seu potencial ainda inexplorado. Os motivos recorrentes de horizontes sugerem territórios que oscilam entre a documentação empírica e a projeção psíquica\, onde procedimentos metódicos se encontram com a força\, por vezes explosiva\, da especulação artística.
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SUMMARY:"Design e cotidiano na coleção Azevedo Moura" no Museu do Ipiranga
DESCRIPTION:Fôrmas de louça em diferentes formatos. Créditos: © DelRe Stein/VivaFoto\n\n\n\n\nMóveis\, utensílios domésticos\, ferramentas de trabalho\, fotografias e materiais gráficos. Estes são alguns dos objetos escolhidos ao longo de seis décadas pela dupla de colecionadores Calito e Tina. Apresentados na exposição Design e cotidiano na coleção Azevedo Moura\, em cartaz no Museu do Ipiranga\, a partir de 27 de maio\, o conjunto valoriza a produção manual e os vínculos afetivos com objetos do dia a dia. \nCom curadoria da historiadora de design Adélia Borges\, o projeto reúne 930 itens adquiridos ao longo de décadas\, desde meados de 1960\, nos estados do Rio Grande do Sul\, Santa Catarina e Paraná. São objetos produzidos por imigrantes europeus no sul do Brasil entre a segunda metade do século 19 e o início do século 20. A coleção representa o imaginário social e o dia a dia de imigrantes alemães e italianos e revelam aspectos pessoais do universo doméstico de pessoas que buscavam construir uma nova vida. As obras conjugam as lembranças\, as técnicas e os costumes trazidos pelos imigrantes de sua terra natal\, de um lado\, e as condições e materiais que encontraram na terra de adoção\, de outro. \nPassando por questões como habitação\, religiosidade\, marcenaria e culinária\, os objetos apresentados denotam como uma mesma tipologia de artefato pode ter diferentes feições\, carregando aspectos afetivos e emocionais. Trata-se de uma escolha dos colecionadores\, que optaram por valorizar o trabalho manual contrapondo-se à lógica industrial de produção de peças idênticas em massa. \n“A maioria desses objetos não tem valor pecuniário em si. Eles não são itens que se encontram em antiquários\, valorizados por sua equivalência monetária. A maior parte é rudimentar e remete à nossa raiz rural. A urbanização do Brasil é recente\, então essas peças suscitam relações fraternas\, tradições geracionais e memórias afetivas”\, afirma Borges. \nNo Museu do Ipiranga\, a exposição ganha uma roupagem diversa e ao mesmo tempo complementar à proposta curatorial das exposições de longa duração. Enquanto as peças aqui apresentadas revelam aspectos da cultura e da identidade dos imigrantes\, o conjunto também carrega os desejos de quem coleciona e\, mais do que uma preocupação com dados históricos\, sobressai a valorização dos significados afetivos. \n“Colecionar é uma forma de escolher objetos e criar um mundo próprio\, baseado nos desejos de quem coleciona. A coleção está ligada à realidade\, mas não a reproduz exatamente”\, afirmam os professores David Ribeiro e Vânia Carvalho\, curadores institucionais.  \nDividida em dez núcleos temáticos e uma sala de vídeo\, a exposição enfatiza a beleza e o design de peças que não foram criadas para a elite\, mas sim para pessoas comuns\, que contribuíram com a formação de uma memória coletiva baseada em trocas culturais. Ao entrar em contato com a coleção\, o público poderá reconhecer elementos que talvez façam parte de suas próprias histórias. Essa identificação acontece porque\, por ser cotidiano\, o acervo pode ganhar significados pessoais para cada visitante. \nO primeiro núcleo da exposição\, intitulado Pode entrar que a casa é sua\, mostra como os imigrantes artesãos utilizaram a abundância de árvores locais para produzir técnicas de marcenaria diferentes das empregadas na Europa. Com madeiras propícias para a construção (como cedro\, cabriúva e canjerana)\, eles aproveitaram os grandes lotes de terras para tratar a lenha com maestria\, muitas vezes esculpindo portas com requinte de detalhes. Essa mesma diversidade aparece também em As várias formas do sentar\, que apresenta cadeiras e bancos produzidos pelas duas comunidades europeias. Ora com ornamentos\, ora mais rústicos\, estes itens revelam o valor simbólico e funcional do mobiliário no cotidiano\, incluindo o tradicional cavalinho de madeira -símbolo do sentar-se lúdico e do afeto familiar entre crianças e adultos. \nEm Preparar e servir o pão de cada dia\, são exibidos utensílios destinados ao preparo de alimentos ou ao esmero em servi-los. A culinária\, uma das mais fortes expressões de identidade cultural de um povo\, reflete os hábitos alimentares de cada nação e traduzindo- se também nos apetrechos criados para o preparo das receitas. Já em Mande notícias do mundo de lá\, cartões postais trazem cenas românticas que idealizam o continente deixado para trás. Paisagens floridas\, crianças e corações aparecem nessas imagens como cenas de lazer e de correspondência entre os dois universos. Nos ditados de parede da tradição alemã expostos em Lar\, doce lar\, outras ilustrações simples destacam a importância da união familiar e da confiança em Deus para a harmonia doméstica. São elementos gráficos como corações e flores\, que acompanham frases escritas muitas vezes em letras góticas. \nO núcleo O céu que nos protege apresenta como a religiosidade católica estava presente nas famílias italianas\, seja por meio de reproduções de pinturas sacras ou pequenos oratórios. Ele demonstra como nos lares germânicos havia protestantes e católicos\, enquanto entre os italianos o catolicismo era dominante. Grafias de época\, por sua vez\, exibe peças de comunicação gráfica como folhetos publicitários que divulgavam mercadorias. São peças que representam o imaginário social do período\, tais como os cartões postais e as fotografias.  \nNoivas de preto destaca o costume de noivas que se casavam vestidas de preto. De acordo com muitos historiadores\, essa tradição seria uma forma de protestar contra “jus primae noctis”\, isto é\, o direito do senhor feudal de ter a primeira noite. Além da memória dessas mulheres\, na coleção Azevedo Moura\, a lembrança da infância também se faz presente. Em Infância nas colônias\, é possível observar os costumes e a criação das crianças – que seguia a cultura ocidental burguesa – por meio de brinquedos\, fotografias e materiais escolares. \nPor fim\, em Ferramentas do fazer\, é apresentado o serviço de marceneiros\, ferreiros\, oleiros\, pedreiros\, sapateiros\, alfaiates e farmacêuticos. Os artefatos mostram a realidade muitas vezes precária dos trabalhadores\, além de como eles acompanharam a transformação de matérias primas ao longo dos anos. \nUma parte da coleção foi apresentada na mostra Artefatos do Sul – Legados da Imigração Alemã e Italiana\, realizada em 2024\, em Porto Alegre\, em celebração aos 200 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul e aos 150 anos da imigração italiana no Brasil. A exposição teve seu encerramento antecipado devido às enchentes que atingiram o estado. Agora\, a coleção pode ser observada sob a ótica do colecionismo\, que convida à reflexão sobre o papel da cultura material na formação de identidades. \nA exposição tem entrada gratuita e está instalada no salão de exposições temporárias\, um espaço moderno\, acessível e climatizado\, com 900m2\, localizado no piso jardim\, o pavimento mais recente do Museu do Ipiranga.
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SUMMARY:"Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil" no CCBB SP
DESCRIPTION:Cristina Salgado\, “Mulher TV”\, da série Família Materialista\, 1982 @ Wilton Montenegro \nA grande exposição “Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo a partir do dia 28 de maio de 2025. Com Raphael Fonseca como curador-chefe\, e Amanda Tavares e Tálisson Melo como curadores-adjuntos\, a mostra\, apresenta cerca de 300 obras de mais de 200 artistas de todas as regiões do país\, mostrando um amplo panorama das artes brasileiras na década de 1980. Completam a mostra elementos da cultura visual da época\, como revistas\, panfletos\, capas de discos e objetos icônicos\, ampliando a reflexão sobre o período. \nO projeto é patrocinado pela BB Asset\, gestora de fundos do Banco do Brasil\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mário Perrone\, diretor comercial e de produtos da BB Asset\, destaca que a responsabilidade da gestora vai além da administração de ativos. “Patrocinar a exposição ´Fullgás´ reforça nosso compromisso com o futuro\, investindo não apenas em resultados\, mas também naquilo que transforma uma sociedade: a cultura e arte. Como a maior gestora de fundos do Brasil\, temos a honra de contribuir para a preservação do legado cultural do país\, inspirando novas gerações e promovendo um Brasil mais vibrante e consciente da sua rica história e expressão artística. Este é o tipo de investimento que gera valor para todos.” \n“Fullgás”\, assim como a música de Marina Lima\, deseja que o público tenha contato com uma geração que depositou muito de sua energia existencial não apenas no fazer arte\, mas também em novos projetos de país e cidadania. Uma geração que\, nesse percurso\, foi da intensidade à consciência da efemeridade das coisas\, da vida”\, afirmam os curadores.   \nA exposição ocupará todo prédio histórico do CCBB São Paulo e será dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: “Que país é este” (1987)\, “Beat acelerado” (1985)\, “Diversões eletrônicas” (1980)\, “Pássaros na garganta” (1982) e “O tempo não para” (1988). Na rotunda do CCBB haverá uma instalação do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes\, com um grande balão feito especialmente para a mostra. “O balão é um objeto efêmero\, que traz uma questão festiva\, de cor e movimento”\, explica a curadoria. No espaço do programa educativo\, uma banca de jornal com revistas\, vinis\, livros e gibis publicados no período\, com fatos marcantes da época\, fará o público entrar no clima da exposição. \nA mostra aborda o período de forma ampla\, entendendo que seus questionamentos e impulsos começaram e terminaram fora do marco temporal de dez anos que tradicionalmente constitui uma década. Desta forma\, a exposição abrange o período entre 1978 e 1993\, tendo como marcos o final do Ato Institucional 5 e o ano posterior ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. “Consideramos para a base de reflexões este arco de quinze anos e todas as suas mudanças estruturais e culturais para pensarmos o Brasil: do fim da ditadura militar ao retorno a uma democracia que\, logo na sequência\, lidará com o trauma de um impeachment”\, contam os curadores\, que selecionaram para a exposição obras de artistas cujas trajetórias começaram neste período. \nNas artes visuais\, a Geração 80 ficou marcada pela icônica mostra “Como vai você\, Geração 80?”\, realizada no Parque Lage\, em 1984. A exposição no CCBB entende a importância deste evento\, trazendo\, inclusive\, algumas obras que estiveram na mostra\, mas ampliando a reflexão. “Queremos mostrar que diversos artistas de fora do eixo Rio-São Paulo também estavam produzindo na época e que outras coisas também aconteceram no mesmo período histórico\, como\, por exemplo\, o ‘Videobrasil’\, realizado um ano antes\, que destacava a produção de jovens videoartistas do país”\, ressaltam os curadores. Desta forma\, “Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil” terá nomes de destaque\, como Adriana Varejão\, Beatriz Milhazes\, Daniel Senise\, Leonilson\, Luiz Zerbini\, Leda Catunda\, entre outros\, mas também nomes importantes de todas as regiões do país\, como Jorge dos Anjos (MG)\, Kassia Borges (GO)\, Sérgio Lucena (PB)\, Vitória Basaia (MT)\, Raul Cruz (PR)\, entre outros.  Para realizar esta ampla pesquisa\, a exposição contou\, além dos curadores\, com um grupo de consultores de diversos estados brasileiros. \nAlém das obras de arte\, a exposição trará\, ainda\, diversos elementos da cultura visual da década de 1980\, como revistas\, panfletos\, capas de discos e objetos\, que fazem parte da formação desta geração. “Mais do que sobre artes visuais\, é uma exposição sobre imagem e as obras de arte estão dialogando o tempo inteiro com essa cultura visual\, por exemplo\, se apropriado dos materiais produzidos pelas revistas\, televisões\, rádios\, outdoors e elementos eletrônicos. Por isso\, propomos incorporar esses dados\, que quase são comentários na exposição\, que vão dialogando com os elementos que estão nas obras de fato”\, ressaltam Raphael Fonseca\, Amanda Tavares e Tálisson Melo. \nReceber essa exposição reforça o papel do Centro Cultural Banco do Brasil como espaço estratégico de valorização da memória cultural brasileira e de democratizar o acesso à arte\, oferecendo ao público uma oportunidade única de revisitar um período fundamental de transição política\, social e estética no Brasil\, sob uma perspectiva abrangente e descentralizada. Sua presença no CCBB SP\, não apenas amplia o alcance e o impacto da exposição como também reafirma o compromisso do Banco do Brasil com a promoção da diversidade artística nacional\, contribuindo para a construção de um olhar crítico e plural sobre a história recente do país. \n“Fullgás”\, que já foi um grande sucesso no CCBB Rio de Janeiro e no CCBB Brasília\, fica em cartaz no CCBBSão Paulo de 28 de maio a 4 de agosto de 2025. Em seguida\, será exibida no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte\, de 27 de agosto a 17 de novembro de 2025.
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SUMMARY:"Um céu para caber" de Miguel Afa na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Miguel Afa\, “O dia que o abraço criou o mundo”\, 2025. Copyright O Artista \nA Gentil Carioca apresenta Um céu para caber\, primeira exposição individual de Miguel Afa em São Paulo. Com texto de apresentação da curadora e pesquisadora Lorraine Mendes\, a mostra reúne um conjunto inédito de pinturas que exploram os limites e as expansões do afeto como experiência estética e política. O céu\, aqui\, surge como metáfora de amplitude e possibilidade: lugar de acolhimento\, respiro e entrega. \nMiguel Afa (n. 1987\, Rio de Janeiro\, Brasil) iniciou sua trajetória artística em 2001\, por meio do graffiti\, nas ruas do Complexo do Alemão\, onde nasceu e cresceu. Mais tarde\, formou-se pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Sua obra propõe uma reconfiguração poética da imagem do corpo periférico\, contrapondo os estigmas da marginalização com cenas que evocam afeto\, cuidado e resistência. Através de uma paleta cromática enigmática — que não ameniza\, mas adensa a narrativa — Afa constrói cenas que\, ao mesmo tempo\, revelam o visível e o invisibilizado. Em sua pintura\, cor é discurso: esmaecer não é apenas gesto técnico\, mas ato de lembrança e posicionamento. \nEm Um céu para caber\, cada pintura é entregue como quem oferece uma dedicatória — à pintura\, à vida\, e às histórias que nela fazem figura. “Miguel Afa nos apresenta um conjunto de obras que versam sobre os limites daquilo que podemos chamar de amor. Se todos e cada um temos direito ao afeto\, ao contato e às nuances de sentimentos que desabrocham ao se relacionar\, o céu representa algo infinito\, ilimitado\, fecundo de possibilidades”\, explica Lorraine Mendes. \nA exposição continua no andar superior da galeria com uma seleção de obras inéditas que abordam temas ligados à intimidade e ao erotismo a partir de uma perspectiva sensível e crítica. Em função do conteúdo\, essa parte da mostra terá classificação indicativa de 18 anos\, respeitando as orientações para visitação de públicos diversos.
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SUMMARY:"Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Pietrina Checcacci\, “Dinheiro”\, das série O povo brasileiro (detalhe)\, 1967. Foto: Jaime Aciolo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70\, na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. A exposição reúne 250 obras de mais de 100 artistas\, muitas delas expostas juntas pela primeira vez\, proporcionando uma visão abrangente sobre a arte do período. Com curadoria de Pollyana Quintella e Yuri Quevedo\, a mostra se divide em temas que remontam aos grandes acontecimentos do período\, como o surgimento da indústria cultural\, a ruptura democrática e transformações sociais de diversas ordens. Podem ser vistos trabalhos de Wanda Pimentel\, Romanita Disconzi\, Antonio Dias e muitos outros. O público poderá ainda vestir e experimentar os famosos parangolés de Hélio Oiticica. \nEm um contexto de industrialização e turbulências políticas – Guerra Fria e ditadura civil-militar –\, a produção artística nacional lida de maneira contestadora e irreverente com a massificação da cultura promovida pela televisão e os grandes veículos da imprensa e da publicidade. A partir da década de 1960\, uma série de tendências figurativas internacionais ganham espaço no debate artístico nacional. Dentre essas tendencias está a Arte Pop\, original do Reino Unido\, mas que ganhou fama nos Estados Unidos por meio de figuras célebres com Andy Warhol\, Roy Lichtenstein\, Jasper Johns e Robert Rauschenberg. Entretanto\, enquanto esses artistas trabalhavam a linguagem em um contexto de país desenvolvido\, industrializado\, e com uma produção massificada\, artistas brasileiros lidavam com um cenário de subdesenvolvimento e desigualdade em que tinham de elaborar o trauma de uma sociedade oprimida pelo regime militar. \n“A exposição lida com um momento da história do país que ainda hoje ressoa em nosso cotidiano. Olhar para essa produção é importante para entender o início da arte contemporânea entre nós\, e também as questões disparadoras de muitos dos debates da atualidade. E\, diante da reunião dessas obras\, podemos entender a força coletiva dos artistas de uma geração que trabalhou para denunciar\, protestar e sonhar com uma nova sociedade”\, afirmam os curadores. \nSobre a exposiçãoO interesse dos artistas pela rua\, fruto do desejo de ocupar espaços mais diversos e menos institucionalizados\, marcou uma série de eventos nos últimos anos da década de 1960 e no início dos anos 1970. Entre eles\, figura o “Happening das Bandeiras”\, realizado em 1968 na Praça General Osório\, em Ipanema\, no Rio de Janeiro\, que reuniu artistas como Nelson Leirner\, Flávio Motta\, Hélio Oiticica\, Carmela Gross e Ana Maria Maiolino. Na ocasião\, eles expuseram bandeiras serigrafadas em praça pública promovendo uma ocupação coletiva do espaço público\, em busca de um acesso mais amplo e democrático para as artes visuais. O conjunto de bandeiras originais abre a exposição na Grande Galeria. \nNa sequência\, há trabalhos que tratam de uma indústria cultural em formação no Brasil\, exibindo estrelas da música popular brasileira\, graças aos festivais televisivos\, em meio à febre da corrida espacial\, que transformou astronautas em “ícones pop” e transmitiu imagens ao mundo do grande marco histórico que foi a chegada do homem à Lua. Grandes nomes do período estão reunidos\, como Nelson Leirner\, com seu altar para o rei Roberto Carlos\, na obra Adoração (1966)\, Claudia Andujar\, que fotografou Chico Buarque em 1968\, Flávio Império\, que retratou Caetano Veloso em Lua de São Jorge (1976)\, o artista popular Waldomiro de Deus\, com seus foguetes característicos\, Claudio Tozzi\, com as obras Bob Dylan (1969)\, Guevara (1967)\, além de seus astronautas que marcaram a iconografia da pop à brasileira. \nO desejo de rua e as rupturasAs restrições impostas pela ditadura civil-militar foram retratadas nas produções artísticas por meio de diferentes estratégias formais\, poéticas e políticas. Na exposição\, estão reunidas caricaturas de generais\, presentes nas obras de Humberto Espíndola\, Antonio Dias e Cybele Varela\, desenhos dos presos políticos da coleção Alípio Freire\, pertencentes ao Memorial da Resistência\, registros fotográficos que Evandro Teixeira realizou na emblemática passeata dos 100 mil\, além de trabalhos que procuraram intervir diretamente no contexto político\, como as garrafas de coca-cola de Cildo Meireles\, que compõem a obra Inserções em circuitos ideológicos (1970)\, e as trouxas ensanguentadas (1969) de Artur Barrio. Além disso\, o tema da criminalidade também permeava as produções artísticas do período. Frente ao estado opressor\, figuras de marginalidade foram evocadas como estratégia subversiva\, contestando a moral e as leis. Dentre elas\, destacam-se uma cena de crime pintada por Paulo Pedro Leal ainda no início dos anos 1960\, o filme Natureza (1973) de Luiz Alphonsus e o clássico A bela Lindonéia (1967)\, de Rubens Gerchman. \nO gesto pop se apropria ainda do imaginário da cidade\, por meio de signos e códigos urbanos. É o caso de trabalhos como Marlboro (1976)\, em que Geraldo de Barros transforma restos de outdoor em pinturas\, e as superfícies estruturadas com restos de acrílico e latão de Judith Lauand (Sem título\, 1972). Na área central da galeria\, estão reunidos trabalhos que expressam a disputa pelo espaço público. Setas\, semáforos\, festividades e proposições coletivas ganham centralidade nas obras. Buum (1966)\, de Marcelo Nitsche\, Totém de interpretação (1969)\, de Romanita Disconzi\, Lateral de ônibus (1969)\, de Raymundo Colares\, e os emblemáticos parangolés de Hélio Oiticica\, apresentados pela primeira vez há exatos 60 anos\, na mostra Opinião 65\, realizada no MAM-Rio\, podem ser vistos pelo público. No caso de Oiticica\, o visitante poderá\, literalmente\, experimentar os Parangolés\, vestindo-os no espaço expositivo. \nA década de 1960 também foi palco de uma revolução sexual fruto de eventos históricos como Maio de 68\, na França\, e o movimento hippie nos EUA. No núcleo sobre desejo e sexualidade\, estão obras de artistas que pensaram as mudanças do estatuto da sexualidade no Brasil\, atravessadas também pela cultura de massa. É o caso Wanda Pimentel\, com sua série Envolvimento (1968)\, Teresinha Soares com A caixa de fazer amor (1967) e Antônio Dias em Teu corpo (1967)\, além de Maria Auxiliadora\, Lygia Pape e Vilma Pasqualini. \nA exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração\, 1960-70 é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Above the focus\, behind the ears" de Akiko Kinugawa na Mendes Wood DM
DESCRIPTION:Akiko Kinugawa\, “hole”\, 2025. Cortesia da artista e da Mendes Wood DM\, São Paulo\, Bruxelas\, Paris\, Nova York. Foto: EstudioEmObra \nCORES SOAM COMO CORES QUE NÃO CONSIGO CAPTAR COM OS OUVIDOS: UMA CONVERSA COM AKIKO KINUGAWAUMA \nYudi Rafael: Vamos começar pelo título da sua exposição. Above the focus\, behind the ears pode soar enigmático ou até no limite do sentido\, mas alude à percepção incorporada e sensorial. Você mencionou que isso surge da sua prática de mapear as partes do corpo que são ativadas quando você tenta ver e ouvir as coisas de maneira vaga. O que significa experienciar o mundo através desse modo de percepção? \nAkiko Kinugawa: Escolhi esse título a partir de um exercício de localizar a área do meu cérebro que é ativada quando olho para o meu trabalho ou para outras coisas. Quando olho vagamente para algo que está diante de mim\, meus olhos repousam sobre um ponto e\, ao invés de focar detidamente em alguma substância\, minha consciência parece se espalhar acima e atrás das orelhas. Quando comecei a pintar\, eu não sabia o que era consciência. Não sabia onde ela se localizava\, mas podia sentir que ela estava ali\, e parecia estar ali para os outros também. Sempre depende das crenças de cada um e das visões de mundo que predominam em determinado tempo e lugar. Você não pode vê-la\, mesmo que ache que pode. Tenho um desejo de me imergir nesse campo\, de afrouxar algumas das certezas que tenho sobre o mundo. \nYR: Como a vagueza se relaciona com a consciência? \nAK: A imagem da consciência para mim é a de um fluxo flutuante e em movimento. Quando pinto\, dou grande importância às sensações que se têm ao se encarar uma pintura. Quero criar a sensação de estar diante de uma forma vaga\, de uma forma vaga flutuando. Pinto esfregando repetidamente tinta a óleo em um tecido de algodão\, e apenas as partes convexas da superfície irregular do tecido ficam cobertas com cor\, fazendo com que pareçam pequenos pontos coloridos. A forma solta desses pontos dá a sensação de que estão se movendo. Ao olhar para eles por um tempo estendido\, as cores às vezes parecem sons que não consigo captar com os ouvidos. \nYR: A ideia de ouvir cores me faz pensar em sinestesia. A tradução de impressões entre diferentes registros sensoriais também permeia outros elementos do seu trabalho\, como o uso de textura ou de formas geométricas e orgânicas? \nAK: Eu sinto que o tecido de algodão é como uma pele. Pintar\, para mim\, é como costurar energia no material. Não considero a textura na pintura de acordo com cada objeto que pinto\, mas me interesso pela relação entre materialidade e consciência. Talvez essa sensação de sinestesia esteja presente. Quando olho uma das minhas pinturas por muito tempo\, parece que ela pode falar\, emitir um som inaudível. \nYR: Você mencionou\, em outra ocasião\, que suas visitas a santuários xintoístas no Japão foram fundamentais para sua compreensão atual da consciência e a relação com a percepção sensorial que você traz para suas pinturas. \nAK: Eu visito santuários xintoístas principalmente nas montanhas do interior. São lugares onde o culto à natureza permanece. Há trilhas que você segue para alcançar o santuário mais interno\, caminhos com torii cercados por floresta\, e você ouve muitos sons enquanto caminha até ele. Ao chegar lá\, rezamos de frente para um espelho\, no qual você e seu entorno são refletidos. Essa situação parece dizer que Deus não está no santuário\, mas em você e em todas as coisas ao seu redor. Sinto que meu corpo não está separado das coisas ao meu redor. \nYR: Em hole e blue ▽\, os títulos das obras se referem a elementos formais das pinturas\, coisas que se pode ver. 1-2-3 (Hi Hu Mi) segue essa lógica\, mas parece partir de uma interação lúdica com o que é visível na obra\, contando algumas das formas que se destacam. Um título como 22to3\, no entanto\, parece seguir um registro diferente\, mais codificado. Você pode falar um pouco sobre a escolha dos títulos para essas obras? \nAK: Antes\, minhas obras não tinham títulos. Mas desde que mudei meu foco de rostos humanos para outras coisas\, comecei a nomeá-las. Na minha pintura atual há uma intenção por trás dos motivos. Os títulos se relacionam com os motivos que uso nas minhas pinturas\, bem como com os símbolos e números que fazem parte delas. \nA obra 22to3 apresenta uma imagem do Monte Fuji. O som da palavra “Fuji” pode ser equivalente ao número dois – fu ou ji. Fu é uma maneira antiga de ler esse número e ji também pode significar dois\, mas em kanji. É um jogo de palavras. O som de três é san\, que também pode se referir a uma montanha vulcânica relacionada ao sol – o vulcão Haleakalā. A imagem dessa montanha aparece pintada sob o Monte Fuji\, criando uma conexão. Já o título Call in\, por outro lado\, faz referência ao kanji para “respirar”. Esse kanji combina dois outros: yobu\, que significa chamar\, e suu\, que significa inalar. Para a pintura\, usei as formas de pulmões e busquei criar uma impressão do ato de respirar. Também procurei uma imagem de água e acabei desenhando os pulmões esquerdo e direito como consciências separadas. A ideia era sobrepor diferentes imagens de partes do corpo humano e também da consciência\, borrando seus limites. \nQuando penso nos títulos das minhas obras\, recorro à cultura japonesa antiga\, ou seja\, à mitologia e aos cantos. A mitologia japonesa pode ser bastante complexa de entender\, com homens e mulheres trocando de papéis sem que ninguém perceba. De maneira semelhante\, muitos cantos antigos parecem ser apenas combinações aleatórios dos sons das cinquenta sílabas disponíveis na língua\, rearranjadas em diferentes palavras. Há muitas histórias ambíguas na mitologia e nos cantos japoneses\, com significados perdidos no tempo\, e me interesso por como elas dissolvem contornos. Na mitologia\, a forma do meu corpo — como seu tamanho ou marcas de gênero — e minha existência em si desaparecem. No canto\, a ordem dos sons muda e você não consegue entender o que está acontecendo apenas os ouvindo. Os contornos do significado se desfazem.
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SUMMARY:"FLUXOS" de Laura Vinci no MuBE
DESCRIPTION:Vista da instalação “No Ar”\, de Laura Vinci. Crédito: Nelson Kon / Divulgação\n\n\n\n\nO MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia inaugura no dia 31 de maio a exposição “FLUXOS”\, da artista multimídia contemporânea Laura Vinci\, reconhecida por seu trabalho que investiga a relação da materialidade\, tempo e os elementos da natureza. Com curadoria de Agnaldo Farias\, a mostra explora as interfaces da arte\, arquitetura e ambiente\, enquanto dialoga com a icônica arquitetura do MuBE\, projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. \n“Laura Vinci transforma o espaço em organismo sensível. Em FLUXOS\, ela faz da matéria um instrumento para pensar o tempo\, a impermanência e as forças invisíveis que nos atravessam. Sua obra não se impõe\, mas se insinua\, instaurando uma escuta do ambiente e uma desaceleração do olhar. O público percorrerá os ambientes do museu ao sabor de uma atmosfera habitada por acontecimentos que provocarão a desaceleração seus passos; um encadeamento de experiências a um só tempo sensoriais e contemplativas\, dele exigindo atenção e escuta.”\, comenta Agnaldo Farias\, curador da exposição. \nComposta por estruturas metálicas e sistemas mecânicos\, como nas peças com vapor a frio\, que é empregado como matéria efêmera ocupando o espaço de forma orgânica e imprevisível\, a instalação evoca a presença do ar e de forças invisíveis\, instaurando um ritmo silencioso e constante. O público é convidado a percorrer o ambiente e se deixar afetar por uma atmosfera que provoca desaceleração\, atenção e escuta do espaço\, propondo assim uma experiência sensorial e contemplativa. A mostra “FLUXOS” é uma continuidade da pesquisa poética de Laura Vinci sobre estados de transformação\, presença e impermanência. Ao ocupar o espaço do MuBE\, se integra à arquitetura brutalista do museu e revela\, em sua leveza e escala\, uma dinâmica marcada pela impermanência. \nA produção de Laura Vinci\, transita por escultura\, instalação e intervenções\, com ênfase em experiências sensoriais e materiais em transformação. Ao longo de sua carreira\, participou de importantes mostras institucionais\, como a Bienal de São Paulo\, além de realizar exposições individuais em grandes instituições de arte. Sua obra integra acervos públicos e privados e é reconhecida por sua sutileza formal e profundidade conceitual. \nComo parte do programa da exposição\, serão realizadas diversas atividades de formação e arte educação\, todas gratuitas\, incluindo visitas guiadas\, oficinas e ateliês para todos os públicos\, aprofundando o contato com a obra e expandindo seus desdobramentos críticos e poéticos.
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SUMMARY:"Retificação" de Thix no Paço das Artes
DESCRIPTION:Obras de Thix\, que integram a exposição individual da artista no Paço das Artes – Divulgação \nO Paço das Artes\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo\, inaugura\, em 31 de maio\, sábado\, a 29a edição da Temporada de Projetos\, iniciativa de mais de duas décadas reconhecida por abrir espaço no circuito cultural para jovens artistas brasileiros. Neste ano\, o público poderá conferir três projetos artísticos e um de curadoria – incluindo a exposição de Thix\, a primeira individual da artista em São Paulo\, com acompanhamento crítico de brunøvaes. A abertura acontece das 12h às 17h\, com entrada gratuita. \nA mostra “Retificação” utiliza o retrato como instrumento central para propor uma reflexão sobre identidade\, autodeterminação\, visibilidade e apagamento histórico de pessoas trans e não-binárias. Inspirado na estética e na técnica dos retratos clássicos a óleo\, o trabalho de Thix resgata a solenidade\, a importância e a permanência que esses retratos representavam no passado para subvertê-los\, aplicados a corpos dissidentes historicamente marginalizados e silenciados. Como explica a artista\, “O retrato tem uma longa tradição na pintura\, ligada à construção de narrativas de poder e de memória cultural. A instalação se infiltra nesses códigos estéticos de uma forma desobediente\, situando a experiência trans como motivo principal.” \nO título da individual faz alusão tanto ao processo administrativo de mudança de nome e gênero\, quanto à necessidade de corrigir – retificar – esses apagamentos históricos. Serão apresentados retratos a óleo sobre linho\, pintados nas técnicas clássicas do realismo\, em pequenos formatos que evocam as proporções de fotos de documentos oficiais\, como carteiras de identidade ou passaportes. Além de aludir a essas questões do campo burocrático\, as pinturas “também apontam para a construção de um futuro coletivo a partir de um arquivo vivo e presente\, informado pelos afetos\, e por um olhar que desvia da gramática da violência.”\, destaca Thix. \nForam empregadas mais de 600 horas para a produção dos trabalhos\, desenvolvidos ao longo de vários meses e a partir de encontros com pessoas trans no Rio de Janeiro e em São Paulo. O processo de realizar esse registro em pintura também incluiu diversas trocas afetivas sobre a experiência da transição\, configurando um espaço de acolhimento e de escuta. \nResponsável pelo acompanhamento crítico da mostra\, brunøvaes destaca\, em seu texto crítico\, a importância de “Inventar as imagens que queremos ver”. Segundo ela\, por conta da linguagem do retrato empregada\, as representações criadas por Thix parecem sempre ter existido\, habitando espaços suntuosos ou museus de destaque. A realidade\, porém\, é que até hoje esses corpos pintados pela artista permanecem à margem. Assim\, ‘retificar’ também se trata\, aqui\, de “emendar as lacunas de uma historiografia não escrita”. \nComo destaca Thix\, “Nos últimos anos\, pessoas LGBTQIA+ vêm passando por mudanças sociais e jurídicas rápidas e tumultuadas no mundo inteiro. Hoje\, nesse cenário de retrocessos\, essas questões me parecem urgentes. Eu estou muito emocionada em apresentar esse trabalho.” Nesse momento de retrocesso de direitos\, a exposição povoa o imaginário com imagens que exaltam essas existências\, realizando um ato político por meio da pintura. \nDurante o mesmo período da mostra “Retificação”\, o Paço das Artes também recebe as exposições “Grande noite”\, de Renan Soares\, com acompanhamento crítico de Igor Simões; “Razão do Fogo”\, de Lina Cruvinel\, com acompanhamento crítico de Divino Sobral\, e o projeto de curadoria “Pra onda não me tirar” do curador Tálisson Melo\, com trabalhos de biarritzzz\, Natali Mamani e Ladyletal. Todas as mostras permanecem em cartaz até 14 de setembro de 2025.
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SUMMARY:"Fogo Fumo" de Tiago Mestre na Gomide&Co
DESCRIPTION:Obra de Tiago Mestre – Crédito: Julia Thompson\n\n\n\n\nA Gomide&Co apresenta Fogo Fumo\, primeira individual de Tiago Mestre (Portugal\, 1978) na galeria. A abertura será no dia 07 de junho (sábado)\, às 15h\, e a exposição segue em cartaz até 09 de agosto. O texto crítico é assinado por Verônica Stigger. \nA exposição consiste em uma grande instalação site-specific\, composta por diferentes conjuntos escultóricos\, que ocupa todo o espaço expositivo. Apresentando grupos inéditos de esculturas em cerâmica\, a mostra funciona como uma síntese de aspectos fundamentais da produção do artista\, além de aprofundar investigações que têm estado bastante presentes em seu trabalho há alguns anos. \nPara receber a proposta instalativa de Tiago Mestre\, a galeria passou por uma alteração importante em seu espaço expositivo\, removendo a parede da fachada que bloqueava a visão entre interior e exterior. Com essa mudança\, a exposição passa a funcionar como uma espécie de vitrine na qual as peças em exibição estabelecem um diálogo com a própria cidade. \nPara Fogo Fumo\, Mestre parte de uma reflexão sobre a tradição da cerâmica portuguesa\, com particular atenção para a longa tradição da olaria do Alentejo\, onde nasceu e cresceu\, propondo uma reelaboração que coloca em perspectiva aspectos históricos\, sociais e culturais dos objetos. Assunto ao qual dedica especial atenção mesmo antes de ter começado a trabalhar com escultura em cerâmica\, o processo de revisão da produção tradicional da olaria do Alentejo surgiu na trajetória do artista como um ponto de conexão entre sua origem e a noção de espaço advinda da arquitetura\, sua primeira formação. \nNa exposição\, Mestre trata de objetos que não estão mais numa condição estável\, apresentando-se como vestígios de um ciclo interrompido no tempo. Uma viga de aço própria da construção civil atravessa o espaço expositivo e funciona como um eixo em torno do qual se organizam diferentes esculturas em cerâmica baseadas em peças utilitárias oriundas no universo da olaria popular de Portugal. As tipologias apresentadas pelo artista inspiram-se num vasto repertório de elementos utilitários populares\, como cântaros\, jarros\, bilhas\, ânforas\, tigelas\, copos e canecas\, associados aos antigos espaços de convivência e consumo de álcool e tabaco\, como a tasca\, a adega e a venda. No entanto\, Mestre interfere nas formas originais desses elementos\, criando deformações que remetem à condição de embriaguez provocada pelo consumo das substâncias que tais utensílios costumam conter. Tal intervenção promove o deslocamento desses objetos de seu contexto cotidiano e utilitário para o universo da arte contemporânea\, demarcando ao mesmo tempo indícios que remetem ao seu uso em determinada época e lugar. \nEm articulação com esse conjunto de obras\, a exposição apresenta também esculturas de cachimbos que remetem aos cachimbos de cerâmica branca produzidos em Londres entre meados dos séculos 16 e 19\, com reminiscências até os dias de hoje e disseminados em outros centros urbanos na Europa. Mas os cachimbos de Mestre\, por sua vez\, apresentam uma configuração sinuosa\, contorcida\, que remete ao caráter volátil da própria fumaça. As fumaças também estão presentes na exposição\, numa configuração não mais atmosférica\, mas sim rochosa\, quase que como um elemento fóssil. “Se\, numa observação mais detida\, percebe-se que esse conjunto de obras não constitui uma paisagem\, permanece\, no entanto\, a sensação de caverna e de pré-história\,” comenta Stigger em seu texto para a exposição. \nA produção de Tiago Mestre é marcada por atravessamentos em diversos campos que se entrecruzam. Originário de Beja\, cidade na região do Alentejo\, sul de Portugal\, o artista mudou-se para o Brasil em 2010\, estabelecendo-se em São Paulo. O período coincidiu com sua passagem do meio da arquitetura\, sua primeira formação\, para as artes visuais – inicialmente com ênfase na pintura\, passando em seguida a trabalhar também com escultura e instalação. De modo que sua prática artística é bastante marcada por uma noção de deslocamento tanto territorial quanto disciplinar que embasa sua maneira de lidar com as linguagens que compõem sua produção. Na obra de Mestre\, pintura\, escultura e instalação acontecem em constante diálogo entre si\, superando as fronteiras disciplinares entre os meios. A pintura espelha a experiência escultórica\, assim como o elemento escultórico apresenta muitas vezes inserções pictóricas.E um dos principais pontos de partida para pensar uma obra ou exposição é a noção de dispositivo instalativo\, ou seja\, o trabalho entendido como uma composição sensível que se coloca de maneira crítica no espaço.
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SUMMARY:"Sangue Azul" de Marcos Chaves na Nara Roesler
DESCRIPTION:Marcos Chaves\, “Fontainebleau”\, 2025 \n A Nara Roesler São Paulo apresenta a exposição “Sangue Azul”\, com novos e inéditos trabalhos de Marcos Chaves\, no dia 7 de junho de 2025\, às 11h. Destacado nome na arte contemporânea\, Marcos Chaves apresenta o resultado de uma pesquisa iniciada em 2013\, quando imprimiu em tapetes fotografias que fez de tecidos da Coleção Eva Klabin\, no Rio de Janeiro. Desde então\, em meio a outros trabalhos\, o artista vem fotografando tapetes que cobrem o chão de palácios construídos durante impérios na França e na Itália. Essas imagens capturadas se transformam novamente em tapetes\, em diversos tons de vermelho\, que estarão nas paredes da Nara Roesler São Paulo\, revelando o olhar de Marcos Chaves sobre o desgaste sofrido pelos tecidos e pela geometria percebida nas várias camadas das tramas originais. “Gosto muito da ideia de degradê\, da cor que vai sumindo\, e de seu significado em francês também de degradado\, coisa gasta\, decadente”\, diz o artista. Estarão também na exposição três trabalhos de Marcos Chaves feitos em 1992 e também em vermelho: “Our love will grow vaster than empires”\, verso gravado em um pedaço de veludo e fincado na parede por um canivete suíço; a bolsa “Jaws”\, e o par de sapatos de saltos altos “Sem título”. \nNa grande sala de pé direito duplo\, no lado esquerdo da galeria Nara Roesler\, Marcos Chaves vai criar um ambiente imersivo com baixa iluminação\, e foco nos tapetes pendurados nas paredes\, todos produzidos em 2025. As dimensões das obras variam de 200 x 266 cm a 150 x 112\,5 cm. Cobrindo todo o chão estará um carpete de 5\,90 m x 8\,39m\, versão em grande escala de uma fotografia de 2013\, feita de um veludo da Coleção Eva Klabin. Os tapetes nas paredes\, em tons de vermelho\, reproduzem as fotografias feitas pelo artista do chão acarpetado de locais históricos europeus\, como o Palazzo Doria Pamphilj\, construído em Roma\, no século 16; a escadaria que leva ao único trono existente de Napoleão Bonaparte (1769-1821)\, no Castelo de Fontainebleau\, na França\, residência dos reis franceses\, e que data dos primórdios do século 12; e a Ópera Garnier\, projetada durante o reinado de Napoleão III (1808-1873)\, o décimo-terceiro palácio a abrigar a Ópera de Paris\, fundada por Luís XIV. \nAlguns trabalhos criam uma perspectiva “ao contrário”\, como o que traz os degraus para o trono de Napoleão\, e que estará na fachada da galeria\, na vitrine. \nNa primeira sala da exposição\, Marcos Chaves vai mostrar três objetos\, também na cor vermelha. O primeiro é “Our Love Will grow vaster than empires” (2025)\, verso do poeta inglês Andrew Marvell (1621–1678) inscrito em um pedaço de veludo e fincado na parede por um canivete suíço. A obra é derivada de um trabalho de 1991\, “MessAge”\, com canivete e plástico. Os dois outros trabalhos são “readymade”\, de 1992 – a bolsa “Jaws”\, descoberta por Marcos Chaves em uma feira tipo “mercado de pulgas”\, e “Sem título”\, um par de sapatos de salto alto encontrado na rua\, em uma área frequentada por travestis. \nO texto crítico é de Ginevra Bria\,curadora com vinte anos de trajetória\, dedicada a examinar as artes moderna e contemporânea no Brasil. Ela é professora-assistente na Unicamp\, onde finaliza sua dissertação iniciada há seis anos para seu PhD em História da Arte na Rice University\, em Houston\, EUA – “The Non color Indigeneity”. Na Art History of Scientific Racism in Brazil\, 1865-1935”.Em seu texto sobre a exposição de Marcos Chaves na Nara Roesler São Paulo ela enfatiza: “Em total admiração pela prática da pintura\, que Chaves nunca abordou e formalizou\, ‘Sangue Azul’ entrelaça fotografias\, instalações e esculturas”. “Mas\, como eixo expositivo\, a fotografia toma emprestado os títulos das obras às contradições de supremacia da nobreza\, da política e das uniões de razão de ser históricas (citando espaços de poder como Fontainebleau\, Pamphilij e Garnier”. Ginevra Bria destaca ainda que “neste projeto\, entre o lento apagamento das dimensões verticais e horizontais\, cada elemento representado\, ou ampliado\, é hipostasiado num movimento temporal\, enquanto a nobre dinâmica dos vermelhos é intemporal. E enobrecida”.
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SUMMARY:"Ruído Estelar" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Tomás Saraceno\, “Foam SB 12845b”\, 2024 – Imagem: Divulgação \nA Nara Roesler São Paulo apresenta a exposição “Ruído Estelar”\, com 36 obras dos artistas Abraham Palatnik\, Amelia Toledo\, Artur Lescher\, Brígida Baltar\, Bruno Dunley\,Cao Guimarães\, Heinz Mack\, Julio Le Parc\, Laura Vinci\, Mônica Ventura\, Paulo Bruscky\, Rodolpho Parigi\, Tomás Saraceno e Tomie Ohtake. A abertura da exposição será no dia 7 de junho de 2025\, das 11h às 15h\, e ficará em cartaz até 16 de agosto de 2025. \nLuis Pérez-Oramas\, diretor artístico da galeria\, e o Núcleo Curatorial Nara Roesler selecionaram 36 obras a partir da ideia do ruído das estrelas\, identificado em 1932\, e localizado em 1974\, emitido a partir do centro da Via Láctea\, na constelação de Sagitário. Em 1974\, se descobriu que a origem do ruído estelar era um gigantesco buraco negro\, mais massivo 4\,3 milhões de vezes do que o Sol\, e resultado de um colapso estelar. A exposição sugere ao público uma metáfora em que o mundo das formas artísticas possa ser compreendido como campos de ressonância\, em um constante exercício de tornar atual a energia figural que as constitui e que nunca cessa de se transformar\, de se transfigurar. \nO ponto de partida foi a “música das estrelas”\, ouvida\, identificada e registrada pela primeira vez em 16 de setembro de 1932\, às 19h10\, nos campos de Nova Jersey por Karl Jansky (1905-1950)\, físico e engenheiro especializado em ondas de rádio. Empregado pelos Laboratórios Bell Telephone\, ele tinha a tarefa de estudar as fontes de interferência “estática” nas comunicações radiotelefônicas transatlânticas. Para fazer isso\, Jansky construiu um dispositivo receptor de ondas de rádio\, e ao longo de três anos conseguiu definir três tipos de recepções estáticas: tempestades próximas\, tempestades distantes e o que chamou de “um chiado persistente\, também de origem estática\, cuja fonte é desconhecida”. Com sua antena giratória\, no entanto\, Jansky pôde identificar a direção de onde os sinais estavam vindo. O estranho chiado ocorria exatamente a cada 23 horas e 56 minutos — quatro minutos a menos que um dia solar — correspondendo assim à duração de um dia sideral. A maior intensidade registrada em 16 de setembro de 1932 permitiu-lhe sugerir que a origem do ruído não vinha do sistema solar\, mas do centro da Via Láctea\, na constelação de Sagitário. Alguns dias depois\, Jansky afirmou que as ondas de rádio que ele havia captado realmente vinham do “centro de gravidade da galáxia”. \nAnos depois\, em 1974\, no Observatório Nacional de Radioastronomia\, Bruce Balick e Robert Brown descobriram o objeto no centro da Via Láctea de onde se originava o chiado que Jansky havia registrado: Sagitário A*\, o imenso buraco negro\, 4\,3 milhões de vezes mais massivo do que o sol\, e resultado de um colapso estelar. \nA partir das obras de Laura Vinci\, Abraham Palatnik\, Tomás Saraceno\, Tomie Ohtake\, Bruno Dunley\, Monica Ventura\, Artur Lescher\, Cao Guimarães\, Paulo Bruscky\, Rodolpho Parigi e Julio Le Parc\, a exposição busca sugerir uma cena análoga em que as obras de arte seriam objetos que\, como as antenas de Jansky\, capturam ressonâncias de fundo de seus próprios campos figurais. Ou por imitarem a aparência de dispositivos técnicos (Saraceno\, Vinci\, Ventura\, Lescher); ou por apresentarem composições semelhantes à representação e ao registro de ressonâncias cósmicas (Le Parc\, Dunley\, Palatnik\, Ohtake\, Parigi); ou por incluírem\, com tons irônicos\, referências a rádios e antenas de rádio (Guimarães\, Bruscky).
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SUMMARY:"Ilusão Real" na Casa Zalszupin
DESCRIPTION:Alfredo Volpi\, “Sem título (Composição em azul)”\, 1959\n\n\n\n\nSegundo os princípios da Gestalt\, a percepção total que temos de um conjunto de objetos não é a mesma que teríamos da soma de suas partes. A Psicologia da Forma compreende o elemento ilusionista que rege estruturalmente a nossa percepção real. Aqui\, os trabalhos de Felipe Cohen levam adiante as virtualidades criadas pelo espaço geométrico: a forma de um volume – ainda que parcial\, apenas sugerida – pode se complementar no nosso cérebro tanto pelo jogo de reflexos e sombras\, quanto\, simplesmente\, pela nossa predisposição mental a completar virtualmente a sua forma.  \nCohen é um artista contemporâneo baseado em São Paulo. Singular\, sua poética tem algo de desviante\, que estabelece laços\, mas não abraça inteiramente a assertividade racional da matriz construtiva que alimentou o Concretismo. Tem algo de esquivo nessa ambiguidade formal e perceptiva\, que dialoga mais com a geometria artesanal de Alfredo Volpi e seu universo onírico\, com as geometrias discretas de Willys de Castro e Judith Lauand\, com as linhas abertas das monotipias de Mira Schendel\, e com os paradoxos irônicos de Waltércio Caldas e de Cildo Meireles.  \nRaciocínio semelhante vale também para o mobiliário de Percival Lafer\, que opera com geometrias evidentes\, tais como retas e semicírculos\, em materiais rígidos e moles\, criando uma relação entre estrutura e assento na qual a visão do conjunto resulta diferente da soma de suas partes.  \nEm tempos de realidades virtuais e aumentadas\, esses trabalhos nos ajudam a posicionar melhor a nossa percepção. Aqui\, a ambiguidade entre arte e mundo real representa uma superação da pedagogia moderna\, e\, ao mesmo tempo\, uma afirmação do corpo e da experiência concreta\, ilusória porque real. Na soma\, tudo certo: como dois e dois são cinco.  \nGuilherme WisnikCurador
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SUMMARY:"Lições da Pedra" de Naira Pennacchi no Museu FAMA
DESCRIPTION:Vista da exposição “Lições da Pedra” de Naira Pennacchi no Museu FAMA – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA artista mineira Naira Pennacchi\, hoje residente entre Ribeirão Preto e Lisboa\, realiza a primeira itinerância de sua exposição Lições da Pedra\, com curadoria de Mario Gioia. Ela chega agora ao Museu Fama\, em Itu\, a partir de sábado\, 12/7\, a partir das 11h. Na mostra\, mais de 30 trabalhos da artista\, muitos deles inéditos\, apresentam olhares de Naira sobre as realidades interioranas e a pesquisa sobre a ancestralidade em diversos suportes e trabalhos\, em sua maior parte inéditos. Na quinta-feira\, 17 de julho\, acontece na Livraria da Vila da Fradique Coutinho\, em São Paulo\, o lançamento do livro homônimo organizado por Mario Gioia que reúne toda sua produção até o momento\, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias\, pela editora WMF Martins Fontes. Haverá bate-papo da artista o os críticos e a entrada é franca.  \nNaira é natural de Jacutinga e navega por diversas cidades do interior\, como Jaú e sua cidade natal\, onde possui parentes. “Sou do interior de Minas Gerais e hoje moro na cidade grande\, entre Ribeirão Preto e Lisboa\, mas retorno para esses lugares pois eles são faíscas que viram chamas para minha criatividade e minha produção artística”\, afirma a artista.  \nEntre a produção em pinturas presentes na exposição\, estão as características telas nas quais Naira deposita pigmentos endurecidos\, próximos a sua validade\, sobre chassis montados com teleiros (elemento muito presente em diversos contextos da vida rural) de modo a quase realizar um ponto-cruz de tinta sobre esses vazios\, criando uma tecitura de cores e paisagens que agregam elementos pictóricos e abstratos às paisagens que compõe.  \nA série que dá nome à exposição\, “Lições da Pedra”\, é inédita e conta com vídeos\, objetos\, instalações escultóricas e sonoras. O limiar do ritual e da performance\, os limites das moradias\, todos esses conceitos vão sendo borrados e reconhecidos no trabalho de Naira. “Tudo começou com João Cabral de Melo Neto e a ‘Educação Pela Pedra’. O livro era muito incompreensível para mim\, mas eu queria muito ler. E nesse momento eu li o livro em 15 dias três vezes. Muitos dos títulos dos trabalhos são trechos ou versos do livro. O Sertão\, seja ele de Minas Gerais\, do Piauí\, ou de Portugal\, esse sertão no sentido mais amplo de um interior\, é um só”\, pondera Pennacchi. Naira segue com a pesquisa sobre os saberes ancestrais no próximo ano e tem projetos para realizar esse levantamento também do lado de lá do oceano \nO interesse pelo futuro ancestral vem desde criança. “Tinha sede em participar e rever as tradições e saberes populares que já não se encontram mais no interior de Minas Gerais\, mais precisamente em minha cidade natal\, Jacutinga. A cartografia desse meu interesse foi despertada pela convivência com meus pais\, avós e comunidade local\, rural e urbana de onde nasci e cresci”\, diz. Naira é neta de bordadeira\, de onde herda as artes têxteis que integram elementos de seus trabalhos\, e teve contato com as obras do pintor\, o desenhista\, pintor\, muralista e ceramista ítalo-brasileiro Fulvio Pennacchi\, que foi integrante do Grupo Santa Helena\, juntamente com Alfredo Volpi\, Francisco Rebolo\, Aldo Bonadei\, ainda na infância\, como o sobrenome pode atestar.  \nRituais como benzimento praticado por Dona Merô\, anfitriã de Naira e uma das poucas benzedeiras vivas e muito solicitada na região; ceramistas de barro que transformam matéria bruta em obras de arte enquanto contam histórias e preservam memórias; casas de farinha nas quais a mandioca vira farinha. É no trabalho repetitivo e conectado ao ancestral que a artista constata que moram também percursos que guardam estratégias de preservação ambiental – e que reverberam nos vídeos que integram a exposição\, todos eles feitos no Piaui. “Foi no Piauí que tive o privilégio de encontrar tudo aquilo que procurava\, prestes a desaparecer em alguns anos\, uma vez que a nova geração não se interessa mais em dar continuidade a muitas destas práticas\, como mulheres raizeiras do cerrado\, que provocam o repensar de ideias convencionais de território\, já que coletam e manejam as paisagens repletas de plantas medicinais para a cura de doenças do corpo e da alma”\, afirma.  \nNaira participou de muitos destes trabalhos-rituais\, como o de benzimento\, minutos a fio recebendo orações por sua poderosa palavra através de gestos e instrumentos e os transformou em sua arte. “O corpo enquanto território das experiências cotidianas tece nas culturas das sociedades um repertório em constante construção”\, aponta a artista. “Todas estas atividades são praticadas por mulheres\, mestras detentoras de sabedorias ancestrais geradas em ventres\, terras\, águas\, fogos e céus”\, conclui. Das inúmeras obras produzidas\, estarão presentes na exposição que passou por Botucatu e segue depois para Ribeirão Preto\, os vídeos Faca Amolada\, Mulher Vestida de Gaiola e Basalto. \nCelebrando seus dez anos de carreira\, Naira Pennacchi realiza na quinta-feira\, 17 de julho\, o lançamento do livro homônimo organizado por Mario Gioia que reúne toda sua produção até o momento\, com textos de Ana Avelar e Bianca Coutinho Dias\, pela editora WMF Martins Fontes. Na ocasião acontece um bate-papo entre Gioia\, Avelar e Dias a partir das 19h.  \nA obra reúne sua produção até o atual momento\, composta por esculturas\, instalações e pinturas. Diversos suportes e diversas fases de um trabalho que segue se expandindo em novas pesquisas\, agora em itinerância pelo estado de São Paulo ao longo do ano com a individual “Lições da Pedra”\, que passou pela cidades de Botucatu\, estará em cartaz em Itu a partir de 12/6 e em dezembro segue para Ribeirão Preto. \nNas palavras de Ana Avelar no texto que integra a edição\, o trabalho de Naira une “figurações barroca\, rural mineira e desejo de abstração”\, numa linguagem e uso da cor que evocam as gramáticas de Matisse e Cristina Canale\, só para citar duas das influências mais evidentes.  \nPara Bianca Coutinho Dias\, que assina um texto com um olhar que passa pela psicanálise\, “são paisagens internas\, de um interior que pode ser de casa\, da cultura caipira\, ou paisagens de uma instância afetiva\, psicológica e subjetiva”\, delineia. “A aparição acontece não como representação\, mas como enigma”\, completa. Psicanalista\, a crítica de arte também chama a atenção para sua “paleta carregada de pulsação própria\, como se sua cor convoasse outras\, numa atmosfera imersiva de sonho e delírio”. \nAinda na perspectiva da crítica em texto presente no livro\, nas obras presentes em seu trabalho\, seja em telas\, objetos ou vídeos\, “há um fricção entre a figuração barroca rural e mineira”\, presente nas imagens recorrentes de sua infância em Jacutinga\, cenário rural\, como galos e teleiros que servem de base para os pigmentos densos que criam quase relevos nas composições\, “um jogo entre interior e exterior\, memória e transmissão”.
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SUMMARY:"Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias" no MASP
DESCRIPTION:Vincent Carelli e Rita Carelli (Vídeo nas Aldeias)\, Yaõkwa – Imagem e Memória\, 2020 (frame do vídeo) \nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 13 de junho a 10 de agosto\, a Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias. Parte da programação do museu dedicada ao tema Histórias da ecologia\, a exposição retrata a diversidade dos povos indígenas em seus modos de ver\, habitar e se relacionar com o mundo e com o meio ambiente. A mostra reúne os filmes Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012)\, de Kamikia Kisêdjê; Bicicletas de Nhanderú (2011)\, de Ariel Duarte Ortega Kuaray Poty e Patrícia Ferreira Pará Yxapy; e Yaõkwa – Imagem e Memória (2020)\, de Vincent e Rita Carelli. \nOs filmes foram realizados a partir de processos coletivos e oficinas promovidas pelo projeto Vídeo nas Aldeias\, idealizado em 1986 pelo antropólogo e documentarista franco-brasileiro Vincent Carelli (Paris\, França\, 1953). O projeto surgiu com a iniciativa de registrar comunidades indígenas e exibir essas imagens para os próprios povos filmados. Com o tempo\, consolidou-se como um programa de formação de cineastas indígenas no Brasil\, oferecendo oficinas\, apoio técnico e doação de equipamentos audiovisuais. \nCom curadoria de Isabela Ferreira Loures\, assistente curatorial\, MASP\, a mostra aborda uma concepção de ecologia baseada em cosmologias indígenas\, na qual o meio ambiente não é visto como recurso ou paisagem\, mas como campo de relações que compreende a espiritualidade e a própria existência. “Esses filmes revelam uma maneira diferente de se relacionar com o mundo e de existir no mundo. Uma forma de compreender o meio ambiente como algo expandido\, que vai além da ideia de preservação pela preservação. O meio ambiente\, para essas comunidades\, é o próprio meio de vida”\, diz a curadora. \nNa mostra\, os filmes são exibidos em sequência\, em projeções contínuas. Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012)\, de Kamikia Kisêdjê\, é um vídeo manifesto das mulheres Kisêdjê contra o desmatamento das florestas e a poluição dos rios decorrentes da construção da usina de Belo Monte\, no Xingu. O filme foi produzido pela cineasta e pelo Coletivo Kisêdjê de Cinema como uma mensagem do seu povo para a RIO+20. Nesse contexto\, as mulheres tomaram a frente dos depoimentos\, expressando com contundência sua apreensão diante da devastação da Amazônia e do futuro de seus netos. \nBicicletas de Nhanderú (2011)\, de Ariel Duarte Ortega Kuaray Poty e Patrícia Ferreira Pará Yxapy\, cineastas Guarani Mbya\, oferece uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju\, evidenciando uma relação simbiótica do povo com a floresta. \nYaõkwa – Imagem e Memória (2020)\, de Vincent e Rita Carelli\, acompanha o retorno à comunidade Enawenê Nawê\, no Mato Grosso\, para devolver imagens filmadas ao longo de quinze anos pelo Vídeo nas Aldeias. Esses registros documentam o Yaõkwa\, o ritual mais longo da comunidade\, em que os mestres de cerimônia entoam\, por sete meses\, diversos cantos para manter o equilíbrio entre o mundo terreno e o espiritual. Quinze anos depois\, os Enawenê Nawê reverenciam essas imagens\, reencontrando parentes falecidos\, costumes esquecidos e cantos rituais preciosos. \nSala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras audiovisuais de Emilija Škarnulytè\, Inuk Silis Høegh\, Janaina Wagner\, Maya Watanabe e Tania Ximena.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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