BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Arte Que Acontece - ECPv6.15.20//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-ORIGINAL-URL:https://artequeacontece.com.br
X-WR-CALDESC:Eventos para Arte Que Acontece
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-Robots-Tag:noindex
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
BEGIN:VTIMEZONE
TZID:America/Sao_Paulo
BEGIN:STANDARD
TZOFFSETFROM:-0300
TZOFFSETTO:-0300
TZNAME:-03
DTSTART:20230101T000000
END:STANDARD
END:VTIMEZONE
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20240309T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260125T210000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20240304T225957Z
LAST-MODIFIED:20240304T230002Z
UID:46960-1709978400-1769374800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/exposicao-de-longa-duracao-no-mac-usp/
LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Walter-UFER-Construtores-do-Deserto-1923.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20240907T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250727T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250202T184745Z
LAST-MODIFIED:20250202T184813Z
UID:60788-1725703200-1753639200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais" no Memorial da Resistência de São Paulo
DESCRIPTION:Artur Barrio\, “Sombra”\, 1969. Foto: Cortesia memorial da resistência \nA partir do dia 7 de setembro de 2024\, o Memorial da Resistência\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta a exposição Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais\, com curadoria do pesquisador e professor Diego Matos. A mostra é dedicada à memória do projeto homônimo\, responsável pela mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985). \nA mostra resgata a memória do projeto Brasil: Nunca Mais\, empreendida entre 1979 e 1985. A iniciativa foi responsável por sistematizar e produzir cópias\, clandestinamente\, de mais de 1 milhão de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM)\, revelando a extensão da repressão política do Brasil no período. \nBrasil: Nunca Mais \nA história do projeto e seus desdobramentos é apresentada junto a testemunhos em vídeo de advogados\, jornalistas e defensores de direitos humanos\, que\, por anos\, tiveram seus nomes mantidos no anonimato: Paulo Vannuchi\, Anivaldo Padilha\, Ricardo Kotscho\, Frei Betto\, Carlos Lichtsztejn\, Leda Corazza\, Petrônio Pereira de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh\, através do programa Coleta Regular de Testemunhos do Memorial; e entrevistas com Dom Paulo Evaristo Arns\, Marco Aurélio Garcia\, Eny Raimundo Moreira e Luiz Carlos Sigmaringa Seixas\, pertencentes ao acervo do Armazém Memória. \nO arquivo de 707 processos judiciais expõe os depoimentos de presos políticos sobre as ações de repressão\, vigilância\, perseguição e tortura do aparato estatal. As cópias desse conteúdo\, que por anos foram mantidas em segurança em acervos preservados na Suíça e nos EUA\, tiveram repatriamento e retornaram ao Brasil em 2011\, onde atualmente encontram-se sob salvaguarda do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp\, em Campinas. \nO projeto teve apoio do Conselho Mundial de Igrejas e da Arquidiocese de São Paulo\, com participação de Dom Paulo Evaristo Arns (1921–2016)\, arcebispo de São Paulo\, e do Rev. James Wright (1927-1999)\, da Missão Presbiteriana do Brasil Central. \nAlém dos arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais\, a exposição apresenta obras da Coleção Alípio Freire\, sob salvaguarda do Memorial da Resistência\, realizadas por ex-presos políticos como Artur Scavone\, Ângela Rocha\, Rita Sipahi\, Manoel Cyrillo\, Sérgio Ferro\, Sérgio Sister e o próprio Alípio Freire\, durante a permanência em presídios de São Paulo na Ditadura. \nTambém compõem a mostra obras de arte de artistas como Carmela Gross\, Regina Silveira\, Artur Barrio\, Antonio Manuel\, Rubens Gerchman\, Claudio Tozzi e Carlos Zílio\, do Acervo da Pinacoteca de São Paulo\, e obras externas de Rivane Neuenschwander\, Claudio Tozzi\, Carlos Zilio. Rafael Pagatini apresentará uma obra comissionada para a exposição\, ocupando um mural de 100m² na área externa do museu. \nA exposição também lança luz sobre o tempo presente\, oferecendo indícios da importância desse debate hoje na perpetuação das permanentes violências do Estado contra suas minorias e populações vulneráveis.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/uma-vertigem-visionaria-brasil-nunca-mais-no-memorial-da-resistencia-de-sao-paulo/
LOCATION:Memorial da Resistência de São Paulo\, Largo General Osório\, 66 - Santa Ifigênia\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/02/paredecopy-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20240921T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250727T210000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20240919T183030Z
LAST-MODIFIED:20240928T115509Z
UID:55292-1726912800-1753650000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/circumambulatio-anna-bella-geiger-no-mac-usp/
LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2024/09/CIRC_19-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20241023T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251231T170000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20251204T155451Z
LAST-MODIFIED:20251204T171921Z
UID:66553-1729677600-1767200400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/popular-populares-no-museu-afro-brasil/
LOCATION:Museu Afro Brasil\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n\, Portão 10 - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/12/img_expo_popular-pupolares_02.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250220T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T213000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250219T161903Z
LAST-MODIFIED:20250219T161903Z
UID:61162-1740045600-1754256600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Espelho do Poder" no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Bárbara Wagner & Benjamin de Burca\, “Swinguerra” (still)\, 2019 – Divulgação\n\n\n\n\nEspelho do Poder é o título da exposição concebida como um show audiovisual pela dupla de artistas Bárbara Wagner & Benjamin de Burca especialmente para o Sesc Avenida Paulista. Com curadoria geral de Clarissa Diniz e curadoria de acessibilidade e coordenação do projeto educativo pelo coletivo alingua\, a mostra parte de uma reflexão sobre as políticas do olhar e as práticas de espelhamento presentes em Swinguerra (2019) e One Hundred Steps (Cem Degraus\, 2020).  \nOs filmes serão exibidos como um espetáculo\, no qual o público será conduzido pela voz da mestra de cerimônias Indra Haretrava\, que comenta as obras da dupla\, seus contextos e métodos. Com audiodescrição\, legendagem e videolibras Espelho do Poder ficará disponível para visitação de 20 de fevereiro a 3 de agosto de 2025\, no Sesc Avenida Paulista (5º andar). \nWagner & de Burca são conhecidos por realizar filmes experimentais que investigam manifestações artísticas não hegemônicas. Concebidas como ambientes e instalações\, suas obras em audiovisual sempre trazem a música como fio condutor das narrativas híbridas\, que navegam pelos gêneros do documentário e da ficção\, colocando em evidência práticas culturais\, como o brega\, o funk\, o gospel\, o hip-hop e o agitprop. \nElemento central de sua metodologia é a colaboração; em seus filmes\, os protagonistas respondem por elaborar e reencenar suas próprias formas de representação diante da câmera. Essa abordagem colaborativa não apenas traz profundidade às suas narrativas\, mas também questiona a relação tradicional entre artista e sujeito retratado\, dissolvendo barreiras e ampliando o campo de representação cultural. \nSobre este processo\, a curadora comenta: “encarando a lente da câmera como espelho\, reflexivamente\, cada participante agencia sua própria recriação como personagem e integra a roteirização dos filmes em diálogo com Wagner & de Burca. Um método de trabalho que instiga trocas entre os artistas e as perspectivas poético-políticas que a criação coletiva dos filmes faz aproximar”. \nAinda acerca do movimento colaborativo\, a equipe do coletivo alingua ressalta que seu procedimento envolve o reconhecimento das especificidades das exposições para o desenvolvimento de projetos de educativo e acessibilidade estética. Em ambos os casos\, a proposta é ampliar os caminhos de comunicação dentro do contexto de cada exposição. Nesse processo\, essas dimensões se entrelaçam\, tornando difícil definir onde uma começa e a outra termina\, como partes distintas de um só corpo. \nA mostra conta ainda com direção de arte e projeto expográfico de Juliana Godoy\, luz de Anna Turra\, design do Estúdio Margem\, música de Carlos Sá e dramaturgia de João Turchi.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/espelho-do-poder-no-sesc-avenida-paulista/
LOCATION:Sesc Avenida Paulista\, 119 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/02/WdB_Barbara-Wagner-Benjamin-de-Burca_Swinguerra-2019_Video-instalacao-em-dois-canais-2K-HD-cor-som-5.1_09-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250322T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250727T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250321T134456Z
LAST-MODIFIED:20250321T134533Z
UID:61690-1742637600-1753639200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Carlos Bastos\, “Omolu”\, 1969. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura sua programação de 2025 com a mostra coletiva Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil\, nas sete salas do edifício Pinacoteca Luz. A exposição investiga perspectivas de artistas de diferentes origens sobre a experiência da noite\, com seus mistérios\, personagens e ritos. Com curadoria de Renato Menezes e Thierry Freitas\, a coletiva se divide em sete núcleos\, percorrendo o assunto através de diferentes abordagens\, desde um viés social\, com reflexões sobre os impactos da modernização nas cidades no século XX\, até uma narrativa mais fantástica e imaginativa\, na qual surgem enigmas oníricos\, paisagens noturnas e os assombros que povoam o imaginário coletivo\, com monstros e lobisomens. Obras como Noite na fazenda (1969)\, de Madalena Santos Reinbolt\, e Obscura Luz (1982)\, de Cildo Meireles\, compõem a mostra. \nNa exposição\, a experiência da noite se apresenta como um problema artístico para refletir sobre vivências individuais\, que aparecem\, por exemplo\, nas representações de sonhos e pesadelos\, e coletivas\, que dizem respeito à formação histórica e social do país – sobretudo a partir do surgimento da energia elétrica\, que mudou a fisionomia das cidades e suas dinâmicas no início do século XX. Atividades de lazer\, surgimento de novas profissões\, vivências na cidade – que variam de acordo com a origem social do sujeito – figuram em obras emblemáticas\, muitas delas expostas pela primeira vez. \n“A exposição privilegia a produção de artistas ditos populares\, e a coloca em relação direta com trabalhos de artistas canônicos do nosso modernismo\, muitas vezes criando situações de tensão entre essas diferentes vivências da noite. Ao longo da exposição\, percebemos que a noite\, um fenômeno natural que afeta a todas as pessoas\, reflete problemas artísticos\, relativos à luminosidade e à representação dos sonhos e visões\, mas também problemas sociais\, relacionados ao trabalho\, à coletividade e ao uso do espaço público. Fato é que a noite reforça uma das perguntas mais eloquentes quando olhamos para a arte moderna: quem olha quem? Nós não respondemos a essa pergunta\, mas\, ao contrário\, procuramos transformá-la em motor para as reflexões que estimulamos ao longo de todo o percurso expositivo”\, comentam os curadores. \nSobre a exposição \nEm 1854\, a cidade de São Paulo passou a receber um sistema de iluminação pública com luz a gás. A partir de 1883\, o surgimento da energia elétrica aparece como fator determinante na reconfiguração do espaço público. Em Tecendo a manhã\, o acender das luzes\, na cidade e no campo\, marca o início da exposição. Obras como Fachada do Teatro Municipal (sem data)\, de Valério Vieira (década de 1910)\, e São Paulo (1966)\, de Agostinho Batista de Freitas\, comentam o espaço compartilhado e a vida coletiva em São Paulo\, cidade símbolo da modernidade. Outras representações também podem ser vistas na perspectiva de Gregório Gruber\, em Vale do Anhangabaú à noite (1981)\, e na fotografia de Benedito Junqueira Duarte\, Praça João Mendes Júnior (1950). \nA segunda sala se volta para o coletivo\, apresentando obras que tematizam a sociabilidade noturna. Nos primeiros meses do ano\, por exemplo\, a Festa de Iemanjá e o Carnaval organizam festas populares em forma de cortejo\, movido pelo canto de batuques e afoxés. A cultura do samba\, assim como dos bailes\, construída fundamentalmente por pessoas negras que experimentavam uma vida cerceada pelas perseguições políticas no pós-abolição\, permitiu o florescimento de agremiações inteiramente dedicadas à festa e à celebração da liberdade do corpo marginalizado. Neste núcleo\, casamentos\, festas religiosas\, bailes e parques de diversões podem ser vistos em trabalhos como Festa de Iemanjá (sem data)\, de Babalu\, Parquinho (1990)\, de Ranchinho\, e o Concurso de dança no DCE (1985)\, dos Retratistas do Morro. \nNa sala seguinte\, a exposição apresenta personagens associados à noite. A prostituição e o ambiente dos bordéis foram temas frequentes na obra de Di Cavalcanti\, Oswaldo Goeldi e Lasar Segall\, que se interessavam em observar uma vida marginal\, precária e ilegal que não poderia acontecer à luz do dia. Desses artistas\, estão expostas respectivamente obras como Fantoches da meia-noite (1921)\, O ladrão (1955) e Mulheres do mangue com espelhos (1926)\, que convidam o público a refletir sobre gênero e classe a partir da visão de homens brancos da elite cultural do país sobre mulheres e pessoas negras\, pobres e em estado de decadência no contexto pós-abolição. \nA quarta sala destaca uma figura mítica evocada pela lua cheia: o lobisomem. Um conjunto de obras de Ana das Carrancas\, além de peças de madeira de Mestre Guarany e Artur Pereira\, remetem ao personagem. As obras dividem o espaço expositivo com representações de formas lunares\, em especial a obra monumental de Tomie Ohtake\, Lua (políptico) (1984). Na sequência\, paisagens noturnas que flertam com a abstração e a metafísica contrastam trabalhos como Fachada roxa e verde (início da década de 1960)\, de Volpi\, com obras de artistas populares como Cafezal #1\, de Adir Mendes de Souza\, e Derrubada erótica (2013)\, de Nilson Pimenta\, para pensar sobre o espaço do sonho e os enigmas oníricos. \nIndissociável do tema da noite\, a experiência do sonhar é contemplada na sexta sala\, que se dedica ao imaginário do pesadelo e das assombrações. Em trabalhos como a escultura Exu-Caveira (1982–1983)\, é possível contemplar a reação de Chico Tabibuia às visões noturnas: convertido a uma religião que demonizava as entidades afro-brasileiras que ele cultuava anteriormente\, o artista passou a esculpir na madeira esses espíritos que\, segundo ele\, insistiam em persegui-lo. Outros artistas como Mestre Galdino\, Ulisses Pereira Chaves e Maria Martins também podem ser vistos pelo público. A alvorada marca o encerramento da exposição\, trazendo ao último núcleo a transição da noite para o dia\, com trabalhos de Djanira\, Tereza Costa Rêgo e Heitor dos Prazeres.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/tecendo-a-manha-vida-moderna-e-experiencia-noturna-na-arte-do-brasil-na-pinacoteca-luz/
LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Carlos-Bastos-_Omolu_-1969.-Foto-Isabella-Matheus.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250322T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250727T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250321T150430Z
LAST-MODIFIED:20250321T165002Z
UID:61693-1742637600-1753639200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Estás vendo coisas – Bárbara Wagner e Benjamin de Burca" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Bárbara Wagner & Benjamin de Burca\,\n\n\n\n\nNa Sala de Vídeo do edifício Pina Luz\, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca apresentam a obra Estás vendo coisas (2016). \nApresentado na 32ª Bienal de São Paulo\, Estás Vendo Coisas / You Are Seeing Things investiga a paisagem social e profissional da música Brega no Recife. A indústria dos videoclipes atua como catalisadora de uma ideia de futuro marcada pelo desejo de sucesso\, moldado pelas dinâmicas do capitalismo. O filme observa esse universo em que a autorregulação e a manipulação da imagem desempenham um papel central na construção da voz\, do status e da identidade de uma nova geração de artistas populares. \nEscrito e encenado por participantes do Brega\, Estás Vendo Coisas acompanha dois personagens principais — o cabeleireiro e MC Porck e a bombeira e cantora Dayana Paixão — em seus trajetos entre o estúdio e o palco. Com uma estrutura próxima à de um musical\, o filme se desenrola no interior de uma casa noturna\, onde gestos são entrelaçados a canções sobre amor\, fidelidade\, sucesso e riqueza. Retirada de seu contexto mediatizado\, a linguagem do Brega é desconstruída e rearranjada\, revelando o vocabulário do espetáculo como uma nova forma de trabalho.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/estas-vendo-coisas-barbara-wagner-e-benjamin-de-burca-na-pinacoteca-luz/
LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Estas-vendo-Coisas-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250322T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250321T151529Z
LAST-MODIFIED:20250321T151529Z
UID:61697-1742637600-1754244000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Mônica Ventura: Daqui um lugar" no Octógono da Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Mônica Ventura – Divulgação Pinacoteca\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta Mônica Ventura: Daqui um lugar\, no Octógono do edifício Pinacoteca Luz. Com curadoria de Lorraine Mendes\, a instalação inédita da artista reconfigura o espaço central do edifício\, atribuindo novos significados a materiais como cabaças\, juta e cobre. \nMônica Ventura articula o repertório mítico e ancestral presente em uma arquitetura vernacular para confrontar algumas características do prédio: a verticalidade\, a circularidade e os tijolos mantidos aparentes desde a inauguração como Liceu de Artes e Ofícios em 1905 e assim perpetuados\, mesmo depois de a Pinacoteca ter se tornado museu e passar por sucessivas alterações até culminar na grande reforma do início dos anos 2000. \nNo espaço expositivo\, um conjunto de cabaças pendem sobre uma estrutura em formato circular. Cada cabaça\, ainda que represente uma unidade de sentido\, conflui em coletivo pendente do céu para seguir\, pelo reflexo de um espalho d’água\, em um avesso do chão de terra onde o público é convidado a pisar. \nA cobertura\, em formato circular\, instaura uma horizontalidade outra ao espaço\, criando uma atmosfera de intimidade\, proteção e abrigo\, evocando ainda a construção de um campo magnético. A experimentação entre o espaço criado e o público é potencializada através do cobre\, material com alta capacidade de condução de energia\, que reveste as estruturas que sustentam o céu criado pela artista. \nVentura propõe ao visitante um lugar em que as conexões humanas possam confluir\, receber e irradiar energia\, a partir da relação entre corpo e arquitetura. Essa exposição tem o patrocínio da Verde Asset Management\, na cota Bronze.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/monica-ventura-daqui-um-lugar-no-octogono-da-pinacoteca-luz/
LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/LF_Pina_MonicaVentura_-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250322T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250727T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250321T153118Z
LAST-MODIFIED:20250321T153118Z
UID:61700-1742637600-1753639200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Ad Minoliti: Escola Feminista de Pintura" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Vistas da Escola Feminista de Pintura de Ad Minoliti na Pina Contemporânea em 14/03/2025 para Pinacoteca de São Paulo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta Ad Minoliti: Escola Feminista de Pintura\, na Galeria Praça do edifício Pina Contemporânea. Partindo de um repertório ligado à abstração geométrica e aos ativismos de gênero e sexualidade\, a pessoa artista propõe um novo modelo de educação artística\, transformando a sala expositiva em um espaço de aprendizado teórico-prático e convidando artistas\, pesquisadoras\, escritoras e ativistas brasileiras para conduzirem oficinas quinzenais gratuitas e abertas ao público. Nomes como Maria Bonomi\, Erica Malunguinho e Anelis Assumpção participam dos encontros quinzenais. \nA oitava edição da Escola Feminista de Pintura foi pensada como um site-specific para a Galeria Praça\, espaço que já foi uma sala de aula. Em diálogo com a história da Pina — que originalmente estava veiculada ao Liceu de Artes e Ofícios\, responsável pela formação profissional de artistas desde a virada do século XIX —\, o projeto ajuda a prospectar caminhos rumo a uma educação libertadora\, inclusiva e protagonizada por pessoas há tanto tempo invisibilizadas em processos de criação e decisão em espaços dominantes. \n“Ad despontou na cena argentina e\, nos últimos anos\, seu repertório artístico e político vem ganhando bastante destaque no mundo. Trazendo a Escola Feminista pela primeira vez para o Brasil\, a Pinacoteca deseja aproximar essa trajetória dos grupos e pautas locais\, permitindo instâncias de trocas e aprendizados a partir de uma perspectiva decolonial e crítica às padronizações das identidades e das formas de expressão e ensino de arte”\, conta a curadora Ana Maria Maia. \nSobre a exposição \nAo entrar na Grande Galeria\, o público tem acesso ao manifesto da Escola Feminista de Pintura\, em diálogo com um conjunto de obras abstratas do acervo da Pinacoteca\, feitas por artistas mulheres que tiveram destaque no Brasil desde os anos 1950 até a atualidade. Haverá obras de Lygia Pape\, Judith Lauand\, Maria Bonomi\, Mira Schendel\, Moussia Pinto Alves\, Rebeca Carapiá e Tomie Ohtake\, culminando em uma diversidade de gerações\, linhas de pesquisa e aberturas para pensar leituras das formas abstratas hoje. \nAo atravessar a galeria de referências\, o público chega ao ateliê\, equipado com mesas e cadeiras para trabalhos manuais\, estantes de fanzines e um monitor para consulta a um compilado de vídeos relacionados a temas como teoria queer\, ciências naturais\, geometria\, política e pedagogias radicais. É ali onde ocorrerá quinzenalmente\, até o fim da mostra\, o programa de oficinas e falas de personalidades que respondem às premissas da Escola a partir de seus respectivos campos de conhecimento. \nTodo o espaço\, no entanto\, é igualmente tomado por uma grande pintura mural\, cujas cores e formas vibrantes extrapolam molduras e tornam o ambiente tanto convidativo quanto desconcertante. Ad Minoliti costuma apresentar sua pesquisa como uma “ficção pictórica especulativa”. Entre a ludicidade das cores e uma anarquia punk\, as citações históricas e um estímulo ao “faça você mesmo”\, o questionamento da dualidade entre o abstrato e o figurativo e a presença enigmática de um manequim com cabeça de pelúcia\, a Escola Feminista de Pintura levanta a bandeira política da invenção de si e das estruturas de saber e viver. \nA abertura da exposição acontece no sábado\, dia 22 de março\, com uma aula inaugural que apresenta o manifesto da Escola ao público. No domingo\, dia 23\, a artista realiza uma oficina prática de zines às 14h30. Confira a programação e\, para mais informações\, consulte o site.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/ad-minoliti-escola-feminista-de-pintura-na-pinacoteca-contemporanea/
LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/20250314_Levi-Fanan_Pina_Ad-Minoliti-EFP_7-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250322T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260322T210000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250326T013149Z
LAST-MODIFIED:20250326T013530Z
UID:61833-1742637600-1774213200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/abstracionismos-no-mac-usp/
LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Antonio-Bandeira-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250322T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250830T170000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250326T012632Z
LAST-MODIFIED:20250621T140035Z
UID:61829-1742641200-1756573200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Modus Operandi" de Regina Silveira no IAC
DESCRIPTION:Regina Silveira – Divulgação\n\n\n\n\nO Instituto de Arte Contemporânea-IAC apresenta a exposição “Modus Operandi” da artista Regina Silveira\, a partir do dia 22 de março de 2025 (sábado)\, das 11h às 16h\, na Consolação\, em São Paulo. \nA mostra – que tem curadoria Agnaldo Farias – professor da FAU-USP e crítico de arte\, apresenta os processos criativos e  desenvolvimento de algumas de suas obras de diferentes períodos\, além de maquetes\, desenhos preparatórios e mesmo documentários em vídeo.  O conjunto ocupa duas salas expositivas e a área do café da instituição. Alguns dos trabalhos expostos no IAC já foram vistos no Brasll\, mas outros foram obras site specific\, instaladas temporariamente em outros países como Bélgica\, Estados Unidos\, México\, Chile e Japão. A visitação gratuita segue até o dia 26 de julho de 2025. \nO evento também celebra a doação dos arquivos e documentos da artista para o IAC\, tendo como maior função a sua disponibilização para a pesquisa. A intenção primeira é mostrar como cada ideia foi desenvolvida e formulada\, além de explicitar suas sucessivas derivações\, apontando similaridades e diferenças\, ou o modo com se constitui cada série de trabalhos. “Acredito que essa exposição\, sem ser uma retrospectiva\, pode dar uma visibilidade pontual às diversas direções de meu percurso\, desde a etapa multimídia e\, passando de distorções e  projeções de sombra\, alcança a memória ao meu salto íconceitual e técnico)\, ao campo aberto das possibilidades digitais\, em obras que puderam ser totalmente feitas por outros\, e à distância\, em fachadas e interiores de espaços públicos”\, conclui a artista. O título da mostra toma como base a expressão em latim que significa “modo de operar”\, utilizada para designar uma maneira de agir\, operar ou executar uma atividade seguindo geralmente os mesmos procedimentos. \n“A artista empreende o cálculo metódico\, diligente\, exato do discurso visual; toma para si o papel milimetrado\, um dos suportes preferenciais do desenho mecânico e civil\, para traduzir ao plano bidimensional excertos do mundo tridimensional. Revira\, ajusta o desenho\, como que vai testando sua plasticidade até chegar ao ponto que lhe satisfaz. Uma vez atingido\, o trabalho muda de estado: tendo partido da compreensão da profundidade do mundo\, posteriormente reduzido a dimensão planar\, o desenho cresce novamente\, agora transposto para um tapete\, para um desenho despejado pelo chão capaz de atacar uma parede\, até aqueles que recobrem o volume de um prédio. Nesse processo\, as ausências convertem-se em presenças maiúsculas\, tão ou mais impactantes e convincentes do que os objetos\, corpos humanos\, bichos e insetos que lhes serviram de fontes”\, afirma o curador Agnaldo Farias em seu texto. \nA exposição é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea. O educativo é apoiado pelo Instituto Galo da Manhã. As atividades do IAC são amparadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura\, Governo Federal.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/modus-operandi-de-regina-silveira-no-iac/
LOCATION:IAC\, 120 Av. Dr. Arnaldo Pacaembu\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/0095-TAPECARIAS.baixa_.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250328T090000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250920T163000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250331T224431Z
LAST-MODIFIED:20250331T224431Z
UID:62029-1743152400-1758385800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Fala Falar Falares" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Imagem: Wellington Almeida\n\n\n\n\nJá parou para pensar que o simples ato de falar é um superpoder da espécie humana? Para pronunciar uma única palavra\, acionamos todo o corpo – o cérebro\, os pulmões\, as cordas vocais\, a boca. Quando o som que corta o ar encontra outra pessoa\, esta operação se completa na forma de uma conversa\, de música ou de protesto. Fala Falar Falares\, a próxima exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa\, aborda a fantástica capacidade de se manipular o som a partir do corpo\, sob uma perspectiva mais do que especial: a do português falado no Brasil e de sua variedade. Com curadoria da cenógrafa e cineasta Daniela Thomas e do escritor e linguista Caetano W. Galindo\, a exposição Fala Falar Falares abre para o público no dia 28 de março.Localizado na Estação da Luz\, o Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo. A mostra conta com patrocínio máster da Petrobras e do Grupo CCR\, por meio do Instituto CCR; patrocínio do Instituto Cultural Vale; apoio do Grupo Ultra e do Itaú Unibanco – todos por meio da Lei Rouanet. A temporada 2025 é uma realização do Ministério da Cultura. \n“Fala Falar Falares é um mosaico de vozes e sotaques que celebram a diversidade do Brasil. No Museu da Língua Portuguesa\, acreditamos que a língua é um espaço de encontro e de inclusão\, onde todas as formas de falar têm seu lugar e sua importância”\, afirma a diretora técnica da instituição\, Roberta Saraiva. A exposição tem o objetivo de fazer o público pensar no quanto é especial a capacidade de falar – e\, com a fala\, criar música\, cultura e se expressar de maneiras tão diferentes dentro da mesma língua. Daniela Thomas explica que a ideia do percurso é provocar uma autoconsciência inédita para o público. “Se tudo der certo\, o visitante deverá despertar-se para os inúmeros mecanismos e histórias envolvidas na própria ideia que faz de si mesmo\, sempre mediada pela língua que usa para pensar\, se comunicar e se identificar no mundo”. \nA primeira parte é dedicada a mostrar como o fenômeno da fala acontece dentro do corpo a partir de coisas essenciais para a vida: o ar e a respiração. “O sistema da língua ‘rouba’ órgãos que não foram feitos para a fala\, mas a gente está tão familiarizado com isso que não paramos para pensar o quanto é fascinante e maravilhoso”\, diz Caetano W. Galindo.Em uma das instalações\, os visitantes serão convidados a usar um microfone que foi calibrado para captar apenas sons de pessoas respirando – e que está ligado a uma projeção de luz que pulsa conforme este som.Outra experiência mostra imagens captadas por uma máquina de ressonância magnética\, onde é possível observar como se movimenta o interior de um corpo humano quando fala algumas frases conhecidas de canções brasileiras. Uma curiosidade é que essas imagens foram gravadas na Alemanha: a equipe da exposição descobriu a existência de um aparelho disponível e de um engenheiro brasileiro que topou se gravar enquanto entoava as frases escolhidas.Assim\, Fala Falar Falares começa a mostrara relação dos brasileiros com a língua portuguesa\, expressa na exposição como uma grande celebração das diferentes formas de se falar em todos os cantos do país. O público vai encontrar os mais diversos sotaques em diálogo com experiências participativas que são uma das marcas do trabalho de Daniela Thomas em exposições. Depois disso\, os visitantes poderão acionar com seus próprios movimentos a imagem de um corpo todo composto de informações a respeito da origem e da formação das palavras que dão nome aos nossos órgãos e membros. \nNum outro momento\, os visitantes vão se ver diante de um mapa-múndi que\, com o Brasil cravado no centro da imagem\, permite demonstrar os caminhos que certas palavras\, escolhidas em uma mesa\, tiveram que traçar até chegar ao nosso vocabulário cotidiano.“O Brasil é um caleidoscópio de diferenças”\, afirma Galindo. E isso ficará bem demonstrado em um quiz em que os visitantes vão testar se conhecem mesmo os diferentes sotaques falados pelo Brasil afora. O quiz funciona a partir de vídeos gravados com dezenas de pessoas de todo o país. O desafio é ouvi-las e tentar adivinhar de onde são. Os curadores garantem: é muito mais difícil do que parece\, demonstrando que os estereótipos sobre os sotaques brasileiros muitas vezes mascaram uma diversidade ainda maior.Em outro ponto da exposição\, o público poderá ficar no centro de uma conversa entre doze pessoas de diferentes origens que falam de sua relação com língua\, linguagem e sotaque. Em uma instalação circular\, com telas de TV que retratam\, cada uma\, um interlocutor\, os visitantes vão se surpreender com histórias de orgulho\, pertencimento\, estranhamento\, humor e também de preconceito com determinados jeitos de falar.Outra curiosidade: os diálogos foram gravados em grupos de quatro pessoas\, mas a mágica da exposição fará a conversa parecer sincronizada entre os doze participantes. A diversidade da língua portuguesa do Brasil se expressa também nos nomes dos 5.571 municípios brasileiros. Alguns deles poderão ser ouvidos nos elevadores de acesso à sala de exposições temporárias e estarão nas paredes da exposição\, formando um poema com cerca de 500 nomes selecionados por Caetano W. Galindo entre os mais curiosos e encantadores.Para os curadores a exposição deve provocar no público uma sensação de maravilhamento com a diversidade brasileira expressa através do simples ato de falar. Fala Falar Falarestem sua origem em uma experiência da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa: Falares\, no terceiro andar\, é uma coleção de depoimentos de pessoas de todo o Brasil\, de diferentes idades\, origens\, religiões\, etnias e profissões\, que falam de sua relação com a língua portuguesa. Criada para a nova exposição principal\, inaugurada em 2021\, Falares é um rico retrato da diversidade brasileira que atravessa e é atravessada pela expressão oral.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/fala-falar-falares-no-museu-da-lingua-portuguesa/
LOCATION:Museu da Língua Portuguesa\, Praça da Luz\, s/nº - Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/unnamed-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250328T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250327T150447Z
LAST-MODIFIED:20250327T150447Z
UID:61838-1743156000-1754244000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:“Renoir” no MASP
DESCRIPTION:Pierre-Auguste Renoir\, “Menina com as espigas”\, 1888. Acervo MASP\n\n\n\n\nO MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand exibe\, entre os dias 28 de março e 3 de agosto\, todas as obras de Pierre-Auguste Renoir (1841–1919) presentes em seu acervo. Cinco ensaios sobre o MASP — Renoir apresenta 12 pinturas e uma escultura no quinto andar do Edifício Pietro Maria Bardi. Esse conjunto de obras foi exposto pela última vez em 2002\, na mostra Renoir – O pintor da vida\, realizada no próprio museu.  \nCom curadoria de Fernando Oliva\, curador\, MASP\, a seleção abrange praticamente toda a carreira do artista francês. Entre as pinturas está a famosa obra Rosa e azul – As meninas Cahen d’Anvers (1881)\, que retrata Elisabeth e Alice\, filhas do banqueiro Louis Cahen d’Anvers (1837–1922)\, uma família pertencente à comunidade judaica do século XIX. Alice viveu até os 89 anos e morreu em Nice\, em 1965. Já Elisabeth teve um destino trágico. Durante a exposição de obras do MASP realizada na Fondation Pierre Gianadda\, em 1987\, na Suíça\, seu sobrinho Jean de Monbrison escreveu ao museu relatando que Elisabeth fora enviada para Auschwitz durante a Segunda Guerra e morreu a caminho do campo de concentração\, aos 69 anos.  \nO período\, conhecido como “obra tardia” de Renoir — influenciado por sua viagem à Itália\, em 1881\, que possibilitou o contato com mestres renascentistas\, como Rafael e Ticiano —\, é marcado por pinturas em tons pastéis\, sem contornos firmes e sobreposição de cores puras. Essas características podem ser observadas em Banhista enxugando a perna direita (c. 1910) e Banhista enxugando o braço direito (grande nu sentado) (1912). O tema das banhistas\, abordado por Renoir desde o início de sua carreira — como na tela A banhista e o cão griffon – Lise à beira do Sena (1870) — tornou-se central em sua produção até sua morte em 1917. \nAlém da pinturas\, a exposição apresenta Vênus vitoriosa (Venus Victrix) (1916)\, escultura produzida no período em que o artista sofria de artrite reumatoide severa. Por conta das limitações impostas pela doença\, a obra foi criada com o auxílio do jovem artista Richard Guino (1890–1973). O trabalho dialoga com a pintura O julgamento de Páris\, feita por Renoir alguns anos antes\, inspirada no episódio “Pomo da discórdia”\, da mitologia grega. \nAs obras de Renoir foram adquiridas pelo museu durante o chamado período das grandes aquisições quando\, entre o final da década de 1940 e início dos anos 1950\, Pietro Maria Bardi (1900–1990)\, diretor-fundador do MASP\, incorporou ao acervo trabalhos de artistas do cânone europeu\, em sua maioria italianos e franceses\, o que resultou no mais importante acervo de arte europeia do hemisfério sul. A coleção de Renoir constitui o maior número de trabalhos de um único artista dentre as pinturas europeias do acervo da instituição.  \nDIÁLOGO COM OS CAVALETES DE CRISTALAs pinturas de Renoir são apresentadas em suportes individuais feitos de chapas metálicas reflexivas\, com um design que inclui um recorte curvo em uma das pontas. Concebidas pela arquiteta Juliana Godoy\, essas estruturas foram criadas buscando um diálogo com os cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi e com a história do MASP.  \nOs blocos de concreto dos cavaletes originais\, que remetem ao modernismo\, nesta expografia são substituídos por uma base com dois pés de apoio\, sendo que um deles é calcado em espuma. A escolha desse material flexível propõe uma alusão ao momento contemporâneo. \nA expografia usa ainda como referência as travas desenvolvidas pelo museu para fixar as obras nos cavaletes de vidro\, e mantém a proposta de apresentar as legendas na parte posterior das telas\, convidando o visitante a passear pelo espaço.  \nRenoir\, Geometrias\, Artes da África\, Histórias do MASP e Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram os Cinco ensaios sobre o MASP\, série de exposições pensadas a partir do acervo do museu para inaugurar o novo Edifício Pietro Maria Bardi. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/renoir-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Pierre-Auguste-Renoir-Menina-com-as-espigas-Girl-with-Flowers-1888.-Acervo-MASP-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250328T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250327T151046Z
LAST-MODIFIED:20250327T151046Z
UID:61866-1743156000-1754244000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:“Histórias do MASP” no MASP
DESCRIPTION:Vincent van Gogh\, “The Schoolboy (The Postman’s Son)”\, 1888. Acervo MASP\n\n\n\n\nO MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand revisita mais de sete décadas de sua trajetória na exposição Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP\, em cartaz de 28 de março a 3 de agosto. Em um momento de expansão\, marcado pela inauguração do Edifício Pietro Maria Bardi\, a mostra\, realizada no sexto andar\, reflete sobre a história do museu e sua importância para a constituição de um projeto de museu moderno.    \nEm formato de linha do tempo\, a mostra coloca em diálogo 74 obras do acervo do MASP com uma documentação raramente exibida do Centro de Pesquisa do museu\, abrangendo fotografias\, documentos\, cartazes\, livros\, catálogos\, jornais e revistas. Essa seleção apresenta a memória da instituição de maneira didática e panorâmica\, abordando temas como a criação do museu\, a formação de seu acervo\, sua primeira sede na 7 de abril\, a mudança para a Avenida Paulista\, além de exposições e eventos que fizeram história nas últimas décadas. A curadoria é de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, Regina Teixeira de Barros\, curadora coordenadora e de acervo\, MASP\, Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP. \nA exposição Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP se desdobra pela sala expositiva e se inicia com um preâmbulo sobre o encontro de Assis Chateaubriand\, empresário que dirigia os principais canais de comunicação da época\, com o crítico e marchand Pietro Maria Bardi\, primeiro diretor artístico do MASP\, e Lina Bo Bardi\, arquiteta que projetou tanto o edifício do museu como importantes montagens expográficas.  \nO casal Bardi viajou ao Brasil em 1946 para a realização da exposição Arte italiana antiga\, no Rio de Janeiro\, mostra que reuniu muitas obras as quais\, posteriormente\, passaram a compor o acervo do MASP. Um exemplo é Virgem com o Menino e São João Batista criança (1490–1500)\, de Sandro Botticelli e ateliê\, adquirido nesse momento embrionário da coleção do museu\, além de pinturas incorporadas logo nos primeiros anos\, como As cinco moças de Guaratinguetá (1930)\, de Di Cavalcanti\, e Madame Cézanne em vermelho (1888–90)\, de Paul Cézanne.  \nA fundação do MASP\, em 1947\, na sede dos Diários Associados de Assis Chateaubriand\, e os anos seguintes são relembrados com o primeiro cartaz do museu\, desenhado por Roberto Sambonet\, vistas das primeiras exposições e fotos do desfile da Dior\, realizado no próprio espaço expositivo em 1951. A mostra também aborda o período das “grandes aquisições”\, entre 1947 e 1958\, quando o MASP incorporou a maior parte das obras que o tornaram o museu com a principal coleção de arte europeia do hemisfério sul. Nos anos 1950\, o museu realizou exposições na Europa e nos Estados Unidos\, internacionalizando a coleção e divulgando o trabalho realizado no Brasil.  \n“Organizamos a exposição a partir da data de incorporação das obras no acervo. Isso conta para o público uma outra história\, destacando como o museu estava se colocando nesse circuito e desenhando o perfil da instituição”\, explica Guilherme Giufrida. \nPara além do acervo\, a mostra aborda a crescente importância do museu para a arquitetura\, a paisagem urbana e a vida política na cidade de São Paulo. Imagens mostram a construção do icônico edifício na Avenida Paulista desde a sua inauguração\, com a presença da Rainha Elizabeth II\, em 1968. Depois de mais de 20 anos em concreto aparente\, os pórticos do edifício recebem a marcante cor vermelha. Em 1992\, as manifestações pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello no vão livre reforçam a dimensão pública desse espaço para a cidade. No mesmo período\, o projeto Som do meio-dia atraiu grande público para assistir aos shows de Olodum e Daniela Mercury. \nA história mais recente do MASP\, após a aposentadoria de Bardi\, em 1992\, até os dias atuais\, também é retratada na exposição\, como a incorporação de obras para tornar o acervo mais representativo e diverso. A partir de 2014\, o museu recebeu doações que aumentaram a presença de artistas mulheres\, incluindo obras de Guerrilla Girls\, Maria Auxiliadora\, Adriana Varejão e Anna Maria Maiolino\, entre outras\, além de comodatos como o da coleção Landmann\, uma das mais representativas de arte pré-colombiana do Brasil. \n“Uma mostra como essa é um enorme desafio… abordar a história de um museu de quase 80 anos que tem uma coleção viva\, buscando responder às questões da arte dos diferentes tempos que atravessou. Estamos apresentando momentos-chave da trajetória do MASP de uma forma bastante visual”\, comenta Laura Cosendey. \nHistórias do MASP\, Artes da África\, Renoir\, Geometrias e Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram os Cinco ensaios sobre o MASP\, série de exposições pensadas a partir do acervo e da história do museu para inaugurar o novo Edifício Pietro Maria Bardi. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/historias-do-masp-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Vincent-van-Gogh-_Passeio-ao-crepusculo_-1889-90-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250328T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250327T151907Z
LAST-MODIFIED:20250327T151907Z
UID:61869-1743156000-1754244000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:“Artes da África” no MASP
DESCRIPTION:DOGON\, Máscara\, Século XX. Acervo MASP\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 28 de março a 3 de agosto\, a exposição Cinco ensaios sobre o MASP –  Artes da África\, no terceiro andar do Edifício Pietro Maria Bardi. A mostra reúne mais de 40 obras do acervo do museu\, principalmente do século 20\, oriundas da África ocidental.  \nA curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, e Leandro Muniz\, curador assistente\, MASP\, selecionou peças confeccionadas em madeira\, principalmente aquelas ligadas ao corpo ou à sua representação. O conjunto abrange estatuetas de Exu e Xangô\, objetos cotidianos\, bonecas\, tambores\, mobiliário e máscaras usadas em festividades\, rituais de iniciação\, celebração ou funerais. Embora outras apresentações desse conjunto já tenham sido realizadas\, esta é a primeira exposição que busca estabelecer uma leitura crítica e propositiva da coleção de arte africana do museu. \n“A presença da arte africana no MASP foi moldada por momentos-chave ao longo da sua história\, marcados pela realização de exposições e doações. O primeiro envolvimento notável do museu com a arte africana ocorreu em 1953\, com a exposição Arte Negra\, realizada seis anos após a abertura do MASP. Essa iniciativa foi uma das primeiras exposições de arte africana registradas em um museu brasileiro”\, afirma Amanda Carneiro. \nAs obras provêm de 17 culturas distintas\, oriundas principalmente da África ocidental\, de grupos como Guro\, Senufo e Baulê\, da atual Costa do Marfim; Dogon e Bamana\, do Mali; Mossi e Bobo\, da Burkina Faso; Baga\, da Guiné; Axante\, de Gana; Guere-Wobe\, da Libéria; Hemba\, do Congo; Mumuye\, Ibibio\, Igbo e Iorubá\, da Nigéria; além de uma peça Chokwe\, da Angola. \n“São produções muito diversas que trazem essa noção de ‘artes’ no plural para o título da exposição. Existem cerca de 500 culturas diferentes em toda a África\, portanto\, o que apresentamos é um recorte específico sobre a maneira como o MASP colecionou essas peças ao longo dos anos. Não se trata de uma mostra sobre uma identidade única continental”\, afirma Leandro Muniz.  \nEm diálogo com as peças históricas\, os artistas brasileiros biarritzzz (Fortaleza\, CE\, 1994) e Cipriano (Petrópolis\, RJ\, 1981) abordam\, em obras comissionadas para o museu\, os legados e as transformações das tradições africanas na cultura brasileira. biarritzzz expõe três vídeos: colagens digitais de fragmentos das máscaras presentes na mostra\, acompanhadas de frases que questionam sua presença em acervos de museus. A artista usa uma linguagem típica de redes sociais para transmitir ideias ou fazer críticas com humor\, chamando esse recurso de “pedagogia do meme”. Já Cipriano apresenta duas pinturas abstratas que sobrepõem cantos de religiões afro-brasileiras ligadas às tradições banto\, tronco linguístico da África central. Uma das obras faz referência ao tambor Chokwe\, de Angola\, incorporado em 2023 à coleção do MASP. \nConcebida pelo escritório de arquitetura Gabriela de Matos\, a expografia remete a dois materiais que foram fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do continente africano: a terra\, usada especialmente em arquiteturas milenares\, e o ferro\, cuja fundição data ao menos desde 500 a.C.\, ganhando importância central em diferentes culturas africanas. As estatuetas e as máscaras são apresentadas em totens cobertos por uma tinta semelhante à terra; já a estrutura tem uma base composta por metal e acrílico espelhado preto. \nAs obras estão organizadas em conjuntos que destacam a diversidade e a inventividade formal das produções e as relações temáticas entre diferentes culturas. Sem associações cronológicas e geográficas\, a montagem incorpora as produções dos artistas contemporâneos. \nACERVOA maior parte da coleção de artes da África do MASP é composta por estatuetas e máscaras do século 20\, integradas ao museu ainda nas primeiras décadas de sua formação. Desde 1953\, seis anos após sua fundação\, o museu realizou diversas exposições sobre este tema\, como Arte Negra (1953)\, Arte Tradicional da Costa do Marfim (1973)\, Da senzala ao sobrado (1978)\, Arte contemporânea do Senegal (1981)\, Cultura Nigeriana (1987)\, África Negra (1988) e Do coração da África – Arte Iorubá (2014).  \nDuas grandes doações foram fundamentais para a formação desse acervo: do Bank Boston\, em 1998\, e da coleção Robilotta\, em 2012; ao longo do tempo também ocorreram incorporações pontuais. Para refletir sobre a história dessa coleção e das exposições sobre arte africana no MASP\, um conjunto de documentos será apresentado em uma vitrine que registra essa trajetória. \nArtes da África\, Renoir\, Geometrias\, Histórias do MASP e Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram os Cinco ensaios sobre o MASP\, série de exposições pensadas a partir do acervo e da história do museu para inaugurar o novo Edifício Pietro Maria Bardi. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/artes-da-africa-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/DOGON-Mascara-Seculo-XX.-Acervo-MASP-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250328T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250327T152503Z
LAST-MODIFIED:20250327T152503Z
UID:61872-1743156000-1754244000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:“Isaac Julien: Lina Bo Bardi — um maravilhoso emaranhado” no MASP
DESCRIPTION:Isaac Julien\, “Lina Bo Bardi – A Marvellous Entanglement”\, vista da exposição\, Victoria Miro Gallery\, 2019. © Isaac Julien. Cortesia do artista e Victoria Miro\, Londres\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 28 de março a 3 de agosto de 2025\, a exposição Cinco ensaios sobre o MASP — Isaac Julien: Lina Bo Bardi — um maravilhoso emaranhado. Inédita no Brasil\, a videoinstalação sobre o legado de Lina Bo Bardi (1914–1992) ocupa o segundo andar do Edifício Pietro Maria Bardi. Na obra\, as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro interpretam os escritos de Lina\, dando voz às suas ideias sobre o potencial social e cultural da arte e da arquitetura\, especialmente a partir de sua experiência com a cultura afro-brasileira na Bahia.  \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e assistência de Matheus de Andrade\, assistente curatorial\, MASP\, a videoinstalação é composta por nove projeções simultâneas que constroem uma narrativa não linear a partir da sobreposição de imagens de arquivo\, registros arquitetônicos e performances encenadas.  \nDesde os anos 1980\, Julien dirige e produz obras que refletem sobre a exibição e o significado da cultura material não europeia em museus de arte ocidentais\, unificando dança\, fotografia\, música\, teatro\, pintura e escultura. Seu trabalho revisita figuras históricas\, oferecendo novas perspectivas e subvertendo narrativas dominantes. Inspirado na visão de Bo Bardi sobre o tempo\, o título da obra apresentada deriva de uma de suas reflexões: “Mas o tempo linear é uma invenção do Ocidente\, o tempo não é linear\, é um maravilhoso emaranhado onde\, a qualquer instante\, podem ser escolhidos pontos e inventadas soluções\, sem começo nem fim”. \nFilmado em 2018 em espaços icônicos projetados por Bo Bardi em São Paulo — no MASP\, no Sesc Pompeia e no Teatro Oficina — e em Salvador — incluindo o Museu de Arte Moderna\, o Restaurante Coaty e o Teatro Gregório de Mattos —\, o filme conta com a participação do Balé Folclórico da Bahia\, do coletivo ÀRÀKÁ\, de Salvador\, e do ator\, diretor e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa (1937–2023)\, cofundador do Teatro Oficina de São Paulo\, que trabalhou em colaboração estreita com Lina. \nAs projeções são dispostas em telas com diferentes suportes. Algumas são fixadas à parede\, enquanto outras apoiam-se em cubos de concreto\, uma referência aos cavaletes de cristal idealizados pela arquiteta para o MASP. A estrutura simboliza a ideia de um museu aberto e transparente\, que possibilita um encontro mais próximo do público com as obras de arte. Já a trilha sonora original\, composta por Maria de Alvear\, reforça o caráter imersivo e sensorial da instalação. \n“Para Lina Bo Bardi\, o museu não deve ser um lugar empoeirado onde se guardam resquícios da história. Os objetos expostos só têm sentido quando estão próximos do público\, sem hierarquias\, e relacionados à contemporaneidade. Refletindo sobre estes ideais\, Isaac Julien consegue transmitir a atualidade das ideias de Bo Bardi\, cuja dimensão coletiva se traduz nos espaços que ainda hoje promovem a interação diversa entre arte\, arquitetura e sociedade”\, comenta Matheus de Andrade. \nUm maravilhoso emaranhado foi exibida pela primeira vez na Victoria Miro Gallery\, em Londres\, em 2019. Agora chega ao Brasil integrando o conjunto de Cinco ensaios sobre o MASP\, exposições que inauguram o Edifício Pietro Maria Bardi e ocupam cinco de seus andares\, refletindo sobre a história e o acervo do museu. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/isaac-julien-lina-bo-bardi-um-maravilhoso-emaranhado-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Isaac-Julien-Lina-Bo-Bardi-–-A-Marvellous-Entanglement-Um-Maravilhoso-Emaranhado-vista-da-exposicao-Victoria-Miro-Gallery-2019.-©-Isaac-Julien.-Cortesia-do-artista-e-Victoria-Miro-Londres_3-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250401T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250816T190000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250331T121621Z
LAST-MODIFIED:20250331T124746Z
UID:61978-1743505200-1755370800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Um galo sozinho não tece uma manhã" de Guglielmo Castelli na Mendes Wood DM
DESCRIPTION:Guglielmo Castelli\, “Moleque”\, 2024. Cortesia do artista e Mendes Wood DM. Crédito da imagem: Nicola Morittu \nMendes Wood DM apresenta Um galo sozinho não tece uma manhã\, a primeira exposição de Guglielmo Castelli no Brasil. \nPintor de Turim\, Castelli aprimorou seu ofício durante sua formação acadêmica em cenografia – disciplina que moldou sua prática pictórica\, especialmente na forma como representa espaços e interiores arquitetônicos. Embora sua estética esteja enraizada nesse contexto\, uma crítica à cultura burguesa marca seu horizonte intelectual. A superfície pictórica não é expressão de mera virtuosidade técnica\, mas um campo de batalha no qual Castelli compreende a cultura ao seu redor: o peso do legado\, a relação entre a alta cultura e o conservadorismo em contraposição ao popular\, e a possibilidade de uma ruptura total. \nA exposição toma seu título de um verso do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto: Um galo sozinho não tece uma manhã. O verso aparece em A educação pela pedra\, coletânea publicada em 1966\, quando o Brasil era governado por uma ditadura militar que reprimia artistas e intelectuais com violência crescente nos anos subsequentes. A metáfora do galo\, que só consegue anunciar a claridade da manhã se acompanhado de vários outros\, mostra-se perene – um tributo à coletividade e à colaboração\, que ressoa também com um princípio da abstração geométrica brasileira: o todo é mais do que a soma das partes. \nCastelli aborda a ideia de coletivo por meio de composições espaciais e formais\, expandindo sua prática pela primeira vez em um ambiente imersivo na galeria Mendes Wood DM em São Paulo. Uma plataforma elevada altera a percepção do espectador\, produzindo uma sensação de desorientação que corresponde às perspectivas em suas obras de grande escala. Estar acima do nível do chão cria um efeito de vertigem\, amplificando a natureza desestabilizadora das intervenções espaciais de Castelli. Os desenhos que cobrem o piso abaixo intensificam a consciência do observador acerca de sua própria corporalidade em relação às figuras contorcionistas e fragmentadas do artista. \nInspirando-se em diversas tendências abstratas\, sem se ater a uma única escola\, Castelli traça geometrias de espaços\, figuras e formas por meio de uma espécie de pareidolia (a percepção de padrões familiares em formas abstratas)\, que ele descreve como “liquefação e emergência”. Ao mesmo tempo\, transformações e tensões de caráter revolucionário se desdobram ao longo de seu processo e de suas investigações: “O exercício e a submissão ao poder” é algo que\, em suas palavras\, “nos cerca\, nos condiciona e nos molda\, quer estejamos conscientes disso ou não.” Os trabalhos mais recentes do artista traçam paralelos entre o cenário político brasileiro e debates contemporâneos na Itália\, onde o fascismo ressurgiu. \nAinda assim\, as pinturas de Castelli não apresentam narrativas políticas explícitas. Operando em um nível mais onírico\, ele sobrepõe camadas de tinta a óleo com habilidade\, criando atmosferas turbulentas que remetem à literatura gótica\, com figuras fragmentadas e contorcidas\, máscaras e membros. Diferentemente dos surrealistas\, cuja produção muitas vezes surgia do automatismo ou da exploração do subconsciente\, o método de Castelli parte da abstração e se baseia em reflexões sobre a relação entre forma e substância. Seu trabalho é um envolvimento metódico com a materialidade da pintura\, suas capacidades de distorção e seu potencial de revelar estruturas no caos. \nAs novas obras\, que refletem a primeira visita de Castelli ao Brasil\, se distinguem por uma paleta de laranja\, vermelho e amarelo. Pan de Queijo (2024) apresenta uma paisagem urbana desorientadora\, em que a arquitetura é ambígua – pode ser europeia ou colonial – e tem a perspectiva distorcida. O erro proposital na grafia de “pão de queijo” reforça a sensação de deslocamento. A figura central se encontra nesse cenário distorcido\, presa entre estruturas que\, embora familiares\, permanecem instáveis. O questionamento sistemático de Castelli acerca de sua própria herança ressurge de maneira diferente ao ser confrontado com a questão da colonialidade no Brasil. A tela parece perguntar: “Como um olhar moldado pelas convenções artísticas europeias se transforma em um contexto pós-colonial? Como um artista europeu pode abordar criticamente e reformar a cultura europeia a partir do Brasil? Como levar em conta as diferenças de perspectiva?” \nMoleque (2024) presta homenagem ao pioneiro ítalo-brasileiro do modernismo Alfredo Volpi (1896–1988). Suas Bandeirinhas significavam um modernismo ligado à cultura popular. Castelli espalha essas bandeirinhas ao redor de duas figuras – crianças brincando\, um galo e dois cães em briga – evocando uma cena de rua. Nesta obra\, as Bandeirinhas se tornam um dispositivo reproduzível\, semelhante a um grid (ferramenta onipresente do modernismo canônico)\, que também aparece em Oh after\, after (2024). Castelli emprega a Bandeirinha como o grande indicador do modernismo\, mas de um modo voltado ao popular. \nO pensamento em torno do popular surge também em sua escolha de exibir pandeiros de couro antigos\, nos quais ele pintou cenas em miniatura. Em Meia-dia (2024)\, figuras usam redes de borboletas em uma paisagem exuberante; o ato de caçar borboletas parece incongruente com o calor do meio-dia implícito na paleta quente. Meia-noite (2024) retorna a uma paleta mais escura\, retratando uma figura fragmentada em uma escada com projeções fantasmagóricas. Essas obras continuam a busca de Castelli pela relação entre substância e forma. \nUm ensaio de Sofia Gotti acompanha a exposição.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/um-galo-sozinho-nao-tece-uma-manha-de-guglielmo-castelli-na-mendes-wood-dm/
LOCATION:Mendes Wood DM\, R. Barra Funda\, 216 – Barra Funda\, São Paulo\, São Paulo
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/03/MW-GCA-128-image-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250405T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260315T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250404T162215Z
LAST-MODIFIED:20250825T152318Z
UID:62068-1743847200-1773597600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/marga-ledora-a-linha-da-casa-na-pinacoteca-estacao/
LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Serie-Quadrud-Negrus-Marga-Lenora.-Foto-Isabella-Matheus-2-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250405T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250810T210000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250404T162758Z
LAST-MODIFIED:20250404T162810Z
UID:62071-1743847200-1754859600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Lugar Público – Muntadas" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Créditos: Alexandre Leopoldino\n\n\n\n\nExposição inédita do artista Antoni Muntadas (Barcelona\, 1942)\, “Lugar Público” convida os públicos a uma reflexão sobre os limites e as transformações dos espaços compartilhados. Em um cenário de crescente privatização e vigilância\, a exposição ocupa a Área de Convivência do Sesc Pompeia para questionar as transformações urbanas\, como a destituição do espaço público e a primazia cada vez maior desses ambientes pelo poder privado do capital\, e o direito ao acesso aos espaços coletivos\, cada vez mais escassos. \nA mostra de Muntadas se insere nesse contexto de transformação e diálogo entre passado e presente\, evocando as intenções iniciais da arquiteta. Lugar Público – Muntadas denuncia como os espaços urbanos e públicos têm sido cada vez mais marcados por divisões\, vigilância e controle\, em detrimento do encontro e da emancipação política do cidadão. \nCom curadoria de Diego Matos\, o projeto para o Sesc Pompeia traz uma ocupação da Área de Convivência da Unidade\, de caráter site-specific: são intervenções audiovisuais\, textuais e dispositivos arquitetônicos projetados para explorar os significados de “público” – audiência e espaço – e provocar reflexões a respeito do espaço urbano contemporâneo e das noções de lazer e esfera pública. \nTodos os elementos da exposição serão inéditos\, numa ativação especial da Área de Convivência\, dedicada à prática cidadã e à ludicidade do público que a acessa. Tendo em vista uma ancoragem histórica\, haverá um local de memorabília com a apresentação de mais de 50 cartazes da trajetória do artista e uma área de estudo e descanso com uma seleção especial de suas publicações. \nPara além da simples observação dos espaços urbanos\, o artista aprofunda-se nas dinâmicas de poder que os moldam\, como a vigilância\, o controle social e a privatização. “Essas questões\, muitas vezes invisíveis no cotidiano\, têm um impacto profundo na forma como as pessoas interagem com a cidade e entre si”\, ressalta o artista. \nO artista convida o público a olhar para o futuro e a questionar as dinâmicas que estão redefinindo os espaços de vivência. Muntadas desafia as estruturas que limitam a liberdade de todos e propõe uma visão mais ampla de como os espaços coletivos podem\, e devem\, ser lugares de convivência\, diálogo e participação. A exposição explora as tensões entre liberdade\, acesso e controle\, além de oferecer análise crítica de como essas forças operam nas cidades contemporâneas e nos convida a refletir sobre o papel da arte e da cultura na construção de uma sociedade mais inclusiva e democrática.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/lugar-publico-muntadas-no-sesc-pompeia/
LOCATION:Sesc Pompeia\, R. Clélia\, 93 - Água Branca\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/04/SaveClip.App_487312789_1049223237230698_4946610722218444388_n-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250411T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250824T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250409T202626Z
LAST-MODIFIED:20250409T202626Z
UID:62133-1744365600-1756058400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Hulda Guzmán: frutas milagrosas" no MASP
DESCRIPTION:“Come Dance?” Asked Nature Kindly\, 2019-20. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, doação Rose Setubal e Alfredo Setubal. Cortesia Alexander Berggruen\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, a partir de 11 de abril\, a exposição Hulda Guzmán: frutas milagrosas\, primeira mostra individual da artista dominicana Hulda Guzmán (Santo Domingo\, República Dominicana\, 1984) em um museu.  \nEm suas telas\, a artista subverte a tradição da pintura de paisagem ao negar sua representação exótica e idílica\, escolhendo\, ao contrário\, tratar a natureza como um território protagonista no qual todos os elementos encontram-se em relações de interdependência. Relações de afeto e os arredores do lugar onde vive são temas recorrentes em suas telas\, em que cenários tropicais e fantásticos são habitados por um elenco diverso de personagens — reais ou imaginários. Suas obras mantêm um caráter biográfico\, impregnado de humor e de um apelo onírico ou teatral. \nNo trabalho de Guzmán\, cenas nas quais humanidade\, arquitetura e natureza convivem em equilíbrio e harmonia celebram o meio ambiente ao mesmo tempo que nos convidam a refletir sobre questões urgentes\, como a crise climática e a responsabilidade humana na preservação do planeta. “Esta exposição aborda a interconexão do mundo natural com a vida coletiva e o senso de comunidade. Nossa dissociação da natureza é a principal causa do colapso climático e ecológico”\, diz a artista.  \nCom curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, a mostra tem como ponto de partida a tela Come Dance—Asked Nature Kindly [Venha dançar—convidou a natureza gentilmente]\, incorporada ao acervo do MASP em 2020\, no contexto do ciclo curatorial dedicado às Histórias da dança. A pintura retrata uma grande festa em meio a uma densa e vibrante floresta tropical\, na qual figuras humanas interagem de diversas formas: a artista abraça uma árvore\, uma criança repousa ao lado de um cachorro\, pessoas dançam\, se banham e se beijam. O título da obra reforça a reciprocidade\, pois a dança não se limita à alegria do movimento\, é também uma coreografia de interdependência\, um gesto que evidencia que a vida na Terra não pode prosperar no isolamento ou na dominação. Além deste trabalho\, a exposição também apresenta outras 17 pinturas\, entre as quais 8 são obras inéditas confeccionadas especialmente para a ocasião. \nAfora as paisagens tropicais\, a artista também produz autorretratos\, estabelecendo um diálogo direto com os ambientes ao seu redor. Embora esse caráter autobiográfico seja muito presente em seu trabalho\, suas telas também incorporam um amplo repertório de referências da história da arte\, como a arquitetura e o mobiliário modernista\, o surrealismo\, o minimalismo na pintura chinesa antiga e os ex-votos mexicanos.   \n“O trabalho de Guzmán é muitas vezes uma combinação de observação direta e colagem de figuras e personagens\, compondo cenas que transitam entre o íntimo e o inesperado. Em seus quadros\, familiares\, amigos e animais dividem espaço com personagens que ela garimpa em fontes diversas\, como pinturas de diferentes autorias\, fotos ou vídeos encontrados em redes sociais”\, afirma Amanda Carneiro.  \nRicas em detalhes\, texturas e cores\, as pinturas de Guzmán convidam o público a uma observação atenta\, revelando múltiplas camadas visuais e narrativas. A paisagem\, protagonista monumental de sua obra\, abriga cenas de interações entre diversos personagens ligadas aos prazeres\, à sociabilidade e à alegria\, evidenciando a indissociabilidade entre vida humana e natureza. Assim\, o ambiente natural emerge simultaneamente como cena e cenário\, ampliando as possibilidades de leitura desse gênero da pintura na contemporaneidade. \nHulda Guzmán: frutas milagrosas integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Mulheres Atingidas por Barragens\, Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/hulda-guzman-frutas-milagrosas-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Hulda-Guzman-Come-Dance-Asked-Nature-Kindly-2019-20.-Acervo-MASP-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250411T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250410T135842Z
LAST-MODIFIED:20250410T135842Z
UID:62142-1744365600-1754244000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos" no MASP
DESCRIPTION:Arpillera mineira/Mulheres atingidas pela Vale em Brumadinho 25 de janeiro de 2019\, 2019. Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, doação das artistas\, no contexto da exposição. Foto: Marcelo Aguilar\n\n\n\n\nArpillera é o nome em espanhol para uma linguagem têxtil figurativa que surgiu no Chile no final dos anos 1960. Durante o regime ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990)\, essa prática se tornou uma forma de denunciar as violações dos direitos humanos\, além de  configurar uma importante expressão cultural politicamente engajada e de protagonismo feminino. Em espanhol\, “arpillera” significa “juta”\, o nome da fibra têxtil que recebe bordados que narram histórias de vida\, luta e resistência das autoras e seus contextos. A produção chilena inspirou diversas mulheres e movimentos sociais ao redor do mundo\, espalhando-se por países da América Latina\, Europa e Ásia\, e continua sendo uma relevante ferramenta de memória\, educação popular e reivindicação de direitos. \nNo Brasil\, essa forma de expressão inspirou o Coletivo Nacional de Mulheres do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens – um movimento social brasileiro\, auto-organizado\, surgido na década de 1980 e que luta pelo direito das pessoas atingidas\, reivindica um Projeto Energético Popular e uma transformação social estrutural.   \nA exposição Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos apresentará cerca de 30 trabalhos\, produzidos entre 2013 e 2024\, por mulheres que se reúnem em oficinas organizadas pelo MAB em todo o território nacional. Usando materiais cotidianos\, como fragmentos de tecidos e roupas\, linhas e agulhas\, elas produzem peças têxteis que abordam temas como violência doméstica\, a ruptura de vínculos entre a terra e a comunidade devido à construção de barragens\, violência contra crianças e adolescentes\, falta de acesso à água potável e energia elétrica\, e os impactos da poluição de rios e das barragens na pesca e na subsistência das famílias\, entre outras violações aos direitos humanos e ambientais.  \nO MASP e o MAB já colaboraram em projetos anteriores\, como na performance realizada pelas mulheres do MAB com a artista colombiana Carolina Caycedo na exposição Histórias Feministas: artistas depois de 2000 (2019) e na presença de arpilleras no núcleo Terra e Território da mostra coletiva Histórias Brasileiras (2022) – ocasião em que uma delas foi adquirida para o Acervo do MASP. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/mulheres-atingidas-por-barragens-bordando-direitos-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arpillera-mineira_Mulheres-atingidas-pela-Vale-em-Brumadinho-25-de-janeiro-2019.-Acervo-MASP-1.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250412T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250831T200000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250409T172905Z
LAST-MODIFIED:20250409T172905Z
UID:62113-1744452000-1756670400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Luiz Braga – Arquipélago imaginário" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Barqueiro azul em Manaus\, 1992. Crédito: Luiz Braga \nEm 50 anos de carreira\, o fotógrafo paraense Luiz Braga (1956) construiu um vasto arquivo composto\, sobretudo\, por fotografias de paisagens\, indivíduos\, costumes e tradições do território paraense\, feitos a partir de momentos de troca e convivência. “Desde que tenho 18 anos\, guardo as fotos que produzo. O arquivo é um espelho de tudo o que fiz em todo esse tempo”\, afirma o fotógrafo. Resultado de um processo de imersão nesse material\, a exposição Arquipélago imaginário abre no próximo sábado (12 de abril) no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424). \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Maria Luiza Meneses\, a mostra ocupa dois andares do centro cultural e reúne 258 fotografias. Desse conjunto\, 190 nunca foram exibidas\, incluindo desde fotos feitas na década de 1970\, no início da carreira de Braga\, até imagens recentes\, tiradas em 2024. Na abertura (12/4)\, às 11h\, Braga e a equipe de curadoria participam de uma conversa com o público sobre a exposição. No dia seguinte (13/4)\, dois eventos integram a programação: às 11h\, Braga e Cassundé conduzem uma visita guiada pela mostra\, e às 15h\, o grupo Tambores do Pacoval realiza uma roda de carimbó no térreo do centro cultural. Todos os eventos são gratuitos. \nNascido em 1956\, em Belém (PA)\, Luiz Braga iniciou sua trajetória como fotógrafo na década de 1970\, atuando primeiramente na área de publicidade e\, posteriormente\, trabalhando como fotógrafo autônomo. Em paralelo\, cursou arquitetura na Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1979\, realizou sua primeira exposição individual e\, a partir de então\, passou a colaborar e expor em diversas instituições. \nA exposição no IMS é dividida em nove núcleos\, evidenciando temas e elementos presentes na obra de Luiz Braga. Nas primeiras seções\, são apresentadas imagens em preto e branco\, feitas principalmente no início de sua carreira. Nos núcleos seguintes\, as fotos coloridas\, faceta mais conhecida da produção do artista\, tornam-se mais presentes\, com destaque para imagens feitas nos últimos anos na ilha do Marajó\, local de investigação do fotógrafo nos últimos 20 anos. \nNos primeiros núcleos da exposição\, a curadoria reforça a importância do vínculo do fotógrafo com os locais que registra e as pessoas que o habitam. São exibidas imagens feitas na tradicional procissão do Círio de Nazaré\, cenas do cotidiano ribeirinho\, da arquitetura das casas de palafitas\, tradicional em Belém e arredores\, ou ainda uma fotografia de uma mulher que caminha pela rodovia Transamazônica\, feita em 1996. O artista comenta seu processo de trabalho: “Tenho como metodologia visitar inúmeras vezes os locais onde fotografo\, o que faz com que me torne conhecido e possa\, conhecendo\, respeitar os códigos\, o ritmo e os costumes do lugar.” \nOutra característica central em sua obra\, evidenciada na exposição\, são as cenas do interior de residências e estabelecimentos\, numa perspectiva intimista que mostra os detalhes e objetos presentes nos lares e comércios. Cortinas\, relógios\, vasos de flores\, banquinhos e ventiladores ocupam as imagens\, remetendo a memórias\, afetos e vestígios do tempo. O universo do trabalho também é um tema recorrente\, com imagens de profissionais atuando no espaço público\, como cabeleireiros\, alfaiates\, pescadores e açougueiros. Nas fotografias\, as pessoas são documentadas nos seus espaços de trabalho\, geralmente em ação. \nEntre as séries apresentadas\, está ainda Nightvision − Mapa do Éden\, iniciada em 2006\, durante a transição da técnica analógica para digital. Braga começou a investigar a funcionalidade de fotografia noturna de sua câmera\, inicialmente em contextos de baixa iluminação\, seguindo para o uso à luz do dia. Como resultado\, obteve imagens em tons prata-esverdeados que ampliaram a pesquisa cromática. A série elabora uma visualidade fantástica sobre a Amazônia\, entre o verde militar e as nuances de sombras\, na qual a ficção das cores abre espaço para a inventividade narrativa\, em imagens oníricas e surrealistas que se contrapõem aos estereótipos geralmente associados à região. \nTambém são destaque os núcleos Retrato e Antirretrato. No primeiro\, a curadoria ressalta como os retratos produzidos por Braga diferem do formato clássico\, marcado pelo fundo neutro. Em suas imagens\, os ambientes e objetos em torno dos indivíduos são centrais para compor a cena. Roupas\, bolas de futebol\, barcos e bares são protagonistas junto aos personagens. Já a seção Antirretrato reúne fotografias em que os indivíduos aparecem geralmente de costas ou de lado\, enquanto contemplam o horizonte ou caminham imersos em seu cotidiano. \nA mostra encerra com a série de imagens da ilha do Marajó (PA)\, único núcleo com todas as fotos coloridas e o maior da exposição. Território de histórias e ancestralidade\, imerso nos saberes indígenas que regem a culinária e a língua\, a ilha tem sido o local de investigação do fotógrafo nos últimos anos\, com ênfase na forma\, na luz equatorial e na cor do arquipélago. A partir do Marajó\, Braga sistematiza uma prática assídua no seu trabalho\, focada na escuta e na oralidade\, interessada nas histórias das pessoas e dos saberes populares\, que passam a ser protagonistas. \nAo visitar a seleção\, o público também encontra uma cronobiografia\, que reconstitui a trajetória de Braga e identifica elementos centrais da construção de sua obra\, como afirma a curadoria: “A produção de Luiz Braga opera numa instância da convivência com os lugares\, mergulho na dimensão do alheio e numa prática que aciona o afeto como gesto principal. O encontro desses fatores\, somados a um fotógrafo que escolhe não apenas permanecer em sua terra natal\, mas também a elege como terreno de aprendizado\, partilha de vida e investigação\, entregam ao mundo uma obra incontornável tanto para a construção de um imaginário sobre a região quanto para a consolidação da história da fotografia paraense e brasileira.” \nEm cartaz até 31 de agosto\, a mostra conta com recursos de acessibilidade\, como pranchas táteis e audiodescrição\, além de uma programação pública\, que será anunciada em breve. Na exposição\, os visitantes poderão se aproximar do universo poético e dos lugares e personagens que habitam a produção de Luiz Braga\, como afirma em suas próprias palavras: “Esta mostra é uma grande cartografia de vidas\, mas\, antes de tudo\, é uma homenagem à fotografia. É através dela que vejo o invisível\, escuto o outro e a mim mesmo\, e abraço a vida com os olhos. […] A exposição celebra as centenas de vidas que cruzaram a minha\, os lugares acolhedores\, os saberes do povo\, a espiritualidade e a alegria que são até hoje inspiração inesgotável.”
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/luiz-braga-arquipelago-imaginario-no-ims-paulista/
LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/04/unnamed-2.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250426T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250831T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250425T184334Z
LAST-MODIFIED:20250425T184334Z
UID:62258-1745665200-1756663200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:Três exposições na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Vista da instalação “Vertebral”\, de Marcone Moreira\, ocupa o deck da instituição. Foto: Rafael Salim\nA Casa de Cultura do Parque apresenta\, a partir de 26 de abril\, três novas exposições: Vertebral\, de Marcone Moreira e Embandeirada\, de Mônica Schoenacker\, ambas em cartaz até 31 de agosto de 2025\, e a instalação Paisagens Oníricas\, de Wagner Antônio\, em cartaz até 3 de maio de 2025 e que contará com ativações ao longo do seu período expositivo. \nMarcone Moreira (1982\, Pio XII\, MA) apresenta Vertebral\, uma instalação com cerca de 600 hélices de alumínio de uma embarcação adquiridas de uma fundição artesanal amazônica\, que preserva técnicas tradicionais. A instalação integra o projeto No Deck\, em que artistas são convidados a criar obras site specific para a área externa da instituição. Dispostas em 20 metros\, as hélices com seis tamanhos distintos mimetizam o movimento de uma cobra e evocam fluxos e deslocamentos aquáticos. \nAo longo de 20 anos\, Moreira tem pesquisado materiais náuticos\, incorporando madeira e metais\, além de explorar a carpintaria naval e a fundição. Sua obra reflete um interesse pelas transformações industriais da matéria\, ligado à sua proximidade com a Mina de Carajás\, localizada no sudoeste do estado do Pará. \nO artista realizou mostras individuais em importantes instituições\, incluindo o Paço Imperial (Rio de Janeiro)\, o Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) e o Palácio das Artes (Belo Horizonte). Participou de coletivas como a Bienal das Amazônias (Belém) e “VAIVÉM” no CCBB (São Paulo\, Brasília\, Rio de Janeiro e Belo Horizonte). Recebeu prêmios da Funarte\, Secult-PA e Itaú Cultural\, além da Bolsa Pampulha. Suas obras integram coleções públicas em museus como o MAR (Museu de Arte do Rio)\, MAM-RJ e museus de Belo Horizonte e Belém. \nJá a artista Mônica Schoenacker (1967\, São Paulo\, SP) explora a serigrafia\, combinando processos artesanais e industriais\, para ocupar a fachada da Casa de Cultura do Parque como parte do projeto Dando Bandeira. Este último estimula artistas a criar obras em formato de bandeiras\, evocando seu simbolismo visual que representa origens\, valores e história. \nEm Embandeirada\, as peças são estampadas nas oficinas e com o apoio da equipe do Instituto Acaia\, transformando essa técnica de impressão em espaço de criação e aprendizado. A pesquisa em padrões de estamparia também integra a mostra\, investigando suas repetições e significados gráficos. Dessa forma\, Schoenacker atua na relação entre imagem\, materialidade e reprodução\, ressignificando elementos cotidianos. \nFormada pela FAUUSP e Royal College of Art\, é criadora da Sericleta\, unidade móvel de impressão serigráfica por meio da qual realizou ações em espaços públicos e no SESC. Lecionou serigrafia\, estamparia e artes em diversas instituições e\, atualmente\, trabalha no Instituto Acaia. A exposição na Casa de Cultura do Parque conta com o apoio de Gabriel Balbino\, Jeane de Jesus e Maria Vitória Ferreira Nascimento\, equipe do Instituto\, e da Gênesis Tintas. \nE\, por fim\, o artista visual Wagner Antônio apresenta Paisagens Oníricas\, instalação que será ativada por meio de uma performance a ser realizada nos dias 26 de abril e 3 de maio\, ambas às 16h. A obra foi concebida em 2020 a partir de pesquisa sobre sonhos do coletivo 28 Patas Furiosas\, do qual o artista faz parte\, e inspira-se em luminosos urbanos. \nEm vez de anúncios\, painéis\, linhas de luz\, vozes distorcidas e ruídos contam textos teatrais e poéticos formando um oráculo que narra sonhos em linguagem própria\, onde materiais são usados ritualísticamente em performance. Antônio transita entre múltiplas linguagens\, borrando as fronteiras entre teatro\, artes visuais e dança. Colabora em projetos de ópera e arquitetura e já foi indicado ao Prêmio APCA (dança) e Prêmio Shell (teatro)\, entre outros. \nAs mostras têm direção artística de Claudio Cretti\, idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo)\, realização do Ministério da Cultura\, por meio da Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio do Banco BV e do BTG Pactual.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/tres-exposicoes-na-casa-de-cultura-do-parque/
LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/04/unnamed-1-scaled.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250503T193000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250803T190000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250514T151742Z
LAST-MODIFIED:20250514T151742Z
UID:62616-1746300600-1754247600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Ocupação Palavra Cantada" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Sandra Peres e Paulo Tatit no show do disco “Pé com pé”\, em 2006. Imagem: Arnaldo Torres | Acervo Palavra Cantada\nA porta da Ocupação Palavra Cantada abre para o público no dia 3 de maio (sábado)\, a partir das 11h\, e permanece assim até 3 de agosto\, no Itaú Cultural (IC). “Porta”\, nesse caso\, não é no sentido figurado\, já que o espaço expositivo estiliza uma casa daquelas típicas de bairro de São Paulo que ainda resistem\, com quintal\, sala\, cozinha\, garagem e demais cômodos. Na fachada tem espaço até para a toca do Rato que dá nome à música lançada pela dupla em 1998\, para contar a história do animal que se apaixona pela lua\, a brisa\, a nuvem e uma parede até encontrar a Rata\, com quem casa.  Sandra Peres e Paulo Tatit assinam a curadoria da exposição\, junto da equipe Itaú Cultural. Inspirado na casa que Palavra Cantada mantém em São Paulo como estúdio\, arquivo de acervo e local de trabalho\, o projeto expográfico é de Renato Bolelli Rebouças. A realização da mostra e o plano de acessibilidade também são do IC.“É muito honroso\, para nós\, sermos homenageados pelo Itaú Cultural através desta Ocupação tão lúdica e encantadora”\, comentam Sandra Peres e Paulo TatitO percurso pelo espaço expositivo é realizado em blocos de 50 minutos\, em grupos de 40 pessoas por vez – 15 delas\, com reserva prévia de ingresso no site da instituição\, e 25 para o público espontâneo (veja o serviço completo abaixo).Para quem quiser saber mais sobre Palavra Cantada\, ou não viva em São Paulo\, é possível conhecer conteúdo inédito produzido pela equipe do IC em itaucultural.org.br/ocupacao.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/ocupacao-palavra-cantada-no-itau-cultural/
LOCATION:Itaú Cultural\, Av. Paulista\, 149 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/36fe7ad4-fb27-4f70-8088-14852de96539-CrA©dito_-Arnaldo-Torres-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250510T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250809T170000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250514T151118Z
LAST-MODIFIED:20250514T151118Z
UID:62621-1746874800-1754758800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Colhi do Próprio Sonho Uma Sempre-Viva Amarela" de Jade Marra na Galeria Bianca Boeckel
DESCRIPTION:Obra de Jade Marra. Crédito: Fábio Ayrosa\n\n\n\n\n\n\n\n\nBianca Boeckel apresenta “Colhi do Próprio Sonho Uma Sempre-Viva Amarela”\, exposição individual da artista Jade Marra na galeria. Com curadoria de Priscyla Gomes e assistência curatorial de Gabriella Palmeira\, a mostra reúne pinturas recentes da artista\, desenvolvidas a partir da escuta sensível de seus próprios sonhos\, que se transformam em imagens entre o real e o onírico. \nA exposição se constrói como uma travessia íntima por composições que tratam o sonho como linguagem\, método e matéria. A cor assume protagonismo\, condensando atmosferas emocionais e símbolos inconscientes em azuis profundos\, amarelos solares e vermelhos acolhedores que habitam as telas como pulsações sensoriais. Combinando figuração e abstração\, Jade desestabiliza a lógica visual e propõe uma experiência sensorial do tempo\, da memória e do afeto. \nBacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard\, Belo Horizonte\, Jade Marra (1992) possui uma trajetória consolidada na construção de imagens que recriam uma atmosfera sensorial vivenciada em momentos de intimidade e sonho\, mas mergulha agora em uma linguagem pictórica ainda mais intuitiva\, lírica e simbólica. \nSegundo a curadora Priscyla Gomes\, “a artista investiga como o sonho pode atuar como gesto pictórico\, como cor afetiva\, como estrutura compositiva. A imagem do sonho\, aqui\, não se fixa: ela pulsa\, se dilui e se recompõe”. \nInspirado em um verso da poeta Adélia Prado\, o título da mostra evoca a beleza sutil de uma flor sonhada: uma sempre-viva amarela\, com miolo azul\, que surge do inconsciente como metáfora do próprio gesto de pintar. É a partir dessa imagem que a exposição parte para propor ao público uma escuta mais sensível do mundo — feita de intuição\, cor e silêncio.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/colhi-do-proprio-sonho-uma-sempre-viva-amarela-de-jade-marra-na-galeria-bianca-boeckel/
LOCATION:Bianca Boeckel Galeria\, R. Domingos Leme\, 73 - Vila Nova Conceição\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/JADE-MARRA-2998-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250514T080000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250727T190000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250513T135356Z
LAST-MODIFIED:20250513T135356Z
UID:62596-1747209600-1753642800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Antônio Poteiro - A Luz Inaudita do Cerrado" na Caixa Cultural
DESCRIPTION:Antônio Poteiro\, “A Lenda do Pote”\, 2004. Divulgação Caixa Cultural \nO espaço Caixa Cultural São Paulo anuncia a celebração do centenário do artista plástico português\, Antônio Poteiro (1925-2010)\, com a abertura da mostra “Antônio Poteiro – A Luz Inaudita do Cerrado” Com curadoria assinada por Marcus de Lontra Costa\, a exposição destaca obras assinadas pelo artista conhecido por sua paleta de cores vivas e vibrantes\, pelas esculturas em cerâmica e pelo registro do cotidiano\, que poderão ser apreciadas pelo público entre os dias 14 de maio e 27 de julho.  \n“Antônio Poteiro – A Luz Inaudita do Cerrado” compõe um dos projetos da série de ações para comemorar o centenário do artista plástico celebrado neste ano de 2025. A exposição abordará seu acervo\, hoje pertencente ao Instituto Antônio Poteiro\, sediado em Goiânia (GO)\, que foi conduzido a partir da década de 1960 até o ano de sua morte\, em 2010.  \nCom objetivo de resgatar o legado do artista e promover a valorização da cultura e da arte nacional\, a exposição retrospectiva apresentará pinturas e esculturas\, todas de autoria de Antônio Poteiro. Deveras\, uma oportunidade única para que os visitantes explorem e apreciem a diversidade do trabalho do artista\, abrangendo diferentes mídias e períodos de sua extensa obra artística. \n“A obra de Poteiro permite vários níveis de leitura; elas encantam as pessoas por sua capacidade de manipular diversas referências para a construção de objetos de grande potência estética e apelo filosófico”\, sintetiza o curador da mostra. “Popular em sua essência criativa\, toda a trajetória do mestre Poteiro cria pontes entre percepções e saberes diversos. Ela retrata e reflete cenas do cotidiano. Ela cria histórias sobre fatos históricos e aproxima a arte e a religião como objetos da fé. Sua obra é uma poderosa ferramenta para enfrentar as incongruências e paradoxos do presente e projetar um mundo futuro\, no qual a arte\, a religião e a ciência caminhem no sentido de proporcionar à humanidade a sua dimensão maior”\, finaliza Lontra. \nAtividades Paralelas  \nComo atividade complementar da mostra “Antônio Poteiro – A Luz Inaudita do  Cerrado”\, o público contará com uma palestra conduzida pelo curador da mostra\, Marcos de Lontra Costa\, que proporcionará uma oportunidade para aprender mais sobre a vida e obra de Antônio Poteiro.  \nAo longo da temporada\, a mostra contemplará a visitação guiada a crianças de escolas públicas\, com o intuito de permitir que o público infantil conheça o  trabalho do artista de forma educativa e interativa. Uma importante experiência que poderá despertar o interesse e o amor pela arte desde cedo contribuindo para a formação cultural das novas gerações. Também como destaque estará o sistema de audiodescrição da mostra aos visitantes.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/antonio-poteiro-a-luz-inaudita-do-cerrado-na-caixa-cultural/
LOCATION:CAIXA Cultural São Paulo\, Praça da Sé\, 111 – Centro\, São Paulo\, SP
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/A-Lenda-do-Pote-Antonio-Poteiro-oleo-sobre-tela-90x100cm-2004-2-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250514T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250831T170000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250513T132152Z
LAST-MODIFIED:20250513T132246Z
UID:62592-1747220400-1756659600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Jardim do MAM no Sesc" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Ivens Machado\, Sem título\, 1985. Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo. Crédito: Divulgação\n\nDe 14 de maio a 31 de agosto de 2025\, o Sesc Vila Mariana recebe a exposição inédita Jardim do MAM no Sesc\, uma correalização do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Sesc São Paulo. A mostra tem curadoria de Cauê Alves e Gabriela Gotoda e reencena na entrada do Sesc Vila Mariana elementos do Jardim de Esculturas do MAM. Nela\, o público poderá apreciar obras da coleção do MAM\, entre esculturas icônicas de Alfredo Ceschiatti\, Amilcar de Castro e Emanoel Araújo\, e trabalhos que exploram críticas sociais\, como as obras de Regina Silveira\, Luiz 83 e Marepe. \nPara a presidente do MAM\, Elizabeth Machado\, a parceria com o Sesc reforça o compromisso do museu em ampliar o acesso à arte: “O acervo do MAM é um patrimônio vivo\, e essa exposição no Sesc Vila Mariana permite que um público ainda mais amplo entre em contato com obras fundamentais da nossa história\, promovendo o encontro e a reflexão sobre a arte brasileira. O Sesc é um parceiro longevo do MAM\, e essa colaboração reafirma nossa missão conjunta de ampliar o acesso à cultura.” \nOs artistas participantes da mostra são Alfredo Ceschiatti\, Amílcar de Castro\, Bruno Giorgi\, Eliane Prolik\, Emanoel Araujo\, Felicia Leirner\, Haroldo Barroso\, Hisao Ohara\, Ivens Machado\, Luiz83\, Marepe\, Mari Yoshimoto\, Márcia Pastore\, Mário Agostinelli\, Nicolas Vlavianos\, Regina Silveira\, Roberto Moriconi\, Rubens Mano e Ottone Zorlino. \nA seleção de obras inclui peças que já integraram o Jardim do MAM\, além de trabalhos do acervo do museu que dialogam com temas como natureza\, cidade e materialidade. A montagem no Sesc Vila Mariana recria a dinâmica do Jardim de Esculturas\, utilizando elementos cenográficos que evocam a topografia sinuosa do Parque Ibirapuera projetada pelo escritório do emblemático arquiteto paisagista Burle Marx\, estimulando novas interações entre corpo\, espaço e arte. \nInaugurado em 1993\, o Jardim de Esculturas do MAM marca uma iniciativa que reavivou a coleção do museu em um espaço próprio\, gratuito e de grande circulação de pessoas. “Ao propor uma espécie de reencenação do Jardim do MAM na Praça Externa do Sesc Vila Mariana buscamos elaborar a ideia de que\, assim como o espaço do jardim no Parque Ibirapuera\, o espaço do Sesc funciona como um centro de encontros urbanos”\, diz Cauê Alves. “A exposição inclui obras da coleção do MAM que se relacionam\, por diferentes vias\, com a natureza\, o corpo\, a cidade\, a materialidade\, e com linguagens que expressam algumas das tensões inescapáveis à sociedade.”\, completa o curador. \nA proposta da exposição do Jardim do MAM no Sesc Vila Mariana é estimular essa relação entre corpos\, obras e espaço\, transformando a Praça Externa da unidade em um território de circulação\, experimentação e descoberta. Sem a pretensão de emular o paisagismo do parque\, a cenografia do projeto recria as curvas e volumes que marcam o jardim original\, propondo um ritmo espacial entre as esculturas. Para Gabriela Gotoda\, curadora da exposição ao lado de Cauê Alves: “Se o princípio mais original e autêntico da arte moderna é de que ela se aproxima da vida\, um museu que se dedica a colecioná-la e atualizá-la no seu tempo presente deve continuamente se esforçar para oferecer aos públicos possibilidades de fruição que não os distanciam das suas realidades\, e sim vão de encontro a elas.”
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/jardim-do-mam-no-sesc-no-sesc-vila-mariana/
LOCATION:Sesc Vila Mariana\, Rua Pelotas\, 141 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Ivens-Machado_-Sem-titulo_-1985.-Colecao-Museu-de-Arte-Moderna-de-Sao-Paulo-2.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250516T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251019T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250514T170645Z
LAST-MODIFIED:20250514T170722Z
UID:62639-1747389600-1760896800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Frans Krajcberg: reencontrar a árvore" no MASP
DESCRIPTION:Frans Krajcberg\, “A flor do mangue”\, c. 1970. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)\, Salvador\, Brasil. Foto: Autoria desconhecida\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 16 de maio a 19 de outubro\, a exposição Frans Krajcberg: reencontrar a árvore. A mostra reúne mais de 50 obras — entre esculturas\, relevos\, gravuras e pinturas — de grandes dimensões e formatos que desafiam o convencional\, refletindo tanto o apreço do artista pela natureza brasileira quanto seu engajamento crescente com a denúncia das agressões ao meio ambiente. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta um panorama abrangente da produção de Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921–2017\, Rio de Janeiro\, Brasil). Pioneiro na integração entre arte e ecologia\, o artista se destacou por evidenciar questões ambientais no Brasil. Ao longo de sua trajetória\, desenvolveu pesquisas artísticas ramificadas em eixos temáticos\, como samambaias\, florações\, relevos e sombras. Essas investigações culminaram em obras criadas a partir de cipós\, raízes\, resquícios de troncos e madeira calcinada\, além de pigmentos naturais\, com os quais ele compõe o corpo de sua obra. \nKrajcberg rompeu com a tradição escultórica ao empregar elementos orgânicos e estruturas naturais como matéria-prima e suporte\, desafiando os limites entre representação e figuração\, além de fundir os campos da pintura\, escultura e gravura. A flor do mangue\, circa 1970\, composta por madeira residual de árvores de manguezal e pigmentada com piche\, reflete essa abordagem. Com sua grande escala e forma retorcida\, a obra sensibiliza o observador para a vulnerabilidade e a resistência do ecossistema dos manguezais. \n“De certa forma\, a escultura é a própria árvore\, ainda que resultante da justaposição de diferentes elementos naturais. A arte\, para Krajcberg\, precisa sair dos limites da moldura e reencontrar a natureza. Ele se afasta progressivamente da ideia de representar o mundo natural para incorporá-lo como corpo da obra. O caráter de denúncia emerge como um desdobramento natural desse processo\, conforme Krajcberg percebia o potencial da arte de sensibilizar e comunicar sua luta ambiental”\, comenta Laura Cosendey. \nEm 1978\, durante uma expedição pela Amazônia\, Frans Krajcberg experiencia o que chamou de “choque amazônico” diante da exuberância da floresta equatorial. Anos depois\, uma nova viagem — desta vez ao Mato Grosso — expõe o artista à devastação provocada pelas queimadas\, marcando uma virada em sua trajetória\, em que a natureza\, além de ser inspiração\, se torna causa a ser defendida. A expressão “reencontrar a árvore”\, presente em suas reflexões\, resume esse retorno da arte à natureza como fonte de criação e consciência ecológica. \nFrans Krajcberg: reencontrar a árvore integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Abel Rodríguez\, Claude Monet\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas\, Mulheres Atingidas por Barragens e a grande coletiva Histórias da ecologia.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/frans-krajcberg-reencontrar-a-arvore-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Frans-Krajcberg-A-flor-do-mangue-circa-1970.-IPAC-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250516T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250906T180000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250514T173955Z
LAST-MODIFIED:20250821T161438Z
UID:62643-1747389600-1757181600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"A Ecologia de Monet" no MASP
DESCRIPTION:Claude Monet\, “Ponte de Waterloo”\, 1903\, McMaster University\, McMaster Museum of Art\, doação Herman H. Levy\, 1984\, Hamilton\, Canadá. Foto: Robert McNair\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia a exposição A Ecologia de Monet\, apresentando uma leitura contemporânea sobre a relação de Claude Monet (1840–1926) com a natureza\, as transformações ambientais\, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza. A exposição apresenta obras que perpassam grande parte da carreira do artista — das décadas de 1870 até 1920 —\, revelando diferentes momentos de sua relação com a paisagem e com o meio ambiente. Em cartaz de 16 de maio a 24 de agosto de 2025\, a exposição reúne 32 pinturas do impressionista francês\, sendo a maioria inédita no hemisfério sul. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Fernando Oliva\, curador\, MASP\, e com assistência de Isabela Ferreira Loures\, assistente curatorial\, MASP\, a exposição aborda diferentes aspectos da relação de Monet com a ecologia em cinco núcleos: Os barcos de Monet; O Sena como Ecossistema; Neblina e Fumaça; O Pintor como Caçador; Giverny: Natureza Controlada.   \n“É inegável que o artista teve um olhar atento para as transformações ambientais de seu tempo\, documentando desde a industrialização crescente até fenômenos naturais\, como enchentes e degelos. No entanto\, a relação de Monet com a ecologia da época era outra\, muito diferente das dimensões atuais do termo\, tanto no campo das ciências do clima como no da história da arte. Ainda assim\, é possível traçar leituras contemporâneas sobre o seu trabalho\, especialmente se considerarmos a força e o impacto que sua obra segue exercendo na sociedade”\, afirma Fernando Oliva. \nO núcleo “O Sena como Ecossistema” aborda a água como um motivo constante na produção do artista\, que cresceu na cidade do Havre\, no norte da França\, onde o rio Sena deságua no Oceano Atlântico. Ao longo da vida\, Monet percorreu grande parte dos 776 km do rio e seus afluentes\, desenvolvendo uma relação profunda com as paisagens fluviais\, que também expressam os hábitos sociais e o processo de industrialização. Na mostra\, a importância do Sena para a vida e a obra do artista também é representada em um painel expográfico curvo que simboliza o percurso do rio.  \nO curso d’água também tem destaque no núcleo “Os barcos de Monet”\, no qual o impressionista apresenta o afluente do rio Sena em uma imersão. As barcas são mostradas de pontos de vista elevados\, eliminando\, assim\, a noção de uma linha do horizonte. A correnteza do rio é destacada por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde intenso. \nO núcleo “Neblina e Fumaça” discute como Monet representou as transformações urbanas e industriais de seu tempo. A energia a vapor\, as fábricas em expansão\, a produção de carvão e as rápidas mudanças nos meios de produção modificaram o horizonte das cidades do século XIX\, fazendo com que as torres das igrejas passassem a competir com as chaminés na paisagem urbana. Os trabalhos em que o artista retrata as pontes de Waterloo e de Charing Cross\, de Londres\, são emblemáticos\, pois dão a ver a forma como Monet explorou a perspectiva atmosférica com cores e pinceladas singulares\, conferindo espessura à neblina e evidenciando o ar carregado pela fumaça liberada pelas indústrias instaladas às margens do rio Tâmisa. \n“O Pintor como Caçador” parte das longas caminhadas de Monet à procura de boas vistas as quais pintar ou\, como ele próprio dizia\, boas “impressões”. Se no início de sua produção o artista se limitava a áreas de fácil acesso\, especialmente após os anos 1880 passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais. Nesse núcleo também são apresentadas pinturas de Monet realizadas em suas viagens pela costa francesa —Normandia\, Bretanha e Mediterrâneo —\, além de passagens por outros países\, como a Holanda.  \n“Giverny: Natureza Controlada” apresenta obras como A ponte japonesa (1918–1926) e A ponte japonesa sobre a lagoa das ninfeias em Giverny (1920–1924)\, concebidas pelo pintor no refúgio que criou nos jardins de sua propriedade na cidade de Giverny\, onde viveu por mais de quatro décadas. Esse núcleo faz uma reflexão sobre a paixão de Monet por seus jardins\, que também pode ser analisada como um desejo de controlar e moldar a natureza.  \n“A exposição reflete uma relação complexa do pintor com a paisagem natural e o meio ambiente. Em suas pinturas coexiste um elogio ao meio ambiente e uma tentativa de organizá-lo\, de contê-lo”\, conclui Oliva. \nA Ecologia de Monet integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Hulda Guzmán\, Mulheres Atingidas por Barragens\, Frans Krajcberg\, Clarissa Tossin\, Abel Rodríguez\, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/a-ecologia-de-monet-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/unnamed-5-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250517T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20250816T190000
DTSTAMP:20260511T190838
CREATED:20250516T183309Z
LAST-MODIFIED:20250630T183907Z
UID:62674-1747476000-1755370800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Viúvas\, Órfãos e Peregrinos" de Henry Krokatsis na Galeria Leme
DESCRIPTION:Henry Krokatsis\, “Antiphony”\, 2025. Divulgação Galeria Leme \nA Galeria Leme apresenta “Viúvas\, Órfãos e Peregrinos”\, exposição individual do artista britânico Henry Krokatsis\, em cartaz de 17 de maio a 16 de junho de 2025. A abertura acontece no sábado\, 17 de maio\, às 14h. Com 11 obras do artista\, a mostra marca seu retorno ao Brasil após doze anos. \nEm “Viúvas\, Órfãos e Peregrinos”\, Krokatsis traz ativamente os marginais para o centro. O próprio título alude àqueles frequentemente relegados à periferia da sociedade\, ao mesmo tempo em que faz referência a um segundo significado: na diagramação tipográfica\, chamam-se “viúvas” e “órfãos” as linhas ou palavras que se separam do corpo principal do texto. \n\nA obra de Krokatsis convida à reavaliação de materiais que são\, por si próprios\, descartes. Trabalhando principalmente com espelhos encontrados—geralmente adquiridos em lojas de segunda mão e feiras de antiguidades—o artista busca reinterpretar\, reposicionar e revalorizar objetos que\, metaforicamente\, “perderam seu brilho”. \nKrokatsis se interessa pelos paralelos entre a história do mundo moderno e a dos espelhos\, especialmente nos ciclos de obsolescência e desvalorização material. A fabricação de espelhos já foi um ofício místico\, profundamente ligado à ciência e à astronomia. No entanto\, durante o século XX\, técnicas artesanais foram rapidamente substituídas por métodos baratos e industrializados. A introdução generalizada de espelhos nos lares britânicos\, na segunda metade do século passado\, banalizou aquilo que já foi símbolo de luxo e status. O que antes era um objeto de prestígio tornou-se uma superfície comum—que mancha facilmente e frequentemente acaba descartada em depósitos e brechós. Ao incorporar esses objetos em suas obras\, o artista prolonga seu ciclo de vida e lhes atribui novo valor. Esses espelhos\, muitas vezes imperfeitos\, são tratados como pinturas\, sendo cortados e moldados para formar novas realidades visuais. \nO verso do espelho é outro elemento compositivo importante. Como explica o artista\, os espelhos são produzidos com uma camada de prata selada atrás de uma placa de vidro\, criando a superfície reflexiva. Seus fundos são então cobertos com diversos materiais práticos\, revelando uma gama surpreendente de cores—do laranja cádmio aos marrons e vermelhos acobreados\, até azuis metálicos. Ao ativar o lado “inútil” do objeto descartado\, Krokatsis revela uma narrativa diferente—vinculada à espiritualidade e à proteção. \nNo entanto\, Henry Krokatsis convida o espectador a olhar de novo\, a olhar por trás da cortina\, a atribuir valor ao que foi deixado de lado. Ao usar espelhos para propor essa reflexão\, ele aponta para a presença de nuances e significados naquilo que se passa despercebido\, à margem da vida cotidiana.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/viuvas-orfaos-e-peregrinos-de-henry-krokatsis-na-galeria-leme/
LOCATION:Galeria Leme\, Av. Valdemar Ferreira\, 130 - Butantã\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/05/imagem.jpeg
END:VEVENT
END:VCALENDAR