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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Acervo Aberto" no MAC USP
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Hermelindo Fiaminghi. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP inaugura no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 11 horas\, a exposição Acervo Aberto\, reunindo mais de 150 obras de 46 artistas do acervo do Museu. Concebida por um grupo de trabalho formado por diversos profissionais do MAC USP\, Acervo aberto apresenta uma seleção de obras que considerou o histórico de exibição das peças\, privilegiando as nunca expostas e/ou com mais de 10 anos da última exposição\, entre elas\, obras recém-doadas e ainda não expostas no MAC USP. A exposição reúne obras produzidas desde 1925 (Lucy Citti Ferreira) até 2022 (Laura Vinci). Acervo aberto é uma mostra experimental inspirada pela ambiência das reservas técnicas – local de acesso restrito onde as obras de arte são acondicionadas. Em alguns trechos da mostra fica evidente a confluência dos diversos materiais\, característica da produção contemporânea que não se prende às categorias tradicionais da arte\, como pintura\, escultura ou gravura\, por exemplo. O controle da luminosidade é um ponto importante da mostra em respeito à conservação das obras. Ao longo da exposição\, algumas obras serão protegidas\, particularmente as em suporte de papel\, como ação preventiva. Dessa maneira\, dentro dos limites da extroversão\, o público pode testemunhar o campo de possibilidades de uma reserva técnica; a relevância dos materiais e\, sobretudo\, as condições que orientam o trabalho de pesquisa e guarda do objeto contemporâneo. Dentre os artistas participantes estão nomes como Mira Schendel\, Pola Rezende\, Hermelindo Fiaminghi\, José Antônio da Silva\, Nelson Leirner\, Nuno Ramos\, Elida Tessler\, Sérgio Sister\, Ricardo Basbaum\, Henrique Oswald\, Regina Vater\, Sérgio Adriano H\, Glauco Rodrigues e Amélia Toledo\, entre tantos outros. O Grupo de Trabalho Acervo Aberto é formado por Alecsandra Matias\, Ana Maria Farinha\, Ariane Lavezzo\, Claudia Assir\, Elaine Maziero\, Marta Bogéa\, Michelle Alencar\, Paulo Roberto Amaral Barbosa\, Rejane Elias e Sérgio Miranda\, além da colaboração de  Henrique Cruz\, Mariana Valença\, Mateus Oliveira e Nathielli Ricardo\, estudantes da USP estagiários no Museu. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:"Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais" no Memorial da Resistência de São Paulo
DESCRIPTION:Artur Barrio\, “Sombra”\, 1969. Foto: Cortesia memorial da resistência \nA partir do dia 7 de setembro de 2024\, o Memorial da Resistência\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta a exposição Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais\, com curadoria do pesquisador e professor Diego Matos. A mostra é dedicada à memória do projeto homônimo\, responsável pela mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985). \nA mostra resgata a memória do projeto Brasil: Nunca Mais\, empreendida entre 1979 e 1985. A iniciativa foi responsável por sistematizar e produzir cópias\, clandestinamente\, de mais de 1 milhão de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM)\, revelando a extensão da repressão política do Brasil no período. \nBrasil: Nunca Mais \nA história do projeto e seus desdobramentos é apresentada junto a testemunhos em vídeo de advogados\, jornalistas e defensores de direitos humanos\, que\, por anos\, tiveram seus nomes mantidos no anonimato: Paulo Vannuchi\, Anivaldo Padilha\, Ricardo Kotscho\, Frei Betto\, Carlos Lichtsztejn\, Leda Corazza\, Petrônio Pereira de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh\, através do programa Coleta Regular de Testemunhos do Memorial; e entrevistas com Dom Paulo Evaristo Arns\, Marco Aurélio Garcia\, Eny Raimundo Moreira e Luiz Carlos Sigmaringa Seixas\, pertencentes ao acervo do Armazém Memória. \nO arquivo de 707 processos judiciais expõe os depoimentos de presos políticos sobre as ações de repressão\, vigilância\, perseguição e tortura do aparato estatal. As cópias desse conteúdo\, que por anos foram mantidas em segurança em acervos preservados na Suíça e nos EUA\, tiveram repatriamento e retornaram ao Brasil em 2011\, onde atualmente encontram-se sob salvaguarda do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp\, em Campinas. \nO projeto teve apoio do Conselho Mundial de Igrejas e da Arquidiocese de São Paulo\, com participação de Dom Paulo Evaristo Arns (1921–2016)\, arcebispo de São Paulo\, e do Rev. James Wright (1927-1999)\, da Missão Presbiteriana do Brasil Central. \nAlém dos arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais\, a exposição apresenta obras da Coleção Alípio Freire\, sob salvaguarda do Memorial da Resistência\, realizadas por ex-presos políticos como Artur Scavone\, Ângela Rocha\, Rita Sipahi\, Manoel Cyrillo\, Sérgio Ferro\, Sérgio Sister e o próprio Alípio Freire\, durante a permanência em presídios de São Paulo na Ditadura. \nTambém compõem a mostra obras de arte de artistas como Carmela Gross\, Regina Silveira\, Artur Barrio\, Antonio Manuel\, Rubens Gerchman\, Claudio Tozzi e Carlos Zílio\, do Acervo da Pinacoteca de São Paulo\, e obras externas de Rivane Neuenschwander\, Claudio Tozzi\, Carlos Zilio. Rafael Pagatini apresentará uma obra comissionada para a exposição\, ocupando um mural de 100m² na área externa do museu. \nA exposição também lança luz sobre o tempo presente\, oferecendo indícios da importância desse debate hoje na perpetuação das permanentes violências do Estado contra suas minorias e populações vulneráveis.
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SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Judeus na Amazônia" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Sergio Zalis Família Levy em Maués-AM – Série “Hebraicos da Amazônia” 1981 Impressão Fine art. Cortesia do artista\n\n\n\n\nHistórias fascinantes merecem ser contadas e compartilhadas. A presença de judeus na região amazônica é uma delas. Maior exposição realizada pelo Museu Judaico de São Paulo desde sua inauguração em 2021\, Judeus na Amazônia abre suas portas ao público no dia 2 de novembro. Reunindo mais de 220 itens entre obras de arte\, vídeos\, documentos históricos e fotográficos\, a mostra propõe dar conta de um capítulo pouco conhecido da história brasileira: a imigração judaico-marroquina para a Amazônia\, que aconteceu entre 1810 e 1930\, trazendo centenas de famílias que viviam em cidades como Tânger\, Tetuan\, Fez e Marrakesh. Na região se estabeleceram como regatões\, os mascates dos rios\, e atuavam no período do auge da economia da borracha levando e trazendo mercadoria das cidades para os seringais.  \nCom curadoria conjunta de Aldrin Moura de Figueiredo\, Ilana Feldman\, Mariana Lorenzi e Renato Athias\, a panorâmica é fruto de uma pesquisa de dois anos realizada pelo Museu e ocupa três andares de sua sede. Subdividida em 13 núcleos temáticos\, os espaços exibem recortes como embarcações\, trocas comerciais\, mulheres\, ativismo ambiental\, rituais e os entrelaçamentos entre a cultura judaica\, marroquina e amazônica. Com obras de artistas como Claudia Andujar\, Donna Benchimol\, Thomaz Farkas\, Arieh Wagner\, Sergio Zalis\, Abrão Bemerguy e Mady Benzecry – além de três obras comissionadas –\, o projeto propõe um olhar ampliado sobre como a cultura judaica se ambientou em diferentes localidades amazônicas\, influenciando e sendo influenciada\, sem perder suas raízes.  \n“O desejo foi abarcar o contexto histórico e documental trazendo à vida\, as histórias pessoais e familiares dessa que é uma das primeiras comunidades judaicas a se estabelecer no Brasil.”\, explica a Mariana Lorenzi\, ressaltando que a pesquisa não se limitou às capitais Manaus e Belém\, mas estendeu-se por cidades como Gurupá\, Cametá\, Alenquer\, Parintins\, Itacoatiara\, Maués\, Macapá e Breves\, entre muitas outras. A pesquisa de campo incluiu visitas a antigos cemitérios – um levantamento aponta que mais de 30 deles teriam existido na região – arquivos institucionais e familiares\, e sinagogas. Antes da exposição\, o Museu realizou seminários preparatórios sobre a presença judaica na Amazônia que aconteceram em São Paulo\, Belém\, Manaus e Manaus e São Luiz do Maranhão. \n“Foi um desafio fazer o levantamento da maior variedade possível de materiais\, uma construção ativa de encontrar e mobilizar as pessoas que fazem parte daquela história. Além disso\, houve a preocupação de mesclar os objetos  históricos com uma produção de arte contemporânea\, seja por meio de artistas judeus provenientes da Amazônia\, como Mady Benzecry\, ou artistas judeus que atuaram na região\, como o fotógrafo Thomaz Farkas”\, complementa a curadora. Ela também ressalta a importância de Samuel Benchimol (1923-2002) e outros pesquisadores que se debruçaram anteriormente sobre o tema. Inclusive foi usada uma ampla bibliografia como base de pesquisa. Outro aspecto importante\, é a importância do contexto do ciclo da borracha para o entendimento desses fluxos migratórios.  \nTrês obras foram comissionadas especialmente para a mostra. O jovem pintor paraense Diego Azevedo trabalhou a partir de fotografias históricas para fazer o retrato de duas mulheres ímpares na história da região: a escritora Sultana Levy Rosenblatt e a jornalista Feliz Benoliel. A premiada videoartista Janaina Wagner apresenta um filme em Super 8 inspirado pelos dialetos falados pelos judeus que se estabeleceram na região amazônica. Por fim\, haverá uma obra do coletivo paraense Letras que flutuam \, grupo de abridores de letras – técnica regional de pintar letras decorativas nos barcos. \nAos comissionamentos\, somam-se obras de Abrão Bemerguy\, Mady Benzecry\, Donna Benchimol\, Arieh Wagner\, Felipe Goifman\, Sergio Zalis\, Thomaz Farkas\, Claudia Andujar\, Hannah Brandt\, Paul Garfunkel\, Renato Athias\, Bruno Barbey\, Berta Gleizer Ribeiro\, Noel Nutels\, pertencentes a acervos importantes como o do Museu de Arte do Rio (MAR)\, Instituto Moreira Salles (IMS)\, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)\, entre outros.  \nUm núcleo dedicado a rituais – como a religião era vivida na Amazônia – ocupa a área da sinagoga\, reunindo um objeto raro: uma Torá de mais de quatrocentos anos\, chegada ao Brasil na bagagem de um imigrante do Marrocos. Uma grande linha do tempo ilustrada\, depoimentos de história oral e o documentário “O Rio dos Cohen”\, de Felipe Goifman\, também fazem parte dos conjuntos apresentados.  \nPara Felipe Arruda\, Diretor Executivo do Museu Judaico\, a exposição reforça a vocação da instituição para criar pontes entre a cultura judaica e uma gama ampla de repertórios\, comunidades e linguagens artísticas. “Esse projeto é fruto de uma imersão pautada pela escuta das pessoas que diariamente sentem\, cultivam e vivem suas identidades judaico-amazônicas. A pesquisa surgiu quase que simultaneamente à criação do Museu e dá continuidade à missão de apresentar a pluralidade da identidade judaica\, sempre em diálogo com a diversidade cultural brasileira e com os temas basilares do contemporâneo”.   \nA exposição “Judeus na Amazônia” é apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com patrocínio do Santander Brasil\, da Gera Amazonas e apoio da Bemol e CIAM.
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SUMMARY:"Eu mesmo\, Carnaval" na Casa Mário de Andrade
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Casa Mário de Andrade\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e gerenciado pela Organização Social Poiesis\, inaugura no dia 9 de novembro a exposição de curta duração “Eu mesmo\, Carnaval”\, com a apresentação de ritmistas da Escola de Samba Mocidade Alegre\, e seguirá com programação temática durante todo o mês. Confira! \nA exposição Eu mesmo\, Carnaval\, que ficará aberta até 31 de maio de 2025\, nos convida a conhecer a profunda relação de Mário de Andrade com o carnaval paulistano\, principalmente na região da Barra Funda e em outros lugares do país. O título escolhido reproduz um verso do poema “Carnaval carioca”\, escrito por Mário de Andrade em 1923\, inspirado na experiência do autor no festejo carioca neste mesmo ano. \nA exposição\, com curadoria de Arthur Major\, pesquisador da Casa Mário de Andrade\, e Fábio Parra\, do departamento de comunicação e cultural do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre\, traz uma interface entre a pesquisa de Mário de Andrade sobre o Carnaval e o enredo de 2024 da escola paulistana Mocidade Alegre “Brasileia Desvairada: A busca de Mário de Andrade por um país”\, tecendo o fio condutor do discurso curatorial\, tendo como guia o personagem do Arlequim\, que pela visão do escritor\, representa tanto a cidade de São Paulo\, quanto a personificação do próprio poeta. \nOs visitantes terão a oportunidade de vivenciar um espaço imersivo\, onde se encantarão com as fantasias originais utilizadas no desfile campeão de 2024 do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre\, detalhes da confecção das peças\, dos carros alegóricos\, e conhecerão detalhes dos requisitos de julgamento. Além disso\, o público apreciará uma parede sonora com músicas que embalaram carnavais como “Ai que saudade de Amélia”\, de Ataulfo Alves\, e “Baianinha”\, de Silvio Caldas\, e conferir registros fotográficos do acervo particular de Mário de Andrade\, os quais mostram as festas de carnaval em São Paulo\, Rio de Janeiro e Recife. \nNo final do circuito\, o público contará com um espaço instagramável e experiência sonora\, sentindo-se na apoteose do desfile\, com Mário de Andrade. \nNa abertura da exposição (9/11)\, a partir das 13h\, o Grêmio Recreativo Cultural da Escola de Samba Mocidade Alegre apresentará o “Morada do Samba”\, espetáculo que une a tradição e o espírito comunitário da escola\, homenageando nomes como o de Mário de Andrade\, que ajudaram a construir a sua identidade cultural. \nJá no dia 23 de novembro\, a partir das 16h\, na atividade Carnaval na Poesia Modernista\, o Victor Palomo\, pesquisador e doutor em Letras pela Faculdade de Filosofia\, Letras e Ciências Humanas da USP\, explora as figurações do carnaval e a poética do mascaramento em diferentes autores do período. \nNo Projeto Quintal o carnaval também começa mais cedo. Também em 23/11\, às 11h\, as crianças e seus responsáveis vão confeccionar adereços carnavalescos na oficina Carnaval no Museu: mão na massa. A seguir\, saiba como participar dessas atividades (serviço).
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SUMMARY:"TUDO PODE (perder-se)" de Tadeu Jungle no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Tadeu Jungle\, “TUDO PODE”\, performance urbana 2004. Divulgação \nO multiartista Tadeu Jungle apresenta a mostra “TUDO PODE (perder-se)” a partir do dia 19 de fevereiro de 2025 no Centro Cultural Fiesp – Espaço de Exposições\, nos Jardins\, em São Paulo. Curada por Daniel Rangel\, é a primeira exposição retrospectiva e prospectiva do multiartista – que completa 45 anos de produção\, que é um herdeiro da poesia concreta e um dos precursores da videoarte no País. A visitação gratuita segue até o dia 20 de julho de 2025. \nO espaço será ocupado por obras que se dividem em poética verbivocovisual\, incluindo peças originais dos anos 80 e trabalhos\, especialmente concebidos para a exposição. São instalações de suportes e técnicas variadas\, relacionadas ao universo das artes visuais e da comunicação de massa e ainda uma série de vídeos\, relacionada com sua produção de videoarte. \n“O conjunto exposto\, visualmente\, ressoa como uma ópera-rock com distintos climas e nuances que variam ao longo da montagem-partitura. A densidade ruidosa das obras no espaço emana conceitos inerentes à sua produção de mais de quarenta e cinco anos\, porém\, sem almejar dar conta da totalidade dessa. Expansões ainda são necessárias\, incluindo ações online\, projeções na fachada de prédios\, exibições de filmes e muitas conversas com o artista – criador-criatura – que está aqui\, afinal\, aqui\, tudo pode.”\, afirma o curador Daniel Rangel no texto curatorial. \n“Esta mostra é onde a poesia visual se apresenta também como arte visual. A poética vai para a parede\, vira escultura\, ganha moldura\, textura\, forma e peso\, com obras feitas em papel\, mas também em tapeçaria\, alumínio\, mármore e bronze e formatos variados como um estandarte de Carnaval e um objeto em papier machê com terra vinda do Grande Sertão de Guimarães Rosa”\, afirma o artista. \nA imagem da exposição toma como base uma foto do artista visual Jean Cocteau (1889-1963)\, realizada pelo fotógrafo Philippe Halsman\, em 1949\, onde o caráter de multiartista é explicitado. \nAo escolher sua foto para constar na exposição\, Jungle optou pelo humor e fez uma escultura triédrica intitulada “Autorretrato publicitário cara de cu”\, em que ironiza o comportamento do mundo publicitário\, área em que atuou por anos. \nA Gerente Executiva de Cultura do Sesi-SP\, Débora Viana\, destaca a importância para o SESI-SP promover o acesso à cultura com projetos como esse: “Reiteramos o nosso compromisso em promover no Centro Cultural Fiesp espaço para a reflexão e fruição artística\, proporcionando ao público acesso a produções de qualidade\, disruptivas que incentivam a reflexão e a experimentação. Tadeu Jungle é um multiartista e podemos apreciar uma mostra inédita com suas obras concentradas em nosso Espaço de Exposições. No Sesi-SP consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes\, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso\, atuamos em todas as linguagens artísticas\, convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística”.
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SUMMARY:MAM São Paulo promove bate-papo com curadores em espaço aberto na Paulista
DESCRIPTION:Nesta quinta-feira\, 29 de maio\, às 18h\, o MAM São Paulo realiza um bate- papo com os curadores Cauê Alves e Gabriela Gotoda no Centro Cultural Fiesp. O encontro marca o lançamento do catálogo da exposição MAM São Paulo: encontros entre o moderno e o contemporâneo – em cartaz no mesmo endereço até 8 de junho com mais de 100 obras da coleção do museu –\, que na data terá 20% de desconto (de R$119\,90 por R$95). \nAlém do lançamento do catálogo — uma publicação que aprofunda os seis eixos curatoriais da mostra e propõe reflexões sobre os diálogos entre tempos e linguagens da arte brasileira –\, a conversa com os curadores visa aprofundar os conceitos trabalhados na exposição MAM São Paulo: encontros entre o moderno e o contemporâneo. \nA mostra apresenta uma seleção de mais de 100 obras do acervo do MAM São Paulo\, reunindo artistas de diferentes gerações\, estilos e linguagens. Organizada em seis eixos temáticos\, a mostra propõe uma leitura não linear da história da arte brasileira\, colocando em evidência aproximações poéticas e tensões formais entre produções modernas e contemporâneas. Mais do que estabelecer divisões cronológicas\, a curadoria aposta no diálogo entre tempos\, convidando o público a refletir sobre permanências\, rupturas e reconfigurações no campo da arte.
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SUMMARY:"Espelho do Poder" no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Bárbara Wagner & Benjamin de Burca\, “Swinguerra” (still)\, 2019 – Divulgação\n\n\n\n\nEspelho do Poder é o título da exposição concebida como um show audiovisual pela dupla de artistas Bárbara Wagner & Benjamin de Burca especialmente para o Sesc Avenida Paulista. Com curadoria geral de Clarissa Diniz e curadoria de acessibilidade e coordenação do projeto educativo pelo coletivo alingua\, a mostra parte de uma reflexão sobre as políticas do olhar e as práticas de espelhamento presentes em Swinguerra (2019) e One Hundred Steps (Cem Degraus\, 2020).  \nOs filmes serão exibidos como um espetáculo\, no qual o público será conduzido pela voz da mestra de cerimônias Indra Haretrava\, que comenta as obras da dupla\, seus contextos e métodos. Com audiodescrição\, legendagem e videolibras Espelho do Poder ficará disponível para visitação de 20 de fevereiro a 3 de agosto de 2025\, no Sesc Avenida Paulista (5º andar). \nWagner & de Burca são conhecidos por realizar filmes experimentais que investigam manifestações artísticas não hegemônicas. Concebidas como ambientes e instalações\, suas obras em audiovisual sempre trazem a música como fio condutor das narrativas híbridas\, que navegam pelos gêneros do documentário e da ficção\, colocando em evidência práticas culturais\, como o brega\, o funk\, o gospel\, o hip-hop e o agitprop. \nElemento central de sua metodologia é a colaboração; em seus filmes\, os protagonistas respondem por elaborar e reencenar suas próprias formas de representação diante da câmera. Essa abordagem colaborativa não apenas traz profundidade às suas narrativas\, mas também questiona a relação tradicional entre artista e sujeito retratado\, dissolvendo barreiras e ampliando o campo de representação cultural. \nSobre este processo\, a curadora comenta: “encarando a lente da câmera como espelho\, reflexivamente\, cada participante agencia sua própria recriação como personagem e integra a roteirização dos filmes em diálogo com Wagner & de Burca. Um método de trabalho que instiga trocas entre os artistas e as perspectivas poético-políticas que a criação coletiva dos filmes faz aproximar”. \nAinda acerca do movimento colaborativo\, a equipe do coletivo alingua ressalta que seu procedimento envolve o reconhecimento das especificidades das exposições para o desenvolvimento de projetos de educativo e acessibilidade estética. Em ambos os casos\, a proposta é ampliar os caminhos de comunicação dentro do contexto de cada exposição. Nesse processo\, essas dimensões se entrelaçam\, tornando difícil definir onde uma começa e a outra termina\, como partes distintas de um só corpo. \nA mostra conta ainda com direção de arte e projeto expográfico de Juliana Godoy\, luz de Anna Turra\, design do Estúdio Margem\, música de Carlos Sá e dramaturgia de João Turchi.
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SUMMARY:"Zanele Muholi: Beleza valente" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Somnyama Ngonyama II\, Oslo\, Noruega\, 2015 © Zanele Muholi\, cortesia Yancey Richardson Gallery\, Nova York \nExposição retrospectiva de Zanele Muholi\, um dos nomes mais aclamados da fotografia contemporânea. Desde o início dos anos 2000\, Muholi\, que se define como ativista visual\, documenta a vida da comunidade negra LGBTQIAPN+ na África do Sul e no mundo. A exposição reunirá suas principais séries fotográficas\, especialmente Faces and Phases (extenso mapeamento de pessoas lésbicas\, bissexuais\, não binárias e transmasculinas feito desde 2006\, hoje com centenas de fotos)\, Somnyama Ngomyama (autorretratos que tratam de temas como racismo\, trabalho\, eurocentrismo e sexualidade)\, Brave Beauties e trabalhos inéditos produzidos no Brasil.
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SUMMARY:"Ofício: Barro: Sallisa Rosa: Eixo Terra" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Sallisa Rosa. Foto: Sesc Pompeia/Alexandre Leopoldino \nO barro é matéria do tempo. Sua textura ambígua guarda em si a síntese da terra: maleável\, sugere a força latente do vir a ser; firme\, revela por meio das marcas a memória do que se deixou moldar. \nSeguindo sua natureza dual\, o solo molhado sustenta as dimensões subterrâneas e expostas\, convivendo entre raízes e brotos\, dando suporte a tudo que nele passa e sendo o teto do que vive abaixo da terra. Nesse sentido\, a terra úmida é também uma espécie de semente de água\, carregando a história de erosões\, fertilidade e transformações. \nO projeto Ofício\, relacionado às Oficinas de Criatividade\, recebe a exposição Eixo Terra\, de Sallisa Rosa\, e nos convida a sentir a terra como memória tátil\, como corpo. Acionando temas como ancestralidade e território\, podemos nos perguntar: quais são as intervenções que os corpos humanos têm feito com o corpo-Terra? \nAo apresentar artistas significativas no contexto contemporâneo\, como é o caso de Sallisa\, o Sesc valoriza o trabalho de criação\, e propõe dar visibilidade a esses processos como convite para aproximações com materialidades diversas\, intersecções incontornáveis e experiências de convivência em que tanto arte quanto pessoas se deixem afetar e expandir.
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SUMMARY:"O Ar\, Invisível Tecido do Mundo" de Heloisa Hariadne no Farol Santander
DESCRIPTION:Obra de Heloisa Hariadne. Divulgação / Farol Santander \n\nExplorando a interseção entre imaginação\, natureza e atmosfera\, Heloisa Hariadne dissolve a paisagem em um campo fluido\, onde as cores não apenas habitam a superfície\, mas se entrelaçam a processos vitais\, pulsando como ecos da própria vida e despertando emoções. \n\n\nAo permitir que a cor transite entre o visível e o intangível\, a artista nos convida a perceber a plasticidade da atmosfera\, onde memórias\, sensações e ritmos se entrelaçam. Suas pinceladas elaboram camadas cromáticas que transcendem a representação\, nos convidando a experimentar a cromaticidade de nosso entorno\, reconhecendo nossa capacidade de expandir nossa percepção e de transformar o espaço em um campo sensorial vivo. Em suas obras\, o ar não é apenas um elemento invisível\, mas o tecido que une a paisagem ao olhar\, revelando a essência que sustenta o mundo: a simbiose entre tudo o que vive.
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Instituto Tomie Ohtake visita Coleção Vilma Eid – Em cada canto" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Mirian Inêz da Silva Cerqueira\, Sem título\, s.d.\, Coleção Vilma Eid. Foto: João Liberato\n\n\n\n\nO Instituto Tomie Ohtake apresenta Instituto Tomie Ohtake visita Coleção Vilma Eid – Em cada canto\, exposição que se dedica a examinar o acervo da colecionadora e galerista Vilma Eid\, que\, nos últimos quarenta anos\, forjou uma coleção singular\, reunindo trabalhos de mais de 100 artistas entre os ditos populares\, modernos e contemporâneos. \nCom mais de 300 obras divididas em duas salas\, a mostra tem curadoria de Ana Roman e Catalina Bergues e ficará em cartaz entre 14 de março e 25 de maio de 2025\, paralelamente à exposição Patricia Leite – Olho d’água. Em cada canto é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Instituto Tomie Ohtake\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura\, e conta com o patrocínio da Stellantis\, sob a chancela Apresenta; do Itaú Unibanco\, sob a chancela Platina; do BMA Advogados\, sob a chancela Bronze; e da Galeria Estação\, sob a chancela Apoio. \nEntre 17 de junho e 17 de agosto\, a exposição segue em itinerância para a Casa Fiat de Cultura\, em Belo Horizonte. \nA mostra integra o programa de exposições Instituto Tomie Ohtake visita\, que busca criar conexões com colecionadores e agentes do circuito da arte\, proporcionando acesso a coleções que\, em parte\, são pouco exibidas ao grande público. Apresentadas sob diferentes leituras curatoriais\, essas mostras se aproveitam de combinações improváveis de artistas e trabalhos para contemplar novas perspectivas de uma história da arte já consolidada. \nNo contexto da exposição\, será lançada\, em parceria com a Editora Martins Fontes\, a coletânea Arte Popular – Modos de Usar\, organizada por Amanda Reis Tavares Pereira — pesquisadora e curadora que tem consolidado investigações que ampliam e atualizam os debates sobre o tema. O livro recompila\, discute e revisita a historiografia e as questões ligadas à arte popular\, com textos de Lélia Coelho Frota\, Fernanda Pitta\, Ana Avelar\, Ayrson Heráclito\, entre outros\, oferecendo uma leitura atualizada tanto de textos históricos quanto contemporâneos. \nVilma Eid desempenha um papel fundamental na valorização da arte popular brasileira. Como fundadora da Galeria Estação\, inaugurada há 20 anos ao lado de seu filho Roberto Eid Philipp\, a galerista se dedica incansavelmente à promoção\, reconhecimento e inclusão dos artistas populares no cenário artístico nacional e internacional\, evitando rótulos que possam limitar ou estigmatizar tais artistas e suas produções. Ao dizer que “Arte é arte. Não importa a classificação”\, Eid afirma seu entendimento sobre os múltiplos caminhos da criação artística. \nEm sua casa\, a galerista dispõe as obras de tal forma a criar conexões inesperadas. Trabalhos de artistas modernos e contemporâneos\, como Geraldo de Barros\, Mira Schendel\, Paulo Pasta ou Tunga\, convivem com os ditos populares\, como José Antonio da Silva\, Izabel Mendes da Cunha\, Itamar Julião ou Véio. Além de estimular o encontro desses trabalhos no ambiente expositivo\, a mostra contribui para o debate sobre categorias de definição no sistema da arte. \nComo defendem as curadoras: “Em vez de fixar uma definição do que é ‘popular’ ou ‘erudito’\, a mostra Em cada canto sugere novas possibilidades de diálogos. Ao apresentar\, pela primeira vez\, o conjunto de obras reunidas por Vilma Eid nos últimos 40 anos\, a exposição põe em evidência como as peças se transformam quando vistas lado a lado\, estimulando o público a perceber a arte brasileira como campo aberto a intersecções e reinterpretações.” \nAs duas salas que compõem a mostra trazem conexões entre artistas e obras encontradas na casa da colecionadora e outras propostas pela curadoria. Estão lá representadas questões recorrentes na história da arte: a relação entre tradição e inovação; temporalidade e espaço; cor e forma ou figuração e abstração. Em alguns casos\, através de categorias ligadas à arte popular\, como o imaginário rural\, a valorização de saberes regionais ou os trabalhos com barro e madeira. Em outros\, com processos costumeiramente relacionados ao modernismo e à arte contemporânea\, incluindo aí os temas conceituais\, a abstração ou o aproveitamento de materiais do dia a dia. Como afirmam Roman e Bergues\, “apresentar\, pela primeira vez\, o conjunto heterogêneo de obras que habitava o ambiente doméstico de Vilma — onde surgiam conexões inusitadas entre estilos\, épocas e técnicas — representa um desafio curatorial para manter a atmosfera de proximidade\, sem abrir mão da clareza expositiva”\, concluem.
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SUMMARY:"Patricia Leite – Olho d’água" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Patricia Leite\, “Avencas”\, 2017. Cortesia da artista e Mendes Wood DM. Foto: EstudioEmObra\n\n\n\n\nO Ministério da Cultura\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura\, e o Instituto Tomie Ohtake com e apoio da Mendes Wood DM e Thomas Dane Gallery\, apresentam Patricia Leite – Olho d’água\, exposição realizada na esteira dos projetos que vem promovendo nos últimos anos acerca da representatividade e da importância de artistas mulheres na cena artística nacional – Anna Maria Maiolino; Vânia Mignone; Iole de Freitas\, Maria Lira Marques e Mira Schendel são os exemplos mais recentes. Paralelamente à mostra da artista mineira\, será inaugurada a exposição Instituto Tomie Ohtake visita Coleção Vilma Eid – Em cada canto. \nCom curadoria de Germano Dushá Olho d’água reúne cerca de 30 obras\, entre desenhos\, pinturas e objetos que perpassam os quarenta anos da trajetória artística de Patricia Leite. Estão presentes desde os trabalhos da década de 1980 até outros inéditos realizados em 2025. Segundo Dushá\, o público encontrará “um recorte específico que dá testemunho\, igualmente\, da capacidade elástica e da coesão estilística de uma artista tão inventiva quanto fiel ao seu condão”. \nDo início de carreira\, quando a artista produzia sobretudo desenhos abstratos\, há um destaque para um grupo de pastéis sobre papel que datam de 1986\, além da sua primeira pintura\, uma acrílica sobre tela de 1988. Tempos depois\, Leite passaria a usar a madeira como principal suporte para suas pinturas. Segundo o curador\, apesar do abstracionismo inquestionável\, esses trabalhos iniciais já sugerem um percurso para o que mais tarde será sua figuração. “Para uma imaginação desprendida\, certamente será possível entrever os princípios de um jardim\, de um parque ou de uma serra”\, afirma Dushá.  \nAlgumas das mais emblemáticas obras de Patrícia Leite estão na exposição. São pinturas nas quais a artista cria o que chama de “sensações de paisagens” – um pôr do sol\, um luar\, uma praia ao anoitecer\, cachoeiras\, recortes da mata\, céus estrelados ou com fogos de artifício. Obras cujas fontes de inspiração possam ter sido viagens\, diálogos com amigos\, letras de músicas\, cenas de filmes\, trechos de poesias\, recordações marcantes ou fotografias tiradas por ela ou encontradas. Segundo Dushá\, “Num balanço entre o magnetismo da brasilidade e a vocação para o universal\, sua obra celebra o que há desingular na cultura brasileira\, sem\, no entanto\, limitar-se”. \nDo ponto de vista pictórico\, as pinturas trazem composições sintéticas formadas por grandes blocos de cor\, pinceladas visíveis e texturas marcantes. A paleta cromática é ao mesmo tempo sensível e vibrante\, expondo contrastes sutis entre tons rebaixados e forte luminosidade. \nUma novidade apresentada ao público pela primeira vez nesta exposição são os objetos produzidos entre 2020 e 2025. São pequenas peças compostas pela união de itens encontrados\, como pedaços de vidro\, madeiras\, pedrinhas\, miçangas e miudezas decorativas. Segundo o curador\, “guardam em si o contraste entre a delicadeza e o rudimentar\, afirmando\, de modo proposital\, sua incompletude”. Dushá lembra que\, ao serem expostas ao lado dos primeiros desenhos abstratos\, essa peças “parecem conferir corpo aos diagramas de cores e texturas. De igual modo\, formam pequenas paisagens\, remetendo às praias e morros que observamos nas pinturas de fases mais recentes”\, observa o curador.
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SUMMARY:"Truque" de Ilê Sartuzi no MAC USP
DESCRIPTION:Ilê Sartuzi. Escaneamento de filme 35mm – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 15 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição Truque\, de Ilê Sartuzi.\, com uma série de intervenções sutis — semelhantes a truques de mágica — que desvendam elementos infraestruturais de espaços institucionais dedicados à cultura e à arte. Essas obras envolvem elementos tecnológicos de segurança que muitas vezes são invisíveis\, brincando com a experiência do visitante e focando a atenção em aspectos periféricos do ambiente do museu. \nPara desenvolver a produção de Truque\, Sartuzi realizou detalhada pesquisa sobre a estrutura do museu e acordos com diferentes instâncias institucionais\, abrangendo desde curadores até a equipe de segurança e corpo de bombeiros\, todos se debruçando em negociações em torno do escopo arquitetônico. Isso quer dizer que Sartuzi\, antes de passar a decisões estéticas\, aprofundou-se em uma abordagem técnica\, recolhendo vocabulário\, perspectivas e noções a respeito do seu objeto. “Antes de finalmente chegar à imagem\, que potencialmente concentra a novidade\, ou\, idealmente\, alguma possibilidade de transformação\, a produção de Sartuzi costuma se nutrir de variados modelos linguísticos\, como o literário\, o arquitetônico\, o teatral e o coreográfico”\, comenta Marcela Vieira\, curadora da exposição. \nA exposição tem dois núcleos principais. Na série de Proposições para sistemas de segurança de museus (2023)\, As obras\, por vezes acionadas pela presença do visitante sugerem uma coreografia e novas configurações do espaço. O público é capaz de ativar as estruturas do ambiente\, fazendo-o reagir aos percursos e movimentos. Já a videoinstalação Sleight of Hand (2023-2024)\, acompanhada de um conjunto de documentos e objetos relacionados a ela\, registra a ação realizada em 18 de junho de 2024\, no British Museum\, em Londres\, quando\, durante um programa que permite aos visitantes manipularem peças do acervo\, o artista usou uma técnica de mágica para trocar uma moeda original\, cunhada em 1645\, por uma réplica. Em seguida\, Sartuzi caminhou em direção à rua e\, antes de sair\, depositou a moeda na caixa de doações da instituição.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Arte Leve" na Casa Yara DW
DESCRIPTION:Sarah Nazareth\, “Atalho”\, 2024. Foto: Ana Pigosso \nA Casa Yara DW apresenta Arte Leve\, uma exposição que propõe um novo olhar sobre a circulação da arte contemporânea brasileira. Com obras de artistas de todos os 26 estados do país\, mais Distrito Federal\, a mostra nasce de um processo: cada peça viajou pelo país pelos Correios\, respeitando um limite de peso de 500 g e de tamanho\, com no máximo 40 x 40 cm\, desafiando conceitos tradicionais de montagem expositiva e ampliando as possibilidades de acesso e difusão artística. \nA exposição se apresenta “não como um ponto final\, mas um marco inaugural\, um gesto de abertura”\, como destaca a curadora da mostra\, Érica Burini (Ateliê397)\, no texto curatorial. Inspirado na prática da artista e organizadora Yara Dewachter\, fundadora do grupo Aluga-se (2010-2017) e do espaço que recebe a exposição\, o projeto se insere em uma reflexão mais ampla sobre circulação da arte e acessibilidade dos espaços expositivos. \nA seleção dos trabalhos foi feita pelo júri formado por Burini junto ao curador Alexandre Araujo Bispo e ao artista e curador Orlando Maneschy. O trio analisou 471 propostas de todo Brasil para chegar à composição do time de 27 artistas que compõe Arte Leve. “Muitos dos artistas selecionados ainda não têm visibilidade nacional\, mas suas produções apontam caminhos instigantes para pensar a arte contemporânea no Brasil”\, escreve Burini. \nPara Burini\, o conjunto final de artistas reflete “a complexidade da produção contemporânea” no país\, incluindo diferentes trajetórias\, formações e linguagens. A seleção compõe um mosaico abrangente\, com nomes tão diversos como do jovem pintor ribeirinho Amilton\, da Ilha do Ferro\, no sertão alagoano\, e Yiftah Peled\, artista israelense residente em Vitória\, no Espírito Santo\, que participou da Bienal Internacional de São Paulo\, em 1994. \nA exposição também evidencia a diversidade de técnicas e abordagens\, reunindo desde investigações narrativas e tecnológicas —caso de Osmar Domingos\, de Itajaí\, Santa Catarina\, que usa a robótica para criar instalações que mimetizam ecossistemas e obras interativas— até criações que exploram a materialidade e o fazer artesanal. “Arte Leve se coloca como um espaço de experimentação\, onde a pluralidade não é apenas um dado de seleção\, mas uma proposta curatorial ativa”\, afirma a curadoria. \nAo conectar artistas de diferentes partes do país\, Arte Leve reafirma a importância de abrir caminhos para novas vozes e ampliar os circuitos de visibilidade da arte contemporânea. Ao traçar “um mapa alternativo da produção contemporânea”\, onde cada obra se torna um ponto de conexão entre paisagens culturais distintas\, além de estimular conexões futuras entre criadores\, instituições e pesquisadores. \nArtistas participantes: \nAmilton (AL)\, Amanda Fahur (PR)\, Ana do Vale (RN)\, Allyster Fagundes (PA)\, Aram (SP)\, Beatriz Pessoa (MG)\, Charles Macuxi (RR)\, Cláudio Montanari (TO)\, Danilo de S’Acre (AC)\, Estêvão da Fontoura (RS)\, Eulália Pessoa (PI)\, Filipe Alves (CE)\, Gabriel Bicho (RO)\, Glênio Lima (DF)\, Levi Gama (AM)\, Lola Pinto (PB)\, Luis Napoli (MT)\, Luiz Sisinno (RJ)\, Nau Vegar (AP)\, Osmar Domingos (SC)\, Priscilla Pessoa (MS)\, Regina Borba (MA)\, Renata Voss (BA)\, Ricardo Masi (GO)\, Sarah Nazareth (PE)\, VÉIO (SE) e Yiftah Peled (ES)
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SUMMARY:"Pintura coreana: carimbo e design" no Centro Cultural Coreano no Brasil
DESCRIPTION:Shin Yun-bok\, “Weolha Jeongin (Dois amantes sob o luar)\, Dinastia Joseon”. Crédito: Museu Nacional da Coreia \nDe 16 de março a 29 de junho\, o Centro Cultural Coreano no Brasil apresenta a exposição Pintura coreana: carimbo e design\, de Suldurumi. Com uma trajetória no design gráfico\, o artista coreano reinterpreta as artes tradicionais do país por meio de técnicas contemporâneas\, criando um diálogo entre passado e presente. \nA obra de Suldurumi dialoga com diversas expressões tradicionais coreanas. Elementos do bojagi — arte têxtil que une retalhos geométricos em um tecido único\, em geral\, para o embrulho de presentes — aparecem em suas composições\, assim como referências à minhwa\, pintura folclórica coreana bastante popular entre os séculos XVIII e XIX\, que retratava o cotidiano e os costumes da Coreia da época. Além dessas influências visuais\, o artista também se inspira na poesia de Yun Dong-ju (1917-1945)\, reconhecido por seus poemas de resistência durante a ocupação japonesa. \nEm sua releitura\, Suldurumi pinça cenas dessas obras milenares e as reproduz pela sobreposição de carimbos. Pouco a pouco\, a folha em branco vai ganhando formas e cores aparentemente desconexas e abstratas até se revelar numa figura bem elaborada e repleta de detalhes. \n“Acredito que esta exposição pode mostrar como a arte minhwa\, de aparência antiga\, pode passar por uma transformação natural\, tornando-se uma expressão visual acessível e significativa para todos ao redor do mundo. Mesmo com as mudanças\, espero que possamos redescobrir o charme único da estética coreana\, sem perder suas cores autênticas e o espírito simples de nossos ancestrais\, que usavam o humor e a sátira como formas de expressão”\, afirma Suldurumi.
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SUMMARY:"Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Carlos Bastos\, “Omolu”\, 1969. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura sua programação de 2025 com a mostra coletiva Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil\, nas sete salas do edifício Pinacoteca Luz. A exposição investiga perspectivas de artistas de diferentes origens sobre a experiência da noite\, com seus mistérios\, personagens e ritos. Com curadoria de Renato Menezes e Thierry Freitas\, a coletiva se divide em sete núcleos\, percorrendo o assunto através de diferentes abordagens\, desde um viés social\, com reflexões sobre os impactos da modernização nas cidades no século XX\, até uma narrativa mais fantástica e imaginativa\, na qual surgem enigmas oníricos\, paisagens noturnas e os assombros que povoam o imaginário coletivo\, com monstros e lobisomens. Obras como Noite na fazenda (1969)\, de Madalena Santos Reinbolt\, e Obscura Luz (1982)\, de Cildo Meireles\, compõem a mostra. \nNa exposição\, a experiência da noite se apresenta como um problema artístico para refletir sobre vivências individuais\, que aparecem\, por exemplo\, nas representações de sonhos e pesadelos\, e coletivas\, que dizem respeito à formação histórica e social do país – sobretudo a partir do surgimento da energia elétrica\, que mudou a fisionomia das cidades e suas dinâmicas no início do século XX. Atividades de lazer\, surgimento de novas profissões\, vivências na cidade – que variam de acordo com a origem social do sujeito – figuram em obras emblemáticas\, muitas delas expostas pela primeira vez. \n“A exposição privilegia a produção de artistas ditos populares\, e a coloca em relação direta com trabalhos de artistas canônicos do nosso modernismo\, muitas vezes criando situações de tensão entre essas diferentes vivências da noite. Ao longo da exposição\, percebemos que a noite\, um fenômeno natural que afeta a todas as pessoas\, reflete problemas artísticos\, relativos à luminosidade e à representação dos sonhos e visões\, mas também problemas sociais\, relacionados ao trabalho\, à coletividade e ao uso do espaço público. Fato é que a noite reforça uma das perguntas mais eloquentes quando olhamos para a arte moderna: quem olha quem? Nós não respondemos a essa pergunta\, mas\, ao contrário\, procuramos transformá-la em motor para as reflexões que estimulamos ao longo de todo o percurso expositivo”\, comentam os curadores. \nSobre a exposição \nEm 1854\, a cidade de São Paulo passou a receber um sistema de iluminação pública com luz a gás. A partir de 1883\, o surgimento da energia elétrica aparece como fator determinante na reconfiguração do espaço público. Em Tecendo a manhã\, o acender das luzes\, na cidade e no campo\, marca o início da exposição. Obras como Fachada do Teatro Municipal (sem data)\, de Valério Vieira (década de 1910)\, e São Paulo (1966)\, de Agostinho Batista de Freitas\, comentam o espaço compartilhado e a vida coletiva em São Paulo\, cidade símbolo da modernidade. Outras representações também podem ser vistas na perspectiva de Gregório Gruber\, em Vale do Anhangabaú à noite (1981)\, e na fotografia de Benedito Junqueira Duarte\, Praça João Mendes Júnior (1950). \nA segunda sala se volta para o coletivo\, apresentando obras que tematizam a sociabilidade noturna. Nos primeiros meses do ano\, por exemplo\, a Festa de Iemanjá e o Carnaval organizam festas populares em forma de cortejo\, movido pelo canto de batuques e afoxés. A cultura do samba\, assim como dos bailes\, construída fundamentalmente por pessoas negras que experimentavam uma vida cerceada pelas perseguições políticas no pós-abolição\, permitiu o florescimento de agremiações inteiramente dedicadas à festa e à celebração da liberdade do corpo marginalizado. Neste núcleo\, casamentos\, festas religiosas\, bailes e parques de diversões podem ser vistos em trabalhos como Festa de Iemanjá (sem data)\, de Babalu\, Parquinho (1990)\, de Ranchinho\, e o Concurso de dança no DCE (1985)\, dos Retratistas do Morro. \nNa sala seguinte\, a exposição apresenta personagens associados à noite. A prostituição e o ambiente dos bordéis foram temas frequentes na obra de Di Cavalcanti\, Oswaldo Goeldi e Lasar Segall\, que se interessavam em observar uma vida marginal\, precária e ilegal que não poderia acontecer à luz do dia. Desses artistas\, estão expostas respectivamente obras como Fantoches da meia-noite (1921)\, O ladrão (1955) e Mulheres do mangue com espelhos (1926)\, que convidam o público a refletir sobre gênero e classe a partir da visão de homens brancos da elite cultural do país sobre mulheres e pessoas negras\, pobres e em estado de decadência no contexto pós-abolição. \nA quarta sala destaca uma figura mítica evocada pela lua cheia: o lobisomem. Um conjunto de obras de Ana das Carrancas\, além de peças de madeira de Mestre Guarany e Artur Pereira\, remetem ao personagem. As obras dividem o espaço expositivo com representações de formas lunares\, em especial a obra monumental de Tomie Ohtake\, Lua (políptico) (1984). Na sequência\, paisagens noturnas que flertam com a abstração e a metafísica contrastam trabalhos como Fachada roxa e verde (início da década de 1960)\, de Volpi\, com obras de artistas populares como Cafezal #1\, de Adir Mendes de Souza\, e Derrubada erótica (2013)\, de Nilson Pimenta\, para pensar sobre o espaço do sonho e os enigmas oníricos. \nIndissociável do tema da noite\, a experiência do sonhar é contemplada na sexta sala\, que se dedica ao imaginário do pesadelo e das assombrações. Em trabalhos como a escultura Exu-Caveira (1982–1983)\, é possível contemplar a reação de Chico Tabibuia às visões noturnas: convertido a uma religião que demonizava as entidades afro-brasileiras que ele cultuava anteriormente\, o artista passou a esculpir na madeira esses espíritos que\, segundo ele\, insistiam em persegui-lo. Outros artistas como Mestre Galdino\, Ulisses Pereira Chaves e Maria Martins também podem ser vistos pelo público. A alvorada marca o encerramento da exposição\, trazendo ao último núcleo a transição da noite para o dia\, com trabalhos de Djanira\, Tereza Costa Rêgo e Heitor dos Prazeres.
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SUMMARY:"Estás vendo coisas – Bárbara Wagner e Benjamin de Burca" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Bárbara Wagner & Benjamin de Burca\,\n\n\n\n\nNa Sala de Vídeo do edifício Pina Luz\, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca apresentam a obra Estás vendo coisas (2016). \nApresentado na 32ª Bienal de São Paulo\, Estás Vendo Coisas / You Are Seeing Things investiga a paisagem social e profissional da música Brega no Recife. A indústria dos videoclipes atua como catalisadora de uma ideia de futuro marcada pelo desejo de sucesso\, moldado pelas dinâmicas do capitalismo. O filme observa esse universo em que a autorregulação e a manipulação da imagem desempenham um papel central na construção da voz\, do status e da identidade de uma nova geração de artistas populares. \nEscrito e encenado por participantes do Brega\, Estás Vendo Coisas acompanha dois personagens principais — o cabeleireiro e MC Porck e a bombeira e cantora Dayana Paixão — em seus trajetos entre o estúdio e o palco. Com uma estrutura próxima à de um musical\, o filme se desenrola no interior de uma casa noturna\, onde gestos são entrelaçados a canções sobre amor\, fidelidade\, sucesso e riqueza. Retirada de seu contexto mediatizado\, a linguagem do Brega é desconstruída e rearranjada\, revelando o vocabulário do espetáculo como uma nova forma de trabalho.
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SUMMARY:"Mônica Ventura: Daqui um lugar" no Octógono da Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Mônica Ventura – Divulgação Pinacoteca\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta Mônica Ventura: Daqui um lugar\, no Octógono do edifício Pinacoteca Luz. Com curadoria de Lorraine Mendes\, a instalação inédita da artista reconfigura o espaço central do edifício\, atribuindo novos significados a materiais como cabaças\, juta e cobre. \nMônica Ventura articula o repertório mítico e ancestral presente em uma arquitetura vernacular para confrontar algumas características do prédio: a verticalidade\, a circularidade e os tijolos mantidos aparentes desde a inauguração como Liceu de Artes e Ofícios em 1905 e assim perpetuados\, mesmo depois de a Pinacoteca ter se tornado museu e passar por sucessivas alterações até culminar na grande reforma do início dos anos 2000. \nNo espaço expositivo\, um conjunto de cabaças pendem sobre uma estrutura em formato circular. Cada cabaça\, ainda que represente uma unidade de sentido\, conflui em coletivo pendente do céu para seguir\, pelo reflexo de um espalho d’água\, em um avesso do chão de terra onde o público é convidado a pisar. \nA cobertura\, em formato circular\, instaura uma horizontalidade outra ao espaço\, criando uma atmosfera de intimidade\, proteção e abrigo\, evocando ainda a construção de um campo magnético. A experimentação entre o espaço criado e o público é potencializada através do cobre\, material com alta capacidade de condução de energia\, que reveste as estruturas que sustentam o céu criado pela artista. \nVentura propõe ao visitante um lugar em que as conexões humanas possam confluir\, receber e irradiar energia\, a partir da relação entre corpo e arquitetura. Essa exposição tem o patrocínio da Verde Asset Management\, na cota Bronze.
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SUMMARY:"Ad Minoliti: Escola Feminista de Pintura" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Vistas da Escola Feminista de Pintura de Ad Minoliti na Pina Contemporânea em 14/03/2025 para Pinacoteca de São Paulo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta Ad Minoliti: Escola Feminista de Pintura\, na Galeria Praça do edifício Pina Contemporânea. Partindo de um repertório ligado à abstração geométrica e aos ativismos de gênero e sexualidade\, a pessoa artista propõe um novo modelo de educação artística\, transformando a sala expositiva em um espaço de aprendizado teórico-prático e convidando artistas\, pesquisadoras\, escritoras e ativistas brasileiras para conduzirem oficinas quinzenais gratuitas e abertas ao público. Nomes como Maria Bonomi\, Erica Malunguinho e Anelis Assumpção participam dos encontros quinzenais. \nA oitava edição da Escola Feminista de Pintura foi pensada como um site-specific para a Galeria Praça\, espaço que já foi uma sala de aula. Em diálogo com a história da Pina — que originalmente estava veiculada ao Liceu de Artes e Ofícios\, responsável pela formação profissional de artistas desde a virada do século XIX —\, o projeto ajuda a prospectar caminhos rumo a uma educação libertadora\, inclusiva e protagonizada por pessoas há tanto tempo invisibilizadas em processos de criação e decisão em espaços dominantes. \n“Ad despontou na cena argentina e\, nos últimos anos\, seu repertório artístico e político vem ganhando bastante destaque no mundo. Trazendo a Escola Feminista pela primeira vez para o Brasil\, a Pinacoteca deseja aproximar essa trajetória dos grupos e pautas locais\, permitindo instâncias de trocas e aprendizados a partir de uma perspectiva decolonial e crítica às padronizações das identidades e das formas de expressão e ensino de arte”\, conta a curadora Ana Maria Maia. \nSobre a exposição \nAo entrar na Grande Galeria\, o público tem acesso ao manifesto da Escola Feminista de Pintura\, em diálogo com um conjunto de obras abstratas do acervo da Pinacoteca\, feitas por artistas mulheres que tiveram destaque no Brasil desde os anos 1950 até a atualidade. Haverá obras de Lygia Pape\, Judith Lauand\, Maria Bonomi\, Mira Schendel\, Moussia Pinto Alves\, Rebeca Carapiá e Tomie Ohtake\, culminando em uma diversidade de gerações\, linhas de pesquisa e aberturas para pensar leituras das formas abstratas hoje. \nAo atravessar a galeria de referências\, o público chega ao ateliê\, equipado com mesas e cadeiras para trabalhos manuais\, estantes de fanzines e um monitor para consulta a um compilado de vídeos relacionados a temas como teoria queer\, ciências naturais\, geometria\, política e pedagogias radicais. É ali onde ocorrerá quinzenalmente\, até o fim da mostra\, o programa de oficinas e falas de personalidades que respondem às premissas da Escola a partir de seus respectivos campos de conhecimento. \nTodo o espaço\, no entanto\, é igualmente tomado por uma grande pintura mural\, cujas cores e formas vibrantes extrapolam molduras e tornam o ambiente tanto convidativo quanto desconcertante. Ad Minoliti costuma apresentar sua pesquisa como uma “ficção pictórica especulativa”. Entre a ludicidade das cores e uma anarquia punk\, as citações históricas e um estímulo ao “faça você mesmo”\, o questionamento da dualidade entre o abstrato e o figurativo e a presença enigmática de um manequim com cabeça de pelúcia\, a Escola Feminista de Pintura levanta a bandeira política da invenção de si e das estruturas de saber e viver. \nA abertura da exposição acontece no sábado\, dia 22 de março\, com uma aula inaugural que apresenta o manifesto da Escola ao público. No domingo\, dia 23\, a artista realiza uma oficina prática de zines às 14h30. Confira a programação e\, para mais informações\, consulte o site.
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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SUMMARY:"No tempo das sutilezas" nas galerias ArteFASAM e MAMUTE
DESCRIPTION:Vista da exposição “No tempo das sutilezas” – Divulgação \nAs galerias ArteFASAM e MAMUTE convidam para a abertura da exposição coletiva “No tempo das sutilezas”\, em seu espaço em São Paulo\, dia 22 de março\, sábado\, das 11h às 17h. Com curadoria de Giulia França\, a mostra mergulha na experiência sensorial do tempo e na suave cadência dos momentos que\, ao se somarem\, revelam a profundidade das nossas vivências. \n“Aqui não há respostas sobre a ordinariedade ou presunção da vida\, mas questionamentos: a vida é o que se imagina dela ou o que acontece em seus intervalos não planejados? Seriam os momentos realmente em vão\, ou assim parece porque não nos permitimos senti-los? \nComo um pomar se transforma ininterruptamente\, a vida passa nos instantes efêmeros\, sendo construída nos pequenos gestos. Drummond\, nos traz a reflexão. \nCasas entre bananeiras\nmulheres entre laranjeiras \npomar amor cantar\nUm homem vai devagar\nUm cachorro vai devagar\nUm burro vai devagar \nDevagar … as janelas olham\nEta vida besta\, meu Deus \nNuma lírica descomedida\, Drummond anuncia a presunção da vida. A ideia do que a vida deveria ser\, sobre passos dados por outros sapatos. Mas seria a vida o que acontece\, ou o que dela se imagina? Ou seria\, ainda\, a junção de coisa essa com coisa alguma? \nDe tudo\, é certo que a vida nos escorre pelos dedos\, pelos poros da pele\, pelas rugas dos olhos\, pelo amarelar das folhas e pelos sucessivos crepúsculos do céu. E\, de morte em vida\, se morre de olhos abertos pela falta da sutileza dos momentos em vão. Mas não são os momentos realmente em vão. São? Porque\, nos sussurros das folhas\, se nota a fruta a crescer madura\, o desenho das sombras no corpo sob o sol a pino e as cores do mundo infindo\, voláteis e mutantes pela luz do céu. \nÉ verdade que\, para os detalhes dos instantes se mesclarem ao conglomerado de experiências que nos formam\, é necessária uma dose de silêncio. Uma aquietação interna para o barulho das certezas.  Não há certezas. Pois então\, nesse caso\, sigamos mais devagar\, a desfrutar a efemeridade de nossa passagem.” \nGiulia França – Curadora da mostra \n  \nA exposição convida o público a explorar um universo de sutilezas\, onde o efêmero se revela e a passagem do tempo se transforma em experiência estética. Através da imersão sensível no ciclo da vida\, na organicidade das obras e diversidade da paleta de cores\, o público é chamado a contemplar momentos que frequentemente passam despercebidos.
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SUMMARY:I Ciclo Expositivo 2025 na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Madalena Santos Reinbolt\, “Boiada”\, [s.d.] Coleção Edmar Pinto Costa. Foto: João Liberato\nA Casa de Cultura do Parque apresenta\, de 22 de março a 29 de junho de 2025\, seu I Ciclo Expositivo que reúne obras que desafiam as tradições da pintura\, fotografia e produção têxtil. A mostra coletiva O fiar – pontos\, nós\, corte ocupa a Galeria do Parque enquanto Disparate\, de Helena Martins-Costa ocupa o Gabinete e Boca do mundo de Fábio Menino é apresentada no Projeto 280X1020.  \nA exposição coletiva O fiar – pontos\, nós\, corte\, com curadoria de Claudio Cretti e texto de Diego Mauro\, celebra a diversidade das artes têxteis por meio do trabalho de cinco artistas. Utilizando bordado\, tricô e costura\, as obras exploram a interação entre o plano e o espaço\, o controle e o acaso e o gesto como linha do tempo\, onde cada ponto e nó são vestígios e instantes de criação\, revelando a materialidade do tempo em tramas e texturas.  \nJoão Modé (Resende\, RJ\, 1961)\, com seus “Extensores”\, cria pontes entre materiais e pessoas\, tecendo conexões no espaço expositivo. Soffia Lotti (Poços de Caldas\, MG\, 1991) transforma álbuns digitais em topografias de lã\, explorando a tensão dos nós. Daniel Albuquerque (Rio de Janeiro\, RJ\, 1983) apresenta tricôs escultóricos\, dobrados com afeto\, que interagem com o espaço e incorporam quartzos\, como um gesto de cuidado.  \nJá Marina Weffort (São Paulo\, SP\, 1978) com domínio do voil\, esculpe sutilezas através da restrição e do movimento. E\, por fim\, Madalena Santos Reinbolt (Vitória da Conquista\, BA\, 1919 – Rio de Janeiro\, RJ\, 1977) evoca memórias em tapeçarias vibrantes\, com figuras humanas e de animais. A artista tem obtido crescente visibilidade\, como demonstrado em sua mostra individual realizada no MASP\, em 2023\, e sua primeira exposição no exterior\, no American Folk Art Museum\, em Nova York\, este ano. \nEm Disparate\, mostra apresentada no Gabinete\, Helena Martins-Costa (Porto Alegre\, RS\, 1969) manipula fotografias de arquivo e frames de vídeo\, decapitando figuras\, criando novas anatomias e utilizando o preto e branco para conferir um novo significado a imagens do passado. As figuras quadrúpedes\, que a própria artista define como “monstros”\, remetem aos horrores grotescos de Goya – mestre da luz e das trevas\, nas palavras de Charles Baudelaire – borrando a linha entre real e fantástico.  \nA opção pelo preto e branco “injeta efeitos perturbadores\, põe em xeque os automatismos da visão\, modifica a estrutura das imagens\, além de reduzi-las à gama cromática original da fotografia”\, comenta Annateresa Fabris\, que assina o texto de apresentação. Neste sentido\, Martins-Costa transforma a fotografia em prática autorreflexiva\, desafiando o observador a “olhar muitas vezes para essas imagens inquietantes e confrontar o estranho aninhado dentro de cada um de nós”\, finaliza. \nJá em Boca do mundo\, apresentada por Fábio Menino (São Paulo\, SP\, 1989) no Projeto 280×1020\, traz pinturas que desafiam a representação convencional de objetos cotidianos. Estes últimos\, frequentemente ferramentas de trabalho\, ganham uma nova dignidade\, revelando relações sociais e uma visão humanizada do mundo industrializado. A combinação de óleo e cera de abelha confere às telas um caráter rústico\, em contraste com a estética contemporânea predominante.  \n“As coisas não aparecem nas pinturas de Fábio Menino como se estivessem no mundo. Pairam verticalizadas e centralizadas no espaço difuso\, por vezes são manipuladas por figuras humanas anônimas e envoltas por um halo de luz própria que enfatiza a planaridade das superfícies pintadas”\, comenta José Bento Ferreira\, que assina o texto da exposição. \nAinda como parte da programação será apresentada a performance Comum entre nós :: Silêncio o espaço tempo de resistência e resiliência\, de Dudu Tsuda\, durante a abertura das exposições no dia 22 de março\, às 16h. A obra explora a interdependência e a conectividade por meio de cinco corpos em contrapeso\, unidos por um tecido vermelho\, que criam desenhos dinâmicos\, refletindo um “comum” construído por memórias fragmentadas. Inspirada no conceito japonês “Ma”\, a ação utiliza o silêncio e o tempo suspenso como práticas de resistência e busca\, por meio de um equilíbrio metaestável\, composições visuais únicas\, conectando ancestralidade e identidades. \nAs mostras têm direção artística de Claudio Cretti\, idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e sua realização conta com o apoio do Ministério da Cultura\, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Modus Operandi" de Regina Silveira no IAC
DESCRIPTION:Regina Silveira – Divulgação\n\n\n\n\nO Instituto de Arte Contemporânea-IAC apresenta a exposição “Modus Operandi” da artista Regina Silveira\, a partir do dia 22 de março de 2025 (sábado)\, das 11h às 16h\, na Consolação\, em São Paulo. \nA mostra – que tem curadoria Agnaldo Farias – professor da FAU-USP e crítico de arte\, apresenta os processos criativos e  desenvolvimento de algumas de suas obras de diferentes períodos\, além de maquetes\, desenhos preparatórios e mesmo documentários em vídeo.  O conjunto ocupa duas salas expositivas e a área do café da instituição. Alguns dos trabalhos expostos no IAC já foram vistos no Brasll\, mas outros foram obras site specific\, instaladas temporariamente em outros países como Bélgica\, Estados Unidos\, México\, Chile e Japão. A visitação gratuita segue até o dia 26 de julho de 2025. \nO evento também celebra a doação dos arquivos e documentos da artista para o IAC\, tendo como maior função a sua disponibilização para a pesquisa. A intenção primeira é mostrar como cada ideia foi desenvolvida e formulada\, além de explicitar suas sucessivas derivações\, apontando similaridades e diferenças\, ou o modo com se constitui cada série de trabalhos. “Acredito que essa exposição\, sem ser uma retrospectiva\, pode dar uma visibilidade pontual às diversas direções de meu percurso\, desde a etapa multimídia e\, passando de distorções e  projeções de sombra\, alcança a memória ao meu salto íconceitual e técnico)\, ao campo aberto das possibilidades digitais\, em obras que puderam ser totalmente feitas por outros\, e à distância\, em fachadas e interiores de espaços públicos”\, conclui a artista. O título da mostra toma como base a expressão em latim que significa “modo de operar”\, utilizada para designar uma maneira de agir\, operar ou executar uma atividade seguindo geralmente os mesmos procedimentos. \n“A artista empreende o cálculo metódico\, diligente\, exato do discurso visual; toma para si o papel milimetrado\, um dos suportes preferenciais do desenho mecânico e civil\, para traduzir ao plano bidimensional excertos do mundo tridimensional. Revira\, ajusta o desenho\, como que vai testando sua plasticidade até chegar ao ponto que lhe satisfaz. Uma vez atingido\, o trabalho muda de estado: tendo partido da compreensão da profundidade do mundo\, posteriormente reduzido a dimensão planar\, o desenho cresce novamente\, agora transposto para um tapete\, para um desenho despejado pelo chão capaz de atacar uma parede\, até aqueles que recobrem o volume de um prédio. Nesse processo\, as ausências convertem-se em presenças maiúsculas\, tão ou mais impactantes e convincentes do que os objetos\, corpos humanos\, bichos e insetos que lhes serviram de fontes”\, afirma o curador Agnaldo Farias em seu texto. \nA exposição é uma realização do Instituto de Arte Contemporânea. O educativo é apoiado pelo Instituto Galo da Manhã. As atividades do IAC são amparadas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura\, Governo Federal.
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SUMMARY:"Silêncio em Notas Ocres" de Gustavo Diogenes na Galeria Bianca Boeckel
DESCRIPTION:Gustavo Diogenes\, “Verde Pobre”\, 2024 – Divulgação Galeria Bianca Boeckel\n\n\n\n\n\n\n\n\nBianca Boeckel apresenta “Silêncio em Notas Ocres”\, primeira exposição individual do artistaGustavo Diogenes na galeria. Com curadoria de Theo Monteiro\, a mostra explora o limiar entre o antigo e onovo no sertão nordestino. \nO trabalho de Diogenes se caracteriza pelo uso expressivo do claro-escuro\, criando atmosferas que revelama coexistência do trivial e do enigmático nas paisagens urbanas nordestinas. Elementos como postes de luz\,motocicletas\, cadeiras de plástico\, mesas de sinuca e veículos populares surgem em suas pinturas a óleo sobretela e madeira\, propondo um olhar contemporâneo que foge das representações tradicionais de mares verdese coqueiros. \nNatural de Fortaleza-CE\, Gustavo Diogenes (1983) possui uma trajetória consolidada na pintura e na gravuraao longo dos últimos onze anos. Seu repertório visual captura um Nordeste em transformação\, onde amelancolia e a poesia emergem em cenas urbanas silenciosas e repletas de contrastes. \nNas palavras do curador\, Theo Monteiro: “O mundo que o pintor nos apresenta é um mundo quente. Emtodas as telas predomina um tom amarelado\, e um amarelado ocre. Não é um amarelo que vem diretamentedo sol\, ou das flores\, como em Van Gogh. Trata-se de um amarelo aparentemente filtrado pela areia ou pelaterra. Existem outras cores\, invariavelmente\, mas nenhuma parece escapar dessa estranha luminosidadearenosa. Mesmo as cores mais vibrantes acabam adquirindo um sotaque ocre. Não havendo pessoas nessemundo semi-desabitado\, nessas cidades fantasma\, a maior protagonista dessas telas é a luz\, e ela banha atudo. Nas pinturas noturnas\, onde o amarelo do sol já se recolheu\, o ocre volta agora através das fontes deluz artificiais. Ao fim e ao cabo\, ele está sempre lá. Basta uma fonte de luz e ele se acende”. \nA exposição “Silêncio em Notas Ocres” convida o público a refletir sobre as mudanças e permanências desseterritório\, propondo uma imersão sensível na paisagem sertaneja contemporânea.
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LOCATION:Bianca Boeckel Galeria\, R. Domingos Leme\, 73 - Vila Nova Conceição\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Carlos Zilio – a querela do Brasil" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Carlos Zilio\, “Massificação (João)”\, 1966. Foto: Daniel Mansur / Divulgação\nÀs 19h30 da terça-feira\, dia 25 de março\, o Itaú Cultural (IC) abre a exposição Carlos Zilio – a querela do Brasil\, com mais de 100 obras é a primeira retrospectiva do artista\, nascido em 1944\, no Rio de Janeiro. Com caráter cronológico\, a mostra acompanha a sua produção de 1966 a 2022 definida por cada fase de sua vida. A exposição passa pelas diferentes etapas da obra do artista – entre técnicas\, linguagens e suportes variados – e acompanha o desenvolvimento do trabalho iniciado com uma produção politizada\, durante a ditadura militar\, passando por trabalhos abstratos e de experimentação em uma reflexão sobre a identidade nacional e o modernismo brasileiro\, até chegar ao vazio e à ausência. Exibe\, ainda\, cadernos de trabalho de Zilio\, nunca expostos. \nCom concepção e realização do Itaú Cultural\, curadoria de Paulo Miyada e projeto assinado por Fernanda Bárbara\, do Escritório UNA barbara e valentim\, a mostra fica em cartaz até 6 de julho.“Carlos Zilio é um artista fundamental na arte contemporânea brasileira. Para entender seu trabalho artístico e intelectual\, é preciso olhar para o contexto social\, político e artístico no qual ele estava inserido”\, observa Sofia Fan\, gerente de Artes Visuais e Acervos do Itaú Cultural. “Esta exposição é uma oportunidade para que as pessoas possam se aprofundar em sua produção\, tornando-a mais acessível para um público amplo e diverso. Os visitantes poderão compreender como ela se relaciona com a história recente do país e conhecer mais os diferentes movimentos artísticos com os quais o seu trabalho dialoga\, da década de 1960 até hoje.”“Esta não é uma exposição óbvia e a vejo coerente com o projeto do Itaú Cultural de valorizar a história da arte e de seus agentes que ajudaram a construir o Brasil de maneira mais autônoma”\, comenta o curador Paulo Miyada\, para quem Zilio é um artista-cidadão “obstinadamente inquieto ou inquietamente obstinado.”Por suas grandes dimensões\, a instalação Atensão (com “s”\, mesmo)\, realizada em 1976\, ocupa boa parte do piso 1. Composta de materiais de construção\, como pedras\, tijolos\, cabos de aço\, ripas de madeira\, além de um metrônomo e uma bomba de compressão em metal\, ela explora a tensão e a suspensão. A obra permite que o público transite por situações de equilíbrio precário\, o que desafia a sua percepção.No piso -1\, que abrange as pinturas de Zilio dos anos 1990 a 2022\, o público conhecerá os seus cadernos de trabalho inéditos. Eles facilitam a observação de algumas etapas do seu processo criativo e se conectam com os pensamentos e formas de fazer arte.Descendo para o piso -2\, onde está reunida a produção de 1960 a 1980\, encontram-se obras significativas de sua carreira\, como A Querela do Brasil (ou o diabo e o bom Deus). Acrílica sobre tela da coleção do artista\, realizada entre 1979 e 1980\, esta obra critica o modernismo e os estereótipos da brasilidade. Nela – fruto da tese de doutorado A Querela do Brasil defendida na França\, em 1970 –\, Zilio aponta as influências culturais europeias\, negras e indígenas na constituição da arte brasileira\, a partir da análise das obras de Tarsila do Amaral\, Di Cavalcanti e Portinari.‍Lute\, de 1967\, é mais uma das obras emblemáticas de Zilio que está nesse andar. Trata-se de uma serigrafia sobre filme plástico e resina condicionados em uma marmita de alumínio aberta. Ela contém um rosto amarelo de formato indefinido\, onde a palavra que batiza a obra está escrita em vermelho sobre a boca. O projeto era distribuir as marmitas nas fábricas\, em uma tentativa de mobilizar os trabalhadores a protestar contra o autoritarismo. Logo percebeu que se tratava de um plano de difícil execução\, tanto pela grande quantidade que deveria produzir quanto pelo período vivido. Nestes tempos de repressão mais forte\, Zilio ficou mais engajado na luta e na resistência do que na produção artística. O momento marcou uma ruptura voluntária em sua produção – forçada\, em seguida\, por mais dois anos devido à prisão.Não por acaso\, nesse mesmo piso encontra-se Auto-retrato\, uma de suas primeiras produções após sair do cárcere e retomar a sua obra. Trata-se de uma tela em vinílica e hidrocor\, de 135 x 85 cm\, onde se vê uma mancha vermelha disforme – bem no centro de um fundo branco – atravessada pela palavra que lhe dá nome.A exposição também reúne\, no piso -2\, 30 desenhos\, feitos em folhas de papel e com caneta hidrográfica no período em que foi preso político da ditadura militar\, de 1970 a 1972\, no Rio de Janeiro. Eles formam uma espécie de diário do cárcere\, usando elementos figurativos para abordar a repressão a que esteve submetido.
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LOCATION:Itaú Cultural\, Av. Paulista\, 149 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Carvões acesos" na Galatea
DESCRIPTION:Alair Gomes\, “Sonatinas\, Four Feet nº28” (detalhe)\, c. 1977 – Divulgação / Galatea \nA Galatea apresenta a exposição Carvões acesos\, coletiva com mais de 50 artistas nacionais e internacionais\, que estará aberta ao público na unidade da galeria na rua Oscar Freire\, em São Paulo\, a partir do dia 27 de março\, quinta-feira. \nIdealizada por Tomás Toledo\, curador e sócio-fundador da Galatea\, a mostra gira em torno de temas como amor\, desejo e paixão em uma proposta transgeracional\, transterritorial e transmídia – conta com pinturas\, instalações\, livros\, esculturas\, objetos e vídeo de artistas que investigam as tensões afetivas e suas metáforas. Estão presentes nomes que conectam gerações e territórios da arte brasileira e também internacional\, como Amélia Toledo\, Antonio Dias\, Allan Weber\, Chico Tabibuia\, Cildo Meirelles\, Gabriella Marinho\, Jonathas de Andrade\, Leonilson\, Louise Bourgeois\, Mayara Ferrão\, Retratistas do Morro\, Pablo Accinelli e Tunga. \nTrês núcleos compõem a exposição: Enlaces\, Metáforas do amor e Metáforas do sexo. As obras apresentadas exploram a proximidade entre os corpos\, o tesão do erotismo\, o magnetismo do desejo e múltiplas representações de casais. São abordadas\, ainda\, elaborações metafóricas e poéticas do amor\, bem como expressões ora mais cifradas ora mais explicitas do sexo. \nEstão presentes na mostra nomes que conectam gerações e territórios da arte brasileira e também internacional\, como Alair Gomes\, Allan Weber\, Amélia Toledo\, Antonio Dias\, Chico Tabibuia\, Cildo Meirelles\, Dani Cavalier\, Edgard de Souza\, Fefa Lins\, Gabriella Marinho\, Hudinilson Junior\, Ismael Nery\, Jonathas de Andrade\, Leonilson\, Louise Bourgeois\, Luiz Roque\, Mayara Ferrão\, Panmela Castro\, Rafael RG\, Retratistas do Morro\, Rosângela Rennó\, Tunga e Wesley Duke Lee.
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SUMMARY:"Katie Van Scherpenberg: o corpo da obra" na Galatea
DESCRIPTION:Katie van Scherpenberg\, “Silhueta”\, 2008 Crédito: Ding Musa \nA individual Katie Van Scherpenberg: o corpo da obra se alinha a um dos fundamentos do programa da Galatea\, que envolve resgates históricos e reposicionamento de grandes artistas cuja produção se encontre em certa medida distanciada da cena atual da arte brasileira. A mostra sela o acordo de representação pela Galatea da obra de Katie Van Scherpenberg (São Paulo\, 1940)\, artista que vem contando com renovado reconhecimento e projeção internacional desde que passou a ser representada\, em 2019\, pela galeria londrina Cecilia Brunson Projects\, com a qual a casa brasileira passa a colaborar. \nIniciada há cinquenta anos\, a produção de Scherpenberg deriva das suas investigações a respeito da pintura e dos elementos estruturais e simbólicos que a constituem. A artista experimentou toda sorte de intervenção sobre tela e madeira\, pesquisando pigmentos naturais\, desenvolvendo a própria têmpera\, desencadeando reações químicas e examinando as oxidações sofridas por diversos materiais. \nNesse caminho de questionamento da pintura\, Scherpenberg chegou à paisagem\, passando a intervir com a cor no espaço — na areia\, na água\, na grama\, nas árvores. Ao registrar suas intervenções espaciais\, chamadas de landscape paintings\, a artista\, até então pintora\, entra em cena protagonizando performances e evidenciando o lugar do corpo na prática da pintura. O título da exposição\, portanto\, busca ressaltar a corporalidade na sua obra\, que tensiona tanto a plasticidade dos materiais quanto o corpo físico da artista. \nA mostra reúne cerca de 25 obras produzidas entre 1982 e 2008\, além de trazer uma vitrine que apresenta ao público os registros das intervenções empreendidas pela artista na paisagem e documentos históricos. \nFernanda Morse\, pesquisadora e curadora na Galatea\, assina o texto crítico da exposição\, e comenta: \n“Katie Van Scherpenberg é uma artista que não perdeu a infância\, ela examina a matéria como a criança que descobre o tato; interage os elementos como a criança que persegue a mágica\, que se sonha alquimista ou cientista entre reagentes e tubos de ensaio. O intercâmbio entre o corpo da artista e o corpo da obra é o que anima — dá vida — a sua produção.”
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