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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Acervo Aberto" no MAC USP
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Hermelindo Fiaminghi. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP inaugura no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 11 horas\, a exposição Acervo Aberto\, reunindo mais de 150 obras de 46 artistas do acervo do Museu. Concebida por um grupo de trabalho formado por diversos profissionais do MAC USP\, Acervo aberto apresenta uma seleção de obras que considerou o histórico de exibição das peças\, privilegiando as nunca expostas e/ou com mais de 10 anos da última exposição\, entre elas\, obras recém-doadas e ainda não expostas no MAC USP. A exposição reúne obras produzidas desde 1925 (Lucy Citti Ferreira) até 2022 (Laura Vinci). Acervo aberto é uma mostra experimental inspirada pela ambiência das reservas técnicas – local de acesso restrito onde as obras de arte são acondicionadas. Em alguns trechos da mostra fica evidente a confluência dos diversos materiais\, característica da produção contemporânea que não se prende às categorias tradicionais da arte\, como pintura\, escultura ou gravura\, por exemplo. O controle da luminosidade é um ponto importante da mostra em respeito à conservação das obras. Ao longo da exposição\, algumas obras serão protegidas\, particularmente as em suporte de papel\, como ação preventiva. Dessa maneira\, dentro dos limites da extroversão\, o público pode testemunhar o campo de possibilidades de uma reserva técnica; a relevância dos materiais e\, sobretudo\, as condições que orientam o trabalho de pesquisa e guarda do objeto contemporâneo. Dentre os artistas participantes estão nomes como Mira Schendel\, Pola Rezende\, Hermelindo Fiaminghi\, José Antônio da Silva\, Nelson Leirner\, Nuno Ramos\, Elida Tessler\, Sérgio Sister\, Ricardo Basbaum\, Henrique Oswald\, Regina Vater\, Sérgio Adriano H\, Glauco Rodrigues e Amélia Toledo\, entre tantos outros. O Grupo de Trabalho Acervo Aberto é formado por Alecsandra Matias\, Ana Maria Farinha\, Ariane Lavezzo\, Claudia Assir\, Elaine Maziero\, Marta Bogéa\, Michelle Alencar\, Paulo Roberto Amaral Barbosa\, Rejane Elias e Sérgio Miranda\, além da colaboração de  Henrique Cruz\, Mariana Valença\, Mateus Oliveira e Nathielli Ricardo\, estudantes da USP estagiários no Museu. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:“Nós — Arte e Ciência por Mulheres” no Sesc Interlagos
DESCRIPTION:Obra de Efe Godoy. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO Sesc Interlagos recebe a partir de 22 de agosto a exposição “Nós — Arte e Ciência por Mulheres”\, sobre a trajetória da produção científica\, intelectual e artística das mulheres como produtoras e mantenedoras de conhecimento. A mostra apresenta um panorama que valoriza sua contribuição e\, ao mesmo tempo\, as diversas camadas pelas quais historicamente foram invisibilizadas de suas atuações na sociedade. \nA realização é do Sesc São Paulo\, com concepção do Estúdio M’Baraká e cocuradoria de Isabel Seixas\, Letícia Stallone\, Gisele Vargas e Diogo Rezende\, além da consultoria realizada pela pesquisadora Magali Romero Sá\, especializada em História da Ciência. São apresentadas cerca de 300 obras a partir da apresentação de personagens\, de iconografia histórica e científica e com os trabalhos de artistas contemporâneas como Berna Reale\, Laura Gorski e Ana Teixeira. \nContemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas\, a narrativa da exposição propõe uma reflexão e um contraponto sob a perspectiva do feminino com dados históricos e contribuições. A mostra ilustra como\, por meio de conhecimento\, posturas e narrativas afirmativas\, as mulheres atravessaram séculos de um pensamento hegemônico de opressão. \n“Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e\, sobretudo\, lutamos. ‘Nós — Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres“\, ressalta Isabel Seixas\, da equipe curatorial. 
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SUMMARY:"100 anos de Paulo Vanzolini\, o cientista boêmio" no Sesc Ipiranga
DESCRIPTION:GARBE na Amazônia\, decadas de 1960 e 1970. Crédito Acervo da Família\n\n\n\n\nNo centenário de nascimento de Paulo Vanzolini (1924 – 2013)\, compositor brasileiro responsável por clássicos como Ronda e Volta Por Cima\, o Sesc São Paulo apresenta uma imersão na vida do artista\, revelando não apenas sua faceta musical\, mas também a trajetória do zoólogo de renome internacional. A exposição 100 anos de Paulo Vanzolini\, o cientista boêmio ocupa o Sesc Ipiranga a partir de 28 de agosto de 2024\, e segue em cartaz até 16 de março de 2025. Idealizada pelos filhos do cientista\, o diretor de arte e cineasta Toni Vanzolini e a psicóloga Maria Eugênia Vanzolini\, a mostra conta com curadoria de Daniela Thomas\, reconhecida cenógrafa\, cineasta e diretora teatral. \n“A data simbólica do centenário de Paulo Emilio Vanzolini\, nosso pai\, nos motivou a pensar uma exposição que mostrasse um pouco da pluralidade desse brasileiro que ouviu\, traduziu\, pesquisou\, escreveu\, cantou e pensou um Brasil bom\, diverso e inclusivo. Que sempre valorizou o conhecimento e a arte\, fazendo de ambas seu maior legado. O universo desse personagem interessado e interessante\, ‘cientista boêmio’\, como bem o definiu Antonio Candido\, é o que queremos mostrar nessa exposição”\, antecipa Toni Vanzolini. \nSem perder de vista o lado boêmio e artístico do homenageado\, a exposição revisita as expedições científicas e as contribuições para a ciência empreendidas como herpetólogo\, especializado no estudo de répteis e anfíbios. O Sesc Ipiranga como espaço para a exposição possui um simbolismo especial: a proximidade com o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP)\, onde Paulo Vanzolini trabalhou por cinco décadas – três destas\, como diretor. \n“Algumas figuras são incontornáveis na história de uma cidade\, de um país. Algumas chegam a ser incontornáveis até no planeta. É o caso do nosso homenageado nessa exposição\, Paulo Vanzolini\, que completaria 100 anos este ano e que passou a maior parte da sua vida aqui do lado do Sesc Ipiranga\, dirigindo o Museu de Zoologia da USP\, sua casa. Ou uma de suas casas\, já que se sentia perfeitamente integrado à paisagem numa picada na floresta\, no seu laboratório ou no boteco\, entre músicos ou entre os maiores intelectuais da sua época”\, destaca Daniela Thomas. “Homem ímpar\, de uma inteligência sobrenatural\, uma inventividade que produziu versos inesquecíveis como ‘reconhece a queda e não desanima\, levanta\, sacode a poeira\, dá a volta por cima’ e teorias revolucionárias na zoologia\, e de uma determinação quase autoritária\, características que fizeram dele essa potência realizadora que celebramos agora”. \nEm parceria com o Museu de Zoologia da USP\, a exposição exibe ao público 51 exemplares conservados de espécies animais identificadas e catalogadas por Vanzolini. Esses espécimes\, emprestados pelo Museu ao Sesc\, estão em destaque em uma sala que recria um laboratório de zoologia. \nCinco salas temáticas revelam a trajetória multifacetada de Vanzolini\, abrangendo mais de meio século de pesquisa. A exposição destaca suas célebres expedições amazônicas e as conexões entre arte e ciência que ele promoveu. Documentos\, fotografias e vídeos oferecem um vislumbre dos bastidores das descobertas marcantes do “cientista boêmio”\, apelido carinhosamente atribuído por Antonio Cândido\, sociólogo e crítico literário\, no encarte do disco Acerto de Contas de Paulo Vanzolini (2002). Esta compilação apresenta 52 composições do cientista\, interpretadas por renomados artistas como Chico Buarque\, Paulinho da Viola e Martinho da Vila. \nNo percurso expositivo\, ilustrações de Alice Tassara guiam os visitantes pela trajetória de Vanzolini\, em uma cronologia biográfica que destaca aspectos de sua formação acadêmica e seu círculo de amizades com intelectuais\, artistas e ícones da música popular brasileira.
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SUMMARY:"Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais" no Memorial da Resistência de São Paulo
DESCRIPTION:Artur Barrio\, “Sombra”\, 1969. Foto: Cortesia memorial da resistência \nA partir do dia 7 de setembro de 2024\, o Memorial da Resistência\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta a exposição Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais\, com curadoria do pesquisador e professor Diego Matos. A mostra é dedicada à memória do projeto homônimo\, responsável pela mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985). \nA mostra resgata a memória do projeto Brasil: Nunca Mais\, empreendida entre 1979 e 1985. A iniciativa foi responsável por sistematizar e produzir cópias\, clandestinamente\, de mais de 1 milhão de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM)\, revelando a extensão da repressão política do Brasil no período. \nBrasil: Nunca Mais \nA história do projeto e seus desdobramentos é apresentada junto a testemunhos em vídeo de advogados\, jornalistas e defensores de direitos humanos\, que\, por anos\, tiveram seus nomes mantidos no anonimato: Paulo Vannuchi\, Anivaldo Padilha\, Ricardo Kotscho\, Frei Betto\, Carlos Lichtsztejn\, Leda Corazza\, Petrônio Pereira de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh\, através do programa Coleta Regular de Testemunhos do Memorial; e entrevistas com Dom Paulo Evaristo Arns\, Marco Aurélio Garcia\, Eny Raimundo Moreira e Luiz Carlos Sigmaringa Seixas\, pertencentes ao acervo do Armazém Memória. \nO arquivo de 707 processos judiciais expõe os depoimentos de presos políticos sobre as ações de repressão\, vigilância\, perseguição e tortura do aparato estatal. As cópias desse conteúdo\, que por anos foram mantidas em segurança em acervos preservados na Suíça e nos EUA\, tiveram repatriamento e retornaram ao Brasil em 2011\, onde atualmente encontram-se sob salvaguarda do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp\, em Campinas. \nO projeto teve apoio do Conselho Mundial de Igrejas e da Arquidiocese de São Paulo\, com participação de Dom Paulo Evaristo Arns (1921–2016)\, arcebispo de São Paulo\, e do Rev. James Wright (1927-1999)\, da Missão Presbiteriana do Brasil Central. \nAlém dos arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais\, a exposição apresenta obras da Coleção Alípio Freire\, sob salvaguarda do Memorial da Resistência\, realizadas por ex-presos políticos como Artur Scavone\, Ângela Rocha\, Rita Sipahi\, Manoel Cyrillo\, Sérgio Ferro\, Sérgio Sister e o próprio Alípio Freire\, durante a permanência em presídios de São Paulo na Ditadura. \nTambém compõem a mostra obras de arte de artistas como Carmela Gross\, Regina Silveira\, Artur Barrio\, Antonio Manuel\, Rubens Gerchman\, Claudio Tozzi e Carlos Zílio\, do Acervo da Pinacoteca de São Paulo\, e obras externas de Rivane Neuenschwander\, Claudio Tozzi\, Carlos Zilio. Rafael Pagatini apresentará uma obra comissionada para a exposição\, ocupando um mural de 100m² na área externa do museu. \nA exposição também lança luz sobre o tempo presente\, oferecendo indícios da importância desse debate hoje na perpetuação das permanentes violências do Estado contra suas minorias e populações vulneráveis.
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LOCATION:Memorial da Resistência de São Paulo\, Largo General Osório\, 66 - Santa Ifigênia\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“A forma do fim: esculturas no acervo da Pinacoteca” na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Advânio Lessa\, Raízes mortas da natureza do cipó\, 2015\n\n\n\n\nA exposição parte da curiosa coleção máscaras mortuárias — moldadas sobre o rosto de pintores como Almeida Júnior e Pedro Alexandrino — para investigar os modos como artistas lidam com o tempo e sua experiência. Reunindo cerca de 40 esculturas\, que vão do século XII aos dias de hoje\, a mostra é uma oportunidade para refletir sobre a linguagem\, ver e rever obras fundamentais do acervo da Pinacoteca.  \nAo entrar no espaço expositivo\, o público se depara com uma escultura medieval do século XII\, que representa Cristo crucificado\, de autoria desconhecida – além de obras do período barroco no Brasil. Na sequência estão as máscaras mortuárias\, além de esculturas de bronze de Brecheret e Liuba Wolf. \nEntre elas\, há a tentativa de artistas do começo do século XX de representar mulheres e homens negros como “tipos brasileiros”. Até o início da pesquisa para essa exposição\, apenas uma dessas esculturas tinha um nome: Maria da Glória (entre 1920 e 1988)\, de Luiz Morrone. Durante a pesquisa de análise da origem desses títulos\, a equipe localizou o nome da modelo para uma escultura de José Cucê\, Irina – que passa agora a integrar o título da obra. \nO COMEÇO  \n“A forma do fim” nasce a partir do olhar para o acervo centenário da Pinacoteca\, que conta com mais de 13 mil obras. Dessas\, quase mil fazem parte da exposição permanente\, “Pinacoteca: Acervo”. \nPensando o acervo como uma plataforma para novas pesquisas e aquisições\, surge o interesse pela coleção de esculturas presentes na Pinacoteca\, na busca de compreender como ela se forma e quais são suas características marcantes que foram desenvolvidas ao longo do tempo. A curadoria buscou perceber essas tendências históricas\, organizando seu discurso a partir daquilo que é recorrente no acervo. \nOBRAS \nUma das máscaras em “A forma do fim” é a do artista Almeida Júnior\, um dos nomes da arte brasileira mais importantes do século XIX\, cuja obra é fundadora da coleção da Pinacoteca. \nRaízes mortas de natureza e cipó (2015 – 2013)\, de Advânio Lessa\, ressignifica a matéria morta\, a transformando em algo vivo através da arte. Dando forma às diferentes dimensões do tempo\, esculturas como Bicho – Relógio de sol (1960)\, de Lygia Clark\, Yuxin (2022)\, de Kássia Borges\, Ferramenta de Tempo (2021)\, de José Adário\, e a performance Passagem (1979)\, de Celeida Tostes\, propõem entender a vida e os fazeres da arte de forma cíclica. \nAs esculturas de Marcia Pastore e Hudinilson Jr. (década de 1980)\, materializam no espaço membros do corpo ou peças de roupa\, registros delicados de suas presenças\, que não se impõem como ordenadoras do mundo. O famoso trabalho de Waltercio Caldas\, A emoção estética (1977)\, é uma pista para compreender essa presença e nossa experiência diante da arte: um par de sapatos parece estar a ponto de flutuar diante da forma – uma maneira de estar diante de algo que nos emociona\, de compreender nossa comoção por meio do diálogo\, investigando a maneira de nos por em relação e\, assim\, imaginar nosso futuro.
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SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:Museu Afro Brasil celebra 20 anos com três exposições
DESCRIPTION:Madalena dos Santos Reinbolt\, Sem título\, 1950-1977. Acervo do Museu Afro Brasil (MAB)\n\n\n\n\nNo dia 23 de outubro de 2004\, Emanoel Araujo (1940-2022) inaugurava o Museu Afro Brasil\, um momento essencial para a valorização das contribuições africanas e afro-diaspóricas para a formação do país. Desde então\, o museu tornou-se um espaço de memória\, resistência e criação\, voltado para o reconhecimento das lutas\, conquistas e legados do povo negro. \nEm comemoração ao seu 20º aniversário\, o Museu Afro Brasil\, uma instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, inaugura no dia 23 de outubro de 2024 três exposições que dialogam com diferentes facetas da arte\, história\, e cultura afro-brasileira: ‘Uma História do Poder na África’\, ‘Popular\, Populares’ e ‘Pensar e Repensar\, Fazer e Refazer’. As mostras estarão abertas para visitação de terça a domingo\, das 10hrs às 17hrs\, e trazem obras que integram o espaço do Museu\, e refletem sobre o passado e o futuro da instituição. \nAs produções expostas reproduzem os desafios que o povo negro enfrenta e reimaginam a trajetória de luta da população preta no Brasil\, reconhecendo a pavimentação desse caminho ao longo dos séculos e seu impacto na sociedade brasileira. \nUma História do Poder na África – Um olhar profundo sobre a centralidade africana \nO Ministério da Cultura apresenta “Uma História do Poder na África”\, inspirada nas ideias de Cheikh Anta Diop\, “Uma História do Poder na África” destaca a relevância da África na formação das civilizações mundiais\, reconhecendo o Egito antigo como parte integrante do continente africano. As obras expostas exploram a intersecção entre passado e presente\, com destaque para relíquias egípcias que reforçam a importância cultural e histórica do Egito para a África subsaariana. \nDois nomes contemporâneos ganham destaque: a angolana Damara Inglês e a guineense Gisela Casimiro\, artistas com obras especialmente comissionadas para essa exposição. Ambas trazem perspectivas atuais que dialogam com o conceito de poder e ancestralidade africana\, contribuindo para uma releitura crítica da arte africana em suas diversas manifestações. \nEntre os artefatos e obras mais marcantes\, estão o Trono do Reino Daomé\, o Banco Luba e a Cabeça de bronze de Yoba\, além de peças raras da antiga civilização egípcia. As conexões culturais entre o Egito e o resto da África\, tão defendidas por Diop\, são evidenciadas ao longo da mostra\, que se divide em cinco núcleos temáticos. \nPopular\, Populares – A pluralidade do ‘popular’ nas artes  \nA exposição “Popular\, Populares” chega em um momento oportuno\, coincidindo com as comemorações dos 20 anos do Museu Afro Brasil. Ela enxerga questionamentos sobre o que é definido como ‘popular’ nas artes\, desafiando as categorizações que rotulam muitas vezes esses artistas como ‘ingênuos’ ou com pouca formação acadêmica. \nA mostra apresenta obras de mestres como Cândido Santos Xavier\, Luiz Antônio da Silva\, Ciça – Cícera Fonseca da Silva\, M. L. C. – Maria de Lurdes Cândido\, Jadir João Egidio\, M. C. M. – Maria Cândido Monteiro\, Mestre Noza\, Manuel Graciano Cardoso\, Mestre Vitalino (e família)\, Véio e Dedé.  \nA pluralidade da arte popular é explorada em várias dimensões\, desde as peças multicoloridas e antropo-zoomorfas até o minimalismo das formas. As obras são expostas em diálogo\, permitindo ao visitante uma experiência imersiva. A viagem começa com os barcos de Exu de Cândido Santos Xavier\, atravessa as memórias e retratos esculpidos da “Família quilombola” de Mauro Firmino e se encerra no realismo fantástico de sereias e seres míticos brasileiros\, com esculturas de Resêndio e Manuel Graciano Cardoso. \nO questionamento sobre o que é ‘popular’ atravessa toda a exposição\, com o museu desafiando visões estereotipadas sobre o lugar dessas produções na história da arte brasileira. A arte popular\, sempre plural\, revela a resistência e a sobrevivência cotidiana de seus criadores. \nPensar e Repensar\, Fazer e Refazer – Reflexões sobre o legado do Museu\, uma linha do tempo da resistência \nAo longo de duas décadas\, o Museu Afro Brasil abrigou e promoveu exposições que celebram a história e a cultura afro-brasileira\, e também desafiam narrativas que limitam o papel dos negros no Brasil e no mundo. Exposições como “Brasileiro\, Brasileiros” (2004)\, “Benin está vivo ainda lá” (2007) e “Isso é coisa de preto – 130 anos da abolição da escravidão: arte\, história e memória” (2018) mostram o esforço do museu em se posicionar como um espaço de luta coletiva.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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SUMMARY:"Era uma vez: visões do céu e da terra" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Luciana Magno\, “Transamazônica”\, 2014. Performance direcionada para vídeo e fotografia\, 1’11’\n\n\n\n\n“Era uma vez: visões do céu e da terra” é uma exposição coletiva que se organiza como uma viagem no tempo e no espaço para refletir sobre o fim do mundo e a imaginação de outros mundos. A mostra que acontece na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea articula perspectivas de 33 artistas de variadas gerações e origens no Brasil e no mundo\, cujas produções permitem vislumbrar o confronto entre diferentes lógicas de habitar o planeta e\, sobretudo\, inventá-lo; uma viagem no tempo e no espaço para refletir sobre o fim do mundo e imaginar novos inícios. \nA exposição investiga o pensamento cosmológico das pessoas artistas\, desde o período de 1969 – ano que marca os eventos históricos da chegada do homem à Lua e da divulgação do primeiro relatório da ONU sobre “Problemas do meio ambiente urbano” – até os dias de hoje\, em que a relação predatória da humanidade com o planeta colocou as questões ambientais como tema central no debate ao redor do globo. \nEm “Era uma vez”\, as pessoas artistas fazem diagnósticos e imaginam outras realidades possíveis – misturando abordagens documentais\, especulativas e ficcionais. \nDO CÉU PARA A TERRA \nA exposição se divide em três momentos. Ao entrar na Grande Galeria visitantes percorrem uma série de obras que olham para o espaço sideral\, em uma tentativa de conhecer e imaginar para além da Terra. Podem ser vistas obras como Yauti in Heavens (Saturno\, Lua aterrissagem e Lua Chegada) (1988-9)\, de Regina Vater\, My three inches comet (1973)\, de Iole de Freitas\, entre outras\, até chegarem no trabalho de Steve McQueen\, Era uma vez (2002)\, que dá título à exposição. Em 1977\, a NASA envia uma série de fotos para o espaço\, com o objetivo de mandar registros da vida no planeta para extraterrestres. McQueen apresenta 116 dessas imagens\, explicitando uma narrativa nostálgica construída por cientistas norte-americanos\, que reuniram uma finita seleção de imagens que simulam a vida na Terra\, sem considerar questões como a miséria\, guerras e conflitos religiosos. \nNo espaço central da galeria\, artistas olham do céu para um planeta em disputa\, ao mesmo tempo em que pensam sobre formas de se conectarem com a Terra. Em Bovinocultura XXI (1969)\, de Humberto Espínola\, o artista traz um chifre de gado agigantado para tratar das ambivalências do agronegócio\, que destrói o meio-ambiente para gerar riqueza de maneira inconsequente. \nAinda na mesma sala\, a relação das pessoas artistas com o planeta é definida por meio de conexões ancestrais e espirituais. Jota Mombaça\, no filme O nascimento de Urana Remix (2020)\, vive a experiência de se enterrar na terra\, se tornando parte do todo. \nA ESPECULAÇÃO IMAGINATIVA \nCom a ascensão do Antropoceno (termo utilizado para designar o impacto global das atividades humanas no planeta) as pessoas artistas nos convidam a conceber novos mundos\, a partir de movimentos de resistência e de imaginação radical. Nesta parte da exposição\, artistas como Yhuri Cruz se ancoram na especulação imaginativa e nos levam a novos universos\, como o de Revenguê (2023). \nA artista colombiana Astrid González apresenta uma sociedade livre em Drexciya (2023)\, obra que integra vídeos\, imagens\, esculturas e desenhos para criar uma comunidade subaquática descendente de mulheres grávidas que foram jogadas ao mar em travessias de navios que transportavam pessoas escravizadas entre 1525 e 1866. \nArtistas participantes \nAnna Bella Geiger\, Anna Maria Maiolino\, Arthur Luiz Piza\, Astrid González\, Bu’ú Kennedy\, Carla Santana\, Carlos Zilio\, Carolina Caycedo\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Celeida Tostes\, Cipriano\, Edival Ramosa\, Erika Verzutti\, Feral Atlas\, Humberto Espíndola\, Iole de Freitas\, Jaider Esbell\, Janaina Wagner\, Jota Mombaça\, Juraci Dórea\, Luciana Magno\, Luiz Alphonsus\, Mariana Rocha\, Mayana Redin\, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)\, Mira Schendel\, Patricia Domínguez\, Regina Vater\, Steve McQueen\, Sueli Maxakali\, Tabita Rezaire\, Uýra Sodoma\, Xadalu Tupã Jekupé e Yhuri Cruz.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Mupotyra: arqueologia amazônica" no MuBE
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia inaugura no dia 26 de outubro a exposição “Mupotyra: arqueologia amazônica”. Partindo de estudos que indicam que a ação de povos indígenas ancestrais teria sido determinante para a formação da Floresta Amazônica\, a mostra reúne arqueologia\, arte e meio ambiente para discutir a ocupação da região e os impactos da exploração excessiva dos recursos naturais em prol do desenvolvimento. Mupotyra significa florescer em Nheengatu\, língua geral amazônica. Ao revisitar o passado\, a exibição propõe um chamado de consciência para imaginarmos novos futuros\, de forma sustentável.  \n“Como Museu de Ecologia\, acreditamos ser papel do MuBE trazer para o público discussões sobre a questão ambiental\, e a Amazônia está no centro desta pauta. Esta exposição é também uma forma de contribuição do MuBE à preparação para a COP de 2025\, em Belém.” diz a Presidente do MuBE\, Flavia Velloso. \nAbre a exposição a inédita coleção de Ricardo Cardim\, que retrata a propaganda do projeto desenvolvimentista da ditadura militar através de uma política de exploração intensa\, e propõe uma reflexão sobre como chegamos à destruição qe vemos hoje.  \nA mostra traz para o público parte importante de uma das principais coleções de arqueologia e etnologia da Amazônia do mundo\, o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP\, com diversos artefatos que revelam o conhecimento altamente qualificado e o processo de resistência dos povos indígenas no Brasil.  \nEntre acessórios como coroas\, cocares\, cestas\, vestimentas e peças de cerâmicas\, o passado nos ensina a pensar sobre o futuro\, evidenciando práticas milenares dos povos originários que fomentaram a rica biodiversidade da região. Entre elas a identificação de vestígios de complexas redes de caminhos e grandes agrupamentos humanos datadas de 2.500 anos feitas de materiais perecíveis\, como madeira e palha\, e o desenvolvimento de um sistema de construção com aterros artificiais que permitiram a ocupação permanente dos campos alagáveis\, na Ilha do Marajó (PA). \nCom expografia de Marcelo Rosenbaum\, junto aos objetos arqueológicos e etnográficos são exibidas obras contemporâneas feitas por artistas que entram em diálogo e em tensão com o material histórico. Com destaque\, os artistas indígenas participantes da mostra promovem a criticidade da arte indígena no contexto contemporâneo\, não apenas como expressão artística em si\, mas também como atos de resistência\, conectando-se às raízes que as sustentam. \nA mostra evidencia a importância das pesquisas arqueológicas\, principalmente para a compreensão do papel dos povos indígenas no manejo dos territórios e a contribuição para a diversidade ambiental\, como o plantio de espécies de árvores ao longo de trilhas e nas roças. Na exposição\, essa ação milenar é apresentada em um projeto de Thiago Guarani  que propõe\, a partir dos conhecimentos indígenas\, a criação das paisagens que compõem as áreas de floresta da Amazônia na atualidade.  \nCom entrada gratuita\, a exposição fica em cartaz no MuBE até o início de 2025 e conta também com programas educativos\, visitas guiadas e atividades especiais nos ateliês abertos aos finais de semana.  \nArtistas participantes: Yaka Huni Kui\, Uýra\, Thiago Guarani\, Tainá Marajoara\, Rita Huni Kuin\, Pedro David\, Keyla Palikur\, Jaider Esbell\, Gustavo Caboco\, Gê Viana\, Frederico Filippi\, Elisa Bracher\, Denilson Baniwa e Lilly Baniwa\, Coletivo Artistas Pelo Clima\, Cassio Vasconcellos e Maurício de Paiva. 
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LOCATION:MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia\, R. Alemanha\, 221 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Judeus na Amazônia" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Sergio Zalis Família Levy em Maués-AM – Série “Hebraicos da Amazônia” 1981 Impressão Fine art. Cortesia do artista\n\n\n\n\nHistórias fascinantes merecem ser contadas e compartilhadas. A presença de judeus na região amazônica é uma delas. Maior exposição realizada pelo Museu Judaico de São Paulo desde sua inauguração em 2021\, Judeus na Amazônia abre suas portas ao público no dia 2 de novembro. Reunindo mais de 220 itens entre obras de arte\, vídeos\, documentos históricos e fotográficos\, a mostra propõe dar conta de um capítulo pouco conhecido da história brasileira: a imigração judaico-marroquina para a Amazônia\, que aconteceu entre 1810 e 1930\, trazendo centenas de famílias que viviam em cidades como Tânger\, Tetuan\, Fez e Marrakesh. Na região se estabeleceram como regatões\, os mascates dos rios\, e atuavam no período do auge da economia da borracha levando e trazendo mercadoria das cidades para os seringais.  \nCom curadoria conjunta de Aldrin Moura de Figueiredo\, Ilana Feldman\, Mariana Lorenzi e Renato Athias\, a panorâmica é fruto de uma pesquisa de dois anos realizada pelo Museu e ocupa três andares de sua sede. Subdividida em 13 núcleos temáticos\, os espaços exibem recortes como embarcações\, trocas comerciais\, mulheres\, ativismo ambiental\, rituais e os entrelaçamentos entre a cultura judaica\, marroquina e amazônica. Com obras de artistas como Claudia Andujar\, Donna Benchimol\, Thomaz Farkas\, Arieh Wagner\, Sergio Zalis\, Abrão Bemerguy e Mady Benzecry – além de três obras comissionadas –\, o projeto propõe um olhar ampliado sobre como a cultura judaica se ambientou em diferentes localidades amazônicas\, influenciando e sendo influenciada\, sem perder suas raízes.  \n“O desejo foi abarcar o contexto histórico e documental trazendo à vida\, as histórias pessoais e familiares dessa que é uma das primeiras comunidades judaicas a se estabelecer no Brasil.”\, explica a Mariana Lorenzi\, ressaltando que a pesquisa não se limitou às capitais Manaus e Belém\, mas estendeu-se por cidades como Gurupá\, Cametá\, Alenquer\, Parintins\, Itacoatiara\, Maués\, Macapá e Breves\, entre muitas outras. A pesquisa de campo incluiu visitas a antigos cemitérios – um levantamento aponta que mais de 30 deles teriam existido na região – arquivos institucionais e familiares\, e sinagogas. Antes da exposição\, o Museu realizou seminários preparatórios sobre a presença judaica na Amazônia que aconteceram em São Paulo\, Belém\, Manaus e Manaus e São Luiz do Maranhão. \n“Foi um desafio fazer o levantamento da maior variedade possível de materiais\, uma construção ativa de encontrar e mobilizar as pessoas que fazem parte daquela história. Além disso\, houve a preocupação de mesclar os objetos  históricos com uma produção de arte contemporânea\, seja por meio de artistas judeus provenientes da Amazônia\, como Mady Benzecry\, ou artistas judeus que atuaram na região\, como o fotógrafo Thomaz Farkas”\, complementa a curadora. Ela também ressalta a importância de Samuel Benchimol (1923-2002) e outros pesquisadores que se debruçaram anteriormente sobre o tema. Inclusive foi usada uma ampla bibliografia como base de pesquisa. Outro aspecto importante\, é a importância do contexto do ciclo da borracha para o entendimento desses fluxos migratórios.  \nTrês obras foram comissionadas especialmente para a mostra. O jovem pintor paraense Diego Azevedo trabalhou a partir de fotografias históricas para fazer o retrato de duas mulheres ímpares na história da região: a escritora Sultana Levy Rosenblatt e a jornalista Feliz Benoliel. A premiada videoartista Janaina Wagner apresenta um filme em Super 8 inspirado pelos dialetos falados pelos judeus que se estabeleceram na região amazônica. Por fim\, haverá uma obra do coletivo paraense Letras que flutuam \, grupo de abridores de letras – técnica regional de pintar letras decorativas nos barcos. \nAos comissionamentos\, somam-se obras de Abrão Bemerguy\, Mady Benzecry\, Donna Benchimol\, Arieh Wagner\, Felipe Goifman\, Sergio Zalis\, Thomaz Farkas\, Claudia Andujar\, Hannah Brandt\, Paul Garfunkel\, Renato Athias\, Bruno Barbey\, Berta Gleizer Ribeiro\, Noel Nutels\, pertencentes a acervos importantes como o do Museu de Arte do Rio (MAR)\, Instituto Moreira Salles (IMS)\, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)\, entre outros.  \nUm núcleo dedicado a rituais – como a religião era vivida na Amazônia – ocupa a área da sinagoga\, reunindo um objeto raro: uma Torá de mais de quatrocentos anos\, chegada ao Brasil na bagagem de um imigrante do Marrocos. Uma grande linha do tempo ilustrada\, depoimentos de história oral e o documentário “O Rio dos Cohen”\, de Felipe Goifman\, também fazem parte dos conjuntos apresentados.  \nPara Felipe Arruda\, Diretor Executivo do Museu Judaico\, a exposição reforça a vocação da instituição para criar pontes entre a cultura judaica e uma gama ampla de repertórios\, comunidades e linguagens artísticas. “Esse projeto é fruto de uma imersão pautada pela escuta das pessoas que diariamente sentem\, cultivam e vivem suas identidades judaico-amazônicas. A pesquisa surgiu quase que simultaneamente à criação do Museu e dá continuidade à missão de apresentar a pluralidade da identidade judaica\, sempre em diálogo com a diversidade cultural brasileira e com os temas basilares do contemporâneo”.   \nA exposição “Judeus na Amazônia” é apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com patrocínio do Santander Brasil\, da Gera Amazonas e apoio da Bemol e CIAM.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Venenosas\, Nocivas e Suspeitas" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Giselle Beiguelman\, “Mandrágora”\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nTudo começou com a maçã (que talvez fosse um figo ou uma romã\, segundo relatos antigos e anteriores ao Renascimento). Quando Eva provou o “fruto proibido” da Árvore do Conhecimento e o ofereceu a Adão\, causando a expulsão do casal do Jardim do Éden\, ela se tornou a primeira protagonista de uma história milenar que associa mulheres a plantas “Venenosas\, Nocivas e Suspeitas”. Este é o título da nova exposição que Giselle Beiguelman apresenta\, de 6 de novembro de 2024 a 20 de abril de 2025\, na Galeria de Fotos do Centro Cultural Fiesp\, na Av. Paulista. \nCom curadoria de Eder Chiodetto\, a mostra gratuita traz cerca de 30 trabalhos inéditos da artista\, que utilizou inteligência artificial (IA) para desenvolvê-los. “Nos últimos três anos\, tenho trabalhado extensivamente com IA em meus projetos artísticos. E tem sido uma tremenda experiência de aprendizado. No momento\, me dedico à exploração de modelos de IA que utilizam linguagem natural para gerar imagens a partir de textos e transformar imagens em um dinâmico processo de tradução quase intersemiótica. As obras visuais apresentadas nesta mostra foram criadas com esse tipo de tecnologia”\, explica Beiguelman. \nEm “Venenosas\, Nocivas e Suspeitas”\, a artista relaciona plantas que foram proibidas ou demonizadas pelo colonialismo – por razões que vão do seu uso em práticas rituais a poderes afrodisíacos ou alucinógenos – a mulheres que foram apagadas da história da arte e da ciência. \nAs beladonas aparecem em muitas histórias de bruxaria e há quem acredite que as mandrágoras gritam ao ser arrancadas da terra\, ecoando vozes de feiticeiras que matam quem as escuta. A papoula dá origem ao ópio\, que\, por muito tempo\, foi utilizado para o “tratamento” de mulheres “histéricas”. Já entre as plantas carnívoras\, a armadilha-de-Vênus (Dionaea muscipula)\, uma das mais conhecidas\, tem suas folhas comparadas ao órgão genital feminino e à imagem da “femme fatale”\, que usa sua atratividade para enganar e prender suas “vítimas”. \nPau-brasil\, cannabis e cogumelos são outras plantas que surgem em vídeos criados por Beiguelman\, que abasteceu a IA com referências da arte e estética de diversas botanistas que\, no seu tempo\, não tiveram o reconhecimento de seu trabalho\, como Sarah Anne Drake (1803-1857)\, responsável pelas ilustrações do livro “Orchidaceae Of Mexico And Guatemala” (1837-1843)\, de James Batemane.
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SUMMARY:"Domingo no parque" de Renata Lucas na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Renata Lucas\, “Andar de Cima”\, 2018 © Renata Lucas\n\n\n\n\nEm “Domingo no parque”\, a radicalidade do trabalho da artista Renata Lucas se evidencia no confronto não apenas com a escala das três salas expositivas do museu\, mas também a fachada e a praça em frente ao prédio da Pina Estação\, localizada no Largo General Osório. \nA exposição conta com ações externas. Na fachada do edifício\, um grande letreiro estampa a frase “Amanhã não tem feira”\, trecho da música de Gilberto Gil\, que só pode ser lida inteiramente a partir da praça. Sob a ótica de uma tragédia amorosa\, a música conta como um homem traído realiza um duplo assassinato\, tendo como cenário um parque de diversões. A canção\, composta em 1967\, no contexto de ditadura civil-militar\, torna-se chave para refletir sobre conflitos sociais maiores\, expressos na realidade contraditória de grandes cidades como São Paulo. No dia da abertura\, 9/11\, um sorveteiro distribuirá ao público picolés de morango (também citados por Gil) que guardam versos da música no palito.  \nA segunda operação consiste em traçar e cortar um círculo de 6\,4 metros de raio no Largo General Osório\, como se fosse possível torcer parte da praça em sentido anti-horário\, entrelaçando calçada e jardim. A obra é ainda uma reinterpretação da roda-gigante que Gil menciona na canção. Por último\, a artista intervém na calçada do edifício: para acessar o prédio pela entrada principal\, o público atravessa um grande carpete vermelho\, repleto de intervenções com bitucas de cigarros\, conectando o lado de dentro e o lado de fora.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Eu mesmo\, Carnaval" na Casa Mário de Andrade
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Casa Mário de Andrade\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e gerenciado pela Organização Social Poiesis\, inaugura no dia 9 de novembro a exposição de curta duração “Eu mesmo\, Carnaval”\, com a apresentação de ritmistas da Escola de Samba Mocidade Alegre\, e seguirá com programação temática durante todo o mês. Confira! \nA exposição Eu mesmo\, Carnaval\, que ficará aberta até 31 de maio de 2025\, nos convida a conhecer a profunda relação de Mário de Andrade com o carnaval paulistano\, principalmente na região da Barra Funda e em outros lugares do país. O título escolhido reproduz um verso do poema “Carnaval carioca”\, escrito por Mário de Andrade em 1923\, inspirado na experiência do autor no festejo carioca neste mesmo ano. \nA exposição\, com curadoria de Arthur Major\, pesquisador da Casa Mário de Andrade\, e Fábio Parra\, do departamento de comunicação e cultural do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre\, traz uma interface entre a pesquisa de Mário de Andrade sobre o Carnaval e o enredo de 2024 da escola paulistana Mocidade Alegre “Brasileia Desvairada: A busca de Mário de Andrade por um país”\, tecendo o fio condutor do discurso curatorial\, tendo como guia o personagem do Arlequim\, que pela visão do escritor\, representa tanto a cidade de São Paulo\, quanto a personificação do próprio poeta. \nOs visitantes terão a oportunidade de vivenciar um espaço imersivo\, onde se encantarão com as fantasias originais utilizadas no desfile campeão de 2024 do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre\, detalhes da confecção das peças\, dos carros alegóricos\, e conhecerão detalhes dos requisitos de julgamento. Além disso\, o público apreciará uma parede sonora com músicas que embalaram carnavais como “Ai que saudade de Amélia”\, de Ataulfo Alves\, e “Baianinha”\, de Silvio Caldas\, e conferir registros fotográficos do acervo particular de Mário de Andrade\, os quais mostram as festas de carnaval em São Paulo\, Rio de Janeiro e Recife. \nNo final do circuito\, o público contará com um espaço instagramável e experiência sonora\, sentindo-se na apoteose do desfile\, com Mário de Andrade. \nNa abertura da exposição (9/11)\, a partir das 13h\, o Grêmio Recreativo Cultural da Escola de Samba Mocidade Alegre apresentará o “Morada do Samba”\, espetáculo que une a tradição e o espírito comunitário da escola\, homenageando nomes como o de Mário de Andrade\, que ajudaram a construir a sua identidade cultural. \nJá no dia 23 de novembro\, a partir das 16h\, na atividade Carnaval na Poesia Modernista\, o Victor Palomo\, pesquisador e doutor em Letras pela Faculdade de Filosofia\, Letras e Ciências Humanas da USP\, explora as figurações do carnaval e a poética do mascaramento em diferentes autores do período. \nNo Projeto Quintal o carnaval também começa mais cedo. Também em 23/11\, às 11h\, as crianças e seus responsáveis vão confeccionar adereços carnavalescos na oficina Carnaval no Museu: mão na massa. A seguir\, saiba como participar dessas atividades (serviço).
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SUMMARY:"A vida que se revela" na Japan House
DESCRIPTION:Fotografia da série “as it is” (2020)\, da fotógrafa Rinko Kawauchi. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nRealizada pela primeira vez no Brasil\, a exposição “A vida que se revela” ocupa o segundo andar da Japan House São Paulo entre os dias 19 de novembro e 13 de abril de 2025\, com entrada gratuita. Em colaboração com o “KYOTOGRAPHIE International Photography Festival” – reconhecido como um dos mais importantes eventos do gênero desde sua criação em Quioto em 2013 – a mostra exibe quatro séries de fotografias produzidas por Rinko Kawauchi (1972) e Tokuko Ushioda (1940)\, que retratam momentos familiares e a intimidade de seus lares no Japão.  \nAs séries\, que capturam momentos com a família ou cenas cotidianas do lar\, são baseadas em um diálogo entre essas duas importantes fotógrafas japonesas\, Rinko Kawauchi e Tokuko Ushioda\, que receberam grande reconhecimento no ‘KYOTOGRAPHIE International Photography Festival 2024’.    \nKawauchi comenta o motivo por ter escolhido a Ushioda\, que já conquistou vários prêmios e está expondo na América Latina pela primeira vez aos 84 anos de idade\, como parceira desta interlocução: “Eu respeito o fato de que ela tem atuado como fotógrafa desde uma época em que a participação das mulheres na sociedade era difícil\, além do fato e que ela encara a vida com sinceridade”.  \nDentre os fotógrafos da atualidade\, Kawauchi é conhecida por suas reflexões profundas e pessoais de sua família. Seu estilo\, que ressalta a fragilidade e a vitalidade fundamental escondidos no objeto retratado com a sua delicada sensibilidade\, teve reconhecimento internacional e\, em 2007\, seu trabalho foi exibido no Museu de Arte Moderna de São Paulo\, no Brasil.  \n“São formas muito poéticas de mostrar esses cotidianos com um olhar bem cuidadoso e muito pessoais para os pequenos detalhes e momentos\, alguns comuns\, outros inusitados e até divertidos. O que a gente espera é que o público se aproxime desse dia a dia\, que crie uma certa intimidade com a vida dessas duas mulheres\, que nada mais é do que a vida de uma pessoa comum no Japão e que pode ter tanto em comum com as nossas vidas aqui\, do outro lado do mundo”\, comenta Natasha Barzaghi Geenen\, Diretora Cultural da Japan House São Paulo.  \nA série “Cui Cui”\, de Kawauchi\, documenta\, ao longo de 13 anos\, momentos do ciclo de vida de sua família como o casamento de seu irmão\, o falecimento de seu avô e o nascimento de seu sobrinho. O título da série foi escolhido pela fotógrafa ao se deparar com a expressão francesa usada para descrever o gorjeio do pardal\, canto possível de ser ouvido nas mais diversas partes do mundo\, e\, portanto\, uma metáfora perfeita para os sons cotidianos que permeiam a vida familiar de Kawauchi. Já em sua série\, “as it is” (algo como “tal como é”\, em tradução livre)\, Rinko registra os três primeiros anos de vida de sua filha\, complementada por uma projeção em vídeo.   \nNa série “ICE BOX”\, Ushioda documenta\, ao longo de 22 anos\, a intimidade de famílias de parentes e amigos utilizando geladeiras como um ponto fixo de referência\, oferecendo uma perspectiva única sobre a vida doméstica e a conexão familiar da época. Já em “My Husband”\, ela compartilha cenas do cotidiano com seu marido e filha\, registradas em um pequeno apartamento de estilo ocidental durante a década de 1970.  \nA Japan House São Paulo oferece várias atividades paralelas para proporcionar aos visitantes uma compreensão mais profunda acerca da exposição. Destaque para uma visita guiada no dia 19 de novembro\, às 15hs\, conduzida pela fotógrafa Tokuko Ushioda e por Yusuke Nakanishi\, co-fundador e diretor do festival KYOTOGRAPHIE – International Photography Festival. Outro evento importante que acontece também na terça-feira (19)\, às 19h\, é um bate papo com Tokuko Ushioda\, mediado pelo fotógrafo e pesquisador brasileiro\, Lucas Gibson. Na ocasião\, o público poderá conhecer sobre a trajetória da fotógrafa e se aprofundar nas séries “ICE BOX” (Caixa de Gelo) e “My Husband” (Meu Marido)\, presentes na exposição.  “A vida que se revela” integra o programa JHSP Acessível\, oferecendo recursos táteis\, audiodescrição e vídeo em libras para proporcionar acessibilidade a todos os visitantes.
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SUMMARY:"Caipiras: das derrubadas à saudade" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Almeida Júnior\, “Caipira Picando Fumo”\, 1893. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição coletiva nasce a partir do trabalho emblemático de Almeida Júnior (Itu\, 8 de maio de 1850 — Piracicaba\, 13 de novembro de 1899)\, Caipira picando fumo (1893)\, para repensar o imaginário em torno da identidade deste tipo social construído para designar o paulista interiorano. \nA figura do caipira surge do projeto político de uma elite cultural empenhada na modernização de São Paulo e na construção de um lugar destacado para o estado frente as outras unidades da federação. \nO alinhamento com tendências modernas internacionais de arte no século 19\, o realismo e o naturalismo\, faz do caipira a versão paulista dos trabalhadores do campo\, à época colocado como tipo social fundador das culturas nacionais em diversos países.  \nOBRAS E DISPOSIÇÃO \nA primeira sala expositiva perpassa a construção desse personagem (caipira)\, a representação do ambiente rural e os afazeres que os caracterizam. \nNa segunda galeria\, estão reunidas obras que buscam apresentar os antecedentes do caipira\, que pode ser entendido como a síntese de outras imagens produzidas ao longo do século 19\, entre elas bandeirantes\, mestiços e caboclos. Paralelas a essas figuras\, algumas paisagens retratam a destruição das florestas desde 1830\, tratando da relação humana com o ambiente. \nNas pinturas está representado o conhecimento do homem mestiço pela terra\, seja para se localizar em seus caminhos\, seja para explorar seus recursos. O derrubador brasileiro (1879)\, de Almeida Júnior\, é uma alegoria importante que evidencia a relação com essas paisagens ao mostrar um homem dotado de uma relação com a terra. advinda do seu sangue indígena\, e do industrialismo português. Também podem ser vistas obras como Bandeirantes e Índia (Prólogo) (1882) e Defrichement d’une forêt [Derrubada de uma floresta] (entre 1827 e 2835).  \nA última sala se volta para a representação do sistema cultural em que a figura do caipira se insere\, uma preocupação realista dos pintores modernos\, como Almeida Júnior. É nessa sala que está a Saudade (1899)\, uma das obras mais emblemáticas de Almeida Júnior. Na pintura\, uma caipira nos comove ao chorar sobre uma fotografia\, que lhe traz uma recordação. 
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SUMMARY:"Ocupação Leda Maria Martins" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Leda Maria Martins\, 2022. Imagem: Murilo Alvesso\nÀs 11h do sábado\, 7 de dezembro\, o Itaú Cultural abre a Ocupação Leda Maria Martins em seu piso térreo. Em um total de cerca de 140 peças\, a mostra começa com uma viagem pelo acervo pessoal da homenageada\, por onde se desvenda a sua vida desde a infância. Na sequência\, o visitante entra no universo de Leda entre suas experiências\, conceitos e vivências. Por fim\, chega a uma representação do território sagrado que permeia toda a vida dela: o Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá. A mostra permanece em cartaz até 30 de março de 2025.Leda Maria Martins nasceu no Rio de Janeiro. Ao perder o pai\, ainda menina\, foi viver em Belo Horizonte com a irmã Ana Maria Martins e sua mãe Dona Alzira Germana Martins\, quitandeira\, cozinheira\, cantineira\, benzedeira e conhecedora dos poderes de cura das plantas\, ervas e chás. Logo ela aprendeu a ler e escrever\, estudar matemática e fazer teatro.Dali em diante\, a sua trajetória ascendeu rapidamente até conseguir uma bolsa de estudos que a levou a realizar o mestrado em Artes na Universidade de Indiana\, nos Estados Unidos\, e nunca mais parou. A sua obra acadêmica e seu pensamento se tornaram indispensáveis na investigação do teatro contemporâneo e na percepção da cultura no Brasil. São dela\, por exemplo\, obras fundamentais sobre Qorpo Santo (José Joaquim de Campos Leão\, 1829-1883) e Abdias do Nascimento (1914-2011).Em reconhecimento à sua atuação no campo do teatro\, em 2017 foi instituído o Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras de Belo Horizonte\, cujas categorias refletem conceitos de seu pensamento. Em 2022\, ela foi uma das contempladas no Prêmio Milú Villela – Itaú Cultural 35 Anos. Em 2023\, recebeu o Prêmio de Mestre em Artes Integradas da FUNARTE. No mesmo ano\, a sua obra foi fundamento do projeto curatorial da 35ª Bienal de São Paulo.A mostraA Ocupação revela essa trajetória ao percorrer as diferentes formações da homenageada\, que passam pela academia tradicional e pelas experiências na poesia\, no teatro e no Reinado. Também revela o seu processo criativo\, afetos familiares e registros visuais e materiais que remetem à sua existência como Rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá\, em Minas Gerais.“Eu sou tudo o que me constitui: poeta\, pós-doutora\, reinadeira\, que foi princesa e hoje é rainha. Sou mãe\, sou filha. Não mantenho comigo nem com o mundo uma relação de dualidade”\, diz Leda em um dos vídeos produzidos pela equipe do Itaú Cultural e exposto na Ocupação. “Onde estou\, mais nada está. Tudo o que me formata e constitui\, está”\, conclui.O primeiro espaço da mostra está repleto de fotografias\, rascunhos de poemas manuscritos e datiloscritos\, primeiras publicações e processos de pesquisa de seu acervo. Encontram-se ali\, também\, vídeos com depoimentos da Rainha Perpétua do Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá Iracema Moreira\, da escritora Ana Maria Gonçalves e das atrizes Natasha Corbelino\, Renata Sorrah e Tatiana Tibúrcio\, além de um vídeo com falas da própria homenageada.Em seguida\, a exposição revela três obras\, encomendadas aos artistas Dione Carlos\, Ricardo Aleixo e Rui Moreira a partir do conceito do tempo espiralar – um dos pensamentos conceituais de Leda\, ao lado de encruzilhada\, oralitura\, corpo-tela (leia mais neste press kit em Conceitos). Há\, também\, uma réplica tátil de sua vestimenta durante os festejos do Reinado – a original está exposta na mostra Artistas do vestir: uma costura dos afetos\, em cartaz no mesmo Itaú Cultural.  Por fim\, o visitante chega a uma reprodução de um altar de fé e afetos e a projeção de uma obra audiovisual captada durante a festa do Reinado de agosto de 2024. Fecha esse espaço\, Café com Leda – uma obra sonora e imersiva\, na qual ela recita o poema Claves\, publicado em seu livro Os dias anônimos\, de 1999. A homenageada também conta\, aqui\, histórias como a de sua primeira experiência nos palcos\, quando era criança\, rememora o seu amor pelo teatro e questões do racismo estrutural. O visitante pode ouvir sentado\, vivenciando as suas narrações.
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SUMMARY:“Serigrafistas Queer: liberdade para as sensibilidades” no MASP
DESCRIPTION:Serigrafistas Queer\, “Liberdade para as sensibilidades”\, 2018. Foto: Eduardo Ortega\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 13 de dezembro de 2024 a 16 de março de 2025\, a mostra Serigrafistas Queer: liberdade para as sensibilidades. Essa é a primeira exposição monográfica do coletivo argentino\, que surgiu em 2007 durante uma oficina para ensinar ativistas a estampar camisetas para a manifestação do Orgulho LGBTQIA+ em Buenos Aires.  \nA mostra abre ao público com 56 serigrafias do acervo do MASP\, além de obras inéditas\, realizadas especialmente para a exposição. O número de trabalhos aumentará com as oficinas gratuitas abertas ao público\, que serão ministradas no próprio ambiente expositivo a partir de janeiro.  \nCom curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, a mostra abordará temas relevantes na trajetória das Serigrafistas Queer\, como a luta por direitos reprodutivos e autonomia sobre o corpo\, o enfrentamento da crise do HIV a partir de um olhar político e o acolhimento de afetos e identidades diversas.  \n“As serigrafias do coletivo são criadas em contextos de ativismo de rua\, protestos e oficinas comunitárias\, tornando a documentação e preservação dessas obras um ato de resistência por si só. Ao trazer para dentro do MASP práticas que foram moldadas por e para as ruas\, a exposição questiona as barreiras entre arte e ativismo\, espaço público e privado\, e os papéis do artista e do espectador”\, afirma Amanda Carneiro. \nA exposição está organizada em sete núcleos temáticos nomeados por trabalhos do grupo. A obra Liberdade para as sensibilidades – criada pela artista argentina Mariela Cantú\, em 2018\, durante uma oficina promovida pelo grupo no vão livre a convite do MASP – dá nome à exposição. Corpo traesnho também faz parte desse eixo e foi produzida por Matheusa Passarelli (1997–2018) na mesma oficina\, meses antes da estudante de artes visuais ser brutalmente assassinada no Rio de Janeiro após sair de uma festa. A inversão das letras na serigrafia propõe um jogo de alteridade e identificação\, crucial para a experiência de pessoas trans e não binárias. \nAcorda Amor! (2018) é um núcleo dedicado à resistência e à autoafirmação\, uma síntese da prática do coletivo norteada por frases-protesto. Já Corpos desobedientes (2015) reflete a campanha na Argentina pela Lei de Identidade de Gênero\, que garante o direito das pessoas trans de terem sua identidade reconhecida sem a necessidade de diagnósticos médicos. A serigrafia questiona as definições de um corpo “normal”\, usando a forma das letras para subverter as expectativas em relação a um padrão. Esse recurso é frequentemente empregado nas linguagens gráficas do coletivo como forma de romper com a linearidade e a rigidez visual.  \nProduzida pelas Serigrafistas Queer no contexto do movimento argentino Ni una menos [Nem uma a menos] – que surgiu em 2015 como resposta ao aumento vertiginoso da violência de gênero e dos feminicídios –\, a obra O machismo mata!\, escrita em letras vermelhas garrafais\, demonstra a urgência do momento e dá nome a um dos núcleos da exposição. Já Aborto legal é vida (2017)\, título de outro núcleo\, foi confeccionada durante manifestação pela aprovação da Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez\, que legalizou o aborto até a 14ª semana de gestação\, na Argentina.  \nAs obras Ao maestrans com carinho (2017)\, que intitula o eixo\, e Support Your Sisters\, Not Just Your CISters (2017) fazem parte da seleção que celebra as comunidades que sustentam as lutas por direitos e visibilidade. O núcleo Identidade em construção apresenta como a obra do coletivo propõe que as identidades sejam vistas como espectros flexíveis e não como categorias rígidas. A seleção Arquivo Serigrafistas Kuir (ASK) reúne shablones (matrizes de serigrafias)\, camisetas\, bandeiras e outras manifestações gráficas para reconhecer a memória do coletivo e de figuras-chave para lutas relevantes relacionadas a esse ativismo\, como Marielle Franco. 
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SUMMARY:“Histórias LGBTQIA+” no MASP
DESCRIPTION:Mayara Ferrão\, “O beijo 20”\, da série Álbum dos desesquecimento. Coleção da artista e Galeria Verve. Foto: Mayara Ferrão\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand conclui o ano dedicado às Histórias da Diversidade LGBTQIA+ apresentando\, de 13 de dezembro a 13 de abril de 2025\, uma mostra coletiva que ocupa três espaços expositivos do museu. A exposição Histórias LGBTQIA+ reúne mais de 150 obras de arte e centenas de documentos nacionais e internacionais. \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP; Julia Bryan-Wilson\, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea\, MASP; colaboração de André Mesquita\, curador\, MASP; e assistência de Leandro Muniz\, curador assistente\, MASP\, e Teo Teotonio\, assistente curatorial\, MASP\, a mostra é organizada em oito núcleos: Amor e desejo; Ícones e musas; Espaços e territórios; Ecossexualidades e fantasias transcendentais; Sagrado e profano; Abstrações; Arquivos; e Biblioteca Cuir.  \n“O atual cenário global para pessoas queer e trans é desigual: a aceitação\, a solidariedade e a visibilidade existem lado a lado com o ódio\, a censura e a total proibição legal em diferentes partes do mundo. Assim\, por um lado\, uma atenção maior voltada a questões Lésbicas\, Gays\, Bissexuais\, Transgênero\, Queer\, Intersexo\, Assexuais e de outras minorias (LGBTQIA+) vem criando mais oportunidades para artistas e pensadores queer e trans. Todavia\, por outro lado\, pessoas LGBTQIA+ em todo o mundo – impactadas diferentemente por sua raça\, classe\, gênero\, idade\, nacionalidade – continuam enfrentando repressão. Nesse contexto\, Histórias LGBTQIA+ reúne trabalhos que tematizam tópicos queer ou que sejam feitos por artistas\, ativistas e pesquisadores LGBTQIA+. A mostra celebra a riqueza e a multiplicidade da criatividade queer nas artes visuais”\, afirmam Julia Bryan-Wilson\, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea\, MASP\, e Adriano Pedrosa\, diretor artístico. Queer\, na língua inglesa\, originalmente significa “estranho”\, mas também\, em algum momento\, “sexualmente desviante”. Porém\, desde o final do século 20\, tem sido reivindicado por lésbicas\, gays\, bissexuais e transgêneros como um termo amplo para identificá-los. \nJustapondo o passado e a contemporaneidade\, a mostra apresenta trabalhos de diversos períodos e correntes artísticas\, evidenciando visões das histórias LGBTQIA+ que atravessam o tempo e o espaço\, e ainda apontam estratégias de resistência. Em O beijo 20 (2024)\, da série Álbum dos desesquecimentos\, a artista baiana Mayara Ferrão usa Inteligência Artificial para criar imagens que simulam fotos antigas\, inventando\, assim\, uma iconografia de histórias de lésbicas negras\, a fim de revelar narrativas que foram apagadas e imaginar novos futuros. \n“Apresentamos uma diversidade de representações\, grupos e experiências para além das imagens de subalternidade\, desumanização e hipersexualização que historicamente foram colocadas sobre as pessoas LGBTQIA+. Também temos uma diversidade enriquecedora de  estilos artísticos para pensar essa experiência do ponto de vista da arte e de possíveis revisões históricas”\, afirma Leandro Muniz\, curador assistente MASP. \nA mostra apresenta trabalhos contemporâneos que estabelecem críticas e reflexões com base nos cânones da arte. Em Duas Fa’afafine (2020)\, a artista Yuki Kihara\, de ascendência japonesa e samoana\, fotografa pessoas da comunidade trans a partir dos esquemas compositivos de Paul Gauguin (França\, 1848–1903)\, em uma crítica às famosas pinturas em que o francês representou as mulheres da Polinésia. Outro exemplo de diálogo com a tradição artística é Uma escultura para mulheres trans… (2022) da artista norte-americana Puppies Puppies (Jade Kuriki-Olivo). A obra\, produzida em bronze\, material clássico da história da arte\, reproduz em escala um para um o corpo da artista a partir de um escaneamento tridimensional.  \nA exposição também coloca em debate os estereótipos e as contradições presentes na comunidade LGBTQIA+. Uma das obras que compõem a mostra é a fotografia Night Stage Raising Crew\, Listening (2006)\, de Angela Jimenez\, que registra a montagem do palco do Michigan Womyn’s Music Festival. Criado em 1976\, o evento anual organizado por mulheres lésbicas feministas teve fim em 2015 devido às tensões causadas pela política de exclusão de mulheres trans. \nReunindo registros históricos da comunidade LGBTQIA+\, o núcleo Arquivos conta com documentos de grupos comunitários auto-organizados do Brasil — como MUTHA (Museu Transgênero de História e Arte)\, Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT–SP) e Arquivo Lésbico — e do Sul Global\, incluindo outros 12 países da Ásia\, América Latina\, África e mundo Árabe. \nHistórias LGBTQIA+ integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da diversidade LGBTQIA+. A programação do ano também inclui as mostras de Francis Bacon\, Mário de Andrade\, Catherine Opie\, Lia D Castro\, Leonilson\, dos coletivos Gran Fury e Serigrafistas Queer\, da coleção MASP Renner\, bem como mostras na Sala de Vídeo de Masi Mamani/Bartolina Xixa\, Tourmaline\, Ventura Profana\, Kang Seung Lee e Manauara Clandestina. \nA mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”\, palavra que engloba ficção e não ficção\, relatos pessoais e políticos\, narrativas privadas e públicas\, possuindo um caráter especulativo\, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta\, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido\, entre os programas anuais e as exposições anteriores\, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017)\, Histórias Afro-Atlânticas (2018)\, Histórias das Mulheres\, Histórias Feministas (2019)\, Histórias da Dança (2020)\, Histórias Brasileiras (2021-22) e Histórias Indígenas (2023).
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SUMMARY:"Águas Compostas" de Willian Santos na Zipper Galeria
DESCRIPTION:Willian Santos\, “Lagamar”\, 2021 – Divulgação Zipper Galeria\nA Zipper Galeria anuncia a representação do artista Willian Santos e inaugura sua exposição individual\, “Águas Compostas”\, no dia 18 de janeiro de 2025. \nSua pesquisa dialoga com a pintura como linguagem central\, ao mesmo tempo em que é expandida por experimentações que integram materiais naturais e técnicas mistas. A pintura de Willian Santos tem um caráter vigoroso e experimental\, com a incorporação de técnicas como a encáustica – mistura de cera de abelha e pigmentos. \nPara a exposição\, a curadoria selecionou um conjunto de obras inéditas que expande sua investigação sobre a figuração enigmática e os paradoxos visuais. Entre os temas abordados estão alquimia\, mitologia\, história da arte e questões ambientais.
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SUMMARY:MOS e Galeria Athena apresentam “Intermédio” de Gustavo Prado
DESCRIPTION:Gustavo Prado\, “Reviravolta”\, 2023 – Crédito: Erika Mayumi\n\n\n\n\nEm parceria inédita\, MOS e Galeria Athena inauguram\, no dia 23 janeiro\, a nova exposição “Intermédio” do artista carioca Gustavo Prado\, na cidade de São Paulo. Esta é a segunda exposição da galeria após a chegada da Athena à capital paulistana. \nA mostra acontece no espaço expositivo do edifício Melo Alves 645\, que se propõe a ser um centro de convergência cultural\, oferecendo ao público exposições de arte inéditas. Com a individual de Prado\, a Athena reúne um conjunto de obras inéditas\, marcando não apenas a primeira exposição individual do artista na capital paulista e sua representação pela galeria\, mas também seu retorno ao Brasil após catorze anos de residência em Nova Iorque. \n“Intermédio” apresenta obras escultóricas que dialogam não apenas com as estratégias de construção\, circulação e vigilância características de São Paulo e de grandes centros urbanos\, mas também com o legado da pintura e da escultura da arte construtivista – que teve nesta metrópole a sua capital brasileira. A exposição também conta com uma intervenção na fachada da galeria em que o artista busca romper a separação entre o espaço interno e a rua. \nContrastando um interesse pelo vocabulário abstrato com elementos de uma realidade local\, Prado justapõe dois exercícios presentes tanto em São Paulo quanto em sua obra: os esforços de imaginar espaços e formas ideais e a sua sobreposição às contradições dos espaços reais
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SUMMARY:"Cícero Dias - com açúcar\, com afeto" no Farol Santander
DESCRIPTION:Cícero Dias\, “Baile no Campo”\, 1937 – Divulgação \nO Farol Santander São Paulo\, centro de cultura\, lazer\, turismo e gastronomia\, inaugura no dia 24 de janeiro (sexta-feira)\, a exposição Cícero Dias – com açúcar\, com afeto. Com 42 obras\, a mostra\, que tem curadoria de Denise Mattar\, produção de MG Produções e consultoria de Sylvia Dias (filha do artista)\, será a primeira de 2025 e faz parte da programação comemorativa pelos sete anos do Farol Santander São Paulo. O público poderá visitar a exposição que ocupa toda a galeria do 22º andar\, até 27 de abril (domingo). \n“O Farol Santander tem orgulho em apresentar ao público a obra de Cícero Dias\, artista emblemático do modernismo brasileiro\, cujo trabalho transcende fronteiras e dialoga com as vanguardas internacionais. Sua arte\, marcada por uma paleta de cores vibrante\, reflete as paisagens e a cultura nordestina\, evocando a essência lírica do Estado de Pernambuco”\, comenta Maitê Leite\, Vice-presidente Executiva Institucional Santander. \nA exposição sustenta como proposta realçar a trajetória do artista\, contextualizando sua história e evidenciando sua profunda relação às origens pernambucanas. Embora tenha vivido a maior parte de sua vida em Paris\, onde foi amigo de Pablo Picasso\, Paul Éluard\, Alexander Calder entre outros\, Cícero Dias nunca deixou de fato o Engenho Jundiá\, onde nasceu. \nO percurso circular da mostra apresenta as aquarelas oníricas da década de 1920. Exibe também as pinturas memorialistas dos anos 1930\, atravessa o surrealismo dos anos 1940\, aponta a abstração da década de 1950\, e traz sua produção dos anos 1960 a 1990\, quando ele retorna à figuração\, incorporando toques nostálgicos dos anos 1930\, acentos surrealistas da década de 1920 e as conquistas estruturais da abstração. \n“Lírico\, agressivo\, caótico\, sensual\, poético e emocionante\, o trabalho de Cícero Dias\, no final dos anos 1920\, era muito diverso de tudo o que se produzia na época. Ele sacudiu os nossos incipientes modernistas\, estonteados pela força\, a estranheza e a espontaneidade de sua obra”\, diz Denise Mattar curadora da mostra. \nUm dos destaques da exposição é a obra inédita Cabaré\, déc.1920\, uma aquarela sobre papel com dimensões de 49\,5 x 29\,5 cm. Este trabalho foi adquirido por um colecionador francês nos anos 1930\, após uma exposição de Cícero Dias em Paris\, permanecendo na Europa desde então. Recentemente\, a obra foi adquirida pelos colecionadores brasileiros que a cederam para esta mostra. \nOutro significativo trabalho de Cícero Dias exibido nesta exposição é a tela aquarelada Casa grande do Engenho Noruega (1933). Esta obra é uma das principais da carreira do artista e ilustrou a capa de diversas edições do livro Casa-Grande e Senzala\, de Gilberto Freyre\, um marco na literatura brasileira. \nO ambiente também contará com duas obras táteis\, com recurso de acessibilidade\, incluindo Baile no Campo (1937)\, da Coleção Santander Brasil\, e Sem Título (s.d.)\, da Coleção Marcos Ribeiro Simon\, São Paulo\, SP. \nEntre as telas que integram o espaço\, há peças provenientes de algumas das principais instituições\, como o Santander Brasil\, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ)\, o Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o Museu de Arte Brasileira da FAAP (SP)\, o Instituto São Fernando (RJ)\, além de colecionadores particulares\, como Gilberto Chateaubriand (RJ)\, Waldir Simões de Assis (PR)\, Marta e Paulo Kuczynski (SP)\, Leonel Kaz (RJ)\, Marcos Simon (SP)\, entre outros.
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SUMMARY:"Órbita Lunar" no Desapê
DESCRIPTION:Tunga\, “Cipó cinema”. Foto: Wilton Montenegro\nNo dia 29 de janeiro\, sob a primeira lua nova de 2025 e marcando o início do Ano da Serpente de Madeira no calendário chinês\, Desapê apresenta a exposição coletiva Órbita Lunar em sua casa na Travessa Dona Paula\, em Higienópolis.   \nÓrbita Lunar foi concebida a partir do convite feito pelo Desapê à galeria Marli Matsumoto Arte Contemporânea para um diálogo com o seu acervo. A mostra reúne obras que carregam em si uma atmosfera de introspecção e mistério que remete ao único satélite natural da Terra —muitos dos trabalhos expostos\, inclusive\, datam do final dos anos 1960\, período em que o homem deu seu primeiro passo na superfície lunar. O texto crítico Acordos Invisíveis\, de Jéssica Varrichio\, acompanha a exposição. \nObras sonoras\, múltiplos e efêmeras de artistas atuantes naqueles anos\, também marcados pelo ativismo político\, como Cildo Meireles\, Amelia Toledo e Ana Maria Maiolino\, dialogam com criações voltadas à arte eletrônica\, conceitual e povera\, de nomes como Waldemar Cordeiro\, Umberto Costa Barros e Amílcar de Castro. \nXilogravuras e trabalhos sobre jornais\, revistas\, postais\, espumas e tecidos usados também conectam outras gerações de artistas que\, em comum\, buscam referências tanto no conceitualismo dos anos 1960 e 70\, quanto em narrativas ancestrais do Cosmo. Entre eles\, destacam-se Edgar Calel\, Leka Mendes\, Juan Casemiro\, Renata Siqueira Bueno e Mayana Redin.   \nArtistas brasileiros da década de 1980\, como Ricardo Basbaum\, Jorge Guinle e Tunga juntam-se a produções dos colombianos Rosario López e Gabriel Sierra\, da norte-americana Trisha Brown e do catalão Xavier Aballí.  \nComo Varrichio escreve em Acordos Invisíveis\, há um “pacto silencioso entre a Lua e a Terra que reflete-se nas relações humanas e sociais\, nos processos artísticos e na própria lógica da exposição” que une artistas de diferentes gerações e proposições numa sútil coreografia visual. \nÓrbita Lunar fica em cartaz até 22 de março\, com visitação gratuita.
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SUMMARY:"Ainda não é o fim do mundo" no Paço das Artes
DESCRIPTION:Felipe Góes\, “Pintura 346”\, 2019 – Divulgação \nO Paço das Artes\, inaugura a agenda 2025 de exposições com a coletiva inédita Ainda não é o fim do mundo. \nCom curadoria de Renato De Cara\, curador do Paço das Artes\, a exposição traz 58 trabalhos de 18 artistas que\, por meio de suas obras\, refletem sobre os impactos significativos e\, muitas vezes\, irreversíveis das ações humanas ao meio ambiente. Para além das mudanças nas paisagens\, os artistas exibem exercícios de imaginação para um futuro fantasioso\, investigando linguagens\, representações utópicas\, apocalípticas e objetos ficcionais. \nArtistas convidados: Alexandre Ignácio Alves\, Ariel Spadari\, Brunøvaes\, Chico Santos\, Felipe Góes\, Hugo Fortes\, Lalo de Almeida\, Leila de Sarquis\, Luanna Jimenes\, Marcelo Moscheta\, Mauricio Parra\, Meia\, Mercedes Lachmann\, Rafaela Foz\, Ricardo Barcellos\, Rosa Hollmann\, Uýra\, Virginia de Medeiros.
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SUMMARY:"Recalque" de Gabriel Sierra na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Divulgação / Galeria Luisa Strina \nUma imagem é uma imagem\, assim como um objeto é um objeto. Mas onde se encerra a substância de uma imagem? No próprio objeto físico ou na sua representação? E como podemos nos comunicar com o espírito da imagem? Essas indagações estruturam a segunda exposição individual de Gabriel Sierra na Galeria Luisa Strina\, um projeto que se desdobra entre objetos\, filmes e imagens para questionar a criação e a persistência dos códigos visuais. \nO artista propõe uma reflexão sobre a essência das imagens e sua relação com a materialidade. Por que criamos imagens e coisas? Qual a natureza da permanência das imagens no mundo\, na arte e na memória? Sierra não busca respostas definitivas\, mas tensiona as camadas que constituem o visível\, explorando as formas com que o olhar e a imaginação moldam nossa percepção do real. \nA mostra apresenta um conjunto de obras inéditas em que a percepção do mundo físico se entrelaça com a abstração da imaginação\, o que remete ao surgimento de ideias\, à experiência dos sonhos\, à apreensão do intangível e às emoções. O título da exposição\, “Recalque”\, remete a diferentes significados: em espanhol\, a repetição enfática de palavras; em português\, um fenômeno estrutural de acomodação do solo; e\, na psicanálise freudiana\, um mecanismo de repressão do inconsciente. \nA imagem de um objeto não está apenas no objeto\, mas também na mente que o observa. As coisas existem independentemente de nós\, mas nossa percepção delas é moldada pela subjetividade. Sierra nos leva a pensar na possibilidade de ver o mundo como ele é e\, ao mesmo tempo\, como ele poderia ser.
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SUMMARY:"Caetano de Almeida" na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Vista da exposição – Crédito: Divulgação / Galeria Luisa Strina \nA presente exposição de Caetano de Almeida na Galeria Luisa Strina parte de um catalisador mental comum: a experiência do artista em Roma\, mais especificamente na Piazza dell’Orologio\, onde se hospedou. Esse espaço\, impregnado da memória de Francesco Borromini e Pietro da Cortona\, funcionou como um campo de diálogo entre a tradição artística e arquitetônica do barroco italiano e as reflexões contemporâneas do artista. Em suas obras mais recentes\, a cultura visual italiana não se apresenta como citação direta\, mas como sugestão\, como um campo de relações que desafia a ideia de representação. \nA mostra reúne pinturas inéditas em que Caetano de Almeida se apropria de elementos da história da arte e da arquitetura para subverter suas convenções e expor a insuficiência dos sistemas geométricos e racionais na tentativa de organizar o mundo. Ao examinar o abstracionismo geométrico como fetiche\, o artista tensiona as fronteiras entre estrutura e caos\, razão e intuição\, criando labirintos mentais e visuais que desestabilizam a percepção. Seu processo não é apenas uma investigação formal\, mas uma crítica à promessa modernista de ordem e clareza. \nO trânsito entre memória\, história e experiência sensorial é central na obra de Caetano de Almeida. Seu trabalho não se encerra em afirmações\, mas propõe deslocamentos\, incita dúvidas e expande as possibilidades da pintura ao situá-la entre a solidez da tradição e a volatilidade do presente. A geometria\, antes um instrumento de ordenação\, se dissolve em um campo de incertezas\, reafirmando a potência do inacabado\, do instável e do transitório. \n 
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SUMMARY:Inauguração da galeria MaPa FOTO dedicada exclusivamente à fotografia vintage
DESCRIPTION:Alair Gomes\, RJ\, 1984 – Divulgação\n\n\n\n\nDia 01 de fevereiro\, sábado\, o galerista Marcelo Pallotta\, da Galeria MaPa\, o jornalista e editor Fernando Costa Netto e o produtor cultural Chico Lowndes inauguram um novo espaço na cidade\, a MaPa FOTO\, dedicado exclusivamente à fotografia vintage. \nCom o foco na fotografia analógica de época\, que cobre o período de 100 anos\, entre 1880 a 1980\, a galeria trabalhará apenas com cópias únicas e raras\, garimpadas em acervos particulares e coleções internacionais. Além de apresentar obras de importantes artistas\, a galeria também irá mergulhar nos acervos de jornais e revistas dessa época. \nCom poucos espaços dedicados à imagem na cidade\, a iniciativa é inspiradora e bem-vinda para um público interessado neste recorte. “A MaPa FOTO é um espaço para colecionadores específicos de arte\, não de fotografia massificada pelas tecnologias”\, afirma Pallotta. \n“Cada foto é uma cápsula do tempo\, nos traz uma visão sobre o passado\, uma forma charmosa de conectar as gerações presentes com artistas e narrativas que nos precederam”\, conclui Costa Netto.
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LOCATION:MaPa FOTO\, Av. Heitor Penteado\, 220\, loja 11\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Indomináveis Presenças" no CCBB SP
DESCRIPTION:Uýra Sodoma\, Série Elementar – LAMA\, 2017. Foto: Keila Serruya \nIdealizada pela AfrontArt\, com curadoria de Luana Kayodê e Cíntia Guedes\,  como curadora convidada\, Indomináveis Presenças tem como foco valorizar as perspectivas negras\, indígenas e LGBTQIAPN+ nas artes brasileiras\, a partir de um olhar disruptivo\, inclusivo e transformador. A exposição proporciona ao público a oportunidade de conhecer 16 artistas de todo o Brasil\, em diferentes fases de suas trajetórias\, além de imergir em narrativas muitas vezes excluídas dos circuitos tradicionais. A mostra reúne 114 obras que abrangem linguagens artísticas diversas\, como gravuras\, fotografias\, pinturas\, esculturas\, performances e obras criadas com recursos de inteligência artificial. \nCom uma abordagem singular sobre história\, identidade e percepção\, os processos artísticos se entrelaçam para questionar e transformar a forma como vemos e representamos o Brasil. Adu Santos (SP) investiga as ausências e presenças no discurso museológico\, trazendo à tona uma reflexão crítica sobre a história e as instituições. Bernardo Conceição (BA)\, por sua vez\, desafia os limites do que os olhos veem\, oferecendo novas formas de perceber o mundo e a arte. Já Bixa Tropical (BA) celebra a liberdade corporal e resgata o tropicalismo brasileiro\, criando uma arte vibrante\, cheia de cores intensas\, que questiona as normas e ressignifica a identidade nacional. \nAmpliando a diversidade temática e artística\, a mostra traz também Cosmos Benedito (MS)\, transmasculino e autista\, cuja obra aborda ancestralidade indígena e descolonização por meio de artes visuais e instalações; Edgar Azevedo (BA)\, que transita entre o real e o imaginário\, capturando emoções e a diversidade humana; Panamby (SP/MA)\, que apresenta obras poéticas ligadas a rituais e práticas corporais; Emerson Rocha (SP)\, que retrata o cotidiano da população negra e a homoafetividade periférica\, desmistificando o corpo negro e trazendo luz a temas como sonho e futuro; e Gê Viana (MA)\, que por meio de narrativas afro-indígenas\, conecta história ao cotidiano afro-diaspórico indígena celebrando dignidade e felicidade enquanto confronta a cultura hegemônica e os sistemas de arte e comunicação. \nExplorando diferentes conexões entre corpo\, identidade e ancestralidade\, Helen Salomão (BA) aborda temas de maneira sensível por meio de sua arte; Juh Almeida (BA)\, que através da fotografia e do cinema aborda uma poética experimental e documental\, além de construir novos imaginários afro visuais\, entendendo-os como ferramentas de transformação social; e  Lucas Cordeiro (BA)\, que  investiga espiritualidade e memórias através de fotografia e escultura. \nNo diálogo entre tecnologia e ancestralidade\, Mayara Ferrão (BA) trabalha com inteligência artificial e arte visual\, abordando questões afro-brasileiras. Já Rafa Bqueer (PA) transita entre moda\, escolas de samba e arte contemporânea\, colocando em pauta questões raciais e LGBTQIAPN+. \nCom um olhar sensível para corpos e narrativas marginalizadas\, a travesti Rafaela Kennedy (AM) valoriza esses sujeitos em fotografias que rompem estereótipos; Rainha F (RJ)\, por sua vez\, aborda a solidão de corpos negros e questões raciais no contexto LGBTQIAPN+\, explorando simbologias matrimoniais para criar novas perspectivas sobre mecanismos de sobrevivência. Por fim\, a artista indígena e também travesti Uýra Sodoma (PA) conecta floresta e cidade em performances marcantes\, como Árvore que Anda.
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SUMMARY:“Cosmos – Outras Cartografias” na Nara Roesler
DESCRIPTION:Jaime Lauriano\, “Meu sangue latino\, minh’alma cativa #4”\, 2024.®Flavio Freire\n\n\n\n\nA Nara Roesler São Paulo apresenta\, em 6 de fevereiro de 2025\, às 18h\, a exposição coletiva “Cosmos – Outras Cartografias”\, com curadoria da artista Laura Vinci em parceria com o núcleo curatorial Nara Roesler. A mostra reúne 32 trabalhos de 20 artistas que embora possuam poéticas distintas entre si têm como ponto de convergência a questão da cartografia\, campo do conhecimento que produz representações gráficas de um determinado espaço\, e que historicamente dialoga profundamente com as artes\, a religião e diversos sistemas de crenças e mitologias. Olhando para os mapas como ideias de representação de mundo\, mas também como ferramentas amplamente utilizadas para controle e exploração de territórios colonizados\, a mostra busca reunir trabalhos que repensam e subvertem essasrepresentações. \nDentre os nomes de peso histórico da mostra\, estão trabalhos de Nelson Leirner\, Paulo Bruscky e Anna Bella Geiger\, que buscam trazer a questão da representação gráfica para um viés poético\, tanto discutindo questões nacionais quanto se debruçando sobre uma geopolítica mais ampla. A materialidade da cartografia aparece nos trabalhos de André Vargas\, Marina Camargo e Carlos Bunga\, que constroem (ou percebem) mapas e desenhos através de suportes pouco usuais\, como chinelos de borracha\, recorte em borracha e tinta látex sobre tapete\, respectivamente. Temas de ordem política\, trazendo questões como disputas de narrativa e colonialismo estão presentes nos trabalhos de Alfredo Jaar\, Jonathas de Andrade\, Jaime Lauriano e Talles Lopes. \nLaura Vinci afirma que o foco da exposição decorre “das várias crises que o nosso planeta enfrenta atualmente – sejam elas políticas\, migratórias ou ambientais – e seu objetivo é inspirar a reflexão sobre diferentes abordagens artísticas para essas questões urgentes. “Para os artistas\, ‘pensar sobre o mundo’ não significa necessariamente filosofar\, mas criar imagens\, objetos\, representações e intervenções que se envolvam com essas ideias globais. Alguns trabalhos podem ter uma perspectiva mais política ou geopolítica\, enquanto outros podem enfatizar preocupações ambientais. Juntas\, as obras incentivarão um diálogo mais amplo sobre o mundo em que vivemos”\, destaca.
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