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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Um Defeito de Cor" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Marcio Vasconcelos\, Tessi Sodokpa – Cotonou\, 2009\n\n\n\n\nDe 25 de abril a 1º de dezembro\, o Sesc Pinheiros recebe “Um Defeito de Cor”. Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação\, a Ciência e a Cultura (OEI)\, com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)\, a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves\, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR\, no Rio de Janeiro\, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)\, em Salvador\, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes\, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos.   \n\n\n\nAo todo\, 372 peças entre arte têxtil\, fotografias\, instalações\, cartazes\, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil\, da África e das Américas interpretam “Um defeito de cor”\, ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro\, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra  ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19\, escravizada no Brasil\, e sua busca por um filho perdido.   \n\n\n\nDentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela\, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga\, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024\, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou “Um defeito de cor” para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso\, estarão em exibição\, pela primeira vez\, um “Retrato de Ana Maria”\, quadro de Panmela Castro; “Bori – filha de Oxum”\, do artista e babalorixá Moisés Patrício\, e “romaria”\, mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros\, além de uma programação integrada\, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo.  \n\n\n\nDividida em dez núcleos não-lineares\, que se espelham nos dez capítulos do livro\, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros\, o empreendedorismo\, o protagonismo feminino\, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea\, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais\, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance\, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população\, das quais ainda pouco se sabe.  \n\n\n\nAna Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos\, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia\, que teve consultoria de Ayrson Heráclito\, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana\, em colaboração com Jaqueline Coelho.   \n\n\n\n “Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e\, desta vez\, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é\, ao mesmo tempo\, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata\, por exemplo\, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos\, e não menos sangue\, dor e sofrimento”\, afirma Ana Maria. 
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SUMMARY:"Lélia em nós: festas populares e amefricanidade" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Lita Cerqueira\, Procissão de Santo Amaro. Foto: Coleção da artista\n\n\n\n\nA partir de 26 de junho será possível conhecer o pensamento da antropóloga\, historiadora e filósofa brasileira Lélia Gonzalez (1935 – 1994). O Sesc São Paulo\, em parceria com a Boitempo\, inaugura o projeto Lélia em nós: festas populares e amefricanidade\, na unidade Vila Mariana. A exposição\, que fica em cartaz até 24 de novembro de 2024\, foi inspirada pelo livro Festas populares no Brasil (que ganha nova edição pela Boitempo) e promove uma celebração da cultura afro-brasileira – ou amefricana\, como propõe a autora – a partir de um recorte que estabelece diálogos e reflexões suscitados pela produção intelectual de Gonzalez\, uma  proeminente ativista do movimento negro brasileiro e importante teórica do feminismo negro\, cuja morte completará 30 anos em 10 de julho de 2024. \n\n\n\nCom uma seleção de produções contemporâneas e de diferentes períodos\, reunida em cinco eixos temáticos\, Lélia em nós: festas populares e amefricanidade apresenta pinturas\, fotografias\, documentos históricos\, objetos\, performances\, instalações e vídeos de artistas como Alberto Pitta\, Heitor dos Prazeres\, Januário Garcia\, Maria Auxiliadora\, Nelson Sargento\, e Walter Firmo\, além de 12 trabalhos inéditos\, de artistas como Coletivo Lentes Malungas\, Eneida Sanches\, Lidia Lisboa\, Lita Cerqueira\, Manuela Navas\, Maurício Pazz\, Rafael Galante e Rainha Favelada. \n\n\n\nA mostra também apresenta um recorte de sonoridades e musicalidades\, tanto do universo das festas e festejos brasileiros quanto das intervenções do DJ Machintown e do trombonista Allan Abbadia\, além de registros fonográficos da discoteca pessoal de Lélia. Parte do acervo do Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG)\, a coleção reúne álbuns de artistas como Wilson Moreira e Nei Lopes\, Luiz Gonzaga\, Tamba Trio\, Clementina de Jesus\, Jamelão e Lazzo Matumbi \n\n\n\nPartindo de conceitos teóricos desenvolvidos por Lélia Gonzalez\, como a categoria político-cultural de amefricanidade – termo cunhado pela acadêmica em contraposição à ideia hegemônica de afro-americanidade para\, segundo ela\, “ultrapassar as limitações de caráter territorial\, linguístico e ideológico” e redimensionar a influência da diáspora atlântica para a formação das Américas do Sul\, Central\, do Norte e Insular –\, a mostra convida o público à compreensão dopotencial da cultura popular afro-brasileira como tecnologia de identidade e resistência. \n\n\n\nCom curadoria de Glaucea Britto e Raquel Barreto\, a exposição foi inspirada pelas proposições feitas por Lélia Gonzalez em Festas populares no Brasil. Único título publicado em vida pela intelectual exclusivamente como autora\, o livro foi publicado originalmente em 1987. A obra não foi oficialmente lançada no mercado\, tendo sido patrocinada por uma empresa multinacional e distribuída como presente de fim de ano. No mês de abertura da exposição\, a publicação ganhará nova edição da Boitempo\, a primeira voltada à circulação no mercado editorial. Com textos da acadêmica que evidenciam laços indissociáveis entre Brasil e África por meio de manifestações populares como o Carnaval\, o Bumba-Meu-Boi\, as Cavalhadas e festas afro-brasileiras como as Congadas e o Maracatu\, a obra reúne mais de cem imagens de cinco fotógrafos: Leila Jinkings\, Marcel Gautherot\, Maureen Bisilliat\, Januário Garcia e Walter Firmo (os dois últimos\, integrando a exposição). A nova edição inclui também materiais inéditos\, textos de apoio\, fac-símiles\, prólogo de Leci Brandão\, prefácio de Raquel Marreto\, posfácio de Leda Maria Martins\, texto de orelha de Sueli Carneiro e quarta capa de Angela Davis e Zezé Motta.
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SUMMARY:"outros navios: uma coleção afro-atlântica" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Vista da exposição © Edson Kumasaka\, 2024\n\n\n\n\nAs regiões da África central e ocidental estão conectadas ao Brasil por séculos de circuitos transatlânticos. Navios de violência adentraram mares até os nossos litorais. Mas também outros navios\, que nos permitem mergulhar por histórias alternativas e criar novos significados para as centenas de objetos do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP) apresentados nesta exposição. \nMáscaras\, tecidos\, joias\, estatuetas\, de diferentes culturas africanas\, foram adquiridas por meio de doações ou compras encomendadas a partir da década de 1960\, quando os movimentos de independência política das ex-colônias em África se consolidavam. Uma coleção fruto de um tempo e espaço que expressa os fluxos de pessoas\, objetos e conhecimentos estabelecidos no sul global. O então professor do MAE\, Marianno Carneiro da Cunha (1926-1980)\, foi uma figura chave no projeto institucional e científico de construção da coleção. \nCaixas aguardando em um porto do litoral africano na década de 1970\, tornam-se caixas abertas na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp para serem transformadas e ressignificadas. São expostas igualmente as artes no Brasil constituídas\, entendendo a coleção não como africana\, mas sim\, afro-atlântica. As obras de artistas contemporâneos aqui incluídas\, além disso\, indicam que uma coleção não é fixa e pode ser recomposta para apontar outros navios à vista.
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SUMMARY:"Acervo Aberto" no MAC USP
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Hermelindo Fiaminghi. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP inaugura no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 11 horas\, a exposição Acervo Aberto\, reunindo mais de 150 obras de 46 artistas do acervo do Museu. Concebida por um grupo de trabalho formado por diversos profissionais do MAC USP\, Acervo aberto apresenta uma seleção de obras que considerou o histórico de exibição das peças\, privilegiando as nunca expostas e/ou com mais de 10 anos da última exposição\, entre elas\, obras recém-doadas e ainda não expostas no MAC USP. A exposição reúne obras produzidas desde 1925 (Lucy Citti Ferreira) até 2022 (Laura Vinci). Acervo aberto é uma mostra experimental inspirada pela ambiência das reservas técnicas – local de acesso restrito onde as obras de arte são acondicionadas. Em alguns trechos da mostra fica evidente a confluência dos diversos materiais\, característica da produção contemporânea que não se prende às categorias tradicionais da arte\, como pintura\, escultura ou gravura\, por exemplo. O controle da luminosidade é um ponto importante da mostra em respeito à conservação das obras. Ao longo da exposição\, algumas obras serão protegidas\, particularmente as em suporte de papel\, como ação preventiva. Dessa maneira\, dentro dos limites da extroversão\, o público pode testemunhar o campo de possibilidades de uma reserva técnica; a relevância dos materiais e\, sobretudo\, as condições que orientam o trabalho de pesquisa e guarda do objeto contemporâneo. Dentre os artistas participantes estão nomes como Mira Schendel\, Pola Rezende\, Hermelindo Fiaminghi\, José Antônio da Silva\, Nelson Leirner\, Nuno Ramos\, Elida Tessler\, Sérgio Sister\, Ricardo Basbaum\, Henrique Oswald\, Regina Vater\, Sérgio Adriano H\, Glauco Rodrigues e Amélia Toledo\, entre tantos outros. O Grupo de Trabalho Acervo Aberto é formado por Alecsandra Matias\, Ana Maria Farinha\, Ariane Lavezzo\, Claudia Assir\, Elaine Maziero\, Marta Bogéa\, Michelle Alencar\, Paulo Roberto Amaral Barbosa\, Rejane Elias e Sérgio Miranda\, além da colaboração de  Henrique Cruz\, Mariana Valença\, Mateus Oliveira e Nathielli Ricardo\, estudantes da USP estagiários no Museu. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:“Nós — Arte e Ciência por Mulheres” no Sesc Interlagos
DESCRIPTION:Obra de Efe Godoy. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO Sesc Interlagos recebe a partir de 22 de agosto a exposição “Nós — Arte e Ciência por Mulheres”\, sobre a trajetória da produção científica\, intelectual e artística das mulheres como produtoras e mantenedoras de conhecimento. A mostra apresenta um panorama que valoriza sua contribuição e\, ao mesmo tempo\, as diversas camadas pelas quais historicamente foram invisibilizadas de suas atuações na sociedade. \nA realização é do Sesc São Paulo\, com concepção do Estúdio M’Baraká e cocuradoria de Isabel Seixas\, Letícia Stallone\, Gisele Vargas e Diogo Rezende\, além da consultoria realizada pela pesquisadora Magali Romero Sá\, especializada em História da Ciência. São apresentadas cerca de 300 obras a partir da apresentação de personagens\, de iconografia histórica e científica e com os trabalhos de artistas contemporâneas como Berna Reale\, Laura Gorski e Ana Teixeira. \nContemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas\, a narrativa da exposição propõe uma reflexão e um contraponto sob a perspectiva do feminino com dados históricos e contribuições. A mostra ilustra como\, por meio de conhecimento\, posturas e narrativas afirmativas\, as mulheres atravessaram séculos de um pensamento hegemônico de opressão. \n“Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e\, sobretudo\, lutamos. ‘Nós — Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres“\, ressalta Isabel Seixas\, da equipe curatorial. 
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SUMMARY:"100 anos de Paulo Vanzolini\, o cientista boêmio" no Sesc Ipiranga
DESCRIPTION:GARBE na Amazônia\, decadas de 1960 e 1970. Crédito Acervo da Família\n\n\n\n\nNo centenário de nascimento de Paulo Vanzolini (1924 – 2013)\, compositor brasileiro responsável por clássicos como Ronda e Volta Por Cima\, o Sesc São Paulo apresenta uma imersão na vida do artista\, revelando não apenas sua faceta musical\, mas também a trajetória do zoólogo de renome internacional. A exposição 100 anos de Paulo Vanzolini\, o cientista boêmio ocupa o Sesc Ipiranga a partir de 28 de agosto de 2024\, e segue em cartaz até 16 de março de 2025. Idealizada pelos filhos do cientista\, o diretor de arte e cineasta Toni Vanzolini e a psicóloga Maria Eugênia Vanzolini\, a mostra conta com curadoria de Daniela Thomas\, reconhecida cenógrafa\, cineasta e diretora teatral. \n“A data simbólica do centenário de Paulo Emilio Vanzolini\, nosso pai\, nos motivou a pensar uma exposição que mostrasse um pouco da pluralidade desse brasileiro que ouviu\, traduziu\, pesquisou\, escreveu\, cantou e pensou um Brasil bom\, diverso e inclusivo. Que sempre valorizou o conhecimento e a arte\, fazendo de ambas seu maior legado. O universo desse personagem interessado e interessante\, ‘cientista boêmio’\, como bem o definiu Antonio Candido\, é o que queremos mostrar nessa exposição”\, antecipa Toni Vanzolini. \nSem perder de vista o lado boêmio e artístico do homenageado\, a exposição revisita as expedições científicas e as contribuições para a ciência empreendidas como herpetólogo\, especializado no estudo de répteis e anfíbios. O Sesc Ipiranga como espaço para a exposição possui um simbolismo especial: a proximidade com o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP)\, onde Paulo Vanzolini trabalhou por cinco décadas – três destas\, como diretor. \n“Algumas figuras são incontornáveis na história de uma cidade\, de um país. Algumas chegam a ser incontornáveis até no planeta. É o caso do nosso homenageado nessa exposição\, Paulo Vanzolini\, que completaria 100 anos este ano e que passou a maior parte da sua vida aqui do lado do Sesc Ipiranga\, dirigindo o Museu de Zoologia da USP\, sua casa. Ou uma de suas casas\, já que se sentia perfeitamente integrado à paisagem numa picada na floresta\, no seu laboratório ou no boteco\, entre músicos ou entre os maiores intelectuais da sua época”\, destaca Daniela Thomas. “Homem ímpar\, de uma inteligência sobrenatural\, uma inventividade que produziu versos inesquecíveis como ‘reconhece a queda e não desanima\, levanta\, sacode a poeira\, dá a volta por cima’ e teorias revolucionárias na zoologia\, e de uma determinação quase autoritária\, características que fizeram dele essa potência realizadora que celebramos agora”. \nEm parceria com o Museu de Zoologia da USP\, a exposição exibe ao público 51 exemplares conservados de espécies animais identificadas e catalogadas por Vanzolini. Esses espécimes\, emprestados pelo Museu ao Sesc\, estão em destaque em uma sala que recria um laboratório de zoologia. \nCinco salas temáticas revelam a trajetória multifacetada de Vanzolini\, abrangendo mais de meio século de pesquisa. A exposição destaca suas célebres expedições amazônicas e as conexões entre arte e ciência que ele promoveu. Documentos\, fotografias e vídeos oferecem um vislumbre dos bastidores das descobertas marcantes do “cientista boêmio”\, apelido carinhosamente atribuído por Antonio Cândido\, sociólogo e crítico literário\, no encarte do disco Acerto de Contas de Paulo Vanzolini (2002). Esta compilação apresenta 52 composições do cientista\, interpretadas por renomados artistas como Chico Buarque\, Paulinho da Viola e Martinho da Vila. \nNo percurso expositivo\, ilustrações de Alice Tassara guiam os visitantes pela trajetória de Vanzolini\, em uma cronologia biográfica que destaca aspectos de sua formação acadêmica e seu círculo de amizades com intelectuais\, artistas e ícones da música popular brasileira.
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SUMMARY:"Gabriel Massan: Terceiro Mundo\, a dimensão descoberta" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Créditos: Terceiro Mundo – a dimensão descoberta. Cortesia do artista e Serpentine.\n\n\n\n\nEm “Terceiro Mundo – a dimensão descoberta”\, a galeria expositiva do edifício Pina Contemporânea se transforma no universo imersivo criado pelo artista Gabriel Massan\, com suas esculturas\, desníveis e texturas que remetem à experiência de dentro das telas. \n“Terceiro Mundo – a dimensão descoberta”\, projeto desenvolvido em colaboração com a Serpentine Galleries\, é uma exposição imersiva concebida a partir de uma perspectiva decolonial\, de teorias queer e de estratégias descentralizadas em tecnologia. No projeto\, o artista Gabriel Massan constrói um jogo de videogame ambientado em um universo fantástico que\, a partir de uma narração colaborativa de história\, desafia o conceito colonial de “exploração” e convoca o público a repensar suas ações no mundo. \nNa mostra\, visitantes podem escolher entre as quatros estações de jogos para começarem a jornada pelo jogo Terceiro Mundo ou podem permanecer no espaço para assistir a experiência dos jogadores em tempo real\, por meio de cinco telas no espaço expositivo – como em canais dedicados a transmissão ao vivo de jogos. \nA ESTRUTURA DO JOGO \nO primeiro nível do jogo é Igba Tingbo\, que em língua iorubá significa “longo prazo”. Caracterizado pelo trabalho da artista e psicóloga clínica Castiel Vitorino Brasileiro\, a experiência nessa etapa enfoca o modo como o jogador se relaciona com a “alteridade”. Sòfo\, que significa “Vazio” em Iorubá\, é o segundo nível para onde os jogadores são enviados como Agente do QG. \nCada nível foi criado em colaboração com artistas e pensadores\, que contribuíram na construção de diálogos\, textos e narrativas\, emprestando inclusive suas vozes aos personagens. Participaram LYZZA\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Novíssimo Edgar e Ventura Profana\, estando os três últimos incluídos na programação cultural que acontece no museu no 2º semestre de 2024. \nO mundo foi criado em colaboração com o artista e rapper Novíssimo Edgar\, a partir da sua vivência em São Paulo\, sua cidade natal.
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SUMMARY:"Irawo Bori: oferenda para a cabeça cósmica" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Ayrson Heráclito\, Irawo Bori\, 2023. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinacoteca exibe o filme Irawo Bori: oferenda para a cabeça cósmica\, concebido a partir da apresentação da performance ritualística Bori no Octógono da Pina Luz — em ocasião da primeira mostra individual do artista: “Ayrson Heráclito: Yorùbaiano” (em cartaz de abril a agosto de 2022 na Pina Estação).  \nO filme é dirigido por Ayrson Heráclito em parceria com o cineasta Lula Buarque de Hollanda. \nCuradoria de Ana Paula Lopes.
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SUMMARY:"Experimentações gráficas - Doação Coleção Ivani e Jorge Yunes" no MAC USP
DESCRIPTION:Candido Portinari\, Mineradores\, c. 1941. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nEm 2023 a Coleção Ivani e Jorge Yunes doou 89 volumes ilustrados por artistas modernos no Brasil e publicados no século 20 à biblioteca do Museu de Arte Contemporânea da USP. Nas publicações vemos grandes nomes da arte nacional atuando como ilustradores e artistas gráficos\, como Fayga Ostrower\, Regina Silveira\, Emiliano Di Cavalcanti\, Aldemir Martins\, Tomás Santa Rosa e Noêmia Mourão\, entre outros. A exposição Experimentações gráficas – Doação Coleção Ivani e Jorge Yunes\, que o MAC USP inaugura no sábado\, 31 de agosto\, a partir das 11 horas\, é um desdobramento dessa doação\, apresentando parte das publicações recebidas pelo Museu em diálogo com obras de seu acervo\, selecionadas pelas curadoras Renata Rocco\, Francis Melvin Lee e Mariana Motta. “Buscamos demonstrar a colaboração e o trânsito de artistas modernos e contemporâneos entre as ditas “belas artes” e as “artes gráficas” e revisitar publicações e autores das décadas de 1920 a 2000\, não circunscritas ao eixo Rio-São Paulo e nem sempre acessíveis ao público”\, assinalam as curadoras. O olhar sobre as artes gráficas destaca a versatilidade dos artistas brasileiros e as variações das soluções artísticas\, dentro de uma linguagem visual moderna ao longo do século passado. Para as curadoras\, “o que atravessa a exposição é o poder das imagens\, sua difusão para a construção de uma ideia de modernidade em diferentes cidades brasileiras e a estreita cooperação dos artistas com tal projeto”. O casal Ivani e Jorge Yunes começou a colecionar arte e objetos de todas as partes do mundo nos anos de 1970. Como proprietários de editoras também colecionaram livros\, revistas e jornais publicados majoritariamente no Brasil. Para Beatriz Yunes Guarita\, filha do casal e diretora da coleção\, “essa doação vem se somar aos inestimáveis e históricos volumes que a biblioteca do museu já possui\, gerando diálogos e reflexões com o acervo artístico\, além de oferecer oportunidade para que o público possa conhecer e estudar essas publicações”\, e completa: “Partilhar sempre foi nosso maior objetivo.” \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:"Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais" no Memorial da Resistência de São Paulo
DESCRIPTION:Artur Barrio\, “Sombra”\, 1969. Foto: Cortesia memorial da resistência \nA partir do dia 7 de setembro de 2024\, o Memorial da Resistência\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta a exposição Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais\, com curadoria do pesquisador e professor Diego Matos. A mostra é dedicada à memória do projeto homônimo\, responsável pela mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985). \nA mostra resgata a memória do projeto Brasil: Nunca Mais\, empreendida entre 1979 e 1985. A iniciativa foi responsável por sistematizar e produzir cópias\, clandestinamente\, de mais de 1 milhão de páginas contidas em 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM)\, revelando a extensão da repressão política do Brasil no período. \nBrasil: Nunca Mais \nA história do projeto e seus desdobramentos é apresentada junto a testemunhos em vídeo de advogados\, jornalistas e defensores de direitos humanos\, que\, por anos\, tiveram seus nomes mantidos no anonimato: Paulo Vannuchi\, Anivaldo Padilha\, Ricardo Kotscho\, Frei Betto\, Carlos Lichtsztejn\, Leda Corazza\, Petrônio Pereira de Souza e Luiz Eduardo Greenhalgh\, através do programa Coleta Regular de Testemunhos do Memorial; e entrevistas com Dom Paulo Evaristo Arns\, Marco Aurélio Garcia\, Eny Raimundo Moreira e Luiz Carlos Sigmaringa Seixas\, pertencentes ao acervo do Armazém Memória. \nO arquivo de 707 processos judiciais expõe os depoimentos de presos políticos sobre as ações de repressão\, vigilância\, perseguição e tortura do aparato estatal. As cópias desse conteúdo\, que por anos foram mantidas em segurança em acervos preservados na Suíça e nos EUA\, tiveram repatriamento e retornaram ao Brasil em 2011\, onde atualmente encontram-se sob salvaguarda do Arquivo Edgard Leuenroth/Unicamp\, em Campinas. \nO projeto teve apoio do Conselho Mundial de Igrejas e da Arquidiocese de São Paulo\, com participação de Dom Paulo Evaristo Arns (1921–2016)\, arcebispo de São Paulo\, e do Rev. James Wright (1927-1999)\, da Missão Presbiteriana do Brasil Central. \nAlém dos arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais\, a exposição apresenta obras da Coleção Alípio Freire\, sob salvaguarda do Memorial da Resistência\, realizadas por ex-presos políticos como Artur Scavone\, Ângela Rocha\, Rita Sipahi\, Manoel Cyrillo\, Sérgio Ferro\, Sérgio Sister e o próprio Alípio Freire\, durante a permanência em presídios de São Paulo na Ditadura. \nTambém compõem a mostra obras de arte de artistas como Carmela Gross\, Regina Silveira\, Artur Barrio\, Antonio Manuel\, Rubens Gerchman\, Claudio Tozzi e Carlos Zílio\, do Acervo da Pinacoteca de São Paulo\, e obras externas de Rivane Neuenschwander\, Claudio Tozzi\, Carlos Zilio. Rafael Pagatini apresentará uma obra comissionada para a exposição\, ocupando um mural de 100m² na área externa do museu. \nA exposição também lança luz sobre o tempo presente\, oferecendo indícios da importância desse debate hoje na perpetuação das permanentes violências do Estado contra suas minorias e populações vulneráveis.
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LOCATION:Memorial da Resistência de São Paulo\, Largo General Osório\, 66 - Santa Ifigênia\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“A forma do fim: esculturas no acervo da Pinacoteca” na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Advânio Lessa\, Raízes mortas da natureza do cipó\, 2015\n\n\n\n\nA exposição parte da curiosa coleção máscaras mortuárias — moldadas sobre o rosto de pintores como Almeida Júnior e Pedro Alexandrino — para investigar os modos como artistas lidam com o tempo e sua experiência. Reunindo cerca de 40 esculturas\, que vão do século XII aos dias de hoje\, a mostra é uma oportunidade para refletir sobre a linguagem\, ver e rever obras fundamentais do acervo da Pinacoteca.  \nAo entrar no espaço expositivo\, o público se depara com uma escultura medieval do século XII\, que representa Cristo crucificado\, de autoria desconhecida – além de obras do período barroco no Brasil. Na sequência estão as máscaras mortuárias\, além de esculturas de bronze de Brecheret e Liuba Wolf. \nEntre elas\, há a tentativa de artistas do começo do século XX de representar mulheres e homens negros como “tipos brasileiros”. Até o início da pesquisa para essa exposição\, apenas uma dessas esculturas tinha um nome: Maria da Glória (entre 1920 e 1988)\, de Luiz Morrone. Durante a pesquisa de análise da origem desses títulos\, a equipe localizou o nome da modelo para uma escultura de José Cucê\, Irina – que passa agora a integrar o título da obra. \nO COMEÇO  \n“A forma do fim” nasce a partir do olhar para o acervo centenário da Pinacoteca\, que conta com mais de 13 mil obras. Dessas\, quase mil fazem parte da exposição permanente\, “Pinacoteca: Acervo”. \nPensando o acervo como uma plataforma para novas pesquisas e aquisições\, surge o interesse pela coleção de esculturas presentes na Pinacoteca\, na busca de compreender como ela se forma e quais são suas características marcantes que foram desenvolvidas ao longo do tempo. A curadoria buscou perceber essas tendências históricas\, organizando seu discurso a partir daquilo que é recorrente no acervo. \nOBRAS \nUma das máscaras em “A forma do fim” é a do artista Almeida Júnior\, um dos nomes da arte brasileira mais importantes do século XIX\, cuja obra é fundadora da coleção da Pinacoteca. \nRaízes mortas de natureza e cipó (2015 – 2013)\, de Advânio Lessa\, ressignifica a matéria morta\, a transformando em algo vivo através da arte. Dando forma às diferentes dimensões do tempo\, esculturas como Bicho – Relógio de sol (1960)\, de Lygia Clark\, Yuxin (2022)\, de Kássia Borges\, Ferramenta de Tempo (2021)\, de José Adário\, e a performance Passagem (1979)\, de Celeida Tostes\, propõem entender a vida e os fazeres da arte de forma cíclica. \nAs esculturas de Marcia Pastore e Hudinilson Jr. (década de 1980)\, materializam no espaço membros do corpo ou peças de roupa\, registros delicados de suas presenças\, que não se impõem como ordenadoras do mundo. O famoso trabalho de Waltercio Caldas\, A emoção estética (1977)\, é uma pista para compreender essa presença e nossa experiência diante da arte: um par de sapatos parece estar a ponto de flutuar diante da forma – uma maneira de estar diante de algo que nos emociona\, de compreender nossa comoção por meio do diálogo\, investigando a maneira de nos por em relação e\, assim\, imaginar nosso futuro.
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SUMMARY:Inauguração da Casa Bradesco com a mostra “Anish Kapoor – Inflamação”
DESCRIPTION:Vista da exposição “Inflamação” na Casa Bradesco\, com obra “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth”\, de Anish Kapoor. Foto: Joana França/Divulgação\n\n\n\n\nA Casa Bradesco\, centro de criatividade que democratiza e potencializa a criação e apreciação das artes\, inaugura sua programação na Cidade Matarazzo com a exposição “Inflamação”\, de Anish Kapoor. De 15 de setembro a 15 de janeiro\, o espaço convida o público a explorar a “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth”\, uma obra inédita criada exclusivamente para a Casa Bradesco\, junto com outras 18 esculturas representativas de diferentes momentos da carreira do aclamado artista – muitas delas exibidas pela primeira vez no Brasil. Com quatro mil metros quadrados de área expositiva e curadoria de Marcello Dantas\, a mostra oferece um olhar profundo sobre as criações de Kapoor. \nConsiderado um dos nomes mais importantes da arte contemporânea\, Anish Kapoor é conhecido mundialmente por explorar cores\, texturas\, materialidade\, espaço e a relação entre o objeto artístico e o espectador em suas obras. Em seu trabalho\, tais substâncias estão presentes desde os reflexos mais sublimes na superfície líquida até os infinitos de seus vazios. “Vermelho é a cor da terra\, não é uma cor do espaço profundo; é\, obviamente\, a cor do sangue e do corpo”\, declara o artista. Para a mostra “Inflamação”\, Kapoor ajudou a definir várias características do espaço expositivo\, desafiando a arquitetura do local para expandir as possibilidades de significação. É o caso da obra central\, “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth”\, um inflável de grandes proporções que tensiona o edifício por todos os seus cantos. Concebida especialmente para a mostra no Brasil\, a obra evoca uma relação com a inflamação concentrada em um gigantesco órgão\, que pulsa e domina o espaço. A condição que carrega é a fragilidade essencial da existência: o que mantém a obra viva é uma pulsação constante\, ela é viva e dominante. “Tenho o prazer de fazer esta exposição na Casa Bradesco\, dentro da Cidade Matarazzo. A nova obra “Blinded by Eyes\, Butchered by Birth” infla para preencher\, ocultando a arquitetura e ocupando o espaço como forma. Ela contém uma ausência intrínseca – um presente ausente – um não-objeto\,” esclarece. \nE se um espelho fosse capaz de revelar como somos por dentro? É com esse questionamento que Marcello Dantas propõe uma exposição do trabalho de Anish Kapoor. O tríptico “Internal Object in Three Parts” (foto acima\, de 2013-15)\, criado a partir de camadas de silicone e tinta\, lembra pedaços de carne sangrenta e tendões. “Os sinais da inflamação são cinco\, sendo comuns em praticamente todos os processos infecciosos no corpo humano. Esses indicadores são: rubor\, calor\, dor\, edema e perda de função. Mas a inflamação é também o ato de colocar em chamas\, e representa\, ao mesmo tempo\, uma resposta do corpo à infecção e uma resposta social na forma de um levante (“inflamar-se por uma causa”)\,” aponta o curador. \nPara Dantas\, a era em que vivemos é um estado de permanente inflamação\, o que fala de um tempo em que o indivíduo e o coletivo estão em alerta\, continuamente à flor da pele\, diante da impossibilidade de cura e do desejo de transformação\, ou seja\, é a energia da mudança. É nesse contexto que obras como “Wound” (2009) produzem um efeito hipnótico com a possibilidade de vislumbrar dois mundos: o de fora e o de dentro. “Anish Kapoor explora a natureza não verbal da cor com um simbolismo pré-verbal. Sem necessidade de palavras ou mesmo pensamento articulado\, ela funciona como uma rota direta e visceral para a metáfora – o sangue\, material essencial\,” completa. \nA exposição conta ainda com obras mais recentes do artista\, as non-objects (de 2018 e 2019)\, montadas pela primeira vez no Brasil\, são feitas com nanotecnologia Vantablack. O material detém o selo de substância mais escura já produzida pelo ser humano\, absorvendo até 99\,96% da luz visível. Desde 2016\, Kapoor trabalha com este material para explorar temas como escuridão\, interioridade e o vazio.
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SUMMARY:"Circumambulatio – Anna Bella Geiger" no MAC USP
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, Circumambulatio [detalhe]\, 1972-1973. Foto: Thomas Lewinsohn\n\n\n\n\nCircumambulatio (andar em torno de\, em latim) é uma instalação desenvolvida por Anna Bella Geiger e um grupo de alunos do Setor de Integração Cultural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro\, em 1972. A instalação que o Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a partir do sábado\, 21 de setembro\, reúne diapositivos\, sons\, fotografias e papéis manuscritos da versão original\, mostrada pela primeira vez em 1972\, no MAM RJ. No ano seguinte a obra foi exibida e comprada pelo MAC USP por iniciativa de seu diretor\, Walter Zanini. Essa é a primeira vez que o museu remonta a instalação\, desde 1973. Anna Bella Geiger (1933) ocupa papel de pioneirismo na arte abstrata brasileira a partir da década de 1950\, sendo figura chave na exposição de Arte Abstrata no Brasil em Petrópolis (RJ)\, em 1953. De volta dos Estados Unidos\, nos anos de 1960\, dedica-se a gravura em uma “fase visceral” de 1965 a 1968\, em que seus trabalhos envolviam imagens da representação fragmentada do corpo como referência a um possível mapa do microcosmo. Esse trabalho pode ser considerado o início de seu interesse cartográfico\, questionando a limitação da noção sobre os diferentes territórios culturais. A partir de 1972\, como vemos em Circumambalatio\, Geiger começa a procurar novas formas de expressões utilizando meios experimentais dentro da fotografia\, criando fotomontagens\, fotogravura\, xerox\, vídeos e instalações audiovisuais. Para a curadora Heloisa Espada\, docente do MAC USP\, a instalação Circumambalatio “reúne textos e imagens sobre a necessidade humana de se organizar – no nível social e psíquico – em torno de um ponto de referência identificado com um centro”. Geiger e o grupo formado por Abelardo Santos\, Eduardo Escobar\, Lígia Ribeiro e Suzana Geyerhahn\, produziram desenhos diretamente na areia de um terreno nos arredores da Lagoa de Marapendi\, com a ajuda de enxadas\, de um trator ou usando os próprios corpos\, em ações registradas pelo fotógrafo Thomas Lewinsohn. O material deu origem a um audiovisual composto por 109 slides e uma gravação sonora contendo textos de Carl Jung e da equipe\, intercalados com a música experimental de Emerson\, Lake and Palmer e da banda alemã Can. Em seguida\, o grupo realizou extensa pesquisa sobre a ideia de centro\, buscando referências nas artes\, literatura\, filosofia\, história das religiões\, antropologia\, arquitetura e nas ciências naturais\, além de entrevistas nas ruas do Rio de Janeiro. Os resultados foram reunidos num conjunto de 24 folhas contendo citações de autores variados e 20 fotografias em preto e branco reproduzindo obras de arte\, imagens científicas\, obras arquitetônicas e plantas de cidades. “A instalação Circumambulatio é constituída por este material\, que podemos entender como um grande bloco de notas a ser compartilhado com o público\, reunido ao audiovisual com fotos da Lagoa de Marapendi”\, revela a curadora. Na abertura da exposição\, às 10 horas\, acontece um bate-papo com a artista Anna Bella Geiger\, Dária Jaremtchuk\, professora de história da arte do EACH USP e especialista na obra de Geiger e Thomas Lewinsohn\, fotógrafo autor das imagens de Circumambulatio. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:"Dan Lie: deixar ir" no Octógono da Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:“The Reek”\, presente na exposição Preis der National galerie 2024 no Hamburger Bahnhof\, Berlin\, Alemanha. Foto: Nick Ash\n\n\n\n\nDan Lie ocupa o Octógono da Pinacoteca Luz com uma das maiores “instalações-entidades” de sua carreira\, desenvolvida em diálogo com a escala monumental do espaço central do museu. O trabalho utiliza materiais orgânicos\, em exercício de alteridade com espécies visíveis e não visíveis – como matéria em decomposição\, plantas\, bactérias\, fungos e organismos. \n“Deixar ir” é uma experiência sensorial que incentiva o retorno das pessoas\, quando possível\, tendo em vista que a cada visita os cheiros e materiais se transformam\, e é possível observar ciclos de vida e morte. \nA instalação é caracterizada por um trabalho que acontece processualmente: enquanto a flora e fungos brotarão e se desenvolverão\, outros elementos morrerão e entrarão em decomposição\, convidando o público ao exercício de convívio com esses seres e seus ciclos. \nO ESPAÇO \nUma vez no local\, o público se depara com grandes estruturas preenchidas de matéria vegetal\, as “membras”\, que servem de incubadora para a proliferação do mundo orgânico. A instalação é enlaçada por um grande arranjo de flores frescas\, crisântemos\, que secarão ao longo da mostra. A montagem em espiral vai do chão ao teto\, e é contornada por urnas de barro cheias de arroz\, que no processo de fermentação propiciam o surgimento de fungos. \nO trabalho de Lie é um convite à contemplação\, de forma que o público crie uma relação íntima com a instalação.
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SUMMARY:"A Natureza das Coisas - Carlito Carvalhosa" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Carlito Carvalhosa\, “Sala de Espera”\, instalação realizada no MAC USP\, 2013. Crédito: Everton Ballardin\n\n\n\n\nO Sesc Pompeia apresentará a primeira grande retrospectiva das instalações de Carvalhosa\, reunindo uma seleção de obras desenvolvidas para instituições renomadas. O artista\, conhecido por sua exploração de materiais não convencionais\, traz à tona um diálogo profundo entre arte e espaço. A curadoria é assinada por Luis Pérez-Oramas e Daniel Rangel\, com a curadoria adjunta de Lúcia K. Stumpf. \nEsta exposição única permite ao público vivenciar simultaneamente algumas das mais icônicas criações de Carvalhosa\, como Faço Tudo Para Não Fazer Nada\, Já Estava Assim Quando Cheguei\, Linha de Sombra\, Imaterialidade e Sala de Espera. Cada uma dessas obras\, com suas dimensões monumentais e ousadas experimentações formais\, parece reconfigurar o ambiente ao seu redor\, ora tensionando\, ora promovendo uma espécie de apagamento da arquitetura circundante. O resultado é uma experiência sensorial em que a arte e o mundo se entrelaçam em um constante jogo de aproximação e distanciamento \nSala de Espera\, exibida originalmente em 2013 no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo\, seria\, nas palavras de Carvalhosa\, como uma “paisagem deitada”\, em intensa relação com o espaço. Usando postes de madeira de descarte\, que um dia serviram para iluminação urbana e carregam as marcas desse uso\, ele construiu uma trama labiríntica\, desorientadora\, que parece desafiar a arquitetura em torno e o corpo em deslocamento do visitante. O interessante embate original que promoveu com a utopia modernista de Oscar Niemeyer e sua rígida sucessão de colunas brancas\, corporificada no projeto do MAC\, dá lugar agora a uma interessante intersecção com o amplo e sinuoso ambiente projetado por Lina Bo Bardi\, outro grande nome da arquitetura brasileira e responsável pela transformação da antiga indústria da Rua Clélia em fábrica de cultura. \nA interação com o espaço – um dos mais simbólicos da cidade – traz ainda uma novidade: a remoção da vedação que há anos impede a entrada de luz natural pela claraboia do espaço expositivo\, estabelecendo assim uma conexão ainda mais rica com o ambiente externo. \nEm paralelo às grandes criações imersivas\, A Natureza das Coisas traz ainda uma série de documentos\, registros\, anotações e maquetes feitas por Carvalhosa. O material é farto\, já que o artista manteve um registro precioso de suas investigações ao longo de quatro décadas de carreira\, anotados em mais de uma centena de cadernos\, evidenciando um profundo interesse no fluxo e no processo\, como explica Lúcia K. Stumpf\, curadora do Acervo Carlito Carvalhosa e curadora adjunta da mostra no Sesc. \nEvidenciando essa conexão nem sempre aparente entre projeto e obra final\, não será exibida na mostra do Sesc Pompeia a versão final de Já estava assim quando eu cheguei e sim o molde em fibra de vidro usado para a confecção dessa gigantesca montanha de gesso\, semelhante a um Pão de Açúcar flutuando no ar de ponta-cabeça. Uma versão menor da escultura do Acervo Sesc de Arte\, que está exposta de forma permanente no Sesc Guarulhos\, poderá ser vista em A Natureza das Coisas\, reiterando a relação entre cheio e vazio\, positivo e negativo buscada pelo artista e mostrando como Carvalhosa concilia\, paradoxalmente\, peso e leveza\, permanência e instabilidade. \nUma exposição no Instituto Tomie Ohtake também irá celebrar a obra de Carlito Carvalhosa a partir do dia 29 de outubro.
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SUMMARY:"Thomaz Farkas\, todomundo" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Pescadores em Guaratiba\, Rio de Janeiro\, década de 1940. Thomaz Farkas Acervo IMS\n\n\n\n\nThomaz Farkas\, todomundo reúne cerca de 500 itens\, incluindo fotografias\, filmes\, documentos e equipamentos\, e reflete a trajetória inclusiva e colaborativa do artista\, no ano de seu centenário de nascimento. Dividida em eixos\, a exposição explora as facetas de sua atuação como fotógrafo e cineasta\, destacando as séries documentais Brasil verdade e A condição brasileira\, além de filmes como Todomundo e Subterrâneos do futebol\, que revelam sua visão acolhedora e curiosa sobre o país que adotou como lar. A mostra busca recriar o espírito coletivo e generoso de Farkas\, presente tanto na sua produção artística quanto em seu papel como incentivador cultural e empresário\, com a criação da Galeria Fotoptica.
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LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Museu Afro Brasil celebra 20 anos com três exposições
DESCRIPTION:Madalena dos Santos Reinbolt\, Sem título\, 1950-1977. Acervo do Museu Afro Brasil (MAB)\n\n\n\n\nNo dia 23 de outubro de 2004\, Emanoel Araujo (1940-2022) inaugurava o Museu Afro Brasil\, um momento essencial para a valorização das contribuições africanas e afro-diaspóricas para a formação do país. Desde então\, o museu tornou-se um espaço de memória\, resistência e criação\, voltado para o reconhecimento das lutas\, conquistas e legados do povo negro. \nEm comemoração ao seu 20º aniversário\, o Museu Afro Brasil\, uma instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, inaugura no dia 23 de outubro de 2024 três exposições que dialogam com diferentes facetas da arte\, história\, e cultura afro-brasileira: ‘Uma História do Poder na África’\, ‘Popular\, Populares’ e ‘Pensar e Repensar\, Fazer e Refazer’. As mostras estarão abertas para visitação de terça a domingo\, das 10hrs às 17hrs\, e trazem obras que integram o espaço do Museu\, e refletem sobre o passado e o futuro da instituição. \nAs produções expostas reproduzem os desafios que o povo negro enfrenta e reimaginam a trajetória de luta da população preta no Brasil\, reconhecendo a pavimentação desse caminho ao longo dos séculos e seu impacto na sociedade brasileira. \nUma História do Poder na África – Um olhar profundo sobre a centralidade africana \nO Ministério da Cultura apresenta “Uma História do Poder na África”\, inspirada nas ideias de Cheikh Anta Diop\, “Uma História do Poder na África” destaca a relevância da África na formação das civilizações mundiais\, reconhecendo o Egito antigo como parte integrante do continente africano. As obras expostas exploram a intersecção entre passado e presente\, com destaque para relíquias egípcias que reforçam a importância cultural e histórica do Egito para a África subsaariana. \nDois nomes contemporâneos ganham destaque: a angolana Damara Inglês e a guineense Gisela Casimiro\, artistas com obras especialmente comissionadas para essa exposição. Ambas trazem perspectivas atuais que dialogam com o conceito de poder e ancestralidade africana\, contribuindo para uma releitura crítica da arte africana em suas diversas manifestações. \nEntre os artefatos e obras mais marcantes\, estão o Trono do Reino Daomé\, o Banco Luba e a Cabeça de bronze de Yoba\, além de peças raras da antiga civilização egípcia. As conexões culturais entre o Egito e o resto da África\, tão defendidas por Diop\, são evidenciadas ao longo da mostra\, que se divide em cinco núcleos temáticos. \nPopular\, Populares – A pluralidade do ‘popular’ nas artes  \nA exposição “Popular\, Populares” chega em um momento oportuno\, coincidindo com as comemorações dos 20 anos do Museu Afro Brasil. Ela enxerga questionamentos sobre o que é definido como ‘popular’ nas artes\, desafiando as categorizações que rotulam muitas vezes esses artistas como ‘ingênuos’ ou com pouca formação acadêmica. \nA mostra apresenta obras de mestres como Cândido Santos Xavier\, Luiz Antônio da Silva\, Ciça – Cícera Fonseca da Silva\, M. L. C. – Maria de Lurdes Cândido\, Jadir João Egidio\, M. C. M. – Maria Cândido Monteiro\, Mestre Noza\, Manuel Graciano Cardoso\, Mestre Vitalino (e família)\, Véio e Dedé.  \nA pluralidade da arte popular é explorada em várias dimensões\, desde as peças multicoloridas e antropo-zoomorfas até o minimalismo das formas. As obras são expostas em diálogo\, permitindo ao visitante uma experiência imersiva. A viagem começa com os barcos de Exu de Cândido Santos Xavier\, atravessa as memórias e retratos esculpidos da “Família quilombola” de Mauro Firmino e se encerra no realismo fantástico de sereias e seres míticos brasileiros\, com esculturas de Resêndio e Manuel Graciano Cardoso. \nO questionamento sobre o que é ‘popular’ atravessa toda a exposição\, com o museu desafiando visões estereotipadas sobre o lugar dessas produções na história da arte brasileira. A arte popular\, sempre plural\, revela a resistência e a sobrevivência cotidiana de seus criadores. \nPensar e Repensar\, Fazer e Refazer – Reflexões sobre o legado do Museu\, uma linha do tempo da resistência \nAo longo de duas décadas\, o Museu Afro Brasil abrigou e promoveu exposições que celebram a história e a cultura afro-brasileira\, e também desafiam narrativas que limitam o papel dos negros no Brasil e no mundo. Exposições como “Brasileiro\, Brasileiros” (2004)\, “Benin está vivo ainda lá” (2007) e “Isso é coisa de preto – 130 anos da abolição da escravidão: arte\, história e memória” (2018) mostram o esforço do museu em se posicionar como um espaço de luta coletiva.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Popular\, Populares" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:Exposição “Popular\, populares” 2025. Divulgação. \nA exposição Popular\, Populares desafia definições convencionais de arte popular\, explorando a riqueza e a pluralidade das expressões de artistas negros e indígenas. Com obras que vão do antropo-zoomorfismo vibrante ao minimalismo\, a mostra convida o público a repensar fronteiras históricas e culturais que moldam a noção de “popular”. Exibida no subsolo do Museu até maio de 2025\, a exposição busca ampliar o entendimento dessas manifestações artísticas e sua relevância no cenário contemporâneo.
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LOCATION:Museu Afro Brasil\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n\, Portão 10 - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Ocupação Oswald de Andrade" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Oswald na candidatura a Deputado Federal pelo PRT\, 1950. Marilia de Andrade. Foto: Autoria Desconhecida\nPela invenção\, pela surpresa\, pela alegria dos que não sabem e descobrem. Pela contribuição milionária de todos os erros\, pela magia e pela vida. Inspirado nessas energizantes propostas do Manifesto Antropófago e do Manifesto da Poesia Pau-Brasil\, o Itaú Cultural põe no centro do programa Ocupação o dragão devorador que os escreveu: Oswald de Andrade. \nPoeta\, romancista\, dramaturgo\, jornalista\, filósofo e militante\, Oswald – o nome\, ao contrário do que é comum pensar\, pronuncia-se “Oswáld”\, com ênfase na última sílaba – é uma figura central para a cultura brasileira. Sua obra e sua verve marcam o que foi feito na literatura\, no cinema\, na música\, no teatro e nas artes visuais no Brasil\, moldando o século XX. \nNascido em 11 de janeiro de 1890 e falecido em 22 de outubro de 1954 – em 2024 completam-se 70 anos da sua partida –\, Oswald perdia o amigo\, mas não perdia a iconoclastia. Seja por meio de intervenções artísticas que rompiam com certo passado e anunciavam horizontes de criação – como a Semana de Arte Moderna de 1922 e a Revista de Antropofagia –\, seja participando do debate público com sua crítica cultural ou sua atividade política – na coluna “Telefonema” ou no jornal O Homem do Povo\, por exemplo –\, o escritor viveu uma vida de contundência. \nEssa trajetória múltipla e seu legado são apresentados na ocupação por meio de documentos de época\, como fotografias e manuscritos do homenageado\, além das primeiras edições dos seus livros. No recorte da exposição\, destaca-se o teatro de Oswald\, cujo resgate\, com a montagem de O rei da vela pelo Teatro Oficina em 1967\, desencadeou uma revitalização do autor\, potencializada também pelo Tropicalismo e pelos poetas concretos. Esse revigoramento influencia a cultura brasileira até os dias de hoje. \nA Ocupação Oswald de Andrade também se desdobra em uma publicação impressa e em um site. Na publicação – nosso jornal O Oswaldo –\, está em foco a produção jornalística do escritor\, em especial sua cobertura cultural. Já em itaucultural.org.br/ocupacao\, entre outros conteúdos\, o público tem acesso a entrevistas com familiares de Oswald\, textos de referência sobre ele e outros materiais que complementam a ocupação.
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SUMMARY:"Era uma vez: visões do céu e da terra" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Luciana Magno\, “Transamazônica”\, 2014. Performance direcionada para vídeo e fotografia\, 1’11’\n\n\n\n\n“Era uma vez: visões do céu e da terra” é uma exposição coletiva que se organiza como uma viagem no tempo e no espaço para refletir sobre o fim do mundo e a imaginação de outros mundos. A mostra que acontece na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea articula perspectivas de 33 artistas de variadas gerações e origens no Brasil e no mundo\, cujas produções permitem vislumbrar o confronto entre diferentes lógicas de habitar o planeta e\, sobretudo\, inventá-lo; uma viagem no tempo e no espaço para refletir sobre o fim do mundo e imaginar novos inícios. \nA exposição investiga o pensamento cosmológico das pessoas artistas\, desde o período de 1969 – ano que marca os eventos históricos da chegada do homem à Lua e da divulgação do primeiro relatório da ONU sobre “Problemas do meio ambiente urbano” – até os dias de hoje\, em que a relação predatória da humanidade com o planeta colocou as questões ambientais como tema central no debate ao redor do globo. \nEm “Era uma vez”\, as pessoas artistas fazem diagnósticos e imaginam outras realidades possíveis – misturando abordagens documentais\, especulativas e ficcionais. \nDO CÉU PARA A TERRA \nA exposição se divide em três momentos. Ao entrar na Grande Galeria visitantes percorrem uma série de obras que olham para o espaço sideral\, em uma tentativa de conhecer e imaginar para além da Terra. Podem ser vistas obras como Yauti in Heavens (Saturno\, Lua aterrissagem e Lua Chegada) (1988-9)\, de Regina Vater\, My three inches comet (1973)\, de Iole de Freitas\, entre outras\, até chegarem no trabalho de Steve McQueen\, Era uma vez (2002)\, que dá título à exposição. Em 1977\, a NASA envia uma série de fotos para o espaço\, com o objetivo de mandar registros da vida no planeta para extraterrestres. McQueen apresenta 116 dessas imagens\, explicitando uma narrativa nostálgica construída por cientistas norte-americanos\, que reuniram uma finita seleção de imagens que simulam a vida na Terra\, sem considerar questões como a miséria\, guerras e conflitos religiosos. \nNo espaço central da galeria\, artistas olham do céu para um planeta em disputa\, ao mesmo tempo em que pensam sobre formas de se conectarem com a Terra. Em Bovinocultura XXI (1969)\, de Humberto Espínola\, o artista traz um chifre de gado agigantado para tratar das ambivalências do agronegócio\, que destrói o meio-ambiente para gerar riqueza de maneira inconsequente. \nAinda na mesma sala\, a relação das pessoas artistas com o planeta é definida por meio de conexões ancestrais e espirituais. Jota Mombaça\, no filme O nascimento de Urana Remix (2020)\, vive a experiência de se enterrar na terra\, se tornando parte do todo. \nA ESPECULAÇÃO IMAGINATIVA \nCom a ascensão do Antropoceno (termo utilizado para designar o impacto global das atividades humanas no planeta) as pessoas artistas nos convidam a conceber novos mundos\, a partir de movimentos de resistência e de imaginação radical. Nesta parte da exposição\, artistas como Yhuri Cruz se ancoram na especulação imaginativa e nos levam a novos universos\, como o de Revenguê (2023). \nA artista colombiana Astrid González apresenta uma sociedade livre em Drexciya (2023)\, obra que integra vídeos\, imagens\, esculturas e desenhos para criar uma comunidade subaquática descendente de mulheres grávidas que foram jogadas ao mar em travessias de navios que transportavam pessoas escravizadas entre 1525 e 1866. \nArtistas participantes \nAnna Bella Geiger\, Anna Maria Maiolino\, Arthur Luiz Piza\, Astrid González\, Bu’ú Kennedy\, Carla Santana\, Carlos Zilio\, Carolina Caycedo\, Castiel Vitorino Brasileiro\, Celeida Tostes\, Cipriano\, Edival Ramosa\, Erika Verzutti\, Feral Atlas\, Humberto Espíndola\, Iole de Freitas\, Jaider Esbell\, Janaina Wagner\, Jota Mombaça\, Juraci Dórea\, Luciana Magno\, Luiz Alphonsus\, Mariana Rocha\, Mayana Redin\, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)\, Mira Schendel\, Patricia Domínguez\, Regina Vater\, Steve McQueen\, Sueli Maxakali\, Tabita Rezaire\, Uýra Sodoma\, Xadalu Tupã Jekupé e Yhuri Cruz.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Mira Schendel – esperar que a letra se forme" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Mira Schendel\, Sem título (detalhe)\, 1964-1965\n\n\n\n\nMinistério da Cultura\, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam Mira Schendel – esperar que a letra se forme\, uma exposição com curadoria de Galciani Neves e Paulo Miyada\, que explora a presença dos signos gráficos\, da letra e da palavra na produção artística de Mira Schendel (1919–1988). Reunindo mais de 250 obras\, entre pinturas\, monotipias\, desenhos\, cadernos\, objetos gráficos e uma instalação\, a mostra é dividida em sete núcleos\, convidando o público a imergir na presença da palavra na produção artística de Mira e suas interligações. A exposição será inaugurada no dia 24 de outubro\, concomitantemente à exposição Carlito Carvalhosa – A metade do dobro. \nMira Schendel – esperar que a letra se forme integra o programa semestral palavra palavra palavra\, iniciado com o projeto Poesia em presença – Entre cenas\, slam\, spoken word e rap\, e que contará ainda com o lançamento da publicação Caderno-ensaio 2: Palavra. Esta exposição conta com o patrocínio do Nubank\, através do Ministério da Cultura\, via Lei de Incentivo à Cultura\, Programa Nacional de Apoio à Cultura e Governo Federal – Brasil\, União e Reconstrução. \nReconhecida como uma das artistas mais significativas da arte brasileira do século XX\, Mira Schendel nasceu em Zurique\, na Suíça\, com ascendência judaica\, tcheca\, alemã e italiana. Devido à perseguição antissemita\, fugiu para o Brasil em 1949\, onde viveu e produziu grande parte de sua obra\, dialogando com a Poesia Concreta\, o Neoconcretismo e as experimentações artísticas das décadas de 1960 e 1970. \nNeves e Miyada assinalam que Schendel desafiava a si mesma\, buscando formas de atribuir sentido ao efêmero. Foi em um manuscrito da artista\, por exemplo\, que os curadores encontraram o título da exposição\, “esperar que a letra se forme”\, e de lá extraíram também o seguinte trecho\, presente no texto curatorial: \n“A sequência das letras no papel imita o tempo\, sem poder realmente representá-lo. São simulações do tempo vivido\, e não capturam a vivência do irrecuperável\, que caracteriza esse tempo. Os textos que desenhei no papel podem ser lidos e relidos\, coisa que o tempo não pode. Fixam\, sem imortalizar\, a fluidez do tempo.” \nA curadoria estruturou a montagem em sete núcleos sustentados de maneira fluida pela cronologia da artista. No núcleo “Chegada ao Brasil e à palavra”\, que abre a exposição\, o público acompanha o percurso da artista\, desde as representações esquemáticas de objetos até composições abstratas e experimentos com elementos gráficos. Destaque para as obras dos anos 1960\, quando Mira incorpora rótulos e textos em seus trabalhos\, trazendo a palavra escrita para o centro de suas composições. \nEm “Escritura-desenho estruturando espaços”\, estão desenhos feitos com nanquim e carvão que exploram a relação entre palavra e espaço\, combinando letras\, signos gráficos e gestos caligráficos. Segundo a curadoria\, Haroldo de Campos descreveu essa “arte-escritura” de Mira\, na qual o signo gráfico se torna uma questão estética e uma forma de fabulação de espaços. \nEm “A palavra em espiral”\, encontram-se trabalhos que trazem palavras em diferentes idiomas\, sobretudo italiano e alemão\, línguas que a artista herdou dos pais\, que aparecem junto ao português\, língua oficial do Brasil. Para a curadoria: \n“Essa diversidade de expressões e pronúncias efetiva a palavra no trabalho da artista como uma espécie de acontecimento de enunciação de algo\, como se escrever/desenhar as letras e sua decodificação realizassem o que ali está posto. A palavra instaura\, assim\, uma situação.” \nO núcleo “Arte: encontro com o corpóreo” destaca os Toquinhos\, tanto os feitos em papel de arroz quanto os em acrílico. Entre as séries homônimas\, os decalques de letraset são o elemento comum. Em “Refluir de páginas fechadas e abertas”\, estão os cadernos de Mira Schendel. A curadoria aponta que: \n“Essas obras – feitas\, em sua grande maioria\, no ano de 1971 – são exercícios de composição em papéis encadernados\, perfurados\, grampeados ou colados\, como brochuras ou simples aglomerados de páginas. A artista utilizou centenas de conjuntos de folhas\, de muitas dimensões\, que\, compreendidos em sua sequencialidade\, formam um percurso no tempo e no espaço.” \nCompletam a exposição os núcleos “Monotipias e objetos gráficos”\, duas das mais conhecidas séries da artista\, e “Ondas paradas de probabilidade\, um sussurro”\, que apresenta a instalação “Ondas Paradas de Probabilidade”\, sua obra de maior dimensão. \nParalelamente à mostra de Mira Schendel\, o Instituto Tomie Ohtake inaugura Carlito Carvalhosa – a metade do dobro\, a primeira retrospectiva abrangente sobre a produção artística de Carlito Carvalhosa (1961–2021). Com cerca de 150 obras que datam de 1984 a 2021\, a mostra tem curadoria conjunta de Ana Roman\, Lúcia Stumpf\, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada.
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SUMMARY:"Carlito Carvalhosa – A metade do dobro" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Carlito Carvalhosa\, Sem título (detalhe)\, 2011. Crédito: Flavio Freire\n\n\n\n\nMinistério da Cultura\, Livelo\, Grupo CCR e Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição Carlito Carvalhosa – A metade do dobro\, a primeira retrospectiva abrangente sobre a produção artística de Carlito Carvalhosa (1961–2021). Com cerca de 150 obras\, que datam de 1984 a 2021\, a mostra percorre quase quarenta anos de carreira\, reunindo muitos exemplos da constante experimentação do artista com diferentes materialidades\, navegando entre os limites da pintura\, escultura e instalação. A exposição será inaugurada no dia 24 de outubro\, concomitantemente à exposição Mira Schendel – Esperar que a letra se forme. \nCom curadoria conjunta de Ana Roman\, Lúcia Stumpf\, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada\, a exposição é dividida em sete núcleos\, ocupando três salas do Instituto. Sem seguir uma ordem cronológica\, a mostra é permeada por rebatimentos entre permanências e tensões. Como afirma Ana Roman\, “essa oscilação entre a presença e a ausência no espaço\, entre o visível e o oculto\, é um tema central que atravessa as várias fases da produção de Carvalhosa”. Esta exposição conta com o patrocínio da Livelo e do Grupo CCR\, por meio do Instituto CCR\, na Cota Apresenta\, e do BMA Advogados na Cota Prata\, através do Ministério da Cultura\, via Lei de Incentivo à Cultura\, Programa Nacional de Apoio à Cultura e Governo Federal – Brasil\, União e Reconstrução. \nO primeiro núcleo expositivo\, o único cronológico\, traz pinturas do início da carreira na Casa 7\, ateliê que reunia\, além de Carvalhosa\, Fábio Miguez\, Paulo Monteiro\, Rodrigo Andrade e\, posteriormente\, Nuno Ramos\, jovens artistas unidos por laços de amizade e por propósitos estéticos comuns. Estão lá\, por exemplo\, duas obras do artista de 1985 que compuseram A Grande Tela na 18ª Bienal de São Paulo. Paulo Miyada nos conta que as pinturas de Carvalhosa “são maiores que seu corpo\, transbordam massa de tinta manuseada com vigor\, e trazem alusões tanto a figuras mundanas quanto a estilemas da história da arte recente. Desse encontro iniciático com a ideia da pintura\, Carlito sai com um impulso que nunca mais abandonaria: o interesse pelo que existe de tátil na produção de imagens\, pelo háptico subjacente ao ótico”. \nA seção seguinte tem como destaque uma parede de encáusticas produzidas entre 1988 e 1991. São obras que\, segundo Lúcia Stumpf\, “a partir da mistura de cera e terebentina\, com pouco pigmento\, resultam em pinturas ricas em camadas matéricas e texturas\, privilegiando a cor e a transparência da cera. Já as obras em cera policromáticas são compostas pela sobreposição de camadas\, em um procedimento que remete à colagem”. Essas obras estão posicionadas em diálogo frontal com os espelhos graxos\, feitos a partir de 2003. O fascínio pelo espelho perdurou por anos\, e com ele o artista produziu dezenas de peças\, com as mais variadas cores\, processos\, formatos e técnicas. \nO núcleo seguinte traz um conjunto expressivo dos dedinhos\, trabalhos muito característicos da produção de Carvalhosa\, feitos em cera\, com 30×30 cm\, que formam uma espécie de mosaico. O mesmo espaço abriga as ceras perdidas\, o primeiro conjunto escultórico de Carvalhosa\, produzido em 1995. Originalmente altas\, as peças foram moldadas por abraços do artista no bloco de cera maleável\, trazendo sua estrutura corporal para a obra. Com o passar dos anos\, elas murcharam e perderam altura\, ganhando outra expressão plástica\, bastante diferente da original. \nO visitante ingressa na sala seguinte pela instalação Qualquer direção\, de 2011\, uma das primeiras que o artista realizou com lâmpadas fluorescentes. Mais uma vez\, a obra está em diálogo\, agora com as pinturas feitas em chapas de alumínio. O núcleo seguinte traz alumínios brancos em diálogo com esculturas de porcelana. Para Stumpf\, “as monotipias e pinturas em gesso rebatem os contornos orgânicos das esculturas\, que\, por sua vez\, ofuscam o olhar do espectador com sua superfície reflexiva”\, completa a curadora. Nesse núcleo\, ainda estão alguns toquinhos\, obras que rememoram as grandes instalações de postes. \nO último núcleo traz os trabalhos do fim da carreira. São obras feitas em cera que dialogam com os dedinhos. Agora menos orgânicas\, essas pinturas\, que marcam o retorno à cera\, foram realizadas a partir de 2017 com o uso de moldes\, seguindo esquemas geométricos e utilizando cores vibrantes. Luis Pérez-Oramas conclui que “se há uma coisa que me parece caracterizar a obra de Carlito Carvalhosa\, em todas as suas fases e em suas realizações mais emblemáticas\, é o exercício permanente de chegar não ao fim\, mas ao começo\, não ao ato final\, mas à potência\, não à forma clara e definida\, mas ao seu estágio larval\, impuro\, onde residem todas as suas possibilidades”\, completa.
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SUMMARY:"Paisagens Temporais: Perspectivas em Evolução" na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Obra de Joseca Mokahesi Yanomami. Crédito: Filipe Berndt\n\n\n\n\nMeio ambiente e as transformações que pedem ações urgentes dão o tom para a última exposição do ano\, que a Almeida & Dale abre dia 26 de outubro. \nPaisagens Temporais: Perspectivas em Evolução tem obras de Djanira da Motta e Silva\, Eleonore Koch\, Farnese de Andrade\, Ione Saldanha\, José Leonilson\, Joseca Mokahesi Yanomami\, Marlene Almeida\, Tomie Ohtake e Vivian Caccuri\, selecionadas pela curadora María Inés Rodríguez \nSegundo o que sugere a filósofa Isabelle Stengers no Manifesto for Slow Science\, é fundamental desacelerar e estarmos abertos a formas de conhecimento inclusivas\, não hegemônicas e coletivas\, que reconsiderem a separação entre cultura e natureza\, promovendo uma consciência ecológica profunda. Para a curadora María Inés Rodríguez\, este é o ponto de partida para apresentar a exposição Paisagens Temporais: Perspectivas em Evolução\, que a Almeida & Dale abre para o público no próximo dia 26\, às 11h. \nA proposta é abrir um diálogo entre gerações de artistas cujas obras abordam a transformação constante da natureza e as incertezas que definem o ambiente ecológico atual. Pelas instalações de Marlene Almeida e uma seleção de obras do acervo da coleção da Almeida & Dale\, incluindo Tomie Ohtake\, Farnese de Andrade\, Eleonore Koch\, Djanira da Motta e Silva\, Ione Saldanha e Leonilson\, além de Joseca Yanomami e Vivian Caccuri\, representados pela Millan\, a sequência de obras revela uma continuidade delicada\, mas significativa\, entre diferentes territórios\, tempos e práticas artísticas. “O tecido visual não só documenta as mutações ambientais\, como também\, por intermédio das propostas artísticas\, nos convida a repensar as ecologias que surgem como resposta à crise global\, tanto em suas dimensões materiais quanto simbólicas”\, escreve a curadora. \nTemperaturas ora elevadas\, ora abaixo da média\, chuvas fortes\, ventanias\, a chegada de furacões e tornados\, queimadas e o descompasso iminente das questões da natureza estão em pauta em todo o mundo. Para compor esta mostra\, uma seleção de obras transcende seu papel de testemunha da deterioração causada pelos séculos de extrativismo e joga luz ao colapso ambiental e a urgente necessidade de uma transição energética. “Muito além de indicar uma problemática\, as obras erguem-se como plataformas\, a partir das quais são propostas formas alternativas de imaginar e habitar o mundo”\, aponta María Inés Rodríguez. \nO compromisso de Marlene Almeida\, eixo central da exposição\, com o uso de materiais locais e sustentáveis\, profundamente ancorado em uma prática que privilegia os recursos que respeitam o meio ambiente\, destaca uma reflexão crítica sobre as formas em que as cadeias de produção e consumo têm impacto tanto local quanto globalmente. Este enfoque questiona a relação extrativa que é mantida com o planeta e propõe um caminho para práticas regenerativas que convidam a imaginar outras formas de convivência. \nNa exposição\, o foco se dá na proposição de um espaço no qual se entrelaçam diversas narrativas estéticas\, ecológicas e culturais\, todas elas comprometidas com a busca por novas formas de resistência e regeneração diante das crises contemporâneas. \nAo conectar o local com o global\, Paisagens Temporais propõe outra escala e dimensão de decisões a serem tomadas em torno da transição energética. “As obras que integram a mostra podem articular e gerar possibilidades de ação coletiva e criativa para a regeneração ambiental\, estimulando aos espectadores a imaginarem formas de vida mais sustentáveis e justas”\, completa a curadora.
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LOCATION:Almeida & Dale\, Rua Fradique Coutinho\, 1360 – Pinheiros\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Pã sem flauta" de Antonio Hélio Cabral na DAN Galeria
DESCRIPTION:Antonio Hélio Cabral\, “Fala D. João 13” (detalhe)\, 2015. Crédito: Nelson Kon\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA DAN Galeria abre\, no dia 26 de outubro\, a exposição “Pã sem Flauta”\, com 26 obras inéditas do artista Antonio Hélio Cabral\, cuja produção com a pintura remonta à década de 1970. A mostra marca a nova parceria do artista com a galeria\, que passa a representá-lo. Com curadoria de Luiz Armando Bagolin\, a exposição estará aberta até 8 de março de 2025. \nCriadas\, em sua maioria\, entre 2022 e 2024\, as obras exploram possibilidades variadas\, sem abandonar a ironia presente nos títulos e grafismos. Em combinações vibrantes\, as telas revelam figuras emergentes\, criadas de forma intuitiva e sem intenção representativa\, com sobreposições de tintas que dão vida a corpos e cabeças. \n“Penso a figura como derivada da pintura. O contrário disto\, figura pintada\, é tudo que não desejo”\, afirma Cabral. “Enquanto crio\, surgem\, desaparecem e reaparecem outras subfiguras. Muitas vezes\, a pintura final não reflete a motivação inicial”\, completa. \nA literatura\, filosofia e mitologia são inspirações recorrentes. A obra “Pã sem Flauta” (2023)\, título da mostra\, faz referência ao deus grego Pã\, reinterpretado em um cenário pastoral. Já “Lótus” (2020) evoca o Oriente e a flor da pureza\, e inclui referência ao álbum O Lótus Azul\, de Tintim. O toque de magia de A Tempestade\, de Shakespeare\, batiza o óleo “Próspero” (2023)\, inspirado no protagonista da peça. \nCabral homenageia também poetas italianos: “Leopardi” reflete o ceticismo e melancolia do poeta Giacomo Leopardi\, enquanto “Petrarca” sugere uma ideia de retrato renascentista. Entre as telas mais antigas\, destaca-se “Fala D. João 13” (2015)\, inspirada em um poema de Cabral de 1995\, parte de uma série que explora a visão do navegador português D. João II. \nOutras obras na mostra incluem “Sète” (2017)\, “Figura Nácar” (2017)\, “Autorretrato” (2018)\, “Pan Sírinix” (2018)\, “Filo” (2020)\, “Ícaro” (2020)\, “Silvos” (2020)\, “Sabinas” (2021)\, “Ponty” (2022)\, além de seis obras Sem título e recentes de 2023\, como “Luas”\, “Nácar”\, “Sófia”\, “Io”\, e “Pino” (2024).
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SUMMARY:"América pré-colombiana: corpo e território" na Casa Museu Ema Klabin
DESCRIPTION:Cântaro antropomorfo. Chancay (900 d.C – 1476 d.C). Costa central do Peru- CIJY – MAE – USP. Foto: Massapê Audiovisual / Sergio Zacchi\n\n\n\n\n A Casa Museu Ema Klabin realiza até o dia 23 de fevereiro de 2025\, a exposição América pré-colombiana: corpo e território\, que apresenta mais de 90 peças arqueológicas de diversas civilizações pré-colombianas que habitaram as Américas por mais de 15 séculos. Com curadoria de Daniela La Chioma e Emerson Nobre\, a exposição reúne peças da Coleção Ema Klabin\, do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP)\, da Coleção Ivani e Jorge Yunes e de coleções particulares. \nA mostra apresenta peças datadas entre 1800 a.C e 1750 d.C\, produzidas em cerâmica\, metais\, têxteis\, pedra e concha. Muitos destes artefatos são expostos pela primeira vez. A exposição explora a diversidade cultural e as concepções sobre corporalidade dos povos originários por meio de três eixos narrativos: corpo\, mito e natureza\, e sonoridades. \nA representação dos corpos nas peças era uma característica central na produção de várias culturas na América indígena. Além disso\, as sonoridades desempenhavam um papel crucial na experiência corporal e mítica. As sociedades ameríndias criaram diversos instrumentos musicais utilizados tanto em rituais quanto como forma de comunicação a longa distância. \n“A principal mensagem que queremos transmitir aos visitantes da exposição América pré-colombiana: corpo e território é que a América\, antes da chegada dos europeus\, era um continente extremamente diverso\, com grande sofisticação cultural\, ecológica e tecnológica. Os modos de vida destes povos antigos têm muito a nos ensinar sobre as relações em harmonia com a natureza e com a sustentabilidade”\, afirma a curadora da exposição\, Daniela La Chioma\, doutora em arqueologia pelo MAE-USP. \nSegundo Emerson Nobre\, a exposição foi planejada levando em consideração a maneira como os povos indígenas das Américas entendem e vivenciam o corpo humano. “Desde a concepção desta exposição\, percebemos que muitas das temáticas poderiam ser norteadas pela noção de corporalidade ameríndia\, segundo a qual ‘o corpo é o lugar pelo qual as pessoas são socializadas’. Os povos que produziram esses objetos são os ancestrais dos povos que habitam o nosso continente hoje e as histórias desta mostra não dizem respeito apenas ao passado\, mas também aos povos indígenas que há milhares de anos habitam este continente e vivenciam as suas corporalidades”\, analisa o curador da exposição\, que é mestre em arqueologia pelo MAE-USP e especialista em coleções arqueológicas da Amazônia.
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SUMMARY:"Mupotyra: arqueologia amazônica" no MuBE
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia inaugura no dia 26 de outubro a exposição “Mupotyra: arqueologia amazônica”. Partindo de estudos que indicam que a ação de povos indígenas ancestrais teria sido determinante para a formação da Floresta Amazônica\, a mostra reúne arqueologia\, arte e meio ambiente para discutir a ocupação da região e os impactos da exploração excessiva dos recursos naturais em prol do desenvolvimento. Mupotyra significa florescer em Nheengatu\, língua geral amazônica. Ao revisitar o passado\, a exibição propõe um chamado de consciência para imaginarmos novos futuros\, de forma sustentável.  \n“Como Museu de Ecologia\, acreditamos ser papel do MuBE trazer para o público discussões sobre a questão ambiental\, e a Amazônia está no centro desta pauta. Esta exposição é também uma forma de contribuição do MuBE à preparação para a COP de 2025\, em Belém.” diz a Presidente do MuBE\, Flavia Velloso. \nAbre a exposição a inédita coleção de Ricardo Cardim\, que retrata a propaganda do projeto desenvolvimentista da ditadura militar através de uma política de exploração intensa\, e propõe uma reflexão sobre como chegamos à destruição qe vemos hoje.  \nA mostra traz para o público parte importante de uma das principais coleções de arqueologia e etnologia da Amazônia do mundo\, o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP\, com diversos artefatos que revelam o conhecimento altamente qualificado e o processo de resistência dos povos indígenas no Brasil.  \nEntre acessórios como coroas\, cocares\, cestas\, vestimentas e peças de cerâmicas\, o passado nos ensina a pensar sobre o futuro\, evidenciando práticas milenares dos povos originários que fomentaram a rica biodiversidade da região. Entre elas a identificação de vestígios de complexas redes de caminhos e grandes agrupamentos humanos datadas de 2.500 anos feitas de materiais perecíveis\, como madeira e palha\, e o desenvolvimento de um sistema de construção com aterros artificiais que permitiram a ocupação permanente dos campos alagáveis\, na Ilha do Marajó (PA). \nCom expografia de Marcelo Rosenbaum\, junto aos objetos arqueológicos e etnográficos são exibidas obras contemporâneas feitas por artistas que entram em diálogo e em tensão com o material histórico. Com destaque\, os artistas indígenas participantes da mostra promovem a criticidade da arte indígena no contexto contemporâneo\, não apenas como expressão artística em si\, mas também como atos de resistência\, conectando-se às raízes que as sustentam. \nA mostra evidencia a importância das pesquisas arqueológicas\, principalmente para a compreensão do papel dos povos indígenas no manejo dos territórios e a contribuição para a diversidade ambiental\, como o plantio de espécies de árvores ao longo de trilhas e nas roças. Na exposição\, essa ação milenar é apresentada em um projeto de Thiago Guarani  que propõe\, a partir dos conhecimentos indígenas\, a criação das paisagens que compõem as áreas de floresta da Amazônia na atualidade.  \nCom entrada gratuita\, a exposição fica em cartaz no MuBE até o início de 2025 e conta também com programas educativos\, visitas guiadas e atividades especiais nos ateliês abertos aos finais de semana.  \nArtistas participantes: Yaka Huni Kui\, Uýra\, Thiago Guarani\, Tainá Marajoara\, Rita Huni Kuin\, Pedro David\, Keyla Palikur\, Jaider Esbell\, Gustavo Caboco\, Gê Viana\, Frederico Filippi\, Elisa Bracher\, Denilson Baniwa e Lilly Baniwa\, Coletivo Artistas Pelo Clima\, Cassio Vasconcellos e Maurício de Paiva. 
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SUMMARY:"Judeus na Amazônia" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Sergio Zalis Família Levy em Maués-AM – Série “Hebraicos da Amazônia” 1981 Impressão Fine art. Cortesia do artista\n\n\n\n\nHistórias fascinantes merecem ser contadas e compartilhadas. A presença de judeus na região amazônica é uma delas. Maior exposição realizada pelo Museu Judaico de São Paulo desde sua inauguração em 2021\, Judeus na Amazônia abre suas portas ao público no dia 2 de novembro. Reunindo mais de 220 itens entre obras de arte\, vídeos\, documentos históricos e fotográficos\, a mostra propõe dar conta de um capítulo pouco conhecido da história brasileira: a imigração judaico-marroquina para a Amazônia\, que aconteceu entre 1810 e 1930\, trazendo centenas de famílias que viviam em cidades como Tânger\, Tetuan\, Fez e Marrakesh. Na região se estabeleceram como regatões\, os mascates dos rios\, e atuavam no período do auge da economia da borracha levando e trazendo mercadoria das cidades para os seringais.  \nCom curadoria conjunta de Aldrin Moura de Figueiredo\, Ilana Feldman\, Mariana Lorenzi e Renato Athias\, a panorâmica é fruto de uma pesquisa de dois anos realizada pelo Museu e ocupa três andares de sua sede. Subdividida em 13 núcleos temáticos\, os espaços exibem recortes como embarcações\, trocas comerciais\, mulheres\, ativismo ambiental\, rituais e os entrelaçamentos entre a cultura judaica\, marroquina e amazônica. Com obras de artistas como Claudia Andujar\, Donna Benchimol\, Thomaz Farkas\, Arieh Wagner\, Sergio Zalis\, Abrão Bemerguy e Mady Benzecry – além de três obras comissionadas –\, o projeto propõe um olhar ampliado sobre como a cultura judaica se ambientou em diferentes localidades amazônicas\, influenciando e sendo influenciada\, sem perder suas raízes.  \n“O desejo foi abarcar o contexto histórico e documental trazendo à vida\, as histórias pessoais e familiares dessa que é uma das primeiras comunidades judaicas a se estabelecer no Brasil.”\, explica a Mariana Lorenzi\, ressaltando que a pesquisa não se limitou às capitais Manaus e Belém\, mas estendeu-se por cidades como Gurupá\, Cametá\, Alenquer\, Parintins\, Itacoatiara\, Maués\, Macapá e Breves\, entre muitas outras. A pesquisa de campo incluiu visitas a antigos cemitérios – um levantamento aponta que mais de 30 deles teriam existido na região – arquivos institucionais e familiares\, e sinagogas. Antes da exposição\, o Museu realizou seminários preparatórios sobre a presença judaica na Amazônia que aconteceram em São Paulo\, Belém\, Manaus e Manaus e São Luiz do Maranhão. \n“Foi um desafio fazer o levantamento da maior variedade possível de materiais\, uma construção ativa de encontrar e mobilizar as pessoas que fazem parte daquela história. Além disso\, houve a preocupação de mesclar os objetos  históricos com uma produção de arte contemporânea\, seja por meio de artistas judeus provenientes da Amazônia\, como Mady Benzecry\, ou artistas judeus que atuaram na região\, como o fotógrafo Thomaz Farkas”\, complementa a curadora. Ela também ressalta a importância de Samuel Benchimol (1923-2002) e outros pesquisadores que se debruçaram anteriormente sobre o tema. Inclusive foi usada uma ampla bibliografia como base de pesquisa. Outro aspecto importante\, é a importância do contexto do ciclo da borracha para o entendimento desses fluxos migratórios.  \nTrês obras foram comissionadas especialmente para a mostra. O jovem pintor paraense Diego Azevedo trabalhou a partir de fotografias históricas para fazer o retrato de duas mulheres ímpares na história da região: a escritora Sultana Levy Rosenblatt e a jornalista Feliz Benoliel. A premiada videoartista Janaina Wagner apresenta um filme em Super 8 inspirado pelos dialetos falados pelos judeus que se estabeleceram na região amazônica. Por fim\, haverá uma obra do coletivo paraense Letras que flutuam \, grupo de abridores de letras – técnica regional de pintar letras decorativas nos barcos. \nAos comissionamentos\, somam-se obras de Abrão Bemerguy\, Mady Benzecry\, Donna Benchimol\, Arieh Wagner\, Felipe Goifman\, Sergio Zalis\, Thomaz Farkas\, Claudia Andujar\, Hannah Brandt\, Paul Garfunkel\, Renato Athias\, Bruno Barbey\, Berta Gleizer Ribeiro\, Noel Nutels\, pertencentes a acervos importantes como o do Museu de Arte do Rio (MAR)\, Instituto Moreira Salles (IMS)\, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)\, entre outros.  \nUm núcleo dedicado a rituais – como a religião era vivida na Amazônia – ocupa a área da sinagoga\, reunindo um objeto raro: uma Torá de mais de quatrocentos anos\, chegada ao Brasil na bagagem de um imigrante do Marrocos. Uma grande linha do tempo ilustrada\, depoimentos de história oral e o documentário “O Rio dos Cohen”\, de Felipe Goifman\, também fazem parte dos conjuntos apresentados.  \nPara Felipe Arruda\, Diretor Executivo do Museu Judaico\, a exposição reforça a vocação da instituição para criar pontes entre a cultura judaica e uma gama ampla de repertórios\, comunidades e linguagens artísticas. “Esse projeto é fruto de uma imersão pautada pela escuta das pessoas que diariamente sentem\, cultivam e vivem suas identidades judaico-amazônicas. A pesquisa surgiu quase que simultaneamente à criação do Museu e dá continuidade à missão de apresentar a pluralidade da identidade judaica\, sempre em diálogo com a diversidade cultural brasileira e com os temas basilares do contemporâneo”.   \nA exposição “Judeus na Amazônia” é apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com patrocínio do Santander Brasil\, da Gera Amazonas e apoio da Bemol e CIAM.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"KAIUMALO" de Kaya Agari na Carmo Johnson Projects
DESCRIPTION:Vista de exposição “KAIUMALO” de Kaya Agari. Foto: Samuel Esteves\n\n\n\n\n\n\n\n\nA Galeria Carmo Johnson Projects apresenta a primeira exposição individual da artista Kaya Agari\, “KAIUMALO”\, com abertura no dia 02/11\, sábado\, das 13h às 19h\, em seu espaço localizado no bairro Alto de Pinheiros\, em São Paulo. \nCom trabalhos recentemente produzidos especialmente para a mostra\, “KAIUMALO” tem a curadoria de Paula Borghi\, que acompanha a produção da artista há anos e se aprofundou na cultura Kurâ-Bakairi durante uma imersão em Mato Grosso\, na aldeia Kuiakware e em Cuiabá\, onde Kaya vive com sua família. \nComo menciona Borghi em seu texto curatorial: “Em sua primeira individual\, somos convidados a adentrar nas cosmologias Kurâ-Bakairi e no mundo de Kaya Agari\, que abre as portas de sua casa\, apresenta sua família e compartilha o mingau na cuia conosco. Não por acaso a mostra leva o sobrenome de sua ningo (avó) Vilinta Kaiumalo\, que\, mesmo não estando mais entre nós\, permanece viva na história familiar de Kaya. Esta é uma homenagem a ela e à família materna da artista\, com três vestidos representando três gerações\, pintados por Kaya e costurados por sua mãe.” \nA curadora destaca a importância dos grafismos na produção de Kaya Agari: “Os grafismos da pintura corporal Kurâ-Bakairi variam entre homem\, mulher e criança\, inspirando-se em animais como libélula\, onça\, sucuri\, peixe e jabuti. Em muitas culturas indígenas\, vestir-se com um grafismo é tornar-se um pouco aquele animal. Kaya faz com que suas pinturas vistam as paredes do ‘cubo branco’ com a presença simbólica dos animais\, trazendo um vislumbre de um futuro ancestral.” \nA artista apresenta pela primeira vez um trabalho em vídeo e uma instalação: “No vídeo\, a mãe de Kaya prepara um pagu de tapioca em seu fogão de lenha\, discursando em Karib sobre o papel da cuia e do mingau na cultura Kurâ-Bakairi. Na instalação\, cuias com os nomes dos familiares maternos de Kaya formam uma árvore genealógica\, desde os mais antigos no topo até os mais jovens abaixo\, levando a família de Kaiumalo para participar da mostra em sua homenagem.” \nEm “KAIUMALO“\, Kaya Agari proporciona uma reflexão sobre a influência ancestral em sua produção\, mostrando como a cosmovisão Kurâ-Bakairi permeia suas criações. A exposição destaca a conexão da artista com sua herança cultural e o valor da memória e da tradição na expressão artística contemporânea. Como lembra a curadora\, “Kaya nos mostra que\, embora esta seja uma exposição individual\, ela sempre estará acompanhada de sua avó e de todos os seus familiares.”
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SUMMARY:"Onde há fumaça: arte e emergência climática" no Museu do Ipiranga
DESCRIPTION:Jaime Lauriano\, “Independência e Morte”\, 2022. Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nOs olhos ardem\, a garganta resseca\, as narinas queimam e os pulmões sufocam. É a vida humana em risco. A trajetória pensada antes como necessária para um mundo melhor agora é desafiada por queimadas\, enchentes\, altas e baixas temperaturas\, secura do ar. Ao promover a exposição “Onde há fumaça: arte e emergência climática”\, o Museu do Ipiranga questiona a ideia de progresso ainda predominante\, que gera a situação atual de emergência climática. O público está convidado a fazer parte dessa reflexão a partir de 5 de novembro\, data de abertura da nova mostra temporária\, que terá entrada gratuita. \nA curadoria do Micrópolis\, grupo formado pelos arquitetos e pesquisadores Felipe Carnevalli\, Marcela Rosenburg e Vítor Lagoeiro\, coloca o acervo histórico ao lado de obras contemporâneas para dar visibilidade ao processo de degradação ambiental e social ao longo do desenvolvimento urbano do Brasil. “Muitas imagens que encontramos no acervo trazem\, de alguma forma\, indícios da emergência climática que enfrentamos hoje. Diversas dessas obras históricas estão fortemente ancoradas no tripé da monocultura\, latifúndio e escravidão. E são essas representações coloniais que inauguram a ideia de Brasil”\, afirma o curador Vítor Lagoeiro. \nÉ a primeira vez desde a reabertura que uma mostra no Museu do Ipiranga tem uma curadoria inteiramente externa. Esse é mais um passo da instituição para acolher a participação da sociedade e contar narrativas de grupos não-hegemônicos. “Nos preocupamos em usar a memória e o patrimônio histórico como ferramentas de diálogo com o presente. Por isso\, conectar nosso acervo com questões contemporâneas\, como a emergência climática\, é pauta central para a instituição. Assim\, cumprimos nosso papel de produzir conhecimento histórico e de estimular discussões que impactam diretamente a sociedade e o futuro do planeta”\, diz a professora doutora Aline Montenegro Magalhães\, chefe da Divisão de Acervo e Curadoria. \nPinturas e fotografias de mestres\, como Benedito Calixto e Henrique Manzo\, dialogam com trabalhos dos artistas Alice Lara\, André Vargas\, Bruno Novelli\, davi de jesus do nascimento\, Anderson Kary Bayá\, Jaime Lauriano\, Luana Vitra\, Mabe Bethônico\, Roberta Carvalho\, (Se)cura humana\, Uýra Sodoma e Xadalu Tupã Jekupé. A justaposição permite analisar como a colonização do território e a construção da nação estão pautadas na ideia de civilização versus barbárie\, da cultura possível versus natureza impossível. \nA iniciativa com artistas de diferentes origens\, entre elas quilombolas e indígenas\, traz outras possibilidades de interpretação da história e dos sentidos de transformação para o país. É um convite para pensar caminhos para combater o caos climático que gera desigualdade social\, fome\, sede e morte. \n“As obras contemporâneas de diferentes maneiras perpassam o universo do agronegócio\, das florestas devastadas\, da secura dos rios\, do racismo ambiental e da exploração dos corpos\, mas também trazem a resistência do que resta\, a potência do que se imagina e a esperança do que se constrói coletivamente”\, afirma a curadora Marcela Rosenburg. \nA exposição ainda inclui trabalhos dos pesquisadores Ed Hawkins\, cientista britânico do clima\, criador das espirais climáticas e riscas de aquecimento\, e Eduardo Góes Neves\, ambientalista brasileiro atuante na Amazônia; e dos ativistas\, projetos e movimentos sociais Assentamento Terra Vista\, Márcio Verá Mirim\, Redes da Maré e Hãmhi Terra Viva. \n“Entendemos o Museu como um lugar de produção de conhecimento que\, para além da arte\, também está no ativismo\, na vida cotidiana e nas questões ambientais. Vemos o Museu como espaço de diálogo entre campos do saber\, por isso o desejo de trazer\, junto das obras dos artistas\, trabalhos que não estão no contexto artístico\, mas que subvertem a própria ideia de arte quando colocados nesse lugar”\, comenta o curador Felipe Carnevalli.
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LOCATION:Museu do Ipiranga\, 20 R. dos Patriotas Vila Monumento\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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