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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Novo Poder: passabilidade" de Maxwell Alexandre no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Com um conjunto de cerca de 56 obras\, a mostra Novo Poder: passabilidade\, do artista carioca\, Maxwell Alexandre\, oferece uma experiência reflexiva sobre a interseção entre identidade\, poder e passagem. Sua produção desafia estereótipos e narrativas dominantes\, propondo provocações sobre as realidades sociais e culturais do Brasil. \n\n\n\nA exposição individual da série\, que foi realizada em fevereiro de 2023\, em Madrid (Espanha)\, e que ganhou desdobramento no 1º Pavilhão Maxwell Alexandre\, localizado no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro)\, ocupará o espaço Arte I (5º andar)\, no Sesc Avenida Paulista\, entre 19 de abril e 29 de setembro de 2024. \n\n\n\nVencedor do prêmio Pipa 2021\, Maxwell\, na série Novo Poder: passabilidade\, trata da ideia da comunidade preta dentro de galerias\, museus\, centros culturais e fundações. \n\n\n\nEm suas obras\, o artista dá ênfase a três signos base: as cores preta\, branca e parda. A cor preta é manifestada pela representação dos personagens; a cor branca aponta para o espaço expositivo\, assim como o conhecimento acadêmico\, e a cor parda representa a obra de arte e também faz referência ao próprio papel\, que é o suporte principal da série. \n\n\n\n“A Moda e a Arte são dois campos da cultura hegemônica ocidental que se consolidaram a partir da modernidade\, cada um com suas especificidades\, tendo como ponto em comum a forte influência que ambos exercem na construção de distinções sociais”\, conta Maxwell.
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SUMMARY:"Um Defeito de Cor" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Marcio Vasconcelos\, Tessi Sodokpa – Cotonou\, 2009\n\n\n\n\nDe 25 de abril a 1º de dezembro\, o Sesc Pinheiros recebe “Um Defeito de Cor”. Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação\, a Ciência e a Cultura (OEI)\, com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)\, a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves\, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR\, no Rio de Janeiro\, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)\, em Salvador\, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes\, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos.   \n\n\n\nAo todo\, 372 peças entre arte têxtil\, fotografias\, instalações\, cartazes\, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil\, da África e das Américas interpretam “Um defeito de cor”\, ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro\, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra  ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19\, escravizada no Brasil\, e sua busca por um filho perdido.   \n\n\n\nDentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela\, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga\, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024\, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou “Um defeito de cor” para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso\, estarão em exibição\, pela primeira vez\, um “Retrato de Ana Maria”\, quadro de Panmela Castro; “Bori – filha de Oxum”\, do artista e babalorixá Moisés Patrício\, e “romaria”\, mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros\, além de uma programação integrada\, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo.  \n\n\n\nDividida em dez núcleos não-lineares\, que se espelham nos dez capítulos do livro\, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros\, o empreendedorismo\, o protagonismo feminino\, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea\, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais\, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance\, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população\, das quais ainda pouco se sabe.  \n\n\n\nAna Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos\, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia\, que teve consultoria de Ayrson Heráclito\, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana\, em colaboração com Jaqueline Coelho.   \n\n\n\n “Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e\, desta vez\, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é\, ao mesmo tempo\, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata\, por exemplo\, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos\, e não menos sangue\, dor e sofrimento”\, afirma Ana Maria. 
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LOCATION:Sesc Pinheiros\, R. Pais Leme\, 195 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Mova-se! Clima e deslocamentos" no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Claudia Barrios Rosel\, Sem título\, 2022 | Somalia Drought Response/OIM Organização Internacional para as Migrações\n\n\n\nO projeto curatorial tem correalização com a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi desenvolvido de forma orgânica pela equipe do MI com a participação de diversos parceiros. A temporária apresenta ao público uma compreensão geral sobre o vínculo entre a mudança global do clima e a mobilidade humana\, evidenciando as diferentes maneiras pelas quais a ciência\, os agentes sociais (associações\, ONGs e OIs) e as artes lidam com fenômenos tão complexos. \n\n\n\nA decisão de migrar é influenciada por uma complexa interação de fatores políticos\, econômicos\, demográficos\, sociais e ambientais. No caso da migração relacionada à mudança climática\, os aspectos ambientais modificados pela atividade humana desempenham um papel crucial na escolha de deixar um local de residência em busca de outro. Evacuações preventivas\, realocações planejadas\, fuga reativa diante de eventos repentinos ou deslocamento gradual de pessoas de áreas afetadas por fenômenos de desenvolvimento lento\, como a seca\, são algumas das formas de deslocamento desencadeadas por desastres\, que\, com a mudança do clima\, tendem a se tornar cada vez mais frequentes e intensos. \n\n\n\nEm um cenário tão complexo\, a abordagem escolhida na exposição foi a de fluir junto às pessoas e às organizações que estão se mobilizando e pensando sobre os desafios atuais. Os três módulos que compõem a temporária\, Tempo de Saber\, Tempo de Agir e Tempo de Sentir\, são dispostos a partir de diferentes saberes e contam com recursos de instalações\, vídeos\, conteúdos em realidade virtual\, dados de observatórios e instituições\, fotos\, depoimentos e objetos. \n\n\n\nO meio ambiente sempre foi um fator de migração\, e os deslocamentos ao redor do mundo mostram como as sociedades são afetadas por outras espécies ou pelos ciclos naturais. Além do panorama atual e das perspectivas do futuro\, a exposição contextualiza o papel da Hospedaria de Imigrantes do Brás – prédio que abriga hoje o MI – em histórias sobre acolhimento por consequências de questões ambientais\, como a Grande Seca\, no século XIX\, que expulsou milhares de cearenses para outras partes do País\, e as enchentes em São Paulo da década de 1920. \n\n\n\nPor meio de diversas trajetórias e histórias\, em Mova-se! Clima e deslocamentos o público entrará em contato com as estratégias atuais de conscientização\, campanhas e projetos das principais instituições que lidam com o colapso climático e a extrema desigualdade. A temporária exibe também os registros de Lalo de Almeida\, um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no Brasil. A seleção de 17 obras que compõem a exposição têm 2012 como ano de partida e apresentam um panorama sobre o meio\, suas transformações e as consequências ecológicas\, econômicas e sociais da relação entre o meio ambiente e os seres humanos e não humanos. \n\n\n\nA exposição Mova-se! Clima e deslocamentos é uma realização do Ministério da Cultura\, do Governo do Estado de São Paulo\, mediante a Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, do Museu da Imigração e das Nações Unidas\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto tem patrocínio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil\, da Deloitte e da Panasonic e apoio do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)\, da Produtora Brasileira\, do Instituto Linha D’Água\, das Latinas por el Clima\, da Amazônia Viva\, do Instituto Igarapé\, do IDMC (Internal Displacement Monitoring Centre) e do AdaptaBrasil MCTI.
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LOCATION:Museu da Imigração\, Rua Visconde de Parnaíba\, 1316 - Mooca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Línguas africanas que fazem o Brasil" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Vista da exposição temporária “Línguas africanas que fazem o Brasil”. Crédito: Guilherme Sai\n\n\n\nO dia a dia do povo brasileiro é atravessado pelas presenças africanas na forma como nos expressamos – seja na entonação\, no vocabulário\, na pronúncia ou na forma de construir o pensamento. É sobre essas presenças que trata a exposição temporária Línguas africanas que fazem o Brasil\, com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana e realização do Museu da Língua Portuguesa\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. A mostra abre ao público no dia 24 de maio e fica em cartaz até janeiro de 2025.   \n\n\n\nA exposição conta com patrocínio máster da Petrobras\, patrocínio da CCR\, do Instituto Cultural Vale\, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco\, do Grupo Ultra e da CAIXA.  \n\n\n\nLínguas dos habitantes de terras da África Subsaariana\, como o iorubá\, eve-fom e as do grupo bantu\, têm participação decisiva na configuração do português falado no Brasil\, seja em seu vocabulário ou na maneira de pronunciar as palavras e de entoar as frases\, mesmo que esta estruturação não seja do conhecimento dos falantes. Trata-se de uma história e de uma realidade legadas por cerca de 4\,8 milhões de pessoas africanas trazidas de forma violenta ao país entre os séculos 16 e 19\, durante o período do regime escravocrata. Além da língua\, essa presença pode ser sentida em outras manifestações culturais\, como a música\, a arquitetura\, as festas populares e rituais religiosos.   \n\n\n\n“Ao mesmo tempo que a gente quer mostrar ao público que falamos uma série de expressões e estruturas que remontam a línguas negro-africanas\, também desejamos revelar de que maneira isso acontece. Por que falamos caçula e não benjamim? Por que dizemos cochilar e não dormitar? Essas palavras fazem parte de nosso vocabulário\, da nossa vida\, do nosso modo de pensar”\, afirma Santana.  \n\n\n\nA exposição Línguas africanas que fazem o Brasil recebe o público com 15 palavras oriundas de línguas africanas impressas em estruturas ovais de madeira penduradas pela sala. Serão destacadas palavras como bunda\, xingar\, marimbondo\, dendê\, canjica\, minhoca e caçula. O público também poderá ouvi-las nas vozes de pessoas que residem no território da Estação da Luz\, onde o Museu está localizado.   \n\n\n\nOutro destaque no espaço é a obra do artista plástico baiano J. Cunha – um tecido estampado com os dizeres “Civilizações Bantu” que vestiu o tradicional Ilê Aiyê\, primeiro bloco afro do Brasil\, no Carnaval de 1996. Além disso\, cerca de 20 mil búzios também estarão suspensos e distribuídos pelo ambiente. Na tradição afro-brasileira\, as conchas são usadas em práticas divinatórias e funcionam como linguagem que conecta o mundo físico e espiritual.   \n\n\n\n“Os búzios estão presentes nos espaços afro-religiosos no Brasil que foram\, não os exclusivos\, mas os principais núcleos de preservação e reinvenção das línguas africanas do Brasil. A partir deles\, as presenças negras se irradiaram para outras dimensões da cultura popular brasileira”\, diz Santana.  \n\n\n\nAinda na entrada da exposição\, o público avistará vários adinkras espalhados pelas paredes. Trata-se de símbolos utilizados como sistema de escrita pelo povo Ashanti\, que habita países como Costa do Marfim\, Gana e Togo\, na África. Eles podem representar desde diferentes elementos da cultura até sentenças proverbiais inteiras em um único ideograma. Evidenciando a presença desse povo como parte da diáspora africana\, é possível encontrar\, em diversas regiões do Brasil\, gradis de residências e outras construções arquitetônicas adornados com alguns dos mais de 80 símbolos dos adinkras.  \n\n\n\nFazem parte da exposição duas videoinstalações da relevante artista visual fluminense Aline Motta. Na obra Corpo Celeste III\, emprestada pela Pinacoteca de São Paulo e projetada no chão em larga escala\, a artista destaca formas milenares de grafias centro-africanas\, especificamente as do povo bakongo\, presente em territórios como o angolano. Este trabalho foi desenvolvido com o historiador Rafael Galante. Já em Corpo Celeste V\, criada exclusivamente para o Museu da Língua Portuguesa\, quatro provérbios em quicongo\, umbundo\, iorubá e quimbundo\, traduzidos para o português\, serão exibidos em movimento nas paredes e em diálogo com Corpo Celeste III.   \n\n\n\nUm dos principais nomes da nova geração da escultura no país\, a baiana Rebeca Carapiá  assina obras de arte criadas em diálogo com frequências e grafias afrocentradas\, a partir de seu trabalho com metais.  \n\n\n\nA exposição também mostra como canções populares no Brasil foram criadas a partir da integração entre línguas africanas e o português\, como Escravos de Jó e Abre a roda\, tindolelê. O “jó”\, da faixa Escravos de Jó\, advém das línguas quimbundo e umbundo e quer dizer “casa”\, “escravos de casa”. “Escravizados ladinos\, crioulos e mulheres negras\, que realizavam trabalho doméstico e falavam tanto o português de seus senhores quanto a língua dos que realizavam trabalhos externos\, foram a ponte para a africanização do português e para o aportuguesamento dos africanos no sentido linguístico e cultural”\, diz Tiganá Santana com base nas pesquisas da professora Yeda Pessoa de Castro.  \n\n\n\nAlém dos búzios\, a mostra explora outras linguagens não-verbais advindas das culturas africanas ou afro-diaspóricas. Entre elas\, os cabelos trançados\, que\, durante o período de escravidão no Brasil\, serviam como mapas de rotas de fugas. E de turbantes\, cujas diferentes amarrações indicam posição hierárquica dentro do candomblé. Há ainda dois trabalhos da designer Goya Lopes\, cujas principais referências são as capulanas\, os panos coloridos usados por mulheres em Moçambique. Tais trabalhos enfatizam uma articulação significativa com a língua iorubá.  \n\n\n\nOutro exemplo da linguagem não-verbal são os tambores\, que compõem uma cenografia constituída por uma projeção criada por Aline Motta\, com imagens do mar e trechos do texto Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira\, de Lélia Gonzalez\, uma das principais intelectuais do Brasil\, referência nos estudos e debates de gênero\, raça e classe. Nestes trechos\, verifica-se o uso da expressão pretuguês cunhada pela intelectual. Por fim\, ainda nessa cena\, é importante ressaltar a presença de esculturas da Rebeca Carapiá\, conversando com as frequências dos tambores.  \n\n\n\nNuma sala de cinema interativa\, o visitante será surpreendido com uma projeção de imagens ao enunciar palavras de origem africana como axé\, afoxé\, zumbi e acarajé.   \n\n\n\nO público terá acesso a uma série de registros de manifestações culturais afro-brasileiras e de conteúdos sobre as línguas africanas e sua presença no português do Brasil. Há performance da cantora Clementina de Jesus\, imagens da Missão de Pesquisas Folclóricas idealizada por Mário de Andrade\, entrevistas com pesquisadores como Félix Ayoh’Omidire\, Margarida Petter e Laura Álvarez López\, além de gravações de apresentações do bloco Ilú Obá De Min e da Orkestra Rumpilezz\, e o vídeo Encomendador de Almas\, de Eustáquio Neves\, que retrata o senhor Crispim\, da comunidade quilombola do Ausente ou do Córrego do Ausente\, na região do Vale do Jequitinhonha.   \n\n\n\nTudo isso em meio a sons de canções rituais e narrativas em iorubá\, fom\, quimbundo e quicongo\, captados pelo linguista norte-americano Lorenzo Dow Turner nos anos de 1940 na Bahia e cedidos pela Universidade de Indiana\, nos Estados Unidos. Será possível\, ainda\, assistir aos filmes sobre o Quilombo Cafundó: um que já existia há mais de 40 anos e outro que foi concebido para a exposição\, versando sobre a língua cupópia de modo mais enfático. 
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SUMMARY:"Lélia em nós: festas populares e amefricanidade" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Lita Cerqueira\, Procissão de Santo Amaro. Foto: Coleção da artista\n\n\n\n\nA partir de 26 de junho será possível conhecer o pensamento da antropóloga\, historiadora e filósofa brasileira Lélia Gonzalez (1935 – 1994). O Sesc São Paulo\, em parceria com a Boitempo\, inaugura o projeto Lélia em nós: festas populares e amefricanidade\, na unidade Vila Mariana. A exposição\, que fica em cartaz até 24 de novembro de 2024\, foi inspirada pelo livro Festas populares no Brasil (que ganha nova edição pela Boitempo) e promove uma celebração da cultura afro-brasileira – ou amefricana\, como propõe a autora – a partir de um recorte que estabelece diálogos e reflexões suscitados pela produção intelectual de Gonzalez\, uma  proeminente ativista do movimento negro brasileiro e importante teórica do feminismo negro\, cuja morte completará 30 anos em 10 de julho de 2024. \n\n\n\nCom uma seleção de produções contemporâneas e de diferentes períodos\, reunida em cinco eixos temáticos\, Lélia em nós: festas populares e amefricanidade apresenta pinturas\, fotografias\, documentos históricos\, objetos\, performances\, instalações e vídeos de artistas como Alberto Pitta\, Heitor dos Prazeres\, Januário Garcia\, Maria Auxiliadora\, Nelson Sargento\, e Walter Firmo\, além de 12 trabalhos inéditos\, de artistas como Coletivo Lentes Malungas\, Eneida Sanches\, Lidia Lisboa\, Lita Cerqueira\, Manuela Navas\, Maurício Pazz\, Rafael Galante e Rainha Favelada. \n\n\n\nA mostra também apresenta um recorte de sonoridades e musicalidades\, tanto do universo das festas e festejos brasileiros quanto das intervenções do DJ Machintown e do trombonista Allan Abbadia\, além de registros fonográficos da discoteca pessoal de Lélia. Parte do acervo do Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG)\, a coleção reúne álbuns de artistas como Wilson Moreira e Nei Lopes\, Luiz Gonzaga\, Tamba Trio\, Clementina de Jesus\, Jamelão e Lazzo Matumbi \n\n\n\nPartindo de conceitos teóricos desenvolvidos por Lélia Gonzalez\, como a categoria político-cultural de amefricanidade – termo cunhado pela acadêmica em contraposição à ideia hegemônica de afro-americanidade para\, segundo ela\, “ultrapassar as limitações de caráter territorial\, linguístico e ideológico” e redimensionar a influência da diáspora atlântica para a formação das Américas do Sul\, Central\, do Norte e Insular –\, a mostra convida o público à compreensão dopotencial da cultura popular afro-brasileira como tecnologia de identidade e resistência. \n\n\n\nCom curadoria de Glaucea Britto e Raquel Barreto\, a exposição foi inspirada pelas proposições feitas por Lélia Gonzalez em Festas populares no Brasil. Único título publicado em vida pela intelectual exclusivamente como autora\, o livro foi publicado originalmente em 1987. A obra não foi oficialmente lançada no mercado\, tendo sido patrocinada por uma empresa multinacional e distribuída como presente de fim de ano. No mês de abertura da exposição\, a publicação ganhará nova edição da Boitempo\, a primeira voltada à circulação no mercado editorial. Com textos da acadêmica que evidenciam laços indissociáveis entre Brasil e África por meio de manifestações populares como o Carnaval\, o Bumba-Meu-Boi\, as Cavalhadas e festas afro-brasileiras como as Congadas e o Maracatu\, a obra reúne mais de cem imagens de cinco fotógrafos: Leila Jinkings\, Marcel Gautherot\, Maureen Bisilliat\, Januário Garcia e Walter Firmo (os dois últimos\, integrando a exposição). A nova edição inclui também materiais inéditos\, textos de apoio\, fac-símiles\, prólogo de Leci Brandão\, prefácio de Raquel Marreto\, posfácio de Leda Maria Martins\, texto de orelha de Sueli Carneiro e quarta capa de Angela Davis e Zezé Motta.
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SUMMARY:"Catherine Opie: o gênero do retrato" no MASP
DESCRIPTION:Catherine Opie\, Flipper\, Tanya\, Chloe & Harriet\, San Francisco\, California\, da série “Domestic”\, 1995. Cortesia da artista e Regen Projects; Lehmann Maupinl; e Thomas Dane Gallery\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 5 de julho a 27 de outubro de 2024\, a exposição Catherine Opie: o gênero do retrato\, com obras de um dos principais nomes da fotografia internacional contemporânea. Catherine Opie (Sandusky\, Ohio\, EUA\, 1961) foi uma das precursoras na discussão sobre questões de gênero entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Sua produção dialoga com a tradição do retrato – um dos mais tradicionais gêneros da pintura ocidental – de modo a dar legitimidade a novos corpos\, subjetividades e experiências que emergem na sociedade contemporânea. Em suas fotografias\, Opie retrata diversas expressões e subjetividades de indivíduos e coletivos que se identificam com gêneros e orientações sexuais diversas\, especialmente pessoas queer.  \n\n\n\nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, a mostra é a primeira da artista no Brasil\, e reúne 63 fotografias de suas séries mais emblemáticas\, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas. Os retratos de Opie figuram ao lado de 21 importantes pinturas da coleção do MASP\, entre elas\, de Pierre-Auguste Renoir\, Hans Holbein\, Anthony van Dyck e Van Gogh. As obras são apresentadas em diálogo com o objetivo de acentuar os diálogos\, tensões e reformulações aos quais o trabalho de Opie se propõe\, além de desdobrar a predileção pela arte figurativa\, marca da coleção do museu. \n\n\n\nA artista explora o gênero clássico do retrato assumindo algumas de suas características\, – fundo neutro\, os gestos com as mãos\, as expressões e os enquadramentos – e adiciona novos elementos\, como a diversidade de gênero\, as práticas sexuais\, os corpos distintos e os relacionamentos familiares homossexuais. “É fundamental que todos os seres humanos sejam legitimados\, isso é necessário para a inclusão de todas as pessoas\, para a humanidade. Ao utilizar a estética tradicional do retrato\, conforme a minha visão sobre a retratística\, busco manter o espectador envolvido na obra durante a observação. Além disso\, é uma forma de redefinir o corpo queer dentro de uma formalidade conhecida\, e não tratar apenas de uma fotografia documental”\, comenta Catherine Opie.
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SUMMARY:"Lia D Castro: em todo e nenhum lugar" no MASP
DESCRIPTION:Lia D Castro\, Sem título (detalhe)\, da série Axs nossxs pais\, natureza morta\, 2021. Galeria Martins&Montero\, São Paulo\, Brasil\, e Bruxelas\, Bélgica. Foto: Lucas Cruz/Instituto Çarê\n\n\n\nÉ impossível refletir sobre a obra da artista e intelectual Lia D Castro (Martinópolis\, São Paulo\, 1978) sem falar de encontros\, contrastes\, fricções e transformações. A partir de 5 de julho\, o público pode encontrar a exposição Lia D Castro: em todo e nenhum lugar\, no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A primeira mostra individual da artista em um museu reúne 36 trabalhos\, sendo a maioria pinturas de caráter figurativo. As obras selecionadas exploram cenários onde o afeto\, o diálogo e a imaginação se tornam importantes ferramentas de transformação social.  \n\n\n\nO título da exposição parte da constatação da ausência histórica de grupos minorizados em posições de poder e decisão — em nenhum lugar —\, enquanto sua presença e força de trabalho compõem as bases que sustentam a sociedade — em todo lugar. Com curadoria de Isabella Rjeille\, curadora\, MASP\, e Glaucea Helena de Britto\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta trabalhos que abrangem toda a produção da artista. \n\n\n\nLia D Castro utiliza a prostituição como ferramenta de pesquisa e desenvolve sua produção a partir de encontros com seus clientes – homens cisgêneros\, em sua maioria brancos\, heterossexuais\, de classe média e alta – para subverter relações de poder ou violência que possam surgir entre eles\, aliando história de vida e história social. Temas como masculinidade e branquitude\, mas também afeto\, cuidado e responsabilidade\, são abordados nessas ocasiões e resultam em pinturas\, gravuras\, desenhos\, fotografias e instalações criadas de modo colaborativo. \n\n\n\nNesses momentos\, ela conversa com esses homens e os convida a refletir: quando você se percebeu branco? E quando se descobriu cisgênero\, heterossexual? “Perguntas sobre as quais a artista não busca uma resposta definitiva\, mas sim provocar um posicionamento dentro do debate racial\, sobre gênero e sexualidade”\, afirma a curadora Isabella Rjeille. \n\n\n\nAs conversas de Lia D Castro com esses homens são permeadas por referências a importantes intelectuais negros como Frantz Fanon\, Toni Morrison\, Conceição Evaristo e bell hooks. Frases retiradas dos livros desses autores\, lidos pela artista na companhia de seus colaboradores\, são inseridas nas telas e misturam-se aos gestos\, cenas\, cores e personagens. O trabalho de Lia D Castro torna-se um lugar de encontro\, embate e fricção\, no qual ações\, imagens e imaginários são debatidos\, revistos e transformados. Com frequência\, a artista insere referências a outros trabalhos por ela realizados\, incluindo-os em outro contexto e\, consequentemente\, atribuindo novos significados e leituras a essas imagens. \n\n\n\n“Partindo da visão de Frantz Fanon de que o racismo é uma repetição\, eu proponho combatê-lo com a repetição de imagens. Como a imagem constrói cultura e memória\, ao colocar uma obra dentro da outra\, busco criar novas referências estéticas”\, comenta a artista.
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SUMMARY:"Ofício: Barro: Gabriella Marinho – Argila-Griô" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Gabriella Marinho no ateliê. Foto: Mari Bley\n\n\n\n\nCom abertura em 13 de agosto e visitação até 08 dezembro de 2024 no Sesc Pompeia\, a mostra Ofício: Barro: Gabriella Marinho – Argila-Griô reúne 25 trabalhos\, cerca de metade deles inéditos\, criados a partir de 2017 pela artista visual\, educadora e pesquisadora que\, em suas esculturas e instalações\, reflete sobre corporeidade e subjetividade\, explorando tanto as relações entre as peças e o espaço\, quanto a plasticidade pictórica que a pintura oferece sobre esse material. \nDesde sua criação em 2019\, o projeto Ofício\, desenvolvido no Galpão das Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia\, tem se destacado como um espaço inovador para a exploração e valorização de diversas formas de expressão artística. A edição de 2024\, intitulada Ofício: Barro\, celebra a argila como um material fundamental na criação de utensílios e obras de arte que moldaram culturas milenares\, desde a Mesopotâmia até o Egito Antigo. A modelagem do barro não só preserva tradições ancestrais\, mas também se revela uma poderosa ferramenta para expressar reflexões e sensibilidades contemporâneas. \nGabriella Marinho\, com sua participação no projeto Ofício\, destaca a importância da arte em argila não apenas como forma de expressão\, mas também como meio educativo e transformador. Primeira individual da artista fluminense em São Paulo\, Argila-Griô demonstra como a argila pode ser utilizada para revisitar e reinterpretar narrativas\, oferecendo novas perspectivas sobre questões de identidade e memória.No espaço expográfico de Ofício: Barro: Argila-Griô\, Gabriella Marinho e a curadora\, Renata Felinto\, estabelecem cinco eixos temáticos: Território; Corpo; Ritual; Memória; e Transformação. Reunindo pinturas\, esculturas\, mosaicos\, fotografias e uma videoperformance\, o conjunto de obras expostas\, que envolve técnicas mistas como artes gráficas\, tapeçaria\, cerâmica\, gravura\, maquetes e marcenarias\, é composto de trabalhos individuais e representativos de séries como Caminhos\, Maré Mexida\, Pedras\, Declive\, Cobogó\, Porcelana e Acordelar. Dentre as obras que serão apresentadas na mostra\, uma delas será desenvolvida em colaboração com a artista e a equipe de Ação Educativa da exposição. \nA exposição estará aberta para visitação pública até o dia 8 de dezembro de 2024 e conta com ações educativas ao longo desse período.
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SUMMARY:Ocupação Naná Vasconcelos no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Ensaio para a Revista Continuum\, 2011 (Imagem: André Seiti/Itaú Cultural)\n\n\n\nComposto por seis eixos\, o percurso da exposição é guiado por nomes de álbuns do artista em uma espécie de espiral do tempo que acompanha a sua vida e obra. Um ambiente tão musical quanto o percussionista\, reúne cerca de 90 peças. Entre elas\, objetos originais nunca expostos\, como o berimbau e um dos dois tapetes\, onde ele colocava os seus instrumentos sobre os palcos que percorreu pelo Brasil e o mundo \n\n\n\nO berimbau original de Naná Vasconcelos está fincado no coração da Ocupação dedicada a ele no Itaú Cultural\, com abertura para o público a partir de 17 de julho\, às 20h. O instrumento foi construído pelo percussionista\, em 1967\, com uma corda de piano afinada em Fa em substituição à tradicional. Foi o único berimbau que teve e o acompanhou até a sua morte\, em 2016. Desde então\, o objeto permaneceu fechado em um depósito da família\, em Recife\, e agora é exposto pela primeira vez.Este é o espírito da Ocupação Naná Vasconcelos\, que traz a essência e unicidade da vida e obra desse multiartista brasileiro\, nascido em Pernambuco em 1944. Localizada no térreo do Itaú Cultural\, à vista logo que se entra\, a mostra traz ampla seleção de fotos\, vídeos\, vestimentas\, instrumentos e objetos originais – como uma das premiações recebidas por ele: o Grammy Latino\, conquistado em 2011 pelo álbum Sinfonia e Batuques. O ambiente é totalmente musical\, as cores têm tons terrosos. A mostra permanece em cartaz até 27 de outubro.A concepção e realização desta Ocupação é do Itaú Cultural\, com curadoria da gerência de Curadorias e Programação Artística\, consultoria de Patrícia Vasconcelos\, mulher de Naná\, e pesquisa do jornalista Mateus Araújo. A expografia é da Casa Criatura.O projeto desdobra-se em uma publicação impressa – a HQ Quase dois irmãos\, criada exclusivamente para esta mostra por Araújo e Diox –\, que conta a história de Naná e seu melhor amigo\, o berimbau. Fazem parte\, ainda\, recursos acessíveis; shows de Silvanny Sivuca\, na quinta-feira\, dia 18\, Badi Assad\, no dia seguinte\, Anelis Asumpção no sábado – sempre às 20h – e Lan Lanh\, às 19h do domingo\, além de um site com conteúdo exclusivo (itaucultural.org.br/ocupação).
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SUMMARY:"outros navios: uma coleção afro-atlântica" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Vista da exposição © Edson Kumasaka\, 2024\n\n\n\n\nAs regiões da África central e ocidental estão conectadas ao Brasil por séculos de circuitos transatlânticos. Navios de violência adentraram mares até os nossos litorais. Mas também outros navios\, que nos permitem mergulhar por histórias alternativas e criar novos significados para as centenas de objetos do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP) apresentados nesta exposição. \nMáscaras\, tecidos\, joias\, estatuetas\, de diferentes culturas africanas\, foram adquiridas por meio de doações ou compras encomendadas a partir da década de 1960\, quando os movimentos de independência política das ex-colônias em África se consolidavam. Uma coleção fruto de um tempo e espaço que expressa os fluxos de pessoas\, objetos e conhecimentos estabelecidos no sul global. O então professor do MAE\, Marianno Carneiro da Cunha (1926-1980)\, foi uma figura chave no projeto institucional e científico de construção da coleção. \nCaixas aguardando em um porto do litoral africano na década de 1970\, tornam-se caixas abertas na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp para serem transformadas e ressignificadas. São expostas igualmente as artes no Brasil constituídas\, entendendo a coleção não como africana\, mas sim\, afro-atlântica. As obras de artistas contemporâneos aqui incluídas\, além disso\, indicam que uma coleção não é fixa e pode ser recomposta para apontar outros navios à vista.
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SUMMARY:"Guto Lacaz: cheque mate" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação Itaú Cultural\nO bom humor característico da relação do artista com os objetos mais triviais\, que fazem parte do dia-a-dia e ele transforma em obras de arte\, está patente entre as aproximadamente 170 peças exibidas em Guto Lacaz: cheque mate. A mostra permanece em cartaz nos três pisos expositivos do Itaú Cultural (IC)\, de 1 de agosto a 27 de outubro.  A curadoria e o partido expográfico são dos designers Kiko Farkas e Rico Lins\, o desenho da expografia tem assinatura de Daniel Winik e a concepção\, realização e projeto de acessibilidade são do Itaú Cultural.  Três dessas peças são inéditas: Volare reúne grandes cilindros transparentes\, em pé\, dentro dos quais um ventilador faz girar aletas sem sair do lugar\, criando uma ilusão ótica. Nomes\, brinca com uma das obsessões do artista: a nomenclatura e o jogo de palavras. Ele sempre colecionou frases\, vocábulos\, bilhetes\, nomes e frases impressos em anúncios e notas de compras\, entre outras\, que agora compõem a obra. Eletrolinhas é construída com caixas pretas verticais\, como colunas\, com fendas e movimentos sutis.Multimídia\, Guto Lacaz é conhecido por suas instalações e performances\, além de ter uma produção variada como desenhista\, ilustrador\, cartunista\, designer\, cenógrafo\, e na assinatura de projetos gráficos editoriais e logomarcas para empresas. Formou-se em arquitetura e eletrônica industrial pela USP\, na década de 1970\, no entanto\, como o próprio diz\, não deu certo e decidiu fazer “esse negócio de ser artista”. Com o tempo\, ele criou o que chama de convivência lúdica com os objetos – um método de observação e concentração que desemboca em seu trabalho artístico. Deu certo. O universo do artista – hoje com 76 anos – é uma imensidão de objetos singulares\, dispositivos engenhosos e incomuns\, vídeos de performances inusitadas\, peças com trocadilhos e jogos de palavras. Um fantástico mundo que ele construiu entre elementos visuais de objetos que transitam despercebidos pelo cotidiano de todos. Com a sua interferência\, eles ganharam o circuito das artes.  “A produção de Guto Lacaz é marcada por sua criatividade\, sempre muito atenta e curiosa\, e pela multiplicidade de linguagens em que ele atua”\, diz Sofia Fan\, gerente de Artes Visuais e Acervos do Itaú Cultural. “Esta exposição celebra a sua trajetória\, de quase 50 anos\, e lança um olhar panorâmico sobre sua obra”. Segundo os curadores\, a mostra apresenta o trabalho de Lacaz dando luz a sua genialidade e destacando a sua importância no mundo das artes. Eles contam que pegaram o lado B do artista – erro\, casualidades\, processo criativo\, tempo\, espaço e verticalidade –\, que sempre foi visto como outsider\, mas que trafegou por todas as áreas das artes\, do cinema e teatro ao livro e as artes visuais.  O seu primeiro trabalho artístico é Escultura com bandeira\, criado em 1970 quando ainda estava na faculdade. Trata-se de um pequeno objeto cinético elaborado com arames retorcidos e engrenagens. Para ele próprio\, no entanto\, a sua carreira começou em 1978 ao ser premiado na 1ª Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado\, no Paço das Artes\, em São Paulo\, por um conjunto de trabalhos inscritos. Um deles é a obra Crushfixo\, de 1974\, também presente na exposição do IC\, na qual ele simplesmente afixou uma garrafa do refrigerante em um retângulo de gesso. Assim\, começou a fazer sucesso.  Lacaz costuma dizer que erra muito porque faz tudo pela primeira vez e essa é a melhor forma de aprender (leia neste PKD em falas do artista). De erro em erro\, ele acerta rotundamente. O público constata isso ao circular pelo espaço expositivo\, em peças\, por exemplo\, como Rádios pescando – uma série de radinhos de pilha enfileirados como pescadores\, empunhando linhas de pescar esticadas em direção ao chão\, que ele criou em 1986. Ou em Óleo Maria à procura da salada\, de 1982\, na qual uma lata desse produto com uma antena ziguezagueia em uma bandeja vazia. Ou\, ainda\, na obra que dá nome à exposição: em cheque mate\, ele atribui a um cheque o papel de sustentar um saquinho de chá mate para prendê-lo na xícara. Vale contar que\, certa vez\, ele resolveu levar um rolo de papel higiênico para a mesa de seu ateliê e observá-lo por dias e dias\, aplicando\, então\, o seu método de convivência lúdica com o objeto. Por fim\, entendeu que era um objeto injustiçado pois tem uma proporção perfeita entre altura e diâmetro\, é macio e confortador quando colocado perto do rosto\, se desenrola\, pode ser usado como luneta e outras utilidades. E concluiu que o papel higiênico merece ser colocado em lugares mais nobres das residências. Surgiu daí uma obra de arte em que um desses rolos serve de base para um pequeno abajur\, também presente na exposição (veja sua fala sobre o assunto em vídeos). Atenção\, ainda\, para a série Eletro Livros\, de 2012\, estruturada a partir de livros abertos em páginas com fotografias. Neles\, personagens de histórias\, como Emília\, do Sítio do Pica-Pau Amarelo\, de Monteiro Lobato\, e Robinson Crusoé\, de Daniel Defoe\, além de artistas\, como Vladimir Maiakovski e Piet Mondrian\, aparecem realizando uma determinada ação. As cenas expostas em cada página são compostas de mecanismos acionados por motores elétricos. Trata-se de uma traquitana artística eletrônica\, que dá a ilusão de tridimensionalidade e movimento dos artistas retratados. Ainda\, um dos pisos é ocupado por uma grande obra\, a Pororoca\, uma escultura cinética que pode ser atravessada pelo público. A mostra também apresenta elementos do ateliê de Lacaz\, onde ele guarda todos os seus caderninhos\, blocos\, fotos\, memórias\, em uma camada de paredes circulares de cores diferentes. Trata-se de um espaço que os curadores chamam de HD (hard disk)\, como o próprio artista chama algumas de suas salas onde organiza e armazena seu acervo e materiais referentes ao seu trabalho.  A parede vermelha apresenta suas influências externas e seu encanto por aviões\, entre outras. Outra\, amarela\, tem foco em seu processo criativo\, com ensaios fotográficos das performances multimídia Ludo Voo\, Eletroperfomance\, IOU – A Fábula do Cubo e do Cavalo\, referências\, objetos\, memorabília. Por fim\, a azul reproduz fotos desse ateliê\, em adesivo vinílico\, cobrindo a superfície e gerando uma sensação de imersão dentro do espaço.  Não poderiam faltar as ilustrações que Lacaz fez para a revista Caros Amigos\, de 1997 a 2012\, e na coluna de Joyce Pascowitch\, na Folha de S. Paulo\, de 1980 a 1990. Pares Ímpares (2007-2013) reúne colagens digitais feitas pelo artista com Edson Kumasaka para a Revista Wish. Pequenas grandes ações\, de 2003\, apresenta 12 serigrafias inspiradas em manuais de instruções de eletrodomésticos e objetos diversos.Vídeos de performances e o teaser (veja em vídeos) do documentário Guto Lacaz – um olhar iluminado\, complementam o entendimento do processo criativo do artista e seu olhar para dar vida às coisas que passam invisíveis. O filme é dirigido por Marcelo Machado e conduzido por Farkas e Lins Ele será disponibilizado no streaming Itaú Cultural Play (www.itauculturalplay.com.br)\, a partir da data de abertura da exposição. A plataforma também pode ser acessada nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS)\, no Chromecast e nas smart TVs da Samsung\, LG e Apple TV.
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SUMMARY:"Acervo Aberto" no MAC USP
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Hermelindo Fiaminghi. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP inaugura no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 11 horas\, a exposição Acervo Aberto\, reunindo mais de 150 obras de 46 artistas do acervo do Museu. Concebida por um grupo de trabalho formado por diversos profissionais do MAC USP\, Acervo aberto apresenta uma seleção de obras que considerou o histórico de exibição das peças\, privilegiando as nunca expostas e/ou com mais de 10 anos da última exposição\, entre elas\, obras recém-doadas e ainda não expostas no MAC USP. A exposição reúne obras produzidas desde 1925 (Lucy Citti Ferreira) até 2022 (Laura Vinci). Acervo aberto é uma mostra experimental inspirada pela ambiência das reservas técnicas – local de acesso restrito onde as obras de arte são acondicionadas. Em alguns trechos da mostra fica evidente a confluência dos diversos materiais\, característica da produção contemporânea que não se prende às categorias tradicionais da arte\, como pintura\, escultura ou gravura\, por exemplo. O controle da luminosidade é um ponto importante da mostra em respeito à conservação das obras. Ao longo da exposição\, algumas obras serão protegidas\, particularmente as em suporte de papel\, como ação preventiva. Dessa maneira\, dentro dos limites da extroversão\, o público pode testemunhar o campo de possibilidades de uma reserva técnica; a relevância dos materiais e\, sobretudo\, as condições que orientam o trabalho de pesquisa e guarda do objeto contemporâneo. Dentre os artistas participantes estão nomes como Mira Schendel\, Pola Rezende\, Hermelindo Fiaminghi\, José Antônio da Silva\, Nelson Leirner\, Nuno Ramos\, Elida Tessler\, Sérgio Sister\, Ricardo Basbaum\, Henrique Oswald\, Regina Vater\, Sérgio Adriano H\, Glauco Rodrigues e Amélia Toledo\, entre tantos outros. O Grupo de Trabalho Acervo Aberto é formado por Alecsandra Matias\, Ana Maria Farinha\, Ariane Lavezzo\, Claudia Assir\, Elaine Maziero\, Marta Bogéa\, Michelle Alencar\, Paulo Roberto Amaral Barbosa\, Rejane Elias e Sérgio Miranda\, além da colaboração de  Henrique Cruz\, Mariana Valença\, Mateus Oliveira e Nathielli Ricardo\, estudantes da USP estagiários no Museu. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:"Anne Frank: deixem-nos ser" na Unibes Cultural
DESCRIPTION:Anne Frank\, 1942. Coleção de fotos da Anne Frank Stichting\, Amsterdam.\n\n\n\n\nA exposição estabelece um diálogo sensível entre temas contemporâneos – tais como a valorização da diversidade\, direitos humanos\, questões indígenas\, de gênero e raciais – apresentados por meio de obras de relevantes artistas nacionais e internacionais\, e a celebração da vida de Anne Frank\, contextualização histórica e imersão no Anexo Secreto\, através de materiais fornecidos pela Anne Frank House Amsterdã. \nEm um percurso expositivo imersivo\, a mostra utiliza O Diário de Anne Frank como obra fundamental\, que revisitado no presente torna-se objeto de memória\, um potencial manifesto humanista e poderosa declaração ética. Marcando 80 anos após o último registro de Anne em seu diário\, no dia 1 de agosto de 1944\, e poucos dias antes do esconderijo ser descoberto e invadido\, quando a família Frank foi presa\, demonstra-se a força de sua memória e o compromisso em transmitir seu legado às próximas gerações. \nA reprodução fiel do Anexo Secreto é uma iniciativa inédita no Brasil\, um convite à imersão num espaço de memória reconstituído\, com objetos e marcas pessoais mencionadas em passagens do Diário. De relato pessoal\, tornou-se uma obra fundamental na trajetória da luta pelos direitos humanos\, no combate ao antissemitismo e todas as formas de intolerância\, e na construção da ideia de humanidade. Nessa missão\, felizmente\, Anne não está sozinha. Muitas vozes uniram-se a ela. \nE\, assim\, chegamos a um momento do hoje\, um espaço que abriga um conjunto de obras de arte originais de grandes nomes do cenário cultural nacional\, como Claudia Andujar\, Leonilson\, Flávio Cerqueira\, Nino Cais\, Eustáquio Neves\, Anna Bella Geiger\, Gê Viana\, Erich Brill\, entre outros — em empréstimos do MAM (Museu de Arte Moderna)\, Pinacoteca de São Paulo e galerias de arte. Em diálogo com a essência do Diário\, vozes atuais se unem à de Anne na exigência sempre urgente da existência\, da liberdade e da vida\, buscando expandir as possibilidades de empatia\, os paralelos possíveis e as identificações. \nA exposição conta ainda com um programa educativo personalizado para cada faixa etária\, com metodologia única desenvolvida pela Inspirar-te para proporcionar uma experiência criativa e única. Tais conteúdos complementares e acessíveis estão disponíveis na Plataforma Musea\, por isso recomendamos baixar o aplicativo no celular para aproveitar ao máximo a exposição. \nCom curadoria liderada por Carlos Reiss\, curador-chefe e coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba\, Eduardo Duíque\, curador de artes\, e a idealizadora Priscilla Parodi\, a mostra é idealizada pela Associação Inspirar-te\, e realizada pela Unibes Cultural e Ministério da Cultura.
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LOCATION:Unibes Cultural\, R. Oscar Freire\, 2500 - Sumaré\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Julio Le Parc: Couleurs” na Nara Roesler
DESCRIPTION:Julio Le Parc\, Alchimie 570\, 2024\n\n\n\n\nNara Roesler São Paulo apresenta a partir do dia 8 de agosto de 2024 a exposição “Julio Le Parc: Couleurs”\, com aproximadamente 50 trabalhos inéditos e recentes do gênio da arte cinética\, ativo aos 96 anos. Argentino de Mendoza\, radicado em Paris desde os anos 1950\, Le Parc deu à exposição um título em francês\, que significa “Cores”. As pinturas\, desenhos\, um grande móbile com quatro metros de altura por três metros e meio de largura\, e duas obras luminosas ocuparão dois andares da Nara Roesler. \nEstará na exposição um conjunto de treze pinturas\, com tamanhos que variam de três metros a 1\,5 metro\, criadas em 2024 da série “Alquimias”\, em que Le Parc se debruça sobre o estudo da cor\, suas diferentes paletas e os resultados obtidos a partir da interação entre elas. Sua paleta é constituída de catorze tonalidades\, que vem utilizando desde 1959\, e que vai desde tons mais quentes\, como o vermelho e o laranja\, até os mais frios\, como o azul e o roxo. No entanto\, nas “Alquimias”\, as cores são reduzidas a pequenos fragmentos\, como se fossem partículas\, que se agrupam e se organizam de diferentes maneiras. Vistas de longe\, o espectador tem a sensação de estar diante de nuvens cromáticas que vibram conforme as tonalidades se friccionam entre si\, mas\, de perto\, ficam visíveis as partículas de cor presentes nas composições. \nOutra série pictórica presente na mostra é a em que Le Parc coloca lado a lado faixas de cor que vão dos tons mais quentes aos mais frios\, e que através de esquemas sinuosos as cores se intercalam\, criando uma superfície dinâmica. São elas “Ondes 174” (2024)\, 200 x 200 x 3\,5 cm\, “Gamme 14 couleurs Variation 8” (1972/2024)\, “Gamme 14 couleurs Variation 7” (1972/2024)\, ambas com 100 x 100 x 3\,5 cm\, e “Théme 72-7” (1973/2023)\, todas elas em tinta acrílica sobre tela. \nObras tridimensionais de Julio Le Parc\, uma de suas marcas de beleza e de experimentos cinéticos\, estão também na exposição: “Mobile Color” (2024)\, com placas de acrílico colorido suspensas por fio de nylon\, totalizando quase quatro metros de altura por 3\,5m de largura\, em que o artista propõe a mesma transição cromática nas séries de pinturas expostas; e as duas estruturas luminosas – “Continuel lumière” (1960/2023) e “Continuel lumière – verte” (1960/2023)\, ambas em madeira\, acrílico\, luz e folha colorida\, medindo 124 x 35 x 27 centímetros\, que contêm placas de acrílico coloridas com padrões geométricos. Uma vez acesas\, a luz interage diretamente com as placas cromáticas\, provocando um efeito luminoso vertical e ascendente.
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LOCATION:Nara Roesler\, Av. Europa\, 655 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Transmutação e metáforas do inconsciente" de Renato Brunello na Arte 132 Galeria
DESCRIPTION:A partir do dia 10 de agosto\, a Arte132 Galeria apresenta a exposição “Transmutação e metáforas do inconsciente” do escultor italiano Renato Brunello\, com curadoria de Laura Rago. Em sua segunda mostra individual na galeria\, a produção de Brunello reflete a fusão entre a tradição escultórica italiana e a cultura brasileira. A mostra com 22 obras\, todas inéditas\, traz a adaptabilidade dos materiais utilizados\, abrangendo novas concepções sobre seu manuseio. \nDesde meados dos anos 1970\, Renato Brunello\, radicado no Brasil\, incorporou em sua produção artística as influências da arte e da cultura popular nordestina\, como o artesanato e o folclore\, além das características da arquitetura vernacular pelo uso de materiais locais e técnicas construtivas tradicionais. Formado na Escola de Artes e Ofícios\, em Veneza\, Brunello trabalha com mármore e madeira em suas criações\, transgredindo a maneira convencional de utilizar esses materiais ao incorporar a força expressiva da técnica e a adequabilidade do trabalhador de ofício. “A escultura deve necessariamente se relacionar com a dinâmica do espaço\, articulando volumes de maneira a criar uma interação fluida e expressiva com o ambiente”\, diz Brunello. \nAs obras de Brunello rejeitam a classificação tradicional da arte\, que se apoia na separação do abstrato versus o figurativo ou engajamento versus “arte pela arte”. Nelas\, o elemento abstrato evoca o figurativo\, ao mesmo tempo que a beleza da forma provoca reflexões. Cada peça conta uma história que se revela a quem observa. A apreciação da arte contemporânea exige essa imersão no universo do artista. “A ocupação do espaço é vital para gerar pontos dinâmicos e dialogar eficazmente com o próprio espaço”\, afirma o artista\, comparando a composição espacial da escultura a um passo de dança. \nNesta exposição\, as produções proporcionam leituras para a compreensão da intenção criativa de Brunello\, consciente ou não. Essa visão integra a subjetividade do artista à exterioridade do mundo. As esculturas de pequeno porte\, como “Gufo Rosa” (2024)\, carregada de camadas de significado metafórico\, trazem à memória a coruja de Minerva\, presente na mitologia romana\, e evocam a ideia de renovação e transformação constante. A escolha dos materiais\, como mármore rosa de Portugal e madeiras massaranduba e garapeira\, evidencia a habilidade técnica do artista\, ressaltando a ambiguidade das texturas alcançadas. \n“Conceitos relativos a uma ampliação do campo da escultura são perceptíveis no eixo da produção axiomática do artista\, que passou a abranger novas concepções\, flertando com a metáfora e o simbólico”\, escreve Laura Rago. “O resultado são obras tridimensionais que evocam a fauna e a flora do Brasil\, ao mesmo tempo que ressaltam a expertise do artista no manejo da matéria”\, completa a curadora. \nRenato Brunello continua a explorar a relação entre o vazio e o cheio em suas esculturas\, como em “Contorção” (2005) e “Ponto e Contraponto” (2023)\, criando uma interação entre presença e ausência. Essa interação convoca o espectador ao deslocamento corpóreo e imaginativo\, permitindo uma experiência estética que transcende a simples observação visual. Suas esculturas podem ser experimentadas como um sistema de comunicação\, que produz e reproduz signos a partir do seu imaginário.
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LOCATION:Arte 132 Galeria\, Av. Juriti\, 132 - Moema\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Olhe bem as montanhas" na Quadra
DESCRIPTION:Brígida Baltar\, A coleta da neblina\, 1996–1999\nYasmin Guimarães\, Sem título\, 2022\n\n\n\n\nNo sábado\, 17 de agosto\, a Quadra inaugura a exposição “Olhe bem as montanhas”\, em São Paulo. Com curadoria de Camila Bechelany\, a mostra coletiva reúne obras de 38 artistas\, entre convidados e representados pela galeria e propõe um ensaio curatorial em torno da ideia de paisagem\, explorando sua representação na arte contemporânea. Além disso\, reflete sobre os impactos da ação humana no meio ambiente e como esse contexto influencia o olhar artístico atualmente. A exposição também destaca o crescente interesse dos jovens artistas pela pintura de paisagem\, aproximando diferentes gerações acerca desse tema.
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LOCATION:Galeria Quadra\, Rua Barão de Tatuí\, 521\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Vazio e dilúvio" de Marilia Furman na Central Galeria
DESCRIPTION:Vista da exposição “Vazio e dilúvio” de Marilia Furman na Central Galeria. Foto: Ana Pigosso\n\n\n\n\nA Central apresenta a mostra “Vazio e dilúvio”\, de Marilia Furman\, no sábado\,17 de agosto. A primeira individual da artista no Brasil tem curadoria de Deyson Gilbert.Ao longo de sua produção\, Marilia Furman vem levantando questões sobre o caráter de crise e colapso iminente do sistema de produção de mercadorias (ou\, capitalismo tardio). Seja por meio de apelos à sensibilidade imediata através de mecanismos que colocam matérias-primas como vidro\, parafina e gelo em conflito; seja através da apropriação e desvio de significados de objetos e imagens\, a artista busca moldar estruturas de violência e dominação social. Nos últimos anos\, Furman se voltou principalmente para uma discussão da conjuntura política brasileira\, com trabalhos que recorrem a símbolos nacionais\, militares e elementos visuais da indústria cultural do país\, tratando tal cenário como parte de um fenômeno global de intensificação violenta da desintegração social e destruição material. Vazio e Dilúvio aborda criticamente esses fenômenos\, assumindo a alegoria do dilúvio como elemento norteador de suas reflexões e trabalhando com imagens de excesso e de sobras da superprodução simultaneamente. Os trabalhos apresentados articulam elementos de guerra\, violência\, desenvolvimento técnico e cultura de massa e catástrofe climática.
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LOCATION:Central Galeria\, R. Minas Gerais\, 362 – Higienólpolis\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"O quarto estado da matéria" de Gisela Colón na Galeria Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Gisela Colón\, Parabolic Monolith (Mercury) (detalhe)\, 2023. Imagem: Divulgação / Cortesia Galeria Raquel Arnaud\n\n\n\n\nA Galeria Raquel Arnaud apresenta “O Quarto Estado da Matéria”\, individual de Gisela Colón com curadoria de Marcello Dantas\, que abre em 21 de agosto. A artista também realizará a exposição “Matéria Prima” no Instituto Artium\, a partir de 24 de agosto. \nO trabalho de Colón\, representado majoritariamente por monólitos\, explora as interconexões entre ecofeminismo\, histórias coloniais e as forças universais da natureza. Sua prática artística busca transformar o pessoal em universal\, trazendo elementos de dolorosas realidades da violência armada\, feminicídio e a violência militar coletiva que presenciou durante sua juventude em Porto Rico. Seu trabalho também ressignifica materiais\, trazendo sustentabilidade às suas esculturas\, que capturam e refratam a luz\, criando uma cor estrutural que remete às cores encontradas na natureza. \n“A artista se apropria de materiais de alta tecnologia\, frequentemente associados a funções militares\, transformando-os em veículos de luz\, vida e transcendência. Esta transmutação de materiais destinados à opressão em objetos que canalizam energia positiva subverte suas conotações originais.”\, destaca Marcello Dantas\, curador da exposição. A artista completa: “Sou como o plasma\, o quarto estado da matéria\, nascido de uma forte e intensa opressão\, mas ainda assim uma luz brilhante. Minhas células guardam os segredos do início dos tempos.”.
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LOCATION:Galeria Raquel Arnaud\, 125 R. Fidalga Vila Madalena\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Megumi Yuasa na Gomide&Co
DESCRIPTION:Megumi Yuasa\, Sem título\, início da década de 1990\n\n\n\n\nA Gomide&Co tem o prazer de apresentar a primeira individual de Megumi Yuasa (São Paulo\, 1938) na galeria\, que inaugura no dia 22 de agosto\, às 18h. A exposição tem projeto concebido pela parceria entre o artista Alexandre da Cunha\, a arquiteta Jaqueline Lessa (entre terras) e a pesquisadora Rachel Hoshino\, que também assina o texto crítico. Sem expor individualmente desde 1998\, o artista realiza na Gomide&Co uma mostra que combina obras realizadas desde o fim da década de 1970 até algumas inéditas realizadas em 2024. \nMegumi constrói ao longo de sua produção artística uma linguagem própria\, dando forma a esculturas que combinam elementos variados\, como argila\, metais\, limalhas e óxidos. Um mestre em seu meio\, o artista enfatiza a comunhão dos ceramistas com a terra\, defendendo que tudo o que está ao redor de uma obra faz parte dela e vai acompanhá-la ao infinito. É justamente essa relação dialógica\, sempre imbuída pelo discurso filosófico e político do artista\, que estrutura boa parte de seus trabalhos. \nMegumi Yuasa inicia-se nas artes plásticas em 1964\, quando passa a realizar suas primeiras cerâmicas. Viaja em seguida junto a sua companheira Naoko Yuasa ao interior do estado de Goiás\, pesquisando técnicas e materiais. Em 1968\, realiza em Goiânia sua primeira exposição\, e no ano seguinte retorna para São Paulo. Logo seu trabalho passa a ser reconhecido. Já em 1971\, frequenta por seis meses a Escola Brasil\, a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli (1942). Em 1988\, morando em Itu\, passa a trabalhar na Cerâmica Aruan\, fábrica de Gilberto Daccache. No final de 1988\, o artista passou a trabalhar como mestre ceramista na própria fábrica\, sendo a ele reservado um espaço onde modelava suas peças e ensinava o ofício aos jovens operários que faziam utilitários. \nDas exposições que participou\, cabe destacar as suas participações nas 13ª e 14ª edições da Bienal de São Paulo (1975 e 1977\, respectivamente); Laços do Olhar (2008)\, coletiva no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo); e O Curso do Sol (2023)\, coletiva com curadoria de Yudi Rafael\, na Gomide&Co. Em 2024\, sua obra integrou a coletiva Tocar a Terra\, curadoria de Rachel Hoshino como parte do programa Diásporas Asiáticas\, no Instituto Tomie Ohtake. \nA exposição de Megumi Yuasa ocorre no contexto de um programa da Gomide&Co que dedica especial atenção ao território da cerâmica\, tendo como bússola a superação das distinções estabelecidas entre a técnica e outras linguagens artísticas com vias à afirmação dessa produção no campo da arte contemporânea. Suas paisagens imaginadas\, entre árvores\, nuvens\, sementes e os chamados espássaros\, irão agora compor o espaço expositivo da galeria\, ganhando formas familiares e ao mesmo tempo improváveis\, constituídas a partir de uma expografia singular que apresenta suas obras sem hierarquias. Tendo realizado suas primeiras exposições ainda no fim da década de 1960\, o artista chega para a ocasião somando mais de meio século de trajetória como um nome fundamental da escultura no Brasil. Diante de seu repertório visual\, agora é possível também perceber a amplitude de sua poética\, que atravessa linguagens e constitui seu discurso interdisciplinar.
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LOCATION:Gomide&Co\, Avenida Paulista\, 2644\, São Paulo\, São Paulo\, 01310934\, Brasil
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SUMMARY:“Nós — Arte e Ciência por Mulheres” no Sesc Interlagos
DESCRIPTION:Obra de Efe Godoy. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nO Sesc Interlagos recebe a partir de 22 de agosto a exposição “Nós — Arte e Ciência por Mulheres”\, sobre a trajetória da produção científica\, intelectual e artística das mulheres como produtoras e mantenedoras de conhecimento. A mostra apresenta um panorama que valoriza sua contribuição e\, ao mesmo tempo\, as diversas camadas pelas quais historicamente foram invisibilizadas de suas atuações na sociedade. \nA realização é do Sesc São Paulo\, com concepção do Estúdio M’Baraká e cocuradoria de Isabel Seixas\, Letícia Stallone\, Gisele Vargas e Diogo Rezende\, além da consultoria realizada pela pesquisadora Magali Romero Sá\, especializada em História da Ciência. São apresentadas cerca de 300 obras a partir da apresentação de personagens\, de iconografia histórica e científica e com os trabalhos de artistas contemporâneas como Berna Reale\, Laura Gorski e Ana Teixeira. \nContemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas\, a narrativa da exposição propõe uma reflexão e um contraponto sob a perspectiva do feminino com dados históricos e contribuições. A mostra ilustra como\, por meio de conhecimento\, posturas e narrativas afirmativas\, as mulheres atravessaram séculos de um pensamento hegemônico de opressão. \n“Nós\, mulheres\, sempre criamos\, curamos\, catalogamos\, inventamos\, analisamos e\, sobretudo\, lutamos. ‘Nós — Arte e Ciência por Mulheres’ traz para a linguagem de exposição uma narrativa que busca dar visibilidade à contribuição das mulheres ao longo dos tempos\, e faz isso através da arte\, buscando informar e sensibilizar para mudanças em curso\, mas que seguem urgentes para a emancipação das mulheres“\, ressalta Isabel Seixas\, da equipe curatorial. 
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LOCATION:Sesc Interlagos\, Av. Manuel Alves Soares\, 1100 - Parque Colonial\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Sala de vídeo: Kang Seung Lee" no MASP
DESCRIPTION:Kang Seung Lee\, Lazarus\, 2023 (frame do vídeo). Imagem: Divulgaçao\n\n\n\n\nAo evocar a intimidade e o afeto\, assim como os estados de sofrimento e pertencimento\, a obra audiovisual Lazarus (2023) homenageia e reimagina histórias e experiências da comunidade queer na Sala de vídeo: Kang Seung Lee. O trabalho em cartaz no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, a partir de 23 de agosto\, também está em exibição no núcleo contemporâneo da 60ª Bienal de Veneza.  \nInspirado na obra Lásaro (1993)\, de José Leonilson – instalação feita com duas camisas costuradas juntas\, considerada o último trabalho do artista brasileiro – e no balé original Unknown Territory (1986)\, do coreógrafo singapurense Goh Choo San (1948-87)\, o vídeo apresenta um dueto de movimentos mínimos e intencionais. Ao replicar a obra de Leonilson em Sambe\, tecido de cânhamo tradicionalmente usado na Coreia para mortalhas funerárias\, os bailarinos interagem coreografando uma homenagem às vidas e memórias perdidas durante a epidemia do HIV/aids\, inclusive às de ambos os artistas\, que faleceram de doenças decorrentes do vírus.  \n“Eu sempre entendi que o meu trabalho artístico é influenciado por pessoas que vieram antes de nós\, especialmente em relação às histórias queer de diferentes nações. Frequentemente pesquiso e reposiciono essas narrativas e arquivos\, conectando geografias e experiências distintas\, e acredito que há uma possibilidade de criar novos conhecimentos neste processo”\, reflete Kang Seung Lee. \nCom curadoria de Amanda Carneiro\, curadora\, MASP\, a mostra apresenta ainda mais uma obra de Kang Seung Lee. Untitled (Lazaro\, Jose Leonilson\, 1993) (2023) é composta por diferentes materiais – grafite\, pérolas\, pergaminho\, agulha para piercing e linha antiga de ouro 24K – junto a um desenho da vestimenta escultural criada por Leonilson. A obra Lásaro\, do artista brasileiro\, poderá ser vista na mesma ocasião de visita ao trabalho de Lee\, na mostra Leonilson: agora e as oportunidades\, no primeiro andar do MASP. “Lee associa fragmentos de uma espécie de história material do mundo com histórias subjetivas\, sobretudo de homens homossexuais que faleceram por conta da crise da aids\, exaltando suas histórias. Seu trabalho remete a uma ideia de fragilidade ao mesmo tempo que evidencia a força narrativa desses encontros”\, pontua Amanda. \nUntitled (Lazaro\, Jose Leonilson\, 1993) foi incorporada ao acervo do MASP como parte dos esforços que o museu tem realizado para internacionalizar sua coleção de arte contemporânea.  \nEm 2024\, a programação da Sala de vídeo integra o ciclo de Histórias da diversidade LGBTQIA+ no MASP\, que já apresentou as mostras de Masi Mamani/Bartolina Xixa\, Tourmaline e Ventura Profana\, e exibirá a produção audiovisual de Manauara Clandestina.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Leonilson - agora e as oportunidades” no MASP
DESCRIPTION:Leonilson\, Agora e as oportunidades (detalhe)\, 1991. Foto: © Rubens Chiri/ Projeto Leonilson\n\n\n\n\nOs jogos de palavras e as minuciosas imagens em pinturas\, desenhos\, bordados e instalações de Leonilson (José Leonilson Bezerra Dias\, Fortaleza\, 1957–1993\, São Paulo) traduzem reflexões filosóficas sobre a sua vida e o contexto no qual se insere\, conferindo aspectos autobiográficos às suas obras. Mais de 300 trabalhos e documentos que refletem as sutilezas do artista ao expressar perspectivas políticas\, públicas e íntimas serão expostos no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, de 23 de agosto a 17 de novembro de 2024\, durante a mostra Leonilson: agora e as oportunidades. \nA exposição oferece um panorama da produção de Leonilson nos seus últimos cinco anos de vida\, entre 1989 e 1993\, período mais rico e complexo do artista\, que ficou conhecido como Leonilson Tardio. Com curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, e assistência curatorial de Teo Teotonio\, a mostra é dividida cronologicamente em cinco salas no 1º andar do museu\, cada uma dedicada a um desses últimos anos de trabalho. No mezanino\, localizado no 1º subsolo\, ganham destaque as suas ilustrações feitas para a coluna de comportamento Talk of the town – o ti-ti-ti da cidade\, de Barbara Gancia no jornal Folha de S.Paulo\, bem como os vídeos documentais Com o oceano inteiro para nadar (1997)\, dirigido por Karen Harley\, e A paixão de JL (2014)\, dirigido por Carlos Nader. \n“Leonilson é um artista tanto central quanto marginal na história da arte brasileira. Central\, porque é autor de uma obra absolutamente incontornável no final do século 20\, reconhecido em incontáveis exposições\, livros e mesmo em tatuagens. Mas ele é também marginal\, pois\, com uma obra tão singular\, não se encaixa facilmente nos movimentos e gerações da história da arte brasileira. Sobretudo\, Leonilson é marginal porque\, no final dos anos 1980 no Brasil\, é um homem gay\, e\, a partir de meados de 1991\, passa a viver com HIV\, o que suscitava preconceitos e discriminações na época”\, comenta Adriano Pedrosa. \nA mostra\, que conta com o parceiro estratégico do MASP Itaú Unibanco\, tem em seu título o nome da obra Agora e as oportunidades (1991). Essa obra\, pertencente ao acervo do museu\, é uma das mais emblemáticas do artista. Nela é possível ver uma figura que evoca um ser mitológico\, solitário e dividido\, com quatro pernas e cabeças\, caminhando para diversos lados. À direita\, na pintura\, Leonilson desenhou seis copos\, embaixo de cada um deles é possível ler: “os negros”\, “os homossexuais”\, “os judeus”\, “as mulheres”\, “os aleijados”\, “os comunistas”\, designações que se referem às minorias sociais de sua época e evidenciam o aspecto político de sua produção. O trabalho será exibido junto à montagem inédita da instalação As minorias (1991)\, exposta pela última vez no ano em que foi produzida.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Singular Plural: Rubem Valentim" no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:Rubem Valentim. Crédito: Marcia Gabriel\n\n\n\n\nO Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, anuncia a abertura da exposição Singular Plural: Rubem Valentim. A inauguração será no dia 24 de agosto\, a partir das 11h\, com entrada gratuita. Em linha com as ações de acessibilidade e o compromisso de acolher todos os públicos\, o Museu oferece uma experiência estética inclusiva com fotografias\, serigrafias e esculturas adaptadas para pessoas com deficiência\, garantindo que a exposição promova um encontro sensível entre pessoas e a arte\, em sua diversidade. \nA mostra\, baseada em obras do acervo do Museu\, abrange elementos com recursos acessíveis instalados no subsolo e obras originais localizadas no primeiro nível do espaço. Os elementos com recursos acessíveis incluem duas reproduções táteis tridimensionais e três reproduções bidimensionais das obras originais que serão apresentadas na exposição instalada no primeiro nível. Além disso\, a mostra conta com jogos interativos\, um mapa tátil e um retrato tátil do artista homenageado\, proporcionando uma experiência rica e sensorial para todos os visitantes. \nEsta exposição marca a ampliação do acesso às obras de Valentim e celebra os 13 anos do programa “Singular Plural”\, que visa implantar\, expandir e aperfeiçoar recursos de acessibilidade\, tornando o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo um espaço cada vez mais acolhedor para todos os públicos. \nAo longo da carreira\, Valentim desenvolveu uma “Riscadura Brasileira”\, rica em cores vibrantes das festas populares afro-cristãs\, celebrações indígenas\, candomblé e umbanda. Sua arte foi inspirada em elementos cotidianos\, como máscaras\, estátuas\, altares e ferramentas. Assim\, ele ressignificou instrumentos dos orixás\, como o Oxé de Xangô\, e\, com a geometria sagrada\, criou uma linguagem “plástico-visual-signográfica” para expressar ideias\, valores e tradições culturais. Essa abordagem é ao mesmo tempo estética e simbólica.  \nO artista destaca a diversidade cultural do Brasil e se estabeleceu como um dos mais importantes artistas baianos no cenário nacional e internacional. Suas obras estão entre as mais procuradas pelo público no Museu e são consideradas contemporâneas\, inovadoras\, únicas e universais. Além disso\, carregam uma mistura de signos que abrangem geometria e religiosidade. 
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SUMMARY:"Intimidade das formas" na Casa Zalszupin
DESCRIPTION:Tomie Ohtake\, Pintura (detalhe)\, 1964. Imagem: Divulgação Casa Zalszupin\n\n\n\n\nEm sua autobiografia\, Jorge Zalszupin conta que após concluída a construção da casa\, em 1962\, a tarefa de decorá-la foi assumida por sua esposa Annette. Naquele ano\, a família adquiriu uma pintura abstrata de Manabu Mabe\, trocada por um sofá\, que passou a ocupar uma posição central na sala de estar da residência até o final da década de 2010\, período final da vida do designer. Verônica Zalszupin\, sua filha mais velha\, ainda hoje se lembra de caminhar descalça entre as obras de Mabe quando visitou o ateliê do artista na companhia de seu pai.  \nEsse exercício quase arqueológico da memória constitui um ponto de partida para Intimidade das formas\, exposição que dá continuidade à programação da Casa Zalszupin. A mostra propõe uma expansão do escopo de suas incursões nos modernismos brasileiros e em constelações transculturais que se deslocam do eixo europeu\, retomando\, assim\, as investigações sobre a dimensão íntima revelada nos projetos residenciais organicistas do arquiteto. A memória da inscrição da obra de Mabe no interior desse espaço da vida cotidiana\, torna-se\, assim\, interface histórica para um emaranhado de relações que se abrem na exposição.   \nEm diálogo com as formas sinuosas e casulares que caracterizam as construções orgânicas de Zalszupin\, a exposição reúne desenhos\, pinturas\, esculturas e mobiliários que remetem aos espaços e memórias afetivas da casa. Por um lado\, a escultura botânica de Kimi Nii e os desenhos da flora japonesa de Massao Okinaka enfatizam a porosidade\, no piso térreo\, entre as salas e os jardins. Por outro\, as pinturas de Tikashi Fukushima e Tomie Ohtake reverberam a presença-ausente da pintura de Mabe e da modernidade artística nipo-diaspórica do pós-guerra\, trazendo o gesto e o lirismo de Fukushima\, em um conjunto de pinturas incandescentes\, e a geometria imprecisa de Ohtake\, acompanhada do informalismo de suas “pinturas cegas”.  \nEssas aproximações se desdobram com o mobiliário e os utilitários da designer Claudia Moreira Salles\, em parte desenhados para a mostra\, e as pinturas de Mika Takahashi\, que trabalhou com a ETEL na criação de um biombo de madeira que tematiza as quatro estações do ano\, em uma conversa artística intergeracional com a obra de Fukushima. Enquanto as bases de Salles\, cujos materiais refletem as superfícies da casa\, acolhem uma cerâmica em floração de Kimi Nii; as naturezas mortas de Takahashi inscrevem no espaço pictórico objetos do convívio cotidiano da artista\, que incluem fragmentos do butsudan de sua família – altar para os ancestrais – e uma peça cerâmica da centenária Shoko Suzuki de sua coleção.  \nPor meio da noção de intimidade\, a exposição acena para o trabalho da memória levado a cabo pela casa-museu e enfatiza a dimensão do convívio\, próprio ao seu ambiente doméstico\, que se abre para distintas relações entre artistas\, objetos e formas orgânicas. Sua lente nos permite revisitar\, em companhia das obras aqui reunidas\, um momento cultural prolífico\, em que as trajetórias paralelas de imigrantes de continentes distintos se tocam\, contra o pano de fundo da efervescência artística\, arquitetônica e do design na São Paulo dos anos da construção da casa.
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LOCATION:Casa Zalszupin\, R. Dr. Antônio Carlos de Assunção\, 138 - Jardim America\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"OUTROPLANO" na Galeria Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Obra de Tuneu. Imagem: Divulgação / Cortesia Raquel Arnaud\n\n\n\n\n“OUTROPLANO” é uma coletiva com obras de Tuneu\, Hercules Barsotti e Willys de Castro\, que tem o texto curatorial assinado por Agnaldo Farias. A produção dos artistas é marcada pela introdução de novos materiais a partir do desejo de expandir a estrutura formal da tela. \n“A variação da obra de Tuneu não foi tanto pela anexação de territórios de linguagens exteriores a ela\, mas pela exploração sistemática\, diligente\, meditativa dos elementos constitutivos da pintura\, de formas geométricas aplicadas a ela\, incluindo desde o campo quadrangular delimitado pela moldura\, a própria moldura\, às quatro linhas que perfazem os limites da folha de papel\, do cartão\, ou do tecido da tela; considere-se também as superfícies desses suportes sobre os quais ele pinta\, risca\, corta\, como as séries formadas por cortes\, dobras e sobreposições de planos.” complementa Agnaldo Farias. \nEntre formatos e espaços\, Tuneu mantêm o hexágono como protagonista da exposição\, junto a diversas cores\, contrastes e variações tonais. “As formas geométricas têm uma ressonância em você… você não decide qual forma está internalizada\, é algo que te pega\, isso é o que vai dar substância ao pensamento. A escolha pelo hexágono é absolutamente interna\, é uma sensação\, um sentimento…” explica o artista. \nNo mundo da arte desde a década de 60\, com uma trajetória marcada por variações criativas e a exploração de novos territórios\, Tuneu teve Tarsila do Amaral como mentora e uma grande referência para traçar seu próprio e único caminho. \nHércules Barsotti foi um artista plástico nascido em 1914. Em 1954 começa a trabalhar em desenho têxtil e\, juntamente com Willys de Castro\, outro artista ligado aos movimentos Concreto e Neo-Concreto\, funda o Estúdio de Projetos Gráficos\, em São Paulo. Ambos compartilharam experiências com os maiores nomes da arte concreta mundial\, e a convivência com Willys deixou marcas profundas na obra de Barsotti.
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LOCATION:Galeria Raquel Arnaud\, 125 R. Fidalga Vila Madalena\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Posesión" de Carlos Martiel na Verve Galeria
DESCRIPTION:Carlos Martiel\, Gran poder\, 2023. Foto: Raiza Rosados\n\n\n\n\nA galeria Verve inaugura “Posesión”\, primeira exposição individual do artista cubano Carlos Martiel no Brasil. Com abertura no dia 24 de Agosto de 2024\, a mostra conta com obras inéditas produzidas especialmente para o contexto brasileiro e texto crítico de Ayrson Heráclito\, artista com quem já colaborou inúmeras vezes e mantém intensa troca há muitos anos. Radicado em Nova York\, Martiel é um dos mais prestigiados performers da atualidade e já se apresentou em importantes instituições\, como o Solomon R Guggenheim Museum\, de Nova York (EUA); El Museo del Barrio\, Nova York (EUA)\, Stedelijk Museum\, Amsterdam (Holanda); The Museum of Fine Arts Houston (EUA)\, entre outros. Ganhador de inúmeros prêmios\, seus trabalhos também integram os acervos permanentes do Solomon R Guggenheim Museum\, Nova York (EUA); The Pérez Art Museum Miami (Miami\, EUA); do Museu de Arte do Rio (MAR)\, Rio de Janeiro\, entre outros. Neste momento\, o artista apresenta uma grande exposição retrospectiva no Museo del Barrio\, também na cidade de Nova York\, curada pelo diretor da instituição\, Rodrigo Moura. \nNos trabalhos desenvolvidos para esta mostra\, Martiel investiga as dinâmicas em torno dos corpos originários e diaspóricos\, explorando questões de resistência e resiliência nos diferentes contextos da colonização. Desta forma\, o artista tece conexões com a realidade brasileira em diferentes núcleos através da religiosidade (como o Candomblé)\, dos símbolos (bandeiras e medalhas) e do território (demarcações e disputas). Em obras muito sintéticas e de grande potência\, Martiel transforma sua existência em uma experiência radical de arte. No texto crítico desenvolvido para a mostra\, Ayrson Heráclito define com precisão a força de seu trabalho: “podemos pensar o seu discurso artístico enquanto a voz dissonante de um sujeito negro\, queer\, desterrado e imigrante em constante embate com as politicas de assujeitamento do seu tempo. Apresentando um arquivo de situações\, onde racismo\, sexismo\, colonialismo e utopismos se entrecruzam nas mais torpes e sádicas violências\, o artista produz um manifesto antirracista e libertário. A poética da sua obra desencadeia na audiência um desconfortável susto ético e político”\, conclui o curador. 
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LOCATION:Verve Galeria\, Edifício Louvre - Av. São Luís\, 192 - Sobreloja 06 - República\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Acará: delicadeza insurgente" na Verve Galeria
DESCRIPTION:Vista da exposição “Acará delicadeza insurgente” na Verve Galeria. Imagem: Divulgação / Cortesia Verve Galeria\n\n\n\n\nNo dia 24 de Agosto de 2024\, a galeria Verve abre ao público a mostra “Acará: delicadeza insurgente”\, com texto curatorial da pesquisadora Ana Paula Rocha. Acará – do quicongo: kala\, carvão ardente\, brasa – dá nome ao rito em que um naco de algodão\, encharcado em óleo de dendê\, é acendido em fogo para que seja engolido por pessoas em transe. A palavra também designa em terreiros preparações com feijão-fradinho\, dentre eles o acarajé (“comer bola de fogo”)\, vinculados às tradições alimentares e de afeto transmitidas pelas mães pretas. Ao mesmo tempo\, Acará\, do Tupi-guarani\, nomeia diversas espécies de peixe – acará-bandeira\, acará do Congo\, acará-cascudo – e por vezes recebe\, no dialeto popular\, o sentido de “peixe que morde”. \nAo representar as principais ritualísticas de diversos povos indígenas\, o peixe se relaciona com aspectos de vigor e cuidado\, próprios ao ato da pesca\, do cozimento e do preparo. “ACARÁ: delicadeza insurgente” investiga essa coexistência entre força e sensibilidade. Com o objetivo de subverter estereótipos associados a grupos não-brancos tidos ora como violentos\, ora passivos\, na historiografia nacional e seus arquivos institucionais\, a mostra evidencia o modo como os artistas\, individual ou coletivamente\, apresentam propostas políticas insurgentes\, alinhadas à forte rigor e delicadeza estéticos. \nA mostra reúne trabalhos dos artistas Ana Beatriz Almeida\, Ayrson Heraclito\, Eustáquio Neves\, Emanoel Araujo\, Jaider Esbell\, Lita Cerqueira\, Maria Auxiliadora\, Maria Lira Marques\, Moisés Patrício\, Nádia Taquary\, Paulo Nazareth\, Sidney Amaral e Shai Andrade\, inaugurada em diálogo com a mostra ‘Posesión’\, individual do artista cubano Carlos Martiel com abertura no mesmo dia\, evidenciando o duplo engajamento dos artistas reunidos\, que criam propostas políticas tão insurgentes quanto carregadas de forte rigor e delicadeza estéticos. “A mostra é um convite à reflexão e consciência crítica dos impactos socioculturais das violências de classe-raça\, sem jamais abrir mão de uma perspectiva propositiva de liberdade e de deslumbramento incendiário do mundo”\, como define Ana Paula Rocha em seu ensaio crítico para a exposição.
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LOCATION:Verve Galeria\, Edifício Louvre - Av. São Luís\, 192 - Sobreloja 06 - República\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Sefirot” de Mimi Lauter na Mendes Wood DM
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Mimi Lauter. Imagem: Divulgação / Cortesia Mendes Wood DM\n\n\n\n\nEm Sefirot\, a artista Mimi Lauter\, de Los Angeles\, conhecida por seu trabalho em pastel oleoso e pastel seco\, desenvolve uma obra profundamente sintonizada com os conceitos da Árvore da Vida do misticismo cabalístico. Os cabalistas acreditam que dez forças criativas conectam o infinito e o incognoscível ao nosso mundo presente. Dez faces de Deus voltadas para a nossa realidade material. Dez aspectos da onipresença divina que se cruzam com nosso cotidiano. Dez emanações que derramam a luz inefável do divino – as imagens destacam formas de iluminação\, luminosidade\, brilho e luz. Cada uma das dez sefirot\, ou emanações\, representa um conjunto de conceitos abstratos\, com imagens e noções associadas. Os cabalistas organizaram essas dez sefirot em um diagrama de relações chamado Árvore da Vida\, sendo que cada força é representada por uma esfera\, um nó ou ponto. Diferentes canais conectam as sefirot adjacentes\, de modo que posicionam aspectos da manifestação divina em várias relações. É uma árvore que estrutura a forma como o divino se apresenta para nós ou como o entendemos. É a vida vegetal que contorna uma compreensão mística de nossa existência. Por ser tão dedicada à estética do jardim e basear grande parte de sua prática no estudo da flora\, Lauter não poderia criar de outro jeito. \nNa árvore dos cabalistas\, as sefirot são organizadas em três colunas: as da direita representam conceitos do gênero masculino\, as da esquerda\, do gênero feminino\, e a coluna do meio representa o equilíbrio ideal entre misericórdia e justiça\, uma amálgama andrógina entre o feminino e o masculino. A relação entre os gêneros e certas sefirot pode surpreender as sensibilidades modernas\, não só pela simplicidade de atribuir tais binarismos\, mas também pela inesperada e intrigante combinação de valores\, como misericórdia e compaixão que se ligam à masculinidade\, enquanto justiça\, poder\, punição e ferocidade são valores atribuídos ao feminino. Estranho e provocativo. \nNo topo central da árvore está Keter\, a coroa\, ladeada à esquerda e à direita por Bina e Hokhmah\, respectivamente. Como é a sefirá mais elevada\, Keter representa o éter primordial e a negação do pensamento\, algo quase Zen. Bina abrange compreensão\, discernimento e pensamento analítico\, além de simbolizar a mãe\, o útero\, a redenção e a linguagem. Hokhmah\, por sua vez\, é a sabedoria\, os aspectos sintéticos do divino e a ideia de começo\, no sentido de algo que surge a partir do aparente nada ou de uma semente\, estando\, por isso\, associada ao Éden. Lauter une essas três forças em um grande díptico dividido em três regiões retangulares\, contendo dois grandes círculos em cada extremidade\, atados no topo como se fossem abraços. Dessa forma\, a artista cria uma semelhança marcante com uma visão anatômica dos ovários\, trompas de falópio e útero. O terço inferior da pintura é pontilhado de vermelho\, evocando um campo de papoulas vermelhas selvagens do sul de Israel\, vistas em perspectiva\, diminuindo na distância. \nDescendo pela árvore\, encontramos Din (julgamento\, poder\, punição\, fogo\, noite\, nuvem) e Hesed (misericórdia\, amor\, bondade\, compaixão\, graça). A pintura de Lauter\, Hesed Sefira\, apresenta vários elementos figurativos dispostos simetricamente como uma estrutura parcialmente murada – dois braços e duas pernas cortados\, escurecidos\, como se carbonizados. Uma chuva de manchas cinzas\, brancas\, amarelas e azuis cai. O pastel preto confere um efeito de fuligem ou fumaça. Enquanto isso\, Dina Sefiraé uma explosão sinfônica de vermelho em tons de sangue\, vinho\, sujeira\, crosta\, hematoma e víscera\, com uma grande nuvem branca e espessa em forma de sobrancelha flutuando na metade superior. Na parte inferior\, uma impressão de mão direita pressiona contra ou através da superfície. Linhas onduladas se estendem e manchas verdes da base emergem por toda parte. \nTiferet\, que representa a beleza\, a verdade e o equilíbrio ideal que preserva a união do universo\, entre a justiça e a misericórdia\, aparece como um jardim retangular verdejante cercado por tons de rosa e uma borda ou moldura que atua como se fosse uma porta do corpo se abrindo para o jardim. Uma figura de infinito flutuante\, em forma de oito\, paira acima do centro da imagem como um espírito levitante e alado.  \nMais abaixo na árvore da vida\, o próximo par de conceitos é Nezah (eternidade\, resistência\, vitória) e Hod (majestade\, profecia)\, ambos apresentados em monocromos azuis: o primeiro com azuis profundos que evocam o mar ou o céu noturno\, enquanto o segundo exibe uma piscina alta e reluzente de tons aquosos cintilantes. Abaixo e entre eles está Yesod\, na base da árvore\, significando a fundação e a paz\, o pacto do arco-íris\, os mandamentos\, a memória e a redenção\, além do falo. Lauter pinta essa imagem como uma janela azul ou um portal\, evocando outros trabalhos\, como\, por exemplo\, Exquisite Corpse within a Landscape [Cadavre exquis em uma paisagem]\, uma pintura menor\, estratificada e emoldurada\, que é colada no centro da pintura maior e cercada por um campo verde repleto de flores vermelhas dos dois lados e flores douradas abaixo\, como um tapete\, e acima\, por uma forma que remete a uma tenda chupá. Abaixo de Yesod\, Shekinah aparece enraizada na terra\, significando literalmente habitação\, a habitação da presença de Deus neste mundo. Shekinah é o aspecto feminino e cósmico do divino\, associado a rainhas\, noivas e mães\, representa também o espírito da terra de Israel. Também está ligada ao Jardim do Éden\, à árvore do conhecimento e à expulsão da humanidade após a transgressão – de fato\, exílio e diáspora estão entrelaçados nessa sefirá. Na interpretação da artista\, Shekinah Sefira é retratada como um grupo de montanhas ou colinas em forma de cúpula ou cebola\, com torres que alcançam os céus\, mas que\, na verdade\, são braços estendidos que alcançam uma pequena estrela de Davi vermelha em relevo espesso. Dominada por tons de vermelho e laranja\, a pintura é vista através de uma abertura nas nuvens azuis\, ainda visíveis nas margens. Convidativo\, o exótico e tenso Éden de Mimi Lauter continua a lançar seu feitiço de origem sobre todos nós. \n— Sarah Lehrer-Graiwer 
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SUMMARY:“ARDOR E IRA” de Fernando Marques Penteado na Mendes Wood DM
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Fernando Marques Penteado. Imagem: Divulgação / Cortesia Mendes Wood DM\n\n\n\n\nMendes Wood DM apresenta ARDOR E IRA\, exposição individual do artista Fernando Marques Penteado. Retomando a imagem de um lar\, Marques Penteado explora uma ampla gama de símbolos que foram mantidos e valorizados em ambientes domésticos para proteger seus habitantes. Abrangendo diferentes geografias e tradições\, desde figuras devocionais peruanas até deuses afro-brasileiros\, ARDOR E IRA traça uma análise poética da busca duradoura da humanidade por objetos evocativos e protetores. Combinando instalações\, trabalhos esculturais\, desenhos e storyboards\, Marques Penteado literalmente borda as histórias não contadas incrustadas nessas representações.   \nARDOR E IRA  \nNós oscilamos perpetuamente entre a pacificação e a afronta. O Ardor regenera e faz prosperar. A Ira ceifa\, elimina e dispara rancores. Ao lado disso\, neste vasto mundo\, não há local mais sereno\, estimado e procurado do que uma casa. E para que a casa consiga se consagrar como lar\, ela precisa proteção. Evocar a proteção de um lar\, de uma família\, é um gesto ancestral. Figuras emblemáticas lançam seus efeitos\, suas vitalidades e aquela casa passará a as ter por guardiãs.  \nCertas paredes da exposição resgatam formas antigas que pedem por fertilidade\, outras procuram a saúde e outras a devoção. As paredes laterais\, entretanto\, são dedicadas à um dos guias deste ano corrente\, 2024\, o Exu_Bará com suas habilidades de um mensageiro tenaz por entre mundos físicos e os psíquicos\, subterrâneos.   \nAinda outra larga parede apresenta um continuo de estórias de casas: de quando as já se tem\, de quando ainda as se busca\, ou de quando por infortúnio as se perde. Ficções\, arranjos\, ornamentos\, esculturas e mapas alargam o nosso globo terrestre. A casa\, tal como a vida\, também oscila entre sólida e efêmera\, bela e arruinada\, protegida ou à mercê de intempéries e maldições.  \nE por último há na exposição três linhas narrativas ficcionais e objetos satélites que acompanham 1. a saga de Lurdes ao recuperar a urna com as cinzas de sua irmã 2. a alegre trajetória de Konrad entre a Bratislava na República Tcheca até Portland nos EUA e 3. uma charada que descreve o homem que é folgado\, sujeito infelizmente ainda muito em voga.  \nÉ isso. É vir e desfrutar.   \n– Fernando Marques Penteado 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/ardor-e-ira-de-fernando-marques-penteado-na-mendes-wood-dm/
LOCATION:Mendes Wood DM\, R. Barra Funda\, 216 – Barra Funda\, São Paulo\, São Paulo
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