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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Novo Poder: passabilidade" de Maxwell Alexandre no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Com um conjunto de cerca de 56 obras\, a mostra Novo Poder: passabilidade\, do artista carioca\, Maxwell Alexandre\, oferece uma experiência reflexiva sobre a interseção entre identidade\, poder e passagem. Sua produção desafia estereótipos e narrativas dominantes\, propondo provocações sobre as realidades sociais e culturais do Brasil. \n\n\n\nA exposição individual da série\, que foi realizada em fevereiro de 2023\, em Madrid (Espanha)\, e que ganhou desdobramento no 1º Pavilhão Maxwell Alexandre\, localizado no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro)\, ocupará o espaço Arte I (5º andar)\, no Sesc Avenida Paulista\, entre 19 de abril e 29 de setembro de 2024. \n\n\n\nVencedor do prêmio Pipa 2021\, Maxwell\, na série Novo Poder: passabilidade\, trata da ideia da comunidade preta dentro de galerias\, museus\, centros culturais e fundações. \n\n\n\nEm suas obras\, o artista dá ênfase a três signos base: as cores preta\, branca e parda. A cor preta é manifestada pela representação dos personagens; a cor branca aponta para o espaço expositivo\, assim como o conhecimento acadêmico\, e a cor parda representa a obra de arte e também faz referência ao próprio papel\, que é o suporte principal da série. \n\n\n\n“A Moda e a Arte são dois campos da cultura hegemônica ocidental que se consolidaram a partir da modernidade\, cada um com suas especificidades\, tendo como ponto em comum a forte influência que ambos exercem na construção de distinções sociais”\, conta Maxwell.
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LOCATION:Sesc Avenida Paulista\, 119 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Um Defeito de Cor" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Marcio Vasconcelos\, Tessi Sodokpa – Cotonou\, 2009\n\n\n\n\nDe 25 de abril a 1º de dezembro\, o Sesc Pinheiros recebe “Um Defeito de Cor”. Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação\, a Ciência e a Cultura (OEI)\, com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)\, a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves\, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR\, no Rio de Janeiro\, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)\, em Salvador\, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes\, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos.   \n\n\n\nAo todo\, 372 peças entre arte têxtil\, fotografias\, instalações\, cartazes\, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil\, da África e das Américas interpretam “Um defeito de cor”\, ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro\, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra  ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19\, escravizada no Brasil\, e sua busca por um filho perdido.   \n\n\n\nDentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela\, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga\, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024\, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou “Um defeito de cor” para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso\, estarão em exibição\, pela primeira vez\, um “Retrato de Ana Maria”\, quadro de Panmela Castro; “Bori – filha de Oxum”\, do artista e babalorixá Moisés Patrício\, e “romaria”\, mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros\, além de uma programação integrada\, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo.  \n\n\n\nDividida em dez núcleos não-lineares\, que se espelham nos dez capítulos do livro\, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros\, o empreendedorismo\, o protagonismo feminino\, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea\, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais\, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance\, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população\, das quais ainda pouco se sabe.  \n\n\n\nAna Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos\, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia\, que teve consultoria de Ayrson Heráclito\, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana\, em colaboração com Jaqueline Coelho.   \n\n\n\n “Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e\, desta vez\, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é\, ao mesmo tempo\, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata\, por exemplo\, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos\, e não menos sangue\, dor e sofrimento”\, afirma Ana Maria. 
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LOCATION:Sesc Pinheiros\, R. Pais Leme\, 195 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Mova-se! Clima e deslocamentos" no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Claudia Barrios Rosel\, Sem título\, 2022 | Somalia Drought Response/OIM Organização Internacional para as Migrações\n\n\n\nO projeto curatorial tem correalização com a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi desenvolvido de forma orgânica pela equipe do MI com a participação de diversos parceiros. A temporária apresenta ao público uma compreensão geral sobre o vínculo entre a mudança global do clima e a mobilidade humana\, evidenciando as diferentes maneiras pelas quais a ciência\, os agentes sociais (associações\, ONGs e OIs) e as artes lidam com fenômenos tão complexos. \n\n\n\nA decisão de migrar é influenciada por uma complexa interação de fatores políticos\, econômicos\, demográficos\, sociais e ambientais. No caso da migração relacionada à mudança climática\, os aspectos ambientais modificados pela atividade humana desempenham um papel crucial na escolha de deixar um local de residência em busca de outro. Evacuações preventivas\, realocações planejadas\, fuga reativa diante de eventos repentinos ou deslocamento gradual de pessoas de áreas afetadas por fenômenos de desenvolvimento lento\, como a seca\, são algumas das formas de deslocamento desencadeadas por desastres\, que\, com a mudança do clima\, tendem a se tornar cada vez mais frequentes e intensos. \n\n\n\nEm um cenário tão complexo\, a abordagem escolhida na exposição foi a de fluir junto às pessoas e às organizações que estão se mobilizando e pensando sobre os desafios atuais. Os três módulos que compõem a temporária\, Tempo de Saber\, Tempo de Agir e Tempo de Sentir\, são dispostos a partir de diferentes saberes e contam com recursos de instalações\, vídeos\, conteúdos em realidade virtual\, dados de observatórios e instituições\, fotos\, depoimentos e objetos. \n\n\n\nO meio ambiente sempre foi um fator de migração\, e os deslocamentos ao redor do mundo mostram como as sociedades são afetadas por outras espécies ou pelos ciclos naturais. Além do panorama atual e das perspectivas do futuro\, a exposição contextualiza o papel da Hospedaria de Imigrantes do Brás – prédio que abriga hoje o MI – em histórias sobre acolhimento por consequências de questões ambientais\, como a Grande Seca\, no século XIX\, que expulsou milhares de cearenses para outras partes do País\, e as enchentes em São Paulo da década de 1920. \n\n\n\nPor meio de diversas trajetórias e histórias\, em Mova-se! Clima e deslocamentos o público entrará em contato com as estratégias atuais de conscientização\, campanhas e projetos das principais instituições que lidam com o colapso climático e a extrema desigualdade. A temporária exibe também os registros de Lalo de Almeida\, um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no Brasil. A seleção de 17 obras que compõem a exposição têm 2012 como ano de partida e apresentam um panorama sobre o meio\, suas transformações e as consequências ecológicas\, econômicas e sociais da relação entre o meio ambiente e os seres humanos e não humanos. \n\n\n\nA exposição Mova-se! Clima e deslocamentos é uma realização do Ministério da Cultura\, do Governo do Estado de São Paulo\, mediante a Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, do Museu da Imigração e das Nações Unidas\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto tem patrocínio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil\, da Deloitte e da Panasonic e apoio do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)\, da Produtora Brasileira\, do Instituto Linha D’Água\, das Latinas por el Clima\, da Amazônia Viva\, do Instituto Igarapé\, do IDMC (Internal Displacement Monitoring Centre) e do AdaptaBrasil MCTI.
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LOCATION:Museu da Imigração\, Rua Visconde de Parnaíba\, 1316 - Mooca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Efeito Japão: moda em 15 atos" na Japan House
DESCRIPTION:Vista da exposição “Efeito Japão: moda em 15 atos” na Japan House São Pualo. Créditos: Wagner Romano\n\n\n\n\nO impacto e as influências da moda japonesa no cenário global ganham destaque na exposição inédita “Efeito Japão: moda em 15 atos”\, que estreia no segundo andar da Japan House São Paulo no dia 7 de maio. A partir de 15 trajes de importantes estilistas nipônicos\, a mostra busca desvendar o poder do design japonês que assimila as tendências do mundo e as transformam em novas tendências por meio de uma sensibilidade particular.  Com entrada gratuita e em cartaz até 1º de setembro\, a exposição foi coordenada pelo diretor de moda Souta Yamaguchi\, responsável pelo design das roupas utilizadas pelo staff na cerimônia de entrega de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tokyo 2020. Yamaguchi inclusive já ministrou palestra na Japan House São Paulo.  \n\n\n\nDentre as peças selecionadas especialmente para a exposição\, estão produções de Hanae Mori (1926 – 2022); Masao Mizuno (1928 – 2014); Kansai Yamamoto (1944 – 2020); Kenzo Takada (1939 – 2020); Yohji Yamamoto (1943); Isao Kaneko (1939); Yoshiki Hishinuma (1958); Issey Miyake (1938 – 2022); Junya Watanabe (1961); Jun Takahashi (1969); Kunihiko Morinaga (1980); Junichi Abe (1965) e Chitose Abe (1965).  \n\n\n\n“Esta exposição é uma valiosa oportunidade para conhecermos um panorama das transformações da moda no Japão\, as quais se iniciaram na década de 1950 e continuam ocorrendo até hoje. Espero que os visitantes desta exposição entrem em contato com a sensibilidade japonesa\, que é capaz de contemplar a mudança dos tempos através das tendências da moda\, como um espelho que reflete a sociedade”\, afirma o coordenador da mostra\, Souta Yamaguchi.  \n\n\n\nPor meio das peças e de uma linha do tempo\, a mostra destaca marcos históricos e contextos sociais da moda no Japão e no mundo\, desde o período pós-Segunda Guerra Mundial\, quando a cultura da vestimenta no Japão passou por uma grande transição entre os quimonos e as roupas ocidentais; passando pela consagração de estilistas japoneses no cenário internacional e a influência do street style japonês. Aborda também os novos nomes da moda japonesa\, que ascenderam ao liderar as tendências contemporâneas como o uso da tecnologia de ponta que leva em consideração a sustentabilidade\, além de designers promissores atuantes no cenário global que expressam as suas complexas singularidades.   \n\n\n\n“Com certeza\, os visitantes vão se deparar com pelo menos um nome familiar durante a visita à esta mostra\, já que vários destes designers são reconhecidos internacionalmente pela inovação e a criatividade que tornou a moda japonesa relevante mundialmente. Alguns nomes apresentados\, inclusive\, já estiveram presentes em atividades da Japan House São Paulo anteriormente. Para aprofundar\, realizaremos diversas atividades paralelas em que a moda japonesa será nosso grande foco\, culminando inclusive com a abertura de outra exposição complementar em breve.”\, ressalta a Diretora Cultural da JHSP\, Natasha Barzaghi Geenen. 
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Natureza Viva" de Marcelo Tinoco no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Marcelo Tinoco\, Natureza Viva (detalhe)\, 2015\n\n\n\nO Centro Cultural Fiesp (CCF) realiza em São Paulo a exposição Natureza Viva\, do artista Marcelo Tinoco\, com curadoria de Nancy Betts. O período expositivo tem início dia 08 de maio e vai até dia 13 de outubro. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo\, das 10h às 20h. \n\n\n\nA mostra apresenta 12 obras\, produzidas durante a última década\, que representam jardins e paisagens naturais\, promovendo a reflexão sobre a interação humanidade – natureza. Em seu processo de criação\, Tinoco desconstrói fotografias de diferentes épocas e locais e as utiliza como rascunho para a composição de uma nova cena\, desenhada e colorida manualmente\, gerando o que ele chama de “fotografia multidisciplinar”. \n\n\n\nNeste contexto\, a coleção exposta conduz o espectador a uma experiência imersiva composta de dois vieses: as paisagens tropicais e as paisagens europeias. Mais que apresentar lugares\, na poética do artista há uma perspectiva dialógica entre todas as obras. As paisagens tropicais remetem aos jardins de Burle Marx com seus arranjos de um paisagismo modernista.   \n\n\n\nA mostra é um convite para que os visitantes reflitam sobre a necessidade do cuidado e do conviver com a natureza\, gerando novas realidades possíveis. Natureza Viva é livre para todos os públicos e inclusiva para pessoas com deficiência visual\, contendo audiodescrição em cinco obras.  \n\n\n\nA Gerente de Cultura do Sesi-SP\, Débora Viana\, traz a importância de exposições como Natureza Viva integrar a programação do Sesi-SP: “Reiteramos o compromisso da nossa instituição em ofertar um ambiente cultural e artístico\, proporcionando ao público a projetos de qualidade\, que o acesso a obras\, ao processo criativo de artistas de diversas origens\, e incentivando a reflexão e a experimentação. No Sesi-SP\, consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes\, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso\, concebemos e executamos projetos em uma ampla gama de áreas\, convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística.”
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SUMMARY:"Línguas africanas que fazem o Brasil" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Vista da exposição temporária “Línguas africanas que fazem o Brasil”. Crédito: Guilherme Sai\n\n\n\nO dia a dia do povo brasileiro é atravessado pelas presenças africanas na forma como nos expressamos – seja na entonação\, no vocabulário\, na pronúncia ou na forma de construir o pensamento. É sobre essas presenças que trata a exposição temporária Línguas africanas que fazem o Brasil\, com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana e realização do Museu da Língua Portuguesa\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. A mostra abre ao público no dia 24 de maio e fica em cartaz até janeiro de 2025.   \n\n\n\nA exposição conta com patrocínio máster da Petrobras\, patrocínio da CCR\, do Instituto Cultural Vale\, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco\, do Grupo Ultra e da CAIXA.  \n\n\n\nLínguas dos habitantes de terras da África Subsaariana\, como o iorubá\, eve-fom e as do grupo bantu\, têm participação decisiva na configuração do português falado no Brasil\, seja em seu vocabulário ou na maneira de pronunciar as palavras e de entoar as frases\, mesmo que esta estruturação não seja do conhecimento dos falantes. Trata-se de uma história e de uma realidade legadas por cerca de 4\,8 milhões de pessoas africanas trazidas de forma violenta ao país entre os séculos 16 e 19\, durante o período do regime escravocrata. Além da língua\, essa presença pode ser sentida em outras manifestações culturais\, como a música\, a arquitetura\, as festas populares e rituais religiosos.   \n\n\n\n“Ao mesmo tempo que a gente quer mostrar ao público que falamos uma série de expressões e estruturas que remontam a línguas negro-africanas\, também desejamos revelar de que maneira isso acontece. Por que falamos caçula e não benjamim? Por que dizemos cochilar e não dormitar? Essas palavras fazem parte de nosso vocabulário\, da nossa vida\, do nosso modo de pensar”\, afirma Santana.  \n\n\n\nA exposição Línguas africanas que fazem o Brasil recebe o público com 15 palavras oriundas de línguas africanas impressas em estruturas ovais de madeira penduradas pela sala. Serão destacadas palavras como bunda\, xingar\, marimbondo\, dendê\, canjica\, minhoca e caçula. O público também poderá ouvi-las nas vozes de pessoas que residem no território da Estação da Luz\, onde o Museu está localizado.   \n\n\n\nOutro destaque no espaço é a obra do artista plástico baiano J. Cunha – um tecido estampado com os dizeres “Civilizações Bantu” que vestiu o tradicional Ilê Aiyê\, primeiro bloco afro do Brasil\, no Carnaval de 1996. Além disso\, cerca de 20 mil búzios também estarão suspensos e distribuídos pelo ambiente. Na tradição afro-brasileira\, as conchas são usadas em práticas divinatórias e funcionam como linguagem que conecta o mundo físico e espiritual.   \n\n\n\n“Os búzios estão presentes nos espaços afro-religiosos no Brasil que foram\, não os exclusivos\, mas os principais núcleos de preservação e reinvenção das línguas africanas do Brasil. A partir deles\, as presenças negras se irradiaram para outras dimensões da cultura popular brasileira”\, diz Santana.  \n\n\n\nAinda na entrada da exposição\, o público avistará vários adinkras espalhados pelas paredes. Trata-se de símbolos utilizados como sistema de escrita pelo povo Ashanti\, que habita países como Costa do Marfim\, Gana e Togo\, na África. Eles podem representar desde diferentes elementos da cultura até sentenças proverbiais inteiras em um único ideograma. Evidenciando a presença desse povo como parte da diáspora africana\, é possível encontrar\, em diversas regiões do Brasil\, gradis de residências e outras construções arquitetônicas adornados com alguns dos mais de 80 símbolos dos adinkras.  \n\n\n\nFazem parte da exposição duas videoinstalações da relevante artista visual fluminense Aline Motta. Na obra Corpo Celeste III\, emprestada pela Pinacoteca de São Paulo e projetada no chão em larga escala\, a artista destaca formas milenares de grafias centro-africanas\, especificamente as do povo bakongo\, presente em territórios como o angolano. Este trabalho foi desenvolvido com o historiador Rafael Galante. Já em Corpo Celeste V\, criada exclusivamente para o Museu da Língua Portuguesa\, quatro provérbios em quicongo\, umbundo\, iorubá e quimbundo\, traduzidos para o português\, serão exibidos em movimento nas paredes e em diálogo com Corpo Celeste III.   \n\n\n\nUm dos principais nomes da nova geração da escultura no país\, a baiana Rebeca Carapiá  assina obras de arte criadas em diálogo com frequências e grafias afrocentradas\, a partir de seu trabalho com metais.  \n\n\n\nA exposição também mostra como canções populares no Brasil foram criadas a partir da integração entre línguas africanas e o português\, como Escravos de Jó e Abre a roda\, tindolelê. O “jó”\, da faixa Escravos de Jó\, advém das línguas quimbundo e umbundo e quer dizer “casa”\, “escravos de casa”. “Escravizados ladinos\, crioulos e mulheres negras\, que realizavam trabalho doméstico e falavam tanto o português de seus senhores quanto a língua dos que realizavam trabalhos externos\, foram a ponte para a africanização do português e para o aportuguesamento dos africanos no sentido linguístico e cultural”\, diz Tiganá Santana com base nas pesquisas da professora Yeda Pessoa de Castro.  \n\n\n\nAlém dos búzios\, a mostra explora outras linguagens não-verbais advindas das culturas africanas ou afro-diaspóricas. Entre elas\, os cabelos trançados\, que\, durante o período de escravidão no Brasil\, serviam como mapas de rotas de fugas. E de turbantes\, cujas diferentes amarrações indicam posição hierárquica dentro do candomblé. Há ainda dois trabalhos da designer Goya Lopes\, cujas principais referências são as capulanas\, os panos coloridos usados por mulheres em Moçambique. Tais trabalhos enfatizam uma articulação significativa com a língua iorubá.  \n\n\n\nOutro exemplo da linguagem não-verbal são os tambores\, que compõem uma cenografia constituída por uma projeção criada por Aline Motta\, com imagens do mar e trechos do texto Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira\, de Lélia Gonzalez\, uma das principais intelectuais do Brasil\, referência nos estudos e debates de gênero\, raça e classe. Nestes trechos\, verifica-se o uso da expressão pretuguês cunhada pela intelectual. Por fim\, ainda nessa cena\, é importante ressaltar a presença de esculturas da Rebeca Carapiá\, conversando com as frequências dos tambores.  \n\n\n\nNuma sala de cinema interativa\, o visitante será surpreendido com uma projeção de imagens ao enunciar palavras de origem africana como axé\, afoxé\, zumbi e acarajé.   \n\n\n\nO público terá acesso a uma série de registros de manifestações culturais afro-brasileiras e de conteúdos sobre as línguas africanas e sua presença no português do Brasil. Há performance da cantora Clementina de Jesus\, imagens da Missão de Pesquisas Folclóricas idealizada por Mário de Andrade\, entrevistas com pesquisadores como Félix Ayoh’Omidire\, Margarida Petter e Laura Álvarez López\, além de gravações de apresentações do bloco Ilú Obá De Min e da Orkestra Rumpilezz\, e o vídeo Encomendador de Almas\, de Eustáquio Neves\, que retrata o senhor Crispim\, da comunidade quilombola do Ausente ou do Córrego do Ausente\, na região do Vale do Jequitinhonha.   \n\n\n\nTudo isso em meio a sons de canções rituais e narrativas em iorubá\, fom\, quimbundo e quicongo\, captados pelo linguista norte-americano Lorenzo Dow Turner nos anos de 1940 na Bahia e cedidos pela Universidade de Indiana\, nos Estados Unidos. Será possível\, ainda\, assistir aos filmes sobre o Quilombo Cafundó: um que já existia há mais de 40 anos e outro que foi concebido para a exposição\, versando sobre a língua cupópia de modo mais enfático. 
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LOCATION:Museu da Língua Portuguesa\, Praça da Luz\, s/nº - Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lélia em nós: festas populares e amefricanidade" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Lita Cerqueira\, Procissão de Santo Amaro. Foto: Coleção da artista\n\n\n\n\nA partir de 26 de junho será possível conhecer o pensamento da antropóloga\, historiadora e filósofa brasileira Lélia Gonzalez (1935 – 1994). O Sesc São Paulo\, em parceria com a Boitempo\, inaugura o projeto Lélia em nós: festas populares e amefricanidade\, na unidade Vila Mariana. A exposição\, que fica em cartaz até 24 de novembro de 2024\, foi inspirada pelo livro Festas populares no Brasil (que ganha nova edição pela Boitempo) e promove uma celebração da cultura afro-brasileira – ou amefricana\, como propõe a autora – a partir de um recorte que estabelece diálogos e reflexões suscitados pela produção intelectual de Gonzalez\, uma  proeminente ativista do movimento negro brasileiro e importante teórica do feminismo negro\, cuja morte completará 30 anos em 10 de julho de 2024. \n\n\n\nCom uma seleção de produções contemporâneas e de diferentes períodos\, reunida em cinco eixos temáticos\, Lélia em nós: festas populares e amefricanidade apresenta pinturas\, fotografias\, documentos históricos\, objetos\, performances\, instalações e vídeos de artistas como Alberto Pitta\, Heitor dos Prazeres\, Januário Garcia\, Maria Auxiliadora\, Nelson Sargento\, e Walter Firmo\, além de 12 trabalhos inéditos\, de artistas como Coletivo Lentes Malungas\, Eneida Sanches\, Lidia Lisboa\, Lita Cerqueira\, Manuela Navas\, Maurício Pazz\, Rafael Galante e Rainha Favelada. \n\n\n\nA mostra também apresenta um recorte de sonoridades e musicalidades\, tanto do universo das festas e festejos brasileiros quanto das intervenções do DJ Machintown e do trombonista Allan Abbadia\, além de registros fonográficos da discoteca pessoal de Lélia. Parte do acervo do Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG)\, a coleção reúne álbuns de artistas como Wilson Moreira e Nei Lopes\, Luiz Gonzaga\, Tamba Trio\, Clementina de Jesus\, Jamelão e Lazzo Matumbi \n\n\n\nPartindo de conceitos teóricos desenvolvidos por Lélia Gonzalez\, como a categoria político-cultural de amefricanidade – termo cunhado pela acadêmica em contraposição à ideia hegemônica de afro-americanidade para\, segundo ela\, “ultrapassar as limitações de caráter territorial\, linguístico e ideológico” e redimensionar a influência da diáspora atlântica para a formação das Américas do Sul\, Central\, do Norte e Insular –\, a mostra convida o público à compreensão dopotencial da cultura popular afro-brasileira como tecnologia de identidade e resistência. \n\n\n\nCom curadoria de Glaucea Britto e Raquel Barreto\, a exposição foi inspirada pelas proposições feitas por Lélia Gonzalez em Festas populares no Brasil. Único título publicado em vida pela intelectual exclusivamente como autora\, o livro foi publicado originalmente em 1987. A obra não foi oficialmente lançada no mercado\, tendo sido patrocinada por uma empresa multinacional e distribuída como presente de fim de ano. No mês de abertura da exposição\, a publicação ganhará nova edição da Boitempo\, a primeira voltada à circulação no mercado editorial. Com textos da acadêmica que evidenciam laços indissociáveis entre Brasil e África por meio de manifestações populares como o Carnaval\, o Bumba-Meu-Boi\, as Cavalhadas e festas afro-brasileiras como as Congadas e o Maracatu\, a obra reúne mais de cem imagens de cinco fotógrafos: Leila Jinkings\, Marcel Gautherot\, Maureen Bisilliat\, Januário Garcia e Walter Firmo (os dois últimos\, integrando a exposição). A nova edição inclui também materiais inéditos\, textos de apoio\, fac-símiles\, prólogo de Leci Brandão\, prefácio de Raquel Marreto\, posfácio de Leda Maria Martins\, texto de orelha de Sueli Carneiro e quarta capa de Angela Davis e Zezé Motta.
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SUMMARY:"Virada Sônica: a escalada do som na arte contemporânea" no Farol Santander
DESCRIPTION:Vista da exposição “Virada Sônica” no Farol Santander. Crédito: Rodrigo Reis\n\n\n\n\nA exposição “Virada Sônica: a escalada do som na arte contemporânea” é realizada nos andares 23 e 24 do Farol Santander e reúne 28 artistas que trabalham com diversas linguagens\, como esculturas\, vídeos\, pinturas e instalações. A mostra tem como objetivo explorar o som enquanto elemento artístico\, abordando desde fenômenos acústicos e paisagens sonoras até a reflexão sobre o silêncio. \nPor meio das obras expostas\, os artistas propõem uma análise das múltiplas dimensões do som e sua capacidade de alterar a percepção do espaço e do tempo. A exposição busca desafiar as fronteiras entre o visual e o sonoro\, incentivando o visitante a experimentar o som de formas inovadoras e inesperadas dentro do contexto da arte contemporânea.
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SUMMARY:"Catherine Opie: o gênero do retrato" no MASP
DESCRIPTION:Catherine Opie\, Flipper\, Tanya\, Chloe & Harriet\, San Francisco\, California\, da série “Domestic”\, 1995. Cortesia da artista e Regen Projects; Lehmann Maupinl; e Thomas Dane Gallery\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 5 de julho a 27 de outubro de 2024\, a exposição Catherine Opie: o gênero do retrato\, com obras de um dos principais nomes da fotografia internacional contemporânea. Catherine Opie (Sandusky\, Ohio\, EUA\, 1961) foi uma das precursoras na discussão sobre questões de gênero entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Sua produção dialoga com a tradição do retrato – um dos mais tradicionais gêneros da pintura ocidental – de modo a dar legitimidade a novos corpos\, subjetividades e experiências que emergem na sociedade contemporânea. Em suas fotografias\, Opie retrata diversas expressões e subjetividades de indivíduos e coletivos que se identificam com gêneros e orientações sexuais diversas\, especialmente pessoas queer.  \n\n\n\nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, a mostra é a primeira da artista no Brasil\, e reúne 63 fotografias de suas séries mais emblemáticas\, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas. Os retratos de Opie figuram ao lado de 21 importantes pinturas da coleção do MASP\, entre elas\, de Pierre-Auguste Renoir\, Hans Holbein\, Anthony van Dyck e Van Gogh. As obras são apresentadas em diálogo com o objetivo de acentuar os diálogos\, tensões e reformulações aos quais o trabalho de Opie se propõe\, além de desdobrar a predileção pela arte figurativa\, marca da coleção do museu. \n\n\n\nA artista explora o gênero clássico do retrato assumindo algumas de suas características\, – fundo neutro\, os gestos com as mãos\, as expressões e os enquadramentos – e adiciona novos elementos\, como a diversidade de gênero\, as práticas sexuais\, os corpos distintos e os relacionamentos familiares homossexuais. “É fundamental que todos os seres humanos sejam legitimados\, isso é necessário para a inclusão de todas as pessoas\, para a humanidade. Ao utilizar a estética tradicional do retrato\, conforme a minha visão sobre a retratística\, busco manter o espectador envolvido na obra durante a observação. Além disso\, é uma forma de redefinir o corpo queer dentro de uma formalidade conhecida\, e não tratar apenas de uma fotografia documental”\, comenta Catherine Opie.
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SUMMARY:"Lia D Castro: em todo e nenhum lugar" no MASP
DESCRIPTION:Lia D Castro\, Sem título (detalhe)\, da série Axs nossxs pais\, natureza morta\, 2021. Galeria Martins&Montero\, São Paulo\, Brasil\, e Bruxelas\, Bélgica. Foto: Lucas Cruz/Instituto Çarê\n\n\n\nÉ impossível refletir sobre a obra da artista e intelectual Lia D Castro (Martinópolis\, São Paulo\, 1978) sem falar de encontros\, contrastes\, fricções e transformações. A partir de 5 de julho\, o público pode encontrar a exposição Lia D Castro: em todo e nenhum lugar\, no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A primeira mostra individual da artista em um museu reúne 36 trabalhos\, sendo a maioria pinturas de caráter figurativo. As obras selecionadas exploram cenários onde o afeto\, o diálogo e a imaginação se tornam importantes ferramentas de transformação social.  \n\n\n\nO título da exposição parte da constatação da ausência histórica de grupos minorizados em posições de poder e decisão — em nenhum lugar —\, enquanto sua presença e força de trabalho compõem as bases que sustentam a sociedade — em todo lugar. Com curadoria de Isabella Rjeille\, curadora\, MASP\, e Glaucea Helena de Britto\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta trabalhos que abrangem toda a produção da artista. \n\n\n\nLia D Castro utiliza a prostituição como ferramenta de pesquisa e desenvolve sua produção a partir de encontros com seus clientes – homens cisgêneros\, em sua maioria brancos\, heterossexuais\, de classe média e alta – para subverter relações de poder ou violência que possam surgir entre eles\, aliando história de vida e história social. Temas como masculinidade e branquitude\, mas também afeto\, cuidado e responsabilidade\, são abordados nessas ocasiões e resultam em pinturas\, gravuras\, desenhos\, fotografias e instalações criadas de modo colaborativo. \n\n\n\nNesses momentos\, ela conversa com esses homens e os convida a refletir: quando você se percebeu branco? E quando se descobriu cisgênero\, heterossexual? “Perguntas sobre as quais a artista não busca uma resposta definitiva\, mas sim provocar um posicionamento dentro do debate racial\, sobre gênero e sexualidade”\, afirma a curadora Isabella Rjeille. \n\n\n\nAs conversas de Lia D Castro com esses homens são permeadas por referências a importantes intelectuais negros como Frantz Fanon\, Toni Morrison\, Conceição Evaristo e bell hooks. Frases retiradas dos livros desses autores\, lidos pela artista na companhia de seus colaboradores\, são inseridas nas telas e misturam-se aos gestos\, cenas\, cores e personagens. O trabalho de Lia D Castro torna-se um lugar de encontro\, embate e fricção\, no qual ações\, imagens e imaginários são debatidos\, revistos e transformados. Com frequência\, a artista insere referências a outros trabalhos por ela realizados\, incluindo-os em outro contexto e\, consequentemente\, atribuindo novos significados e leituras a essas imagens. \n\n\n\n“Partindo da visão de Frantz Fanon de que o racismo é uma repetição\, eu proponho combatê-lo com a repetição de imagens. Como a imagem constrói cultura e memória\, ao colocar uma obra dentro da outra\, busco criar novas referências estéticas”\, comenta a artista.
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SUMMARY:"Ofício: Barro: Gabriella Marinho – Argila-Griô" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Gabriella Marinho no ateliê. Foto: Mari Bley\n\n\n\n\nCom abertura em 13 de agosto e visitação até 08 dezembro de 2024 no Sesc Pompeia\, a mostra Ofício: Barro: Gabriella Marinho – Argila-Griô reúne 25 trabalhos\, cerca de metade deles inéditos\, criados a partir de 2017 pela artista visual\, educadora e pesquisadora que\, em suas esculturas e instalações\, reflete sobre corporeidade e subjetividade\, explorando tanto as relações entre as peças e o espaço\, quanto a plasticidade pictórica que a pintura oferece sobre esse material. \nDesde sua criação em 2019\, o projeto Ofício\, desenvolvido no Galpão das Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia\, tem se destacado como um espaço inovador para a exploração e valorização de diversas formas de expressão artística. A edição de 2024\, intitulada Ofício: Barro\, celebra a argila como um material fundamental na criação de utensílios e obras de arte que moldaram culturas milenares\, desde a Mesopotâmia até o Egito Antigo. A modelagem do barro não só preserva tradições ancestrais\, mas também se revela uma poderosa ferramenta para expressar reflexões e sensibilidades contemporâneas. \nGabriella Marinho\, com sua participação no projeto Ofício\, destaca a importância da arte em argila não apenas como forma de expressão\, mas também como meio educativo e transformador. Primeira individual da artista fluminense em São Paulo\, Argila-Griô demonstra como a argila pode ser utilizada para revisitar e reinterpretar narrativas\, oferecendo novas perspectivas sobre questões de identidade e memória.No espaço expográfico de Ofício: Barro: Argila-Griô\, Gabriella Marinho e a curadora\, Renata Felinto\, estabelecem cinco eixos temáticos: Território; Corpo; Ritual; Memória; e Transformação. Reunindo pinturas\, esculturas\, mosaicos\, fotografias e uma videoperformance\, o conjunto de obras expostas\, que envolve técnicas mistas como artes gráficas\, tapeçaria\, cerâmica\, gravura\, maquetes e marcenarias\, é composto de trabalhos individuais e representativos de séries como Caminhos\, Maré Mexida\, Pedras\, Declive\, Cobogó\, Porcelana e Acordelar. Dentre as obras que serão apresentadas na mostra\, uma delas será desenvolvida em colaboração com a artista e a equipe de Ação Educativa da exposição. \nA exposição estará aberta para visitação pública até o dia 8 de dezembro de 2024 e conta com ações educativas ao longo desse período.
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SUMMARY:Ocupação Naná Vasconcelos no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Ensaio para a Revista Continuum\, 2011 (Imagem: André Seiti/Itaú Cultural)\n\n\n\nComposto por seis eixos\, o percurso da exposição é guiado por nomes de álbuns do artista em uma espécie de espiral do tempo que acompanha a sua vida e obra. Um ambiente tão musical quanto o percussionista\, reúne cerca de 90 peças. Entre elas\, objetos originais nunca expostos\, como o berimbau e um dos dois tapetes\, onde ele colocava os seus instrumentos sobre os palcos que percorreu pelo Brasil e o mundo \n\n\n\nO berimbau original de Naná Vasconcelos está fincado no coração da Ocupação dedicada a ele no Itaú Cultural\, com abertura para o público a partir de 17 de julho\, às 20h. O instrumento foi construído pelo percussionista\, em 1967\, com uma corda de piano afinada em Fa em substituição à tradicional. Foi o único berimbau que teve e o acompanhou até a sua morte\, em 2016. Desde então\, o objeto permaneceu fechado em um depósito da família\, em Recife\, e agora é exposto pela primeira vez.Este é o espírito da Ocupação Naná Vasconcelos\, que traz a essência e unicidade da vida e obra desse multiartista brasileiro\, nascido em Pernambuco em 1944. Localizada no térreo do Itaú Cultural\, à vista logo que se entra\, a mostra traz ampla seleção de fotos\, vídeos\, vestimentas\, instrumentos e objetos originais – como uma das premiações recebidas por ele: o Grammy Latino\, conquistado em 2011 pelo álbum Sinfonia e Batuques. O ambiente é totalmente musical\, as cores têm tons terrosos. A mostra permanece em cartaz até 27 de outubro.A concepção e realização desta Ocupação é do Itaú Cultural\, com curadoria da gerência de Curadorias e Programação Artística\, consultoria de Patrícia Vasconcelos\, mulher de Naná\, e pesquisa do jornalista Mateus Araújo. A expografia é da Casa Criatura.O projeto desdobra-se em uma publicação impressa – a HQ Quase dois irmãos\, criada exclusivamente para esta mostra por Araújo e Diox –\, que conta a história de Naná e seu melhor amigo\, o berimbau. Fazem parte\, ainda\, recursos acessíveis; shows de Silvanny Sivuca\, na quinta-feira\, dia 18\, Badi Assad\, no dia seguinte\, Anelis Asumpção no sábado – sempre às 20h – e Lan Lanh\, às 19h do domingo\, além de um site com conteúdo exclusivo (itaucultural.org.br/ocupação).
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SUMMARY:Temporada de Projetos 2024/1 no Paço das Artes
DESCRIPTION:Dalber de Brito\, Aucun Intérêt\, 2023\n\n\n\nA Temporada de Projetos é uma iniciativa de mais de duas décadas reconhecida por abrir espaço no circuito cultural para jovens artistas brasileiros. \n\n\n\nPara a 28ª edição da Temporada de Projetos\, as exposições foram organizadas em duas etapas\, proporcionando\, assim\, uma melhor adequação do espaço arquitetônico para os artistas e projetos contemplados. Nesta primeira parte\, o Paço das Artes recebe o projeto curatorial de Cadu Gonçalves e os trabalhos individuais dos artistas Julia Gallo e Dalber de Brito\, selecionados pelo júri Renata Felinto\, artista\, pesquisadora\, curadora e professora na URCA/CE; Renato Araújo da Silva\, pesquisador\, curador e professor na FAU USP/SP\, e Mariano Klautau Filho\, artista\, pesquisador\, curador e professor na UNAMA/PA. \n\n\n\n28ª TEMPORADA DE PROJETOS \n\n\n\nFervor\, com curadoria de Cadu Gonçalves\, apresenta um diálogo conceitual entre as artistas Alice Lara e Paola Ribeiro. Tendo como suporte a pintura\, a performance e o vídeo\, são postos em tensão a voz\, o corpo e a paisagem\, em relação à terra em constante estado de ebulição e esgotamento. \n\n\n\nAguardente\, projeto individual de Julia Gallo\, traz figuras fantasmagóricas em recorte de papel e/ou rabiscadas em grandes suportes\, evidenciando o aspecto febril da imaginação. A água e os gazes representados sugerem uma atmosfera enebriada para acessar os estados psicológicos da metamorfose humana. Julia teve entrevista e texto crítico escrito por Ana Paula Cohen. \n\n\n\nTERRA TERRENO TERREIRO\, de Dalber de Brito\, fala de organização e disputas territoriais entre fluxos migratórios a partir da simbologia e materialidade dos cupinzeiros mineiros. Sob o domínio do afeto\, “ruídos e roídos” interferem nas estruturas comportamentais da história do país\, relacionando as colônias edificadas dos cupins e outros materiais deteriorados com as sociedades precarizadas pelo domínio colonial. Dalber tem entrevista e texto crítico elaborado por Jana Janeiro\, com colaboração de Débora Rossi Fantini. \n\n\n\nSobre os artistas \n\n\n\nProjeto de curadoria \n\n\n\nCadu Gonçalves (São Paulo\, 1991) é curador e pesquisador\, bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Em sua trajetória\, destacam-se a curadoria de Osvaldo Carvalho Falsa simetria\, exposta em São Paulo (Janaina Torres Galeria) e Londres (Embaixada do Brasil)\, por meio do Breeze London\, prêmio concedido à produção do artista carioca (2023); ZL não é um lugar assim tão longe\, de Erick Peres (Nova Fotografia 2023\, MIS); Polígonos\, pórticos\, matéria e desejo (Janaina Torres Galeria\, SP\, 2021); e Pequenos vestígios de melancolia (Funarte\, SP\, 2019). Foi assistente de curadoria de Araetá: a literatura dos povos originários (Sesc Ipiranga\, SP\, 2023) e integrou o grupo de pesquisa para o catálogo Dos Brasis: arte e pensamento negro (Sesc Belenzinho\, SP\, 2023). \n\n\n\nAlice Lara (Distrito Federal\, 1987) criou-se nas cidades-satélites de Taguatinga e Vicente Pires. Sua pesquisa\, na linguagem da pintura\, investiga a representação de animais\, suas relações com os seres humanos e como essas relações afetam ambos. Tem se definido como pintora-bicheira. Graduou-se em Artes Visuais\, licenciatura e bacharelado\, pela UnB\, e é mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP. Premiada nos salões de Anápolis (2016) e Arte Pará (2012). Realizou individuais no Muna Uberlândia (2013)\, Cervantes Brasília (2013)\, ECCO (2014)\, Galeria Antonio Sibassoly\, em Anápolis (2016)\, Paço das Artes (2019)\, Galeria Referência (2020)\, Centro Cultural São Paulo (2021) e galeria Asfalto\, no Rio de Janeiro (2024). Sua obra foi adquirida para a coleção do Museu de Arte do Rio (2019). \n\n\n\nPaola Ribeiro (São Paulo\, 1986) é artista\, cantora\, pesquisadora\, educadora e mestra em Poéticas Cênicas pelo Instituto de Artes da Unesp. Sua pesquisa se dedica a criar espacialidade por meio da experiência sonora gerada principalmente pelo uso do som da voz que se permite abstrair da palavra e da afinação\, quebrando-se em imagens e borrando a temporalidade através dos diálogos que ela pode tecer entre corpo e espaço. Foi residente na Oficina Francisco Brennand em 2023 e participou de uma série de exposições coletivas e festivais\, com destaque para letra [ ] imagem\, no Instituto Goethe de Salvador (2023); VERBO\, na Galeria Vermelho\, São Paulo (2022); Ópera Citoplasmática\, no MON – Museu Oscar Niemeyer\, Curitiba (2022); e o festival Novas Frequências para a 34ª Bienal de São Paulo (2021). \n\n\n\nProjetos artísticos \n\n\n\nJulia Gallo (Rio de Janeiro\, 1997) é artista visual\, vive e trabalha em São Paulo. Seus trabalhos têm por procedimento central o desenho\, seja como carvão riscando a tela\, tesoura cortando papel ou mesmo sombras translúcidas projetadas no espaço. Gallo cria anatomias ficcionais que dão forma a estados de ânimo específicos\, dissolvendo a suposta dicotomia entre corpo e alma. Em seus trabalhos\, criaturas indizíveis e gestos indecifráveis são vistos em cenas densas e inflamadas\, cuja sensação provoca\, simultaneamente\, sensações familiares e mistérios vitais. \n\n\n\nDalber de Brito (Sabará\, 1981) é artista visual\, com um percurso que passa por diferentes campos\, da luteria ao cinema. Tal trajetória se reflete em criações que vão desde esculturas e instalações até videoperformance\, tanto na execução das obras quanto em sua exposição. Sua pesquisa e produção são afetadas por seu corpo\, preto\, e seu território\, a cidade mineira de Sabará\, ao mesmo tempo um subúrbio e uma cidade minerária. A partir desse contexto\, vem investigando as relações ambíguas na guerrilha de classes na sociedade contemporânea\, com seus remanescentes coloniais.
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SUMMARY:"outros navios: uma coleção afro-atlântica" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Vista da exposição © Edson Kumasaka\, 2024\n\n\n\n\nAs regiões da África central e ocidental estão conectadas ao Brasil por séculos de circuitos transatlânticos. Navios de violência adentraram mares até os nossos litorais. Mas também outros navios\, que nos permitem mergulhar por histórias alternativas e criar novos significados para as centenas de objetos do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP) apresentados nesta exposição. \nMáscaras\, tecidos\, joias\, estatuetas\, de diferentes culturas africanas\, foram adquiridas por meio de doações ou compras encomendadas a partir da década de 1960\, quando os movimentos de independência política das ex-colônias em África se consolidavam. Uma coleção fruto de um tempo e espaço que expressa os fluxos de pessoas\, objetos e conhecimentos estabelecidos no sul global. O então professor do MAE\, Marianno Carneiro da Cunha (1926-1980)\, foi uma figura chave no projeto institucional e científico de construção da coleção. \nCaixas aguardando em um porto do litoral africano na década de 1970\, tornam-se caixas abertas na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp para serem transformadas e ressignificadas. São expostas igualmente as artes no Brasil constituídas\, entendendo a coleção não como africana\, mas sim\, afro-atlântica. As obras de artistas contemporâneos aqui incluídas\, além disso\, indicam que uma coleção não é fixa e pode ser recomposta para apontar outros navios à vista.
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SUMMARY:"Guto Lacaz: cheque mate" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação Itaú Cultural\nO bom humor característico da relação do artista com os objetos mais triviais\, que fazem parte do dia-a-dia e ele transforma em obras de arte\, está patente entre as aproximadamente 170 peças exibidas em Guto Lacaz: cheque mate. A mostra permanece em cartaz nos três pisos expositivos do Itaú Cultural (IC)\, de 1 de agosto a 27 de outubro.  A curadoria e o partido expográfico são dos designers Kiko Farkas e Rico Lins\, o desenho da expografia tem assinatura de Daniel Winik e a concepção\, realização e projeto de acessibilidade são do Itaú Cultural.  Três dessas peças são inéditas: Volare reúne grandes cilindros transparentes\, em pé\, dentro dos quais um ventilador faz girar aletas sem sair do lugar\, criando uma ilusão ótica. Nomes\, brinca com uma das obsessões do artista: a nomenclatura e o jogo de palavras. Ele sempre colecionou frases\, vocábulos\, bilhetes\, nomes e frases impressos em anúncios e notas de compras\, entre outras\, que agora compõem a obra. Eletrolinhas é construída com caixas pretas verticais\, como colunas\, com fendas e movimentos sutis.Multimídia\, Guto Lacaz é conhecido por suas instalações e performances\, além de ter uma produção variada como desenhista\, ilustrador\, cartunista\, designer\, cenógrafo\, e na assinatura de projetos gráficos editoriais e logomarcas para empresas. Formou-se em arquitetura e eletrônica industrial pela USP\, na década de 1970\, no entanto\, como o próprio diz\, não deu certo e decidiu fazer “esse negócio de ser artista”. Com o tempo\, ele criou o que chama de convivência lúdica com os objetos – um método de observação e concentração que desemboca em seu trabalho artístico. Deu certo. O universo do artista – hoje com 76 anos – é uma imensidão de objetos singulares\, dispositivos engenhosos e incomuns\, vídeos de performances inusitadas\, peças com trocadilhos e jogos de palavras. Um fantástico mundo que ele construiu entre elementos visuais de objetos que transitam despercebidos pelo cotidiano de todos. Com a sua interferência\, eles ganharam o circuito das artes.  “A produção de Guto Lacaz é marcada por sua criatividade\, sempre muito atenta e curiosa\, e pela multiplicidade de linguagens em que ele atua”\, diz Sofia Fan\, gerente de Artes Visuais e Acervos do Itaú Cultural. “Esta exposição celebra a sua trajetória\, de quase 50 anos\, e lança um olhar panorâmico sobre sua obra”. Segundo os curadores\, a mostra apresenta o trabalho de Lacaz dando luz a sua genialidade e destacando a sua importância no mundo das artes. Eles contam que pegaram o lado B do artista – erro\, casualidades\, processo criativo\, tempo\, espaço e verticalidade –\, que sempre foi visto como outsider\, mas que trafegou por todas as áreas das artes\, do cinema e teatro ao livro e as artes visuais.  O seu primeiro trabalho artístico é Escultura com bandeira\, criado em 1970 quando ainda estava na faculdade. Trata-se de um pequeno objeto cinético elaborado com arames retorcidos e engrenagens. Para ele próprio\, no entanto\, a sua carreira começou em 1978 ao ser premiado na 1ª Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado\, no Paço das Artes\, em São Paulo\, por um conjunto de trabalhos inscritos. Um deles é a obra Crushfixo\, de 1974\, também presente na exposição do IC\, na qual ele simplesmente afixou uma garrafa do refrigerante em um retângulo de gesso. Assim\, começou a fazer sucesso.  Lacaz costuma dizer que erra muito porque faz tudo pela primeira vez e essa é a melhor forma de aprender (leia neste PKD em falas do artista). De erro em erro\, ele acerta rotundamente. O público constata isso ao circular pelo espaço expositivo\, em peças\, por exemplo\, como Rádios pescando – uma série de radinhos de pilha enfileirados como pescadores\, empunhando linhas de pescar esticadas em direção ao chão\, que ele criou em 1986. Ou em Óleo Maria à procura da salada\, de 1982\, na qual uma lata desse produto com uma antena ziguezagueia em uma bandeja vazia. Ou\, ainda\, na obra que dá nome à exposição: em cheque mate\, ele atribui a um cheque o papel de sustentar um saquinho de chá mate para prendê-lo na xícara. Vale contar que\, certa vez\, ele resolveu levar um rolo de papel higiênico para a mesa de seu ateliê e observá-lo por dias e dias\, aplicando\, então\, o seu método de convivência lúdica com o objeto. Por fim\, entendeu que era um objeto injustiçado pois tem uma proporção perfeita entre altura e diâmetro\, é macio e confortador quando colocado perto do rosto\, se desenrola\, pode ser usado como luneta e outras utilidades. E concluiu que o papel higiênico merece ser colocado em lugares mais nobres das residências. Surgiu daí uma obra de arte em que um desses rolos serve de base para um pequeno abajur\, também presente na exposição (veja sua fala sobre o assunto em vídeos). Atenção\, ainda\, para a série Eletro Livros\, de 2012\, estruturada a partir de livros abertos em páginas com fotografias. Neles\, personagens de histórias\, como Emília\, do Sítio do Pica-Pau Amarelo\, de Monteiro Lobato\, e Robinson Crusoé\, de Daniel Defoe\, além de artistas\, como Vladimir Maiakovski e Piet Mondrian\, aparecem realizando uma determinada ação. As cenas expostas em cada página são compostas de mecanismos acionados por motores elétricos. Trata-se de uma traquitana artística eletrônica\, que dá a ilusão de tridimensionalidade e movimento dos artistas retratados. Ainda\, um dos pisos é ocupado por uma grande obra\, a Pororoca\, uma escultura cinética que pode ser atravessada pelo público. A mostra também apresenta elementos do ateliê de Lacaz\, onde ele guarda todos os seus caderninhos\, blocos\, fotos\, memórias\, em uma camada de paredes circulares de cores diferentes. Trata-se de um espaço que os curadores chamam de HD (hard disk)\, como o próprio artista chama algumas de suas salas onde organiza e armazena seu acervo e materiais referentes ao seu trabalho.  A parede vermelha apresenta suas influências externas e seu encanto por aviões\, entre outras. Outra\, amarela\, tem foco em seu processo criativo\, com ensaios fotográficos das performances multimídia Ludo Voo\, Eletroperfomance\, IOU – A Fábula do Cubo e do Cavalo\, referências\, objetos\, memorabília. Por fim\, a azul reproduz fotos desse ateliê\, em adesivo vinílico\, cobrindo a superfície e gerando uma sensação de imersão dentro do espaço.  Não poderiam faltar as ilustrações que Lacaz fez para a revista Caros Amigos\, de 1997 a 2012\, e na coluna de Joyce Pascowitch\, na Folha de S. Paulo\, de 1980 a 1990. Pares Ímpares (2007-2013) reúne colagens digitais feitas pelo artista com Edson Kumasaka para a Revista Wish. Pequenas grandes ações\, de 2003\, apresenta 12 serigrafias inspiradas em manuais de instruções de eletrodomésticos e objetos diversos.Vídeos de performances e o teaser (veja em vídeos) do documentário Guto Lacaz – um olhar iluminado\, complementam o entendimento do processo criativo do artista e seu olhar para dar vida às coisas que passam invisíveis. O filme é dirigido por Marcelo Machado e conduzido por Farkas e Lins Ele será disponibilizado no streaming Itaú Cultural Play (www.itauculturalplay.com.br)\, a partir da data de abertura da exposição. A plataforma também pode ser acessada nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS)\, no Chromecast e nas smart TVs da Samsung\, LG e Apple TV.
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SUMMARY:“Ancoras Atemporais” de Cisco Merel na Zielinsky
DESCRIPTION:Obra de Cisco Merel. Imagem/Divulgação. Cortesia Zielinsky\n\n\n\n\nA Zielinsky inaugura a mostra “Âncoras Atemporais”\, do artista panamenho Cisco Merel\, a partir do dia 03 de agosto de 2024 (sábado)\, das 14h às 18h\, na Travessa Dona Paula\, em Higienópolis\, em São Paulo. É a segunda mostra da galeria\, que abriu sua filial paulistana em junho passado. \nCom texto crítico do curador adjunto da 14ª Bienal do Mercosul\, Tiago Sant’Ana\, Merel põe em intercâmbio trabalhos em pintura conectados com uma experimentação abstrata e cromática com obras em que o barro\, e toda complexidade intrínseca a esse material são lançadas em cena. O barro utilizado na mostra foi coletado de forma local\, discutindo assim a temática do território. \nFabulando sobre elementos formais que surgem a partir da prática da “mola” — um fazer têxtil que utiliza diferentes pedaços de tecido para construção de formas geométricas através de um intricado e complexo jogo de costura — o artista nos aproxima de um universo ligado à natureza e sua espiritualidade. \n60ª Bienal de Veneza \nO artista representa o Pavilhão do Panamá na 60ª Bienal de Veneza – Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere (Estrangeiros em todo lugar)\, curada pelo brasileiro Adriano Pedrosa\, juntamente com os artistas Brooke Alfaro\, Isabel De Obaldía e Giana De Dier. A curadora do Pavilhão Panamenho é a professora de História da Arte e da Arquitetura Itzela Quirós e o comitê curatorial é formado por Mónica Kupfer\, Ana Elizabeth González e Luz Bonadies. É a primeira vez que o país tem um pavilhão na mais longeva bienal de arte do mundo.
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SUMMARY:"Acervo Aberto" no MAC USP
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Hermelindo Fiaminghi. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP inaugura no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 11 horas\, a exposição Acervo Aberto\, reunindo mais de 150 obras de 46 artistas do acervo do Museu. Concebida por um grupo de trabalho formado por diversos profissionais do MAC USP\, Acervo aberto apresenta uma seleção de obras que considerou o histórico de exibição das peças\, privilegiando as nunca expostas e/ou com mais de 10 anos da última exposição\, entre elas\, obras recém-doadas e ainda não expostas no MAC USP. A exposição reúne obras produzidas desde 1925 (Lucy Citti Ferreira) até 2022 (Laura Vinci). Acervo aberto é uma mostra experimental inspirada pela ambiência das reservas técnicas – local de acesso restrito onde as obras de arte são acondicionadas. Em alguns trechos da mostra fica evidente a confluência dos diversos materiais\, característica da produção contemporânea que não se prende às categorias tradicionais da arte\, como pintura\, escultura ou gravura\, por exemplo. O controle da luminosidade é um ponto importante da mostra em respeito à conservação das obras. Ao longo da exposição\, algumas obras serão protegidas\, particularmente as em suporte de papel\, como ação preventiva. Dessa maneira\, dentro dos limites da extroversão\, o público pode testemunhar o campo de possibilidades de uma reserva técnica; a relevância dos materiais e\, sobretudo\, as condições que orientam o trabalho de pesquisa e guarda do objeto contemporâneo. Dentre os artistas participantes estão nomes como Mira Schendel\, Pola Rezende\, Hermelindo Fiaminghi\, José Antônio da Silva\, Nelson Leirner\, Nuno Ramos\, Elida Tessler\, Sérgio Sister\, Ricardo Basbaum\, Henrique Oswald\, Regina Vater\, Sérgio Adriano H\, Glauco Rodrigues e Amélia Toledo\, entre tantos outros. O Grupo de Trabalho Acervo Aberto é formado por Alecsandra Matias\, Ana Maria Farinha\, Ariane Lavezzo\, Claudia Assir\, Elaine Maziero\, Marta Bogéa\, Michelle Alencar\, Paulo Roberto Amaral Barbosa\, Rejane Elias e Sérgio Miranda\, além da colaboração de  Henrique Cruz\, Mariana Valença\, Mateus Oliveira e Nathielli Ricardo\, estudantes da USP estagiários no Museu. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n 
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SUMMARY:A Casa de Cultura do Parque inaugura o II Ciclo Expositivo de 2024 com três mostras inéditas
DESCRIPTION:Leda Catunda\, Ana e André\, 2016. Crédito: Eduardo Ortega\nMônica Nador + JAMAC\, Pleaser\, 2022. Foto: Filiper Berndt. Cortesia Galeria Vermelho\n\n\n\n\nNo sábado\, dia 3 de agosto\, a partir das 14h\, a Casa de Cultura do Parque convida todo o público para a abertura de três exposições inéditas que trazem artistas de diferentes gerações\, apresentando obras em diversas mídias e criadas especificamente para os espaços da Casa. Reunindo nomes como Carla Chaim\, Marcelo Amorim\, Nino Cais\, Lenora de Barros\, Rosângela Rennó\, Leda Catunda\, Flora Leite e Mano Penalva\, as mostras marcam o II Ciclo Expositivo de 2024 e ficam em cartaz até o dia 13 de outubro. \nA Vingança do Arquivo – Carla Chaim\, Marcelo Amorim e Nino Cais convidam Leda Catunda\, Lenora de Barros e Rosângela Rennó \nA exposição “A Vingança do Arquivo”\, na Galeria da Casa de Cultura do Parque\, é uma convite dos artistas Carla Chaim\, Marcelo Amorim e Nino Cais que\, como curadores\, convidam as artistas Lenora de Barros\, Rosângela Rennó e Leda Catunda para um grande diálogo entre suas produções. A mostra é acompanhada por um texto crítico inédito da curadora e pesquisadora Ana Roman. \nAs práticas de Carla Chaim\, Marcelo Amorim e Nino Cais\, embora diversas em suas trajetórias\, compartilham uma sensibilidade comum aos objetos do mundo\, unindo-os pela apropriação.  \nNesta exposição\, o arquivo é o ponto de partida\, e cada artista também atua como curador\, convidando outro artista para expandir o diálogo. Nino Cais convida Leda Catunda\, que ressignifica objetos cotidianos; Carla Chaim convida Lenora de Barros\, explorando corpo e escrita; e Marcelo Amorim convida Rosângela Rennó\, que recontextualiza imagens. Juntas\, suas obras questionam a autoridade documental dos arquivos e expressam a contínua busca dos artistas por ressignificações\, iluminando vestígios do passado sob novas perspectivas. \nAna Roman observa:  \n“A vingança dos arquivos se apresenta\, em certa medida\, como uma mistura entre a apropriação e a dobra de elementos inscritos no passado\, que se tornam objetos de fabulação de futuro; ou ainda pode ser compreendida como o desaprendizado das práticas e das categorias fundamentais às lógicas de dominação que regem os arquivos. Os artistas reunidos na exposição são\, de alguma maneira\, desobedientes a essas lógicas e posicionam-se como investigadores da nossa cultura visual. Eles trabalham a partir do desvio.” \n“A Vingança do Arquivo” propõe uma reflexão profunda sobre a memória\, o esquecimento e a reinvenção\, convidando o público a reconsiderar a natureza dos arquivos e a autoridade das narrativas históricas. \nSonâmbula – Individual de Flora Leite  \n“Sonâmbula” ocupa o Gabinete da Casa de Cultura do Parque e revela a poética singular de Flora Leite através de obras que exploram os limites entre matéria\, objeto e a intangibilidade. \nCom trabalhos que capturam a atenção para o que é aparentemente invisível e efêmero\, a individual de Flora Leite inclui obras como “Chaminé”\, uma torre de cigarros Marlboro empilhados\, e “Celeste”\, um aparelho óptico que projeta a luz atmosférica no chão. Em “Alguma coisa\, coisa nenhuma”\, a artista transforma a poeira recolhida em uma galáxia no piso da Casa\, invertendo a célebre frase “Somos todos poeira de estrelas”. A mostra também inclui “Núcleo\, magma\, crosta”\, onde um pedaço de pão percorre o elevador da casa\, em um movimento que reflete a combinação de repouso e deslocamento.  \nA poeta Julia de Souza\, em seu texto crítico que acompanha a mostra\, observa que as obras de Flora Leite transitam entre o concreto e o abstrato\, provocando reflexões sobre a natureza das coisas e a linguagem. Ela escreve:  \n“O sentido das coisas nunca é estanque — e tampouco são estanques as próprias coisas”.  \n“Sonâmbula” é um convite à imersão no universo poético de Flora Leite\, que desafía o espectador a olhar para o cotidiano com novos olhos\, a perceber a beleza e a poesia nos detalhes mais sutis e a refletir sobre as fronteiras entre o tangível e o intangível. \nCrepom – Instalação de Mano Penalva  \nInspirado pela memória afetiva de sua avó\, que lhe ensinou a fazer flores de papel crepom\, Mano Penalva celebra os saberes transmitidos pelo corpo e pelo afeto. A instalação “Crepom”\, criada especialmente para o “Projeto 280×1020” da Casa de Cultura do Parque\,  é composta por uma videoperformance\, um canal sonoro e dois grandes murais que lembram lousas\, adornados com babados de crepom branco.  \nPenalva evoca a educação convencional\, com elementos que remetem à autoridade do professor e à organização normativa do alfabeto\, para\, em seguida\, questionar essa estrutura. A instalação sugere que o conhecimento é transmitido também pela matéria\, desafiando a separação entre intelecto e corpo\, arte e artesanato\, masculino e feminino\, escrita e oralidade.  \nA curadora e pesquisadora Mariana Leme\, em seu texto crítico que acompanha a mostra\, contextualiza “Crepom” dentro da história da arte ocidental\, marcada pela divisão entre natureza e cultura\, arte e artesanato.  \n“Uma educação pela pedra\, ou pelas flores\, pode significar uma bem-vinda contaminação cultural\, para que possamos aprender da matéria\, e reconhecer que também somos feitos dela.” \nMariana Leme ressalta que a instalação de Penalva busca reparar essa fratura\, resgatando uma educação pela materialidade e pela beleza das coisas. Através de suas flores de crepom\, Penalva chama a atenção para a importância de uma educação que valoriza o contato com a matéria e a beleza\, em contraste com a primazia do intelecto que dominou a história da arte ocidental. \nPenalva nos convida a aprender com a matéria\, a reconhecer nossa conexão com ela e a valorizar os saberes que atravessam gerações. A exposição é uma oportunidade de refletir sobre nossas próprias práticas educacionais e culturais\, promovendo uma contaminação cultural bem-vinda e necessária. \n 
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SUMMARY:"Anne Frank: deixem-nos ser" na Unibes Cultural
DESCRIPTION:Anne Frank\, 1942. Coleção de fotos da Anne Frank Stichting\, Amsterdam.\n\n\n\n\nA exposição estabelece um diálogo sensível entre temas contemporâneos – tais como a valorização da diversidade\, direitos humanos\, questões indígenas\, de gênero e raciais – apresentados por meio de obras de relevantes artistas nacionais e internacionais\, e a celebração da vida de Anne Frank\, contextualização histórica e imersão no Anexo Secreto\, através de materiais fornecidos pela Anne Frank House Amsterdã. \nEm um percurso expositivo imersivo\, a mostra utiliza O Diário de Anne Frank como obra fundamental\, que revisitado no presente torna-se objeto de memória\, um potencial manifesto humanista e poderosa declaração ética. Marcando 80 anos após o último registro de Anne em seu diário\, no dia 1 de agosto de 1944\, e poucos dias antes do esconderijo ser descoberto e invadido\, quando a família Frank foi presa\, demonstra-se a força de sua memória e o compromisso em transmitir seu legado às próximas gerações. \nA reprodução fiel do Anexo Secreto é uma iniciativa inédita no Brasil\, um convite à imersão num espaço de memória reconstituído\, com objetos e marcas pessoais mencionadas em passagens do Diário. De relato pessoal\, tornou-se uma obra fundamental na trajetória da luta pelos direitos humanos\, no combate ao antissemitismo e todas as formas de intolerância\, e na construção da ideia de humanidade. Nessa missão\, felizmente\, Anne não está sozinha. Muitas vozes uniram-se a ela. \nE\, assim\, chegamos a um momento do hoje\, um espaço que abriga um conjunto de obras de arte originais de grandes nomes do cenário cultural nacional\, como Claudia Andujar\, Leonilson\, Flávio Cerqueira\, Nino Cais\, Eustáquio Neves\, Anna Bella Geiger\, Gê Viana\, Erich Brill\, entre outros — em empréstimos do MAM (Museu de Arte Moderna)\, Pinacoteca de São Paulo e galerias de arte. Em diálogo com a essência do Diário\, vozes atuais se unem à de Anne na exigência sempre urgente da existência\, da liberdade e da vida\, buscando expandir as possibilidades de empatia\, os paralelos possíveis e as identificações. \nA exposição conta ainda com um programa educativo personalizado para cada faixa etária\, com metodologia única desenvolvida pela Inspirar-te para proporcionar uma experiência criativa e única. Tais conteúdos complementares e acessíveis estão disponíveis na Plataforma Musea\, por isso recomendamos baixar o aplicativo no celular para aproveitar ao máximo a exposição. \nCom curadoria liderada por Carlos Reiss\, curador-chefe e coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba\, Eduardo Duíque\, curador de artes\, e a idealizadora Priscilla Parodi\, a mostra é idealizada pela Associação Inspirar-te\, e realizada pela Unibes Cultural e Ministério da Cultura.
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SUMMARY:"André Ricardo: LuzCaiada" na Galeria Estação
DESCRIPTION:André Ricardo\, Sem título\, 2024. Crédito: Julia Thompson\nPaulo Pasta\, Sem título\, 2019. Foto: Julia Thompson\n\n\n\n\nCom abertura em 6 de agosto e visitação até 5 de outubro de 2024\, a exposição André Ricardo: LuzCaiada integra a programação em celebração aos 20 anos da Galeria Estação. Segunda individual do artista no espaço sediado no bairro de Pinheiros\, em São Paulo\, LuzCaiada reúne 20 pinturas inéditas\, de diferentes formatos\, recém-criadas com uma das marcas da produção de André Ricardo\, desenvolvida ao longo de quase 15 anos de pesquisa: o uso de tinta têmpera aplicada em telas de linho manufaturadas pelo próprio artista. No texto de apresentação de LuzCaiada\, o curador da exposição\, Igor Simões\, destaca que a densidade liquefeita da têmpera de ovo conferida às pinturas de André Ricardo foi também uma das inspirações para o título da mostra. \n“É como se a tinta estivesse caiando o plano. Caiando como fazem os moradores de interior ou de subúrbio quando revestem com outro tipo de cal aquelas fachadas de casas que fazem das ruas uma experiência particular da cor. Uma luz que surge do cal. LuzCaiada\, assim tudo junto\, brinca de inventar algo que parece evocar um movimento\, um jeito de ser cor\, luz. O nome também repercute um jeito particular de lidar com a tinta\, o suporte e a pintura. Antes de tudo\, funciona como um convite para entender pintura como lugar de encontro de si e de memórias acessadas que partem do artista e reverberam também no outro. (…) Essas pinturas são complexas porque nelas está um conjunto de geometrias sensíveis que resultam da depuração de formas do mundo. No jogo desse artista\, geometria é também sensação do mundo. Uma geometria afetiva que nunca é dura. Ela é etérea\, luminosa”\, defende Simões. \nO domínio da técnica da pintura em têmpera\, consagrada desde o renascentismo\, no século XIV\, e que consiste na utilização de tintas com pigmentos naturais aglutinadas em gema de ovo\, é também uma das características do artista exaltadas pela sócia e cofundadora da Galeria Estação\, Vilma Eid. \n“Desde sua primeira exposição\, em 2021\, temos vivido com André muitas alegrias. Seu crescimento artístico é notório e pode ser acompanhado pelas ótimas individuais e coletivas das quais tem sido convidado a participar no Brasil\, nos Estados Unidos e na Europa. A produção que mostramos agora é fruto de um ano de pesquisas alternadas com exposições importantes em instituições e galerias de arte parceiras. Vê-lo trabalhar é um prazer. Sua técnica têmpera é um primor”\, avalia Vilma. \nLuzCaiada também acentua a influência de um dos mestres da arte brasileira\, Rubem Valentim (1922 -1991)\, sobre a produção de André Ricardo. Entre 25 de abril e 20 de maio de 2024\, aliás\, a interlocução poética entre ambos foi evidenciada na Inglaterra\, por meio dos trabalhos reunidos na exposição André Ricardo & Rubem Valentim: Dialogues\, promovida pela LAMB Arts Gallery. \nNa ocasião da abertura da exposição\, enfatizando que seu filho caçula Valentim foi batizado em homenagem ao pintor baiano\, André Ricardo redigiu uma carta a Rubem Valentim. “(…) Lembro o quão revelador foi perceber que pintar é como fazer um percurso interno\, lançar luz a uma pintura que já carrego. A visita a essa herança é uma afirmação do direito à memória\, fundamental na construção de nossa identidade. Ver a obra de um outro artista também é um modo de acessar esse lugar. Sua obra\, Rubem\, não cessa de me provocar nesse sentido\, ecoando fundo a cada encontro com ela”\, defendeu o artista em um dos trechos da carta. \nRepresentado pela Estação desde 2019\, André Ricardo defende que sua relação com a galeria vai muito além de questões mercadológicas e reflete um marco afetivo de dimensão bem mais subjetiva em sua formação artística.   \n“Antes de ser um artista da galeria eu fui um assíduo frequentador de suas exposições e aprendi muito com elas porque tive a oportunidade de conhecer figuras maravilhosas\, como Véio\, Neves Torres\, Chico Tabibuia\, Alcides\, Mirian e Conceição dos Bugres. Foi um processo que influenciou muito naquilo que eu faço hoje\, pois me fez pensar em outras referências e não só especular acerca de uma visualidade brasileira ou latino-americana\, mas\, acima de tudo\, especular sobre uma identidade. Acredito que a pintura é um caminho para o autoconhecimento e que também nos leva a uma dimensão de retorno a uma herança\, a um lugar primordial”\, explica o artista. \nPara aqueles que viram a primeira exposição\, André Ricardo: Pinturas\, ele avisa que ecos dos trabalhos da mostra de 2021 serão perceptíveis\, mas com novos elementos e desdobramentos tanto em nível de composição como de cores. \n“A exposição reúne basicamente dois conjuntos de pinturas. Um deles ligado a meu interesse pela arquitetura vernacular brasileira\, sobretudo das fachadas com platibandas que são bem características do interior do Brasil e do Nordeste. O outro é uma série que se originou a partir de um desenho feito por meio da observação de um pedestal com canhões de luz. Uma composição curiosa\, que favoreceu uma pesquisa bastante variada sobre um assunto que é muito caro à pintura\, que é a luz e o fenômeno da percepção da cor porque\, embora a gente saiba que a pintura seja um plano bidimensional\, o nosso olho não cessa de buscar profundidade e nunca vê tudo de uma vez. Daí veio também o título da exposição”\, conclui André. \nNo vernissage de Luz Caiada\, que ocorre das 18h às 21h do dia 6 de agosto de 2024\, o artista e o curador\, Igor Simões\, farão uma visita guiada gratuita à exposição a partir das 19h. \nTheodoro Paulino (Ranchinho)\, Sergio Sister e Tatiana Blass.
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LOCATION:Galeria Estação\, 625 R. Ferreira de Araújo Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:“Julio Le Parc: Couleurs” na Nara Roesler
DESCRIPTION:Julio Le Parc\, Alchimie 570\, 2024\n\n\n\n\nNara Roesler São Paulo apresenta a partir do dia 8 de agosto de 2024 a exposição “Julio Le Parc: Couleurs”\, com aproximadamente 50 trabalhos inéditos e recentes do gênio da arte cinética\, ativo aos 96 anos. Argentino de Mendoza\, radicado em Paris desde os anos 1950\, Le Parc deu à exposição um título em francês\, que significa “Cores”. As pinturas\, desenhos\, um grande móbile com quatro metros de altura por três metros e meio de largura\, e duas obras luminosas ocuparão dois andares da Nara Roesler. \nEstará na exposição um conjunto de treze pinturas\, com tamanhos que variam de três metros a 1\,5 metro\, criadas em 2024 da série “Alquimias”\, em que Le Parc se debruça sobre o estudo da cor\, suas diferentes paletas e os resultados obtidos a partir da interação entre elas. Sua paleta é constituída de catorze tonalidades\, que vem utilizando desde 1959\, e que vai desde tons mais quentes\, como o vermelho e o laranja\, até os mais frios\, como o azul e o roxo. No entanto\, nas “Alquimias”\, as cores são reduzidas a pequenos fragmentos\, como se fossem partículas\, que se agrupam e se organizam de diferentes maneiras. Vistas de longe\, o espectador tem a sensação de estar diante de nuvens cromáticas que vibram conforme as tonalidades se friccionam entre si\, mas\, de perto\, ficam visíveis as partículas de cor presentes nas composições. \nOutra série pictórica presente na mostra é a em que Le Parc coloca lado a lado faixas de cor que vão dos tons mais quentes aos mais frios\, e que através de esquemas sinuosos as cores se intercalam\, criando uma superfície dinâmica. São elas “Ondes 174” (2024)\, 200 x 200 x 3\,5 cm\, “Gamme 14 couleurs Variation 8” (1972/2024)\, “Gamme 14 couleurs Variation 7” (1972/2024)\, ambas com 100 x 100 x 3\,5 cm\, e “Théme 72-7” (1973/2023)\, todas elas em tinta acrílica sobre tela. \nObras tridimensionais de Julio Le Parc\, uma de suas marcas de beleza e de experimentos cinéticos\, estão também na exposição: “Mobile Color” (2024)\, com placas de acrílico colorido suspensas por fio de nylon\, totalizando quase quatro metros de altura por 3\,5m de largura\, em que o artista propõe a mesma transição cromática nas séries de pinturas expostas; e as duas estruturas luminosas – “Continuel lumière” (1960/2023) e “Continuel lumière – verte” (1960/2023)\, ambas em madeira\, acrílico\, luz e folha colorida\, medindo 124 x 35 x 27 centímetros\, que contêm placas de acrílico coloridas com padrões geométricos. Uma vez acesas\, a luz interage diretamente com as placas cromáticas\, provocando um efeito luminoso vertical e ascendente.
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SUMMARY:“Imagens Preenchedoras” de Desirée Feldmann na Luis Maluf Galeria
DESCRIPTION:Desirée Feldmann\, Mirante da Montanha. Crédito imagens: Jean Peixoto\n\n\n\n\nAbre ao público em 10 de agosto a mostra “Imagens Preenchedoras”\, individual de Desirée Feldmann na Luis Maluf Galeria\, unidade Jardins. Obras inéditas se traduzem\, por meio de uma paleta repleta de cores e volumes em tecidos\, em esculturas e objetos cujas formas orgânicas surgem umas por dentro de outras\, dando ‘vida’ ao que muitas vezes só está no imaginário ou nos escombros da memória\, como explica Yana Tamayo\, em seu texto curatorial. “A exposição nos convida a acessar alguns sentidos presentes em nossas experiências primeiras das coisas do mundo. Por experiências primordiais podemos compreender desde aquelas primeiras memórias que possuímos às experiências marcantes capazes de produzir assombro\, encantamento e/ou de ressignificar completamente lembranças anteriores.” \nUma reunião de trabalhos\, resultado de investigações pictóricas e materiais da artista\, “Imagens Preenchedoras” é\, nas palavras de Desirée\, “um conjunto de desenhos nos quais venho trabalhando desde 2021\, e que contém em sua essência códigos de símbolos e cores que formam\, de maneira abstrata e não convencional\, insígnias de proteção.” A partir desse conceito\, nasce\, por exemplo\, a obra “Totem”\, que tem\, em seu significado maior\, ser um objeto sagrado\, um ser espiritual ou um símbolo representativo de um grupo de pessoas\, clã ou mesmo de uma tribo. Composta de estruturas verticais com arcos semicirculares em azul\, rosa e verde e pequenos círculos coloridos que criam uma sensação de proteção e conexão mística\, a obra possui elementos ovais suspensos por correntes douradas na parte inferior que sugerem adornos cerimoniais. A peça incorpora a fusão entre todas as nove imagens-amuleto apresentadas ao longo da exposição e\, aos poucos\, propõe a possibilidade de adentrar um diálogo cósmico operado no contato dos corpos vivos com a matéria\, com o mistério dos inícios\, dos fins e a memória infinita do tempo. \nJá “Mirante da Montanha”\, por sua vez\, é outra imagem-amuleto. Nela\, a montanha é imaginada como um ente vivo\, pulsante. Uma divindade vista ao longe e soberana na paisagem. A obra apresenta uma composição que evoca um ponto de observação elevado\, como um mirante em uma montanha. Utilizando diversas cores vibrantes\, a peça é composta por formas orgânicas que se interligam\, criando uma sensação de profundidade e movimento. No centro\, formas geométricas em azul\, laranja\, rosa e marrom se destacam\, cercadas por uma estrutura ondulada em azul escuro e elementos vermelhos\, sugerindo uma paisagem abstrata. Essa obra convida o espectador a explorar visualmente suas camadas e texturas\, como se estivesse contemplando uma vasta paisagem natural a partir de um ponto elevado. \nEm 2022\, Desirée aborda\, em um texto por ela escrito ao escalar uma montanha\, o processo geológico que marca o surgimento de uma montanha: “elas nascem nas fendas\, no encontro de duas placas tectônicas. Surgem a partir do vazio”. E a exposição é\, de certa forma\, uma materialização\, por meio das obras\, daquilo que é desconhecido – como o vazio onde surge uma montanha – ou já esquecido\, e na qual a artista convoca a parte fértil\, as maravilhas ocultas pelo desespero dos tempos\, como pontua Yana. “Reunindo trabalhos sob formas macias\, ressonantes e dispersas\, ‘Imagens Preenchedoras’ reivindica a possibilidade de ativar os sentidos mágicos presentes numa produção primordial da poesia que conforma a experiência humana.”
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LOCATION:Galeria Luis Maluf (Jardins)\, Rua Peixoto Gomide\, 1887 - Jardins\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:Inauguração da Casa Seva com a mostra "Frans Krajcberg: A morada humana"
DESCRIPTION:Vista da exposição. Crédito / Divulgação\n\n\n\n\nCasa Seva\, um espaço expositivo dedicado à sustentabilidade\, arte e cultura\, apresenta\, de 10 de agosto a 5 de outubro de 2024\, a exposição Frans Krajcberg: A morada humana\, organizada por Carolina Pileggi\, fundadora do espaço. A mostra reúne diferentes fases e épocas da produção de Krajcberg\, composta por obras produzidas desde os anos 1960 até 2000 que transitam entre esculturas\, pinturas e gravuras\, em colaboração com a Galeria de Arte Marcia Barrozo do Amaral e parceria com o Espace Krajcberg\, AMAFRANS – Associação Amigos de Frans Krajcberg e N+1 Arte Cultura. \nA trajetória do escultor polonês naturalizado brasileiro\, Frans Krajcberg (Kozienice\, Polônia\, 1921—2017\, Rio de Janeiro\, Brasil)\, é marcada por seu compromisso inabalável com a arte e defesa da natureza\, antecipando e confrontando questões ambientais antes mesmo de se tornarem amplamente reconhecidas. Para o artista “A minha cultura é a natureza. Essa natureza me deu a grande possibilidade de continuar vivendo”. Por esse motivo\, seus trabalhos transcendem as expressões artísticas\, e passam também a ser observados como alertas profundos e convites à ação coletiva contra a destruição ambiental. \nO título da exposição Frans Krajcberg: A morada humana é inspirado no próprio pensamento do artista\, em que o planeta Terra é “a morada humana”. Sua simplicidade poética relativa a interação entre os seres humanos e o meio ambiente é celebrada na mostra\, que reforça o seu legado como um ativista ecológico que uniu arte e defesa do meio ambiente de maneira impactante. Cada obra propõe a interpretação das nuances e da potência da natureza em suas diversas formas\, servindo como um reflexo da urgência em proteger o planeta. Destaca-se uma escultura de parede branca em madeira e um dos trabalhos mais icônicos do artista. Há 50 anos\, a peça não era exposta ao público\, e a partir de 2022 compôs uma série de exposições. \nCarolina Pileggi\, fundadora da Casa Seva\, destaca que ao caminhar pelas obras de Krajcberg\, “é possível ser tocado por sua visão da arte como uma voz poderosa em defesa da natureza. Esta exposição não é apenas uma mostra de arte\, mas um convite para se tornar parte ativa na proteção do nosso planeta.” \nA Casa Seva\, com a força de sua missão\, propõe uma conexão profunda entre a arte e a preservação ambiental. Ao adentrar neste espaço\, os visitantes são convidados a absorver a mensagem de Krajcberg e a se inspirar para fomentar mudanças significativas em sua própria vida e em suas escolhas diárias. Para tanto\, serão realizadas atividades paralelas que acompanharão a mostra\, como visitas guiadas\, conversar com convidados especiais sobre arte e sustentabilidade.
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SUMMARY:"Extrapolação" na CaSa SLAMB
DESCRIPTION:Vista da exposição “Extrapolação” na CaSa SLAMB. Foto: Igor Morales\n\n\n\n\n\n\n\n\nExtrapolação\, a primeira mostra coletiva de arte na galeria da CaSa SLAMB\, aproxima e embaralha uma centena de obras de arte\, de crianças e adultos\, pessoas neurotípicas\, ou com síndrome de Down. Alguns são alunos de Artes do espaço cultural\, criado pelos irmãos Alex Slama e Artur Slama – este\, professor e também artista expositor –\, outros integrantes da rede BASA\, além de nomes pertinentes ao tema. \nEntre os expositores estão o multiartista Arnaldo Baptista\, Victor Muszkat\, Julio Cesar Colosio Dantas\, Daniel Lázaro Pereira Silva\, Juarez Siq\, Luís Só\, Duda Camargo\, Carlos Dias\, Alexandre Cruz Sesper\, Jaca\, em uma colaboração com Fabio Zimbres\, Ju Coelho\, Nicholas Steinmetz\, Oswaldo Ruivo e Ricardo Pereira\, para citar apenas alguns dos mais de 80 artistas\, que realizarão workshops e oficinas\, desdobrando\, ou extrapolando\, a exposição. \n“Mais obras do que cabem no espaço expositivo\, muito mais perguntas do que é possível responder com uma exposição independente”\, diz o curador Lucas Velloso\, sobre a exposição que busca intensidade na eterna retomada das questões entre arte e infância\, entre arte estabelecida e arte outsider/forasteira. “Arte rotulada como primitiva\, popular\, crua\, amadora\, naif\, infantil e louca que\, quando adentra o aparato da arte contemporânea\, o cubo branco e os olhares atentos para o que está lá dentro\, se revela sofisticada\, densa e totalmente adequada a participar das discussões de nosso tempo.” \nLucas\, que também atua como curador na Gruta e no CANTO\, conta que em Extrapolação “lidamos com fronteiras problemáticas bastante exploradas desde a modernidade\, impactadas pela pesquisa de Nise da Silveira e o seu Museu de Imagens do Inconsciente\, no Brasil\, por Jean Dubuffet [pintor francês\, o primeiro teórico da arte bruta] e sua proposta de Arte Bruta e pelas experimentações do grupo COBRA [movimento artístico da vanguarda europeia\, criada em 1948\, influenciado pela arte popular nórdica\, expressionismo e surrealismo]\, na Europa\, entre tantos outros possíveis exemplos. Uma fronteira esporadicamente revisitada pelas maiores instituições de arte do mundo\, mas que segue intrigante e não transposta.” \n“Extrapolação quer extrapolar o panorama atual dessas discussões\, partindo de uma rede específica (em expansão) de artistas e de outros agentes atuantes no circuito de arte contemporânea\, potencializada por seus afetos e por suas coleções informais de arte. O evento também marca esse período inicial\, experimental\, livre e desafiador da CaSa SLAMB. Um espaço de arte que está e deseja permanecer\, portanto\, em sua infância”\, finaliza Velloso.
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SUMMARY:"Transmutação e metáforas do inconsciente" de Renato Brunello na Arte 132 Galeria
DESCRIPTION:A partir do dia 10 de agosto\, a Arte132 Galeria apresenta a exposição “Transmutação e metáforas do inconsciente” do escultor italiano Renato Brunello\, com curadoria de Laura Rago. Em sua segunda mostra individual na galeria\, a produção de Brunello reflete a fusão entre a tradição escultórica italiana e a cultura brasileira. A mostra com 22 obras\, todas inéditas\, traz a adaptabilidade dos materiais utilizados\, abrangendo novas concepções sobre seu manuseio. \nDesde meados dos anos 1970\, Renato Brunello\, radicado no Brasil\, incorporou em sua produção artística as influências da arte e da cultura popular nordestina\, como o artesanato e o folclore\, além das características da arquitetura vernacular pelo uso de materiais locais e técnicas construtivas tradicionais. Formado na Escola de Artes e Ofícios\, em Veneza\, Brunello trabalha com mármore e madeira em suas criações\, transgredindo a maneira convencional de utilizar esses materiais ao incorporar a força expressiva da técnica e a adequabilidade do trabalhador de ofício. “A escultura deve necessariamente se relacionar com a dinâmica do espaço\, articulando volumes de maneira a criar uma interação fluida e expressiva com o ambiente”\, diz Brunello. \nAs obras de Brunello rejeitam a classificação tradicional da arte\, que se apoia na separação do abstrato versus o figurativo ou engajamento versus “arte pela arte”. Nelas\, o elemento abstrato evoca o figurativo\, ao mesmo tempo que a beleza da forma provoca reflexões. Cada peça conta uma história que se revela a quem observa. A apreciação da arte contemporânea exige essa imersão no universo do artista. “A ocupação do espaço é vital para gerar pontos dinâmicos e dialogar eficazmente com o próprio espaço”\, afirma o artista\, comparando a composição espacial da escultura a um passo de dança. \nNesta exposição\, as produções proporcionam leituras para a compreensão da intenção criativa de Brunello\, consciente ou não. Essa visão integra a subjetividade do artista à exterioridade do mundo. As esculturas de pequeno porte\, como “Gufo Rosa” (2024)\, carregada de camadas de significado metafórico\, trazem à memória a coruja de Minerva\, presente na mitologia romana\, e evocam a ideia de renovação e transformação constante. A escolha dos materiais\, como mármore rosa de Portugal e madeiras massaranduba e garapeira\, evidencia a habilidade técnica do artista\, ressaltando a ambiguidade das texturas alcançadas. \n“Conceitos relativos a uma ampliação do campo da escultura são perceptíveis no eixo da produção axiomática do artista\, que passou a abranger novas concepções\, flertando com a metáfora e o simbólico”\, escreve Laura Rago. “O resultado são obras tridimensionais que evocam a fauna e a flora do Brasil\, ao mesmo tempo que ressaltam a expertise do artista no manejo da matéria”\, completa a curadora. \nRenato Brunello continua a explorar a relação entre o vazio e o cheio em suas esculturas\, como em “Contorção” (2005) e “Ponto e Contraponto” (2023)\, criando uma interação entre presença e ausência. Essa interação convoca o espectador ao deslocamento corpóreo e imaginativo\, permitindo uma experiência estética que transcende a simples observação visual. Suas esculturas podem ser experimentadas como um sistema de comunicação\, que produz e reproduz signos a partir do seu imaginário.
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LOCATION:Arte 132 Galeria\, Av. Juriti\, 132 - Moema\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"O que é..." de Ricardo Basbaum na Marli Matsumoto Arte Contemporânea
DESCRIPTION:Ricardo Basbaum. Imagem / Divulgação Marli Matsumoto\n\n\n\n\nMarli Matsumoto Arte Contemporânea tem o prazer de anunciar a abertura da exposição “O que é…?” do artista Ricardo Basbaum\, no dia 13 de agosto\, terça-feira\, com texto crítico de Luiza Interlenghi.  \n“O que é…?” apresenta uma seleção de trabalhos realizados entre 1984 e 2024\, alguns trazidos a público pela primeira vez\, outros muito pouco vistos. O percurso apresentado envolve a utilização de diversos suportes e recursos\, indicando o interesse recorrente do artista em construir as intervenções em proximidade com o campo comunicativo\, adotando recursos de repetição\, estruturas recursivas e a mobilização do discurso em dispositivos de visualidade\, sonoridade e oralidade.  \n“A marca Olho [1984] recupera minha atuação nos anos 1980\, evocando proximidade com a indústria cultural e a sociedade de controle\, buscando reagir à crise de valor frente aos automatismos do hábito e do consumo\, abrindo o caminho para\, a partir de 1990\, o desenvolvimento do projeto NBP – Novas Bases para a Personalidade: desde então\, venho adensando as camadas conceituais do trabalho\, movendo-me através de um signo recorrente e repetitivo\, ao mesmo tempo visual e verbal e\, por isso mesmo\, sonoro. A forte oralidade\, presente em vídeos e diagramas\, é também instrumento para trabalhos coletivos que mobilizam a voz enquanto índice de encontros e entrechoques – de corpos com a fisicalidade dos trabalhos e também entre si. O visitante é convidado a ingressar em uma dinâmica performativa\, que não permite indiferença\, ao se perceber envolvido em jogos de captura a partir dos quais constrói sua relação com as obras expostas: “sentar\, saltar\, atravessar”\, mas também caminhar\, escutar\, ler e ver\, em deslocamento. “O que é…?” apresenta algum esforço de aproximação com o visitante\, fazendo com que as obras construam diversos graus de proximidade e distância\, seja dos objetos\, sons e imagens\, seja da ideia mesma de exposição enquanto território de mobilização dinâmica dos sentidos: o que se propõe é que a pergunta seja construída junto à pele\, na vertigem de encontro com as coisas – “o que é…?”\, lançado enquanto indagação geral e aberta\, é apenas um indicativo para a produção incessante do assombro em cada instante de ação do corpo vivo\, de modo inconforme”. Ricardo Basbaum
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SUMMARY:“Cássio Vasconcellos – Viagem Pitoresca pelo Brasil” na Nara Roesler
DESCRIPTION:Cássio Vasconcellos\, Viagem Pitoresca pelo Brasil # 189\, 2023. Imagem: Divulgação / Cortesia Nara Roesler\n\n\n\n\nNara Roesler São Paulo apresenta\, a partir de 17 de agosto de 2024\, às 11h\, a exposição “Viagem Pitoresca pelo Brasil”\, com dezenove fotografias de grande formato\, recentes e inéditas\, de Cássio Vasconcellos\, resultado de três anos de incursões do artista na Mata Atlântica nos estados de São Paulo\, Paraná e Rio de Janeiro. A curadoria é de Ana Maria Belluzzo\, crítica\, pesquisadora e professora titular de História da Arte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo. O evento faz parte do Circuito Jardim Europa\, que ocorrerá no mesmo dia. \nDurante a abertura\, em 17 de agosto\, às 11h\, será lançado o livro “Cássio Vasconcellos – Viagem Pitoresca pelo Brasil” (Fotô Editorial\, 2024)\, com 192 páginas\, no formato 32 x 23\,5 cm\, e textos da curadora e pesquisadora Ângela Berlinde\, do historiador Julio Bandeira e do botânico Ricardo Cardim. \nO processo de trabalho de Cássio Vasconcellos envolveu várias viagens\, “muita lama e carrapato”\, seguidas por um minucioso trabalho de pós-produção fotográfica\, no qual ele “limpa” o excesso de informações da imagem da floresta para alcançar o resultado desejado. “Gosto de explorar os limites da fotografia. Isso é o que me interessa como linguagem”\, afirma o artista.
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SUMMARY:"Olhe bem as montanhas" na Quadra
DESCRIPTION:Brígida Baltar\, A coleta da neblina\, 1996–1999\nYasmin Guimarães\, Sem título\, 2022\n\n\n\n\nNo sábado\, 17 de agosto\, a Quadra inaugura a exposição “Olhe bem as montanhas”\, em São Paulo. Com curadoria de Camila Bechelany\, a mostra coletiva reúne obras de 38 artistas\, entre convidados e representados pela galeria e propõe um ensaio curatorial em torno da ideia de paisagem\, explorando sua representação na arte contemporânea. Além disso\, reflete sobre os impactos da ação humana no meio ambiente e como esse contexto influencia o olhar artístico atualmente. A exposição também destaca o crescente interesse dos jovens artistas pela pintura de paisagem\, aproximando diferentes gerações acerca desse tema.
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SUMMARY:"A confissão\, o diário e o retrato" na Galeria Marilia Razuk
DESCRIPTION:José Leonilson\, Sem título (da série primeiras experiências com paintstick nº 1)\, 1988. Crédito: Ana Pigosso / Divulgação\n\n\n\n\nA Galeria Marilia Razuk apresenta a exposição coletiva “A confissão\, o diário e o retrato”\, com obras de José Leonilson\, Débora Bolzsoni\, Guerreiro do Divino Amor\, Johanna Calle\, Maria Laet\, Panmela Castro\, Rafael Alonso\, Seba Calfuqueo\, Sergio Romagnolo e Vinicius Gerheim\, sob a curadoria de Ademar Britto. \nA mostra se inspira no caráter autobiográfico\, presente na obra de José Leonilson\, para investigar como outros artistas contemporâneos utilizam o confessional\, o diário e o autorretrato para revelar aspectos íntimos de suas vidas e psiques. \n“O conceito surgiu da ideia de explorar a obra de Leonilson\, mas não apenas exibi-la. Muitos interpretam sua obra de trás para frente\, como se ele tivesse começado a explorar o diário e o cotidiano após ser diagnosticado com HIV. Na verdade\, ele já trabalhava nessa linha antes”\, afirma o curador\, que escolheu o título ao organizar os núcleos da exposição. \nA mostra convida o público a mergulhar na intimidade dos artistas\, proporcionando uma experiência reflexiva e pessoal sobre as diversas formas como a arte pode espelhar e moldar nossa compreensão de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. \nA exposição inclui uma escultura de Débora Bolzsoni\, fotografia de Maria Laet\, desenhos e pintura de Panmela Castro\, obras de mídia mista de Guerreiro do Divino Amor\, pintura de Sérgio Romagnolo e Vinicius Gerheim\, vídeo e fotografia de Seba Calfuqueo\, trabalho em tecido de Johanna Calle e um políptico de Rafael Alonso. \n“Seu legado é extremamente importante\, pois seu trabalho é profundamente político\, abordando questões como saúde\, escolhas de vida/sexualidade e sua dedicação total à arte\, sem concessões”\, diz o curador\, que também faz parte do Conselho Curatorial do Solar dos Abacaxis\, no Rio de Janeiro. \nAdemar Britto é curador\, formado em Estudos Curatoriais pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage e foi aluno especial no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRJ. Ele realiza textos críticos e exposições tanto de artistas emergentes quanto históricos\, e desde 2022 é curador do programa SOLO da ArtRio. Além disso\, Britto é médico especializado em Cardiologia\, com formação pela Universidade do Estado do Amazonas e Université René Descartes-Sorbonne Paris V\, e possui um mestrado em Ciências Cardiovasculares pelo Instituto Nacional de Cardiologia do Rio de Janeiro.
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LOCATION:Galeria Marilia Razuk\, Rua Jerônimo da Veiga\, 62-131\, São Paulo\, SP\, Brasil
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