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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Novo Poder: passabilidade" de Maxwell Alexandre no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Com um conjunto de cerca de 56 obras\, a mostra Novo Poder: passabilidade\, do artista carioca\, Maxwell Alexandre\, oferece uma experiência reflexiva sobre a interseção entre identidade\, poder e passagem. Sua produção desafia estereótipos e narrativas dominantes\, propondo provocações sobre as realidades sociais e culturais do Brasil. \n\n\n\nA exposição individual da série\, que foi realizada em fevereiro de 2023\, em Madrid (Espanha)\, e que ganhou desdobramento no 1º Pavilhão Maxwell Alexandre\, localizado no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro)\, ocupará o espaço Arte I (5º andar)\, no Sesc Avenida Paulista\, entre 19 de abril e 29 de setembro de 2024. \n\n\n\nVencedor do prêmio Pipa 2021\, Maxwell\, na série Novo Poder: passabilidade\, trata da ideia da comunidade preta dentro de galerias\, museus\, centros culturais e fundações. \n\n\n\nEm suas obras\, o artista dá ênfase a três signos base: as cores preta\, branca e parda. A cor preta é manifestada pela representação dos personagens; a cor branca aponta para o espaço expositivo\, assim como o conhecimento acadêmico\, e a cor parda representa a obra de arte e também faz referência ao próprio papel\, que é o suporte principal da série. \n\n\n\n“A Moda e a Arte são dois campos da cultura hegemônica ocidental que se consolidaram a partir da modernidade\, cada um com suas especificidades\, tendo como ponto em comum a forte influência que ambos exercem na construção de distinções sociais”\, conta Maxwell.
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LOCATION:Sesc Avenida Paulista\, 119 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Alexandre Herchcovitch: 30 anos além da moda" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:São Paulo\, Brasil – 18/06/2009 – Detalhe do desfile da grife Alexandre Herchcovitch Feminino durante o São Paulo Fashion Week – Verao 2010. Foto: Olivier Claisse / Ag. Fotosite\n\n\n\nO Museu Judaico de São Paulo anuncia a exposição inédita Alexandre Herchcovitch: 30 anos além da moda com abertura ao público marcada para 20 de abril. Mergulho único na vida e obra do maior nome da moda brasileira\, a mostra tem curadoria Maurício Ianês para contar a trajetória do paulistano que deu seus primeiros passos como estilista aos 13 anos costurando vestidos para sua mãe Regina Herchcovitch\, dona de uma confecção de lingeries na época. \n\n\n\nRoupas\, sapatos\, bolsas\, chapéus\, além de fotos e vídeos exclusivos de desfiles apresentarão três décadas de história. O visitante poderá ainda acompanhar de perto todo o processo criativo do estilista que colocou em movimento um universo muito pessoal e abraçou o seu tempo com um olhar no futuro. \n\n\n\nA mostra pretende criar um panorama deste universo multifacetado\, criado a partir de noções de coletividade\, subversão e inclusão\, em que a moda foi uma ferramenta de questionamento dos padrões de gênero e representatividade. \n\n\n\n“Este olhar nunca deixou de levar em conta as vivências de Herchcovitch como judeu\, mas abrange também suas outras vivências\, sociais e políticas\, de forma intensa”\, conta Ianês\, se referindo à participação ativa do estilista na noite de São Paulo\, sua amizade e colaboração com drag queens\, pessoas trans\, sujeitos racializados e marginalizados pela normatividade hegemônica da sociedade. \n\n\n\nO curador completa afirmando que “essas parcerias e universos marginais foram centrais para Herchcovitch\, e essa exposição é uma celebração desse caleidoscópio mutante que é a cabeça do criador”. \n\n\n\n“Estou bastante feliz em poder mostrar parte do meu acervo e de minhas ideias ao grande público. Sempre sonhei com este momento”\, conta Alexandre Herchcovitch. Para celebrar esse momento na história do estilista\, a drag queen e modelo Marcia Pantera\, presença constante em desfiles de Alexandre\, fará uma performance artística com look exclusivo na abertura da mostra para convidados em 18 de abril.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Um Defeito de Cor" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Marcio Vasconcelos\, Tessi Sodokpa – Cotonou\, 2009\n\n\n\n\nDe 25 de abril a 1º de dezembro\, o Sesc Pinheiros recebe “Um Defeito de Cor”. Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação\, a Ciência e a Cultura (OEI)\, com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)\, a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves\, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR\, no Rio de Janeiro\, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)\, em Salvador\, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes\, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos.   \n\n\n\nAo todo\, 372 peças entre arte têxtil\, fotografias\, instalações\, cartazes\, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil\, da África e das Américas interpretam “Um defeito de cor”\, ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro\, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra  ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19\, escravizada no Brasil\, e sua busca por um filho perdido.   \n\n\n\nDentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela\, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga\, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024\, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou “Um defeito de cor” para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso\, estarão em exibição\, pela primeira vez\, um “Retrato de Ana Maria”\, quadro de Panmela Castro; “Bori – filha de Oxum”\, do artista e babalorixá Moisés Patrício\, e “romaria”\, mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros\, além de uma programação integrada\, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo.  \n\n\n\nDividida em dez núcleos não-lineares\, que se espelham nos dez capítulos do livro\, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros\, o empreendedorismo\, o protagonismo feminino\, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea\, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais\, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance\, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população\, das quais ainda pouco se sabe.  \n\n\n\nAna Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos\, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia\, que teve consultoria de Ayrson Heráclito\, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana\, em colaboração com Jaqueline Coelho.   \n\n\n\n “Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e\, desta vez\, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é\, ao mesmo tempo\, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata\, por exemplo\, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos\, e não menos sangue\, dor e sofrimento”\, afirma Ana Maria. 
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LOCATION:Sesc Pinheiros\, R. Pais Leme\, 195 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Mova-se! Clima e deslocamentos" no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Claudia Barrios Rosel\, Sem título\, 2022 | Somalia Drought Response/OIM Organização Internacional para as Migrações\n\n\n\nO projeto curatorial tem correalização com a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi desenvolvido de forma orgânica pela equipe do MI com a participação de diversos parceiros. A temporária apresenta ao público uma compreensão geral sobre o vínculo entre a mudança global do clima e a mobilidade humana\, evidenciando as diferentes maneiras pelas quais a ciência\, os agentes sociais (associações\, ONGs e OIs) e as artes lidam com fenômenos tão complexos. \n\n\n\nA decisão de migrar é influenciada por uma complexa interação de fatores políticos\, econômicos\, demográficos\, sociais e ambientais. No caso da migração relacionada à mudança climática\, os aspectos ambientais modificados pela atividade humana desempenham um papel crucial na escolha de deixar um local de residência em busca de outro. Evacuações preventivas\, realocações planejadas\, fuga reativa diante de eventos repentinos ou deslocamento gradual de pessoas de áreas afetadas por fenômenos de desenvolvimento lento\, como a seca\, são algumas das formas de deslocamento desencadeadas por desastres\, que\, com a mudança do clima\, tendem a se tornar cada vez mais frequentes e intensos. \n\n\n\nEm um cenário tão complexo\, a abordagem escolhida na exposição foi a de fluir junto às pessoas e às organizações que estão se mobilizando e pensando sobre os desafios atuais. Os três módulos que compõem a temporária\, Tempo de Saber\, Tempo de Agir e Tempo de Sentir\, são dispostos a partir de diferentes saberes e contam com recursos de instalações\, vídeos\, conteúdos em realidade virtual\, dados de observatórios e instituições\, fotos\, depoimentos e objetos. \n\n\n\nO meio ambiente sempre foi um fator de migração\, e os deslocamentos ao redor do mundo mostram como as sociedades são afetadas por outras espécies ou pelos ciclos naturais. Além do panorama atual e das perspectivas do futuro\, a exposição contextualiza o papel da Hospedaria de Imigrantes do Brás – prédio que abriga hoje o MI – em histórias sobre acolhimento por consequências de questões ambientais\, como a Grande Seca\, no século XIX\, que expulsou milhares de cearenses para outras partes do País\, e as enchentes em São Paulo da década de 1920. \n\n\n\nPor meio de diversas trajetórias e histórias\, em Mova-se! Clima e deslocamentos o público entrará em contato com as estratégias atuais de conscientização\, campanhas e projetos das principais instituições que lidam com o colapso climático e a extrema desigualdade. A temporária exibe também os registros de Lalo de Almeida\, um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no Brasil. A seleção de 17 obras que compõem a exposição têm 2012 como ano de partida e apresentam um panorama sobre o meio\, suas transformações e as consequências ecológicas\, econômicas e sociais da relação entre o meio ambiente e os seres humanos e não humanos. \n\n\n\nA exposição Mova-se! Clima e deslocamentos é uma realização do Ministério da Cultura\, do Governo do Estado de São Paulo\, mediante a Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, do Museu da Imigração e das Nações Unidas\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto tem patrocínio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil\, da Deloitte e da Panasonic e apoio do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)\, da Produtora Brasileira\, do Instituto Linha D’Água\, das Latinas por el Clima\, da Amazônia Viva\, do Instituto Igarapé\, do IDMC (Internal Displacement Monitoring Centre) e do AdaptaBrasil MCTI.
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LOCATION:Museu da Imigração\, Rua Visconde de Parnaíba\, 1316 - Mooca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“J. Cunha: Corpo tropical” na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:J. Cunha\, Apocalipse do Radinho de Pilha. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\nA Pinacoteca apresenta uma retrospectiva de J. Cunha (Salvador\, 1948)\, a maior já realizada em sua carreira. \n\n\n\nCom cerca de 300 itens\, entre pinturas\, desenhos\, cartazes\, estampas\, objetos e documentos\, “J. Cunha: Corpo tropical” apresenta a trajetória do artista\, acompanhando seus percursos pela Bahia e sua projeção nacional e internacional. A mostra enfatiza o caráter experimental\, a diversidade das linguagens e o compromisso político do artista e de sua obra. \n\n\n\nCÓDICE E OBRAS INÉDITAS \n\n\n\nComo ponto alto está a obra Códice (2011-2014)\, um painel de três por sete metros que nunca foi exposto em São Paulo e apenas três vezes apresentado ao público de forma completa. Na mostra\, são apresentadas também algumas obras inéditas dos anos 1970\, além de um expressivo conjunto de tecidos estampados para o bloco afro Ilê Aiyê\, produzidos entre os anos 1980 e 2000. \n\n\n\nA exposição se divide em três partes\, organizadas de maneira cronológica: \n\n\n\nParte 1: “Made in Brasil”\, onde vemos o início da carreira do artista\, dividido entre a pintura e a dança\, preocupado em refletir sobre o Nordeste e em criticar o avanço do capitalismo e a perda das identidades locais. \n\n\n\nNa parte 2 “Passar por aqui”. são apresentados os 25 anos seguintes de sua carreira\, dos anos 1980 a 2005\, período marcado pelo aprofundamento de sua atividade gráfica. \n\n\n\nNa terceira e última parte\, “Neobarroco Afro-pop”\, é apresentada a fase mais madura do artista\, desde os anos 2000 até os dias atuais. Sua pintura ganha escala\, sua atenção volta-se para os grafismos caboclos\, ícones pop e símbolos do cangaço.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Efeito Japão: moda em 15 atos" na Japan House
DESCRIPTION:Vista da exposição “Efeito Japão: moda em 15 atos” na Japan House São Pualo. Créditos: Wagner Romano\n\n\n\n\nO impacto e as influências da moda japonesa no cenário global ganham destaque na exposição inédita “Efeito Japão: moda em 15 atos”\, que estreia no segundo andar da Japan House São Paulo no dia 7 de maio. A partir de 15 trajes de importantes estilistas nipônicos\, a mostra busca desvendar o poder do design japonês que assimila as tendências do mundo e as transformam em novas tendências por meio de uma sensibilidade particular.  Com entrada gratuita e em cartaz até 1º de setembro\, a exposição foi coordenada pelo diretor de moda Souta Yamaguchi\, responsável pelo design das roupas utilizadas pelo staff na cerimônia de entrega de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tokyo 2020. Yamaguchi inclusive já ministrou palestra na Japan House São Paulo.  \n\n\n\nDentre as peças selecionadas especialmente para a exposição\, estão produções de Hanae Mori (1926 – 2022); Masao Mizuno (1928 – 2014); Kansai Yamamoto (1944 – 2020); Kenzo Takada (1939 – 2020); Yohji Yamamoto (1943); Isao Kaneko (1939); Yoshiki Hishinuma (1958); Issey Miyake (1938 – 2022); Junya Watanabe (1961); Jun Takahashi (1969); Kunihiko Morinaga (1980); Junichi Abe (1965) e Chitose Abe (1965).  \n\n\n\n“Esta exposição é uma valiosa oportunidade para conhecermos um panorama das transformações da moda no Japão\, as quais se iniciaram na década de 1950 e continuam ocorrendo até hoje. Espero que os visitantes desta exposição entrem em contato com a sensibilidade japonesa\, que é capaz de contemplar a mudança dos tempos através das tendências da moda\, como um espelho que reflete a sociedade”\, afirma o coordenador da mostra\, Souta Yamaguchi.  \n\n\n\nPor meio das peças e de uma linha do tempo\, a mostra destaca marcos históricos e contextos sociais da moda no Japão e no mundo\, desde o período pós-Segunda Guerra Mundial\, quando a cultura da vestimenta no Japão passou por uma grande transição entre os quimonos e as roupas ocidentais; passando pela consagração de estilistas japoneses no cenário internacional e a influência do street style japonês. Aborda também os novos nomes da moda japonesa\, que ascenderam ao liderar as tendências contemporâneas como o uso da tecnologia de ponta que leva em consideração a sustentabilidade\, além de designers promissores atuantes no cenário global que expressam as suas complexas singularidades.   \n\n\n\n“Com certeza\, os visitantes vão se deparar com pelo menos um nome familiar durante a visita à esta mostra\, já que vários destes designers são reconhecidos internacionalmente pela inovação e a criatividade que tornou a moda japonesa relevante mundialmente. Alguns nomes apresentados\, inclusive\, já estiveram presentes em atividades da Japan House São Paulo anteriormente. Para aprofundar\, realizaremos diversas atividades paralelas em que a moda japonesa será nosso grande foco\, culminando inclusive com a abertura de outra exposição complementar em breve.”\, ressalta a Diretora Cultural da JHSP\, Natasha Barzaghi Geenen. 
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SUMMARY:"Natureza Viva" de Marcelo Tinoco no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Marcelo Tinoco\, Natureza Viva (detalhe)\, 2015\n\n\n\nO Centro Cultural Fiesp (CCF) realiza em São Paulo a exposição Natureza Viva\, do artista Marcelo Tinoco\, com curadoria de Nancy Betts. O período expositivo tem início dia 08 de maio e vai até dia 13 de outubro. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo\, das 10h às 20h. \n\n\n\nA mostra apresenta 12 obras\, produzidas durante a última década\, que representam jardins e paisagens naturais\, promovendo a reflexão sobre a interação humanidade – natureza. Em seu processo de criação\, Tinoco desconstrói fotografias de diferentes épocas e locais e as utiliza como rascunho para a composição de uma nova cena\, desenhada e colorida manualmente\, gerando o que ele chama de “fotografia multidisciplinar”. \n\n\n\nNeste contexto\, a coleção exposta conduz o espectador a uma experiência imersiva composta de dois vieses: as paisagens tropicais e as paisagens europeias. Mais que apresentar lugares\, na poética do artista há uma perspectiva dialógica entre todas as obras. As paisagens tropicais remetem aos jardins de Burle Marx com seus arranjos de um paisagismo modernista.   \n\n\n\nA mostra é um convite para que os visitantes reflitam sobre a necessidade do cuidado e do conviver com a natureza\, gerando novas realidades possíveis. Natureza Viva é livre para todos os públicos e inclusiva para pessoas com deficiência visual\, contendo audiodescrição em cinco obras.  \n\n\n\nA Gerente de Cultura do Sesi-SP\, Débora Viana\, traz a importância de exposições como Natureza Viva integrar a programação do Sesi-SP: “Reiteramos o compromisso da nossa instituição em ofertar um ambiente cultural e artístico\, proporcionando ao público a projetos de qualidade\, que o acesso a obras\, ao processo criativo de artistas de diversas origens\, e incentivando a reflexão e a experimentação. No Sesi-SP\, consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes\, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso\, concebemos e executamos projetos em uma ampla gama de áreas\, convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística.”
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SUMMARY:"Koudelka: Ciganos\, Praga 1968\, Exílios" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Romênia\, 1968\, da série “Ciganos” © Josef Koudelka/Magnum Photos\, cortesia da Fundação Josef Koudelka.\n\n\n\nUm dos grandes representantes da tradição humanista e poética que dominou a fotografia europeia na segunda metade do século XX\, Josef Koudelka terá três de seus mais icônicos trabalhos exibidos pelo Instituto Moreira Salles. A exposição Koudelka: Ciganos\, Praga 1968\, Exíliosabre em 18 de maio no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424\, SP). Koudelka virá para a inauguração da mostra e participará do evento de abertura\, no dia 18/5 às 11h\, em uma conversa sobre a sua obra com a jornalista Dorrit Harazim. O evento é gratuito e aberto ao público\, com distribuição de senhas 1 hora antes. \n\n\n\nCom curadoria do próprio artista e organização de Samuel Titan Jr. e Miguel Del Castillo\, a mostra traz a integral das séries Ciganos (com 111 fotografias) e Exílios (74 obras). Ambas tiveram suas tiragens produzidas nas décadas de 1980 e 1990\, com supervisão do fotógrafo\, e pertencem à Coleção Josef Koudelka no Museu de Artes Decorativas de Praga\, República Tcheca. Também poderão ser vistas 11 fotografias da invasão da capital da então Tchecoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia\, em 1968\, evento que interrompeu abruptamente o período celebrado como Primavera de Praga. \n\n\n\nCiganos foi a primeira série que Koudelka dedicou a um único tema. Ele trabalhava como engenheiro aeronáutico e colaborava como fotógrafo para o Divadlo za branou (Teatro Além do Portão)\, registrando ensaios e espetáculos\, quando se interessou pelos ciganos. Suas fotografias foram feitas entre 1962 e 1970\, a maioria em acampamentos ciganos no leste da Eslováquia\, mas também na Boêmia\, na Morávia (região onde nasceu\, na cidade de Boskovice\, em 1938) e na Romênia. Nesses trabalhos\, sua intenção não era criar um relato preciso e objetivo da vida dos ciganos na Europa Central da época\, e sim registrar sua visão pessoal\, em poderosas histórias contadas por intermédio de imagens. \n\n\n\nAs fotografias de Exílios\, a outra série completa na mostra\, começaram a ser produzidas a partir de 1970. Nesse ano Josef Koudelka saiu da Tchecoslováquia\, motivado pelas condições políticas em seu país. Para poder viajar e fotografar\, vivia modestamente. Em suas viagens constantes – por Espanha\, França\, Portugal\, Itália\, Irlanda e Grã-Bretanha –\, retratou o povo romani\, as celebrações religiosas\, as festas populares tradicionais e a vida cotidiana. São fotos que dão pleno testemunho da alienação e da busca pela identidade de uma vida europeia em vias de desaparecer. Registrou também espaços desabitados\, animais perdidos em áreas densamente construídas\, paisagens e naturezas-mortas. \n\n\n\nNa conversa com Karel Hvížd’alacitada acima\, ele fala sobre essa experiência: “Quando deixei a Tchecoslováquia\, estava descobrindo o mundo à minha volta. O que eu mais precisava era viajar para poder fotografar. Não queria ter o que as pessoas chamam de ‘lar’. Não queria ter o desejo de retornar a algum lugar. Precisava saber que nada aguardava por mim em parte alguma\, que o lugar em que deveria estar era aquele em que estava no momento e que\, se nada mais havia para fotografar ali\, que estava na hora de partir para outro lugar.” \n\n\n\nA exposição ocupa dois andares do IMS Paulista. O percurso começa pelo 8º andar\, onde estarão as 111 fotos de Ciganos\, e continua no 7º andar\, onde\, antes de se chegar às fotografias de Exílios\, o visitante será apresentado a 11 fotografias num formato maior da série Praga 1968. Estão\, portanto\, dispostas na ordem em que foram produzidas. As imagens da invasão soviética aconteceram por impulso. Koudelka nunca havia trabalhado antes como fotojornalista\, mas pôs-se a documentar o que se passava nas ruas de Praga tão logo soube\, na manhã de 21 de agosto de 1968\, da invasão da Tchecoslováquia por exércitos do Pacto de Varsóvia. Ao longo de sete dias dramáticos\, criou uma série espetacular\, considerada por muitos um dos mais importantes trabalhos de fotojornalismo do século XX. Para além da tragédia nacional\, as imagens feitas naquela ocasião se tornaram simbólicas de toda opressão militar e da luta por liberdade. Na mesma entrevista já citada\, ele diz\, sobre essa série: “Importante nas fotografias não é quem é russo e quem é tcheco. Importante é que uma pessoa tem uma arma e a outra\, não. E aquela que não a tem é\, na verdade\, a mais forte\, embora não pareça de imediato.” \n\n\n\nContrabandeadas para fora da Tchecoslováquia\, as fotos chegaram à Magnum Photos\, nos Estados Unidos\, fundada por\, entre outros\, Henri Cartier-Bresson. O colega francês diria\, sobre o trabalho de Koudelka\, ser “um esplendor de sensibilidade\, força e honestidade”. No primeiro aniversário da invasão e sem o conhecimento do autor\, elas foram publicadas em jornais e revistas do mundo todo. Buscando proteger o fotógrafo e sua família\, a Magnum Photos creditou as fotografias apenas com as letras P.P. (Prague Photographer\, “fotógrafo de Praga”). No mesmo ano\, o Overseas Press Club dos Estados Unidos agraciou o “fotógrafo tcheco anônimo” com a prestigiosa Medalha de Ouro Robert Capa. O fotógrafo só foi admitir publicamente que tinha sido ele a fotografar a invasão na ocasião de sua primeira grande exposição\, em 1984\, na Hayward Gallery\, em Londres. Isso\, contudo\, somente depois da morte de seu pai\, quando a informação já não punha em perigo sua família. Na Tchecoslováquia\, essas fotos só foram publicadas 22 anos depois da invasão\, em 1990\, num suplemento especial do semanário Respekt.
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SUMMARY:"Cecilia Vicuña: Sonhar a água – Uma retrospectiva do futuro (1964…)" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Cecília Vicuña\, Bendígame Mamita (detalhe)\, 1977\n\n\n\nCecilia Vicuña (Santiago\, Chile\, 1948) “Sonhar a água — Uma retrospectiva do futuro (1964…)” é uma colaboração da Pinacoteca com o Museu Nacional do Chile\, em Santiago\, e com o Malba\, em Buenos Aires. A curadoria é do peruano Miguel López e levará pinturas\, fotografias\, vídeos\, peças sonoras\, esculturas e instalações da artista para a Pina Contemporânea. Um de seus trabalhos mais emblemáticos\, Menstrual (2006)\, poderá ser visto pelo público pela primeira vez no Brasil. \n\n\n\nEssa é a primeira grande mostra da artista chilena no Brasil\, reúne cerca de 200 obras que abrangem os 60 anos de sua produção e apresenta  o compromisso de Vicuña com as lutas populares\, o respeito aos direitos humanos e a proteção ambiental. O nome da exposição representa um convite para mudarmos nossa relação com a terra. \n\n\n\nNÚCLEOS \n\n\n\nA exposição é organizada em nove núcleos. O primeiro é “Tribu No“\, nome de um grupo de jovens artistas e poetas de Santiago que\, como ela\, buscavam expressar sua oposição às forças conservadoras do Chile. O segundo núcleo “Pinturas\, poemas e explicações” apresenta algumas de suas primeiras pinturas produzidas em Santiago\, Londres e Bogotá\, junto com textos explicativos. \n\n\n\nUma série de documentos\, fotografias e materiais impressos relacionados com as campanhas de solidariedade com o Chile compõem o núcleo “Artistas pela democracia“\, enquanto o núcleo “Vicuña na Colômbia” representa o momento em que Vicuña atravessou um período de explosão criativa no qual deu vida a centenas de desenhos\, colagens e pinturas\, ações em espaços públicos\, oficinas educativas\, projetos cenográficos e filmes experimentais em 16 mm. \n\n\n\nO quinto núcleo da exposição leva o nome “Palabrarmas” e representa o período (1973) em que a artista começou a produzir  uma série de desenhos\, colagens e vídeos que refletiam sobre o papel da poesia em um tempo de repressão política e desaparecimentos forçados na América do Sul. \n\n\n\nO “Quipu desaparecido” faz alusão ao legado de sequestros e assassinatos por motivos políticos perpetrados por várias ditaduras latino-americanas do século XX.  O núcleo 7\, “Precarios” traz as primeiras obras precárias de Vicuña criadas na Praia de Concón\, no Chile\, em 1966.  A instalação “Quipu menstrual” (O sangue dos glaciais)  nomeia o oitavo e último núcleo da mostra. Na Pina\, visitantes poderão ver uma versão feita para o espaço da Grande Galeria.
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SUMMARY:"Línguas africanas que fazem o Brasil" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Vista da exposição temporária “Línguas africanas que fazem o Brasil”. Crédito: Guilherme Sai\n\n\n\nO dia a dia do povo brasileiro é atravessado pelas presenças africanas na forma como nos expressamos – seja na entonação\, no vocabulário\, na pronúncia ou na forma de construir o pensamento. É sobre essas presenças que trata a exposição temporária Línguas africanas que fazem o Brasil\, com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana e realização do Museu da Língua Portuguesa\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. A mostra abre ao público no dia 24 de maio e fica em cartaz até janeiro de 2025.   \n\n\n\nA exposição conta com patrocínio máster da Petrobras\, patrocínio da CCR\, do Instituto Cultural Vale\, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco\, do Grupo Ultra e da CAIXA.  \n\n\n\nLínguas dos habitantes de terras da África Subsaariana\, como o iorubá\, eve-fom e as do grupo bantu\, têm participação decisiva na configuração do português falado no Brasil\, seja em seu vocabulário ou na maneira de pronunciar as palavras e de entoar as frases\, mesmo que esta estruturação não seja do conhecimento dos falantes. Trata-se de uma história e de uma realidade legadas por cerca de 4\,8 milhões de pessoas africanas trazidas de forma violenta ao país entre os séculos 16 e 19\, durante o período do regime escravocrata. Além da língua\, essa presença pode ser sentida em outras manifestações culturais\, como a música\, a arquitetura\, as festas populares e rituais religiosos.   \n\n\n\n“Ao mesmo tempo que a gente quer mostrar ao público que falamos uma série de expressões e estruturas que remontam a línguas negro-africanas\, também desejamos revelar de que maneira isso acontece. Por que falamos caçula e não benjamim? Por que dizemos cochilar e não dormitar? Essas palavras fazem parte de nosso vocabulário\, da nossa vida\, do nosso modo de pensar”\, afirma Santana.  \n\n\n\nA exposição Línguas africanas que fazem o Brasil recebe o público com 15 palavras oriundas de línguas africanas impressas em estruturas ovais de madeira penduradas pela sala. Serão destacadas palavras como bunda\, xingar\, marimbondo\, dendê\, canjica\, minhoca e caçula. O público também poderá ouvi-las nas vozes de pessoas que residem no território da Estação da Luz\, onde o Museu está localizado.   \n\n\n\nOutro destaque no espaço é a obra do artista plástico baiano J. Cunha – um tecido estampado com os dizeres “Civilizações Bantu” que vestiu o tradicional Ilê Aiyê\, primeiro bloco afro do Brasil\, no Carnaval de 1996. Além disso\, cerca de 20 mil búzios também estarão suspensos e distribuídos pelo ambiente. Na tradição afro-brasileira\, as conchas são usadas em práticas divinatórias e funcionam como linguagem que conecta o mundo físico e espiritual.   \n\n\n\n“Os búzios estão presentes nos espaços afro-religiosos no Brasil que foram\, não os exclusivos\, mas os principais núcleos de preservação e reinvenção das línguas africanas do Brasil. A partir deles\, as presenças negras se irradiaram para outras dimensões da cultura popular brasileira”\, diz Santana.  \n\n\n\nAinda na entrada da exposição\, o público avistará vários adinkras espalhados pelas paredes. Trata-se de símbolos utilizados como sistema de escrita pelo povo Ashanti\, que habita países como Costa do Marfim\, Gana e Togo\, na África. Eles podem representar desde diferentes elementos da cultura até sentenças proverbiais inteiras em um único ideograma. Evidenciando a presença desse povo como parte da diáspora africana\, é possível encontrar\, em diversas regiões do Brasil\, gradis de residências e outras construções arquitetônicas adornados com alguns dos mais de 80 símbolos dos adinkras.  \n\n\n\nFazem parte da exposição duas videoinstalações da relevante artista visual fluminense Aline Motta. Na obra Corpo Celeste III\, emprestada pela Pinacoteca de São Paulo e projetada no chão em larga escala\, a artista destaca formas milenares de grafias centro-africanas\, especificamente as do povo bakongo\, presente em territórios como o angolano. Este trabalho foi desenvolvido com o historiador Rafael Galante. Já em Corpo Celeste V\, criada exclusivamente para o Museu da Língua Portuguesa\, quatro provérbios em quicongo\, umbundo\, iorubá e quimbundo\, traduzidos para o português\, serão exibidos em movimento nas paredes e em diálogo com Corpo Celeste III.   \n\n\n\nUm dos principais nomes da nova geração da escultura no país\, a baiana Rebeca Carapiá  assina obras de arte criadas em diálogo com frequências e grafias afrocentradas\, a partir de seu trabalho com metais.  \n\n\n\nA exposição também mostra como canções populares no Brasil foram criadas a partir da integração entre línguas africanas e o português\, como Escravos de Jó e Abre a roda\, tindolelê. O “jó”\, da faixa Escravos de Jó\, advém das línguas quimbundo e umbundo e quer dizer “casa”\, “escravos de casa”. “Escravizados ladinos\, crioulos e mulheres negras\, que realizavam trabalho doméstico e falavam tanto o português de seus senhores quanto a língua dos que realizavam trabalhos externos\, foram a ponte para a africanização do português e para o aportuguesamento dos africanos no sentido linguístico e cultural”\, diz Tiganá Santana com base nas pesquisas da professora Yeda Pessoa de Castro.  \n\n\n\nAlém dos búzios\, a mostra explora outras linguagens não-verbais advindas das culturas africanas ou afro-diaspóricas. Entre elas\, os cabelos trançados\, que\, durante o período de escravidão no Brasil\, serviam como mapas de rotas de fugas. E de turbantes\, cujas diferentes amarrações indicam posição hierárquica dentro do candomblé. Há ainda dois trabalhos da designer Goya Lopes\, cujas principais referências são as capulanas\, os panos coloridos usados por mulheres em Moçambique. Tais trabalhos enfatizam uma articulação significativa com a língua iorubá.  \n\n\n\nOutro exemplo da linguagem não-verbal são os tambores\, que compõem uma cenografia constituída por uma projeção criada por Aline Motta\, com imagens do mar e trechos do texto Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira\, de Lélia Gonzalez\, uma das principais intelectuais do Brasil\, referência nos estudos e debates de gênero\, raça e classe. Nestes trechos\, verifica-se o uso da expressão pretuguês cunhada pela intelectual. Por fim\, ainda nessa cena\, é importante ressaltar a presença de esculturas da Rebeca Carapiá\, conversando com as frequências dos tambores.  \n\n\n\nNuma sala de cinema interativa\, o visitante será surpreendido com uma projeção de imagens ao enunciar palavras de origem africana como axé\, afoxé\, zumbi e acarajé.   \n\n\n\nO público terá acesso a uma série de registros de manifestações culturais afro-brasileiras e de conteúdos sobre as línguas africanas e sua presença no português do Brasil. Há performance da cantora Clementina de Jesus\, imagens da Missão de Pesquisas Folclóricas idealizada por Mário de Andrade\, entrevistas com pesquisadores como Félix Ayoh’Omidire\, Margarida Petter e Laura Álvarez López\, além de gravações de apresentações do bloco Ilú Obá De Min e da Orkestra Rumpilezz\, e o vídeo Encomendador de Almas\, de Eustáquio Neves\, que retrata o senhor Crispim\, da comunidade quilombola do Ausente ou do Córrego do Ausente\, na região do Vale do Jequitinhonha.   \n\n\n\nTudo isso em meio a sons de canções rituais e narrativas em iorubá\, fom\, quimbundo e quicongo\, captados pelo linguista norte-americano Lorenzo Dow Turner nos anos de 1940 na Bahia e cedidos pela Universidade de Indiana\, nos Estados Unidos. Será possível\, ainda\, assistir aos filmes sobre o Quilombo Cafundó: um que já existia há mais de 40 anos e outro que foi concebido para a exposição\, versando sobre a língua cupópia de modo mais enfático. 
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SUMMARY:Ocupação Artacho Jurado no Itaú Cultural
DESCRIPTION:João Artacho Jurado\, s.d. (Imagem: Acervo da família)\n\n\n\nMuitas vezes\, em nosso imaginário\, as metrópoles são territórios monocromáticos ou cinzentos. Contrapondo-se a esse estigma da cidade\, o arquiteto João Artacho Jurado ousou imaginar\, desenhar e construir uma outra ideia de cidade e da experiência de morar\, repleta de cores\, adornos\, decorações e formas construtivas inusitadas. Seus prédios\, cheios de detalhes e de uma riqueza cromática ímpar\, suscitam a admiração\, a imaginação e o desejo dos moradores\, dos pedestres e do público em geral. \n\n\n\nFilho de imigrantes espanhóis\, Artacho Jurado começou sua carreira como letrista de cartazes\, estandartes\, feiras e exposições\, na década de 1920. Passou a desenhar estandes para feiras industriais e\, durante as duas décadas seguintes\, se estabeleceu como organizador de uma série de eventos\, como as exposições Centenário da cidade de Santos e Bicentenário de Campinas. Ingressou na construção civil ao fundar a Construtora Anhangüera com o irmão Aurélio em 1946\, produzindo casas\, pequenos prédios e vilas. A empresa se transformou\, na década de 1950\, na Construtora Monções\, por meio da qual Artacho construiu suas obras mais emblemáticas. Seus prédios trouxeram para dentro do espaço da moradia\, a sociabilidade e a convivência pública dos clubes e parques\, aproximando o lazer\, o ócio e o descanso\, sem criar barreiras entre o lugar onde se mora e o resto da cidade. \n\n\n\nAtravés de fotografias\, documentos\, desenhos\, maquetes\, vídeos\, e muitos mais\, a Ocupação Artacho Jurado apresenta um percurso pela vida e pela obra de um artista que produziu aquilo que acreditou ser a sua verdade estética e construtiva. \n\n\n\nCom entrada gratuita\, a exposição fica em cartaz de 20 de junho a 15 de setembro na sede do IC (Avenida Paulista\, 149). \n\n\n\nConfira também o site do programa Ocupação dedicado ao artista. Disponível no dia da abertura\, ele conta com parte do conteúdo da exposição\, além de vídeos e materiais exclusivos.
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SUMMARY:"Calder + Miró" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Alexander Calder\, Hello Allentown\, 1976\, Foto: Jaime Acioli\, © 2024 Calder Foundation\, New York _ Artists Rights Society (ARS)\, New York _ AUTVIS\, Brasil\n\n\n\nMinistério da Cultura\, Bradesco e Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição Calder + Miró\, que evidencia a ligação entre os trabalhos do escultor norte-americano Alexander Calder (1898-1976) e do espanhol Joan Miró (1893-1983)\, assim como os desdobramentos dessa amizade na cena artística brasileira. A presente exposição\, que já esteve em cartaz no Instituto Casa Roberto Marinho\, no Rio de Janeiro\, em 2022\, chega a São Paulo com novidades. Com curadoria de Max Perlingeiro\, acompanhado pelas pesquisas de Paulo Venâncio Filho\, Roberta Saraiva e Valéria Lamego\, a mostra traz  cerca de 150 peças – entre pinturas\, desenhos\, gravuras\, esculturas\, móbiles\, stabiles\, maquetes\, edições\, fotografias e jóias. Ao conjunto originalmente exibido na exposição carioca\, soma-se uma obra monumental de Calder\, além de trabalhos de Tomie Ohtake entre a seleção de artistas nacionais. A exposição conta com o patrocínio do Bradesco na Cota Apresenta\, Aché Laboratórios e Dasa com Patrocínio Institucional\, Embaixada e Consulados da Espanha no Brasil e Iguatemi na Cota Apoio\, através do Ministério da Cultura\, via Lei de Incentivo à Cultura e Governo Federal União e Reconstrução. \n\n\n\nOcupando quase todos os espaços expositivos do Instituto Tomie Ohtake\, a mostra contempla a amizade entre um dos principais escultores modernos e um dos mais famosos pintores surrealistas. De origens distintas – Calder era norte-americano e Miró espanhol – os dois desenvolveram uma notável amizade iniciada em 1928\, quando ambos viviam em Paris. A relação permaneceu profunda até a morte do escultor\, em 1976. “Historicamente\, a ligação entre os dois artistas foi objeto de estudo de pesquisadores\, com resultados surpreendentes\, embora romanceada na maioria das vezes\, e\, ao longo de décadas\, realizaram-se inúmeras mostras e publicações. É o que chamo de ‘a estética de uma amizade’ “\, observa Perlingeiro. \n\n\n\nDe maneira livre e espontânea\, Miró combinava formas orgânicas\, cores vibrantes e símbolos enigmáticos\, criando uma atmosfera única e intrigante. Esses elementos muito presentes em suas obras\, também aparecem no trabalho de Calder\, estabelecendo uma relação íntima entre ambas as produções e\, por consequência\, uma das grandes contribuições para a abstração do século 20. Articulados em pontos de equilíbrio estável\, os móbiles de Calder são objetos que fazem um movimento sutil provocado pela passagem de ar. Já os stabiles são esculturas sempre apoiadas no chão. Feitas com o intuito de serem grandiosas e dinâmicas\, grande parte das obras públicas do artista são stabiles espalhadas por diversos países. \n\n\n\nNo Brasil\, as obras destes artistas apresentam importantes desdobramentos nos debates estéticos e produções artísticas que\, a partir da década de 1940\,  passaram a pautar a abstração de maneira mais enfática. A relevância das contribuições de Calder e Miró no contexto nacional se mostra\, ainda\, na larga presença de seus trabalhos em coleções brasileiras — para esta exposição\, todas as obras apresentadas são provenientes de coleções públicas e privadas do Brasil. \n\n\n\nÀ frente do núcleo de artistas brasileiros apresentado na mostra\, Paulo Venancio Filho selecionou trabalhos de nomes consagrados e influenciados direta ou indiretamente pelas produções de Calder e Miró\, como Abraham Palatnik; Aluísio Carvão; Antonio Bandeira; Arthur Luiz Piza; Franz Weissmann; Hélio Oiticica; Ione Saldanha; Ivan Serpa; Mary Vieira; Milton Dacosta; Mira Schendel; Oscar Niemeyer; Sérvulo Esmeraldo; Tomie Ohtake e Waldemar Cordeiro. Como afirma Venâncio Filho: “ Em ambos\, Calder e Miró\, a abstração não obedecia a um programa pré-determinado. Estava\, antes\, fundada na intuição e na imaginação e\, portanto\, aberta ao instável\, ao acaso\, ao indeterminado — algumas das características que\, não por acaso\, vamos encontrar no construtivismo brasileiro a partir dos anos 1950 e que vão estabelecer nossa contribuição original à arte abstrata\, particularmente na relação entre forma e cor.”\, comenta o curador.
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LOCATION:Instituto Tomie Ohtake\, Rua Coropé\, 88 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"ALFABETO DA RETA" de Edith Derdyk no Centro MariAntonia da USP
DESCRIPTION: Edith Derdyk. Imagem: Divulgação\n\n\n\nALFABETO DA RETA é um projeto expositivo que tem\, como ponto de partida\, uma pesquisa sobre a Geometria Descritiva desenvolvida por Gaspard Monge\, final do século XVIII: um sistema de desenho projetivo que embasou o desenho técnico para efeito da produção industrial\, provocando um impacto no desenvolvimento tecnológico na época da Revolução Industrial\, por facilitar a visualização de objetos fabricados e sua sistematização. \n\n\n\nEdith Derdyk especula sobre os métodos de representação de ‘operações gráficas maquínicas’\, frutos da abstração mental calcada na observação do real\, facilitando a reprodução massiva de objetos industriais e a produção dos artefatos e suas problematizações  com o tempo da  costura manual e artesanal estabelecendo uma conversa entre a atividade artesanal fabril e atividade industrial febril. A exposição também alude\, por decorrência\, ao uso das fontes de energia primária que sustentam os modos de produção industrial\, refletindo sobre a intensa exploração dos recursos naturais. A presença do carvão – fóssil antigo e fonte de energia não renovável\, o motor da produção industrial de nossa história civilizatória -\, sinaliza a problemática das fontes de energianaturais.    \n\n\n\nCom ensaio crítico de Sylvia Werneck\, o projeto se desdobra em diversas frentes e linguagens: a instalação-site specific ALFABETO DA RETA; a série ÉPURA\, conjunto de costuras realizadas industrialmente com intervenções manuais; um objeto escultórico\, ROTA DE COLISÃO que alude ao uso do combustível fóssil (carvão); 1 livro de mesa acompanhado de 3 impressões (60X4 metros) chamado ROTAÇÃO\,  um livro de artista\, LINHA DE TERRA\, impresso em serigrafia com tiragem de 100 exemplares. A mostra segue em cartaz até 15 de setembro de 2024 \n\n\n\nALFABETO DA RETA terá uma ativação da obra no final da mostra\, pelo grupo na qual a artista faz parte – Bookscapes\, junto ao vídeo artista Rodrigo Gontijo e o  compositor Dudu Tsuda\, contemplando 3 apresentações ao vivo interagindo com a obra em si\, através de ações performativas envolvendo desenho e manipulação de imagens no modo live cinema – cinema ao vivo\, dias 13 (às 17h) e 14 setembro de 2024 (às 11h e às 15h). \n\n\n\nNo decorrer da exposição haverá uma roda de conversa e uma visita guiada junto com a curadora Sylvia Werneck e o lançamento do livro “O corpo da Linha”\, editada pela Relicário\, no dia 17 de agosto de 2024 (sábado)\, das 11h às 15h. “Quando estava desenvolvendo as peças da série ÉPURA (conjunto de costuras realizadas industrialmente com intervenções manuais)\, percebi que a máquina não é tão objetiva assim:  a mesma imagem é interpretada  diferentemente em cada máquina\, gerando resultados totalmente distintos”\, afirma Edith sobre o processo criativo.
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LOCATION:Centro MariAntonia da USP\, Rua Maria Antônia\, 258 – Vila Buarque\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lélia em nós: festas populares e amefricanidade" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Lita Cerqueira\, Procissão de Santo Amaro. Foto: Coleção da artista\n\n\n\n\nA partir de 26 de junho será possível conhecer o pensamento da antropóloga\, historiadora e filósofa brasileira Lélia Gonzalez (1935 – 1994). O Sesc São Paulo\, em parceria com a Boitempo\, inaugura o projeto Lélia em nós: festas populares e amefricanidade\, na unidade Vila Mariana. A exposição\, que fica em cartaz até 24 de novembro de 2024\, foi inspirada pelo livro Festas populares no Brasil (que ganha nova edição pela Boitempo) e promove uma celebração da cultura afro-brasileira – ou amefricana\, como propõe a autora – a partir de um recorte que estabelece diálogos e reflexões suscitados pela produção intelectual de Gonzalez\, uma  proeminente ativista do movimento negro brasileiro e importante teórica do feminismo negro\, cuja morte completará 30 anos em 10 de julho de 2024. \n\n\n\nCom uma seleção de produções contemporâneas e de diferentes períodos\, reunida em cinco eixos temáticos\, Lélia em nós: festas populares e amefricanidade apresenta pinturas\, fotografias\, documentos históricos\, objetos\, performances\, instalações e vídeos de artistas como Alberto Pitta\, Heitor dos Prazeres\, Januário Garcia\, Maria Auxiliadora\, Nelson Sargento\, e Walter Firmo\, além de 12 trabalhos inéditos\, de artistas como Coletivo Lentes Malungas\, Eneida Sanches\, Lidia Lisboa\, Lita Cerqueira\, Manuela Navas\, Maurício Pazz\, Rafael Galante e Rainha Favelada. \n\n\n\nA mostra também apresenta um recorte de sonoridades e musicalidades\, tanto do universo das festas e festejos brasileiros quanto das intervenções do DJ Machintown e do trombonista Allan Abbadia\, além de registros fonográficos da discoteca pessoal de Lélia. Parte do acervo do Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG)\, a coleção reúne álbuns de artistas como Wilson Moreira e Nei Lopes\, Luiz Gonzaga\, Tamba Trio\, Clementina de Jesus\, Jamelão e Lazzo Matumbi \n\n\n\nPartindo de conceitos teóricos desenvolvidos por Lélia Gonzalez\, como a categoria político-cultural de amefricanidade – termo cunhado pela acadêmica em contraposição à ideia hegemônica de afro-americanidade para\, segundo ela\, “ultrapassar as limitações de caráter territorial\, linguístico e ideológico” e redimensionar a influência da diáspora atlântica para a formação das Américas do Sul\, Central\, do Norte e Insular –\, a mostra convida o público à compreensão dopotencial da cultura popular afro-brasileira como tecnologia de identidade e resistência. \n\n\n\nCom curadoria de Glaucea Britto e Raquel Barreto\, a exposição foi inspirada pelas proposições feitas por Lélia Gonzalez em Festas populares no Brasil. Único título publicado em vida pela intelectual exclusivamente como autora\, o livro foi publicado originalmente em 1987. A obra não foi oficialmente lançada no mercado\, tendo sido patrocinada por uma empresa multinacional e distribuída como presente de fim de ano. No mês de abertura da exposição\, a publicação ganhará nova edição da Boitempo\, a primeira voltada à circulação no mercado editorial. Com textos da acadêmica que evidenciam laços indissociáveis entre Brasil e África por meio de manifestações populares como o Carnaval\, o Bumba-Meu-Boi\, as Cavalhadas e festas afro-brasileiras como as Congadas e o Maracatu\, a obra reúne mais de cem imagens de cinco fotógrafos: Leila Jinkings\, Marcel Gautherot\, Maureen Bisilliat\, Januário Garcia e Walter Firmo (os dois últimos\, integrando a exposição). A nova edição inclui também materiais inéditos\, textos de apoio\, fac-símiles\, prólogo de Leci Brandão\, prefácio de Raquel Marreto\, posfácio de Leda Maria Martins\, texto de orelha de Sueli Carneiro e quarta capa de Angela Davis e Zezé Motta.
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SUMMARY:"Virada Sônica: a escalada do som na arte contemporânea" no Farol Santander
DESCRIPTION:Vista da exposição “Virada Sônica” no Farol Santander. Crédito: Rodrigo Reis\n\n\n\n\nA exposição “Virada Sônica: a escalada do som na arte contemporânea” é realizada nos andares 23 e 24 do Farol Santander e reúne 28 artistas que trabalham com diversas linguagens\, como esculturas\, vídeos\, pinturas e instalações. A mostra tem como objetivo explorar o som enquanto elemento artístico\, abordando desde fenômenos acústicos e paisagens sonoras até a reflexão sobre o silêncio. \nPor meio das obras expostas\, os artistas propõem uma análise das múltiplas dimensões do som e sua capacidade de alterar a percepção do espaço e do tempo. A exposição busca desafiar as fronteiras entre o visual e o sonoro\, incentivando o visitante a experimentar o som de formas inovadoras e inesperadas dentro do contexto da arte contemporânea.
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SUMMARY:"Catherine Opie: o gênero do retrato" no MASP
DESCRIPTION:Catherine Opie\, Flipper\, Tanya\, Chloe & Harriet\, San Francisco\, California\, da série “Domestic”\, 1995. Cortesia da artista e Regen Projects; Lehmann Maupinl; e Thomas Dane Gallery\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 5 de julho a 27 de outubro de 2024\, a exposição Catherine Opie: o gênero do retrato\, com obras de um dos principais nomes da fotografia internacional contemporânea. Catherine Opie (Sandusky\, Ohio\, EUA\, 1961) foi uma das precursoras na discussão sobre questões de gênero entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Sua produção dialoga com a tradição do retrato – um dos mais tradicionais gêneros da pintura ocidental – de modo a dar legitimidade a novos corpos\, subjetividades e experiências que emergem na sociedade contemporânea. Em suas fotografias\, Opie retrata diversas expressões e subjetividades de indivíduos e coletivos que se identificam com gêneros e orientações sexuais diversas\, especialmente pessoas queer.  \n\n\n\nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, a mostra é a primeira da artista no Brasil\, e reúne 63 fotografias de suas séries mais emblemáticas\, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas. Os retratos de Opie figuram ao lado de 21 importantes pinturas da coleção do MASP\, entre elas\, de Pierre-Auguste Renoir\, Hans Holbein\, Anthony van Dyck e Van Gogh. As obras são apresentadas em diálogo com o objetivo de acentuar os diálogos\, tensões e reformulações aos quais o trabalho de Opie se propõe\, além de desdobrar a predileção pela arte figurativa\, marca da coleção do museu. \n\n\n\nA artista explora o gênero clássico do retrato assumindo algumas de suas características\, – fundo neutro\, os gestos com as mãos\, as expressões e os enquadramentos – e adiciona novos elementos\, como a diversidade de gênero\, as práticas sexuais\, os corpos distintos e os relacionamentos familiares homossexuais. “É fundamental que todos os seres humanos sejam legitimados\, isso é necessário para a inclusão de todas as pessoas\, para a humanidade. Ao utilizar a estética tradicional do retrato\, conforme a minha visão sobre a retratística\, busco manter o espectador envolvido na obra durante a observação. Além disso\, é uma forma de redefinir o corpo queer dentro de uma formalidade conhecida\, e não tratar apenas de uma fotografia documental”\, comenta Catherine Opie.
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SUMMARY:"Lia D Castro: em todo e nenhum lugar" no MASP
DESCRIPTION:Lia D Castro\, Sem título (detalhe)\, da série Axs nossxs pais\, natureza morta\, 2021. Galeria Martins&Montero\, São Paulo\, Brasil\, e Bruxelas\, Bélgica. Foto: Lucas Cruz/Instituto Çarê\n\n\n\nÉ impossível refletir sobre a obra da artista e intelectual Lia D Castro (Martinópolis\, São Paulo\, 1978) sem falar de encontros\, contrastes\, fricções e transformações. A partir de 5 de julho\, o público pode encontrar a exposição Lia D Castro: em todo e nenhum lugar\, no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A primeira mostra individual da artista em um museu reúne 36 trabalhos\, sendo a maioria pinturas de caráter figurativo. As obras selecionadas exploram cenários onde o afeto\, o diálogo e a imaginação se tornam importantes ferramentas de transformação social.  \n\n\n\nO título da exposição parte da constatação da ausência histórica de grupos minorizados em posições de poder e decisão — em nenhum lugar —\, enquanto sua presença e força de trabalho compõem as bases que sustentam a sociedade — em todo lugar. Com curadoria de Isabella Rjeille\, curadora\, MASP\, e Glaucea Helena de Britto\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta trabalhos que abrangem toda a produção da artista. \n\n\n\nLia D Castro utiliza a prostituição como ferramenta de pesquisa e desenvolve sua produção a partir de encontros com seus clientes – homens cisgêneros\, em sua maioria brancos\, heterossexuais\, de classe média e alta – para subverter relações de poder ou violência que possam surgir entre eles\, aliando história de vida e história social. Temas como masculinidade e branquitude\, mas também afeto\, cuidado e responsabilidade\, são abordados nessas ocasiões e resultam em pinturas\, gravuras\, desenhos\, fotografias e instalações criadas de modo colaborativo. \n\n\n\nNesses momentos\, ela conversa com esses homens e os convida a refletir: quando você se percebeu branco? E quando se descobriu cisgênero\, heterossexual? “Perguntas sobre as quais a artista não busca uma resposta definitiva\, mas sim provocar um posicionamento dentro do debate racial\, sobre gênero e sexualidade”\, afirma a curadora Isabella Rjeille. \n\n\n\nAs conversas de Lia D Castro com esses homens são permeadas por referências a importantes intelectuais negros como Frantz Fanon\, Toni Morrison\, Conceição Evaristo e bell hooks. Frases retiradas dos livros desses autores\, lidos pela artista na companhia de seus colaboradores\, são inseridas nas telas e misturam-se aos gestos\, cenas\, cores e personagens. O trabalho de Lia D Castro torna-se um lugar de encontro\, embate e fricção\, no qual ações\, imagens e imaginários são debatidos\, revistos e transformados. Com frequência\, a artista insere referências a outros trabalhos por ela realizados\, incluindo-os em outro contexto e\, consequentemente\, atribuindo novos significados e leituras a essas imagens. \n\n\n\n“Partindo da visão de Frantz Fanon de que o racismo é uma repetição\, eu proponho combatê-lo com a repetição de imagens. Como a imagem constrói cultura e memória\, ao colocar uma obra dentro da outra\, busco criar novas referências estéticas”\, comenta a artista.
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SUMMARY:“Examinando a mim mesmo e aos outros: Victor Arruda e Carroll Dunham” na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Victor Arruda\, Sem nenhuma informação mais (detalhe)\, 1990\n\n\n\nA partir de 13 de julho\, a Almeida & Dale apresenta uma exposição que reúne Victor Arruda (Cuiabá\, MT\, 1947) e Carroll Dunham (New Haven\, EUA\, 1949). Suas obras se relacionam por suas investigações sobre masculinidade\, conflito\, sexo e consciência por meio de figuras distorcidas e genderizadas que existem em ambientes impossíveis e em paletas de cores vibrantes. \n\n\n\nVictor Arruda e Carroll Dunham se formaram em décadas de 1970 muito distintas. Os anos 1970 e 80 de Arruda no Rio de Janeiro se passaram sob uma ditadura militar. Dunham estava imerso no mundo da arte conceitual de Nova York\, tentando encontrar uma linguagem pessoal e processual. Ambos se libertaram por meio da observação da arte e\, às vezes\, de materiais ostensivamente ilícitos. De acordo com Arruda\, sua obra e a de Dunham referenciam a de Robert Crumb. Figura de libertação artística para muitos\, incluindo os dois artistas\, os quadrinhos de Crumb dão permissão para o impulso criativo assumir qualquer forma e desafiar limites estéticos ou morais. Além disso\, ambos compartilham um interesse voraz pela história da arte\, buscando inspiração em uma coleção heterogênea de fontes\, desde a pintura maneirista até o surrealismo e as pichações de banheiro.  \n\n\n\nExaminando a mim mesmo e aos outros: Victor Arruda e Carroll Dunham tem curadoria de Dan Nadel\, curador-geral do Lucas Museum of Narrative Art\, Los Angeles.
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SUMMARY:"Ofício: Barro: Gabriella Marinho – Argila-Griô" no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Gabriella Marinho no ateliê. Foto: Mari Bley\n\n\n\n\nCom abertura em 13 de agosto e visitação até 08 dezembro de 2024 no Sesc Pompeia\, a mostra Ofício: Barro: Gabriella Marinho – Argila-Griô reúne 25 trabalhos\, cerca de metade deles inéditos\, criados a partir de 2017 pela artista visual\, educadora e pesquisadora que\, em suas esculturas e instalações\, reflete sobre corporeidade e subjetividade\, explorando tanto as relações entre as peças e o espaço\, quanto a plasticidade pictórica que a pintura oferece sobre esse material. \nDesde sua criação em 2019\, o projeto Ofício\, desenvolvido no Galpão das Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia\, tem se destacado como um espaço inovador para a exploração e valorização de diversas formas de expressão artística. A edição de 2024\, intitulada Ofício: Barro\, celebra a argila como um material fundamental na criação de utensílios e obras de arte que moldaram culturas milenares\, desde a Mesopotâmia até o Egito Antigo. A modelagem do barro não só preserva tradições ancestrais\, mas também se revela uma poderosa ferramenta para expressar reflexões e sensibilidades contemporâneas. \nGabriella Marinho\, com sua participação no projeto Ofício\, destaca a importância da arte em argila não apenas como forma de expressão\, mas também como meio educativo e transformador. Primeira individual da artista fluminense em São Paulo\, Argila-Griô demonstra como a argila pode ser utilizada para revisitar e reinterpretar narrativas\, oferecendo novas perspectivas sobre questões de identidade e memória.No espaço expográfico de Ofício: Barro: Argila-Griô\, Gabriella Marinho e a curadora\, Renata Felinto\, estabelecem cinco eixos temáticos: Território; Corpo; Ritual; Memória; e Transformação. Reunindo pinturas\, esculturas\, mosaicos\, fotografias e uma videoperformance\, o conjunto de obras expostas\, que envolve técnicas mistas como artes gráficas\, tapeçaria\, cerâmica\, gravura\, maquetes e marcenarias\, é composto de trabalhos individuais e representativos de séries como Caminhos\, Maré Mexida\, Pedras\, Declive\, Cobogó\, Porcelana e Acordelar. Dentre as obras que serão apresentadas na mostra\, uma delas será desenvolvida em colaboração com a artista e a equipe de Ação Educativa da exposição. \nA exposição estará aberta para visitação pública até o dia 8 de dezembro de 2024 e conta com ações educativas ao longo desse período.
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SUMMARY:"Rastros – Fotografias de Roberto Frankenberg" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Campo de extermínio de Majdanek\, em Lublin\, na Polônia. Crédito: Roberto Frankenberg\n\n\n\nO silêncio é o personagem mais presente nas fotografias que Roberto Frankenberg apresenta no Museu Judaico de São Paulo a partir de 16 de julho. Produzidas entre 2012 e 2014\, a série Rastros\, que dá título à exposição\, é resultado de uma sequência de viagens que o artista fez para campos de concentração e arredores\, resgatando traços do passado.  \n\n\n\nSeus avós\, assim como uma grande parte da sua família\, foram assassinados pelo regime nazista nos campos de extermínio na Polônia e nas florestas dos países bálticos. O pai\, Louis Frankenberg\, é um dos poucos sobreviventes e foi quem levou o filho para visitar os locais nos quais ele foi deportado durante a Segunda Guerra Mundial.  \n\n\n\nSegundo a curadora e diretora do Acervo e Memória do MUJ\, Roberta Alexandr Sundfeld\, o conjunto das fotografias “é um memorial vivo\, construído pela arte que captura o indizível\, e incita ao diálogo sobre a importância de nunca esquecer a história vivida”.   \n\n\n\nA partir da observação da natureza nas áreas onde antes funcionavam os complexos\, o artista fotografa pequenos fragmentos do que restou daquela época – um arame farpado\, um trilho de trem – e pequenos vestígios que remetem às histórias e às vozes que fazem parte daquela terra.  \n\n\n\n“Tentei imaginar como poderia retratar meus avós\, que nunca conheci. Encontrei-me nesta terra pisada por eles e por muitos outros. Andei pelos caminhos que eles poderiam ter percorrido\, vi paisagens que eles poderiam ter visto. Usei a natureza como uma espécie de antena para captar o sujeito da fotografia que não está lá. A natureza é um veículo para chegar ao sujeito”\, afirma Frankenberg.  \n\n\n\nAo primeiro olhar\, as obras\, que fazem parte do acervo do MUJ\, mostram a beleza das paisagens contemporâneas\, as flores silvestres e ervas daninhas\, com a natureza avançando sobre as estruturas abandonadas e arames farpados. As evidências visuais indiretas nas imagens\, que remetem à ausência e à perda\, são confirmadas pela objetividade das legendas que informam as localizações e os usos anteriores daquele espaço: os campos de Majdanek e Treblinka\, na Polônia\, as florestas de Bikernieki e Rumbula\, na Letônia\, a floresta de Ponary e o Nono Forte\, na Lituânia.
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SUMMARY:Ocupação Naná Vasconcelos no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Ensaio para a Revista Continuum\, 2011 (Imagem: André Seiti/Itaú Cultural)\n\n\n\nComposto por seis eixos\, o percurso da exposição é guiado por nomes de álbuns do artista em uma espécie de espiral do tempo que acompanha a sua vida e obra. Um ambiente tão musical quanto o percussionista\, reúne cerca de 90 peças. Entre elas\, objetos originais nunca expostos\, como o berimbau e um dos dois tapetes\, onde ele colocava os seus instrumentos sobre os palcos que percorreu pelo Brasil e o mundo \n\n\n\nO berimbau original de Naná Vasconcelos está fincado no coração da Ocupação dedicada a ele no Itaú Cultural\, com abertura para o público a partir de 17 de julho\, às 20h. O instrumento foi construído pelo percussionista\, em 1967\, com uma corda de piano afinada em Fa em substituição à tradicional. Foi o único berimbau que teve e o acompanhou até a sua morte\, em 2016. Desde então\, o objeto permaneceu fechado em um depósito da família\, em Recife\, e agora é exposto pela primeira vez.Este é o espírito da Ocupação Naná Vasconcelos\, que traz a essência e unicidade da vida e obra desse multiartista brasileiro\, nascido em Pernambuco em 1944. Localizada no térreo do Itaú Cultural\, à vista logo que se entra\, a mostra traz ampla seleção de fotos\, vídeos\, vestimentas\, instrumentos e objetos originais – como uma das premiações recebidas por ele: o Grammy Latino\, conquistado em 2011 pelo álbum Sinfonia e Batuques. O ambiente é totalmente musical\, as cores têm tons terrosos. A mostra permanece em cartaz até 27 de outubro.A concepção e realização desta Ocupação é do Itaú Cultural\, com curadoria da gerência de Curadorias e Programação Artística\, consultoria de Patrícia Vasconcelos\, mulher de Naná\, e pesquisa do jornalista Mateus Araújo. A expografia é da Casa Criatura.O projeto desdobra-se em uma publicação impressa – a HQ Quase dois irmãos\, criada exclusivamente para esta mostra por Araújo e Diox –\, que conta a história de Naná e seu melhor amigo\, o berimbau. Fazem parte\, ainda\, recursos acessíveis; shows de Silvanny Sivuca\, na quinta-feira\, dia 18\, Badi Assad\, no dia seguinte\, Anelis Asumpção no sábado – sempre às 20h – e Lan Lanh\, às 19h do domingo\, além de um site com conteúdo exclusivo (itaucultural.org.br/ocupação).
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SUMMARY:Temporada de Projetos 2024/1 no Paço das Artes
DESCRIPTION:Dalber de Brito\, Aucun Intérêt\, 2023\n\n\n\nA Temporada de Projetos é uma iniciativa de mais de duas décadas reconhecida por abrir espaço no circuito cultural para jovens artistas brasileiros. \n\n\n\nPara a 28ª edição da Temporada de Projetos\, as exposições foram organizadas em duas etapas\, proporcionando\, assim\, uma melhor adequação do espaço arquitetônico para os artistas e projetos contemplados. Nesta primeira parte\, o Paço das Artes recebe o projeto curatorial de Cadu Gonçalves e os trabalhos individuais dos artistas Julia Gallo e Dalber de Brito\, selecionados pelo júri Renata Felinto\, artista\, pesquisadora\, curadora e professora na URCA/CE; Renato Araújo da Silva\, pesquisador\, curador e professor na FAU USP/SP\, e Mariano Klautau Filho\, artista\, pesquisador\, curador e professor na UNAMA/PA. \n\n\n\n28ª TEMPORADA DE PROJETOS \n\n\n\nFervor\, com curadoria de Cadu Gonçalves\, apresenta um diálogo conceitual entre as artistas Alice Lara e Paola Ribeiro. Tendo como suporte a pintura\, a performance e o vídeo\, são postos em tensão a voz\, o corpo e a paisagem\, em relação à terra em constante estado de ebulição e esgotamento. \n\n\n\nAguardente\, projeto individual de Julia Gallo\, traz figuras fantasmagóricas em recorte de papel e/ou rabiscadas em grandes suportes\, evidenciando o aspecto febril da imaginação. A água e os gazes representados sugerem uma atmosfera enebriada para acessar os estados psicológicos da metamorfose humana. Julia teve entrevista e texto crítico escrito por Ana Paula Cohen. \n\n\n\nTERRA TERRENO TERREIRO\, de Dalber de Brito\, fala de organização e disputas territoriais entre fluxos migratórios a partir da simbologia e materialidade dos cupinzeiros mineiros. Sob o domínio do afeto\, “ruídos e roídos” interferem nas estruturas comportamentais da história do país\, relacionando as colônias edificadas dos cupins e outros materiais deteriorados com as sociedades precarizadas pelo domínio colonial. Dalber tem entrevista e texto crítico elaborado por Jana Janeiro\, com colaboração de Débora Rossi Fantini. \n\n\n\nSobre os artistas \n\n\n\nProjeto de curadoria \n\n\n\nCadu Gonçalves (São Paulo\, 1991) é curador e pesquisador\, bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Em sua trajetória\, destacam-se a curadoria de Osvaldo Carvalho Falsa simetria\, exposta em São Paulo (Janaina Torres Galeria) e Londres (Embaixada do Brasil)\, por meio do Breeze London\, prêmio concedido à produção do artista carioca (2023); ZL não é um lugar assim tão longe\, de Erick Peres (Nova Fotografia 2023\, MIS); Polígonos\, pórticos\, matéria e desejo (Janaina Torres Galeria\, SP\, 2021); e Pequenos vestígios de melancolia (Funarte\, SP\, 2019). Foi assistente de curadoria de Araetá: a literatura dos povos originários (Sesc Ipiranga\, SP\, 2023) e integrou o grupo de pesquisa para o catálogo Dos Brasis: arte e pensamento negro (Sesc Belenzinho\, SP\, 2023). \n\n\n\nAlice Lara (Distrito Federal\, 1987) criou-se nas cidades-satélites de Taguatinga e Vicente Pires. Sua pesquisa\, na linguagem da pintura\, investiga a representação de animais\, suas relações com os seres humanos e como essas relações afetam ambos. Tem se definido como pintora-bicheira. Graduou-se em Artes Visuais\, licenciatura e bacharelado\, pela UnB\, e é mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP. Premiada nos salões de Anápolis (2016) e Arte Pará (2012). Realizou individuais no Muna Uberlândia (2013)\, Cervantes Brasília (2013)\, ECCO (2014)\, Galeria Antonio Sibassoly\, em Anápolis (2016)\, Paço das Artes (2019)\, Galeria Referência (2020)\, Centro Cultural São Paulo (2021) e galeria Asfalto\, no Rio de Janeiro (2024). Sua obra foi adquirida para a coleção do Museu de Arte do Rio (2019). \n\n\n\nPaola Ribeiro (São Paulo\, 1986) é artista\, cantora\, pesquisadora\, educadora e mestra em Poéticas Cênicas pelo Instituto de Artes da Unesp. Sua pesquisa se dedica a criar espacialidade por meio da experiência sonora gerada principalmente pelo uso do som da voz que se permite abstrair da palavra e da afinação\, quebrando-se em imagens e borrando a temporalidade através dos diálogos que ela pode tecer entre corpo e espaço. Foi residente na Oficina Francisco Brennand em 2023 e participou de uma série de exposições coletivas e festivais\, com destaque para letra [ ] imagem\, no Instituto Goethe de Salvador (2023); VERBO\, na Galeria Vermelho\, São Paulo (2022); Ópera Citoplasmática\, no MON – Museu Oscar Niemeyer\, Curitiba (2022); e o festival Novas Frequências para a 34ª Bienal de São Paulo (2021). \n\n\n\nProjetos artísticos \n\n\n\nJulia Gallo (Rio de Janeiro\, 1997) é artista visual\, vive e trabalha em São Paulo. Seus trabalhos têm por procedimento central o desenho\, seja como carvão riscando a tela\, tesoura cortando papel ou mesmo sombras translúcidas projetadas no espaço. Gallo cria anatomias ficcionais que dão forma a estados de ânimo específicos\, dissolvendo a suposta dicotomia entre corpo e alma. Em seus trabalhos\, criaturas indizíveis e gestos indecifráveis são vistos em cenas densas e inflamadas\, cuja sensação provoca\, simultaneamente\, sensações familiares e mistérios vitais. \n\n\n\nDalber de Brito (Sabará\, 1981) é artista visual\, com um percurso que passa por diferentes campos\, da luteria ao cinema. Tal trajetória se reflete em criações que vão desde esculturas e instalações até videoperformance\, tanto na execução das obras quanto em sua exposição. Sua pesquisa e produção são afetadas por seu corpo\, preto\, e seu território\, a cidade mineira de Sabará\, ao mesmo tempo um subúrbio e uma cidade minerária. A partir desse contexto\, vem investigando as relações ambíguas na guerrilha de classes na sociedade contemporânea\, com seus remanescentes coloniais.
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SUMMARY:"outros navios: uma coleção afro-atlântica" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Vista da exposição © Edson Kumasaka\, 2024\n\n\n\n\nAs regiões da África central e ocidental estão conectadas ao Brasil por séculos de circuitos transatlânticos. Navios de violência adentraram mares até os nossos litorais. Mas também outros navios\, que nos permitem mergulhar por histórias alternativas e criar novos significados para as centenas de objetos do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE/USP) apresentados nesta exposição. \nMáscaras\, tecidos\, joias\, estatuetas\, de diferentes culturas africanas\, foram adquiridas por meio de doações ou compras encomendadas a partir da década de 1960\, quando os movimentos de independência política das ex-colônias em África se consolidavam. Uma coleção fruto de um tempo e espaço que expressa os fluxos de pessoas\, objetos e conhecimentos estabelecidos no sul global. O então professor do MAE\, Marianno Carneiro da Cunha (1926-1980)\, foi uma figura chave no projeto institucional e científico de construção da coleção. \nCaixas aguardando em um porto do litoral africano na década de 1970\, tornam-se caixas abertas na Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp para serem transformadas e ressignificadas. São expostas igualmente as artes no Brasil constituídas\, entendendo a coleção não como africana\, mas sim\, afro-atlântica. As obras de artistas contemporâneos aqui incluídas\, além disso\, indicam que uma coleção não é fixa e pode ser recomposta para apontar outros navios à vista.
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SUMMARY:"Errante" de Marcelo Moscheta na Galeria Vermelho
DESCRIPTION:Imagem/Divulgação\n\n\n\n\nMarcelo Moscheta é um artista caminhante. A caminhada é performativa e investigativa e permite novas leituras sobre o que é espaço e lugar a partir de “torções” conceituais. O artista que incorpora o ato de caminhar em sua prática sempre esteve presente na costura da história da arte. Artistas como Richard Long\, Hamish Fulton e Francis Alÿs criaram obras que transformaram paisagens (urbanas ou naturais) ou a maneira de observá-las a partir de suas caminhadas. \nAo longo de sua carreira\, Moscheta realizou expedições pelos mais diversos lugares do globo\, incluído o Ártico\, o Atacama e a Bretanha. Suas obras se relacionam com a tradição conceitualista do caminhar das mais diversas formas\, da intervenção em paisagens a transposição da experiência de estar nos lugares por meio de obras ligadas a documentação. Morando em Portugal desde 2021 para o desenvolvimento de sua pesquisa de doutorado\, Moscheta estabeleceu mais uma forma de deslocamento baseada no constante estado de trânsito do imigrante\, sendo lembrado constantemente de que não pertence àquele lugar. Esse conjunto de vivências e experimentações informa uma série de novos trabalhos na sua nova exposição na Vermelho. Intitulada Errante\, a mostra lida com deslocamentos espaciais\, temporais e burocráticos. \nEm Portugal\, Moscheta teve contato com alguns dos monumentos megalíticos mais antigos da Europa. Interessado por rochas enquanto representações poéticas de uma história permanente\, Moscheta rebateu a experiência de presenciar um desses monumentos\, o Dólmen da Arca\, localizado no município de Viseu\, através da instalação 1:1 (Dólmen)\, que ocupa a sala principal da exposição. Os dólmens são estruturas compostas por grandes que eram usadas como sepulcro. Por se conformarem como uma espécie de abrigo\, suas estruturas preveem o corpo enquanto escala. A instalação\, feita a partir de uma frottage (ou decalque) do Dólmen\, planifica o monumento permitindo que o público se desloque por seu referente. Assim\, Moscheta aproxima a sua pele inserida nessa paisagem da “pele” da pedra. A obra se da como ícone e índice\, como mapa e pegada. \nEm suas caminhadas\, Moscheta coleciona rochas\, fósseis\, documentos e uma miríade de elementos. É parte desse material que forma a série Autopoiesis(2024) onde elementos de diferentes expedições são articulados em procedimentos característicos do conceitualismo\, como a intervenção e combinação de elementos\, a articulação de textos enquanto imagem\, o uso da documentação e a contextualização de componentes. Na biologia e na filosofia\, o termo Autopoiesis descreve sistemas que são capazes de se criar e se manter a partir de si mesmos. \nEm Substância (2024)\, Moscheta insere uma rocha de sal em uma fotografia feita em uma de suas expedições a uma caverna de sal na Colômbia. A obra\, ao mesmo tempo\, documenta e transporta seu estar na caverna. \nNa série Parábola (2024)\, Moscheta propõe outro deslocamento temporal a partir de uma fotografia feita por seu pai durante uma coleta no Horto Florestal de Maringá (São Paulo) em 1981. Botânico de profissão\, seu pai registrou o filho de um colega brincando com uma vara de doda\, uma ferramenta tradicionalmente usada na agricultura\, especialmente no Brasil\, para sacudir ou bater em árvores frutíferas a fim de derrubar os frutos. Moscheta elabora o momento de aprendizado lúdico registrado na fotografia para elaborar composições onde ensinamento e liberdade se aproximam. \nQuestões sobre a natureza do tempo também pautam Deposição (2024). A série de pinturas de Moscheta é feita a partir da sedimentação de calcário proveniente de cocolitos. Essas massas de carbonato de cálcio são produzidas por algas como uma forma de proteção. Quando a alga morre\, os cocolitos são liberados no ambiente marinho. \nMoscheta produz aguadas com o pó de calcário dos cocolitos para pintar superfícies preparadas com gesso acrílico. A imagem das pinturas se assemelha a ossadas turvas\, propondo um caminho múltiplo entre matérias. As pinturas são organizadas em um dispositivo que lembra exposições de artefatos. O jogo temporal e material de Deposição levanta questões acerca da natureza da criação e da destruição na arte. \nEsses percursos do projeto\, negociações\, documentos\, amostras e comprovações\, atribuem outro tipo de caminhar às obras de Errante\, um que pode nos fazer pensar na arte postal dos anos 1960 e 1970\, que tinha a troca de documentos enquanto parte fundamental do fazer. Um deslocamento que ocorre por correspondência. \nAs várias caminhadas e obras de Marcelo Moscheta se apresentam como um diário de bordo de suas jornadas\, onde questões que tocam a estética\, ética e história da arte são rebatidas na história dos deslocamentos e assentamentos do homem no mundo; nas suas formas de estar e pensar os espaços\, e nas formas de dominação que exerce sobre o mundo. \nTexto de Gabriel Zimbardi
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SUMMARY:"Gravidade" de Carlos Motta na Galeria Vermelho
DESCRIPTION:Imagem/Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 31 de julho\, das 19 às 22h\, a Vermelho inaugura Gravidade\, a segunda individual de Carlos Motta na galeria. \nGravidade é um projeto em duas partes composto por um desenho fragmentado feito em grafite e um vídeo de 14 minutos\, comissionado pela Vermelho e produzido em São Paulo em junho de 2024. \nO desenho retrata uma paisagem árida onde centenas de humanos cuidam uns dos outros com urgência. As figuras seguram\, carregam e arrastam-se mutuamente cuidadosamente\, visivelmente lidando com o peso dos corpos\, mas determinadas a ajudar uns aos outros a persistir em meio a um deserto seco onde apenas alguns trechos de grama verde sugerem a esperança de sobrevivência. \nConcebido como uma partitura de performance\, o desenho foi usado por Motta e por oito performers locais para produzir um vídeo que explora os temas do cuidado\, resistência\, peso\, gravidade e sobrevivência. Desenvolvido em estreita colaboração com os performers e filmado em estúdio\, o trabalho apresenta uma sequência de ações performativas onde os performers encontram maneiras cautelosas e ternas de segurar\, carregar e suportar o peso de seus corpos pelo maior tempo possível\, criando cenas de resistência duracional. Com uma trilha sonora eletrônica composta pela artista sonora carioca Luisa Lemgruber\, Gravidade faz a pergunta: O que é necessário para sustentar uma vida? \nGravidade conta com a participação de Alessandro Aguipe\, Ana Musidora\, Flow Kountouriotis\, Karen Marçal\, Mariana Taques\, Tadzio Veiga\, Vitor Martins Dias e Vulcanica Pokaropa. \nDireção de Fotografia e Operação de Câmera: Flora Dias; Operação de Câmera: Mirrah da Silva; Captura de Som\, Trilha Sonora\, Mixagem e Masterização: Luisa Lemgruber; Pós-produção: Angela Herr; Design Gráfico: Lauryn Siegel; Produção: Felipe Melo Franco. Filmado no Zanella Creative Studio\, em São Paulo\, Brasil\, em junho de 2024. \nAssistente de estúdio de Motta: Luca Cruz Salvati
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SUMMARY:"Mira Schendel: Transparências" na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Mira Schendel\, Sem título\, da série Toquinhos de acrílico\, ca. 1971-1973. Cortesia Hauser & Wirth\n\n\n\n\nNo ano que marca o 50º aniversário da galeria\, Luisa Strina tem o prazer de anunciar a abertura da exposição Mira Schendel: Transparências\, uma abrangente mostra da renomada artista programada para abrir em 1º de agosto de 2024. Mira Schendel (1919-1988) foi uma figura pioneira na arte latino-americana\, que trabalhou com Strina nos anos 1980\, onde teve exposições em 1981 e 1983. \n\n\n\nOrganizada por Olivier Renaud-Clement em colaboração com a família Schendel e Hauser & Wirth\, Mira Schendel: Transparências apresentará uma ampla seleção de Monotipias de Schendel produzidas entre 1963 e 1965\, além de uma série de objetos escultóricos em acrílico produzidos no final dos anos 1960 e 1970. A exposição é acompanhada\, ainda\, por um ensaio inédito do Curador Chefe do Museo del Barrio de Nova York\, Rodrigo Moura. \n\n\n\nAs mais de cinquenta Monotipias apresentadas na mostra oferecem um panorama da abordagem experimental e inovadora de Schendel. Cada peça revela sua meticulosa exploração da textura\, forma e translucidez\, em um jogo sutil de luz e sombra. As monotipias foram extremamente experimentais na época de sua criação. Sua feitura envolve a aplicação de pó de talco em um dos lados do papel de seda japonês\, que é então colocado sobre uma chapa de vidro previamente oleada. Schendel então “desenhava” com vários instrumentos\, incluindo seus dedos\, aplicando pressão no lado não oleado. O processo criava uma linha orgânica que quase parecia parte do papel e permitia a Schendel responder gestual e caligráficamente ao material. Essas marcas gráficas\, letras e manchas resultaram em desenhos extraordinariamente belos e poéticos em ambos os lados do papel\, os quais são mostrados na galeria em prateleiras retroiluminadas que preservam sua transparência. \n\n\n\nNas obras seguintes de Schendel\, a transparência se apresenta como o catalisador da experiência do espectador com o corpo e a visão. Ela começou a usar acrílico\, o qual\, suspenso no ar\, permite que a imagem e o plano se desdobrem em dois: para ver através e para uma “leitura circular em que o texto é o centro imóvel\, e o leitor é móvel”\, como afirmou a artista. Essas formulações deram origem aos Objetos gráficos (1967-1973)\, nos quais folhas de papel são sobrepostas para criar quadrados onde o jogo de cheio e vazio amplifica o signo gráfico entre o silêncio e o ruído através da repetição e alterações na escala. Suspensas por fio de nylon\, as obras da série Transformáveis são compostas por pequenas tiras de material transparente articuladas para evocar a sensação de mutabilidade e jogo. As obras giram no ar\, projetando sombras e reflexos em constante mudança. \nTambém incluídas na exposição estão obras da série Discos do início dos anos 1970\, onde Schendel começou a criar objetos escultóricos usando acrílico e letraset. Sintetizando a experimentação formal das “monotipias”\, este conjunto de obras continuou a abraçar ideias espirituais sobre o “outro lado” da transparência\, um lugar onde outros mundos e outras formas de materialidade existiam. Os discos redondos são feitos de lâminas de acrílico sobrepostas. Eles envolvem turbilhões de letras e símbolos em letraset\, legíveis mas composições intraduzíveis. Aqui também\, a linguagem é vista como uma espécie de poeira cósmica\, informe e infinita.
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SUMMARY:"Uma cadeira é uma cadeira é uma cadeira" na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:Marcius Galan\, Banco de jardim\, 2024\n\n\n\nUma cadeira é uma cadeira é uma cadeira\,  \ne quanta diferença existe na mesma ideia! \nTipologia que consiste no apoio horizontal descolado do chão e suportado por pés\, para que as pernas descansem na posição sentada do corpo. Cadeiras e bancos têm pernas que substituem momentaneamente as dos humanos. Às vezes as cadeiras têm braços\, que também dão trégua e descanso. E têm costas\, de onde vem a palavra encosto. Pernas\, pés\, braços\, encosto\, assento: a cadeira é a imagem de uma pessoa sentada. A familiaridade da forma escultórica faz dela uma atração contínua e fascinante para o artista.  \nEsta exposição conta com cerca de cinquenta obras – entre cadeiras\, poltronas\, bancos e banquinhos – de 51 artistas contemporâneos e modernos. Várias delas foram feitas especialmente para a mostra e são inéditas. Ainda que a maioria possa ser usada e siga algumas regras estruturais inescapáveis\, estas criações de artistas se descolam das exigências do design. Se tipicamente o designer industrial precisa considerar questões como a produção em escala ou a ergonomia\, artistas podem se aventurar com espontaneidade em materiais e técnicas\, comentando dinâmicas sociais\, políticas\, tecnológicas e culturais.  \nPedras arqueológicas mostram que assentos estão entre nós desde a era neolítica\, na transição do nomadismo para os primeiros assentamentos. Não é preciso muita imaginação para figurar nossos ancestrais encontrando apoio e repouso em rochas ou troncos de árvores\, como rememoram o bancos de Amelia Toledo e de Edgard de Souza\, as amarrações de galhos inquietos de Marcius Galan\, a forma de tronco de palmeira de Tiago Mestre ou o jabuti de Makaulaka Mehinaku\, no qual os contornos do animal estão sugeridos pela madeira bruta. \nNo Brasil\, o banquinho de todo dia\, popular e anônimo – o dos trabalhadores da construção civil\, da roça\, de camelôs –\, concebido com simplicidade a partir de materiais encontrados\, inspiram Rivane Neuenschwander\, Nicolás Bacal\, Keila Alaver\, Campana e Mônica Ventura\, que criou o banco junto a seu pai\, o pedreiro Osvaldo Costa. José Bento transforma sua banqueta em balcão\, com elementos de uma roda de samba – cachaça\, pandeiros – em paralelo com a função ritualística no apoti sobre o qual\, na obra de Jaime Lauriano\, repousa o alguidar cheio de pedras portuguesas.  \nMarcos Chaves resgatou sua cadeira com encosto de ripas de caixote de feira em uma calçada do Rio – um ready made. Com outros elementos encontrados na rua\, Alexandre da Cunha e Rafael Triboli criam uma namoradeira que abre espaço para uma conversa à meia-luz. Em Entre o Céu e a Terra\, Ernesto Neto faz do banco de peroba rosa o espaço para um elo afetivo\, um romance\, emoldurado pela corda de crochê que pende do alto. Chamado Juntes\, o banco de base articulada com um amortecedor de scooter\, de Iván Argote\, pede acordo entre seus ocupantes: ele funciona como uma gangorra ou um banco de praça para conversar\, ficar\, ninar\, enfim\, estar junto.  \nBancos e cadeiras podem ser símbolos de hierarquia e poder. O termo chairman\, o presidente da empresa\, se traduz literalmente como “o homem da cadeira”. O trono de faraós\, imperadores\, reis e chefes tribais ressoa na cadeira de Seu Fernando da Ilha do Ferro\, sua majestosidade implicada pela altura elevada do assento e do espaldar. Dessa matriz pomposa vêm as poltronas largas e com braços como a de Flávio de Carvalho para a Fazenda Capuava ou a cadeira de balanço do mexicano Jorge Pardo\, talhada com um excerto da tela L’Atelier du peintre de Courbet.  \nRirkrit Tiravanija reivindica a cadeira como instrumento de descanso e não de trabalho ao inscrever no encosto “do not ever work” (não trabalhe jamais). A forma elaborada por Lucas Simões encontra-se em “estado de repouso” e leva o nome Dormente\, em referência ao conceito aristotélico de potência. \nUma cadeira vazia é a representação de um corpo que não está. Enxergamos pessoas e personagens na Romana de Ana Mazzei\, na Silla Castigada de Carlos Bunga e em Arm de Brian Griffiths. Existe ausência mais contundente que a da dupla de poltronas que Maria Thereza Alves criou após a morte do seu marido\, o artista Jimmie Durham (continued life 1800-2022)? Pensando nessa distância\, Raphaela Melsohn chamou a sua de o vazio se preenche.  \nHá indicações de encontros\, como na interdependência dos corpos da colaboração de avaf com Yuli Yamagata. A cadeira tripla do coletivo Opavivará! é um convite à interação social\, alegoria da amizade nas praias do Brasil que relê o tipo comum da cadeira dobrável de alumínio e tela de nylon\, sobre a qual interagiram também Detanico Lain e Rochelle Costi. Nelas o tempo passa lânguido: uma bordada com ponteiros de relógio\, a outra rodeada por uma pequena paisagem vegetal. \nO Móvel de Daniel Albuquerque é uma combinação entre o seu material primário\, o tricô\, e o estofamento de futon. Desenrolado\, adquire formas que vão da chaise à esteira. Sonia Gomes idem: aplica a mídia tátil e sensual de tecidos\, rendas\, cordões e amarrações à superfície dura e seca do banquinho de madeira de quatro pés\, o mesmo modelo popular ao qual Marepe faz referência. Com o humor característico que permeia seu trabalho\, o artista baiano talhou o banco no formato de lacre de garrafa de champagne.  \nEfrain Almeida esculpe em sua cadeira pés de bode\, e faz o assento com a pele ao modo da cultura sertaneja. Vivian Caccuri desvela da cadeira de sentar um instrumento musical de cordas. Nos quatro cantos do seu banco Bocada\, Mano Penalva incorporou bocas de crochê de uma mesa de sinuca – nos quais\, quem sabe\, pode-se guardar um iPhone ou pequenos objetos. O banco de papelão de Jarbas Lopes é recheado de velhos documentos\, contratos vencidos\, papéis aleatórios – em referência aos papéis-moeda tradicionalmente guardados no banco\, a instituição financeira. Uma obra de arte cujo nome é “você pode sentar”; isto é\, sentar em uma pilha de dinheiro.  \nOs bancos de Daniel Senise\, Gabriel Orozco e Marcelo Pacheco têm lastro na linguagem moderna\, com detalhes próprios a cada poética; Senise\, por exemplo\, usa no assento tacos de madeira removidos de um edifício assinado por Franz Heep\, do final dos anos 1950. \nQual estúdio de artista não tem uma cadeira? Quantas vezes ela não foi central a uma obra? Edgar Degas retratou uma poltrona vazia\, de costas para o espectador. Van Gogh pintou a sua como natureza morta\, o cachimbo apoiado sobre o trançado de fibra natural. Joseph Beuys a fez efêmera\, de gordura\, assim como Adriana Varejão\, de carne seca. Joseph Kosuth foi do objeto à representação e ao conceito\, na clássica obra One and Three Chairs. A cadeira elétrica de Andy Warhol continua a provocar arrepios\, 60 anos depois.¹ \nAs propostas nesta exposição são uma amostra ínfima de um campo vasto.² Artistas que fizeram do design também uma profissão – como Abraham Palatnik e Geraldo de Barros – desenharam ao menos uma dúzia de assentos\, sinal de um desafio que não se esgota (Lygia Clark pousou em um famoso retrato sentada na cadeira de Palatnik exposta aqui; a poltrona de Barros é um protótipo). \nUma cadeira é uma cadeira\, nunca “a” cadeira. O Mundo das Ideias é um bom lugar para uma cadeira que em nada consiste\, como nas imagens – indeléveis à memória coletiva – de astronautas “sentados” no próprio corpo\, flutuando no espaço sideral\, sem gravidade. Marcel Breuer\, ao projetar assentos com o mínimo possível em seus experimentos na Bauhaus³ disse\, utopicamente: “No fim das contas\, sentaremos em colunas de ar resilientes”. \n– Nessia Leonzini e Livia Debbane
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SUMMARY:"Guto Lacaz: cheque mate" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação Itaú Cultural\nO bom humor característico da relação do artista com os objetos mais triviais\, que fazem parte do dia-a-dia e ele transforma em obras de arte\, está patente entre as aproximadamente 170 peças exibidas em Guto Lacaz: cheque mate. A mostra permanece em cartaz nos três pisos expositivos do Itaú Cultural (IC)\, de 1 de agosto a 27 de outubro.  A curadoria e o partido expográfico são dos designers Kiko Farkas e Rico Lins\, o desenho da expografia tem assinatura de Daniel Winik e a concepção\, realização e projeto de acessibilidade são do Itaú Cultural.  Três dessas peças são inéditas: Volare reúne grandes cilindros transparentes\, em pé\, dentro dos quais um ventilador faz girar aletas sem sair do lugar\, criando uma ilusão ótica. Nomes\, brinca com uma das obsessões do artista: a nomenclatura e o jogo de palavras. Ele sempre colecionou frases\, vocábulos\, bilhetes\, nomes e frases impressos em anúncios e notas de compras\, entre outras\, que agora compõem a obra. Eletrolinhas é construída com caixas pretas verticais\, como colunas\, com fendas e movimentos sutis.Multimídia\, Guto Lacaz é conhecido por suas instalações e performances\, além de ter uma produção variada como desenhista\, ilustrador\, cartunista\, designer\, cenógrafo\, e na assinatura de projetos gráficos editoriais e logomarcas para empresas. Formou-se em arquitetura e eletrônica industrial pela USP\, na década de 1970\, no entanto\, como o próprio diz\, não deu certo e decidiu fazer “esse negócio de ser artista”. Com o tempo\, ele criou o que chama de convivência lúdica com os objetos – um método de observação e concentração que desemboca em seu trabalho artístico. Deu certo. O universo do artista – hoje com 76 anos – é uma imensidão de objetos singulares\, dispositivos engenhosos e incomuns\, vídeos de performances inusitadas\, peças com trocadilhos e jogos de palavras. Um fantástico mundo que ele construiu entre elementos visuais de objetos que transitam despercebidos pelo cotidiano de todos. Com a sua interferência\, eles ganharam o circuito das artes.  “A produção de Guto Lacaz é marcada por sua criatividade\, sempre muito atenta e curiosa\, e pela multiplicidade de linguagens em que ele atua”\, diz Sofia Fan\, gerente de Artes Visuais e Acervos do Itaú Cultural. “Esta exposição celebra a sua trajetória\, de quase 50 anos\, e lança um olhar panorâmico sobre sua obra”. Segundo os curadores\, a mostra apresenta o trabalho de Lacaz dando luz a sua genialidade e destacando a sua importância no mundo das artes. Eles contam que pegaram o lado B do artista – erro\, casualidades\, processo criativo\, tempo\, espaço e verticalidade –\, que sempre foi visto como outsider\, mas que trafegou por todas as áreas das artes\, do cinema e teatro ao livro e as artes visuais.  O seu primeiro trabalho artístico é Escultura com bandeira\, criado em 1970 quando ainda estava na faculdade. Trata-se de um pequeno objeto cinético elaborado com arames retorcidos e engrenagens. Para ele próprio\, no entanto\, a sua carreira começou em 1978 ao ser premiado na 1ª Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado\, no Paço das Artes\, em São Paulo\, por um conjunto de trabalhos inscritos. Um deles é a obra Crushfixo\, de 1974\, também presente na exposição do IC\, na qual ele simplesmente afixou uma garrafa do refrigerante em um retângulo de gesso. Assim\, começou a fazer sucesso.  Lacaz costuma dizer que erra muito porque faz tudo pela primeira vez e essa é a melhor forma de aprender (leia neste PKD em falas do artista). De erro em erro\, ele acerta rotundamente. O público constata isso ao circular pelo espaço expositivo\, em peças\, por exemplo\, como Rádios pescando – uma série de radinhos de pilha enfileirados como pescadores\, empunhando linhas de pescar esticadas em direção ao chão\, que ele criou em 1986. Ou em Óleo Maria à procura da salada\, de 1982\, na qual uma lata desse produto com uma antena ziguezagueia em uma bandeja vazia. Ou\, ainda\, na obra que dá nome à exposição: em cheque mate\, ele atribui a um cheque o papel de sustentar um saquinho de chá mate para prendê-lo na xícara. Vale contar que\, certa vez\, ele resolveu levar um rolo de papel higiênico para a mesa de seu ateliê e observá-lo por dias e dias\, aplicando\, então\, o seu método de convivência lúdica com o objeto. Por fim\, entendeu que era um objeto injustiçado pois tem uma proporção perfeita entre altura e diâmetro\, é macio e confortador quando colocado perto do rosto\, se desenrola\, pode ser usado como luneta e outras utilidades. E concluiu que o papel higiênico merece ser colocado em lugares mais nobres das residências. Surgiu daí uma obra de arte em que um desses rolos serve de base para um pequeno abajur\, também presente na exposição (veja sua fala sobre o assunto em vídeos). Atenção\, ainda\, para a série Eletro Livros\, de 2012\, estruturada a partir de livros abertos em páginas com fotografias. Neles\, personagens de histórias\, como Emília\, do Sítio do Pica-Pau Amarelo\, de Monteiro Lobato\, e Robinson Crusoé\, de Daniel Defoe\, além de artistas\, como Vladimir Maiakovski e Piet Mondrian\, aparecem realizando uma determinada ação. As cenas expostas em cada página são compostas de mecanismos acionados por motores elétricos. Trata-se de uma traquitana artística eletrônica\, que dá a ilusão de tridimensionalidade e movimento dos artistas retratados. Ainda\, um dos pisos é ocupado por uma grande obra\, a Pororoca\, uma escultura cinética que pode ser atravessada pelo público. A mostra também apresenta elementos do ateliê de Lacaz\, onde ele guarda todos os seus caderninhos\, blocos\, fotos\, memórias\, em uma camada de paredes circulares de cores diferentes. Trata-se de um espaço que os curadores chamam de HD (hard disk)\, como o próprio artista chama algumas de suas salas onde organiza e armazena seu acervo e materiais referentes ao seu trabalho.  A parede vermelha apresenta suas influências externas e seu encanto por aviões\, entre outras. Outra\, amarela\, tem foco em seu processo criativo\, com ensaios fotográficos das performances multimídia Ludo Voo\, Eletroperfomance\, IOU – A Fábula do Cubo e do Cavalo\, referências\, objetos\, memorabília. Por fim\, a azul reproduz fotos desse ateliê\, em adesivo vinílico\, cobrindo a superfície e gerando uma sensação de imersão dentro do espaço.  Não poderiam faltar as ilustrações que Lacaz fez para a revista Caros Amigos\, de 1997 a 2012\, e na coluna de Joyce Pascowitch\, na Folha de S. Paulo\, de 1980 a 1990. Pares Ímpares (2007-2013) reúne colagens digitais feitas pelo artista com Edson Kumasaka para a Revista Wish. Pequenas grandes ações\, de 2003\, apresenta 12 serigrafias inspiradas em manuais de instruções de eletrodomésticos e objetos diversos.Vídeos de performances e o teaser (veja em vídeos) do documentário Guto Lacaz – um olhar iluminado\, complementam o entendimento do processo criativo do artista e seu olhar para dar vida às coisas que passam invisíveis. O filme é dirigido por Marcelo Machado e conduzido por Farkas e Lins Ele será disponibilizado no streaming Itaú Cultural Play (www.itauculturalplay.com.br)\, a partir da data de abertura da exposição. A plataforma também pode ser acessada nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS)\, no Chromecast e nas smart TVs da Samsung\, LG e Apple TV.
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SUMMARY:“Ancoras Atemporais” de Cisco Merel na Zielinsky
DESCRIPTION:Obra de Cisco Merel. Imagem/Divulgação. Cortesia Zielinsky\n\n\n\n\nA Zielinsky inaugura a mostra “Âncoras Atemporais”\, do artista panamenho Cisco Merel\, a partir do dia 03 de agosto de 2024 (sábado)\, das 14h às 18h\, na Travessa Dona Paula\, em Higienópolis\, em São Paulo. É a segunda mostra da galeria\, que abriu sua filial paulistana em junho passado. \nCom texto crítico do curador adjunto da 14ª Bienal do Mercosul\, Tiago Sant’Ana\, Merel põe em intercâmbio trabalhos em pintura conectados com uma experimentação abstrata e cromática com obras em que o barro\, e toda complexidade intrínseca a esse material são lançadas em cena. O barro utilizado na mostra foi coletado de forma local\, discutindo assim a temática do território. \nFabulando sobre elementos formais que surgem a partir da prática da “mola” — um fazer têxtil que utiliza diferentes pedaços de tecido para construção de formas geométricas através de um intricado e complexo jogo de costura — o artista nos aproxima de um universo ligado à natureza e sua espiritualidade. \n60ª Bienal de Veneza \nO artista representa o Pavilhão do Panamá na 60ª Bienal de Veneza – Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere (Estrangeiros em todo lugar)\, curada pelo brasileiro Adriano Pedrosa\, juntamente com os artistas Brooke Alfaro\, Isabel De Obaldía e Giana De Dier. A curadora do Pavilhão Panamenho é a professora de História da Arte e da Arquitetura Itzela Quirós e o comitê curatorial é formado por Mónica Kupfer\, Ana Elizabeth González e Luz Bonadies. É a primeira vez que o país tem um pavilhão na mais longeva bienal de arte do mundo.
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