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SUMMARY:"Rizoma" de Rodrigo Sassi no Projeto Parede do MAM SP
DESCRIPTION:Rodrigo Sassi\, Detalhe das peças da obra Rizoma de 2024. Foto: Ding Musa\n\n\n\nEm 29 de fevereiro\, o Museu de Arte Moderna de São Paulo abre a edição de 2024 do Projeto Parede com uma obra inédita do artista Rodrigo Sassi. O trabalho intitulado Rizoma ocupará o corredor que liga a recepção do museu à Sala Milú Villela – que na ocasião da abertura\, estará com a exposição George Love: além do tempo em cartaz. \n\n\n\nO Projeto Parede acontece há quase três décadas no MAM São Paulo\, com artistas sendo convidados a criar obras que dialoguem com o espaço. \n\n\n\nRizoma é uma instalação a qual o artista se refere como um “não mural”. A obra\, inspirada em murais modernistas\, é composta por relevos de alvenaria fixados sobre a parede do museu e\, conectados uns aos outros\, atingem uma escala que conflita com o recuo disponível para sua visualização\, de certa forma indo contra propósitos e características de sua própria referência. \n\n\n\nPara isso\, Rodrigo Sassi idealizou uma nova pesquisa\, propondo-se a realizar um trabalho diferente do que já é conhecido de sua produção\, pensando nas especificidades do espaço onde ele será montado. “Esta é uma proposta que foge dos padrões do meu trabalho\, que deixa um caminho em aberto para novos desdobramentos\, inclusive”\, ele comenta. \n\n\n\nA obra é composta por peças de alvenaria extraídas de fôrmas feitas com madeiras reaproveitadas do descarte da construção civil. Em decorrência da utilização de moldes para a tiragem das peças\, conforme o visitante for andando pelo corredor\, irá perceber um padrão que se repete em sua composição\, ditando um ritmo que é constantemente quebrado ao longo do percurso. Aos olhares mais atentos\, são percebidas características de sua manufatura e processo artesanal\, vestígios do uso das fôrmas\, pequenas diferenças de cores entre as peças\, rastros de processo como riscos e marcações deixados pelo próprio artista durante seu fazer. \n\n\n\nPara esta instalação\, Rodrigo Sassi agrega referências arquitetônicas muralistas à sua poética e prática de trabalho. O artista traz a ideia de azulejos de Bulcão que têm continuações\, apesar de serem diferentes um do outro\, onde até nas rupturas existem composições que funcionam entre si. O projeto é desdobramento de uma intervenção que o artista realizou no o Museu da Inconfidência\, em Ouro Preto (MG)\, instituição que é parceira do MAM nesta mostra. \n\n\n\nCurador-chefe do MAM São Paulo\, Cauê Alves pontua\, em texto que acompanha o trabalho\, que para esta obra Sassi fez uma espécie de atualização de noções sobre o barroco\, mas pensando a partir de uma perspectiva da arte contemporânea\, em diálogo com os modernistas. \n\n\n\n“É justamente do cruzamento entre arte moderna e arte colonial que seu trabalho se desenvolveu. Com referências aos painéis de Burle Marx e de Athos Bulcão\, típicos da arquitetura moderna de Rino Levi e Oscar Niemeyer\, o artista também explora contradições do projeto moderno. Entre elas está a ênfase no trabalho operário\, sempre pouco valorizado\, mas fundamental para qualquer construção. Por isso\, o artista produz artesanalmente módulos de concreto usando técnicas tradicionais”\, escreve o curador.
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SUMMARY:"George Love: além do tempo" no MAM SP
DESCRIPTION:George Love\, Ilha do Marajó\, 1971 – Imagem que fez parte dos livros Amazônia e Alma e Luz.\n\n\n\nNo despertar da cultura fotográfica brasileira na segunda metade do século XX\, um nome figura entre as maiores referências: George Love. Artista carismático\, ele sempre foi cercado por uma aura de mistério\, que beirava a lenda\, de tão conhecido quanto enigmático que era\, pelo tanto que ele foi exposto e como ficou escondido. \n\n\n\nAtuando em uma era de efervescência intelectual\, de questionamento comportamental e de transição de costumes\, George exibia um intenso brilho em suas realizações\, na interação profissional e no convívio particular. A luz que trazia ao ambiente extravasava paredes e repercutia na atmosfera e nas pessoas\, que vislumbravam as infinitas possibilidades de um marcante meio de expressão. Suas ações no meio cultural\, editorial e corporativo expandiam os horizontes da fotografia\, abrindo caminhos adiante do seu tempo. Conscientemente ou não\, gerações de fotógrafos brasileiros seguem sua inspiração e seu modelo\, que se realça entre as raízes de nossa contemporaneidade. \n\n\n\nChamá-lo de gênio também não é hipérbole. George Leary Love nasceu em 24 de maio de 1937\, em Charlotte\, Carolina do Norte\, Estados Unidos. Negro\, filho único em uma família simples e culta\, concluiu seus primeiros estudos superiores antes dos 20 anos. Adotou a câmera fotográfica também cedo\, vislumbrando a possibilidade profissional no segmento de fotografia de viagem\, representado por arquivos de imagens\, um mercado importante na época\, com o qual se manteria ligado por toda sua vida profissional. Fixando-se em Nova York para mais estudos\, logo passou a se dedicar à fotografia como criação autoral\, tendo suas primeiras mostras em galerias de Manhattan\, dando cursos e palestras. Assim\, foi aceito como um dos mais jovens participantes da Association of Heliographers\, um grupo restrito de expoentes da fotografia americana que promovia a arte\, propunha sua expansão e inovava no uso de impressões coloridas no meio expositivo. George Love se identificava com a proposta\, de forma que o ideário dessa associação é chave importante para compreender a obra que desenvolveu por toda a sua vida. Em pouco tempo\, o jovem fotógrafo se tornou vice-presidente e coordenador da galeria da associação. Foram dois anos intensos\, entre 1963 e o fim de 1965\, até o encerramento da entidade\, por carência de recursos. \n\n\n\nA perspectiva de um novo rumo lhe foi oferecida por uma rara heliógrafa estrangeira\, que o estimulou a se aventurar pelo continente sul-americano. Em janeiro de 1966\, George juntava-se a Claudia Andujar em Belém para uma inusitada expedição no interior da Amazônia\, verdadeira epopeia até a terra dos Xicrin. Voltaram para Belém\, subiram pelo rio até Iquitos\, depois Lima e Bolívia\, e entraram de volta no Brasil pelo famoso “trem da morte”. Fixaram-se em São Paulo\, no apartamento da Avenida Paulista\, casaram-se… e\, então\, o resto é história. \n\n\n\nZé De Boni (curador)
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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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SUMMARY:"Gervane de Paula: como é bom viver em Mato Grosso" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Gervane de Paula\, Arte aqui eu mato (detalhe)\, 2014. Foto: Jaime Acioli\n\n\n\nAs problemáticas socioambientais e sociopolíticas do Centro-Oeste brasileiro ocupam as trêssalas do segundo andar da Pinacoteca Luz\, com a mostra Como é bom viver em Mato Grosso do cuiabano Gervane de Paula. Sob a curadoria de Thierry Freitas\, 58 obras pontuam os mais de 40 anos da carreira desse artista ativista e multifacetado. São fotografias\, pinturas\, esculturas e instalações que traduzem a potência de um criador em constante ebulição. A mostra segue em cartaz até 1 de setembro. \n\n\n\nSuas primeiras telas\, realizadas entre os anos de 1976 a 1980\, parte delas exibidas nessa individual\, fixam imagens de um Mato Grosso recém-dividido. Thierry observa: “O artista nos apresenta sensíveis interpretações da paisagem cuiabana: o Bairro do Araés – local onde o artista nasceu e reside ainda hoje -\, com suas ladeiras ensolaradas e sua população multiétnica\, está representado em cenas de convívio e festa. Há diversas cenas com mangueiras e cajueiros\, árvores muito comuns nessas ruas naquela época. Não escapa\, também\, o registro social da economia local. São frequentes as cenas de pesca e de mineração\, mas\, principalmente\, as cenas nas quais o gado aparece em profusão\, já evidenciando a potência motriz que o agronegócio viria a tomar nos anos seguintes.” \n\n\n\nEm uma clara demonstração das imbricadas relações entre humanos e bichos na região\, destaca-se As filhas do fazendeiro\, uma tela em que dois jacarés figuram sobre a cama e\, ao fundo\, duas moças observam atordoadas. Como é bom viver em Mato Grosso reflete o aspecto crítico e o humor corrosivo de Gervane que\, inspirado no artista canadense-americano Philip Guston (Montreal\, CA\, 1913 – Nova York\, EUA\, 1980) cujas obras teve contato na 16ª Bienal de São Paulo\, em 1981\, usa\, em algumas de suas criações\, as figuras supremacistas da Ku Klux Klan\, colocando-as num passeio de carro ao Pantanal mato-grossense. \n\n\n\nO artista destaca a relevância da mostra. “Essa exposição é uma das mais importantes da minha trajetória artística\, talvez a mais importante até o momento. Porque é uma mostra individual abrigada em uma das instituições culturais mais importantes do Brasil\, a Pinacoteca de São Paulo. Segundo\, porque a mostra reúne obras de períodos diversos\, algumas inéditas\, jamais exibidas ao público\, compreendendo desde o início da minha carreira artística até a atualidade. Um momento especial\, que permite um breve balanço de quatro décadas de intenso trabalho dedicado à arte.”
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SUMMARY:"José Bento: Caminho de Guaré" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:José Bento\, vista da obra Ar\, 2021. Imagem: Thiele Elissa\n\n\n\nA partir de 23 de março\, a Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, recebe mostra de José Bento. A instalação Caminho de Guaré apresenta três grandes gestos de José Bento\, dois dos quais inéditos e feitos especificamente para ocupar o Octógono\, com curadoria de Lorraine Mendes e Jochen Volz. \n\n\n\nSOBRE A INSTALAÇÃO \n\n\n\nApresentados pela primeira vez\, a escultura Morrotes (2024) é feita do que o artista chama de matéria desintegrada. Trata-se de madeiras de diversas espécies cujas serragens serviram para Bento apresentar massas topográficas diferentes entre si\, seja no tamanho\, cor ou no formato que a madeira toma ao ser partida. Sobretudo na obra Morrotes\, a exposição acaba se tornando uma experiência sensorial e de lembranças. Os visitantes vão perceber nuances aromáticas das diferentes madeiras ali expostas: amarelinho\, bálsamo\, braúna\, caixeta\, itapicuru\, pau-brasil\, pau-pereira\, peroba\, roxinho e vinhático. \n\n\n\nDe qualquer local do Octógono o visitante conseguirá também vislumbrar a obra de maior altura exposta; Arco Íris (2024)\, também inédita é composta por feijões esculpidos de diferentes tipos de madeiras\, densidades e características\, sobrepostas uma a uma\, que saem do chão da Pinacoteca em direção ao céu – uma ponte entre a terra e o cosmos. É um diálogo com a natureza\, tão presente na obra de Bento\, onde o grão é ao mesmo tempo alimento\, cultura\, semente e caminho. Por fim\, a obra Ar (2021) traz esculturas no formato de cilindros de oxigênio\, feitos de madeiras diversas em escala real. Apresentado pela primeira vez na 13ª Bienal do Mercosul em 2022\, o conjunto escultórico traz a ideia de ar represado e da dificuldade de respiração em um mundo que assiste a graves e urgentes mudanças climáticas. Apesar da Bienal ter acontecido em um momento pós-pandêmico\, a obra foi concebida já antes da pandemia. No entanto\, sua apresentação naquele contexto ganhou mais uma camada de significado. \n\n\n\nAs obras expostas – Ar\, Morrotes e Arco Íris – representam\, em si\, um ciclo de vida\, que é a proposta de José Bento para o Octógono. O título que ele deu à exposição\, é o nome pelo qual já foi conhecido justamente o local onde hoje encontra-se a Pinacoteca: O Caminho de Guaré passava pela região da Luz\, é um caminho estabelecido pelos indígenas habitantes de São Paulo antes da chegada dos europeus. Esta escolha mostra como Bento procura localizar sua produção no território em que se situa. “Percorrer o Caminho de Guaré é compreender o espaço em que estamos como lugar de consciência\, reconhecer a presença indígena nesse território e se entender também como parte dessa intrincada trama histórica”\, afirma Lorraine Mendes\, curadora da exposição. \n\n\n\nÉ impossível falar de José Bento sem mencionar sua profunda ligação com a madeira\, que é elemento central de seu estudo e repertório artístico desde os anos 80. Segundo Lorraine Mendes\, Bento tem “uma familiaridade vital com essa matéria”. Uma característica da prática artística de José Bento é a busca por estar sempre ligado ao território\, o que significa estreita relação com o local de origem de sua matéria prima e com pessoas e comunidades que têm em seu ofício a lida com a madeira. O artista constantemente reafirma seu compromisso com a natureza ao utilizar em seus trabalhos apenas madeiras legalizadas\, de origem controlada. “José Bento é um artista profundamente comprometido com a forma\, com método e também matéria – e tudo isso vem como veículo para a sua própria narrativa poética”\, afirma Lorraine Mendes. \n\n\n\nA instalação José Bento: Caminho de Guaré tem o patrocínio de Cescon Barrieu\, na cota Prata.
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SUMMARY:"Santídio Pereira: paisagens férteis" no MAM SP
DESCRIPTION:Santídio Pereira\, Objeto III [detalhe]\, 2022. Foto: João Liberato\n\n\n\nO Museu de Arte Moderna de São Paulo apresentará entre 2 de abril e 1 de setembro uma exposição inédita do artista Santídio Pereira. Com curadoria de Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, a exposição Santídio Pereira: paisagens férteis reúne na Sala Paulo Figueiredo mais de 30 obras – algumas\, inéditas -\, entre gravuras\, pinturas e objetos produzidos pelo artista em um período entre 2017 e 2024. \n\n\n\nNascido em Isaías Coelho\, no interior do Piauí\, Santídio Pereira se mudou com a família para São Paulo ainda criança e\, aos oito anos de idade\, foi matriculado pela mãe no Instituto Acaia\, uma organização criada pela artista Elisa Bracher. Lá\, ele entrou em contato com uma grande variedade de técnicas artísticas e\, mais tarde\, aprofundou-se na gravura no Xiloceasa\, idealizado pelos artistas Fabrício Lopez e Flávio Capi. \n\n\n\nCom uma trajetória profícua em instituições brasileiras e mundo afora\, Santídio apresenta em Paisagens férteis sua pesquisa em torno das imagens de biomas brasileiros\, da Amazônia à Mata Atlântica\, passando por paisagens que fizeram parte de suas vivências e carregando especialmente as observações que faz em meio à natureza. \n\n\n\nO curador Cauê Alves selecionou gravuras\, objetos e pinturas de Santídio que trazem imagens de paisagens montanhosas e de plantas como bromélias e mandacarus. Esses motivos nas obras do artista derivam de suas experiências imersivas nos biomas brasileiros\, durante viagens em que se dispõe a observar a geografia e a vegetação com atenção. Parte delas também são fruto das memórias da infância no Piauí que ele carrega consigo. \n\n\n\nAs imagens\, porém\, não são apenas reproduções do que Santídio enxerga\, mas criações. O curador explica que “a referência a uma espécie de planta específica\, que está disponível aos seus olhos\, não se opõe à imaginação\, ou seja\, à mentalização de algo que não está presente. É como se ele interpretasse o que viu e o que lembra do que viu\, mas de modo diferente\, novo\, já que vai além do que se passou e do que se recorda”. \n\n\n\nConhecido inicialmente por seus trabalhos com xilogravura\, Santídio começou a se dedicar também à pintura com guache e à feitura de objetos nos últimos anos. A exposição no MAM será a primeira a exibir\, no Brasil\,  esses objetos e as guaches. Santídio comenta que\, a partir dessas experimentações\, passou a criar objetos que podem ser impressos\, e não mais matrizes. \n\n\n\nJá as pinturas surgem a partir da vontade que ele teve em trabalhar com a materialidade do guache. “São trabalhos relativamente menores que as xilogravuras\, mas são trabalhos que levam para um lugar completamente distinto. Não pelo tema\, mas pela materialidade\, porque a materialidade da tinta da gravura é um tanto brilhante\, é um pouco oleosa\, enquanto a materialidade da guache\, do jeito que trabalho\, é mais opaca”\, explica o artista. Para ele\, essa característica opaca da pintura à guache transmite uma maior profundidade no trabalho\, “como se o trabalho em guache abraçasse e o trabalho em gravura tomasse uma certa distância”. \n\n\n\nEm seu texto curatorial\, Cauê Alves destaca o olhar atento e a sensibilidade rara de Santídio Pereira\, enfatizando o modo com que ele se relaciona com o mundo. “Sua história de vida é uma exceção\, e a visibilidade que seu trabalho alcançou é atípica no meio da arte. Ele soube relacionar sua liberdade com aquilo que era\, de fato\, necessário para ele\, apostando na invenção\, mas sem renunciar ao trabalho ou abandonar suas origens”\, comenta o curador.
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SUMMARY:"Emmanuel Nassar: Lataria Espacial" na Sala de Vidro do MAM SP
DESCRIPTION:Emmanuel Nassar\, Lataria Espacial\, 2022. Foto: Mario Grisolli\n\n\n\nA Sala de Vidro do Museu de Arte Moderna de São Paulo apresentará uma nova obra entre 02 de abril e 01 de setembro de 2024: Lataria Espacial (2022)\, uma instalação do artista paraense Emmanuel Nassar. Aberta à interação do público\, a  obra remete aos trabalhos que o artista desenvolve desde os anos 1980\, usando a geometria e cores de tons fortes. \n\n\n\nDesde Recepcôr (1981)\, Nassar foi se afastando da pintura figurativa e passou a trazer para seus trabalhos uma discussão sobre a precariedade e sobre o sonho de novas tecnologias. O trabalho que inaugura essa pesquisa é uma espécie de aparelho de alta tecnologia que receberia tudo aquilo que rondava a cabeça do artista. Recepcôr é uma obra que não tinha apenas uma solução estética\, mas também era funcional. \n\n\n\nEssa ligação com uma suposta tecnologia tratada de uma forma irônica\, em geringonças com chapas velha de metal\, passa por todo o conjunto da obra do artista desde então. Essa relação aparece especialmente em motivos que remetem à corrida espacial\, à conquista dos ares\, expressados em coisas como foguetes\, lunetas\, pontos cardeais e estrelas. \n\n\n\nO artista conta que o interesse por busca interplanetária vem de uma memória afetiva. Nascido em 1949 na cidade interiorana de Capanema\, no nordeste do Pará\, Nassar é filho de um comerciante simples e de uma professora primária. Ele cresceu estimulado por diversas curiosidades sobre a conquista espacial\, uma fixação de seu pai. “Ele era apaixonado pelas novidades do desenvolvimento do Brasil\, pelos avanços tecnológicos. Essa coisa no meu trabalho é uma espécie de homenagem à memória do meu pai\, pois eu sou filho dessa herança”\, explica. \n\n\n\nEm Lataria Espacial\, Emmanuel Nassar constrói um jatinho particular inspirado no Phenom 300\, um avião nacional de alta performance\, um dos mais vendidos do mundo\, desenvolvido e fabricado pela Embraer. Na obra\, toda essa modernização representada por esse avião é contrastada pela precariedade de uma instalação construída em pedaços\, ligando chapas de zinco galvanizadas que são pintadas com esmalte sintético. \n\n\n\nFeito com uma solução simples de dois planos e suspenso por dois cabos\, o trabalho aproxima dois opostos\, “a lataria envelhecida e com sinais de desgaste\, o que há de primitivo e popular nas funilarias do subúrbio” e as “missões espaciais e altamente tecnológicas que colaboraram para o desenvolvimento das comunicações via satélite”\, aponta Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, em texto que acompanha a obra. \n\n\n\nO curador ainda avalia que “se o voo está ligado à imagem da liberdade que tanto aviões quanto pássaros evocam\, uma das asas de Lataria Espacial está decepada\, como se estivesse incrustada na parede”. Desta forma\, estando dentro da Sala de Vidro\, “a obra parece tratar mais da impossibilidade de levantar voos do que da completa realização do desejo de liberdade”.
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SUMMARY:“As Vidas da Natureza-Morta” no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:Obra de Yêdamaria. Foto: Joao Liberato\n\n\n\nO Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura neste sábado\, 13 de abril\, a partir das 11h\, a exposição “As Vidas da Natureza-Morta”\, que possui o objetivo de provocar uma reflexão extensa e contemporânea sobre as artes plásticas\, a partir do gênero artístico natureza-morta\, que retrata objetos inanimados. \n\n\n\nCom  mais de 300 obras e entrada grátis na inauguração\, a mostra aborda diversas referências de natureza-morta\, a partir da produção de artistas brasileiros e estrangeiros do século XIX até a atualidade. O curador Claudinei Roberto da Silva partiu do acervo da instituição\, contando com obras de outras instituições culturais do país\, além de contribuições de artistas e colecionadores. \n\n\n\nSegundo o curador\, “desvelando os entrelaçamentos entre estética\, política e a vida cotidiana\, o gênero natureza-morta\, presente na história da arte do Ocidente desde pelo menos o século XVII\, continua relevante\, servindo de ensejo para as especulações artísticas contemporâneas.”  \n\n\n\nA mostra é composta por  61 artistas acadêmicos\, populares\, modernos e contemporâneos. Dentre eles\, cabe mencionar o artista negro Estevão Silva\, que morreu no Rio de Janeiro em 1891 e conferiu expressão ao gênero. Também estão presentes nas obras os artistas Aldemir Martins\, Alina Okinaka\, Ana Luiza Dias Batista\, Anita Malfatti\, Antonio Pulquério\, Carlos Scliar\, Yêdamaria\, Juniara Alburquerque e Mariana Martins.  \n\n\n\nAlém da abertura da exposição\, o público poderá acompanhar\, a partir das 14h\, uma oficina gratuita intitulada ‘Imagens Que Contam Histórias’\, conduzida por Mafuane Oliveira\, e que incluirá atividades como ‘Observação Lúdica’\, ‘Reprodução de Desenhos’ e ‘Roda de Partilha’. No encontro\, a contadora de histórias terá como ponto de partida o acervo da mostra ‘As Vidas da Natureza-Morta’ para explorar artistas e suas obras\, desde os clássicos até os contemporâneos\, além de mergulhar no fascinante mundo da natureza-morta\, que retrata objetos inanimados\, como frutas\, flores e utensílios.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Novo Poder: passabilidade" de Maxwell Alexandre no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Com um conjunto de cerca de 56 obras\, a mostra Novo Poder: passabilidade\, do artista carioca\, Maxwell Alexandre\, oferece uma experiência reflexiva sobre a interseção entre identidade\, poder e passagem. Sua produção desafia estereótipos e narrativas dominantes\, propondo provocações sobre as realidades sociais e culturais do Brasil. \n\n\n\nA exposição individual da série\, que foi realizada em fevereiro de 2023\, em Madrid (Espanha)\, e que ganhou desdobramento no 1º Pavilhão Maxwell Alexandre\, localizado no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro)\, ocupará o espaço Arte I (5º andar)\, no Sesc Avenida Paulista\, entre 19 de abril e 29 de setembro de 2024. \n\n\n\nVencedor do prêmio Pipa 2021\, Maxwell\, na série Novo Poder: passabilidade\, trata da ideia da comunidade preta dentro de galerias\, museus\, centros culturais e fundações. \n\n\n\nEm suas obras\, o artista dá ênfase a três signos base: as cores preta\, branca e parda. A cor preta é manifestada pela representação dos personagens; a cor branca aponta para o espaço expositivo\, assim como o conhecimento acadêmico\, e a cor parda representa a obra de arte e também faz referência ao próprio papel\, que é o suporte principal da série. \n\n\n\n“A Moda e a Arte são dois campos da cultura hegemônica ocidental que se consolidaram a partir da modernidade\, cada um com suas especificidades\, tendo como ponto em comum a forte influência que ambos exercem na construção de distinções sociais”\, conta Maxwell.
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LOCATION:Sesc Avenida Paulista\, 119 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Alexandre Herchcovitch: 30 anos além da moda" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:São Paulo\, Brasil – 18/06/2009 – Detalhe do desfile da grife Alexandre Herchcovitch Feminino durante o São Paulo Fashion Week – Verao 2010. Foto: Olivier Claisse / Ag. Fotosite\n\n\n\nO Museu Judaico de São Paulo anuncia a exposição inédita Alexandre Herchcovitch: 30 anos além da moda com abertura ao público marcada para 20 de abril. Mergulho único na vida e obra do maior nome da moda brasileira\, a mostra tem curadoria Maurício Ianês para contar a trajetória do paulistano que deu seus primeiros passos como estilista aos 13 anos costurando vestidos para sua mãe Regina Herchcovitch\, dona de uma confecção de lingeries na época. \n\n\n\nRoupas\, sapatos\, bolsas\, chapéus\, além de fotos e vídeos exclusivos de desfiles apresentarão três décadas de história. O visitante poderá ainda acompanhar de perto todo o processo criativo do estilista que colocou em movimento um universo muito pessoal e abraçou o seu tempo com um olhar no futuro. \n\n\n\nA mostra pretende criar um panorama deste universo multifacetado\, criado a partir de noções de coletividade\, subversão e inclusão\, em que a moda foi uma ferramenta de questionamento dos padrões de gênero e representatividade. \n\n\n\n“Este olhar nunca deixou de levar em conta as vivências de Herchcovitch como judeu\, mas abrange também suas outras vivências\, sociais e políticas\, de forma intensa”\, conta Ianês\, se referindo à participação ativa do estilista na noite de São Paulo\, sua amizade e colaboração com drag queens\, pessoas trans\, sujeitos racializados e marginalizados pela normatividade hegemônica da sociedade. \n\n\n\nO curador completa afirmando que “essas parcerias e universos marginais foram centrais para Herchcovitch\, e essa exposição é uma celebração desse caleidoscópio mutante que é a cabeça do criador”. \n\n\n\n“Estou bastante feliz em poder mostrar parte do meu acervo e de minhas ideias ao grande público. Sempre sonhei com este momento”\, conta Alexandre Herchcovitch. Para celebrar esse momento na história do estilista\, a drag queen e modelo Marcia Pantera\, presença constante em desfiles de Alexandre\, fará uma performance artística com look exclusivo na abertura da mostra para convidados em 18 de abril.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Um Defeito de Cor" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Marcio Vasconcelos\, Tessi Sodokpa – Cotonou\, 2009\n\n\n\n\nDe 25 de abril a 1º de dezembro\, o Sesc Pinheiros recebe “Um Defeito de Cor”. Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação\, a Ciência e a Cultura (OEI)\, com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)\, a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves\, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR\, no Rio de Janeiro\, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)\, em Salvador\, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes\, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos.   \n\n\n\nAo todo\, 372 peças entre arte têxtil\, fotografias\, instalações\, cartazes\, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil\, da África e das Américas interpretam “Um defeito de cor”\, ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro\, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra  ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19\, escravizada no Brasil\, e sua busca por um filho perdido.   \n\n\n\nDentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela\, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga\, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024\, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou “Um defeito de cor” para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso\, estarão em exibição\, pela primeira vez\, um “Retrato de Ana Maria”\, quadro de Panmela Castro; “Bori – filha de Oxum”\, do artista e babalorixá Moisés Patrício\, e “romaria”\, mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros\, além de uma programação integrada\, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo.  \n\n\n\nDividida em dez núcleos não-lineares\, que se espelham nos dez capítulos do livro\, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros\, o empreendedorismo\, o protagonismo feminino\, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea\, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais\, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance\, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população\, das quais ainda pouco se sabe.  \n\n\n\nAna Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos\, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia\, que teve consultoria de Ayrson Heráclito\, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana\, em colaboração com Jaqueline Coelho.   \n\n\n\n “Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e\, desta vez\, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é\, ao mesmo tempo\, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata\, por exemplo\, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos\, e não menos sangue\, dor e sofrimento”\, afirma Ana Maria. 
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SUMMARY:"Mova-se! Clima e deslocamentos" no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Claudia Barrios Rosel\, Sem título\, 2022 | Somalia Drought Response/OIM Organização Internacional para as Migrações\n\n\n\nO projeto curatorial tem correalização com a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi desenvolvido de forma orgânica pela equipe do MI com a participação de diversos parceiros. A temporária apresenta ao público uma compreensão geral sobre o vínculo entre a mudança global do clima e a mobilidade humana\, evidenciando as diferentes maneiras pelas quais a ciência\, os agentes sociais (associações\, ONGs e OIs) e as artes lidam com fenômenos tão complexos. \n\n\n\nA decisão de migrar é influenciada por uma complexa interação de fatores políticos\, econômicos\, demográficos\, sociais e ambientais. No caso da migração relacionada à mudança climática\, os aspectos ambientais modificados pela atividade humana desempenham um papel crucial na escolha de deixar um local de residência em busca de outro. Evacuações preventivas\, realocações planejadas\, fuga reativa diante de eventos repentinos ou deslocamento gradual de pessoas de áreas afetadas por fenômenos de desenvolvimento lento\, como a seca\, são algumas das formas de deslocamento desencadeadas por desastres\, que\, com a mudança do clima\, tendem a se tornar cada vez mais frequentes e intensos. \n\n\n\nEm um cenário tão complexo\, a abordagem escolhida na exposição foi a de fluir junto às pessoas e às organizações que estão se mobilizando e pensando sobre os desafios atuais. Os três módulos que compõem a temporária\, Tempo de Saber\, Tempo de Agir e Tempo de Sentir\, são dispostos a partir de diferentes saberes e contam com recursos de instalações\, vídeos\, conteúdos em realidade virtual\, dados de observatórios e instituições\, fotos\, depoimentos e objetos. \n\n\n\nO meio ambiente sempre foi um fator de migração\, e os deslocamentos ao redor do mundo mostram como as sociedades são afetadas por outras espécies ou pelos ciclos naturais. Além do panorama atual e das perspectivas do futuro\, a exposição contextualiza o papel da Hospedaria de Imigrantes do Brás – prédio que abriga hoje o MI – em histórias sobre acolhimento por consequências de questões ambientais\, como a Grande Seca\, no século XIX\, que expulsou milhares de cearenses para outras partes do País\, e as enchentes em São Paulo da década de 1920. \n\n\n\nPor meio de diversas trajetórias e histórias\, em Mova-se! Clima e deslocamentos o público entrará em contato com as estratégias atuais de conscientização\, campanhas e projetos das principais instituições que lidam com o colapso climático e a extrema desigualdade. A temporária exibe também os registros de Lalo de Almeida\, um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no Brasil. A seleção de 17 obras que compõem a exposição têm 2012 como ano de partida e apresentam um panorama sobre o meio\, suas transformações e as consequências ecológicas\, econômicas e sociais da relação entre o meio ambiente e os seres humanos e não humanos. \n\n\n\nA exposição Mova-se! Clima e deslocamentos é uma realização do Ministério da Cultura\, do Governo do Estado de São Paulo\, mediante a Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, do Museu da Imigração e das Nações Unidas\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto tem patrocínio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil\, da Deloitte e da Panasonic e apoio do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)\, da Produtora Brasileira\, do Instituto Linha D’Água\, das Latinas por el Clima\, da Amazônia Viva\, do Instituto Igarapé\, do IDMC (Internal Displacement Monitoring Centre) e do AdaptaBrasil MCTI.
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LOCATION:Museu da Imigração\, Rua Visconde de Parnaíba\, 1316 - Mooca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“J. Cunha: Corpo tropical” na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:J. Cunha\, Apocalipse do Radinho de Pilha. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\nA Pinacoteca apresenta uma retrospectiva de J. Cunha (Salvador\, 1948)\, a maior já realizada em sua carreira. \n\n\n\nCom cerca de 300 itens\, entre pinturas\, desenhos\, cartazes\, estampas\, objetos e documentos\, “J. Cunha: Corpo tropical” apresenta a trajetória do artista\, acompanhando seus percursos pela Bahia e sua projeção nacional e internacional. A mostra enfatiza o caráter experimental\, a diversidade das linguagens e o compromisso político do artista e de sua obra. \n\n\n\nCÓDICE E OBRAS INÉDITAS \n\n\n\nComo ponto alto está a obra Códice (2011-2014)\, um painel de três por sete metros que nunca foi exposto em São Paulo e apenas três vezes apresentado ao público de forma completa. Na mostra\, são apresentadas também algumas obras inéditas dos anos 1970\, além de um expressivo conjunto de tecidos estampados para o bloco afro Ilê Aiyê\, produzidos entre os anos 1980 e 2000. \n\n\n\nA exposição se divide em três partes\, organizadas de maneira cronológica: \n\n\n\nParte 1: “Made in Brasil”\, onde vemos o início da carreira do artista\, dividido entre a pintura e a dança\, preocupado em refletir sobre o Nordeste e em criticar o avanço do capitalismo e a perda das identidades locais. \n\n\n\nNa parte 2 “Passar por aqui”. são apresentados os 25 anos seguintes de sua carreira\, dos anos 1980 a 2005\, período marcado pelo aprofundamento de sua atividade gráfica. \n\n\n\nNa terceira e última parte\, “Neobarroco Afro-pop”\, é apresentada a fase mais madura do artista\, desde os anos 2000 até os dias atuais. Sua pintura ganha escala\, sua atenção volta-se para os grafismos caboclos\, ícones pop e símbolos do cangaço.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Efeito Japão: moda em 15 atos" na Japan House
DESCRIPTION:Vista da exposição “Efeito Japão: moda em 15 atos” na Japan House São Pualo. Créditos: Wagner Romano\n\n\n\n\nO impacto e as influências da moda japonesa no cenário global ganham destaque na exposição inédita “Efeito Japão: moda em 15 atos”\, que estreia no segundo andar da Japan House São Paulo no dia 7 de maio. A partir de 15 trajes de importantes estilistas nipônicos\, a mostra busca desvendar o poder do design japonês que assimila as tendências do mundo e as transformam em novas tendências por meio de uma sensibilidade particular.  Com entrada gratuita e em cartaz até 1º de setembro\, a exposição foi coordenada pelo diretor de moda Souta Yamaguchi\, responsável pelo design das roupas utilizadas pelo staff na cerimônia de entrega de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tokyo 2020. Yamaguchi inclusive já ministrou palestra na Japan House São Paulo.  \n\n\n\nDentre as peças selecionadas especialmente para a exposição\, estão produções de Hanae Mori (1926 – 2022); Masao Mizuno (1928 – 2014); Kansai Yamamoto (1944 – 2020); Kenzo Takada (1939 – 2020); Yohji Yamamoto (1943); Isao Kaneko (1939); Yoshiki Hishinuma (1958); Issey Miyake (1938 – 2022); Junya Watanabe (1961); Jun Takahashi (1969); Kunihiko Morinaga (1980); Junichi Abe (1965) e Chitose Abe (1965).  \n\n\n\n“Esta exposição é uma valiosa oportunidade para conhecermos um panorama das transformações da moda no Japão\, as quais se iniciaram na década de 1950 e continuam ocorrendo até hoje. Espero que os visitantes desta exposição entrem em contato com a sensibilidade japonesa\, que é capaz de contemplar a mudança dos tempos através das tendências da moda\, como um espelho que reflete a sociedade”\, afirma o coordenador da mostra\, Souta Yamaguchi.  \n\n\n\nPor meio das peças e de uma linha do tempo\, a mostra destaca marcos históricos e contextos sociais da moda no Japão e no mundo\, desde o período pós-Segunda Guerra Mundial\, quando a cultura da vestimenta no Japão passou por uma grande transição entre os quimonos e as roupas ocidentais; passando pela consagração de estilistas japoneses no cenário internacional e a influência do street style japonês. Aborda também os novos nomes da moda japonesa\, que ascenderam ao liderar as tendências contemporâneas como o uso da tecnologia de ponta que leva em consideração a sustentabilidade\, além de designers promissores atuantes no cenário global que expressam as suas complexas singularidades.   \n\n\n\n“Com certeza\, os visitantes vão se deparar com pelo menos um nome familiar durante a visita à esta mostra\, já que vários destes designers são reconhecidos internacionalmente pela inovação e a criatividade que tornou a moda japonesa relevante mundialmente. Alguns nomes apresentados\, inclusive\, já estiveram presentes em atividades da Japan House São Paulo anteriormente. Para aprofundar\, realizaremos diversas atividades paralelas em que a moda japonesa será nosso grande foco\, culminando inclusive com a abertura de outra exposição complementar em breve.”\, ressalta a Diretora Cultural da JHSP\, Natasha Barzaghi Geenen. 
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SUMMARY:"Natureza Viva" de Marcelo Tinoco no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Marcelo Tinoco\, Natureza Viva (detalhe)\, 2015\n\n\n\nO Centro Cultural Fiesp (CCF) realiza em São Paulo a exposição Natureza Viva\, do artista Marcelo Tinoco\, com curadoria de Nancy Betts. O período expositivo tem início dia 08 de maio e vai até dia 13 de outubro. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo\, das 10h às 20h. \n\n\n\nA mostra apresenta 12 obras\, produzidas durante a última década\, que representam jardins e paisagens naturais\, promovendo a reflexão sobre a interação humanidade – natureza. Em seu processo de criação\, Tinoco desconstrói fotografias de diferentes épocas e locais e as utiliza como rascunho para a composição de uma nova cena\, desenhada e colorida manualmente\, gerando o que ele chama de “fotografia multidisciplinar”. \n\n\n\nNeste contexto\, a coleção exposta conduz o espectador a uma experiência imersiva composta de dois vieses: as paisagens tropicais e as paisagens europeias. Mais que apresentar lugares\, na poética do artista há uma perspectiva dialógica entre todas as obras. As paisagens tropicais remetem aos jardins de Burle Marx com seus arranjos de um paisagismo modernista.   \n\n\n\nA mostra é um convite para que os visitantes reflitam sobre a necessidade do cuidado e do conviver com a natureza\, gerando novas realidades possíveis. Natureza Viva é livre para todos os públicos e inclusiva para pessoas com deficiência visual\, contendo audiodescrição em cinco obras.  \n\n\n\nA Gerente de Cultura do Sesi-SP\, Débora Viana\, traz a importância de exposições como Natureza Viva integrar a programação do Sesi-SP: “Reiteramos o compromisso da nossa instituição em ofertar um ambiente cultural e artístico\, proporcionando ao público a projetos de qualidade\, que o acesso a obras\, ao processo criativo de artistas de diversas origens\, e incentivando a reflexão e a experimentação. No Sesi-SP\, consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes\, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso\, concebemos e executamos projetos em uma ampla gama de áreas\, convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística.”
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LOCATION:Centro Cultural Fiesp\, Avenida Paulista\, 1313\, Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Koudelka: Ciganos\, Praga 1968\, Exílios" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Romênia\, 1968\, da série “Ciganos” © Josef Koudelka/Magnum Photos\, cortesia da Fundação Josef Koudelka.\n\n\n\nUm dos grandes representantes da tradição humanista e poética que dominou a fotografia europeia na segunda metade do século XX\, Josef Koudelka terá três de seus mais icônicos trabalhos exibidos pelo Instituto Moreira Salles. A exposição Koudelka: Ciganos\, Praga 1968\, Exíliosabre em 18 de maio no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424\, SP). Koudelka virá para a inauguração da mostra e participará do evento de abertura\, no dia 18/5 às 11h\, em uma conversa sobre a sua obra com a jornalista Dorrit Harazim. O evento é gratuito e aberto ao público\, com distribuição de senhas 1 hora antes. \n\n\n\nCom curadoria do próprio artista e organização de Samuel Titan Jr. e Miguel Del Castillo\, a mostra traz a integral das séries Ciganos (com 111 fotografias) e Exílios (74 obras). Ambas tiveram suas tiragens produzidas nas décadas de 1980 e 1990\, com supervisão do fotógrafo\, e pertencem à Coleção Josef Koudelka no Museu de Artes Decorativas de Praga\, República Tcheca. Também poderão ser vistas 11 fotografias da invasão da capital da então Tchecoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia\, em 1968\, evento que interrompeu abruptamente o período celebrado como Primavera de Praga. \n\n\n\nCiganos foi a primeira série que Koudelka dedicou a um único tema. Ele trabalhava como engenheiro aeronáutico e colaborava como fotógrafo para o Divadlo za branou (Teatro Além do Portão)\, registrando ensaios e espetáculos\, quando se interessou pelos ciganos. Suas fotografias foram feitas entre 1962 e 1970\, a maioria em acampamentos ciganos no leste da Eslováquia\, mas também na Boêmia\, na Morávia (região onde nasceu\, na cidade de Boskovice\, em 1938) e na Romênia. Nesses trabalhos\, sua intenção não era criar um relato preciso e objetivo da vida dos ciganos na Europa Central da época\, e sim registrar sua visão pessoal\, em poderosas histórias contadas por intermédio de imagens. \n\n\n\nAs fotografias de Exílios\, a outra série completa na mostra\, começaram a ser produzidas a partir de 1970. Nesse ano Josef Koudelka saiu da Tchecoslováquia\, motivado pelas condições políticas em seu país. Para poder viajar e fotografar\, vivia modestamente. Em suas viagens constantes – por Espanha\, França\, Portugal\, Itália\, Irlanda e Grã-Bretanha –\, retratou o povo romani\, as celebrações religiosas\, as festas populares tradicionais e a vida cotidiana. São fotos que dão pleno testemunho da alienação e da busca pela identidade de uma vida europeia em vias de desaparecer. Registrou também espaços desabitados\, animais perdidos em áreas densamente construídas\, paisagens e naturezas-mortas. \n\n\n\nNa conversa com Karel Hvížd’alacitada acima\, ele fala sobre essa experiência: “Quando deixei a Tchecoslováquia\, estava descobrindo o mundo à minha volta. O que eu mais precisava era viajar para poder fotografar. Não queria ter o que as pessoas chamam de ‘lar’. Não queria ter o desejo de retornar a algum lugar. Precisava saber que nada aguardava por mim em parte alguma\, que o lugar em que deveria estar era aquele em que estava no momento e que\, se nada mais havia para fotografar ali\, que estava na hora de partir para outro lugar.” \n\n\n\nA exposição ocupa dois andares do IMS Paulista. O percurso começa pelo 8º andar\, onde estarão as 111 fotos de Ciganos\, e continua no 7º andar\, onde\, antes de se chegar às fotografias de Exílios\, o visitante será apresentado a 11 fotografias num formato maior da série Praga 1968. Estão\, portanto\, dispostas na ordem em que foram produzidas. As imagens da invasão soviética aconteceram por impulso. Koudelka nunca havia trabalhado antes como fotojornalista\, mas pôs-se a documentar o que se passava nas ruas de Praga tão logo soube\, na manhã de 21 de agosto de 1968\, da invasão da Tchecoslováquia por exércitos do Pacto de Varsóvia. Ao longo de sete dias dramáticos\, criou uma série espetacular\, considerada por muitos um dos mais importantes trabalhos de fotojornalismo do século XX. Para além da tragédia nacional\, as imagens feitas naquela ocasião se tornaram simbólicas de toda opressão militar e da luta por liberdade. Na mesma entrevista já citada\, ele diz\, sobre essa série: “Importante nas fotografias não é quem é russo e quem é tcheco. Importante é que uma pessoa tem uma arma e a outra\, não. E aquela que não a tem é\, na verdade\, a mais forte\, embora não pareça de imediato.” \n\n\n\nContrabandeadas para fora da Tchecoslováquia\, as fotos chegaram à Magnum Photos\, nos Estados Unidos\, fundada por\, entre outros\, Henri Cartier-Bresson. O colega francês diria\, sobre o trabalho de Koudelka\, ser “um esplendor de sensibilidade\, força e honestidade”. No primeiro aniversário da invasão e sem o conhecimento do autor\, elas foram publicadas em jornais e revistas do mundo todo. Buscando proteger o fotógrafo e sua família\, a Magnum Photos creditou as fotografias apenas com as letras P.P. (Prague Photographer\, “fotógrafo de Praga”). No mesmo ano\, o Overseas Press Club dos Estados Unidos agraciou o “fotógrafo tcheco anônimo” com a prestigiosa Medalha de Ouro Robert Capa. O fotógrafo só foi admitir publicamente que tinha sido ele a fotografar a invasão na ocasião de sua primeira grande exposição\, em 1984\, na Hayward Gallery\, em Londres. Isso\, contudo\, somente depois da morte de seu pai\, quando a informação já não punha em perigo sua família. Na Tchecoslováquia\, essas fotos só foram publicadas 22 anos depois da invasão\, em 1990\, num suplemento especial do semanário Respekt.
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SUMMARY:"Cecilia Vicuña: Sonhar a água – Uma retrospectiva do futuro (1964…)" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Cecília Vicuña\, Bendígame Mamita (detalhe)\, 1977\n\n\n\nCecilia Vicuña (Santiago\, Chile\, 1948) “Sonhar a água — Uma retrospectiva do futuro (1964…)” é uma colaboração da Pinacoteca com o Museu Nacional do Chile\, em Santiago\, e com o Malba\, em Buenos Aires. A curadoria é do peruano Miguel López e levará pinturas\, fotografias\, vídeos\, peças sonoras\, esculturas e instalações da artista para a Pina Contemporânea. Um de seus trabalhos mais emblemáticos\, Menstrual (2006)\, poderá ser visto pelo público pela primeira vez no Brasil. \n\n\n\nEssa é a primeira grande mostra da artista chilena no Brasil\, reúne cerca de 200 obras que abrangem os 60 anos de sua produção e apresenta  o compromisso de Vicuña com as lutas populares\, o respeito aos direitos humanos e a proteção ambiental. O nome da exposição representa um convite para mudarmos nossa relação com a terra. \n\n\n\nNÚCLEOS \n\n\n\nA exposição é organizada em nove núcleos. O primeiro é “Tribu No“\, nome de um grupo de jovens artistas e poetas de Santiago que\, como ela\, buscavam expressar sua oposição às forças conservadoras do Chile. O segundo núcleo “Pinturas\, poemas e explicações” apresenta algumas de suas primeiras pinturas produzidas em Santiago\, Londres e Bogotá\, junto com textos explicativos. \n\n\n\nUma série de documentos\, fotografias e materiais impressos relacionados com as campanhas de solidariedade com o Chile compõem o núcleo “Artistas pela democracia“\, enquanto o núcleo “Vicuña na Colômbia” representa o momento em que Vicuña atravessou um período de explosão criativa no qual deu vida a centenas de desenhos\, colagens e pinturas\, ações em espaços públicos\, oficinas educativas\, projetos cenográficos e filmes experimentais em 16 mm. \n\n\n\nO quinto núcleo da exposição leva o nome “Palabrarmas” e representa o período (1973) em que a artista começou a produzir  uma série de desenhos\, colagens e vídeos que refletiam sobre o papel da poesia em um tempo de repressão política e desaparecimentos forçados na América do Sul. \n\n\n\nO “Quipu desaparecido” faz alusão ao legado de sequestros e assassinatos por motivos políticos perpetrados por várias ditaduras latino-americanas do século XX.  O núcleo 7\, “Precarios” traz as primeiras obras precárias de Vicuña criadas na Praia de Concón\, no Chile\, em 1966.  A instalação “Quipu menstrual” (O sangue dos glaciais)  nomeia o oitavo e último núcleo da mostra. Na Pina\, visitantes poderão ver uma versão feita para o espaço da Grande Galeria.
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SUMMARY:"Línguas africanas que fazem o Brasil" no Museu da Língua Portuguesa
DESCRIPTION:Vista da exposição temporária “Línguas africanas que fazem o Brasil”. Crédito: Guilherme Sai\n\n\n\nO dia a dia do povo brasileiro é atravessado pelas presenças africanas na forma como nos expressamos – seja na entonação\, no vocabulário\, na pronúncia ou na forma de construir o pensamento. É sobre essas presenças que trata a exposição temporária Línguas africanas que fazem o Brasil\, com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana e realização do Museu da Língua Portuguesa\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. A mostra abre ao público no dia 24 de maio e fica em cartaz até janeiro de 2025.   \n\n\n\nA exposição conta com patrocínio máster da Petrobras\, patrocínio da CCR\, do Instituto Cultural Vale\, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco\, do Grupo Ultra e da CAIXA.  \n\n\n\nLínguas dos habitantes de terras da África Subsaariana\, como o iorubá\, eve-fom e as do grupo bantu\, têm participação decisiva na configuração do português falado no Brasil\, seja em seu vocabulário ou na maneira de pronunciar as palavras e de entoar as frases\, mesmo que esta estruturação não seja do conhecimento dos falantes. Trata-se de uma história e de uma realidade legadas por cerca de 4\,8 milhões de pessoas africanas trazidas de forma violenta ao país entre os séculos 16 e 19\, durante o período do regime escravocrata. Além da língua\, essa presença pode ser sentida em outras manifestações culturais\, como a música\, a arquitetura\, as festas populares e rituais religiosos.   \n\n\n\n“Ao mesmo tempo que a gente quer mostrar ao público que falamos uma série de expressões e estruturas que remontam a línguas negro-africanas\, também desejamos revelar de que maneira isso acontece. Por que falamos caçula e não benjamim? Por que dizemos cochilar e não dormitar? Essas palavras fazem parte de nosso vocabulário\, da nossa vida\, do nosso modo de pensar”\, afirma Santana.  \n\n\n\nA exposição Línguas africanas que fazem o Brasil recebe o público com 15 palavras oriundas de línguas africanas impressas em estruturas ovais de madeira penduradas pela sala. Serão destacadas palavras como bunda\, xingar\, marimbondo\, dendê\, canjica\, minhoca e caçula. O público também poderá ouvi-las nas vozes de pessoas que residem no território da Estação da Luz\, onde o Museu está localizado.   \n\n\n\nOutro destaque no espaço é a obra do artista plástico baiano J. Cunha – um tecido estampado com os dizeres “Civilizações Bantu” que vestiu o tradicional Ilê Aiyê\, primeiro bloco afro do Brasil\, no Carnaval de 1996. Além disso\, cerca de 20 mil búzios também estarão suspensos e distribuídos pelo ambiente. Na tradição afro-brasileira\, as conchas são usadas em práticas divinatórias e funcionam como linguagem que conecta o mundo físico e espiritual.   \n\n\n\n“Os búzios estão presentes nos espaços afro-religiosos no Brasil que foram\, não os exclusivos\, mas os principais núcleos de preservação e reinvenção das línguas africanas do Brasil. A partir deles\, as presenças negras se irradiaram para outras dimensões da cultura popular brasileira”\, diz Santana.  \n\n\n\nAinda na entrada da exposição\, o público avistará vários adinkras espalhados pelas paredes. Trata-se de símbolos utilizados como sistema de escrita pelo povo Ashanti\, que habita países como Costa do Marfim\, Gana e Togo\, na África. Eles podem representar desde diferentes elementos da cultura até sentenças proverbiais inteiras em um único ideograma. Evidenciando a presença desse povo como parte da diáspora africana\, é possível encontrar\, em diversas regiões do Brasil\, gradis de residências e outras construções arquitetônicas adornados com alguns dos mais de 80 símbolos dos adinkras.  \n\n\n\nFazem parte da exposição duas videoinstalações da relevante artista visual fluminense Aline Motta. Na obra Corpo Celeste III\, emprestada pela Pinacoteca de São Paulo e projetada no chão em larga escala\, a artista destaca formas milenares de grafias centro-africanas\, especificamente as do povo bakongo\, presente em territórios como o angolano. Este trabalho foi desenvolvido com o historiador Rafael Galante. Já em Corpo Celeste V\, criada exclusivamente para o Museu da Língua Portuguesa\, quatro provérbios em quicongo\, umbundo\, iorubá e quimbundo\, traduzidos para o português\, serão exibidos em movimento nas paredes e em diálogo com Corpo Celeste III.   \n\n\n\nUm dos principais nomes da nova geração da escultura no país\, a baiana Rebeca Carapiá  assina obras de arte criadas em diálogo com frequências e grafias afrocentradas\, a partir de seu trabalho com metais.  \n\n\n\nA exposição também mostra como canções populares no Brasil foram criadas a partir da integração entre línguas africanas e o português\, como Escravos de Jó e Abre a roda\, tindolelê. O “jó”\, da faixa Escravos de Jó\, advém das línguas quimbundo e umbundo e quer dizer “casa”\, “escravos de casa”. “Escravizados ladinos\, crioulos e mulheres negras\, que realizavam trabalho doméstico e falavam tanto o português de seus senhores quanto a língua dos que realizavam trabalhos externos\, foram a ponte para a africanização do português e para o aportuguesamento dos africanos no sentido linguístico e cultural”\, diz Tiganá Santana com base nas pesquisas da professora Yeda Pessoa de Castro.  \n\n\n\nAlém dos búzios\, a mostra explora outras linguagens não-verbais advindas das culturas africanas ou afro-diaspóricas. Entre elas\, os cabelos trançados\, que\, durante o período de escravidão no Brasil\, serviam como mapas de rotas de fugas. E de turbantes\, cujas diferentes amarrações indicam posição hierárquica dentro do candomblé. Há ainda dois trabalhos da designer Goya Lopes\, cujas principais referências são as capulanas\, os panos coloridos usados por mulheres em Moçambique. Tais trabalhos enfatizam uma articulação significativa com a língua iorubá.  \n\n\n\nOutro exemplo da linguagem não-verbal são os tambores\, que compõem uma cenografia constituída por uma projeção criada por Aline Motta\, com imagens do mar e trechos do texto Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira\, de Lélia Gonzalez\, uma das principais intelectuais do Brasil\, referência nos estudos e debates de gênero\, raça e classe. Nestes trechos\, verifica-se o uso da expressão pretuguês cunhada pela intelectual. Por fim\, ainda nessa cena\, é importante ressaltar a presença de esculturas da Rebeca Carapiá\, conversando com as frequências dos tambores.  \n\n\n\nNuma sala de cinema interativa\, o visitante será surpreendido com uma projeção de imagens ao enunciar palavras de origem africana como axé\, afoxé\, zumbi e acarajé.   \n\n\n\nO público terá acesso a uma série de registros de manifestações culturais afro-brasileiras e de conteúdos sobre as línguas africanas e sua presença no português do Brasil. Há performance da cantora Clementina de Jesus\, imagens da Missão de Pesquisas Folclóricas idealizada por Mário de Andrade\, entrevistas com pesquisadores como Félix Ayoh’Omidire\, Margarida Petter e Laura Álvarez López\, além de gravações de apresentações do bloco Ilú Obá De Min e da Orkestra Rumpilezz\, e o vídeo Encomendador de Almas\, de Eustáquio Neves\, que retrata o senhor Crispim\, da comunidade quilombola do Ausente ou do Córrego do Ausente\, na região do Vale do Jequitinhonha.   \n\n\n\nTudo isso em meio a sons de canções rituais e narrativas em iorubá\, fom\, quimbundo e quicongo\, captados pelo linguista norte-americano Lorenzo Dow Turner nos anos de 1940 na Bahia e cedidos pela Universidade de Indiana\, nos Estados Unidos. Será possível\, ainda\, assistir aos filmes sobre o Quilombo Cafundó: um que já existia há mais de 40 anos e outro que foi concebido para a exposição\, versando sobre a língua cupópia de modo mais enfático. 
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SUMMARY:"Pertencimentos transnacionais: danças e ritmos do oeste da África" no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução/Divulgação. Foto: Karla da Costa\n\n\n\nO Museu da Imigração (MI) – instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo inaugura\, em 02 de junho\, às 11h\, a exposição Pertencimentos transnacionais: movimentos e ritmos na música Africana. \n\n\n\nComposta de registros audiovisuais feitos em oficinas de dança e percussão do oeste da África\, promovidas por quatro migrantes músicos de Guiné Conacri residentes em São Paulo\, a temporária reflete sobre a simultaneidade da experiência migratória em campos sociais\, culturais\, políticos e territoriais. \n\n\n\nHistoricamente o pertencimento é vinculado\, exclusivamente\, ao país de nascimento\, tornando o migrante um cidadão sem identidade\, ao ser de um lugar mas viver em outro\, sem possuir território fixo\, presença física e o compartilhar de símbolos nacionais. \n\n\n\nPor outro lado\, cada vez mais o fundamento do rompimento tem sido questionado e\, uma das vertentes mais marcantes desse reconsiderar tem sido um olhar transnacional. Olhando a migração como um movimento que não somente rompe\, mas conecta\, ao colocar objetos\, pessoas\, símbolos em movimento\, mesclando culturas\, saberes e a sociedade. \n\n\n\nÉ a partir desse olhar que a exposição “Pertencimentos transnacionais: danças e ritmos do oeste da África” convida a um repensar acerca do pertencimento\, ao destacar as vivências que se reconstroem na mobilidade e conexão entre lá e cá por meio da música do oeste africano\, que rompe com a rigidez e fixidez do pertencer nacional para apresentar suas facetas em mobilidade física e simbólica.
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SUMMARY:"Klimt e Gaudí\, o Impossível Existe" no Mooca Plaza Shopping
DESCRIPTION:Vista da instalação “Klimt e Gaudí\, o Impossível Existe”. Foto/Divulgação: @klimtegaudi\n\n\n\n2.400 m² de arte e tecnologia dedicados a dois dos maiores artistas da história! O evento reúne duas aclamadas exposições da produtora francesa Culturespaces Studio – Gustav Klimt\, Gold in Motion (Gustav Klimt\, Ouro em Movimento) e Gaudí\, Architect of the Imaginary (Gaudí\, o Arquiteto do Imaginário) -\, que já receberam mais de 5 milhões de pessoas em Paris\, Bordeaux\, Nova York\, Amsterdam\, Dortmund\, Hamburgo e Seul. \n\n\n\nO espetáculo de movimento levará os visitantes a uma viagem pelas pinturas brilhantes\, sensuais e revolucionárias de Klimt e pelas fachadas onduladas\, vidros e mosaicos coloridos e padrões orgânicos de Gaudí em paredões gigantes de 7 metros de altura que estruturam o mega-atelier de projeções que possui 1.500 m². \n\n\n\nAlém do atelier de superprojeções o complexo conta com diversos ambientes que vão desde um foyer gaudiniano\, inspirado nas curvas orgânicas\, mosaicos coloridos e simulação da célebre incidência de luz solar nos vitrais da Sagrada Família\, até instalações artísticas e espaços instagramáveis marcados pelo dourado notável da Art Nouveau sedutora de Klimt. O visitante terá a sensação de embarcar numa pequena viagem a Viena e Barcelona – cidades e palcos dos artistas homenageados.
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LOCATION:Mooca Plaza Shopping\, R. Cap. Pacheco e Chaves\, 313 - Vila Prudente\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Ocupação Artacho Jurado no Itaú Cultural
DESCRIPTION:João Artacho Jurado\, s.d. (Imagem: Acervo da família)\n\n\n\nMuitas vezes\, em nosso imaginário\, as metrópoles são territórios monocromáticos ou cinzentos. Contrapondo-se a esse estigma da cidade\, o arquiteto João Artacho Jurado ousou imaginar\, desenhar e construir uma outra ideia de cidade e da experiência de morar\, repleta de cores\, adornos\, decorações e formas construtivas inusitadas. Seus prédios\, cheios de detalhes e de uma riqueza cromática ímpar\, suscitam a admiração\, a imaginação e o desejo dos moradores\, dos pedestres e do público em geral. \n\n\n\nFilho de imigrantes espanhóis\, Artacho Jurado começou sua carreira como letrista de cartazes\, estandartes\, feiras e exposições\, na década de 1920. Passou a desenhar estandes para feiras industriais e\, durante as duas décadas seguintes\, se estabeleceu como organizador de uma série de eventos\, como as exposições Centenário da cidade de Santos e Bicentenário de Campinas. Ingressou na construção civil ao fundar a Construtora Anhangüera com o irmão Aurélio em 1946\, produzindo casas\, pequenos prédios e vilas. A empresa se transformou\, na década de 1950\, na Construtora Monções\, por meio da qual Artacho construiu suas obras mais emblemáticas. Seus prédios trouxeram para dentro do espaço da moradia\, a sociabilidade e a convivência pública dos clubes e parques\, aproximando o lazer\, o ócio e o descanso\, sem criar barreiras entre o lugar onde se mora e o resto da cidade. \n\n\n\nAtravés de fotografias\, documentos\, desenhos\, maquetes\, vídeos\, e muitos mais\, a Ocupação Artacho Jurado apresenta um percurso pela vida e pela obra de um artista que produziu aquilo que acreditou ser a sua verdade estética e construtiva. \n\n\n\nCom entrada gratuita\, a exposição fica em cartaz de 20 de junho a 15 de setembro na sede do IC (Avenida Paulista\, 149). \n\n\n\nConfira também o site do programa Ocupação dedicado ao artista. Disponível no dia da abertura\, ele conta com parte do conteúdo da exposição\, além de vídeos e materiais exclusivos.
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SUMMARY:"Calder + Miró" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Alexander Calder\, Hello Allentown\, 1976\, Foto: Jaime Acioli\, © 2024 Calder Foundation\, New York _ Artists Rights Society (ARS)\, New York _ AUTVIS\, Brasil\n\n\n\nMinistério da Cultura\, Bradesco e Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição Calder + Miró\, que evidencia a ligação entre os trabalhos do escultor norte-americano Alexander Calder (1898-1976) e do espanhol Joan Miró (1893-1983)\, assim como os desdobramentos dessa amizade na cena artística brasileira. A presente exposição\, que já esteve em cartaz no Instituto Casa Roberto Marinho\, no Rio de Janeiro\, em 2022\, chega a São Paulo com novidades. Com curadoria de Max Perlingeiro\, acompanhado pelas pesquisas de Paulo Venâncio Filho\, Roberta Saraiva e Valéria Lamego\, a mostra traz  cerca de 150 peças – entre pinturas\, desenhos\, gravuras\, esculturas\, móbiles\, stabiles\, maquetes\, edições\, fotografias e jóias. Ao conjunto originalmente exibido na exposição carioca\, soma-se uma obra monumental de Calder\, além de trabalhos de Tomie Ohtake entre a seleção de artistas nacionais. A exposição conta com o patrocínio do Bradesco na Cota Apresenta\, Aché Laboratórios e Dasa com Patrocínio Institucional\, Embaixada e Consulados da Espanha no Brasil e Iguatemi na Cota Apoio\, através do Ministério da Cultura\, via Lei de Incentivo à Cultura e Governo Federal União e Reconstrução. \n\n\n\nOcupando quase todos os espaços expositivos do Instituto Tomie Ohtake\, a mostra contempla a amizade entre um dos principais escultores modernos e um dos mais famosos pintores surrealistas. De origens distintas – Calder era norte-americano e Miró espanhol – os dois desenvolveram uma notável amizade iniciada em 1928\, quando ambos viviam em Paris. A relação permaneceu profunda até a morte do escultor\, em 1976. “Historicamente\, a ligação entre os dois artistas foi objeto de estudo de pesquisadores\, com resultados surpreendentes\, embora romanceada na maioria das vezes\, e\, ao longo de décadas\, realizaram-se inúmeras mostras e publicações. É o que chamo de ‘a estética de uma amizade’ “\, observa Perlingeiro. \n\n\n\nDe maneira livre e espontânea\, Miró combinava formas orgânicas\, cores vibrantes e símbolos enigmáticos\, criando uma atmosfera única e intrigante. Esses elementos muito presentes em suas obras\, também aparecem no trabalho de Calder\, estabelecendo uma relação íntima entre ambas as produções e\, por consequência\, uma das grandes contribuições para a abstração do século 20. Articulados em pontos de equilíbrio estável\, os móbiles de Calder são objetos que fazem um movimento sutil provocado pela passagem de ar. Já os stabiles são esculturas sempre apoiadas no chão. Feitas com o intuito de serem grandiosas e dinâmicas\, grande parte das obras públicas do artista são stabiles espalhadas por diversos países. \n\n\n\nNo Brasil\, as obras destes artistas apresentam importantes desdobramentos nos debates estéticos e produções artísticas que\, a partir da década de 1940\,  passaram a pautar a abstração de maneira mais enfática. A relevância das contribuições de Calder e Miró no contexto nacional se mostra\, ainda\, na larga presença de seus trabalhos em coleções brasileiras — para esta exposição\, todas as obras apresentadas são provenientes de coleções públicas e privadas do Brasil. \n\n\n\nÀ frente do núcleo de artistas brasileiros apresentado na mostra\, Paulo Venancio Filho selecionou trabalhos de nomes consagrados e influenciados direta ou indiretamente pelas produções de Calder e Miró\, como Abraham Palatnik; Aluísio Carvão; Antonio Bandeira; Arthur Luiz Piza; Franz Weissmann; Hélio Oiticica; Ione Saldanha; Ivan Serpa; Mary Vieira; Milton Dacosta; Mira Schendel; Oscar Niemeyer; Sérvulo Esmeraldo; Tomie Ohtake e Waldemar Cordeiro. Como afirma Venâncio Filho: “ Em ambos\, Calder e Miró\, a abstração não obedecia a um programa pré-determinado. Estava\, antes\, fundada na intuição e na imaginação e\, portanto\, aberta ao instável\, ao acaso\, ao indeterminado — algumas das características que\, não por acaso\, vamos encontrar no construtivismo brasileiro a partir dos anos 1950 e que vão estabelecer nossa contribuição original à arte abstrata\, particularmente na relação entre forma e cor.”\, comenta o curador.
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SUMMARY:Dudi Maia Rosa + Anderson Borba no auroras
DESCRIPTION:Detahe da obra de Anderson Borba. Imagem: Divulgação\n\n\n\nO auroras tem o orgulho de apresentar um diálogo entre as obras de Dudi Maia Rosa e Anderson Borba. No espaço principal\, os artistas mostram um conjunto de trabalhos de parede\, relevos e esculturas. \n\n\n\nAmbos os artistas têm uma relação pictórica com o objeto. Pode-se argumentar por duas vias: a que introjeta uma dimensão escultórica à pintura (talvez a via mais frequente de Dudi Maia Rosa) ou a que demonstra um interesse pelas qualidades de superfície – de cor e gesto – nas esculturas e relevos (mais próximo de Anderson Borba). O fato é que\, sem se preocupar com a categorização dessas obras\, esses artistas produzem relações formais complexas entre esses gêneros históricos. \n\n\n\nUm ponto divergente\, talvez oposto\, é a questão entre opacidade e transparência. Enquanto as madeiras (queimadas ou não) de Borba são evidentemente opacas\, somando-se ainda os tratamentos de superfície com colagens e talhos (que atestam essa carnalidade da matéria)\, as pinturas sobre resina de Maia Rosa jogam com a transparência do suporte. No entanto\, é verdade que eles também exploram os lados opostos desse binômio: algumas esculturas de Borba criam volumes vazios que permitem ao olhar atravessá-los\, e Maia Rosa adiciona a marca da tinta que bloqueia a translucidez da superfície. \n\n\n\nA partir da singularidade de cada uma dessas obras que convivem no espaço\, o público poderá estabelecer suas próprias relações entre essas formas vivas. Por fim\, na biblioteca\, os dois artistas de gerações distintas encontram-se ainda com a obra de Luisa Brandelli\, que ocupa as duas salas de projetos da casa.
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SUMMARY:Luisa Brandelli no auroras
DESCRIPTION:Detahe da obra de Luisa Brandelli. Imagem: Divulgação\n\n\n\nO auroras tem o prazer de apresentar uma nova exposição de Luisa Brandelli. Ocupando dois espaços\, a artista mostra um conjunto de trabalhos da sua série de miçangas\, fotografias e uma peça de latão\, além de um novo corpo de trabalhos pictóricos/escultóricos sobre papelão. \n\n\n\nExistem aspectos que remetem a uma estética adolescente nessas obras\, seja pelas cores fortes – quase florescentes de algumas de suas obras de miçangas – ou pelos dois autorretratos que mostram o desconforto da autossensualização da artista na transição para sua vida adulta\, mas também pelos materiais que a artista coleciona e utiliza em sua obra “sem título” que remetem a esse universo. São bijuterias\, penduricalhos\, um iPod (que marca por si só um recorte temporal\, sabe-se lá que músicas estão ali dentro) e toda sorte de coisas que poderia se achar sobre a escrivaninha do quarto de uma adolescente do início dos anos 2000. As obras operam dentro de lógicas de superficialidade\, isto é\, as coisas acontecem na superfície: no reflexo do vidro das fotografias muito escuras; de outra maneira\, na maneira direta e achatada de “exotic juxtaposition of rich and poor”; ou ainda no preenchimento lento e constante\, cheio de erro e improviso\, que constitui os trabalhos de miçangas. \n\n\n\nHá também uma pseudo-contradição entre uma tradição minimalista que a artista adota e uma profusão de detalhes – que indicam uma temporalidade alargada – detalhes estes que apontam\, de novo\, para uma dimensão íntima e pessoal (mesmo que muitas vezes produzida através de commodities de massa). Por fim\, pode-se argumentar que existem elementos que apontam\, se não para uma dimensão de classe\, necessariamente para uma questão de valor e do gesto artístico. Esse gesto\, nos trabalhos de Luisa\, é contaminado por pequenas marcas e sujeiras do trabalho mínimo e impreciso da mão. A artista não considera que exista uma hierarquia entre materiais\, nem entre procedimentos. No final das contas\, o que é elevar o papelão (quiçá o mais mundano dos materiais) à obra de arte com um gesto tão simples? O toque da artista\, literalmente o “pózinho do pirlimpimpim” que acumula nas dobras do papelão\, é tudo que é necessário para que a condição desse material se transforme completamente. Parece um pouco carnaval. Momentaneamente o mais baixo dos baixos fantasia-se – tanto no sentido de seu vestuário quanto na conotação imaginativa\, de projeção – como o mais exuberante membro da realeza. Talvez seja isso que a adolescente projeta no seu quarto enquanto escuta Destiny’s Child e organiza sua caixinha de jóias e outras bugigangas.
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SUMMARY:"ALFABETO DA RETA" de Edith Derdyk no Centro MariAntonia da USP
DESCRIPTION: Edith Derdyk. Imagem: Divulgação\n\n\n\nALFABETO DA RETA é um projeto expositivo que tem\, como ponto de partida\, uma pesquisa sobre a Geometria Descritiva desenvolvida por Gaspard Monge\, final do século XVIII: um sistema de desenho projetivo que embasou o desenho técnico para efeito da produção industrial\, provocando um impacto no desenvolvimento tecnológico na época da Revolução Industrial\, por facilitar a visualização de objetos fabricados e sua sistematização. \n\n\n\nEdith Derdyk especula sobre os métodos de representação de ‘operações gráficas maquínicas’\, frutos da abstração mental calcada na observação do real\, facilitando a reprodução massiva de objetos industriais e a produção dos artefatos e suas problematizações  com o tempo da  costura manual e artesanal estabelecendo uma conversa entre a atividade artesanal fabril e atividade industrial febril. A exposição também alude\, por decorrência\, ao uso das fontes de energia primária que sustentam os modos de produção industrial\, refletindo sobre a intensa exploração dos recursos naturais. A presença do carvão – fóssil antigo e fonte de energia não renovável\, o motor da produção industrial de nossa história civilizatória -\, sinaliza a problemática das fontes de energianaturais.    \n\n\n\nCom ensaio crítico de Sylvia Werneck\, o projeto se desdobra em diversas frentes e linguagens: a instalação-site specific ALFABETO DA RETA; a série ÉPURA\, conjunto de costuras realizadas industrialmente com intervenções manuais; um objeto escultórico\, ROTA DE COLISÃO que alude ao uso do combustível fóssil (carvão); 1 livro de mesa acompanhado de 3 impressões (60X4 metros) chamado ROTAÇÃO\,  um livro de artista\, LINHA DE TERRA\, impresso em serigrafia com tiragem de 100 exemplares. A mostra segue em cartaz até 15 de setembro de 2024 \n\n\n\nALFABETO DA RETA terá uma ativação da obra no final da mostra\, pelo grupo na qual a artista faz parte – Bookscapes\, junto ao vídeo artista Rodrigo Gontijo e o  compositor Dudu Tsuda\, contemplando 3 apresentações ao vivo interagindo com a obra em si\, através de ações performativas envolvendo desenho e manipulação de imagens no modo live cinema – cinema ao vivo\, dias 13 (às 17h) e 14 setembro de 2024 (às 11h e às 15h). \n\n\n\nNo decorrer da exposição haverá uma roda de conversa e uma visita guiada junto com a curadora Sylvia Werneck e o lançamento do livro “O corpo da Linha”\, editada pela Relicário\, no dia 17 de agosto de 2024 (sábado)\, das 11h às 15h. “Quando estava desenvolvendo as peças da série ÉPURA (conjunto de costuras realizadas industrialmente com intervenções manuais)\, percebi que a máquina não é tão objetiva assim:  a mesma imagem é interpretada  diferentemente em cada máquina\, gerando resultados totalmente distintos”\, afirma Edith sobre o processo criativo.
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LOCATION:Centro MariAntonia da USP\, Rua Maria Antônia\, 258 – Vila Buarque\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lélia em nós: festas populares e amefricanidade" no Sesc Vila Mariana
DESCRIPTION:Lita Cerqueira\, Procissão de Santo Amaro. Foto: Coleção da artista\n\n\n\n\nA partir de 26 de junho será possível conhecer o pensamento da antropóloga\, historiadora e filósofa brasileira Lélia Gonzalez (1935 – 1994). O Sesc São Paulo\, em parceria com a Boitempo\, inaugura o projeto Lélia em nós: festas populares e amefricanidade\, na unidade Vila Mariana. A exposição\, que fica em cartaz até 24 de novembro de 2024\, foi inspirada pelo livro Festas populares no Brasil (que ganha nova edição pela Boitempo) e promove uma celebração da cultura afro-brasileira – ou amefricana\, como propõe a autora – a partir de um recorte que estabelece diálogos e reflexões suscitados pela produção intelectual de Gonzalez\, uma  proeminente ativista do movimento negro brasileiro e importante teórica do feminismo negro\, cuja morte completará 30 anos em 10 de julho de 2024. \n\n\n\nCom uma seleção de produções contemporâneas e de diferentes períodos\, reunida em cinco eixos temáticos\, Lélia em nós: festas populares e amefricanidade apresenta pinturas\, fotografias\, documentos históricos\, objetos\, performances\, instalações e vídeos de artistas como Alberto Pitta\, Heitor dos Prazeres\, Januário Garcia\, Maria Auxiliadora\, Nelson Sargento\, e Walter Firmo\, além de 12 trabalhos inéditos\, de artistas como Coletivo Lentes Malungas\, Eneida Sanches\, Lidia Lisboa\, Lita Cerqueira\, Manuela Navas\, Maurício Pazz\, Rafael Galante e Rainha Favelada. \n\n\n\nA mostra também apresenta um recorte de sonoridades e musicalidades\, tanto do universo das festas e festejos brasileiros quanto das intervenções do DJ Machintown e do trombonista Allan Abbadia\, além de registros fonográficos da discoteca pessoal de Lélia. Parte do acervo do Instituto Memorial Lélia Gonzalez (IMELG)\, a coleção reúne álbuns de artistas como Wilson Moreira e Nei Lopes\, Luiz Gonzaga\, Tamba Trio\, Clementina de Jesus\, Jamelão e Lazzo Matumbi \n\n\n\nPartindo de conceitos teóricos desenvolvidos por Lélia Gonzalez\, como a categoria político-cultural de amefricanidade – termo cunhado pela acadêmica em contraposição à ideia hegemônica de afro-americanidade para\, segundo ela\, “ultrapassar as limitações de caráter territorial\, linguístico e ideológico” e redimensionar a influência da diáspora atlântica para a formação das Américas do Sul\, Central\, do Norte e Insular –\, a mostra convida o público à compreensão dopotencial da cultura popular afro-brasileira como tecnologia de identidade e resistência. \n\n\n\nCom curadoria de Glaucea Britto e Raquel Barreto\, a exposição foi inspirada pelas proposições feitas por Lélia Gonzalez em Festas populares no Brasil. Único título publicado em vida pela intelectual exclusivamente como autora\, o livro foi publicado originalmente em 1987. A obra não foi oficialmente lançada no mercado\, tendo sido patrocinada por uma empresa multinacional e distribuída como presente de fim de ano. No mês de abertura da exposição\, a publicação ganhará nova edição da Boitempo\, a primeira voltada à circulação no mercado editorial. Com textos da acadêmica que evidenciam laços indissociáveis entre Brasil e África por meio de manifestações populares como o Carnaval\, o Bumba-Meu-Boi\, as Cavalhadas e festas afro-brasileiras como as Congadas e o Maracatu\, a obra reúne mais de cem imagens de cinco fotógrafos: Leila Jinkings\, Marcel Gautherot\, Maureen Bisilliat\, Januário Garcia e Walter Firmo (os dois últimos\, integrando a exposição). A nova edição inclui também materiais inéditos\, textos de apoio\, fac-símiles\, prólogo de Leci Brandão\, prefácio de Raquel Marreto\, posfácio de Leda Maria Martins\, texto de orelha de Sueli Carneiro e quarta capa de Angela Davis e Zezé Motta.
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SUMMARY:"Virada Sônica: a escalada do som na arte contemporânea" no Farol Santander
DESCRIPTION:Vista da exposição “Virada Sônica” no Farol Santander. Crédito: Rodrigo Reis\n\n\n\n\nA exposição “Virada Sônica: a escalada do som na arte contemporânea” é realizada nos andares 23 e 24 do Farol Santander e reúne 28 artistas que trabalham com diversas linguagens\, como esculturas\, vídeos\, pinturas e instalações. A mostra tem como objetivo explorar o som enquanto elemento artístico\, abordando desde fenômenos acústicos e paisagens sonoras até a reflexão sobre o silêncio. \nPor meio das obras expostas\, os artistas propõem uma análise das múltiplas dimensões do som e sua capacidade de alterar a percepção do espaço e do tempo. A exposição busca desafiar as fronteiras entre o visual e o sonoro\, incentivando o visitante a experimentar o som de formas inovadoras e inesperadas dentro do contexto da arte contemporânea.
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SUMMARY:"Catherine Opie: o gênero do retrato" no MASP
DESCRIPTION:Catherine Opie\, Flipper\, Tanya\, Chloe & Harriet\, San Francisco\, California\, da série “Domestic”\, 1995. Cortesia da artista e Regen Projects; Lehmann Maupinl; e Thomas Dane Gallery\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 5 de julho a 27 de outubro de 2024\, a exposição Catherine Opie: o gênero do retrato\, com obras de um dos principais nomes da fotografia internacional contemporânea. Catherine Opie (Sandusky\, Ohio\, EUA\, 1961) foi uma das precursoras na discussão sobre questões de gênero entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990. Sua produção dialoga com a tradição do retrato – um dos mais tradicionais gêneros da pintura ocidental – de modo a dar legitimidade a novos corpos\, subjetividades e experiências que emergem na sociedade contemporânea. Em suas fotografias\, Opie retrata diversas expressões e subjetividades de indivíduos e coletivos que se identificam com gêneros e orientações sexuais diversas\, especialmente pessoas queer.  \n\n\n\nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, a mostra é a primeira da artista no Brasil\, e reúne 63 fotografias de suas séries mais emblemáticas\, desenvolvidas ao longo de mais de três décadas. Os retratos de Opie figuram ao lado de 21 importantes pinturas da coleção do MASP\, entre elas\, de Pierre-Auguste Renoir\, Hans Holbein\, Anthony van Dyck e Van Gogh. As obras são apresentadas em diálogo com o objetivo de acentuar os diálogos\, tensões e reformulações aos quais o trabalho de Opie se propõe\, além de desdobrar a predileção pela arte figurativa\, marca da coleção do museu. \n\n\n\nA artista explora o gênero clássico do retrato assumindo algumas de suas características\, – fundo neutro\, os gestos com as mãos\, as expressões e os enquadramentos – e adiciona novos elementos\, como a diversidade de gênero\, as práticas sexuais\, os corpos distintos e os relacionamentos familiares homossexuais. “É fundamental que todos os seres humanos sejam legitimados\, isso é necessário para a inclusão de todas as pessoas\, para a humanidade. Ao utilizar a estética tradicional do retrato\, conforme a minha visão sobre a retratística\, busco manter o espectador envolvido na obra durante a observação. Além disso\, é uma forma de redefinir o corpo queer dentro de uma formalidade conhecida\, e não tratar apenas de uma fotografia documental”\, comenta Catherine Opie.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Lia D Castro: em todo e nenhum lugar" no MASP
DESCRIPTION:Lia D Castro\, Sem título (detalhe)\, da série Axs nossxs pais\, natureza morta\, 2021. Galeria Martins&Montero\, São Paulo\, Brasil\, e Bruxelas\, Bélgica. Foto: Lucas Cruz/Instituto Çarê\n\n\n\nÉ impossível refletir sobre a obra da artista e intelectual Lia D Castro (Martinópolis\, São Paulo\, 1978) sem falar de encontros\, contrastes\, fricções e transformações. A partir de 5 de julho\, o público pode encontrar a exposição Lia D Castro: em todo e nenhum lugar\, no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A primeira mostra individual da artista em um museu reúne 36 trabalhos\, sendo a maioria pinturas de caráter figurativo. As obras selecionadas exploram cenários onde o afeto\, o diálogo e a imaginação se tornam importantes ferramentas de transformação social.  \n\n\n\nO título da exposição parte da constatação da ausência histórica de grupos minorizados em posições de poder e decisão — em nenhum lugar —\, enquanto sua presença e força de trabalho compõem as bases que sustentam a sociedade — em todo lugar. Com curadoria de Isabella Rjeille\, curadora\, MASP\, e Glaucea Helena de Britto\, curadora assistente\, MASP\, a mostra apresenta trabalhos que abrangem toda a produção da artista. \n\n\n\nLia D Castro utiliza a prostituição como ferramenta de pesquisa e desenvolve sua produção a partir de encontros com seus clientes – homens cisgêneros\, em sua maioria brancos\, heterossexuais\, de classe média e alta – para subverter relações de poder ou violência que possam surgir entre eles\, aliando história de vida e história social. Temas como masculinidade e branquitude\, mas também afeto\, cuidado e responsabilidade\, são abordados nessas ocasiões e resultam em pinturas\, gravuras\, desenhos\, fotografias e instalações criadas de modo colaborativo. \n\n\n\nNesses momentos\, ela conversa com esses homens e os convida a refletir: quando você se percebeu branco? E quando se descobriu cisgênero\, heterossexual? “Perguntas sobre as quais a artista não busca uma resposta definitiva\, mas sim provocar um posicionamento dentro do debate racial\, sobre gênero e sexualidade”\, afirma a curadora Isabella Rjeille. \n\n\n\nAs conversas de Lia D Castro com esses homens são permeadas por referências a importantes intelectuais negros como Frantz Fanon\, Toni Morrison\, Conceição Evaristo e bell hooks. Frases retiradas dos livros desses autores\, lidos pela artista na companhia de seus colaboradores\, são inseridas nas telas e misturam-se aos gestos\, cenas\, cores e personagens. O trabalho de Lia D Castro torna-se um lugar de encontro\, embate e fricção\, no qual ações\, imagens e imaginários são debatidos\, revistos e transformados. Com frequência\, a artista insere referências a outros trabalhos por ela realizados\, incluindo-os em outro contexto e\, consequentemente\, atribuindo novos significados e leituras a essas imagens. \n\n\n\n“Partindo da visão de Frantz Fanon de que o racismo é uma repetição\, eu proponho combatê-lo com a repetição de imagens. Como a imagem constrói cultura e memória\, ao colocar uma obra dentro da outra\, busco criar novas referências estéticas”\, comenta a artista.
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SUMMARY:Museu Afro Brasil reabre "Tributo a Emanoel Araujo" e inaugura duas novas exposições
DESCRIPTION:Wagner Celestino\, Seu Paulo Portela – Paulo Geremias\, 2003-2005\n\n\n\nNo próximo fim de semana\, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, prestes a completar 20 anos de existência\, reabre a exposição “Tributo a Emanoel Araujo” e inaugura duas novas mostras: “Wagner Celestino: Caminhos do Samba” e “Entre Linhas: Aurelino dos Santos e Rommulo Vieira Conceição”. As três exposições serão abertas ao público no sábado\, 6 de junho de 2024\, às 11h\, em diferentes espaços do museu. A entrada é gratuita. \n\n\n\n“Essas exposições aproximam e celebram quatro artistas extraordinários\, num momento decisivo para o Museu Afro Brasil\, prestes a completar 20 anos de existência”\, sublinha Hélio Menezes\, diretor artístico da instituição\, e que assina a curadoria das  três mostras. “É quando o Museu volta os olhos para a sua própria história\, a constituição de seu próprio acervo\, reapresentando-o e rearranjando-o à luz de diálogos novos\, inéditos – e\, assim\, qual sankofa\, vira para trás para mirar para a frente”\, completa. \n\n\n\nO “Tributo a Emanoel Araujo” reabre na recepção do térreo\, com as novas peças que integram o programa ‘Singular Plural’\, programa dedicado à acessibilidade na mediação do acervo e das exposições temporárias do Museu. A mostra apresenta reproduções táteis de obras de Emanoel Araujo\, artista e fundador do Museu Afro Brasil\, e disponibiliza a audiodescrição do vídeo que compõe o acervo.  \n\n\n\nA mostra “Wagner Celestino: Caminhos do Samba” é uma homenagem à rica tradição do samba paulistano. A partir do olhar sensível do fotógrafo Wagner Celestino\, a exposição retrata figuras lendárias do samba\, como Seu Nenê da Vila Matilde\, Xangô da Vila Maria e Carlão do Peruche. Instalado sob a marquise do museu\, na área externa\, o acervo apresentará as fotografias acompanhadas de biografias dos homenageados. \n\n\n\nA exposição “Entre Linhas: Aurelino dos Santos e Rommulo Vieira Conceição”\, que estará disponível no térreo do Museu\, coloca em diálogo os artistas soteropolitanos\, explorando a profunda relação que ambos têm com os espaços físicos e sociais que os cercam. Aurelino dos Santos apresenta a complexidade urbana de Salvador em suas 28 pinturas\, reordenando o caos urbanístico com cores vibrantes e elementos do cotidiano. Rommulo Vieira Conceição\, com duas esculturas\, transforma objetos do dia a dia em instalações que desafiam as fronteiras entre o interno e o externo. 
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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