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SUMMARY:"Mulheres em Luta! Arquivos de Memória Política" no Memorial da Resistência de São Paulo
DESCRIPTION:O Memorial da Resistência de São Paulo\, museu da Secretaria de Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo\, apresenta a exposição Mulheres em Luta! Arquivos de Memória Política\, com curadoria de Ana Pato. A mostra tem como fio condutor o acervo de história oral do Memorial da Resistência que compõe o programa Coleta Regular de Testemunhos\, com depoimentos de mulheres que vivenciaram a violência de Estado no período da Ditadura Civil-Militar (1964-1985) e na Democracia.  \n\n\n\nOlhar para o período da Ditadura Civil-Militar sob a perspectiva de gênero é a linha que tece esta exposição\, e através dos testemunhos\, abordamos as lutas coletivas de mulheres por Memória\, Verdade e Justiça e por direitos fundamentais. Pelo que lutam? Como lutam? Quais são suas histórias?
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LOCATION:Memorial da Resistência de São Paulo\, Largo General Osório\, 66 - Santa Ifigênia\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Rizoma" de Rodrigo Sassi no Projeto Parede do MAM SP
DESCRIPTION:Rodrigo Sassi\, Detalhe das peças da obra Rizoma de 2024. Foto: Ding Musa\n\n\n\nEm 29 de fevereiro\, o Museu de Arte Moderna de São Paulo abre a edição de 2024 do Projeto Parede com uma obra inédita do artista Rodrigo Sassi. O trabalho intitulado Rizoma ocupará o corredor que liga a recepção do museu à Sala Milú Villela – que na ocasião da abertura\, estará com a exposição George Love: além do tempo em cartaz. \n\n\n\nO Projeto Parede acontece há quase três décadas no MAM São Paulo\, com artistas sendo convidados a criar obras que dialoguem com o espaço. \n\n\n\nRizoma é uma instalação a qual o artista se refere como um “não mural”. A obra\, inspirada em murais modernistas\, é composta por relevos de alvenaria fixados sobre a parede do museu e\, conectados uns aos outros\, atingem uma escala que conflita com o recuo disponível para sua visualização\, de certa forma indo contra propósitos e características de sua própria referência. \n\n\n\nPara isso\, Rodrigo Sassi idealizou uma nova pesquisa\, propondo-se a realizar um trabalho diferente do que já é conhecido de sua produção\, pensando nas especificidades do espaço onde ele será montado. “Esta é uma proposta que foge dos padrões do meu trabalho\, que deixa um caminho em aberto para novos desdobramentos\, inclusive”\, ele comenta. \n\n\n\nA obra é composta por peças de alvenaria extraídas de fôrmas feitas com madeiras reaproveitadas do descarte da construção civil. Em decorrência da utilização de moldes para a tiragem das peças\, conforme o visitante for andando pelo corredor\, irá perceber um padrão que se repete em sua composição\, ditando um ritmo que é constantemente quebrado ao longo do percurso. Aos olhares mais atentos\, são percebidas características de sua manufatura e processo artesanal\, vestígios do uso das fôrmas\, pequenas diferenças de cores entre as peças\, rastros de processo como riscos e marcações deixados pelo próprio artista durante seu fazer. \n\n\n\nPara esta instalação\, Rodrigo Sassi agrega referências arquitetônicas muralistas à sua poética e prática de trabalho. O artista traz a ideia de azulejos de Bulcão que têm continuações\, apesar de serem diferentes um do outro\, onde até nas rupturas existem composições que funcionam entre si. O projeto é desdobramento de uma intervenção que o artista realizou no o Museu da Inconfidência\, em Ouro Preto (MG)\, instituição que é parceira do MAM nesta mostra. \n\n\n\nCurador-chefe do MAM São Paulo\, Cauê Alves pontua\, em texto que acompanha o trabalho\, que para esta obra Sassi fez uma espécie de atualização de noções sobre o barroco\, mas pensando a partir de uma perspectiva da arte contemporânea\, em diálogo com os modernistas. \n\n\n\n“É justamente do cruzamento entre arte moderna e arte colonial que seu trabalho se desenvolveu. Com referências aos painéis de Burle Marx e de Athos Bulcão\, típicos da arquitetura moderna de Rino Levi e Oscar Niemeyer\, o artista também explora contradições do projeto moderno. Entre elas está a ênfase no trabalho operário\, sempre pouco valorizado\, mas fundamental para qualquer construção. Por isso\, o artista produz artesanalmente módulos de concreto usando técnicas tradicionais”\, escreve o curador.
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LOCATION:MAM SP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n° - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"George Love: além do tempo" no MAM SP
DESCRIPTION:George Love\, Ilha do Marajó\, 1971 – Imagem que fez parte dos livros Amazônia e Alma e Luz.\n\n\n\nNo despertar da cultura fotográfica brasileira na segunda metade do século XX\, um nome figura entre as maiores referências: George Love. Artista carismático\, ele sempre foi cercado por uma aura de mistério\, que beirava a lenda\, de tão conhecido quanto enigmático que era\, pelo tanto que ele foi exposto e como ficou escondido. \n\n\n\nAtuando em uma era de efervescência intelectual\, de questionamento comportamental e de transição de costumes\, George exibia um intenso brilho em suas realizações\, na interação profissional e no convívio particular. A luz que trazia ao ambiente extravasava paredes e repercutia na atmosfera e nas pessoas\, que vislumbravam as infinitas possibilidades de um marcante meio de expressão. Suas ações no meio cultural\, editorial e corporativo expandiam os horizontes da fotografia\, abrindo caminhos adiante do seu tempo. Conscientemente ou não\, gerações de fotógrafos brasileiros seguem sua inspiração e seu modelo\, que se realça entre as raízes de nossa contemporaneidade. \n\n\n\nChamá-lo de gênio também não é hipérbole. George Leary Love nasceu em 24 de maio de 1937\, em Charlotte\, Carolina do Norte\, Estados Unidos. Negro\, filho único em uma família simples e culta\, concluiu seus primeiros estudos superiores antes dos 20 anos. Adotou a câmera fotográfica também cedo\, vislumbrando a possibilidade profissional no segmento de fotografia de viagem\, representado por arquivos de imagens\, um mercado importante na época\, com o qual se manteria ligado por toda sua vida profissional. Fixando-se em Nova York para mais estudos\, logo passou a se dedicar à fotografia como criação autoral\, tendo suas primeiras mostras em galerias de Manhattan\, dando cursos e palestras. Assim\, foi aceito como um dos mais jovens participantes da Association of Heliographers\, um grupo restrito de expoentes da fotografia americana que promovia a arte\, propunha sua expansão e inovava no uso de impressões coloridas no meio expositivo. George Love se identificava com a proposta\, de forma que o ideário dessa associação é chave importante para compreender a obra que desenvolveu por toda a sua vida. Em pouco tempo\, o jovem fotógrafo se tornou vice-presidente e coordenador da galeria da associação. Foram dois anos intensos\, entre 1963 e o fim de 1965\, até o encerramento da entidade\, por carência de recursos. \n\n\n\nA perspectiva de um novo rumo lhe foi oferecida por uma rara heliógrafa estrangeira\, que o estimulou a se aventurar pelo continente sul-americano. Em janeiro de 1966\, George juntava-se a Claudia Andujar em Belém para uma inusitada expedição no interior da Amazônia\, verdadeira epopeia até a terra dos Xicrin. Voltaram para Belém\, subiram pelo rio até Iquitos\, depois Lima e Bolívia\, e entraram de volta no Brasil pelo famoso “trem da morte”. Fixaram-se em São Paulo\, no apartamento da Avenida Paulista\, casaram-se… e\, então\, o resto é história. \n\n\n\nZé De Boni (curador)
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SUMMARY:"Lygia Clark: Projeto para um planeta" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Lygia Clark\, Projeto para um planeta\, 1960\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, apresenta Lygia Clark: Projeto para um planeta\, exposição panorâmica de uma das artistas brasileiras mais relevantes do século XX. A mostra ocupa as sete galerias expositivas da Pinacoteca Luz com mais de 150 obras que demonstram o legado dos mais de 30 anos de carreira da artista. Com curadoria de Ana Maria Maia e Pollyana Quintella\, a exposição comemora o centenário de Lygia Clark\, apresentando obras como Projeto para um planeta (1960) – da série Bichos\, que dá nome à exposição\, a instalaçãoA casa é o corpo\, feita para a Bienal de Veneza de 1968\, e Maquete para interior nº3\, reproduzida em grande escala especialmente para a Pinacoteca. \n\n\n\nLygia Clark foi uma das artistas responsáveis por reestruturar o vocabulário artístico brasileiro a partir da década de 1960\, desafiando as fronteiras entre o papel do artista e do público\, e propondo uma nova relação entre corpo e objeto. Na Pinacoteca\, a exposição estabelece uma conexão entre as diferentes fases da carreira de Clark\, apresentando suas pinturas iniciais\, a passagem pelo movimento neoconcreto\, proposições participativas e projetos arquitetônicos. A mostra reúne uma grande seleção de obras históricas vistas poucas vezes nos últimos anos. \n\n\n\n“Lygia Clark tem um lugar fundamental na formação de repertório sobre formas de produzir e experimentar arte. Passados 18 anos desde a última mostra dedicada à artista no museu\, é preciso assegurar que públicos das mais variadas origens e idades\, sobretudo estudantes\, possam não apenas ler sobre as obras e proposições da artista\, mas acessá-las e vivenciá-las presencialmente”\, contam as curadoras.
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SUMMARY:Exposição de longa duração no MAC USP
DESCRIPTION:Walter Ufer\, Construtores do Deserto\, 1923 (detalhe)\n\n\n\nO Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta a exposição Galeria de Pesquisa – Aspectos da coleção da Terra Foundation for American Art através do programa Terra Collection-in-Residence\, com 36 obras selecionadas em diálogo com a pesquisa e as disciplinas de graduação e pós-graduação do MAC USP e sua atuação no Programa Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA USP). A parceria entre a Terra Foundation for American Art e o MAC USP envolve também a linha de pesquisa em História da Arte e da Cultura do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e o Departamento de História da Arte da Unifesp. Nos próximos dois anos as obras em exposição permitirão criar pontes de interpretação com obras do acervo do MAC USP e apoiar atividades didáticas e de pesquisa. \n\n\n\nA Terra Collection for American Art é uma associação sem fins lucrativos\, com sede em Chicago (EUA)\, que desde os anos 1980 coleciona obras de arte do país e fomenta a pesquisa sobre sua arte.  Algumas das obras já integraram outras parcerias com o Brasil\, presentes em exposições de pesquisa realizadas no MAC USP – Atelier 17 e a gravura moderna nas Américas (2019)\, e na Pinacoteca de São Paulo – Paisagem nas Américas (2016) e Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos\, 1893-1976 (2022). A exposição traz obras de Thomas Hart Benton\, Eugene Benson\, James McNeill Whistler\, Louis Lozowick\, James Edward Allen\, Ralston Crawford\, George Bellows\, Bolton Brown\, Winslow Homer\, C. Klackner. Clare Leighton\, Arnold Ronnebeck\, William Zorach\, Emil Bisttram\, Menton Murdoch Spruance\, John Ferren\, Mary Nimmo Moran\, Eanger Irving Couse\, George Josimovich\, George de Forest Brush\, Walter Ufer\, Edward Hooper\, John Marin\, Stanley Willian Hayter\, Stuart Davis\, Arshile Gorky\, Lyonel Feininger\, Armin Landeck e Thomas Moran. \n\n\n\nPor fim\, as obras se articulam na parceria da disciplina de pós-graduação Arte dos Estados Unidos e suas conexões\, com o apoio da fundação e ofertada conjuntamente com a Unicamp e a Unifesp\, que vem abordando estudos comparativos entre a arte produzida nos Estados Unidos e no Brasil\, trazendo temáticas como arte indígena\, diáspora africana nas Américas\, e imigrações italianas nas Américas. Através do Programa Collection- in-Residence\, o MAC USP se insere em uma rede de doze museus universitários internacionais de arte em um olhar crítico sobre a história da arte dos Estados Unidos e suas possíveis articulações com outros países.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Sallisa Rosa: topografia da memória" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Sallisa Rosa\, vista da instalação Topografia da Memória na rotunda do Collins Park\, Miami\, 2023. Cortesia da artista.\n\n\n\nA instalação de cerâmica em grande escala\, intitulada Topografia da Memória\, estará em exposição na Pinacoteca de São Paulo\, de 16 de março até 28 de julho de 2024\, marcando a primeira vez que a Audemars Piguet Contemporary trará uma de suas obras comissionadas para o Brasil. Antes de viajar para São Paulo\, a obra foi inaugurada na Rotunda do Collins Park\, em Miami\, durante a Art Basel Miami Beach em dezembro de 2023. Essa foi a primeira vez que a artista fez uma exposição individual nos Estados Unidos. A exposição Topografia da Memória na Pinacoteca coincidirá com a SP-Arte\, que acontece de 3 a 7 de abril de 2024. \n\n\n\nTopografia da Memória é composta por mais de 100 peças de cerâmica feitas à mão\, produzidas a partir de barro coletado\, criando um ambiente a ser explorado pelo público. A obra foi comissionada pela Audemars Piguet Contemporary\, cuja equipe curatorial trabalhou em estreita colaboração com o curador convidado Thiago de Paula Souza para apoiar a visão de Sallisa e o desenvolvimento do projeto. \n\n\n\nCom Topografia da Memória\, Sallisa Rosa (nascida em Goiânia em 1986) criou uma paisagem imersiva que nos convida à contemplação e a um encontro físico com a matéria. Fazendo referência às flutuações do nosso ambiente natural\, a obra modular evoluiu desde sua primeira versão em Miami para ativar o espaço singular da recém-inaugurada ala da Pinacoteca que é dedicada à arte contemporânea: a Pina Contemporânea. Instalada em uma galeria com grandes janelas\, a instalação incorpora a luz natural e vistas da paisagem circundante\, conectando as cerâmicas à terra e aos elementos dos quais foram feitas. As esculturas no chão têm a forma de estalagmites e lembram uma caverna\, enquanto as esculturas penduradas no teto são esféricas\, com sua disposição lembrando um planetário\, abraçando simbolicamente tanto o mundo subterrâneo quanto o cosmos infinito. \n\n\n\nCompostas de barro coletado à mão na área metropolitana do Rio de Janeiro\, cada escultura foi queimada a 800 graus Celsius em um forno a lenha situado em uma vala subterrânea\, proporcionando uma materialidade precisa que se conecta diretamente à terra. O processo de Sallisa convida os visitantes a reconsiderar sua relação com a memória\, a terra e o ambiente como locais de cultura e identidades. \n\n\n\nCom este trabalho\, o objetivo de Sallisa é explorar formas coletivas de recordação\, estabelecendo uma conexão entre a erosão da terra e a erosão da memória. Seu uso de barro coletado\, que valoriza o saber tradicional e preserva métodos de trabalho não industriais\, desempenha um papel fundamental em sua produção\, pois a artista acredita que a cerâmica tem a capacidade simbólica de armazenar a memória e nos ajudar a recordar. \n\n\n\nComo muitos brasileiros de sua geração\, Sallisa enfrenta desafios e incertezas ao tentar compreender sua própria ancestralidade. A progressiva perda de memória de sua avó\, uma figura central na união dos fios que tecem sua história familiar fragmentada\, é uma das principais inspirações de Topografia da Memória.
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SUMMARY:"Francis Bacon: a beleza da carne" no MASP
DESCRIPTION:Francis Bacon\, Two Figures with a Monkey [Duas figuras com um macaco]\, 1973. © The Estate of Francis Bacon. Todos os direitos reservados. AUTVIS\, Brasil / DACS/Artimage\, Londres 2024\n\n\n\nO MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 22 de março a 28 de julho de 2024\, Francis Bacon: a beleza da carne\, que ocupa o espaço expositivo no 1o andar do museu. Com curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, Laura Cosendey\, curadora assistente\, MASP\, e assistência de Isabela Ferreira Loures\, assistente curatorial\, MASP\, a exposição pretende evidenciar como o artista\, com sua pintura inovadora e impactante\, abriu caminhos para a presença queer na cultura visual. \n\n\n\nCobrindo mais de quatro décadas de trabalho do britânico\, a mostra\, com patrocínio master do Nubank e patrocínio da Vivo\, reúne mais de vinte obras de Bacon\, desde as décadas iniciais de sua produção até os anos 1980\, e é acompanhada de um catálogo com ensaios inéditos. As obras provêm de empréstimos de museus como Tate (Inglaterra)\, MoMA (Nova York)\, Metropolitan Museum (Nova York)\, Museum Boijmans van Beuningen (Países Baixos)\, Museu Tamayo (México)\, Fondation Beyeler (Suíça)\, Stedelijk Museum (Países Baixos)\, entre inúmeras outras instituições de renome internacional e coleções particulares.  \n\n\n\nFrancis Bacon (Dublin\, Irlanda\, 1909—1992\, Madrid\, Espanha) é considerado um dos mais importantes pintores da arte do século 20\, com mais de seis décadas de produção. Filho de pais ingleses\, teve uma infância difícil\, em um ambiente familiar violento. Aos dezesseis anos\, foi expulso de casa por seu pai e\, após passar um período em Berlim e em Paris\, fixou-se em Londres a partir dos anos 1930\, onde iniciaria sua carreira como artista. Bacon construiu uma obra contundente e marcante\, tornando-se um nome fundamental para a renovação da pintura figurativa. \n\n\n\nO artista voltou-se especialmente para as figuras masculinas\, seu objeto de desejo\, em retratos e nus. A exposição apresenta retratos de homens com quem ele teve relacionamentos marcantes\, como Peter Lacy (1916-1962) e George Dyer (1934-1971)\, além de outras figuras importantes em sua vida\, como seu companheiro próximo John Edwards.  \n\n\n\nO título da mostra\, A beleza da carne\, faz referência a um relato do artista em uma das entrevistas conduzidas pelo crítico de arte e importante interlocutor ao longo de sua carreira\, David Sylvester. Bacon conta que\, ao se deparar com a vitrine de um açougue\, refletiu: “[…] enquanto pintor\, devemos lembrar que há essa grande beleza na cor da carne. […] Nós\, obviamente\, somos carne\, somos carcaças em potencial. Quando vou a um açougue\, sempre penso que é surpreendente que eu não esteja lá no lugar do animal”.  \n\n\n\nA fisicalidade do corpo é traduzida pelo artista em texturas espessas e oleosas\, conferindo às figuras formas quase abstratas. As pinturas de Bacon reúnem em si uma grande variedade de fontes iconográficas\, revisitando temas canônicos e combinando referências da história da arte com suas experiências pessoais e percepções sobre o corpo masculino. \n\n\n\n“Seja em suas obras iniciais\, que muitas vezes transgrediam símbolos da cristandade\, ou naquelas que retratavam nus masculinos\, a fisicalidade do corpo também é matéria central de sua obra”\, analisa a curadora Laura Cosendey. “Essa simbologia da carne por Bacon condensa em si extremos: o espiritual e o animal\, o frescor e a putrefação. Ela é a própria materialidade de nossa existência ‘em carne e osso’\, mas também é ícone do desejo carnal\, do instinto natural do corpo”\, finaliza.
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SUMMARY:"Gervane de Paula: como é bom viver em Mato Grosso" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Gervane de Paula\, Arte aqui eu mato (detalhe)\, 2014. Foto: Jaime Acioli\n\n\n\nAs problemáticas socioambientais e sociopolíticas do Centro-Oeste brasileiro ocupam as trêssalas do segundo andar da Pinacoteca Luz\, com a mostra Como é bom viver em Mato Grosso do cuiabano Gervane de Paula. Sob a curadoria de Thierry Freitas\, 58 obras pontuam os mais de 40 anos da carreira desse artista ativista e multifacetado. São fotografias\, pinturas\, esculturas e instalações que traduzem a potência de um criador em constante ebulição. A mostra segue em cartaz até 1 de setembro. \n\n\n\nSuas primeiras telas\, realizadas entre os anos de 1976 a 1980\, parte delas exibidas nessa individual\, fixam imagens de um Mato Grosso recém-dividido. Thierry observa: “O artista nos apresenta sensíveis interpretações da paisagem cuiabana: o Bairro do Araés – local onde o artista nasceu e reside ainda hoje -\, com suas ladeiras ensolaradas e sua população multiétnica\, está representado em cenas de convívio e festa. Há diversas cenas com mangueiras e cajueiros\, árvores muito comuns nessas ruas naquela época. Não escapa\, também\, o registro social da economia local. São frequentes as cenas de pesca e de mineração\, mas\, principalmente\, as cenas nas quais o gado aparece em profusão\, já evidenciando a potência motriz que o agronegócio viria a tomar nos anos seguintes.” \n\n\n\nEm uma clara demonstração das imbricadas relações entre humanos e bichos na região\, destaca-se As filhas do fazendeiro\, uma tela em que dois jacarés figuram sobre a cama e\, ao fundo\, duas moças observam atordoadas. Como é bom viver em Mato Grosso reflete o aspecto crítico e o humor corrosivo de Gervane que\, inspirado no artista canadense-americano Philip Guston (Montreal\, CA\, 1913 – Nova York\, EUA\, 1980) cujas obras teve contato na 16ª Bienal de São Paulo\, em 1981\, usa\, em algumas de suas criações\, as figuras supremacistas da Ku Klux Klan\, colocando-as num passeio de carro ao Pantanal mato-grossense. \n\n\n\nO artista destaca a relevância da mostra. “Essa exposição é uma das mais importantes da minha trajetória artística\, talvez a mais importante até o momento. Porque é uma mostra individual abrigada em uma das instituições culturais mais importantes do Brasil\, a Pinacoteca de São Paulo. Segundo\, porque a mostra reúne obras de períodos diversos\, algumas inéditas\, jamais exibidas ao público\, compreendendo desde o início da minha carreira artística até a atualidade. Um momento especial\, que permite um breve balanço de quatro décadas de intenso trabalho dedicado à arte.”
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SUMMARY:"José Bento: Caminho de Guaré" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:José Bento\, vista da obra Ar\, 2021. Imagem: Thiele Elissa\n\n\n\nA partir de 23 de março\, a Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, recebe mostra de José Bento. A instalação Caminho de Guaré apresenta três grandes gestos de José Bento\, dois dos quais inéditos e feitos especificamente para ocupar o Octógono\, com curadoria de Lorraine Mendes e Jochen Volz. \n\n\n\nSOBRE A INSTALAÇÃO \n\n\n\nApresentados pela primeira vez\, a escultura Morrotes (2024) é feita do que o artista chama de matéria desintegrada. Trata-se de madeiras de diversas espécies cujas serragens serviram para Bento apresentar massas topográficas diferentes entre si\, seja no tamanho\, cor ou no formato que a madeira toma ao ser partida. Sobretudo na obra Morrotes\, a exposição acaba se tornando uma experiência sensorial e de lembranças. Os visitantes vão perceber nuances aromáticas das diferentes madeiras ali expostas: amarelinho\, bálsamo\, braúna\, caixeta\, itapicuru\, pau-brasil\, pau-pereira\, peroba\, roxinho e vinhático. \n\n\n\nDe qualquer local do Octógono o visitante conseguirá também vislumbrar a obra de maior altura exposta; Arco Íris (2024)\, também inédita é composta por feijões esculpidos de diferentes tipos de madeiras\, densidades e características\, sobrepostas uma a uma\, que saem do chão da Pinacoteca em direção ao céu – uma ponte entre a terra e o cosmos. É um diálogo com a natureza\, tão presente na obra de Bento\, onde o grão é ao mesmo tempo alimento\, cultura\, semente e caminho. Por fim\, a obra Ar (2021) traz esculturas no formato de cilindros de oxigênio\, feitos de madeiras diversas em escala real. Apresentado pela primeira vez na 13ª Bienal do Mercosul em 2022\, o conjunto escultórico traz a ideia de ar represado e da dificuldade de respiração em um mundo que assiste a graves e urgentes mudanças climáticas. Apesar da Bienal ter acontecido em um momento pós-pandêmico\, a obra foi concebida já antes da pandemia. No entanto\, sua apresentação naquele contexto ganhou mais uma camada de significado. \n\n\n\nAs obras expostas – Ar\, Morrotes e Arco Íris – representam\, em si\, um ciclo de vida\, que é a proposta de José Bento para o Octógono. O título que ele deu à exposição\, é o nome pelo qual já foi conhecido justamente o local onde hoje encontra-se a Pinacoteca: O Caminho de Guaré passava pela região da Luz\, é um caminho estabelecido pelos indígenas habitantes de São Paulo antes da chegada dos europeus. Esta escolha mostra como Bento procura localizar sua produção no território em que se situa. “Percorrer o Caminho de Guaré é compreender o espaço em que estamos como lugar de consciência\, reconhecer a presença indígena nesse território e se entender também como parte dessa intrincada trama histórica”\, afirma Lorraine Mendes\, curadora da exposição. \n\n\n\nÉ impossível falar de José Bento sem mencionar sua profunda ligação com a madeira\, que é elemento central de seu estudo e repertório artístico desde os anos 80. Segundo Lorraine Mendes\, Bento tem “uma familiaridade vital com essa matéria”. Uma característica da prática artística de José Bento é a busca por estar sempre ligado ao território\, o que significa estreita relação com o local de origem de sua matéria prima e com pessoas e comunidades que têm em seu ofício a lida com a madeira. O artista constantemente reafirma seu compromisso com a natureza ao utilizar em seus trabalhos apenas madeiras legalizadas\, de origem controlada. “José Bento é um artista profundamente comprometido com a forma\, com método e também matéria – e tudo isso vem como veículo para a sua própria narrativa poética”\, afirma Lorraine Mendes. \n\n\n\nA instalação José Bento: Caminho de Guaré tem o patrocínio de Cescon Barrieu\, na cota Prata.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Que país é este? A câmera de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira\, 1964-1985" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Jorge Bodanzky\, Incêndio em ônibus\, MG\, c. 1970. Acervo Instituto Moreira Salles.\n\n\n\nFotógrafo\, repórter e cineasta\, Jorge Bodanzky (1942) é autor de ampla produção visual\, dedicada a investigar a cultura popular e os conflitos do país. Ao longo de sua carreira\, percorreu o Brasil para registrar histórias\, personagens e lutas sociais\, principalmente as que aconteciam fora dos centros urbanos. Durante o período da ditadura militar\, viajou sobretudo para as regiões Norte e Nordeste\, retratando a violência no campo e a devastação ambiental causadas pelas políticas desenvolvimentistas dos governos autoritários. Enfrentando a censura e a falta de financiamento nacional\, concebeu obras que questionavam a ideia do progresso propagandeada pela ditadura e mostravam a realidade do país\, além de tensionarem os limites entre o documentário e a ficção. \n\n\n\nReunida pela primeira vez\, a produção do cineasta feita nesse período é o tema da exposição que o IMS Paulista inaugura no próximo sábado (23 de março). Intitulada Que país é este? A câmera de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira\, 1964-1985\, a mostra exibe trechos dos sete filmes dirigidos pelo cineasta no período\, comoIracema: uma transa amazônica(1974)\, codireção de Orlando Senna\, Jari (1979)e Terceiro milênio (1980)\, dirigidos em parceria com Wolf Gauer. A seleção apresenta ainda fotografias e projeções em super-8 feitas por Bodanzky\, que integram o acervo do IMS\, entre outros materiais. A curadoria é de Thyago Nogueira\, coordenador do departamento de fotografia contemporânea do IMS\, com assistência de Horrana de Kássia Santoz e pesquisa de Ângelo Manjabosco e Mariana Baumgaertner. No dia da abertura (23/3)\, às 11h\, haverá um debate com Bodanzky e a equipe de curadoria. O evento tem entrada gratuita e interpretação em Libras. Em abril\, o cinema do IMS Paulista exibe uma programação de filmes de Bodanzky\, em diálogo com a exposição (detalhes abaixo).
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LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Quase Circo" de Carmela Gross no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Carmela Gross\, vista da exposição Quase Circo © Everton Ballardin\n\n\n\nA partir de 27 de março\, a Área de Convivência do Sesc Pompeia recebe a exposição Quase Circo – Carmela Gross. Sob a curadoria de Paulo Miyada\, a mostra da artista visual paulistana proporciona uma leitura abrangente de suas obras\, evidenciando a diversidade de sua produção e sua contribuição para a arquitetura\, história urbana e o panorama artístico contemporâneo. \n\n\n\nA exposição destaca a convergência entre as criações de Gross e a arquitetura visionária de Lina Bo Bardi\, oferecendo aos visitantes uma imersão nas obras da artista. Sem aderir a rótulos ou convenções\, a narrativa visual apresentada por Carmela Gross desafia expectativas e convida os espectadores a explorar novas perspectivas. \n\n\n\nA mostra reúne 13 obras\, exibidas em grande escala\, como a instalação “RODA GIGANTE” (2019)\, “ESCADAS VERMELHAS” (2012/2024)\, “O FOTÓGRAFO” (2001)\, “UMA CASA” (2007)\,” LUZ DEL FUEGO” (2018/2024)\, “FIGURANTES” (2016)\, “BANDO” (2016/2024)\, “ROUGE” (2018)\, “A NEGRA VERMELHA” (1997/2024)\, “BANDEIRA PIVÔ” (2024). \n\n\n\nAlém disso\, os visitantes terão acesso a painéis luminosos\, vídeos e desenhos na Área de Convivência\, junto com duas obras anteriormente expostas no Sesc Pompeia: “RIO MADEIRA” (1990) e “ESTANDARTE VERMELHO” (1999). Destaca-se também a obra “GATO”\, criada especialmente para a exposição e instalada nas passarelas do complexo esportivo\, inspirada em um desenho de Lina Bo Bardi. \n\n\n\n“Esta exposição é uma convergência. De um lado\, a obra peculiar de Carmela Gross\, que\, ao longo de quase seis décadas\, produz arte como uma forma singular de observar\, deslocar e recombinar elementos do mundo\, frequentemente utilizando os restos do crescimento urbano como matéria-prima. De outro lado\, a arquitetura de Lina Bo Bardi\, que encontrou no Brasil lições sobre trabalho\, arquitetura e design populares\, incorporando-as em sua própria arquitetura fundamentada em princípios modernistas”\, destaca o curador. \n\n\n\nPara o diretor regional do Sesc São Paulo\, Luiz Deoclécio Massaro Galina\, a iniciativa integra uma série de projetos expositivos sediados no Sesc Pompeia em anos recentes\, com o intuito de revisitar produções históricas de nomes decisivos para a compreensão da arte brasileira. \n\n\n\n“A obra de Carmela Gross se conecta com mais uma dimensão valorizada pela entidade\, a saber\, a sensibilidade aos espaços arquitetônicos e a seus usos múltiplos\, inclusive no sentido de desafiá-los. Uma fábrica refundada enquanto centro de lazer e difusão artístico-cultural\, em um período histórico de perda de função dos complexos industriais urbanos\, é particularmente propícia paraisso”\, destaca. \n\n\n\nA exposição fica aberta para visitação do público até o dia 25 de agosto de 2024 e conta com ações educativas ao longo deste período.
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LOCATION:Sesc Pompeia\, R. Clélia\, 93 - Água Branca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Santídio Pereira: paisagens férteis" no MAM SP
DESCRIPTION:Santídio Pereira\, Objeto III [detalhe]\, 2022. Foto: João Liberato\n\n\n\nO Museu de Arte Moderna de São Paulo apresentará entre 2 de abril e 1 de setembro uma exposição inédita do artista Santídio Pereira. Com curadoria de Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, a exposição Santídio Pereira: paisagens férteis reúne na Sala Paulo Figueiredo mais de 30 obras – algumas\, inéditas -\, entre gravuras\, pinturas e objetos produzidos pelo artista em um período entre 2017 e 2024. \n\n\n\nNascido em Isaías Coelho\, no interior do Piauí\, Santídio Pereira se mudou com a família para São Paulo ainda criança e\, aos oito anos de idade\, foi matriculado pela mãe no Instituto Acaia\, uma organização criada pela artista Elisa Bracher. Lá\, ele entrou em contato com uma grande variedade de técnicas artísticas e\, mais tarde\, aprofundou-se na gravura no Xiloceasa\, idealizado pelos artistas Fabrício Lopez e Flávio Capi. \n\n\n\nCom uma trajetória profícua em instituições brasileiras e mundo afora\, Santídio apresenta em Paisagens férteis sua pesquisa em torno das imagens de biomas brasileiros\, da Amazônia à Mata Atlântica\, passando por paisagens que fizeram parte de suas vivências e carregando especialmente as observações que faz em meio à natureza. \n\n\n\nO curador Cauê Alves selecionou gravuras\, objetos e pinturas de Santídio que trazem imagens de paisagens montanhosas e de plantas como bromélias e mandacarus. Esses motivos nas obras do artista derivam de suas experiências imersivas nos biomas brasileiros\, durante viagens em que se dispõe a observar a geografia e a vegetação com atenção. Parte delas também são fruto das memórias da infância no Piauí que ele carrega consigo. \n\n\n\nAs imagens\, porém\, não são apenas reproduções do que Santídio enxerga\, mas criações. O curador explica que “a referência a uma espécie de planta específica\, que está disponível aos seus olhos\, não se opõe à imaginação\, ou seja\, à mentalização de algo que não está presente. É como se ele interpretasse o que viu e o que lembra do que viu\, mas de modo diferente\, novo\, já que vai além do que se passou e do que se recorda”. \n\n\n\nConhecido inicialmente por seus trabalhos com xilogravura\, Santídio começou a se dedicar também à pintura com guache e à feitura de objetos nos últimos anos. A exposição no MAM será a primeira a exibir\, no Brasil\,  esses objetos e as guaches. Santídio comenta que\, a partir dessas experimentações\, passou a criar objetos que podem ser impressos\, e não mais matrizes. \n\n\n\nJá as pinturas surgem a partir da vontade que ele teve em trabalhar com a materialidade do guache. “São trabalhos relativamente menores que as xilogravuras\, mas são trabalhos que levam para um lugar completamente distinto. Não pelo tema\, mas pela materialidade\, porque a materialidade da tinta da gravura é um tanto brilhante\, é um pouco oleosa\, enquanto a materialidade da guache\, do jeito que trabalho\, é mais opaca”\, explica o artista. Para ele\, essa característica opaca da pintura à guache transmite uma maior profundidade no trabalho\, “como se o trabalho em guache abraçasse e o trabalho em gravura tomasse uma certa distância”. \n\n\n\nEm seu texto curatorial\, Cauê Alves destaca o olhar atento e a sensibilidade rara de Santídio Pereira\, enfatizando o modo com que ele se relaciona com o mundo. “Sua história de vida é uma exceção\, e a visibilidade que seu trabalho alcançou é atípica no meio da arte. Ele soube relacionar sua liberdade com aquilo que era\, de fato\, necessário para ele\, apostando na invenção\, mas sem renunciar ao trabalho ou abandonar suas origens”\, comenta o curador.
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SUMMARY:"Emmanuel Nassar: Lataria Espacial" na Sala de Vidro do MAM SP
DESCRIPTION:Emmanuel Nassar\, Lataria Espacial\, 2022. Foto: Mario Grisolli\n\n\n\nA Sala de Vidro do Museu de Arte Moderna de São Paulo apresentará uma nova obra entre 02 de abril e 01 de setembro de 2024: Lataria Espacial (2022)\, uma instalação do artista paraense Emmanuel Nassar. Aberta à interação do público\, a  obra remete aos trabalhos que o artista desenvolve desde os anos 1980\, usando a geometria e cores de tons fortes. \n\n\n\nDesde Recepcôr (1981)\, Nassar foi se afastando da pintura figurativa e passou a trazer para seus trabalhos uma discussão sobre a precariedade e sobre o sonho de novas tecnologias. O trabalho que inaugura essa pesquisa é uma espécie de aparelho de alta tecnologia que receberia tudo aquilo que rondava a cabeça do artista. Recepcôr é uma obra que não tinha apenas uma solução estética\, mas também era funcional. \n\n\n\nEssa ligação com uma suposta tecnologia tratada de uma forma irônica\, em geringonças com chapas velha de metal\, passa por todo o conjunto da obra do artista desde então. Essa relação aparece especialmente em motivos que remetem à corrida espacial\, à conquista dos ares\, expressados em coisas como foguetes\, lunetas\, pontos cardeais e estrelas. \n\n\n\nO artista conta que o interesse por busca interplanetária vem de uma memória afetiva. Nascido em 1949 na cidade interiorana de Capanema\, no nordeste do Pará\, Nassar é filho de um comerciante simples e de uma professora primária. Ele cresceu estimulado por diversas curiosidades sobre a conquista espacial\, uma fixação de seu pai. “Ele era apaixonado pelas novidades do desenvolvimento do Brasil\, pelos avanços tecnológicos. Essa coisa no meu trabalho é uma espécie de homenagem à memória do meu pai\, pois eu sou filho dessa herança”\, explica. \n\n\n\nEm Lataria Espacial\, Emmanuel Nassar constrói um jatinho particular inspirado no Phenom 300\, um avião nacional de alta performance\, um dos mais vendidos do mundo\, desenvolvido e fabricado pela Embraer. Na obra\, toda essa modernização representada por esse avião é contrastada pela precariedade de uma instalação construída em pedaços\, ligando chapas de zinco galvanizadas que são pintadas com esmalte sintético. \n\n\n\nFeito com uma solução simples de dois planos e suspenso por dois cabos\, o trabalho aproxima dois opostos\, “a lataria envelhecida e com sinais de desgaste\, o que há de primitivo e popular nas funilarias do subúrbio” e as “missões espaciais e altamente tecnológicas que colaboraram para o desenvolvimento das comunicações via satélite”\, aponta Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, em texto que acompanha a obra. \n\n\n\nO curador ainda avalia que “se o voo está ligado à imagem da liberdade que tanto aviões quanto pássaros evocam\, uma das asas de Lataria Espacial está decepada\, como se estivesse incrustada na parede”. Desta forma\, estando dentro da Sala de Vidro\, “a obra parece tratar mais da impossibilidade de levantar voos do que da completa realização do desejo de liberdade”.
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SUMMARY:"Sol Fulgurante: arquivos de vida e resistência" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, Fantasmas da esperança\, 2018\n\n\n\nNa efeméride de 60 anos do Golpe Militar brasileiro (1964–1985)\, a Pinacoteca\, em realização conjunta com o Memorial da Resistência de São Paulo\, constrói diálogos sobre o estado de exceção a partir dos acervos artísticos e documentais de ambas as instituições. A exposição conjunta ocupa o 2º andar da Pina Estação. \n\n\n\nA mostra acontece no edifício da Pina Estação\, que sediou até 1983 o Deops/SP — Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo —\, que atuava como aparelho de repressão política do Estado e onde inúmeras pessoas foram presas e torturadas durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985)\, e hoje é ocupado pelo Memorial da Resistência de São Paulo e a Pinacoteca de São Paulo. \n\n\n\nA exposição parte da Coleção Alípio Freire\, doada ao Memorial da Resistência em 2023. Será a primeira vez que o conjunto\, composto por trabalhos de ex-presos políticos dos presídios de São Paulo durante o período ditatorial e reunidos por Alípio Freire e Rita Sipahi\, será mostrado ao público na Pinacoteca. \n\n\n\nEntre os destaques da mostra\, está a obra do acervo da Pinacoteca Fantasmas da Esperança (2018)\, de Marcela Cantuária\, que traz elementos simbólicos que a exposição propõe discutir.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Amelia Toledo: Paisagem Cromática" no MuBE
DESCRIPTION:Amelia Toledo\, Mina de Rosa\n\n\n\nO MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia inaugura\, no dia 06 de abril\, a exposição Amelia Toledo: Paisagem Cromática\, que parte de uma sugestão de Paulo Mendes da Rocha\, arquiteto responsável pelo premiado edifício-sede do museu\, dada em 2019. Esta mostra traz para o público um novo recorte da obra produzida ao longo de toda a extensa e proficua carreira da artista\, cuja poética aborda\, entre outros temas\, os principais assuntos de interesse do MuBE: a escultura e a natureza. Com entrada gratuita\, a exposição conta com mais de 100 obras\, muitas das quais interativas\, e estará em cartaz no MuBE até 04 de agosto de 2024. \n\n\n\n“Percebemos\, na arquitetura do MuBE\, muitas referências metafóricas à ideia de construção primordial: a galeria subterrânea como gruta\, o pórtico de concreto como releitura de Stonehenge… Já no trabalho plástico de Amelia Toledo\, justamente\, a força mineral da natureza comparece como elemento decisivo\, tanto na materialidade quanto na lógica de ordenamento das coisas. Mas se combina\, ao mesmo tempo\, a uma trama artesanal do fazer que dota suas pedras de afeto e fantasia\, convertendo-as em moléculas estranhas\, colmeias\, conchas\, bolhas de sabão e energia”\, afirma Guilherme Wisnick\, consultor curatorial do MuBE\, responsável pela indicação dos curadores da mostra Daniela Gomes Pinto e Fernando Limberger. \n\n\n\nAlgumas das obras presentes nesta exposição serão vistas pelo público pela primeira vez\, como é o caso de Cachoeira de Amor e Praça do Céu\, instalações criadas originalmente para uma residência em São Paulo. Com de 3 metros de altura e 9 metros de diâmetro\, a obra Marco para a cidade de São Paulo”\, que será apresentada na área externa do MuBE\, é também inédita.A expografia\, assinada por Anna Helena Villela\, contribui para ressaltar a questão dos elementos da natureza presentes na obra de Amelia Toledo\, ao cobrir o piso do museu temporariamente com areia. \n\n\n\n“Se a matemática é a linguagem fundamental da natureza\, a natureza\, para Amelia Toledo\, precede a matemática\, se sobrepõe a ela\, a ultrapassa. São a inteligência e a intuição da pedra que orientam os materiais\, as estruturas\, as cores\, as coisas\, e até os seres humanos”\, comentam os curadores da mostra.
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LOCATION:MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia\, R. Alemanha\, 221 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“As Vidas da Natureza-Morta” no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:Obra de Yêdamaria. Foto: Joao Liberato\n\n\n\nO Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura neste sábado\, 13 de abril\, a partir das 11h\, a exposição “As Vidas da Natureza-Morta”\, que possui o objetivo de provocar uma reflexão extensa e contemporânea sobre as artes plásticas\, a partir do gênero artístico natureza-morta\, que retrata objetos inanimados. \n\n\n\nCom  mais de 300 obras e entrada grátis na inauguração\, a mostra aborda diversas referências de natureza-morta\, a partir da produção de artistas brasileiros e estrangeiros do século XIX até a atualidade. O curador Claudinei Roberto da Silva partiu do acervo da instituição\, contando com obras de outras instituições culturais do país\, além de contribuições de artistas e colecionadores. \n\n\n\nSegundo o curador\, “desvelando os entrelaçamentos entre estética\, política e a vida cotidiana\, o gênero natureza-morta\, presente na história da arte do Ocidente desde pelo menos o século XVII\, continua relevante\, servindo de ensejo para as especulações artísticas contemporâneas.”  \n\n\n\nA mostra é composta por  61 artistas acadêmicos\, populares\, modernos e contemporâneos. Dentre eles\, cabe mencionar o artista negro Estevão Silva\, que morreu no Rio de Janeiro em 1891 e conferiu expressão ao gênero. Também estão presentes nas obras os artistas Aldemir Martins\, Alina Okinaka\, Ana Luiza Dias Batista\, Anita Malfatti\, Antonio Pulquério\, Carlos Scliar\, Yêdamaria\, Juniara Alburquerque e Mariana Martins.  \n\n\n\nAlém da abertura da exposição\, o público poderá acompanhar\, a partir das 14h\, uma oficina gratuita intitulada ‘Imagens Que Contam Histórias’\, conduzida por Mafuane Oliveira\, e que incluirá atividades como ‘Observação Lúdica’\, ‘Reprodução de Desenhos’ e ‘Roda de Partilha’. No encontro\, a contadora de histórias terá como ponto de partida o acervo da mostra ‘As Vidas da Natureza-Morta’ para explorar artistas e suas obras\, desde os clássicos até os contemporâneos\, além de mergulhar no fascinante mundo da natureza-morta\, que retrata objetos inanimados\, como frutas\, flores e utensílios.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Novo Poder: passabilidade" de Maxwell Alexandre no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:Com um conjunto de cerca de 56 obras\, a mostra Novo Poder: passabilidade\, do artista carioca\, Maxwell Alexandre\, oferece uma experiência reflexiva sobre a interseção entre identidade\, poder e passagem. Sua produção desafia estereótipos e narrativas dominantes\, propondo provocações sobre as realidades sociais e culturais do Brasil. \n\n\n\nA exposição individual da série\, que foi realizada em fevereiro de 2023\, em Madrid (Espanha)\, e que ganhou desdobramento no 1º Pavilhão Maxwell Alexandre\, localizado no bairro de São Cristóvão (Rio de Janeiro)\, ocupará o espaço Arte I (5º andar)\, no Sesc Avenida Paulista\, entre 19 de abril e 29 de setembro de 2024. \n\n\n\nVencedor do prêmio Pipa 2021\, Maxwell\, na série Novo Poder: passabilidade\, trata da ideia da comunidade preta dentro de galerias\, museus\, centros culturais e fundações. \n\n\n\nEm suas obras\, o artista dá ênfase a três signos base: as cores preta\, branca e parda. A cor preta é manifestada pela representação dos personagens; a cor branca aponta para o espaço expositivo\, assim como o conhecimento acadêmico\, e a cor parda representa a obra de arte e também faz referência ao próprio papel\, que é o suporte principal da série. \n\n\n\n“A Moda e a Arte são dois campos da cultura hegemônica ocidental que se consolidaram a partir da modernidade\, cada um com suas especificidades\, tendo como ponto em comum a forte influência que ambos exercem na construção de distinções sociais”\, conta Maxwell.
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SUMMARY:"Alexandre Herchcovitch: 30 anos além da moda" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:São Paulo\, Brasil – 18/06/2009 – Detalhe do desfile da grife Alexandre Herchcovitch Feminino durante o São Paulo Fashion Week – Verao 2010. Foto: Olivier Claisse / Ag. Fotosite\n\n\n\nO Museu Judaico de São Paulo anuncia a exposição inédita Alexandre Herchcovitch: 30 anos além da moda com abertura ao público marcada para 20 de abril. Mergulho único na vida e obra do maior nome da moda brasileira\, a mostra tem curadoria Maurício Ianês para contar a trajetória do paulistano que deu seus primeiros passos como estilista aos 13 anos costurando vestidos para sua mãe Regina Herchcovitch\, dona de uma confecção de lingeries na época. \n\n\n\nRoupas\, sapatos\, bolsas\, chapéus\, além de fotos e vídeos exclusivos de desfiles apresentarão três décadas de história. O visitante poderá ainda acompanhar de perto todo o processo criativo do estilista que colocou em movimento um universo muito pessoal e abraçou o seu tempo com um olhar no futuro. \n\n\n\nA mostra pretende criar um panorama deste universo multifacetado\, criado a partir de noções de coletividade\, subversão e inclusão\, em que a moda foi uma ferramenta de questionamento dos padrões de gênero e representatividade. \n\n\n\n“Este olhar nunca deixou de levar em conta as vivências de Herchcovitch como judeu\, mas abrange também suas outras vivências\, sociais e políticas\, de forma intensa”\, conta Ianês\, se referindo à participação ativa do estilista na noite de São Paulo\, sua amizade e colaboração com drag queens\, pessoas trans\, sujeitos racializados e marginalizados pela normatividade hegemônica da sociedade. \n\n\n\nO curador completa afirmando que “essas parcerias e universos marginais foram centrais para Herchcovitch\, e essa exposição é uma celebração desse caleidoscópio mutante que é a cabeça do criador”. \n\n\n\n“Estou bastante feliz em poder mostrar parte do meu acervo e de minhas ideias ao grande público. Sempre sonhei com este momento”\, conta Alexandre Herchcovitch. Para celebrar esse momento na história do estilista\, a drag queen e modelo Marcia Pantera\, presença constante em desfiles de Alexandre\, fará uma performance artística com look exclusivo na abertura da mostra para convidados em 18 de abril.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Um Defeito de Cor" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:Marcio Vasconcelos\, Tessi Sodokpa – Cotonou\, 2009\n\n\n\n\nDe 25 de abril a 1º de dezembro\, o Sesc Pinheiros recebe “Um Defeito de Cor”. Resultado da parceria entre o Sesc São Paulo e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação\, a Ciência e a Cultura (OEI)\, com a concepção original do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR)\, a exposição é inspirada no livro homônimo da autora mineira Ana Maria Gonçalves\, lançado em 2006.  A curadoria é da escritora ao lado de Marcelo Campos e Amanda Bonan. Após abertura no MAR\, no Rio de Janeiro\, e temporada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB)\, em Salvador\, a mostra chega à capital paulista. Por meio de obras de artes\, faz alusão ao período do Brasil Império (1822-1889) para discutir os contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século 19 e seus desdobramentos em elementos contemporâneos.   \n\n\n\nAo todo\, 372 peças entre arte têxtil\, fotografias\, instalações\, cartazes\, pinturas e esculturas de autoria de artistas do Brasil\, da África e das Américas interpretam “Um defeito de cor”\, ganhador do prêmio Casa de las Américas e considerado um dos mais importantes clássicos da literatura afro-feminista e nacional. Assim como o livro\, a exposição faz um enfrentamento às lacunas e ao apagamento da história da população negra  ao contar a jornada de uma mulher africana nascida no início do século 19\, escravizada no Brasil\, e sua busca por um filho perdido.   \n\n\n\nDentre as novidades que serão apresentadas no Sesc Pinheiros estão os figurinos e croquis das fantasias do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela\, assinados pelo artista e carnavalesco Antônio Gonzaga\, que se inspirou no livro de Ana Maria para desenvolver o samba-enredo do Carnaval 2024\, no Rio de Janeiro. O desfile impulsionou a procura em livrarias físicas e digitais e elevou “Um defeito de cor” para a categoria de mais vendidos do Brasil. Além disso\, estarão em exibição\, pela primeira vez\, um “Retrato de Ana Maria”\, quadro de Panmela Castro; “Bori – filha de Oxum”\, do artista e babalorixá Moisés Patrício\, e “romaria”\, mural que será pintado por Emerson Rocha na entrada do Sesc Pinheiros\, além de uma programação integrada\, com ações educativas divulgadas ao longo do período expositivo.  \n\n\n\nDividida em dez núcleos não-lineares\, que se espelham nos dez capítulos do livro\, a exposição não é cronológica nem explicativa. O objetivo é trazer uma visão do Brasil com momentos históricos e recortes sociais transmitidos por meio de uma produção intelectual e de imagem presentes na arte contemporânea. A mostra faz um mergulho na essência de temas como os levantes negros\, o empreendedorismo\, o protagonismo feminino\, o culto aos ancestrais e a África Contemporânea\, que reexaminam os caminhos da população afro-brasileira desde os tempos de escravidão até os dias atuais\, e fazem uma interpretação dos conceitos apresentados no romance\, principalmente as origens e as identidades africanas que constituem a população\, das quais ainda pouco se sabe.  \n\n\n\nAna Maria Gonçalves faz sua estreia na curadoria da mostra ao lado de Amanda Bonan e Marcelo Campos\, ambos do Museu de Arte do Rio. A arquiteta Aline Arroyo assina a expografia\, que teve consultoria de Ayrson Heráclito\, e a paisagem sonora foi criada pelo pesquisador e músico Tiganá Santana\, em colaboração com Jaqueline Coelho.   \n\n\n\n “Retomar ao ‘Um defeito de cor’ e\, desta vez\, como participante da equipe de curadoria da exposição que leva o nome e a ideia do livro é\, ao mesmo tempo\, um conjunto de experiências antagônicas e complementares. Como também o é tudo que trata\, por exemplo\, da experiência dos povos tocados e transformados pela escravidão. É um retorno no tempo e no espaço para um lugar que foi construído a várias mãos\, e não menos sangue\, dor e sofrimento”\, afirma Ana Maria. 
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LOCATION:Sesc Pinheiros\, R. Pais Leme\, 195 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Mova-se! Clima e deslocamentos" no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Claudia Barrios Rosel\, Sem título\, 2022 | Somalia Drought Response/OIM Organização Internacional para as Migrações\n\n\n\nO projeto curatorial tem correalização com a Organização das Nações Unidas (ONU) e foi desenvolvido de forma orgânica pela equipe do MI com a participação de diversos parceiros. A temporária apresenta ao público uma compreensão geral sobre o vínculo entre a mudança global do clima e a mobilidade humana\, evidenciando as diferentes maneiras pelas quais a ciência\, os agentes sociais (associações\, ONGs e OIs) e as artes lidam com fenômenos tão complexos. \n\n\n\nA decisão de migrar é influenciada por uma complexa interação de fatores políticos\, econômicos\, demográficos\, sociais e ambientais. No caso da migração relacionada à mudança climática\, os aspectos ambientais modificados pela atividade humana desempenham um papel crucial na escolha de deixar um local de residência em busca de outro. Evacuações preventivas\, realocações planejadas\, fuga reativa diante de eventos repentinos ou deslocamento gradual de pessoas de áreas afetadas por fenômenos de desenvolvimento lento\, como a seca\, são algumas das formas de deslocamento desencadeadas por desastres\, que\, com a mudança do clima\, tendem a se tornar cada vez mais frequentes e intensos. \n\n\n\nEm um cenário tão complexo\, a abordagem escolhida na exposição foi a de fluir junto às pessoas e às organizações que estão se mobilizando e pensando sobre os desafios atuais. Os três módulos que compõem a temporária\, Tempo de Saber\, Tempo de Agir e Tempo de Sentir\, são dispostos a partir de diferentes saberes e contam com recursos de instalações\, vídeos\, conteúdos em realidade virtual\, dados de observatórios e instituições\, fotos\, depoimentos e objetos. \n\n\n\nO meio ambiente sempre foi um fator de migração\, e os deslocamentos ao redor do mundo mostram como as sociedades são afetadas por outras espécies ou pelos ciclos naturais. Além do panorama atual e das perspectivas do futuro\, a exposição contextualiza o papel da Hospedaria de Imigrantes do Brás – prédio que abriga hoje o MI – em histórias sobre acolhimento por consequências de questões ambientais\, como a Grande Seca\, no século XIX\, que expulsou milhares de cearenses para outras partes do País\, e as enchentes em São Paulo da década de 1920. \n\n\n\nPor meio de diversas trajetórias e histórias\, em Mova-se! Clima e deslocamentos o público entrará em contato com as estratégias atuais de conscientização\, campanhas e projetos das principais instituições que lidam com o colapso climático e a extrema desigualdade. A temporária exibe também os registros de Lalo de Almeida\, um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no Brasil. A seleção de 17 obras que compõem a exposição têm 2012 como ano de partida e apresentam um panorama sobre o meio\, suas transformações e as consequências ecológicas\, econômicas e sociais da relação entre o meio ambiente e os seres humanos e não humanos. \n\n\n\nA exposição Mova-se! Clima e deslocamentos é uma realização do Ministério da Cultura\, do Governo do Estado de São Paulo\, mediante a Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas\, do Museu da Imigração e das Nações Unidas\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto tem patrocínio da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil\, da Deloitte e da Panasonic e apoio do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)\, da Produtora Brasileira\, do Instituto Linha D’Água\, das Latinas por el Clima\, da Amazônia Viva\, do Instituto Igarapé\, do IDMC (Internal Displacement Monitoring Centre) e do AdaptaBrasil MCTI.
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LOCATION:Museu da Imigração\, Rua Visconde de Parnaíba\, 1316 - Mooca\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“J. Cunha: Corpo tropical” na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:J. Cunha\, Apocalipse do Radinho de Pilha. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\nA Pinacoteca apresenta uma retrospectiva de J. Cunha (Salvador\, 1948)\, a maior já realizada em sua carreira. \n\n\n\nCom cerca de 300 itens\, entre pinturas\, desenhos\, cartazes\, estampas\, objetos e documentos\, “J. Cunha: Corpo tropical” apresenta a trajetória do artista\, acompanhando seus percursos pela Bahia e sua projeção nacional e internacional. A mostra enfatiza o caráter experimental\, a diversidade das linguagens e o compromisso político do artista e de sua obra. \n\n\n\nCÓDICE E OBRAS INÉDITAS \n\n\n\nComo ponto alto está a obra Códice (2011-2014)\, um painel de três por sete metros que nunca foi exposto em São Paulo e apenas três vezes apresentado ao público de forma completa. Na mostra\, são apresentadas também algumas obras inéditas dos anos 1970\, além de um expressivo conjunto de tecidos estampados para o bloco afro Ilê Aiyê\, produzidos entre os anos 1980 e 2000. \n\n\n\nA exposição se divide em três partes\, organizadas de maneira cronológica: \n\n\n\nParte 1: “Made in Brasil”\, onde vemos o início da carreira do artista\, dividido entre a pintura e a dança\, preocupado em refletir sobre o Nordeste e em criticar o avanço do capitalismo e a perda das identidades locais. \n\n\n\nNa parte 2 “Passar por aqui”. são apresentados os 25 anos seguintes de sua carreira\, dos anos 1980 a 2005\, período marcado pelo aprofundamento de sua atividade gráfica. \n\n\n\nNa terceira e última parte\, “Neobarroco Afro-pop”\, é apresentada a fase mais madura do artista\, desde os anos 2000 até os dias atuais. Sua pintura ganha escala\, sua atenção volta-se para os grafismos caboclos\, ícones pop e símbolos do cangaço.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Efeito Japão: moda em 15 atos" na Japan House
DESCRIPTION:Vista da exposição “Efeito Japão: moda em 15 atos” na Japan House São Pualo. Créditos: Wagner Romano\n\n\n\n\nO impacto e as influências da moda japonesa no cenário global ganham destaque na exposição inédita “Efeito Japão: moda em 15 atos”\, que estreia no segundo andar da Japan House São Paulo no dia 7 de maio. A partir de 15 trajes de importantes estilistas nipônicos\, a mostra busca desvendar o poder do design japonês que assimila as tendências do mundo e as transformam em novas tendências por meio de uma sensibilidade particular.  Com entrada gratuita e em cartaz até 1º de setembro\, a exposição foi coordenada pelo diretor de moda Souta Yamaguchi\, responsável pelo design das roupas utilizadas pelo staff na cerimônia de entrega de medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tokyo 2020. Yamaguchi inclusive já ministrou palestra na Japan House São Paulo.  \n\n\n\nDentre as peças selecionadas especialmente para a exposição\, estão produções de Hanae Mori (1926 – 2022); Masao Mizuno (1928 – 2014); Kansai Yamamoto (1944 – 2020); Kenzo Takada (1939 – 2020); Yohji Yamamoto (1943); Isao Kaneko (1939); Yoshiki Hishinuma (1958); Issey Miyake (1938 – 2022); Junya Watanabe (1961); Jun Takahashi (1969); Kunihiko Morinaga (1980); Junichi Abe (1965) e Chitose Abe (1965).  \n\n\n\n“Esta exposição é uma valiosa oportunidade para conhecermos um panorama das transformações da moda no Japão\, as quais se iniciaram na década de 1950 e continuam ocorrendo até hoje. Espero que os visitantes desta exposição entrem em contato com a sensibilidade japonesa\, que é capaz de contemplar a mudança dos tempos através das tendências da moda\, como um espelho que reflete a sociedade”\, afirma o coordenador da mostra\, Souta Yamaguchi.  \n\n\n\nPor meio das peças e de uma linha do tempo\, a mostra destaca marcos históricos e contextos sociais da moda no Japão e no mundo\, desde o período pós-Segunda Guerra Mundial\, quando a cultura da vestimenta no Japão passou por uma grande transição entre os quimonos e as roupas ocidentais; passando pela consagração de estilistas japoneses no cenário internacional e a influência do street style japonês. Aborda também os novos nomes da moda japonesa\, que ascenderam ao liderar as tendências contemporâneas como o uso da tecnologia de ponta que leva em consideração a sustentabilidade\, além de designers promissores atuantes no cenário global que expressam as suas complexas singularidades.   \n\n\n\n“Com certeza\, os visitantes vão se deparar com pelo menos um nome familiar durante a visita à esta mostra\, já que vários destes designers são reconhecidos internacionalmente pela inovação e a criatividade que tornou a moda japonesa relevante mundialmente. Alguns nomes apresentados\, inclusive\, já estiveram presentes em atividades da Japan House São Paulo anteriormente. Para aprofundar\, realizaremos diversas atividades paralelas em que a moda japonesa será nosso grande foco\, culminando inclusive com a abertura de outra exposição complementar em breve.”\, ressalta a Diretora Cultural da JHSP\, Natasha Barzaghi Geenen. 
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Natureza Viva" de Marcelo Tinoco no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Marcelo Tinoco\, Natureza Viva (detalhe)\, 2015\n\n\n\nO Centro Cultural Fiesp (CCF) realiza em São Paulo a exposição Natureza Viva\, do artista Marcelo Tinoco\, com curadoria de Nancy Betts. O período expositivo tem início dia 08 de maio e vai até dia 13 de outubro. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a domingo\, das 10h às 20h. \n\n\n\nA mostra apresenta 12 obras\, produzidas durante a última década\, que representam jardins e paisagens naturais\, promovendo a reflexão sobre a interação humanidade – natureza. Em seu processo de criação\, Tinoco desconstrói fotografias de diferentes épocas e locais e as utiliza como rascunho para a composição de uma nova cena\, desenhada e colorida manualmente\, gerando o que ele chama de “fotografia multidisciplinar”. \n\n\n\nNeste contexto\, a coleção exposta conduz o espectador a uma experiência imersiva composta de dois vieses: as paisagens tropicais e as paisagens europeias. Mais que apresentar lugares\, na poética do artista há uma perspectiva dialógica entre todas as obras. As paisagens tropicais remetem aos jardins de Burle Marx com seus arranjos de um paisagismo modernista.   \n\n\n\nA mostra é um convite para que os visitantes reflitam sobre a necessidade do cuidado e do conviver com a natureza\, gerando novas realidades possíveis. Natureza Viva é livre para todos os públicos e inclusiva para pessoas com deficiência visual\, contendo audiodescrição em cinco obras.  \n\n\n\nA Gerente de Cultura do Sesi-SP\, Débora Viana\, traz a importância de exposições como Natureza Viva integrar a programação do Sesi-SP: “Reiteramos o compromisso da nossa instituição em ofertar um ambiente cultural e artístico\, proporcionando ao público a projetos de qualidade\, que o acesso a obras\, ao processo criativo de artistas de diversas origens\, e incentivando a reflexão e a experimentação. No Sesi-SP\, consideramos crucial a formação de novos apreciadores das artes\, promovendo a difusão e o acesso à cultura de maneira gratuita. Por isso\, concebemos e executamos projetos em uma ampla gama de áreas\, convidando o público a mergulhar de cabeça no universo do conhecimento e da expressão artística.”
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LOCATION:Centro Cultural Fiesp\, Avenida Paulista\, 1313\, Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Rio de Janeiro\, XIX – XXI" na Casa Museu Ema Klabin
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação Casa Museu Ema Klabin\n\n\n\nNo âmbito da temática anual Novo Mundo: territórios e narrativas\, a Casa Museu Ema Klabin realiza\, a partir de 11 de maio\, a exposição Rio de Janeiro\, XIX – XXI\, que apresenta as 12 gravuras que compõem o álbum Souvenirs de Rio de Janeiro\, produzido pelo suíço Johann Jacob Steinmann em 1836\, junto à série Disse-me-disse\, especialmente criada pelo artista PV Dias a partir das gravuras de Steinmann e de Johann Moritz Rugendas. \n\n\n\nApós dois séculos\, nossa imagem da paisagem carioca pode ser reavaliada? Como ir além da tradição e registrar nossa realidade e nossa identidade de outra forma? Como podemos nos representar de uma forma mais justa? Essas são questões que estão por trás do trabalho dos curadores Paulo de Freitas Costa e Janaína Damaceno e da curadora adjunta Ana Paula Rocha para esta mostra e que instigam a série de PV Dias.
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SUMMARY:"Território em transe" na Galeria Marilia Razuk
DESCRIPTION:Marcela-Cantua\, Fogueira doce. Foto: Vicente de Mello.\n\n\n\nO título da exposição coletiva Território em transe\, que acontece na Galeria Marilia Razuk a partir de 15 de maio\, faz referência ao icônico filme Terra em Transe\, de Glauber Rocha\, realizado em 1967\, e como nas palavras da curadora Ana Carolina Ralston\, “O diretor e roteirista enfatiza o drama sociopolítico vivido na América Latina em uma atmosfera de transe e de constante movimento.”   \n\n\n\nSob a mesma temática\, envolvendo territorialidade\, poder\, disputas\, divisas\, diferentes culturas\, registros históricos\, e questões antropológicas\, Território em transe traça conexões sobre o tema\, entre as obras de seis artistas: Johanna Calle\, representada pela galeria\, e os demais convidados: Anna Bella Geiger\, Desali\, Jaime Lauriano\, Marcela Cantuária\, Taygoara e Xadalu Tupã Jekupé. \n\n\n\nAinda de acordo com Ana Carolina Ralston: “Buscamos por meio dessa exposição coletiva reforçar o transe de territórios entre céu e terra e quem sabe encontrar nesse espaço um local de reflexão sobre um ideal conjunto que reformule as tão questionáveis formas de cartografar o mundo. “ \n\n\n\nA exposição se propõe a questionar e observar novas reflexões sobre territorialidade\, mas sobretudo\, levanta questões sobre sociedade\, espiritualidade e suas inúmeras segmentações. Território em transe fica em cartaz entre 15 de maio e 20 de julho de 2024.
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LOCATION:Galeria Marilia Razuk\, Rua Jerônimo da Veiga\, 62-131\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"A Origem de Macunaíma" na Casa Mário de Andrade
DESCRIPTION:Imagem Reprodução/Divulgação. Foto: Studio KW\n\n\n\nO livro Macunaíma é tema de uma exposição interativa em realidade virtual que acontece até 4 de agosto na Casa Mário de Andrade em São Paulo\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, e gerenciada pela Poiesis. A ideia é criar uma ponte entre o passado e o presente\, utilizando tecnologia para interagir com o escritor e alguns dos mitos retratados em seu clássico de maneira envolvente para a geração do século XXI. A entrada é franca e a mostra acontece de terça a domingo\, das 10h às 18h. \n\n\n\nObra-prima do modernismo brasileiro\, Macunaíma foi escrito em 1928 e ainda hoje é um livro de referência para compreendermos nossa diversidade cultural. A exposição “A Origem de Macunaíma” contará com três partes: uma experiência interativa em realidade virtual (VR); uma exposição sobre a expedição Koch-Grünberg de 1911\, a partir da qual o autor descobriu os mitos de Macunaíma relatados por indígenas e registrados pelo etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg; e por fim poderá realizar uma visita virtual ao Monte Roraima\, considerado sagrado pelos povos indígenas que vivem ao seu redor.  \n\n\n\nA mostra\, que foi produzida pelo Studio KwO\, é composta por três estações de realidade virtual de última geração\, com sessões individuais a cada 15 minutos e agendadas gratuitamente no site da Casa Mário de Andrade. Ao colocarem os óculos\, os visitantes serão transportados para um encontro virtual com Mário de Andrade em seu escritório\, e em seguida levados a uma visita ao Monte Roraima e seus mitos. Dentro da experiência o público poderá interagir com objetos e até conversar com um pajé em volta de uma fogueira\, ouvindo as antigas histórias de seu povo. A experiência VR é aberta a todos acima de 12 anos.  \n\n\n\nSegundo Francisco Almendra\, curador da exposição e diretor do Studio KwO\, a ideia da exposição surgiu em 2021\, quando o mundo se encontrava ainda imerso na pandemia.  \n\n\n\n“A proposta surgiu do desejo de viajar a algum lugar distante por conta do confinamento forçado\, e voltei a sonhar com um desejo antigo e enigmático: o Monte Roraima – ou Rorõ-imã\, que nas línguas indígenas Pemon significa “o grande verde-azulado” – uma muralha de pedra envolta em nuvens erguendo-se centenas de metros verticalmente ao redor das selvas e campos da tríplice fronteira entre Brasil\, Venezuela e Guiana”\, explica Almendra.  \n\n\n\nLocalizado no coração da Amazônia\, o Monte Roraima é um verdadeiro “Monte Olimpo” latinoamericano\, pois segundo a tradição local\, em seu cume compartilhado por três países vive o deus-herói complexo e ambivalente Makunaimã\, nada menos que a entidade indígena que inspirou Mário de Andrade a escrever seu clássico modernista\, Macunaíma. “Fiquei surpreso ao descobrir a ligação entre o Monte Roraima e Macunaíma\, e a partir daí nasceu o desejo de criar uma narrativa imersiva\, revelando os mitos indígenas da região para o público\, e democratizando o acesso aos segredos dessa montanha icônica”\, diz. 
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LOCATION:Casa Mário de Andrade\, Rua Lopes Chaves\, 546 – Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Libélula" de Luiza Gottschalk na Aura Galeria
DESCRIPTION:Luiza Gottschalk\, Little Golden Woods (detalhe)\, 2024\n\n\n\nNo sábado\, 18 de maio\, Luiza Gottschalk (1984\, São Paulo\, SP) apresenta a sua nova individual “Libélula”\, com texto crítico de Victor Gorgulho\, na Aura. \n\n\n\nPrimeira vez em que é reunido um conjunto mais extenso de obras em pequenos e médios formatos de Luiza\, a mostra abarca diversos trabalhos inéditos da artista e desenvolve reflexões em torno de algumas questões centrais da sua produção. Segundo Victor Gorgulho\, que assina o texto crítico da mostra\, “Se\, em obras anteriores\, a natureza aparecia como figura central de pinturas de médias e grandes escalas\, no presente conjunto de trabalhos notamos o desejo de contenção empreendido pelo olhar de Gottschalk a essa mesma temática. No entanto\, nas palavras da própria artista\, a forma como acaba por colocar em janelas menores a vastidão sem fim da natureza que tanto à inspira\, é ao modo de realizar uma espécie de “zoom”\, uma aproximação radical do olhar – e\, portanto\, das pinceladas – que retratam recortes de paisagens maiores\, de cenários infindos”. \n\n\n\n“Libélula” tem abertura no dia 18 de maio\, às 11h\, e segue em cartaz até 31 de julho de 2024.
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LOCATION:Aura Galeria\, Rua da Consolação\, 2767 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Koudelka: Ciganos\, Praga 1968\, Exílios" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Romênia\, 1968\, da série “Ciganos” © Josef Koudelka/Magnum Photos\, cortesia da Fundação Josef Koudelka.\n\n\n\nUm dos grandes representantes da tradição humanista e poética que dominou a fotografia europeia na segunda metade do século XX\, Josef Koudelka terá três de seus mais icônicos trabalhos exibidos pelo Instituto Moreira Salles. A exposição Koudelka: Ciganos\, Praga 1968\, Exíliosabre em 18 de maio no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424\, SP). Koudelka virá para a inauguração da mostra e participará do evento de abertura\, no dia 18/5 às 11h\, em uma conversa sobre a sua obra com a jornalista Dorrit Harazim. O evento é gratuito e aberto ao público\, com distribuição de senhas 1 hora antes. \n\n\n\nCom curadoria do próprio artista e organização de Samuel Titan Jr. e Miguel Del Castillo\, a mostra traz a integral das séries Ciganos (com 111 fotografias) e Exílios (74 obras). Ambas tiveram suas tiragens produzidas nas décadas de 1980 e 1990\, com supervisão do fotógrafo\, e pertencem à Coleção Josef Koudelka no Museu de Artes Decorativas de Praga\, República Tcheca. Também poderão ser vistas 11 fotografias da invasão da capital da então Tchecoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia\, em 1968\, evento que interrompeu abruptamente o período celebrado como Primavera de Praga. \n\n\n\nCiganos foi a primeira série que Koudelka dedicou a um único tema. Ele trabalhava como engenheiro aeronáutico e colaborava como fotógrafo para o Divadlo za branou (Teatro Além do Portão)\, registrando ensaios e espetáculos\, quando se interessou pelos ciganos. Suas fotografias foram feitas entre 1962 e 1970\, a maioria em acampamentos ciganos no leste da Eslováquia\, mas também na Boêmia\, na Morávia (região onde nasceu\, na cidade de Boskovice\, em 1938) e na Romênia. Nesses trabalhos\, sua intenção não era criar um relato preciso e objetivo da vida dos ciganos na Europa Central da época\, e sim registrar sua visão pessoal\, em poderosas histórias contadas por intermédio de imagens. \n\n\n\nAs fotografias de Exílios\, a outra série completa na mostra\, começaram a ser produzidas a partir de 1970. Nesse ano Josef Koudelka saiu da Tchecoslováquia\, motivado pelas condições políticas em seu país. Para poder viajar e fotografar\, vivia modestamente. Em suas viagens constantes – por Espanha\, França\, Portugal\, Itália\, Irlanda e Grã-Bretanha –\, retratou o povo romani\, as celebrações religiosas\, as festas populares tradicionais e a vida cotidiana. São fotos que dão pleno testemunho da alienação e da busca pela identidade de uma vida europeia em vias de desaparecer. Registrou também espaços desabitados\, animais perdidos em áreas densamente construídas\, paisagens e naturezas-mortas. \n\n\n\nNa conversa com Karel Hvížd’alacitada acima\, ele fala sobre essa experiência: “Quando deixei a Tchecoslováquia\, estava descobrindo o mundo à minha volta. O que eu mais precisava era viajar para poder fotografar. Não queria ter o que as pessoas chamam de ‘lar’. Não queria ter o desejo de retornar a algum lugar. Precisava saber que nada aguardava por mim em parte alguma\, que o lugar em que deveria estar era aquele em que estava no momento e que\, se nada mais havia para fotografar ali\, que estava na hora de partir para outro lugar.” \n\n\n\nA exposição ocupa dois andares do IMS Paulista. O percurso começa pelo 8º andar\, onde estarão as 111 fotos de Ciganos\, e continua no 7º andar\, onde\, antes de se chegar às fotografias de Exílios\, o visitante será apresentado a 11 fotografias num formato maior da série Praga 1968. Estão\, portanto\, dispostas na ordem em que foram produzidas. As imagens da invasão soviética aconteceram por impulso. Koudelka nunca havia trabalhado antes como fotojornalista\, mas pôs-se a documentar o que se passava nas ruas de Praga tão logo soube\, na manhã de 21 de agosto de 1968\, da invasão da Tchecoslováquia por exércitos do Pacto de Varsóvia. Ao longo de sete dias dramáticos\, criou uma série espetacular\, considerada por muitos um dos mais importantes trabalhos de fotojornalismo do século XX. Para além da tragédia nacional\, as imagens feitas naquela ocasião se tornaram simbólicas de toda opressão militar e da luta por liberdade. Na mesma entrevista já citada\, ele diz\, sobre essa série: “Importante nas fotografias não é quem é russo e quem é tcheco. Importante é que uma pessoa tem uma arma e a outra\, não. E aquela que não a tem é\, na verdade\, a mais forte\, embora não pareça de imediato.” \n\n\n\nContrabandeadas para fora da Tchecoslováquia\, as fotos chegaram à Magnum Photos\, nos Estados Unidos\, fundada por\, entre outros\, Henri Cartier-Bresson. O colega francês diria\, sobre o trabalho de Koudelka\, ser “um esplendor de sensibilidade\, força e honestidade”. No primeiro aniversário da invasão e sem o conhecimento do autor\, elas foram publicadas em jornais e revistas do mundo todo. Buscando proteger o fotógrafo e sua família\, a Magnum Photos creditou as fotografias apenas com as letras P.P. (Prague Photographer\, “fotógrafo de Praga”). No mesmo ano\, o Overseas Press Club dos Estados Unidos agraciou o “fotógrafo tcheco anônimo” com a prestigiosa Medalha de Ouro Robert Capa. O fotógrafo só foi admitir publicamente que tinha sido ele a fotografar a invasão na ocasião de sua primeira grande exposição\, em 1984\, na Hayward Gallery\, em Londres. Isso\, contudo\, somente depois da morte de seu pai\, quando a informação já não punha em perigo sua família. Na Tchecoslováquia\, essas fotos só foram publicadas 22 anos depois da invasão\, em 1990\, num suplemento especial do semanário Respekt.
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LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Cecilia Vicuña: Sonhar a água – Uma retrospectiva do futuro (1964…)" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Cecília Vicuña\, Bendígame Mamita (detalhe)\, 1977\n\n\n\nCecilia Vicuña (Santiago\, Chile\, 1948) “Sonhar a água — Uma retrospectiva do futuro (1964…)” é uma colaboração da Pinacoteca com o Museu Nacional do Chile\, em Santiago\, e com o Malba\, em Buenos Aires. A curadoria é do peruano Miguel López e levará pinturas\, fotografias\, vídeos\, peças sonoras\, esculturas e instalações da artista para a Pina Contemporânea. Um de seus trabalhos mais emblemáticos\, Menstrual (2006)\, poderá ser visto pelo público pela primeira vez no Brasil. \n\n\n\nEssa é a primeira grande mostra da artista chilena no Brasil\, reúne cerca de 200 obras que abrangem os 60 anos de sua produção e apresenta  o compromisso de Vicuña com as lutas populares\, o respeito aos direitos humanos e a proteção ambiental. O nome da exposição representa um convite para mudarmos nossa relação com a terra. \n\n\n\nNÚCLEOS \n\n\n\nA exposição é organizada em nove núcleos. O primeiro é “Tribu No“\, nome de um grupo de jovens artistas e poetas de Santiago que\, como ela\, buscavam expressar sua oposição às forças conservadoras do Chile. O segundo núcleo “Pinturas\, poemas e explicações” apresenta algumas de suas primeiras pinturas produzidas em Santiago\, Londres e Bogotá\, junto com textos explicativos. \n\n\n\nUma série de documentos\, fotografias e materiais impressos relacionados com as campanhas de solidariedade com o Chile compõem o núcleo “Artistas pela democracia“\, enquanto o núcleo “Vicuña na Colômbia” representa o momento em que Vicuña atravessou um período de explosão criativa no qual deu vida a centenas de desenhos\, colagens e pinturas\, ações em espaços públicos\, oficinas educativas\, projetos cenográficos e filmes experimentais em 16 mm. \n\n\n\nO quinto núcleo da exposição leva o nome “Palabrarmas” e representa o período (1973) em que a artista começou a produzir  uma série de desenhos\, colagens e vídeos que refletiam sobre o papel da poesia em um tempo de repressão política e desaparecimentos forçados na América do Sul. \n\n\n\nO “Quipu desaparecido” faz alusão ao legado de sequestros e assassinatos por motivos políticos perpetrados por várias ditaduras latino-americanas do século XX.  O núcleo 7\, “Precarios” traz as primeiras obras precárias de Vicuña criadas na Praia de Concón\, no Chile\, em 1966.  A instalação “Quipu menstrual” (O sangue dos glaciais)  nomeia o oitavo e último núcleo da mostra. Na Pina\, visitantes poderão ver uma versão feita para o espaço da Grande Galeria.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Telmo Porto\, colecionador e filantropo" na Arte132 Galeria
DESCRIPTION:A partir do dia 18 de maio\, a Arte132 Galeria inaugura a exposição “Telmo Porto\, colecionador e filantropo”. Sob a curadoria de Ivo Mesquita e texto de apresentação de Marcelo Mattos Araújo\, a mostra\, fiel à essência de Telmo Porto\, apresenta uma narrativa alternativa com obras produzidas entre 1940 e 2020\, destacando tanto os trabalhos menos conhecidos de artistas já consagrados quanto o daqueles que não receberam reconhecimento no mercado da arte\, mas cuja obra merece uma revisão. \n\n\n\nCom uma seleção cuidadosa\, a exposição apresentará cerca de 60 obras\, abrangendo pinturas\, gravuras e esculturas de mais de 40 artistas\, tanto nacionais quanto internacionais\, provenientes do acervo da galeria e da família. \n\n\n\n“A presente exposição\, conta um pouco da história de Telmo Porto (1955-2023)\, engenheiro\, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo\, mais conhecido como colecionador de arte e amigo dos artistas\, diretor e conselheiro em diferentes instituições museais na cidade de São Paulo\, às quais fez generosas doações perfazendo um total de mais de 150 trabalhos. Não segue nenhuma ordem cronológica\, mas aproxima as gerações de artistas presentes” explica Ivo Mesquita\, curador da mostra. \n\n\n\nNo primeiro núcleo está uma série de pinturas geométricas e informais abstratas\, movimento bem representado na coleção de Telmo Porto\, com destaque para Samson Flexor (1907-1971)\, um de seus favoritos e com sua produção presente em todos os núcleos da mostra. \n\n\n\nEntre as principais apostas\, está o grande mestre da espacialidade das cores\, Eduardo Sued (1925\, Rio de Janeiro). Com um conjunto de 14 gravuras figurativas em metal da série Personagens\, 1964-1965\, ele é um dos oito cariocas integrantes da exposição\, que passa pela geometria de Osmar Dilon\, as figuras antropomórficas de Maria Martins e a herança surrealista nos trabalhos de Franklin Cassario. \n\n\n\nO paulistano multifacetado Aldo Bonadei\, artista com diversas obras na coleção Telmo Porto e Lais Zogbi Porto\, aparece com cena de interior doméstico com estética que marcou o modernismo\, ao lado de Di Cavalcanti\, um dos grandes expoentes do movimento no país. \n\n\n\nRompendo com o tradicional eixo Rio-São Paulo\, o artista paraibano Antonio Dias emerge como uma voz singular no panorama artístico nacional. Em sua xilogravura icônica da década de 1960\, intitulada “A Madona do Lago”\, Dias infunde vigorosamente uma narrativa política\, formalizando uma resistência por meio da figuração. \n\n\n\nA curadoria também apresenta nomes internacionais como Antonio Lizárraga\, Sepp Baendereck\, Pol Bury\, Gerhard Richter\, Jannis Kounellis\, Jean Arp\, Joseph Beuys\, Marcel Broodthaers\, Markus Lüpertz e Yolanda Lederer Mohalyi.
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LOCATION:Arte 132 Galeria\, Av. Juriti\, 132 - Moema\, São Paulo\, SP\, Brasil
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