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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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SUMMARY:"Bará" de Gustavo Nazareno no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura o Programa de Exposições 2023 com a mostra Bará\, do artista mineiro Gustavo Nazareno\, sua primeira individual em uma grande instituição paulistana. A realização tem destaque no primeiro conjunto de exposições temporárias após o falecimento do fundador e diretor curador da instituição\, Emanoel Araujo\, com quem a exposição foi firmada pessoalmente em 2021. Com curadoria de Deri Andrade\, pesquisador e curador convidado\, o conjunto composto por cerca de 150 trabalhos\, entre pinturas a óleo sobre linho e desenhos em carvão\, reflete a pesquisa à qual o artista tem se dedicado nos últimos anos. Em 2019 Nazareno concebeu a série de desenhos em carvão denominada Bará\, como uma cerimônia em forma de oferenda para uma qualidade de Exu – Elegbara. Partindo das suas inspirações por contos de fada\, fabulação e sua fé em Exu\, o artista propõe\, através dos desenhos\, “uma fábula que percorre o dia em que esta cerimônia aconteceu\, uma segunda-feira\, dentro de um mundo criado para o Orixá”. O artista propõe que “o visitante se torna um convidado neste mundo que crio\, passando pelas fases do dia e características do espaço retratadas em pintura e desenhos em carvão”. Deri Andrade observa que as bases desta mostra são a técnica particular em pintura e desenho de Nazareno\, que parte de um referencial renascentista e o seu interesse pelas epistemologias dos Orixás. “Para além de uma questão religiosa\, Gustavo Nazareno imagina imagens que contam uma história a partir das fábulas que escreve\, tendo como ponto de partida referenciar essas entidades\, com respeito e muita beleza\, construindo uma nova imagética para elas”\, conclui o curador.
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LOCATION:Museu Afro Brasil\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n\, Portão 10 - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Dani Sandrini no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:O Centro Cultural Fiesp apresenta a exposição Terra Terreno Território da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini. A mostra é composta por 57 obras de temática indígena\, na qual a artista utiliza duas técnicas de impressão fotográfica do século XIX para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades\, no século XXI.  As imagens foram captadas\, durante o ano de 2019\, em aldeias indígenas da Grande São Paulo\, onde predomina a etnia Guarani\, e também no contexto urbano\, que abriga aproximadamente 53 etnias. Terra Terreno Território apresenta dois agrupamentos fotográficos. No primeiro a impressão é feita em papéis sensibilizados com o pigmento extraído do fruto jenipapo (o mesmo que indígenas usam nas pinturas corporais). E no segundo\, diretamente em folhas de plantas como taioba\, helicônia\, cará-moela e outras. Os processos\, chamados de antotipia e fitoterapia\, respectivamente\, se dão artesanalmente\, através da ação da luz solar\, em tempos que vão de três dias a cinco semanas de exposição. As obras de Dani Sandrini trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente\, da rapidez do click e da imagem virtual. A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem\, por exemplo\, pode levá-la ao apagamento”\, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena vem sofrendo em nosso país. Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar\, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”\, comenta Dani\, que durante o projeto fotografou pessoas de diversas etnias\, oriundas de várias regiões do país\, ora posando para um retrato ora em suas rotinas\, suas atividades\, seus eventos\, rituais ou celebrações.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:A exposição Retratistas do Morro busca construir e revisitar uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, tendo como foco a região do Aglomerado da Serra\, localizada ao Sul de Belo Horizonte (Minas Gerais). Composta por fotografias que abrangem o período de 1960 a 1990\, a mostra apresenta o trabalho dos fotógrafos Afonso Pimenta e João Mendes\, sob a curadoria do pesquisador e artista visual Guilherme Cunha. Essa exposição é um desdobramento do projeto social “Retratistas do Morro”\, iniciado por Guilherme Cunha em 2015\, cujo objetivo é contribuir para a preservação do patrimônio histórico-cultural nacional e ampliar o entendimento sobre a história das imagens no Brasil\, especialmente as narrativas visuais produzidas por retratistas que atuaram nas comunidades. Para isso\, foi realizado um trabalho de mapeamento\, identificação\, catalogação e restauração dos acervos fotográficos desses retratistas. Durante a pesquisa\, destacaram-se Afonso Pimenta e João Mendes\, que atuaram na região desde o final da década de 1960 e possuem um volume significativo de acervo\, incluindo negativos em preto e branco de médio formato (6×6)\, negativos coloridos em 35mm\, monóculos e negativos em 35mm de meio quadro. Para a mostra no Sesc Pinheiros\, Guilherme realizou um profundo processo de pesquisa sobre a história da comunidade\, além de um trabalho de curadoria a partir dos mais de 250 mil negativos disponíveis no acervo. Dessa seleção\, aproximadamente 33 mil imagens foram restauradas e apresentam uma perspectiva histórica do Aglomerado da Serra em forma de imagens.
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LOCATION:Sesc Pinheiros\, R. Pais Leme\, 195 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Antonio Obá: Revoada" na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A exposição de Antonio Obá olha para a trajetória do artista que\, em vinte anos de carreira\, difundiu suas obras em coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior. Seu trabalho é constituído por três importantes pilares\, que conduzem a narrativa da exposição: a rememoração de acontecimentos históricos\, a atribuição de novos significados a esses episódios e o processo educativo. A exposição apresenta um conjunto de pinturas com temáticas voltadas para a infância\, e uma instalação inédita (Revoada)\, pensada a partir do contexto do museu — a Pinacoteca nasceu originalmente para ser uma escola. A obra consiste em 200 pares de mãos de crianças moldadas em resina em oficinas oferecidas pelo artista na Ocupação 9 de Julho (Movimento Sem Teto do Centro)\, em duas escolas particulares e no ateliê da Pina Contemporânea. Além da instalação\, 20 pinturas se organizam a partir do tema da infância e de um movimento vertical\, muito presente no trabalho de Obá. No percurso de revisitar momentos da história\, o artista inscreve a tragédia e a violência em um tempo mítico\, transformando os personagens históricos em entidades\, arquétipos que podem rever sua posição na própria história. A infância em “Antônio Obá” não é ingênua. As crianças-personagens do artista são agentes do seu tempo\, conscientes e capazes de transformar o mundo.
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LOCATION:Pina Contemporânea\, Bom Retiro São Paulo SP\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Dōshin: os encantos dos brinquedos japoneses" na Japan House
DESCRIPTION:Inaugurada no segundo andar da Japan House São Paulo\, esta exposição explora a cultura e as características do Japão a partir dos brinquedos. A mostra traz uma seleção de 126 itens\, incluindo alguns que surgiram há meio século e que mantém sua popularidade; brinquedos desenvolvidos a partir de uma perspectiva que destaca a segurança e praticidade; jogos e personagens originários do Japão e que conquistaram o mundo\, entre outros\, além de uma linha do tempo que narra a história do brinquedo a partir do período pós-guerra do Japão. Assim como outros elementos\, os brinquedos vão além de simples objetos\, auxiliam as crianças no desenvolvimento da imaginação e habilidade social por meio da noção de compartilhamento e cooperação; evoluem constantemente\, refletindo a cultura e os estilos de vida da sociedade. Fabricantes se inspiram na vida cotidiana para ajudar crianças a entender e se relacionar com o ambiente. Nesta exposição\, os visitantes têm a oportunidade de observar como os brinquedos do Japão refletem o contexto histórico e o estilo de vida japonês\, descobrindo assim as diferenças e semelhanças entre os brinquedos japoneses e brasileiros\, além de experimentarem alguns aspectos sobre o país nipônico introduzidos na forma do brincar. Dada a relevância mundial da indústria japonesa de brinquedos\, a exposição foca também nos brinquedos originados no Japão e conhecidos em todo o mundo. Inclusive\, a mostra reserva algumas surpresas aos visitantes – que podem reconhecer personagens e jogos que já fazem parte da infância brasileira\, mas têm origem nipônica. Para que os visitantes possam interagir e experienciar alguns dos brinquedos\, a exposição também reserva um ambiente especial para esta vivência.
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Gilberto Mendes 100" no Sesc Consolação
DESCRIPTION:Em comemoração ao centenário do músico e compositor Gilberto Mendes\, o Sesc Santos recebeu em 2022 a exposição Gilberto Mendes – 100\, com curadoria de Lorenzo Mammi e consultoria de Lívio Tragtenberg. A mostra\, que agora passa pelo Sesc Consolação\, contempla a memória do compositor erudito brasileiro mais conhecido e influente da segunda metade do século XX\, Gilberto Ambrosio Garcia Mendes (1922-2016). Dividida em “ilhas“\, a exposição busca mostrar as execuções musicais em sua integridade\, sempre que possível evidenciando a relação das peças com as respectivas notações ou instruções\, muitas delas de grande beleza gráfica\, e relacionando-as ao contexto em que as obras foram produzidas pelo compositor. 
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LOCATION:Sesc Consolação\, Rua Dr. Vila Nova\, 245 - Vila Buarque\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Dois de Julho: uma outra Independência” no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria de Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, dando continuidade a seu Programa de Exposições 2023\, homenageia seu fundador\, o originalmente baiano e amorosamente paulistano Emanoel Araujo\, com uma grande mostra-instalação. Dois de Julho: uma outra Independência\, nasce do projeto curatorial iniciado por Araujo em 2022\, em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia (1823-2023)\, trazendo ao museu Julhienses\, projeto do designer Daniel Soto Araujo. O trabalho celebra a força do povo nas marchas de julho de 1823\, com representações de personagens da Guerra da Independência como Maria Felipa\, mulher negra baiana que liderou um grupo de homens e mulheres na luta contra as tropas portuguesas. A Independência do Brasil na Bahia tem a forte expressão do ativismo social que clama por justiça e bem-estar nas ruas. É o retrato dos esforços cotidianos para colocar fim ao domínio português no Brasil\, após uma guerra que fora iniciada em 19 de fevereiro de 1822\, bem antes do 7 de setembro\, e só culminou com a libertação da altamente rendosa e produtiva capital Salvador\, e a inserção da província no Império do Brasil\, enfim\, em 2 de julho de 1823. A mostra conta ainda com as obras Contra-ataque\, grande painel de Pedro Marighella e com o Vídeo Dois de Julho: Independência do Brasil na Bahia\, confiado a Hans Herold\, que assina a direção de fotografia e foi aprovado\, em vida\, pelo próprio Emanoel Araujo\, além do intrigante Manifesto Gráfico de Daniel e Sofia Soto. Pela expressão autêntica do povo em luta\, a mostra Dois de Julho: uma outra Independência merece espaço na agenda para que você também conheça as histórias e os rostos dessa outra versão sobre a conquista da soberania no Brasil.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Paulo Chavonga no Museu da Imigração
DESCRIPTION:O Museu da Imigração inaugura a nova exposição do artista plástico\, poeta e cineasta angolano Paulo Chavonga\, intitulada Onde o arco-íris se esconde. Artista nascido em Benguela\, Angola\, vive atualmente em São Paulo\, e tem apresentado um olhar atento para a vida e seus espaços. Da janela de seu ateliê às praças da cidade\, ele registra o cotidiano com foco nas pessoas. Apoiado em diferentes suportes e materialidades\, tendo a pintura como linguagem central\, em uma paleta de tons vibrantes\, ele observa a realidade e a transforma em imagem de crítica social\, sem que isso o impeça de dialogar com extrema poesia e sensibilidade. Nessa exposição\, Chavonga faz conexões entre trajetórias de imigrantes africanos\, a experiência cotidiana em outro país e o universo da representatividade artística. O trabalho envolve perspectiva de resistência sobre a ideia de permanência e resiliência ao pensar arte como contato com a cultura dele. “Histórias que pintam África Pelas Ruas de São Paulo é um compromisso político comigo e com as pessoas ao meu entorno. Nele\, eu problematizo o imaginário brasileiro do imigrante e negro através da pintura\, da poesia e do cinema“\, destaca. Para focar no aspecto humanista da mostra\, o artista conta sua própria história com fotos de sua família em Angola. “Todo imigrante tem uma história e uma memória. Quero criar um olhar humano entre o brasileiro e o imigrante africano. Quero dar voz aos africanos. A mostra reúne também denúncias de xenofobia e racismo\, o que tem levado à migração reversa\, onde os imigrantes africanos saem do Brasil para outros países ou mesmo para retornarem para sua terra natal”\, explica o artista. A exposição\, curada por Luciana Ribeiro\, integra 60 pinturas\, uma instalação que reproduz uma barraca de venda de tecidos da Praça da República\, dois vídeos e doze poemas. No dia da estreia\, os poemas serão declamados pelos poetas angolanos Ermi Pazo e Mwana N’gola.
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SUMMARY:"Santos Dumont: o poeta inventor" no Farol Santander
DESCRIPTION:Nos 150 anos de nascimento de Alberto Santos Dumont\, a exposição Santos Dumont – o poeta inventor apresenta sua icônica trajetória na conquista do voo. A mostra apresenta nos pavimentos 24 e 23 do Farol Santander São Paulo o mundo de Alberto Santos Dumont\, sua vida no Brasil e suas criações e experimentos em Paris\, a cidade que o recebe e estimula\, seu palco de experiências e demonstrações. No saguão\, um modelo do 14 Bis\, o biplano com o qual faz o primeiro voo homologado do mundo é apresentado em tamanho real inclinado acima da cabeça das pessoas\, como se estivesse voando no Parque de Bagatelle. O exemplar do 14 Bis pesa 150kg\, mede 9\,6metros de comprimento por 11\,7 metros de envergadura e 3\,72m de altura na extremidade das asas.
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias" no Sesc Bom Retiro
DESCRIPTION:Até 28 de janeiro de 2024\, o Sesc Bom Retiro é palco de um representativo recorte da produção de ilustradores negros e negras dedicados à ilustração de títulos da literatura brasileira contemporânea voltada a todas às infâncias. Reunindo 92 trabalhos de 47 autores\, a exposição Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias integra a programação de atividades do Omodé: Festival Sesc de Arte e Cultura Negra para a Molecada\, que segue aberto ao público\, também no Sesc Bom Retiro. Instalada no segundo andar da unidade\, a exposição oferece ao público uma imersão no universo lúdico infantil e potencializa os propósitos caros ao festival: a celebração das culturas afro-brasileiras e da diversidade na infância\, com a promoção de reflexões sobre negritude\, ancestralidade\, pertencimento e antirracismo. Idealizada pelo Sesc\, com curadoria de Ananda Luz\, mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais e pedagoga\, a exposição transborda ancestralidade desde a expressão escolhida para nomeá-la. “[Karingana] não é pergunta e resposta. É um convite para o ouvir e acolhida para o contar. É um movimento lúdico e coletivo\, no qual as histórias contadas\, por serem parte da vida\, tornam-se vivas em cada pessoa que faz parte dessa roda. Por isso\, as histórias não têm fim. Reverberam na coletividade”\, explica Ananda. A concepção da exposição Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias\, explica a curadora\, foi alicerçada em princípios como circularidade\, ludicidade\, ancestralidade e comunitarismo\, valores civilizatórios afro-brasileiros defendidos pela pensadora Azoilda Loretto da Trindade (1957-2015). No contexto da sanção da Lei 10.639\, que em 2003 estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História da África em todo o currículo escolar do Brasil\, Azoilda foi idealizadora do projeto educativo A Cor da Cultura\, difundido em todo o país por meio de materiais audiovisuais e ações culturais e educativas que visam práticas positivas e de reconhecimento e preservação das culturas afro-brasileiras. \n\n\n\nA curadora da mostra\, nos últimos anos\, tem focado suas pesquisas sobre esse segmento da produção literária contemporânea e atesta que essa pluralidade representativa de autores segue em expansão. “É fato que o grande ‘bum’ do mercado editorial é na região Sudeste\, mas há muita produção acontecendo em diversas regiões do país. Temos na mostra\, por exemplo\, um livro ilustrado pela Bárbara Quintino\, Menina Nicinha\, que foi fruto do projeto Lendo Mulheres Negras de Salvador\, criado pela autora Evelyn Sacramento. Também temos o Cau Gomez\, que ilustrou o livro Atchim!\, escrito pelo Miró e publicado pela editora pernambucana CEPE. Então há diversidade e há publicações por todo o país. Mas temos de fazer também algumas perguntas quanto a criação\, circulação e mediação de livros para as infâncias de autoria negra e nas ilustrações: as editoras estão atentas aos portfólios? Eles e elas estão nas grandes\, pequenas e médias editoras? Para quais temas as editoras convidam ilustradoras e ilustradores negros?”\, provoca.  
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SUMMARY:Gregório Gruber na Galeria São Paulo Flutuante
DESCRIPTION:O artista plástico Gregório Gruber apresenta a mostra Desenhos e Pinturas a partir de 15 de julho de 2023 (sábado)\, das 16h às 21h\, na galeria São Paulo Flutuante\, na Barra Funda\, em São Paulo. O texto curatorial fica a cargo de Denise Mattar. A visitação\, que é gratuita\, segue até 14 de outubro de 2023. Reunindo cerca de 42 trabalhos inéditos (entre pinturas acrílicas\, pastel sobre papel e esculturas)\, a exposição marca o retorno do artista – nascido em Santos\, mas criado em São Paulo\, que não expunha há uma década. As obras datam de 2020\, época da pandemia de Covid-19\, até 2023\, e mostram cenas (diurnas e noturnas) da capital paulistana\, como Avenida Paulista\, Vale do Anhangabaú\, Parque Dom Pedro I\, Marechal Deodoro e Pacaembu\, entre outras. Como parte complementar\, será exibido o documentário Gregório no Centro\, que foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural – ProAC Expresso LAB 51/2020\, “Prêmios por Histórico de Realização em Artes Visuais” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Produzido por Lorena Hollander (filha do pintor)\, pesquisa e entrevista de Laura Escorel e captação e edição de Renata Chebel\, o artista plástico\, com 50 anos de atuação\, abre seu estúdio e conta sobre suas primeiras lembranças do centro de São Paulo. O artista já teve textos escritos sobre a sua obra por críticos\, curadores e artistas como Aracy Amaral\, Miguel de Almeida\, Pietro Maria Bardi\, Carlos von Schmidt\, Sheila Leirner\, Olívio Tavarez de Araujo\, Wesley Duke Lee\, Ernestina Karman\, Jayme Maurício\, Mario Schenberg\, Flávio de Aquino\, Roberto Pontual\, Frederico de Morais\, Flávio Motta e Radha Abramo. “A vivência no Centro da cidade me fez querer pintar o meu entorno\, os edifícios\, as ruas e as pessoas que fazem parte do meu círculo. Foi a lição que a História da Arte me ensinou\, como por exemplo\, Van Gogh pintou Arles na sua época e Gauguin pintou as ilhas marquesas. Eu tinha essa consciência que precisava me relacionar com que estava perto”\, afirma o artista que foi criado na Rua Martins Fontes\, no centro de São Paulo\, e é filho do também pintor Mário Gruber (1927-2011).
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SUMMARY:"Realidades e Simulacros" no MAM SP
DESCRIPTION:São Paulo\, julho de 2023 – Explorar o diálogo entre o virtual e o físico\, perceber a realidade ao redor de outra maneira e interagir com as dimensões de uma mesma experiência. Esse é o convite que a nova exposição do Museu de Arte Moderna de São Paulo traz ao público. Em cartaz a partir de 22 de julho\, Realidades e Simulacros apresenta obras inéditas em realidade aumentada no Jardim de Esculturas e em diferentes pontos do Parque Ibirapuera. A iniciativa é realizada pelo MAM e conta com patrocínio da 3M por meio da Lei de Incentivo à Cultura\, apoio da Africa Creative e parceria com a Urbia. Com curadoria de Marcus Bastos\, artista e pesquisador na convergência entre audiovisual\, arte e novas mídias\, e de Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, a exposição reúne obras do Coletivo Coletores\, Daniel Lima\, Dudu Tsuda\, Eder Santos\, Fernando Velazquez\, Giselle Beiguelman\, Katia Maciel\, Lucas Bambozzi\, Regina Silveira e Paola Barreto. Cada artista recebeu convite da curadoria para criar experiências digitais\, obras virtuais em realidade aumentada que integram o jogo de multiplicidades que é a exposição. “As obras criadas especialmente para a exposição permitem o contato com diferentes realidades e/ou simulacros e propõe um jogo de tensões que sobrepõe camadas de informação e realidade. Um jogo entre o factual e o fabulatório\, entre o visto e o imaginado\, entre o concreto e o inventado”\, refletem os curadores no texto que acompanha a mostra. “O MAM é uma instituição conectada às possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias e busca\, por meio de diferentes ações\, democratizar o acesso à arte.A realização da exposição Realidades e Simulacros acontece nesse contexto. É mais uma iniciativa do museu para expandir sua atuação para além dos limites físicos e alcançar públicos diversos”\, diz Elizabeth Machado\, presidente do MAM.
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SUMMARY:"Marta Minujín: Ao Vivo" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Mostra panorâmica desdobra-se em diferentes momentos da carreira de Marta Minujin com projetos imersivos que\, ao articularem cor\, som e movimento\, tornam corpórea\, sinestésica e lúdica a experiência política da arte. O experimentalismo acompanha a artista em sua trajetória\, que será pela primeira vez apresentada de forma panorâmica no Brasil. A mostra ocupará a galeria de exposições temporárias da Pina Luz e terá uma obra monumental\, o inflável Árbol de los deseos (2020)\, instalada do entorno do museu. Entre o pensamento utópico e um grande fôlego de realização pública e coletiva\, Marta Minujín (Buenos Aires\, 1943) construiu uma das mais destacadas obras da arte contemporânea latino-americana. O início da sua trajetória remonta ao informalismo e a diálogos com o pop e a arte conceitual\, e\, já na virada pros anos 1970\, adentra o contexto da contracultura\, no qual\, além de obras em suportes tradicionais\, a performance\, os happenings\, a videoarte e as intervenções urbanas ganham evidência.
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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Sesc Belenzinho
DESCRIPTION:A centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares. Essa é uma das principais premissas que norteiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangenteexposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros já realizada no país\, que será aberta dia 02 de agosto\, no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. A partir de 2024 uma parte da mostra circulará em espaços do Sesc por todo o Brasil pelos próximos 10 anos. \n\n\n\nA ideia nasceu em 2018\, um projeto de pesquisa fruto do desejo institucional do Sesc em conhecer\, dar visibilidade e promover a produção afro-brasileira. Para sua realização\, foram convidados os curadores Hélio Menezes e Igor Simões. Em 2022\, o projeto passa a ter a curadoria geral de Simões com os curadores adjuntos Marcelo Campos e Lorraine Mendes. \n\n\n\nPensamento Negro – A exposição apresentará ao público trabalhos em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidos entre o fim do século XVIII até o século XXI por 240 artistas negros\, entre homens e mulheres cis e trans\, de todos os Estados do Brasil. Lista dos artistas ao final. \n\n\n\nPara se chegar a esse expressivo e representativo número de artistas negros\, presentes em todo o território nacional\, foram abertas duas importantes frentes. Na primeira\, foram realizadas pesquisas in loco em todas as regiões do Brasil com a participação do Sesc em cada estado\, com o objetivo de trazer a público vozes negras da arte brasileira. Essas ações desdobraram-se em atividades e programas como palestras\, leituras de portfólio\, exposições\, entre outros\, com foco local. Vale ressaltar que esse processo teve uma atenção especial para que não se limitasse apenas às capitais do país\, englobando também a produção artística da população negra de diversas localidades\, como cidades do interior e comunidades quilombolas.  \n\n\n\nA equipe curatorial pesquisou obras e documentos em ateliês\, portfólios e coleções públicas e particulares\, para oferecer ao público a oportunidade de conhecer um recorte da história da arte produzida pela população negra do Brasil e entender a centralidade do pensamento negro na arte brasileira. \n\n\n\nA segunda frente foi a realização de um programa de residência artística on line intitulado “Pemba: Residência Preta”\, que contou com mais de 450 inscrições e selecionou 150 residentes. De maio a agosto de 2022\, os integrantes foram orientados por Ariana Nuala (PE)\, Juliana dos Santos (SP)\, Rafael Bqueer (PA)\, Renata Sampaio (RJ) e Yhuri Cruz (RJ). A Residência\, que reuniu artistas\, educadores e curadores/críticos\, contou ainda com uma série de aulas públicas com a participação de Denise Ferreira da Silva\, Kleber Amâncio\, Renata Bittencourt\, Renata Sampaio\, Rosana Paulino e Rosane Borges\, disponíveis no canal do Youtube do Sesc Brasil. \n\n\n\nNúcleos – A proposta curatorial rompe com divisões como cronologia\, estilo ou linguagem. Para esta exposição de arte preta\, não caberá a junção formal\, estilística ou estética. Dessa maneira\, os espaços expositivos do Sesc Belenzinho contarão com sete núcleos: Romper\, Branco Tema\, Negro Vida\, Amefricanas\, Organização Já\, Legitima Defesa e Baobá\, que têm como referência pensamentos de importantes intelectuais negros da história do Brasil como Beatriz Nascimento\, Emanoel Araújo\, Guerreiro Ramos\, Lélia Gonzales e Luiz Gama.
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SUMMARY:"Marcelo Brodsky: Exílios\, Escombros\, Resistências" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:O Museu Judaico de São Paulo (MUJ) apresenta\, a partir de 5 de agosto\, a exposição Marcelo Brodsky: Exílios\, Escombros\, Resistências\, uma retrospectiva da carreira do fotógrafo argentino cuja obra tem desde de sempre uma forte carga política. Com curadoria do crítico Márcio Seligmann-Silva\, os trabalhos tocam temas sensíveis como memória\, resistência e direitos humanos por meio de fotografias\, vídeos e instalações. \n\n\n\nDescendente de judeus russos emigrados na Argentina\, Brodsky nasceu em Buenos Aires em 1954 e começou a fotografar na década de 1980\, período em que esteve exilado em Barcelona por conta da ditadura militar em seu país natal. Na Espanha\, enquanto cursava economia e fotografia\, começou uma série de registros fotográficos em torno da imigração\, tema presente em toda sua carreira. “Como artista judeu\, necessito de imagens para expressar a importância da memória e explorar a relação com o tempo presente”\, declara Brodsky. \n\n\n\nCom ampla presença internacional\, com exposições e obras no acervo de renomados museus\, ao longo de 40 anos de carreira\, o fotógrafo argentino resgatou\, curou e ressignificou as fotografias\, transformando os registros\, de anônimos a familiares (como retratos de seu irmão\, desaparecido na ditadura)\, em um trabalho gráfico que envolve cores\, marcações e legendas. “Todo o trabalho procura constituir uma linguagem visual para contar a história e transmitir a experiência através das gerações.”\, completa. \n\n\n\nPensada em três eixos\, a exposição traz a questão dos Exílios como o primeiro deles\, em séries como Migrantes – No mediterrâneo e Abrir as Pontes\, sobre problemas humanitários e a questão dos refugiados. No segundo eixo\, Escombros\, ele traz outra série\, Remains – Escombros – AMIA\, referente ao ataque terrorista sofrido pela Asociación Mutual Israelita Argentina em 1994\, que deixou 85 mortos. \n\n\n\nJá em Resistências\, o terceiro eixo\, abre-se uma nova perspectiva para além das histórias de violência captadas por suas lentes\, como por exemplo: intervenções onde aparecem injustiças durante o período da ditadura na América Latina\, questões de  gênero e raciais nos Estados Unidos e no mundo afora.
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SUMMARY:"Sergio Fingermann: Imagens malabares de uma obra gráfica" no Museu Lasar Segall
DESCRIPTION:Para celebrar seus 50 anos de carreira e 70 anos de idade\, o pintor e gravador Sergio Fingermann realiza a exposição Imagens malabares de uma obra gráfica\, no Museu Lasar Segal\, na Vila Mariana. A mostra apresenta 45 obras que sintetizam o percurso do paulista ao longo das cinco décadas da sua trajetória como um artista inquieto e questionador das bases – percurso por onde está assentada a experiência da sua criação artística na época contemporânea. A exposição estará aberta ao público de quarta a segunda-feira\, das 11h às 19h\, com curadoria do crítico Giancarlo Hannud\, professor de História da Arte. \n\n\n\nDurante a mostra\, os visitantes podem observar obras de uma extensa produção de gravuras em metal\, desenvolvidas desde a metade dos anos 1970 – período de produção artista de Fingermann que é marcado por técnicas água-forte e água-tinta e de desenhos que dialogam com a temática de suas gravuras e suas pinturas. Através das suas obras\, o Sergio aposta na construção de uma obra fundada em uma subjetividade lírica\, que dialoga com a história da arte e a contemporaneidade. Nelas\, ele incentiva o observador a refletir sobre o que está em cena\, no palco ou sobre o que a encenação encena. Muitas vezes em seus trabalhos\, o artista faz uso de cadeiras\, cortinas\, andaimes\, escadas e luas que reaparecem e se combinam entre si\, criando um território para o sonhar. \n\n\n\n“A gravura é uma técnica que tem a peculiaridade de provocar a reflexão sobre a construção das imagens\, pois ela é feita por sucessivas gravações em uma chapa de cobre\, construindo um jogo de tramas e hachuras que cria sensações de sombras e luzes. Com uma produção de desenhos\, pinturas e gravuras articuladas entre si\, busco a criação de uma identidade poética utilizando signos do teatro\, lembranças afetivas e observações do real para construir um mundo de lirismo”\, explica Sergio.  
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LOCATION:Museu Lasar Segall\, 111 Rua Berta Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Eu\, Você e a Lua" de Tunga na Sala de Vidro do MAM SP
DESCRIPTION:Tunga (1952 – 2016) se interessou pela alquimia\, pela psicanálise\, pelas ciências e pela filosofia. Ao longo de quatro décadas\, construiu uma mitologia singular\, na qual as noções de permanência e transformação são fundamentais. Uma das últimas obras realizadas pelo artista e inédita no Brasil\, Eu\, Você e a Lua (2015)\, será apresentada de 09 de agosto a 28 de janeiro de 2024\, na Sala de Vidro do Museu de Arte Moderna de São Paulo. A mostra tem apoio do Instituto Tunga. \n\n\n\n“Na poética de Tunga\, o que está no planeta Terra ou fora dele\, o interno e o externo\, assim como eu\, você e a lua\, formam um todo indivisível”\, reflete Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, no texto que acompanha a obra.  \n\n\n\nEu\, Você e a Lua reúne elementos frequentes de sua obra\, como pedras\, espelhos\, garrafas de cristal e de gesso\, e pratos presos em aros e hastes. O corpo da instalação é formado por um grande tronco oco e petrificado\, sustentado por dois tripés. Sob a sombra que a obra faz na Sala de Vidro\, um âmbar percorre quase toda a extensão do tronco. Os espelhos que compõem a obra\, refletem em cima e embaixo garrafas de quartzo. \n\n\n\n“O fóssil de uma árvore que se manteve intacto\, como se o tempo estivesse suspenso\, convive com uma essência de âmbar\, uma fragrância com toques amadeirados que goteja como se uma ampulheta marcasse a passagem do tempo e a transformação da matéria. Recorrendo ao olfato e à visão\, os elementos originários e pré-históricos na obra de Tunga se fundem ao contemporâneo e à presença efêmera do perfume”\, explica Cauê Alves. \n\n\n\nA obra será exibida no MAM tal como ela foi originalmente mostrada na França\, em 2015\, no Centre d’Arts et de Nature\, em Domaine de Chaumont-sur-Loire\, com piso de saibro\, que compõe a atmosfera amadeirada e terrosa do ambiente. \n\n\n\nTunga imaginava o corpo humano reconstruído a partir da paisagem e por isso unia elementos díspares\, a fim de criar uma nova sensibilidade. “Eu chamo isso de ‘o olhar da lua’. O que está em jogo aqui é a transmutação do olhar em perfume […]”\, afirmou o artista em artigo de  Myriam Boutoulle\, Tunga\, l’amour\, la lune et l’arbre alchimique\, publicado em 2015.
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SUMMARY:"Arte da Alma - História da tatuagem no Brasil" no Farol Santander
DESCRIPTION:Arte da Alma é uma homenagem ao artista tatuador no Brasil\, destacando a impressionante variedade de estilos de tatuagem que evoluíram ao longo do tempo e do intercâmbio cultural. Das linhas ousadas e cores vivas das tatuagens tradicionais e orientais à delicada precisão do realismo e ao fascínio etéreo das tatuagens em aquarela\, estes artistas ultrapassaram os limites da criatividade e da técnica. A exposição apresenta mais de 120 obras\, entre objetos\, pinturas e esculturas realizadas por 90 tatuadores intrínsecos à história da tatuagem no Brasil\, com o objetivo de revelar a fusão de tradição e inovação que dá vida a cada design cuja habilidade transforma a pele do corpo humano em obra de arte.
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SUMMARY:"Chegança: Um lugar ao sol e um lugar ao sul" de Sirli Freitas no Museu da Imigração
DESCRIPTION:Chegança: Um lugar ao sol e um lugar ao sul\, é uma exposição que aborda a imigração haitiana em um interior do Brasil frio e hostil\, composta por duas obras diferentes da fotógrafa Sirli Freitas\, mas que se complementam em uma espécie de dialética\, sendo uma como a antítese da outra. Assim\, carregando de um lado a denúncia e do outro o anúncio\, ambas\, de forma inventiva\, propõem novos imaginários\, novas iconografias\, e novos pontos de vista para se olhar o real\, acreditando que isso também o transforma. \n\n\n\nDeste modo\, em uma das mãos\, a exposição traz a obra Os Iletrados\, um ensaio de retratos frios e nostálgicos\, que denuncia os cruéis esquemas de poder e dominação que atravessam o mundo do trabalho e da migração nesse contexto majoritariamente branco e conservador do sul do Brasil\, banhado pela agroindústria\, pelo agronegócio\, pelo racismo e a xenofobia. \n\n\n\nNa outra mão\, a exposição traz outra obra da fotógrafa\, agora Trançando caminhos\, uma instalação multimídia em collab com as trançadeiras haitianas Lutania Charles e Sophonia Elysee\, que buscou registrar de maneira sensível\, o processo de fazer morada longe de casa\, de alguns haitianos que chegaram ao interior de Santa Catarina a alguns anos atrás. Aqui\, através da fotografia\, do vídeo-carta e das artes plásticas\, as artistas buscaram mostrar e anunciar quais rituais\, amuletos ou mecanismos\, ajudaram essas pessoas a migrar e construir o seu lugar no mundo\, entendendo a casa como um mar cheio de portos. \n\n\n\nIsto dito\, Chegança foi a vontade de atar essas duas mãos\, para que juntas\, essas duas obras conseguissem carregar a inventividade e a dialética de um olhar profundo\, que nos convida a imaginar\, a questionar\, mas também a vislumbrar outras relações possíveis\, e com elas\, outros mundos também. A exposição integra 60 pinturas\, uma instalação que reproduz uma barraca de venda de tecidos da Praça da República\, dois vídeos e doze poemas. No dia da estreia\, os poemas serão declamados pelos poetas angolanos Ermi Pazo e Mwana N’gola.
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SUMMARY:"infraestutura\, instituição\, indivíduo\," de Daniel de Paula na Galeria Jaqueline Martins
DESCRIPTION:infraestrutura\, instituição\, indivíduo\, segunda exposição individual de Daniel de Paula na Galeria Jaqueline Martins\, atualiza e dá continuidade as investigações críticas do artista conceitual acerca das relações sociais violentas que nos dominam e também transformam o espaço ao nosso redor ao satisfazerem as necessidades de uma sociedade capitalista moderna: produzir e trocar mercadorias. \n\n\n\nPor meio de uma rigorosa justaposição de objetos\, textos e procedimentos imateriais\, e informado por uma postura autocrítica\, de Paula revela o entrelaçamento existente entre a sua própria produção artística\, o contexto comercial da Galeria Jaqueline Martins e a disposição de um vasto espaço infraestrutural global; todas partes —mesmo que assimétricas— implicadas nas catástrofes sociais\, políticas\, econômicas e ambientais resultantes da lógica competitiva da produção de valor dentro da sociabilidade capitalista. Em infraestrutura\, instituição\, indivíduo\, Daniel de Paula apresenta um léxico diverso de materialidades e processos cunhados no decorrer dos últimos anos\, em que o artista foi destaque de relevantes mostras do circuito cultural global em instituições como: Bienal de São Paulo\, Lyon Biennale\, The Renaissance Society of Chicago\, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo\, The Arts Club of Chicago\, Kunsthal Gent\, Padiglione d’Arte Contemporanea di Milano\, entre outras. \n\n\n\nDentre os trabalhos desenvolvidos para infraestrutura\, instituição\, indivíduo\, o artista apresenta — através de uma relação dialética entre aparência e essência\, luz e sombra\, fisicalidade e ações — uma intervenção burocrática sobre o sistema de fornecimento de luz da galeria\, objetos provenientes de leilões públicos de materiais inservíveis de empresas de geração de energia e mobilidade urbana\, pinturas gráficas impregnadas com odor cadavérico utilizado no adestramento de cães farejadores no contexto de desastres infraestruturais e também contratos legais de compra e venda de sombras de objetos e pessoas. \n\n\n\nde Paula aponta para as contradições latentes que residem entre os meios e as intenções na criação artística integrante de um sistema mercantil —que acabam por reproduzir as ideologias do capital\, da propriedade\, do trabalho e do valor— e formula questões urgentes sobre o caráter fetichista da arte\, interrogando a percepção positiva sobre o campo artístico como autônomo\, supostamente desenredado\, e meramente representativo\, de um mundo em crise; sugerindo assim uma postura consciente como ponto de partida para discursão crítica da atualidade.
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LOCATION:Galeria Jaqueline Martins\, Rua Dr. Cesário Mota Júnior\, 443 - Vila Buarque\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Ivald Granato – Seres" na DAN Galeria
DESCRIPTION:“Ivald Granato era\, e ponto final. Um artista que nasceu para as artes; um pintor que nasceu para as cores e pincéis. Um ser à serviço do fazer artístico cuja liberdade e a experimentação foram marcas preponderantes de uma movimentada trajetória transdisciplinar”\, afirma Daniel Rangel\, curador da exposição Seres\, que a Dan Galeria inaugura no dia 19 de agosto. A mostra traz para o público peças do Acervo Ivald Granato\, empresa criada por sua família para conservar e difundir seu legado de 50 anos de dedicação rigorosa\, livre\, experimental e ininterrupta para a arte brasileira. \n\n\n\nGranato\, que morreu precocemente há sete anos\, em julho de 2016\, foi um artista plural. Pintor e um dos pioneiros na arte performance no Brasil\, transitou entre desenho\, pintura\, escultura\, performance\, vídeo e múltiplos suportes\, linguagens\, estilos\, lugares e pessoas. Conectado a todos os movimentos de vanguarda\, para Rangel\, ele foi um pop-surrealista na década de 1960\, um performático-tropicalista na década de 1970\, e um roqueiro-expressionista na década de 1980. Segundo Jacob Klintowitz\, crítico de arte brasileiro\, o artista tinha sua própria linguagem\, intitulada por ele de Granatês. \n\n\n\nEm Seres\, a curadoria explora esse universo inventado por Granato\, marcado por sua força colorista\, traços expressivos e uma constante pulsação rock and roll\, que destaca os vários seres criados pelo artista. No recorte escolhido pelo curador\, o figurativo\, abrange meados dos anos 1980 até o ano 2000. “O figurativo está voltando com força total no mundo e por isso minha escolha. Mas Granato é tão múltiplo que poderia ter diversos outros recortes: só desenhos\, ou só abstratos\, ou só surrealistas e muitos outros”\, complementa Rangel. \n\n\n\nO recorte marca\, contudo\, uma época áurea do trabalho de Granato. Nesse período\, seu atelier na avenida Henrique Shaumann com a Avenida Brasil era um ponto de encontro dos mais efervescentes de São Paulo\, reunindo a nata dos artistas e intelectuais. Em 1987\, Granato foi capa da revista Veja São Paulo\, que o chamou de “O Agitador dos Pincéis”. É para se destacar também o sucesso que ele fez na Alemanha\, encantando inclusive a princesa Gloria Thurn und Taxis que criou um atelier para o artista em seu castelo em Regensburg\, de onde desenvolveu uma série de obras\, algumas presentes nesta mostra \n\n\n\n.A exposição evidencia como os Seres de Granato são únicos ao mesmo tempo que estão conectados entre eles\, a semelhança vai além da visualidade. Para o curador\, as figuras retratadas incorporam trejeitos comuns\, presentes na personalidade expansiva do artista. Nela o público encontrará possíveis autorretratos multifacetados\, como um ‘pavilhão de eus’\, citando o músico suíço Walter Smetak\, além de esboços\, cadernos do artista\, anotações e mais objetos. \n\n\n\nSobre a pintura figurativa\, o curador explica que um resgate dela vem sendo feito\, conduzida por uma crescente produção identitária na qual os artistas reproduzem seus entornos. O tão evidenciado atualmente “lugar de fala” na sociedade\, incluindo o meio artístico\, se torna necessário ao incorporar novas vozes\, formas\, cores e sons\, cuja experiência é vívida e real. \n\n\n\n“Desde os anos 1960\, ou até mesmo desde Marcel Duchamp\, ‘arte e vida’ se misturam e tangenciam a produção contemporânea. Nesse sentido\, Granato representou o que ele era de fato\, a vanguarda. O espaço-ser da experimentação artística\, cujo tempo é histórico\, e por isso\, circular\, que incorpora o passado\, revisitado aqui\, a partir de uma visão atual. Os Seres de Granato são a essência dele mesmo\, e de sua pintura”\, afirma o curador. \n\n\n\nA mostra marca a chegada do artista ao acervo da galeria\, que segundo Peter Cohn\, fundador da Dan\, significa um resgate de um momento histórico da arte brasileira. “Ele é parte integrante deste movimento significativo que rompeu todas as barreiras após os concretistas e neoconcretistas”\, explica. “O Granato é um ícone do movimento vanguarda dos anos 70.” Para Peter\, o artista é um dos líderes deste movimento por sua postura contundente e irreverente. Ulisses Cohn que atua ao lado do pai na Dan Galeria complementa. “Sua entrada na galeria dá continuidade para a evolução da arte brasileira que percorremos\, como galeria de percurso”\, pontua. “Ele vem completar a linha do tempo e ocupar o lugar da vanguarda\, da expressão contestadora\, da pluralidade estética. Renova nosso programa artístico.” \n\n\n\nA jornalista Alice Granato\, filha do artista\, dirige o Acervo e participa ativamente da exposição. Ela comemora o retorno do pai ao mercado de arte com a representação da Dan Galeria. “Uma alegria ver a obra do meu pai viva\, pulsante e com seu merecido lugar na história da arte”\, afirma. “Ele deixou um legado de máxima importância e trabalhamos muito\, minha família e eu\, para preservar e difundir sua obra e memória.”
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SUMMARY:"O curso do sol" na Gomide&Co
DESCRIPTION:Em 2023\, coincidindo com o período da 35º Bienal Internacional de São Paulo\, a Gomide&Co\, ao completar 10 anos\, apresenta a exposição coletiva O curso do sol. Com curadoria de Yudi Rafael e consultoria de Roberto Okinaka\, a mostra dá continuidade a um novo capítulo de uma série de exposições produzidas pela Gomide&Co dedicadas à discussão de temas relacionados à América Latina em paralelo a um dos maiores eventos artísticos globais. Em 2018\, foi apresentada a mostra Estratégias Conceituais\, cujo recorte exibia uma seleção de obras afiliadas a arte conceitual produzidas no continente sul-americano durante regimes ditatoriais. Já em 2021\, foi realizada a mostra Nosso Norte é Sul\, onde foi exposta uma coleção de peças têxteis ancestrais do período pré-colombiano em conversa com obras concretas\, neoconcretas e contemporâneas provenientes do território latino-americano. \n\n\n\n“O curso do sol vem ao mundo em um momento histórico no qual os movimentos diaspóricos se tornam centrais para a compreensão do nosso turbulento presente. Ao mesmo tempo em que vemos as fronteiras borradas por fluxos financeiros que desconhecem limites\, os nacionalismos de cunho xenófobo se espraiam ao redor do globo\, resultando em uma atualidade marcada pelo desejo regressivo de separação. Uma miríade de paisagens feitas de muros\, grades\, fronteiras vigiadas\, engendram um corte obtuso que diz: aqui\, nós\, lá\, os outros (…) É nesse contexto que a Gomide&Co devota especial atenção para o que as dinâmicas diaspóricas nos endereçam.” ressalta Luisa Duarte\, diretora artística da galeria.  \n\n\n\nPara o título da mostra\, O curso do sol\, Yudi Rafael tomou emprestado o primeiro verso de um poema de Matsuo Bashō\, poeta peregrino que viajava ao “sentir-se possuído pelos espíritos\, sensível ao aceno dos deuses protetores das estradas”. Segundo o curador\, a exposição propõe um olhar sobre a arte na diáspora japonesa por meio do trânsito como tema\, contexto e estratégia de construção de trajetórias artísticas. \n\n\n\nA exposição\, com mais de 40 artistas\, busca apresentar narrativas da arte na diáspora japonesa da América Latina a partir das viagens de artistas nipo-brasileiros pela região e dos diálogos culturais que marcam o abstracionismo informal\, lírico e caligráfico do período do pós-guerra\, expandindo-se\, ainda\, para outras trajetórias ligadas a vertentes artísticas modernas e contemporâneas. Para isso\, a mostra se debruça sobre a produção pictórica e escultórica\, com um destaque para a cerâmica\, de artistas nipo-diaspóricos do Brasil\, Argentina\, México e Japão\, além de latino-americanos cujas obras entrelaçam-se com a cultura visual japonesa a partir de referências culturais e políticas locais. \n\n\n\nSegundo Yudi Rafael\, a produção do abstracionismo informal “incorporou à arte das Américas novas referências da cultura visual do leste da Ásia\, imprimindo na arte moderna brasileira um “sotaque” próprio aos imigrantes japoneses aqui radicados”. “Se Manabu Mabe\, Tomie Ohtake\, Flávio Shiró e Tikashi Fukushima tornaram-se aqui sua maior referência\, um artista como Kazuya Sakai\, na Argentina\, contribuiu a seu modo para esses diálogos transnacionais”\, completa. \n\n\n\nPara Luisa Duarte\, se é a existência de cada um que será modificada pelo corte diaspórico\, toda possibilidade de restauro dos elos se dará coletivamente. Conforme a diretora da galeria ressalta\, a história dos artistas nipo-diaspóricos por aqui foi marcada por um exemplo dessa força solidária. Esse é o caso do Seibi-Kai\, conhecido como Grupo Seibi\, um eixo fundamental de O curso do sol. Trata-se de uma associação artística fundada por Tomoo Handa em São Paulo\, em 1935\, pelo qual passaram nomes como Manabu Mabe\, Tomie Ohtake e Massao Okinaka. \n\n\n\nAssim\, “O curso do sol apresenta uma narrativa nipo-diaspórica estruturada a partir de dois eixos irradiadores: um eixo vertical\, estabelecido em torno de artistas que integraram as atividades associativas do Seibi-Kai e construíram um espaço de trocas e fomento da arte no meio brasileiro; e um eixo horizontal\, pelo qual se esboça uma constelação diaspórica e transnacional da arte abstrata no pós-guerra. A noção de trânsito abarca aqui não só a circulação de pessoas\, mas também de imagens e ideias que alimentaram a arte na região – e a exposição discute situações marcadas pela sua restrição”\, conclui Rafael.  \n\n\n\nCom expografia de Anna Ferrari\, a exposição reúne obras\, entre as quais\, dos artistas: Adriana Varejão\, Akinori Nakatani\, Alina Okinaka\, Flávio Shiró\, Ioitiro Akaba\, Kazuya Sakai\, Léonard Tsuguharu Foujita\, León Ferrari\, Luis Nishizawa\, Manabu Mabe\, Masayo Seta\, Massao Okinaka\, Megumi Yuasa\, Sachiko Koshikoku\, Shoko Suzuki\, Soko Ishikawa\, Tikashi Fukushima\, Tomie Ohtake\, Tomoo Handa\, Ubirajara Ferreira Braga\, Waichi Tsutaka\, Yoshiya Takaoka\, Yuji Tamaki e Yuli Yamagata. 
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SUMMARY:"Mulheres na Nova Figuração: corpo e posicionamento" na Galeria Superfície
DESCRIPTION:A Galeria Superfície lança luz aos trabalhos de 15 artistas que desempenharam um papel crucial no cenário artístico brasileiro durante os efervescentes anos 1960 e 1970. A exposição Mulheres na Nova Figuração: corpo e posicionamento\, em cartaz a partir do dia 19 de agosto\, tem curadoria de Camila Bechelany e Gustavo Nóbrega e revela a importante contribuição dessas mulheres a um dos movimentos artísticos mais influentes e emblemáticos do Brasil. \n\n\n\nContemplando um acervo diversificado com cerca de 30 obras\, a mostra explora as criações de Amelia Toledo\, Anna Bella Geiger\, Anna Maria Maiolino\, Cybèle Varela\, Judith Lauand\, Lydia Okumura\, Maria do Carmo Secco\, Maria Lídia Magliani\, Pietrina Checcacci\, Regina Vater\, Romanita Disconzi\, Terezinha Soares\, Wanda Pimentel\, Wilma Martins e Yolanda Freyre. \n\n\n\nO período de atuação das artistas é especialmente significativo\, marca uma era de efervescência criativa e questionamento sociopolítico. A Nova Figuração\, caracterizada pela ruptura com a abstração geométrica e informal\, proporcionou um terreno fértil para a exploração de novas linguagens estéticas. Além de contribuírem para a transformação do tratamento da figura\, também demonstraram coragem ao abordar criticamente as questões sociais e políticas durante o período da ditadura civil-militar brasileira. \n\n\n\nSegundo Camila Bechelany\, co-curadora\, embora a exposição-manifesto Opinião 65\, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro seja frequentemente reconhecida como o marco inaugural da Nova Figuração\, é notório que as mulheres estiveram quase ausentes das listas das mostras subsequentes. A Superfície busca preencher essa lacuna histórica\, evidenciando a importância feminina no contexto do movimento. \n\n\n\n“O conhecimento sobre artistas mulheres latino-americanas\, mesmo entre especialistas\, é ainda bastante limitado e o intuito é ampliar esse conhecimento por meio da pesquisa realizada em arquivos e coleções”\, afirma Bechelany. Mulheres na Nova Figuração: corpo e posicionamento oferece ao público uma rara oportunidade de apreciar diversas pinturas\, objetos\, gravuras e esculturas até então nunca exibidas. Ao promover um diálogo entre a arte\, a história e a sociedade\, desafia as narrativas convencionais e proporciona uma visão mais abrangente do impacto das mulheres na cena artística brasileira.
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SUMMARY:"In n out" de Júlio Vieira e "Outras naturezas" de Alexandre Brandão na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:A Casa de Cultura do Parque recebe duas exposições simultâneas. A mostra In n out\, do artista Júlio Vieira e idealizada pelo projeto Dando Bandeira\, busca utilizar bandeiras como símbolos visuais que refletem as origens\, valores e histórias de um povo\, incentivando a comunidade a se unir em torno dessas expressões artísticas que enaltecem orgulho e unidade. No contexto contemporâneo\, as bandeiras ganham um simbolismo crucial\, representando luta e resistência coletiva. O projeto Dando Bandeira busca criar um espaço para a criação de bandeiras que representam ideias e batalhas valiosas\, e nesta edição inaugural\, Júlio Vieira lidera esse diálogo\, convidando o público a encarar desafios com determinação. Por outro lado\, a exposição intitulada Outras naturezas do artista mineiro Alexandre Brandão\, propõe uma reflexão sobre a relação entre a natureza e a afetividade humana. As esculturas de Brandão exploram a reconfiguração da ordem natural através de materiais minerais e vegetais\, criando uma conexão emocional e intelectual com os espectadores. A exposição desafia nossa percepção do que é natural\, ao manipular elementos como argila expandida\, cimento\, terra e musgo para criar peças que transcendem fronteiras entre o antigo e o contemporâneo.
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Aidagara - o entrelugar" de Claudia Kiatake no Galpão 556
DESCRIPTION:No Galpão 556\, a exposição Aidagara – o entrelugar marca a estreia individual da artista Claudia Kiatake\, apresentando aproximadamente 70 obras que abrangem telas\, esculturas\, pinturas e instalações. Nessa exposição\, Kiatake explora sua ancestralidade japonesa por meio de técnicas e materiais que ecoam suas origens. O termo “Aidagara”\, que significa “entrelugar” de acordo com o filósofo japonês Tetsurô Watsuji\, representa o espaço de coexistência e possibilidades onde indivíduos constroem conexões e compreensões diante dos outros. A exposição revela criações inéditas que incorporam elementos tradicionais como o papel japonês washi e a tinta preta do sumiê\, junto com a presença vital do fogo como agente criativo.
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LOCATION:Galpão 556\, Rua Lavradio\, 556 - Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Flieg. Tudo que é sólido" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Hans Gunter Flieg trabalhou como fotógrafo em São Paulo de 1945 até a década de 1980\, com foco em fotografia industrial\, publicitária\, arquitetônica e artística\, sempre com alto rigor formal. Esta exposição celebra o centenário do fotógrafo com 108 obras de parede e cerca de 50 originais em vitrines\, incluindo calendários\, impressos\, álbuns e câmeras. As obras estão organizadas nos núcleos Arquitetura Industrial\, Indústria e Produto e Publicidade\, destacando a associação de Flieg com a escola alemã da Nova Objetividade. \n\n\n\nFlieg começou a fotografar ainda na adolescência. Ao se mudar para o Brasil\, tinha acabado de fazer um curso de técnicas de laboratório com Grete Karplus\, no Museu Judaico de Berlim\, e trazia na bagagem uma câmera Leica e uma Linhof. Logo arranjou emprego na área\, inicialmente numa empresa de litografia e em seguida como fotógrafo de uma gráfica. Em 1945\, ao abrir seu próprio estúdio\, deu início a um período de quatro décadas de trabalhos comissionados para grandes empresas. Três anos depois\, assinava todas as imagens do primeiro calendário fotográfico da Pirelli. Em 1951\, foi o fotógrafo oficial da primeira Bienal Internacional de Arte\, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1965\, obteve a cidadania brasileira. \n\n\n\nA obra de Flieg\, composta por cerca de 35 mil negativos em preto e branco\, foi adquirida do próprio fotógrafo pelo IMS em julho de 2006. Inclui também\, como conjuntos paralelos à sua temática principal\, trabalhos de documentação do patrimônio histórico e da cultura popular\, realizados sobretudo para o Unicef\, em 1971. Entre as grandes obras que documentou\, destacam-se a do Museu de Arte de São Paulo (Masp)\, a do ginásio do Ibirapuera e a das usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira. \n\n\n\nO Museu da Imagem e do Som de São Paulo abrigou uma retrospectiva da obra de Flieg em 1981\, em cujo material de apoio destacava-se a seguinte frase do fotógrafo\, que assim fazia um balanço de sua carreira: “Talvez todas as minhas fotografias reunidas contem uma história de amor – minha descoberta do Brasil”. Em 2008\, o IMS participou da organização de sua primeira exposição individual na Europa\, Hans Gunter Flieg: Dokumentarfotografie ous Brasilien (1940-1970) – realizada no museu Kunstsammlungen\, em sua cidade natal\, Chemnitz –\, e do livro bilíngue (alemão e inglês) que a acompanhou.
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LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:“Cerimônia” de Tania Candiani na Galeria Vermelho
DESCRIPTION:A Vermelho apresenta\, de 24 de agosto a 14 de outubro\, Cerimônia\, a primeira exposição individual da artista mexicana Tania Candiani\, no Brasil. \n\n\n\nUm dos pontos centrais da pesquisa de Tania Candiani é a ideia ampliada de tradução\, estendida ao campo experimental por meio do uso de linguagens visuais\, sonoras\, textuais e simbólicas. Muitos de seus projetos consideram o universo do som e a política da escuta como ferramentas capazes de ampliar e transformar percepções\, tanto humanas quanto não humanas. \n\n\n\nOutra parte fundamental do seu trabalho está relacionada a políticas e práticas feministas\, entendendo-as como experiências comunitárias\, afetivas e ritualísticas. \n\n\n\nA produção de Candiani costuma envolver grupos de trabalho interdisciplinares em diversas áreas\, consolidando intersecções entre arte\, arquitetura\, literatura\, música\, ciência e trabalho. Em sua obra\, esses saberes se encontram na investigação de técnicas ancestrais\, tecnologias e suas histórias na produção do conhecimento.
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LOCATION:Galeria Vermelho\, R. Minas Gerais\, 350 - Higienópolis\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:“ELÃ” de Hanz Ronald na Galeria Plexi
DESCRIPTION:Desejos queer – termo usado para representar pessoas que não se identificam com padrões impostos pela sociedade\, que transitam entre gêneros e que prezam pela liberdade para se expressar abertamente sobre sexualidade – norteiam a exposição “ELÃ” que Hanz Ronald exibe entre os dias 24 de agosto e 20 de outubro na Galeria Plexi. A mostra\, com curadoria assinada por Bruno Novaes\, exibe dez obras inéditas\, entre pinturas e desenhos\, que partem de um olhar pessoal e íntimo sobre os desejos e inquietudes do artista. \n\n\n\nO público poderá conferir de perto os trabalhos do jovem artista de apenas 27 anos\, que busca relacionar elementos figurativos com abstratos. Destaque para a obra O toque de tudo e todas as coisas (2023)\, que Hanz utiliza massas de cor e sobreposições de formas\, fazendo com que corpos fragmentados se conectem por pinceladas expressivas e abstratas de um líquido. \n\n\n\n“Um recorte da produção recente de um jovem artista\, em sua primeira individual. Com seu olhar inquieto e curioso acerca das possibilidades dos desejos\, Hanz nos revela o que não pode ser escondido. São trabalhos que permeiam entre o abstrato e o figurativo; pintura e desenho; obra e esboço\, apresentados em cenas e corpos que se fundem\, mas que ao mesmo tempo\, separam-se em imagens fugidias”\, comenta o curador Bruno Novaes. \n\n\n\nNo trabalho Eclipse (2023)\, as cores branca\, azul\, rosa e amarelo se somam às linhas fluídas que preenchem os espaços cheios\, mas ao mesmo tempo vazios\, revelando ao observador a sensação dos toques e dos segredos humanos. \n\n\n\n“É uma sensação única ter a oportunidade de ver um pensamento imagético tomar corpo e forma física em uma exposição. Como artista jovem LGBTQIAP+\, sinto muito orgulho ao poder expor os meus trabalhos\, frutos de minhas pesquisas e indagações\, em uma galeria como a Plexi”\, explica Hanz Ronald.
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LOCATION:Galeria Plexi\, Rua Patizal\, 76 - Vila Madalena\, São Paulo\, SP\, Brasil
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