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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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SUMMARY:Andrey Guaianá Zignnatto no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura a exposição individual Alicerce do artista indígena Andrey Guaianá Zignnatto\, que apresenta ao público um total de 10 trabalhos produzidos em diversas plataformas e técnicas\, como vídeo\, objeto\, instalação\, serigrafia e pintura. A mostra conta com a curadoria do próprio artista e tem como  destaque a instalação de mesmo nome\, Alicerce\, a maior já produzida por  Zignnatto – uma casa pré-moldada de concreto\, apoiada sobre um conjunto  de dezenas de grandes vasos cerâmicos indígenas. O conjunto de trabalhos expostos propõe uma revisão sobre o processo de desenvolvimento dos movimentos modernistas e contemporâneos da história da arte brasileira\, no qual Zignnatto identifica uma constante apropriação de elementos das culturas indígenas por parte dos artistas na produção de seus trabalhos\, que dele excluíram\, no entanto\, os povos indígenas\, o que Zignnatto chama de “processo de grilagem cultural”. Outro trabalho de destaque da mostra é o conjunto de 5 pinturas denominado Espelho dos Juruás. Nele\, o artista retrata\, em cada tela\, sua boca\, num gesto  que apresenta sua arcada dentária\, semelhante à forma por meio da qual escravos pretos e indígenas eram avaliados por seus colonizadores. Abaixo das imagens\, encontram-se algumas das muitas frases de preconceito  dirigidas constantemente ao artista. Visite estes e outros trabalhos do artista até 1 de outubro.
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SUMMARY:"Bará" de Gustavo Nazareno no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura o Programa de Exposições 2023 com a mostra Bará\, do artista mineiro Gustavo Nazareno\, sua primeira individual em uma grande instituição paulistana. A realização tem destaque no primeiro conjunto de exposições temporárias após o falecimento do fundador e diretor curador da instituição\, Emanoel Araujo\, com quem a exposição foi firmada pessoalmente em 2021. Com curadoria de Deri Andrade\, pesquisador e curador convidado\, o conjunto composto por cerca de 150 trabalhos\, entre pinturas a óleo sobre linho e desenhos em carvão\, reflete a pesquisa à qual o artista tem se dedicado nos últimos anos. Em 2019 Nazareno concebeu a série de desenhos em carvão denominada Bará\, como uma cerimônia em forma de oferenda para uma qualidade de Exu – Elegbara. Partindo das suas inspirações por contos de fada\, fabulação e sua fé em Exu\, o artista propõe\, através dos desenhos\, “uma fábula que percorre o dia em que esta cerimônia aconteceu\, uma segunda-feira\, dentro de um mundo criado para o Orixá”. O artista propõe que “o visitante se torna um convidado neste mundo que crio\, passando pelas fases do dia e características do espaço retratadas em pintura e desenhos em carvão”. Deri Andrade observa que as bases desta mostra são a técnica particular em pintura e desenho de Nazareno\, que parte de um referencial renascentista e o seu interesse pelas epistemologias dos Orixás. “Para além de uma questão religiosa\, Gustavo Nazareno imagina imagens que contam uma história a partir das fábulas que escreve\, tendo como ponto de partida referenciar essas entidades\, com respeito e muita beleza\, construindo uma nova imagética para elas”\, conclui o curador.
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SUMMARY:"Japão em miniaturas: Tatsuya Tanaka" na Japan House
DESCRIPTION:A floração das cerejeiras\, a marcante presença do Monte Fuji\, os restaurantes de sushi em esteiras\, a prática de artes manuais e marciais\, além das tradicionais festividades japonesas são apenas algumas das cenas retratadas em miniaturas – sob o conceito ‘mitate’ – pelo fotógrafo japonês Tatsuya Tanaka\, que estão em exibição na Japan House. Ao todo são 37 obras criadas a partir de elementos como conchas\, alimentos como macarrão e sushi\, itens de maquiagem\, canudos\, pregadores\, leques\, entre outros objetos do dia a dia japonês\, que estão divididas em cinco grupos principais: estações do ano e seus eventos\, cenas do Japão tradicional\, cenas do Japão moderno\, vida cotidiana e práticas tradicionais. Internacionalmente conhecido pelo projeto ‘Miniature Calendar’ realizado em suas mídias sociais\, Tanaka ilustra o conceito ‘mitate’ em todo seu trabalho\, onde a arte em miniatura é fotografada com temática de bonecos de diorama e coisas do dia a dia. Acredita-se que o ‘mitate’ esteja enraizado na cultura japonesa – que desde sempre conviveu em harmonia com a natureza – para compensar com a imaginação coisas faltantes ou vazias. Esse senso estético ainda é presente na literatura\, cerimônia do chá\, jardinagem\, entretenimentos do período Edo (Kabuki e Rakugo) e gastronomia. A exposição ainda traz uma maquete inédita\, elaborada a partir de conversas entre o artista e a JHSP\, especialmente para esta mostra no Brasil. Os materiais principais escolhidos foram o arroz e o feijão. Para valorizar ainda mais esses pequenos universos\, a expografia aposta no minimalismo e nas diferentes perspectivas de observação\, oferecendo ao público a oportunidade de enxergar algumas obras por meio de lupas\, de pé ou sentado(a)\, observando todos os ângulos.
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SUMMARY:Dani Sandrini no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:O Centro Cultural Fiesp apresenta a exposição Terra Terreno Território da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini. A mostra é composta por 57 obras de temática indígena\, na qual a artista utiliza duas técnicas de impressão fotográfica do século XIX para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades\, no século XXI.  As imagens foram captadas\, durante o ano de 2019\, em aldeias indígenas da Grande São Paulo\, onde predomina a etnia Guarani\, e também no contexto urbano\, que abriga aproximadamente 53 etnias. Terra Terreno Território apresenta dois agrupamentos fotográficos. No primeiro a impressão é feita em papéis sensibilizados com o pigmento extraído do fruto jenipapo (o mesmo que indígenas usam nas pinturas corporais). E no segundo\, diretamente em folhas de plantas como taioba\, helicônia\, cará-moela e outras. Os processos\, chamados de antotipia e fitoterapia\, respectivamente\, se dão artesanalmente\, através da ação da luz solar\, em tempos que vão de três dias a cinco semanas de exposição. As obras de Dani Sandrini trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente\, da rapidez do click e da imagem virtual. A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem\, por exemplo\, pode levá-la ao apagamento”\, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena vem sofrendo em nosso país. Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar\, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”\, comenta Dani\, que durante o projeto fotografou pessoas de diversas etnias\, oriundas de várias regiões do país\, ora posando para um retrato ora em suas rotinas\, suas atividades\, seus eventos\, rituais ou celebrações.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:A exposição Retratistas do Morro busca construir e revisitar uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, tendo como foco a região do Aglomerado da Serra\, localizada ao Sul de Belo Horizonte (Minas Gerais). Composta por fotografias que abrangem o período de 1960 a 1990\, a mostra apresenta o trabalho dos fotógrafos Afonso Pimenta e João Mendes\, sob a curadoria do pesquisador e artista visual Guilherme Cunha. Essa exposição é um desdobramento do projeto social “Retratistas do Morro”\, iniciado por Guilherme Cunha em 2015\, cujo objetivo é contribuir para a preservação do patrimônio histórico-cultural nacional e ampliar o entendimento sobre a história das imagens no Brasil\, especialmente as narrativas visuais produzidas por retratistas que atuaram nas comunidades. Para isso\, foi realizado um trabalho de mapeamento\, identificação\, catalogação e restauração dos acervos fotográficos desses retratistas. Durante a pesquisa\, destacaram-se Afonso Pimenta e João Mendes\, que atuaram na região desde o final da década de 1960 e possuem um volume significativo de acervo\, incluindo negativos em preto e branco de médio formato (6×6)\, negativos coloridos em 35mm\, monóculos e negativos em 35mm de meio quadro. Para a mostra no Sesc Pinheiros\, Guilherme realizou um profundo processo de pesquisa sobre a história da comunidade\, além de um trabalho de curadoria a partir dos mais de 250 mil negativos disponíveis no acervo. Dessa seleção\, aproximadamente 33 mil imagens foram restauradas e apresentam uma perspectiva histórica do Aglomerado da Serra em forma de imagens.
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SUMMARY:"Antonio Obá: Revoada" na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A exposição de Antonio Obá olha para a trajetória do artista que\, em vinte anos de carreira\, difundiu suas obras em coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior. Seu trabalho é constituído por três importantes pilares\, que conduzem a narrativa da exposição: a rememoração de acontecimentos históricos\, a atribuição de novos significados a esses episódios e o processo educativo. A exposição apresenta um conjunto de pinturas com temáticas voltadas para a infância\, e uma instalação inédita (Revoada)\, pensada a partir do contexto do museu — a Pinacoteca nasceu originalmente para ser uma escola. A obra consiste em 200 pares de mãos de crianças moldadas em resina em oficinas oferecidas pelo artista na Ocupação 9 de Julho (Movimento Sem Teto do Centro)\, em duas escolas particulares e no ateliê da Pina Contemporânea. Além da instalação\, 20 pinturas se organizam a partir do tema da infância e de um movimento vertical\, muito presente no trabalho de Obá. No percurso de revisitar momentos da história\, o artista inscreve a tragédia e a violência em um tempo mítico\, transformando os personagens históricos em entidades\, arquétipos que podem rever sua posição na própria história. A infância em “Antônio Obá” não é ingênua. As crianças-personagens do artista são agentes do seu tempo\, conscientes e capazes de transformar o mundo.
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SUMMARY:"Dōshin: os encantos dos brinquedos japoneses" na Japan House
DESCRIPTION:Inaugurada no segundo andar da Japan House São Paulo\, esta exposição explora a cultura e as características do Japão a partir dos brinquedos. A mostra traz uma seleção de 126 itens\, incluindo alguns que surgiram há meio século e que mantém sua popularidade; brinquedos desenvolvidos a partir de uma perspectiva que destaca a segurança e praticidade; jogos e personagens originários do Japão e que conquistaram o mundo\, entre outros\, além de uma linha do tempo que narra a história do brinquedo a partir do período pós-guerra do Japão. Assim como outros elementos\, os brinquedos vão além de simples objetos\, auxiliam as crianças no desenvolvimento da imaginação e habilidade social por meio da noção de compartilhamento e cooperação; evoluem constantemente\, refletindo a cultura e os estilos de vida da sociedade. Fabricantes se inspiram na vida cotidiana para ajudar crianças a entender e se relacionar com o ambiente. Nesta exposição\, os visitantes têm a oportunidade de observar como os brinquedos do Japão refletem o contexto histórico e o estilo de vida japonês\, descobrindo assim as diferenças e semelhanças entre os brinquedos japoneses e brasileiros\, além de experimentarem alguns aspectos sobre o país nipônico introduzidos na forma do brincar. Dada a relevância mundial da indústria japonesa de brinquedos\, a exposição foca também nos brinquedos originados no Japão e conhecidos em todo o mundo. Inclusive\, a mostra reserva algumas surpresas aos visitantes – que podem reconhecer personagens e jogos que já fazem parte da infância brasileira\, mas têm origem nipônica. Para que os visitantes possam interagir e experienciar alguns dos brinquedos\, a exposição também reserva um ambiente especial para esta vivência.
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SUMMARY:Lucas Bambozzi no MAC USP
DESCRIPTION:O conceito de solastalgia – estresse mental e/ou existencial causado por mudanças ambientais abruptas\, não só por consequências naturais\, mas também\, por modelos de extrativismo danosos  – norteia e intitula a exposição inédita que o cineasta\, artista visual e pesquisador em novas mídias\, Lucas Bambozzi\, exibe no MAC USP. A mostra\, com curadoria assinada por Fernanda Pitta\, traz quatro videoinstalações que servem como uma espécie de convite para o público refletir sobre o impacto social e ambiental das atividades mineradoras no Brasil. A exposição abre com montanhas e paisagens dilaceradas na obra SOLASTALGIA (2023)\, uma instalação que nasce do processo de realização do longa-metragem LAVRA (2021\, 91 minutos)\, também de Lucas Bambozzi. Por meio de uma linguagem mais sensorial – mais imagética\, sem diálogos\, personagens e/ou narrativas ficcionais\, presentes no documentário -\, a instalação evidencia as tragédias causadas pela mineração de ferro no entorno de Belo Horizonte (MG). “As imagens explicitam uma lógica extrativista que destroça modos de vida\, em nome de uma noção arcaica de progresso. Se antes estávamos expostos a formas de solastalgia apenas em função de acidentes tidos como naturais\, hoje\, os acidentes são causados por negligências – por modelos de extrativismo danosos e também por uma noção de desenvolvimento que entra em conflito com outros modos de se viver”\, comenta Bambozzi. As narrativas de tragédias\, acidentes naturais ou causados por ações exploratórias também aparecem na obra inédita EXTRA\, EXTRA (2023)\, vídeo criado a partir de imagens e registros de fotojornalismo\, publicados por diversos veículos de imprensa. Na série PAISAGENS RASGADAS (2021)\, Bambozzi adentra no espaço aéreo e exibe em cinco telas LCD passeios virtuais através do Google Earth Studio – ferramenta que agrega imagens aéreas de diferentes fontes\, a partir de coordenadas de latitude e longitude. Na obra\, também em formato de vídeo\, o artista apresenta imagens de crateras de extração de minério de ferro de grandes mineradoras multinacionais\, localizadas em espaços de controle privado e até então inacessíveis a registros fotográficos usuais. Em LUZES (2023)\, painéis luminosos posicionados no chão recebem projeções de frases que sintetizam a ideia de solastalgia\, sob o olhar de 3 pensadores convidados: Ailton Krenak\, líder indígena\, ambientalista e filósofo; Christiane Tassis\, escritora\, roteirista do filme Lavra\, e a artista\, Giselle Beiguelman. Ao longo do período expositivo\, novas participações de artistas devem se somar ao espaço da instalação\, em diálogo com as redes sociais e com a exposição em sua integralidade.
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SUMMARY:"Cybèle Varela: Imaginários Pop" no MAC USP
DESCRIPTION:Esta é a terceira exposição individual que o MAC USP realiza da obra da artista Cybèle Varela (Petrópolis\, 1943). Varela apareceu no cenário brasileiro nos anos 1960\, com obras e objetos figurativos\, que dialogavam com estilemas e debates em torno da Arte Pop\, mas que aqui tinha outros contornos a partir da experiência da chamada Nova Objetividade Brasileira. Em seus primeiros trabalhos\, entre 1965 e 1966\, pareciam emergir referências claras à cultura popular e autodidata do país. A partir de 1967\, eles incorporam outros elementos: a cultura popular urbana\, aquela divulgada pelos meios de comunicação de massa (sobretudo a televisão)\, a linguagem da propaganda\, vistos de um ponto-de-vista crítico e irônico. É desta fase inicial da produção da artista que o MAC USP possui duas obras\, das quais partimos para propor a exposição que ora se realiza.A primeira metade da década de 1960\, no Brasil\, na qual Cybèle Varela se formou\, foi marcada pela presença de vários grupos de artistas\, principalmente no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Neles\, a retomada da figuração\, aliada a novos materiais e técnicas de pintura (que incluíam a tinta em spray\, os esmaltes sintéticos e tintas automotivas)\, constituíram um preâmbulo às experiências mais conceituais. Esse momento rico e potente chegou ao seu fim no campo das artes visuais com a instituição do Ato Institucional no. 5\, em dezembro de 1968\, que inaugurou assim o período mais duro da ditadura militar brasileira. A expressão maior disso é\, efetivamente\, o conjunto de obras que Varela enviou para sua participação na 9a Bienal de São Paulo\, em 1967. Ela chamou a atenção da imprensa ao ter suas obras retiradas daquela edição da Bienal pelo famigerado DOPS (Departamento da Ordem Política e Social\, órgão da ditadura militar\, responsável pela censura e pelo terrorismo de estado contra opositores ao regime).A cultura de massa difundida pela televisão\, na virada dos anos 1960 para os anos 1970\, aparece claramente nos motivos e temas tratados pela artista. Os motivos e elementos por ela tratados em suas obras estiveram presentes nessa cultura televisiva\, que tratou de domesticar os conflitos geracionais e de comportamentos sociais entendidos como subversivos para a deglutição da classe média brasileira na década seguinte. Assim\, Varela articula temas da cultura de massa daquele final de década de 1960\, partindo da prática da pintura\, mas transformando-a através do uso de novos suportes (o compensado) e novos procedimentos (a colagem e apropriação do papel de jornal\, por exemplo). Ela também é fruto de um potente sistema da arte\, voltado para a promoção da nova geração\, que não fosse o interregno da ditadura militar\, teria consolidado centros de criação artística fora das grandes capitais.
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SUMMARY:"Tempo Imenso" e outras duas exposições na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:A Galeria do Parque apresenta a exposição coletiva Tempo Imenso\, que conta com as participações de Felipe Cohen\, Laura Vinci\, Lucas Arruda e Paulo Pasta\, com texto crítico elaborado por Taisa Palhares. Essa seleção de artistas elabora um comentário em torno das temáticas do tempo e da perenidade do olhar\, convidando os visitantes a uma apreciação atenta e minuciosa. Os artistas\, que trilharam seus caminhos em períodos distintos\, estabelecem um diálogo entre suas obras que nos proporciona a oportunidade de reexaminar a história da arte contemporânea brasileira em relação à produção cultural atual\, permitindo uma compreensão mais aprofundada de suas características e significados.  \n\n\n\nDanilo Oliveira ocupa a parede do Projeto 280×1020 com seu Museu Total\, que consiste em uma grande instalação com uma variedade de objetos\, colagens\, montagens\, desenhos e pinturas. A instalação busca estabelecer conexões diretas com a história da arte enquanto apresenta objetos que perderam sua utilidade\, seu valor ou foram substituídos\, mas\, de todo modo\, desapareceram. Assim\, Danilo Oliveira lança uma provocação sobre a relação que as pessoas têm com as coisas. A exposição está repleta de informações breves sobre diversos assuntos\, destacando suas relações históricas\, assim como outras informações curiosas. \n\n\n\nA sala Gabinete recebe\, de forma póstuma\, a produção da artista mato-grossense Deborah Paiva. Paiva emergiu no cenário artístico no início dos anos 1990\, com a pintura como sua principal forma de expressão\, explorando os princípios da imagem e da materialidade dentro dessa linguagem. A partir dos anos 2000\, as paisagens da artista deram lugar a um universo poético que orbitava em torno da representação da figura feminina. A exposição A liberdade é azul apresenta obras produzidas pela artista entre 2010 e 2021. Apesar de não serem ostensivas\, essas obras não deixam de abordar as questões inerentes à prática da pintura\, revelando notas biográficas em um ambiente delicado\, onde figuras femininas se inserem em atividades diárias\, como nadar\, comer\, ler\, passear ou ir à escola. São retratos de jovens que não mostram seus rostos e\, de certa forma\, sempre parecem estar sozinhas\, imersas em cores que sugerem intimidade e nos fazem cúmplices desses momentos.
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SUMMARY:Temporada de Projetos 2023 no Paço das Artes
DESCRIPTION:A vocação experimental do Paço das Artes é constatada\, principalmente\, por meio da Temporada de Projetos\, que foi criada com o objetivo de abrir espaço à produção\, fomento e difusão da prática artística jovem. Concebida em 1996\, a Temporada de Projetos teve sua primeira exposição realizada em 1997 e se tornou\, nos seus mais de 25 anos de trajetória\, a principal incubadora de jovens artistas contemporâneos do país. Anualmente\, a Temporada abre uma convocatória nacional selecionando projetos artísticos e um projeto de curadoria para serem desenvolvidos e produzidos com o respaldo do Paço das Artes. Os selecionados recebem acompanhamento crítico\, a publicação de um catálogo sobre suas obras e um cachê de exibição. Desde seu surgimento\, quando ainda era bienal (tornando-se anual em 2009)\, o programa possibilitou a emergência de inúmeros artistas\, curadores e críticos\, muitos deles presentes na cena artística atual\, como Regina Parra\, Nino Cais\, Lia Chaia\, Lais Myrrha e João GG.  Em 2014\, o Paço das Artes lançou a plataforma digital MaPA\, concebida por Priscila Arantes\, que reúne todos os artistas\, curadores\, críticos e membros do júri que passaram pela Temporada de Projetos. Nesta edição\, símbolos nacionais\, heranças históricas\, memória\, contexto carcerário e as relações em ambiente virtual são os temas dos projetos selecionados pelo júri de críticos e curadores Guilherme Teixeira\, Luciara Ribeiro e Mario Gioia. A variação e a representatividade em diferentes vertentes da arte contemporânea são pontos de destaque da nova Temporada\, exibindo trabalhos que abordam livremente as linguagens artísticas\, têm personalidade e são inéditos. Tatiana Cardoso\, Ana Raylander\, Denis Moreira\, Gustavo Torrezan e Karola Braga são os artistas que integram a edição de 2023. O projeto de curadoria de Allan Yzumizawa é intitulado Exercício Ka’a: exposição para seres não humanos. A coletiva é resultado de sua pesquisa no litoral da Paraíba\, tendo como convidados quatro artistas de lá que também se interessam por arte\, natureza e na desierarquizacão dos embates relacionais. No próprio título Ka’a\, de origem no tronco Tupi\, encontramos o resumo sugestivo onde a floresta se configura enquanto ser vivo\, e os animais\, enquanto gente. Os documentos\, textos\, imagens e obras aqui apresentados são fruto de uma vivência de três dias proposta pelo curador para os artistas Cris Peres\, Lucas Alves\, Paulo Pontes e Serge Huot. 
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SUMMARY:"Gilberto Mendes 100" no Sesc Consolação
DESCRIPTION:Em comemoração ao centenário do músico e compositor Gilberto Mendes\, o Sesc Santos recebeu em 2022 a exposição Gilberto Mendes – 100\, com curadoria de Lorenzo Mammi e consultoria de Lívio Tragtenberg. A mostra\, que agora passa pelo Sesc Consolação\, contempla a memória do compositor erudito brasileiro mais conhecido e influente da segunda metade do século XX\, Gilberto Ambrosio Garcia Mendes (1922-2016). Dividida em “ilhas“\, a exposição busca mostrar as execuções musicais em sua integridade\, sempre que possível evidenciando a relação das peças com as respectivas notações ou instruções\, muitas delas de grande beleza gráfica\, e relacionando-as ao contexto em que as obras foram produzidas pelo compositor. 
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SUMMARY:“Dois de Julho: uma outra Independência” no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria de Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, dando continuidade a seu Programa de Exposições 2023\, homenageia seu fundador\, o originalmente baiano e amorosamente paulistano Emanoel Araujo\, com uma grande mostra-instalação. Dois de Julho: uma outra Independência\, nasce do projeto curatorial iniciado por Araujo em 2022\, em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia (1823-2023)\, trazendo ao museu Julhienses\, projeto do designer Daniel Soto Araujo. O trabalho celebra a força do povo nas marchas de julho de 1823\, com representações de personagens da Guerra da Independência como Maria Felipa\, mulher negra baiana que liderou um grupo de homens e mulheres na luta contra as tropas portuguesas. A Independência do Brasil na Bahia tem a forte expressão do ativismo social que clama por justiça e bem-estar nas ruas. É o retrato dos esforços cotidianos para colocar fim ao domínio português no Brasil\, após uma guerra que fora iniciada em 19 de fevereiro de 1822\, bem antes do 7 de setembro\, e só culminou com a libertação da altamente rendosa e produtiva capital Salvador\, e a inserção da província no Império do Brasil\, enfim\, em 2 de julho de 1823. A mostra conta ainda com as obras Contra-ataque\, grande painel de Pedro Marighella e com o Vídeo Dois de Julho: Independência do Brasil na Bahia\, confiado a Hans Herold\, que assina a direção de fotografia e foi aprovado\, em vida\, pelo próprio Emanoel Araujo\, além do intrigante Manifesto Gráfico de Daniel e Sofia Soto. Pela expressão autêntica do povo em luta\, a mostra Dois de Julho: uma outra Independência merece espaço na agenda para que você também conheça as histórias e os rostos dessa outra versão sobre a conquista da soberania no Brasil.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Paulo Chavonga no Museu da Imigração
DESCRIPTION:O Museu da Imigração inaugura a nova exposição do artista plástico\, poeta e cineasta angolano Paulo Chavonga\, intitulada Onde o arco-íris se esconde. Artista nascido em Benguela\, Angola\, vive atualmente em São Paulo\, e tem apresentado um olhar atento para a vida e seus espaços. Da janela de seu ateliê às praças da cidade\, ele registra o cotidiano com foco nas pessoas. Apoiado em diferentes suportes e materialidades\, tendo a pintura como linguagem central\, em uma paleta de tons vibrantes\, ele observa a realidade e a transforma em imagem de crítica social\, sem que isso o impeça de dialogar com extrema poesia e sensibilidade. Nessa exposição\, Chavonga faz conexões entre trajetórias de imigrantes africanos\, a experiência cotidiana em outro país e o universo da representatividade artística. O trabalho envolve perspectiva de resistência sobre a ideia de permanência e resiliência ao pensar arte como contato com a cultura dele. “Histórias que pintam África Pelas Ruas de São Paulo é um compromisso político comigo e com as pessoas ao meu entorno. Nele\, eu problematizo o imaginário brasileiro do imigrante e negro através da pintura\, da poesia e do cinema“\, destaca. Para focar no aspecto humanista da mostra\, o artista conta sua própria história com fotos de sua família em Angola. “Todo imigrante tem uma história e uma memória. Quero criar um olhar humano entre o brasileiro e o imigrante africano. Quero dar voz aos africanos. A mostra reúne também denúncias de xenofobia e racismo\, o que tem levado à migração reversa\, onde os imigrantes africanos saem do Brasil para outros países ou mesmo para retornarem para sua terra natal”\, explica o artista. A exposição\, curada por Luciana Ribeiro\, integra 60 pinturas\, uma instalação que reproduz uma barraca de venda de tecidos da Praça da República\, dois vídeos e doze poemas. No dia da estreia\, os poemas serão declamados pelos poetas angolanos Ermi Pazo e Mwana N’gola.
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SUMMARY:"Santos Dumont: o poeta inventor" no Farol Santander
DESCRIPTION:Nos 150 anos de nascimento de Alberto Santos Dumont\, a exposição Santos Dumont – o poeta inventor apresenta sua icônica trajetória na conquista do voo. A mostra apresenta nos pavimentos 24 e 23 do Farol Santander São Paulo o mundo de Alberto Santos Dumont\, sua vida no Brasil e suas criações e experimentos em Paris\, a cidade que o recebe e estimula\, seu palco de experiências e demonstrações. No saguão\, um modelo do 14 Bis\, o biplano com o qual faz o primeiro voo homologado do mundo é apresentado em tamanho real inclinado acima da cabeça das pessoas\, como se estivesse voando no Parque de Bagatelle. O exemplar do 14 Bis pesa 150kg\, mede 9\,6metros de comprimento por 11\,7 metros de envergadura e 3\,72m de altura na extremidade das asas.
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SUMMARY:"Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias" no Sesc Bom Retiro
DESCRIPTION:Até 28 de janeiro de 2024\, o Sesc Bom Retiro é palco de um representativo recorte da produção de ilustradores negros e negras dedicados à ilustração de títulos da literatura brasileira contemporânea voltada a todas às infâncias. Reunindo 92 trabalhos de 47 autores\, a exposição Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias integra a programação de atividades do Omodé: Festival Sesc de Arte e Cultura Negra para a Molecada\, que segue aberto ao público\, também no Sesc Bom Retiro. Instalada no segundo andar da unidade\, a exposição oferece ao público uma imersão no universo lúdico infantil e potencializa os propósitos caros ao festival: a celebração das culturas afro-brasileiras e da diversidade na infância\, com a promoção de reflexões sobre negritude\, ancestralidade\, pertencimento e antirracismo. Idealizada pelo Sesc\, com curadoria de Ananda Luz\, mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais e pedagoga\, a exposição transborda ancestralidade desde a expressão escolhida para nomeá-la. “[Karingana] não é pergunta e resposta. É um convite para o ouvir e acolhida para o contar. É um movimento lúdico e coletivo\, no qual as histórias contadas\, por serem parte da vida\, tornam-se vivas em cada pessoa que faz parte dessa roda. Por isso\, as histórias não têm fim. Reverberam na coletividade”\, explica Ananda. A concepção da exposição Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias\, explica a curadora\, foi alicerçada em princípios como circularidade\, ludicidade\, ancestralidade e comunitarismo\, valores civilizatórios afro-brasileiros defendidos pela pensadora Azoilda Loretto da Trindade (1957-2015). No contexto da sanção da Lei 10.639\, que em 2003 estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História da África em todo o currículo escolar do Brasil\, Azoilda foi idealizadora do projeto educativo A Cor da Cultura\, difundido em todo o país por meio de materiais audiovisuais e ações culturais e educativas que visam práticas positivas e de reconhecimento e preservação das culturas afro-brasileiras. \n\n\n\nA curadora da mostra\, nos últimos anos\, tem focado suas pesquisas sobre esse segmento da produção literária contemporânea e atesta que essa pluralidade representativa de autores segue em expansão. “É fato que o grande ‘bum’ do mercado editorial é na região Sudeste\, mas há muita produção acontecendo em diversas regiões do país. Temos na mostra\, por exemplo\, um livro ilustrado pela Bárbara Quintino\, Menina Nicinha\, que foi fruto do projeto Lendo Mulheres Negras de Salvador\, criado pela autora Evelyn Sacramento. Também temos o Cau Gomez\, que ilustrou o livro Atchim!\, escrito pelo Miró e publicado pela editora pernambucana CEPE. Então há diversidade e há publicações por todo o país. Mas temos de fazer também algumas perguntas quanto a criação\, circulação e mediação de livros para as infâncias de autoria negra e nas ilustrações: as editoras estão atentas aos portfólios? Eles e elas estão nas grandes\, pequenas e médias editoras? Para quais temas as editoras convidam ilustradoras e ilustradores negros?”\, provoca.  
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SUMMARY:Gregório Gruber na Galeria São Paulo Flutuante
DESCRIPTION:O artista plástico Gregório Gruber apresenta a mostra Desenhos e Pinturas a partir de 15 de julho de 2023 (sábado)\, das 16h às 21h\, na galeria São Paulo Flutuante\, na Barra Funda\, em São Paulo. O texto curatorial fica a cargo de Denise Mattar. A visitação\, que é gratuita\, segue até 14 de outubro de 2023. Reunindo cerca de 42 trabalhos inéditos (entre pinturas acrílicas\, pastel sobre papel e esculturas)\, a exposição marca o retorno do artista – nascido em Santos\, mas criado em São Paulo\, que não expunha há uma década. As obras datam de 2020\, época da pandemia de Covid-19\, até 2023\, e mostram cenas (diurnas e noturnas) da capital paulistana\, como Avenida Paulista\, Vale do Anhangabaú\, Parque Dom Pedro I\, Marechal Deodoro e Pacaembu\, entre outras. Como parte complementar\, será exibido o documentário Gregório no Centro\, que foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural – ProAC Expresso LAB 51/2020\, “Prêmios por Histórico de Realização em Artes Visuais” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Produzido por Lorena Hollander (filha do pintor)\, pesquisa e entrevista de Laura Escorel e captação e edição de Renata Chebel\, o artista plástico\, com 50 anos de atuação\, abre seu estúdio e conta sobre suas primeiras lembranças do centro de São Paulo. O artista já teve textos escritos sobre a sua obra por críticos\, curadores e artistas como Aracy Amaral\, Miguel de Almeida\, Pietro Maria Bardi\, Carlos von Schmidt\, Sheila Leirner\, Olívio Tavarez de Araujo\, Wesley Duke Lee\, Ernestina Karman\, Jayme Maurício\, Mario Schenberg\, Flávio de Aquino\, Roberto Pontual\, Frederico de Morais\, Flávio Motta e Radha Abramo. “A vivência no Centro da cidade me fez querer pintar o meu entorno\, os edifícios\, as ruas e as pessoas que fazem parte do meu círculo. Foi a lição que a História da Arte me ensinou\, como por exemplo\, Van Gogh pintou Arles na sua época e Gauguin pintou as ilhas marquesas. Eu tinha essa consciência que precisava me relacionar com que estava perto”\, afirma o artista que foi criado na Rua Martins Fontes\, no centro de São Paulo\, e é filho do também pintor Mário Gruber (1927-2011).
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LOCATION:Galeria São Paulo Flutuante\, Rua Brigadeiro Galvão\, 130 - Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Ocupação Milton Santos" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:O espaço não é só espaço. Não é só um ponto no mapa\, mas o efeito da reunião de vários fatores históricos\, culturais\, econômicos. No espaço\, presente e passado se sobrepõem\, fluxos se entrecruzam\, práticas se misturam. Por isso\, a geografia – assim como entendida por Milton Santos – é fundamental: falando de onde vivemos\, ela explica como vivemos. Homenageado desta 59ª Ocupação\, Milton Santos\, com a criação desse e de outros conceitos\, renovou o pensamento geográfico. Sua perspectiva\, baiana de berço – tendo ele nascido em Brotas de Macaúbas\, em 1926 –\, foi formada por contatos pelo Brasil e com a Europa\, as Américas do Norte e do Sul e a África\, em 14 anos de exílio imposto pelo regime militar. Lendo criticamente essas realidades\, tornou-se um dos mais destacados pensadores da sua área no nosso país. Mas não só. Intelectual público\, Milton se engajou em debates sobre política e educação por meio dos jornais e\, sendo negro e consciente do que isso implica no Brasil\, discutiu práticas de movimentos sociais e\, nas suas palavras\, a “questão racial”. Hoje\, 22 anos após sua morte\, suas ideias circulam para além das universidades. Com impacto no país inteiro\, em especial nas periferias\, ele influencia novos intelectuais\, artistas e ativistas. Esta Ocupação percorre todas essas facetas de Milton\, com uma apresentação dos seus livros e da sua trajetória\, de documentos\, fotografias e depoimentos de familiares\, antigos alunos e profissionais próximos do seu trabalho. O tratamento técnico do acervo de Milton Santos e a exibição de parte desses itens aqui disponíveis só foram possíveis graças às atividades do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP)\, importante instituição para a pesquisa e documentação brasileiras. Em itaucultural.org.br/ocupacao\, além de materiais da exposição\, estão reunidos outros conteúdos exclusivos sobre o geógrafo.
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SUMMARY:"Realidades e Simulacros" no MAM SP
DESCRIPTION:São Paulo\, julho de 2023 – Explorar o diálogo entre o virtual e o físico\, perceber a realidade ao redor de outra maneira e interagir com as dimensões de uma mesma experiência. Esse é o convite que a nova exposição do Museu de Arte Moderna de São Paulo traz ao público. Em cartaz a partir de 22 de julho\, Realidades e Simulacros apresenta obras inéditas em realidade aumentada no Jardim de Esculturas e em diferentes pontos do Parque Ibirapuera. A iniciativa é realizada pelo MAM e conta com patrocínio da 3M por meio da Lei de Incentivo à Cultura\, apoio da Africa Creative e parceria com a Urbia. Com curadoria de Marcus Bastos\, artista e pesquisador na convergência entre audiovisual\, arte e novas mídias\, e de Cauê Alves\, curador-chefe do MAM\, a exposição reúne obras do Coletivo Coletores\, Daniel Lima\, Dudu Tsuda\, Eder Santos\, Fernando Velazquez\, Giselle Beiguelman\, Katia Maciel\, Lucas Bambozzi\, Regina Silveira e Paola Barreto. Cada artista recebeu convite da curadoria para criar experiências digitais\, obras virtuais em realidade aumentada que integram o jogo de multiplicidades que é a exposição. “As obras criadas especialmente para a exposição permitem o contato com diferentes realidades e/ou simulacros e propõe um jogo de tensões que sobrepõe camadas de informação e realidade. Um jogo entre o factual e o fabulatório\, entre o visto e o imaginado\, entre o concreto e o inventado”\, refletem os curadores no texto que acompanha a mostra. “O MAM é uma instituição conectada às possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias e busca\, por meio de diferentes ações\, democratizar o acesso à arte.A realização da exposição Realidades e Simulacros acontece nesse contexto. É mais uma iniciativa do museu para expandir sua atuação para além dos limites físicos e alcançar públicos diversos”\, diz Elizabeth Machado\, presidente do MAM.
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LOCATION:MAM SP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n° - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"B.B. King: um mundo melhor em algum lugar" no MIS
DESCRIPTION:A partir do dia 26 de julho\, diversos itens da vida e obra de B.B. King estarão disponíveis para visitação do público em uma exposição inédita dedicada ao Rei do Blues. A mostra B.B. King: um mundo melhor em algum lugar\, realizada pelo MIS (Instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo)\, pega emprestado parte do nome do disco de 1981 para tratar de temas de segregação e inclusão\, proporcionando uma experiência sensorial. O projeto tem curadoria de André Sturm e Cacau Ras\, consultoria de Chris Flannery\, planejamento do Atelier Marko Brajovic\, também responsável pelo projeto expográfico\, e pesquisa e textos de Gabriela Antero. \n\n\n\nPrimeira exposição inteiramente dedicada ao artista no Brasil\, o projeto traz itens históricos da vida de B.B. King. Entre os destaques\, estão imagens do acervo do B.B. King Museum\, de diversas fases da carreira do artista\, desde o jovem Riley Ben King\, aos 23 anos\, com o violão Gibson L48\, de Michael Ocs\, até seu retrato exibindo o prêmio de Melhor Álbum de Blues Tradicional na 42ª Cerimônia do Grammy\, em 2000. Além disso\, a mostra ainda conta com as credenciais de todas as turnês realizadas por B.B. King no Brasil\, nos últimos 30 anos\, em diversos espaços e configurações\, um pin exclusivo temático distribuído por B.B. para fãs ao final dos shows\, o primeiro troféu Grammy recebido pelo cantor em 1971 e a icônica guitarra Gibson Lucille\, assinada por King em seu show em São Paulo em 1993.A trajetória de vida e superação de B.B. King é metáfora para tratar do tema maior da exposição: os preconceitos vivenciados por todos até os dias de hoje em nossa sociedade. Paralelamente à trajetória do artista\, a mostra ilustra outros movimentos de luta contra a segregação ao redor do mundo\, trazendo uma narrativa que se dá pela intersecção entre a vida do músico\, o panorama de lutas pelo mundo e o projeto cenográfico\, que narra a mudança do tempo rumo a um futuro mais plural e colorido. \n\n\n\nExperiência sensorial \n\n\n\nB.B. King: um mundo melhor em algum lugar é uma experiência sensorial que percorre épocas\, fatos e conteúdos da vida de B.B. King. Para a criação conceitual do projeto\, foi feita uma linha do tempo e do espaço que percorre a história do artista e dos desdobramentos social e cultural da segregação\, fluxo inspirado no curso meândrico do rio Mississipi – onde está localizada\, às margens\, a cidade de Memphis\, conhecida como a capital do blues. O rio se converte numa metáfora que traz a mistura de cores\, texturas e formas no movimento contínuo da vida. \n\n\n\nNo começo da exposição\, o público se depara com uma geometria preta e branca que divide e separa\, representando a segregação. Pouco a pouco\, essa configuração se transforma em uma paleta multicolorida da diversidade de cores e conteúdos\, criando uma praça que celebra a diversidade e convida ao diálogo\, sem esquecer do que ainda precisa ser superado.
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LOCATION:MIS\, Av. Europa\, 158 - Jardim Europa\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Texto" de Thiago Honório na Capela do Morumbi
DESCRIPTION:A Capela do Morumbi apresenta a partir de sábado\, 29 de julho\, o trabalho Texto\, do artista mineiro Thiago Honório (1979). A mostra é uma espécie de segundo ato da exposição-processional Oração\, realizada em maio e junho de 2023\, na Galeria Luisa Strina\, em São Paulo\, com curadoria de Ana Paula Cohen. Na experiência de Texto\, Thiago Honório toma a construção da Capela do Morumbi – a edificação em ruínas de taipa de pilão – e a parte externa do jardim rente à parede de seu “altar”\, considerando o corpo arquitetônico e os deslocamentos do corpo do espectador no interior dele como texto\, tecido e trama. O conceito de tecido aqui usado é o definido por Roland Barthes\, em que o significado se constrói através de um entrelaçamento contínuo. \n\n\n\nA partir da noção de texto foram consideradas as diversas hipóteses e interpretações das ruínas que constituem a Capela do Morumbi: ora como sendo uma capela consagrada a São Sebastião dos Escravizados\, ora como capela acompanhada de sepulturas destinadas aos proprietários da Casa da Fazenda do Morumbi\, ora\, ainda\, as ruínas de um paiol. Entre natureza viva e natureza-morta\, entre paiol e capela\, capela e paiol\, esse segundo ato\, desdobramento da exposição processional Oração\, o trabalho Texto levanta tais questões\, deixando em suspenso\, a partir de uma dimensão simbólica\, as funções e os usos desse espaço de exposições: a Capela do Morumbi.  \n\n\n\nA exposição é constituída por duas obras. Na sala principal da Capela do Morumbi\, o espectador se depara com Texto. Trata-se de um trabalho constituído por uma trama de ramos de algodão natural que atravessa imaginariamente a parede do altar\, “continuando” plantada numa pequena fatia do jardim atrás da Capela\, em área retangular rente a essa parede. Tal parte do trabalho presente na área externa\, colhida por floristas imigrantes japoneses no inverno de 2023\, é transplantada de um algodoal e\, para tanto\, tem esse pequeno pedaço de seu solo tratado\, cuidado\, regado. Texto se relaciona com a ideia de trama\, tecido e narrativas em suspenso\, evoca tanto os tapetes processionais realizados com serragem natural tingida nas procissões da Semana Santa e de Corpus Christi\, uma espécie de tapete-nuvem de ramos algodão\, como um algodoal\, relacionando-se\, também\, com as paredes de taipa de pilão\, de terra em “carne viva”\, da Capela do Morumbi. Vida e morte\, peso e leveza\, dentro e fora\, gravidade e suspensão de algum modo são elementos que aparecem nesse campo-plantação-colheita-tapete que constituem o arranjo. O trabalho Texto conjuga\, ainda\, uma reunião de temporalidades distintas: o arranjo de ramos de algodão natureza-morta do lado de dentro da capela e a still life – natureza-viva na pequena área plantada transplantada – do lado de fora\, no jardim. \n\n\n\nO trabalho Aleijadinho está disposto no batistério da Capela do Morumbi\, em meio aos afrescos que representam a cena do batismo de Cristo com anjos de fisionomias indígenas pintados pela artista pernambucana Lucia Suanê (1922-2020) nos anos 1940. Há nesse trabalho uma discussão sobre o estatuto da mão em diversos âmbitos\, um trabalho realizado a várias mãos: as mãos do escultor Aleijadinho\, as mãos dos assistentes de Aleijadinho\, as mãos da imagem esculpida\, as mãos dos santeiros populares responsáveis pela réplica\, as mãos da arquiteta Lina Bo Bardi ao desenhar os cavaletes de cristal\, as mãos dos técnicos que executaram o cavalete\, as mãos do artista na realização dos projetos\, croquis e estudos para o desenvolvimento da obra Aleijadinho\, as mãos da assistente do artista\, as mãos da curadoria\, as mãos dos montadores que incrustarão as mãos esculpidas na pele de cristal.  \n\n\n\nA reunião de temporalidades distintas e deslocamentos\, tão caros à produção de Thiago Honório\, se relaciona diretamente tanto com o que se presentifica na construção da Capela do Morumbi\, ruínas de uma arquitetura vernacular– a taipa de pilão – com a arquitetura moderna via gesto de restauro do arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972)\, como na obra Aleijadinho\, as réplicas das mãos esculpidas e encarnadas pelos santeiros populares mineiros na pele de cristal do cavalete criado pela também arquiteta moderna italiana Lina Bo Bardi.
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LOCATION:Capela do Morumbi\, Av. Morumbi\, 5387\, Morumbi\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Marta Minujín: Ao Vivo" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Mostra panorâmica desdobra-se em diferentes momentos da carreira de Marta Minujin com projetos imersivos que\, ao articularem cor\, som e movimento\, tornam corpórea\, sinestésica e lúdica a experiência política da arte. O experimentalismo acompanha a artista em sua trajetória\, que será pela primeira vez apresentada de forma panorâmica no Brasil. A mostra ocupará a galeria de exposições temporárias da Pina Luz e terá uma obra monumental\, o inflável Árbol de los deseos (2020)\, instalada do entorno do museu. Entre o pensamento utópico e um grande fôlego de realização pública e coletiva\, Marta Minujín (Buenos Aires\, 1943) construiu uma das mais destacadas obras da arte contemporânea latino-americana. O início da sua trajetória remonta ao informalismo e a diálogos com o pop e a arte conceitual\, e\, já na virada pros anos 1970\, adentra o contexto da contracultura\, no qual\, além de obras em suportes tradicionais\, a performance\, os happenings\, a videoarte e as intervenções urbanas ganham evidência.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Sesc Belenzinho
DESCRIPTION:A centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares. Essa é uma das principais premissas que norteiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangenteexposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros já realizada no país\, que será aberta dia 02 de agosto\, no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. A partir de 2024 uma parte da mostra circulará em espaços do Sesc por todo o Brasil pelos próximos 10 anos. \n\n\n\nA ideia nasceu em 2018\, um projeto de pesquisa fruto do desejo institucional do Sesc em conhecer\, dar visibilidade e promover a produção afro-brasileira. Para sua realização\, foram convidados os curadores Hélio Menezes e Igor Simões. Em 2022\, o projeto passa a ter a curadoria geral de Simões com os curadores adjuntos Marcelo Campos e Lorraine Mendes. \n\n\n\nPensamento Negro – A exposição apresentará ao público trabalhos em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidos entre o fim do século XVIII até o século XXI por 240 artistas negros\, entre homens e mulheres cis e trans\, de todos os Estados do Brasil. Lista dos artistas ao final. \n\n\n\nPara se chegar a esse expressivo e representativo número de artistas negros\, presentes em todo o território nacional\, foram abertas duas importantes frentes. Na primeira\, foram realizadas pesquisas in loco em todas as regiões do Brasil com a participação do Sesc em cada estado\, com o objetivo de trazer a público vozes negras da arte brasileira. Essas ações desdobraram-se em atividades e programas como palestras\, leituras de portfólio\, exposições\, entre outros\, com foco local. Vale ressaltar que esse processo teve uma atenção especial para que não se limitasse apenas às capitais do país\, englobando também a produção artística da população negra de diversas localidades\, como cidades do interior e comunidades quilombolas.  \n\n\n\nA equipe curatorial pesquisou obras e documentos em ateliês\, portfólios e coleções públicas e particulares\, para oferecer ao público a oportunidade de conhecer um recorte da história da arte produzida pela população negra do Brasil e entender a centralidade do pensamento negro na arte brasileira. \n\n\n\nA segunda frente foi a realização de um programa de residência artística on line intitulado “Pemba: Residência Preta”\, que contou com mais de 450 inscrições e selecionou 150 residentes. De maio a agosto de 2022\, os integrantes foram orientados por Ariana Nuala (PE)\, Juliana dos Santos (SP)\, Rafael Bqueer (PA)\, Renata Sampaio (RJ) e Yhuri Cruz (RJ). A Residência\, que reuniu artistas\, educadores e curadores/críticos\, contou ainda com uma série de aulas públicas com a participação de Denise Ferreira da Silva\, Kleber Amâncio\, Renata Bittencourt\, Renata Sampaio\, Rosana Paulino e Rosane Borges\, disponíveis no canal do Youtube do Sesc Brasil. \n\n\n\nNúcleos – A proposta curatorial rompe com divisões como cronologia\, estilo ou linguagem. Para esta exposição de arte preta\, não caberá a junção formal\, estilística ou estética. Dessa maneira\, os espaços expositivos do Sesc Belenzinho contarão com sete núcleos: Romper\, Branco Tema\, Negro Vida\, Amefricanas\, Organização Já\, Legitima Defesa e Baobá\, que têm como referência pensamentos de importantes intelectuais negros da história do Brasil como Beatriz Nascimento\, Emanoel Araújo\, Guerreiro Ramos\, Lélia Gonzales e Luiz Gama.
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LOCATION:Sesc Belenzinho\, 1000 R. Padre Adelino Belenzinho\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Volto ao Jardim" no Museu de Arte Sacra de São Paulo
DESCRIPTION:O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS.SP)\, instituição da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição coletiva VOLTO AO JARDIM\, com trabalhos de Carla Fonseca\, Julia Bac\, Lidia Lisbôa\, Nathalie Nery\, Paula Scavazzini\, Yasmin Guimarães\, artistas brasileiras emergentes\, que exploram a conexão com a natureza e a beleza dos jardins\, proporcionando reflexões sobre tempos incertos e os encantos naturais da vida. Sob curadoria de Simon Watson\, a abertura ocorre no dia 5 de agosto – sábado\, às 11hs. A mostra\, com título mencionado na música de Cartola As Rosas não Falam\, reconhecida amplamente na versão gravada por Beth Carvalho\, inclui estrofe que conduz o conceito da exposição: \n\n\n\n“Volto ao jardim\,Com a certeza que devo chorar\,Pois bem sei que não queres voltar\,Para mim\,Queixo-me às rosas\,Que bobagem as rosas não falam\,Simplesmente as rosas exalam…”“As obras das artistas podem ser compreendidas como mensagens de envolvimento com o mundo natural\, de belos jardins e esperança em tempos incertos. E\, como na música\, esta é uma exibição com sensações doces e amargas. Sendo expostas no inverno\, está diretamente ligada aos ciclos da vida\, aos finais e recomeços: uma metáfora de nascimento e renovação\, bem como um gesto de abraço ao equilíbrio da natureza”\, discorre o curador. \n\n\n\nA exposição ocupa dois espaços distintos nas instalações do MAS.SP: uma das salas de exposições temporárias e os jardins internos do claustro. Todos os trabalhos estão sendo criados pelas artistas on-site\, no MAS.SP e\, desta forma\, dialogam com esse exemplar do Patrimônio Histórico Brasileiro. A instituição está instalada em uma área pertencente ao Mosteiro da Luz\, da Ordem da Imaculada Conceição – Congregação das Irmãs Concepcionistas\, circundado por jardins e um chácara conventual. O prédio é um exemplar raro de arquitetura histórica colonial do Brasil. VOLTO AO JARDIM é uma jornada de contemplação que abraça os ciclos da vida\, simbolizando o nascimento e a renovação. A exposição celebra o talento e a criatividade de seis artistas mulheres brasileiras emergentes\, cujas obras revelam uma profunda conexão com a natureza e a harmonia do mundo natural. \n\n\n\n“O Museu de Arte Sacra é constantemente reavivado por seus visitantes e por artistas contemporâneos que fazem trabalhos on-site\, que dialogam com a tranquilidade do local\, ao mesmo tempo em que trazem uma nova perspectiva sobre nossos tempos”. Simon Watson
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LOCATION:Museu de Arte Sacra de São Paulo\, Avenida Tiradentes\, 676 - Luz\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Leonilson. Corpo Político" na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Entender a fragilidade como uma forma poética de fortaleza e de empoderamento pode ser uma das chaves para entender também o trabalho íntimo e reflexivo de um dos artistas brasileiros mais destacados internacionalmente como é Leonilson\, nascido em Fortaleza\, Ceará\, em 1957. Sua produção inclui pintura\, desenho e bordado\, e carrega uma abordagem íntima e autobiográfica\, explorando temas como amor\, sexualidade\, solidão\, doença e morte. \n\n\n\nNo ano em que se completa 30 anos de sua morte\, um ciclo de homenagens iniciado em maio\, na Capela do Morumbi\, continua\, a partir do dia 5 de agosto\, com a exposição Leonilson. Corpo Político\, na Almeida & Dale Galeria de Arte\, com curadoria do historiador espanhol Agustin Perez-Rubio. O recorte proposto para toda a programação\, pretende compreender sua prática artística sob uma perspectiva política\, identificando como ele se posicionou diante das questões sociais que enfrentou. \n\n\n\nCom cerca de 70 obras\, distribuídas em salas\, o curador destaca algumas delas que compõem a mostra: Leo não pode mudar o mundo (1991)\, [… consegue… (1989)]\, O homem moderno (1986)\, Ianomami Iguaçú (1988)\, Norte (1988)\, José (1991)\, Empty man (1991)\, Dignidade Fragilidade\, Desejo (1991)\, O vita (1992)\, Sexo amor família amigos dinheiro (1991)\, The game is over (1991)\, 3 at same time (sic) (1990)\, Pobre Sebastião (1993)\, Origins; Fantasy; Pleasure; Allegory (1990)\, Slave (1990); Bad Boy; Fragile Soul (1990). \n\n\n\nO projeto contempla tanto a visão de Leonilson em relação a questões ecológicas e à preservação da memória de certos territórios\, como sua experiência como um corpo que não se encaixa nas normas heteronormativas. Isso se reflete em sua autorrepresentação ficcional e em sua sexualidade livre\, suas alianças com outras minorias\, seus valores políticos projetados a partir das notícias do cotidiano; sua política de afeto em relação à família – tanto a de sangue quanto a escolhida – e em seu empoderamento como um corpo frágil e doente\, onde a política de cuidado também faz parte de seu legado. \n\n\n\nEm 28 de maio de 1993\, o artista faleceu devido a complicações relacionadas ao HIV/Aids. Seu legado artístico transcende suas experiências e contexto\, e hoje é essencial para compreender algumas das derivas artísticas do final do século 20. Durante sua carreira\, desenvolveu um estilo distintivo\, caracterizado por linhas delicadas\, imagens simbólicas e o uso de palavras e letras em suas composições. Ele combinava diferentes técnicas\, como pintura acrílica\, colagem e bordado\, criando obras que eram tanto visualmente cativantes quanto carregadas de significado. \n\n\n\n“Acho que o legado de Leonilson é essencial tanto estética quanto politicamente. Seu trabalho está repleto de referências para muitos outros jovens artistas que hoje vêem em sua prática artística reflexos poéticos de como enfrentou questões sociais e políticas ao inovar em formas de representação e comunicação”\, diz o curador.
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LOCATION:Almeida & Dale\, Rua Fradique Coutinho\, 1430 – Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"Entroncamento" na Janaina Torres Galeria
DESCRIPTION:Três artistas\, que trilham poéticas instigantes e singulares\, cruzam-se em um determinado ponto no tempo e no espaço\, a partir de um elemento comum: o desejo da natureza e a vontade de compreendê-la\, sabedores que não há cisão possível entre nós e ela. Essa é Entroncamento\, coletiva de trabalhos de Luciana Magno\, Paula Juchem e Pedro David e curadoria de Agnaldo Farias\, que a Galeria Janaina Torres inaugura no sábado\, 05 de agosto\, em São Paulo. Entre fotografias\, esculturas\, desenhos\, pinturas e vídeos\, Entroncamento trata de poéticas que\, vindas de territórios particulares\, abarcam o mesmo solo\, ao se encontrar. \n\n\n\nLuciana Magno\, em Uruku\, performance registrada em pintura e vídeo\, equilibra-se em um tecido acrobático e\, de cabeça para baixo\, utiliza os longos cabelos para tingir com o vermelho sanguíneo um tecido estendido no chão – “devolvendo à terra o que dela foi tirado”\, como pontua Agnaldo. \n\n\n\nPaula Juchem\, nas séries Vespeiro e Palaia\, burila formas com a terra e o fogo\, empilhadas\, enxameadas\, “explorando a plasticidade da argila até onde for possível sua aliança entre mãos e imaginação”. Inventa\, assim\, formas orgânicas sugeridas\, que poderiam resultar de expansões secretas da natureza\, criando organismos possíveis. \n\n\n\nJá o mineiro Pedro David trata da quebra de um pacto\, entre nós e nosso entorno\, em imagens de folhagens e cogumelos\, prestes\, em sua organicidade\, a desaparecer. Assim\, em Esqueletos e Carimbos de Esporos\, coleciona e imprime fragmentos da natureza\, aproximando-os das pinturas realizadas nas paredes das cavernas. \n\n\n\nEncontram-se\, enfim\, no espaço da Arte\, “assim como duas\, três ou mais rotas -férreas\, rodoviárias\, navais\, aéreas\, subterrâneas- se cruzam em algum ponto\, interceptam-se\, roçam-se\, trocando feromônios para depois se despedir rumos aos seus destinos; assim como o tronco de uma árvore carrega em seu interior latências distintas\, que só mais tarde ficarão evidentes nas direções e alturas com que os galhos se abrem ao ar”\, escreve Agnaldo Farias.
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LOCATION:Janaina Torres Galeria\, Rua Vitorino Carmilo\, 427 - Barra Funda\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Marcelo Brodsky: Exílios\, Escombros\, Resistências" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:O Museu Judaico de São Paulo (MUJ) apresenta\, a partir de 5 de agosto\, a exposição Marcelo Brodsky: Exílios\, Escombros\, Resistências\, uma retrospectiva da carreira do fotógrafo argentino cuja obra tem desde de sempre uma forte carga política. Com curadoria do crítico Márcio Seligmann-Silva\, os trabalhos tocam temas sensíveis como memória\, resistência e direitos humanos por meio de fotografias\, vídeos e instalações. \n\n\n\nDescendente de judeus russos emigrados na Argentina\, Brodsky nasceu em Buenos Aires em 1954 e começou a fotografar na década de 1980\, período em que esteve exilado em Barcelona por conta da ditadura militar em seu país natal. Na Espanha\, enquanto cursava economia e fotografia\, começou uma série de registros fotográficos em torno da imigração\, tema presente em toda sua carreira. “Como artista judeu\, necessito de imagens para expressar a importância da memória e explorar a relação com o tempo presente”\, declara Brodsky. \n\n\n\nCom ampla presença internacional\, com exposições e obras no acervo de renomados museus\, ao longo de 40 anos de carreira\, o fotógrafo argentino resgatou\, curou e ressignificou as fotografias\, transformando os registros\, de anônimos a familiares (como retratos de seu irmão\, desaparecido na ditadura)\, em um trabalho gráfico que envolve cores\, marcações e legendas. “Todo o trabalho procura constituir uma linguagem visual para contar a história e transmitir a experiência através das gerações.”\, completa. \n\n\n\nPensada em três eixos\, a exposição traz a questão dos Exílios como o primeiro deles\, em séries como Migrantes – No mediterrâneo e Abrir as Pontes\, sobre problemas humanitários e a questão dos refugiados. No segundo eixo\, Escombros\, ele traz outra série\, Remains – Escombros – AMIA\, referente ao ataque terrorista sofrido pela Asociación Mutual Israelita Argentina em 1994\, que deixou 85 mortos. \n\n\n\nJá em Resistências\, o terceiro eixo\, abre-se uma nova perspectiva para além das histórias de violência captadas por suas lentes\, como por exemplo: intervenções onde aparecem injustiças durante o período da ditadura na América Latina\, questões de  gênero e raciais nos Estados Unidos e no mundo afora.
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SUMMARY:"Sergio Fingermann: Imagens malabares de uma obra gráfica" no Museu Lasar Segall
DESCRIPTION:Para celebrar seus 50 anos de carreira e 70 anos de idade\, o pintor e gravador Sergio Fingermann realiza a exposição Imagens malabares de uma obra gráfica\, no Museu Lasar Segal\, na Vila Mariana. A mostra apresenta 45 obras que sintetizam o percurso do paulista ao longo das cinco décadas da sua trajetória como um artista inquieto e questionador das bases – percurso por onde está assentada a experiência da sua criação artística na época contemporânea. A exposição estará aberta ao público de quarta a segunda-feira\, das 11h às 19h\, com curadoria do crítico Giancarlo Hannud\, professor de História da Arte. \n\n\n\nDurante a mostra\, os visitantes podem observar obras de uma extensa produção de gravuras em metal\, desenvolvidas desde a metade dos anos 1970 – período de produção artista de Fingermann que é marcado por técnicas água-forte e água-tinta e de desenhos que dialogam com a temática de suas gravuras e suas pinturas. Através das suas obras\, o Sergio aposta na construção de uma obra fundada em uma subjetividade lírica\, que dialoga com a história da arte e a contemporaneidade. Nelas\, ele incentiva o observador a refletir sobre o que está em cena\, no palco ou sobre o que a encenação encena. Muitas vezes em seus trabalhos\, o artista faz uso de cadeiras\, cortinas\, andaimes\, escadas e luas que reaparecem e se combinam entre si\, criando um território para o sonhar. \n\n\n\n“A gravura é uma técnica que tem a peculiaridade de provocar a reflexão sobre a construção das imagens\, pois ela é feita por sucessivas gravações em uma chapa de cobre\, construindo um jogo de tramas e hachuras que cria sensações de sombras e luzes. Com uma produção de desenhos\, pinturas e gravuras articuladas entre si\, busco a criação de uma identidade poética utilizando signos do teatro\, lembranças afetivas e observações do real para construir um mundo de lirismo”\, explica Sergio.  
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LOCATION:Museu Lasar Segall\, 111 Rua Berta Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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