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SUMMARY:"A São Paulo da Marquesa de Santos" no Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:Uma mulher à frente do seu tempo\, essa é a história de Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos (1797-1867)\, contada na exposição A São Paulo Da Marquesa de Santos: Cumplicidade de um Cenário\, com curadoria do historiador Paulo Rezzutti\, em exibição no Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo) no período de 27 de fevereiro de 2021 a 18 de setembro de 2023. \n\n\n\nPor meio de documentos textuais e iconográficos\, a curadoria da exibição nos apresenta a biografia da Marquesa de Santos\, misturada com a vida política e social brasileira da Colônia ao Segundo Reinado\, com a inserção na cidade de São Paulo\, onde traços de sua passagem em seu tempo ainda podem ser encontrados em nosso espaço \n\n\n\nMais do que os símbolos físicos\, como o Solar\, a Rua da Figueira\, o Cemitério da Consolação\, a Faculdade de Direito de São Paulo\, sua presença é lembrada por obras de benemerência\, como a doação de uma casa para servir de enfermaria no combate à epidemia de cólera que assolava a cidade e o Brasil.
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LOCATION:Solar da Marquesa de Santos\, 136 R. Roberto Símonsen Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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LOCATION:MAC\, 1301 Av. Pedro Álvares Cabral Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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LOCATION:Museu das Favelas\, 1269 Av. Rio Branco Campos Elíseos\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Diálogos com cor e luz" no MAM
DESCRIPTION:Com curadoria de Cauê Alves e Fábio Magalhães\, Diálogos com cor e luz é uma exposição voltada para a difusão da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo\, que apresenta exclusivamente trabalhos desse acervo. Aqui\, é reunido um pequeno recorte de obras com ênfase nas relações entre a cor e a luz na arte brasileira da segunda metade do século 20. Foram agrupadas no espaço\, várias gerações de artistas\, sem privilegiar tendências nem estabelecer uma ordem cronológica. Misturamos tempos e linguagens\, para incentivar o olhar à percepção de semelhanças e diferenças entre as várias poéticas visuais nos diversos tratamentos da luz e da cor. A museografia distribuiu no espaço os painéis radiais\, numa referência ao disco de cores – ou seja\, ao experimento óptico de Isaac Newton (1643-1727)\, publicado em 1707 em seu livro Opticks. Nele\, o físico inglês demonstra\, por meio de um disco de sete cores\, sua teoria de que a luz branca do Sol é formada pelos matizes do arco-íris. Ao girarmos o disco com velocidade\, as cores se sobrepõem em nossa retina e nos fazem enxergar o branco. A seleção de obras\, ao enfatizar os diálogos com a cor e a luz em diversos suportes\, chama atenção para a luz como elemento fundante da percepção. Trabalhar com a luz significa que temos de lidar também com a sombra\, a escuridão ou a ausência de luz. E nos interessa justamente o primeiro contato que temos com a cor\, anterior às teorizações e aos sentidos que acrescentamos a ela. A cor é indissociável daquilo que ela expressa. Ela mesma já é expressão\, não apenas a tradução de uma ideia ou sentido preconcebido. Fundamental é nos livrarmos dos sentidos já instituídos e sedimentados no campo da cultura\, de conceitos anteriores ao vivido\, para aí podermos ter a experiência com a duração da cor. Em vez de pensarmos a cor e a luz como elementos idealizados\, o contato direto com a arte nos ajuda a restituir o vínculo originário com o mundo. Os diálogos entre luz e cor na arte nos mostram que o mundo pode ser surpreendente e nossa relação com ele\, inesgotável.
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LOCATION:MAM SP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n° - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Elisa Bracher na Estação Pinacoteca
DESCRIPTION:Exatos 25 anos após a primeira exibição da artista na Pinacoteca\, instalações em madeira\, papel e chumbo ocupam as três galerias expositivas do quarto andar da Estação Pinacoteca\, propondo uma organização fluida entre questões que sempre permearam a produção de Bracher: peso\, equilíbrio\, composição e percurso. Em Elisa Bracher: formas vivas\, o público terá acesso a uma apresentação panorâmica do trabalho de Bracher\, que responde ao espaço expositivo com três grandes instalações. Ao longo da mostra\, performances musicais coordenadas por Shen Ribeiro e Rodrigo Felicíssimo são responsáveis por explorar as propriedades sonoras do chumbo em uma extensa programação de ativações. Na primeira sala\, os visitantes encontram uma composição circular de restos de madeiras oriundas de construções rurais e antigas esculturas\, sugerindo a iminência de um desabamento\, em um equilíbrio instável. Ao redor\, fotografias em preto e branco da vegetação de São Bento do Sapucaí\, município situado na Serra da Mantiqueira\, apresentam padrões diversos de folhagens\, evocando a origem da mata\, in natura. Um varal de barras de ferro\, originalmente responsável por auxiliar na secagem dos desenhos de grandes dimensões\, cruza o espaço da segunda galeria de ponta a ponta. Transportada do ateliê da artista\, a estrutura permite que o público observe os papéis como um conjunto\, com contornos e áreas preenchidas. Na última galeria\, em situação de suposta leveza\, lençóis de chumbo se apresentam como retalhos moles. Enormes chapas do material\, sustentadas por cabos de aço\, têm sua maleabilidade explorada pela artista para conferir textura e plasticidade\, transformando áreas lisas e intactas em matéria deformada. Por fim\, depois de percorrer diversas camadas de chumbo\, o espectador encontra um piano de cauda repousado no espaço. Desde o início dos anos 1990\, Elisa Bracher explora as relações entre forma\, matéria e espaço\, em um percurso que abrange gravuras\, esculturas e desenhos que desafiam os materiais no limite de seus atributos. Os trabalhos foram desenvolvidos especialmente para essa exposição\, com curadoria de Pollyana Quintella.
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SUMMARY:Andrey Guaianá Zignnatto no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura a exposição individual Alicerce do artista indígena Andrey Guaianá Zignnatto\, que apresenta ao público um total de 10 trabalhos produzidos em diversas plataformas e técnicas\, como vídeo\, objeto\, instalação\, serigrafia e pintura. A mostra conta com a curadoria do próprio artista e tem como  destaque a instalação de mesmo nome\, Alicerce\, a maior já produzida por  Zignnatto – uma casa pré-moldada de concreto\, apoiada sobre um conjunto  de dezenas de grandes vasos cerâmicos indígenas. O conjunto de trabalhos expostos propõe uma revisão sobre o processo de desenvolvimento dos movimentos modernistas e contemporâneos da história da arte brasileira\, no qual Zignnatto identifica uma constante apropriação de elementos das culturas indígenas por parte dos artistas na produção de seus trabalhos\, que dele excluíram\, no entanto\, os povos indígenas\, o que Zignnatto chama de “processo de grilagem cultural”. Outro trabalho de destaque da mostra é o conjunto de 5 pinturas denominado Espelho dos Juruás. Nele\, o artista retrata\, em cada tela\, sua boca\, num gesto  que apresenta sua arcada dentária\, semelhante à forma por meio da qual escravos pretos e indígenas eram avaliados por seus colonizadores. Abaixo das imagens\, encontram-se algumas das muitas frases de preconceito  dirigidas constantemente ao artista. Visite estes e outros trabalhos do artista até 1 de outubro.
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LOCATION:Museu Afro Brasil\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n\, Portão 10 - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Iole de Freitas\, anos 1970 / Imagem como presença" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Na década de 1970\, Iole de Freitas vivia em Milão\, em um ambiente de efervescência política e cultural; as galerias e museus da cidade mostravam obras da arte povera\, da body art e da arte conceitual\, e artistas mulheres ganhavam inédita proeminência no circuito de arte. Iole\, que ficaria conhecida posteriormente sobretudo por sua produção escultórica\, vinha de uma experiência de 18 anos com dança contemporânea e\, na cidade italiana\, começava a se lançar a performances silenciosas\, sem audiência\, nas quais se fotografava ou se filmava\, muitas vezes lidando com a dispersão de sua própria imagem em fragmentos de espelhos\, com os quais interagia nessas performances. Assim\, construía um dos trabalhos mais originais de sua geração\, numa interseção entre body art\, performance e filme experimental. \n\n\n\nOs trabalhos dessa fase inicial da carreira da artista são o foco da exposição Iole de Freitas\, anos 1970 / Imagem como presença\, inaugurada no IMS Paulista. Conta com curadoria de Sônia Salzstein\, professora de história e teoria da arte e diretora do Instituto de Estudos Brasileiros da USP e mediada por João Fernandes\, diretor artístico do IMS. A mostra traz uma seleção de 16 sequências fotográficas\, 9 filmes e 3 instalações\, sendo a maior parte pouco conhecida ou até mesmo inédita para o público brasileiro.  \n\n\n\nSobre o período abarcado pela mostra\, a curadora comenta: “A radicalidade do debate político europeu da época coincidia com as primeiras experiências da arte conceitual e da body art e com manifestações em que os afetos e as vulnerabilidades do corpo do artista eram questões cruciais. A década de 1970 testemunha a vibrante presença de Iole e\, em geral\, de artistas mulheres no circuito de arte mais arrojado do período e\, não por acaso\, ela comparecia em exposições ao lado de outras artistas pioneiras na exploração da imagem fílmica em seus trabalhos.” Entre as obras presentes\, se destacam as séries Glass Pieces\, Life Slices (1975)\, Spectro (1972)\, Jump to the Other Side and Win a Red Kimono (1973) e Roots (1973). A mostra traz ainda os filmes Elements (1972)\, Light Work (1972) e Exit (1973)\, registrados em super-8.
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SUMMARY:"Bará" de Gustavo Nazareno no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura o Programa de Exposições 2023 com a mostra Bará\, do artista mineiro Gustavo Nazareno\, sua primeira individual em uma grande instituição paulistana. A realização tem destaque no primeiro conjunto de exposições temporárias após o falecimento do fundador e diretor curador da instituição\, Emanoel Araujo\, com quem a exposição foi firmada pessoalmente em 2021. Com curadoria de Deri Andrade\, pesquisador e curador convidado\, o conjunto composto por cerca de 150 trabalhos\, entre pinturas a óleo sobre linho e desenhos em carvão\, reflete a pesquisa à qual o artista tem se dedicado nos últimos anos. Em 2019 Nazareno concebeu a série de desenhos em carvão denominada Bará\, como uma cerimônia em forma de oferenda para uma qualidade de Exu – Elegbara. Partindo das suas inspirações por contos de fada\, fabulação e sua fé em Exu\, o artista propõe\, através dos desenhos\, “uma fábula que percorre o dia em que esta cerimônia aconteceu\, uma segunda-feira\, dentro de um mundo criado para o Orixá”. O artista propõe que “o visitante se torna um convidado neste mundo que crio\, passando pelas fases do dia e características do espaço retratadas em pintura e desenhos em carvão”. Deri Andrade observa que as bases desta mostra são a técnica particular em pintura e desenho de Nazareno\, que parte de um referencial renascentista e o seu interesse pelas epistemologias dos Orixás. “Para além de uma questão religiosa\, Gustavo Nazareno imagina imagens que contam uma história a partir das fábulas que escreve\, tendo como ponto de partida referenciar essas entidades\, com respeito e muita beleza\, construindo uma nova imagética para elas”\, conclui o curador.
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SUMMARY:"Japão em miniaturas: Tatsuya Tanaka" na Japan House
DESCRIPTION:A floração das cerejeiras\, a marcante presença do Monte Fuji\, os restaurantes de sushi em esteiras\, a prática de artes manuais e marciais\, além das tradicionais festividades japonesas são apenas algumas das cenas retratadas em miniaturas – sob o conceito ‘mitate’ – pelo fotógrafo japonês Tatsuya Tanaka\, que estão em exibição na Japan House. Ao todo são 37 obras criadas a partir de elementos como conchas\, alimentos como macarrão e sushi\, itens de maquiagem\, canudos\, pregadores\, leques\, entre outros objetos do dia a dia japonês\, que estão divididas em cinco grupos principais: estações do ano e seus eventos\, cenas do Japão tradicional\, cenas do Japão moderno\, vida cotidiana e práticas tradicionais. Internacionalmente conhecido pelo projeto ‘Miniature Calendar’ realizado em suas mídias sociais\, Tanaka ilustra o conceito ‘mitate’ em todo seu trabalho\, onde a arte em miniatura é fotografada com temática de bonecos de diorama e coisas do dia a dia. Acredita-se que o ‘mitate’ esteja enraizado na cultura japonesa – que desde sempre conviveu em harmonia com a natureza – para compensar com a imaginação coisas faltantes ou vazias. Esse senso estético ainda é presente na literatura\, cerimônia do chá\, jardinagem\, entretenimentos do período Edo (Kabuki e Rakugo) e gastronomia. A exposição ainda traz uma maquete inédita\, elaborada a partir de conversas entre o artista e a JHSP\, especialmente para esta mostra no Brasil. Os materiais principais escolhidos foram o arroz e o feijão. Para valorizar ainda mais esses pequenos universos\, a expografia aposta no minimalismo e nas diferentes perspectivas de observação\, oferecendo ao público a oportunidade de enxergar algumas obras por meio de lupas\, de pé ou sentado(a)\, observando todos os ângulos.
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Dani Sandrini no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:O Centro Cultural Fiesp apresenta a exposição Terra Terreno Território da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini. A mostra é composta por 57 obras de temática indígena\, na qual a artista utiliza duas técnicas de impressão fotográfica do século XIX para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades\, no século XXI.  As imagens foram captadas\, durante o ano de 2019\, em aldeias indígenas da Grande São Paulo\, onde predomina a etnia Guarani\, e também no contexto urbano\, que abriga aproximadamente 53 etnias. Terra Terreno Território apresenta dois agrupamentos fotográficos. No primeiro a impressão é feita em papéis sensibilizados com o pigmento extraído do fruto jenipapo (o mesmo que indígenas usam nas pinturas corporais). E no segundo\, diretamente em folhas de plantas como taioba\, helicônia\, cará-moela e outras. Os processos\, chamados de antotipia e fitoterapia\, respectivamente\, se dão artesanalmente\, através da ação da luz solar\, em tempos que vão de três dias a cinco semanas de exposição. As obras de Dani Sandrini trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente\, da rapidez do click e da imagem virtual. A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem\, por exemplo\, pode levá-la ao apagamento”\, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena vem sofrendo em nosso país. Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar\, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”\, comenta Dani\, que durante o projeto fotografou pessoas de diversas etnias\, oriundas de várias regiões do país\, ora posando para um retrato ora em suas rotinas\, suas atividades\, seus eventos\, rituais ou celebrações.
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SUMMARY:Helena Almeida no IMS Paulista
DESCRIPTION:A exposição Fotografia habitada\, antologia de Helena Almeida\, 1969-2018 será a primeira individual da renomada artista portuguesa no Brasil. Com curadoria de Isabel Carlos\, curadora de arte contemporânea e historiadora da arte\, a mostra apresentará uma seleção de obras que têm como suporte a fotografia e o desenho\, realizadas entre 1969 e 2018. Os trabalhos abordam temas recorrentes na produção de Almeida\, como a interrogação dos gêneros e dos processos artísticos e a autorrepresentação da artista e da mulher. Em sua produção\, mais do que um gênero artístico ou documental\, a fotografia é um suporte conceitual das ideias e dos processos da criação. Essa subversão dos limites das definições da obra de arte\, além da constante reiteração da sua condição de mulher artista\, confere atualidade ao trabalho de Helena Almeida\, confirmando a relevância histórica do seu papel numa geração que abriu novos caminhos e processos nos modos de pensar e articular a relação entre a arte e a vida.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Sesc Pinheiros
DESCRIPTION:A exposição Retratistas do Morro busca construir e revisitar uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, tendo como foco a região do Aglomerado da Serra\, localizada ao Sul de Belo Horizonte (Minas Gerais). Composta por fotografias que abrangem o período de 1960 a 1990\, a mostra apresenta o trabalho dos fotógrafos Afonso Pimenta e João Mendes\, sob a curadoria do pesquisador e artista visual Guilherme Cunha. Essa exposição é um desdobramento do projeto social “Retratistas do Morro”\, iniciado por Guilherme Cunha em 2015\, cujo objetivo é contribuir para a preservação do patrimônio histórico-cultural nacional e ampliar o entendimento sobre a história das imagens no Brasil\, especialmente as narrativas visuais produzidas por retratistas que atuaram nas comunidades. Para isso\, foi realizado um trabalho de mapeamento\, identificação\, catalogação e restauração dos acervos fotográficos desses retratistas. Durante a pesquisa\, destacaram-se Afonso Pimenta e João Mendes\, que atuaram na região desde o final da década de 1960 e possuem um volume significativo de acervo\, incluindo negativos em preto e branco de médio formato (6×6)\, negativos coloridos em 35mm\, monóculos e negativos em 35mm de meio quadro. Para a mostra no Sesc Pinheiros\, Guilherme realizou um profundo processo de pesquisa sobre a história da comunidade\, além de um trabalho de curadoria a partir dos mais de 250 mil negativos disponíveis no acervo. Dessa seleção\, aproximadamente 33 mil imagens foram restauradas e apresentam uma perspectiva histórica do Aglomerado da Serra em forma de imagens.
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SUMMARY:"Roça é Vida" no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição Roça é Vida\, resultado de um processo de curadoria compartilhada com a Associação dos Remanescentes de Quilombo de São Pedro que\, partindo do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola\, reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN\, apresenta destaques da vida dos quilombolas da comunidade Quilombo São Pedro\, do município de Eldorado – SP\, no Vale do Ribeira\, região considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Inspirada nos livros Roça é Vida (2020) e Na companhia de Dona Fartura: uma história sobre cultura alimentar quilombola (2022)\, propostos\, escritos e ilustrados por pesquisadores e educadores quilombolas e aquilombados do território\, a exposição é composta pelos originais e ampliações das aquarelas que ilustram os livros\, fotografias\, objetos de uso cotidiano\, objetos da coleção da Associação\, poesia\, sementes crioulas e um vídeo produzido especialmente para a mostra. Iniciada em 2017\, a parceria entre a Associação Museu Afro Brasil e a Associação dos Remanescentes de Quilombo de São Pedro integra as ações do Programa Conexões Museus SP\, do Sistema Estadual de Museus de São Paulo – SISEM-SP\, e visa contribuir com a preservação e a extroversão do patrimônio\, da memória e da cultura do Quilombo São Pedro\, a partir da oferta de conteúdos e experiências com procedimentos museológicos e de produção cultural.
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LOCATION:Museu Afro Brasil Emanoel Araújo\, Parque Ibirapuera\, Portão 10 - Av\, Pedro Álvares Cabral\, s/n – Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Antonio Obá: Revoada" na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A exposição de Antonio Obá olha para a trajetória do artista que\, em vinte anos de carreira\, difundiu suas obras em coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior. Seu trabalho é constituído por três importantes pilares\, que conduzem a narrativa da exposição: a rememoração de acontecimentos históricos\, a atribuição de novos significados a esses episódios e o processo educativo. A exposição apresenta um conjunto de pinturas com temáticas voltadas para a infância\, e uma instalação inédita (Revoada)\, pensada a partir do contexto do museu — a Pinacoteca nasceu originalmente para ser uma escola. A obra consiste em 200 pares de mãos de crianças moldadas em resina em oficinas oferecidas pelo artista na Ocupação 9 de Julho (Movimento Sem Teto do Centro)\, em duas escolas particulares e no ateliê da Pina Contemporânea. Além da instalação\, 20 pinturas se organizam a partir do tema da infância e de um movimento vertical\, muito presente no trabalho de Obá. No percurso de revisitar momentos da história\, o artista inscreve a tragédia e a violência em um tempo mítico\, transformando os personagens históricos em entidades\, arquétipos que podem rever sua posição na própria história. A infância em “Antônio Obá” não é ingênua. As crianças-personagens do artista são agentes do seu tempo\, conscientes e capazes de transformar o mundo.
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LOCATION:Pina Contemporânea\, Bom Retiro São Paulo SP\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Paisagem Interior" na Casa Zalszupin
DESCRIPTION:A exposição Paisagem Interior é uma celebração dos 30 anos de carreira de Etel Carmona\, designer\, artista e fundadora da ETEL. Realizada na Casa Zalszupin\, em São Paulo\, a mostra reúne Etel Carmona\, David Almeida e Alberto da Veiga Guignard em uma proposta artística que torna a memória visível por meio da materialidade poética. Com curadoria de Ana Carolina Ralston e projeto expositivo assinado pelo escritório entre terras\, a exposição estabelece uma conexão profunda entre os três artistas. Por meio de pinturas\, esculturas e mobiliários\, os artistas exploram as paisagens vividas e vistas por eles\, reconstruindo a brasilidade do interior do país. Etel Carmona\, artista autodidata nascida no interior de Minas Gerais\, utiliza a madeira como sua matéria-prima primordial\, em harmonia com o manejo sustentável e os ensinamentos dos povos originários. A iconografia do Brasil profundo permeia seu trabalho\, sobreposta às paisagens oníricas captadas com maestria por Guignard e David Almeida nas mesmas regiões. Esses artistas abordam o bucólico\, o interior e a memória\, estabelecendo um diálogo com a região de origem de Etel. A exposição apresenta obras pouco vistas de Guignard\, algumas delas consideradas exclusivas\, assim como obras inéditas produzidas por David Almeida especialmente para o evento. Uma sincronicidade interessante conecta Etel e David à cidade de Pindamonhangaba\, onde ambos têm uma relação significativa\, sendo o local em que a mãe de Etel viveu e onde David pintou grande parte de suas obras. Jorge Zalszupin\, amigo de Etel Carmona\, compartilhava com ela o amor pelo ofício\, pela natureza e pela preocupação com o impacto ambiental. As peças de Etel encontram um espaço natural na casa onde Zalszupin e sua família viveram\, transmitindo assim um legado que transforma vivências em experiências.
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LOCATION:Casa Zalszupin\, R. Dr. Antônio Carlos de Assunção\, 138 - Jardim America\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Dōshin: os encantos dos brinquedos japoneses" na Japan House
DESCRIPTION:Inaugurada no segundo andar da Japan House São Paulo\, esta exposição explora a cultura e as características do Japão a partir dos brinquedos. A mostra traz uma seleção de 126 itens\, incluindo alguns que surgiram há meio século e que mantém sua popularidade; brinquedos desenvolvidos a partir de uma perspectiva que destaca a segurança e praticidade; jogos e personagens originários do Japão e que conquistaram o mundo\, entre outros\, além de uma linha do tempo que narra a história do brinquedo a partir do período pós-guerra do Japão. Assim como outros elementos\, os brinquedos vão além de simples objetos\, auxiliam as crianças no desenvolvimento da imaginação e habilidade social por meio da noção de compartilhamento e cooperação; evoluem constantemente\, refletindo a cultura e os estilos de vida da sociedade. Fabricantes se inspiram na vida cotidiana para ajudar crianças a entender e se relacionar com o ambiente. Nesta exposição\, os visitantes têm a oportunidade de observar como os brinquedos do Japão refletem o contexto histórico e o estilo de vida japonês\, descobrindo assim as diferenças e semelhanças entre os brinquedos japoneses e brasileiros\, além de experimentarem alguns aspectos sobre o país nipônico introduzidos na forma do brincar. Dada a relevância mundial da indústria japonesa de brinquedos\, a exposição foca também nos brinquedos originados no Japão e conhecidos em todo o mundo. Inclusive\, a mostra reserva algumas surpresas aos visitantes – que podem reconhecer personagens e jogos que já fazem parte da infância brasileira\, mas têm origem nipônica. Para que os visitantes possam interagir e experienciar alguns dos brinquedos\, a exposição também reserva um ambiente especial para esta vivência.
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LOCATION:Japan House\, Avenida Paulista\, 52 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Sheroanawe Hakihiiwe: tudo isso somos nós" no MASP
DESCRIPTION:Sheroanawe Hakihiiwe (Sheroana\, Venezuela\, 1971) é um artista yanomami que\, desde a década de 1990\, produz desenhos\, monotipos e pinturas. Sua linguagem artística delicada\, abstrata e mínima usa linhas retas e curvas orgânicas\, pontos\, círculos\, triângulos\, zigue-zagues\, arcos e cruzes. Hakihiiwe vive em Mahekoto Theri\, uma comunidade yanomami no município de Alto Orinoco\, no estado venezuelano do Amazonas\, que faz divisa com os estados brasileiros de Roraima e Amazonas. O artista observa de modo ativo a natureza e o cotidiano de sua comunidade\, registrando em um caderno aquilo que encontra\, aprende e descobre nas pinturas corporais e faciais\, nos cantos xamânicos\, nos conhecimentos ancestrais sobre os animais\, nas propriedades medicinais das plantas\, assim como nos padrões utilizados na cultura material de seu povo. Esses cadernos são como arquivos\, que ajudam Hakihiiwe a compilar suas memórias gráficas da vida na floresta. Suas anotações são posteriormente transferidas para folhas de papel nas quais ele incorpora cores\, padrões\, repetições e texturas. A obra de Hakihiiwe tem um sentido de preservação\, cuidado\, arquivo e tradução de imagens e materiais de valores culturais comunitários\, produzindo desenhos que expressam a cosmologia yanomami e constituindo um verdadeiro inventário do patrimônio intangível de seu povo. Boa parte dos desenhos e monotipos presentes nesta exposição foi produzida sobre papéis artesanais com o uso de fibras como cana\, algodão\, amoreira\, banana e milho. Com 48 trabalhos\, esta mostra leva o subtítulo Ihi hei komi thepe kamie yamaki [Tudo isso somos nós]\, sugerido por Hakihiiwe para incorporar a diversidade de elementos que formam sua comunidade e seu entorno. “Tudo isso somos nós”\, para o artista\, significa “tudo aquilo que está ali na selva. Vivemos todos lá\, e não é só nós. Lá tem grandes rios\, grandes lagoas\, os animais\, todos os insetos. Vou resgatando tudo que está lá onde vivo”. A mostra de Sheroanawe Hakihiiwe integra o ano de programação do MASP dedicado às Histórias indígenas\, que inclui exposições do Movimento dos Artistas Huni Kuin (Mahku)\, Carmézia Emiliano\, Paul Gauguin (1848-1903)\, do Comodato MASP Landmann de arte pré-colombiana\, e de Melissa Cody\, além da grande mostra coletiva Histórias indígenas.
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LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Lucas Bambozzi no MAC USP
DESCRIPTION:O conceito de solastalgia – estresse mental e/ou existencial causado por mudanças ambientais abruptas\, não só por consequências naturais\, mas também\, por modelos de extrativismo danosos  – norteia e intitula a exposição inédita que o cineasta\, artista visual e pesquisador em novas mídias\, Lucas Bambozzi\, exibe no MAC USP. A mostra\, com curadoria assinada por Fernanda Pitta\, traz quatro videoinstalações que servem como uma espécie de convite para o público refletir sobre o impacto social e ambiental das atividades mineradoras no Brasil. A exposição abre com montanhas e paisagens dilaceradas na obra SOLASTALGIA (2023)\, uma instalação que nasce do processo de realização do longa-metragem LAVRA (2021\, 91 minutos)\, também de Lucas Bambozzi. Por meio de uma linguagem mais sensorial – mais imagética\, sem diálogos\, personagens e/ou narrativas ficcionais\, presentes no documentário -\, a instalação evidencia as tragédias causadas pela mineração de ferro no entorno de Belo Horizonte (MG). “As imagens explicitam uma lógica extrativista que destroça modos de vida\, em nome de uma noção arcaica de progresso. Se antes estávamos expostos a formas de solastalgia apenas em função de acidentes tidos como naturais\, hoje\, os acidentes são causados por negligências – por modelos de extrativismo danosos e também por uma noção de desenvolvimento que entra em conflito com outros modos de se viver”\, comenta Bambozzi. As narrativas de tragédias\, acidentes naturais ou causados por ações exploratórias também aparecem na obra inédita EXTRA\, EXTRA (2023)\, vídeo criado a partir de imagens e registros de fotojornalismo\, publicados por diversos veículos de imprensa. Na série PAISAGENS RASGADAS (2021)\, Bambozzi adentra no espaço aéreo e exibe em cinco telas LCD passeios virtuais através do Google Earth Studio – ferramenta que agrega imagens aéreas de diferentes fontes\, a partir de coordenadas de latitude e longitude. Na obra\, também em formato de vídeo\, o artista apresenta imagens de crateras de extração de minério de ferro de grandes mineradoras multinacionais\, localizadas em espaços de controle privado e até então inacessíveis a registros fotográficos usuais. Em LUZES (2023)\, painéis luminosos posicionados no chão recebem projeções de frases que sintetizam a ideia de solastalgia\, sob o olhar de 3 pensadores convidados: Ailton Krenak\, líder indígena\, ambientalista e filósofo; Christiane Tassis\, escritora\, roteirista do filme Lavra\, e a artista\, Giselle Beiguelman. Ao longo do período expositivo\, novas participações de artistas devem se somar ao espaço da instalação\, em diálogo com as redes sociais e com a exposição em sua integralidade.
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SUMMARY:"Cybèle Varela: Imaginários Pop" no MAC USP
DESCRIPTION:Esta é a terceira exposição individual que o MAC USP realiza da obra da artista Cybèle Varela (Petrópolis\, 1943). Varela apareceu no cenário brasileiro nos anos 1960\, com obras e objetos figurativos\, que dialogavam com estilemas e debates em torno da Arte Pop\, mas que aqui tinha outros contornos a partir da experiência da chamada Nova Objetividade Brasileira. Em seus primeiros trabalhos\, entre 1965 e 1966\, pareciam emergir referências claras à cultura popular e autodidata do país. A partir de 1967\, eles incorporam outros elementos: a cultura popular urbana\, aquela divulgada pelos meios de comunicação de massa (sobretudo a televisão)\, a linguagem da propaganda\, vistos de um ponto-de-vista crítico e irônico. É desta fase inicial da produção da artista que o MAC USP possui duas obras\, das quais partimos para propor a exposição que ora se realiza.A primeira metade da década de 1960\, no Brasil\, na qual Cybèle Varela se formou\, foi marcada pela presença de vários grupos de artistas\, principalmente no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Neles\, a retomada da figuração\, aliada a novos materiais e técnicas de pintura (que incluíam a tinta em spray\, os esmaltes sintéticos e tintas automotivas)\, constituíram um preâmbulo às experiências mais conceituais. Esse momento rico e potente chegou ao seu fim no campo das artes visuais com a instituição do Ato Institucional no. 5\, em dezembro de 1968\, que inaugurou assim o período mais duro da ditadura militar brasileira. A expressão maior disso é\, efetivamente\, o conjunto de obras que Varela enviou para sua participação na 9a Bienal de São Paulo\, em 1967. Ela chamou a atenção da imprensa ao ter suas obras retiradas daquela edição da Bienal pelo famigerado DOPS (Departamento da Ordem Política e Social\, órgão da ditadura militar\, responsável pela censura e pelo terrorismo de estado contra opositores ao regime).A cultura de massa difundida pela televisão\, na virada dos anos 1960 para os anos 1970\, aparece claramente nos motivos e temas tratados pela artista. Os motivos e elementos por ela tratados em suas obras estiveram presentes nessa cultura televisiva\, que tratou de domesticar os conflitos geracionais e de comportamentos sociais entendidos como subversivos para a deglutição da classe média brasileira na década seguinte. Assim\, Varela articula temas da cultura de massa daquele final de década de 1960\, partindo da prática da pintura\, mas transformando-a através do uso de novos suportes (o compensado) e novos procedimentos (a colagem e apropriação do papel de jornal\, por exemplo). Ela também é fruto de um potente sistema da arte\, voltado para a promoção da nova geração\, que não fosse o interregno da ditadura militar\, teria consolidado centros de criação artística fora das grandes capitais.
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SUMMARY:"Tempo Imenso" e outras duas exposições na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:A Galeria do Parque apresenta a exposição coletiva Tempo Imenso\, que conta com as participações de Felipe Cohen\, Laura Vinci\, Lucas Arruda e Paulo Pasta\, com texto crítico elaborado por Taisa Palhares. Essa seleção de artistas elabora um comentário em torno das temáticas do tempo e da perenidade do olhar\, convidando os visitantes a uma apreciação atenta e minuciosa. Os artistas\, que trilharam seus caminhos em períodos distintos\, estabelecem um diálogo entre suas obras que nos proporciona a oportunidade de reexaminar a história da arte contemporânea brasileira em relação à produção cultural atual\, permitindo uma compreensão mais aprofundada de suas características e significados.  \n\n\n\nDanilo Oliveira ocupa a parede do Projeto 280×1020 com seu Museu Total\, que consiste em uma grande instalação com uma variedade de objetos\, colagens\, montagens\, desenhos e pinturas. A instalação busca estabelecer conexões diretas com a história da arte enquanto apresenta objetos que perderam sua utilidade\, seu valor ou foram substituídos\, mas\, de todo modo\, desapareceram. Assim\, Danilo Oliveira lança uma provocação sobre a relação que as pessoas têm com as coisas. A exposição está repleta de informações breves sobre diversos assuntos\, destacando suas relações históricas\, assim como outras informações curiosas. \n\n\n\nA sala Gabinete recebe\, de forma póstuma\, a produção da artista mato-grossense Deborah Paiva. Paiva emergiu no cenário artístico no início dos anos 1990\, com a pintura como sua principal forma de expressão\, explorando os princípios da imagem e da materialidade dentro dessa linguagem. A partir dos anos 2000\, as paisagens da artista deram lugar a um universo poético que orbitava em torno da representação da figura feminina. A exposição A liberdade é azul apresenta obras produzidas pela artista entre 2010 e 2021. Apesar de não serem ostensivas\, essas obras não deixam de abordar as questões inerentes à prática da pintura\, revelando notas biográficas em um ambiente delicado\, onde figuras femininas se inserem em atividades diárias\, como nadar\, comer\, ler\, passear ou ir à escola. São retratos de jovens que não mostram seus rostos e\, de certa forma\, sempre parecem estar sozinhas\, imersas em cores que sugerem intimidade e nos fazem cúmplices desses momentos.
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Temporada de Projetos 2023 no Paço das Artes
DESCRIPTION:A vocação experimental do Paço das Artes é constatada\, principalmente\, por meio da Temporada de Projetos\, que foi criada com o objetivo de abrir espaço à produção\, fomento e difusão da prática artística jovem. Concebida em 1996\, a Temporada de Projetos teve sua primeira exposição realizada em 1997 e se tornou\, nos seus mais de 25 anos de trajetória\, a principal incubadora de jovens artistas contemporâneos do país. Anualmente\, a Temporada abre uma convocatória nacional selecionando projetos artísticos e um projeto de curadoria para serem desenvolvidos e produzidos com o respaldo do Paço das Artes. Os selecionados recebem acompanhamento crítico\, a publicação de um catálogo sobre suas obras e um cachê de exibição. Desde seu surgimento\, quando ainda era bienal (tornando-se anual em 2009)\, o programa possibilitou a emergência de inúmeros artistas\, curadores e críticos\, muitos deles presentes na cena artística atual\, como Regina Parra\, Nino Cais\, Lia Chaia\, Lais Myrrha e João GG.  Em 2014\, o Paço das Artes lançou a plataforma digital MaPA\, concebida por Priscila Arantes\, que reúne todos os artistas\, curadores\, críticos e membros do júri que passaram pela Temporada de Projetos. Nesta edição\, símbolos nacionais\, heranças históricas\, memória\, contexto carcerário e as relações em ambiente virtual são os temas dos projetos selecionados pelo júri de críticos e curadores Guilherme Teixeira\, Luciara Ribeiro e Mario Gioia. A variação e a representatividade em diferentes vertentes da arte contemporânea são pontos de destaque da nova Temporada\, exibindo trabalhos que abordam livremente as linguagens artísticas\, têm personalidade e são inéditos. Tatiana Cardoso\, Ana Raylander\, Denis Moreira\, Gustavo Torrezan e Karola Braga são os artistas que integram a edição de 2023. O projeto de curadoria de Allan Yzumizawa é intitulado Exercício Ka’a: exposição para seres não humanos. A coletiva é resultado de sua pesquisa no litoral da Paraíba\, tendo como convidados quatro artistas de lá que também se interessam por arte\, natureza e na desierarquizacão dos embates relacionais. No próprio título Ka’a\, de origem no tronco Tupi\, encontramos o resumo sugestivo onde a floresta se configura enquanto ser vivo\, e os animais\, enquanto gente. Os documentos\, textos\, imagens e obras aqui apresentados são fruto de uma vivência de três dias proposta pelo curador para os artistas Cris Peres\, Lucas Alves\, Paulo Pontes e Serge Huot. 
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SUMMARY:"Gilberto Mendes 100" no Sesc Consolação
DESCRIPTION:Em comemoração ao centenário do músico e compositor Gilberto Mendes\, o Sesc Santos recebeu em 2022 a exposição Gilberto Mendes – 100\, com curadoria de Lorenzo Mammi e consultoria de Lívio Tragtenberg. A mostra\, que agora passa pelo Sesc Consolação\, contempla a memória do compositor erudito brasileiro mais conhecido e influente da segunda metade do século XX\, Gilberto Ambrosio Garcia Mendes (1922-2016). Dividida em “ilhas“\, a exposição busca mostrar as execuções musicais em sua integridade\, sempre que possível evidenciando a relação das peças com as respectivas notações ou instruções\, muitas delas de grande beleza gráfica\, e relacionando-as ao contexto em que as obras foram produzidas pelo compositor. 
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SUMMARY:“Dois de Julho: uma outra Independência” no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, instituição da Secretaria de Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, dando continuidade a seu Programa de Exposições 2023\, homenageia seu fundador\, o originalmente baiano e amorosamente paulistano Emanoel Araujo\, com uma grande mostra-instalação. Dois de Julho: uma outra Independência\, nasce do projeto curatorial iniciado por Araujo em 2022\, em comemoração ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia (1823-2023)\, trazendo ao museu Julhienses\, projeto do designer Daniel Soto Araujo. O trabalho celebra a força do povo nas marchas de julho de 1823\, com representações de personagens da Guerra da Independência como Maria Felipa\, mulher negra baiana que liderou um grupo de homens e mulheres na luta contra as tropas portuguesas. A Independência do Brasil na Bahia tem a forte expressão do ativismo social que clama por justiça e bem-estar nas ruas. É o retrato dos esforços cotidianos para colocar fim ao domínio português no Brasil\, após uma guerra que fora iniciada em 19 de fevereiro de 1822\, bem antes do 7 de setembro\, e só culminou com a libertação da altamente rendosa e produtiva capital Salvador\, e a inserção da província no Império do Brasil\, enfim\, em 2 de julho de 1823. A mostra conta ainda com as obras Contra-ataque\, grande painel de Pedro Marighella e com o Vídeo Dois de Julho: Independência do Brasil na Bahia\, confiado a Hans Herold\, que assina a direção de fotografia e foi aprovado\, em vida\, pelo próprio Emanoel Araujo\, além do intrigante Manifesto Gráfico de Daniel e Sofia Soto. Pela expressão autêntica do povo em luta\, a mostra Dois de Julho: uma outra Independência merece espaço na agenda para que você também conheça as histórias e os rostos dessa outra versão sobre a conquista da soberania no Brasil.
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SUMMARY:Paulo Chavonga no Museu da Imigração
DESCRIPTION:O Museu da Imigração inaugura a nova exposição do artista plástico\, poeta e cineasta angolano Paulo Chavonga\, intitulada Onde o arco-íris se esconde. Artista nascido em Benguela\, Angola\, vive atualmente em São Paulo\, e tem apresentado um olhar atento para a vida e seus espaços. Da janela de seu ateliê às praças da cidade\, ele registra o cotidiano com foco nas pessoas. Apoiado em diferentes suportes e materialidades\, tendo a pintura como linguagem central\, em uma paleta de tons vibrantes\, ele observa a realidade e a transforma em imagem de crítica social\, sem que isso o impeça de dialogar com extrema poesia e sensibilidade. Nessa exposição\, Chavonga faz conexões entre trajetórias de imigrantes africanos\, a experiência cotidiana em outro país e o universo da representatividade artística. O trabalho envolve perspectiva de resistência sobre a ideia de permanência e resiliência ao pensar arte como contato com a cultura dele. “Histórias que pintam África Pelas Ruas de São Paulo é um compromisso político comigo e com as pessoas ao meu entorno. Nele\, eu problematizo o imaginário brasileiro do imigrante e negro através da pintura\, da poesia e do cinema“\, destaca. Para focar no aspecto humanista da mostra\, o artista conta sua própria história com fotos de sua família em Angola. “Todo imigrante tem uma história e uma memória. Quero criar um olhar humano entre o brasileiro e o imigrante africano. Quero dar voz aos africanos. A mostra reúne também denúncias de xenofobia e racismo\, o que tem levado à migração reversa\, onde os imigrantes africanos saem do Brasil para outros países ou mesmo para retornarem para sua terra natal”\, explica o artista. A exposição\, curada por Luciana Ribeiro\, integra 60 pinturas\, uma instalação que reproduz uma barraca de venda de tecidos da Praça da República\, dois vídeos e doze poemas. No dia da estreia\, os poemas serão declamados pelos poetas angolanos Ermi Pazo e Mwana N’gola.
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SUMMARY:"Iole de Freitas: Colapsada\, em pé" no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Ao entrar no grande hall do Instituto Tomie Ohtake\, o visitante vai se deparar com uma surpreendente instalação de dimensão monumental concebida pela artista visual que completa cinco décadas de carreira. Iole de Freitas: Colapsada\, em pé\, com curadoria de Paulo Miyada\, é uma mostra organizada em torno desta instalação\, produzida com tubos metálicos e placas de policarbonato marcados pelo uso prévio como partes de instalações feitas pela artista nos últimos vinte e cinco anos. Essa nova peça apoia-se sobre o solo e se ergue como um abrigo aberto repleto de movimento. “Ela dispensou a possibilidade de criar novas linhas e planos suspensos na idiossincrática arquitetura desse espaço de passagem e cruzamento desenhado por Ruy Ohtake\, e desceu ao chão de seu ateliê as peças constituintes de dez de suas exposições. Tubos metálicos e placas de policarbonato marcados pelo uso (com arranhões\, manchas\, sujidades e desgastes) foram então girados\, recombinados\, aparafusados\, soldados”\, explica o curador chefe do Instituto Tomie Ohtake. Para a concepção da obra\, pela primeira vez em seis décadas\, a dança retornou direta e explicitamente ao seu fazer artístico\, como modo de apreensão do espaço e concepção da forma. Neste processo ela começou a experimentar fragmentos de dança\, cenas curtas ou anotações corporais em meio à obra em construção. Conforme Miyada\, mover-se\, só ou na companhia de seu neto\, Bento\, transformou-se numa espécie de notação que antecipa e testa relações entre partes e formas. “Trata-se da dança como régua\, sismógrafo\, desenho\, maquete\, laboratório”\, destaca. A questão com o corpo contida neste imenso “acontecimento da obra construída” convida as pessoas a percorrer a instalação em livre movimento. Os fragmentos filmados dessa experiência com a dança integram duas videoinstalações inéditas como parte da exposição desenvolvida em diálogo entre artista e o curador\, que resultará ainda em uma publicação a ser distribuída gratuitamente. Enquanto no Instituto Moreira Salles\, em Iole de Freitas\, anos 1970 / Imagem como presença\, exposição em cartaz com curadoria de Sônia Salzstein\, a artista apresenta uma parte de sua história reelaborada por uma instalação contemporânea\, no Instituto Tomie Ohtake\, ela abre novos caminhos em sua obra ao reprocessar elementos constitutivos de sua trajetória: a dança e a própria matéria de suas instalações.
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LOCATION:Instituto Tomie Ohtake\, Rua Coropés\, 88 - Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Santos Dumont: o poeta inventor" no Farol Santander
DESCRIPTION:Nos 150 anos de nascimento de Alberto Santos Dumont\, a exposição Santos Dumont – o poeta inventor apresenta sua icônica trajetória na conquista do voo. A mostra apresenta nos pavimentos 24 e 23 do Farol Santander São Paulo o mundo de Alberto Santos Dumont\, sua vida no Brasil e suas criações e experimentos em Paris\, a cidade que o recebe e estimula\, seu palco de experiências e demonstrações. No saguão\, um modelo do 14 Bis\, o biplano com o qual faz o primeiro voo homologado do mundo é apresentado em tamanho real inclinado acima da cabeça das pessoas\, como se estivesse voando no Parque de Bagatelle. O exemplar do 14 Bis pesa 150kg\, mede 9\,6metros de comprimento por 11\,7 metros de envergadura e 3\,72m de altura na extremidade das asas.
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SUMMARY:"Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias" no Sesc Bom Retiro
DESCRIPTION:Até 28 de janeiro de 2024\, o Sesc Bom Retiro é palco de um representativo recorte da produção de ilustradores negros e negras dedicados à ilustração de títulos da literatura brasileira contemporânea voltada a todas às infâncias. Reunindo 92 trabalhos de 47 autores\, a exposição Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias integra a programação de atividades do Omodé: Festival Sesc de Arte e Cultura Negra para a Molecada\, que segue aberto ao público\, também no Sesc Bom Retiro. Instalada no segundo andar da unidade\, a exposição oferece ao público uma imersão no universo lúdico infantil e potencializa os propósitos caros ao festival: a celebração das culturas afro-brasileiras e da diversidade na infância\, com a promoção de reflexões sobre negritude\, ancestralidade\, pertencimento e antirracismo. Idealizada pelo Sesc\, com curadoria de Ananda Luz\, mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais e pedagoga\, a exposição transborda ancestralidade desde a expressão escolhida para nomeá-la. “[Karingana] não é pergunta e resposta. É um convite para o ouvir e acolhida para o contar. É um movimento lúdico e coletivo\, no qual as histórias contadas\, por serem parte da vida\, tornam-se vivas em cada pessoa que faz parte dessa roda. Por isso\, as histórias não têm fim. Reverberam na coletividade”\, explica Ananda. A concepção da exposição Karingana – Presenças Negras no Livro para as Infâncias\, explica a curadora\, foi alicerçada em princípios como circularidade\, ludicidade\, ancestralidade e comunitarismo\, valores civilizatórios afro-brasileiros defendidos pela pensadora Azoilda Loretto da Trindade (1957-2015). No contexto da sanção da Lei 10.639\, que em 2003 estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de História da África em todo o currículo escolar do Brasil\, Azoilda foi idealizadora do projeto educativo A Cor da Cultura\, difundido em todo o país por meio de materiais audiovisuais e ações culturais e educativas que visam práticas positivas e de reconhecimento e preservação das culturas afro-brasileiras. \n\n\n\nA curadora da mostra\, nos últimos anos\, tem focado suas pesquisas sobre esse segmento da produção literária contemporânea e atesta que essa pluralidade representativa de autores segue em expansão. “É fato que o grande ‘bum’ do mercado editorial é na região Sudeste\, mas há muita produção acontecendo em diversas regiões do país. Temos na mostra\, por exemplo\, um livro ilustrado pela Bárbara Quintino\, Menina Nicinha\, que foi fruto do projeto Lendo Mulheres Negras de Salvador\, criado pela autora Evelyn Sacramento. Também temos o Cau Gomez\, que ilustrou o livro Atchim!\, escrito pelo Miró e publicado pela editora pernambucana CEPE. Então há diversidade e há publicações por todo o país. Mas temos de fazer também algumas perguntas quanto a criação\, circulação e mediação de livros para as infâncias de autoria negra e nas ilustrações: as editoras estão atentas aos portfólios? Eles e elas estão nas grandes\, pequenas e médias editoras? Para quais temas as editoras convidam ilustradoras e ilustradores negros?”\, provoca.  
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LOCATION:Sesc Bom Retiro\, Alameda Nothmann\, 185 - Campos Elíseos\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Gregório Gruber na Galeria São Paulo Flutuante
DESCRIPTION:O artista plástico Gregório Gruber apresenta a mostra Desenhos e Pinturas a partir de 15 de julho de 2023 (sábado)\, das 16h às 21h\, na galeria São Paulo Flutuante\, na Barra Funda\, em São Paulo. O texto curatorial fica a cargo de Denise Mattar. A visitação\, que é gratuita\, segue até 14 de outubro de 2023. Reunindo cerca de 42 trabalhos inéditos (entre pinturas acrílicas\, pastel sobre papel e esculturas)\, a exposição marca o retorno do artista – nascido em Santos\, mas criado em São Paulo\, que não expunha há uma década. As obras datam de 2020\, época da pandemia de Covid-19\, até 2023\, e mostram cenas (diurnas e noturnas) da capital paulistana\, como Avenida Paulista\, Vale do Anhangabaú\, Parque Dom Pedro I\, Marechal Deodoro e Pacaembu\, entre outras. Como parte complementar\, será exibido o documentário Gregório no Centro\, que foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural – ProAC Expresso LAB 51/2020\, “Prêmios por Histórico de Realização em Artes Visuais” da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Produzido por Lorena Hollander (filha do pintor)\, pesquisa e entrevista de Laura Escorel e captação e edição de Renata Chebel\, o artista plástico\, com 50 anos de atuação\, abre seu estúdio e conta sobre suas primeiras lembranças do centro de São Paulo. O artista já teve textos escritos sobre a sua obra por críticos\, curadores e artistas como Aracy Amaral\, Miguel de Almeida\, Pietro Maria Bardi\, Carlos von Schmidt\, Sheila Leirner\, Olívio Tavarez de Araujo\, Wesley Duke Lee\, Ernestina Karman\, Jayme Maurício\, Mario Schenberg\, Flávio de Aquino\, Roberto Pontual\, Frederico de Morais\, Flávio Motta e Radha Abramo. “A vivência no Centro da cidade me fez querer pintar o meu entorno\, os edifícios\, as ruas e as pessoas que fazem parte do meu círculo. Foi a lição que a História da Arte me ensinou\, como por exemplo\, Van Gogh pintou Arles na sua época e Gauguin pintou as ilhas marquesas. Eu tinha essa consciência que precisava me relacionar com que estava perto”\, afirma o artista que foi criado na Rua Martins Fontes\, no centro de São Paulo\, e é filho do também pintor Mário Gruber (1927-2011).
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SUMMARY:"Ocupação Milton Santos" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:O espaço não é só espaço. Não é só um ponto no mapa\, mas o efeito da reunião de vários fatores históricos\, culturais\, econômicos. No espaço\, presente e passado se sobrepõem\, fluxos se entrecruzam\, práticas se misturam. Por isso\, a geografia – assim como entendida por Milton Santos – é fundamental: falando de onde vivemos\, ela explica como vivemos. Homenageado desta 59ª Ocupação\, Milton Santos\, com a criação desse e de outros conceitos\, renovou o pensamento geográfico. Sua perspectiva\, baiana de berço – tendo ele nascido em Brotas de Macaúbas\, em 1926 –\, foi formada por contatos pelo Brasil e com a Europa\, as Américas do Norte e do Sul e a África\, em 14 anos de exílio imposto pelo regime militar. Lendo criticamente essas realidades\, tornou-se um dos mais destacados pensadores da sua área no nosso país. Mas não só. Intelectual público\, Milton se engajou em debates sobre política e educação por meio dos jornais e\, sendo negro e consciente do que isso implica no Brasil\, discutiu práticas de movimentos sociais e\, nas suas palavras\, a “questão racial”. Hoje\, 22 anos após sua morte\, suas ideias circulam para além das universidades. Com impacto no país inteiro\, em especial nas periferias\, ele influencia novos intelectuais\, artistas e ativistas. Esta Ocupação percorre todas essas facetas de Milton\, com uma apresentação dos seus livros e da sua trajetória\, de documentos\, fotografias e depoimentos de familiares\, antigos alunos e profissionais próximos do seu trabalho. O tratamento técnico do acervo de Milton Santos e a exibição de parte desses itens aqui disponíveis só foram possíveis graças às atividades do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP)\, importante instituição para a pesquisa e documentação brasileiras. Em itaucultural.org.br/ocupacao\, além de materiais da exposição\, estão reunidos outros conteúdos exclusivos sobre o geógrafo.
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SUMMARY:"Frans Post: o primeiro olhar" no Farol Santander
DESCRIPTION:Frans Post: o primeiro olhar propõe uma imersão na paisagem do Brasil holandês a partir da obra do primeiro pintor da paisagem brasileira e primeiro paisagista das Américas. A mostra é uma tentativa de viagem sobre um Brasil criado por um artista nascido em 1612\, natural da cidade de Harlem\, na Holanda\, filho de Jan Janszoon Post\, reconhecido pintor de vitrais\, e irmão de Pieter Post\, arquiteto da Mauritshuis (Casa de Maurício)\, em Haia\, e que esteve no Brasil entre 1637 a 1644 na comitiva de Maurício de Nassau. Durante esse período Frans Post documentou cidades\, vilas\, povoações\, costumes\, fortes e a vida da sociedade açucareira para ilustrar o relatório de atividades do Governo do Conde de Nassau em terras da América\, escrito por Caspar van Baerle e publicado em 1647. Um dos objetivos da mostra é que os visitantes possam sentir as cores do Brasil retratadas em pinturas e gravuras por Post de uma forma imersiva para vivenciar a cultura visual daquele período. A exposição se apresenta de uma forma criativa e dinâmica para levar ao visitante a maior coleção de pinturas de Frans Post\, que pertence ao Instituto Ricardo Brennand e que agora graças a tecnologia podem intinerar preservando a coleção original\, tendo o Farol Santander como o primeiro espaço escolhido para inaugurar essa experiência imersiva de Frans Post.
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