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SUMMARY:"A São Paulo da Marquesa de Santos" no Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:Uma mulher à frente do seu tempo\, essa é a história de Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos (1797-1867)\, contada na exposição A São Paulo Da Marquesa de Santos: Cumplicidade de um Cenário\, com curadoria do historiador Paulo Rezzutti\, em exibição no Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo) no período de 27 de fevereiro de 2021 a 18 de setembro de 2023. \n\n\n\nPor meio de documentos textuais e iconográficos\, a curadoria da exibição nos apresenta a biografia da Marquesa de Santos\, misturada com a vida política e social brasileira da Colônia ao Segundo Reinado\, com a inserção na cidade de São Paulo\, onde traços de sua passagem em seu tempo ainda podem ser encontrados em nosso espaço \n\n\n\nMais do que os símbolos físicos\, como o Solar\, a Rua da Figueira\, o Cemitério da Consolação\, a Faculdade de Direito de São Paulo\, sua presença é lembrada por obras de benemerência\, como a doação de uma casa para servir de enfermaria no combate à epidemia de cólera que assolava a cidade e o Brasil.
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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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LOCATION:MAC\, 1301 Av. Pedro Álvares Cabral Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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LOCATION:Museu das Favelas\, 1269 Av. Rio Branco Campos Elíseos\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Intersecções" na Casa da Imagem e Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:A exposição Intersecções ocupa simultaneamente o Solar da Marquesa de Santos e a Casa da Imagem. Sobre a mostra\, o trio curatorial composto por Adriana Barbosa\, Nabor Jr. e Eleilson Leite escreveu: “Em continuidade ao programa de exposições sistêmicas promovido pelo Museu da Cidade de São Paulo\, Intersecções – Negros(as)\, indígenas e periféricos(as) na cidade de São Paulo avança cronologicamente no espaço e na geografia da capital\, não somente com o objetivo de iluminar os fazeres destes grupos e reforçar sua importância na vibrante cena cultural da cidade\, mas\, principalmente\, na contramão do projeto nacional de apagamento dessas populações e no sentido de reinseri-las enquanto sujeitos protagonistas da historiografia paulistana. Intersecções apresenta um valoroso conjunto de movimentos culturais\, artistas\, processos e encontros\, bem como locais de convivência (e convergência) que\, a partir da década de 1980\, concomitantemente aos fatores de resistência comum à vida dessas maiorias minorizadas\, e atuando na interseccionalidade histórica e socialmente imposta às populações negra\, periférica\, indígena e LGBTQIA+\, forneceram elementos não somente para a celebração coletiva\, como para a possibilidade de uma “vida comum” em uma sociedade onde o racismo\, o sexismo e a homofobia são inseparáveis. Ainda que o conceito de ‘cidadão comum’ possa endossar\, mesmo que inconscientemente\, a ideia de que há pessoas ‘especiais’ ou ‘superiores’\, as iniciativas presentes nesta exposição apresentam-se como possibilidades catárticas que não imputam aos seus participantes e idealizadores o fardo de terem de possuir uma história de superação por serem quem são ou como são. […] ‘A periferia nos une pelo amor\, pela dor e pela cor’\, defende o poeta Sérgio Vaz no Manifesto da Antropofagia Periférica. São periferias unidas por um movimento que vai além das subjetividades\, como ensina Tiaraju Pablo D’andrea. Um povo que é cria\, tem orgulho de pertencer à quebrada e atua politicamente para defender os que nela habitam. Assim ele define o(a) sujeito(a)(e) periférico(a)(e)\, um novo conceito na sociologia. […] As intersecções entre negros\, negras\, indígenas\, periféricos e periféricas habitam o universo simbólico que inspira as artes e a cultura na Metrópole. […] Emicida já deu a letra: ‘arte é ocupar!’ Tudo junto e misturado porque a cultura não é compartimentada\, muito menos hierarquizada. A intersecção saiu da geometria e se fez verbo na periferia. Interseccione-se!”
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SUMMARY:"Diálogos com cor e luz" no MAM
DESCRIPTION:Com curadoria de Cauê Alves e Fábio Magalhães\, Diálogos com cor e luz é uma exposição voltada para a difusão da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo\, que apresenta exclusivamente trabalhos desse acervo. Aqui\, é reunido um pequeno recorte de obras com ênfase nas relações entre a cor e a luz na arte brasileira da segunda metade do século 20. Foram agrupadas no espaço\, várias gerações de artistas\, sem privilegiar tendências nem estabelecer uma ordem cronológica. Misturamos tempos e linguagens\, para incentivar o olhar à percepção de semelhanças e diferenças entre as várias poéticas visuais nos diversos tratamentos da luz e da cor. A museografia distribuiu no espaço os painéis radiais\, numa referência ao disco de cores – ou seja\, ao experimento óptico de Isaac Newton (1643-1727)\, publicado em 1707 em seu livro Opticks. Nele\, o físico inglês demonstra\, por meio de um disco de sete cores\, sua teoria de que a luz branca do Sol é formada pelos matizes do arco-íris. Ao girarmos o disco com velocidade\, as cores se sobrepõem em nossa retina e nos fazem enxergar o branco. A seleção de obras\, ao enfatizar os diálogos com a cor e a luz em diversos suportes\, chama atenção para a luz como elemento fundante da percepção. Trabalhar com a luz significa que temos de lidar também com a sombra\, a escuridão ou a ausência de luz. E nos interessa justamente o primeiro contato que temos com a cor\, anterior às teorizações e aos sentidos que acrescentamos a ela. A cor é indissociável daquilo que ela expressa. Ela mesma já é expressão\, não apenas a tradução de uma ideia ou sentido preconcebido. Fundamental é nos livrarmos dos sentidos já instituídos e sedimentados no campo da cultura\, de conceitos anteriores ao vivido\, para aí podermos ter a experiência com a duração da cor. Em vez de pensarmos a cor e a luz como elementos idealizados\, o contato direto com a arte nos ajuda a restituir o vínculo originário com o mundo. Os diálogos entre luz e cor na arte nos mostram que o mundo pode ser surpreendente e nossa relação com ele\, inesgotável.
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SUMMARY:“Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A mostra “Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” inaugura a sala expositiva da Pinacoteca Contemporânea\, a Grande Galeria. Com coordenação curatorial de Ana Maria Maia\, curadora chefe da Pinacoteca\, e Yuri Quevedo\, a mostra reúne cerca de 60 trabalhos do acervo de arte contemporânea\, em montagem pautada pelo desejo de falar sobre territórios\, encontros e narrativas de atravessamento. Desenhos\, pinturas\, fotografias\, vídeos e performances compõem a narrativa que é orientada por três grandes ideias: a de travessias\, vizinhanças e transcendências. \n\n\n\nA ideia de travessia e seu espectro é contemplada nas obras Irruptivo Series (Série irrompimento) (2010)\, de Regina Silveira (Porto Alegre – RS\, 1939)\, e Galinha d´Angola (2017)\, de Paulo Nazareth (Governador Valadares — MG\, 1977) e na performance Modificação e apropriação de uma identidade autônoma (1980)\, de Gretta Sarfaty (Atenas – Grécia\, 1954). Já a ideia de vizinhança ganha força pela localização do edifício Pinacoteca Contemporânea\, que amplia o perímetro urbano com o qual o museu dialoga diretamente. Além disso\, situações de encontro e afeto dão a tônica de uma longa parede\, ocupada em uma montagem de obras de Lúcia Laguna (Campos de Goytacazes — RJ\, 1941)\, Bené Fonteles (Bragança – PA\, 1953)\, Matheus Rocha Pitta (Tiradentes – MG\, 1982)\, Yuli Yamagata (São Paulo – SP\, 1989)\, entre outros. Por fim a ideia de transcendências é apresentada com Parede da memória (1994-2005)\, de Rosana Paulino (São Paulo — SP\, 1967)\, que elabora uma identidade coletiva entremeando exercícios de lembrar e imaginar. Além de obras como Quebranto (2021)\, de Jonas Van (Fortaleza – CE\, 1989) e Juno B. (Fortaleza – CE\, 1982)\, e Yiki Mahsã Pâti [Mundo dos espíritos da floresta] (2020)\, de Daiara Tukano (São Paulo – SP\, 1982).
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LOCATION:Pina Contemporânea\, Av. Tiradentes\, 273 - Luz\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Denilson Baniwa na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira ocupação de um artista indígena no Projeto Octógono Arte Contemporânea da Pinacoteca Luz\, a Escola Panapaná. A instalação de Denilson Baniwa\, um dos mais  proeminentes artistas de sua geração\, é uma construção em três pavimentos concebida para ser um espaço experimental de aulas de línguas e culturas indígenas\, arte e música\, com curadoria de Renato Menezes. Indígena do povo Baniwa\, Denilson mostra que\, para a sua comunidade\, a educação deve ser pensada como um modo de construção de um mundo para quem ainda não nasceu. Na instalação Escola Panapaná\, o artista propõe um experimento artístico-pedagógico colaborativo\, traduzido\, no mundo não Baniwa\, como escola. Denilson traz para o coração da Pinacoteca Luz uma oportunidade para que os visitantes entrem em contato com a cultura de diversas comunidades\, como os Baniwa e os Guarani\, através de aulas e práticas que discutem os princípios básicos de comunicação\, a origem da língua desses povos\, sua produção artística\, tradições e modo de se relacionarem com a fauna e a flora. Dentro das temáticas que aborda em sua produção e pesquisa\, Denilson se propõe a revisitar materiais históricos iconográficos\, buscando uma nova perspectiva sobre o que é ser indígena fora do imaginário social construído ao longo dos séculos. A educação\, para o artista\, é um meio para que a história dos povos indígenas\, em toda a sua diversidade\, possa ser repensada e reescrita\, a partir da perspectiva própria de cada comunidade. “Denilson Baniwa é mestre em alterar nossa percepção das coisas. Há três anos\, Denilson plantou e cultivou um jardim no estacionamento da Pinacoteca Luz\, mudando nossa experiência naquele lugar. Dessa vez\, dentro do Octógono\, ele não somente muda nosso ponto de vista\, como também indica que o museu é um espaço de interação\, de troca e de aprendizado. A Escola Panapaná só acontece em sua plenitude quando as pessoas se encontram\, conversam e pensam juntas”\, conta Renato\, curador da exposição. A palavra Panapaná\, que tem origem tupi e designa o coletivo de borboletas\, permite uma analogia com o coletivo de pessoas que frequentam a Escola. No início\, um grande casulo se apresenta aos visitantes. À medida que as ativações forem acontecendo\, um par de asas vai se abrindo\, até que uma mariposa se apresenta pronta para alçar voo. Nessas asas vêm estampada a sílaba gráfica da mariposa tal como aparece na cestaria do povo Baniwa\, exímio trançador de palha.
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SUMMARY:Hélio Oiticica na Casa SP-Arte
DESCRIPTION:Mais relevante feira de arte e design da América Latina\, a SP–Arte inaugura a Casa SP–Arte\, seu primeiro espaço permanente\, dedicado à realização de exposições e eventos ligados às artes visuais em São Paulo\, com a exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto. Instalada na Vila Modernista\, projetada por Flávio de Carvalho (1899-1973)\, a Casa SP–Arte ocupa o único imóvel inteiramente restaurado em sua versão original\, entre os 17 que compõem a vila. “Depois de quase 20 anos de trabalho organizando com sucesso várias feiras de arte\, queríamos dar um passo a mais. Abrir um espaço permanente nos permite dar asas a projetos próprios (que são muitos!) e de galerias parceiras”\, afirma Fernanda Feitosa\, diretora da SP–Arte.   \n\n\n\nA exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto é organizada pela Gomide&Co e por Luisa Duarte\, diretora artística da galeria. A mostra reúne obras de diferentes fases da produção de Oiticica (1937-1980)\, incluindo suas investigações de caráter construtivo sobre o plano bidimensional e propostas experimentais que dialogam sobre arte e vida e sobre arte e cultura pop. Compõem a mostra obras produzidas a partir de 1955\, incluindo trabalhos do Grupo Frente\, e produções dos anos 1970. Algumas obras do artista\, inclusive\, ressaltam a arquitetura modernista da casa. É o caso de Relevo espacial (vermelho)\, 1959-1960. Entre os destaques\, está o desdobramento inédito de uma Cosmococa (CC4) executada por Neville d’Almeida (1941) para a exposição\, no ano em que essas obras imersivas completam 50 anos. Trata-se de uma versão doméstica da CC4\, algo planejado por Oiticica em vida\, mas nunca realizado. Cosmococa é um ambiente multissensorial de experimentação que busca levar a arte ao mundo sensorial. O projeto CC4 é composto por projeções\, água e som. A CC4 tem como referências as obras de John Cage (1912-1992) e dos irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos (1931). Deste último\, faz parte da instalação o poema dias\, dias\, dias. Além da Cosmococa\, mais de 15 obras completam a exposição. Também merece destaque o primeiro Penetrável (PN1)\, que ocupa o centro da Casa. Construída pelo artista em 1961\, a instalação é uma homenagem ao crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981). Em PN1\, percebe-se a incorporação do corpo em movimento no interior de uma composição labiríntica – o amarelo se desenvolve em uma estrutura polimorfa de placas que se sucedem no espaço e no tempo\, captando tal ideia. Foi esta obra que serviu de inspiração para o título da exposição: Mundo-Labirinto.
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LOCATION:Casa SP-Arte\, Alameda Ministro Rocha Azevedo\, 1.052\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Evandro Teixeira no IMS Paulista
DESCRIPTION:Poucos dias após o golpe militar de 11 de setembro de 1973 no Chile\, Evandro Teixeira (Irajuba-BA\, 1935) viajou para Santiago enviado pelo Jornal do Brasil. Suas fotografias revelam uma cidade sitiada\, ocupada pelas forças militares. O marco fundamental talvez tenha sido o registro que realizou logo após o falecimento do grande poeta chileno Pablo Neruda perpassando pela clínica\, o velório em sua residência depredada; e o enterro com grande participação popular\, documentando a primeira grande manifestação contra o regime do general Augusto Pinochet. O plano-sequência construído do enterro de Neruda\, associado às demais imagens que produziu na cidade\, juntamente com o registro visual do regime militar no Brasil (1964 e 1968)\, compõem a estrutura central desta exposição\, evidenciando a importância do fotojornalismo para a liberdade de expressão e testemunho da realidade. A curadoria da exposição Evandro Teixeira. Chile\, 1973 é de Sergio Burgi\, com assistência de curadoria de Alessandra Coutinho Campos\, pesquisa biográfica e documental de Andrea Wanderley e pesquisa e organização do acervo de Alexandre Delarue Lopes. Na redação do Jornal do Brasil\, Evandro Teixeira era conhecido como “o cara que resolvia”. Foi assim\, fotografando seu país e registrando grandes eventos no Brasil da segunda metade do século XX\, que o baiano de Irajuba\, nascido em 1935\, acabou por se projetar para o mundo. Política\, esporte\, moda\, comportamento\, nada escapou às suas lentes em quase 70 anos de carreira. Desde 2019 o IMS tem a guarda de seu acervo\, com mais de 150 mil fotos.
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LOCATION:IMS Paulista\, 2424 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Hélio Melo na Almeida & Dale
DESCRIPTION:“A trajetória de vida e o tema de sua produção fazem de Hélio Melo um artista único no panorama brasileiro do século 20”\, é o que diz o curador Jacopo Crivelli Visconti em trecho do texto de parede que apresenta a exposição Hélio Melo\, em cartaz na Almeida & Dale Galeria de Arte. As características que o diferenciam de outros artistas vão do fato de sua obra não ser autobiográfica\, mesmo que com uma precisão para trazer suas próprias experiências; o trabalho que transcende a denúncia explícita e cria imagens e alegorias para sintetizar a violenta transformação social e da paisagem; a denúncia e defesa estarem intrínsecas em seus desenhos e pinturas aparentemente despretensiosos; e uma forma de expressão que “consegue ser um retrato da violência\, da beleza\, da destruição e da imensidão sublime da floresta\, de sua existência silenciosa\, profunda\, insubstituível”\, diz Jacopo. Nascido e criado num seringal\, Hélio Melo (1926-2001) foi seringueiro\, catraieiro\, barbeiro\, vigia\, escritor\, poeta\, músico e artista. A partir do final dos anos 1970\, depois de ter se mudado para Rio Branco e ter passado a pintar a floresta de memória\, participou das primeiras exposições da região\, chamando a atenção de importantes artistas e críticos\, como Sergio Camargo e Frederico Morais\, que se tornaram grandes admiradores de seu trabalho. “Na grande maioria de suas obras\, a cena é estruturada de maneira bastante convencional\, com um primeiro plano rente ao chão\, formado por plantas baixas ou grama alta\, elementos verticais (basicamente árvores) que fecham a cena dos dois lados e\, no espaço delimitado por esses eixos\, os personagens. Trata-se de uma construção teatral ou cinematográfica do espaço que sugere\, portanto\, uma encenação e uma mise en scéne\, não uma reprodução plana\, direta e ingênua da realidade”\, diz Jacopo. A exposição traz a floresta retratada por Melo e segue atual mesmo depois de pouco mais de 20 anos de sua morte\, ancestral\, mítica e fabulosa. “Um organismo que alimenta e é alimentado\, que somatiza as violências e a destruição\, que chora junto com os animais\, que se emociona\, sofre e\, à sua maneira\, fala (…) Direta ou indiretamente\, vários desenhos e pinturas de Melo sugerem que é a partir da floresta que as coisas se organizam e se estruturam\, e explicitam a equivalência entre os personagens que aparecem em cena”\, escreve Jacopo para o livro que está sendo preparado sobre o artista\, com lançamento no dia 15 de abril.
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SUMMARY:"As cantoras e a história do rádio no Brasil" no Farol Santander
DESCRIPTION:A primeira transmissão de rádio no Brasil aconteceu em setembro de 1922\, no Rio de Janeiro\, e\, sobretudo entre as décadas de 1930 e 1950\, foi de uma importância imensurável\, essencial até mesmo para a própria unificação do país como nação. As Rádios Nacional\, Tupi e Mayrink Veiga\, do Rio\, e a Record e Tupi de São Paulo\, foram algumas das grandes potências de seu tempo\, somadas às emissoras locais de todos os estados. A seguir\, a televisão deu continuidade a tal trabalho\, aperfeiçoando as criações radiofônicas no campo do jornalismo\, música\, humor\, dramaturgia\, esporte e variedades. Quanto às cantoras\, tiveram um protagonismo inédito em nossa cultura\, abriram espaço para que a profissão se tornasse uma ambição de muitas outras. Nesta exposição\, disposta em dois grandes espaços\, no primeiro\, serão destacados alguns momentos marcantes da história do rádio no país\, e no segundo\, detalhes da vida e carreira de 24 cantoras. Uma viagem da maior relevância para se compreender a evolução da comunicação e da própria sociedade brasileira.
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Elisa Bracher na Estação Pinacoteca
DESCRIPTION:Exatos 25 anos após a primeira exibição da artista na Pinacoteca\, instalações em madeira\, papel e chumbo ocupam as três galerias expositivas do quarto andar da Estação Pinacoteca\, propondo uma organização fluida entre questões que sempre permearam a produção de Bracher: peso\, equilíbrio\, composição e percurso. Em Elisa Bracher: formas vivas\, o público terá acesso a uma apresentação panorâmica do trabalho de Bracher\, que responde ao espaço expositivo com três grandes instalações. Ao longo da mostra\, performances musicais coordenadas por Shen Ribeiro e Rodrigo Felicíssimo são responsáveis por explorar as propriedades sonoras do chumbo em uma extensa programação de ativações. Na primeira sala\, os visitantes encontram uma composição circular de restos de madeiras oriundas de construções rurais e antigas esculturas\, sugerindo a iminência de um desabamento\, em um equilíbrio instável. Ao redor\, fotografias em preto e branco da vegetação de São Bento do Sapucaí\, município situado na Serra da Mantiqueira\, apresentam padrões diversos de folhagens\, evocando a origem da mata\, in natura. Um varal de barras de ferro\, originalmente responsável por auxiliar na secagem dos desenhos de grandes dimensões\, cruza o espaço da segunda galeria de ponta a ponta. Transportada do ateliê da artista\, a estrutura permite que o público observe os papéis como um conjunto\, com contornos e áreas preenchidas. Na última galeria\, em situação de suposta leveza\, lençóis de chumbo se apresentam como retalhos moles. Enormes chapas do material\, sustentadas por cabos de aço\, têm sua maleabilidade explorada pela artista para conferir textura e plasticidade\, transformando áreas lisas e intactas em matéria deformada. Por fim\, depois de percorrer diversas camadas de chumbo\, o espectador encontra um piano de cauda repousado no espaço. Desde o início dos anos 1990\, Elisa Bracher explora as relações entre forma\, matéria e espaço\, em um percurso que abrange gravuras\, esculturas e desenhos que desafiam os materiais no limite de seus atributos. Os trabalhos foram desenvolvidos especialmente para essa exposição\, com curadoria de Pollyana Quintella.
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SUMMARY:Regina Parra na Estação Pinacoteca
DESCRIPTION:A exposição Pagã\, da artista Regina Parra\, ocupa o 2º andar da Estação Pinacoteca e é um projeto experimental desenvolvido para a Pina\, onde a artista fala sobre o corpo feminino\, seu prazer\, liberdade e insubordinação. Em uma espécie de peça teatral dividida em nove cenas\, Parra convida o público a percorrer uma travessia de referências em pinturas\, performance\, escultura\, vídeos e neons para acompanhar a saga de Pagã. Em diálogo com diferentes campos criativos\, a artista transforma o museu em espaço cênico para contar a história de uma mulher que abdica de uma vida socialmente confortável e inicia um ritual de descoberta e transformação de si e do seu corpo. Uma personagem que é o arquétipo de uma mulher\, ou um espelho\, de identidade individual\, mas às vezes coletiva\, Pagã atende ao chamado e inicia um ritual de descoberta. Na primeira cena da mostra\, sua história se cruza à da jovem retratada nos afrescos da Vila dos Mistérios\, na cidade italiana de Pompeia\, no século 2 a.C. Transitando por diferentes linguagens e referências em cada ato\, Regina Parra revela o desejo de que as mulheres se reconheçam no arquétipo de Pagã\, em uma experiência de reconhecimento do seu corpo e de si. Os trabalhos de Parra se transformam em um vocabulário poético e político\, em uma jornada que termina na reapropriação do próprio gozo\, com a pintura O gosto do vivo (2023). Nascida em São Paulo em 1984\, Parra é bacharel em Artes Plásticas e mestre em História da Arte. Nos últimos anos\, seus trabalhos foram expostos em instituições como Jewish Museum (NY)\, Pablo Atchugarry Art Center (Miami) e Mana Contemporary (Chicago)\, entre muitos outros. Com curadoria de Ana Maria Maia\, a mostra também conta com apresentações performáticas.
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SUMMARY:"Entre Nós: Dez anos da Bolsa ZUM/IMS" no Pivô
DESCRIPTION:O Instituto Moreira Salles\, em parceria inédita com o Pivô – associação cultural sem fins lucrativos com sede no Copan\, em São Paulo – realiza a partir de 1º de abril a exposição Entre nós: dez anos de Bolsa ZUM/IMS\, com obras de artistas e coletivos contemplados pela bolsa de fomento à produção contemporânea na última década: Aleta Valente\, Aline Motta\, Bárbara Wagner\, Castiel Vitorino\, Coletivo Garapa\, Coletivo Trëma\, Dias & Riedweg\, Dora Longo Bahia\, Eustáquio Neves\, Glicéria Tupinambá\, Helena Martins-Costa\, Igi Ayedun\, João Castilho\, Letícia Ramos\, Rafael Bqueer\, Sofia Borges\, Tatewaki Nio\, Tiago Sant’Ana\, Val Souza e Vijai Maia Patchineelam. A curadoria é de Thyago Nogueira\, coordenador da área de fotografia contemporânea do IMS\, Daniele Queiroz\, curadora-assistente do IMS\, e Ângelo Manjabosco\, pesquisador do IMS. As obras da exposição\, muitas delas inéditas\, pertencem à coleção do Instituto Moreira Salles e serão apresentadas juntas pela primeira vez. A exposição ocupa o primeiro andar do Pivô. Estão na mostra cerca de 250 obras\, entre fotografias\, vídeos\, instalações e outros suportes. Boa parte das obras reunidas parte de histórias e questões pessoais para abordar temas maiores da representação visual\, social e política do país. O conjunto de trabalhos aborda temas como a história da escravização e o racismo (por exemplo\, em Eustáquio Neves\, Coletivo Garapa ou Tiago Sant’Ana)\, os fluxos migratórios (por exemplo\, em Tatewaki Nio\, Coletivo Trema\, Aline Motta ou Vijai Maia Patchineelam)\, as identidades sociais (por exemplo\, em Val Souza\, Dias & Riedweg ou Igi Ayedun)\, a cultura popular (por exemplo\, em Bárbara Wagner ou Rafael Bqueer)\, a espiritualidade ancestral (por exemplo\, em Glicéria Tupinambá ou Castiel Vitorino Brasileiro) e os desafios ambientais e urbanos (por exemplo\, em Aleta Valente\, Dora Longo Bahia ou João Castilho). Muitos trabalhos também se debruçam sobre as convenções culturais que dão forma às imagens\, desmontando ideias preconcebidas do que sejam a realidade\, o documento ou a ficção\, como as obras de Leticia Ramos\, Sofia Borges ou Helena Martins-Costa.
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SUMMARY:"Além das ruas: histórias do graffiti" no Itaú Cultural
DESCRIPTION:O Itaú Cultural (IC) recebe a exposição Além das ruas: histórias do graffiti\, apresentando trabalhos de 51 artistas expoentes da street art e do grafite\, de dentro e fora do Brasil\, que representam partes diferentes da história da arte de rua\, desde sua origem\, suas vertentes e com técnicas diversas. Com curadoria de Binho Ribeiro\, a mostra resgata a trajetória dessa manifestação\, passando pelos movimentos de contracultura nos Estados Unidos e na Europa\, sua internacionalização\, até a diversidade da cena atual no Brasil. A exposição conta com 76 obras e oferece uma experiência única para que o visitante conheça mais de perto obras de grafiteiros que\, aqui\, são protagonistas. Além disso\, é possível ver os recortes históricos em uma linha do tempo que apresenta a riqueza e a trajetória independente desta arte que vem das ruas e que surgiu como forma de protesto\, com o objetivo de ser democrática e acessível. Em paralelo\, haverá shows de hip-hop\, uma revista interativa\, recursos de acessibilidade\, oficinas e outras atividades educativas. Crânio\, Nina Pandolfo\, OSGÊMEOS\, Speto\, Soberana Ziza\, Coletivo SHN\, Kuêio e Fefe Talavera\, entre outros\, são alguns dos artistas brasileiros que participam da mostra. Também participam quatro artistas do exterior: T-Kid\, de Nova York; Farid Rueda\, do México\, o espanhol Saturno e a chilena-canadense Shalak Attack.
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SUMMARY:"Pedra Viva: Serra da Capivara\, o legado de Niède Guidon" no MuBE
DESCRIPTION:O Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia se transformou em uma grande “caverna contemporânea”\, com a nova exposição “Pedra Viva: Serra da Capivara\, o legado de Niède Guidon”\, com curadoria de Guilherme Wisnik e dos curadores convidados Gisele Felice e Ricardo Cardim. A mostra une a importância do Parque Nacional com a trajetória da pesquisadora franco-brasileira e seus estudos sobre a ocupação humana na América\, por meio de conceitos de arqueologia\, paleontologia\, geologia e botânica\, além de arte contemporânea\, ocupando as áreas interna e externa do museu. Distribuídas pela área interna do Museu estão\, pela primeira vez em São Paulo\, 134 peças emprestadas da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham)\, selecionadas pela arqueóloga Gisele Felice\, dentre as quais ossos de megafauna\, artefactos líticos e cerâmicos dos sítios arqueológicos da região. Vêm\, especialmente para a mostra\, três fragmentos de pedra com pinturas rupestres originais com cerca de 12 mil anos de idade. “A criação do Parque Nacional\, em 1979\, envolveu a remoção de famílias que viviam no local. Niède Guidon e sua equipe sabiam bem que uma ação consequente dependeria de um desenvolvimento econômico e social da região\, envolvendo não apenas a atração do turismo\, mas também a educação e a geração de renda para a população local. Mais de 40 anos depois\, o seu legado é\, ao mesmo tempo\, científico\, social e ambiental – o que quer dizer\, político”\, comenta Guilherme Wisnik\, curador da mostra. A exposição também apresenta esculturas\, fotografias\, projeções\, pinturas\, desenhos e publicações. Além disso\, espécies de plantas da Caatinga – como o Mandacaru\, o Xique-xique\, o Cacto azul\, a Macambira-de-flecha e o Caroá; e cerca de 400 peças secas de madeira nativa\, obtidas com autorização da Secretaria do Meio Ambiente do Piauí\, estão presentes na área externa para representar o bioma. Assim\, Niède e o acervo da Serra da Capivara mostram que a humanidade tem um passado antigo e rico\, colocando a visão modernista em perspectiva. Esta mostra propõe a união da arte\, arqueologia\, arquitetura e do meio ambiente no ano em que celebramos o aniversário de 90 anos de Niède Guidon\, uma figura tão relevante para a preservação ambiental e cultural.
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SUMMARY:"Olhos da Pele" no MAC USP
DESCRIPTION:A realização de editais de exposições temporárias é uma das ferramentas utilizadas pelo MAC USP para incentivar a produção artística contemporânea\, oferecendo espaço para sua difusão e acesso do público. Olhos da Pele é uma proposta selecionada dentre os 166 projetos inscritos na segunda edição do edital\, direcionada para artistas que ainda não haviam realizado mostras individuais em museus ou galerias. Elaborada a partir da pesquisa de um coletivo de artistas de Belo Horizonte\, Salvador e São Paulo\, a exposição apresenta um conjunto de 28 obras cujo aspecto comum é a investigação das relações humanas a partir do corpo\, da matéria e de questões do cotidiano. O grupo de artistas – Amanda Elosa\, Clara Letizia\, Gabriella Barbosa\, Gabrielle Guido\, Junia Penido\, Milena Abreu\, Nina Horikawa\, Paulo Agi e Ro Ferrarezi – reuniu-se autonomamente para a apresentação da proposta ao museu. Assim\, “o grupo elabora também um exercício de auto-curadoria\, estabelecendo os diálogos entre as obras\, construindo ressonâncias\, reiterações\, mas também ressaltando as particularidades de cada trabalho\, suas singularidades – a pele de cada um\, a perspectiva irredutível de um lugar de apreensão do mundo.” diz Fernanda Pitta\, curadora do Museu responsável pela exposição. Mesclando mídias e técnicas\, o coletivo de artistas produz objetos rugosos: imagens de traços fortes\, esculturas cujas marcas do trabalho são visíveis\, fotografias que transitam entre corpos e territórios diferentes. É um conjunto de objetos que experimentam corpos e sexualidades como fio condutor. O corpo e as experiências através dele são expostos como algo que\, de tão subjetivo\, torna-se universal. O corpo fora do corpo\, um ideal de imperfeito ou um ideal individual\, um olhar crítico sobre as relações menos racionais que possuímos: carnais\, libidinosas\, instintivas\, desde o ato erótico ao ato de comer. Com essa mostra\, tentamos aprender a ver com os olhos da pele.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Marina Caram no Museu Lasar Segall
DESCRIPTION:Dezoito anos após sua última exposição\, as obras de Marina Caram retornam ao Museu Lasar Segall\, ainda atuais e repletas de toda expressividade e inquietação da artista diante das questões sociais. Em Expressões da Humanidade\, buscamos trazer o olhar sensível da artista\, por meio de seus traços fortes\, delicados e doloridos ao retratar a realidade que captou ao longo de seus mais de 60 anos de produção. Neste recorte em particular\, trazemos sua obra em cinco momentos: dois deles se situam durante a década de 1950\, com litografias realizadas em duas de suas viagens de estudos – a primeira\, ao ser premiada com uma Bolsa de Estudos da Escola de Belas Artes\, em Paris; e a segunda de sua produção artística em Salvador. Os outros dois momentos são na segunda metade dos anos 1960\, com as Séries O Homem e a Máquina e O Homem e as Profissões\, premiadas no exterior na época. Além das quatro séries temáticas\, apresentamos parte de sua produção inicial em uma Sala Biográfica\, onde expomos pela primeira vez o acervo de desenhos\, realizados na década de 1940\, no início de sua produção artística. Marina Caram é um dos maiores nomes do Expressionismo no Brasil\, se identificando com o movimento não como fator limitante\, mas inspiração para realizar algo único\, ao que se manteve fiel durante toda sua vida. Por vezes incompreendida\, devido à fidelidade a um estilo próprio e missão que acreditou\, foi deixada de fora do mercado nacional das artes. Através de suas obras\, trazia o que muitos não queriam ver – o subúrbio\, o popular\, a pobreza\, a desigualdade\, acolhendo os que não tinham voz – não disfarçando a realidade social atrás de cores variadas e formas perfeitas\, mas colocando em sua obra aquilo que via\, sentia e incomodava. Ainda atual\, Marina Caram dedicou sua produção artística à denúncia e ao ideal do despertar de uma humanidade mais igualitária e justa\, onde a dor\, a miséria e a violência social fossem acontecimentos do passado. 
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SUMMARY:"Paul Gauguin: o outro e eu" no MASP
DESCRIPTION:Paul Gauguin: o outro e eu é a primeira exposição no Brasil a abordar de maneira crítica os conteúdos centrais da obra do artista\, com foco em dois temas emblemáticos que emergem no conjunto apresentado no MASP: os autorretratos e os trabalhos produzidos durante sua permanência no Taiti (Polinésia Francesa)\, que se tornaram alguns dos mais conhecidos de sua trajetória. Com curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico do MASP\, Fernando Oliva\, curador MASP e Laura Cosendey\, curadora assistente MASP\, a exposição reúne 40 obras\, entre pinturas e gravuras\, e discute de maneira crítica a relação do artista pós-impressionista com a ideia de alteridade e da exotização do “outro”. Nascido em Paris\, Gauguin dedicou-se\, sobretudo\, à pintura\, sendo considerado uma figura emblemática na história da arte por se destacar das convenções pictóricas do século 19. Viveu parte de sua infância no Peru e foi somente aos 35 anos que passou a se dedicar exclusivamente ao trabalho artístico. Passou algumas temporadas em regiões da França\, como Bretanha e Arles\, onde conviveu com o artista holandês Vincent van Gogh durante os intensos meses em que dividiram um ateliê. Frustrado com a cena artística da metrópole parisiense e passando por dificuldades financeiras\, o artista nutria o desejo de partir em busca de outra experiência de mundo\, na qual pudesse aliar sua pintura a um imaginário para além dos padrões da cultura europeia. Foi assim que Gauguin viajou ao Taiti\, na Polinésia Francesa\, em 1891 e\, após um intervalo de dois anos em Paris\, retornou ao Pacífico para lá permanecer até a sua morte\, em 1903\, nas Ilhas Marquesas. Paul Gauguin: o outro e eu faz parte de uma série de mostras que\, desde 2016\, com Histórias da Infância\, procura analisar\, a partir de perspectivas críticas\, artistas europeus canônicos pertencentes ao acervo do MASP\, problematizando essas obras da tradição à luz de questões contemporâneas.
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SUMMARY:Lidia Lisbôa no Sesc Pompeia
DESCRIPTION:Lidia Lisbôa abre a exposição Mulher Esqueleto dentro do projeto Ofício: Fio\, uma iniciativa que explora o espaço expositivo do Galpão das Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia\, com o objetivo de investigar diferentes práticas do fazer artístico. A artista paranaense propõe uma nova interpretação do arquétipo da mulher-esqueleto\, apresentado pela autora americana Clarissa Pinkola\, destacando a possibilidade feminina de se reinventar e se reconstruir. É exibido nesta exposição\, uma seleção de obras de diferentes momentos de sua carreira\, incluindo várias peças inéditas\, que exploram o ciclo de vida-morte-vida. Libôa constrói um repertório de acolhimento primário e recolhimento contemplativo como ferramenta de cura. Com Casulos\, Úteros\, Ovários e Tetas tecidos pela artista\, A mostra apresenta trabalhos que abordam questões políticas e sociais e revelam uma perspectiva crítica de gênero. Não perca a oportunidade de conferir!
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SUMMARY:Andrey Guaianá Zignnatto no Museu Afro Brasil
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura a exposição individual Alicerce do artista indígena Andrey Guaianá Zignnatto\, que apresenta ao público um total de 10 trabalhos produzidos em diversas plataformas e técnicas\, como vídeo\, objeto\, instalação\, serigrafia e pintura. A mostra conta com a curadoria do próprio artista e tem como  destaque a instalação de mesmo nome\, Alicerce\, a maior já produzida por  Zignnatto – uma casa pré-moldada de concreto\, apoiada sobre um conjunto  de dezenas de grandes vasos cerâmicos indígenas. O conjunto de trabalhos expostos propõe uma revisão sobre o processo de desenvolvimento dos movimentos modernistas e contemporâneos da história da arte brasileira\, no qual Zignnatto identifica uma constante apropriação de elementos das culturas indígenas por parte dos artistas na produção de seus trabalhos\, que dele excluíram\, no entanto\, os povos indígenas\, o que Zignnatto chama de “processo de grilagem cultural”. Outro trabalho de destaque da mostra é o conjunto de 5 pinturas denominado Espelho dos Juruás. Nele\, o artista retrata\, em cada tela\, sua boca\, num gesto  que apresenta sua arcada dentária\, semelhante à forma por meio da qual escravos pretos e indígenas eram avaliados por seus colonizadores. Abaixo das imagens\, encontram-se algumas das muitas frases de preconceito  dirigidas constantemente ao artista. Visite estes e outros trabalhos do artista até 1 de outubro.
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LOCATION:Museu Afro Brasil\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n\, Portão 10 - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Iole de Freitas\, anos 1970 / Imagem como presença" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Na década de 1970\, Iole de Freitas vivia em Milão\, em um ambiente de efervescência política e cultural; as galerias e museus da cidade mostravam obras da arte povera\, da body art e da arte conceitual\, e artistas mulheres ganhavam inédita proeminência no circuito de arte. Iole\, que ficaria conhecida posteriormente sobretudo por sua produção escultórica\, vinha de uma experiência de 18 anos com dança contemporânea e\, na cidade italiana\, começava a se lançar a performances silenciosas\, sem audiência\, nas quais se fotografava ou se filmava\, muitas vezes lidando com a dispersão de sua própria imagem em fragmentos de espelhos\, com os quais interagia nessas performances. Assim\, construía um dos trabalhos mais originais de sua geração\, numa interseção entre body art\, performance e filme experimental. \n\n\n\nOs trabalhos dessa fase inicial da carreira da artista são o foco da exposição Iole de Freitas\, anos 1970 / Imagem como presença\, inaugurada no IMS Paulista. Conta com curadoria de Sônia Salzstein\, professora de história e teoria da arte e diretora do Instituto de Estudos Brasileiros da USP e mediada por João Fernandes\, diretor artístico do IMS. A mostra traz uma seleção de 16 sequências fotográficas\, 9 filmes e 3 instalações\, sendo a maior parte pouco conhecida ou até mesmo inédita para o público brasileiro.  \n\n\n\nSobre o período abarcado pela mostra\, a curadora comenta: “A radicalidade do debate político europeu da época coincidia com as primeiras experiências da arte conceitual e da body art e com manifestações em que os afetos e as vulnerabilidades do corpo do artista eram questões cruciais. A década de 1970 testemunha a vibrante presença de Iole e\, em geral\, de artistas mulheres no circuito de arte mais arrojado do período e\, não por acaso\, ela comparecia em exposições ao lado de outras artistas pioneiras na exploração da imagem fílmica em seus trabalhos.” Entre as obras presentes\, se destacam as séries Glass Pieces\, Life Slices (1975)\, Spectro (1972)\, Jump to the Other Side and Win a Red Kimono (1973) e Roots (1973). A mostra traz ainda os filmes Elements (1972)\, Light Work (1972) e Exit (1973)\, registrados em super-8.
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LOCATION:IMS Paulista\, Avenida Paulista\, 2424\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Artistas do Papel" no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Esta mostra reúne obras em papel pertencentes ao acervo do Museu Judaico de São Paulo e doadas pelas autoras ou seus familiares\, por intermédio de Ruth Tarasantchi\, uma das fundadoras da instituição. Ela tem atuado de modo pioneiro na curadoria de exposições que identificam lacunas na história da arte dominante\, tal como na mostra Mulheres Pintoras\, realizada em 2004 na Pinacoteca do Estado de São Paulo\, na qual evidenciou a sub-representação de artistas mulheres nas coleções museológicas brasileiras em um período em que se dava pouca atenção à equidade de gênero nos acervos das instituições. Além de curadora\, é também gravurista e\, assim\, neste painel de abertura\, destacamos seu trabalho plástico e homenageamos a imigrante francesa Bertha Worms\, estudada por Ruth Tarasantchi como primeira mulher a ser professora profissional de pintura em São Paulo\, no início do século XX. O foco nas obras em papel visa destacar o núcleo do acervo no qual as artistas mulheres predominam quantitativamente sobre os homens. A coleção de obras de arte do Museu Judaico de São Paulo nasceu com um equilíbrio entre mulheres e homens. No conjunto de obras em papel\, há peças de 37 mulheres e de 36 homens. Nesta mostra\, reunimos obras realizadas por 32 artistas judias para destacar a importância da presença de mulheres no núcleo inicial desta coleção de arte. Os conjuntos foram organizados conforme categorias da arte acadêmica\, tais como retratos\, cidades e paisagens\, somando-se um grupo sobre abstrações e outro sobre temas da judeidade. Há gravuras que evidenciam o domínio técnico decorrente de longas trajetórias de trabalho em ateliê\, colagens com elementos inusitados\, aquarelas de um colorido cuidadosamente composto e desenhos com traços gestuais expressivos. A relevância das mulheres na formação deste acervo inaugural de arte indica a atenção do Museu para com uma história da arte plural e inclusiva\, e que aproxime artistas menos conhecidas de autoras consagradas.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Jp Accacio na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Para abrir o ciclo expositivo do Deck de 2023\, Jp Accacio apresenta TOMADA\, uma instalação que parte de pesquisas do artista transmídia sobre o encontro de tecnologias e inteligências humanas com as do universo vegetal\, com texto de Lucas Bambozzi. TOMADA é um conjunto de obras que Jp Accacio define como um Laboratório Experimental Vivo\, subtítulo da instalação\, em que a coexistência de plantas e componentes eletrônicos tensiona os conceitos de vida e morte. Os trabalhos de Jp Accacio refletem a atração que o artista sente por plantas\, que formam o que ele descreve como um ciclo perfeito\, em que a comunicação é constante e não há desperdício\, ao contrário dos corriqueiros bugs e a emergência de lixo gerados pelas tecnologias humanas. Em curso desde 2020\, a pesquisa sobre TOMADA começou no quintal do ateliê de Accacio. Somando peças obsoletas encontradas pela casa\, doações de amigos e lixo eletrônico encontrado na rua\, o artista começou a construir a série Jardim-Cemitério\, utilizando carcaças de equipamentos eletrônicos sucateados  e plantas vivas. No entanto\, na obra\, a vida não se restringe apenas aos seres vegetais: na montagem para a Casa de Cultura do Parque\, Jp Accacio também deixará ligados monitores de TV e caixas de som. Além da tensão sobre vida e morte\, emerge também uma questão sobre resistência: quem sobrevive mais tempo em condições adversas?
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Célia Euvaldo na Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Célia Euvaldo apresenta Pinturas\, exposição individual com curadoria de Rodrigo Naves. Desde a década de 1980 reconhecida por sua restrição cromática\, a artista dá sequência a uma nova fase de seu trabalho\, iniciada há cerca de cinco anos\, com sua individual anterior na galeria. “Por quase três décadas\, tanto em desenhos quanto em pinturas\, Euvaldo limitou-se a usar os pretos e os brancos. ‘Limitar-se’ aqui significa tirar a maior força e complexidade estética possível dos seus materiais”\, explica o curador. “Em 2018\, em exposição na Galeria Raquel Arnaud\, as cores passam a ter mais presença em suas telas\, convivendo e se estranhando com pretos e brancos”\, ele acrescenta. Se na mostra anterior o preto ganhava destaque\, com camadas espessas e estriadas contrastando com cores suaves e diluídas\, nas novas obras o branco denso – por vezes aplicado à tela com vassoura – é acompanhado por cores intensas e diluídas\, em uma composição inédita na carreira da artista. Pinturas ocupará os dois andares da Galeria Raquel Arnaud. No primeiro piso serão apresentadas nove telas\, de médio e grandes formatos. No segundo\, o destaque é um vídeo em que a artista folheia cadernos com diversos desenhos produzidos de 2015 a 2020.
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LOCATION:Galeria Raquel Arnaud\, 125 R. Fidalga Vila Madalena\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:assume vivid astro focus no Sesc Avenida Paulista
DESCRIPTION:O coletivo assume vivid astro focus apresenta uma retrospectiva de seus papéis de parede na forma de um labirinto. Esta instalação interativa e imersiva apresenta vídeos e papéis de parede produzidos nos últimos 20 anos. Avaf começou a usar papéis de parede no começo da sua prática como uma primeira forma de ocupação do espaço expositivo – ora como uma maneira de realçá-lo\, ora como uma forma de transformá-lo – dentre diversos outros elementos que compõem suas instalações imersivas. Os papéis de parede avaf são sempre uma representação “paisagística” e não tanto uma padronagem repetida como nos papéis de parede tradicionais. Eles também se alternam com frequência entre figurativo e abstrato. Alguns evidenciam posicionamentos políticos diversos\, outros enfatizam a presença da cor nos projetos avaf como um instrumento universal de comunicação e de transmissão de energia. A manifestação desse projeto na forma de labirinto não só realça o caráter imersivo deste projeto como também se inspira nas características históricas desse tipo de espaço: labirinto como representação do universo\, o encontro entre o mundo exterior e a interioridade\, o diálogo entre o presente e o passado. O espaço labiríntico oferece a possibilidade de metamorfose do espectador e também do próprio trabalho\, oferecendo novas formas de experienciá-lo. A mutação constante é inerente ao trabalho de assume vivid astro focus\, onde papel de parede se transforma em pintura\, em cortina\, em máscara e em vestimenta\, e realçada aqui no contexto do labirinto.
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LOCATION:Sesc Avenida Paulista\, 119 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Celia Hempton na Jaqueline Martins
DESCRIPTION:Para sua primeira exposição individual na galeria\, Celia Hempton reuniu uma seleção inédita de novas pinturas e outras já existentes. Apresentadas em conjunto\, as pinturas revelam a complexa rede de interesses que movem sua produção – os conceitos de voyeurismo na era pós-digital\, as linhas borradas entre o conforto e o consentimento\, desejo e subjugação\, visibilidade e opacidade\, desconstruindo as formas pelas quais nos relacionamos em uma era de hipermediação. Das pinturas da internet\, muitas vezes com camadas espessas\, à suavidade de seus nus in-situ\, as pinturas combinam um imediatismo de encontro com uma revelação comedida de assunto e forma. Hempton trabalha em várias séries simultaneamente\, seja pintando diretamente de transmissões ao vivo de câmeras de CFTV (Circuitos Fechados de Televisão) hackeados em suas pinturas de Vigilância [Surveillance]; ou de seus encontros no Chat Random\, um site adulto de webcam\, ou fazendo autorretratos e estudos de modelos em seu estúdio. A intensidade e a velocidade de muitas das pinturas do Chat Random captam breves momentos de contato anônimo\, muitas vezes espontâneos em seus gestos. Por outro lado\, o tempo desacelera em suas pinturas de Vigilância [Surveillance]\, revelando as tensões de uma visão circunscrita que é possuída e vigiada ao mesmo tempo em que é ativamente invadida. Essas obras falam da solidão das interações online tanto quanto dos mecanismos automatizados que silenciosamente monitoram nossas vidas. Ao longo das séries de Hempton\, há vestígios do ato performativo enquanto ela interage com estranhos online que podem fazer ou dizer algo imprevisível\, ou enquanto ela examina imagens em movimento transmitidas ao vivo pelo CFTV\, documentando espaços comuns que possuem o potencial para o transformativo\, o notável\, ou o transgressivo.
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LOCATION:Galeria Jaqueline Martins\, 443 R. Dr. Cesário Mota Júnior Vila Buarque\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Elian Almeida na Nara Roesler
DESCRIPTION:Pessoas que eram coisas que eram pessoas\, é a primeira individual do artista carioca Elian Almeida em São Paulo. Acompanhada por ensaios críticos de Keyna Eleison e Luiz Antônio Simas\, a mostra apresenta um conjunto de pinturas inéditas\, resultado do aprofundamento da pesquisa de Almeida sobre a cultura e memória afro-brasileira. Nos novos trabalhos\, o artista se debruça sobre as manifestações culturais do Recôncavo Baiano. O deslocamento\, no trabalho de Almeida\, se dá em via dupla: temporal e espacial. “Nasci duas vezes no mesmo lugar”\, o artista costuma afirmar. O local a que se refere é a região do Cais do Valongo\, no Rio de Janeiro\, um dos principais pontos de chegada e comercialização de negros a serem escravizados no Brasil durante o século XIX. Para Almeida\, o nascimento é duplo\, pois a chegada de seus ancestrais\, séculos antes\, neste mesmo porto\, na condição de “coisas” e não “pessoas”\, é um fato histórico que determinou seu nascimento\, neste mesmo lugar\, no ano de 1994. Esta constatação revela o quanto a prática de Almeida busca entrelaçar diferentes tempos e narrativas a sua própria biografia. No entanto\, a sensibilidade de sua abordagem faz com que suas pinturas extrapolem o campo biográfico\, abrangendo a experiência de outros corpos racializados no Brasil. \n\n\n\nO artista\, que já realizou pinturas baseadas no fluxo de africanos abduzidos de sua terra natal e traficados para serem escravizados no Novo Mundo\, agora volta-se para diásporas no território brasileiro\, em especial\, na diáspora da população baiana para o Rio de Janeiro. Almeida vê nessa migração as origens de um encontro cultural que fomentaria a emergência de expressões de resistência da cultura afro-diaspórica\, em especial no território conhecido como Pequena África\, no Rio de Janeiro. Em Pessoas que eram coisas que eram pessoas\, Almeida reúne símbolos e imagens provenientes de uma ampla pesquisa iconográfica\, para criar composições sincréticas que atravessam tempos na proposição de um novo imaginário mítico\, não por remeterem a um tempo heroico\, mas pela tentativa de retraçar possíveis origens para a cultura afro-brasileira\, demonstrando como a disputa de narrativas também se dá através da proposição de novas formas de representação.
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LOCATION:Nara Roesler\, 655 Av. Europa Jardim Europa\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Maria Leontina na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:A mostra “Maria Leontina: da forma ao todo” investiga o modo como a artista se relacionava com os objetos que colecionava\, tão caros em sua produção\, na busca incessante pela tradução em imagens do que as mãos poderiam sentir. Observando o percurso da artista\, da figuração até a abstração lírica\, poderão ser vistas pelo público famosas séries. Acumuladora de referências e objetos pelos quais nutria imenso afeto\, Leontina via na arte popular\, na estatuaria religiosa e nos artefatos indígenas\, um manancial de contradições plásticas\, de onde surge esse interesse\, primordial\, em seu trabalho. Na década de 1950\, Leontina chamou a atenção da crítica com suas naturezas-mortas\, que podem ser vistas na primeira sala da exposição. A mesma sala conta também com um conjunto de desenhos produzidos pelos internos do Hospital Psiquiátrico do Juqueri\, quando a artista orientou o setor de artes plásticas. O conjunto de trabalhos realizados pelos internos poderão ser vistos pelo público pela primeira vez. A segunda sala contempla um extenso conjunto da fase geométrica da artista\, apresentando séries como: Jogos e Enigmas (1954)\, Da paisagem e do tempo (1957)\, Narrativa (1957) e Os episódios (1959/1960). Na última sala\, o fascínio de Maria Leontina pelo livro como objeto aparece na relação estabelecida entre a série Sant’Anas\, realizada no início de sua carreira\, e Páginas\, realizada nos anos 1970. Destaca-se também o conjunto de estudos preparatórios para os vitrais que ela concebeu para a Paróquia da Santíssima Trindade\, na Praça Olavo Bilac\, no centro de São Paulo.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:"Bará" de Gustavo Nazareno no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
DESCRIPTION:O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo\, inaugura o Programa de Exposições 2023 com a mostra Bará\, do artista mineiro Gustavo Nazareno\, sua primeira individual em uma grande instituição paulistana. A realização tem destaque no primeiro conjunto de exposições temporárias após o falecimento do fundador e diretor curador da instituição\, Emanoel Araujo\, com quem a exposição foi firmada pessoalmente em 2021. Com curadoria de Deri Andrade\, pesquisador e curador convidado\, o conjunto composto por cerca de 150 trabalhos\, entre pinturas a óleo sobre linho e desenhos em carvão\, reflete a pesquisa à qual o artista tem se dedicado nos últimos anos. Em 2019 Nazareno concebeu a série de desenhos em carvão denominada Bará\, como uma cerimônia em forma de oferenda para uma qualidade de Exu – Elegbara. Partindo das suas inspirações por contos de fada\, fabulação e sua fé em Exu\, o artista propõe\, através dos desenhos\, “uma fábula que percorre o dia em que esta cerimônia aconteceu\, uma segunda-feira\, dentro de um mundo criado para o Orixá”. O artista propõe que “o visitante se torna um convidado neste mundo que crio\, passando pelas fases do dia e características do espaço retratadas em pintura e desenhos em carvão”. Deri Andrade observa que as bases desta mostra são a técnica particular em pintura e desenho de Nazareno\, que parte de um referencial renascentista e o seu interesse pelas epistemologias dos Orixás. “Para além de uma questão religiosa\, Gustavo Nazareno imagina imagens que contam uma história a partir das fábulas que escreve\, tendo como ponto de partida referenciar essas entidades\, com respeito e muita beleza\, construindo uma nova imagética para elas”\, conclui o curador.
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LOCATION:Museu Afro Brasil\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n\, Portão 10 - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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