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SUMMARY:"A São Paulo da Marquesa de Santos" no Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:Uma mulher à frente do seu tempo\, essa é a história de Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos (1797-1867)\, contada na exposição A São Paulo Da Marquesa de Santos: Cumplicidade de um Cenário\, com curadoria do historiador Paulo Rezzutti\, em exibição no Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo) no período de 27 de fevereiro de 2021 a 18 de setembro de 2023. \n\n\n\nPor meio de documentos textuais e iconográficos\, a curadoria da exibição nos apresenta a biografia da Marquesa de Santos\, misturada com a vida política e social brasileira da Colônia ao Segundo Reinado\, com a inserção na cidade de São Paulo\, onde traços de sua passagem em seu tempo ainda podem ser encontrados em nosso espaço \n\n\n\nMais do que os símbolos físicos\, como o Solar\, a Rua da Figueira\, o Cemitério da Consolação\, a Faculdade de Direito de São Paulo\, sua presença é lembrada por obras de benemerência\, como a doação de uma casa para servir de enfermaria no combate à epidemia de cólera que assolava a cidade e o Brasil.
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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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LOCATION:MAC\, 1301 Av. Pedro Álvares Cabral Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Utopia brasileira – Darcy Ribeiro 100 anos" no Sesc 24 de Maio
DESCRIPTION:Pioneiro\, visionário e atuante em um projeto de nação. Assim era Darcy Ribeiro\, um importante personagem da história do país que deixou contribuições em diversas áreas de conhecimento. Para comemorar seu centenário\, o Sesc 24 de Maio sedia a exposição Utopia brasileira – Darcy Ribeiro 100 anos. Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz\, colaboradora de Darcy Ribeiro por mais de 10 anos\, a mostra propõe um diálogo entre uma coleção de objetos e documentos originais da coleção do homenageado\, obras de arte contemporânea\, fotos e aparatos multimídia\, com vídeos diversos e uma grande instalação audiovisual. A exposição integra a ação em rede Diversos 22: Projetos\, Memórias\, Conexões\, desenvolvida pelo Sesc São Paulo no contexto do centenário da Semana de Arte Moderna e do bicentenário da independência do país. No vão central do Sesc 24 de Maio\, área com pé direito mais alto\, os visitantes adentram uma experiência audiovisual imersiva\, projetada em 360 graus\, que apresenta o kuarup realizado em homenagem a Darcy Ribeiro em 2012\, na reserva indígena do Xingu. Já no perímetro do espaço expositivo\, a potência da sua reflexão e de sua obra será apresentada a partir de quatro facetas que traduzem o seu legado: o antropólogo\, o educador\, o político e o ensaísta e pensador do Brasil. Esses núcleos serão compostos de vídeos\, plumárias indígenas coletadas por Darcy\, fotografias\, objetos\, documentos\, obras literárias\, cartas originais inéditas e linha do tempo. Em um momento de grande fragilidade social\, o pensamento de Darcy Ribeiro se mostra valioso. Por isso\, a curadora Isa Grinspum destaca que a contemporaneidade do estudioso é um aspecto importante para a mostra: “Mais do que uma homenagem aos cem anos do Darcy\, mais do que algo memorialístico\, eu quis trazer a potência e a atualidade de muitas das coisas que ele falou\, sobretudo se pensarmos no que estamos vivendo hoje no Brasil. Para mim\, ele não está morto. Não é a celebração de um pensador do século XX. Darcy Ribeiro é extremamente atual\, e essa é uma exposição sobre o Brasil”. Além da curadoria principal\, Utopia brasileira contou com a contribuição do curador assistente Marcelo Macca\, do cineasta Eryk Rocha e dos consultores José Miguel Wisnik e Mércio Gomes. O projeto expográfico é de Marcelo Ferraz. A identidade visual\, trabalhada a partir do conceito de constelação\, explora imagens de intelectuais e artistas que influenciaram a trajetória de Darcy Ribeiro e é assinada por Gustavo Piqueira. Reconhecido como homem de pensamento e ação\, Darcy se destacou na defesa pelos povos indígenas do Xingu; na militância a favor da educação pública e de qualidade\, criando universidades inovadoras\, como a UNB; foi escritor de romances e ensaios de antropologia e sociologia\, entre os quais se destaca O povo brasileiro (1995)\, e de romances\, como Maíra (1976)\, além de atuar em várias frentes políticas.
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LOCATION:Sesc 24 de Maio\, 109 R. 24 de Maio República\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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SUMMARY:"Intersecções" na Casa da Imagem e Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:A exposição Intersecções ocupa simultaneamente o Solar da Marquesa de Santos e a Casa da Imagem. Sobre a mostra\, o trio curatorial composto por Adriana Barbosa\, Nabor Jr. e Eleilson Leite escreveu: “Em continuidade ao programa de exposições sistêmicas promovido pelo Museu da Cidade de São Paulo\, Intersecções – Negros(as)\, indígenas e periféricos(as) na cidade de São Paulo avança cronologicamente no espaço e na geografia da capital\, não somente com o objetivo de iluminar os fazeres destes grupos e reforçar sua importância na vibrante cena cultural da cidade\, mas\, principalmente\, na contramão do projeto nacional de apagamento dessas populações e no sentido de reinseri-las enquanto sujeitos protagonistas da historiografia paulistana. Intersecções apresenta um valoroso conjunto de movimentos culturais\, artistas\, processos e encontros\, bem como locais de convivência (e convergência) que\, a partir da década de 1980\, concomitantemente aos fatores de resistência comum à vida dessas maiorias minorizadas\, e atuando na interseccionalidade histórica e socialmente imposta às populações negra\, periférica\, indígena e LGBTQIA+\, forneceram elementos não somente para a celebração coletiva\, como para a possibilidade de uma “vida comum” em uma sociedade onde o racismo\, o sexismo e a homofobia são inseparáveis. Ainda que o conceito de ‘cidadão comum’ possa endossar\, mesmo que inconscientemente\, a ideia de que há pessoas ‘especiais’ ou ‘superiores’\, as iniciativas presentes nesta exposição apresentam-se como possibilidades catárticas que não imputam aos seus participantes e idealizadores o fardo de terem de possuir uma história de superação por serem quem são ou como são. […] ‘A periferia nos une pelo amor\, pela dor e pela cor’\, defende o poeta Sérgio Vaz no Manifesto da Antropofagia Periférica. São periferias unidas por um movimento que vai além das subjetividades\, como ensina Tiaraju Pablo D’andrea. Um povo que é cria\, tem orgulho de pertencer à quebrada e atua politicamente para defender os que nela habitam. Assim ele define o(a) sujeito(a)(e) periférico(a)(e)\, um novo conceito na sociologia. […] As intersecções entre negros\, negras\, indígenas\, periféricos e periféricas habitam o universo simbólico que inspira as artes e a cultura na Metrópole. […] Emicida já deu a letra: ‘arte é ocupar!’ Tudo junto e misturado porque a cultura não é compartimentada\, muito menos hierarquizada. A intersecção saiu da geometria e se fez verbo na periferia. Interseccione-se!”
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SUMMARY:Shirley Paes Leme no MAM SP
DESCRIPTION:A sala de vidro onde está a instalação Nosso Mundo\, de Shirley Paes Leme\, estabelece uma relação direta com o entorno do Jardim de Esculturas do MAM\, como se fosse um prolongamento do paisagismo de Roberto Burle Marx. De longe\, o assoalho espelhado da obra da artista se assemelha a um espelho d’água\, um oásis\, como se nele houvesse um líquido. Mas ao caminhar sobre as placas reflexivas\, o piso ganha consistência. Os visitantes podem ver de fora ou ficar imersos no interior da instalação\, como se o ritmo intenso da cidade estivesse suspenso por alguns instantes\, formando um lugar de desaceleração e de contemplação. O chão espelhado em plena marquise do Parque Ibirapuera multiplica o espaço e o corpo de quem caminha sobre ele. Enquanto observamos a obra\, o espelho nos reflete. Um duplo invertido do painel da grande parede ao fundo da sala aparece na superfície espelhada. Shirley Paes Leme elaborou uma composição a partir da paisagem da cidade\, com filtros de ar-condicionado de carros já utilizados e manchados pela poluição. O material utilizado nos revela a qualidade do ar que respiramos. É como se cada filtro que representa prédios ou partes do céu tornasse visível a densa atmosfera que nos circunda\, tomada por fuligem e substâncias nocivas à saúde. A artista constrói uma espécie de linha do horizonte a partir do ar denso e da fumaça fixada nos filtros. São essas partículas que encobrem a nossa visão e podem ofuscar nossos sentidos. Além de apontar para questões ambientais cada vez mais urgentes\, Shirley Paes Leme reflete e dá visibilidade para a situação paradoxal de estarmos numa espécie de oásis poluído.
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SUMMARY:"Diálogos com cor e luz" no MAM
DESCRIPTION:Com curadoria de Cauê Alves e Fábio Magalhães\, Diálogos com cor e luz é uma exposição voltada para a difusão da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo\, que apresenta exclusivamente trabalhos desse acervo. Aqui\, é reunido um pequeno recorte de obras com ênfase nas relações entre a cor e a luz na arte brasileira da segunda metade do século 20. Foram agrupadas no espaço\, várias gerações de artistas\, sem privilegiar tendências nem estabelecer uma ordem cronológica. Misturamos tempos e linguagens\, para incentivar o olhar à percepção de semelhanças e diferenças entre as várias poéticas visuais nos diversos tratamentos da luz e da cor. A museografia distribuiu no espaço os painéis radiais\, numa referência ao disco de cores – ou seja\, ao experimento óptico de Isaac Newton (1643-1727)\, publicado em 1707 em seu livro Opticks. Nele\, o físico inglês demonstra\, por meio de um disco de sete cores\, sua teoria de que a luz branca do Sol é formada pelos matizes do arco-íris. Ao girarmos o disco com velocidade\, as cores se sobrepõem em nossa retina e nos fazem enxergar o branco. A seleção de obras\, ao enfatizar os diálogos com a cor e a luz em diversos suportes\, chama atenção para a luz como elemento fundante da percepção. Trabalhar com a luz significa que temos de lidar também com a sombra\, a escuridão ou a ausência de luz. E nos interessa justamente o primeiro contato que temos com a cor\, anterior às teorizações e aos sentidos que acrescentamos a ela. A cor é indissociável daquilo que ela expressa. Ela mesma já é expressão\, não apenas a tradução de uma ideia ou sentido preconcebido. Fundamental é nos livrarmos dos sentidos já instituídos e sedimentados no campo da cultura\, de conceitos anteriores ao vivido\, para aí podermos ter a experiência com a duração da cor. Em vez de pensarmos a cor e a luz como elementos idealizados\, o contato direto com a arte nos ajuda a restituir o vínculo originário com o mundo. Os diálogos entre luz e cor na arte nos mostram que o mundo pode ser surpreendente e nossa relação com ele\, inesgotável.
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SUMMARY:“Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A mostra “Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” inaugura a sala expositiva da Pinacoteca Contemporânea\, a Grande Galeria. Com coordenação curatorial de Ana Maria Maia\, curadora chefe da Pinacoteca\, e Yuri Quevedo\, a mostra reúne cerca de 60 trabalhos do acervo de arte contemporânea\, em montagem pautada pelo desejo de falar sobre territórios\, encontros e narrativas de atravessamento. Desenhos\, pinturas\, fotografias\, vídeos e performances compõem a narrativa que é orientada por três grandes ideias: a de travessias\, vizinhanças e transcendências. \n\n\n\nA ideia de travessia e seu espectro é contemplada nas obras Irruptivo Series (Série irrompimento) (2010)\, de Regina Silveira (Porto Alegre – RS\, 1939)\, e Galinha d´Angola (2017)\, de Paulo Nazareth (Governador Valadares — MG\, 1977) e na performance Modificação e apropriação de uma identidade autônoma (1980)\, de Gretta Sarfaty (Atenas – Grécia\, 1954). Já a ideia de vizinhança ganha força pela localização do edifício Pinacoteca Contemporânea\, que amplia o perímetro urbano com o qual o museu dialoga diretamente. Além disso\, situações de encontro e afeto dão a tônica de uma longa parede\, ocupada em uma montagem de obras de Lúcia Laguna (Campos de Goytacazes — RJ\, 1941)\, Bené Fonteles (Bragança – PA\, 1953)\, Matheus Rocha Pitta (Tiradentes – MG\, 1982)\, Yuli Yamagata (São Paulo – SP\, 1989)\, entre outros. Por fim a ideia de transcendências é apresentada com Parede da memória (1994-2005)\, de Rosana Paulino (São Paulo — SP\, 1967)\, que elabora uma identidade coletiva entremeando exercícios de lembrar e imaginar. Além de obras como Quebranto (2021)\, de Jonas Van (Fortaleza – CE\, 1989) e Juno B. (Fortaleza – CE\, 1982)\, e Yiki Mahsã Pâti [Mundo dos espíritos da floresta] (2020)\, de Daiara Tukano (São Paulo – SP\, 1982).
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SUMMARY:Marília Kranz na Galatea
DESCRIPTION:A individual Marília Kranz: relevos e pinturas traz um panorama retrospectivo da obra da artista. Nascida no Rio de Janeiro\, Marília Kranz (1937-2017) foi pintora\, desenhista e escultora\, e passou a ter seu espólio oficialmente representado pela galeria paulista a partir do ano passado. A mostra apresenta cerca de 30 obras\, entre esculturas e pinturas\, que cobrem a trajetória percorrida pela artista desde os anos 1960\, fase inicial de sua produção\, até os anos 2000. Quem assina o projeto expográfico da mostra é Marieta Ferber\, designer e diretora de arte. A escolha do nome de Marília Kranz surgiu através de uma pesquisa de Conrado Mesquita\, um dos sócios da galeria\, que estabeleceu contato com as filhas da artista. Pioneira na luta pelo feminismo\, Marília Kranz dedicou-se\, nos primeiros anos de sua carreira\, ao desenho e ao estudo da pintura. Em dado momento\, começou a explorar o campo da abstração geométrica\, produzindo relevos em gesso\, papelão e madeira\, que integraram a sua primeira exposição individual\, em 1968\, na Galeria Oca\, no Rio de Janeiro. Em 1969\, ao retornar de viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos\, passou a produzir os relevos a partir da técnica de moldagem a vácuo (vacuum forming)\, usando plástico\, fibra de vidro\, resina e esmaltes industriais; além de esculturas em acrílico cortado e polido\, chamadas de Contraformas. A técnica foi inovadora\, pois na época era pouco difundida no Brasil até mesmo no setor industrial. Além disso\, o conteúdo dos trabalhos era carregado de forte caráter experimental. Segundo o crítico de arte Frederico Morais\, a formas abstratas e geométricas exploradas nestas obras – e na produção de Marília Kranz como um todo – se aproximariam mais de artistas internacionais como Ben Nicholson (Inglaterra)\, Auguste Herbin (França) e Alberto Magnelli (Itália) do que das vertentes construtivistas de destaque no Brasil\, como o Concretismo e o Neoconcretismo. A partir de 1974\, a artista retomou o trabalho com pinturas sobre tela\, mas desta vez o foco era outro: imagens de paisagem carregadas de certa volúpia. A artista passou a trazer para o centro da tela elementos constituintes das suas paisagens preferidas no Rio de Janeiro. Comparada a artistas como Giorgio de Chirico e Tarsila do Amaral\, os seus cenários e figuras geometrizadas e oníricas\, beirando a abstração\, evocam solenidade e erotismo. Os tons pastel\, por sua vez\, tornaram-se a sua marca. “A cor cede diante da intensidade luminosa”\, diz Frederico Morais. Ao observarmos as flores e as frutas que protagonizam com grande sensualidade várias de suas pinturas\, pensamos também em Georgia O’Keeffe\, considerada por Marília Kranz sua “irmã de alma”. Na exposição\, é possível acompanhar a passagem\, dentro do percurso da artista\, de uma geometria abstrata e formalista dos relevos do fim da década de 1960 para a pintura de paisagem – figurativa\, mas com intrusões da geometria – que começa a desenvolver em meados da década de 1970 e que explora até o fim de sua produção. Marília passa de uma estética de certa forma “fria\, formalista ou racional” para algo mais “quente\, fluido\, afetivo”\, inspirada também por sua paixão pela paisagem do Rio de Janeiro e pela pauta da liberação sexual feminina. Marília Kranz foi selecionada pela Galatea como a primeira mulher de muitas que estão nos planos de representação da galeria.
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LOCATION:Galatea | Oscar Freire\, Rua Oscar Freire\, 379\, loja 1\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo
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SUMMARY:Imagine Picasso no Morumbi Shopping
DESCRIPTION:Os criadores de Imagine Picasso\, Annabelle Mauger e Julien Baron\, colaboraram estreitamente com a historiadora de arte Androula Michael\, uma grande especialista nas obras e na carreira de Picasso\, e a exibição digital foi licenciada diretamente pelo espólio do artista. Por essa razão\, Imagine Picasso é uma exposição de arte abrangente e rigorosa\, bem como uma plataforma pedagógica para divulgar a história do pintor espanhol a grandes audiências\, levando o visitante a uma celebração multissensorial da obra e das múltiplas influências de Picasso\, desde as imagens evocativas de seus períodos Azul e Rosa até suas incursões no cubismo e na produção prolífica\, diversificada e única de seus anos maduros\, uma viagem possível graças à tecnologia de ponta da Image Totale©. O próprio Picasso teria ficado intrigado com esse novo tipo de visão e forma de mostrar suas obras. Como disse seu biógrafo Pierre Cabanne\, Picasso autorizou a projeção audiovisual de suas pinturas em 1971\, em Les Halles Baltard\, “Uma mostra notável em que as obras de Picasso foram exibidas uma após a outra em 10 telas em semicírculo para o público. As crianças ficaram encantadas e mostraram sua alegria neste caleidoscópio selvagem e bizarro… A técnica utilizada em Halles permite ver de relance os aspectos antagônicos e complementares de um mesmo objeto; é simplesmente o processo do cubismo em movimento (…) O estilo fragmentado de Picasso assumiu dimensões épicas nas telas de Les Halles” (Pierre Cabanne\, Le siècle de Picasso). Figuram na mostra mais de 200 obras-primas das mais reconhecidas do artista espanhol\, juntas pela primeira vez. Hoje\, se fosse presencial\, essa exposição simplesmente não poderia acontecer\, pois os preços exorbitantes que as obras atingiram impactariam diretamente nos custos de seguro e transporte. As pinturas projetadas em Imagine Picasso são provenientes de coleções de museus de prestígio\, como o Musée National Picasso (Paris)\, o Museo Picasso (Barcelona)\, o MoMa (Nova York)\, o Pushkin Museum (Moscou) e também de coleções particulares. Uma seleção impressionante impossível de reunir fisicamente no mesmo lugar ao mesmo tempo. Picasso é o único artista moderno cujas obras são classificadas como tesouros nacionais e proibidas de circular e de ser emprestadas\, como por exemplo Les Demoiselles d’Avignon (1907) e Guernica (1937). Essas obras são consideradas obras-primas semelhantes à Mona Lisa\, de Leonardo Da Vinci.
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LOCATION:Morumbi Shopping\, Avenida Roque Petroni Júnior\, 1089\, São Paulo\, São Paulo\, 04707000\, Brasil
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SUMMARY:Denilson Baniwa na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira ocupação de um artista indígena no Projeto Octógono Arte Contemporânea da Pinacoteca Luz\, a Escola Panapaná. A instalação de Denilson Baniwa\, um dos mais  proeminentes artistas de sua geração\, é uma construção em três pavimentos concebida para ser um espaço experimental de aulas de línguas e culturas indígenas\, arte e música\, com curadoria de Renato Menezes. Indígena do povo Baniwa\, Denilson mostra que\, para a sua comunidade\, a educação deve ser pensada como um modo de construção de um mundo para quem ainda não nasceu. Na instalação Escola Panapaná\, o artista propõe um experimento artístico-pedagógico colaborativo\, traduzido\, no mundo não Baniwa\, como escola. Denilson traz para o coração da Pinacoteca Luz uma oportunidade para que os visitantes entrem em contato com a cultura de diversas comunidades\, como os Baniwa e os Guarani\, através de aulas e práticas que discutem os princípios básicos de comunicação\, a origem da língua desses povos\, sua produção artística\, tradições e modo de se relacionarem com a fauna e a flora. Dentro das temáticas que aborda em sua produção e pesquisa\, Denilson se propõe a revisitar materiais históricos iconográficos\, buscando uma nova perspectiva sobre o que é ser indígena fora do imaginário social construído ao longo dos séculos. A educação\, para o artista\, é um meio para que a história dos povos indígenas\, em toda a sua diversidade\, possa ser repensada e reescrita\, a partir da perspectiva própria de cada comunidade. “Denilson Baniwa é mestre em alterar nossa percepção das coisas. Há três anos\, Denilson plantou e cultivou um jardim no estacionamento da Pinacoteca Luz\, mudando nossa experiência naquele lugar. Dessa vez\, dentro do Octógono\, ele não somente muda nosso ponto de vista\, como também indica que o museu é um espaço de interação\, de troca e de aprendizado. A Escola Panapaná só acontece em sua plenitude quando as pessoas se encontram\, conversam e pensam juntas”\, conta Renato\, curador da exposição. A palavra Panapaná\, que tem origem tupi e designa o coletivo de borboletas\, permite uma analogia com o coletivo de pessoas que frequentam a Escola. No início\, um grande casulo se apresenta aos visitantes. À medida que as ativações forem acontecendo\, um par de asas vai se abrindo\, até que uma mariposa se apresenta pronta para alçar voo. Nessas asas vêm estampada a sílaba gráfica da mariposa tal como aparece na cestaria do povo Baniwa\, exímio trançador de palha.
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SUMMARY:Osvaldo Carvalho na Janaina Torres Galeria
DESCRIPTION:Em Falsa Simetria\, Osvaldo Carvalho explora as assimetrias na pintura — como o uso de perspectivas falseadas\, cores “equivocadas” e divisões em desproporção — para alertar para desequilíbrios profundos na esfera social e ambiental. Essencialmente pintor e dono de uma poética direta\, sem subterfúgios — você vê o que você vê —\, Osvaldo mantém\, nos novos trabalhos\, a verve e acidez pop que o caracterizam\, alcançando cores plásticas e saturadas\, e o olhar para a cultura de massa e o entorno\, em obras que capturam a visão ao mesmo tempo em que despertam consciências\, abordando temas como desigualdade\, racismo\, violência urbana e ecologia. Falsa Simetria é a primeira exposição individual de Osvaldo Carvalho na Janaina Torres Galeria\, abarcando a produção do último biênio do artista\, aliada a trabalhos da premiada série Terra Prometida\, executada entre 2011-2017\, formando um conjunto que denuncia o impacto social e ambiental decorrente da assimetria das relações humanas e de poder. Com curadoria de Cadu Gonçalves\, as obras de Falsa Simetria trazem a síntese da marca singular de Osvaldo: um olhar para o seu entorno e para o mundo\, criando telas em que privilegia o uso da tinta acrílica e vernizes\, alcançando cores plásticas e saturadas\, e que trazem uma atmosfera pop revigorada\, povoada de figuras\, símbolos\, fraturas e contradições. “Às questões propriamente da arte\, junta-se a ideia de que todos partem do mesmo lugar\, do mesmo ponto de partida\, que alcançam seus postos por seus méritos. Trata-se de uma falsa simetria\, de um sistema excludente por princípio\, em que as oportunidades não são absolutamente as mesmas”\, diz o artista. “Osvaldo Carvalho é essencialmente pintor\, não só pela prática da pintura\, mas por observá-la\, empregá-la e referenciá-la em muito de sua produção”\, escreve Cadu Gonçalves no texto curatorial. “Faz desta linguagem o abrigo de um retrato provocador acerca de problemáticas sociais e ecológicas\, ao mesmo tempo que executa uma refinada interlocução com a história da arte ocidental\, linguagem e literatura. O que habita a pintura de Osvaldo Carvalho está desprovido de meias verdades ou meias palavras. O assunto é sempre direto e a operação do artista é literal\, a ponto de podermos ouvir a imagem dizer: ‘É isso mesmo o que você está vendo’\, tamanha a objetividade da situação retratada”.
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SUMMARY:"Nós - Arte e Ciência por Mulheres" no Paço das Artes
DESCRIPTION:NÓS — arte e ciência por mulheres apresenta a trajetória das mulheres como produtoras de conhecimento. No mês marcado pelo reconhecimento da luta e conquistas dos direitos das mulheres\, a mostra exibe um panorama que valoriza a presença delas na ciência\, ao mesmo tempo que dá luz à histórica invisibilização de suas atuações na sociedade. Faz isso através da apresentação de personagens\, iconografia histórica e científica e\, como um projeto de arte\, através do trabalho de artistas contemporâneas. Contemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas nos dias de hoje\, a narrativa da exposição propõe tanto uma denúncia quanto uma ode à presença de mulheres nas mais diversas áreas do conhecimento. Como denúncia\, a mostra considera as múltiplas camadas de opressão que atravessam e organizam uma sociedade ainda marcada pelas exclusões\, mas também apresenta e valoriza\, através de uma narrativa complexa e entrelaçada\, que a mulher sempre foi protagonista de sua própria história. A mostra é dividida em dois núcleos temáticos\, abordando diferentes áreas de atuação em que as mulheres são produtoras de conhecimento. faz um recorte e apresenta cerca de 60 cientistas de diferentes épocas e nem sempre reconhecidas por suas conquistas\, como a alquimista e profetisa grega Maria; as químicas Marie e Irene Curie; a bióloga Bertha Lutz e a paleontóloga Carlotta Joaquina Maury. Entre as 19 artistas contemporâneas estão Arissana Pataxó\, Berna Reale\, Bruna Alcântara\, Efe Godoy\, Marcela Cantuaria e Paty Wolff. O primeiro núcleo\, “Não se nasce mulher\, torna-se mulher”\, retorna aos tempos medievais e destaca como a sabedoria e autonomia feminina\, muitas vezes na figura de parteiras\, curandeiras e benzedeiras\, por exemplo\, passaram a ser vistas como uma afronta à manutenção da lógica patriarcal e à sociedade da época\, sendo consideradas imorais\, criminosas e até mesmo bruxas. Por conta de tamanho preconceito\, muitas delas foram condenadas à fogueira. Também aborda a ideia de construção social de gênero e seus impactos na produção de uma sociedade e de uma ciência majoritariamente androcêntricas\, apresentando mulheres que tiveram relevância não só na produção científica como também no debate sobre igualdade e representatividade de gênero. Já o segundo núcleo\, chamado “A revolução será feminista\, ou não será!”\, explora a contínua luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária\, em que todos tenham pleno acesso a direitos políticos\, econômicos e sociais\, naquela que é considerada a mais longa de todas as revoluções.
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SUMMARY:Hélio Oiticica na Casa SP-Arte
DESCRIPTION:Mais relevante feira de arte e design da América Latina\, a SP–Arte inaugura a Casa SP–Arte\, seu primeiro espaço permanente\, dedicado à realização de exposições e eventos ligados às artes visuais em São Paulo\, com a exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto. Instalada na Vila Modernista\, projetada por Flávio de Carvalho (1899-1973)\, a Casa SP–Arte ocupa o único imóvel inteiramente restaurado em sua versão original\, entre os 17 que compõem a vila. “Depois de quase 20 anos de trabalho organizando com sucesso várias feiras de arte\, queríamos dar um passo a mais. Abrir um espaço permanente nos permite dar asas a projetos próprios (que são muitos!) e de galerias parceiras”\, afirma Fernanda Feitosa\, diretora da SP–Arte.   \n\n\n\nA exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto é organizada pela Gomide&Co e por Luisa Duarte\, diretora artística da galeria. A mostra reúne obras de diferentes fases da produção de Oiticica (1937-1980)\, incluindo suas investigações de caráter construtivo sobre o plano bidimensional e propostas experimentais que dialogam sobre arte e vida e sobre arte e cultura pop. Compõem a mostra obras produzidas a partir de 1955\, incluindo trabalhos do Grupo Frente\, e produções dos anos 1970. Algumas obras do artista\, inclusive\, ressaltam a arquitetura modernista da casa. É o caso de Relevo espacial (vermelho)\, 1959-1960. Entre os destaques\, está o desdobramento inédito de uma Cosmococa (CC4) executada por Neville d’Almeida (1941) para a exposição\, no ano em que essas obras imersivas completam 50 anos. Trata-se de uma versão doméstica da CC4\, algo planejado por Oiticica em vida\, mas nunca realizado. Cosmococa é um ambiente multissensorial de experimentação que busca levar a arte ao mundo sensorial. O projeto CC4 é composto por projeções\, água e som. A CC4 tem como referências as obras de John Cage (1912-1992) e dos irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos (1931). Deste último\, faz parte da instalação o poema dias\, dias\, dias. Além da Cosmococa\, mais de 15 obras completam a exposição. Também merece destaque o primeiro Penetrável (PN1)\, que ocupa o centro da Casa. Construída pelo artista em 1961\, a instalação é uma homenagem ao crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981). Em PN1\, percebe-se a incorporação do corpo em movimento no interior de uma composição labiríntica – o amarelo se desenvolve em uma estrutura polimorfa de placas que se sucedem no espaço e no tempo\, captando tal ideia. Foi esta obra que serviu de inspiração para o título da exposição: Mundo-Labirinto.
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LOCATION:Casa SP-Arte\, Alameda Ministro Rocha Azevedo\, 1.052\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Evandro Teixeira no IMS Paulista
DESCRIPTION:Poucos dias após o golpe militar de 11 de setembro de 1973 no Chile\, Evandro Teixeira (Irajuba-BA\, 1935) viajou para Santiago enviado pelo Jornal do Brasil. Suas fotografias revelam uma cidade sitiada\, ocupada pelas forças militares. O marco fundamental talvez tenha sido o registro que realizou logo após o falecimento do grande poeta chileno Pablo Neruda perpassando pela clínica\, o velório em sua residência depredada; e o enterro com grande participação popular\, documentando a primeira grande manifestação contra o regime do general Augusto Pinochet. O plano-sequência construído do enterro de Neruda\, associado às demais imagens que produziu na cidade\, juntamente com o registro visual do regime militar no Brasil (1964 e 1968)\, compõem a estrutura central desta exposição\, evidenciando a importância do fotojornalismo para a liberdade de expressão e testemunho da realidade. A curadoria da exposição Evandro Teixeira. Chile\, 1973 é de Sergio Burgi\, com assistência de curadoria de Alessandra Coutinho Campos\, pesquisa biográfica e documental de Andrea Wanderley e pesquisa e organização do acervo de Alexandre Delarue Lopes. Na redação do Jornal do Brasil\, Evandro Teixeira era conhecido como “o cara que resolvia”. Foi assim\, fotografando seu país e registrando grandes eventos no Brasil da segunda metade do século XX\, que o baiano de Irajuba\, nascido em 1935\, acabou por se projetar para o mundo. Política\, esporte\, moda\, comportamento\, nada escapou às suas lentes em quase 70 anos de carreira. Desde 2019 o IMS tem a guarda de seu acervo\, com mais de 150 mil fotos.
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SUMMARY:Hélio Melo na Almeida & Dale
DESCRIPTION:“A trajetória de vida e o tema de sua produção fazem de Hélio Melo um artista único no panorama brasileiro do século 20”\, é o que diz o curador Jacopo Crivelli Visconti em trecho do texto de parede que apresenta a exposição Hélio Melo\, em cartaz na Almeida & Dale Galeria de Arte. As características que o diferenciam de outros artistas vão do fato de sua obra não ser autobiográfica\, mesmo que com uma precisão para trazer suas próprias experiências; o trabalho que transcende a denúncia explícita e cria imagens e alegorias para sintetizar a violenta transformação social e da paisagem; a denúncia e defesa estarem intrínsecas em seus desenhos e pinturas aparentemente despretensiosos; e uma forma de expressão que “consegue ser um retrato da violência\, da beleza\, da destruição e da imensidão sublime da floresta\, de sua existência silenciosa\, profunda\, insubstituível”\, diz Jacopo. Nascido e criado num seringal\, Hélio Melo (1926-2001) foi seringueiro\, catraieiro\, barbeiro\, vigia\, escritor\, poeta\, músico e artista. A partir do final dos anos 1970\, depois de ter se mudado para Rio Branco e ter passado a pintar a floresta de memória\, participou das primeiras exposições da região\, chamando a atenção de importantes artistas e críticos\, como Sergio Camargo e Frederico Morais\, que se tornaram grandes admiradores de seu trabalho. “Na grande maioria de suas obras\, a cena é estruturada de maneira bastante convencional\, com um primeiro plano rente ao chão\, formado por plantas baixas ou grama alta\, elementos verticais (basicamente árvores) que fecham a cena dos dois lados e\, no espaço delimitado por esses eixos\, os personagens. Trata-se de uma construção teatral ou cinematográfica do espaço que sugere\, portanto\, uma encenação e uma mise en scéne\, não uma reprodução plana\, direta e ingênua da realidade”\, diz Jacopo. A exposição traz a floresta retratada por Melo e segue atual mesmo depois de pouco mais de 20 anos de sua morte\, ancestral\, mítica e fabulosa. “Um organismo que alimenta e é alimentado\, que somatiza as violências e a destruição\, que chora junto com os animais\, que se emociona\, sofre e\, à sua maneira\, fala (…) Direta ou indiretamente\, vários desenhos e pinturas de Melo sugerem que é a partir da floresta que as coisas se organizam e se estruturam\, e explicitam a equivalência entre os personagens que aparecem em cena”\, escreve Jacopo para o livro que está sendo preparado sobre o artista\, com lançamento no dia 15 de abril.
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SUMMARY:"As cantoras e a história do rádio no Brasil" no Farol Santander
DESCRIPTION:A primeira transmissão de rádio no Brasil aconteceu em setembro de 1922\, no Rio de Janeiro\, e\, sobretudo entre as décadas de 1930 e 1950\, foi de uma importância imensurável\, essencial até mesmo para a própria unificação do país como nação. As Rádios Nacional\, Tupi e Mayrink Veiga\, do Rio\, e a Record e Tupi de São Paulo\, foram algumas das grandes potências de seu tempo\, somadas às emissoras locais de todos os estados. A seguir\, a televisão deu continuidade a tal trabalho\, aperfeiçoando as criações radiofônicas no campo do jornalismo\, música\, humor\, dramaturgia\, esporte e variedades. Quanto às cantoras\, tiveram um protagonismo inédito em nossa cultura\, abriram espaço para que a profissão se tornasse uma ambição de muitas outras. Nesta exposição\, disposta em dois grandes espaços\, no primeiro\, serão destacados alguns momentos marcantes da história do rádio no país\, e no segundo\, detalhes da vida e carreira de 24 cantoras. Uma viagem da maior relevância para se compreender a evolução da comunicação e da própria sociedade brasileira.
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Mahku: Mirações" no Masp
DESCRIPTION:O MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin)\, fundado em 2013\, é um coletivo de artistas baseados entre o município de Jordão e a aldeia Chico Curumim\, na Terra Indígena Kaxinawá (Huni Kuin) do rio Jordão\, estado do Acre. Atualmente\, o MAHKU é um dos principais agentes no cenário da arte contemporânea brasileira em geral e\, em particular\, indígena. Seu início remonta ao final da década de 2000\, quando algumas lideranças do povo Huni Kuin\, especialmente Ibã e três de seus filhos\, Acelino\, Bane e Maná\, começaram a realizar oficinas para registrar em desenhos os cantos\, os mitos e as práticas huni kuin. Muitas das obras do MAHKU são traduções visuais dos cantos huni meka\, conhecimento tradicional que acompanha os rituais de nixi pae com a bebida da ayahuasca – uma espécie de chá com potencial alucinógeno preparado com plantas amazônicas e utilizado há séculos por diversos povos na América do Sul. As experiências visuais provocadas pela bebida – denominadas mirações\, título desta exposição – são a matéria-prima principal para os trabalhos dos integrantes do MAKHU. As pinturas e os desenhos também figuram narrativas míticas e histórias ancestrais sobre o surgimento do mundo e a divisão entre as espécies – elementos fundamentais para a vida do povo Huni Kuin\, a produção de sua humanidade e sua relação com os outros animais\, vegetais e seus espíritos. A mostra MAHKU: Mirações marca os dez anos do surgimento oficial do grupo. A exposição também celebra a longa relação do coletivo com o MASP\, constatado pela grande quantidade de obras comissionadas aos artistas desde 2017 por ocasião de diferentes exposições e projetos no Museu. Esta é a maior exposição já realizada com o coletivo\, reunindo 108 trabalhos – dos quais 58 pertencem ao MASP –\, entre pinturas\, desenhos e esculturas. Incluem-se ainda três novas telas produzidas especialmente para a mostra\, bem como uma pintura realizada nas icônicas escadas do Museu. MAHKU: Mirações é curada por Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, e Ibã Huni Kuin\, curador convidado.
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SUMMARY:Carmézia Emiliano no Masp
DESCRIPTION:Carmézia Emiliano (Maloca do Japó\, Normandia\, Roraima\, 1960) é uma artista de origem Macuxi. Na década de 1990\, mudou-se para Boa Vista\, quando também começou a pintar. Suas telas figuram paisagens\, objetos da cultura material e o cotidiano de sua comunidade: “Minha arte é um serviço que presto à cultura do meu povo\, essa é a maior de todas as felicidades”\, conta a artista. Oriunda da região fronteiriça com a Venezuela e a Guiana\, perto do monte Roraima\, a artista reflete\, com sua obra\, a profusão de detalhes espelhados\, intrincados e interconectados de sua observação da natureza e da vida em comunidade. O Masp possui em seu acervo quatro obras de Emiliano\, todas comissionadas diretamente à artista no contexto de diferentes projetos desde 2019. Neste sentido\, a mostra Carmézia Emiliano: a árvore da vida celebra a relação que o museu estabelece com sua produção e apresenta os trabalhos mais recentes da artista\, parte deles nunca antes vista pelo público. Tanto a exposição como o catálogo que a acompanha pretendem ampliar a compreensão da contribuição de sua obra no cenário artístico nacional. O projeto se insere numa sequência de exposições que o Masp vem realizando nos últimos anos em torno de artistas autodidatas que trabalharam fora do circuito da arte contemporânea tradicional e da academia\, como Agostinho Batista de Freitas (1927-1997)\, Maria Auxiliadora (1935-1974)\, Conceição dos Bugres (1914-1984) e Madalena Santos Reinbolt (1919-1977). Carmézia Emiliano: a árvore da vida é curada por Amanda Carneiro\, curadora assistente\, MASP.
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SUMMARY:Coletivo Bepunu Mebengokré no Masp
DESCRIPTION:Até junho\, a Sala de Vídeo do Masp recebe produções do coletivo audiovisual Bepunu Mebengokré. Bepunu Kayapó é um cineasta potente\, sensível e atento às tradições do seu povo. Vive na aldeia Moikarakô\, município de São Félix do Xingu\, no estado do Pará\, focando suas lentes para dentro do território Mebengokré-Kayapó e de lá para o mundo. Em 2023\, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) volta seu olhar para os povos indígenas e apresenta os curtas Menire Djê e Mê’Ok: Nossa pintura\, ambos com a participação direta dos Kayapó-Mebengokré\, destacando a presença do cineasta Bepunu em todo o processo de produção. São documentários que se complementam nos relatos sobre a arte ancestral de pintar os corpos\, uma prática tradicional protagonizada pelas menires\, como são chamadas as mulheres na língua Mebengokré. Menire Djê (2019) é uma produção que resultou de uma oficina de qualificação de novos cineastas na aldeia Moikarakô. As lentes se voltam para os detalhes da produção da tinta de jenipapo: colher o fruto\, descascá-lo\, ralá-lo\, pilá-lo e misturá-lo ao carvão moído até a tinta ganhar a consistência necessária para aplicar nos corpos – um saber milenarmente transmitido pelos mais velhos às novas gerações. Mê’Ok: Nossa pintura (2014) é a extensão dos diálogos apresentados em Menire Djê. Produzido pelo Museu do Índio\, no Rio de Janeiro\, com o protagonismo de Bepunu e outras pessoas da etnia Kayapó do sul do Pará\, o curta tem circulado em diversos espaços no Brasil e no exterior\, dialogando com o mundo cosmológico Mebengokré a partir do universo dos grafismos\, os quais são apresentados em um processo completo que vai da preparação das tintas de jenipapo e urucum ao cuidadoso ritual de pintura dos corpos. O foco da lente se abre e as narrativas se expandem\, versando sobre uma arte ancestral que desvenda aspectos pouco conhecidos\, mas muito significativos do cotidiano e da cosmopotência daquele povo. Sala de vídeo: Coletivo Bepunu Mebengokré é curada por Edson Kayapó\, curador-adjunto de arte indígena\, MASP. Ao longo de 2023\, a programação da Sala de Vídeo integra o ciclo das Histórias indígenas no MASP e inclui mostras de Coletivo Bepunu Mebengokré\, Sky Hopinka\, Brook Andrew\, Glicéria Tupinambá e Alexandre Mortágua e Cecília Vicuña.
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LOCATION:Masp\, 1578 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Petite Galerie: Franco Terranova e as vanguardas brasileiras" na Superfície
DESCRIPTION:A Galeria Superfície\, em ocasião da comemoração dos 100 anos de Franco Terranova\, apresenta a exposição Petite Galerie: Franco Terranova e as vanguardas brasileiras. A mostra coletiva reúne cerca de 30 artistas que atuaram nos anos 1960 e 1970\, a partir de um recorte que celebra as exposições e os nomes que marcaram a história da icônica Petite Galerie\, precursora do incentivo a artistas pioneiros e da profissionalização do mercado de arte no Brasil. Apesar da Petite Galerie ter sido inaugurada em 1953\, Franco Terranova só assumiu a direção do espaço no ano seguinte\, atuando até o seu fechamento\, em 1988. Foi ele a figura essencial para o estabelecimento da galeria como um dos mais importantes espaços de arte no cenário nacional\, impulsionando os movimentos artísticos e criando um lugar de encontro e troca entre artistas de vanguarda que hoje figuram entre os grandes nomes da arte brasileira. A exposição apresenta três núcleos: três vertentes narrativas que acompanham a atuação de Franco na construção do programa inovador da Petite Galerie. O primeiro é dedicado ao grupo da abstração geométrica\, que fazia sua estreia no mercado de arte em meados dos anos 1960. O núcleo seguinte é ocupado pelos artistas que fizeram parte da Nova Figuração Brasileira\, cujo engajamento político fomentou a investigação de novos aspectos da pintura e do objeto de arte\, com trabalhos de forte caráter subversivo frente ao contexto social da época. Por fim\, o terceiro núcleo concentra os artistas da geração de arte conceitual e dos novos meios\, com trabalhos em papel\, objetos e uma seleção inédita de filmes Super8. Entre os artistas incluídos na seleção de trabalhos\, figuram expoentes de várias gerações\, como Alfredo Volpi\, Ana Maria Maiolino\, Jac Leirner\, Lygia Pape\, Hércules Barsotti e muitos outros.
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LOCATION:Superfície\, 240 R. Oscar Freire Jardim Paulista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Pancetti e Scapinelli" na Casa Zalszupin
DESCRIPTION:As trajetórias artísticas de Pancetti e Scapinelli são particulares entre os artistas modernos que trabalharam e produziram no Brasil\, ao mesmo tempo em que remetem aos percursos trilhados por outras gerações de artistas\, sobretudo de origem italiana\, que imigraram para o país. A mostra Pancetti e Scapinelli\, com curadoria de Cristiano Raimondi\, busca retomar este legado\, com uma seleção de obras produzidas pelos dois artistas em diferentes décadas. A mostra aocntece na Casa Zalszupin\, espaço expositivo mantido em parceria entre a ETEL e a Almeida & Dale Galeria de Arte. Filho de imigrantes italianos\, José Pancetti (1902-1958) nasceu em Campinas e em 1913\, ainda jovem\, viajou para Toscana\, onde residiu com familiares e trabalhou na Marinha da Itália até 1920. Ao retornar ao Brasil\, ingressou na Marinha de Guerra do Brasil\, após ter realizado diversos outros ofícios manuais. A vida naval sempre esteve presente na biografia e na produção de Pancetti\, prova disso é que já durante a década de 1930\, acompanhado de seu professor Bruno Lechowsky\, o artista realizava excursões à praia para pintura de marinhas. Ainda que apegado à temática e reconhecido por este trabalho\, Pancetti também se dedicou à pintura de paisagens rurais\, urbanas\, retratos e autorretratos\, bem como naturezas-mortas. Durante sua residência no país\, Pancetti viajou com frequência para retratar diferentes paisagens regionais brasileiras cujas composições têm um sentido geométrico e lírico. O designer Giuseppe Scapinelli (1891-1982) nasceu em Modena\, Itália\, onde residiu até 1948\, quando decidiu emigrar para o Brasil. Nos anos 1950\, o mobiliário de Scapinelli conquistou o gosto da recém-formada elite industrial paulista e trabalhou na decoração de diversas residências em São Paulo\, muitas vezes junto com artistas também de origem italiana. Dentre eles\, colaborou em diversos projetos com o artista italiano Bramante Buffoni\, que realizava afrescos para as casas decoradas por Scapinelli. O designer manteve ainda a Fábrica de Móveis Giesse e a Fábrica de Tapetes Santa Helena\, além das lojas Le Rideau e Margutta\, onde era seu ateliê. Seus desenhos de mobiliário ganharam notoriedade pela união entre projetos modernos e formas curvilíneas no trabalho com madeira\, vidro e detalhes em metal. “Além da origem italiana que liga Pancetti e Scapinelli\, seus trabalhos demonstram fidelidade à linguagem clássica e\, ao mesmo tempo\, moderna. Nos dois\, lirismo e despojamento do supérfluo caminham juntos.”\, diz Cristiano Raimondi.
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LOCATION:Casa Zalszupin\, 138 R. Dr. Antônio Carlos de Assunção Jardim America\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Rapahela Melsohn na Marli Matsumoto Arte Contemporânea
DESCRIPTION:uma casa feita de chão é a individual de Raphaela Melsohn na Marli Matsumoto Arte Contemporânea. A obra central da mostra é a instalação um buraco no chão\, que ocupa toda a sala da galeria. Trata-se de uma estrutura que levanta o chão em 1 metro e o afunda em um buraco central\, servindo de abrigo para toda a exposição. A instalação reconfigura o espaço expositivo e repensa as formas e meios em que os corpos habitam\, redimensionando escalas e comportamentos. As esculturas em cerâmica sugerem o encontro de corpos/bichos\, ou partes deles\, com arquiteturas\, mapas\, e topografias. Segundo Raphaela\, as obras são “feitas de argila\, portanto é como esculpir parte do chão mole”. Outros trabalhos expostos são como anotações espaciais ou maquetes para espaços-lugares que não serão construídos. A exposição conta com texto de Dana DeGiulio\, que diz em um trecho: “A gente não cai do céu\, nem espera isso\, nem confia nisso\, nem quer isso mais. Ferramentas são extensões do corpo: dentes longos e afiados que rasgam o local da escavação\, cuspindo poeira em pilhas organizadas\, e o próprio operador\, que pode estar mastigando; dedos fortes e borrachudos\, centenas deles; garras para abrir coisas (os dentes dos dedos); uma imagem delimitada\, suspensa no tempo\, com percepção extraída\, finita e portátil\, a linguagem uma simples bolha em torno de um berro\, e basta uma agulha para fazer tudo escoar\, para sentir o mundo lá dentro\, quente e vermelho. Aqui\, um pé ferido\, um dedão de verdade entra e sai\, faz-se um buraco que não é passagem. As ferramentas voltam a ter a escala da criança no chão\, destruidora e reparadora de mundos\, deitada entre a cama e a parede. A ferida é uma saída\, e também uma entrada. Vive-se o suficiente para entender que todos os corpos são pequenos.” Raphaela Melsohn (São Paulo\, 1993) tem interesse em construir espaços a partir e para os corpos humanos. Acredita em fluxos constantes\, buracos\, rachaduras e formas orgânicas. A fisicalidade e relação aos outros\, como existir no espaço\, e como o espaço informa ao corpo sua existência são a premissa de seu trabalho. Mestre em Artes Visuais pela Columbia University (2022) e Bacharel em Artes Visuais pela FAAP (2016)\, tem como destaques entre suas exposições as individuais Vestir armadilha (casamata\, Rio de Janeiro\, 2016)\, e investigações em VÍDEO: registro\, deslocamento do olhar e formas de pensar\, na Temporada de Projetos do Paço (MIS\, São Paulo\, 2016)\, entre outras.
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LOCATION:Marli Matsumoto Arte Contemporânea\, 128 R. João Alberto Moreira Sumarezinho\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:“A produção coletiva na obra de Lina Bo Bardi” na Casa de Vidro
DESCRIPTION:A Casa de Vidro recebe a exposição A produção coletiva na obra de Lina Bo Bardi\, com curadoria de Renato Anelli\, conselheiro do Instituto. Concebida para o programa de parceria de fomento Difusão – Acervo e Memória do Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU/SP\, a exposição apresenta documentos do acervo de Lina Bo Bardi existentes em arquivo e também exposto no espaço da Casa de Vidro. A pesquisa desenvolvida por Renato Anelli\, em conjunto com os pesquisadores do projeto e do Instituto\, procurou em fotos\, desenhos e objetos do acervo\, identificar os processos de criação de Lina Bo Bardi\, conforme narrados por pessoas que trabalharam com a arquiteta entre 1977 e 1986\, período em que projetou e construiu o Sesc Fábrica Pompéia. “Ao dirigir as atividades expositivas\, Lina buscou modos mais coletivos de trabalho\, interagindo com jovens arquitetos\, designers\, cenógrafos e operários da obra”\, observa Anelli. Para o curador\, Lina já havia manifestado a necessidade de um novo estatuto para a atuação do arquiteto\, que fosse pautado pelo “esforço para sair da cultura que deposita ideias de um sujeito em outro\, para conseguir fazer obras de criação coletiva” (1973). A realização desse objetivo\, segundo Anelli\, se deu por meio do projetar no canteiro de obras do Pompeia\, que lhe permitiu testar pormenores construtivos de modo direto com os operários\, identificando seus talentos e utilizando-os na obra e na produção de peças de comunicação visual\, a exemplo\, do menu do restaurante\, feito com esculturas em madeira entalhada e pintada\, ou os objetos cênicos das exposições: “Pinocchio: História de um Boneco Italiano”\, 1982-1983\, e “Entreatos para Crianças”\, 1985\, pensadas para o Sesc Fábrica Pompéia. “A mostra revela\, no entanto\, que essa intenção de estimular a participação não anulava sua responsabilidade por levar os conceitos iniciais do projeto até o final da obra e seu uso”\, afirma o curador.
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LOCATION:Casa de Vidro\, 200 R. Gen. Almério de Moura Morumbi\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Elisa Bracher na Estação Pinacoteca
DESCRIPTION:Exatos 25 anos após a primeira exibição da artista na Pinacoteca\, instalações em madeira\, papel e chumbo ocupam as três galerias expositivas do quarto andar da Estação Pinacoteca\, propondo uma organização fluida entre questões que sempre permearam a produção de Bracher: peso\, equilíbrio\, composição e percurso. Em Elisa Bracher: formas vivas\, o público terá acesso a uma apresentação panorâmica do trabalho de Bracher\, que responde ao espaço expositivo com três grandes instalações. Ao longo da mostra\, performances musicais coordenadas por Shen Ribeiro e Rodrigo Felicíssimo são responsáveis por explorar as propriedades sonoras do chumbo em uma extensa programação de ativações. Na primeira sala\, os visitantes encontram uma composição circular de restos de madeiras oriundas de construções rurais e antigas esculturas\, sugerindo a iminência de um desabamento\, em um equilíbrio instável. Ao redor\, fotografias em preto e branco da vegetação de São Bento do Sapucaí\, município situado na Serra da Mantiqueira\, apresentam padrões diversos de folhagens\, evocando a origem da mata\, in natura. Um varal de barras de ferro\, originalmente responsável por auxiliar na secagem dos desenhos de grandes dimensões\, cruza o espaço da segunda galeria de ponta a ponta. Transportada do ateliê da artista\, a estrutura permite que o público observe os papéis como um conjunto\, com contornos e áreas preenchidas. Na última galeria\, em situação de suposta leveza\, lençóis de chumbo se apresentam como retalhos moles. Enormes chapas do material\, sustentadas por cabos de aço\, têm sua maleabilidade explorada pela artista para conferir textura e plasticidade\, transformando áreas lisas e intactas em matéria deformada. Por fim\, depois de percorrer diversas camadas de chumbo\, o espectador encontra um piano de cauda repousado no espaço. Desde o início dos anos 1990\, Elisa Bracher explora as relações entre forma\, matéria e espaço\, em um percurso que abrange gravuras\, esculturas e desenhos que desafiam os materiais no limite de seus atributos. Os trabalhos foram desenvolvidos especialmente para essa exposição\, com curadoria de Pollyana Quintella.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Regina Parra na Estação Pinacoteca
DESCRIPTION:A exposição Pagã\, da artista Regina Parra\, ocupa o 2º andar da Estação Pinacoteca e é um projeto experimental desenvolvido para a Pina\, onde a artista fala sobre o corpo feminino\, seu prazer\, liberdade e insubordinação. Em uma espécie de peça teatral dividida em nove cenas\, Parra convida o público a percorrer uma travessia de referências em pinturas\, performance\, escultura\, vídeos e neons para acompanhar a saga de Pagã. Em diálogo com diferentes campos criativos\, a artista transforma o museu em espaço cênico para contar a história de uma mulher que abdica de uma vida socialmente confortável e inicia um ritual de descoberta e transformação de si e do seu corpo. Uma personagem que é o arquétipo de uma mulher\, ou um espelho\, de identidade individual\, mas às vezes coletiva\, Pagã atende ao chamado e inicia um ritual de descoberta. Na primeira cena da mostra\, sua história se cruza à da jovem retratada nos afrescos da Vila dos Mistérios\, na cidade italiana de Pompeia\, no século 2 a.C. Transitando por diferentes linguagens e referências em cada ato\, Regina Parra revela o desejo de que as mulheres se reconheçam no arquétipo de Pagã\, em uma experiência de reconhecimento do seu corpo e de si. Os trabalhos de Parra se transformam em um vocabulário poético e político\, em uma jornada que termina na reapropriação do próprio gozo\, com a pintura O gosto do vivo (2023). Nascida em São Paulo em 1984\, Parra é bacharel em Artes Plásticas e mestre em História da Arte. Nos últimos anos\, seus trabalhos foram expostos em instituições como Jewish Museum (NY)\, Pablo Atchugarry Art Center (Miami) e Mana Contemporary (Chicago)\, entre muitos outros. Com curadoria de Ana Maria Maia\, a mostra também conta com apresentações performáticas.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Vânia Mignone no Instituto Tomie Ohtake
DESCRIPTION:Na esteira dos projetos que o Instituto Tomie Ohtake tem realizado nos últimos anos para abrir novas investigações acerca da representatividade e da importância de artistas mulheres\, o espaço paulistano traz agora a exposição De tudo se faz canção\, curadoria de Priscyla Gomes que observa em retrospectiva a trajetória de Vânia Mignone. Com um amplo panorama de mais de uma centena de obras\, a individual resgata os percursos da artista nos mais diversos formatos: desenhos\, colagens\, ilustrações para obras literárias\, capas de discos\, gravuras e pinturas. O conjunto reunido chama atenção pela vivacidade das cores e pela expressividade de figuras em grande dimensão\, além da diversidade de suportes e técnicas que aparecem conjugados\, mostrando um vasto universo de experimentação\, em que referências da propaganda\, do design\, do cinema\, das histórias em quadrinhos e da música convivem com trabalhos em escalas distintas. Segundo Priscyla Gomes\, “As narrativas exploradas por Vânia destacam-se pelo modo como ela articula desde questões prosaicas até aspectos latentes da cultura e da política brasileiras”. A mostra empresta seu título de um verso da música Clube da Esquina no 2\, de Milton Nascimento\, Lô e Márcio Borges\, composta para o álbum homônimo de 1972. A partir das conversas entre a curadora e a artista\, a proposta foi resgatar a importância da MPB no processo criativo de Vânia. A artista paulista faz recorrente alusão ao seu anseio de fazer de sua pintura canção\, contagiando aquele que a observa. “Vânia construiu para si uma estrada\, incorporando a música popular brasileira ao seu processo criativo cotidiano de ateliê”\, destaca a curadora do Instituto Tomie Ohtake. Gomes enfatiza a síntese sinérgica que constitui o repertório da artista\, marcado por letreiros de outdoors e pela xilogravura. “Seu vasto léxico remete ainda à qualidade de incorporar elementos fundamentais dessas referências\, dentre eles\, a coesa relação entre imagem e palavra”. Segundo a curadora\, o mural em grande escala e cores vibrantes dedicado ao recente episódio da tragédia humanitária yanomami não deixa esquecer que fazer canção é também refletir sobre o silêncio e suas consequências\, sobre como narrar o desmedido e o intragável. “Em meio a tantos gases lacrimogênios\, os trabalhos de distintas épocas dessa retrospectiva nos convidam a fabularmos\, criando nossa própria canção\, uma viagem de ventania pelas estradas por Vânia trilhadas até aqui”\, completa.
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LOCATION:Instituto Tomie Ohtake\, 88 Rua Coropé Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Entre Nós: Dez anos da Bolsa ZUM/IMS" no Pivô
DESCRIPTION:O Instituto Moreira Salles\, em parceria inédita com o Pivô – associação cultural sem fins lucrativos com sede no Copan\, em São Paulo – realiza a partir de 1º de abril a exposição Entre nós: dez anos de Bolsa ZUM/IMS\, com obras de artistas e coletivos contemplados pela bolsa de fomento à produção contemporânea na última década: Aleta Valente\, Aline Motta\, Bárbara Wagner\, Castiel Vitorino\, Coletivo Garapa\, Coletivo Trëma\, Dias & Riedweg\, Dora Longo Bahia\, Eustáquio Neves\, Glicéria Tupinambá\, Helena Martins-Costa\, Igi Ayedun\, João Castilho\, Letícia Ramos\, Rafael Bqueer\, Sofia Borges\, Tatewaki Nio\, Tiago Sant’Ana\, Val Souza e Vijai Maia Patchineelam. A curadoria é de Thyago Nogueira\, coordenador da área de fotografia contemporânea do IMS\, Daniele Queiroz\, curadora-assistente do IMS\, e Ângelo Manjabosco\, pesquisador do IMS. As obras da exposição\, muitas delas inéditas\, pertencem à coleção do Instituto Moreira Salles e serão apresentadas juntas pela primeira vez. A exposição ocupa o primeiro andar do Pivô. Estão na mostra cerca de 250 obras\, entre fotografias\, vídeos\, instalações e outros suportes. Boa parte das obras reunidas parte de histórias e questões pessoais para abordar temas maiores da representação visual\, social e política do país. O conjunto de trabalhos aborda temas como a história da escravização e o racismo (por exemplo\, em Eustáquio Neves\, Coletivo Garapa ou Tiago Sant’Ana)\, os fluxos migratórios (por exemplo\, em Tatewaki Nio\, Coletivo Trema\, Aline Motta ou Vijai Maia Patchineelam)\, as identidades sociais (por exemplo\, em Val Souza\, Dias & Riedweg ou Igi Ayedun)\, a cultura popular (por exemplo\, em Bárbara Wagner ou Rafael Bqueer)\, a espiritualidade ancestral (por exemplo\, em Glicéria Tupinambá ou Castiel Vitorino Brasileiro) e os desafios ambientais e urbanos (por exemplo\, em Aleta Valente\, Dora Longo Bahia ou João Castilho). Muitos trabalhos também se debruçam sobre as convenções culturais que dão forma às imagens\, desmontando ideias preconcebidas do que sejam a realidade\, o documento ou a ficção\, como as obras de Leticia Ramos\, Sofia Borges ou Helena Martins-Costa.
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LOCATION:Pivô\, Av. Ipiranga\, 200\, loja 54\, Centro\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Serguei Eisenstein e o mundo" no Centro Cultural Fiesp
DESCRIPTION:Cineasta\, artista\, escritor\, teórico de cinema\, professor e doutor em artes\, Serguei Eisenstein é conhecido mundialmente pela sua obra cinematográfica. Em 2023\, quando são celebrados 125 anos de seu nascimento\, a exposição inédita “Serguei Eisenstein e o mundo” propõe um olhar em torno da produção visual e gráfica de um dos nomes mais revolucionários da estética do século XX. As múltiplas linguagens visuais utilizadas pelo artista foram para o mundo das imagens o que a Revolução Russa foi para os arranjos sociais\, políticos e econômicos que transformavam a Europa no início do século e influenciaram artistas e cineastas de diversas gerações posteriores. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho e Naum Kleiman\, a exposição tece\, através de esboços\, fotografias\, cartazes\, caricaturas\, projeções e objetos\, diálogos com acontecimentos e culturas que influenciaram o artista: do teatro Kabuki às culturas pré-colombianas\, da Revolução Russa à Haitiana. Mostrando a capacidade de Serguei Eisenstein de concentrar no papel um fluxo constante de ideias que dialogam com sua obra cinematográfica\, “Serguei Eisenstein e o mundo” realça a natureza renascentista do artista. A exposição será acompanhada por um ciclo de palestras\, que abordarão diferentes aspectos na obra de Serguei Eisenstein\, e por uma mostra cinematográfica que\, além de apresentar sua filmografia\, inclui também filmes que influenciaram o artista\, assim como filmes influenciados pela estética eisensteniana.
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LOCATION:Centro Cultural Fiesp\, Avenida Paulista\, 1313\, Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
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SUMMARY:Boris Lurie no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:O que fazer com  o luto\, a raiva\, a dor\, o inconformismo? Com grande parte de sua família executada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial\, Boris Lurie (1924-2008) passou a vida dedicado à construção de uma obra plástica irrequieta e inquietante. Um conjunto importante de seus trabalhos é apresentado pelo Museu Judaico de São Paulo\, dando sequência a uma série de exposições realizadas pela Europa\, Estados Unidos e América Latina. Com curadoria de Felipe Chaimovich e desenvolvida com apoio da Fundação que leva o nome do artista\, Boris Lurie – Arte\, Luto e Sobrevivência percorre seu legado por meio de 44 colagens\, desenhos\, pinturas e esculturas pautados pela memória dos acontecimentos e atravessados por um forte componente erótico\, às vezes sadomasoquista. Nascido em Leningrado\, Rússia\, no ano de 1924\, Boris viveu sua infância e adolescência em Riga\, Letônia. Em 1941\, sua mãe\, a avó materna\, a irmã caçula e sua primeira namorada foram assassinadas após a prisão num campo de evacuação. Lurie e seu pai\, por sua vez\, passaram pelos campos de trabalho de Lenta e Salaspils e pelos campos de concentração de Stutthof e Buchenwald-Magdeburg e sobreviveram a Shoah. Libertos em 1945\, emigraram para os Estados Unidos. Foi em Nova York\, para onde emigrou com ajuda de uma irmã mais velha\, que Lurie iniciou a formação artística que lhe permitiria dar novas formas à memória. Esse processo se faz sentir\, por exemplo\, em O Retrato de minha mãe antes do fuzilamento\, de 1947\, uma evocação da figura materna e obra-chave em seu percurso de luto/criação. A partir dela\, a figura da mulher se torna permanente em sua obra\, assim como a estrela de Davi amarela – elemento que marcava pessoas judias durante o regime nazista e que o artista continuou a usar na sua roupa após emigrar para os Estados Unidos. “Boris Lurie produziu quadros e objetos com a estrela  amarela\, inclusive usando peças de roupa íntima\, como cuecas e corseletes”\, escreve o curador\, assinalando a indissociabilidade entre morte e desejo na obra do artista. “Negando-se a esquecer\, sua indumentária continuava a testemunhar uma sobrevida impacificável”\, complementa Chaimovich.
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LOCATION:Museu de Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128\, Centro\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
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