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SUMMARY:"A São Paulo da Marquesa de Santos" no Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:Uma mulher à frente do seu tempo\, essa é a história de Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos (1797-1867)\, contada na exposição A São Paulo Da Marquesa de Santos: Cumplicidade de um Cenário\, com curadoria do historiador Paulo Rezzutti\, em exibição no Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo) no período de 27 de fevereiro de 2021 a 18 de setembro de 2023. \n\n\n\nPor meio de documentos textuais e iconográficos\, a curadoria da exibição nos apresenta a biografia da Marquesa de Santos\, misturada com a vida política e social brasileira da Colônia ao Segundo Reinado\, com a inserção na cidade de São Paulo\, onde traços de sua passagem em seu tempo ainda podem ser encontrados em nosso espaço \n\n\n\nMais do que os símbolos físicos\, como o Solar\, a Rua da Figueira\, o Cemitério da Consolação\, a Faculdade de Direito de São Paulo\, sua presença é lembrada por obras de benemerência\, como a doação de uma casa para servir de enfermaria no combate à epidemia de cólera que assolava a cidade e o Brasil.
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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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LOCATION:MAC\, 1301 Av. Pedro Álvares Cabral Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Utopia brasileira – Darcy Ribeiro 100 anos" no Sesc 24 de Maio
DESCRIPTION:Pioneiro\, visionário e atuante em um projeto de nação. Assim era Darcy Ribeiro\, um importante personagem da história do país que deixou contribuições em diversas áreas de conhecimento. Para comemorar seu centenário\, o Sesc 24 de Maio sedia a exposição Utopia brasileira – Darcy Ribeiro 100 anos. Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz\, colaboradora de Darcy Ribeiro por mais de 10 anos\, a mostra propõe um diálogo entre uma coleção de objetos e documentos originais da coleção do homenageado\, obras de arte contemporânea\, fotos e aparatos multimídia\, com vídeos diversos e uma grande instalação audiovisual. A exposição integra a ação em rede Diversos 22: Projetos\, Memórias\, Conexões\, desenvolvida pelo Sesc São Paulo no contexto do centenário da Semana de Arte Moderna e do bicentenário da independência do país. No vão central do Sesc 24 de Maio\, área com pé direito mais alto\, os visitantes adentram uma experiência audiovisual imersiva\, projetada em 360 graus\, que apresenta o kuarup realizado em homenagem a Darcy Ribeiro em 2012\, na reserva indígena do Xingu. Já no perímetro do espaço expositivo\, a potência da sua reflexão e de sua obra será apresentada a partir de quatro facetas que traduzem o seu legado: o antropólogo\, o educador\, o político e o ensaísta e pensador do Brasil. Esses núcleos serão compostos de vídeos\, plumárias indígenas coletadas por Darcy\, fotografias\, objetos\, documentos\, obras literárias\, cartas originais inéditas e linha do tempo. Em um momento de grande fragilidade social\, o pensamento de Darcy Ribeiro se mostra valioso. Por isso\, a curadora Isa Grinspum destaca que a contemporaneidade do estudioso é um aspecto importante para a mostra: “Mais do que uma homenagem aos cem anos do Darcy\, mais do que algo memorialístico\, eu quis trazer a potência e a atualidade de muitas das coisas que ele falou\, sobretudo se pensarmos no que estamos vivendo hoje no Brasil. Para mim\, ele não está morto. Não é a celebração de um pensador do século XX. Darcy Ribeiro é extremamente atual\, e essa é uma exposição sobre o Brasil”. Além da curadoria principal\, Utopia brasileira contou com a contribuição do curador assistente Marcelo Macca\, do cineasta Eryk Rocha e dos consultores José Miguel Wisnik e Mércio Gomes. O projeto expográfico é de Marcelo Ferraz. A identidade visual\, trabalhada a partir do conceito de constelação\, explora imagens de intelectuais e artistas que influenciaram a trajetória de Darcy Ribeiro e é assinada por Gustavo Piqueira. Reconhecido como homem de pensamento e ação\, Darcy se destacou na defesa pelos povos indígenas do Xingu; na militância a favor da educação pública e de qualidade\, criando universidades inovadoras\, como a UNB; foi escritor de romances e ensaios de antropologia e sociologia\, entre os quais se destaca O povo brasileiro (1995)\, e de romances\, como Maíra (1976)\, além de atuar em várias frentes políticas.
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LOCATION:Sesc 24 de Maio\, 109 R. 24 de Maio República\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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LOCATION:Museu das Favelas\, 1269 Av. Rio Branco Campos Elíseos\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:TeamLab no Farol Santander
DESCRIPTION:A instalação imersiva TeamLab: Impermanente Flores Flutuando em um Mar Eterno\, apresentada no Farol Santander\, traz uma série de projeções que envolvem e deslocam o espectador de sua localização real\, levando-o a um contato profundo com o entorno e com suas sensações diante de estímulos diversos\, em que a poesia e a tecnologia são aliadas. O teamLab é um coletivo de arte internacional formado em 2001. Sua prática colaborativa busca navegar a confluência entre arte\, ciência\, tecnologia e natureza. Esse grupo interdisciplinar de especialistas inclui artistas\, programadores\, engenheiros\, animadores CG\, matemáticos e arquitetos e pretende explorar\, por meio da arte\, a relação entre o indivíduo e o mundo\, além de novas formas de percepção. Esses integrantes são de diversas cidades ao redor do mundo\, de diversos países\, a saber: Nova York e Palo Alto (EUA)\, Londres (Inglaterra)\, Pequim (China)\, Hong Kong (território autônomo a Sudeste da China)\, Genebra (Suíça) e Seul (Coreia do Sul). Para entender o mundo em que vivem\, as pessoas o separam em entidades independentes\, distinguindo limites entre elas. O teamLab busca transcender esses limites na nossa percepção do mundo\, estabelecendo como ponto de partida uma visão holística e integrada do homem com o universo à sua volta\, na relação entre o indivíduo e o mundo e na continuidade do tempo. Tudo existe em um contínuo longo e frágil\, porém milagroso e sem fronteiras. As obras do teamLab fazem parte do acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles\, da Galeria de Arte de New South Wales\, em Sydney\, da Galeria de Arte de South Australia\, em Adelaide\, do Museu de Arte Asiática de San Francisco\, do Asia Society Museum\, em Nova York\, da Coleção de Arte Contemporânea Borusan\, em Istambul\, da Galeria Nacional de Victoria\, em Melbourne\, e do museu Amos Rex\, em Helsinque. 
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SUMMARY:"Intersecções" na Casa da Imagem e Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:A exposição Intersecções ocupa simultaneamente o Solar da Marquesa de Santos e a Casa da Imagem. Sobre a mostra\, o trio curatorial composto por Adriana Barbosa\, Nabor Jr. e Eleilson Leite escreveu: “Em continuidade ao programa de exposições sistêmicas promovido pelo Museu da Cidade de São Paulo\, Intersecções – Negros(as)\, indígenas e periféricos(as) na cidade de São Paulo avança cronologicamente no espaço e na geografia da capital\, não somente com o objetivo de iluminar os fazeres destes grupos e reforçar sua importância na vibrante cena cultural da cidade\, mas\, principalmente\, na contramão do projeto nacional de apagamento dessas populações e no sentido de reinseri-las enquanto sujeitos protagonistas da historiografia paulistana. Intersecções apresenta um valoroso conjunto de movimentos culturais\, artistas\, processos e encontros\, bem como locais de convivência (e convergência) que\, a partir da década de 1980\, concomitantemente aos fatores de resistência comum à vida dessas maiorias minorizadas\, e atuando na interseccionalidade histórica e socialmente imposta às populações negra\, periférica\, indígena e LGBTQIA+\, forneceram elementos não somente para a celebração coletiva\, como para a possibilidade de uma “vida comum” em uma sociedade onde o racismo\, o sexismo e a homofobia são inseparáveis. Ainda que o conceito de ‘cidadão comum’ possa endossar\, mesmo que inconscientemente\, a ideia de que há pessoas ‘especiais’ ou ‘superiores’\, as iniciativas presentes nesta exposição apresentam-se como possibilidades catárticas que não imputam aos seus participantes e idealizadores o fardo de terem de possuir uma história de superação por serem quem são ou como são. […] ‘A periferia nos une pelo amor\, pela dor e pela cor’\, defende o poeta Sérgio Vaz no Manifesto da Antropofagia Periférica. São periferias unidas por um movimento que vai além das subjetividades\, como ensina Tiaraju Pablo D’andrea. Um povo que é cria\, tem orgulho de pertencer à quebrada e atua politicamente para defender os que nela habitam. Assim ele define o(a) sujeito(a)(e) periférico(a)(e)\, um novo conceito na sociologia. […] As intersecções entre negros\, negras\, indígenas\, periféricos e periféricas habitam o universo simbólico que inspira as artes e a cultura na Metrópole. […] Emicida já deu a letra: ‘arte é ocupar!’ Tudo junto e misturado porque a cultura não é compartimentada\, muito menos hierarquizada. A intersecção saiu da geometria e se fez verbo na periferia. Interseccione-se!”
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LOCATION:Solar da Marquesa de Santos\, 136 R. Roberto Símonsen Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Carmela Gross no IAC
DESCRIPTION:O primeiro carimbo de Carmela Gross foi um desenho de um murro sobre a mesa\, no IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal\, em Brasília\, no ano de 1968. Em 1978\, Carmela apresentou no Gabinete de Artes Gráficas\, em São Paulo\, outros Carimbos\, um conjunto de 80 trabalhos\, feitos de carimbadas repetidas e organizadas sistematicamente sobre o papel\, distribuídos por todo o espaço da galeria. Esses anos de estudo plástico e conceitual resultaram em um grande arquivo com mais de 300 documentos\, que agora é apresentado no Instituto de Arte Contemporânea – IAC. Carimbos trata do desenho decomposto em linhas\, manchas\, pinceladas e rabiscos. Ao longo do processo de pesquisa da artista\, a repetição sugere uma busca pela síntese do desenho\, pela racionalidade do gesto expressivo. Os materiais apresentados na exposição do IAC compõem uma linguagem plástica experimental e mostram como foi pensada e executada a ideia da artista: começa com um estudo da paisagem por meio de fotos e desdobra-se em vários conjuntos de desenhos\, desde um pequeno pedaço de papel rabiscado até sua finalização. A exposição também traz alguns exemplares da série original\, de 1978. O ato de carimbar\, o desenho esmurrado sobre uma folha de papel\, também diz sobre seu tempo. Realizada durante a ditadura militar no Brasil\, Carimbos remete simbolicamente à operação burocrática do aparato estatal na vida brasileira dos anos 1970. A coleção formada pelos carimbos\, estudos\, materiais gráficos e documentos\, será doada ao IAC e em breve\, estará disponível para pesquisa. Carimbos tem curadoria de Ricardo Resende. Carmela Gross (São Paulo\, 1946) tem realizado trabalhos em grande escala que se inserem no espaço urbano e assinalam um olhar crítico sobre a arquitetura e a história urbana. O eixo comum\, para além da diversidade dos contextos e das propostas elaboradas em cada caso\, é o conceito básico de trabalhar-na-cidade. O conjunto de operações\, que envolvem desde a concepção do trabalho\, passando pelo processo de produção\, até a disposição no lugar de exibição\, enfatiza a relação dialética entre a obra e o espaço\, entre a obra e o público/transeunte. Os trabalhos procuram engendrar novas percepções artísticas que afirmam uma ação e um pensamento críticos e que trazem à tona a carga semântica do lugar\, seja ele um espaço público\, uma instituição ou o momento de uma exposição.
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SUMMARY:Marc Chagall no CCBB
DESCRIPTION:A exposição Marc Chagall: sonho de amor traz 191 obras do artista franco-russo de origem judaica que marcou o século 20 pelo uso revolucionário das formas e das cores\, criando um universo único em suas pinturas. A mostra também exibe alguns de seus poemas e conta sua trajetória\, pautada pelo amor que devotava à vida e às artes. A mostra conta ainda com obras do pintor que não haviam sido expostas nas itinerâncias anteriores nos CCBBs do Rio de Janeiro\, Brasília e Belo Horizonte. Desta vez\, serão 12 obras dos acervos de diversas instituições brasileiras\, cedidas especialmente para a exposição. Na passagem por São Paulo\, Marc Chagall: sonho de amor oferece ao público performances de dança na obra Air Fountain\, de Daniel Wurtzel\, e a intervenção cênico-musical Bella e o violinista\, entre outras novidades. É previsto ainda um ciclo de debates e uma palestra com a curadora da mostra\, Lola Durán Úcar. É uma oportunidade para o público compreender\, a partir de diversas linguagens artísticas\, a vida de Chagall e seu legado artístico. Assim como o amor\, a poesia de Chagall\, versada em paixão\, espiritualidade e melancolia\, orienta a mostra. Em seus escritos\, o artista afirma a influência dos versos na sua concepção de mundo: “Assim que aprendi a me expressar em russo\, comecei a escrever poesia. De forma tão natural quanto respirar. Que diferença faz se é uma palavra ou um suspiro?”. Nascido em 7 de julho de 1887\, no bairro judaico da cidade de Vitebsk\, na antiga Rússia\, Marc Chagall viveu uma vida quase centenária\, chegando aos 97 anos de idade. Faleceu na França\, em 1985\, após atravessar a Revolução Russa e a 1a e 2a Guerras Mundiais\, assistir à criação e consolidação do Estado de Israel e ser reconhecido como um dos nomes mais importantes da arte moderna\, sobretudo pela criação de uma linguagem artística única.  Na entrada do CCBB SP\, no átrio central do piso térreo\, o “sonho de amor” é anunciado pela instalação contemporânea Air Fountain\, gentilmente cedida pelo artista norte-americano Daniel Wurtzel a pedido da organizadora da mostra\, Cynthia Taboada. Nas salas expositivas\, por sua vez\, o percurso apresenta uma seleção de obras produzidas por Chagall ao longo da carreira\, de onde emergem os temas: origens e tradições russas; o amor e o exílio na representação do mundo sagrado; o lirismo e a poesia\, reencontrados em seu retorno à França; e o amor transcendente\, uma ode ao sentimento de estar apaixonado\, presente na figura dos enamorados que flutuam nas telas ou estão imersos entre ramos de flores.
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SUMMARY:Arcangelo Ianelli no MAM-SP
DESCRIPTION:O Museu de Arte Moderna de São Paulo abre a programação de 2023 com uma exposição que celebra o centenário de Arcangelo Ianelli (1922-2009)\, artista que dedicou sua pesquisa à busca pela essência da cor e da luz. Aberta ao público na Sala Milú Villela\, a exposição  Arcangelo Ianelli 100 anos – o artista essencial tem curadoria de Denise Mattar e reúne um panorama das fases da obra do artista. “Pintar\, para Arcangelo Ianelli\, agora é suscitar o surgimento da cor”\, anuncia o poema de Ferreira Gullar\, na entrada da exposição. A depuração da cor\, algo que o artista assume até chegar em sua fase final\, está presente de diferentes formas em todo o conjunto eleito pela curadoria. Para Denise Mattar\, “Ianelli foi de fato um artista do fazer\, obsessivamente dedicado ao metier\, e intransigente quanto ao lugar da pintura. Tendo feito o percurso habitual da sua geração\, realizou obras acadêmicas\, seguidas por pinturas com acentos cezanianos\, que foram se tornando cada vez mais sintéticas até o mergulho na abstração\, que o encaminhou\, sem volta\, em busca da essência”. O espaço expositivo reproduz uma parte do ateliê do artista\, com materiais usados por ele em vida\, como pincéis\, cavaletes\, pigmentos\, livros referenciais\, entre outros objetos que compunham o seu ambiente de trabalho.  A mostra\, organizada em três núcleos – Diorama das pinturas\, Diorama dos relevos brancos e Diorama das esculturas -\, busca trazer ao visitante um olhar dinâmico\, não cronológico\, a partir das diferentes fases do trabalho de Ianelli. As obras de Diorama das pinturas evidenciam o desenvolvimento pictórico de Ianelli do começo ao fim de sua vida. O núcleo Diorama dos relevos brancos traz a pesquisa escultórica do artista. A partir de 1975\, Ianelli começa a pesquisar relevos e ao longo do processo\, testava uma centena de desenhos antes de chegar a um relevo concreto\, estudando por completo a rotação dos triângulos e círculos\, para\, assim\, descobrir a melhor forma\, e\, finalmente\, chegar nas obras em madeira – maquetes\, desenhos e esculturas. Em Diorama das esculturas\, será possível visualizar as etapas e processos do trabalho do artista até o momento final de execução das esculturas em mármore\, exploradas na fase final de sua vida. A exposição de Ianelli integra uma programação de comemorações do MAM\, com os 75 anos do museu e 30 anos de seu Jardim de Esculturas.
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SUMMARY:Shirley Paes Leme no MAM SP
DESCRIPTION:A sala de vidro onde está a instalação Nosso Mundo\, de Shirley Paes Leme\, estabelece uma relação direta com o entorno do Jardim de Esculturas do MAM\, como se fosse um prolongamento do paisagismo de Roberto Burle Marx. De longe\, o assoalho espelhado da obra da artista se assemelha a um espelho d’água\, um oásis\, como se nele houvesse um líquido. Mas ao caminhar sobre as placas reflexivas\, o piso ganha consistência. Os visitantes podem ver de fora ou ficar imersos no interior da instalação\, como se o ritmo intenso da cidade estivesse suspenso por alguns instantes\, formando um lugar de desaceleração e de contemplação. O chão espelhado em plena marquise do Parque Ibirapuera multiplica o espaço e o corpo de quem caminha sobre ele. Enquanto observamos a obra\, o espelho nos reflete. Um duplo invertido do painel da grande parede ao fundo da sala aparece na superfície espelhada. Shirley Paes Leme elaborou uma composição a partir da paisagem da cidade\, com filtros de ar-condicionado de carros já utilizados e manchados pela poluição. O material utilizado nos revela a qualidade do ar que respiramos. É como se cada filtro que representa prédios ou partes do céu tornasse visível a densa atmosfera que nos circunda\, tomada por fuligem e substâncias nocivas à saúde. A artista constrói uma espécie de linha do horizonte a partir do ar denso e da fumaça fixada nos filtros. São essas partículas que encobrem a nossa visão e podem ofuscar nossos sentidos. Além de apontar para questões ambientais cada vez mais urgentes\, Shirley Paes Leme reflete e dá visibilidade para a situação paradoxal de estarmos numa espécie de oásis poluído.
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SUMMARY:"Diálogos com cor e luz" no MAM
DESCRIPTION:Com curadoria de Cauê Alves e Fábio Magalhães\, Diálogos com cor e luz é uma exposição voltada para a difusão da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo\, que apresenta exclusivamente trabalhos desse acervo. Aqui\, é reunido um pequeno recorte de obras com ênfase nas relações entre a cor e a luz na arte brasileira da segunda metade do século 20. Foram agrupadas no espaço\, várias gerações de artistas\, sem privilegiar tendências nem estabelecer uma ordem cronológica. Misturamos tempos e linguagens\, para incentivar o olhar à percepção de semelhanças e diferenças entre as várias poéticas visuais nos diversos tratamentos da luz e da cor. A museografia distribuiu no espaço os painéis radiais\, numa referência ao disco de cores – ou seja\, ao experimento óptico de Isaac Newton (1643-1727)\, publicado em 1707 em seu livro Opticks. Nele\, o físico inglês demonstra\, por meio de um disco de sete cores\, sua teoria de que a luz branca do Sol é formada pelos matizes do arco-íris. Ao girarmos o disco com velocidade\, as cores se sobrepõem em nossa retina e nos fazem enxergar o branco. A seleção de obras\, ao enfatizar os diálogos com a cor e a luz em diversos suportes\, chama atenção para a luz como elemento fundante da percepção. Trabalhar com a luz significa que temos de lidar também com a sombra\, a escuridão ou a ausência de luz. E nos interessa justamente o primeiro contato que temos com a cor\, anterior às teorizações e aos sentidos que acrescentamos a ela. A cor é indissociável daquilo que ela expressa. Ela mesma já é expressão\, não apenas a tradução de uma ideia ou sentido preconcebido. Fundamental é nos livrarmos dos sentidos já instituídos e sedimentados no campo da cultura\, de conceitos anteriores ao vivido\, para aí podermos ter a experiência com a duração da cor. Em vez de pensarmos a cor e a luz como elementos idealizados\, o contato direto com a arte nos ajuda a restituir o vínculo originário com o mundo. Os diálogos entre luz e cor na arte nos mostram que o mundo pode ser surpreendente e nossa relação com ele\, inesgotável.
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LOCATION:MAM SP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n° - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Haegue Yang na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A Pinacoteca de São Paulo inaugura seu novo edifício\, a Pinacoteca Contemporânea\, com a primeira grande mostra da artista sul-coreana Haegue Yang (1971) na América Latina. Destaque no cenário internacional de arte contemporânea\, Yang está na Galeria Praça com a exposição Quase Coloquial. Com curadoria de Jochen Volz\, diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo\, a mostra consiste em cinco grupos de trabalhos distintos\, em suportes diversos\, com base em larga pesquisa conceitual da artista reconhecida pela prática que passa por esculturas\, instalações\, obras em papel\, fotografia\, vídeo e escrita. Haegue Yang combina e faz referência a elementos diversos\, especialmente objetos fabricados industrialmente com itens cotidianos. De varais de roupas a sinos\, venezianas a luzes\, colagens a textos\, a artista\, em uma linguagem própria\, busca libertar os objetos de sua rigidez e limitação. Desde o início da sua carreira\, em meados dos anos 90\, trabalha trazendo peças do espaço privado e doméstico para a esfera pública\, não motivada pelo ato de deslocamento\, mas interessada sobretudo no efeito estético. O termo “quase”\, no título da exposição\, Quase Coloquial\, poderia ser interpretado como algo que é parecido com o original\, ainda que não seja igual. Inserido no título de diversos trabalhos da artista\, o termo “quase” tem o poder de se opor a uma confiança absoluta ou dependência em categorizações como original\, central\, importante ou dominante. Ainda que o termo “coloquial” tenha uma definição aparentemente conhecida\, ele pode adquirir um significado diferente dependendo do contexto. A artista se entende como alguém operando como parte de uma diáspora\, em um processo contínuo. Para ela\, a mostra é uma oportunidade para aprender mais sobre o espaço expositivo\, e para reconhecer de forma sincera e potente o seu lugar de fora. Ela pode nunca falar um idioma de uma maneira coloquial\, mas a noção de coloquial adquiriu um novo sentido em sua vida artística\, em sua incansável investigação sobre um entendimento coletivo sobre forma\, funcionalidade e racionalidade. A exposição reúne peças de destaque\, como as cinco esculturas geométricasfeitas de venezianas\, um material recorrente na produção de Yang desde 2006. As obras na Pinacoteca são intituladas Stacked Corners [Cantos Empilhados]\, e fazem referência à obra Espaços Virtuais: Cantos\, do artista brasileiro Cildo Meireles (1948). As esculturas expostas na Galeria Praça são suspensas\, sendo três motorizadas\, que giram em cima do espectador\, e duas estáticas. A noção de movimento tem sido um dos interesses centrais no trabalho de Yang\, seja um movimento real ou potencial; seja sugerindo uma dimensão política ou social.
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SUMMARY:Chico da Silva na Pinacoteca de São Paulo
DESCRIPTION:Chico da Silva e o ateliê do Pirambu é a primeira grande mostra panorâmica do artista Chico da Silva apresentada pela Pinacoteca de São Paulo. A exposição ocupa a principal galeria expositiva da Pinacoteca Luz e convida o público a conhecer o legado do artista que foi um dos responsáveis por transformar o cenário artístico cearense a partir da década de 1940\, com suas composições fabulares repletas de monstros mitológicos\, animais fantásticos e outros personagens. A exposição é a mais abrangente já realizada por uma instituição sobre o artista\, reunindo um conjunto de importantes obras da trajetória de Chico da Silva\, como Caboclo peruano\, parte do singular grupo de desenhos realizados entre 1943 e 1944\, emprestados da coleção da Pinacoteca do Ceará. Chico da Silva e o ateliê do Pirambu percorre o legado de um dos primeiros artistas brasileiros de origem indígena a alcançar destaque no cenário nacional e no exterior. Por volta de 1963\, Chico passa a trabalhar com auxílio de ajudantes\, inicialmente crianças e adolescentes do seu bairro — na periferia de Fortaleza. Enquanto ensinava suas técnicas para esses jovens\, o artista incorporava sugestões e métodos trazidos por eles. No ateliê do Pirambu\, surge uma produção em grande escala feita em parceria e coordenada pelo mestre. Os painéis exibidos na segunda sala da exposição na Pina representam o auge da manufatura realizada pela escola. Na mostra da Pinacoteca\, foi optado não só assumir a importância do ateliê\, mas também dar visibilidade aos artistas que o integraram\, com a exposição de obras de ao menos cinco nomes: Babá (Sebastião Lima da Silva)\, Chica da Silva (Francisca Silva)\, Claudionor (José Claudio Nogueira)\, Garcia (José dos Santos Gomes) e Ivan (Ivan José de Assis). Chico da Silva (região do Alto Tejo\, Acre\, 1910 ou 1922/23 – Fortaleza\, Ceará\, 1985) foi um dos principais artistas sem treino artístico do Brasil na segunda metade do século XX. Seus trabalhos consistem em composições figurativas fabulares que apresentam seres mitológicos\, animais fantásticos e personagens preenchidos por pontilhismo e fundos amplamente trabalhados. Além da fundação do Ateliê do Pirambu\, Da Silva participou de importantes mostras\, como a Bienal de São Paulo em 1967\, e teve três trabalhos agraciados com menção honrosa na Bienal de Veneza\, em 1966. Ao longo dos anos\, a oficina criada por Chico foi tratada de forma dúbia pelo próprio artista. Apenas em 1977\, em um evento realizado no Salão de Abril\, Chico assumiu a existência do grupo. Sob coordenação do pintor\, os cinco artistas realizaram em conjunto um grande painel\, ação representada na exposição da Pina por meio de fotos e um vídeo super-8.
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LOCATION:Pinacoteca de São Paulo\, 2 Praça da Luz Luz\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:“Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A mostra “Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” inaugura a sala expositiva da Pinacoteca Contemporânea\, a Grande Galeria. Com coordenação curatorial de Ana Maria Maia\, curadora chefe da Pinacoteca\, e Yuri Quevedo\, a mostra reúne cerca de 60 trabalhos do acervo de arte contemporânea\, em montagem pautada pelo desejo de falar sobre territórios\, encontros e narrativas de atravessamento. Desenhos\, pinturas\, fotografias\, vídeos e performances compõem a narrativa que é orientada por três grandes ideias: a de travessias\, vizinhanças e transcendências. \n\n\n\nA ideia de travessia e seu espectro é contemplada nas obras Irruptivo Series (Série irrompimento) (2010)\, de Regina Silveira (Porto Alegre – RS\, 1939)\, e Galinha d´Angola (2017)\, de Paulo Nazareth (Governador Valadares — MG\, 1977) e na performance Modificação e apropriação de uma identidade autônoma (1980)\, de Gretta Sarfaty (Atenas – Grécia\, 1954). Já a ideia de vizinhança ganha força pela localização do edifício Pinacoteca Contemporânea\, que amplia o perímetro urbano com o qual o museu dialoga diretamente. Além disso\, situações de encontro e afeto dão a tônica de uma longa parede\, ocupada em uma montagem de obras de Lúcia Laguna (Campos de Goytacazes — RJ\, 1941)\, Bené Fonteles (Bragança – PA\, 1953)\, Matheus Rocha Pitta (Tiradentes – MG\, 1982)\, Yuli Yamagata (São Paulo – SP\, 1989)\, entre outros. Por fim a ideia de transcendências é apresentada com Parede da memória (1994-2005)\, de Rosana Paulino (São Paulo — SP\, 1967)\, que elabora uma identidade coletiva entremeando exercícios de lembrar e imaginar. Além de obras como Quebranto (2021)\, de Jonas Van (Fortaleza – CE\, 1989) e Juno B. (Fortaleza – CE\, 1982)\, e Yiki Mahsã Pâti [Mundo dos espíritos da floresta] (2020)\, de Daiara Tukano (São Paulo – SP\, 1982).
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SUMMARY:Lenora de Barros na Gomide&Co
DESCRIPTION:Não vejo a hora\, individual de Lenora de Barros\, inaugura nova sede da Gomide&Co\, galeria que passa a integrar o corredor cultural da Avenida Paulista\, com um espaço de 600 metros quadrados no térreo do Edifício Rosa. Ao mesmo tempo em que inaugura o espaço expositivo\, a expansão da Gomide&Co se faz também com a chegada de Fabio Frayha\, ex-diretor do MASP\, administrador especializado no universo das artes visuais\, que passa a atuar como sócio da galeria ao lado do sócio fundador Thiago Gomide. Crítica de arte\, curadora e pesquisadora com mais de 15 anos de trajetória na arte contemporânea\, Luisa Duarte se une ao time como diretora artística. Não vejo a hora reúne doze trabalhos\, em sua maioria inéditos\, que têm como denominador comum uma elaboração sobre o tempo. Desde fotografias\, vídeo\, instalação sonora até uma mesa de ping-pong transfigurada\, a artista joga e convida a jogar também com as relações entre linguagem\, temporalidade e corpo. Ultrapassando os limites expositivos da galeria\, quem chega à exposição já é recebido no lado de fora pela obra Não vejo a hora (2023)\, que enuncia e anuncia o título da mostra através de um letreiro em movimento. Ao se apropriar de uma expressão usada no discurso coloquial brasileiro como uma espécie de ready-made\, Lenora provoca a noção de tempo e como nos relacionamos com ele. A linguagem em sua dimensão visual também é explorada em outros trabalhos\, como em ORA ERA (2008)\, no qual a artista faz o uso de palavras e cores\, jogando com seus significados e usos. Ao abordar questões temporais e linguísticas\, Lenora se desfaz da utilidade de aparelhos para medir o tempo. Entre as obras expostas\, quatro têm ponteiros de relógios em sua composição. Na vídeo-performance Que horas são? (2023)\, projetada no teto da galeria\, uma chuva de ponteiros se precipita sobre uma peneira enquanto escutam-se\, ao fundo\, as respostas de Hélio Oiticica em diálogo com Haroldo de Campos. Em Nebulosas (2009/2023) \, trabalho que traz uma série de três fotografias\, nuvens de ponteiros se tornam uma espécie de poeira cósmica gravitando no breu. Já em Previsão (2023)\, um par de fotografias mostra linhas das palmas de duas mãos formando uma cartografia sobre a qual pousam os ponteiros. O título remete tanto à ideia de previsibilidade própria aos relógios\, quanto à crença de que o destino humano estaria previsto na parte interior das mãos. Os trabalhos reunidos em Não vejo a hora visitam um território candente da atualidade\, aquele da tortuosa relação do ser humano com o tempo. Lenora de Barros sabe que diante das formas convencionais de medir o tempo\, o tempo sempre tira mais das pessoas do que o contrário. Para pregar uma peça no tempo\, a artista subverte tais convenções e para isso coloca em cena o seu repertório poético que faz uso das estratégias do verbivocovisual aliando rigor e humor\, sugerindo outras possibilidades de relação com o tempo\, que constitui o tecido da vida humana.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/lenora-de-barros-na-gomideco/
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DESCRIPTION:Não vejo a hora\, individual de Lenora de Barros\, inaugura nova sede da Gomide&Co\, galeria que passa a integrar o corredor cultural da Avenida Paulista\, com um espaço de 600 metros quadrados no térreo do Edifício Rosa. Ao mesmo tempo em que inaugura o espaço expositivo\, a expansão da Gomide&Co se faz também com a chegada de Fabio Frayha\, ex-diretor do MASP\, administrador especializado no universo das artes visuais\, que passa a atuar como sócio da galeria ao lado do sócio fundador Thiago Gomide. Crítica de arte\, curadora e pesquisadora com mais de 15 anos de trajetória na arte contemporânea\, Luisa Duarte se une ao time como diretora artística. Não vejo a hora reúne doze trabalhos\, em sua maioria inéditos\, que têm como denominador comum uma elaboração sobre o tempo. Desde fotografias\, vídeo\, instalação sonora até uma mesa de ping-pong transfigurada\, a artista joga e convida a jogar também com as relações entre linguagem\, temporalidade e corpo. Ultrapassando os limites expositivos da galeria\, quem chega à exposição já é recebido no lado de fora pela obra Não vejo a hora (2023)\, que enuncia e anuncia o título da mostra através de um letreiro em movimento. Ao se apropriar de uma expressão usada no discurso coloquial brasileiro como uma espécie de ready-made\, Lenora provoca a noção de tempo e como nos relacionamos com ele. A linguagem em sua dimensão visual também é explorada em outros trabalhos\, como em ORA ERA (2008)\, no qual a artista faz o uso de palavras e cores\, jogando com seus significados e usos. Ao abordar questões temporais e linguísticas\, Lenora se desfaz da utilidade de aparelhos para medir o tempo. Entre as obras expostas\, quatro têm ponteiros de relógios em sua composição. Na vídeo-performance Que horas são? (2023)\, projetada no teto da galeria\, uma chuva de ponteiros se precipita sobre uma peneira enquanto escutam-se\, ao fundo\, as respostas de Hélio Oiticica em diálogo com Haroldo de Campos. Em Nebulosas (2009/2023) \, trabalho que traz uma série de três fotografias\, nuvens de ponteiros se tornam uma espécie de poeira cósmica gravitando no breu. Já em Previsão (2023)\, um par de fotografias mostra linhas das palmas de duas mãos formando uma cartografia sobre a qual pousam os ponteiros. O título remete tanto à ideia de previsibilidade própria aos relógios\, quanto à crença de que o destino humano estaria previsto na parte interior das mãos. Os trabalhos reunidos em Não vejo a hora visitam um território candente da atualidade\, aquele da tortuosa relação do ser humano com o tempo. Lenora de Barros sabe que diante das formas convencionais de medir o tempo\, o tempo sempre tira mais das pessoas do que o contrário. Para pregar uma peça no tempo\, a artista subverte tais convenções e para isso coloca em cena o seu repertório poético que faz uso das estratégias do verbivocovisual aliando rigor e humor\, sugerindo outras possibilidades de relação com o tempo\, que constitui o tecido da vida humana.
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SUMMARY:Eduardo Ver na Galeria Estação
DESCRIPTION:A Geometria e o Sagrado é o nome da exposição que marca a entrada do artista plástico Eduardo Ver no hall de artistas representados pela Galeria Estação. Com 16 xilogravuras\, a individual apresenta a colecionadores e público obras únicas do artista\, sem edição. Um trabalho meticuloso que Ver desenvolve há mais de duas décadas sob a inspiração de simbolismos religiosos\, principalmente da Umbanda\, que são rascunhados em papel e depois entalhados em madeira\, obra que despertou o interesse da galerista Vilma Eid. Ela recorda que graças à insistência de Bené Fonteles\, autor do texto do catálogo da exposição\, e do artista Sérgio Lucena – que Vilma chama de “padrinhos” de Ver –\, passou a prestar atenção à obra do xilogravurista. “Eu conheci seu trabalho ao vivo\, pela primeira vez\, em uma mostra coletiva no Paço das Artes\, em São Paulo\, Modernismo desde aqui\, com curadoria de Claudinei Roberto. A força do trabalho me pegou. Uma obra corajosa\, de grandes dimensões. Símbolos que logo me fizeram lembrar do querido Samico\, mas com uma linguagem muito própria desenvolvida por Ver”\, afirma a galerista. No texto que escreveu para o catálogo da mostra\, Os extraordinários terreiros imaginários de Ver\, Fonteles avalia: “Raros criadores dedicados à gravura no Brasil trabalham com tanta lealdade a uma iconografia mitopoética como Eduardo Ver\, há duas décadas\, com árduo afinco e rara artesania”. Para o artista visual\, escritor e curador\, uma gravura de Ver contém universos paralelos\, múltiplos\, e com uma força que não é só expressiva pela estética mas também pela energia que emana de cada campo vibracional que compõe e recompõe mundos. Ainda de acordo com Fonteles\, a força gráfica da obra de Ver não provém apenas do solo sagrado que pisa. “Ele nos envolve com narrativas de sua vasta cosmovisão desses terreiros imaginários\, revela e vela mundos ainda tão desconhecidos nos quais entidades da Umbanda trafegam e incorporam a alma da terra brasileira”\, afirma. “Com sua técnica esmerada\, de raro apuro no modo de desenhar e gravar a madeira\, imprimir e revelar o além dos mundos\, ele nos leva a contemplar e completar sua obra não só com um olhar meramente estético\, pois precisamos nos deixar levar pela intensidade e energia transcendente que dela vibra e emana”\, pontua.
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LOCATION:Galeria Estação\, 625 R. Ferreira de Araújo Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Marília Kranz na Galatea
DESCRIPTION:A individual Marília Kranz: relevos e pinturas traz um panorama retrospectivo da obra da artista. Nascida no Rio de Janeiro\, Marília Kranz (1937-2017) foi pintora\, desenhista e escultora\, e passou a ter seu espólio oficialmente representado pela galeria paulista a partir do ano passado. A mostra apresenta cerca de 30 obras\, entre esculturas e pinturas\, que cobrem a trajetória percorrida pela artista desde os anos 1960\, fase inicial de sua produção\, até os anos 2000. Quem assina o projeto expográfico da mostra é Marieta Ferber\, designer e diretora de arte. A escolha do nome de Marília Kranz surgiu através de uma pesquisa de Conrado Mesquita\, um dos sócios da galeria\, que estabeleceu contato com as filhas da artista. Pioneira na luta pelo feminismo\, Marília Kranz dedicou-se\, nos primeiros anos de sua carreira\, ao desenho e ao estudo da pintura. Em dado momento\, começou a explorar o campo da abstração geométrica\, produzindo relevos em gesso\, papelão e madeira\, que integraram a sua primeira exposição individual\, em 1968\, na Galeria Oca\, no Rio de Janeiro. Em 1969\, ao retornar de viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos\, passou a produzir os relevos a partir da técnica de moldagem a vácuo (vacuum forming)\, usando plástico\, fibra de vidro\, resina e esmaltes industriais; além de esculturas em acrílico cortado e polido\, chamadas de Contraformas. A técnica foi inovadora\, pois na época era pouco difundida no Brasil até mesmo no setor industrial. Além disso\, o conteúdo dos trabalhos era carregado de forte caráter experimental. Segundo o crítico de arte Frederico Morais\, a formas abstratas e geométricas exploradas nestas obras – e na produção de Marília Kranz como um todo – se aproximariam mais de artistas internacionais como Ben Nicholson (Inglaterra)\, Auguste Herbin (França) e Alberto Magnelli (Itália) do que das vertentes construtivistas de destaque no Brasil\, como o Concretismo e o Neoconcretismo. A partir de 1974\, a artista retomou o trabalho com pinturas sobre tela\, mas desta vez o foco era outro: imagens de paisagem carregadas de certa volúpia. A artista passou a trazer para o centro da tela elementos constituintes das suas paisagens preferidas no Rio de Janeiro. Comparada a artistas como Giorgio de Chirico e Tarsila do Amaral\, os seus cenários e figuras geometrizadas e oníricas\, beirando a abstração\, evocam solenidade e erotismo. Os tons pastel\, por sua vez\, tornaram-se a sua marca. “A cor cede diante da intensidade luminosa”\, diz Frederico Morais. Ao observarmos as flores e as frutas que protagonizam com grande sensualidade várias de suas pinturas\, pensamos também em Georgia O’Keeffe\, considerada por Marília Kranz sua “irmã de alma”. Na exposição\, é possível acompanhar a passagem\, dentro do percurso da artista\, de uma geometria abstrata e formalista dos relevos do fim da década de 1960 para a pintura de paisagem – figurativa\, mas com intrusões da geometria – que começa a desenvolver em meados da década de 1970 e que explora até o fim de sua produção. Marília passa de uma estética de certa forma “fria\, formalista ou racional” para algo mais “quente\, fluido\, afetivo”\, inspirada também por sua paixão pela paisagem do Rio de Janeiro e pela pauta da liberação sexual feminina. Marília Kranz foi selecionada pela Galatea como a primeira mulher de muitas que estão nos planos de representação da galeria.
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LOCATION:Galatea | Oscar Freire\, Rua Oscar Freire\, 379\, loja 1\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo
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SUMMARY:Imagine Picasso no Morumbi Shopping
DESCRIPTION:Os criadores de Imagine Picasso\, Annabelle Mauger e Julien Baron\, colaboraram estreitamente com a historiadora de arte Androula Michael\, uma grande especialista nas obras e na carreira de Picasso\, e a exibição digital foi licenciada diretamente pelo espólio do artista. Por essa razão\, Imagine Picasso é uma exposição de arte abrangente e rigorosa\, bem como uma plataforma pedagógica para divulgar a história do pintor espanhol a grandes audiências\, levando o visitante a uma celebração multissensorial da obra e das múltiplas influências de Picasso\, desde as imagens evocativas de seus períodos Azul e Rosa até suas incursões no cubismo e na produção prolífica\, diversificada e única de seus anos maduros\, uma viagem possível graças à tecnologia de ponta da Image Totale©. O próprio Picasso teria ficado intrigado com esse novo tipo de visão e forma de mostrar suas obras. Como disse seu biógrafo Pierre Cabanne\, Picasso autorizou a projeção audiovisual de suas pinturas em 1971\, em Les Halles Baltard\, “Uma mostra notável em que as obras de Picasso foram exibidas uma após a outra em 10 telas em semicírculo para o público. As crianças ficaram encantadas e mostraram sua alegria neste caleidoscópio selvagem e bizarro… A técnica utilizada em Halles permite ver de relance os aspectos antagônicos e complementares de um mesmo objeto; é simplesmente o processo do cubismo em movimento (…) O estilo fragmentado de Picasso assumiu dimensões épicas nas telas de Les Halles” (Pierre Cabanne\, Le siècle de Picasso). Figuram na mostra mais de 200 obras-primas das mais reconhecidas do artista espanhol\, juntas pela primeira vez. Hoje\, se fosse presencial\, essa exposição simplesmente não poderia acontecer\, pois os preços exorbitantes que as obras atingiram impactariam diretamente nos custos de seguro e transporte. As pinturas projetadas em Imagine Picasso são provenientes de coleções de museus de prestígio\, como o Musée National Picasso (Paris)\, o Museo Picasso (Barcelona)\, o MoMa (Nova York)\, o Pushkin Museum (Moscou) e também de coleções particulares. Uma seleção impressionante impossível de reunir fisicamente no mesmo lugar ao mesmo tempo. Picasso é o único artista moderno cujas obras são classificadas como tesouros nacionais e proibidas de circular e de ser emprestadas\, como por exemplo Les Demoiselles d’Avignon (1907) e Guernica (1937). Essas obras são consideradas obras-primas semelhantes à Mona Lisa\, de Leonardo Da Vinci.
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LOCATION:Morumbi Shopping\, Avenida Roque Petroni Júnior\, 1089\, São Paulo\, São Paulo\, 04707000\, Brasil
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SUMMARY:"Museum" no Instituto Artium de Cultura
DESCRIPTION:A primeira edição da Artium Anual\, Museum\, traz a participação de 24 artistas contemporâneos que trabalham e residem no Brasil: Adriano Amaral\, Ana Mazzei\, Darks Miranda\, Estela Sokol e muitos outros. O projeto curatorial foi motivado pela ideia de reinterpretar os espaços expositivos do Palacete Stahl de acordo com aquilo que foi sua concepção e função original: uma residência privada. A partir desse dado\, a ocupação desses espaços objetiva sugerir o universo doméstico\, tendo estabelecido uma expografia que faz uso de objetos utilitários\, ou seja\, mobiliário\, recriando assim modelos de espaços habitados. Mas não só qualquer universo doméstico: as instalações remetem a usos e costumes\, móveis e objetos mais comumente encontrados na camada social chamada classe média\, que abarca realidades muito distintas e um escopo amplo de poder aquisitivo. Dessa forma\, assim como a escala e estilo arquitetônicos aqui presentes inevitavelmente expõem a sua condição palacial\, a presente ocupação sugere um desarranjo em relação a essa condição. Os pontos de atrito que possam surgir por meio desse desarranjo são tratados por sua vez como janelas\, por onde se abrem oportunidades que possibilitam representar o que é mundo “lá fora”\, e o que quer que seja que isso possa implicar ou acarretar. Em contrapartida\, materializa-se aqui\, através da justaposição do que é utilitário com o não utilitário\, a tentativa de localizar e definir o espaço onde habita a arte num contexto socioeconômico que classifica atividades e materialidades como funcionais ou não funcionais. A proximidade ou distância que possam existir entre esses polos determinam o espaço no qual a atividade artística é exercida: esse espaço é permanentemente expandido ou reduzido\, seja pelas pressões internas que reivindicam o reconhecimento daquilo que não tem função utilitária\, seja por pressões externas que rejeitam reconhecer a função daquilo que aparentemente não tem uma função propriamente dita. A produção artística é sempre parte intrínseca do contexto histórico em que é exercida\, em arranjo ou desarranjo com a ordem estabelecida do seu tempo.
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LOCATION:Instituto Artium de Cultura\, 874 R. Piauí Higienópolis\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Denilson Baniwa na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:A Pinacoteca de São Paulo apresenta a primeira ocupação de um artista indígena no Projeto Octógono Arte Contemporânea da Pinacoteca Luz\, a Escola Panapaná. A instalação de Denilson Baniwa\, um dos mais  proeminentes artistas de sua geração\, é uma construção em três pavimentos concebida para ser um espaço experimental de aulas de línguas e culturas indígenas\, arte e música\, com curadoria de Renato Menezes. Indígena do povo Baniwa\, Denilson mostra que\, para a sua comunidade\, a educação deve ser pensada como um modo de construção de um mundo para quem ainda não nasceu. Na instalação Escola Panapaná\, o artista propõe um experimento artístico-pedagógico colaborativo\, traduzido\, no mundo não Baniwa\, como escola. Denilson traz para o coração da Pinacoteca Luz uma oportunidade para que os visitantes entrem em contato com a cultura de diversas comunidades\, como os Baniwa e os Guarani\, através de aulas e práticas que discutem os princípios básicos de comunicação\, a origem da língua desses povos\, sua produção artística\, tradições e modo de se relacionarem com a fauna e a flora. Dentro das temáticas que aborda em sua produção e pesquisa\, Denilson se propõe a revisitar materiais históricos iconográficos\, buscando uma nova perspectiva sobre o que é ser indígena fora do imaginário social construído ao longo dos séculos. A educação\, para o artista\, é um meio para que a história dos povos indígenas\, em toda a sua diversidade\, possa ser repensada e reescrita\, a partir da perspectiva própria de cada comunidade. “Denilson Baniwa é mestre em alterar nossa percepção das coisas. Há três anos\, Denilson plantou e cultivou um jardim no estacionamento da Pinacoteca Luz\, mudando nossa experiência naquele lugar. Dessa vez\, dentro do Octógono\, ele não somente muda nosso ponto de vista\, como também indica que o museu é um espaço de interação\, de troca e de aprendizado. A Escola Panapaná só acontece em sua plenitude quando as pessoas se encontram\, conversam e pensam juntas”\, conta Renato\, curador da exposição. A palavra Panapaná\, que tem origem tupi e designa o coletivo de borboletas\, permite uma analogia com o coletivo de pessoas que frequentam a Escola. No início\, um grande casulo se apresenta aos visitantes. À medida que as ativações forem acontecendo\, um par de asas vai se abrindo\, até que uma mariposa se apresenta pronta para alçar voo. Nessas asas vêm estampada a sílaba gráfica da mariposa tal como aparece na cestaria do povo Baniwa\, exímio trançador de palha.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, 2 Praça da Luz Luz\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Osvaldo Carvalho na Janaina Torres Galeria
DESCRIPTION:Em Falsa Simetria\, Osvaldo Carvalho explora as assimetrias na pintura — como o uso de perspectivas falseadas\, cores “equivocadas” e divisões em desproporção — para alertar para desequilíbrios profundos na esfera social e ambiental. Essencialmente pintor e dono de uma poética direta\, sem subterfúgios — você vê o que você vê —\, Osvaldo mantém\, nos novos trabalhos\, a verve e acidez pop que o caracterizam\, alcançando cores plásticas e saturadas\, e o olhar para a cultura de massa e o entorno\, em obras que capturam a visão ao mesmo tempo em que despertam consciências\, abordando temas como desigualdade\, racismo\, violência urbana e ecologia. Falsa Simetria é a primeira exposição individual de Osvaldo Carvalho na Janaina Torres Galeria\, abarcando a produção do último biênio do artista\, aliada a trabalhos da premiada série Terra Prometida\, executada entre 2011-2017\, formando um conjunto que denuncia o impacto social e ambiental decorrente da assimetria das relações humanas e de poder. Com curadoria de Cadu Gonçalves\, as obras de Falsa Simetria trazem a síntese da marca singular de Osvaldo: um olhar para o seu entorno e para o mundo\, criando telas em que privilegia o uso da tinta acrílica e vernizes\, alcançando cores plásticas e saturadas\, e que trazem uma atmosfera pop revigorada\, povoada de figuras\, símbolos\, fraturas e contradições. “Às questões propriamente da arte\, junta-se a ideia de que todos partem do mesmo lugar\, do mesmo ponto de partida\, que alcançam seus postos por seus méritos. Trata-se de uma falsa simetria\, de um sistema excludente por princípio\, em que as oportunidades não são absolutamente as mesmas”\, diz o artista. “Osvaldo Carvalho é essencialmente pintor\, não só pela prática da pintura\, mas por observá-la\, empregá-la e referenciá-la em muito de sua produção”\, escreve Cadu Gonçalves no texto curatorial. “Faz desta linguagem o abrigo de um retrato provocador acerca de problemáticas sociais e ecológicas\, ao mesmo tempo que executa uma refinada interlocução com a história da arte ocidental\, linguagem e literatura. O que habita a pintura de Osvaldo Carvalho está desprovido de meias verdades ou meias palavras. O assunto é sempre direto e a operação do artista é literal\, a ponto de podermos ouvir a imagem dizer: ‘É isso mesmo o que você está vendo’\, tamanha a objetividade da situação retratada”.
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SUMMARY:"Nós - Arte e Ciência por Mulheres" no Paço das Artes
DESCRIPTION:NÓS — arte e ciência por mulheres apresenta a trajetória das mulheres como produtoras de conhecimento. No mês marcado pelo reconhecimento da luta e conquistas dos direitos das mulheres\, a mostra exibe um panorama que valoriza a presença delas na ciência\, ao mesmo tempo que dá luz à histórica invisibilização de suas atuações na sociedade. Faz isso através da apresentação de personagens\, iconografia histórica e científica e\, como um projeto de arte\, através do trabalho de artistas contemporâneas. Contemplando cenários históricos que vão desde a sabedoria ancestral até a crescente presença feminina nas instituições científicas nos dias de hoje\, a narrativa da exposição propõe tanto uma denúncia quanto uma ode à presença de mulheres nas mais diversas áreas do conhecimento. Como denúncia\, a mostra considera as múltiplas camadas de opressão que atravessam e organizam uma sociedade ainda marcada pelas exclusões\, mas também apresenta e valoriza\, através de uma narrativa complexa e entrelaçada\, que a mulher sempre foi protagonista de sua própria história. A mostra é dividida em dois núcleos temáticos\, abordando diferentes áreas de atuação em que as mulheres são produtoras de conhecimento. faz um recorte e apresenta cerca de 60 cientistas de diferentes épocas e nem sempre reconhecidas por suas conquistas\, como a alquimista e profetisa grega Maria; as químicas Marie e Irene Curie; a bióloga Bertha Lutz e a paleontóloga Carlotta Joaquina Maury. Entre as 19 artistas contemporâneas estão Arissana Pataxó\, Berna Reale\, Bruna Alcântara\, Efe Godoy\, Marcela Cantuaria e Paty Wolff. O primeiro núcleo\, “Não se nasce mulher\, torna-se mulher”\, retorna aos tempos medievais e destaca como a sabedoria e autonomia feminina\, muitas vezes na figura de parteiras\, curandeiras e benzedeiras\, por exemplo\, passaram a ser vistas como uma afronta à manutenção da lógica patriarcal e à sociedade da época\, sendo consideradas imorais\, criminosas e até mesmo bruxas. Por conta de tamanho preconceito\, muitas delas foram condenadas à fogueira. Também aborda a ideia de construção social de gênero e seus impactos na produção de uma sociedade e de uma ciência majoritariamente androcêntricas\, apresentando mulheres que tiveram relevância não só na produção científica como também no debate sobre igualdade e representatividade de gênero. Já o segundo núcleo\, chamado “A revolução será feminista\, ou não será!”\, explora a contínua luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária\, em que todos tenham pleno acesso a direitos políticos\, econômicos e sociais\, naquela que é considerada a mais longa de todas as revoluções.
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LOCATION:Paço das Artes\, 1345 R. Dr. Albuquerque Lins Higienópolis\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Três mostras na Casa de Cultura do Parque
DESCRIPTION:Sob a direção artística de Claudio Cretti\, a Casa de Cultura do Parque abre sua programação 2023 com 3 novas exposições. A primeira é a coletiva Métrica Imprecisa. Refletindo sobre a relação entre a produção contemporânea e a cidade\, propondo diálogos e novas possibilidades sobre a abstração geométrica\, a exposição apresenta obras compostas por materiais do nosso dia-a-dia\, como desenhos\, pedaços de madeira\, tecidos\, impressões\, carcaças de eletrônicos\, objetos e formas\, propondo conexões entre a arte e a cidade\, explorando as perspectivas plásticas e simbólicas da matéria e como elas se articulam. Com texto crítico de Ana Avelar\, mostra ocupa a Galeria do Parque e recebe obras de Ana Mazzei\, Débora Bolzsoni\, Esvin Alarcón Lam e Renata Pedrosa. A segunda é a individual de Teodoro Dias\, Passa Tempo! Fotopinturas\, que integra o Projeto 280×1020\, em que o artista é convidado para ocupar uma parede com estas dimensões. Para essa ocasião\, Dias se apropria de 400 fotografias de Limercy Forlin\, que possuía um estúdio de fotos comerciais – as conhecidas 3×4 – na cidade de Poços de Caldas (MG). As imagens foram realizadas entre 1946 e 1986. Nas pinturas que compõem a mostra\, o artista lida com uma delicadeza contrastante com a quantidade de pinturas expostas. Já no Gabinete\, quem apresenta a individual Para os Guardados é o artista Desali\, cujo nome artístico vem da palavra “desalinho”\, apelido pelo qual os amigos mais próximos o chamavam\, por ter iniciado seu trabalho com pixo e grafite na rua. A maior parte da sua produção vem das experiências adquiridas no bairro Nacional\, no município de Contagem\, região metropolitana de Belo Horizonte (MG)\, onde morou a maior parte da sua vida. Sua pesquisa gira em torno da intervenção no espaço público\, investigando as relações sociais e as formas de controle\, propondo uma sensibilização a realidades em constante apagamento. \n\n\n\nA exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto é organizada pela Gomide&Co e por Luisa Duarte\, diretora artística da galeria. A mostra reúne obras de diferentes fases da produção de Oiticica (1937-1980)\, incluindo suas investigações de caráter construtivo sobre o plano bidimensional e propostas experimentais que dialogam sobre arte e vida e sobre arte e cultura pop. Compõem a mostra obras produzidas a partir de 1955\, incluindo trabalhos do Grupo Frente\, e produções dos anos 1970. Algumas obras do artista\, inclusive\, ressaltam a arquitetura modernista da casa. É o caso de Relevo espacial (vermelho)\, 1959-1960. Entre os destaques\, está o desdobramento inédito de uma Cosmococa (CC4) executada por Neville d’Almeida (1941) para a exposição\, no ano em que essas obras imersivas completam 50 anos. Trata-se de uma versão doméstica da CC4\, algo planejado por Oiticica em vida\, mas nunca realizado. Cosmococa é um ambiente multissensorial de experimentação que busca levar a arte ao mundo sensorial. O projeto CC4 é composto por projeções\, água e som. A CC4 tem como referências as obras de John Cage (1912-1992) e dos irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos (1931). Deste último\, faz parte da instalação o poema dias\, dias\, dias. Além da Cosmococa\, mais de 15 obras completam a exposição. Também merece destaque o primeiro Penetrável (PN1)\, que ocupa o centro da Casa. Construída pelo artista em 1961\, a instalação é uma homenagem ao crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981). Em PN1\, percebe-se a incorporação do corpo em movimento no interior de uma composição labiríntica – o amarelo se desenvolve em uma estrutura polimorfa de placas que se sucedem no espaço e no tempo\, captando tal ideia. Foi esta obra que serviu de inspiração para o título da exposição: Mundo-Labirinto.
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Hélio Oiticica na Casa SP-Arte
DESCRIPTION:Mais relevante feira de arte e design da América Latina\, a SP–Arte inaugura a Casa SP–Arte\, seu primeiro espaço permanente\, dedicado à realização de exposições e eventos ligados às artes visuais em São Paulo\, com a exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto. Instalada na Vila Modernista\, projetada por Flávio de Carvalho (1899-1973)\, a Casa SP–Arte ocupa o único imóvel inteiramente restaurado em sua versão original\, entre os 17 que compõem a vila. “Depois de quase 20 anos de trabalho organizando com sucesso várias feiras de arte\, queríamos dar um passo a mais. Abrir um espaço permanente nos permite dar asas a projetos próprios (que são muitos!) e de galerias parceiras”\, afirma Fernanda Feitosa\, diretora da SP–Arte.   \n\n\n\nA exposição Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto é organizada pela Gomide&Co e por Luisa Duarte\, diretora artística da galeria. A mostra reúne obras de diferentes fases da produção de Oiticica (1937-1980)\, incluindo suas investigações de caráter construtivo sobre o plano bidimensional e propostas experimentais que dialogam sobre arte e vida e sobre arte e cultura pop. Compõem a mostra obras produzidas a partir de 1955\, incluindo trabalhos do Grupo Frente\, e produções dos anos 1970. Algumas obras do artista\, inclusive\, ressaltam a arquitetura modernista da casa. É o caso de Relevo espacial (vermelho)\, 1959-1960. Entre os destaques\, está o desdobramento inédito de uma Cosmococa (CC4) executada por Neville d’Almeida (1941) para a exposição\, no ano em que essas obras imersivas completam 50 anos. Trata-se de uma versão doméstica da CC4\, algo planejado por Oiticica em vida\, mas nunca realizado. Cosmococa é um ambiente multissensorial de experimentação que busca levar a arte ao mundo sensorial. O projeto CC4 é composto por projeções\, água e som. A CC4 tem como referências as obras de John Cage (1912-1992) e dos irmãos Haroldo (1929-2003) e Augusto de Campos (1931). Deste último\, faz parte da instalação o poema dias\, dias\, dias. Além da Cosmococa\, mais de 15 obras completam a exposição. Também merece destaque o primeiro Penetrável (PN1)\, que ocupa o centro da Casa. Construída pelo artista em 1961\, a instalação é uma homenagem ao crítico de arte Mário Pedrosa (1900-1981). Em PN1\, percebe-se a incorporação do corpo em movimento no interior de uma composição labiríntica – o amarelo se desenvolve em uma estrutura polimorfa de placas que se sucedem no espaço e no tempo\, captando tal ideia. Foi esta obra que serviu de inspiração para o título da exposição: Mundo-Labirinto.
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LOCATION:Casa SP-Arte\, Alameda Ministro Rocha Azevedo\, 1.052\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:João Loureiro na Sé Galeria
DESCRIPTION:João Loureiro realiza exposição individual reunindo um conjunto de trabalhos\, a maioria inéditos\, que\, com humor\, inventividade e acuidade crítica\, propõem questionamentos sobre naturezas de representações\, sistemas de atribuição de valor e o próprio lugar social da arte. Desacordados é a primeira exposição do artista na atual sede da Sé galeria\, localizada na Vila Modernista de Flávio de Carvalho. Ao chamar atenção para elementos cotidianos que talvez passassem despercebidos em sua banalidade\, caso não tivessem sido reelaborados pelo artista\, Loureiro problematiza o lugar da arte\, muitas vezes através do humor. Suas esculturas e instalações costumam relativizar o espaço onde estão colocadas\, alterando nossas percepções sobre ele. Loureiro se ocupa de um determinado tipo de imagem que circula em registro de generalidade\, podendo ser encontrada em desenhos animados\, histórias em quadrinhos e enciclopédias. O termo ilustração serve para pensar não apenas a individual na Sé mas todo o seu corpo de trabalho. São projeções usuais a todos nós\, como se o artista buscasse denominadores comuns das representações históricas de certos objetos\, investigando as decisões que regem as formas de representar. Uma das obras de destaque na exposição é Fantasma (2023). Instalada no andar térreo da galeria\, a grande escultura branca de isopor aparente e maciço representa uma mesa de jantar coberta com toalha. Ao mesmo tempo em que convoca com eficiência o referente\, beneficiada por sua posição na sala da casa projetada por Flávio de Carvalho\, a peça provoca estranhamento: ela detém a aparência do fantasma de cartum que costuma assombrar obras do artista. O isopor\, que Loureiro utiliza em muitas de suas obras\, é um material anódino\, de pouco caráter e pouco valor\, se comparado aos materiais nobres da história da arte. “O isopor é um material de uso rápido\, um material barato\, leve\, frágil. Ele demora para se degradar\, mas cumpre sempre funções efêmeras e termina descartado”. Loureiro lembra que o isopor tem\, entretanto\, uma tradição na escultura: é muito usado por escultores de carnaval e cenógrafos de espetáculos\, mas aparece revestido\, escondendo sua natureza. Produzido a partir do petróleo\, o isopor é uma espécie de matéria falsa\, um minério artificial\, um “minério errado”\, nas palavras do artista. Em oposição ao enorme volume de isopor\, um diminuto e valioso diabo de ouro é colocado no andar superior da galeria. A obra não tem uma forma estável\, já que\, para ser transportada\, deve ser fundida e transformada\, pelas mãos de um ourives\, em uma mosca. O artista explica: “O diabo vem com uma carga\, a carga da usura\, a carga da ganância\, é um trabalho minúsculo\, mas que tem um valor intrínseco\, que é o do ouro\, do metal precioso usado nele”. Como espécies de duplos-negativos\, as obras tensionam qual é a apreensão do valor da arte em um contexto operado sob as leis do mercado e seu princípio regulador\, a escassez.
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LOCATION:Galeria Sé\, Casa 2 1257 Alameda Lorena\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Evandro Teixeira no IMS Paulista
DESCRIPTION:Poucos dias após o golpe militar de 11 de setembro de 1973 no Chile\, Evandro Teixeira (Irajuba-BA\, 1935) viajou para Santiago enviado pelo Jornal do Brasil. Suas fotografias revelam uma cidade sitiada\, ocupada pelas forças militares. O marco fundamental talvez tenha sido o registro que realizou logo após o falecimento do grande poeta chileno Pablo Neruda perpassando pela clínica\, o velório em sua residência depredada; e o enterro com grande participação popular\, documentando a primeira grande manifestação contra o regime do general Augusto Pinochet. O plano-sequência construído do enterro de Neruda\, associado às demais imagens que produziu na cidade\, juntamente com o registro visual do regime militar no Brasil (1964 e 1968)\, compõem a estrutura central desta exposição\, evidenciando a importância do fotojornalismo para a liberdade de expressão e testemunho da realidade. A curadoria da exposição Evandro Teixeira. Chile\, 1973 é de Sergio Burgi\, com assistência de curadoria de Alessandra Coutinho Campos\, pesquisa biográfica e documental de Andrea Wanderley e pesquisa e organização do acervo de Alexandre Delarue Lopes. Na redação do Jornal do Brasil\, Evandro Teixeira era conhecido como “o cara que resolvia”. Foi assim\, fotografando seu país e registrando grandes eventos no Brasil da segunda metade do século XX\, que o baiano de Irajuba\, nascido em 1935\, acabou por se projetar para o mundo. Política\, esporte\, moda\, comportamento\, nada escapou às suas lentes em quase 70 anos de carreira. Desde 2019 o IMS tem a guarda de seu acervo\, com mais de 150 mil fotos.
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SUMMARY:Hélio Melo na Almeida & Dale
DESCRIPTION:“A trajetória de vida e o tema de sua produção fazem de Hélio Melo um artista único no panorama brasileiro do século 20”\, é o que diz o curador Jacopo Crivelli Visconti em trecho do texto de parede que apresenta a exposição Hélio Melo\, em cartaz na Almeida & Dale Galeria de Arte. As características que o diferenciam de outros artistas vão do fato de sua obra não ser autobiográfica\, mesmo que com uma precisão para trazer suas próprias experiências; o trabalho que transcende a denúncia explícita e cria imagens e alegorias para sintetizar a violenta transformação social e da paisagem; a denúncia e defesa estarem intrínsecas em seus desenhos e pinturas aparentemente despretensiosos; e uma forma de expressão que “consegue ser um retrato da violência\, da beleza\, da destruição e da imensidão sublime da floresta\, de sua existência silenciosa\, profunda\, insubstituível”\, diz Jacopo. Nascido e criado num seringal\, Hélio Melo (1926-2001) foi seringueiro\, catraieiro\, barbeiro\, vigia\, escritor\, poeta\, músico e artista. A partir do final dos anos 1970\, depois de ter se mudado para Rio Branco e ter passado a pintar a floresta de memória\, participou das primeiras exposições da região\, chamando a atenção de importantes artistas e críticos\, como Sergio Camargo e Frederico Morais\, que se tornaram grandes admiradores de seu trabalho. “Na grande maioria de suas obras\, a cena é estruturada de maneira bastante convencional\, com um primeiro plano rente ao chão\, formado por plantas baixas ou grama alta\, elementos verticais (basicamente árvores) que fecham a cena dos dois lados e\, no espaço delimitado por esses eixos\, os personagens. Trata-se de uma construção teatral ou cinematográfica do espaço que sugere\, portanto\, uma encenação e uma mise en scéne\, não uma reprodução plana\, direta e ingênua da realidade”\, diz Jacopo. A exposição traz a floresta retratada por Melo e segue atual mesmo depois de pouco mais de 20 anos de sua morte\, ancestral\, mítica e fabulosa. “Um organismo que alimenta e é alimentado\, que somatiza as violências e a destruição\, que chora junto com os animais\, que se emociona\, sofre e\, à sua maneira\, fala (…) Direta ou indiretamente\, vários desenhos e pinturas de Melo sugerem que é a partir da floresta que as coisas se organizam e se estruturam\, e explicitam a equivalência entre os personagens que aparecem em cena”\, escreve Jacopo para o livro que está sendo preparado sobre o artista\, com lançamento no dia 15 de abril.
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LOCATION:Almeida & Dale\, Rua Fradique Coutinho\, 1430 – Pinheiros\, São Paulo\, SP\, Brazil
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SUMMARY:"As cantoras e a história do rádio no Brasil" no Farol Santander
DESCRIPTION:A primeira transmissão de rádio no Brasil aconteceu em setembro de 1922\, no Rio de Janeiro\, e\, sobretudo entre as décadas de 1930 e 1950\, foi de uma importância imensurável\, essencial até mesmo para a própria unificação do país como nação. As Rádios Nacional\, Tupi e Mayrink Veiga\, do Rio\, e a Record e Tupi de São Paulo\, foram algumas das grandes potências de seu tempo\, somadas às emissoras locais de todos os estados. A seguir\, a televisão deu continuidade a tal trabalho\, aperfeiçoando as criações radiofônicas no campo do jornalismo\, música\, humor\, dramaturgia\, esporte e variedades. Quanto às cantoras\, tiveram um protagonismo inédito em nossa cultura\, abriram espaço para que a profissão se tornasse uma ambição de muitas outras. Nesta exposição\, disposta em dois grandes espaços\, no primeiro\, serão destacados alguns momentos marcantes da história do rádio no país\, e no segundo\, detalhes da vida e carreira de 24 cantoras. Uma viagem da maior relevância para se compreender a evolução da comunicação e da própria sociedade brasileira.
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
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SUMMARY:"Mahku: Mirações" no Masp
DESCRIPTION:O MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin)\, fundado em 2013\, é um coletivo de artistas baseados entre o município de Jordão e a aldeia Chico Curumim\, na Terra Indígena Kaxinawá (Huni Kuin) do rio Jordão\, estado do Acre. Atualmente\, o MAHKU é um dos principais agentes no cenário da arte contemporânea brasileira em geral e\, em particular\, indígena. Seu início remonta ao final da década de 2000\, quando algumas lideranças do povo Huni Kuin\, especialmente Ibã e três de seus filhos\, Acelino\, Bane e Maná\, começaram a realizar oficinas para registrar em desenhos os cantos\, os mitos e as práticas huni kuin. Muitas das obras do MAHKU são traduções visuais dos cantos huni meka\, conhecimento tradicional que acompanha os rituais de nixi pae com a bebida da ayahuasca – uma espécie de chá com potencial alucinógeno preparado com plantas amazônicas e utilizado há séculos por diversos povos na América do Sul. As experiências visuais provocadas pela bebida – denominadas mirações\, título desta exposição – são a matéria-prima principal para os trabalhos dos integrantes do MAKHU. As pinturas e os desenhos também figuram narrativas míticas e histórias ancestrais sobre o surgimento do mundo e a divisão entre as espécies – elementos fundamentais para a vida do povo Huni Kuin\, a produção de sua humanidade e sua relação com os outros animais\, vegetais e seus espíritos. A mostra MAHKU: Mirações marca os dez anos do surgimento oficial do grupo. A exposição também celebra a longa relação do coletivo com o MASP\, constatado pela grande quantidade de obras comissionadas aos artistas desde 2017 por ocasião de diferentes exposições e projetos no Museu. Esta é a maior exposição já realizada com o coletivo\, reunindo 108 trabalhos – dos quais 58 pertencem ao MASP –\, entre pinturas\, desenhos e esculturas. Incluem-se ainda três novas telas produzidas especialmente para a mostra\, bem como uma pintura realizada nas icônicas escadas do Museu. MAHKU: Mirações é curada por Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, e Ibã Huni Kuin\, curador convidado.
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LOCATION:Masp\, 1578 Av. Paulista Bela Vista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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