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SUMMARY:"A São Paulo da Marquesa de Santos" no Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:Uma mulher à frente do seu tempo\, essa é a história de Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos (1797-1867)\, contada na exposição A São Paulo Da Marquesa de Santos: Cumplicidade de um Cenário\, com curadoria do historiador Paulo Rezzutti\, em exibição no Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo) no período de 27 de fevereiro de 2021 a 18 de setembro de 2023. \n\n\n\nPor meio de documentos textuais e iconográficos\, a curadoria da exibição nos apresenta a biografia da Marquesa de Santos\, misturada com a vida política e social brasileira da Colônia ao Segundo Reinado\, com a inserção na cidade de São Paulo\, onde traços de sua passagem em seu tempo ainda podem ser encontrados em nosso espaço \n\n\n\nMais do que os símbolos físicos\, como o Solar\, a Rua da Figueira\, o Cemitério da Consolação\, a Faculdade de Direito de São Paulo\, sua presença é lembrada por obras de benemerência\, como a doação de uma casa para servir de enfermaria no combate à epidemia de cólera que assolava a cidade e o Brasil.
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LOCATION:Solar da Marquesa de Santos\, 136 R. Roberto Símonsen Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Lugar-comum" no MAC USP
DESCRIPTION:Com a principal premissa de ser uma exposição colaborativa\, a mostra LUGAR-COMUM\, conta com curadoria de Ana Magalhães\, Helouise Costa e Marta Bogéa\, e acontece no MAC (Museu de Arte Contemporânea)\, no período de 12 de março de 2022 a 17 de dezembro de 2023. \n\n\n\nBaseada na interação entre curadores e artistas unidos no propósito de trazer uma nova leitura sobre o acervo do museu\, a exibição foi pensada como um “work in progress”\, ou seja\, como um trabalho em processo\, que não necessariamente tem um fim\, mas sim um progresso contínuo da construção das obras e da exposição. A proposta é abrir espaço para que a curadoria seja experimentada como um processo compartilhado entre as curadoras\, os artistas selecionados para a mostra e os interlocutores convidados. \n\n\n\nA escolha do título está na contramão da definição corrente que considera o lugar-comum como sinônimo de algo banal que perde a força de seu sentido original pelo excesso de repetição. Coloca em discussão a autoridade curatorial do museu\, a relação entre arte e vida cotidiana e as possibilidades de renovação de um acervo institucional a partir de novas leituras resultantes dos diálogos possíveis entre diferentes modos de ver o mundo.
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LOCATION:MAC\, 1301 Av. Pedro Álvares Cabral Vila Mariana\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Utopia brasileira – Darcy Ribeiro 100 anos" no Sesc 24 de Maio
DESCRIPTION:Pioneiro\, visionário e atuante em um projeto de nação. Assim era Darcy Ribeiro\, um importante personagem da história do país que deixou contribuições em diversas áreas de conhecimento. Para comemorar seu centenário\, o Sesc 24 de Maio sedia a exposição Utopia brasileira – Darcy Ribeiro 100 anos. Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz\, colaboradora de Darcy Ribeiro por mais de 10 anos\, a mostra propõe um diálogo entre uma coleção de objetos e documentos originais da coleção do homenageado\, obras de arte contemporânea\, fotos e aparatos multimídia\, com vídeos diversos e uma grande instalação audiovisual. A exposição integra a ação em rede Diversos 22: Projetos\, Memórias\, Conexões\, desenvolvida pelo Sesc São Paulo no contexto do centenário da Semana de Arte Moderna e do bicentenário da independência do país. No vão central do Sesc 24 de Maio\, área com pé direito mais alto\, os visitantes adentram uma experiência audiovisual imersiva\, projetada em 360 graus\, que apresenta o kuarup realizado em homenagem a Darcy Ribeiro em 2012\, na reserva indígena do Xingu. Já no perímetro do espaço expositivo\, a potência da sua reflexão e de sua obra será apresentada a partir de quatro facetas que traduzem o seu legado: o antropólogo\, o educador\, o político e o ensaísta e pensador do Brasil. Esses núcleos serão compostos de vídeos\, plumárias indígenas coletadas por Darcy\, fotografias\, objetos\, documentos\, obras literárias\, cartas originais inéditas e linha do tempo. Em um momento de grande fragilidade social\, o pensamento de Darcy Ribeiro se mostra valioso. Por isso\, a curadora Isa Grinspum destaca que a contemporaneidade do estudioso é um aspecto importante para a mostra: “Mais do que uma homenagem aos cem anos do Darcy\, mais do que algo memorialístico\, eu quis trazer a potência e a atualidade de muitas das coisas que ele falou\, sobretudo se pensarmos no que estamos vivendo hoje no Brasil. Para mim\, ele não está morto. Não é a celebração de um pensador do século XX. Darcy Ribeiro é extremamente atual\, e essa é uma exposição sobre o Brasil”. Além da curadoria principal\, Utopia brasileira contou com a contribuição do curador assistente Marcelo Macca\, do cineasta Eryk Rocha e dos consultores José Miguel Wisnik e Mércio Gomes. O projeto expográfico é de Marcelo Ferraz. A identidade visual\, trabalhada a partir do conceito de constelação\, explora imagens de intelectuais e artistas que influenciaram a trajetória de Darcy Ribeiro e é assinada por Gustavo Piqueira. Reconhecido como homem de pensamento e ação\, Darcy se destacou na defesa pelos povos indígenas do Xingu; na militância a favor da educação pública e de qualidade\, criando universidades inovadoras\, como a UNB; foi escritor de romances e ensaios de antropologia e sociologia\, entre os quais se destaca O povo brasileiro (1995)\, e de romances\, como Maíra (1976)\, além de atuar em várias frentes políticas.
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LOCATION:Sesc 24 de Maio\, 109 R. 24 de Maio República\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Favela-Raiz" no Museu das Favelas
DESCRIPTION:A exposição Favela-Raiz é uma ocupação-manifesto que representa o primeiro movimento de transformação do Palácio dos Campos Elíseos no Museu das Favelas\, reverenciando a memória e as heranças das lutas dos que vieram antes e dos que seguem resistindo na construção desta história. O termo “favela”\, cujo nome se popularizou a partir do início do século 20 ao denominar um sistema de habitações populares no país\, é derivado de um tipo de árvore com espinhos\, flores\, frutos e sementes altamente nutritivas muito comum na caatinga e\, especificamente\, no Morro da Favela\, em Canudos\, no sertão da Bahia. Os soldados da Guerra de Canudos\, convocados a combater os membros da comunidade liderada por Antônio Conselheiro\, ali se instalaram\, dada a ampla visão oferecida do vale e\, ao retornarem para o Rio de Janeiro\, sem a assistência prometida pelo Governo\, ocuparam o atual Morro da Providência\, que passou a ser chamado de Morro da Favela. Desde então\, “favela” passou a representar o tipo de organização urbana ali criada: barracões de madeira improvisados\, sem infraestrutura\, situados nos morros. A exposição que abre o Museu surge em forma de ocupação-manifesto\, evocando as raízes da planta favela. É um símbolo de saudação às tradições\, à ancestralidade\, à maternidade\, aos abrigos materiais e afetivos que envolvem os habitantes e a tudo o que ali foi semeado e colhido. A ocupação é composta por cinco partes\, sendo três internas e duas externas. No hall de entrada há esculturas tecidas em crochê\, criadas pela artista Lidia Lisbôa com a colaboração de 7 mulheres do Coletivo Tem Sentimento e da Cooperativa Sin Fronteras\, grupos de mulheres da vizinhança do Museu. “O Museu das Favelas tem como premissa máxima o trabalho colaborativo com as pessoas que vivenciam o cotidiano das favelas e periferias. A sala expositiva lateral traz uma instalação audiovisual sensorial\, cuja curadoria selecionou imagens de 20 fotógrafos e produtores de conteúdos de diferentes periferias do Brasil. Chamada Visão Periférica\, a obra revela aos visitantes a multiplicidade das experiências nas favelas\, despertando memórias afetivas por meio do cruzamento de linguagens. No final do percurso interno da exposição\, há uma instalação no salão de espelhos do palácio\, com criação sonora do rapper Kayode\, exaltando os diferentes modos de se pensar a beleza. No ambiente externo\, há uma instalação que sintetiza a história do Palácio dos Campos Elíseos\, com pesquisa de História da Disputa e produzido com artes em serigrafia pelo Coletivo XiloCeasa. Nos jardins\, Paulo Nazareth – conhecido por suas andanças ao redor do mundo e seu trabalho que questiona os limites da performance como linguagem artística – traz uma das instalações de seu projeto Corte Seco\, em homenagem à Maria Beatriz Nascimento: uma escultura de alumínio\, de 6 metros de altura\, retratando essa uma mulher negra\, historiadora\, poeta\, intelectual e ativista.
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LOCATION:Museu das Favelas\, 1269 Av. Rio Branco Campos Elíseos\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Frida Kahlo e Banksy no Shopping Eldorado
DESCRIPTION:“A arte deve confortar os perturbados e perturbar os confortáveis”. A frase de Banksy\, lenda viva do universo da arte urbana contemporânea\, dialoga com a de Frida Kahlo\, ícone das artes do século 20\, que dizia: “Não estou doente. Estou partida. Mas me sinto feliz por continuar viva enquanto puder pintar”. O que poderia unir dois artistas de universos distantes e histórias intrigantes\, além da arte? O Shopping Eldorado sedia duas exposições imersivas\, interativas e independentes entre si dos artistas Banksy e Frida Kahlo. De um lado\, o artista de rua britânico\, que se esconde e preserva sua identidade à medida que conta uma história e passa mensagens contundentes de maneira misteriosa e direta. De outro\, a mexicana que fez de si a própria musa e esgarçou as dores e mazelas de uma vida repleta de dramas\, traumas e quebras de paradigmas\, tornando-se um ícone feminista. A exposição The Art of Banksy: Without Limits reúne mais de 150 obras do artista\, entre originais certificados\, gravuras\, fotos\, litografias\, esculturas\, murais e instalações de videomapping\, feitas especificamente para essa edição da mostra imersiva que vem excursionando o mundo todo. Alguns de seus trabalhos foram cuidadosamente reproduzidos especialmente para a exposição a partir de sua técnica de estêncil. Um documentário em vídeo oferece aos visitantes informações sobre a vida e a obra do artista genial\, tudo apresentado em um ambiente único. Muitas das principais obras de Banksy podem ser vistas\, como Gangsta Rat\, Flying Copper\, Kate Moss e as icônicas Flower Thrower e Balloon Girl. As obras estão distribuídas em 14 ambientes\, incluindo uma sala dedicada à Ucrânia\, com suas intervenções mais recentes feitas em uma área bombardeada na guerra contra a Rússia. Já Frida Kahlo: Uma Biografia Imersiva é a maior exposição imersiva já criada em torno da vida e obra da mexicana Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón\, conhecida como Frida Kahlo (1907-1954). Por meio de coleções de fotografias históricas\, filmes originais\, ambientes digitais\, instalações artísticas\, itens de colecionador e música original\, o público é convidado a um mergulho nos momentos mais relevantes da vida da artista mexicana e nos valores e ideais que fazem sua obra reverberar nos tempos atuais ainda com mais força. 
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LOCATION:Shopping Eldorado\, 3970 Av. Rebouças Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:TeamLab no Farol Santander
DESCRIPTION:A instalação imersiva TeamLab: Impermanente Flores Flutuando em um Mar Eterno\, apresentada no Farol Santander\, traz uma série de projeções que envolvem e deslocam o espectador de sua localização real\, levando-o a um contato profundo com o entorno e com suas sensações diante de estímulos diversos\, em que a poesia e a tecnologia são aliadas. O teamLab é um coletivo de arte internacional formado em 2001. Sua prática colaborativa busca navegar a confluência entre arte\, ciência\, tecnologia e natureza. Esse grupo interdisciplinar de especialistas inclui artistas\, programadores\, engenheiros\, animadores CG\, matemáticos e arquitetos e pretende explorar\, por meio da arte\, a relação entre o indivíduo e o mundo\, além de novas formas de percepção. Esses integrantes são de diversas cidades ao redor do mundo\, de diversos países\, a saber: Nova York e Palo Alto (EUA)\, Londres (Inglaterra)\, Pequim (China)\, Hong Kong (território autônomo a Sudeste da China)\, Genebra (Suíça) e Seul (Coreia do Sul). Para entender o mundo em que vivem\, as pessoas o separam em entidades independentes\, distinguindo limites entre elas. O teamLab busca transcender esses limites na nossa percepção do mundo\, estabelecendo como ponto de partida uma visão holística e integrada do homem com o universo à sua volta\, na relação entre o indivíduo e o mundo e na continuidade do tempo. Tudo existe em um contínuo longo e frágil\, porém milagroso e sem fronteiras. As obras do teamLab fazem parte do acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles\, da Galeria de Arte de New South Wales\, em Sydney\, da Galeria de Arte de South Australia\, em Adelaide\, do Museu de Arte Asiática de San Francisco\, do Asia Society Museum\, em Nova York\, da Coleção de Arte Contemporânea Borusan\, em Istambul\, da Galeria Nacional de Victoria\, em Melbourne\, e do museu Amos Rex\, em Helsinque. 
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LOCATION:Farol Santander\, 24 R. João Brícola Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Intersecções" na Casa da Imagem e Solar da Marquesa de Santos
DESCRIPTION:A exposição Intersecções ocupa simultaneamente o Solar da Marquesa de Santos e a Casa da Imagem. Sobre a mostra\, o trio curatorial composto por Adriana Barbosa\, Nabor Jr. e Eleilson Leite escreveu: “Em continuidade ao programa de exposições sistêmicas promovido pelo Museu da Cidade de São Paulo\, Intersecções – Negros(as)\, indígenas e periféricos(as) na cidade de São Paulo avança cronologicamente no espaço e na geografia da capital\, não somente com o objetivo de iluminar os fazeres destes grupos e reforçar sua importância na vibrante cena cultural da cidade\, mas\, principalmente\, na contramão do projeto nacional de apagamento dessas populações e no sentido de reinseri-las enquanto sujeitos protagonistas da historiografia paulistana. Intersecções apresenta um valoroso conjunto de movimentos culturais\, artistas\, processos e encontros\, bem como locais de convivência (e convergência) que\, a partir da década de 1980\, concomitantemente aos fatores de resistência comum à vida dessas maiorias minorizadas\, e atuando na interseccionalidade histórica e socialmente imposta às populações negra\, periférica\, indígena e LGBTQIA+\, forneceram elementos não somente para a celebração coletiva\, como para a possibilidade de uma “vida comum” em uma sociedade onde o racismo\, o sexismo e a homofobia são inseparáveis. Ainda que o conceito de ‘cidadão comum’ possa endossar\, mesmo que inconscientemente\, a ideia de que há pessoas ‘especiais’ ou ‘superiores’\, as iniciativas presentes nesta exposição apresentam-se como possibilidades catárticas que não imputam aos seus participantes e idealizadores o fardo de terem de possuir uma história de superação por serem quem são ou como são. […] ‘A periferia nos une pelo amor\, pela dor e pela cor’\, defende o poeta Sérgio Vaz no Manifesto da Antropofagia Periférica. São periferias unidas por um movimento que vai além das subjetividades\, como ensina Tiaraju Pablo D’andrea. Um povo que é cria\, tem orgulho de pertencer à quebrada e atua politicamente para defender os que nela habitam. Assim ele define o(a) sujeito(a)(e) periférico(a)(e)\, um novo conceito na sociologia. […] As intersecções entre negros\, negras\, indígenas\, periféricos e periféricas habitam o universo simbólico que inspira as artes e a cultura na Metrópole. […] Emicida já deu a letra: ‘arte é ocupar!’ Tudo junto e misturado porque a cultura não é compartimentada\, muito menos hierarquizada. A intersecção saiu da geometria e se fez verbo na periferia. Interseccione-se!”
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LOCATION:Solar da Marquesa de Santos\, 136 R. Roberto Símonsen Centro Histórico de São Paulo\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina" no MIS Experience
DESCRIPTION:Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina é a maior exposição imersiva já realizada no Brasil sobre a Capela Sistina e os afrescos de Michelangelo\, que estão entre as mais famosas obras da história da arte. A reprodução gigante do teto da Capela Sistina\, com estrutura criada exclusivamente para esta exposição\, vai proporcionar ao público uma experiência inédita de imersão no ambiente\, inclusive com a reprodução dos famosos mosaicos no piso. O espaço expositivo conta com recursos de alta tecnologia de animação e sonorização\, promovendo um mergulho dos visitantes nas obras de Michelangelo. Detalhes sobre cada grupo de afrescos criados pelo pintor renascentista italiano compõem a experiência. Com mil metros quadrados divididos em 14 salas expositivas\, a mostra apresenta espaços dedicados à arquitetura\, história e curiosidades da Capela Sistina\, além da sala de imersão com projeções gigantes no teto e nas paredes. Os conteúdos das salas\, elaborados pelo professor e historiador de arte Luiz Marques (que assina a curadoria da exposição)\, trazem informações sobre a construção da Capela\, suas tradições e seu uso pelo Vaticano\, com destaque para uma maquete e uma réplica da chave da igreja. Os visitantes também conferem esculturas\, desenhos\, estudos e projetos do renascentista Michelangelo\, considerado um dos maiores ícones da história da arte do Ocidente. A reprodução em larga escala do ateliê do artista é um dos destaques da exposição\, que apresenta gravuras gigantes das obras\, cartas\, manuscritos e documentos sobre o processo de desenvolvimento dos afrescos. Todos os itens da mostra são homologados pelas instituições italianas que preservam o legado artístico de Michelangelo.
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LOCATION:MIS Experience\, 250 R. Cenno Sbrighi Água Branca\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Carmela Gross no IAC
DESCRIPTION:O primeiro carimbo de Carmela Gross foi um desenho de um murro sobre a mesa\, no IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal\, em Brasília\, no ano de 1968. Em 1978\, Carmela apresentou no Gabinete de Artes Gráficas\, em São Paulo\, outros Carimbos\, um conjunto de 80 trabalhos\, feitos de carimbadas repetidas e organizadas sistematicamente sobre o papel\, distribuídos por todo o espaço da galeria. Esses anos de estudo plástico e conceitual resultaram em um grande arquivo com mais de 300 documentos\, que agora é apresentado no Instituto de Arte Contemporânea – IAC. Carimbos trata do desenho decomposto em linhas\, manchas\, pinceladas e rabiscos. Ao longo do processo de pesquisa da artista\, a repetição sugere uma busca pela síntese do desenho\, pela racionalidade do gesto expressivo. Os materiais apresentados na exposição do IAC compõem uma linguagem plástica experimental e mostram como foi pensada e executada a ideia da artista: começa com um estudo da paisagem por meio de fotos e desdobra-se em vários conjuntos de desenhos\, desde um pequeno pedaço de papel rabiscado até sua finalização. A exposição também traz alguns exemplares da série original\, de 1978. O ato de carimbar\, o desenho esmurrado sobre uma folha de papel\, também diz sobre seu tempo. Realizada durante a ditadura militar no Brasil\, Carimbos remete simbolicamente à operação burocrática do aparato estatal na vida brasileira dos anos 1970. A coleção formada pelos carimbos\, estudos\, materiais gráficos e documentos\, será doada ao IAC e em breve\, estará disponível para pesquisa. Carimbos tem curadoria de Ricardo Resende. Carmela Gross (São Paulo\, 1946) tem realizado trabalhos em grande escala que se inserem no espaço urbano e assinalam um olhar crítico sobre a arquitetura e a história urbana. O eixo comum\, para além da diversidade dos contextos e das propostas elaboradas em cada caso\, é o conceito básico de trabalhar-na-cidade. O conjunto de operações\, que envolvem desde a concepção do trabalho\, passando pelo processo de produção\, até a disposição no lugar de exibição\, enfatiza a relação dialética entre a obra e o espaço\, entre a obra e o público/transeunte. Os trabalhos procuram engendrar novas percepções artísticas que afirmam uma ação e um pensamento críticos e que trazem à tona a carga semântica do lugar\, seja ele um espaço público\, uma instituição ou o momento de uma exposição.
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LOCATION:IAC\, 120 Av. Dr. Arnaldo Pacaembu\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Marc Chagall no CCBB
DESCRIPTION:A exposição Marc Chagall: sonho de amor traz 191 obras do artista franco-russo de origem judaica que marcou o século 20 pelo uso revolucionário das formas e das cores\, criando um universo único em suas pinturas. A mostra também exibe alguns de seus poemas e conta sua trajetória\, pautada pelo amor que devotava à vida e às artes. A mostra conta ainda com obras do pintor que não haviam sido expostas nas itinerâncias anteriores nos CCBBs do Rio de Janeiro\, Brasília e Belo Horizonte. Desta vez\, serão 12 obras dos acervos de diversas instituições brasileiras\, cedidas especialmente para a exposição. Na passagem por São Paulo\, Marc Chagall: sonho de amor oferece ao público performances de dança na obra Air Fountain\, de Daniel Wurtzel\, e a intervenção cênico-musical Bella e o violinista\, entre outras novidades. É previsto ainda um ciclo de debates e uma palestra com a curadora da mostra\, Lola Durán Úcar. É uma oportunidade para o público compreender\, a partir de diversas linguagens artísticas\, a vida de Chagall e seu legado artístico. Assim como o amor\, a poesia de Chagall\, versada em paixão\, espiritualidade e melancolia\, orienta a mostra. Em seus escritos\, o artista afirma a influência dos versos na sua concepção de mundo: “Assim que aprendi a me expressar em russo\, comecei a escrever poesia. De forma tão natural quanto respirar. Que diferença faz se é uma palavra ou um suspiro?”. Nascido em 7 de julho de 1887\, no bairro judaico da cidade de Vitebsk\, na antiga Rússia\, Marc Chagall viveu uma vida quase centenária\, chegando aos 97 anos de idade. Faleceu na França\, em 1985\, após atravessar a Revolução Russa e a 1a e 2a Guerras Mundiais\, assistir à criação e consolidação do Estado de Israel e ser reconhecido como um dos nomes mais importantes da arte moderna\, sobretudo pela criação de uma linguagem artística única.  Na entrada do CCBB SP\, no átrio central do piso térreo\, o “sonho de amor” é anunciado pela instalação contemporânea Air Fountain\, gentilmente cedida pelo artista norte-americano Daniel Wurtzel a pedido da organizadora da mostra\, Cynthia Taboada. Nas salas expositivas\, por sua vez\, o percurso apresenta uma seleção de obras produzidas por Chagall ao longo da carreira\, de onde emergem os temas: origens e tradições russas; o amor e o exílio na representação do mundo sagrado; o lirismo e a poesia\, reencontrados em seu retorno à França; e o amor transcendente\, uma ode ao sentimento de estar apaixonado\, presente na figura dos enamorados que flutuam nas telas ou estão imersos entre ramos de flores.
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SUMMARY:Arcangelo Ianelli no MAM-SP
DESCRIPTION:O Museu de Arte Moderna de São Paulo abre a programação de 2023 com uma exposição que celebra o centenário de Arcangelo Ianelli (1922-2009)\, artista que dedicou sua pesquisa à busca pela essência da cor e da luz. Aberta ao público na Sala Milú Villela\, a exposição  Arcangelo Ianelli 100 anos – o artista essencial tem curadoria de Denise Mattar e reúne um panorama das fases da obra do artista. “Pintar\, para Arcangelo Ianelli\, agora é suscitar o surgimento da cor”\, anuncia o poema de Ferreira Gullar\, na entrada da exposição. A depuração da cor\, algo que o artista assume até chegar em sua fase final\, está presente de diferentes formas em todo o conjunto eleito pela curadoria. Para Denise Mattar\, “Ianelli foi de fato um artista do fazer\, obsessivamente dedicado ao metier\, e intransigente quanto ao lugar da pintura. Tendo feito o percurso habitual da sua geração\, realizou obras acadêmicas\, seguidas por pinturas com acentos cezanianos\, que foram se tornando cada vez mais sintéticas até o mergulho na abstração\, que o encaminhou\, sem volta\, em busca da essência”. O espaço expositivo reproduz uma parte do ateliê do artista\, com materiais usados por ele em vida\, como pincéis\, cavaletes\, pigmentos\, livros referenciais\, entre outros objetos que compunham o seu ambiente de trabalho.  A mostra\, organizada em três núcleos – Diorama das pinturas\, Diorama dos relevos brancos e Diorama das esculturas -\, busca trazer ao visitante um olhar dinâmico\, não cronológico\, a partir das diferentes fases do trabalho de Ianelli. As obras de Diorama das pinturas evidenciam o desenvolvimento pictórico de Ianelli do começo ao fim de sua vida. O núcleo Diorama dos relevos brancos traz a pesquisa escultórica do artista. A partir de 1975\, Ianelli começa a pesquisar relevos e ao longo do processo\, testava uma centena de desenhos antes de chegar a um relevo concreto\, estudando por completo a rotação dos triângulos e círculos\, para\, assim\, descobrir a melhor forma\, e\, finalmente\, chegar nas obras em madeira – maquetes\, desenhos e esculturas. Em Diorama das esculturas\, será possível visualizar as etapas e processos do trabalho do artista até o momento final de execução das esculturas em mármore\, exploradas na fase final de sua vida. A exposição de Ianelli integra uma programação de comemorações do MAM\, com os 75 anos do museu e 30 anos de seu Jardim de Esculturas.
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SUMMARY:Nilda Neves na Central Galeria
DESCRIPTION:Visagens e assombros do sertão é a primeira exposição de Nilda Neves na Central Galeria\, com curadoria de Lisette Lagnado e Rivane Neuenschwander. A exposição reúne mais de vinte pinturas\, em sua maioria inéditas\, de 2010 até hoje. Bisneta da Sia Simplícia\, de origem tupi-guarani\, Nilda Neves cresceu na Fazenda Patos. Primogênita dos cinco filhos de Ana Rita Neves\, passou a infância e a juventude acompanhando os negócios de seu pai Osvaldo\, descrito na figura de um trabalhador implacável\, peão e lavrador forte\, que derrubava boi pelo rabo. Frequentes foram os deslocamentos da família e depois\, com o casamento\,\, provocando novos cálculos de rota. Já casada\, mudou-se para a cidade de Brumado\, conhecida como a Capital do Minério\, próxima de Aracatu e Anajé\, no Estado da Bahia. Com formação em contabilidade\, a artista chegou a São Paulo em 1999. Foi dona de lanchonete em Taipas (subdistrito de Pirituba\, bairro da Zona Noroeste da capital paulista)\, trabalhou como comerciante\, manicure e cabeleireira no salão Dallas\, da Rua Cardeal Arcoverde\, até mudar-se para Camanducaia\, no interior de Minas Gerais\, onde constituiu um ateliê-morada\, com quintal\, horta e uma coleção de arbustos trazidos da Bahia.” Nilda Neves nasceu em Patos\, município de Botuporã (BA)\, em 1961. Atualmente vive e trabalha em Camanducaia (MG). Já realizou as individuais: Sertão em devaneios\, Centro Cultural Santo Amaro (São Paulo\, 2019); Narrativas do sertão\, Face Gabinete de Arte (São Paulo\, 2018); e Meu Sertão\, Galeria Mezanino (São Paulo\, 2015). Entre as exposições coletivas\, destacam-se: Alegria\, uma invenção\, Central Galeria (São Paulo\, 2022); Modernismo desde aqui\, Paço das Artes (São Paulo\, 2022); Tudo o que você me der é seu\, Central Galeria (São Paulo\, 2020); O Sagrado na Arte Moderna Brasileira\, Museu de Arte Sacra (São Paulo\, 2019); além de diversas edições da Bienal Naïfs do Brasil\, do Sesc Piracicaba (2020\, 2018 e 2016). Sua obra está presente nas coleções do MAR (Rio de Janeiro)\, MAC-USP (São Paulo) e Macs (Sorocaba).
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SUMMARY:Shirley Paes Leme no MAM SP
DESCRIPTION:A sala de vidro onde está a instalação Nosso Mundo\, de Shirley Paes Leme\, estabelece uma relação direta com o entorno do Jardim de Esculturas do MAM\, como se fosse um prolongamento do paisagismo de Roberto Burle Marx. De longe\, o assoalho espelhado da obra da artista se assemelha a um espelho d’água\, um oásis\, como se nele houvesse um líquido. Mas ao caminhar sobre as placas reflexivas\, o piso ganha consistência. Os visitantes podem ver de fora ou ficar imersos no interior da instalação\, como se o ritmo intenso da cidade estivesse suspenso por alguns instantes\, formando um lugar de desaceleração e de contemplação. O chão espelhado em plena marquise do Parque Ibirapuera multiplica o espaço e o corpo de quem caminha sobre ele. Enquanto observamos a obra\, o espelho nos reflete. Um duplo invertido do painel da grande parede ao fundo da sala aparece na superfície espelhada. Shirley Paes Leme elaborou uma composição a partir da paisagem da cidade\, com filtros de ar-condicionado de carros já utilizados e manchados pela poluição. O material utilizado nos revela a qualidade do ar que respiramos. É como se cada filtro que representa prédios ou partes do céu tornasse visível a densa atmosfera que nos circunda\, tomada por fuligem e substâncias nocivas à saúde. A artista constrói uma espécie de linha do horizonte a partir do ar denso e da fumaça fixada nos filtros. São essas partículas que encobrem a nossa visão e podem ofuscar nossos sentidos. Além de apontar para questões ambientais cada vez mais urgentes\, Shirley Paes Leme reflete e dá visibilidade para a situação paradoxal de estarmos numa espécie de oásis poluído.
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SUMMARY:"Diálogos com cor e luz" no MAM
DESCRIPTION:Com curadoria de Cauê Alves e Fábio Magalhães\, Diálogos com cor e luz é uma exposição voltada para a difusão da coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo\, que apresenta exclusivamente trabalhos desse acervo. Aqui\, é reunido um pequeno recorte de obras com ênfase nas relações entre a cor e a luz na arte brasileira da segunda metade do século 20. Foram agrupadas no espaço\, várias gerações de artistas\, sem privilegiar tendências nem estabelecer uma ordem cronológica. Misturamos tempos e linguagens\, para incentivar o olhar à percepção de semelhanças e diferenças entre as várias poéticas visuais nos diversos tratamentos da luz e da cor. A museografia distribuiu no espaço os painéis radiais\, numa referência ao disco de cores – ou seja\, ao experimento óptico de Isaac Newton (1643-1727)\, publicado em 1707 em seu livro Opticks. Nele\, o físico inglês demonstra\, por meio de um disco de sete cores\, sua teoria de que a luz branca do Sol é formada pelos matizes do arco-íris. Ao girarmos o disco com velocidade\, as cores se sobrepõem em nossa retina e nos fazem enxergar o branco. A seleção de obras\, ao enfatizar os diálogos com a cor e a luz em diversos suportes\, chama atenção para a luz como elemento fundante da percepção. Trabalhar com a luz significa que temos de lidar também com a sombra\, a escuridão ou a ausência de luz. E nos interessa justamente o primeiro contato que temos com a cor\, anterior às teorizações e aos sentidos que acrescentamos a ela. A cor é indissociável daquilo que ela expressa. Ela mesma já é expressão\, não apenas a tradução de uma ideia ou sentido preconcebido. Fundamental é nos livrarmos dos sentidos já instituídos e sedimentados no campo da cultura\, de conceitos anteriores ao vivido\, para aí podermos ter a experiência com a duração da cor. Em vez de pensarmos a cor e a luz como elementos idealizados\, o contato direto com a arte nos ajuda a restituir o vínculo originário com o mundo. Os diálogos entre luz e cor na arte nos mostram que o mundo pode ser surpreendente e nossa relação com ele\, inesgotável.
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LOCATION:MAM SP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, s/n° - Parque Ibirapuera\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:Haegue Yang na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A Pinacoteca de São Paulo inaugura seu novo edifício\, a Pinacoteca Contemporânea\, com a primeira grande mostra da artista sul-coreana Haegue Yang (1971) na América Latina. Destaque no cenário internacional de arte contemporânea\, Yang está na Galeria Praça com a exposição Quase Coloquial. Com curadoria de Jochen Volz\, diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo\, a mostra consiste em cinco grupos de trabalhos distintos\, em suportes diversos\, com base em larga pesquisa conceitual da artista reconhecida pela prática que passa por esculturas\, instalações\, obras em papel\, fotografia\, vídeo e escrita. Haegue Yang combina e faz referência a elementos diversos\, especialmente objetos fabricados industrialmente com itens cotidianos. De varais de roupas a sinos\, venezianas a luzes\, colagens a textos\, a artista\, em uma linguagem própria\, busca libertar os objetos de sua rigidez e limitação. Desde o início da sua carreira\, em meados dos anos 90\, trabalha trazendo peças do espaço privado e doméstico para a esfera pública\, não motivada pelo ato de deslocamento\, mas interessada sobretudo no efeito estético. O termo “quase”\, no título da exposição\, Quase Coloquial\, poderia ser interpretado como algo que é parecido com o original\, ainda que não seja igual. Inserido no título de diversos trabalhos da artista\, o termo “quase” tem o poder de se opor a uma confiança absoluta ou dependência em categorizações como original\, central\, importante ou dominante. Ainda que o termo “coloquial” tenha uma definição aparentemente conhecida\, ele pode adquirir um significado diferente dependendo do contexto. A artista se entende como alguém operando como parte de uma diáspora\, em um processo contínuo. Para ela\, a mostra é uma oportunidade para aprender mais sobre o espaço expositivo\, e para reconhecer de forma sincera e potente o seu lugar de fora. Ela pode nunca falar um idioma de uma maneira coloquial\, mas a noção de coloquial adquiriu um novo sentido em sua vida artística\, em sua incansável investigação sobre um entendimento coletivo sobre forma\, funcionalidade e racionalidade. A exposição reúne peças de destaque\, como as cinco esculturas geométricasfeitas de venezianas\, um material recorrente na produção de Yang desde 2006. As obras na Pinacoteca são intituladas Stacked Corners [Cantos Empilhados]\, e fazem referência à obra Espaços Virtuais: Cantos\, do artista brasileiro Cildo Meireles (1948). As esculturas expostas na Galeria Praça são suspensas\, sendo três motorizadas\, que giram em cima do espectador\, e duas estáticas. A noção de movimento tem sido um dos interesses centrais no trabalho de Yang\, seja um movimento real ou potencial; seja sugerindo uma dimensão política ou social.
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SUMMARY:Chico da Silva na Pinacoteca de São Paulo
DESCRIPTION:Chico da Silva e o ateliê do Pirambu é a primeira grande mostra panorâmica do artista Chico da Silva apresentada pela Pinacoteca de São Paulo. A exposição ocupa a principal galeria expositiva da Pinacoteca Luz e convida o público a conhecer o legado do artista que foi um dos responsáveis por transformar o cenário artístico cearense a partir da década de 1940\, com suas composições fabulares repletas de monstros mitológicos\, animais fantásticos e outros personagens. A exposição é a mais abrangente já realizada por uma instituição sobre o artista\, reunindo um conjunto de importantes obras da trajetória de Chico da Silva\, como Caboclo peruano\, parte do singular grupo de desenhos realizados entre 1943 e 1944\, emprestados da coleção da Pinacoteca do Ceará. Chico da Silva e o ateliê do Pirambu percorre o legado de um dos primeiros artistas brasileiros de origem indígena a alcançar destaque no cenário nacional e no exterior. Por volta de 1963\, Chico passa a trabalhar com auxílio de ajudantes\, inicialmente crianças e adolescentes do seu bairro — na periferia de Fortaleza. Enquanto ensinava suas técnicas para esses jovens\, o artista incorporava sugestões e métodos trazidos por eles. No ateliê do Pirambu\, surge uma produção em grande escala feita em parceria e coordenada pelo mestre. Os painéis exibidos na segunda sala da exposição na Pina representam o auge da manufatura realizada pela escola. Na mostra da Pinacoteca\, foi optado não só assumir a importância do ateliê\, mas também dar visibilidade aos artistas que o integraram\, com a exposição de obras de ao menos cinco nomes: Babá (Sebastião Lima da Silva)\, Chica da Silva (Francisca Silva)\, Claudionor (José Claudio Nogueira)\, Garcia (José dos Santos Gomes) e Ivan (Ivan José de Assis). Chico da Silva (região do Alto Tejo\, Acre\, 1910 ou 1922/23 – Fortaleza\, Ceará\, 1985) foi um dos principais artistas sem treino artístico do Brasil na segunda metade do século XX. Seus trabalhos consistem em composições figurativas fabulares que apresentam seres mitológicos\, animais fantásticos e personagens preenchidos por pontilhismo e fundos amplamente trabalhados. Além da fundação do Ateliê do Pirambu\, Da Silva participou de importantes mostras\, como a Bienal de São Paulo em 1967\, e teve três trabalhos agraciados com menção honrosa na Bienal de Veneza\, em 1966. Ao longo dos anos\, a oficina criada por Chico foi tratada de forma dúbia pelo próprio artista. Apenas em 1977\, em um evento realizado no Salão de Abril\, Chico assumiu a existência do grupo. Sob coordenação do pintor\, os cinco artistas realizaram em conjunto um grande painel\, ação representada na exposição da Pina por meio de fotos e um vídeo super-8.
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SUMMARY:“Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” na Pina Contemporânea
DESCRIPTION:A mostra “Chão da praça: obras do acervo da Pinacoteca” inaugura a sala expositiva da Pinacoteca Contemporânea\, a Grande Galeria. Com coordenação curatorial de Ana Maria Maia\, curadora chefe da Pinacoteca\, e Yuri Quevedo\, a mostra reúne cerca de 60 trabalhos do acervo de arte contemporânea\, em montagem pautada pelo desejo de falar sobre territórios\, encontros e narrativas de atravessamento. Desenhos\, pinturas\, fotografias\, vídeos e performances compõem a narrativa que é orientada por três grandes ideias: a de travessias\, vizinhanças e transcendências. \n\n\n\nA ideia de travessia e seu espectro é contemplada nas obras Irruptivo Series (Série irrompimento) (2010)\, de Regina Silveira (Porto Alegre – RS\, 1939)\, e Galinha d´Angola (2017)\, de Paulo Nazareth (Governador Valadares — MG\, 1977) e na performance Modificação e apropriação de uma identidade autônoma (1980)\, de Gretta Sarfaty (Atenas – Grécia\, 1954). Já a ideia de vizinhança ganha força pela localização do edifício Pinacoteca Contemporânea\, que amplia o perímetro urbano com o qual o museu dialoga diretamente. Além disso\, situações de encontro e afeto dão a tônica de uma longa parede\, ocupada em uma montagem de obras de Lúcia Laguna (Campos de Goytacazes — RJ\, 1941)\, Bené Fonteles (Bragança – PA\, 1953)\, Matheus Rocha Pitta (Tiradentes – MG\, 1982)\, Yuli Yamagata (São Paulo – SP\, 1989)\, entre outros. Por fim a ideia de transcendências é apresentada com Parede da memória (1994-2005)\, de Rosana Paulino (São Paulo — SP\, 1967)\, que elabora uma identidade coletiva entremeando exercícios de lembrar e imaginar. Além de obras como Quebranto (2021)\, de Jonas Van (Fortaleza – CE\, 1989) e Juno B. (Fortaleza – CE\, 1982)\, e Yiki Mahsã Pâti [Mundo dos espíritos da floresta] (2020)\, de Daiara Tukano (São Paulo – SP\, 1982).
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SUMMARY:Atsunobu Katagiri na Japan House
DESCRIPTION:A exposição gratuita Essência: Jardim Interior convida o público a vivenciar uma forma de coexistência entre o homem e a natureza\, por meio da instalação botânica do artista japonês Atsunobu Katagiri ressaltando o respeito e a importância dessa conexão. Enquanto a flora brasileira é vasta\, exuberante e até agressiva em sua magnitude e diversidade\, a delicadeza é uma das principais características encontradas nas plantas e flores que compõem a flora japonesa. É a partir dessas diferenças e contradições que o artista e mestre em Ikebana Atsunobu Katagiri cria uma instalação botânica inédita que ocupa o térreo da Japan House São Paulo. Essência: Jardim Interior – Atsunobu Katagiri é um convite a um momento de contemplação na agitada Avenida Paulista\, dando a oportunidade para que os visitantes possam refletir sobre a presença essencial da natureza em todos os âmbitos da vida. Conhecido por sua abordagem contemporânea no uso de plantas e flores\, Katagiri combina em seu trabalho aspectos criativos tradicionais e questões atuais. Em seu projeto Sacrifício\, resultado de sua experiência como artista convidado para o Hama-dori\, Naka-dori & Aizu Tri-Regional Culture Collaboration Project (2013)\, da Agência de Assuntos Culturais do Governo Japonês\, o artista instalou-se na cidade de Minamisoma\, em Fukushima\, região afetada pelo grande terremoto de 2011. Lá\, Katagiri foi arrebatado por emoções conflituosas\, pois ao mesmo tempo que observava a destruição recente\, notava a natureza retomando seu crescimento\, reencontrando uma espécie de flor nativa que havia desaparecido devido à ação humana. Nesse ambiente\, coletou e criou arranjos florais exuberantes colocando as ruínas como cenário\, como se tentasse representar esta regeneração. Na Japan House São Paulo\, sua instalação ocupa o andar térreo da instituição\, cuja parede de vidro será coberta por imagens de flores de várias origens\, que foram selecionadas\, escaneadas e ampliadas pelo próprio artista\, criando um clima mais intimista e acolhedor no espaço. Os visitantes encontrarão um ambiente com diversas plantas\, flores e substratos\, como musgo\, por exemplo\, vegetação que requer pouca manutenção. No Japão\, eles possuem grande importância\, sendo elementos essenciais nas florestas e jardins\, representando conceitos como beleza\, simplicidade e sofisticação\, além da estética do wabi-sabi (transitoriedade e imperfeição).
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LOCATION:Japan House São Paulo\, Avenida Paulista\, 52\, São Paulo\, São Paulo\, 01310900\, Brasil
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SUMMARY:Lenora de Barros na Gomide&Co
DESCRIPTION:Não vejo a hora\, individual de Lenora de Barros\, inaugura nova sede da Gomide&Co\, galeria que passa a integrar o corredor cultural da Avenida Paulista\, com um espaço de 600 metros quadrados no térreo do Edifício Rosa. Ao mesmo tempo em que inaugura o espaço expositivo\, a expansão da Gomide&Co se faz também com a chegada de Fabio Frayha\, ex-diretor do MASP\, administrador especializado no universo das artes visuais\, que passa a atuar como sócio da galeria ao lado do sócio fundador Thiago Gomide. Crítica de arte\, curadora e pesquisadora com mais de 15 anos de trajetória na arte contemporânea\, Luisa Duarte se une ao time como diretora artística. Não vejo a hora reúne doze trabalhos\, em sua maioria inéditos\, que têm como denominador comum uma elaboração sobre o tempo. Desde fotografias\, vídeo\, instalação sonora até uma mesa de ping-pong transfigurada\, a artista joga e convida a jogar também com as relações entre linguagem\, temporalidade e corpo. Ultrapassando os limites expositivos da galeria\, quem chega à exposição já é recebido no lado de fora pela obra Não vejo a hora (2023)\, que enuncia e anuncia o título da mostra através de um letreiro em movimento. Ao se apropriar de uma expressão usada no discurso coloquial brasileiro como uma espécie de ready-made\, Lenora provoca a noção de tempo e como nos relacionamos com ele. A linguagem em sua dimensão visual também é explorada em outros trabalhos\, como em ORA ERA (2008)\, no qual a artista faz o uso de palavras e cores\, jogando com seus significados e usos. Ao abordar questões temporais e linguísticas\, Lenora se desfaz da utilidade de aparelhos para medir o tempo. Entre as obras expostas\, quatro têm ponteiros de relógios em sua composição. Na vídeo-performance Que horas são? (2023)\, projetada no teto da galeria\, uma chuva de ponteiros se precipita sobre uma peneira enquanto escutam-se\, ao fundo\, as respostas de Hélio Oiticica em diálogo com Haroldo de Campos. Em Nebulosas (2009/2023) \, trabalho que traz uma série de três fotografias\, nuvens de ponteiros se tornam uma espécie de poeira cósmica gravitando no breu. Já em Previsão (2023)\, um par de fotografias mostra linhas das palmas de duas mãos formando uma cartografia sobre a qual pousam os ponteiros. O título remete tanto à ideia de previsibilidade própria aos relógios\, quanto à crença de que o destino humano estaria previsto na parte interior das mãos. Os trabalhos reunidos em Não vejo a hora visitam um território candente da atualidade\, aquele da tortuosa relação do ser humano com o tempo. Lenora de Barros sabe que diante das formas convencionais de medir o tempo\, o tempo sempre tira mais das pessoas do que o contrário. Para pregar uma peça no tempo\, a artista subverte tais convenções e para isso coloca em cena o seu repertório poético que faz uso das estratégias do verbivocovisual aliando rigor e humor\, sugerindo outras possibilidades de relação com o tempo\, que constitui o tecido da vida humana.
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SUMMARY:Eduardo Ver na Galeria Estação
DESCRIPTION:A Geometria e o Sagrado é o nome da exposição que marca a entrada do artista plástico Eduardo Ver no hall de artistas representados pela Galeria Estação. Com 16 xilogravuras\, a individual apresenta a colecionadores e público obras únicas do artista\, sem edição. Um trabalho meticuloso que Ver desenvolve há mais de duas décadas sob a inspiração de simbolismos religiosos\, principalmente da Umbanda\, que são rascunhados em papel e depois entalhados em madeira\, obra que despertou o interesse da galerista Vilma Eid. Ela recorda que graças à insistência de Bené Fonteles\, autor do texto do catálogo da exposição\, e do artista Sérgio Lucena – que Vilma chama de “padrinhos” de Ver –\, passou a prestar atenção à obra do xilogravurista. “Eu conheci seu trabalho ao vivo\, pela primeira vez\, em uma mostra coletiva no Paço das Artes\, em São Paulo\, Modernismo desde aqui\, com curadoria de Claudinei Roberto. A força do trabalho me pegou. Uma obra corajosa\, de grandes dimensões. Símbolos que logo me fizeram lembrar do querido Samico\, mas com uma linguagem muito própria desenvolvida por Ver”\, afirma a galerista. No texto que escreveu para o catálogo da mostra\, Os extraordinários terreiros imaginários de Ver\, Fonteles avalia: “Raros criadores dedicados à gravura no Brasil trabalham com tanta lealdade a uma iconografia mitopoética como Eduardo Ver\, há duas décadas\, com árduo afinco e rara artesania”. Para o artista visual\, escritor e curador\, uma gravura de Ver contém universos paralelos\, múltiplos\, e com uma força que não é só expressiva pela estética mas também pela energia que emana de cada campo vibracional que compõe e recompõe mundos. Ainda de acordo com Fonteles\, a força gráfica da obra de Ver não provém apenas do solo sagrado que pisa. “Ele nos envolve com narrativas de sua vasta cosmovisão desses terreiros imaginários\, revela e vela mundos ainda tão desconhecidos nos quais entidades da Umbanda trafegam e incorporam a alma da terra brasileira”\, afirma. “Com sua técnica esmerada\, de raro apuro no modo de desenhar e gravar a madeira\, imprimir e revelar o além dos mundos\, ele nos leva a contemplar e completar sua obra não só com um olhar meramente estético\, pois precisamos nos deixar levar pela intensidade e energia transcendente que dela vibra e emana”\, pontua.
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SUMMARY:Marília Kranz na Galatea
DESCRIPTION:A individual Marília Kranz: relevos e pinturas traz um panorama retrospectivo da obra da artista. Nascida no Rio de Janeiro\, Marília Kranz (1937-2017) foi pintora\, desenhista e escultora\, e passou a ter seu espólio oficialmente representado pela galeria paulista a partir do ano passado. A mostra apresenta cerca de 30 obras\, entre esculturas e pinturas\, que cobrem a trajetória percorrida pela artista desde os anos 1960\, fase inicial de sua produção\, até os anos 2000. Quem assina o projeto expográfico da mostra é Marieta Ferber\, designer e diretora de arte. A escolha do nome de Marília Kranz surgiu através de uma pesquisa de Conrado Mesquita\, um dos sócios da galeria\, que estabeleceu contato com as filhas da artista. Pioneira na luta pelo feminismo\, Marília Kranz dedicou-se\, nos primeiros anos de sua carreira\, ao desenho e ao estudo da pintura. Em dado momento\, começou a explorar o campo da abstração geométrica\, produzindo relevos em gesso\, papelão e madeira\, que integraram a sua primeira exposição individual\, em 1968\, na Galeria Oca\, no Rio de Janeiro. Em 1969\, ao retornar de viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos\, passou a produzir os relevos a partir da técnica de moldagem a vácuo (vacuum forming)\, usando plástico\, fibra de vidro\, resina e esmaltes industriais; além de esculturas em acrílico cortado e polido\, chamadas de Contraformas. A técnica foi inovadora\, pois na época era pouco difundida no Brasil até mesmo no setor industrial. Além disso\, o conteúdo dos trabalhos era carregado de forte caráter experimental. Segundo o crítico de arte Frederico Morais\, a formas abstratas e geométricas exploradas nestas obras – e na produção de Marília Kranz como um todo – se aproximariam mais de artistas internacionais como Ben Nicholson (Inglaterra)\, Auguste Herbin (França) e Alberto Magnelli (Itália) do que das vertentes construtivistas de destaque no Brasil\, como o Concretismo e o Neoconcretismo. A partir de 1974\, a artista retomou o trabalho com pinturas sobre tela\, mas desta vez o foco era outro: imagens de paisagem carregadas de certa volúpia. A artista passou a trazer para o centro da tela elementos constituintes das suas paisagens preferidas no Rio de Janeiro. Comparada a artistas como Giorgio de Chirico e Tarsila do Amaral\, os seus cenários e figuras geometrizadas e oníricas\, beirando a abstração\, evocam solenidade e erotismo. Os tons pastel\, por sua vez\, tornaram-se a sua marca. “A cor cede diante da intensidade luminosa”\, diz Frederico Morais. Ao observarmos as flores e as frutas que protagonizam com grande sensualidade várias de suas pinturas\, pensamos também em Georgia O’Keeffe\, considerada por Marília Kranz sua “irmã de alma”. Na exposição\, é possível acompanhar a passagem\, dentro do percurso da artista\, de uma geometria abstrata e formalista dos relevos do fim da década de 1960 para a pintura de paisagem – figurativa\, mas com intrusões da geometria – que começa a desenvolver em meados da década de 1970 e que explora até o fim de sua produção. Marília passa de uma estética de certa forma “fria\, formalista ou racional” para algo mais “quente\, fluido\, afetivo”\, inspirada também por sua paixão pela paisagem do Rio de Janeiro e pela pauta da liberação sexual feminina. Marília Kranz foi selecionada pela Galatea como a primeira mulher de muitas que estão nos planos de representação da galeria.
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SUMMARY:Imagine Picasso no Morumbi Shopping
DESCRIPTION:Os criadores de Imagine Picasso\, Annabelle Mauger e Julien Baron\, colaboraram estreitamente com a historiadora de arte Androula Michael\, uma grande especialista nas obras e na carreira de Picasso\, e a exibição digital foi licenciada diretamente pelo espólio do artista. Por essa razão\, Imagine Picasso é uma exposição de arte abrangente e rigorosa\, bem como uma plataforma pedagógica para divulgar a história do pintor espanhol a grandes audiências\, levando o visitante a uma celebração multissensorial da obra e das múltiplas influências de Picasso\, desde as imagens evocativas de seus períodos Azul e Rosa até suas incursões no cubismo e na produção prolífica\, diversificada e única de seus anos maduros\, uma viagem possível graças à tecnologia de ponta da Image Totale©. O próprio Picasso teria ficado intrigado com esse novo tipo de visão e forma de mostrar suas obras. Como disse seu biógrafo Pierre Cabanne\, Picasso autorizou a projeção audiovisual de suas pinturas em 1971\, em Les Halles Baltard\, “Uma mostra notável em que as obras de Picasso foram exibidas uma após a outra em 10 telas em semicírculo para o público. As crianças ficaram encantadas e mostraram sua alegria neste caleidoscópio selvagem e bizarro… A técnica utilizada em Halles permite ver de relance os aspectos antagônicos e complementares de um mesmo objeto; é simplesmente o processo do cubismo em movimento (…) O estilo fragmentado de Picasso assumiu dimensões épicas nas telas de Les Halles” (Pierre Cabanne\, Le siècle de Picasso). Figuram na mostra mais de 200 obras-primas das mais reconhecidas do artista espanhol\, juntas pela primeira vez. Hoje\, se fosse presencial\, essa exposição simplesmente não poderia acontecer\, pois os preços exorbitantes que as obras atingiram impactariam diretamente nos custos de seguro e transporte. As pinturas projetadas em Imagine Picasso são provenientes de coleções de museus de prestígio\, como o Musée National Picasso (Paris)\, o Museo Picasso (Barcelona)\, o MoMa (Nova York)\, o Pushkin Museum (Moscou) e também de coleções particulares. Uma seleção impressionante impossível de reunir fisicamente no mesmo lugar ao mesmo tempo. Picasso é o único artista moderno cujas obras são classificadas como tesouros nacionais e proibidas de circular e de ser emprestadas\, como por exemplo Les Demoiselles d’Avignon (1907) e Guernica (1937). Essas obras são consideradas obras-primas semelhantes à Mona Lisa\, de Leonardo Da Vinci.
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LOCATION:Morumbi Shopping\, Avenida Roque Petroni Júnior\, 1089\, São Paulo\, São Paulo\, 04707000\, Brasil
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SUMMARY:"Arte cinética" e Almandrade na Raquel Arnaud
DESCRIPTION:Duas exposições simultâneas ocupam a Galeria Raquel Arnaud até o início de maio. Arte cinética: passado e presente e Almandrade hoje: O enigma do traço e da forma\, da letra e da palavra. A galeria paulistana foi pioneira ao trazer a arte cinética para o Brasil\, nos anos 1980\, apresentando grandes nomes do movimento\, como os venezuelanos Carlos Cruz-Díez e Jesús Rafael Soto\, que completariam 100 anos em 2023. Desde então\, a arte cinética se fez presente no acervo de Raquel Arnaud\, trabalhando com esses e outros artistas cinéticos. Arte cinética: passado e presente reúne\, no piso térreo do espaço\, trabalhos de nove artistas de diferentes gerações. Ao lado dos centenários Cruz-Díez e Rafael Soto\, estão novos representantes do movimento cinético\, como o argentino Felipe Pantone\, que faz sua estreia na galeria. Também participam da coletiva Wolfram Ullrich (Alemanha\, 1961)\, François Morellet (França\, 1926 – 2016)\, Elias Crespin (Venezuela\, 1965)\, Luis Tomasello (Argentina\, 1915 – França\, 2014) e também o brasileiro Sérvulo Esmeraldo (Crato\, CE\, 1929 – Fortaleza\, CE\, 2017). A curadoria da exposição é da própria Raquel Arnaud. As obras datam do início dos anos 1970\, como E7124\, da série Excitables\, de Esmeraldo\, que é ativada com eletricidade estática\, até a escultura Subtractive Variability Dimensional\, de Pantone\, de 2023. Entre os destaques está o trabalho Mural cromoplástico Brasil\, de 2012\, de Tomasello\, que tem a cultura brasileira como inspiração e foi feito especialmente para a galeria. Já a exposição Almandrade hoje: O enigma do traço e da forma\, da letra e da palavra celebra os 50 anos de carreira do artista baiano Almandrade (Antonio Luiz Moraes de Andrade). Artista visual\, poeta\, arquiteto e mestre em desenho urbano\, o artista nasceu em 1953\, na cidade de São Felipe\, e vive e trabalha em Salvador. Expoente da arte conceitual e da tendência construtiva fora do eixo Rio – São Paulo\, Almandrade e sua obra sempre percorreram os limites entre as artes visuais e a poesia\, se diferenciando da arte produzida na Bahia. Transitando de modo fluido entre a bi e a tridimensionalidade\, entre a imagem e a palavra\, é um escultor que trabalha com a cor e o espaço e um pintor que medita sobre a forma\, o traço e a cor no plano da tela. Sua primeira mostra na galeria traz obras de diferentes épocas e suportes\, em pequeno e médio formatos\, entre poemas visuais da década de 1970 até esculturas e pinturas mais recentes\, seguindo uma linha estética e uma linguagem em que as diferenças não são contraditórias\, são a representação da individualidade de cada trabalho\, de acordo com o artista.
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LOCATION:Galeria Raquel Arnaud\, 125 R. Fidalga Vila Madalena\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Mano Penalva na Simões de Assis
DESCRIPTION:Cumeeira é a mostra individual de Mano Penalva com texto crítico de Marcelo Campos. Nela\, Penalva reúne trabalhos recentes que investigam elementos da casa\, tanto da arquitetura quanto de seus ornamentos mais transitórios. O desuso de certas manufaturas tradicionais e a industrialização levaram à escassez de materialidades consideradas populares\, artesanais\, como as palhinhas dos assentos de cadeiras e bancos\, os braços curvos de cadeiras de balanço\, as cortinas de bolinhas de madeira\, entre outros materiais que podem ser encontrados em estado precário ou que já se tornaram raridades. O termo “cumeeira” define o interesse de Penalva pela casa em seu estado transitório entre espaço privado e público\, já que designa a parte mais alta dos telhados\, mas também remonta às as “festas de cumeeira”: rituais de inauguração das casas que até hoje são realizados. Para além dos interesses pelos gestos populares\, pelas manufaturas em desuso e pelos ornamentos da casa\, a mostra apresenta um uso elaborado\, quase literário\, de metáforas visuais. A poética de Penalva articula afetos e memórias ao trazer lembranças ora da casa de uma avó\, ora de referências da história da arte brasileira\, apresentando um conjunto de trabalhos que convidam a dançar pela casa. Mano Penalva (Salvador\, 1987) transita por diversas linguagens\, tais como instalações\, esculturas\, pinturas\, vídeos e fotografias. Artista visual\, formado em Comunicação Social (2008) pela PUC/RJ\, frequentou cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Seu ateliê é em São Paulo\, cidade que também abriga o Massapê Projetos\, plataforma gerida por artistas que possibilita o pensamento e produção de arte\, do qual é idealizador. Penalva busca investigar a formação da cultura brasileira e suas manifestações variadas. Um dos procedimentos utilizados em seu trabalho é o deslocamento preciso e incomum de fragmentos e objetos do cotidiano\, muitas vezes reutilizados e apropriados\, refletindo o interesse do artista pela antropologia e cultura material. 
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LOCATION:Simões de Assis Galeria de Arte\, Rua Sarandi\, 113 A\, Jardins\, São Paulo\, 01414010\, Brasil
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SUMMARY:Paulo Pasta na Millan
DESCRIPTION:“Pintura nasce de pintura”\, diz Paulo Pasta sobre a nova série de trabalhos que desenvolveu de maneira sistemática nos últimos dois anos e que apresenta ao público na exposição Pintura de Bolso\, que inaugura a nova sala expositiva da Millan. A mostra exibe 90 telas\, medindo 10 por 15 centímetros\, nas quais Pasta revisita questões caras a sua produção nas últimas quatro décadas\, abrindo novas possibilidades de experimentação a partir desse processo de síntese e pesquisa. Como diz o escritor e crítico literário Davi Arrigucci Jr. em texto publicado no livro homônimo que acompanha a exposição\, a busca de todo artista é que “o ilimitado caiba no mínimo”. As pinturinhas que Pasta vem realizando têm exatamente essa capacidade de condensação entre a desmesura e a concisão. A nova exposição coincide com um marco importante na trajetória de Pasta: foi há exatos 50 anos que ele iniciou – na prática – a sua relação com a pintura\, aos treze anos de idade. “Desde criança sempre quis ser pintor e prometi para mim mesmo que seguiria esse caminho. E o que fiz desde então foi cumprir essa promessa. O adulto que me tornei presta contas a esse menino que fui\, exatamente como acontece com um dos personagens de (Jean-Paul) Sartre no livro Idade da Razão.” Em 2024\, completam-se 40 anos da sua primeira mostra individual. Trabalhando em paralelo às pinturas de grandes dimensões\, que mostrou recentemente em Londres e Nova York – respectivamente em junho e novembro do ano passado – e que algumas vezes chegam a consumir três meses de trabalho\, Pasta encontrou no espaço reduzido uma forma de revisitar as principais questões de seu trabalho em pouco tempo e em quantidade. “Tenho uma certa obsessão em me mapear”\, confessa. Em Pintura de Bolso\, o artista ampliou meios e repertórios\, encontrou novas formas de organização espacial e cromática\, ousou deixar pedaços da tela em branco\, adotou em diversos momentos uma pincelada mais fluída e contrastes de cores um tanto inusuais. A adesão ao pequeno formato tem uma forte dose de acaso. “Vi as telinhas\, achei bonitas e comprei”\, conta. “Percebi que poderia resolver as questões muito rapidamente\, adotando caminhos diferentes”\, complementa. “Você nunca faz duas pinturas iguais”\, diz o pintor\, parafraseando Heráclito\, e sublinhando que há sempre uma diferença mínima que aparece no aparentemente igual\, testemunhando assim o valor do tempo. A montagem da exposição evidencia a força individual desses trabalhos ao mostrá-los isoladamente ou em pequenos agrupamentos\, como manchas de cor distribuídas no ambiente da galeria\, evocando conversas ou notações musicais.
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LOCATION:Millan\, 1360/1430 R. Fradique Coutinho Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Museum" no Instituto Artium de Cultura
DESCRIPTION:A primeira edição da Artium Anual\, Museum\, traz a participação de 24 artistas contemporâneos que trabalham e residem no Brasil: Adriano Amaral\, Ana Mazzei\, Darks Miranda\, Estela Sokol e muitos outros. O projeto curatorial foi motivado pela ideia de reinterpretar os espaços expositivos do Palacete Stahl de acordo com aquilo que foi sua concepção e função original: uma residência privada. A partir desse dado\, a ocupação desses espaços objetiva sugerir o universo doméstico\, tendo estabelecido uma expografia que faz uso de objetos utilitários\, ou seja\, mobiliário\, recriando assim modelos de espaços habitados. Mas não só qualquer universo doméstico: as instalações remetem a usos e costumes\, móveis e objetos mais comumente encontrados na camada social chamada classe média\, que abarca realidades muito distintas e um escopo amplo de poder aquisitivo. Dessa forma\, assim como a escala e estilo arquitetônicos aqui presentes inevitavelmente expõem a sua condição palacial\, a presente ocupação sugere um desarranjo em relação a essa condição. Os pontos de atrito que possam surgir por meio desse desarranjo são tratados por sua vez como janelas\, por onde se abrem oportunidades que possibilitam representar o que é mundo “lá fora”\, e o que quer que seja que isso possa implicar ou acarretar. Em contrapartida\, materializa-se aqui\, através da justaposição do que é utilitário com o não utilitário\, a tentativa de localizar e definir o espaço onde habita a arte num contexto socioeconômico que classifica atividades e materialidades como funcionais ou não funcionais. A proximidade ou distância que possam existir entre esses polos determinam o espaço no qual a atividade artística é exercida: esse espaço é permanentemente expandido ou reduzido\, seja pelas pressões internas que reivindicam o reconhecimento daquilo que não tem função utilitária\, seja por pressões externas que rejeitam reconhecer a função daquilo que aparentemente não tem uma função propriamente dita. A produção artística é sempre parte intrínseca do contexto histórico em que é exercida\, em arranjo ou desarranjo com a ordem estabelecida do seu tempo.
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SUMMARY:Alexandre Frangioni na Babel
DESCRIPTION:A exposição Cópia Fiel\, individual de Alexandre Frangioni\, com curadoria de Rejane Cintrão\, traz a reflexão do artista sobre as implicações da globalização na sociedade atual\, as relações antagônicas entre questões também contemporâneas como qualidade e custo\, sustentabilidade e produtividade\, pobreza e riqueza\, autenticidade e cópia. “Ele toma slogans de marketing que vemos todos os dias\, mesmo que estejam implícitos das mais diversas maneiras\, e dá um outro contexto para eles”\, diz a curadora\, que escreve em seu texto de apresentação: “Alexandre Frangioni vem desenvolvendo\, desde 2018\, uma ampla pesquisa que propõe uma reflexão sobre as implicações da globalização na sociedade atual. O que\, afinal\, a globalização trouxe de positivo para o mundo? A pasteurização das diferentes e ricas culturas de diversas regiões mundiais? O consumo exacerbado de produtos que\, na maioria das vezes\, não precisamos? Ou o crescimento nas diferenças sociais? A série Made in China foi realizada nestes últimos anos como uma crítica bem-humorada à sociedade atual\, moldada pelo consumo que põe em xeque a preservação da natureza\, das diferentes culturas e dos seres que habitam nosso planeta. A repetição da frase Made in China produzida com obsessão por Frangioni é a mesma que encontramos em milhares de produtos que consumimos\, muitos deles “cópias fiéis” de marcas de roupas e acessórios inacessíveis para a maioria da população mundial\, produzidos em larga escala por pessoas que vivem em extrema pobreza na China e na Índia. ‘A atitude de Frangioni diante de ideias que podem ser difíceis de serem conceituadas pode resumir-se na seguinte frase: ele transforma ideias complexas em algo tão eficiente e simples como uma imagem’\, escreve o crítico Christian Viveros-Fauné no livro One Art History\, publicado em 2021 reunindo diversos trabalhos do artista. Ou seja\, ele toma slogans de marketing que vemos todos os dias\, mesmo que estejam implícitos das mais diversas maneiras\, e dá um outro contexto para eles. O ser humano utiliza\, há séculos\, a repetição de símbolos\, códigos e ícones como forma de impor culturas\, religiões ou hábitos. Na arte religiosa da idade medieval e renascentista\, a repetição de fatos ocorridos na religião cristã é utilizada para divulgar a Igreja\, haja vista que o crucifixo é um dos símbolos que mais se repete na história e em nosso cotidiano ao longo de mais de 2 mil anos. Não existe uma marca\, objeto ou logotipo que tenha superado o uso deste símbolo até hoje. Já a arte contemporânea\, desde o artista francês Marcel Duchamp (1887-1968)\, tem como objetivo justamente trazer um outro contexto ou lugar para esses símbolos\, ícones e objetos. Este fato é notável nas obras apresentadas nesta mostra\, assim como as relações antagônicas entre questões também contemporâneas como qualidade e custo\, sustentabilidade e produtividade\, pobreza e riqueza\, autenticidade e cópia. Essa mostra com mais de 30 trabalhos de Frangioni reúne engradados de madeira que são\, minuciosamente\, redesenhados\, copiados e refeitos à frase Made in China\, escrita à maneira da Coca-Cola e impressa em etiquetas que são\, ‘copias fiéis’ àquelas coladas nas garrafas do refrigerante\, todos realizados artesanalmente\, quer por meio de colagem\, pintura\, desenho\, bordado ou mesmo impressão\, técnicas milenares da arte. Neste sentido\, seu trabalho se afasta do ‘objeto encontrado’ tão presente na arte contemporânea mundial.”
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LOCATION:Babel\, Rua Estados Unidos 2205 - Jardim Paulista\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:Frans Krajcberg na Pinakotheke
DESCRIPTION:A exposição Frans Krajcberg (1921-2017) – (…) ao acordar a natureza estava preta e branca é composta por vinte obras de Frans Krajcberg\, entre esculturas\, pinturas e trabalhos em papel\, como seus relevos\, em diálogo com o ensaio fotográfico do artista feito em 1996 por Luiz Garrido (1945)\, em Nova Viçosa\, Bahia\, onde Krajcberg morava e trabalhava. Com planejamento e organização de Galciani Neves e Max Perlingeiro\, a exposição é uma realização da Pinakotheke Cultural em colaboração com a Associação de Amigos de Frans Krajcberg. “Ele foi um precursor na defesa do meio ambiente. Krajcberg se revoltou com a destruição da natureza que conheceu em suas viagens pelo país\, e sua indignação não esmoreceu até o fim de sua vida\, aos 96 anos”\, destaca Marcia Barrozo do Amaral\, presidente da AmaFrans. O público pode ver ainda Krajcberg em ação em Nova Viçosa\, indo ao mangue buscar material sobre o seu trabalho\, rindo e conversando\, no vídeo de 10 minutos exibido em looping. O registro feito por Luiz Garrido e seu assistente Carlos “Kaká” Hansen em 1996\, com uma filmadora Video8 analógica\, foi restaurado\, digitalizado e editado especialmente para a exposição. A mostra marca também o lançamento do livro homônimo com imagens das obras de Frans Kracberg e as fotografias de Luiz Garrido. Marcia Barrozo do Amaral ouviu de Krajcberg a frase:“Sonhei\, e ao acordar a natureza estava preta e branca. (…) O branco vela o negrume das arvores queimadas”. Ela registrou na memória para nunca esquecer. Ela conta ainda que ouviu incontáveis vezes Krajcberg dizer: “A estética não me basta. É necessário que a obra possa ecoar e reverberar o grito que trago no peito”. Judeu de origem polonesa\, ele chegou ao Brasil em circunstâncias trágicas\, aos 27 anos\, buscando superar os horrores da Segunda Grande Guerra\, conflito no qual esteve pessoalmente envolvido e que lhe roubou a família\, dizimada nos campos de concentração. “Aqui\, neste país tropical\, de natureza exuberante\, Krajcberg encontrou mais do que inspiração para sua obra”\, diz Marcia. “Além de excepcional artista – premiado em importantes Bienais\, como Veneza e São Paulo\, e com obras nos acervos de importantes museus\, como o Beaubourg\, em Paris – Krajcberg foi um combatente\, um ativista ambiental\, quando ainda pouquíssimos se sensibilizavam pelo tema e por suas drásticas consequências.” A exposição esteve na Pinakotheke Cultural Rio de Janeiro de 25 de julho a 27 de agosto de 2022.
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SUMMARY:Zé Carlos Garcia na Marília Razuk
DESCRIPTION:A forte influência das alegorias das escolas de samba do carnaval do Rio de Janeiro\, a paisagem do Nordeste\, o hibridismo de matrizes diversas e a sustentabilidade permeiam as obras do aracajuense Zé Carlos Garcia\, que trabalhou como escultor por dezesseis anos no universo carnavalesco ao lado de personalidades como Joãosinho 30 e acaba de ganhar o Prêmio Arte Sustentável ARCOmadrid – atribuído pela Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid. Zé Carlos é também um dos artistas selecionados para a 22ª Bienal Sesc_Videobrasil\, edição comemorativa dos 40 anos do festival\, com o tema A memória é uma ilha de edição\, a ser inaugurada em outubro deste ano\, no Sesc 24 de Maio. A exposição Escultura Cega\, em cartaz na Galeria Marilia Razuk (que no ano passado completou 30 anos de atuação no mercado)\, apresenta trabalhos inéditos do artista\, com madeira oriunda de poda urbana\, fragmentos de mobiliários antigos e manejo florestal\, além de materiais como penas e pedras. O trabalho de Zé Carlos é resultado de um amálgama cultural\, da mestiçagem de povos que forjam o que temos por Brasil. Seus objetos e traços remetem a elementos da religiosidade de matriz africana\, à cultura indígena e ao colonial português – como os desenhos entalhados em Chorando Pitangas – \, esse último\, um verdadeiro alfabeto urbano\, presente nos ornamentos das casas do sertão nordestino\, ou em cenários que podem servir de suportes de pichações nas grandes cidades. Referências como o caranguejo\, típico da feira do mercado municipal\, nos bares e restaurantes e em representações de Aracaju\, capital de Sergipe\, também são vistas nas obras\, assim como formas e demais elementos que remetem à região. “A obra do Zé é um hibridismo de matrizes diversas\, e não só culturais. Hibridismo entre o barroco e a cultura vernacular de artesãos\, ou entre ancestralidades africanas e indígenas. Existem ali também cruzamentos de outras sorte\, entre animais e objetos\, quando vemos esculturas de madeira cujas partes lembram aves\, ovos\, trazem penas e\, ao mesmo tempo\, têm pés de mobiliário moderno. Ele preserva mistérios e ambiguidades\, provoca dúvidas\, mostra-se sintético\, simples – principalmente as peças de parede que estarão nesta próxima exposição -\, cheio de elementos ‘incompletos’ e\, nisso\, meio silencioso também”\, analisa José Augusto Ribeiro\, Diretor de Projetos Especiais da Galeria Marilia Razuk. 
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LOCATION:Marília Razuk\, 131 R. Jerônimo da Veiga Itaim Bibi\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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