BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Arte Que Acontece - ECPv6.15.20//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-ORIGINAL-URL:https://artequeacontece.com.br
X-WR-CALDESC:Eventos para Arte Que Acontece
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-Robots-Tag:noindex
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
BEGIN:VTIMEZONE
TZID:America/Sao_Paulo
BEGIN:STANDARD
TZOFFSETFROM:-0300
TZOFFSETTO:-0300
TZNAME:-03
DTSTART:20240101T000000
END:STANDARD
END:VTIMEZONE
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250531T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260531T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250630T215720Z
LAST-MODIFIED:20250630T215720Z
UID:63469-1748689200-1780250400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/nossa-vida-bantu-no-museu-de-arte-do-rio/
LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/06/MFA00195_Marcia-Falcao_Jogo-2-da-Serie-Capoeira-em-Paleta-Alta_Ph.-Rafael-Salim_DDM-1-1-1980x1323-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250614T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251026T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250630T220206Z
LAST-MODIFIED:20250630T220206Z
UID:63472-1749898800-1761501600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/retratistas-do-morro-no-museu-de-arte-do-rio/
LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/06/aniversario-da-renatinha.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250718T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251104T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250717T171914Z
LAST-MODIFIED:20250717T172205Z
UID:63769-1752832800-1762279200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Tromba D’Água" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, “O Sonho Sul-Americano”\, 2022-2023. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Ana Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera \n\n\n\nA LINGUAGEM DA ÁGUA\nPara o filósofo grego pré-socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, a essência da vida resultava da interação dos quatro elementos — água\, terra\, fogo e ar — com duas forças\, a do amor e a da discórdia. Quando o amor predomina\, os elementos estão integrados em equilíbrio. Se a discórdia se instala\, gera-se o caos. A mesma água que mata a sede\, que refresca o corpo\, que abençoa\, que lava\, que irriga alimentos e que encanta os olhos\, também tem seus dias de mau humor. Trombas d’água\, temporais\, enchentes\, alagamentos\, tsunamis\, maremotos — e outros que a ciência moderna chama de “eventos extremos” — têm sido cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. \nTalvez Iemanjá\, Iara\, Netuno\, Nossa Senhora dos Navegantes\, Oxum\, as Sereias\, Poseidon\, a Mãe d’Água\, ao agitarem as águas\, queiram nada mais que nos chamar a atenção para a necessidade de amarmos uns aos outros\, ao mundo\, a nós mesmos e às águas. Para o nosso próprio bem\, precisamos ouvir esse chamado. Afinal\, nosso corpo é 70% água\, assim como o planeta é 70% oceano. \nSe há um chamado\, é porque a água se comunica. Sua linguagem é contínua\, fluida\, permeável\, profunda\, mutante\, líquida. Justamente por isso\, para perceber este idioma\, é preciso muita atenção. A exposição Tromba D’Água traduz a linguagem aquática para nossa desatenta percepção. O que ela te diz? \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nInstituto Artistas Latinas\nO Instituto Artistas Latinas\, desde 2019\, busca fortalecer a ampliação do conhecimento sobre a produção de artistas mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital\, reúne centenas de nomes e biografias de todas as regiões da América Latina\, promovendo intercâmbios de pesquisa e expandindo o mapeamento de conexões artísticas entre os países. As redes sociais do Instituto funcionam como amplificadoras do trabalho de artistas e de iniciativas que trazem visibilidade para a produção artística de mulheres. Esse conjunto permite uma maior atuação do Instituto em outras localidades\, impactando diretamente doze países\, seja por meio de iniciativas presenciais ou virtuais. \nAlém disso\, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que consolidam o diálogo de arte contemporânea\, oferece ações educativas e de formação livre\, organiza projetos de exposições e institucionais\, realiza consultoria para coleções públicas e particulares\, promove participações em feiras de Arte e facilita cursos voltados ao protagonismo feminino. \nÉ com grande honra que o Instituto Artistas Latinas exibe a exposição Tromba D`água\, em sua primeira itinerância\, no Museu do Amanhã. Apresentada pela primeira vez no Sesc São Gonçalo\, em 2024\, iniciamos um projeto de circulação da mostra como um desejo de avançar e expandir as discussões que fomentam o papel da arte contemporânea junto ao pensamento sobre ecologias e presentes/futuros possíveis. Todas as catorze artistas convidadas para ocupar este espaço traduzem\, em poéticas próprias\, a relação direta e subjetiva com a principal fonte da vida humana e suas principais controvérsias e desdobramentos sociais\, raciais e econômicos. \nTromba d’Água\nGotaGoteiraChuvaChuvaradaCascataCachoeiraEnxurradaTromba d’água \nForça soberana\, correnteza\, intensidade incontrolável que rompe as margens e conecta o mar\, o céu e os rios. \nAs águas estão para a humanidade como o sol está para os planetas. A vida orbita os seus contornos\, se agrupando em uma atração gravitacional que permite a sobrevivência. Sua potência estrutura sociedades\, oferece de beber e de comer\, gera energia\, funciona como transporte e expõe a ingenuidade daqueles que pensam ter o poder de dominá-las.  \nO fenômeno da tromba d’água\, nos oceanos\, conecta o mar e o céu por um vórtice colunar\, uma espécie de tornado que liga as nuvens à superfície da água. Forma-se um elo\, um pacto\, uma ponte entre a vida marítima e os poderes celestes. Sua imagem impõe o poder que a água\, enquanto ação\, possui.  \nNos rios\, sua robustez pode ser fatal para quem não está atento aos sinais das águas\, que costumam anunciar a chegada de uma correnteza violenta. Também conhecida como “cabeça d’água”\, o fenômeno tromba d’água nas águas doces acontece pelo excesso de chuvas no entorno de uma nascente\, que intensifica o fluxo e arrasta tudo que encontra pela frente. Sua intensidade tem a capacidade de romper e modificar as margens. \nA exposição Tromba d’Água reúne elaborações de catorze artistas latino-americanas sobre a coletividade enquanto catalisadora de transformações. As obras de Alice Yura\, Azizi Cypriano\, Guilhermina Augusti\, Jeane Terra\, Luna Bastos\, Marcela Cantuária\, Mariana Rocha\, Marilyn Boror Bor\, Natalia Forcada\, Rafaela Kennedy\, Roberta Holiday\, Rosana Paulino\, Suzana Queiroga e Thais Iroko perpassam assuntos ligados à espiritualidade\, em uma relação íntima com as divindades que regem as águas\, à ancestralidade\, em uma perspectiva espiralar e matriarcal\, e à intrínseca relação do feminino com a natureza\, em sua potência de nutrir e transformar. Em conjunto\, encontramos trabalhos que versam sobre o modo como histórias\, memórias e imaginações matrilineares atravessam as barreiras impostas à existência das mulheres. \nEm um contexto social que pretende sufocar\, soterrar e ignorar essa pulsão ambiental\, o fenômeno da tromba d’água surge como uma alusão ao respeito que devemos ter por essa energia impetuosa. Nesta exposição\, as características das águas criam espaço para trilharmos outros percursos na construção de uma sociedade pautada em relações sensíveis entre a humanidade e a natureza. Aqui\, as artistas apresentam propostas que ignoram os obstáculos que poderiam limitar sua agência e abrem os caminhos que um dia estiveram obstruídos. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição \nÉ sobre Justiça Climática\nA América Latina é a segunda região global mais suscetível aos efeitos das mudanças climáticas que acontecem por efeito da ação humana extrativista\, desenvolvimentista e lucrativista. As tempestades\, inundações e enchentes são alguns dos desastres comuns em regiões de climas tropicais. Desde a invasão e colonização europeia\, o conceito estabelecido sobre progresso envolve propostas de urbanização que concretam o que antes eram ferramentas naturais de escoamento de água. Essas propostas também constroem edificações em regiões onde havia afluentes e erguem verdadeiras fortalezas para fazer uso dos recursos naturais\, abusando do consumo de combustíveis fósseis. \nSobre as notícias das inundações recentes no Rio Grande do Sul\, muitas pessoas se sensibilizaram com a trágica perda de vidas\, bens materiais e imateriais das pessoas que tiveram as suas casas dominadas pelas águas. Foram reunidos esforços por meio de doações\, resgates organizados pela sociedade civil e ativação de consciência sobre como ajudar. Entretanto\, em momentos como esse\, torna-se ainda mais importante compreender e cobrar o poder estatal em relação à segurança das populações que vivem ao longo das margens das águas. \nNão é possível ignorar as pautas de justiça climática\, conceito que torna evidente quem são as pessoas que sofrem de forma mais violenta às consequências das catástrofes. Nas periferias de onde se concentra o capital\, habitam as populações mais vulneráveis. Em situações de emergências são essas regiões que sofrerão com maior violência às consequências das ações humanas contra o meio ambiente. \nEsta exposição busca redirecionar a atenção\, evidenciando o respeito fundamental às relações com a natureza e\, principalmente\, as estâncias político-empresariais dessas relações. É urgente a prevenção e a mitigação de futuros desastres ambientais e suas consequências. Assim como se faz necessário coibir qualquer tipo de desmatamento e contenção das ações da modernidade que agem estrategicamente na destruição do ecossistema. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/tromba-dagua-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/91aff5ad19845ae2ed56aab500d60087.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250718T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251125T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250717T172444Z
LAST-MODIFIED:20250717T172444Z
UID:63773-1752832800-1764093600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/agua-pantanal-fogo-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Lalo-de-Almeida_101A6093_T_F_GDE-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250718T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251104T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250717T172952Z
LAST-MODIFIED:20250717T172952Z
UID:63778-1752832800-1762279200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Claudia Andujar e seu Universo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Claudia Andujar. Foto: © Lew Parrella\n\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição inédita faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Paulo Herkenhoff \n\n\n\nA Ciência Moderna – em seus 400 anos desde René Descartes (1596-1650) – trouxe muitas coisas boas para o mundo. Entretanto\, há pelo menos três coisas que só pioram a cada ano: 1) emissão de gases de efeito estufa (e consequente aquecimento global); 2) perda acelerada de biodiversidade (que impacta água\, ar\, terra e saúde humana); e 3) desigualdade social (capital e recursos se concentra nas mãos de poucos). \nA própria Ciência Moderna tem demonstrado inequivocamente que estes três problemas precisam de soluções urgentes para o bem da espécie humana e do planeta. Contudo\, a ação prática nessa direção não tem acompanhado as evidências. Tal fato indica claramente que a Ciência Moderna só não basta para reverter os rumos cada vez mais preocupantes que o mundo tem tomado. Em um mundo em estado de policrise\, não há conhecimento do qual se possa abrir mão\, desde que seja democrático e amoroso. \nA Arte e Espiritualidade\, ao tocarem as emoções\, são essenciais para impulsionar as transformações profundas que a humanidade precisa abraçar. A obra de Claudia Andujar promove justamente esses encontros\, tão necessários quanto inusitados: da informação com a emoção\, do ancestral com o moderno\, do sacro com o transgressor\, do sul com o norte\, do visível com o invisível. O universo que esses diálogos criam é habitado por uma constelação de seres: humanos e mais-que-humanos\, xamãs e mundanos\, urbanos e silvícolas\, retirantes e ficantes\, artistas e cientistas. \nO universo de Claudia antecipa a ciência do amanhã: aquela que emergirá do diálogo entre todas as formas de conhecimento amorosos e democráticos\, sejam eles científicos\, artísticos ou espirituais. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nClaudia Andujar e seu universo: sustentabilidade\, ciência e espiritualidade.\nClaudia Andujar é um paradigma internacional de humanismo construído ao longo de décadas de dedicação a seu trabalho com a fotografia. Seu foco sempre esteve\, sobretudo\, nos segmentos da população brasileira que viveram à margem da vida\, como os migrantes nordestinos\, mulheres\, afrodescendentes e indígenas do Brasil\, entre outros. Nascida numa família judia em 12 junho de 1931 em Neuchâtel na Suíça. Quando ela tinha 5 anos sua família se mudou para a Hungria. Grande parte de sua família era judia. Seu pai foi aprisionado pelos nazistas e morreu num campo de concentração. Com sua mãe\, a jovem Claudia se exilou em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial\, em fuga do Holocausto. Claudine Haas se tornou Claudia Andujar ao se casar com o espanhol Julio Andujar nos Estados Unidos. Em 1955\, ela veio morar em vieram para São Paulo.  \nDesde a infância\, Claudia Andujar escrevia poemas e depois passou a pintar até que descobriu a fotografia.  “Na pintura\, eu me fechava. Na fotografia\, eu me abri” Sua entrega política mais surpreendente foi em prol da mudança da consciência coletiva sobre a violência das formas de hegemonia imperantes no país\, por grupos que chegaram ao ponto de praticar o genocídio\, como no caso dos garimpeiros historicamente espoliados de suas terras e bens e eliminados como povos.  \nPara Claudia Andujar\, a fotografia foi sua arma de “violentação da violência” social\, dimensão tomada emprestada de Michel Foucault. O regime ótico de sua produção foi primeiramente marcado pelo compartilhamento de valores éticos necessários ao olhar de compaixão\, simpatia e aliança com os dominados e à defesa da vida. Só depois\, caberia pensar na excelência estética de sua fotografia.  \nSustentabilidade. A conservacionista Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua produção fotográfica denunciou diante do mundo o genocídio dos povos indígenas da América do Sul\, o genocídio\, a espoliação das terras e dos saberes indígenas\, o garimpo ilegal\, inclusive como o envenenamento dos rios amazônico pelo uso do mercúrio. \nCiência. Aconselhada por Darcy Ribeiro\, Claudia Andujar se encaminhou para documentar sociedades indígenas sobre o prisma do conhecimento antropológico\, incluindo a vida simbólica e a cultura material dos povos originários. Claudia Andujar compõe uma história de mais de 150 anos de emprego da fotografia nesse processo investigativo\, ao lado de Sebastião Salgado\, Milton Guran\, Elza Lima\, entre outros – aqui referidos por conta da dimensão estética de suas imagens. \nEspiritualidade. Em seus primórdios\, algumas sociedades não brancas\, consideravam que a fotografia “roubava a alma” dos retratados. Ademais\, as sociedades indígenas foram catequizadas por missionários católicos\, uma guerra simbólica hoje acirrada pelo exacerbado proselitismo de seitas evangélicas. O delicado respeito ético de Claudia Andujar pelas diferenças e especificidades das crenças resultou numa “arte sacra” sui generis ao registrar com formidável qualidade plástica cerimônias\, adereços ritualísticos\, cerimônias como a da ingestão dos alucinógenos religiosos\, observando teogonias e unidade entre todos os seres que compõe a terra: água\, pedras\, montanhas\, vegetais\, animais\, um reino da natureza no qual os humanos se inscrevem sem hierarquização de qualquer espécie. \nPaulo Herkenhoff\, curador da exposição.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/claudia-andujar-e-seu-universo-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Claudia-Andujar.-Foto_-©-Lew-Parrella-1200x675-1.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250726T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251101T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250723T200634Z
LAST-MODIFIED:20250723T200634Z
UID:63885-1753524000-1762020000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Eterno Vulnerável" de Castiel Vitorino Brasileiro no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Obra de Castiel Vitorino Brasileiro. Crédito: Felipe Amarelo\n\n\n\n\nNo dia 26 de julho\, o Solar dos Abacaxis inaugura a exposição “Eterno Vulnerável”\, a primeira grande individual institucional de Castiel Vitorino Brasileiro – uma das mais importantes artistas em atividade no Brasil hoje – reconhecida por propor espaços e procedimentos que entrelaçam arte\, espiritualidade e psicologia. Nessa mostra\, a artista\, que também é escritora e psicóloga clínica\, se aprofunda no eixo principal de seu trabalho: o entendimento dos processos de cura como processos de construção da liberdade. “Eu sempre contextualizo minha prática artística com a minha prática e formação em psicologia. Ao me debruçar em questões como liberdade\, eu sempre vou pensar de modo clínico\, ou seja\, de um modo muito pessoal\, individual\, singular\, tentando olhar para a família\, para questões coletivas e também\, por vezes\, culturais”\, reflete a artista. \nCom curadoria de Bernardo Mosqueira e Matheus Morani\, a mostra ocupa dois andares da sede do instituto no Mercado Central (Rua do Senado\, 48 – Centro do Rio) e reúne 40 obras inéditas e comissionadas\, entre pinturas\, instalações\, esculturas\, mosaicos\, cerâmicas\, desenhos e vídeo. O projeto integra a programação especial que celebra o aniversário de dez anos da instituição\, cuja temporada educacional e artística de 2025 e 2026 será  inteiramente dedicada ao tema da liberdade. \nCom entrada gratuita e visitação até 1º de novembro\, a exposição traz para o espaço do Solar estudos sobre temporalidade\, transformação\, memória\, saúde e emancipação — temas centrais na trajetória da artista. “Nessa exposição eu quis trazer uma experiência de celebração\, de descanso\, de cuidado e de referência à minha própria ancestralidade por meio dos próprios objetos. Ao contrário de outras exposições\, onde trabalhei bastante com fotografia\, nesta tento trazer essa força para o objeto”\, conta a artista. \n“Eterno Vulnerável” nasce de uma longa relação entre Castiel e o Solar e do profundo alinhamento entre a artista e os princípios da instituição – ambos apostam na arte como experiência viva\, na espiritualidade como campo político e criativo\, na importância das formas de viver não-normativas e na liberdade como luta cotidiana. Castiel participou de ações marcantes do Solar\, como a exposição “D’olho D’água à Foz” na Praia do Arpoador em 2021\, do programa público de “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós” em 2024 e foi também a autora dos cartazes que anunciavam o programa anual do Solar de 2025\, lançado na última edição da ArtRio. \nA prática de Castiel Vitorino desenvolve um vocabulário muito próprio que desafia os rótulos convencionais da arte e afirma uma linguagem enraizada em sua subjetividade e ancestralidade. Suas instalações\, por exemplo\, são chamadas por ela de “espaços perecíveis de liberdade” – territórios temporários onde o corpo e a presença são centrais para experiências de cura e transformação. \n“O título ‘Eterno Vulnerável’ fala da própria natureza da liberdade\, sobre a importância de entendermos que ela está sempre frágil\, em risco\, que nunca está garantida.  Ela é objeto de um esforço constante – para ser alcançada\, sustentada\, imaginada”\, afirma o curador Bernardo Mosqueira. “Ao mesmo tempo\, o título é também uma afirmação do poder da vulnerabilidade\, do que podemos aprender com a sabedoria dos sentimentos para sermos mais livres.” \nNo térreo da exposição\, o público é recebido por uma instalação imersiva em que um ambiente é formado por quatro grandes tecidos tingidos com pigmentos naturais trazidos de uma residência no Marrocos\, aos quais foram adicionados brilhos\, escritos\, rezas\, costuras\, e desenhos. No centro do espaço formado pelos tecidos\, sobre um chão de terra\, são exibidas esculturas de barro que evocam ninhos\, casas e cabaças\, com cores e formas que fazem referência ao Cosmograma Bakongo – símbolo bantu que remonta aos ciclos de vida\, morte\, ancestralidade e metamorfose. A instalação é composta por luzes\, cores e aromas\, conjugando um território de acolhimento e transformação.  \nAinda nas paredes do térreo\, podemos encontrar grandes pinturas elaboradas a partir dos processos do “Método Elementar”\, um ritual coletivo de escuta e cura que a artista desenvolveu em sua atuação clínica e artística\, que também será realizada como parte da programação pública desta mostra na instituição. “O método elementar costura tudo\, porque é o encontro com o que é elementar pra gente\, ou seja\, a respiração. Neste processo\, são realizadas meditações guiadas e também desenvolvemos várias pinturas e desenhos durante essa prática. E essas pinturas vão estar na exposição como um registro desse processo coletivo de cura”\, resume Castiel. \nNo fundo do primeiro andar\, encontramos também o vídeo inédito “Abre Alas” (2025) – editado a partir de imagens realizadas na residência no Marrocos no ano de 2023 – projetado diante de uma arena circular que receberá rodas de conversa\, práticas de cura e ações educativas conduzidas pela própria artista e outras convidadas. \n“Castiel é uma das artistas mais importantes em atividade no Brasil hoje e\, sem dúvida\, uma das mais singulares de sua geração. Ela tem uma linguagem muito própria\, uma prática radicalmente genuína. Ao mesmo tempo que é um trabalho cheio de segredos e recusas\, é uma prática também muito generosa\, que tem o coletivo como origem e destino.”\, afirma Mosqueira. “Sua obra tem no centro processos de cura que nascem do entrelaçamento entre arte\, espiritualidade e política\, não no lugar das táticas\, da intencionalidade e racionalidade da macropolítica\, mas de algo muito maior que é a potência do namoro sincero e humilde com o Mistério. Essa é a maior individual que o Solar já realizou. Poder realiza-la neste momento em que celebramos nossos 10 anos é um privilégio para a gente\, além de um sinal de um enorme alinhamento.” \n“Castiel compartilha com o Solar o desejo de nos movermos para além das categorias de conhecimento convencionais\, para\, assim\, construirmos uma real transformação nas formas de vivemos juntos\, de pensar\, sentir\, imaginar e construir juntos. Em sua exposição\, a artista convida a todas as pessoas para um espaço meditativo e acolhedor de cura\, por meio de obras e de encontros que evocam a comunhão e a escuta do que é mais primordial e elementar para as existências — como o ar\, a água\, a terra\, o abandono e o amor.”\, diz Matheus Morani\, que assina a curadoria com Mosqueira. \nNo andar superior\, a exposição mergulha em camadas mais íntimas. Uma grande estrutura piramidal exibe uma série de esculturas feitas de dormentes de madeira parcialmente cobertos por mosaicos de espelhos e ladrilhos. Nas paredes\, pinturas e desenhos de diferentes escalas\, incluindo obras realizadas por ou em parceria com a avó da artista\, representando especialmente ecologias\, memórias de plantas e paisagens da infância. \nA relação entre o feminino e a ancestralidade na família de Castiel é muito importante nesta mostra que espelha tão intimamente a subjetividade da artista. Ainda que muito vibrante e alegre\, a exposição reverbera também ausências e silêncios — especialmente considerando o marco simbólico dos 15 anos do desaparecimento da mãe de Castiel\, referência que perpassa afetivamente toda a exposição. A série de obras em tecido que abre a exposição é chamada “Ingrid” (2025)\, nomeada em homenagem à mãe da artista. \nA série de totens intitulada “Não Dá Pra Não Pensar em Você” (2025) também parte dessa ferida aberta e elabora\, de maneira ritualística\, uma memória coletiva e pessoal. São 15 esculturas construídas com mosaicos sobre dormentes de madeira\, cada uma pesando cerca de 50 quilos — um peso simbólico que carrega os anos de ausência\, luto e reinvenção. Cada totem corresponde a um ano do desaparecimento de sua mãe\, tornando-se marcador do tempo e da presença dessa ausência na vida e na obra de Castiel. O título da série\, extraído do primeiro verso de uma canção de Sandy e Junior (Não dá pra não pensar\, 2008)\, evoca a recorrência do pensamento e da saudade como forma de existência. \n“Não tem como falar sobre liberdade sem falar sobre a minha relação com a minha mãe\, que está desaparecida há 15 anos. Ela desapareceu em 2009\, e desde então isso se tornou uma ausência que marca tudo. A música de Sandy e Júnior que inspirou o nome da obra me atravessa há anos\, porque desde que ela desapareceu eu sinto que estou sempre pensando nela. É um trabalho sobre memória\, saudade e cura\, mas também sobre a forma como a ausência pode ser presença. Esses totens são como marcadores de tempo\, de afeto e de resistência. Falar da minha mãe é falar da minha liberdade\, porque a minha história passa por ela\, pelo sumiço dela\, e pela forma como sigo vivendo e me transformando a partir disso”\, reflete a artista. \nPara Castiel\, a liberdade está diretamente conectada à recusa das categorias sociais impostas. Quando afirma que “a transmutação é um desígnio inevitável”\, a artista reivindica uma opacidade radical diante de definições que a limitam – gesto de recusa que é também um gesto de cuidado\, de sobrevivência e de imaginação de outros futuros possíveis. Ao abrigar “Eterno Vulnerável”\, o Solar dos Abacaxis reafirma seu compromisso com práticas artísticas que interrogam o mundo\, reencantam a vida e lutam pelo cuidado e pela liberdade em suas múltiplas dimensões. \nNascida em Vitória\, no Espírito Santo\, Castiel Vitorino vive entre São Paulo\, Rio de Janeiro e sua cidade natal. Já participou de exposições em instituições como a Pinacoteca de São Paulo\, o MASP\, o MAR\, o MAM Rio\, o Inhotim e as Bienais de São Paulo e Berlim\, além de ter tido uma exposição individual no Hessel Museum\, no estado de NY. “Eterno Vulnerável” representa um ponto de inflexão em sua trajetória: um momento de expansão artística e simbólica\, com um projeto comissionado em sua totalidade e concebido para dialogar com o espaço do Solar. \nA exposição integra também o programa educativo do Solar\, com ações voltadas a escolas\, grupos e coletivos. “Eterno Vulnerável” é\, acima de tudo\, um convite à presença: à escuta do corpo\, da memória\, da espiritualidade e da liberdade – essa matéria instável que habita cada uma e cada um de nós. \nO Solar dos Abacaxis tem Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Patrocínio Prata do Mattos Filho\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O Programa Educativo tem Patrocínio Ouro do BTG Pactual\, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/eterno-vulneravel-de-castiel-vitorino-brasileiro-no-solar-dos-abacaxis/
LOCATION:Solar dos Abacaxis\, Rua do Senado\, 48 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Dormentes_credito-Felipe-Amarelo-4-2.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250809T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251231T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250808T155033Z
LAST-MODIFIED:20250808T155033Z
UID:64135-1754733600-1767204000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial" no MAM Rio
DESCRIPTION:Tarsila do Amaral\, \, “Urutu”\, 1928 – Imagem / Divulgação \nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura no dia 9 de agosto de 2025 a exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, que abre as comemorações pelo centenário de nascimento de um dos maiores colecionadores da história da arte brasileira. \nDe grande escala\, a mostra reúne aproximadamente 350 obras de um dos mais representativos conjuntos da produção artística nacional. Desde 1993\, cerca de 6.400 das 8.300 peças que compõem a Coleção Gilberto Chateaubriand estão sob a guarda do MAM Rio\, consolidando uma parceria fundamental para a preservação e difusão da arte brasileira. \nCom curadoria de Pablo Lafuente e Raquel Barreto\, a exposição marca também a reabertura do Bloco Expositivo do museu\, após um breve hiato para sediar a Cúpula do Brics em julho. O público será convidado a uma imersão nas camadas de significado\, afeto e história que atravessam a coleção\, ao longo de mais de cinco décadas cuidadosamente constituída por Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Mello (1925–2022)\, diplomata e presença marcante nas artes visuais do país. \nSegundo o próprio Gilberto\, o colecionismo surgiu por acaso\, em 1953\, durante uma viagem a Salvador\, quando foi apresentado ao pintor José Pancetti (1902–1958) pelo colecionador Odorico Tavares. Ao visitar o ateliê\, adquiriu não só a tela Paisagem de Itapuã\, mas a paixão por colecionar. \n“Mais do que uma reunião de obras\, a Coleção Gilberto Chateaubriand é o testemunho de um olhar comprometido com a arte e com os artistas brasileiros. É um patrimônio vivo\, em constante diálogo com o tempo\, cuja preservação e difusão cabem ao MAM Rio\, por meio de suas exposições e ações educativas. Ao longo das últimas décadas\, o museu realizou mais de 50 exposições dedicadas à coleção\, reafirmando sua importância como referência para o pensamento e a história da arte no Brasil”\, afirma Yole Mendonça\, diretora-executiva da instituição. \nDe acordo com Pablo Lafuente\, diretor artístico do museu\, “a coleção de Gilberto consegue oferecer um panorama complexo da história da arte brasileira do século 20\, atenta aos movimentos e artistas que a compuseram\, tornando-se uma das mais importantes do país ao mesmo tempo que revela as relações fascinantes que Gilberto tinha com obras e com artistas”. \n“Gilberto Chateaubriand se dedicou com intensidade à formação de uma das coleções particulares mais significativas que temos no Brasil. A coleção é única em sua habilidade de unir tradição e experimentação\, incluindo desde os modernistas icônicos a jovens artistas de diversas regiões do país e suas propostas experimentais”\, observa Raquel Barreto\, curadora-chefe do MAM Rio. \nUm olhar sensorial para a arte brasileira \nEntre pinturas\, fotografias\, objetos e esculturas\, a mostra reúne obras fundamentais do modernismo e das vanguardas experimentais até artistas contemporâneos das mais diversas vertentes e regiões do Brasil. A seleção reflete o espírito colecionador de Gilberto: atento\, curioso\, sensível\, passional. “Eu sou um sensorial. Um dionisíaco\, digamos. A obra de arte é tão impressionante que motiva uma excitação mental e corporal também”\, afirmou ele em conversa gravada com Carlos Alberto Chateaubriand e o curador Luiz Camillo Osorio\, em 2014. Esse olhar emocionado e pessoal permeia a exposição\, que propõe uma cartografia afetiva e histórica da arte brasileira. \nA curadoria estruturou cinco núcleos que orientam o percurso de visitação: “Origens” remonta à primeira grande mostra da Coleção GC no MAM Rio\, realizada em 1981; “Fronteiras” acompanha o interesse do colecionador por artistas trabalhando em contextos além do eixo Rio-São Paulo; “Retratos”\, gênero de especial interesse para Gilberto\, reúne autorretratos\, retratos de artistas e do próprio colecionador; “Artistas” aproxima o público do processo criativo\, com estudos\, projetos e esboços de nomes representativos da coleção; um quinto núcleo apresenta um grande conjunto de trabalhos na parede do Salão Monumental\, incluindo algumas das obras mais emblemáticas do acervo\, reflete a pluralidade da arte brasileira. \nUm século de arte no Brasil \nCom obras de Adriana Varejão\, Alair Gomes\, Anita Malfatti\, Anna Bella Geiger\, Antonio Bandeira\, Artur Barrio\, Beatriz Milhazes\, Candido Portinari\, Carlos Vergara\, Cícero Dias\, Cildo Meireles\, Djanira\, Edival Ramosa\, Gervane de Paula\, Glauco Rodrigues\, Iberê Camargo\, Ione Saldanha\, Ivan Serpa\, José Pancetti\, Lasar Segall\, Luiz Zerbini\, Lygia Clark\, Maria Martins\, Rubens Gerchman\, Tarsila do Amaral\, Tomie Ohtake e Vicente do Rego Monteiro\, entre muitos outros\, a exposição cobre cerca de 100 anos de arte no Brasil e permite ao visitante percorrer\, de forma não linear\, uma ampla e plural história da cultura visual do país. \nA mostra também evidencia a relação direta entre colecionador e artistas — uma das características da atuação de Gilberto. Ele sempre visitou ateliês e acompanhou os processos de criação\, estabelecendo diálogos duradouros com artistas de diferentes gerações. \nCom Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, o MAM Rio homenageia não apenas o centenário de nascimento de um de seus principais patronos\, mas a importância do colecionismo comprometido com o desenvolvimento da arte no Brasil — um legado que continua a inspirar novas gerações. \nA exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial é organizada em colaboração com o Instituto Cultural Gilberto Chateaubriand e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, da Petrobras\, da Light\, do Instituto Cultural Vale e da Vivo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/gilberto-chateaubriand-uma-colecao-sensorial-no-mam-rio/
LOCATION:MAM Rio\, 85 Av. Infante Dom Henrique Parque do Flamengo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/TARSILA_DO_AMARAL_1745_300dpi_62cm_RGB_13_v3-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250814T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251013T200000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250813T181958Z
LAST-MODIFIED:20250813T181958Z
UID:64211-1755165600-1760385600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Natureza\, escultura e sustentabilidade" de Hugo França na FGV Arte
DESCRIPTION:Hugo França\, “Escultura Pissand+¦”\, 2024\n\n\n\n\nNatureza\, escultura e sustentabilidade\, de Hugo França\, será a primeira exposição individual de um artista na FGV Arte. A abertura ocorrerá na esplanada da Fundação Getulio Vargas\, no dia 14 de agosto\, a partir das 19h\, na Praia de Botafogo\, 186. A mostra\, com duração de dois meses\, reúne obras que marcam a trajetória singular do artista\, e o público que passar pelo local terá a experiência de interagir ativamente com peças de grandes dimensões. Com uma abordagem ecológica e poética\, as obras expressam a presença da natureza e dão ao espectador uma ideia do conceito e do processo de produção de cada uma delas. “O fato de as pessoas interagirem com as obras é um grande diferencial\, pois possibilita uma experiência sensorial muito maior. O público pode esperar um grande show das formas orgânicas que a natureza proporciona\, que tem\, entre outras coisas\, um valor arqueológico e escultórico que reverencia a floresta”\, conta Hugo França.Reconhecido internacionalmente por suas esculturas mobiliárias monumentais\, o artista utiliza resíduos florestais da Mata Atlântica\, ressignificando troncos e raízes em obras que combinam arte\, design e consciência ecológica. Sua prática é muito influenciada por saberes tradicionais\, sobretudo os do povo Pataxó. Hugo França desenvolve seu trabalho\, em especial\, a partir de dois tipos de resíduos florestais\, o Pequi-Vinagreiro e a Braúna – duas árvores que são exemplares da Mata Atlântica e se destacam pela sua morfologia. Na criação de suas obras\, o designer propõe um pacto amoroso entre o mundo humano e o natural\, em que até mesmo a motosserra\, um objeto frequentemente associado à destruição\, ganha novo sentido como um instrumento de produção simbólica. “As esculturas nascem da observação das formas orgânicas das árvores mortas [resíduo florestal] e\, a partir daí\, são esculpidas seguindo a orientação da estrutura original da árvore\, que é incorporada à obra. A natureza é a primeira a esculpir a obra\, eu sigo o que as formas orgânicas e a textura da árvore já tinham”\, explica França. O artista afirma que seu interesse por esse método de trabalho surgiu no início dos anos 1980\, quando se mudou para Trancoso\, no sul da Bahia\, e se deparou com a intensa exploração predatória da floresta tropical\, em particular da Mata Atlântica\, um dos biomas mais importantes do planeta.O curador da galeria\, Paulo Herkenhoff\, enfatiza a linguagem simbólica das obras\, que propõem uma resistência por meio da suavidade: “Os móveis uterinos de Hugo França são esculturas que acolhem. Você se senta e fica”\, pontua o crítico. A exposição reafirma o compromisso da FGV Arte em promover projetos que cruzam arte\, educação e sustentabilidade\, dando continuidade ao trabalho iniciado com as mostras A quarta geração construtiva\, Brasília: a arte da democracia\, Guanabara\, abraço do mar\, entre outras. Na mesma data da abertura\, na parte da tarde\, será lançado o livro Hugo França: esculturas mobiliárias\, a primeira obra editorial da FGV Arte dedicada ao artista. Natureza\, escultura e sustentabilidade acontece simultaneamente com a atual exposição Afro-brasilidade\, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel\, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães\, na FGV Arte.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/natureza-escultura-e-sustentabilidade-de-hugo-franca-na-fgv-arte/
LOCATION:FGV Arte\, Praia de Botafogo\, 190 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/unnamed-16-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250816T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250815T164833Z
LAST-MODIFIED:20250815T170423Z
UID:64236-1755338400-1761418800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco" na Carpintaria
DESCRIPTION:Wanda Pimentel\, Sem título\, da série Animais preto & branco. Foto: Eduardo Ortega / DDM\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco\, com abertura dia 16 de agosto na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne\, pela primeira vez\, a série Animais Preto e Branco\, um conjunto de desenhos em preto e branco realizados nos primeiros anos de sua trajetória. Criadas entre 1965 e 1967\, essas obras dão a ver um período formativo de experimentação\, marcando o surgimento da linguagem visual singular de Pimentel. \nCom traços agitados e vigorosos\, numa paleta restrita\, Pimentel desenhou animais\, alguns identificáveis\, outros inventados\, cujas formas pulsam\, serpenteiam e vibram em meio a emaranhados gráficos de rabiscos e marcações. Besouros\, cangurus\, tatus\, tartarugas\, morcegos\, girafas\, corujas e macacos aparecem retratados com uma mão investigativa\, como se a artista explorasse as texturas de pelos\, penas\, escamas e peles\, apenas para distorcer suas formas e padrões nos espaços alucinatórios de seu bestiário estilizado. \nEssa faceta inicial da obra de Pimentel revela uma abordagem caligráfica mais livre\, na qual a superfície do papel é quase inteiramente ocupada\, vibrando com atividade visual — em contraste agudo com sua produção posterior\, de orientação geométrica\, baseada numa espacialidade rigorosa definida pelo vazio articulado às representações precisas de objetos e partes do corpo. Como propõe a historiadora da arte Vera Beatriz Siqueira em seu ensaio para a exposição: “Em Wanda\, os animais parecem afirmar a base gráfica e a posição central conferida à linha\, que define questões de sua obra\, ao mesmo tempo que anunciam a questão temática e plástica do ‘envolvimento’\, das relações entre criaturas\, objetos e seus ambientes — centrais em seu trabalho.” \nA obra Sem título (da série Envolvimento) (1969) da artista foi recentemente incorporada à coleção permanente do MoMA\, e integrou a exposição Vital Signs: Artists and the Body organizada por Lanka Tattersall em 2024\, na mesma instituição. Pimentel está atualmente em exibição na mostra Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração\, 1960-70\, na Pinacoteca em São Paulo.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/wanda-pimentel-percurso-em-preto-e-branco-na-carpintaria/
LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/wp00203-wanda-pimentel-sem-titulo-da-serie-animais-preto-branco-untitled-from-the-black-white-animals-series-ph-eduardo-ortega-ddm-scaled-e1754334649110-2360x1328-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250823T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251129T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250825T121722Z
LAST-MODIFIED:20250825T121722Z
UID:64343-1755943200-1764442800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Tudo entoa: Sentidos compartilhados entre humanos e não-humanos" na Flexa Galeria
DESCRIPTION:Jaider Esbell\, Sem título\, 2020 – Imagem / Divulgação \nA Flexa apresenta Tudo entoa: Sentidos compartilhados entre humanos e não-humanos\, exposição que reúne os trabalhos de quatro dos nomes mais significativos da arte indígena amazônica contemporânea e que estiveram\, recentemente\, presentes nas últimas Bienais de Veneza: Jaider Esbell (Macuxi; Roraima\, 1979 – São Paulo\, 2021)\, Santiago Yahuarcani (Uitoto; Pucaurquillo\, Peru\, 1960)\, Rember Yahuacani (Uitoto; Pebas\, Peru\, 1985) e Sheroanawe Hakihiiwe (Yanomami; Alto Orinoco\, Venezuela\, 1971). A mostra\, com abertura marcada para dia 23 de agosto\, é acompanhada de texto crítico assinado pelo curador peruano Miguel A. López. \nCom conhecimentos adquiridos de forma empírica\, Jaider\, Santiago\, Rember e Sheronawe não possuem formação artística ou acadêmica tradicional. Suas habilidades foram adquiridas por meio da observação e de um relacionamento profundo com a natureza\, suas famílias e comunidades. É importante dizer que esses artistas fazem parte de uma “constelação criativa”\, como nas palavras de Miguel A. López\, que tem transformado\, nas últimas três décadas\, o que se entende por arte contemporânea. A arte\, para os povos indígenas\, é também uma ferramenta de preservação\, de suas histórias e seus saberes. As obras presentes nessa exposição reafirmam as continuidades entre os humanos\, animais\, plantas\, territórios e mundos espirituais\, fazendo eco aos apelos pelo respeito a todas as formas de existência e buscando o freio para a exploração voraz dos recursos naturais. \nO trabalho de Sheroanawe Hakihiiwe consiste em um repertório visual delicado\, que se vale da repetição rítmica de motivos em papel artesanal ou tela\, fazendo menção às formas de sementes\, frutas\, insetos\, folhas e galhos. Santiago Yahuarcani recorre a narrativas míticas indígenas em suas pinturas\, trazendo personagens típicos dessas histórias\, como guardiões e criaturas animais híbridas. Já Rember Yahuarcani\, seu filho\, cria paisagens de grande escala que exploram sonhos abstratos\, imaginando um futuro indígena através de formas e cores vibrantes. As pinturas de Jaider Esbell\, de iconografia complexa e meticulosa\, são homenagens a cada pequeno elemento (animais\, plantas\, seres humanos e espirituais) capaz de nos conectar com a espiritualidade. \nSegundo Miguel A. López\, o repertório dos quatro artistas traz luz a mundos visíveis e invisíveis\, que persistem para além das tentativas de apagamento. Para o curador peruano\, essas obras são frequentemente associadas ao colapso ecológico contemporâneo\, mas a interpretação pode ir além e nos fazer um convite a olhar para o passado: a lógica de apagamento existe desde que os recursos experimentados pelas comunidades indígenas foram desapropriados. \nReunir trabalhos de Jaider Esbell\, Santiago Yahuarcani\, Rember Yahuacani e Sheroanawe Hakihiiwe é\, por fim\, segundo Miguel\, uma possibilidade de “sentir representações mais complexas e ampliadas da vida\, que ultrapassam o excepcionalismo humano. Não são imagens simples\, nem imediatamente legíveis: exigem muita atenção\, imaginação e\, acima de tudo\, disposição para ouvir o território a partir de outros canais sensíveis.”
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/tudo-entoa-sentidos-compartilhados-entre-humanos-e-nao-humanos-na-flexa-galeria/
LOCATION:FLEXA Galeria\, Rua Dias Ferreira\, 175 - Leblon\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/22894.FRENTE-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250826T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T170000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T202203Z
LAST-MODIFIED:20250910T202203Z
UID:64721-1756206000-1761411600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"ANIMALIA BIOCONCRETA" de Franklin Cassaro na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Franklin Cassaro – Divulgação\n\n\n\n\nFranklin Cassaro apresenta em “ANIMALIA BIOCONCRETA” uma produção com mais de 50 obras\, com destaque para a série Animal Fractal\, pinturas com acrílica iridescente (com partículas de mica) papel Canson\, e mordidas do artista. \nNa abertura no dia 26 de Agosto\, o artista irá apresentar o ato escultórico: Abrigo Mar Azul\, sua obra inflável em papel celofane que ocupa mais de 3 metros\, causando impacto e surpresa ao espectador. Os atos do artista estarão presentes na abertura e ao longo da exposição em datas programadas. \n“Trinta e cinco anos atrás\, em Outubro de 1988\, Franklin Cassaro inaugurava no Rio de Janeiro sua primeira exposição individual na celebrada Galeria Macunaíma da Funarte\, seguida em São Paulo da mostra AR\, no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP). Em ambas as oportunidades estava ali o début de um artista audacioso\, intenso e profundo\, não afeito a modas\, convenções ou padrões impostos pelo mercado de arte. O impacto causado pela grande e única bolha vermelha em papel celofane\, seu primeiro inflável\, ocupando todo espaço da pequena galeria do Rio\, ou o grande tubo vermelho no museu de São Paulo\, já traziam o prenúncio de alguns elementos da linguagem sutil\, sua necessária interação com o espectador e seus aspectos corpóreos. Desde então tem exibido e performado suas criações em várias capitais do país\, em renomadas instituições públicas e privadas\, tendo cruzado diversos países como Estados Unidos\, Alemanha\, Austrália\, Espanha\, Suécia\, Inglaterra\, Áustria\, Itália\, Porto Rico\, Cuba e México (…)” \nLuiz Chrysostomo de Oliveira Filho
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/animalia-bioconcreta-de-franklin-cassaro-na-martha-pagy-escritorio-de-arte/
LOCATION:Martha Pagy Escritório de Arte\, Av Rui Barbosa\, Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/animal-fractal-2-FC-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250826T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T170000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T202657Z
LAST-MODIFIED:20250910T202657Z
UID:64725-1756206000-1761411600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"TRILOGIAS" de Leonora Weissmann na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Leonora Weissmann – Divulgação\n\n\n\n\nA mineira Leonora Weissmann fala de sua produção: “Em meu processo as imagens surgem a partir de necessidades nemsempre claras a princípio\, mas logo estabeleço uma rede de conexões que formam algum eixo. A primeira pintura desse recorte\, intitulado posteriormente ‘A pequena idade do gelo’\, surgiu na exposição Estranho Mundo Próximo. \nTrata-se de uma fase\, ou momento que creio ser a pequena idade do gelo de minha própria pintura. A pintura tem os seus períodos\, necessidades e\, porque não\, climas. \nA paisagem de neve me fascina desde a infância quando via os quadros de Peter Bruegel o Velho\, em especial ‘Os caçadores na neve’ e ‘Paisagem de Inverno com patinadores e armadilha para pássaros’. Naturalmente são imagens instigantes\, por serem cenas de neve cheias de crianças\, por possuírem uma estranheza hipnótica com seus mil detalhes e simbolismos. \nAlém das questões simbólicas e inconscientes que me levaram a pintar essas imagens\, o branco em contraste com o preto\, o recorte que a luz clara da neve gera nas composições fazem os elementos como galhos\, pedras\, pássaros e pessoas virarem linhas e silhuetas sobre a tela\, como um desenho. A pintura torna-se mais gráfica. É fascinante. \nAs figuras\, em sua maior parte crianças\, em minha ‘pequena idade do gelo’ parecem\, em algum momento\, astronautas em um planeta desconhecido\, explorando a paisagem\, a superfície\, buscando constantemente algo que não se apresenta. \nElas apontam para caminhos possíveis. \nA partir das pinturas comecei a fazer intervenções nos livros e gravuras de Bruegel com grafismos que chamo de ‘folhas e ossos’. São silhuetas de folhagens inventadas que criam um jogo entre a forma e a contra-forma. Ou vêem-se as folhas ou o vazado que na verdade é a forma e remete a ossos.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/trilogias-de-leonora-weissmann-na-martha-pagy-escritorio-de-arte/
LOCATION:Martha Pagy Escritório de Arte\, Av Rui Barbosa\, Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/LEONORA-WEISSMANN_2-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250830T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T212848Z
LAST-MODIFIED:20250910T212848Z
UID:64745-1756551600-1760814000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Rabo de Cavalo" de Junia Penido na Nonada ZS
DESCRIPTION:Obra de Junia Penido – Divulgação\n\n\n\n\nA Nonada em Copacabana acaba de estrear a exposição Rabo de Cavalo\, primeira individual de Junia Penido.  \nJunia Penido (1997 – Belo Horizonte\, Brasil) vive e trabalha em Belo Horizonte. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais\, onde desenvolveu pesquisa sobre as relações entre as práticas do ateliê de pintura e do canteiro de obras. \nA mostra conta com ensaio crítico de Ulisses Carrilho: “A pintura de Junia Penido se aproxima da opacidade como quem recusa a evidência do gesto claro\, a transparência do imediato ou a exuberância. O espectador é conduzido a uma zona de suspensão: velada\, a imagem se oferece\, mas não se deixa decifrar. Há algo do mistério que habita o corpo e do erótico que se funda não no falo\, mas no indeterminado\, no inapreensível. O enigma se instala como qualidade pictórica: nos enquadramentos\, um ponto de vista sorrateiro\, rasteiro\, um ponto de vista em quatro patas.”
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/rabo-de-cavalo-de-junia-penido-na-nonada-zs/
LOCATION:Nonada Zona Sul\, R. Aires Saldanha\, 24\, Copacabana\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Junia-Penido_Rabo-de-Cavalo-2-1.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250901T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T160805Z
LAST-MODIFIED:20250910T160805Z
UID:64696-1756720800-1760810400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"O início do mundo" na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “tonga II”\, 1994. Crédito: Sergio Guerini\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, apresenta a exposição “O início do mundo”. Uma visão poética e sensível da mulher como matriz\, gênese\, força-motriz no mundo e no cotidiano é a ideia que agrega as 77 obras de 59 artistas mulheres\, percorrendo um arco geracional de um século. Entre as artistas\, estão Maria Martins (1894-1973)\, Lygia Pape (1927-2004)\, Celeida Tostes (1929-1995)\, Leticia Parente (1930-1991)\, Anna Bella Geiger (1933)\, Sonia Andrade (1935-2022)\, Regina Silveira (1939)\, Anna Maria Maiolino (1942)\, Ana Vitória Mussi (1943)\, Iole de Freitas (1945)\, Sonia Gomes (1948)\, Lenora de Barros (1953)\, Brígida Baltar (1959-2022)\, Beatriz Milhazes (1960)\, Rosângela Rennó (1962)\, Adriana Varejão (1964)\, Laura Lima (1971)\, Aline Motta (1974)\, Bárbara Wagner (1980) e Lyz Parayzo (1994). A curadoria é de Katia Maciel e Camila Perlingeiro\, que selecionaram trabalhos em pintura\, gravura\, desenho\, vídeo\, fotografia\, escultura e objetos.  A mostra ficará em cartaz de 1º de setembro a 18 de outubro de 2025\, com entrada gratuita. \nO início do mundo é um convite a regressar às origens. 59 mulheres evocam o feminino como princípio criador e força de transformação. Cada imagem\, cada matéria carrega em si a potência das metamorfoses cíclicas\, antigas e futuras. Aqui\, o começo não é um ponto fixo\, mas um movimento contínuo: um mundo que se reinventa no corpo feminino\, na memória e na arte. \n“Essa exposição é um projeto ousado\, mesmo para a Pinakotheke”\, diz Camila Perlingeiro. “Reunir tantas artistas e obras com suportes tão diversos foi certamente um desafio\, mas um que abraçamos com entusiasmo. Há anos pensávamos em uma mostra que envolvesse um número expressivo de artistas mulheres\, e a curadoria de Katia Maciel\, poeta e artista múltipla\, foi a garantia de um projeto ao mesmo tempo criterioso e sensível”. \nA montagem da exposição não obedece a um critério de linearidade. As aproximações são poéticas\, onde obras em diferentes suportes se agrupam – como filmes junto a fotografias\, ou pinturas que conversam com objetos\, por exemplo. “É um percurso orgânico”\, observa Camila Perlingeiro. \nA primeira sala é toda em preto e branco\, “porque simboliza o começo\, antes da cor\, antes de tudo”\, explica a curadora. As outras salas são uma reunião de obras que conversam profundamente entre si e ao mesmo tempo formam uma cacofonia delicada e potente de tudo o que simboliza o início e o ciclo da vida.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/o-inicio-do-mundo-na-pinakotheke-cultural/
LOCATION:Pinakotheke Cultural Rio de Janeiro\, Rua São Clemente 300\, Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Beatriz-Milhazes-tonga-II_1994_credito-Sergio-Guerini-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250901T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T205650Z
LAST-MODIFIED:20250910T205650Z
UID:64730-1756720800-1760810400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Frederico Morais – Arte e Crítica" na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Carlos Zilio\, “O julgamento de Paris”\, 2007-2019. Crédito: Jaime Acioli\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, convida para o lançamento do livro “Frederico Morais – Arte e Crítica” (Edições Pinakotheke\, 2025)\, em dois volumes\, com 456 páginas e formato de 19 x 26 cm cada\, com 500 textos do crítico nascido em 1936\, em Belo Horizonte\, e que aos trinta anos migrou para o Rio de Janeiro. O livro é resultado da pesquisa de dez anos feita por Stefania Paiva e Rodrigo Andrade sobre as críticas de Frederico Morais publicadas no jornal “O Globo”. O primeiro volume abrange os textos feitos nos anos 1970\, e o segundo os dos anos 1980. A apresentação é do jornalista Nelson Gobbi. \n“Estes volumes registram um período decisivo de sua escrita\, quando sua visão transgressora e não dogmática desafiou convenções e ampliou os limites do que se entende por arte no país”\, afirma Camila Perlingeiro\, diretora editorial da Pinakotheke. \nJunto com a publicação do livro\, a Pinakotheke faz a exposição “Frederico Morais – Arte e Crítica”\, com 25 obras de 22 artistas próximos ao crítico\, em seleção de Stefania Paiva e Diego Matos. As obras reunidas são dos artistas: Abraham Palatnik (1928-2020)\, Alberto da Veiga Guignard (1896-1962)\, Anna Maria Maiolino (1942)\, Antonio Bandeira (1922-1967)\, Antonio Manuel (1922-1967)\, Beatriz Milhazes (1960)\, Carlos Vergara (1941)\, Carlos Zilio (1944)\, Cildo Meireles (1948)\, Cláudio Tozzi (1945)\, Farnese de Andrade (1926-1996)\, Hélio Oiticica (1937-1980)\, Ione Saldanha (1919-2001)\, Luiz Alphonsus (1948)\, Lygia Pape (1927-2004)\, Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)\, Maria Leontina (1917-1984)\, Raymundo Colares (1944-1986)\, Rubem Valentim (1922-1991)\, Rubens Gerchman (1942-2008)\, Wanda Pimentel (1943-2019) e Wilma Martins (1934-2022). \nO livro e a exposição integram a programação dos cem anos do jornal “O Globo”\, e iniciam as comemorações dos 90 anos do autor\, referência incontornável da arte contemporânea brasileira. \nNo texto sobre a exposição\, Stefania Paiva e Diego Matos destacam que Frederico Morais “é um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira”. “Sua trajetória de vida\, que se confunde com a própria história recente da arte no país\, atravessa sete décadas de dedicação intensa à cultura\, à crítica e à curadoria\, sempre em correção ética e política. Em 2026\, ao completar 90 anos de idade e 70 anos desde seu primeiro texto crítico\, em 1956\, sua presença no cenário artístico permanece fundamental para compreender como a arte brasileira se construiu\, resistiu e se reinventou diante de contextos sociais e políticos adversos”. \n“Ao longo de sua trajetória\, Frederico Morais não apenas viveu momentos decisivos da arte brasileira\, mas também se tornou um de seus principais cronistas. Sua vasta produção textual – que inclui críticas de jornal\, ensaios teóricos\, catálogos e livros – constitui um arquivo inestimável para pesquisadores\, curadores\, professores\, gestores e artistas. Mais do que registrar eventos\, ele documenta atmosferas\, debates e tensões que atravessaram diferentes períodos de nossa história social e cultural”\, afirmam os curadores. \nA exposição apresenta também uma série de textos fac-similares com aproximação crítica\, destacando três caminhos histórico-poéticos relevantes que atravessaram a trajetória de Morais: experiência e radicalidade (a arte dos jovens artistas dos anos 1960/1970); amplitudes modernas (a diversidade do modernismo no Brasil) e identidades de um Brasil plural (muito além do moderno\, um país único). \n“Funcionando como prelúdio de um universo ainda maior\, uma espécie de biblioteca de babel borgiana da arte brasileira\, essa mostra permitirá visualizar algumas conexões selecionadas entre crítica e criação\, entre curadoria e participação\, entre história e presente”\, assinalam Stefania Paiva e Diego Matos. \nA primeira sala é toda em preto e branco\, “porque simboliza o começo\, antes da cor\, antes de tudo”\, explica a curadora. As outras salas são uma reunião de obras que conversam profundamente entre si e ao mesmo tempo formam uma cacofonia delicada e potente de tudo o que simboliza o início e o ciclo da vida.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/frederico-morais-arte-e-critica-na-pinakotheke-cultural/
LOCATION:Pinakotheke Cultural Rio de Janeiro\, Rua São Clemente 300\, Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CARLOS-ZILIO-1944-O-julgamento-de-Paris-2007-2019_credito-Credito-Jaime-Acioli-116680-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250906T090000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251123T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T214223Z
LAST-MODIFIED:20250910T214223Z
UID:64752-1757149200-1763920800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Através do Véu Verde" de Edo Costantini no MAC Niterói
DESCRIPTION:Edo Costantini \, “Colourful leaves Pink”\, 2022. Katonah\, New York.\n\n\n\n\nNo dia 6 de setembro\, Edo Costantini\, artista representado pela Galeria Mario Cohen\, inaugura sua primeira exposição individual em museu\, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói)\, no Rio de Janeiro\, Brasil. Com curadoria de Nicolas Martin Ferreira e texto de Paulo Herkenhoff\, a mostra reúne uma década de produção\, incluindo fotografia\, vídeo\, música e uma série de esculturas em bronze\, estas últimas criadas em colaboração com sua esposa\, a artista Delfina Braun\, e a arquiteta Delfina Muniz Barreto. \nA obra fotográfica de Edo gira em torno do sublime na natureza\, retratado por meio de representações etéreas das florestas no norte do estado de Nova York. A série\, capturada entre 2013 e 2025\, reflete sobre o ato de medir a própria existência dentro do fluxo em constante transformação do tempo. Suas caminhadas diárias pelas paisagens serenas de Katonah – Bedford Hills tornam-se um portal para revelar o extraordinário no ordinário\, para perceber o invisível e para moldar imagens novas e instigantes a partir disso. \nInspirada nessas caminhadas e em pesquisas sobre plantas sagradas\, a exposição apresentará 20 fotografias em grande formato\, uma instalação sonora intitulada Opium Whispers Sound Sculpture e a projeção de Last Survivors\, um filme de 30 minutos\, realizado no mesmo período. \nLast Survivors é uma meditação celebratória sobre a resiliência da natureza e o despertar da humanidade. Filmado na solidão da pandemia e revelado cinco anos depois\, o filme se ergue como tributo e profecia\, um lembrete urgente de que\, embora a humanidade possa sofrer\, a natureza persiste. Narrado pela atriz islandesa Hera Hilmar\, com roteiro de Costantini e Martín Hadis — especialista em Jorge Luis Borges e literatura nórdica —\, o filme conta uma história de perda\, sobrevivência e transcendência. A trilha evocativa\, composta pelo próprio Costantini com sua banda The Orpheists\, entrelaça-se à narrativa\, criando uma atmosfera de luto e esperança. \nEm diálogo com as fotografias\, o coletivo formado por Delfina Braun\, Edo Costantini e Delfina Muniz Barreto apresenta novas esculturas em bronze que habitam silenciosamente as galerias do museu. Combinando suas disciplinas — escultura\, som e instalação —\, o trio explora as formas e ritmos da natureza\, celebrando a beleza das flores e de outros elementos vivos\, refletindo sobre a ligação entre dor e cura. “Cada um de nós contribuiu com seu conhecimento\, e juntos exploramos diferentes dimensões\, tempos e espaços”\, afirmam. \nAs obras mais recentes exploram o que está além da visão: as forças ocultas essenciais ao nosso ser. Duas esferas evocam a magia silenciosa do micélio\, a rede invisível por meio da qual o mundo natural se conecta e se regenera. Dessa teia subterrânea emergem duas esculturas em diferentes escalas\, inspiradas no raro e fascinante cogumelo conhecido como “véu-de-noiva” (lady’s veil). Reconhecido por sua beleza exótica e há muito valorizado por suas propriedades medicinais e restauradoras\, ele se torna aqui tanto uma forma natural quanto uma metáfora de resiliência e renovação. \nAlém disso\, como parte da exposição\, será publicado um catálogo em capa dura\, encadernado em tecido\, com uma fotografia central na capa. Com 110 páginas\, ele traz reproduções integrais das obras expostas\, bem como textos de Nicolas Martin Ferreira\, Paulo Herkenhoff e Barbara Golubicki\, oferecendo múltiplas perspectivas sobre a exploração de uma década de Costantini em torno da natureza\, da luz e da conexão humana com o ambiente.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/atraves-do-veu-verde-de-edo-costantini-no-mac-niteroi/
LOCATION:MAC Niterói\, Mirante da Boa Viagem\, s/nº – Boa Viagem\, Niterói\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/unnamed-19-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250906T120000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251116T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T211929Z
LAST-MODIFIED:20250910T211929Z
UID:64739-1757160000-1763316000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Poéticas do Ruído na Coleção do Instituto PIPA" no Paço Imperial
DESCRIPTION:Andréa Hygino\, “Feijão”\, 2022\, da série “Tipos de comer”. Foto: Robnei Bonifácio\n\n\n\n\nO Prêmio PIPA\, que realiza este ano sua 16ª edição\, apresenta os Artistas Premiados de 2025: Andréa Hygino\, Darks Miranda\, a dupla Gabriel Haddad & Leonardo Bora\, e Flávia Ventura. Entre os 73 artistas participantes\, com até 15 anos de carreira\, os quatro foram escolhidos pelo Conselho do PIPA por terem obras contundentes e representativas da pluralidade de poéticas e linguagens desenvolvidas no Brasil. Como parte da premiação\, cada um recebe uma doação de R$25 mil e realiza uma mostra conjunta no Paço Imperial\, no Rio de Janeiro\, de 06 de setembro a 16 de novembro\, em paralelo à exposição de obras do Instituto PIPA.  \nA abertura no dia 06 de setembro contou com uma conversa com os premiados\, conduzida por Lucrécia Vinhaes\, co-fundadora do Instituto PIPA\, e Luiz Camillo Osorio\, curador do Instituto. No encontro\, Andréa\, Darks\, Gabriel & Leonardo\, e Flávia abordaram os trabalhos selecionados para a exposição\, suas pesquisas e trajetórias.  \nOs quatro Artistas Premiados dividem a sala Terreiro com obras justapostas\, posicionadas de forma a evidenciar as permeabilidades possíveis e aumentando sua potência como conjunto. Sem uma expografia rígida\, os artistas criam juntos um espaço de forma fluida.  \nPara a mostra\, a carioca Andréa Hygino selecionou trabalhos em diversas mídias\, como fotografias\, esculturas\, telas e monotipias\, incluindo obras inéditas. A artista\, que atua também como arte-educadora e professora\, se debruça sobre o ambiente da escola\, os processos de aprendizado\, adestramentos\, disciplina e repetição\, usando a desobediência escolar como metáfora para a desobediência civil. Assim\, Andréa entrelaça sua prática docente à sua pesquisa artística\, e levanta\, em seus trabalhos\, reflexões sobre a condição do ensino público no Brasil\, como na série “Tipos de comer” (2022)\, que traz ao Paço Imperial. No trabalho fotográfico\, Hygino forma as palavras “arroz”\, “feijão” e “carne” sobre sua língua com macarrão de letrinhas\, em referência aos alimentos da cesta básica\, entrelaçando o sistema público de ensino com nutrição e fome no Brasil. Suas obras criam\, ainda\, relações entre o corpo de estudantes e a disciplina escolar\, como nas esculturas que estarão na mostra: “Descansologia II (cadeira para Michele)” e “Ambidestra II”\, de 2024\, e “Saída de Emergência”\, de 2022\, em que cadeiras de sala de aula representam questões da vivência estudantil. \nDarks Miranda\, natural de Fortaleza e residente do Rio de Janeiro\, além de artista\, é também cineasta. Em seu trabalho\, usa a montagem como procedimento e linguagem\, e investiga o imaginário da ficção científica do século passado para refletir sobre o fracasso do projeto ocidental modernizante e suas noções de futuro e progresso. Na exposição\, Darks apresentará 2 trabalhos em vídeo\, nos quais se utiliza da superposição e do excesso\, criando composições e universos visuais em um meio termo entre ficção e realidade performática. A atmosfera própria da artista também será construída com esculturas inéditas em cerâmica.  \nJá Flávia Ventura\, artista de Belo Horizonte que vive e trabalha em São Paulo\, levará às paredes do Paço 3 telas: “A festa das mulheres”\, “Pequena Morte”\, e Sem Título. Os trabalhos em acrílica são um recorte de sua pesquisa\, que investiga o corpo como dispositivo mutável de experimentação sensível\, propondo o deslocamento de discursos e protagonismos em relação à sexualidade\, gênero\, poder e violência. Suas telas criam inversões no regimes de visibilidade da erotização\, e a artista utiliza a abstração como estratégia de ambiguidade\, propondo corpos que fluem de gênero e se confundem com animais\, plantas\, objetos e paisagens\, dissolvendo hierarquias entre essas existências. \nPor fim\, a dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora trará os fazeres e as artes do Carnaval das escolas de samba para o Paço Imperial. Gabriel é natural de Niterói (RJ) e Leonardo de Irati (PR)\, e ambos trabalham no Rio de Janeiro. Os multiartistas\, que já desenvolveram narrativas escritas e visuais para diversas agremiações sambistas\, criaram uma instalação especialmente para a mostra. O trabalho inédito costura dois desfiles: “O Rei que Bordou o Mundo” (2018)\, narrativa idealizada para o GRES Acadêmicos do Cubango\, na Série Ouro\, e o desfile de 2022 do GRES Acadêmicos do Grande Rio\, “Fala\, Majeté! Sete Chaves de Exu”\, campeão do Grupo Especial. Na obra\, que tem como base um globo de ferro\, Gabriel e Leonardo entrelaçam início e fim\, refletindo sobre os processos da criação de um desfile\, com suas memórias\, gambiarras\, acabamentos\, fios elétricos e tubos plásticos. Misturam processo e resultado\, em um prática criativa que está ligada aos “restos do carnaval” – referência à prosa de Clarice Lispector. A instalação será acompanhada\, ainda\, de um texto dos artistas sobre o trabalho. \nSobre as poéticas apresentadas\, o curador Luiz Camillo Osorio destaca que “Esta rearticulação entre pertencimento e estranhamento diante da cultura visual hegemônica mobiliza a criação de novos repertórios críticos e regimes de recepção para a arte contemporânea. Os quatro artistas premiados em 2025 evidenciam tais características”. A exposição no Paço Imperial é uma celebração dessas quatro expressões. \n“Poéticas do Ruído na Coleção do Instituto PIPA” \nAlém de trabalhos dos quatro Premiados de 2025\, o Instituto PIPA apresenta no Terreirinho\, sala localizada em frente ao Terreiro\, a exposição “Poéticas do Ruído na Coleção do Instituto PIPA”. A mostra tem curadoria de Alexia Carpilovsky – que integra a equipe do Prêmio desde 2019 – com supervisão de Luiz Camillo Osorio\, Lucrécia Vinhaes e Carla Marins. São cerca de 19 trabalhos de artistas que fazem parte da história do Prêmio PIPA\, como participantes ou vencedores de edições anteriores.  \nEscutar as rasuras e os vestígios. A exposição parte do ruído como instrumento que revela e que faz lembrar: algo que irrompe\, que desestabiliza\, criando estranhamentos. As obras costuram\, remendam\, recortam e escrevem por cima\, nos convidando a pensar o que foi apagado e o que nunca foi escrito: uma “Sobreposição da história”\, como fala a obra de Gê Viana\, e “Reflorestar Nossa Gente” como anuncia a de Hal Wildson. A escrita em si também permeia a exposição como um meio de construir realidades – de criar corpo pela palavra. Aqui\, para além dos materiais\, os tempos estão sobrepostos.  \nCompõem a mostra trabalhos de Agrade Camíz\, André Azevedo\, Cadu\, Coletivo Coletores\, Denilson Baniwa\, Dyana Santos\, Eduardo Berliner\, Fabrício Lopez\, Gê Viana\, Hal Wildson\, Íris Helena\, Luiz d’Orey\, Randolpho Lamonier\, Virginia de Medeiros\, e Xadalu Tupã Jekupé.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/poeticas-do-ruido-na-colecao-do-instituto-pipa-no-paco-imperial/
LOCATION:Paço Imperial\, Praça Quinze de Novembro\, 48 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/17-Andrea-Hygino.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250908T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T233557Z
LAST-MODIFIED:20250910T233557Z
UID:64794-1757325600-1760814000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Abelardo Zaluar" na Galeria de Arte Ipanema
DESCRIPTION:Abelardo Zaluar\, “Curva Sinuosa”\, 1986. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA Galeria de Arte Ipanema apresenta\, a partir de 8 de setembro de 2025\, a exposição inédita Abelardo Zaluar\, dedicada a um dos nomes mais singulares da abstração geométrica brasileira. A mostra reúne\, até 18 de outubro\, 25 trabalhos em vinil sobre tela\, produzidos entre as décadas de 1970 e 1980. \nO texto crítico que acompanha a exposição é assinado pelo artista Gonçalo Ivo\, ex-aluno de Zaluar\, que recupera memórias de seu convívio com o mestre e ressalta a dimensão espiritual e humanista de sua obra: “Tenho para mim que\, em sua passagem neste ínfimo mundo\, Abelardo Zaluar (1924–1987) viveu e criou como um monge. Fez de seu ofício um sacerdócio. Humanista convicto\, tal qual um Midas\, transformou pigmentos\, formas e espaços em um mundo de encantamento e transcendência espiritual”. \nA obra de ZaluarNascido em Niterói\, Abelardo Zaluar construiu uma trajetória marcada pela independência de filiações a grupos ou correntes\, desenvolvendo uma linguagem própria que combina rigor geométrico e sensualidade barroca. Desde o início de sua carreira\, nos anos 1940\, transitou da figuração para a abstração\, incorporando colagens\, sobreposições de áreas de cor e experimentações com tridimensionalidade e trompe l’oeil. \nNos anos 1970\, incorporou recortes\, transparências e colagens de cartões e lâminas de acrílico\, criando jogos sensoriais que ampliavam a dimensão pictórica de sua obra. Essa produção\, frequentemente comparada por críticos como Mário Pedrosa e Frederico Morais a referências internacionais\, como Ben Nicholson\, permanece única no panorama brasileiro\, ao mesmo tempo rigorosa e lúdica. \nTrajetória e reconhecimentoProfessor\, pintor\, desenhista e gravador\, Zaluar participou de importantes coletivas e bienais entre as décadas de 1950 e 1980. Foi premiado no Salão Nacional de Arte Moderna (1963)\, recebeu destaque no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1959)\, e realizou retrospectivas em instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC/PR). \nA singularidade de sua produção\, à margem das classificações dominantes da crítica\, fez de sua obra um território de liberdade criativa\, hoje redescoberto como uma das contribuições mais originais da arte brasileira moderna.A exposição é acompanhada de um catálogo organizado pela Galeria de Arte Ipanema\, com textos críticos e reproduções das obras\, oferecendo uma visão abrangente da produção de Zaluar e sua influência na arte brasileira.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/abelardo-zaluar-na-galeria-de-arte-ipanema/
LOCATION:Galeria de Arte Ipanema\, Rua Aníbal de Mendonça\, 27 - Ipanema\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Abelardo-Zaluar_Curva-Sinuosa-Vinil-sobre-tela-100-x-150-cm-1986.1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250909T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T211139Z
LAST-MODIFIED:20250910T211139Z
UID:64736-1757415600-1761418800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Oríkì Ìwòran" de Ayrson Heráclito na Portas Vilaseca Galeria
DESCRIPTION:Vista da instalação “ORÍKÌ DE INSTRUÇÃO”\, 2025. Cortesia Portas Vilaseca\n\n\n\n\nA Portas Vilaseca apresenta “Oríkì Ìwòran”\, nova exposição individual de Ayrson Heráclito\, com curadoria de Lisette Lagnado\, que será inaugurada nesta terça-feira\, dia 9 de setembro\, a partir das 19h\, na sede da galeria no Rio de Janeiro. \nA mostra reúne trabalhos recentes e inéditos – entre esculturas\, desenhos e videoinstalações – que expandem a pesquisa do artista em torno da “ebó-arte”\, em diálogo com a ancestralidade afro-brasileira e os rituais do Candomblé. \nReconhecido pela abordagem contracolonial e pela dimensão sensorial e performativa de sua obra\, Heráclito propõe no espaço da Portas Vilaseca um percurso que entrelaça arte\, corpo e espiritualidade\, convidando o público a transformar a contemplação estética em um “devir-ritual”.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/oriki-iworan-de-ayrson-heraclito-na-portas-vilaseca-galeria/
LOCATION:Portas Vilaseca\, Rua Dona Mariana\, 137 casa 2\, Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Untitled_Panorama-2_baixa-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250909T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251101T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250914T172932Z
LAST-MODIFIED:20250914T172932Z
UID:64870-1757415600-1762023600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Vigília" de Gustavo Prado na Galeria Athena
DESCRIPTION:Vista da exposição “Vigília” de Gustavo Prado. Cortesia Galeria Athena\n\n\n\n\nA vigília é um estado de atenção constante que complementa o sono no ciclo circadiano dos seres humanos. Em termos sociais\, essa condição pode ser uma metáfora do Brasil contemporâneo\, uma sociedade que se mantém permanentemente desperta\, obrigada a vigiar a si própria e o espaço público que habita. A experiência urbana brasileira\, marcada pela desigualdade e pela insegurança\, raramente oferece repouso\, exigindo do corpo e dos sentidos uma atenção contínua\, uma vigília social. É nesse campo que se inscreve o presente trabalho de Gustavo Prado\, que descende da investigação iniciada em O Morador\, instalação pública da Bienal do Mercosul. Naquela ocasião\, 27 portas de alumínio revestidas com película espelhada compunham um labirinto em constante transformação\, onde a negociação entre passagens abertas e bloqueadas revelava a precariedade e a transitoriedade da experiência urbana. As portas\, presentes em casas populares e em residências de classe alta\, constituem um mínimo múltiplo comum da arquitetura brasileira\, ou seja\, um módulo partilhado que transcende diferenças de classe\, funcionando como uma base construtiva disseminada. Já as superfícies espelhadas remetem à arquitetura financeira dos grandes centros\, especialmente São Paulo\, onde arranha-céus de vidro esfumado e refletor exibem poder enquanto dissimulam\, sob o mito da transparência\, relações de opacidade e exclusão. A instalação inscrevia-se na cidade como exercício de convívio e fricção entre corpos\, reflexos\, movimentos e fluxos da paisagem. \nEm Vigília\, esse gesto adentra agora ao espaço expositivo. A mudança do espaço público para a galeria altera profundamente a relação com os visitantes e amplia a densidade poética da obra. Dois elementos são adicionados à instalação: o círculo\, presente nas portas de correr em alumínio e num espelho dividido ao meio que se encontra suspenso e as luzes. As paredes circundantes deixam de ser neutras e passam a integrar o trabalho. As sombras\, os reflexos e os pontos luminosos projetados nelas transformam o espaço expositivo em extensão da obra\, contaminando a arquitetura da galeria e expondo o jogo entre dentro e fora\, luz e opacidade. O visitante encontra-se\, assim\, imerso num território onde nada é fixo: as superfícies deslocam-se\, as imagens não coincidem\, o corpo é devolvido sempre em pedaços. Prado chama a peça suspensa de espelho desobediente\, superfícies que não devolvem identidades inteiras\, mas multiplicam fragmentos\, repartem o espaço. O que parecia familiar transforma-se em ambiente estranho\, em que a percepção já não se pode fiar na clareza da imagem. A vigília experienciada neste ambiente aproxima-se mais da variante hipnagógica\, que se situa entre o sono e o despertar\, num estado em que o corpo relaxa\, mas os sentidos permanecem alerta\, recolhendo fragmentos de imagens e sons. É o instante em que o real se insinua em pedaços\, nunca inteiro\, sempre fugidio. \nVigília é simultaneamente poética e política. Poética porque suspende o tempo e as percepções espacial e corporal e reencanta materiais banais\, devolvendo ao olhar a estranheza do que parecia trivial. Política porque revela como os dispositivos arquitetônicos moldam o desejo\, a visibilidade e a maneira como nos engajamos com o espaço. A instalação devolve ao público a sensação de estar num estado liminar\, quase a adormecer mas forçado a permanecer desperto\, atento ao que se passa em redor. Nesse espaço fragmentado e instável\, o real insiste e resiste como lampejo\, como sombra\, como fragmento. Nesse estado entre alerta e devaneio\, entre sombra e reflexo\, Vigília recorda-nos que habitar o espaço\, seja a cidade\, a galeria ou o próprio corpo\, é sempre um exercício de resistência e re-existência\, de permanecer desperto diante de um real que nunca se mostra inteiro\, mas que\, mesmo em fragmentos\, continua a exigir de nós atenção\, desejo e invenção. \nCristiana Tejo
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/vigilia-de-gustavo-prado-na-galeria-athena/
LOCATION:Galeria Athena\, R. Estácio Coimbra\, 50 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/img_0142-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250909T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251108T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250911T183720Z
LAST-MODIFIED:20250911T183720Z
UID:64823-1757415600-1762628400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:FotoRio 2025 no Centro Cultural Justiça Federal
DESCRIPTION:Fotografia de Ojoz\n\n\n\n\nO FotoRio 2025\, um dos mais longevos e respeitados festivais de fotografia da América Latina\, reafirma seu compromisso com a pluralidade de olhares e o intercâmbio global. Nesta edição\, o público encontrará uma constelação de exposições inéditas reunindo artistas do Brasil\, América Latina e Europa em diferentes espaços culturais da cidade: Centro Cultural Justiça Federal (CCJF)\, Instituto Cervantes\, Galeria da Aliança Francesa\, Centro Carioca de Fotografia e Casa Proeza.  O festival oferece uma oportunidade única de ver expoentes da fotografia contemporânea\, nacionais e internacionais\, explorando temas como identidade\, ancestralidade\, justiça social\, meio ambiente e reinvenção dos corpos. Todas as atividades são gratuitas. \nCom mais de duas décadas de existência e mais de 1.200 exposições realizadas\, o FotoRio se consolida como plataforma de encontro entre artistas\, curadores\, pesquisadores e público. \nO CCJF recebe\, a partir de 9 de setembro\, nove exposições que exploram múltiplos campos da fotografia\, do documental ao performativo\, do político ao poético. Entre elas estão as mostras que integram a Temporada França-Brasil\, como “Mulheres: identidade e meio ambiente — Uma cartografia sensível”\, com curadoria de Ioana Mello e Jean-Luc Monterosso\, fundador e diretor da Maison Européenne de la Photographie\, em Paris\, e “Sóis Negros”\, de artistas afro-guianenses\, que também dialoga com a cultura francesa. \nAo mesmo tempo\, o festival apresenta projetos de enorme relevância histórica e social\, como “O Povo Leva! O Povo Leva! – O Funeral de JK”\, com fotografia de Juvenal Pereira e curadoria de Milton Guran\, que documenta momentos marcantes de comoção nacional do emblemático funeral de Juscelino Kubitschek\, ocorrido há quase 50 anos; “10 Anos de Guerras sem Fim”\, de Gabriel Chaim\, com uma visão profunda sobre os conflitos em Gaza e outras regiões do Oriente Médio; e o projeto KHĪSÊTJÊ – TERRA É VIDA – HWYKHA RA ANHĪNTWA MBERI dos artistas indígenas Kamikia Khisêtjê\, Renan Khisêtjê e Sâksô Khisêtjê\, que denuncia os impactos do agronegócio sobre seus territórios. \nOutras exposições ampliam ainda mais a diversidade do FotoRio 2025\, incluindo “Vale Night”\, de Aleta Valente\, que convida mães a registrarem suas próprias experiências de liberdade; “Altinha”\, de Tanara Stuermer\, que ressignifica gestos do jogo popular na Praia do Leblon; “Como Olhar Junto”\, de Luiza Baldan\, que explora memórias e afetos em paisagens portuguesas; e “Nego Fugido – Memórias Quilombolas”\, de Nicola Lo Calzo\, um projeto documental sobre resistência negra na Bahia\, que une história e poética visual. \nTodos os artistas\, nacionais e internacionais\, estarão presentes na abertura\, garantindo ao público uma experiência de diálogo direto com os criadores e curadores\, fortalecendo o caráter único do FotoRio. \nMilton Guran\, fotógrafo\, antropólogo e um dos coordenadores do festival\, comenta: \n“Nesta edição de 2025\, o FotoRio lança um olhar atento sobre temas centrais da contemporaneidade: pertencimento identitário\, memória social e política\, diversidade cultural\, conflitos civilizatórios\, sororidade e\, por fim\, a tragédia — infelizmente recorrente — da guerra. Cada exposição nasce de uma ação fotográfica singular: da documentação de fatos noticiosos à fotografia como instrumento de resistência\, passando pela experimentação no campo das artes visuais. Reunimos autoras e autores com trajetórias distintas\, mas com excelência estética e conceitual.” \nAlém das exposições\, o FotoRio 2025 oferece atividades paralelas que aprofundam o diálogo com o público e fortalecem a troca de conhecimentos entre artistas e pesquisadores. Entre elas estão a Rede de Fototecas (11/09)\, que discute a criação de fototecas estaduais; o relato da fotógrafa Luciana Whitaker sobre sua experiência no Alasca (17/09); e a conversa com Juvenal Pereira (22/10)\, que revisita a cobertura histórica do funeral de JK. Essas ações complementam a programação e ampliam a experiência de imersão na fotografia contemporânea. \nO FotoRio 2025 tem o patrocínio do Itaú e da Helexia Brasil\, com a realização do Ministério da Cultura\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/fotorio-2025-no-centro-cultural-justica-federal/
LOCATION:Centro Cultural Justiça Federal\, Avenida Rio Branco\, 241 - Cinelândia\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/FotoRio-2025_-Expo-Sois-Negros_-Ojoz_-Foto-A9955578-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250909T120000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T214855Z
LAST-MODIFIED:20250910T214855Z
UID:64755-1757419200-1761418800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"A cor do tempo" de Carolina Martinez no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Carolina Martinez\, “Construir o tempo em cor”\, 2025. Cortesia Galeria Marilia Razuk \nA cor do tempo intitula a individual de Carolina Martinez no Centro Cultural Correios\, no Rio de Janeiro\, sua cidade natal\, a partir de 9 de setembro. Nesta mostra\, a artista apresenta uma seleção de obras recentes\, realizadas entre 2022 e 2025\, pontuada por trabalhos produzidos há mais de uma década\, além de fotografias polaroid originais e pinturas em papel que marcaram o início de sua prática. Por meio de forma\, luz e cores capturados a partir de um olhar atento sobre os espaços\, tempos e afetos\, as obras evidenciam tais elementos que marcam o caminho percorrido pela artista.  \nHá nos trabalhos de Carolina a forte presença do imponderável e do impalpável\, já que o que se constrói para abrigo\, como a arquitetura\, os espaços e as casas\, sobrevivem aos humanos. Tal impermanência se revela diante da permanência dos espaços construídos\, das paredes\, dos pisos e telhados que envolvem a vida e onde se sobrepõem memórias\, vivências\, acúmulos de tempo\, de palavras\, de dor e de alegrias. E a realidade\, que muitas vezes se prefere evitar\, já que é enquanto seres humanos a espécie a sumir\, até mesmo\, talvez\, antes que a imagem fixada no filme instantâneo de uma polaroid desvaneça. \n“Elas vão sumir\, não vão mais estar aqui.” É assim que a artista se refere às fotografias em polaroid que realizou a partir de 2010 e que se desdobraram mais tarde em pinturas\, colagens e pinturas em papel. Arquiteta de formação\, Carolina também reflete acerca do uso da cor\, um dos eixos principais de sua produção e que também marca a passagem do tempo. \nA cor não é meramente um elemento compositivo. “É através da cor que construo espaços que confrontam a realidade\, lugares que evocam o onírico\, o espiritual. E cada escolha cromática\, dialoga com outra camada essencial na minha pesquisa\, que é a materialidade”\, conta Carolina.  \nA arquitetura\, no entanto\, virou uma espécie de guia e se faz presente em suas composições\, seja através da própria representação pictórica\, seja nos suportes ou nas proporções e escalas dos trabalhos. Assim\, o uso da madeira em seus trabalhos passa a ser uma realidade e\, utilizada como suporte para suas pinturas\, traz um dado central em sua pesquisa: a união da materialidade com a cor. Nos trabalhos da série Perímetros\, iniciados a partir de 2015 e aqui representados por uma obra Sem título (2025)\, a artista incorpora ripas de madeira que acompanham os limites dos campos de cor\, mas extrapolam o plano do suporte. Borrando os limites entre objeto e pintura\, as obras da série adentram a superfície da parede através da projeção das sombras. Já na obra Contemplação\, também parte desta mostra\, surgem outros experimentos: peças de cerâmicas que a artista modela à mão\, colore posteriormente em tinta acrílica e as incorpora às suas pinturas sobre madeira. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/a-cor-do-tempo-de-carolina-martinez-no-centro-cultural-correios/
LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Construir-o-tempo-em-cor-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250910T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T235446Z
LAST-MODIFIED:20250910T235446Z
UID:64803-1757502000-1761415200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"ACQUA" de Oskar Metsavaht no studio OM.art
DESCRIPTION:Obras de Oskar Metsavaht. Imagem / Divulgação \nO studio OM.art apresenta ‘ACQUA’\, a mais recente mostra individual de Oskar Metsavaht. Nesta série\, o artista se inspira na impermanência da água\, um elemento que o fascina e desafia por sua fluidez. Em suas obras\, elementos líquidos\, vítreos e pigmentos se fundem no efêmero e revelam um gesto pictórico que é\, ao mesmo tempo\, intencional e entregue ao acaso. \nCom o uso de experimentos em seu ateliê\, Oskar manipula os elementos em projeção e transpassamos para telas e vídeos\, registrando o instante preciso em que a matéria se transforma. Para isso\, Oskar utiliza pequenos objetos criados em vidro como pincéis trabalhados à mão para encontrar\, ao acaso\, estas formas geométricas. No movimento\, ele se conecta com a fluidez da água e com as cores de pigmentos que se misturam a ela. \nA dimensão vítrea da água inspirou a ideia de trabalhar com o vidro\, que mantém a transparência do elemento e tangibiliza o desafio de explorar como poderia para capturar a o movimento e suas nuances. Nas vídeo instalações\, o artista amplia esse instante\, projetando sobre superfícies líquidas ou translúcidas cenas em que o tempo parece suspenso\, evocando estados meditativos e uma percepção expandida da realidade. \nA mostra também propõe uma reflexão estética sobre o invisível: o que se dissolve\, o que escapa à forma\, o que só se revela no entre — entre cor e luz\, entre o toque e o distanciamento\, entre o que é visto e o que é sentido. \n‘ACQUA’ é\, assim\, uma exposição-experiência. Um chamado à contemplação\, à escuta e à presença. Um convite para se deixar levar — como a água — por caminhos não lineares\, sensíveis e profundos.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/acqua-de-oskar-metsavaht-no-studio-om-art/
LOCATION:studio OM.art\, Rua Jardim Botânico\, 997 – Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/unnamed-21.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250910T120000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T210431Z
LAST-MODIFIED:20250910T210431Z
UID:64733-1757505600-1761418800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Devir" de Karen de Picciotto no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Obra de Karen de Picciotto – Divulgação \nA artista Karen de Picciotto apresenta a exposição individual Devir\, com curadoria de Jurandy Valença\, a partir de 9 de setembro no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. A mostra\, instalada na Galeria I\, no segundo andar do edifício\, reúne cerca de 28 obras de forte impacto visual\, e algumas de grande escala\, propondo ao público uma reflexão sobre a dualidade dimensional de sua produção e os limites entre pintura e escultura. \nPor meio de uma técnica singular desenvolvida pela própria artista\, Karen rompe com os paradigmas tradicionais da pintura ao explorar obras que flutuam entre o bidimensional e o tridimensional\, entre o pictórico e o escultórico. “São obras que parecem fossilizadas\, como se estivessem decantando há tempos no fundo do mar e fossem resgatadas para o deleite do nosso olhar em torno de um passado fossilizado”\, descreve o curador. \nUtilizando esmalte sintético — tinta à base de óleo de secagem lenta —\, a artista lança mão do clássico pincel e\, em vez disso\, usa ventiladores para conduzir o gotejamento da tinta sobre objetos e telas. Esse processo cria camadas densas de cor e textura\, conferindo relevo e volume aos suportes. A tinta\, em vez de ser aplicada manualmente\, é direcionada pelo vento\, subvertendo a gestualidade tradicional do ato de pintar. \nParte das obras da exposição se constituem a partir da relação entre objetos sobrepostos a telas criando composições em negativo e positivo. Por meio da repetição deste processo\, Karen espelha os elementos da composição\, questionando a natureza da pintura e da escultura. \nNas palavras do curador\, “o gesto da artista é o tempo”. A ação do tempo\, somada ao acaso do processo\, é parte constitutiva da obra. Ao renunciar ao controle total sobre o resultado\, Karen propõe uma imagem que se manifesta por si só — autônoma\, acidental e sensorial. \nDevir aponta para o movimento contínuo da transformação — conceito filosófico que inspira o título da exposição. Assim como o pensamento de Hegel\, a prática de Karen de Picciotto sugere que a arte\, assim como o mundo\, está em constante processo de vir-a-ser.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/devir-de-karen-de-picciotto-no-centro-cultural-correios/
LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/DESTAQUE-8.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250910T140000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251214T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T212424Z
LAST-MODIFIED:20250910T212424Z
UID:64742-1757512800-1765735200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Transformai as Velhas Formas do Viver" na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Aline Motta\, “Se o mar tivesse varandas #4”\, 2017. Cortesia Casa Museu Eva Klabin \n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA partir do dia 10 de setembro\, a Casa Museu Eva Klabin inaugura a exposição ‘Transformai as velhas formas do viver\, um percurso que reúne obras de Claudia Andujar\, Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin\, com curadoria de Camilla Rocha Campos’. A mostra ocupará diversos ambientes da casa\, e ficará em cartaz até 14 de dezembro. \nA exposição Transformai as velhas formas do viver propõe um mergulho em registros éticos\, poéticos e materiais que desconstroem a hegemonia do olhar ocidental e reinscrevem no presente temporalidades insurgentes. \nReunindo obras de Claudia Andujar\, Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin\, a mostra apresenta imagens\, formas e narrativas como evidências sensíveis de valor social e lastro de conhecimento. A fotografia\, a instalação\, o desenho e os artefatos não operam aqui como objetos estéticos\, mas como testemunhos. Eles são expressões de uma arqueologia do presente capaz de desenterrar aquilo que foi silenciado ou transformado em ruína. \nAs obras de Claudia Andujar revelam mais do que uma paisagem: desvelam mundos. Suas fotografias com Amazônicas não apenas documentam\, mas se tornam vestígios de convivência\, de escuta radical e de reconfiguração de linguagem. De modo semelhante\, Aline Motta\, ao trabalhar memória\, território e ancestralidade\, ativa o tempo como corpo fluído\, fragmentado\, atlântico\, onde passado e futuro são também indissociáveis do agora. Ambas constroem uma prática de resistência imagética e política\, comprometida com o testemunho e a reconstrução\, em uma lógica que se aproxima da arquitetura forense: campo onde a arte opera como evidência\, onde o sensível torna-se documento vivo. \nCamilla Rocha Campos\, curadora.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/transformai-as-velhas-formas-do-viver-na-casa-museu-eva-klabin/
LOCATION:Casa Museu Eva Klabin\, Av. Epitácio Pessoa\, 2480 - Lagoa\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Aline-Motta-Se-o-mar-tivesse-varandas-4-2017-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250911T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250910T234202Z
LAST-MODIFIED:20250910T234202Z
UID:64797-1757584800-1760814000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Notícias falsas. O poder da mentira" no Instituto Cervantes
DESCRIPTION:Imagem / Divulgação \nDepois de Nova York e Brasília\, chega ao Rio de Janeiro a exposição itinerante “Notícias falsas. O poder da mentira”\, a partir de 11 de setembro no Instituto Cervantes. O público descobrirá\, de forma lúdica e imersiva\, como as fake news evoluíram desde a Roma Antiga até se tornarem uma arma poderosa na era digital. Tendo a oportunidade de analisar o impacto da desinformação na sociedade\, na política e na economia\, o visitante irá explorar as intenções por trás dessas fake News – que vão desde a criação do caos até o lucro. A exposição convida a refletir sobre a vulnerabilidade à desinformação e oferece ferramentas para combatê-la\, fomentando o pensamento crítico. Ao final\, haverá a pergunta: “Sou capaz de distinguir a verdade da mentira?”. \nComo prelúdio à exposição\, será realizada uma mesa-redonda com profissionais de comunicação do Brasil e da Espanha\, que discutirão suas experiências sob o tema “O impacto da desinformação sobre os mais vulneráveis: a situação nas favelas”. \nMesa redonda: dia 11 de setembro\, às 19h \nNoventa por cento dos brasileiros admite acreditar em notícias falsas\, mas a situação é agravada nos contextos mais vulneráveis. A desinformação nas favelas tem um impacto ainda maior devido a lacunas na educação\, acesso a meios de comunicação verificados e exposição a notícias falsas através de plataformas sociais como o WhatsApp ou o Facebook. Esta mesa redonda procura explorar a forma como as pessoas que vivem nestas comunidades lidam com as consequências das notícias falsas e quais medidas estão sendo tomadas para as combater. \nModerador: Álvaro Medina (com Natalia Leal\, e Mariane del Rei)
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/noticias-falsas-o-poder-da-mentira-no-instituto-cervantes/
LOCATION:Instituto Cervantes do Rio de Janeiro\, Rua Visconde de Ouro Preto\, 62 – Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Fakenews-2-1-rotated.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250912T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251125T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250911T171834Z
LAST-MODIFIED:20250911T171834Z
UID:64816-1757671200-1764093600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Carne da Terra" de Maria Antonia no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Obra de Maria Antonia. Crédito: Gabi Carrera / Divulgação\n\n\n\n\n\n\n\nA artista visual Maria Antonia apresenta a exposição/projeto inédita “Carne da Terra”\, a partir do dia 12 de setembro de 2025 (sexta-feira)\, no Museu do Amanhã\, no centro do Rio de Janeiro. É a primeira solo de pintura imersiva de uma artista mulher no espaço institucional e\, que acontece durante a semana da ArtRio\, principal feira da cidade que acontece na Marina da Glória. \nO texto crítico é da curadora Fernanda Lopes e a expografia fica por conta da arquiteta Gisele de Paula\, responsável também pela 36ª Bienal de São Paulo\, que acontece no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A mostra segue aberta à visitação até o dia 25 de novembro de 2025. Este projeto foi contemplado pelo edital Pró-Carioca\, programa de fomento à cultura carioca\, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, através da Secretaria Municipal de Cultura. \nLimites da pintura e da imagemConcebida como uma arena viva de experiências\, a exposição reúne pinturas de grande escala\, esculturas táteis\, sons e realidade aumentada\, criando encontros entre gestos ancestrais e recursos tecnológicos contemporâneos. O projeto\, que é desdobramento mais recente da investigação de mais de 10 anos da artista\, versa sobre os limites da pintura e da imagem\, construindo ambientes pictóricos e imersivos nos quais o público é convidado a estar presente. Em sua instalação\, Maria Antonia traz para os dias de hoje\, questões essenciais da história da arte e como elas se configuram no mundo contemporâneo. \n“Carne da Terra é um ambiente-vivo que convida o público a ativar sua percepção\, explorando outros sentidos para além do olhar. Neste espaço\, o mundo real\, também alimentado pela audição e o tato\, amplia seus contornos ao incorporar o universo virtual\, e o uso de ferramentas presentes em nosso cotidiano\, como a inteligência artificial e a realidade aumentada. Ao caminhar pelo universo construído pela artista\, pinturas e esculturas pensadas especialmente para essa instalação\, ganham novos contornos com ferramentas virtuais desenvolvidas para ampliar as possibilidades da pintura a partir da interação com o público”\, diz a curadora Fernanda Lopes no texto crítico.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/carne-da-terra-de-maria-antonia-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/E_2507_4179_GabiCarreraFOTO.baixa_.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250913T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260308T180000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250907T202224Z
LAST-MODIFIED:20250907T202302Z
UID:64643-1757757600-1772992800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Carmen Portinho: modernidade em construção" no MAM Rio
DESCRIPTION:Participantes do II Congresso Internacional Feminista em excursão ao Recreio dos Bandeirantes. Fotografia\, sem autoria identificada\, [jun.] 1931. Arquivo Nacional \nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura\, em 13 de setembro de 2025\, a exposição documental Carmen Portinho: modernidade em construção\, com curadoria de Aline Siqueira\, Raquel Barreto e Pablo Lafuente\, e assistência curatorial de José dos Guimaraens. \nA mostra homenageia a engenheira\, urbanista e militante feminista Carmen Portinho (1903–2001)\, protagonista do modernismo brasileiro e referência na luta pela igualdade de gênero\, pelo direito à cidade e habitação popular. \n“Mais do que um percurso biográfico\, a exposição propõe questionamentos sobre como a vida e as ações de Carmen Portinho iluminam os desafios atuais de construção da cidade e do país que queremos. Sua obra\, coletiva por excelência\, afirma o modernismo como projeto político e cultural de emancipação social”\, pontua Yole Mendonça\, diretora executiva do MAM Rio. \nAo longo de sua vida\, Carmen Portinho foi ativista dos direitos das mulheres\, urbanista\, crítica de arte e militante pela cultura e pela liberdade. Nos anos 1950\, integrou a gestão do MAM Rio como diretora executiva adjunta\, coordenando a construção da sede definitiva do museu projetada por Affonso Eduardo Reidy. Esses múltiplos engajamentos\, que atravessam quase todo o século 20\, integram o projeto moderno em sua acepção mais ampla: a construção de uma sociedade e de um país mais justos por meio de saberes e tecnologias\, novos e antigos\, a serviço da emancipação individual e coletiva. \nA exposição reúne mais de 300 documentos históricos de diferentes acervos\, organizados em três núcleos — “moradia e habitação popular”\, “feminismo” e “arte e educação” — além de uma seção dedicada à Revista Municipal de Engenharia\, veículo fundamental para a difusão do modernismo no Brasil. \nEm diálogo com esse vasto material\, obras comissionadas especialmente para a mostra aproximam o legado de Portinho de questões contemporâneas: um vídeo da cineasta\, antropóloga e artista visual Milena Manfredini e uma instalação do artista baiano Rommulo Vieira Conceição revisitam o Pedregulho (conjunto habitacional no bairro de Benfica)\, enquanto o projeto instalativo da artista carioca Ana Linnemann propõe modos de viver e trabalhar inspirados na urbanista. E em entrevista realizada pela cineasta Ana Maria Magalhães em 1995\, Portinho compartilha reflexões sobre sua vida e trabalho. \n“Carmen Portinho atravessa o século 20 como protagonista de lutas que permanecem atuais: habitação\, educação\, arte e igualdade de gênero. A exposição não apenas revisita sua trajetória\, mas nos convida a refletir sobre o que foi feito e o que ainda precisa ser conquistado”\, afirma Pablo Lafuente\, diretor artístico do MAM Rio. \nMoradia e habitação popular \nNa virada do século 20\, políticas higienistas e remoções marcaram a vida da população de baixa renda no Rio. Foi nesse contexto que Carmen Portinho consolidou sua atuação à frente do Departamento de Habitação Popular (DHP)\, criado em 1946. \nComo diretora-geral\, implantou projetos de grande escala baseados no conceito de “unidade de vizinhança”\, que integrava moradia\, escola\, lazer\, saúde e comércio em bairros autossuficientes. \nO Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho)\, projetado por Affonso Eduardo Reidy a partir das ideias de Portinho\, tornou-se um marco do modernismo brasileiro\, premiado na 1ª Bienal de São Paulo (1951) e celebrado internacionalmente. \nOutros empreendimentos\, como o Conjunto Residencial Marquês de São Vicente\, em São Conrado\, e os conjuntos de Paquetá e Vila Isabel\, reafirmaram a ambição de aliar arquitetura\, urbanismo e justiça social. Apesar das críticas ao alto custo e à complexidade dos projetos\, suas soluções ainda hoje são referências em concepção arquitetônica e qualidade de construção. \n“O núcleo de Pesquisa do MAM Rio\, em geral\, trata a Carmen Portinho a partir de sua atuação como diretora executiva adjunta e de suas ações no contexto das práticas e das realizações do museu. Esta exposição nos permite exercitar um novo ponto de vista\, muito mais amplo e com reconhecimento justo de suas frentes de atuação profissional tão diversas. Falar sobre esses outros aspectos da trajetória de Portinho é muito envolvente e gratificante\, e nos ajuda a reforçar sua importância não somente para o MAM Rio\, mas para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil”\, completa Aline Siqueira\, coordenadora de Pesquisa e Documentação do museu. \nFeminismo \nPortinho foi também protagonista do movimento feminista no Brasil desde os anos 1920\, ao lado de Bertha Lutz\, Almerinda Gama e outras sufragistas. \nParticipou de campanhas pelo voto feminino — conquistado nacionalmente em 1932 —\, fundou a União Universitária Feminina e foi uma das primeiras mulheres a ingressar e se destacar em áreas tidas como masculinas\, como a engenharia e o urbanismo. \nEm 1937\, ajudou a criar a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas\, fortalecendo redes de apoio profissional. Décadas mais tarde\, em 1987\, foi escolhida para entregar a “Carta das Mulheres” ao presidente da Câmara\, Ulysses Guimarães\, durante o processo de elaboração da Constituição Federal\, tornando-se elo entre as lutas do início do século 20 e as conquistas contemporâneas. \nArte e educação \nO vínculo com a arte acompanhou Carmen Portinho ao longo de toda a vida. \nNos anos 1950\, integrou a gestão do MAM Rio como diretora executiva adjunta\, coordenando exposições e a construção da sede definitiva do museu\, projetada por Reidy. \nNa instituição\, consolidou o museu como centro de arte e educação\, apoiando iniciativas como o Ateliê de Gravura\, que formou uma geração de artistas na década de 1960. \nPosteriormente\, como diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) entre 1967 e 1988\, garantiu a consolidação da primeira escola de design da América Latina\, promovendo um diálogo inovador entre arte\, design e pedagogia. \nRevista Municipal de Engenharia \nFundada em 1932 a partir de sua iniciativa\, a Revista Municipal de Engenharia foi um dos principais veículos de difusão do pensamento modernista em arquitetura\, urbanismo e engenharia no Brasil. \nPublicou textos de Lucio Costa\, Oscar Niemeyer e Le Corbusier\, além de artigos da própria Portinho\, incluindo o anteprojeto de sua autoria para a nova capital do país\, no Planalto Central — visão que antecipou princípios depois incorporados por Costa em Brasília.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/carmen-portinho-modernidade-em-construcao-no-mam-rio/
LOCATION:MAM Rio\, 85 Av. Infante Dom Henrique Parque do Flamengo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Participantes-do-II-Congresso-Internacional-Feminista-em-excursao-ao-Recreio-dos-Bandeirantes-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250913T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251115T190000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250916T182324Z
LAST-MODIFIED:20250916T182324Z
UID:64892-1757761200-1763233200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Título Provisório" na Nonada ZN
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Daniel Barreto – Divulgação\n\n\n\n\nCada vez mais ligada à arte\, a Kenner vai patrocinar a exposição “Título Provisório”\, que será inaugurada neste sábado (13)\, na Penha – Zona Norte do Rio de Janeiro –\, e ficará aberta ao público até 15 de novembro. A iniciativa reforça o compromisso da marca em valorizar manifestações culturais independentes\, descentralizadas e com raízes na comunidade. Integrando o circuito ArtRio\, a mostra coletiva vai reunir\, em uma fábrica desativada\, obras de oito brasileiros que exploram como as cadeias produtivas podem aproximar as pessoas e se transformar em linguagem artística. \nPinturas\, esculturas\, fotografias\, performances sonoras\, vídeos e instalações fazem parte da programação\, que também contará com visitas guiadas e bate-papo com o público. Gerente de Comunicação da Kenner\, Mariana Egert pontua que o incentivo posiciona a marca como agente ativo de experiências acessíveis que criam conexões ricas e que promovem diálogos culturais na sociedade. \n“Apoiar a arte independente é mostrar uma preocupação social que envolve tanto os artistas quanto com os moradores da região. E isso acontecer justamente no subúrbio é muito significativo\, porque a Zona Norte do Rio é plural demais e acaba\, muitas vezes\, ficando de fora desses circuitos culturais. Essa é uma oportunidade de dar ainda mais visibilidade à produção artística e engajar a comunidade local”\, afirma Mariana. \nObras criadas por Rafael Meliga\, Bruna Lamego\, Daniel Barreto\, Daniel Olej\, Gabriela Mureb\, Helô Duran\, Lucas Pires e Mbé formam o acervo da exposição\, que\, como provoca em seu nome\, busca pontuar como a noção de transitoriedade dialoga com a arte em processo\, que se constrói no trabalho diário e na relação com estruturas externas.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/titulo-provisorio-na-nonada-zn/
LOCATION:Nonada Zona Norte\, Rua Conde de Agrolongo\, 677 - Penha\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/unnamed-5-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250924T090000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251117T200000
DTSTAMP:20260425T124045
CREATED:20250923T144625Z
LAST-MODIFIED:20250923T144625Z
UID:65013-1758704400-1763409600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"José Pedro Croft: reflexos\, enclaves\, desvios" no CCBB RJ
DESCRIPTION:José Pedro Croft\, Sem título\, 2017 – Divulgação \nO Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro inaugura\, no dia 24 de setembro de 2025\, a grande exposição “José Pedro Croft: reflexos\, enclaves\, desvios”\, com cerca de 170 obras do renomado artista português. Com curadoria de Luiz Camillo Osorio\, a mostra\, que ocupará todo o primeiro andar e a rotunda do CCBB RJ\, será composta\, principalmente\, por gravuras e desenhos\, apresentando também esculturas e instalações\, que ampliarão o entendimento sobre o conjunto da obra do artista e sobre os temas que vem trabalhando ao longo de sua trajetória\, como o corpo\, a escala e a arquitetura. Esta será uma oportunidade de o público ter contato com a obra do artista\, que já realizou exposições individuais em importantes instituições\, como no Pavilhão Português na 57a Bienal de Veneza\, na Itália (2017)\, na Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra\, em Portugal (2020)\, na Capela do Morumbi\, em São Paulo (2015)\, no Paço Imperial (2015)\, MAM Rio (2006)\, entre muitas outras. \nNa rotunda\, haverá uma instalação inédita\, criada especialmente para a mostra\, na qual\, através de um jogo de espelhos\, o público verá partes do prédio histórico do CCBB RJ refletido\, como um grande quebra-cabeça. Ao olhar de cima\, será criado um espaço negativo\, com a imagem do prédio invertida\, dando a impressão de que a claraboia está no fundo de um grande poço com 40 metros de profundidade. A instalação vai ativar o ambiente\, integrando o espaço e obra\, assim como acontecerá em toda a exposição. \n“José Pedro Croft é um dos principais artistas portugueses da geração que se formou logo após a Revolução dos Cravos (1974). Ou seja\, teve sua trajetória artística toda vinculada aos ideais de liberdade\, cosmopolitismo e experimentação. Trata-se de uma poética visual que se afirma no enfrentamento da própria materialidade das linguagens plásticas: a linha\, o plano\, a cor\, o espaço. Sempre levando em conta sua expansão junto à arquitetura e ao corpo (inerente aos gestos do artista e à percepção do espectador)”\, conta o curador Luiz Camillo Osorio. \nA exposição é composta a partir da potência plástica das gravuras e dos desenhos que se articulam com a vertigem espacial das esculturas\, com seus vazios e espelhos. As gravuras\, suporte com o qual o artista trabalha desde a década de 1990\, ocuparão a maior parte da exposição\, incluindo obras em grandes escalas\, com tamanhos que chegam a 140X243cm. “A gravura é um trabalho de grande ciência física e artesanal\, com muito rigor e entrega. Não é algo secundário. Para mim\, é uma âncora do meu trabalho. Há coisas que fiz em gravura\, que vão me dar soluções para o meu trabalho em escultura”\, afirma o artista. Diversas séries\, de anos distintos\, sendo muitas feitas sobre a mesma chapa de metal\, aguçarão a percepção do público. “Ver não é reconhecer. As muitas variações no interior das séries gráficas conduzem o olhar para dentro do processo em que repetição e diferença se potencializam. A atenção para o detalhe é uma convocação política em uma época de dispersão interessada”\, diz o curador. \nA gravura é tão importante na obra do artista que muitos desenhos que serão apresentados na mostra foram feitos sobre as provas das gravuras. “Eu as uso como uma memória e desenho por cima com linhas de nanquim super finas\, com 0\,25 milímetros cada\, criando volumes. Faço os desenhos à mão\, trazendo esse mundo de imagens de pixels para a nossa realidade\, que é física ainda. É uma maneira de resistir a velocidade de estarmos sempre ligados a um excesso de estímulos”\, ressalta Croft. \nTambém farão parte da mostra seis esculturas\, sendo quatro inéditas\, criadas especialmente para a exposição. Todas feitas em ferro\, espelho e vidro. “Há uma articulação interna entre o enfrentamento exaustivo da chapa de metal das gravuras com os deslocamentos ópticos e os desvios insinuantes de suas esculturas. O metal\, o vidro\, os espelhos\, a linha\, a cor\, a memória gráfica\, as sobreposições\, a instabilidade; tudo isso reverbera entre as gravuras\, os desenhos e as esculturas”\, diz o curador.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/jose-pedro-croft-reflexos-enclaves-desvios-no-ccbb-rj/
LOCATION:CCBB\, 66 R. Primeiro de Março Centro\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Croft_gravura_SEm-titulo_2017_Agua-tinta-agua-forte-maneira-negra-e-ponta-seca_50X40-3-1.jpg
END:VEVENT
END:VCALENDAR