BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Arte Que Acontece - ECPv6.15.20//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-WR-CALNAME:Arte Que Acontece
X-ORIGINAL-URL:https://artequeacontece.com.br
X-WR-CALDESC:Eventos para Arte Que Acontece
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-Robots-Tag:noindex
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
BEGIN:VTIMEZONE
TZID:America/Sao_Paulo
BEGIN:STANDARD
TZOFFSETFROM:-0300
TZOFFSETTO:-0300
TZNAME:-03
DTSTART:20240101T000000
END:STANDARD
END:VTIMEZONE
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250531T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260531T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250630T215720Z
LAST-MODIFIED:20250630T215720Z
UID:63469-1748689200-1780250400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/nossa-vida-bantu-no-museu-de-arte-do-rio/
LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/06/MFA00195_Marcia-Falcao_Jogo-2-da-Serie-Capoeira-em-Paleta-Alta_Ph.-Rafael-Salim_DDM-1-1-1980x1323-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250614T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251026T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250630T220206Z
LAST-MODIFIED:20250630T220206Z
UID:63472-1749898800-1761501600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/retratistas-do-morro-no-museu-de-arte-do-rio/
LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/06/aniversario-da-renatinha.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250712T080000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251012T200000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250711T163611Z
LAST-MODIFIED:20250711T163612Z
UID:63734-1752307200-1760299200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Um emaranhado de ruínas ao revés" no Sesc São João de Meriti
DESCRIPTION:Vista da instalação de Ana Rorras – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA mostra “Um emaranhado de ruínas ao revés” reúne cinco artistas visuais brasileiros que utilizam como matéria-prima elementos de uso comum e descartados no cotidiano. Como num desejo de conferir sentido aos fragmentos do mundo\, a mostra reúne trabalhos de Ana Raylander Mártis dos Anjos\, Ana Rorras\, Loren Minzú\, Marcelo Venzon e rafael amorim. Estarão lá obras tridimensionais criadas a partir de restos de objetos que perderam sua função original e que\, reconfigurados\, ganharam novas formas e sentidos a partir da intervenção poética dos artistas. Cada participante preparou também especialmente um trabalho inédito para a exposição. Selecionada no Edital Sesc Pulsar\, a mostra vai de 12 de julho a 12 de outubro de 2025\, na galeria do Sesc São João de Meriti\, com entrada franca. \nA exposição é um convite para olharmos de forma nova para o que consideramos descartável\, precário\, compreendendo suas potencialidades e beleza. Os belos trabalhos de Ana Rorras e rafael amorim\, por exemplo\, são elaborados a partir de materiais encontrados em ruínas da arquitetura urbana. Ana recolhe fragmentos de antigas construções\, articulando-os com plantas que crescem durante o período expositivo. Amorim\, por sua parte\, parte do colecionismo\, recolhendo materiais encontrados na rua. As esculturas de Loren Minzú se sustentam em equilíbrios delicados\, ameaçando ruir a qualquer lufada de vento\, fenômeno que\, por sua vez\, é protagonista do seu trabalho em vídeo. As Fôrmas de Marcelo Venzon se inspiram em elementos reais da arquitetura de pontes\, viadutos e edifícios. Já Ana Raylander Mártis dos Anjos\, artista confirmada na 36ª Bienal de São Paulo\, debruça-se sobre a violência das estruturas sociais\, revisitando memórias individuais e coletivas\, dialogando com imagens\, canções e gestos de nossa cultura.  \nSegundo os idealizadores da mostra\, “Um emaranhado de ruínas ao revés” aponta para diferentes abordagens do campo artístico. “Vamos apresentar um verdadeiro emaranhado transcultural de poéticas\, espaços\, narrativas\, experiências\, materialidades e subjetividades que convivem em um mesmo espaço\, constituindo uma experiência sensorial única”\, comenta André Torres\, articulador da exposição. Torres\, que acompanhou de maneira crítica o desenvolvimento dos trabalhos inéditos\, assina o texto da exposição e mais um ensaio para o catálogo\, que será lançado durante a mostra. A publicação\, além de imagens dos trabalhos e da montagem\, também contará com texto de Julia Baker. A distribuição será gratuita e o material também estará disponível para download. Outra característica da iniciativa foi a escolha de artistas que têm em comum uma percepção apurada das estruturas e formas que nos rodeiam no cotidiano. Nesse sentido\, a exposição convoca o corpo a estar presente no espaço\, já que as obras expandem o limite bidimensional das telas.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/um-emaranhado-de-ruinas-ao-reves-no-sesc-sao-joao-de-meriti/
LOCATION:Sesc São João de Meriti\, Av. Automóvel Clube\, 66 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Ana-Rorras-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250712T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251012T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250804T212540Z
LAST-MODIFIED:20250804T212540Z
UID:64046-1752318000-1760292000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/telma-saraiva-e-a-fascinacao-do-mundo-no-museu-de-arte-do-rio/
LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-07-08-at-13.14.01-1-1.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250718T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251104T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250717T171914Z
LAST-MODIFIED:20250717T172205Z
UID:63769-1752832800-1762279200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Tromba D’Água" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, “O Sonho Sul-Americano”\, 2022-2023. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Ana Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera \n\n\n\nA LINGUAGEM DA ÁGUA\nPara o filósofo grego pré-socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, a essência da vida resultava da interação dos quatro elementos — água\, terra\, fogo e ar — com duas forças\, a do amor e a da discórdia. Quando o amor predomina\, os elementos estão integrados em equilíbrio. Se a discórdia se instala\, gera-se o caos. A mesma água que mata a sede\, que refresca o corpo\, que abençoa\, que lava\, que irriga alimentos e que encanta os olhos\, também tem seus dias de mau humor. Trombas d’água\, temporais\, enchentes\, alagamentos\, tsunamis\, maremotos — e outros que a ciência moderna chama de “eventos extremos” — têm sido cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. \nTalvez Iemanjá\, Iara\, Netuno\, Nossa Senhora dos Navegantes\, Oxum\, as Sereias\, Poseidon\, a Mãe d’Água\, ao agitarem as águas\, queiram nada mais que nos chamar a atenção para a necessidade de amarmos uns aos outros\, ao mundo\, a nós mesmos e às águas. Para o nosso próprio bem\, precisamos ouvir esse chamado. Afinal\, nosso corpo é 70% água\, assim como o planeta é 70% oceano. \nSe há um chamado\, é porque a água se comunica. Sua linguagem é contínua\, fluida\, permeável\, profunda\, mutante\, líquida. Justamente por isso\, para perceber este idioma\, é preciso muita atenção. A exposição Tromba D’Água traduz a linguagem aquática para nossa desatenta percepção. O que ela te diz? \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nInstituto Artistas Latinas\nO Instituto Artistas Latinas\, desde 2019\, busca fortalecer a ampliação do conhecimento sobre a produção de artistas mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital\, reúne centenas de nomes e biografias de todas as regiões da América Latina\, promovendo intercâmbios de pesquisa e expandindo o mapeamento de conexões artísticas entre os países. As redes sociais do Instituto funcionam como amplificadoras do trabalho de artistas e de iniciativas que trazem visibilidade para a produção artística de mulheres. Esse conjunto permite uma maior atuação do Instituto em outras localidades\, impactando diretamente doze países\, seja por meio de iniciativas presenciais ou virtuais. \nAlém disso\, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que consolidam o diálogo de arte contemporânea\, oferece ações educativas e de formação livre\, organiza projetos de exposições e institucionais\, realiza consultoria para coleções públicas e particulares\, promove participações em feiras de Arte e facilita cursos voltados ao protagonismo feminino. \nÉ com grande honra que o Instituto Artistas Latinas exibe a exposição Tromba D`água\, em sua primeira itinerância\, no Museu do Amanhã. Apresentada pela primeira vez no Sesc São Gonçalo\, em 2024\, iniciamos um projeto de circulação da mostra como um desejo de avançar e expandir as discussões que fomentam o papel da arte contemporânea junto ao pensamento sobre ecologias e presentes/futuros possíveis. Todas as catorze artistas convidadas para ocupar este espaço traduzem\, em poéticas próprias\, a relação direta e subjetiva com a principal fonte da vida humana e suas principais controvérsias e desdobramentos sociais\, raciais e econômicos. \nTromba d’Água\nGotaGoteiraChuvaChuvaradaCascataCachoeiraEnxurradaTromba d’água \nForça soberana\, correnteza\, intensidade incontrolável que rompe as margens e conecta o mar\, o céu e os rios. \nAs águas estão para a humanidade como o sol está para os planetas. A vida orbita os seus contornos\, se agrupando em uma atração gravitacional que permite a sobrevivência. Sua potência estrutura sociedades\, oferece de beber e de comer\, gera energia\, funciona como transporte e expõe a ingenuidade daqueles que pensam ter o poder de dominá-las.  \nO fenômeno da tromba d’água\, nos oceanos\, conecta o mar e o céu por um vórtice colunar\, uma espécie de tornado que liga as nuvens à superfície da água. Forma-se um elo\, um pacto\, uma ponte entre a vida marítima e os poderes celestes. Sua imagem impõe o poder que a água\, enquanto ação\, possui.  \nNos rios\, sua robustez pode ser fatal para quem não está atento aos sinais das águas\, que costumam anunciar a chegada de uma correnteza violenta. Também conhecida como “cabeça d’água”\, o fenômeno tromba d’água nas águas doces acontece pelo excesso de chuvas no entorno de uma nascente\, que intensifica o fluxo e arrasta tudo que encontra pela frente. Sua intensidade tem a capacidade de romper e modificar as margens. \nA exposição Tromba d’Água reúne elaborações de catorze artistas latino-americanas sobre a coletividade enquanto catalisadora de transformações. As obras de Alice Yura\, Azizi Cypriano\, Guilhermina Augusti\, Jeane Terra\, Luna Bastos\, Marcela Cantuária\, Mariana Rocha\, Marilyn Boror Bor\, Natalia Forcada\, Rafaela Kennedy\, Roberta Holiday\, Rosana Paulino\, Suzana Queiroga e Thais Iroko perpassam assuntos ligados à espiritualidade\, em uma relação íntima com as divindades que regem as águas\, à ancestralidade\, em uma perspectiva espiralar e matriarcal\, e à intrínseca relação do feminino com a natureza\, em sua potência de nutrir e transformar. Em conjunto\, encontramos trabalhos que versam sobre o modo como histórias\, memórias e imaginações matrilineares atravessam as barreiras impostas à existência das mulheres. \nEm um contexto social que pretende sufocar\, soterrar e ignorar essa pulsão ambiental\, o fenômeno da tromba d’água surge como uma alusão ao respeito que devemos ter por essa energia impetuosa. Nesta exposição\, as características das águas criam espaço para trilharmos outros percursos na construção de uma sociedade pautada em relações sensíveis entre a humanidade e a natureza. Aqui\, as artistas apresentam propostas que ignoram os obstáculos que poderiam limitar sua agência e abrem os caminhos que um dia estiveram obstruídos. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição \nÉ sobre Justiça Climática\nA América Latina é a segunda região global mais suscetível aos efeitos das mudanças climáticas que acontecem por efeito da ação humana extrativista\, desenvolvimentista e lucrativista. As tempestades\, inundações e enchentes são alguns dos desastres comuns em regiões de climas tropicais. Desde a invasão e colonização europeia\, o conceito estabelecido sobre progresso envolve propostas de urbanização que concretam o que antes eram ferramentas naturais de escoamento de água. Essas propostas também constroem edificações em regiões onde havia afluentes e erguem verdadeiras fortalezas para fazer uso dos recursos naturais\, abusando do consumo de combustíveis fósseis. \nSobre as notícias das inundações recentes no Rio Grande do Sul\, muitas pessoas se sensibilizaram com a trágica perda de vidas\, bens materiais e imateriais das pessoas que tiveram as suas casas dominadas pelas águas. Foram reunidos esforços por meio de doações\, resgates organizados pela sociedade civil e ativação de consciência sobre como ajudar. Entretanto\, em momentos como esse\, torna-se ainda mais importante compreender e cobrar o poder estatal em relação à segurança das populações que vivem ao longo das margens das águas. \nNão é possível ignorar as pautas de justiça climática\, conceito que torna evidente quem são as pessoas que sofrem de forma mais violenta às consequências das catástrofes. Nas periferias de onde se concentra o capital\, habitam as populações mais vulneráveis. Em situações de emergências são essas regiões que sofrerão com maior violência às consequências das ações humanas contra o meio ambiente. \nEsta exposição busca redirecionar a atenção\, evidenciando o respeito fundamental às relações com a natureza e\, principalmente\, as estâncias político-empresariais dessas relações. É urgente a prevenção e a mitigação de futuros desastres ambientais e suas consequências. Assim como se faz necessário coibir qualquer tipo de desmatamento e contenção das ações da modernidade que agem estrategicamente na destruição do ecossistema. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/tromba-dagua-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/91aff5ad19845ae2ed56aab500d60087.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250718T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251125T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250717T172444Z
LAST-MODIFIED:20250717T172444Z
UID:63773-1752832800-1764093600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/agua-pantanal-fogo-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Lalo-de-Almeida_101A6093_T_F_GDE-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250718T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251104T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250717T172952Z
LAST-MODIFIED:20250717T172952Z
UID:63778-1752832800-1762279200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Claudia Andujar e seu Universo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Claudia Andujar. Foto: © Lew Parrella\n\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição inédita faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Paulo Herkenhoff \n\n\n\nA Ciência Moderna – em seus 400 anos desde René Descartes (1596-1650) – trouxe muitas coisas boas para o mundo. Entretanto\, há pelo menos três coisas que só pioram a cada ano: 1) emissão de gases de efeito estufa (e consequente aquecimento global); 2) perda acelerada de biodiversidade (que impacta água\, ar\, terra e saúde humana); e 3) desigualdade social (capital e recursos se concentra nas mãos de poucos). \nA própria Ciência Moderna tem demonstrado inequivocamente que estes três problemas precisam de soluções urgentes para o bem da espécie humana e do planeta. Contudo\, a ação prática nessa direção não tem acompanhado as evidências. Tal fato indica claramente que a Ciência Moderna só não basta para reverter os rumos cada vez mais preocupantes que o mundo tem tomado. Em um mundo em estado de policrise\, não há conhecimento do qual se possa abrir mão\, desde que seja democrático e amoroso. \nA Arte e Espiritualidade\, ao tocarem as emoções\, são essenciais para impulsionar as transformações profundas que a humanidade precisa abraçar. A obra de Claudia Andujar promove justamente esses encontros\, tão necessários quanto inusitados: da informação com a emoção\, do ancestral com o moderno\, do sacro com o transgressor\, do sul com o norte\, do visível com o invisível. O universo que esses diálogos criam é habitado por uma constelação de seres: humanos e mais-que-humanos\, xamãs e mundanos\, urbanos e silvícolas\, retirantes e ficantes\, artistas e cientistas. \nO universo de Claudia antecipa a ciência do amanhã: aquela que emergirá do diálogo entre todas as formas de conhecimento amorosos e democráticos\, sejam eles científicos\, artísticos ou espirituais. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nClaudia Andujar e seu universo: sustentabilidade\, ciência e espiritualidade.\nClaudia Andujar é um paradigma internacional de humanismo construído ao longo de décadas de dedicação a seu trabalho com a fotografia. Seu foco sempre esteve\, sobretudo\, nos segmentos da população brasileira que viveram à margem da vida\, como os migrantes nordestinos\, mulheres\, afrodescendentes e indígenas do Brasil\, entre outros. Nascida numa família judia em 12 junho de 1931 em Neuchâtel na Suíça. Quando ela tinha 5 anos sua família se mudou para a Hungria. Grande parte de sua família era judia. Seu pai foi aprisionado pelos nazistas e morreu num campo de concentração. Com sua mãe\, a jovem Claudia se exilou em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial\, em fuga do Holocausto. Claudine Haas se tornou Claudia Andujar ao se casar com o espanhol Julio Andujar nos Estados Unidos. Em 1955\, ela veio morar em vieram para São Paulo.  \nDesde a infância\, Claudia Andujar escrevia poemas e depois passou a pintar até que descobriu a fotografia.  “Na pintura\, eu me fechava. Na fotografia\, eu me abri” Sua entrega política mais surpreendente foi em prol da mudança da consciência coletiva sobre a violência das formas de hegemonia imperantes no país\, por grupos que chegaram ao ponto de praticar o genocídio\, como no caso dos garimpeiros historicamente espoliados de suas terras e bens e eliminados como povos.  \nPara Claudia Andujar\, a fotografia foi sua arma de “violentação da violência” social\, dimensão tomada emprestada de Michel Foucault. O regime ótico de sua produção foi primeiramente marcado pelo compartilhamento de valores éticos necessários ao olhar de compaixão\, simpatia e aliança com os dominados e à defesa da vida. Só depois\, caberia pensar na excelência estética de sua fotografia.  \nSustentabilidade. A conservacionista Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua produção fotográfica denunciou diante do mundo o genocídio dos povos indígenas da América do Sul\, o genocídio\, a espoliação das terras e dos saberes indígenas\, o garimpo ilegal\, inclusive como o envenenamento dos rios amazônico pelo uso do mercúrio. \nCiência. Aconselhada por Darcy Ribeiro\, Claudia Andujar se encaminhou para documentar sociedades indígenas sobre o prisma do conhecimento antropológico\, incluindo a vida simbólica e a cultura material dos povos originários. Claudia Andujar compõe uma história de mais de 150 anos de emprego da fotografia nesse processo investigativo\, ao lado de Sebastião Salgado\, Milton Guran\, Elza Lima\, entre outros – aqui referidos por conta da dimensão estética de suas imagens. \nEspiritualidade. Em seus primórdios\, algumas sociedades não brancas\, consideravam que a fotografia “roubava a alma” dos retratados. Ademais\, as sociedades indígenas foram catequizadas por missionários católicos\, uma guerra simbólica hoje acirrada pelo exacerbado proselitismo de seitas evangélicas. O delicado respeito ético de Claudia Andujar pelas diferenças e especificidades das crenças resultou numa “arte sacra” sui generis ao registrar com formidável qualidade plástica cerimônias\, adereços ritualísticos\, cerimônias como a da ingestão dos alucinógenos religiosos\, observando teogonias e unidade entre todos os seres que compõe a terra: água\, pedras\, montanhas\, vegetais\, animais\, um reino da natureza no qual os humanos se inscrevem sem hierarquização de qualquer espécie. \nPaulo Herkenhoff\, curador da exposição.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/claudia-andujar-e-seu-universo-no-museu-do-amanha/
LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Claudia-Andujar.-Foto_-©-Lew-Parrella-1200x675-1.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250726T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251101T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250723T200634Z
LAST-MODIFIED:20250723T200634Z
UID:63885-1753524000-1762020000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Eterno Vulnerável" de Castiel Vitorino Brasileiro no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Obra de Castiel Vitorino Brasileiro. Crédito: Felipe Amarelo\n\n\n\n\nNo dia 26 de julho\, o Solar dos Abacaxis inaugura a exposição “Eterno Vulnerável”\, a primeira grande individual institucional de Castiel Vitorino Brasileiro – uma das mais importantes artistas em atividade no Brasil hoje – reconhecida por propor espaços e procedimentos que entrelaçam arte\, espiritualidade e psicologia. Nessa mostra\, a artista\, que também é escritora e psicóloga clínica\, se aprofunda no eixo principal de seu trabalho: o entendimento dos processos de cura como processos de construção da liberdade. “Eu sempre contextualizo minha prática artística com a minha prática e formação em psicologia. Ao me debruçar em questões como liberdade\, eu sempre vou pensar de modo clínico\, ou seja\, de um modo muito pessoal\, individual\, singular\, tentando olhar para a família\, para questões coletivas e também\, por vezes\, culturais”\, reflete a artista. \nCom curadoria de Bernardo Mosqueira e Matheus Morani\, a mostra ocupa dois andares da sede do instituto no Mercado Central (Rua do Senado\, 48 – Centro do Rio) e reúne 40 obras inéditas e comissionadas\, entre pinturas\, instalações\, esculturas\, mosaicos\, cerâmicas\, desenhos e vídeo. O projeto integra a programação especial que celebra o aniversário de dez anos da instituição\, cuja temporada educacional e artística de 2025 e 2026 será  inteiramente dedicada ao tema da liberdade. \nCom entrada gratuita e visitação até 1º de novembro\, a exposição traz para o espaço do Solar estudos sobre temporalidade\, transformação\, memória\, saúde e emancipação — temas centrais na trajetória da artista. “Nessa exposição eu quis trazer uma experiência de celebração\, de descanso\, de cuidado e de referência à minha própria ancestralidade por meio dos próprios objetos. Ao contrário de outras exposições\, onde trabalhei bastante com fotografia\, nesta tento trazer essa força para o objeto”\, conta a artista. \n“Eterno Vulnerável” nasce de uma longa relação entre Castiel e o Solar e do profundo alinhamento entre a artista e os princípios da instituição – ambos apostam na arte como experiência viva\, na espiritualidade como campo político e criativo\, na importância das formas de viver não-normativas e na liberdade como luta cotidiana. Castiel participou de ações marcantes do Solar\, como a exposição “D’olho D’água à Foz” na Praia do Arpoador em 2021\, do programa público de “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós” em 2024 e foi também a autora dos cartazes que anunciavam o programa anual do Solar de 2025\, lançado na última edição da ArtRio. \nA prática de Castiel Vitorino desenvolve um vocabulário muito próprio que desafia os rótulos convencionais da arte e afirma uma linguagem enraizada em sua subjetividade e ancestralidade. Suas instalações\, por exemplo\, são chamadas por ela de “espaços perecíveis de liberdade” – territórios temporários onde o corpo e a presença são centrais para experiências de cura e transformação. \n“O título ‘Eterno Vulnerável’ fala da própria natureza da liberdade\, sobre a importância de entendermos que ela está sempre frágil\, em risco\, que nunca está garantida.  Ela é objeto de um esforço constante – para ser alcançada\, sustentada\, imaginada”\, afirma o curador Bernardo Mosqueira. “Ao mesmo tempo\, o título é também uma afirmação do poder da vulnerabilidade\, do que podemos aprender com a sabedoria dos sentimentos para sermos mais livres.” \nNo térreo da exposição\, o público é recebido por uma instalação imersiva em que um ambiente é formado por quatro grandes tecidos tingidos com pigmentos naturais trazidos de uma residência no Marrocos\, aos quais foram adicionados brilhos\, escritos\, rezas\, costuras\, e desenhos. No centro do espaço formado pelos tecidos\, sobre um chão de terra\, são exibidas esculturas de barro que evocam ninhos\, casas e cabaças\, com cores e formas que fazem referência ao Cosmograma Bakongo – símbolo bantu que remonta aos ciclos de vida\, morte\, ancestralidade e metamorfose. A instalação é composta por luzes\, cores e aromas\, conjugando um território de acolhimento e transformação.  \nAinda nas paredes do térreo\, podemos encontrar grandes pinturas elaboradas a partir dos processos do “Método Elementar”\, um ritual coletivo de escuta e cura que a artista desenvolveu em sua atuação clínica e artística\, que também será realizada como parte da programação pública desta mostra na instituição. “O método elementar costura tudo\, porque é o encontro com o que é elementar pra gente\, ou seja\, a respiração. Neste processo\, são realizadas meditações guiadas e também desenvolvemos várias pinturas e desenhos durante essa prática. E essas pinturas vão estar na exposição como um registro desse processo coletivo de cura”\, resume Castiel. \nNo fundo do primeiro andar\, encontramos também o vídeo inédito “Abre Alas” (2025) – editado a partir de imagens realizadas na residência no Marrocos no ano de 2023 – projetado diante de uma arena circular que receberá rodas de conversa\, práticas de cura e ações educativas conduzidas pela própria artista e outras convidadas. \n“Castiel é uma das artistas mais importantes em atividade no Brasil hoje e\, sem dúvida\, uma das mais singulares de sua geração. Ela tem uma linguagem muito própria\, uma prática radicalmente genuína. Ao mesmo tempo que é um trabalho cheio de segredos e recusas\, é uma prática também muito generosa\, que tem o coletivo como origem e destino.”\, afirma Mosqueira. “Sua obra tem no centro processos de cura que nascem do entrelaçamento entre arte\, espiritualidade e política\, não no lugar das táticas\, da intencionalidade e racionalidade da macropolítica\, mas de algo muito maior que é a potência do namoro sincero e humilde com o Mistério. Essa é a maior individual que o Solar já realizou. Poder realiza-la neste momento em que celebramos nossos 10 anos é um privilégio para a gente\, além de um sinal de um enorme alinhamento.” \n“Castiel compartilha com o Solar o desejo de nos movermos para além das categorias de conhecimento convencionais\, para\, assim\, construirmos uma real transformação nas formas de vivemos juntos\, de pensar\, sentir\, imaginar e construir juntos. Em sua exposição\, a artista convida a todas as pessoas para um espaço meditativo e acolhedor de cura\, por meio de obras e de encontros que evocam a comunhão e a escuta do que é mais primordial e elementar para as existências — como o ar\, a água\, a terra\, o abandono e o amor.”\, diz Matheus Morani\, que assina a curadoria com Mosqueira. \nNo andar superior\, a exposição mergulha em camadas mais íntimas. Uma grande estrutura piramidal exibe uma série de esculturas feitas de dormentes de madeira parcialmente cobertos por mosaicos de espelhos e ladrilhos. Nas paredes\, pinturas e desenhos de diferentes escalas\, incluindo obras realizadas por ou em parceria com a avó da artista\, representando especialmente ecologias\, memórias de plantas e paisagens da infância. \nA relação entre o feminino e a ancestralidade na família de Castiel é muito importante nesta mostra que espelha tão intimamente a subjetividade da artista. Ainda que muito vibrante e alegre\, a exposição reverbera também ausências e silêncios — especialmente considerando o marco simbólico dos 15 anos do desaparecimento da mãe de Castiel\, referência que perpassa afetivamente toda a exposição. A série de obras em tecido que abre a exposição é chamada “Ingrid” (2025)\, nomeada em homenagem à mãe da artista. \nA série de totens intitulada “Não Dá Pra Não Pensar em Você” (2025) também parte dessa ferida aberta e elabora\, de maneira ritualística\, uma memória coletiva e pessoal. São 15 esculturas construídas com mosaicos sobre dormentes de madeira\, cada uma pesando cerca de 50 quilos — um peso simbólico que carrega os anos de ausência\, luto e reinvenção. Cada totem corresponde a um ano do desaparecimento de sua mãe\, tornando-se marcador do tempo e da presença dessa ausência na vida e na obra de Castiel. O título da série\, extraído do primeiro verso de uma canção de Sandy e Junior (Não dá pra não pensar\, 2008)\, evoca a recorrência do pensamento e da saudade como forma de existência. \n“Não tem como falar sobre liberdade sem falar sobre a minha relação com a minha mãe\, que está desaparecida há 15 anos. Ela desapareceu em 2009\, e desde então isso se tornou uma ausência que marca tudo. A música de Sandy e Júnior que inspirou o nome da obra me atravessa há anos\, porque desde que ela desapareceu eu sinto que estou sempre pensando nela. É um trabalho sobre memória\, saudade e cura\, mas também sobre a forma como a ausência pode ser presença. Esses totens são como marcadores de tempo\, de afeto e de resistência. Falar da minha mãe é falar da minha liberdade\, porque a minha história passa por ela\, pelo sumiço dela\, e pela forma como sigo vivendo e me transformando a partir disso”\, reflete a artista. \nPara Castiel\, a liberdade está diretamente conectada à recusa das categorias sociais impostas. Quando afirma que “a transmutação é um desígnio inevitável”\, a artista reivindica uma opacidade radical diante de definições que a limitam – gesto de recusa que é também um gesto de cuidado\, de sobrevivência e de imaginação de outros futuros possíveis. Ao abrigar “Eterno Vulnerável”\, o Solar dos Abacaxis reafirma seu compromisso com práticas artísticas que interrogam o mundo\, reencantam a vida e lutam pelo cuidado e pela liberdade em suas múltiplas dimensões. \nNascida em Vitória\, no Espírito Santo\, Castiel Vitorino vive entre São Paulo\, Rio de Janeiro e sua cidade natal. Já participou de exposições em instituições como a Pinacoteca de São Paulo\, o MASP\, o MAR\, o MAM Rio\, o Inhotim e as Bienais de São Paulo e Berlim\, além de ter tido uma exposição individual no Hessel Museum\, no estado de NY. “Eterno Vulnerável” representa um ponto de inflexão em sua trajetória: um momento de expansão artística e simbólica\, com um projeto comissionado em sua totalidade e concebido para dialogar com o espaço do Solar. \nA exposição integra também o programa educativo do Solar\, com ações voltadas a escolas\, grupos e coletivos. “Eterno Vulnerável” é\, acima de tudo\, um convite à presença: à escuta do corpo\, da memória\, da espiritualidade e da liberdade – essa matéria instável que habita cada uma e cada um de nós. \nO Solar dos Abacaxis tem Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Patrocínio Prata do Mattos Filho\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O Programa Educativo tem Patrocínio Ouro do BTG Pactual\, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/eterno-vulneravel-de-castiel-vitorino-brasileiro-no-solar-dos-abacaxis/
LOCATION:Solar dos Abacaxis\, Rua do Senado\, 48 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Dormentes_credito-Felipe-Amarelo-4-2.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250807T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251011T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250808T165301Z
LAST-MODIFIED:20250808T165301Z
UID:64141-1754564400-1760209200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Vicente do Rego Monteiro\, “Bicho”\, 1925 – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA trajetória de Vicente do Rego Monteiro\, artista entre continentes\, entre tempos e entre linguagens\, ganha nova leitura sob a curadoria do também artista Paulo Bruscky. Após itinerar por São Paulo\, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro com núcleo documental inédito\, apresentando ao público brasileiro\, pela primeira vez\, a dimensão visual e poética de um modernista muitas vezes deslocado dos centros hegemônicos de consagração. \nA exposição “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)” articula mais de 100 documentos\, obras e registros que atravessam a vida e a obra de Rego Monteiro — pintor\, escultor\, editor e poeta — cuja atuação multifacetada se deu entre a capital pernambucana e o circuito europeu. Entre manuscritos\, caligramas\, pinturas\, livros\, cartas\, fotografias e cartazes\, o que emerge é uma obra que se desenha na dobra entre o arcaico e o moderno\, entre o gesto ameríndio e o experimentalismo gráfico. \nCom um recorte que dá ênfase à produção textual e visual do artista\, Bruscky revisita uma pesquisa que teve um ponto de inflexão na mostra no Centre Georges Pompidou\, em Paris\, em 2017. Incorporando obras e arquivos\, a exposição propõe não apenas uma retrospectiva\, mas uma reinterpretação do artista enquanto figura importante da modernidade brasileira. \nEntre os destaques estão as pinturas Bicho (1925) e Moderna Degolação de São João Batista\, esta última gentilmente cedida pelo MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Há ainda livros de artista concebidos por Vicente antes mesmo da consolidação desse termo\, discos\, baralhos e um conjunto de caligramas que antecipam a estética concretista. \nVicente\, que editava em Paris e imprimia em Recife\, é figura emblemática de um modernismo lateral — que não se organiza pelo eixo Rio-São Paulo\, mas por uma cartografia própria\, onde a cerâmica marajoara\, o cubismo e a estampa japonesa coexistem. Como escreve Bruscky: “foi talvez o mais arcaico e\, por isso mesmo\, o mais moderno entre os modernistas”. Um artista cujos gestos são inseparáveis da multiplicidade cultural do país que habitou em trânsito. \nA mostra se ancora ainda no catálogo “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)”\, que inclui textos para a compreensão da obra do artista. Jorge Schwartz discute as interseções entre Vicente e o ideário antropofágico\, enquanto Gênese Andrade analisa sua produção a partir de retratos e autorrepresentações\, ampliando a leitura sobre sua atuação nas artes visuais e na poesia. \nA iniciativa da Danielian Galeria\, em promover a itinerância e ampliar o acesso ao acervo documental de Vicente do Rego Monteiro\, inscreve-se num momento importante de revalorização das margens da modernidade. Não por acaso\, é Paulo Bruscky — o mais importante artista arquivista da arte correio na América Latina — quem conduz esse gesto: um artista arquivando outro\, em espiral.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/vicentes-monteiro-entre-recife-e-paris-1899-1970-na-danielian-galeria/
LOCATION:Danielian Galeria\, 414 Rua Major Rubens Vaz Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Vicente-do-Rego-Monteiro-Bicho-1925-oleo-sobre-tela-52x44-cm-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250809T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251231T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250808T155033Z
LAST-MODIFIED:20250808T155033Z
UID:64135-1754733600-1767204000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial" no MAM Rio
DESCRIPTION:Tarsila do Amaral\, \, “Urutu”\, 1928 – Imagem / Divulgação \nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura no dia 9 de agosto de 2025 a exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, que abre as comemorações pelo centenário de nascimento de um dos maiores colecionadores da história da arte brasileira. \nDe grande escala\, a mostra reúne aproximadamente 350 obras de um dos mais representativos conjuntos da produção artística nacional. Desde 1993\, cerca de 6.400 das 8.300 peças que compõem a Coleção Gilberto Chateaubriand estão sob a guarda do MAM Rio\, consolidando uma parceria fundamental para a preservação e difusão da arte brasileira. \nCom curadoria de Pablo Lafuente e Raquel Barreto\, a exposição marca também a reabertura do Bloco Expositivo do museu\, após um breve hiato para sediar a Cúpula do Brics em julho. O público será convidado a uma imersão nas camadas de significado\, afeto e história que atravessam a coleção\, ao longo de mais de cinco décadas cuidadosamente constituída por Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Mello (1925–2022)\, diplomata e presença marcante nas artes visuais do país. \nSegundo o próprio Gilberto\, o colecionismo surgiu por acaso\, em 1953\, durante uma viagem a Salvador\, quando foi apresentado ao pintor José Pancetti (1902–1958) pelo colecionador Odorico Tavares. Ao visitar o ateliê\, adquiriu não só a tela Paisagem de Itapuã\, mas a paixão por colecionar. \n“Mais do que uma reunião de obras\, a Coleção Gilberto Chateaubriand é o testemunho de um olhar comprometido com a arte e com os artistas brasileiros. É um patrimônio vivo\, em constante diálogo com o tempo\, cuja preservação e difusão cabem ao MAM Rio\, por meio de suas exposições e ações educativas. Ao longo das últimas décadas\, o museu realizou mais de 50 exposições dedicadas à coleção\, reafirmando sua importância como referência para o pensamento e a história da arte no Brasil”\, afirma Yole Mendonça\, diretora-executiva da instituição. \nDe acordo com Pablo Lafuente\, diretor artístico do museu\, “a coleção de Gilberto consegue oferecer um panorama complexo da história da arte brasileira do século 20\, atenta aos movimentos e artistas que a compuseram\, tornando-se uma das mais importantes do país ao mesmo tempo que revela as relações fascinantes que Gilberto tinha com obras e com artistas”. \n“Gilberto Chateaubriand se dedicou com intensidade à formação de uma das coleções particulares mais significativas que temos no Brasil. A coleção é única em sua habilidade de unir tradição e experimentação\, incluindo desde os modernistas icônicos a jovens artistas de diversas regiões do país e suas propostas experimentais”\, observa Raquel Barreto\, curadora-chefe do MAM Rio. \nUm olhar sensorial para a arte brasileira \nEntre pinturas\, fotografias\, objetos e esculturas\, a mostra reúne obras fundamentais do modernismo e das vanguardas experimentais até artistas contemporâneos das mais diversas vertentes e regiões do Brasil. A seleção reflete o espírito colecionador de Gilberto: atento\, curioso\, sensível\, passional. “Eu sou um sensorial. Um dionisíaco\, digamos. A obra de arte é tão impressionante que motiva uma excitação mental e corporal também”\, afirmou ele em conversa gravada com Carlos Alberto Chateaubriand e o curador Luiz Camillo Osorio\, em 2014. Esse olhar emocionado e pessoal permeia a exposição\, que propõe uma cartografia afetiva e histórica da arte brasileira. \nA curadoria estruturou cinco núcleos que orientam o percurso de visitação: “Origens” remonta à primeira grande mostra da Coleção GC no MAM Rio\, realizada em 1981; “Fronteiras” acompanha o interesse do colecionador por artistas trabalhando em contextos além do eixo Rio-São Paulo; “Retratos”\, gênero de especial interesse para Gilberto\, reúne autorretratos\, retratos de artistas e do próprio colecionador; “Artistas” aproxima o público do processo criativo\, com estudos\, projetos e esboços de nomes representativos da coleção; um quinto núcleo apresenta um grande conjunto de trabalhos na parede do Salão Monumental\, incluindo algumas das obras mais emblemáticas do acervo\, reflete a pluralidade da arte brasileira. \nUm século de arte no Brasil \nCom obras de Adriana Varejão\, Alair Gomes\, Anita Malfatti\, Anna Bella Geiger\, Antonio Bandeira\, Artur Barrio\, Beatriz Milhazes\, Candido Portinari\, Carlos Vergara\, Cícero Dias\, Cildo Meireles\, Djanira\, Edival Ramosa\, Gervane de Paula\, Glauco Rodrigues\, Iberê Camargo\, Ione Saldanha\, Ivan Serpa\, José Pancetti\, Lasar Segall\, Luiz Zerbini\, Lygia Clark\, Maria Martins\, Rubens Gerchman\, Tarsila do Amaral\, Tomie Ohtake e Vicente do Rego Monteiro\, entre muitos outros\, a exposição cobre cerca de 100 anos de arte no Brasil e permite ao visitante percorrer\, de forma não linear\, uma ampla e plural história da cultura visual do país. \nA mostra também evidencia a relação direta entre colecionador e artistas — uma das características da atuação de Gilberto. Ele sempre visitou ateliês e acompanhou os processos de criação\, estabelecendo diálogos duradouros com artistas de diferentes gerações. \nCom Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, o MAM Rio homenageia não apenas o centenário de nascimento de um de seus principais patronos\, mas a importância do colecionismo comprometido com o desenvolvimento da arte no Brasil — um legado que continua a inspirar novas gerações. \nA exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial é organizada em colaboração com o Instituto Cultural Gilberto Chateaubriand e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, da Petrobras\, da Light\, do Instituto Cultural Vale e da Vivo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/gilberto-chateaubriand-uma-colecao-sensorial-no-mam-rio/
LOCATION:MAM Rio\, 85 Av. Infante Dom Henrique Parque do Flamengo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/TARSILA_DO_AMARAL_1745_300dpi_62cm_RGB_13_v3-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250814T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251013T200000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250813T181958Z
LAST-MODIFIED:20250813T181958Z
UID:64211-1755165600-1760385600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Natureza\, escultura e sustentabilidade" de Hugo França na FGV Arte
DESCRIPTION:Hugo França\, “Escultura Pissand+¦”\, 2024\n\n\n\n\nNatureza\, escultura e sustentabilidade\, de Hugo França\, será a primeira exposição individual de um artista na FGV Arte. A abertura ocorrerá na esplanada da Fundação Getulio Vargas\, no dia 14 de agosto\, a partir das 19h\, na Praia de Botafogo\, 186. A mostra\, com duração de dois meses\, reúne obras que marcam a trajetória singular do artista\, e o público que passar pelo local terá a experiência de interagir ativamente com peças de grandes dimensões. Com uma abordagem ecológica e poética\, as obras expressam a presença da natureza e dão ao espectador uma ideia do conceito e do processo de produção de cada uma delas. “O fato de as pessoas interagirem com as obras é um grande diferencial\, pois possibilita uma experiência sensorial muito maior. O público pode esperar um grande show das formas orgânicas que a natureza proporciona\, que tem\, entre outras coisas\, um valor arqueológico e escultórico que reverencia a floresta”\, conta Hugo França.Reconhecido internacionalmente por suas esculturas mobiliárias monumentais\, o artista utiliza resíduos florestais da Mata Atlântica\, ressignificando troncos e raízes em obras que combinam arte\, design e consciência ecológica. Sua prática é muito influenciada por saberes tradicionais\, sobretudo os do povo Pataxó. Hugo França desenvolve seu trabalho\, em especial\, a partir de dois tipos de resíduos florestais\, o Pequi-Vinagreiro e a Braúna – duas árvores que são exemplares da Mata Atlântica e se destacam pela sua morfologia. Na criação de suas obras\, o designer propõe um pacto amoroso entre o mundo humano e o natural\, em que até mesmo a motosserra\, um objeto frequentemente associado à destruição\, ganha novo sentido como um instrumento de produção simbólica. “As esculturas nascem da observação das formas orgânicas das árvores mortas [resíduo florestal] e\, a partir daí\, são esculpidas seguindo a orientação da estrutura original da árvore\, que é incorporada à obra. A natureza é a primeira a esculpir a obra\, eu sigo o que as formas orgânicas e a textura da árvore já tinham”\, explica França. O artista afirma que seu interesse por esse método de trabalho surgiu no início dos anos 1980\, quando se mudou para Trancoso\, no sul da Bahia\, e se deparou com a intensa exploração predatória da floresta tropical\, em particular da Mata Atlântica\, um dos biomas mais importantes do planeta.O curador da galeria\, Paulo Herkenhoff\, enfatiza a linguagem simbólica das obras\, que propõem uma resistência por meio da suavidade: “Os móveis uterinos de Hugo França são esculturas que acolhem. Você se senta e fica”\, pontua o crítico. A exposição reafirma o compromisso da FGV Arte em promover projetos que cruzam arte\, educação e sustentabilidade\, dando continuidade ao trabalho iniciado com as mostras A quarta geração construtiva\, Brasília: a arte da democracia\, Guanabara\, abraço do mar\, entre outras. Na mesma data da abertura\, na parte da tarde\, será lançado o livro Hugo França: esculturas mobiliárias\, a primeira obra editorial da FGV Arte dedicada ao artista. Natureza\, escultura e sustentabilidade acontece simultaneamente com a atual exposição Afro-brasilidade\, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel\, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães\, na FGV Arte.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/natureza-escultura-e-sustentabilidade-de-hugo-franca-na-fgv-arte/
LOCATION:FGV Arte\, Praia de Botafogo\, 190 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/unnamed-16-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250816T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250815T164833Z
LAST-MODIFIED:20250815T170423Z
UID:64236-1755338400-1761418800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco" na Carpintaria
DESCRIPTION:Wanda Pimentel\, Sem título\, da série Animais preto & branco. Foto: Eduardo Ortega / DDM\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco\, com abertura dia 16 de agosto na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne\, pela primeira vez\, a série Animais Preto e Branco\, um conjunto de desenhos em preto e branco realizados nos primeiros anos de sua trajetória. Criadas entre 1965 e 1967\, essas obras dão a ver um período formativo de experimentação\, marcando o surgimento da linguagem visual singular de Pimentel. \nCom traços agitados e vigorosos\, numa paleta restrita\, Pimentel desenhou animais\, alguns identificáveis\, outros inventados\, cujas formas pulsam\, serpenteiam e vibram em meio a emaranhados gráficos de rabiscos e marcações. Besouros\, cangurus\, tatus\, tartarugas\, morcegos\, girafas\, corujas e macacos aparecem retratados com uma mão investigativa\, como se a artista explorasse as texturas de pelos\, penas\, escamas e peles\, apenas para distorcer suas formas e padrões nos espaços alucinatórios de seu bestiário estilizado. \nEssa faceta inicial da obra de Pimentel revela uma abordagem caligráfica mais livre\, na qual a superfície do papel é quase inteiramente ocupada\, vibrando com atividade visual — em contraste agudo com sua produção posterior\, de orientação geométrica\, baseada numa espacialidade rigorosa definida pelo vazio articulado às representações precisas de objetos e partes do corpo. Como propõe a historiadora da arte Vera Beatriz Siqueira em seu ensaio para a exposição: “Em Wanda\, os animais parecem afirmar a base gráfica e a posição central conferida à linha\, que define questões de sua obra\, ao mesmo tempo que anunciam a questão temática e plástica do ‘envolvimento’\, das relações entre criaturas\, objetos e seus ambientes — centrais em seu trabalho.” \nA obra Sem título (da série Envolvimento) (1969) da artista foi recentemente incorporada à coleção permanente do MoMA\, e integrou a exposição Vital Signs: Artists and the Body organizada por Lanka Tattersall em 2024\, na mesma instituição. Pimentel está atualmente em exibição na mostra Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração\, 1960-70\, na Pinacoteca em São Paulo.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/wanda-pimentel-percurso-em-preto-e-branco-na-carpintaria/
LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/wp00203-wanda-pimentel-sem-titulo-da-serie-animais-preto-branco-untitled-from-the-black-white-animals-series-ph-eduardo-ortega-ddm-scaled-e1754334649110-2360x1328-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250821T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251011T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250820T145412Z
LAST-MODIFIED:20250820T145412Z
UID:64274-1755770400-1760205600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Daniel Senise – Vivo confortavelmente no museu" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Daniel Senise\, “Sem título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”\, 2024 – Imagem / Divulgação \nNara Roesler apresenta\, no dia 21 de agosto de 2025\, às 18h\, a exposição “Daniel Senise – Vivo confortavelmente no museu”\, com obras inéditas e recentes do destacado artista\, presente em prestigiosas coleções\, como Stedelijk Museum Amsterdam; Cisneros Fontanals Art Foundation\, Miami\, Estados Unidos; Ludwig Museum\, Colônia\, Alemanha; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói); e Museu de Arte de São Paulo (MASP). Um dos expoentes da chamada Geração 80\, Daniel Senise é ativo no circuito da arte há quarenta anos\, tanto no Brasil como no exterior\, tendo participado das 18ª\, 20ª\, 24ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo\, Brasil (1985\, 1989\, 1998 e 2010); 44ª Biennale di Venezia\, Itália (1990); 2ª Bienal de La Habana\, Cuba (1986); 11ª Bienal de Cuenca\, Equador (2011)\, entre outras importantes exposições coletivas. \nO percurso da exposição começa com uma obra da série de trabalhos de museus que Daniel Senise vem fazendo: “Sem título (Raoul Dufy)”\, 2025\, com 1\,25 metro por 2\,30 metros\, representando a sala curva do painel em homenagem à eletricidade de Raoul Dufy (1877–1953)\, no Museu de Arte da Cidade de Paris. Em frente está a obra “Sem título (MAM Rio)”\, 2025\, com dois metros de altura por 2\,38 metros de comprimento. No mesmo piso estão duas telas “Sem título 3” (2025)\, com 1\,23 metro por 78cm\, e “Sem título 4” (2024)\, com 1\,15 metro x 95 centímetros\, em que as imagens provocadas são apresentadas sem uma contextualização de espaço. No segundo andar ocupa um lugar de destaque a obra “Sem título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”\, 2024\, com um metro de altura por 2\,80 metros de comprimento onde uma captura de parede que o artista fez ocupa o lugar da pintura decorativa que representa cenas de comércio mundial\, localizada na parte inferior da cúpula do prédio histórico em Paris. \nO título “Vivo confortavelmente no museu” é uma frase dita por um personagem do livro “A invenção de Morel”\, de Bioy Casares (1914-1999) – um condenado à prisão perpétua\, que chega a uma ilha\, e chama de museu a construção abandonada em que mora. O texto crítico que acompanha a mostra é de Luiz Armando Bagolin.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/daniel-senise-vivo-confortavelmente-no-museu-na-nara-roesler/
LOCATION:Nara Roesler  Rio de Janeiro\, R. Redentor\, 241 - Ipanema\, Rio de Janeiro - RJ\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/1527-24-–-Sem-titulo-Bourse-de-Commerce-–-Pinault-Collection-2024-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250823T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251129T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250825T121722Z
LAST-MODIFIED:20250825T121722Z
UID:64343-1755943200-1764442800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Tudo entoa: Sentidos compartilhados entre humanos e não-humanos" na Flexa Galeria
DESCRIPTION:Jaider Esbell\, Sem título\, 2020 – Imagem / Divulgação \nA Flexa apresenta Tudo entoa: Sentidos compartilhados entre humanos e não-humanos\, exposição que reúne os trabalhos de quatro dos nomes mais significativos da arte indígena amazônica contemporânea e que estiveram\, recentemente\, presentes nas últimas Bienais de Veneza: Jaider Esbell (Macuxi; Roraima\, 1979 – São Paulo\, 2021)\, Santiago Yahuarcani (Uitoto; Pucaurquillo\, Peru\, 1960)\, Rember Yahuacani (Uitoto; Pebas\, Peru\, 1985) e Sheroanawe Hakihiiwe (Yanomami; Alto Orinoco\, Venezuela\, 1971). A mostra\, com abertura marcada para dia 23 de agosto\, é acompanhada de texto crítico assinado pelo curador peruano Miguel A. López. \nCom conhecimentos adquiridos de forma empírica\, Jaider\, Santiago\, Rember e Sheronawe não possuem formação artística ou acadêmica tradicional. Suas habilidades foram adquiridas por meio da observação e de um relacionamento profundo com a natureza\, suas famílias e comunidades. É importante dizer que esses artistas fazem parte de uma “constelação criativa”\, como nas palavras de Miguel A. López\, que tem transformado\, nas últimas três décadas\, o que se entende por arte contemporânea. A arte\, para os povos indígenas\, é também uma ferramenta de preservação\, de suas histórias e seus saberes. As obras presentes nessa exposição reafirmam as continuidades entre os humanos\, animais\, plantas\, territórios e mundos espirituais\, fazendo eco aos apelos pelo respeito a todas as formas de existência e buscando o freio para a exploração voraz dos recursos naturais. \nO trabalho de Sheroanawe Hakihiiwe consiste em um repertório visual delicado\, que se vale da repetição rítmica de motivos em papel artesanal ou tela\, fazendo menção às formas de sementes\, frutas\, insetos\, folhas e galhos. Santiago Yahuarcani recorre a narrativas míticas indígenas em suas pinturas\, trazendo personagens típicos dessas histórias\, como guardiões e criaturas animais híbridas. Já Rember Yahuarcani\, seu filho\, cria paisagens de grande escala que exploram sonhos abstratos\, imaginando um futuro indígena através de formas e cores vibrantes. As pinturas de Jaider Esbell\, de iconografia complexa e meticulosa\, são homenagens a cada pequeno elemento (animais\, plantas\, seres humanos e espirituais) capaz de nos conectar com a espiritualidade. \nSegundo Miguel A. López\, o repertório dos quatro artistas traz luz a mundos visíveis e invisíveis\, que persistem para além das tentativas de apagamento. Para o curador peruano\, essas obras são frequentemente associadas ao colapso ecológico contemporâneo\, mas a interpretação pode ir além e nos fazer um convite a olhar para o passado: a lógica de apagamento existe desde que os recursos experimentados pelas comunidades indígenas foram desapropriados. \nReunir trabalhos de Jaider Esbell\, Santiago Yahuarcani\, Rember Yahuacani e Sheroanawe Hakihiiwe é\, por fim\, segundo Miguel\, uma possibilidade de “sentir representações mais complexas e ampliadas da vida\, que ultrapassam o excepcionalismo humano. Não são imagens simples\, nem imediatamente legíveis: exigem muita atenção\, imaginação e\, acima de tudo\, disposição para ouvir o território a partir de outros canais sensíveis.”
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/tudo-entoa-sentidos-compartilhados-entre-humanos-e-nao-humanos-na-flexa-galeria/
LOCATION:FLEXA Galeria\, Rua Dias Ferreira\, 175 - Leblon\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/22894.FRENTE-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250826T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T170000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T202203Z
LAST-MODIFIED:20250910T202203Z
UID:64721-1756206000-1761411600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"ANIMALIA BIOCONCRETA" de Franklin Cassaro na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Franklin Cassaro – Divulgação\n\n\n\n\nFranklin Cassaro apresenta em “ANIMALIA BIOCONCRETA” uma produção com mais de 50 obras\, com destaque para a série Animal Fractal\, pinturas com acrílica iridescente (com partículas de mica) papel Canson\, e mordidas do artista. \nNa abertura no dia 26 de Agosto\, o artista irá apresentar o ato escultórico: Abrigo Mar Azul\, sua obra inflável em papel celofane que ocupa mais de 3 metros\, causando impacto e surpresa ao espectador. Os atos do artista estarão presentes na abertura e ao longo da exposição em datas programadas. \n“Trinta e cinco anos atrás\, em Outubro de 1988\, Franklin Cassaro inaugurava no Rio de Janeiro sua primeira exposição individual na celebrada Galeria Macunaíma da Funarte\, seguida em São Paulo da mostra AR\, no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP). Em ambas as oportunidades estava ali o début de um artista audacioso\, intenso e profundo\, não afeito a modas\, convenções ou padrões impostos pelo mercado de arte. O impacto causado pela grande e única bolha vermelha em papel celofane\, seu primeiro inflável\, ocupando todo espaço da pequena galeria do Rio\, ou o grande tubo vermelho no museu de São Paulo\, já traziam o prenúncio de alguns elementos da linguagem sutil\, sua necessária interação com o espectador e seus aspectos corpóreos. Desde então tem exibido e performado suas criações em várias capitais do país\, em renomadas instituições públicas e privadas\, tendo cruzado diversos países como Estados Unidos\, Alemanha\, Austrália\, Espanha\, Suécia\, Inglaterra\, Áustria\, Itália\, Porto Rico\, Cuba e México (…)” \nLuiz Chrysostomo de Oliveira Filho
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/animalia-bioconcreta-de-franklin-cassaro-na-martha-pagy-escritorio-de-arte/
LOCATION:Martha Pagy Escritório de Arte\, Av Rui Barbosa\, Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/animal-fractal-2-FC-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250826T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251025T170000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T202657Z
LAST-MODIFIED:20250910T202657Z
UID:64725-1756206000-1761411600@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"TRILOGIAS" de Leonora Weissmann na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Leonora Weissmann – Divulgação\n\n\n\n\nA mineira Leonora Weissmann fala de sua produção: “Em meu processo as imagens surgem a partir de necessidades nemsempre claras a princípio\, mas logo estabeleço uma rede de conexões que formam algum eixo. A primeira pintura desse recorte\, intitulado posteriormente ‘A pequena idade do gelo’\, surgiu na exposição Estranho Mundo Próximo. \nTrata-se de uma fase\, ou momento que creio ser a pequena idade do gelo de minha própria pintura. A pintura tem os seus períodos\, necessidades e\, porque não\, climas. \nA paisagem de neve me fascina desde a infância quando via os quadros de Peter Bruegel o Velho\, em especial ‘Os caçadores na neve’ e ‘Paisagem de Inverno com patinadores e armadilha para pássaros’. Naturalmente são imagens instigantes\, por serem cenas de neve cheias de crianças\, por possuírem uma estranheza hipnótica com seus mil detalhes e simbolismos. \nAlém das questões simbólicas e inconscientes que me levaram a pintar essas imagens\, o branco em contraste com o preto\, o recorte que a luz clara da neve gera nas composições fazem os elementos como galhos\, pedras\, pássaros e pessoas virarem linhas e silhuetas sobre a tela\, como um desenho. A pintura torna-se mais gráfica. É fascinante. \nAs figuras\, em sua maior parte crianças\, em minha ‘pequena idade do gelo’ parecem\, em algum momento\, astronautas em um planeta desconhecido\, explorando a paisagem\, a superfície\, buscando constantemente algo que não se apresenta. \nElas apontam para caminhos possíveis. \nA partir das pinturas comecei a fazer intervenções nos livros e gravuras de Bruegel com grafismos que chamo de ‘folhas e ossos’. São silhuetas de folhagens inventadas que criam um jogo entre a forma e a contra-forma. Ou vêem-se as folhas ou o vazado que na verdade é a forma e remete a ossos.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/trilogias-de-leonora-weissmann-na-martha-pagy-escritorio-de-arte/
LOCATION:Martha Pagy Escritório de Arte\, Av Rui Barbosa\, Flamengo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/LEONORA-WEISSMANN_2-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250828T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251003T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250914T135815Z
LAST-MODIFIED:20250914T135815Z
UID:64864-1756375200-1759518000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:Exposição individual de Iole de Freitas na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Vista da exposição de Iole de Freitas\, 2025. Cortesia Silvia Cintra + Box 4\n\n\n\n\n\n\nA galeria Silvia Cintra + Box 4 apresenta a mais recente produção de Iole de Freitas\, em uma exposição individual que inaugura no dia 28 de agosto. \nDando continuidade à potente pesquisa que o público pôde experienciar na exposição “Fazer o ar”\, no Paço Imperial\, Iole nos convida a um novo mergulho em seu universo. As 18 obras\, todas inéditas\, revelam a maestria da artista em tensionar os limites dos materiais\, transformando a rigidez do aço e a delicadeza do papel em manifestações de uma força vital. \n\n\n\n\nA exposição articula o diálogo entre as aclamadas séries “Mantos”\, que ganham novas configurações na relação da pintura com areia e minérios\, como se fossem uma segunda pele\, e “Algas”\, cujas formas em aço inox flutuam no espaço. Como novidade\, a artista apresenta um conjunto de esculturas em aço inox que recebem uma delicada pintura artesanal\, adicionando novas camadas de cor e textura à sua sofisticada produção tridimensional. \nSerá uma oportunidade única de presenciar a evolução do trabalho de uma artista fundamental para a arte contemporânea brasileira.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/exposicao-individual-de-iole-de-freitas-na-galeria-silvia-cintra-box4/
LOCATION:Galeria Silvia Cintra + Box4\, Rua das Acácias\, 104 – Gávea\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/vista-da-exposicao-iole-de-freitas-ii-scaled-1760x0-c-default-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250828T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251004T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250830T013532Z
LAST-MODIFIED:20250918T194448Z
UID:64535-1756378800-1759604400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Além da Pintura" de Carlos Vergara na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Carlos Vergara – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nHá exatos 25 anos\, Carlos Vergara cultua o hábito de ir ao ateliê que mantém em um casarão em Santa Teresa\, religiosamente. Fruto dessa produção ativa e constante será mostrado em trabalhos inéditos na individual “Além da Pintura”\, que abre no dia 28 de agosto\, às 18h. Essa mostra guarda uma particularidade em especial: é a celebração de uma amizade longeva\, pois sela o encontro entre o artista\, a galerista Patrícia Costa e a curadora Vanda Klabin. Pioneiros da arte no Rio de Janeiro\, os três mantêm relação de longa data\, desde 1980\, e estarão reunidos em uma exposição pela primeira vez. Literalmente\, além da pintura. \nConhecido por desenvolver seus próprios pigmentos a partir de elementos naturais\, desta vez Vergara apresentará sua mais recente alquimia: uma tintura de nuances avermelhadas extraída do pau-brasil\, árvore que possui enraizada em seu ateliê. A matéria-prima também virou serragem para ele desenhar com uma seringa\, criando sutis relevos traçados em algumas telas. \nEssa técnica de pigmentação foi apresentada em novo terroir\, quando participou de uma residência artística no Château Cos d’Estournel (vinícola de Bordeaux)\, no primeiro semestre desse ano\, como parte da Temporada Brasil-França 2025. \n“O ateliê é o meu laboratório”\, afirma\, lembrando que os estilhaços de um vidro que se quebrou um dia desses foi incorporado em um quadro que será levado para essa exposição. \n“Eu adoro trabalhar\, não é uma obrigação”. \nA inspiração para tanta criatividade\, segundo ele\, “vem vindo”. “Do quadro anterior nasce o seguinte… às vezes surge um desafio que o trabalho anterior joga e eu tento resolver no seguinte. E é isso que faz andar”. \nOs trilhos dos bondes de Santa Teresa\, um dos ícones da cidade carioca onde está radicado desde a adolescência (Vergara nasceu em Santa Maria\, no Rio Grande do Sul\, em 1941)\, se fazem presentes em monotipias que também poderão ser vistas pelo público em “Além da Pintura”\, que terá um recorte com cerca de 16 trabalhos com diferentes suportes\, até 27 de setembro\, na Galeria Patrícia Costa\, em Copacabana – mesmo bairro que o artista escolheu para morar. \n“O artista presentifica um entrelaçamento de outros processos manuais\, uma escolha estética\, ao decalcar elementos naturais\, como o pigmento com suas texturas e propriedades\, carregado de história. Estar impregnado de gestos dos materiais que vêm da terra traz uma nova forma de expressão para a sua prática pictórica. Seus trabalhos são sempre atravessados pela pintura\, um processo que se confunde com uma depuração ou fusão com outros elementos\, com um embeber\, um provocar depósitos\, vestígios\, detritos ou fragmentos. Uma adesão aos puros pigmentos naturais e seus valores cromáticos\, que se deixam impregnar ou diluir\, de maneira aberta ao imprevisível\, como o próprio artista declarou\, ‘utiliza o acaso e a precisão’. A diluição do pigmento traz perturbações delicadas na superfície da obra\, como se estivessem à procura de uma outra instância para a sua existência\, um novo modo de ser\, uma nova significação\, como se relutasse em alcançar sua forma final. São pulsações diferenciadas\, irradiações impregnadas de valores cromáticos que flutuam e adotam comportamentos divergentes e o artista comentou que ‘as formas não mudam\, o que muda são as formas de olhar’”\, pontua a curadora e historiadora Vanda Klabin.    \n“Sua pintura permanece extremamente vigorosa\, plena e fluida\, seu universo discursivo sempre diversificado\, pulsante e propaga a sua imensa energia plástica\, continuamente desdobrada em inovações. Essa exposição amplia o entendimento sobre a trajetória do artista e da constituição de uma linguagem plástica brasileira\, com incessante fidelidade ao ato da pintura”.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/alem-da-pintura-de-carlos-vergara-na-galeria-patricia-costa/
LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Carlos-Vergara-1-1.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250830T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T212848Z
LAST-MODIFIED:20250910T212848Z
UID:64745-1756551600-1760814000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Rabo de Cavalo" de Junia Penido na Nonada ZS
DESCRIPTION:Obra de Junia Penido – Divulgação\n\n\n\n\nA Nonada em Copacabana acaba de estrear a exposição Rabo de Cavalo\, primeira individual de Junia Penido.  \nJunia Penido (1997 – Belo Horizonte\, Brasil) vive e trabalha em Belo Horizonte. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais\, onde desenvolveu pesquisa sobre as relações entre as práticas do ateliê de pintura e do canteiro de obras. \nA mostra conta com ensaio crítico de Ulisses Carrilho: “A pintura de Junia Penido se aproxima da opacidade como quem recusa a evidência do gesto claro\, a transparência do imediato ou a exuberância. O espectador é conduzido a uma zona de suspensão: velada\, a imagem se oferece\, mas não se deixa decifrar. Há algo do mistério que habita o corpo e do erótico que se funda não no falo\, mas no indeterminado\, no inapreensível. O enigma se instala como qualidade pictórica: nos enquadramentos\, um ponto de vista sorrateiro\, rasteiro\, um ponto de vista em quatro patas.”
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/rabo-de-cavalo-de-junia-penido-na-nonada-zs/
LOCATION:Nonada Zona Sul\, R. Aires Saldanha\, 24\, Copacabana\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Junia-Penido_Rabo-de-Cavalo-2-1.jpeg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250901T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T160805Z
LAST-MODIFIED:20250910T160805Z
UID:64696-1756720800-1760810400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"O início do mundo" na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “tonga II”\, 1994. Crédito: Sergio Guerini\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, apresenta a exposição “O início do mundo”. Uma visão poética e sensível da mulher como matriz\, gênese\, força-motriz no mundo e no cotidiano é a ideia que agrega as 77 obras de 59 artistas mulheres\, percorrendo um arco geracional de um século. Entre as artistas\, estão Maria Martins (1894-1973)\, Lygia Pape (1927-2004)\, Celeida Tostes (1929-1995)\, Leticia Parente (1930-1991)\, Anna Bella Geiger (1933)\, Sonia Andrade (1935-2022)\, Regina Silveira (1939)\, Anna Maria Maiolino (1942)\, Ana Vitória Mussi (1943)\, Iole de Freitas (1945)\, Sonia Gomes (1948)\, Lenora de Barros (1953)\, Brígida Baltar (1959-2022)\, Beatriz Milhazes (1960)\, Rosângela Rennó (1962)\, Adriana Varejão (1964)\, Laura Lima (1971)\, Aline Motta (1974)\, Bárbara Wagner (1980) e Lyz Parayzo (1994). A curadoria é de Katia Maciel e Camila Perlingeiro\, que selecionaram trabalhos em pintura\, gravura\, desenho\, vídeo\, fotografia\, escultura e objetos.  A mostra ficará em cartaz de 1º de setembro a 18 de outubro de 2025\, com entrada gratuita. \nO início do mundo é um convite a regressar às origens. 59 mulheres evocam o feminino como princípio criador e força de transformação. Cada imagem\, cada matéria carrega em si a potência das metamorfoses cíclicas\, antigas e futuras. Aqui\, o começo não é um ponto fixo\, mas um movimento contínuo: um mundo que se reinventa no corpo feminino\, na memória e na arte. \n“Essa exposição é um projeto ousado\, mesmo para a Pinakotheke”\, diz Camila Perlingeiro. “Reunir tantas artistas e obras com suportes tão diversos foi certamente um desafio\, mas um que abraçamos com entusiasmo. Há anos pensávamos em uma mostra que envolvesse um número expressivo de artistas mulheres\, e a curadoria de Katia Maciel\, poeta e artista múltipla\, foi a garantia de um projeto ao mesmo tempo criterioso e sensível”. \nA montagem da exposição não obedece a um critério de linearidade. As aproximações são poéticas\, onde obras em diferentes suportes se agrupam – como filmes junto a fotografias\, ou pinturas que conversam com objetos\, por exemplo. “É um percurso orgânico”\, observa Camila Perlingeiro. \nA primeira sala é toda em preto e branco\, “porque simboliza o começo\, antes da cor\, antes de tudo”\, explica a curadora. As outras salas são uma reunião de obras que conversam profundamente entre si e ao mesmo tempo formam uma cacofonia delicada e potente de tudo o que simboliza o início e o ciclo da vida.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/o-inicio-do-mundo-na-pinakotheke-cultural/
LOCATION:Pinakotheke Cultural Rio de Janeiro\, Rua São Clemente 300\, Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Beatriz-Milhazes-tonga-II_1994_credito-Sergio-Guerini-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250901T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T205650Z
LAST-MODIFIED:20250910T205650Z
UID:64730-1756720800-1760810400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Frederico Morais – Arte e Crítica" na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Carlos Zilio\, “O julgamento de Paris”\, 2007-2019. Crédito: Jaime Acioli\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, convida para o lançamento do livro “Frederico Morais – Arte e Crítica” (Edições Pinakotheke\, 2025)\, em dois volumes\, com 456 páginas e formato de 19 x 26 cm cada\, com 500 textos do crítico nascido em 1936\, em Belo Horizonte\, e que aos trinta anos migrou para o Rio de Janeiro. O livro é resultado da pesquisa de dez anos feita por Stefania Paiva e Rodrigo Andrade sobre as críticas de Frederico Morais publicadas no jornal “O Globo”. O primeiro volume abrange os textos feitos nos anos 1970\, e o segundo os dos anos 1980. A apresentação é do jornalista Nelson Gobbi. \n“Estes volumes registram um período decisivo de sua escrita\, quando sua visão transgressora e não dogmática desafiou convenções e ampliou os limites do que se entende por arte no país”\, afirma Camila Perlingeiro\, diretora editorial da Pinakotheke. \nJunto com a publicação do livro\, a Pinakotheke faz a exposição “Frederico Morais – Arte e Crítica”\, com 25 obras de 22 artistas próximos ao crítico\, em seleção de Stefania Paiva e Diego Matos. As obras reunidas são dos artistas: Abraham Palatnik (1928-2020)\, Alberto da Veiga Guignard (1896-1962)\, Anna Maria Maiolino (1942)\, Antonio Bandeira (1922-1967)\, Antonio Manuel (1922-1967)\, Beatriz Milhazes (1960)\, Carlos Vergara (1941)\, Carlos Zilio (1944)\, Cildo Meireles (1948)\, Cláudio Tozzi (1945)\, Farnese de Andrade (1926-1996)\, Hélio Oiticica (1937-1980)\, Ione Saldanha (1919-2001)\, Luiz Alphonsus (1948)\, Lygia Pape (1927-2004)\, Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)\, Maria Leontina (1917-1984)\, Raymundo Colares (1944-1986)\, Rubem Valentim (1922-1991)\, Rubens Gerchman (1942-2008)\, Wanda Pimentel (1943-2019) e Wilma Martins (1934-2022). \nO livro e a exposição integram a programação dos cem anos do jornal “O Globo”\, e iniciam as comemorações dos 90 anos do autor\, referência incontornável da arte contemporânea brasileira. \nNo texto sobre a exposição\, Stefania Paiva e Diego Matos destacam que Frederico Morais “é um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira”. “Sua trajetória de vida\, que se confunde com a própria história recente da arte no país\, atravessa sete décadas de dedicação intensa à cultura\, à crítica e à curadoria\, sempre em correção ética e política. Em 2026\, ao completar 90 anos de idade e 70 anos desde seu primeiro texto crítico\, em 1956\, sua presença no cenário artístico permanece fundamental para compreender como a arte brasileira se construiu\, resistiu e se reinventou diante de contextos sociais e políticos adversos”. \n“Ao longo de sua trajetória\, Frederico Morais não apenas viveu momentos decisivos da arte brasileira\, mas também se tornou um de seus principais cronistas. Sua vasta produção textual – que inclui críticas de jornal\, ensaios teóricos\, catálogos e livros – constitui um arquivo inestimável para pesquisadores\, curadores\, professores\, gestores e artistas. Mais do que registrar eventos\, ele documenta atmosferas\, debates e tensões que atravessaram diferentes períodos de nossa história social e cultural”\, afirmam os curadores. \nA exposição apresenta também uma série de textos fac-similares com aproximação crítica\, destacando três caminhos histórico-poéticos relevantes que atravessaram a trajetória de Morais: experiência e radicalidade (a arte dos jovens artistas dos anos 1960/1970); amplitudes modernas (a diversidade do modernismo no Brasil) e identidades de um Brasil plural (muito além do moderno\, um país único). \n“Funcionando como prelúdio de um universo ainda maior\, uma espécie de biblioteca de babel borgiana da arte brasileira\, essa mostra permitirá visualizar algumas conexões selecionadas entre crítica e criação\, entre curadoria e participação\, entre história e presente”\, assinalam Stefania Paiva e Diego Matos. \nA primeira sala é toda em preto e branco\, “porque simboliza o começo\, antes da cor\, antes de tudo”\, explica a curadora. As outras salas são uma reunião de obras que conversam profundamente entre si e ao mesmo tempo formam uma cacofonia delicada e potente de tudo o que simboliza o início e o ciclo da vida.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/frederico-morais-arte-e-critica-na-pinakotheke-cultural/
LOCATION:Pinakotheke Cultural Rio de Janeiro\, Rua São Clemente 300\, Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/CARLOS-ZILIO-1944-O-julgamento-de-Paris-2007-2019_credito-Credito-Jaime-Acioli-116680-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250903T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251011T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T170447Z
LAST-MODIFIED:20250910T170447Z
UID:64703-1756893600-1760209200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Para seu olhar" de Gabriela Machado na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Gabriela Machado\, “É só o dia”\, 2025 – Divulgação \n\nA Anita Schwartz Galeria de Arte inaugura\, no dia 3 de setembro de 2025\, às 19h\, a exposição Para seu olhar\, de Gabriela Machado. Com curadoria de Bruna Costa\, a mostra marca os 35 anos de trajetória da artista\, que vive e trabalha no Rio. A individual reúne uma série inédita composta por cinco pinturas de grande formato (2\,60 x 2\,20 m) e três esculturas em cerâmica\, obras que exploram a relação entre gesto\, corpo e espaço arquitetônico. \nA nova série resgata uma memória afetiva fundadora: a casa de fazenda do século XVIII\, pertencente ao pai da artista\, cujas paredes eram revestidas por afrescos de pássaros e paisagens. “Essas imagens sempre estiveram comigo. Desde pequena eu ajudava um restaurador a retocar os afrescos e hoje percebo o quanto essa experiência moldou o meu olhar. Nesta série\, a parede volta com força\, como lugar de memória e de corpo”\, afirma Gabriela. \nNas telas\, descritas pela artista como “quase-paredes”\, a densidade dos afrescos encontra a luminosidade dos vitrais. Transparências\, cores cítricas e camadas de tinta acrílica aplicadas em gestos largos constroem superfícies que parecem irradiar luz própria\, fundindo memória\, técnica e experimentação. “A pintura me conduz\, é o vetor do trabalho. Eu nunca parto de um projeto\, a obra se faz no fluxo\, no gesto\, na surpresa do processo”\, explica. \nBruna enfatiza a “fazência” cotidiana da artista: o exercício diário da pintura\, a disciplina que aquece a mão\, a intimidade adquirida com o material. Esse acúmulo de prática\, segundo a curadora\, se traduz na espontaneidade do gesto e na capacidade de surpreender o espectador\, mesmo após 35 anos de produção. \nOutro eixo da pesquisa de Gabriela é o diálogo entre imagem e palavra. Desde o projeto Livro do Cuco (iniciado em 2017)\, em que escreve frases ao longo do dia\, a artista experimenta a força da escrita dentro do espaço pictórico. “Quando você escreve numa pintura\, muda o olhar. A palavra abre outra narrativa\, um caminho novo dentro da imagem”\, comenta. Os títulos das obras também são concebidos como pequenas narrativas poéticas\, guiando o espectador sem aprisionar seu percurso. \nA expografia\, desenvolvida por Birger Lipinski & Laercio Redondo\, insere as obras no espaço expositivo como se fossem parte de uma casa — metáfora que acompanha a produção de Gabriela e reforça sua visão da pintura como lugar de habitação e experiência sensível. As esculturas em cerâmica\, por sua vez\, funcionam como âncoras no espaço\, ampliando o diálogo com as pinturas. \n“Se nosso corpo conseguir ser provocado por essas grandes massas de cor\, a pintura torna-se\, a um só tempo\, parte deste mundo e dispositivo para imaginar outros”\, escreve a curadora Bruna Costa no texto crítico da mostra. “Existe uma qualidade na pintura que só se adquire no acúmulo de experiência\, no cotidiano da prática. Em Gabriela\, essa disciplina se traduz em gestos espontâneos que surpreendem e\, ao mesmo tempo\, detêm o olhar do espectador”\, acrescenta.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/para-seu-olhar-de-gabriela-machado-na-anita-schwartz-galeria-de-arte/
LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Gabriela-Machado__E-so-o-dia_-2025-1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250903T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251011T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T170906Z
LAST-MODIFIED:20250910T170906Z
UID:64707-1756893600-1760209200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Encontrar a solidez" na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Ana Hortides\, “Raio”\, da série Platibanda\, 2025 – Divulgação \n\nEm paralelo à individual Para seu olhar\, de Gabriela Machado\, a Anita Schwartz Galeria de Arte inaugura\, no dia 3 de setembro de 2025\, às 19h\, a coletiva Encontrar a solidez\, no segundo piso. A mostra reúne trabalhos de 11 artistas convidados — Almeida da Silva\, Ana Freitas\, Ana Hortides\, Bento Ben Leite\, Brenda Cantanhede\, Hildebranda\, Ju Morais\, João Rivera\, Liane Roditi\, Mayara e Murillo Marques — sob a curadoria de Bruna Costa\, que propõe uma reflexão sobre a materialidade pictórica na produção contemporânea. \nA coletiva no andar superior parte de um eixo: a investigação da solidez\, entendida não apenas como peso ou densidade material\, mas como presença concreta que ainda guarda resquícios do universo pictórico. Cor\, brilho\, saturação\, transparência\, planaridade\, textura e gesto são retomados e tensionados pelos jovens artistas\, que expandem os limites tradicionais da pintura. \n“Os trabalhos se destacam por uma corporalidade inerente às soluções plásticas apresentadas. Existe aqui uma lembrança das qualidades pictóricas — desenho\, cor\, brilho\, textura\, transparência\, moldura\, figuração-abstração e até pincelada. A pintura\, porém\, é subvertida para suportes e manifestações outras\, numa pulsação entre força centrípeta e força centrífuga\, tomando de empréstimo o termo do crítico Paulo Sergio Duarte”\, escreve Bruna Costa. \nA mostra dialoga com debates que atravessam a arte contemporânea há mais de meio século. De acordo com a curadora\, “não se trata da revisão dos meios como proposto pela modernidade ocidental\, mas de uma tentativa de aproximar a pintura da própria vida\, da experiência de mundo\, como apontado também pelas vanguardas concretas no Brasil”. \nEntre imagem e matéria \nAs obras revelam um movimento constante entre imagética e materialidade. Enquanto Bento Ben Leite e Murillo Marques exploram superfícies e texturas em diálogo com a cor\, Ana Hortides e Brenda Cantanhede tensionam a matéria em chave doméstica e afetiva — do concreto e cerâmica ao tecido e às massas pictóricas. Ju Morais e Hildebranda articulam costuras e bordados que cruzam rusticidade e acabamento refinado. \nOutras particularidades se encontram nas “pinturas moles” de Mayara e de Almeida da Silva — a primeira em costura sobre tecido de estofaria; o segundo em suporte plástico flexível e purpurina\, como se a tinta se desprendesse do chassi e flutuasse. Em ressonância\, a flutuação espacial dos móbiles de João Rivera atravessa a sala\, em diálogo com a circularidade de Ana Freitas. \nA única figura humana aparece no vídeo de Liane Roditi\, em que a pintura se confunde com dados sociais e simbólicos\, em gesto que remete à tradição crítica brasileira. \nEncontrar a solidez apresenta\, assim\, um panorama da pesquisa de uma nova geração de artistas\, marcada pelo experimentalismo\, pela ludicidade e pela consciência crítica do fazer artístico. “Os artistas estão aqui não apenas tateando o sólido da pintura matérica\, mas também o terreno de caminhada\, como quem calcula onde firmar o pé enquanto se lança livremente”\, conclui Bruna Costa.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/encontrar-a-solidez-na-anita-schwartz-galeria-de-arte/
LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Ana-Hortides__Raio_-serie-Platibanda-2025.-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250903T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251004T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T201307Z
LAST-MODIFIED:20250910T201307Z
UID:64718-1756897200-1759604400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Entre Penas e Plumas\, o olho de Deus" de Viviane Teixeira na Galeria Movimento
DESCRIPTION:Viviane Teixeira. Como é lindo o meu amor\, 2025 – Divulgação\n\n\n\n\n\nA Galeria Movimento apresenta a exposição “Entre Penas e Plumas\, o olho de Deus”\, da artista plástica Viviane Teixeira\, no dia 03 de setembro de 2025. Com sua formação acadêmica de Bacharel em Pintura pela EBA-UFRJ e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage\, Viviane se destaca no cenário artístico contemporâneo com uma proposta que transcende a mera representação. \nNesta nova série\, a artista apresenta 17 telas exclusivas pintadas a óleo que parecem querer se desgarrar da tela\, uma metáfora poderosa para a busca de liberdade e transcendência. Pássaros com garras e árvores desenraizadas ascendendo ao céu criam um diálogo visual que\, como ressalta a renomada artista Anna Bella Geiger em seu texto crítico\, revela “uma solução estética desconhecida”. As pinceladas de Viviane se transformam em penas e asas\, evocando sentimentos que ressoam com o público e refletem questões profundas da existência contemporânea. \nViviane já deixou sua marca em exposições institucionais notáveis\, como “The Queen seated inside her castle – A sala do trono” no Paço Imperial e “The Queen seated inside her castle – A Rainha suplente\, Cap. II” no Centro Cultural em São Paulo.  \nAlém disso\, a artista estará em destaque no stand da Galeria Movimento na feira ArtRio\, oferecendo uma oportunidade imperdível para colecionadores e amantes da arte conhecerem seu trabalho de perto e se conectarem com suas inquietações estéticas. A influência de movimentos artísticos\, como o grupo Outsiders\, e a busca por origens culturais em um mundo globalizado são temas que permeiam sua obra\, assim como a conexão com a arte Naïf\, onde cores evocam emoções mais do que simplesmente descrevem a natureza. \nA Galeria Movimento tem o prazer de anunciar a abertura da exposição “Entre Penas e Plumas\, o olho de Deus”\, da artista plástica Viviane Teixeira\, no dia 03 de setembro de 2025. Com sua formação acadêmica de Bacharel em Pintura pela EBA-UFRJ e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage\, Viviane se destaca no cenário artístico contemporâneo com uma proposta que transcende a mera representação. \nNesta nova série\, a artista apresenta 11 telas exclusivas pintadas a óleo que parecem querer se desgarrar da tela\, uma metáfora poderosa para a busca de liberdade e transcendência. Pássaros com garras e árvores desenraizadas ascendendo ao céu criam um diálogo visual que\, como ressalta a renomada artista Anna Bella Geiger em seu texto crítico\, revela “uma solução estética desconhecida”. As pinceladas de Viviane se transformam em penas e asas\, evocando sentimentos que ressoam com o público e refletem questões profundas da existência contemporânea. \nViviane já deixou sua marca em exposições institucionais notáveis\, como “The Queen seated inside her castle – A sala do trono” no Paço Imperial e “The Queen seated inside her castle – A Rainha suplente\, Cap. II” no Centro Cultural em São Paulo.  \nAlém disso\, a artista estará em destaque no stand da Galeria Movimento na feira ArtRio\, oferecendo uma oportunidade imperdível para colecionadores e amantes da arte conhecerem seu trabalho de perto e se conectarem com suas inquietações estéticas. A influência de movimentos artísticos\, como o grupo Outsiders\, e a busca por origens culturais em um mundo globalizado são temas que permeiam sua obra\, assim como a conexão com a arte Naïf\, onde cores evocam emoções mais do que simplesmente descrevem a natureza.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/entre-penas-e-plumas-o-olho-de-deus-de-viviane-teixeira-na-galeria-movimento/
LOCATION:Galeria Movimento\, 15 R. dos Oitis Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/cbe089_931a1d60d70b4aad84fcebc6f24aabb8_mv2.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250906T090000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251123T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T214223Z
LAST-MODIFIED:20250910T214223Z
UID:64752-1757149200-1763920800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Através do Véu Verde" de Edo Costantini no MAC Niterói
DESCRIPTION:Edo Costantini \, “Colourful leaves Pink”\, 2022. Katonah\, New York.\n\n\n\n\nNo dia 6 de setembro\, Edo Costantini\, artista representado pela Galeria Mario Cohen\, inaugura sua primeira exposição individual em museu\, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói)\, no Rio de Janeiro\, Brasil. Com curadoria de Nicolas Martin Ferreira e texto de Paulo Herkenhoff\, a mostra reúne uma década de produção\, incluindo fotografia\, vídeo\, música e uma série de esculturas em bronze\, estas últimas criadas em colaboração com sua esposa\, a artista Delfina Braun\, e a arquiteta Delfina Muniz Barreto. \nA obra fotográfica de Edo gira em torno do sublime na natureza\, retratado por meio de representações etéreas das florestas no norte do estado de Nova York. A série\, capturada entre 2013 e 2025\, reflete sobre o ato de medir a própria existência dentro do fluxo em constante transformação do tempo. Suas caminhadas diárias pelas paisagens serenas de Katonah – Bedford Hills tornam-se um portal para revelar o extraordinário no ordinário\, para perceber o invisível e para moldar imagens novas e instigantes a partir disso. \nInspirada nessas caminhadas e em pesquisas sobre plantas sagradas\, a exposição apresentará 20 fotografias em grande formato\, uma instalação sonora intitulada Opium Whispers Sound Sculpture e a projeção de Last Survivors\, um filme de 30 minutos\, realizado no mesmo período. \nLast Survivors é uma meditação celebratória sobre a resiliência da natureza e o despertar da humanidade. Filmado na solidão da pandemia e revelado cinco anos depois\, o filme se ergue como tributo e profecia\, um lembrete urgente de que\, embora a humanidade possa sofrer\, a natureza persiste. Narrado pela atriz islandesa Hera Hilmar\, com roteiro de Costantini e Martín Hadis — especialista em Jorge Luis Borges e literatura nórdica —\, o filme conta uma história de perda\, sobrevivência e transcendência. A trilha evocativa\, composta pelo próprio Costantini com sua banda The Orpheists\, entrelaça-se à narrativa\, criando uma atmosfera de luto e esperança. \nEm diálogo com as fotografias\, o coletivo formado por Delfina Braun\, Edo Costantini e Delfina Muniz Barreto apresenta novas esculturas em bronze que habitam silenciosamente as galerias do museu. Combinando suas disciplinas — escultura\, som e instalação —\, o trio explora as formas e ritmos da natureza\, celebrando a beleza das flores e de outros elementos vivos\, refletindo sobre a ligação entre dor e cura. “Cada um de nós contribuiu com seu conhecimento\, e juntos exploramos diferentes dimensões\, tempos e espaços”\, afirmam. \nAs obras mais recentes exploram o que está além da visão: as forças ocultas essenciais ao nosso ser. Duas esferas evocam a magia silenciosa do micélio\, a rede invisível por meio da qual o mundo natural se conecta e se regenera. Dessa teia subterrânea emergem duas esculturas em diferentes escalas\, inspiradas no raro e fascinante cogumelo conhecido como “véu-de-noiva” (lady’s veil). Reconhecido por sua beleza exótica e há muito valorizado por suas propriedades medicinais e restauradoras\, ele se torna aqui tanto uma forma natural quanto uma metáfora de resiliência e renovação. \nAlém disso\, como parte da exposição\, será publicado um catálogo em capa dura\, encadernado em tecido\, com uma fotografia central na capa. Com 110 páginas\, ele traz reproduções integrais das obras expostas\, bem como textos de Nicolas Martin Ferreira\, Paulo Herkenhoff e Barbara Golubicki\, oferecendo múltiplas perspectivas sobre a exploração de uma década de Costantini em torno da natureza\, da luz e da conexão humana com o ambiente.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/atraves-do-veu-verde-de-edo-costantini-no-mac-niteroi/
LOCATION:MAC Niterói\, Mirante da Boa Viagem\, s/nº – Boa Viagem\, Niterói\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/unnamed-19-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250906T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251012T170000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250912T165827Z
LAST-MODIFIED:20250912T165827Z
UID:64859-1757152800-1760288400@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"O Canto da Vila" de Mulambö no Museu da República
DESCRIPTION:Obra de Mulambö. Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nA partir do dia 06 de setembro\, o artista visual Mulambö apresenta na Galeria do Lago\, no Museu da República\, no Rio de Janeiro\, a exposição “O Canto da Vila”. A mostra expande a versão exibida entre junho e julho\, em Saquarema\, cidade natal do artista\, e ganha novos eixos temáticos\, obras inéditas e uma ambientação sensível que entrelaça território\, memória e identidade. Com curadoria de Isabel Portella\, a exposição propõe um mergulho afetivo por diferentes camadas simbólicas da vida do artista — entre o mar\, a casa\, os sonhos e a cidade reinventada. \nLogo na entrada\, o público é recebido por imagens devocionais de Nossa Senhora de Nazaré e Iemanjá\, que compõem o Eixo Mães. A espiritualidade e a ancestralidade também se manifestam no Eixo Casa\, um dos núcleos criados especialmente para esta versão carioca onde são apresentadas pinturas inspiradas em santos\, entidades e experiências vividas na casa onde cresceu e hoje é seu ateliê. \n“O eixo Casa é um núcleo novo. Ele apresenta a casa como um lugar de fé\, de proteção\, de memória. É onde tudo começou. As pinturas nessa parede são inspiradas nas histórias que ouvi dentro dessa casa e nos santos e entidades que acompanham minha família. É como se fosse um altar afetivo”\, conta Mulambõ. \nAlém das imagens que evocam a fé\, o artista também insere o espectador em um campo de fabulação. No Eixo Sonho\, figuras como o “homem caranguejo” e o “homem palmeira” surgem como personagens de um folclore inventado\, inspirado na cultura caiçara e nas vivências à beira-mar. Já no Eixo Bandeira\, uma composição gráfica reúne símbolos do afeto\, do alimento e da força espiritual numa espécie de estandarte de uma Saquarema subjetiva — uma cidade que é mais imaginada do que geográfica. \nEm um gesto poético\, Mulambö transporta a intimidade da casa para o espaço institucional\, criando uma tensão produtiva entre o pessoal e o público. “Acho que essa exposição ganha um novo peso porque estamos levando esses elementos pessoais para um espaço institucional. É como se eu estivesse dizendo: isso aqui também é arte\, isso também é história. A exposição vira quase um território\, um espaço de afirmação. E acho que quem visitar vai sentir essa virada\, esse atravessamento entre o íntimo e o público.”\, explica o artista. \nEsse diálogo entre a casa e o museu é um dos pilares da exposição. “Quando a gente leva esse altar da família para dentro da Galeria do Lago\, é como se o museu estivesse acolhendo essa história. E ao mesmo tempo a casa ganha outro status\, vira parte da narrativa artística. Acho bonito isso\, esse trânsito.”\, diz. \nA curadora Bel Portella amplia esse olhar ao destacar que o trânsito entre espaços pessoais e institucionais revela camadas de pertencimento e afeto. “Quando o mar é personagem e morada\, a travessia e o diálogo estabelecem uma ligação sem fronteiras\, ultrapassando limites e criando outros encontros. A vida que pulsa nas águas de Saquarema também agita as da Baía de Guanabara. Ao entendermos que arte é vida\, envolvendo tudo aquilo que tem significados pessoais e universais\, percebemos que os espaços de criação e abrigo podem variar\, mas sempre serão casa\, morada\, lugar de acolhimento. A Galeria do Lago pretende ser esse espaço de intimidade\, recebendo junto com o artista tudo aquilo que movimenta sua arte\, que impulsiona sua vida e sua fé.” \nA dimensão oral e afetiva do trabalho também está presente no processo de criação\, como o artista destaca: “Esse é um trabalho muito atravessado pela oralidade\, pelas histórias que eu escutei e que agora viraram imagem. Tudo foi se misturando nas pinturas. Então\, acho que quem vê a exposição está vendo também um pedaço dessas conversas\, desses afetos.”\, reflete. \n“A versão aumentada da exposição que chega à Galeria do Lago é\, em certo sentido\, uma maneira eficiente de potencializar o alcance da mensagem do artista”\, observa a produtora Bel Tinoco. “Através de sua obra\, Mulambö apresenta aos visitantes um universo que é\, ao mesmo tempo\, particular\, construído por individualidades\, e público\, porque nos congrega”\, conclui. \nA mostra conta ainda com núcleos dedicados à paixão pelo time local (Eixo Corpo)\, à relação vital com o oceano (Eixo Mar)\, e à presença animal\, com destaque para a pintura do Guardião\, um cachorro que ocupa discretamente o espaço entre as salas e funciona como símbolo de proteção e passagem. \nComo parte da programação da ArtRio\, a exposição contará com uma visita mediada aberta ao público\, no dia 12 de setembro\, com a presença do artista e da curadora. Com recursos de acessibilidade como QR Codes com audiodescrição\, peças gráficas e catálogos pensados para o espaço do museu\, “O Canto da Vila” estabelece um território narrativo onde o íntimo se torna coletivo\, e o afeto\, uma forma de resistência. \n“Em Saquarema\, mais de mil pessoas prestigiaram a mostra\, num cenário pouco acostumado a exposições de arte. No Rio\, queremos levar esse frescor do trabalho do Mulambö tanto ao público do Museu da República quanto aos visitantes da ArtRio\, fechando um ciclo que reflete sua trajetória”\, complementa Fabiana Gabriel\, Coordenadora geral do projeto. \nA exposição é realizada pelo Governo Federal\, Ministério da Cultura\, Governo do Estado do Rio de Janeiro\, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa\, através da Política Nacional Aldir Blanc. O projeto\, que começou com uma temporada em Saquarema (junho e julho de 2025) e termina na Galeria do Lago\, em outubro\, é mais uma co-produção da Fava Comunicação & Arte\, da coordenadora geral do projeto Fabiana Gabriel\, com a belOlhar\, da produtora Bel Tinoco\, que juntas realizam a terceira exposição do ano com curadoria assinada por Isabel Portella. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/o-canto-da-vila-de-mulambo-no-museu-da-republica/
LOCATION:Museu da República\, Rua do Catete\, 153 - Catete\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/24-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250906T120000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251116T180000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T211929Z
LAST-MODIFIED:20250910T211929Z
UID:64739-1757160000-1763316000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Poéticas do Ruído na Coleção do Instituto PIPA" no Paço Imperial
DESCRIPTION:Andréa Hygino\, “Feijão”\, 2022\, da série “Tipos de comer”. Foto: Robnei Bonifácio\n\n\n\n\nO Prêmio PIPA\, que realiza este ano sua 16ª edição\, apresenta os Artistas Premiados de 2025: Andréa Hygino\, Darks Miranda\, a dupla Gabriel Haddad & Leonardo Bora\, e Flávia Ventura. Entre os 73 artistas participantes\, com até 15 anos de carreira\, os quatro foram escolhidos pelo Conselho do PIPA por terem obras contundentes e representativas da pluralidade de poéticas e linguagens desenvolvidas no Brasil. Como parte da premiação\, cada um recebe uma doação de R$25 mil e realiza uma mostra conjunta no Paço Imperial\, no Rio de Janeiro\, de 06 de setembro a 16 de novembro\, em paralelo à exposição de obras do Instituto PIPA.  \nA abertura no dia 06 de setembro contou com uma conversa com os premiados\, conduzida por Lucrécia Vinhaes\, co-fundadora do Instituto PIPA\, e Luiz Camillo Osorio\, curador do Instituto. No encontro\, Andréa\, Darks\, Gabriel & Leonardo\, e Flávia abordaram os trabalhos selecionados para a exposição\, suas pesquisas e trajetórias.  \nOs quatro Artistas Premiados dividem a sala Terreiro com obras justapostas\, posicionadas de forma a evidenciar as permeabilidades possíveis e aumentando sua potência como conjunto. Sem uma expografia rígida\, os artistas criam juntos um espaço de forma fluida.  \nPara a mostra\, a carioca Andréa Hygino selecionou trabalhos em diversas mídias\, como fotografias\, esculturas\, telas e monotipias\, incluindo obras inéditas. A artista\, que atua também como arte-educadora e professora\, se debruça sobre o ambiente da escola\, os processos de aprendizado\, adestramentos\, disciplina e repetição\, usando a desobediência escolar como metáfora para a desobediência civil. Assim\, Andréa entrelaça sua prática docente à sua pesquisa artística\, e levanta\, em seus trabalhos\, reflexões sobre a condição do ensino público no Brasil\, como na série “Tipos de comer” (2022)\, que traz ao Paço Imperial. No trabalho fotográfico\, Hygino forma as palavras “arroz”\, “feijão” e “carne” sobre sua língua com macarrão de letrinhas\, em referência aos alimentos da cesta básica\, entrelaçando o sistema público de ensino com nutrição e fome no Brasil. Suas obras criam\, ainda\, relações entre o corpo de estudantes e a disciplina escolar\, como nas esculturas que estarão na mostra: “Descansologia II (cadeira para Michele)” e “Ambidestra II”\, de 2024\, e “Saída de Emergência”\, de 2022\, em que cadeiras de sala de aula representam questões da vivência estudantil. \nDarks Miranda\, natural de Fortaleza e residente do Rio de Janeiro\, além de artista\, é também cineasta. Em seu trabalho\, usa a montagem como procedimento e linguagem\, e investiga o imaginário da ficção científica do século passado para refletir sobre o fracasso do projeto ocidental modernizante e suas noções de futuro e progresso. Na exposição\, Darks apresentará 2 trabalhos em vídeo\, nos quais se utiliza da superposição e do excesso\, criando composições e universos visuais em um meio termo entre ficção e realidade performática. A atmosfera própria da artista também será construída com esculturas inéditas em cerâmica.  \nJá Flávia Ventura\, artista de Belo Horizonte que vive e trabalha em São Paulo\, levará às paredes do Paço 3 telas: “A festa das mulheres”\, “Pequena Morte”\, e Sem Título. Os trabalhos em acrílica são um recorte de sua pesquisa\, que investiga o corpo como dispositivo mutável de experimentação sensível\, propondo o deslocamento de discursos e protagonismos em relação à sexualidade\, gênero\, poder e violência. Suas telas criam inversões no regimes de visibilidade da erotização\, e a artista utiliza a abstração como estratégia de ambiguidade\, propondo corpos que fluem de gênero e se confundem com animais\, plantas\, objetos e paisagens\, dissolvendo hierarquias entre essas existências. \nPor fim\, a dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora trará os fazeres e as artes do Carnaval das escolas de samba para o Paço Imperial. Gabriel é natural de Niterói (RJ) e Leonardo de Irati (PR)\, e ambos trabalham no Rio de Janeiro. Os multiartistas\, que já desenvolveram narrativas escritas e visuais para diversas agremiações sambistas\, criaram uma instalação especialmente para a mostra. O trabalho inédito costura dois desfiles: “O Rei que Bordou o Mundo” (2018)\, narrativa idealizada para o GRES Acadêmicos do Cubango\, na Série Ouro\, e o desfile de 2022 do GRES Acadêmicos do Grande Rio\, “Fala\, Majeté! Sete Chaves de Exu”\, campeão do Grupo Especial. Na obra\, que tem como base um globo de ferro\, Gabriel e Leonardo entrelaçam início e fim\, refletindo sobre os processos da criação de um desfile\, com suas memórias\, gambiarras\, acabamentos\, fios elétricos e tubos plásticos. Misturam processo e resultado\, em um prática criativa que está ligada aos “restos do carnaval” – referência à prosa de Clarice Lispector. A instalação será acompanhada\, ainda\, de um texto dos artistas sobre o trabalho. \nSobre as poéticas apresentadas\, o curador Luiz Camillo Osorio destaca que “Esta rearticulação entre pertencimento e estranhamento diante da cultura visual hegemônica mobiliza a criação de novos repertórios críticos e regimes de recepção para a arte contemporânea. Os quatro artistas premiados em 2025 evidenciam tais características”. A exposição no Paço Imperial é uma celebração dessas quatro expressões. \n“Poéticas do Ruído na Coleção do Instituto PIPA” \nAlém de trabalhos dos quatro Premiados de 2025\, o Instituto PIPA apresenta no Terreirinho\, sala localizada em frente ao Terreiro\, a exposição “Poéticas do Ruído na Coleção do Instituto PIPA”. A mostra tem curadoria de Alexia Carpilovsky – que integra a equipe do Prêmio desde 2019 – com supervisão de Luiz Camillo Osorio\, Lucrécia Vinhaes e Carla Marins. São cerca de 19 trabalhos de artistas que fazem parte da história do Prêmio PIPA\, como participantes ou vencedores de edições anteriores.  \nEscutar as rasuras e os vestígios. A exposição parte do ruído como instrumento que revela e que faz lembrar: algo que irrompe\, que desestabiliza\, criando estranhamentos. As obras costuram\, remendam\, recortam e escrevem por cima\, nos convidando a pensar o que foi apagado e o que nunca foi escrito: uma “Sobreposição da história”\, como fala a obra de Gê Viana\, e “Reflorestar Nossa Gente” como anuncia a de Hal Wildson. A escrita em si também permeia a exposição como um meio de construir realidades – de criar corpo pela palavra. Aqui\, para além dos materiais\, os tempos estão sobrepostos.  \nCompõem a mostra trabalhos de Agrade Camíz\, André Azevedo\, Cadu\, Coletivo Coletores\, Denilson Baniwa\, Dyana Santos\, Eduardo Berliner\, Fabrício Lopez\, Gê Viana\, Hal Wildson\, Íris Helena\, Luiz d’Orey\, Randolpho Lamonier\, Virginia de Medeiros\, e Xadalu Tupã Jekupé.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/poeticas-do-ruido-na-colecao-do-instituto-pipa-no-paco-imperial/
LOCATION:Paço Imperial\, Praça Quinze de Novembro\, 48 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/17-Andrea-Hygino.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250908T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251018T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250910T233557Z
LAST-MODIFIED:20250910T233557Z
UID:64794-1757325600-1760814000@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Abelardo Zaluar" na Galeria de Arte Ipanema
DESCRIPTION:Abelardo Zaluar\, “Curva Sinuosa”\, 1986. Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA Galeria de Arte Ipanema apresenta\, a partir de 8 de setembro de 2025\, a exposição inédita Abelardo Zaluar\, dedicada a um dos nomes mais singulares da abstração geométrica brasileira. A mostra reúne\, até 18 de outubro\, 25 trabalhos em vinil sobre tela\, produzidos entre as décadas de 1970 e 1980. \nO texto crítico que acompanha a exposição é assinado pelo artista Gonçalo Ivo\, ex-aluno de Zaluar\, que recupera memórias de seu convívio com o mestre e ressalta a dimensão espiritual e humanista de sua obra: “Tenho para mim que\, em sua passagem neste ínfimo mundo\, Abelardo Zaluar (1924–1987) viveu e criou como um monge. Fez de seu ofício um sacerdócio. Humanista convicto\, tal qual um Midas\, transformou pigmentos\, formas e espaços em um mundo de encantamento e transcendência espiritual”. \nA obra de ZaluarNascido em Niterói\, Abelardo Zaluar construiu uma trajetória marcada pela independência de filiações a grupos ou correntes\, desenvolvendo uma linguagem própria que combina rigor geométrico e sensualidade barroca. Desde o início de sua carreira\, nos anos 1940\, transitou da figuração para a abstração\, incorporando colagens\, sobreposições de áreas de cor e experimentações com tridimensionalidade e trompe l’oeil. \nNos anos 1970\, incorporou recortes\, transparências e colagens de cartões e lâminas de acrílico\, criando jogos sensoriais que ampliavam a dimensão pictórica de sua obra. Essa produção\, frequentemente comparada por críticos como Mário Pedrosa e Frederico Morais a referências internacionais\, como Ben Nicholson\, permanece única no panorama brasileiro\, ao mesmo tempo rigorosa e lúdica. \nTrajetória e reconhecimentoProfessor\, pintor\, desenhista e gravador\, Zaluar participou de importantes coletivas e bienais entre as décadas de 1950 e 1980. Foi premiado no Salão Nacional de Arte Moderna (1963)\, recebeu destaque no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1959)\, e realizou retrospectivas em instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC/PR). \nA singularidade de sua produção\, à margem das classificações dominantes da crítica\, fez de sua obra um território de liberdade criativa\, hoje redescoberto como uma das contribuições mais originais da arte brasileira moderna.A exposição é acompanhada de um catálogo organizado pela Galeria de Arte Ipanema\, com textos críticos e reproduções das obras\, oferecendo uma visão abrangente da produção de Zaluar e sua influência na arte brasileira.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/abelardo-zaluar-na-galeria-de-arte-ipanema/
LOCATION:Galeria de Arte Ipanema\, Rua Aníbal de Mendonça\, 27 - Ipanema\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Abelardo-Zaluar_Curva-Sinuosa-Vinil-sobre-tela-100-x-150-cm-1986.1-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250909T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251010T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250912T133915Z
LAST-MODIFIED:20250912T133915Z
UID:64829-1757412000-1760122800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Lucas Rubly: A opacidade do mundo" na Artur Fidalgo Galeria
DESCRIPTION:Lucas Rubly\, “Exílio”\, 2025. Cortesia Artur Fidalgo Galeria \n“As paisagens\, as naturezas-mortas e as composições florais suavizadas são temas recorrentes de Lucas Rubly\, e são também motivos pictóricos que não contêm uma dramaticidade do mundo ao redor\, mas convidam a um demorado olhar pelas suas discretas variações tonais\, conjugadas em reduzidos formatos. Os discursos que envolvem a experiência estética aproximam cadeias de ideias opostas umas às outras\, elementos contrários que têm seus desdobramentos e seus sobressaltos\, muitos são conflituosos. A produção artística de Lucas Rubly traz o seu próprio saber\, ancorado no universo da natureza\, tratado com valores plásticos que sugerem uma forma de poema legível. Na solidez de suas pinturas\, a presença de elementos humanos é subtraída\, as cores não colidem entre si\, mas reina uma quietude\, um exercício do silêncio\, orgulhoso de sua solidão. Quase um cenário sussurrando à espreita de algum acontecimento. Um vazio instaura uma margem de opacidade onde as narrativas inconclusivas parecem florescer\, subtraídas do fluxo cotidiano da vida\, como se fossem lembranças tonais que fazem parte de seu repertório de formas e cores\, impõem uma inesperada serenidade\, como se fosse a representação de um mundo estável. Talvez o reconhecimento de uma intimidade\, de um espaço à disposição das tintas\, algo que ali reside à luz da memória\, além das aparências”\, afirma Vanda Klabin em parte de seu texto curatorial. \n* Funcionamento: de segunda a sexta\, das 10h às 13h e das 14h às 19h; aos sábados\, mediante agendamento
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/lucas-rubly-a-opacidade-do-mundo-na-artur-fidalgo-galeria/
LOCATION:Artur Fidalgo Galeria\, Rua Siqueira Campos\, 143/2º piso – loja 1 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/9e3cff_23c7fc7d6f0640a7abbcc705b46faebb_mv2-1.jpg
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20250909T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20251010T190000
DTSTAMP:20260425T124107
CREATED:20250912T134403Z
LAST-MODIFIED:20250912T134403Z
UID:64834-1757412000-1760122800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Willy Reuter: O engano do olhar" na Artur Fidalgo Galeria
DESCRIPTION:Willy Reuter\, Sem título\, 2025. Cortesia Artur Fidalgo Galeria \n“A exposição de Willy Reuter focaliza um conjunto de suas esculturas recentes e pinturas. Essas obras apresentam elementos fragmentários que se superpõem através de disciplinado e meticuloso exercício de ateliê\, quase artesanal\, como se tatuasse a realidade que habita o seu imaginário. Ao adentrar o núcleo de sua poética\, percebemos que ela incide no seu caráter híbrido\, protagonizado por vizinhanças súbitas\, sem aparentemente ter uma relação entre si\, mas que desestabilizam o nosso olhar. Formado em arquitetura\, passa a frequentar a Escola de Artes Visuais do Parque Lage\, no Rio de Janeiro. Willy desenvolve suas experimentações artísticas com obras compostas por objetos ambíguos que adicionam fragmentos em um outro objeto\, reativados em uma nova ordem. O objeto original perde a sua aparência natural\, fica desprovido de seus usos anteriores e reconfigurados em outra composição pelo acréscimo de elementos díspares\, de origens diversas e adentramos\, então\, nos recantos de uma realidade ampliada. Essas obras adquirem características híbridas ao renunciar as formas previsíveis\, pois nascem de encontros inesperados com múltiplas possibilidades de interpretação\, geram uma rede de estranhamento com matriz de acentos surrealistas. Nesse descompasso entre objeto original e suas novas sedimentações densamente populosas\, cada elemento parece se manter isolado\, porém conivente e passa a adquirir a aparência de verdadeiros objetos pictóricos\, uma superfície coberta de signos e códigos a serem decifrados”\, diz Vanda Klabin. \n* Funcionamento: de segunda a sexta\, das 10h às 13h e das 14h às 19h; aos sábados\, mediante agendamento
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/willy-reuter-o-engano-do-olhar-na-artur-fidalgo-galeria/
LOCATION:Artur Fidalgo Galeria\, Rua Siqueira Campos\, 143/2º piso – loja 1 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brazil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Willy-Reuter_Sem-ti¦utulo-2025_objeto-de-cera¦emica-1.png
END:VEVENT
END:VCALENDAR