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SUMMARY:"Afro-brasilidade\, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel" na FGV Arte
DESCRIPTION:Francisca Manoela Valadão\, “Cena de Mercado”\, 1860. Acervo do Museu de Arte do Estado de São Paulo\n\n\n\n\nA FGV Arte inaugura\, no dia 10 de abril\, a exposição “Afro-brasilidade\, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel”\, uma celebração da arte afro-brasileira e de sua diversidade cultural. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães\, a mostra apresenta mais de 300 obras\, incluindo pinturas\, esculturas\, gravuras\, fotografias e documentos históricos.  \nO evento de abertura ocorre na Praia de Botafogo\, 190\, a partir das 19h\, e contará com apresentações artísticas e a presença de importantes nomes do setor. A visitação é gratuita.  \nA exposição evidencia a pluralidade da produção artística afrodescendente\, destacando tanto nomes clássicos\, como Aleijadinho\, Mestre Valentim e Mestre Athaíde\, quanto artistas contemporâneos como Rosana Paulino\, Felippe Sabino e Lucia Laguna.  \nSegundo Herkenhoff\, a curadoria buscou justapor diferentes perspectivas\, trazendo um olhar histórico e crítico sobre a arte afro-brasileira:  \n“A exposição foi concebida como um tecido que se expande e se entrelaça\, conectando diferentes tempos\, territórios e perspectivas. A mostra transita desde o pano da costa\, elemento presente nos rituais da vida africana\, até esculturas históricas que dialogam com a ancestralidade”\, explica o curador.  \nA literatura brasileira também tem destaque na mostra. Além de uma dupla de obras dedicadas a Machado de Assis\, composta por um retrato e um manuscrito\, a escritora Carolina Maria de Jesus tem seu conhecido diálogo com Clarice Lispector\, retratado por Paulo Mendes Campos\, reproduzido em uma parede inteira.  \nA abordagem curatorial considera a diversidade das culturas afro-brasileiras e suas diferenças regionais. A coletiva reúne artistas e pensadores que fundamentam o conceito de afro-brasilidade em nível nacional. O curador adjunto\, João Victor Guimarães\, destaca a importância de valorizar artistas fora do eixo sudestino\, como os baianos e nordestinos:  \n“Temos obras de artistas de diversos estados do Brasil. As identidades afro-brasileiras se manifestam de maneiras distintas em cada região. Atendendo a essa diversidade\, buscamos uma ampliação geográfica para a exposição\, além de priorizar a excelência técnica\, a coerência da produção e a relevância de cada artista\, pois entendemos que são esses trabalhos que compõem a essência da mostra”\, ressalta Guimarães.  \nA exposição também resgata artistas historicamente marginalizados no circuito artístico. Um dos destaques é a tela inédita da artista gaúcha Maria Lídia Magliani\, My baby just cares for you\, nunca antes exposta ao público. 
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SUMMARY:"Dança Barbot!" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Vantoen PJR / Cia Rubens Barbot\n\n\n\n\nPossibilitar que o público possa pensar o corpo e pensar a dança é um dos desejos do Museu de Arte do Rio (MAR) ao anunciar a sua mais nova exposição. A mostra Dança Barbot! inaugura na terça-feira\, dia 15 de abril\, apresentando a trajetória e as contribuições do bailarino e coreógrafo Rubens Barbot (1949-2022) para a dança contemporânea no Brasil. A exposição realizada em parceria com o Terreiro Contemporâneo é uma homenagem ao legado do renomado bailarino e coreógrafo. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Amanda Bonan\, com os curadores assistentes Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos\, além do curador convidado Gatto Larsen\, que foi parceiro de vida de Barbot.
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SUMMARY:"Trabalhadores" de Sebastião Salgado na Casa Firjan
DESCRIPTION:Sebastião Salgado\, fotografia Mina de Carvão\, Índia\, 1989. Imagem: Divulação \nO que o trabalho diz sobre nós? Em um mundo em constante transformação\, a exposição Trabalhadores\, de Sebastião Salgado\, em cartaz na Casa Firjan a partir de 30 de maio\, revisita o passado para refletir sobre os caminhos que estão sendo construídos para o futuro do trabalho e dos trabalhadores. \nA realização da mostra assume uma dimensão ainda mais simbólica diante do recente falecimento de Sebastião Salgado. A Firjan lamenta profundamente a perda dessa grande referência da fotografia mundial\, cujo olhar sensível rompeu fronteiras ao expor injustiças sociais e as contradições do mundo. Com respeito profundo\, a Casa Firjan convida o público a esta exposição\, que representa um dos legados visuais mais marcantes de sua carreira. \nSão 149 fotografias que percorrem diferentes realidades ao redor do mundo e revelam múltiplas formas de viver e sobreviver. Feitas entre 1986 e 1992\, as imagens constroem uma verdadeira arqueologia visual da Revolução Industrial\, mas entregam mais que um retrato histórico: Trabalhadores é um tributo à presença humana na construção do mundo. Das plantações de cana no Brasil ao garimpo de Serra Pelada\, da pesca artesanal na Sicília às obras de barragens na Índia\, cada retrato revela a dignidade\, a força e a permanência do fazer manual. \n“Eu tinha que prestar homenagem a esse trabalho que estava em meu coração\, que era a razão de meu ativismo político e do que acreditava ser o mundo da produção”\, declarou Sebastião Salgado sobre a série. \nCom curadoria e design de Lélia Wanick Salgado\, a mostra retrata um momento de virada: o fim de um ciclo marcado pelo trabalho manual e a ascensão de novos modos de produção. Ao propor um diálogo profundo entre passado\, presente e futuro\, a exposição amplia as discussões promovidas pelos programas da Casa Firjan sobre as temáticas da Nova Economia\, reafirmando o compromisso da indústria com a transformação e o desenvolvimento das empresas e da sociedade. \nDe volta ao Rio de Janeiro após mais de duas décadas\, a mostra chega como um convite à reflexão sobre as rupturas e reinvenções do trabalho e sobre o papel que cada um de nós ocupa nesse processo. \nCom entrada franca\, Trabalhadores fica em cartaz até 21 de setembro.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Ancestral: Afro-Américas" no CCBB RJ
DESCRIPTION:Simone Leigh\, “Las Meninas”\, 2024. Crédito: Carol Quintanilha \n“Ancestral: Afro-Américas” reúne cerca de 160 obras de renomados artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos. A exposição celebra as heranças e os vínculos compartilhados entre os povos afrodescendentes brasileiros e norte-americanos no campo das artes visuais\, promovendo uma reflexão crítica sobre a diáspora africana. \nEntre as obras apresentadas estará o trabalho do norte-americano Nari Ward\, feito em solo brasileiro especialmente para a exposição. \nTrabalhos de Abdias Nascimento também estarão presentes. O artista\, ícone do ativismo cultural no Brasil\, é reconhecido por suas contribuições à valorização da cultura afro-brasileira. \nA mostra conta ainda com um conjunto de adornos comumente chamado de “joias de crioula”\, indumentária usada por mulheres negras que alcançavam a liberdade no período colonial brasileiro\, especialmente na Bahia\, como forma de expressar sua ancestralidade\, e uma seleção de arte africana da Coleção Ivani e Jorge Yunes\, com curadoria de Renato Araújo da Silva. \nConheça a exposição através de 3 eixos temáticos: Corpo\, Sonho e Espaço. \nCada núcleo oferece reflexões sobre a afirmação do corpo\, a dimensão dos sonhos e a reivindicação pelo espaço.
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SUMMARY:"Ecos do Olimpo: Deuses e Mitos na Coleção Eva Klabin" na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Luca Giordano\, “O Rapto de Europa”\, séc. XVIII\, Itália. Imagem: Divulgação \n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA partir do dia 07 de junho\, a Casa Museu Eva Klabin inaugura a exposição ‘Ecos do Olimpo: Deuses e Mitos na Coleção Eva Klabin’\, com curadoria de Diogo Maia e Douglas Liborio. A mostra ocupará diversos ambientes da casa\, reunindo obras que dialogam com a mitologia greco-romana. \n‘Ecos do Olimpo: Deuses e Mitos na Coleção Eva Klabin’ investiga a permanência dos deuses e mitos clássicos nas coleções artísticas do início do século XX e na paisagem urbana carioca. O primeiro andar da Casa Museu é dedicado às divindades olímpicas Apolo\, Ártemis e Dioniso\, destacando esculturas em mármore grego do século V a.C.\, como cabeças de Apolo e Zeus\, além de um torso que evoca a idealização do corpo divino na Antiguidade. Já o segundo andar apresenta cinco pinturas barrocas inspiradas na obra “Metamorfoses”\, 8\, do poeta romano Ovídio. Esta inspiração demonstra a influência da literatura nas artes plásticas\, especialmente no ano em que o Rio de Janeiro foi eleito a Capital Mundial do Livro. Além disso\, destacam-se artistas como Louis Silvestre e Il Baciccia\, representando casais divinos e transformações míticas que influenciaram a cultura do século XVII. \nA exposição conta com peças do acervo permanente da Casa Museu Eva Klabin e obras cedidas pela Casa Museu Ema Klabin e pelo Museu da República\, ampliando o diálogo entre diferentes instituições culturais. \n‘Ecos do Olimpo’ reforça o compromisso do Museu com a valorização de seu acervo e a criação de novas conexões entre arte e história. O público terá a oportunidade de ver de perto obras da Grécia Antiga\, pinturas barrocas e também peças modernistas\, revelando como diferentes períodos e estilos artísticos continuam a dialogar por meio dos mitos que atravessam os séculos” Diogo Maia\, curador. \nA mostra pode ser visitada gratuitamente de quarta a domingo\, de 14h às 18h\, até 24 de agosto de 2025.
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LOCATION:Casa Museu Eva Klabin\, Av. Epitácio Pessoa\, 2480 - Lagoa\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Inventário Parcial" de Luiz Dolino no MAC Niterói
DESCRIPTION:Luiz\, Dolino\, “Polichinelo”\, 2021 – Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 14 de junho\, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói inaugura importante mostra do artista Luiz Dolino\, “Inventário Parcial”\, que contemplará telas de grandes dimensões produzidas recentemente\, entre 2020 e 2025\, exibidas em conjunto com algumas obras concluídas há 45 anos. Curado por Monica Xexéo\, o evento tem sabor de dupla comemoração para o artista: além de estar completando 80 anos de vida\, com esta exposição Dolino retorna à cidade onde foi criado\, com a qual mantém forte vínculo. Na ocasião da abertura será lançado o livro de mesmo título\, contendo ilustrações e textos de críticos arte\, artistas e amigos pessoais\, como Carlos Drummond de Andrade\, Nélida Piñon\, Frederico Moraes e Leonel Kaz. \nCom mais de cinco décadas de carreira no Brasil e tendo percorrido países mundo afora (Espanha\, Portugal\, Grécia\, Áustria\, Perú\, Uruguai\, Argentina)\, o artista plástico fluminense Luiz Dolino tem o trabalho reconhecido pela abstração geométrica. Marcadas pelo uso de cores e justaposições criativas\, suas telas se destacam pela combinação que ele\, como artista com formação também em ciências exatas\, faz com singular precisão. Na casa-ateliê em Petrópolis\, no meio da natureza exuberante\, a produção segue em ritmo enérgico\, como o espectador poderá testemunhar na mostra que ficará em cartaz até o dia 24 de agosto\, ocupando o mezanino do museu.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
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SUMMARY:"Falsas expectativas" de Alexandre Nitzsche Cysne na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Alexandre Nitzsche Cysne – Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 3 de julho\, a Cavalo inaugura Falsas expectativas\, primeira exposição individual de Alexandre Nitzsche Cysne no Rio de Janeiro. Atualmente baseado em Paris\, o artista apresenta uma série de obras inéditas e outras revisitadas. São trabalhos compostos por objetos do cotidiano que atravessam o meio doméstico e urbano\, e que foram identificados e coletados em suas caminhadas entre o Brasil (seu país de origem)\, e a França (país onde reside no momento). \nExpectativas existem para serem quebradas: é um desejo projetado quanto ao que é impossível prever e controlar. Nitzsche Cysne parte dessa premissa para ocupar o espaço da galeria\, a fim de agir como ponte entre as possíveis histórias guardadas nesses materiais comuns. \nNão são somente as marcas de um relato individual que o artista revela\, mas as lacunas e os percalços que dão margem a outras origens e destinos quanto ao que é revisitado enquanto obra. Ao transpor a ordem do íntimo para o espaço expositivo\, Alexandre propõe diluir essas narrativas em um campo limítrofe\, onde o real e o fantástico se confundem e se complementam. Na Cavalo\, essas operações visam reconstruir uma casa peculiar a partir de múltiplos fragmentos\, fissuras ou retalhos de outras moradas\, artefatos urbanos\, personagens secundários que outrora não estariam juntos\, e relíquias familiares. \nNesse sentido\, quase em um processo alquímico\, borrachas escolares usadas se transformam em cascalhos\, asas de mariposa se relacionam com pentes feitos de chifre de boi\, e em uma das obras o artista supõe as cores do tapete da casa de sua avó\, que veio a desbotar por completo com o decorrer das décadas. \nNitzsche é regido pela lei dos encontros. Seu intuito com a mostra é erguer dúvidas ao espectro do familiar. Explicitar o sacro que reside no corriqueiro\, evocar o véu de melancolia que paira sobre lembranças que de pessoas tem de coletivas\, e entender a multiplicidade que compõe nossos entornos\, para assim poder molda-la e preenche-la por meio dos olhos do observador. \nFalsas expectativas almeja celebrar em comunhão a vida que resiste nas coisas do mundo.
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LOCATION:Galeria Cavalo\, Rua Sorocaba\, 51 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Itália Brutalista: a arte do concreto" no Polo Cultural ItalianoRio
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\n\n\n\n\nReconhecidos mundialmente por registrar a arquitetura italiana\, os fotógrafos Roberto Conte e Stefano Perego percorreram\, por mais de cinco anos\, toda a península de seu país de origem\, cobrindo cerca de 20.000 quilômetros para documentar a grande variedade de edifícios brutalistas de diferentes tipos. Concluídas principalmente entre os anos 60 e 80 e caracterizadas pelo uso de concreto armado aparente\, bem como por elementos estruturais claros e bem definidos\, as construções delineiam uma estética essencial e única. Parte significativa destes registros poderá ser conhecida em “Itália Brutalista: a arte do concreto”\, exposição aberta ao público no Polo Cultural ItaliaNoRio\, no Centro\, a partir do dia 4 de julho. \nDa “Casa do Portuário” em Nápoles ao cemitério em Jesi\, do Santuário de Monte Grisa\, em Trieste\, e às “Máquinas de Lavar” em Gênova\, passando por feiras e museus\, o projeto reúne inúmeros exemplos surpreendentes da arquitetura brutalista italiana. Da pesquisa de campo nasceu o livro “Brutalist Italy” (FUEL)\, com 146 fotografias de mais de 100 edifícios brutalistas italianos\, repercutindo com sucesso considerável entre o público e a crítica internacional. A curadoria é dos próprios fotógrafos\, em parceria com o Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro. As fotos foram exibidas apenas no Instituto Cultural Italiano em Berlim e representam a primeira mostra dedicada ao projeto da Itália Brutalista\, com um recorte de 60 imagens reproduzidas e itinerância desta edição inicial. \nO Ministério da Cultura\, Tenaris\, Ternium\, Grupo Autoglass\, Instituto Cultural Vale\, Generali Seguros\, TIM Brasil e Saipem do Brasil apoiam a exposição\, com produção e coordenação da Artepadilla.
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LOCATION:Polo Cultural ItalianoRio – arte\, design e inovação\, Av. Pres. Antônio Carlos\, 40 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Fio por fio até o infinito do mundo" na Abapirá
DESCRIPTION:Rede Katahirini\, “Fio por fio até o infinito do mundo” – Foto: Divulgação \nA Abapirá\, espaço independente de Arte no Centro do Rio\, inaugura de forma inédita “Fio por fio até o infinito do mundo”. Trata-se da primeira mostra da Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas\, que trabalha para fortalecer e visibilizar a produção audiovisual indígena feminina no Brasil e América Latina. A exposição\, curada pela própria rede e pensada especialmente para o local\, abre no dia 5 de julho\, sábado\, às 14h\, com conversa e performance\, e vai até 23 de agosto. A iniciativa faz parte do Projeto Janelas da Abapirá\, com apoio do Reviver Centro\, plano de recuperação urbanística\, cultural\, social e econômica da região central do Rio. A entrada é franca. \nKatahirine é uma palavra da etnia Manchineri\, povo indígena no estado do Acre\, que significa constelação. Como o próprio nome sugere\, a rede expressa a diversidade\, a conexão e a união de mulheres indígenas que atuam no audiovisual. O destaque da mostra é a videoinstalação “Fio por fio até o infinito do mundo”\, um trabalho experimental e inédito que aborda temas ambientais e da mulher indígena. O trabalho contempla mais de sete línguas faladas\, incluindo Mbyá-Guarani (Mbyá-Guarani)\, Pataxó (Patxohã)\, Fulni-ô (Yathê)\, Huni Kuī (Pano “Hãtxa Kuī”)\, Arara Shawãdawa (Pano)\, Manchineri (Aruak) e Baniwa (Aruak). \nA ideia da exposição é dar visibilidade à produção audiovisual das mulheres indígenas do Brasil\, fazendo ecoar vozes e lutas dos povos originários pelos seus direitos\, por meio da arte\, da cultura e do diálogo intercultural. “É a oportunidade de apresentar modos de vida\, memórias\, histórias e saberes de diferentes identidades étnicas indígenas brasileiras por meio de suas próprias narrativas”\, diz Helena Corezomaé\, coordenadora da Rede Katahirine.
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SUMMARY:"DAREL – 100 anos de um artista contemporâneo" no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Darel Valença Lins\, Sem título\, c. 1980. Col. Maisa Byington. Foto: Guilherme Isnard \nO centenário de nascimento do desenhista\, pintor\, gravador\, ilustrador e professor Darel Valença Lins (Palmares\, PE 1924–Rio de Janeiro\, 2017) será celebrado com a exposição DAREL – 100 anos de um artista contemporâneo\, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro\, sob curadoria de Denise Mattar. \nA abertura da mostra panorâmica é quarta-feira\, 9 de julho\, às 16h\, com temporada que se estende até 30 de agosto de 2025. \nCom patrocínio do Itaú Cultural\, a exposição reúne cerca de 95 obras\, abrangendo 70 anos de produção do artista\, que marcou sua importância na história da arte do século XX pela excelência das suas litografias à cor e pinturas sensuais. \nSeu legado transita entre a gravura em metal\, óleo sobre tela\, fotomontagem\, guache\, pastel\, desenho e a litografia à cor – técnica da qual foi pioneiro no Brasil. \nPercurso da exposição \nA mostra está organizada por segmentos\, a partir da fase mais conhecida de Darel\, a dos anos 1950|60\, das séries Topografias e Cidades Inventadas\, seguidas dos Anjos. São gravuras\, inicialmente em preto e branco\, às quais o artista introduz pouco a pouco a cor. \nNo começo da década de 1970\, ele faz uma mudança radical de técnica e começa a trabalhar com pastel e lápis de cera. É deste período a série Mulheres da Rua Concórdia. “Poéticas\, patéticas\, dolorosas e sensuais são as cenas que Darel retrata de um prostíbulo\, instalado na casa em que ele viveu na infância”\, descreve a curadora. \nSegue-se a este o conjunto intitulado Baixada Fluminense\, no qual ele busca poesia em histórias inventadas sobre personagens reais.  Sem medo de errar\, o artista usa a digigrafia [gravação de imagem por meios digitais]\, associando colagem\, desenho\, pastel e guache. \nSeus últimos trabalhos são pinturas a óleo de temática floral e uma série de videoarte\, realizadas em seu ateliê no bairro carioca de São Conrado nos anos 2000. Nas flores imensas transborda\, mais do que nunca\, a sensualidade de sua obra. \nA exposição conta ainda com um curta de Allan Ribeiro\, em que o artista conversa com o cinegrafista sobre Dostoievski\, enquanto desenha\, apresentado em loop. O longa documental\, também de Allan Ribeiro\, que inclui suas últimas realizações de Darel\, as videoartes\, terá sessões programadas\, no auditório do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
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SUMMARY:"Um emaranhado de ruínas ao revés" no Sesc São João de Meriti
DESCRIPTION:Vista da instalação de Ana Rorras – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA mostra “Um emaranhado de ruínas ao revés” reúne cinco artistas visuais brasileiros que utilizam como matéria-prima elementos de uso comum e descartados no cotidiano. Como num desejo de conferir sentido aos fragmentos do mundo\, a mostra reúne trabalhos de Ana Raylander Mártis dos Anjos\, Ana Rorras\, Loren Minzú\, Marcelo Venzon e rafael amorim. Estarão lá obras tridimensionais criadas a partir de restos de objetos que perderam sua função original e que\, reconfigurados\, ganharam novas formas e sentidos a partir da intervenção poética dos artistas. Cada participante preparou também especialmente um trabalho inédito para a exposição. Selecionada no Edital Sesc Pulsar\, a mostra vai de 12 de julho a 12 de outubro de 2025\, na galeria do Sesc São João de Meriti\, com entrada franca. \nA exposição é um convite para olharmos de forma nova para o que consideramos descartável\, precário\, compreendendo suas potencialidades e beleza. Os belos trabalhos de Ana Rorras e rafael amorim\, por exemplo\, são elaborados a partir de materiais encontrados em ruínas da arquitetura urbana. Ana recolhe fragmentos de antigas construções\, articulando-os com plantas que crescem durante o período expositivo. Amorim\, por sua parte\, parte do colecionismo\, recolhendo materiais encontrados na rua. As esculturas de Loren Minzú se sustentam em equilíbrios delicados\, ameaçando ruir a qualquer lufada de vento\, fenômeno que\, por sua vez\, é protagonista do seu trabalho em vídeo. As Fôrmas de Marcelo Venzon se inspiram em elementos reais da arquitetura de pontes\, viadutos e edifícios. Já Ana Raylander Mártis dos Anjos\, artista confirmada na 36ª Bienal de São Paulo\, debruça-se sobre a violência das estruturas sociais\, revisitando memórias individuais e coletivas\, dialogando com imagens\, canções e gestos de nossa cultura.  \nSegundo os idealizadores da mostra\, “Um emaranhado de ruínas ao revés” aponta para diferentes abordagens do campo artístico. “Vamos apresentar um verdadeiro emaranhado transcultural de poéticas\, espaços\, narrativas\, experiências\, materialidades e subjetividades que convivem em um mesmo espaço\, constituindo uma experiência sensorial única”\, comenta André Torres\, articulador da exposição. Torres\, que acompanhou de maneira crítica o desenvolvimento dos trabalhos inéditos\, assina o texto da exposição e mais um ensaio para o catálogo\, que será lançado durante a mostra. A publicação\, além de imagens dos trabalhos e da montagem\, também contará com texto de Julia Baker. A distribuição será gratuita e o material também estará disponível para download. Outra característica da iniciativa foi a escolha de artistas que têm em comum uma percepção apurada das estruturas e formas que nos rodeiam no cotidiano. Nesse sentido\, a exposição convoca o corpo a estar presente no espaço\, já que as obras expandem o limite bidimensional das telas.
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SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
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SUMMARY:"Frestas" de Renata Tassinari no CCBB RJ
DESCRIPTION:Renata Tassinari\, “Narciso II”\, 2023. Foto: Romulo Fialdini \nO Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro inaugura nesta quarta-feira\, dia 16 de julho\, a exposição “Frestas”\, que celebra os 40 anos de trajetória da artista Renata Tassinari.  Com curadoria de Felipe Scovino\, será apresentado um recorte da mais recente produção da artista\, em trabalhos que exploram a cor e a geometria\, em diálogo com o espaço arquitetônico. \n“A exposição apresenta um recorte da produção da artista com foco na geometria e nas situações intervalares que sua pintura objetual apresenta. A pesquisa em torno de uma forma que tende à não fixação\, move suas obras para um lugar onde a cor e a forma tendem a idealizar uma ideia ou imagem da natureza”\, afirma o curador Felipe Scovino. \nA exposição\, que será apresentada na Sala A\, no segundo andar do CCBB RJ\, terá dez trabalhos\, recentes e inéditos\, feitos sobre caixas de acrílico\, que são pintadas por fora e por dentro\, em cores diversas. As obras possuem formatos variados\, sendo alguns em grandes dimensões\, com tamanhos que chegam a 2\,30m X 3\,50m. Apesar de não serem feitas no suporte tradicional da tela\, a artista chama as obras de pinturas. “Os trabalhos tem uma relação muito forte com a forma e com a cor\, uma pesquisa que venho desenvolvendo há muitos anos. São pinturas\, mas tem um caráter muito de objeto porque saem da parede e conversam com o espaço.”\, afirma Renata Tassinari. \nMesmo já trabalhando há bastante tempo com as caixas de acrílico\, ao longo dos anos a artista foi criando novos formatos e trazendo novos elementos para as obras\, como a madeira e\, mais recentemente\, o acrílico espelhado\, que poderá ser visto em muitas obras da exposição. “Chamei alguns trabalhos de ‘Narciso’ por causa do espelho. O acrílico espelhado não é como um espelho no qual você vê exatamente a sua imagem\, é uma imagem distorcida. A cor entra como um elemento fixo e mais rígido e o acrílico espelhado com esse movimento\, com essa estranheza\, trazendo uma imagem que não é exatamente clara”\, ressalta a artista. \nA imagem refletida pelo acrílico espelhado é distorcida\, tem movimento\, como o fluxo de água de um rio.  “A cor nas obras de Tassinari corre. Mesmo concentrada\, adquirindo um certo grau de espessura\, a cor deseja o movimento. A estrutura de acrílico\, preenchida de cor\, longilínea e quebradiça condiciona um deslocamento. Há decididamente a imagem metafórica de um rio e não é à toa\, portanto\, que alguns títulos\, mais uma vez\, evoquem esse universo das águas”\, diz o curador\, referindo-se aos nomes de obras como “Marola”. \nA artista começou a trabalhar com as caixas de acrílico – que inicialmente eram usadas como moldura para seus desenhos – em 2002\, com o intuito de ampliar a relação arquitetônica das obras com o espaço. No início\, ela pintava apenas por cima das caixas\, mas\, com o tempo\, começou a pintar também internamente. “Faço uma relação entre a cor e o brilho; a tinta acrílica vai por dentro e tinta a óleo vai por fora. Venho de uma tradição de pintura na tela de muitos anos e gosto de usar o óleo\, pois acho que as cores são mais interessantes\, gosto da textura\, ela tem mais corpo\, acho que funciona melhor”\, conta a artista. \nAs obras possuem diversos formatos\, sejam horizontais\, verticais\, em L ou em cruz. Em algumas obras\, como “Marola”\, o acrílico espelhado é completado por cores variadas. Já as obras em formato de L parecem ser parte de uma estrutura geométrica a ser completada. Desta forma\, o nome da exposição – “Frestas” – tem a ver com essas questões\, com o intervalo\, com os espaços vazados. “Há esta ideia de fratura\, da espera de uma espécie de complemento\, sejam nas ‘Beiras’\, seja na ‘Marola’ ou em ‘Narciso’. No caso de ‘Narciso’\, esse complemento vem muito do espelhamento que o trabalho produz e\, portanto\, da relação do espectador que se vê dentro daquele trabalho. A geometria\, de alguma forma\, se alimenta daquele espectador\, há um certo grau cinético”\, ressalta o curador. \nPara criar os trabalhos\, a artista faz um desenho prévio\, com as cores e formatos que deseja utilizar. “É um trabalho muito mental. Primeiro faço um desenho e depois mando executar no acrílico os formatos que quero. São feitos por parte\, pinto todos por dentro e por fora e\, quando estão prontos\, monto diretamente na parede”\, conta a artista.
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SUMMARY:"Vistas de dentro" na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Jeane Terra\, “A despedida”. Imagem/Divulgação \n\nA Anita Schwartz Galeria de Arte\, na Gávea\, inaugura no dia 16 de julho\, às 19h\, a exposição coletiva Vistas de dentro\, reunindo 16 trabalhos de artistas representados e convidados. A mostra\, curada por Cecília Fortes\, marca a quinta edição do programa curatorial “Visita ao acervo”\, que propõe diálogos entre obras do acervo da galeria e a produção contemporânea de seus artistas\, a partir de diferentes recortes temáticos. \nNesta edição\, a curadoria parte da ideia de casa\, inicialmente concebida como moradia e espaço doméstico\, mas expandida em seus significados simbólicos\, afetivos e metafóricos. Mais do que abrigo\, a casa é entendida como extensão do ser\, como lugar de memória\, identidade e presença. \nInspirada também nos pensamentos do filósofo italiano Emanuele Coccia\, para quem a casa é uma “realidade moral” que abriga o bocado de mundo necessário à nossa felicidade – pessoas\, objetos\, atmosferas\, lembranças –\, a exposição amplia o conceito de lar para abarcar noções de corpo\, intimidade\, arquitetura e transformação. \nEntre as obras selecionadas estão uma fotografia de Luiza Baldan\, que eterniza um espaço carregado de valor afetivo; a pintura de Marjô Mizumoto\, retratando sua filha Marie em sono tranquilo\, cercada por seu universo pop infantil; o jogo de guardanapos do enxoval dos pais de Renato Bezerra de Mello\, com detalhes encobertos por pontos livres de bordado feitos por ele com parentes e amigos\, num gesto de apropriação e aproximação; a mesa posta de Patrizia D’Angello\, em torno da qual as reuniões de família acontecem; e o interesse de Arthur Chaves pela costura e a arte têxtil\, desencadeados ainda na infância\, enquanto observava a mãe trabalhando na máquina de costura\, num quartinho dentro de casa. \nA coletiva apresenta\, também\, trabalhos que se relacionam com arquitetura e representação\, resíduos e pesquisa de materiais. Entre eles\, a delicada escultura em metal de Nathalie Ventura; a casa peluda que brotou na imaginação da artista Cristina Salgado\, em meio a uma massa amorfa rosada; os escombros impregnados de memória de uma casa em ruínas\, transformados em escultura por Jeane Terra e a composição de Duda Moraes\, montada com costura de resíduos de tecidos de estofado descartados\, convertidos em jardins têxtis pelas mãos da artista. “Songe” (2023)\, obra do artista belga Gustavo Riego\, também integra a seleção. \nA vertente metafórica casa-corpo se apresenta nos trabalhos de Liana Nigri\, cujo processo escultórico se desenvolve através de gestos de contato do corpo com a matéria que resultam na impressão da memória de uma presença\, um mapa sensorial de conhecimento íntimo\, e nas pinturas de Luiz Eduardo Rayol\, que entrelaçam o corpo-carne com o corpo-energético em questionamentos metafísicos sobre a potência da natureza e a fragilidade da nossa existência. \nA mostra convida o público a uma experiência sensorial e imersiva com a videoarte de Maritza Caneca\, exibida no container a céu aberto instalado na galeria. Com diferentes linguagens – pintura\, escultura\, fotografia\, instalação\, bordado e vídeo – Vistas de dentro constrói uma poética do habitar\, revelando como o ambiente doméstico e o corpo podem ser fontes de investigação estética. A exposição oferece múltiplas camadas de leitura sobre o espaço íntimo e seu papel na constituição do sujeito contemporâneo.
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SUMMARY:"Quimera" de Fernando Lindote na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Fernando Lindote\, “Flor nenhuma”\, 2025. Imagem / Divulgação \n\nA Anita Schwartz Galeria de Arte\, na Gávea\, inaugura no dia 16 de julho\, às 19h\, a exposição “Quimera” (release em anexo)\, de Fernando Lindote. Nascido no Rio Grande do Sul e radicado em Santa Catarina\, o artista apresenta 12 pinturas inéditas produzidas em 2025 com variação de técnica\, estilo\, escala e densidade. \nEmbora florestas\, jardins\, vasos e flores apareçam como um repertório visual recorrente — é o caso da série A cisão da superfície —\, Lindote não trata a natureza como temática\, mas como ponto de partida para refletir sobre o próprio ato de pintar. “Esses temas funcionam como um motivo pra mim. Através deles\, estabeleço a relação das coisas que quero pensar e dizer sobre pintura”\, revela. A partir dessa conexão figurativa\, o artista propõe que o espectador vá além do tema e se detenha no fazer: nas pinceladas\, na incidência da luz\, nas cores e texturas. \nCom trajetória artística de quase cinco décadas\, reconhecida por diversas premiações no campo das artes plásticas\, Fernando mergulha nesse gesto técnico e reflexivo a partir do estudo de diferentes períodos da história da arte\, da filosofia e das formas de ver o mundo de cada época. Pesquisa materiais\, pigmentos\, vernizes e investiga como a tinta se comporta sobre a tela. A floresta\, nesse contexto\, torna-se metáfora e método: “uma grande pinacoteca”\, como ele define poeticamente\, em que inúmeras possibilidades de pintura estão guardadas.
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SUMMARY:"Tromba D’Água" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, “O Sonho Sul-Americano”\, 2022-2023. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Ana Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera \n\n\n\nA LINGUAGEM DA ÁGUA\nPara o filósofo grego pré-socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, a essência da vida resultava da interação dos quatro elementos — água\, terra\, fogo e ar — com duas forças\, a do amor e a da discórdia. Quando o amor predomina\, os elementos estão integrados em equilíbrio. Se a discórdia se instala\, gera-se o caos. A mesma água que mata a sede\, que refresca o corpo\, que abençoa\, que lava\, que irriga alimentos e que encanta os olhos\, também tem seus dias de mau humor. Trombas d’água\, temporais\, enchentes\, alagamentos\, tsunamis\, maremotos — e outros que a ciência moderna chama de “eventos extremos” — têm sido cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. \nTalvez Iemanjá\, Iara\, Netuno\, Nossa Senhora dos Navegantes\, Oxum\, as Sereias\, Poseidon\, a Mãe d’Água\, ao agitarem as águas\, queiram nada mais que nos chamar a atenção para a necessidade de amarmos uns aos outros\, ao mundo\, a nós mesmos e às águas. Para o nosso próprio bem\, precisamos ouvir esse chamado. Afinal\, nosso corpo é 70% água\, assim como o planeta é 70% oceano. \nSe há um chamado\, é porque a água se comunica. Sua linguagem é contínua\, fluida\, permeável\, profunda\, mutante\, líquida. Justamente por isso\, para perceber este idioma\, é preciso muita atenção. A exposição Tromba D’Água traduz a linguagem aquática para nossa desatenta percepção. O que ela te diz? \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nInstituto Artistas Latinas\nO Instituto Artistas Latinas\, desde 2019\, busca fortalecer a ampliação do conhecimento sobre a produção de artistas mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital\, reúne centenas de nomes e biografias de todas as regiões da América Latina\, promovendo intercâmbios de pesquisa e expandindo o mapeamento de conexões artísticas entre os países. As redes sociais do Instituto funcionam como amplificadoras do trabalho de artistas e de iniciativas que trazem visibilidade para a produção artística de mulheres. Esse conjunto permite uma maior atuação do Instituto em outras localidades\, impactando diretamente doze países\, seja por meio de iniciativas presenciais ou virtuais. \nAlém disso\, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que consolidam o diálogo de arte contemporânea\, oferece ações educativas e de formação livre\, organiza projetos de exposições e institucionais\, realiza consultoria para coleções públicas e particulares\, promove participações em feiras de Arte e facilita cursos voltados ao protagonismo feminino. \nÉ com grande honra que o Instituto Artistas Latinas exibe a exposição Tromba D`água\, em sua primeira itinerância\, no Museu do Amanhã. Apresentada pela primeira vez no Sesc São Gonçalo\, em 2024\, iniciamos um projeto de circulação da mostra como um desejo de avançar e expandir as discussões que fomentam o papel da arte contemporânea junto ao pensamento sobre ecologias e presentes/futuros possíveis. Todas as catorze artistas convidadas para ocupar este espaço traduzem\, em poéticas próprias\, a relação direta e subjetiva com a principal fonte da vida humana e suas principais controvérsias e desdobramentos sociais\, raciais e econômicos. \nTromba d’Água\nGotaGoteiraChuvaChuvaradaCascataCachoeiraEnxurradaTromba d’água \nForça soberana\, correnteza\, intensidade incontrolável que rompe as margens e conecta o mar\, o céu e os rios. \nAs águas estão para a humanidade como o sol está para os planetas. A vida orbita os seus contornos\, se agrupando em uma atração gravitacional que permite a sobrevivência. Sua potência estrutura sociedades\, oferece de beber e de comer\, gera energia\, funciona como transporte e expõe a ingenuidade daqueles que pensam ter o poder de dominá-las.  \nO fenômeno da tromba d’água\, nos oceanos\, conecta o mar e o céu por um vórtice colunar\, uma espécie de tornado que liga as nuvens à superfície da água. Forma-se um elo\, um pacto\, uma ponte entre a vida marítima e os poderes celestes. Sua imagem impõe o poder que a água\, enquanto ação\, possui.  \nNos rios\, sua robustez pode ser fatal para quem não está atento aos sinais das águas\, que costumam anunciar a chegada de uma correnteza violenta. Também conhecida como “cabeça d’água”\, o fenômeno tromba d’água nas águas doces acontece pelo excesso de chuvas no entorno de uma nascente\, que intensifica o fluxo e arrasta tudo que encontra pela frente. Sua intensidade tem a capacidade de romper e modificar as margens. \nA exposição Tromba d’Água reúne elaborações de catorze artistas latino-americanas sobre a coletividade enquanto catalisadora de transformações. As obras de Alice Yura\, Azizi Cypriano\, Guilhermina Augusti\, Jeane Terra\, Luna Bastos\, Marcela Cantuária\, Mariana Rocha\, Marilyn Boror Bor\, Natalia Forcada\, Rafaela Kennedy\, Roberta Holiday\, Rosana Paulino\, Suzana Queiroga e Thais Iroko perpassam assuntos ligados à espiritualidade\, em uma relação íntima com as divindades que regem as águas\, à ancestralidade\, em uma perspectiva espiralar e matriarcal\, e à intrínseca relação do feminino com a natureza\, em sua potência de nutrir e transformar. Em conjunto\, encontramos trabalhos que versam sobre o modo como histórias\, memórias e imaginações matrilineares atravessam as barreiras impostas à existência das mulheres. \nEm um contexto social que pretende sufocar\, soterrar e ignorar essa pulsão ambiental\, o fenômeno da tromba d’água surge como uma alusão ao respeito que devemos ter por essa energia impetuosa. Nesta exposição\, as características das águas criam espaço para trilharmos outros percursos na construção de uma sociedade pautada em relações sensíveis entre a humanidade e a natureza. Aqui\, as artistas apresentam propostas que ignoram os obstáculos que poderiam limitar sua agência e abrem os caminhos que um dia estiveram obstruídos. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição \nÉ sobre Justiça Climática\nA América Latina é a segunda região global mais suscetível aos efeitos das mudanças climáticas que acontecem por efeito da ação humana extrativista\, desenvolvimentista e lucrativista. As tempestades\, inundações e enchentes são alguns dos desastres comuns em regiões de climas tropicais. Desde a invasão e colonização europeia\, o conceito estabelecido sobre progresso envolve propostas de urbanização que concretam o que antes eram ferramentas naturais de escoamento de água. Essas propostas também constroem edificações em regiões onde havia afluentes e erguem verdadeiras fortalezas para fazer uso dos recursos naturais\, abusando do consumo de combustíveis fósseis. \nSobre as notícias das inundações recentes no Rio Grande do Sul\, muitas pessoas se sensibilizaram com a trágica perda de vidas\, bens materiais e imateriais das pessoas que tiveram as suas casas dominadas pelas águas. Foram reunidos esforços por meio de doações\, resgates organizados pela sociedade civil e ativação de consciência sobre como ajudar. Entretanto\, em momentos como esse\, torna-se ainda mais importante compreender e cobrar o poder estatal em relação à segurança das populações que vivem ao longo das margens das águas. \nNão é possível ignorar as pautas de justiça climática\, conceito que torna evidente quem são as pessoas que sofrem de forma mais violenta às consequências das catástrofes. Nas periferias de onde se concentra o capital\, habitam as populações mais vulneráveis. Em situações de emergências são essas regiões que sofrerão com maior violência às consequências das ações humanas contra o meio ambiente. \nEsta exposição busca redirecionar a atenção\, evidenciando o respeito fundamental às relações com a natureza e\, principalmente\, as estâncias político-empresariais dessas relações. É urgente a prevenção e a mitigação de futuros desastres ambientais e suas consequências. Assim como se faz necessário coibir qualquer tipo de desmatamento e contenção das ações da modernidade que agem estrategicamente na destruição do ecossistema. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição
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SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
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SUMMARY:"Claudia Andujar e seu Universo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Claudia Andujar. Foto: © Lew Parrella\n\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição inédita faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Paulo Herkenhoff \n\n\n\nA Ciência Moderna – em seus 400 anos desde René Descartes (1596-1650) – trouxe muitas coisas boas para o mundo. Entretanto\, há pelo menos três coisas que só pioram a cada ano: 1) emissão de gases de efeito estufa (e consequente aquecimento global); 2) perda acelerada de biodiversidade (que impacta água\, ar\, terra e saúde humana); e 3) desigualdade social (capital e recursos se concentra nas mãos de poucos). \nA própria Ciência Moderna tem demonstrado inequivocamente que estes três problemas precisam de soluções urgentes para o bem da espécie humana e do planeta. Contudo\, a ação prática nessa direção não tem acompanhado as evidências. Tal fato indica claramente que a Ciência Moderna só não basta para reverter os rumos cada vez mais preocupantes que o mundo tem tomado. Em um mundo em estado de policrise\, não há conhecimento do qual se possa abrir mão\, desde que seja democrático e amoroso. \nA Arte e Espiritualidade\, ao tocarem as emoções\, são essenciais para impulsionar as transformações profundas que a humanidade precisa abraçar. A obra de Claudia Andujar promove justamente esses encontros\, tão necessários quanto inusitados: da informação com a emoção\, do ancestral com o moderno\, do sacro com o transgressor\, do sul com o norte\, do visível com o invisível. O universo que esses diálogos criam é habitado por uma constelação de seres: humanos e mais-que-humanos\, xamãs e mundanos\, urbanos e silvícolas\, retirantes e ficantes\, artistas e cientistas. \nO universo de Claudia antecipa a ciência do amanhã: aquela que emergirá do diálogo entre todas as formas de conhecimento amorosos e democráticos\, sejam eles científicos\, artísticos ou espirituais. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nClaudia Andujar e seu universo: sustentabilidade\, ciência e espiritualidade.\nClaudia Andujar é um paradigma internacional de humanismo construído ao longo de décadas de dedicação a seu trabalho com a fotografia. Seu foco sempre esteve\, sobretudo\, nos segmentos da população brasileira que viveram à margem da vida\, como os migrantes nordestinos\, mulheres\, afrodescendentes e indígenas do Brasil\, entre outros. Nascida numa família judia em 12 junho de 1931 em Neuchâtel na Suíça. Quando ela tinha 5 anos sua família se mudou para a Hungria. Grande parte de sua família era judia. Seu pai foi aprisionado pelos nazistas e morreu num campo de concentração. Com sua mãe\, a jovem Claudia se exilou em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial\, em fuga do Holocausto. Claudine Haas se tornou Claudia Andujar ao se casar com o espanhol Julio Andujar nos Estados Unidos. Em 1955\, ela veio morar em vieram para São Paulo.  \nDesde a infância\, Claudia Andujar escrevia poemas e depois passou a pintar até que descobriu a fotografia.  “Na pintura\, eu me fechava. Na fotografia\, eu me abri” Sua entrega política mais surpreendente foi em prol da mudança da consciência coletiva sobre a violência das formas de hegemonia imperantes no país\, por grupos que chegaram ao ponto de praticar o genocídio\, como no caso dos garimpeiros historicamente espoliados de suas terras e bens e eliminados como povos.  \nPara Claudia Andujar\, a fotografia foi sua arma de “violentação da violência” social\, dimensão tomada emprestada de Michel Foucault. O regime ótico de sua produção foi primeiramente marcado pelo compartilhamento de valores éticos necessários ao olhar de compaixão\, simpatia e aliança com os dominados e à defesa da vida. Só depois\, caberia pensar na excelência estética de sua fotografia.  \nSustentabilidade. A conservacionista Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua produção fotográfica denunciou diante do mundo o genocídio dos povos indígenas da América do Sul\, o genocídio\, a espoliação das terras e dos saberes indígenas\, o garimpo ilegal\, inclusive como o envenenamento dos rios amazônico pelo uso do mercúrio. \nCiência. Aconselhada por Darcy Ribeiro\, Claudia Andujar se encaminhou para documentar sociedades indígenas sobre o prisma do conhecimento antropológico\, incluindo a vida simbólica e a cultura material dos povos originários. Claudia Andujar compõe uma história de mais de 150 anos de emprego da fotografia nesse processo investigativo\, ao lado de Sebastião Salgado\, Milton Guran\, Elza Lima\, entre outros – aqui referidos por conta da dimensão estética de suas imagens. \nEspiritualidade. Em seus primórdios\, algumas sociedades não brancas\, consideravam que a fotografia “roubava a alma” dos retratados. Ademais\, as sociedades indígenas foram catequizadas por missionários católicos\, uma guerra simbólica hoje acirrada pelo exacerbado proselitismo de seitas evangélicas. O delicado respeito ético de Claudia Andujar pelas diferenças e especificidades das crenças resultou numa “arte sacra” sui generis ao registrar com formidável qualidade plástica cerimônias\, adereços ritualísticos\, cerimônias como a da ingestão dos alucinógenos religiosos\, observando teogonias e unidade entre todos os seres que compõe a terra: água\, pedras\, montanhas\, vegetais\, animais\, um reino da natureza no qual os humanos se inscrevem sem hierarquização de qualquer espécie. \nPaulo Herkenhoff\, curador da exposição.
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SUMMARY:"Deslimites da Escrita" de Xico Chaves e Cláudia Lyrio na Galeria Movimento
DESCRIPTION:Imagem / Divulgação\n\n\n\n\n\nA Galeria Movimento apresenta a exposição coletiva “Deslimites da Escrita”\, que reúne os artistas Xico Chaves e Cláudia Lyrio.  A mostra explora a íntima relação entre palavra\, imagem e objeto\, revelando como ambos os artistas transportam a escrita para suas criações\, desafiando limites e ampliando significados. \nCom uma trajetória que se estende desde a década de 1970\, Xico Chaves é uma figura central na arte e na poética brasileira. A exposição apresenta obras significativas da década de 70\, além de obras recentes e inéditas\, ressaltando sua influência e inovação. Seu trabalho integra poemas\, músicas e artes visuais\, criando um grande mar de significados. Xico intercala diferentes linguagens e desdobramentos que celebram a diversidade da expressão artística. \nCláudia Lyrio\, artista visual do Rio de Janeiro\, traz uma sensibilidade única à exposição. Após sua individual no Paço Imperial\, foi convidada a trazer uma parte de sua exposição para “Deslimites da Escrita”. Seu trabalho utiliza um vocabulário lírico que incorpora elementos da natureza\, como árvores\, aves e cor\, criando narrativas poético-ficcionais. Lyrio transporta a escrita para suas obras\, refletindo sobre os ciclos da vida e enfatizando a potência visual da palavra. \nO texto crítico da exposição é de Marisa Flórido Cesar\, crítica de arte\, curadora e professora adjunta do Instituto de Arte da UERJ. Ela contextualiza as obras e discute a importância da escrita como um elemento fundamental na arte contemporânea\, amplificando as vozes de Chaves e Lyrio. \n“Deslimites da Escrita” convida o público a explorar a intersecção entre as obras dos artistas\, ressaltando o diálogo entre diferentes períodos e estilos artísticos. A mostra procura ser um espaço de reflexão e inspiração\, onde os visitantes poderão vivenciar a arte brasileira em suas múltiplas formas.
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LOCATION:Galeria Movimento\, 15 R. dos Oitis Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"pequenas mortes" da Renan Marcondes no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Uma das fotografias de “Uma árvore tombada se mede melhor”. Imagem: Cortesia do artista \nA partir do dia 23 de julho\, o Centro Cultural Correios Rio de Janeiro recebe pequenas mortes\, primeira exposição individual do paulista Renan Marcondes na cidade. A mostra apresenta cerca de sete trabalhos e séries em que o corpo é o elemento principal\, investigando seus limites e resistências diante de regras e estruturas de controle. \nEm exibição pela primeira vez no Rio\, as obras transitam entre performance\, dança\, escultura\, fotografia e desenho\, fugindo às classificações tradicionais das artes visuais. Marcondes propõe trabalhos que investigam as tensões do limiar entre euforia e queda\, ou as “pequenas mortes”\, como escreve o curador Tiago Sant’Ana. \nObras como “Outro estranho desaparecimento” e “Dessa vez vai ser diferente” mostram o corpo do artista submetido a diversos objetos. Na primeira\, uma sequência de fotografias mostra seu desaparecimento atrás de uma cortina de teatro preta\, enquanto\, na segunda\, Marcondes tenta equilibrar\, sem sucesso\, um cubo de madeira sobre sua cabeça. Esses objetos impõem pressões e limites sobre o corpo\, que parece se recusar a obedecer. Ambos os trabalhos começam e acabam com imagens sem a presença humana\, em uma circularidade que sugere uma luta constante entre ação e submissão. \nA exposição também explora outras dualidades\, como luto e celebração\, efemeridade e permanência. É o caso da série inédita de fotografias “Uma árvore tombada se mede melhor”\, que registra performance realizada na Pinacoteca de São Paulo. Os performers se deitam sobre um chão coberto por 500 quilos de flores e plantas\, com ripas de madeira e flores de cemitério presas ao corpo. Criada a partir de experiências de luto de Marcondes\, a obra propõe uma reflexão sobre a morte não apenas como fim\, mas como processo de descoberta. Em sua beleza silenciosa\, as imagens convidam a desacelerar e olhar para a finitude como parte do ciclo da vida. \nA mostra integra a programação do Centro Cultural Correios RJ\, espaço que reafirma seu compromisso com a difusão da arte contemporânea e o incentivo à produção artística nacional. Instalado em um prédio histórico no centro da cidade\, o centro cultural promove\, desde 1993\, exposições gratuitas ao público em suas 11 salas expositivas\, recebendo cerca de 400 mil visitantes todos os anos. pequenas mortes segue aberta à visitação no 3º andar\, até 13 de setembro.
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LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"O Tempo das Coisas Vivas" no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Obra de Beatriz Lindemberg – Foto: Divulgação \nO Centro Cultural Correios Rio de Janeiro convida para a abertura da exposição coletiva O tempo das coisas vivas\, no dia 23 de julho (quarta-feira)\, das 16h às 20h\, nas galerias B e C\, propondo diálogos entre os trabalhos dos artistas Ana Miguel\, André Vargas\, Beatriz Lindenberg\, Bruno Romi\, Cibelle Arcanjo\, Cildo Meireles\, Hilal Sami Hilal\, Marina Schoereder\, PV Dias\, Rodrigo Braga\, Simone Cosac Naify\, Simone Dutra e Yhuri Cruz. \nCom curadoria de Shannon Botelho\, a mostra parte da teoria do filósofo e sociólogo francês Michel Maffesoli que propõe uma crítica à racionalidade moderna e defende a necessidade de uma nova forma de pensar e viver o mundo\, baseada em uma ecologia integral\, que ele chama de ecosofia. A exposição percorre camadas invisíveis da experiência do viver\, tensionando os limites da cronologia linear. O que está em jogo não é a sucessão dos instantes\, mas aquilo que insiste: o que ressoa\, o que transforma\, o que permanece. \nA mostra é estruturada em torno dos três ecossistemas formulados por Maffesoli — o natural\, o humano e o social —\, e propõe uma abordagem crítica e sensível sobre temas como esgotamentos ambientais\, espiritualidade\, colonialidade\, violências históricas\, experimentação e linguagem. As obras habitam simultaneamente esses três campos\, atravessando questões urgentes por meio de gestos\, materiais e narrativas que convocam à atenção e à escuta. \n“As obras e artistas discutem\, cada qual a seu modo\, enfrentamentos contemporâneos urgentes que\, aproximados em uma narrativa curatorial\, pretende propiciar novas reflexões. Em suas obras\, o tempo se institui como matéria sensível — tecido da memória\, do gesto\, da paisagem e do corpo —\, uma vez que o que permanece não está fora do tempo\, mas é justamente aquilo que\, ao durar\, se transforma”\, explica o curador Shannon Botelho. \nAo invés de um percurso sugerido\, a curadoria propõe agrupamentos flexíveis entre duplas e trios de artistas\, que podem ser reorganizados a partir da experiência do visitante. Entre os diálogos estabelecidos estão: Ana Miguel\, Hilal Sami Hilal e Marina Schroeder que elegem a matéria como elemento de significação e destino das obras. \nAndré Vargas e Cibelle Arcanjo que celebram as encantarias\, afirmam a ciência e a fé nas ervas. Bruno Romi e Yhuri Cruz que põem em diálogo o poder dos materiais e a força que carregam com seus significados. Beatriz Lindenberg e Rodrigo Braga que exploram o corpo como instrumento de mensuração do tempo e da vida. PV Dias e Simone Dutra que rasuram o tempo com o que sobra de seus registros. Cildo Meireles e Simone Cosac Naify que deslocam o juízo do epicentro do presente para um estado de elucubração de outras realidades possíveis. \nDurante a abertura da exposição\, a artista Beatriz Lindenberg realizará a obra Respirar o desenho\, um “desenho-performance”\, como descreve\, na qual\, com o uso do bastão a óleo sobre papel\, investiga os gestos do braço\, seus limites\, encontros e ressonâncias com a respiração. \nCom diferentes linguagens e suportes – pintura\, desenho\, instalação\, escultura\, objeto\, fotografia\, performance e vídeo – O tempo das coisas vivas convida o público a habitá- la: nos seus ciclos\, nas suas ruínas\, nas suas reconfigurações. Há um convite à desaceleração\, à escuta e à permanência — não como resistência passiva\, mas como forma de elaboração e possibilidade.
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SUMMARY:"Eterno Vulnerável" de Castiel Vitorino Brasileiro no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Obra de Castiel Vitorino Brasileiro. Crédito: Felipe Amarelo\n\n\n\n\nNo dia 26 de julho\, o Solar dos Abacaxis inaugura a exposição “Eterno Vulnerável”\, a primeira grande individual institucional de Castiel Vitorino Brasileiro – uma das mais importantes artistas em atividade no Brasil hoje – reconhecida por propor espaços e procedimentos que entrelaçam arte\, espiritualidade e psicologia. Nessa mostra\, a artista\, que também é escritora e psicóloga clínica\, se aprofunda no eixo principal de seu trabalho: o entendimento dos processos de cura como processos de construção da liberdade. “Eu sempre contextualizo minha prática artística com a minha prática e formação em psicologia. Ao me debruçar em questões como liberdade\, eu sempre vou pensar de modo clínico\, ou seja\, de um modo muito pessoal\, individual\, singular\, tentando olhar para a família\, para questões coletivas e também\, por vezes\, culturais”\, reflete a artista. \nCom curadoria de Bernardo Mosqueira e Matheus Morani\, a mostra ocupa dois andares da sede do instituto no Mercado Central (Rua do Senado\, 48 – Centro do Rio) e reúne 40 obras inéditas e comissionadas\, entre pinturas\, instalações\, esculturas\, mosaicos\, cerâmicas\, desenhos e vídeo. O projeto integra a programação especial que celebra o aniversário de dez anos da instituição\, cuja temporada educacional e artística de 2025 e 2026 será  inteiramente dedicada ao tema da liberdade. \nCom entrada gratuita e visitação até 1º de novembro\, a exposição traz para o espaço do Solar estudos sobre temporalidade\, transformação\, memória\, saúde e emancipação — temas centrais na trajetória da artista. “Nessa exposição eu quis trazer uma experiência de celebração\, de descanso\, de cuidado e de referência à minha própria ancestralidade por meio dos próprios objetos. Ao contrário de outras exposições\, onde trabalhei bastante com fotografia\, nesta tento trazer essa força para o objeto”\, conta a artista. \n“Eterno Vulnerável” nasce de uma longa relação entre Castiel e o Solar e do profundo alinhamento entre a artista e os princípios da instituição – ambos apostam na arte como experiência viva\, na espiritualidade como campo político e criativo\, na importância das formas de viver não-normativas e na liberdade como luta cotidiana. Castiel participou de ações marcantes do Solar\, como a exposição “D’olho D’água à Foz” na Praia do Arpoador em 2021\, do programa público de “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós” em 2024 e foi também a autora dos cartazes que anunciavam o programa anual do Solar de 2025\, lançado na última edição da ArtRio. \nA prática de Castiel Vitorino desenvolve um vocabulário muito próprio que desafia os rótulos convencionais da arte e afirma uma linguagem enraizada em sua subjetividade e ancestralidade. Suas instalações\, por exemplo\, são chamadas por ela de “espaços perecíveis de liberdade” – territórios temporários onde o corpo e a presença são centrais para experiências de cura e transformação. \n“O título ‘Eterno Vulnerável’ fala da própria natureza da liberdade\, sobre a importância de entendermos que ela está sempre frágil\, em risco\, que nunca está garantida.  Ela é objeto de um esforço constante – para ser alcançada\, sustentada\, imaginada”\, afirma o curador Bernardo Mosqueira. “Ao mesmo tempo\, o título é também uma afirmação do poder da vulnerabilidade\, do que podemos aprender com a sabedoria dos sentimentos para sermos mais livres.” \nNo térreo da exposição\, o público é recebido por uma instalação imersiva em que um ambiente é formado por quatro grandes tecidos tingidos com pigmentos naturais trazidos de uma residência no Marrocos\, aos quais foram adicionados brilhos\, escritos\, rezas\, costuras\, e desenhos. No centro do espaço formado pelos tecidos\, sobre um chão de terra\, são exibidas esculturas de barro que evocam ninhos\, casas e cabaças\, com cores e formas que fazem referência ao Cosmograma Bakongo – símbolo bantu que remonta aos ciclos de vida\, morte\, ancestralidade e metamorfose. A instalação é composta por luzes\, cores e aromas\, conjugando um território de acolhimento e transformação.  \nAinda nas paredes do térreo\, podemos encontrar grandes pinturas elaboradas a partir dos processos do “Método Elementar”\, um ritual coletivo de escuta e cura que a artista desenvolveu em sua atuação clínica e artística\, que também será realizada como parte da programação pública desta mostra na instituição. “O método elementar costura tudo\, porque é o encontro com o que é elementar pra gente\, ou seja\, a respiração. Neste processo\, são realizadas meditações guiadas e também desenvolvemos várias pinturas e desenhos durante essa prática. E essas pinturas vão estar na exposição como um registro desse processo coletivo de cura”\, resume Castiel. \nNo fundo do primeiro andar\, encontramos também o vídeo inédito “Abre Alas” (2025) – editado a partir de imagens realizadas na residência no Marrocos no ano de 2023 – projetado diante de uma arena circular que receberá rodas de conversa\, práticas de cura e ações educativas conduzidas pela própria artista e outras convidadas. \n“Castiel é uma das artistas mais importantes em atividade no Brasil hoje e\, sem dúvida\, uma das mais singulares de sua geração. Ela tem uma linguagem muito própria\, uma prática radicalmente genuína. Ao mesmo tempo que é um trabalho cheio de segredos e recusas\, é uma prática também muito generosa\, que tem o coletivo como origem e destino.”\, afirma Mosqueira. “Sua obra tem no centro processos de cura que nascem do entrelaçamento entre arte\, espiritualidade e política\, não no lugar das táticas\, da intencionalidade e racionalidade da macropolítica\, mas de algo muito maior que é a potência do namoro sincero e humilde com o Mistério. Essa é a maior individual que o Solar já realizou. Poder realiza-la neste momento em que celebramos nossos 10 anos é um privilégio para a gente\, além de um sinal de um enorme alinhamento.” \n“Castiel compartilha com o Solar o desejo de nos movermos para além das categorias de conhecimento convencionais\, para\, assim\, construirmos uma real transformação nas formas de vivemos juntos\, de pensar\, sentir\, imaginar e construir juntos. Em sua exposição\, a artista convida a todas as pessoas para um espaço meditativo e acolhedor de cura\, por meio de obras e de encontros que evocam a comunhão e a escuta do que é mais primordial e elementar para as existências — como o ar\, a água\, a terra\, o abandono e o amor.”\, diz Matheus Morani\, que assina a curadoria com Mosqueira. \nNo andar superior\, a exposição mergulha em camadas mais íntimas. Uma grande estrutura piramidal exibe uma série de esculturas feitas de dormentes de madeira parcialmente cobertos por mosaicos de espelhos e ladrilhos. Nas paredes\, pinturas e desenhos de diferentes escalas\, incluindo obras realizadas por ou em parceria com a avó da artista\, representando especialmente ecologias\, memórias de plantas e paisagens da infância. \nA relação entre o feminino e a ancestralidade na família de Castiel é muito importante nesta mostra que espelha tão intimamente a subjetividade da artista. Ainda que muito vibrante e alegre\, a exposição reverbera também ausências e silêncios — especialmente considerando o marco simbólico dos 15 anos do desaparecimento da mãe de Castiel\, referência que perpassa afetivamente toda a exposição. A série de obras em tecido que abre a exposição é chamada “Ingrid” (2025)\, nomeada em homenagem à mãe da artista. \nA série de totens intitulada “Não Dá Pra Não Pensar em Você” (2025) também parte dessa ferida aberta e elabora\, de maneira ritualística\, uma memória coletiva e pessoal. São 15 esculturas construídas com mosaicos sobre dormentes de madeira\, cada uma pesando cerca de 50 quilos — um peso simbólico que carrega os anos de ausência\, luto e reinvenção. Cada totem corresponde a um ano do desaparecimento de sua mãe\, tornando-se marcador do tempo e da presença dessa ausência na vida e na obra de Castiel. O título da série\, extraído do primeiro verso de uma canção de Sandy e Junior (Não dá pra não pensar\, 2008)\, evoca a recorrência do pensamento e da saudade como forma de existência. \n“Não tem como falar sobre liberdade sem falar sobre a minha relação com a minha mãe\, que está desaparecida há 15 anos. Ela desapareceu em 2009\, e desde então isso se tornou uma ausência que marca tudo. A música de Sandy e Júnior que inspirou o nome da obra me atravessa há anos\, porque desde que ela desapareceu eu sinto que estou sempre pensando nela. É um trabalho sobre memória\, saudade e cura\, mas também sobre a forma como a ausência pode ser presença. Esses totens são como marcadores de tempo\, de afeto e de resistência. Falar da minha mãe é falar da minha liberdade\, porque a minha história passa por ela\, pelo sumiço dela\, e pela forma como sigo vivendo e me transformando a partir disso”\, reflete a artista. \nPara Castiel\, a liberdade está diretamente conectada à recusa das categorias sociais impostas. Quando afirma que “a transmutação é um desígnio inevitável”\, a artista reivindica uma opacidade radical diante de definições que a limitam – gesto de recusa que é também um gesto de cuidado\, de sobrevivência e de imaginação de outros futuros possíveis. Ao abrigar “Eterno Vulnerável”\, o Solar dos Abacaxis reafirma seu compromisso com práticas artísticas que interrogam o mundo\, reencantam a vida e lutam pelo cuidado e pela liberdade em suas múltiplas dimensões. \nNascida em Vitória\, no Espírito Santo\, Castiel Vitorino vive entre São Paulo\, Rio de Janeiro e sua cidade natal. Já participou de exposições em instituições como a Pinacoteca de São Paulo\, o MASP\, o MAR\, o MAM Rio\, o Inhotim e as Bienais de São Paulo e Berlim\, além de ter tido uma exposição individual no Hessel Museum\, no estado de NY. “Eterno Vulnerável” representa um ponto de inflexão em sua trajetória: um momento de expansão artística e simbólica\, com um projeto comissionado em sua totalidade e concebido para dialogar com o espaço do Solar. \nA exposição integra também o programa educativo do Solar\, com ações voltadas a escolas\, grupos e coletivos. “Eterno Vulnerável” é\, acima de tudo\, um convite à presença: à escuta do corpo\, da memória\, da espiritualidade e da liberdade – essa matéria instável que habita cada uma e cada um de nós. \nO Solar dos Abacaxis tem Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Patrocínio Prata do Mattos Filho\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O Programa Educativo tem Patrocínio Ouro do BTG Pactual\, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
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LOCATION:Solar dos Abacaxis\, Rua do Senado\, 48 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Pequenas histórias sobre os dias e as noites do mundo" de Marco Tulio Resende na Galeria Cassia Bomeny
DESCRIPTION:Marco Tulio Resende\, Sem título\, da série Ecce Homo\, 2010. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nCássia Bomeny Galeria anuncia “Pequenas histórias sobre os dias e as noites do mundo”\, exposição do artista mineiro Marco Tulio Resende\, com curadoria de Marcus Lontra. A individual será inaugurada no dia 6 de agosto de 2025\, às 18h\, com visitação até 20 de setembro na sede da galeria em Ipanema\, no Rio\, reunindo obras recentes do artista em diferentes suportes. \nCom 50 anos de trajetória consolidada no cenário da arte contemporânea brasileira\, Marco Tulio propõe\, através de sua produção\, uma subversão das geografias e narrativas do mundo. Sua obra atua nas frestas do tempo e do espaço\, elaborando imagens que desafiam as lógicas lineares e traduzem os conflitos e encantamentos do presente. \n“Meu trabalho é o resultado de tudo que vejo e sou: meu passado\, meu cotidiano\, minha vida. O fundamento básico é a memória. Na trama dos fatos e dos encontros vou somando meu modo de ser\, vou erguendo a construção e com ela invento: não sou ortodoxo nem radical”\, afirma o artista. “Sou permeável\, disposto a procurar e com o que encontro\, teço minhas razões\, descubro as afinidades: Rembrandt\, Goya\, Klee\, Rauschenberg\, Kiefer\, Louise Bourgeois\, Duchamp\, Frida Kahlo\, Guignard\, Barroco Mineiro\, toda a África e índios do Brasil\, Camus\, Rimbaud\, Wilde\, Gide\, Bachelard\, Jung\, Lorca\, Murilo Mendes\, Bach\, Mozart\, P. Bausch\, Buñuel…”. \nA exposição apresenta um corpo de trabalhos de duas séries distintas – Ecce Homo e Etcetera – que transitam entre a abstração e a figuração\, evocando influências como Amilcar de Castro\, Antoni Tàpies\, Torres García e a força expressiva das máscaras africanas. Com paleta cromática deliberadamente contida e materialidade intensa\, Marco Tulio elabora uma poética que atravessa continentes\, tempos e linguagens. Etcetera reúne pinturas que nascem de um processo contínuo de desenho e reinterpretação da memória\, articulando esquecimentos\, reencontros e afetos. As obras funcionam como fragmentos visuais de um alfabeto íntimo\, em que gestos gráficos acumulados ao longo do tempo se transformam em narrativas sensoriais. A partir de anotações e registros visuais do artista\, a série propõe uma leitura expandida da memória\, tratada não como arquivo fixo\, mas como matéria viva e criativa capaz de gerar novas camadas de sentido. \nA série Ecce Homo reúne dez pinturas inéditas de pequeno formato\, recém-produzidas a partir de pigmentos terrosos\, e duas grandes telas de 2008. Integram a mesma série as esculturas em cerâmica Cabeças (2013)\, que remetem à história do Bairro das Cabeças\, antiga entrada de Ouro Preto no século XVIII\, onde cabeças de condenados eram expostas como forma de intimidação. As obras em cerâmica foram produzidas com terras de diversos municípios mineiros\, transformadas em argila e queimadas no forno tradicional japonês Noborigama\, a até 1.280°C por 72 horas\, em um processo coletivo e ritualístico. A técnica aplicada\, “Bizen”\, dispensa esmalte e utiliza a reação da cinza da lenha sobre as peças para criar texturas e padrões únicos. \nPara o curador Marcus Lontra\, a obra do artista “é guardiã da memória nostálgica e romântica\, mas sempre comprometida com o mundo em que vivemos\, seus dramas e alegrias”. Ao lado de Manfredo Souzanetto e Marcos Coelho Benjamin\, seus companheiros geracionais\, Marco Tulio integra a chamada “tríade mineira” — artistas que transformaram os paradigmas da paisagem no Brasil\, a partir de um comprometimento com a materialidade pictórica e com a força do gesto gráfico. \n“Pequenas histórias sobre os dias e as noites do mundo” convida o público a uma travessia poética entre saberes e formas\, em que memória e imaginação\, matéria e sonho se entrelaçam. Como nos lembra o verso de Milton Nascimento\, que ecoa discretamente na exposição: “sonhos não envelhecem”.
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LOCATION:Cassia Bomeny Galeria\, Rua Garcia d'Avila\, 196 - Ipanema\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Vicente do Rego Monteiro\, “Bicho”\, 1925 – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA trajetória de Vicente do Rego Monteiro\, artista entre continentes\, entre tempos e entre linguagens\, ganha nova leitura sob a curadoria do também artista Paulo Bruscky. Após itinerar por São Paulo\, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro com núcleo documental inédito\, apresentando ao público brasileiro\, pela primeira vez\, a dimensão visual e poética de um modernista muitas vezes deslocado dos centros hegemônicos de consagração. \nA exposição “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)” articula mais de 100 documentos\, obras e registros que atravessam a vida e a obra de Rego Monteiro — pintor\, escultor\, editor e poeta — cuja atuação multifacetada se deu entre a capital pernambucana e o circuito europeu. Entre manuscritos\, caligramas\, pinturas\, livros\, cartas\, fotografias e cartazes\, o que emerge é uma obra que se desenha na dobra entre o arcaico e o moderno\, entre o gesto ameríndio e o experimentalismo gráfico. \nCom um recorte que dá ênfase à produção textual e visual do artista\, Bruscky revisita uma pesquisa que teve um ponto de inflexão na mostra no Centre Georges Pompidou\, em Paris\, em 2017. Incorporando obras e arquivos\, a exposição propõe não apenas uma retrospectiva\, mas uma reinterpretação do artista enquanto figura importante da modernidade brasileira. \nEntre os destaques estão as pinturas Bicho (1925) e Moderna Degolação de São João Batista\, esta última gentilmente cedida pelo MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Há ainda livros de artista concebidos por Vicente antes mesmo da consolidação desse termo\, discos\, baralhos e um conjunto de caligramas que antecipam a estética concretista. \nVicente\, que editava em Paris e imprimia em Recife\, é figura emblemática de um modernismo lateral — que não se organiza pelo eixo Rio-São Paulo\, mas por uma cartografia própria\, onde a cerâmica marajoara\, o cubismo e a estampa japonesa coexistem. Como escreve Bruscky: “foi talvez o mais arcaico e\, por isso mesmo\, o mais moderno entre os modernistas”. Um artista cujos gestos são inseparáveis da multiplicidade cultural do país que habitou em trânsito. \nA mostra se ancora ainda no catálogo “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)”\, que inclui textos para a compreensão da obra do artista. Jorge Schwartz discute as interseções entre Vicente e o ideário antropofágico\, enquanto Gênese Andrade analisa sua produção a partir de retratos e autorrepresentações\, ampliando a leitura sobre sua atuação nas artes visuais e na poesia. \nA iniciativa da Danielian Galeria\, em promover a itinerância e ampliar o acesso ao acervo documental de Vicente do Rego Monteiro\, inscreve-se num momento importante de revalorização das margens da modernidade. Não por acaso\, é Paulo Bruscky — o mais importante artista arquivista da arte correio na América Latina — quem conduz esse gesto: um artista arquivando outro\, em espiral.
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SUMMARY:"Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial" no MAM Rio
DESCRIPTION:Tarsila do Amaral\, \, “Urutu”\, 1928 – Imagem / Divulgação \nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura no dia 9 de agosto de 2025 a exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, que abre as comemorações pelo centenário de nascimento de um dos maiores colecionadores da história da arte brasileira. \nDe grande escala\, a mostra reúne aproximadamente 350 obras de um dos mais representativos conjuntos da produção artística nacional. Desde 1993\, cerca de 6.400 das 8.300 peças que compõem a Coleção Gilberto Chateaubriand estão sob a guarda do MAM Rio\, consolidando uma parceria fundamental para a preservação e difusão da arte brasileira. \nCom curadoria de Pablo Lafuente e Raquel Barreto\, a exposição marca também a reabertura do Bloco Expositivo do museu\, após um breve hiato para sediar a Cúpula do Brics em julho. O público será convidado a uma imersão nas camadas de significado\, afeto e história que atravessam a coleção\, ao longo de mais de cinco décadas cuidadosamente constituída por Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Mello (1925–2022)\, diplomata e presença marcante nas artes visuais do país. \nSegundo o próprio Gilberto\, o colecionismo surgiu por acaso\, em 1953\, durante uma viagem a Salvador\, quando foi apresentado ao pintor José Pancetti (1902–1958) pelo colecionador Odorico Tavares. Ao visitar o ateliê\, adquiriu não só a tela Paisagem de Itapuã\, mas a paixão por colecionar. \n“Mais do que uma reunião de obras\, a Coleção Gilberto Chateaubriand é o testemunho de um olhar comprometido com a arte e com os artistas brasileiros. É um patrimônio vivo\, em constante diálogo com o tempo\, cuja preservação e difusão cabem ao MAM Rio\, por meio de suas exposições e ações educativas. Ao longo das últimas décadas\, o museu realizou mais de 50 exposições dedicadas à coleção\, reafirmando sua importância como referência para o pensamento e a história da arte no Brasil”\, afirma Yole Mendonça\, diretora-executiva da instituição. \nDe acordo com Pablo Lafuente\, diretor artístico do museu\, “a coleção de Gilberto consegue oferecer um panorama complexo da história da arte brasileira do século 20\, atenta aos movimentos e artistas que a compuseram\, tornando-se uma das mais importantes do país ao mesmo tempo que revela as relações fascinantes que Gilberto tinha com obras e com artistas”. \n“Gilberto Chateaubriand se dedicou com intensidade à formação de uma das coleções particulares mais significativas que temos no Brasil. A coleção é única em sua habilidade de unir tradição e experimentação\, incluindo desde os modernistas icônicos a jovens artistas de diversas regiões do país e suas propostas experimentais”\, observa Raquel Barreto\, curadora-chefe do MAM Rio. \nUm olhar sensorial para a arte brasileira \nEntre pinturas\, fotografias\, objetos e esculturas\, a mostra reúne obras fundamentais do modernismo e das vanguardas experimentais até artistas contemporâneos das mais diversas vertentes e regiões do Brasil. A seleção reflete o espírito colecionador de Gilberto: atento\, curioso\, sensível\, passional. “Eu sou um sensorial. Um dionisíaco\, digamos. A obra de arte é tão impressionante que motiva uma excitação mental e corporal também”\, afirmou ele em conversa gravada com Carlos Alberto Chateaubriand e o curador Luiz Camillo Osorio\, em 2014. Esse olhar emocionado e pessoal permeia a exposição\, que propõe uma cartografia afetiva e histórica da arte brasileira. \nA curadoria estruturou cinco núcleos que orientam o percurso de visitação: “Origens” remonta à primeira grande mostra da Coleção GC no MAM Rio\, realizada em 1981; “Fronteiras” acompanha o interesse do colecionador por artistas trabalhando em contextos além do eixo Rio-São Paulo; “Retratos”\, gênero de especial interesse para Gilberto\, reúne autorretratos\, retratos de artistas e do próprio colecionador; “Artistas” aproxima o público do processo criativo\, com estudos\, projetos e esboços de nomes representativos da coleção; um quinto núcleo apresenta um grande conjunto de trabalhos na parede do Salão Monumental\, incluindo algumas das obras mais emblemáticas do acervo\, reflete a pluralidade da arte brasileira. \nUm século de arte no Brasil \nCom obras de Adriana Varejão\, Alair Gomes\, Anita Malfatti\, Anna Bella Geiger\, Antonio Bandeira\, Artur Barrio\, Beatriz Milhazes\, Candido Portinari\, Carlos Vergara\, Cícero Dias\, Cildo Meireles\, Djanira\, Edival Ramosa\, Gervane de Paula\, Glauco Rodrigues\, Iberê Camargo\, Ione Saldanha\, Ivan Serpa\, José Pancetti\, Lasar Segall\, Luiz Zerbini\, Lygia Clark\, Maria Martins\, Rubens Gerchman\, Tarsila do Amaral\, Tomie Ohtake e Vicente do Rego Monteiro\, entre muitos outros\, a exposição cobre cerca de 100 anos de arte no Brasil e permite ao visitante percorrer\, de forma não linear\, uma ampla e plural história da cultura visual do país. \nA mostra também evidencia a relação direta entre colecionador e artistas — uma das características da atuação de Gilberto. Ele sempre visitou ateliês e acompanhou os processos de criação\, estabelecendo diálogos duradouros com artistas de diferentes gerações. \nCom Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, o MAM Rio homenageia não apenas o centenário de nascimento de um de seus principais patronos\, mas a importância do colecionismo comprometido com o desenvolvimento da arte no Brasil — um legado que continua a inspirar novas gerações. \nA exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial é organizada em colaboração com o Instituto Cultural Gilberto Chateaubriand e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, da Petrobras\, da Light\, do Instituto Cultural Vale e da Vivo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.
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SUMMARY:"Natureza\, escultura e sustentabilidade" de Hugo França na FGV Arte
DESCRIPTION:Hugo França\, “Escultura Pissand+¦”\, 2024\n\n\n\n\nNatureza\, escultura e sustentabilidade\, de Hugo França\, será a primeira exposição individual de um artista na FGV Arte. A abertura ocorrerá na esplanada da Fundação Getulio Vargas\, no dia 14 de agosto\, a partir das 19h\, na Praia de Botafogo\, 186. A mostra\, com duração de dois meses\, reúne obras que marcam a trajetória singular do artista\, e o público que passar pelo local terá a experiência de interagir ativamente com peças de grandes dimensões. Com uma abordagem ecológica e poética\, as obras expressam a presença da natureza e dão ao espectador uma ideia do conceito e do processo de produção de cada uma delas. “O fato de as pessoas interagirem com as obras é um grande diferencial\, pois possibilita uma experiência sensorial muito maior. O público pode esperar um grande show das formas orgânicas que a natureza proporciona\, que tem\, entre outras coisas\, um valor arqueológico e escultórico que reverencia a floresta”\, conta Hugo França.Reconhecido internacionalmente por suas esculturas mobiliárias monumentais\, o artista utiliza resíduos florestais da Mata Atlântica\, ressignificando troncos e raízes em obras que combinam arte\, design e consciência ecológica. Sua prática é muito influenciada por saberes tradicionais\, sobretudo os do povo Pataxó. Hugo França desenvolve seu trabalho\, em especial\, a partir de dois tipos de resíduos florestais\, o Pequi-Vinagreiro e a Braúna – duas árvores que são exemplares da Mata Atlântica e se destacam pela sua morfologia. Na criação de suas obras\, o designer propõe um pacto amoroso entre o mundo humano e o natural\, em que até mesmo a motosserra\, um objeto frequentemente associado à destruição\, ganha novo sentido como um instrumento de produção simbólica. “As esculturas nascem da observação das formas orgânicas das árvores mortas [resíduo florestal] e\, a partir daí\, são esculpidas seguindo a orientação da estrutura original da árvore\, que é incorporada à obra. A natureza é a primeira a esculpir a obra\, eu sigo o que as formas orgânicas e a textura da árvore já tinham”\, explica França. O artista afirma que seu interesse por esse método de trabalho surgiu no início dos anos 1980\, quando se mudou para Trancoso\, no sul da Bahia\, e se deparou com a intensa exploração predatória da floresta tropical\, em particular da Mata Atlântica\, um dos biomas mais importantes do planeta.O curador da galeria\, Paulo Herkenhoff\, enfatiza a linguagem simbólica das obras\, que propõem uma resistência por meio da suavidade: “Os móveis uterinos de Hugo França são esculturas que acolhem. Você se senta e fica”\, pontua o crítico. A exposição reafirma o compromisso da FGV Arte em promover projetos que cruzam arte\, educação e sustentabilidade\, dando continuidade ao trabalho iniciado com as mostras A quarta geração construtiva\, Brasília: a arte da democracia\, Guanabara\, abraço do mar\, entre outras. Na mesma data da abertura\, na parte da tarde\, será lançado o livro Hugo França: esculturas mobiliárias\, a primeira obra editorial da FGV Arte dedicada ao artista. Natureza\, escultura e sustentabilidade acontece simultaneamente com a atual exposição Afro-brasilidade\, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel\, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães\, na FGV Arte.
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SUMMARY:"Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco" na Carpintaria
DESCRIPTION:Wanda Pimentel\, Sem título\, da série Animais preto & branco. Foto: Eduardo Ortega / DDM\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco\, com abertura dia 16 de agosto na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne\, pela primeira vez\, a série Animais Preto e Branco\, um conjunto de desenhos em preto e branco realizados nos primeiros anos de sua trajetória. Criadas entre 1965 e 1967\, essas obras dão a ver um período formativo de experimentação\, marcando o surgimento da linguagem visual singular de Pimentel. \nCom traços agitados e vigorosos\, numa paleta restrita\, Pimentel desenhou animais\, alguns identificáveis\, outros inventados\, cujas formas pulsam\, serpenteiam e vibram em meio a emaranhados gráficos de rabiscos e marcações. Besouros\, cangurus\, tatus\, tartarugas\, morcegos\, girafas\, corujas e macacos aparecem retratados com uma mão investigativa\, como se a artista explorasse as texturas de pelos\, penas\, escamas e peles\, apenas para distorcer suas formas e padrões nos espaços alucinatórios de seu bestiário estilizado. \nEssa faceta inicial da obra de Pimentel revela uma abordagem caligráfica mais livre\, na qual a superfície do papel é quase inteiramente ocupada\, vibrando com atividade visual — em contraste agudo com sua produção posterior\, de orientação geométrica\, baseada numa espacialidade rigorosa definida pelo vazio articulado às representações precisas de objetos e partes do corpo. Como propõe a historiadora da arte Vera Beatriz Siqueira em seu ensaio para a exposição: “Em Wanda\, os animais parecem afirmar a base gráfica e a posição central conferida à linha\, que define questões de sua obra\, ao mesmo tempo que anunciam a questão temática e plástica do ‘envolvimento’\, das relações entre criaturas\, objetos e seus ambientes — centrais em seu trabalho.” \nA obra Sem título (da série Envolvimento) (1969) da artista foi recentemente incorporada à coleção permanente do MoMA\, e integrou a exposição Vital Signs: Artists and the Body organizada por Lanka Tattersall em 2024\, na mesma instituição. Pimentel está atualmente em exibição na mostra Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração\, 1960-70\, na Pinacoteca em São Paulo.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/wanda-pimentel-percurso-em-preto-e-branco-na-carpintaria/
LOCATION:Fortes D’aloia & Gabriel Carpintaria\, R. Jardim Botânico\, 971 - Jardim Botânico\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
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